Como e quando deve ser divulgada a lista de manuais escolares adotados?EduQA · Currículo e Qualificações
A lista de manuais escolares adotados deve ser divulgada pela escola/agrupamento em locais de fácil acesso ao público, no prazo de 10 dias úteis após o termo do período de registo da decisão de adoção. A lista é também divulgada pelos serviços competentes do Ministério, através da respetiva página eletrónica, onde são indicados os termos de consulta. Após a divulgação da decisão de adoção, não são permitidas alterações às listas de manuais escolares adotados, salvo reconhecida necessidade comprovada pelos serviços competentes.
Base legal:
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Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril — adoção e divulgação de manuais escolares — ficha do DR: Em vigor.
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto — regime de avaliação, certificação e adoção de manuais — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Como se calcula o Crédito horário?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A fórmula é: CH = 7 × n − 50% × H79
n = número de turmas de todos os ciclos, níveis e modalidades (incluindo cursos profissionais e ensino artístico especializado no regime integrado), não existindo crédito suplementar nenhum ciclo.
H79 = total de horas de redução letiva ao abrigo dos n.os 1 e 2 do art.º 79.º do ECD
Exemplo: uma escola com 40 turmas e 10 horas de redução obtém: CH = 7 × 40 − 50% × 10 = 275 horas semanais.
A gestão é feita de forma global a todo o agrupamento, com flexibilidade ao longo do ano letivo, não existindo crédito específico para qualquer ciclo de escolaridade.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigo 9.º, n.os 1 a 4 (cálculo e gestão do crédito horário).
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Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril — Estatuto da Carreira Docente (DR) , artigo 79.º (horas de redução consideradas no cálculo).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o ECD é apresentado como Em vigor; aplica-se a redação atual dos diplomas.
Quem decide sobre um pedido de matrícula em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
Como se processa a transição de nível de proficiência linguística em PLNM?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição de nível de proficiência linguística ocorre de acordo com a seguinte sequência: A1–A2–B1–B2. Esta transição pode ocorrer no final do ano letivo ou em qualquer outro momento do mesmo, desde que o aluno obtenha aprovação em teste intermédio elaborado pela escola, nos termos definidos pelas orientações pedagógicas aplicáveis. Nos 9.º e 12.º anos de escolaridade, o processo de avaliação sumativa é complementado pela realização das provas finais do ensino básico e dos exames finais nacionais do ensino secundário. Nesta conformidade, a passagem de nível de proficiência linguística implica que a classificação final da disciplina (e não apenas a da prova ou exame) seja igual ou superior a nível 3, no ensino básico, ou igual ou superior a 10 valores, no ensino secundário.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua atual redação Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março
Laboratórios de Educação Digital (LED)Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital (LED) são espaços educativos multifuncionais equipados para apoiar a integração transversal das tecnologias digitais no ensino e na aprendizagem. No âmbito da Componente C20 do Plano de Recuperação e Resiliência, investimento TD-C20-i01, destinam-se aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, em atividades curriculares e extracurriculares, sob orientação pedagógica dos docentes.
Os LED não são uma disciplina autónoma nem se destinam apenas à informática. Podem apoiar programação e robótica, atividades STEM, artes e multimédia, experimentação, projetos interdisciplinares, Domínios de Autonomia Curricular e outras atividades alinhadas com o currículo e com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Existem três tipologias: LED 1, com área comum, programação e robótica e STEM; LED 2, com área comum, programação e robótica e artes e multimédia; e LED 3, com área comum, STEM e artes e multimédia. A escola deve utilizar o espaço e os equipamentos para fins de ensino-aprendizagem e assegurar a sua articulação pedagógica.
Os equipamentos devem permanecer no espaço registado para o LED, identificado com a sinalética do PRR. A alteração da sala ou do espaço registado não é uma decisão livre da escola: requer autorização prévia da Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC), fundamentação da alteração e atualização dos registos e da sinalética aplicáveis, conforme a regra operacional publicada no portal LED/Escola Digital.
O número de horas do coordenador LED não está fixado nesta ficha como uma redução legal autónoma. A direção deve organizar a dinamização do espaço no âmbito da distribuição de serviço e, quando legalmente possível, do crédito horário da escola. Não se deve afirmar que existe uma quota horária nacional específica sem diploma ou orientação anual que a estabeleça.
Base legal e fontes oficiais
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Laboratórios de Educação Digital — portal oficial da DGE : destinatários, finalidades, tipologias, utilização dos equipamentos, registo do espaço e autorização prévia de alteração.
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021 — Diário da República : enquadramento da Escola Digital e da Componente C20 do PRR.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — Diário da República , artigos 4.º, 18.º e 21.º: autonomia curricular, organização do trabalho pedagógico e articulação curricular.
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018 — Diário da República : organização do ano letivo, distribuição de serviço e utilização do crédito horário, quando aplicável.
**Nota de rigor:** as regras operacionais do portal, do SIO, da distribuição dos equipamentos e da alteração de localização podem ser atualizadas pela DGE/Escola Digital. Devem ser confirmadas na página oficial da edição ou investimento em causa.
**Validação Radar:** fontes oficiais consultadas em 26 de setembro de 2026.
Como é calculado o montante do suplemento remuneratório atribuído pelo exercício das funções de diretor/a, subdiretor/a e adjunto/a do/a diretor/a?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O montante do suplemento remuneratório atribuído pelo exercício das funções de diretor/a, subdiretor/a e adjunto/a do/a diretor/a é determinado em função da população escolar do AE/EnA, considerando, para o efeito, o número de alunos matriculados em regime diurno.
Base legal:
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Decreto Regulamentar n.º 5/2010, de 24 de dezembro — suplementos remuneratórios dos cargos de direção — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; o diploma consultado revoga apenas o Decreto Regulamentar n.º 1-B/2009.
Os alunos em ensino doméstico estão sujeitos a avaliação quantitativa no final dos anos não terminais de ciclo do ensino básico?EduQA · Currículo e Qualificações
O que integra a componente não letiva dos docentes?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A componente não letiva obedece ao Estatuto da Carreira Docente e compreende o trabalho individual e a prestação de trabalho na escola. A componente não letiva de estabelecimento inclui, designadamente:
Atividades de acompanhamento educativo e apoio a alunos;
Reuniões pedagógicas legalmente convocadas;
Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem;
Substituição de docentes ausentes em situações de curta duração;
Exercício de funções de direção de turma e de coordenação pedagógica;
Acompanhamento e supervisão de atividades de enriquecimento e complemento curricular;
Apoio individual a alunos com dificuldades de aprendizagem;
Assessoria técnico-pedagógica a órgãos de administração e gestão.
No 1.º ciclo do ensino básico, o tempo inerente aos intervalos entre atividades letivas — com exceção do período de almoço — é contabilizado na componente letiva dos docentes, não podendo, salvo situações excecionais, ser utilizado para atribuição de outras atividades ou serviços.
A componente não letiva deve ser organizada de forma a orientar todo o trabalho para a melhoria efetiva das aprendizagens, evitando a acumulação de tarefas pouco articuladas com o currículo.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigo 6.º, n.os 1 a 3 e 10 a 12 (componente não letiva, atividades de estabelecimento e redução da componente letiva).
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Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril — Estatuto da Carreira Docente (DR) , artigos 76.º, 77.º, 79.º e 82.º.
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o ECD é apresentado como Em vigor; aplica-se a redação atual dos diplomas.
Aplicação das regras específicas de progressão no âmbito da Recuperação IntegralRadar Escolar · Carreira e Formação
**Base legal principal:**
Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho , na redação conferida pelo
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março , e demais legislação indicada em cada situação.
O regime especial de recuperação integral do tempo de serviço permite aos docentes abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, recuperar o tempo de serviço prestado nos períodos de congelamento, nos termos legalmente previstos.
A aplicação deste regime tem impacto na data de progressão, na contabilização do tempo de permanência no escalão, na utilização de tempo remanescente e na articulação com outras situações juridicamente relevantes, como bonificações por menções qualitativas de mérito, reduções por aquisição de grau académico ou reduções previstas nos mecanismos de aceleração de progressão na carreira.
Este artigo pretende sistematizar, com recurso a exemplos concretos, as principais regras aplicáveis à operacionalização da progressão dos docentes abrangidos pela Recuperação Integral do Tempo de Serviço.
O presente artigo não se aplica aos docentes que não tenham prestado tempo de serviço nos períodos de congelamento, uma vez que estes não se encontram abrangidos pelo regime especial de recuperação do tempo de serviço.
A quem se aplica este regime?
O regime aplica-se, exclusivamente, aos docentes que tenham tempo de serviço a recuperar, por terem prestado serviço nos períodos de congelamento compreendidos entre:
30/08/2005 e 31/12/2007;
e/ou
01/01/2011 e 31/12/2017.
A recuperação integral do tempo de serviço ocorre nos termos e nas datas previstas no Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, na sua redação atual, sendo aplicável aos docentes que reúnam as condições legalmente estabelecidas.
A recuperação do tempo de serviço implica sempre a permanência mínima de 365 dias no escalão?
Não. Quando o docente tenha entrado num escalão até 31/08/2024, inclusive, pode progredir ao escalão seguinte sem permanecer 365 dias nesse escalão.
· Exemplo 1:
Docente posicionado no 5.º escalão a 05/02/2024. Avaliado com Excelente no 4.º escalão. Contabiliza no 1.º congelamento 854 dias e no 2.º congelamento 2557 dias, num total de 3411 dias. Já recuperou 1018 dias de tempo de serviço.
A 01/09/2024, no 5.º escalão, o docente bonifica de 365 dias, recupera 599 dias e progride a essa data, ao 6.º escalão, com 443 dias remanescentes e SEM permanecer 365 dias no 5.º escalão cumpridos os demais requisitos.
Nota Legal:
alínea a) do n.º 1 do art.º 48.º do ECD (versão consolidada);
alínea a) do n.º 1 do art.º 3.º e art. 5.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
· Exemplo 2:
Docente posicionado no 5.º escalão a 30/08/2024. Avaliado com Bom no 4.º escalão. Contabiliza no 1.º congelamento 854 dias e no 2.º congelamento 2557 dias, num total de 3411 dias. Já recuperou 1018 dias de tempo de serviço.
A 01/09/2024, no 5.º escalão, o docente recupera 599 dias e progride a 08/01/2025 ao 6.º escalão, SEM permanecer 365 dias no 5.º escalão, cumpridos os demais requisitos.
Nota Legal:
alínea a) do n.º 1 do art.º 3.º e art. 5.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Quando passa a ser exigida a permanência mínima de 365 dias no escalão?
O docente tem de permanecer, pelo menos, 365 dias no escalão quando a data de entrada nesse escalão for igual ou posterior a 01/09/2024. Só depois de cumprido esse período mínimo poderá ocorrer nova progressão, desde que estejam reunidos os restantes requisitos.
O tempo de serviço que exceda o necessário para a progressão é transferido para o escalão seguinte.
· Aos docentes dos Exemplos 1 e 2 é exigido, para a progressão ao 7.º escalão, a permanência de 365 dias no 6.º escalão.
Nota Legal:
n.º 3/4 do art. 4.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Como se articula a recuperação do tempo de serviço com bonificações e reduções?
Quando, no mesmo escalão, o docente tenha direito a bonificações ou reduções de tempo de serviço, a contagem deve respeitar a seguinte ordem:
1.º a bonificação por menção de mérito obtida no escalão anterior;
2.º a redução do tempo de serviço por aquisição de grau académico;
3.º a recuperação integral do tempo de serviço (aplicável à data).
A recuperação do tempo de serviço deve ser considerada depois dos demais fatores que tenham produzido efeitos anteriormente, designadamente bonificações ou reduções já adquiridas.
· Exemplo 3
Docente posicionado no 3.º escalão a 11/12/2024. Avaliado com Muito Bom no 2.º escalão. Adquiriu o grau académico de doutor com despacho em 01/06/2025. Contabiliza no 1.º congelamento 854 dias e no 2.º congelamento 2557 dias, num total de 3411 dias. Já recuperou 1018 + 599 dias de tempo de serviço.
A 11/12/2024 bonifica de 180 dias, a 01/06/2025 reduz 730 dias e a 01/07/2025 recupera 598 dias. A 11/12/2025 progride ao 4.º escalão com 413 dias remanescentes, cumpridos os demais requisitos.
Nota Legal:
n.º 3/4 do art. 4.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
alínea b) do n.º 1 do art.º 48.º e art. 54.º do ECD (versão consolidada)
Como se aplica a redução prevista nos mecanismos de aceleração da progressão na carreira?
Os docentes que, entre 01/09/2023 e 31/08/2024, se encontravam posicionados no 7.º, 8.º ou 9.º escalões e adquiriram o direito à redução de 365 dias no módulo de tempo de serviço, ao abrigo dos mecanismos de aceleração da progressão na carreira, devem ver esse período deduzido ao total de tempo de serviço a recuperar.
Nestes casos, a recuperação não corresponde a uma parcela inicial de 599 dias e três parcelas de 598 dias, mas sim a quatro parcelas de 507 dias, calculadas após a dedução dos 365 dias ao total de tempo a recuperar.
Exemplo 4:
· Docente posicionado no 9.º escalão a 19/09/2022. Contabiliza no 1.º congelamento 854 dias e no 2.º congelamento 2557 dias, num total de 3411 dias. Já recuperou 1018 dias de tempo de serviço.
A 01/09/2023, o docente reduz 365 dias de permanência no 9.º escalão, a 01/09/2024 recupera 507 dias e progride a 01/09/2024 ao 10.º escalão, cumpridos os demais requisitos.
Nota Legal:
n.º 5 do art.º 3.º do Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto (versão consolidada)
n.º 7 do art.º 4.º e n.º 9 do art.º 5.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
A que data progride o docente que completou o tempo de serviço até 31/08/2024, mas apenas cumpriu os restantes requisitos depois dessa data?
O docente progride na data em que completar o último requisito em falta.
O tempo de serviço decorrido entre a data em que completou o módulo de tempo de serviço e a data em que cumpriu o último requisito é contabilizado no escalão seguinte.
Esta regra não se destina a regularizações tardias de situações antigas em que o docente já tinha completado o módulo de tempo de serviço em anos escolares anteriores e não cumpriu, por facto que lhe seja imputável, os restantes requisitos de progressão no momento próprio.
Exemplo 5:
· Docente reposicionado definitivamente no 2.º escalão a 01/09/2023 com 1452 dias. Contabiliza no 1.º congelamento 854 dias e no 2.º congelamento 2557 dias, num total de 3411 dias. Avaliado a 17/07/2024 e conclui 25 horas de formação a 27/09/2024.
A 01/09/2023, o docente detém 1452 dias e recupera 1018 dias.
A 01/09/2024, recupera 599 dias e cumpre o último requisito a 27/09/2024.
Progride ao 3.º escalão a 27/09/2024, com um remanescente de 2001 dias.
Nota Legal:
Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio
DL n.º 36/2019, de 15 de março
n.º 6/8 do art. 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Os docentes posicionados no 4.º ou 6.º escalão e avaliados com Bom podem progredir sem obtenção de vaga ao 5.º ou ao 7.º escalão?
Sim. Excecionalmente, estes docentes podem progredir ao 5.º ou ao 7.º escalão sem obtenção de vaga.
Nestes casos, a progressão ocorre na data em que completam o módulo de tempo de serviço, desde que estejam cumpridos os restantes requisitos de progressão.
A estes docentes não é aplicável a redução de um ano do módulo de tempo de serviço associada ao mecanismo de aceleração da progressão na carreira.
Com as necessárias adaptações, também os docentes reposicionados provisoriamente no 4.º ou no 6.º escalão, com tempo de serviço suficiente para posicionamento em escalão superior, estão dispensados da obtenção de vaga para progressão ao 5.º ou ao 7.º escalão.
Nota Legal:
Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto (versão consolidada)
n.º 1, 2 do art.º 5.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio
Como é feita a recuperação do tempo de serviço quando o docente regressa de licença sem vencimento?
À data do regresso da licença sem vencimento, o docente passa a ter direito à recuperação das parcelas de tempo de serviço que já tenham sido atribuídas.
Nota Legal:
n.º 1 do art.º 3.º do DL n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Os docentes que progridem após 01/07/2027, com dias remanescentes da RITS, podem beneficiar das regras específicas de progressão?
Sim.
Exemplo 6:
· Docente posicionado no 8.º escalão a 01/09/2027, com 918 dias remanescentes. Avaliado com Excelente no 7.º escalão.
Pode, para a progressão ao 9.º escalão:
- Utilizar a última avaliação do desempenho ou optar por ser avaliado até ao final do ano escolar 2027/2028;
- Utilizar horas de formação não utilizadas entre 2018 e 2024.
Não tem de apresentar 50% da formação na dimensão científica e pedagógica.
Apenas tem de realizar/utilizar 25 horas de formação.
Tem de permanecer 365 dias obrigatórios no 8.º escalão.
A 01/09/2028, progride ao 9.º escalão com 188 dias remanescentes, cumpridos os demais requisitos.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho — recuperação do tempo de serviço docente — ficha do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril — Estatuto da Carreira Docente — ficha do DR: Em vigor; a versão consolidada do ECD deve ser consultada na republicação indicada pelo DR.
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Decreto-Lei n.º 74/2023, de 25 de agosto — aceleração da progressão na carreira docente — ficha do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 36/2019, de 15 de março — mitigação dos efeitos do congelamento na carreira docente .
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Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio — reposicionamento na carreira docente .
Verificação de vigência: fichas oficiais do Diário da República consultadas em 09/09/2026; as referências usadas correspondem ao regime atual e não a diplomas assinalados como revogados.
Existem créditos adicionais para além do crédito base?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. O crédito horário calculado nos termos do art.º 9.º pode ser complementado por créditos adicionais para finalidades específicas.
Com sede no Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho:
Apoio Tutorial Específico: 4 horas semanais por cada grupo tutorial constituído, atribuídas a título adicional ao crédito horário da escola.
Regulados em diploma próprio, com dotação conhecida:
EMAEI — até 4 h semanais por unidade orgânica;
Coordenador da Estratégia de Educação para a Cidadania — 1 h semanal;
Coordenador do Plano Cultural de Escola — 2 h semanais.
Existem ainda créditos regulados em diploma próprio — Desporto Escolar, PLNM, Professor Bibliotecário, Centro Qualifica, e UAARE — cujas condições de atribuição constam de legislação específica.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho — organização do ano letivo e crédito horário .
Verificação de vigência: ficha oficial do Diário da República consultada em 09/09/2026; o despacho não foi usado como fundamento para créditos específicos sem o respetivo diploma próprio e não foi encontrada indicação de revogação na ficha consultada.
Como deve ser fundamentada e registada a distribuição de serviço?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A distribuição do serviço docente é da competência do diretor, que define os critérios em que a mesma assenta, tendo em vista a gestão eficiente e eficaz dos recursos humanos disponíveis, a prossecução dos objetivos educativos da escola e a otimização do potencial de formação e experiência profissional de cada docente.
Os critérios definidos devem ser claros, coerentes e aplicados de forma uniforme, garantindo transparência, equidade e estabilidade pedagógica.
Na concretização da distribuição do serviço, podem ser ponderados fatores como a continuidade pedagógica, a experiência dos docentes, as necessidades específicas das turmas, a organização das equipas educativas e o equilíbrio da carga letiva e não letiva.
A distribuição do serviço deve ficar devidamente registada nos documentos internos da escola, plasmados nos sistemas de informação aplicáveis (Softwares Locais de Gestão Escolar).
Sempre que existam diferentes soluções organizacionais possíveis, recomenda-se que as opções adotadas possam ser explicitadas e justificadas.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigo 7.º, n.os 1 a 7 (critérios e concretização da distribuição de serviço).
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril (DR) , artigo 20.º, n.º 4, alínea d), e n.º 6 (competência do diretor para distribuir serviço e competências delegadas).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: os atos foram consultados na redação atualmente publicada, sem indicação de revogação total.
Programa TEIP4EduQA · Inclusão
Resumo prático
O Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração (TEIP4) é uma medida de política educativa dirigida a agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas situados em territórios com maior vulnerabilidade social, visando garantir a inclusão e o sucesso educativo, melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar. [Despacho7798-2023], [DGE-TEIP]
O TEIP4 desenvolve-se a partir do ano letivo 2024/2025 e assenta numa lógica de discriminação positiva, com maior proximidade no acompanhamento, reforço de autonomia, mobilização de recursos diferenciados e elaboração de um Plano de Ação, definido pela escola em parceria com a autarquia e outros parceiros locais. [Despacho7798-2023], [DGE-TEIP]
Quem está abrangido
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas localizados em territórios com elevado número de crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social;
Escolas cuja candidatura ao Programa TEIP4 tenha sido aprovada nos termos do respetivo procedimento;
Escolas que, por circunstâncias relevantes, sejam identificadas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação para integrar o Programa TEIP4;
Crianças e jovens das escolas integradas no Programa TEIP4;
Equipas educativas, lideranças escolares, técnicos e outros profissionais das escolas TEIP4;
Famílias e comunidades educativas dos territórios abrangidos;
Autarquias locais e parceiros comunitários envolvidos nos Planos de Ação TEIP4.
Regime legal base
Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho, que cria o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração (TEIP4) e estabelece as respetivas normas orientadoras; [Despacho7798-2023]
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, enquanto enquadramento da educação inclusiva; [DL54-2018]
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, enquanto enquadramento da autonomia e flexibilidade curricular; [DL55-2018]
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual, enquanto regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. [DL75-2008]
Regras aplicáveis
O Programa TEIP4 destina-se a escolas localizadas em territórios de maior vulnerabilidade social, tendo em vista a inclusão, o sucesso educativo, a melhoria das aprendizagens e o combate ao abandono escolar. [Despacho7798-2023]
A integração no Programa TEIP4 depende de candidatura aprovada, nos termos do procedimento aberto, à data, pela Direção-Geral da Educação, [Despacho7798-2023]
O requisito de vulnerabilidade social é determinado, por região, com base em dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência e em variáveis sociais, nomeadamente a percentagem de alunos beneficiários da ação social escolar, a escolaridade das mães inferior ao 12.º ano e a percentagem de alunos migrantes. [Despacho7798-2023]
O TEIP4 tem a duração de seis anos letivos, mas a permanência das escolas no respetivo grupo é reavaliada após três anos letivos, podendo ser ponderada a continuidade ou alteração do enquadramento. [Despacho7798-2023]
As escolas TEIP4 integram dois grupos, com diferentes níveis de autonomia e acompanhamento: escolas TEIP em desenvolvimento e escolas TEIP em transição. [Despacho7798-2023]
As escolas TEIP em desenvolvimento podem beneficiar de reforço de crédito horário até quatro horas letivas semanais, nos termos previstos no Despacho n.º 7798/2023. [Despacho7798-2023]
As escolas TEIP em transição podem beneficiar de reforço de crédito horário até duas horas letivas semanais, nos termos previstos no Despacho n.º 7798/2023. [Despacho7798-2023]
A utilização flexível do crédito horário deve estar associada à implementação das ações estratégicas inscritas no Plano de Ação. [Despacho7798-2023]
As escolas integradas no TEIP4 definem, em parceria com a respetiva autarquia, um Plano de Ação com horizonte de três anos letivos. [Despacho7798-2023]
O Plano de Ação deve integrar medidas e ações estratégicas de intervenção na escola e na comunidade, organizadas em torno dos eixos Ensino e Aprendizagem, Lideranças e Comunidade. [Despacho7798-2023]
As medidas previstas no Plano de Ação devem promover metodologias de ensino eficazes, diferenciação pedagógica, condições de aprendizagem no grupo-turma, práticas de avaliação das aprendizagens, trabalho colaborativo docente, participação dos alunos e famílias, prevenção da violência, envolvimento comunitário e parcerias locais. [Despacho7798-2023]
A escola, em articulação com a autarquia, deve monitorizar e avaliar o Plano de Ação, propondo a reformulação das ações estratégicas sempre que necessário. [Despacho7798-2023]
O EduQA assegura a coordenação do Programa TEIP4, bem como o apoio, a monitorização e a avaliação das escolas integradas no Programa, em articulação com os serviços e organismos competentes. [Despacho7798-2023]
Tendo por referência o Plano de Ação, a escola deve apresentar e executar uma candidatura a financiamento comunitário no âmbito do FSE+, no quadro dos avisos que venham a ser publicados pelos Programas específicos, designadamente o PDQI (Pessoas2030) e o Algarve 2030, para cofinanciar o desenvolvimento das ações que constam do respetivo PA, de acordo com a legislação em vigor e as regras definidas nos respetivos avisos de abertura. [Despacho7798-2023]
As escolas devem publicitar o Plano de Ação no respetivo sítio da Internet e disponibilizá-lo à comunidade escolar pelos meios considerados adequados. [Despacho7798-2023]
Casos particulares
Podem ser identificadas, pelo MECI, outras escolas a integrar no Programa TEIP4 quando circunstâncias relevantes o justifiquem. [Despacho7798-2023]
As escolas TEIP4 podem organizar turmas, grupos de alunos ou grupos de aprendizagem de forma diversa, quando tal se revele necessário e devidamente enquadrado no Plano de Ação e nos normativos aplicáveis. [Despacho7798-2023]
Perguntas frequentes associadas
O que é o Programa TEIP4?
É o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração, uma medida de política educativa dirigida a escolas localizadas em territórios de maior vulnerabilidade social, com o objetivo de promover a inclusão, o sucesso educativo, a melhoria das aprendizagens e o combate ao abandono escolar. [Despacho7798-2023], [DGE-TEIP]
Quem pode integrar o Programa TEIP4?
Podem integrar o TEIP4 os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas inseridos em territórios com elevado número de crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, cuja candidatura tenha sido aprovada, bem como outras escolas identificadas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação quando circunstâncias relevantes o justifiquem. [Despacho7798-2023]
O TEIP4 aplica-se a todos os agrupamentos de escolas?
Não. O TEIP4 aplica-se às escolas integradas no Programa, de acordo com os critérios de vulnerabilidade social, candidatura aprovada ou identificação pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, nos termos legalmente previstos. [Despacho7798-2023]
Qual é a duração do Programa TEIP4?
O TEIP4 tem a duração de seis anos letivos. A permanência das escolas no respetivo grupo é reavaliada após três anos letivos. [Despacho7798-2023]
O que é o Plano de Ação TEIP4?
É o instrumento de programação e implementação das medidas e ações estratégicas da escola e da comunidade, definido pela escola em parceria com a autarquia, com horizonte de três anos letivos. [Despacho7798-2023]
Quais são os eixos do Plano de Ação TEIP4?
O Plano de Ação organiza-se em torno de três eixos: Ensino e Aprendizagem, Lideranças e Comunidade. [Despacho7798-2023]
Quem coordena o Programa TEIP4?
A coordenação do Programa TEIP4 compete ao EduQA, em articulação com os serviços e organismos do Ministério da Educação com competência para o efeito. [Despacho7798-2023]
As escolas TEIP4 têm apoios específicos?
Sim. O Programa prevê apoios diferenciados, incluindo acompanhamento de proximidade, possibilidade de reforço de crédito horário, formação específica, mentoria para lideranças e organização flexível de respostas, de acordo com o enquadramento legal e o Plano de Ação aprovado. [Despacho7798-2023]
Legislação aplicável
Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho, que cria o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração e estabelece as respetivas normas orientadoras; [Despacho7798-2023]
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, que procede à alteração do Decreto-Lei n.º 54/2018; [Lei116-2019]
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; [DL55-2018]
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual; [DL75-2008]
Avisos de abertura de concurso e orientações específicas emitidas pela DGE no âmbito do Programa TEIP4, quando aplicável. [DGE-TEIP]
Plataformas envolvidas
Sítio da Internet da escola, para publicitação do Plano de Ação TEIP4;
Plataformas e formulários de candidatura definidos nos avisos de abertura do Programa TEIP4;
Balcão dos Fundos, quando esteja em causa candidatura a financiamento comunitário associado ao TEIP4; [PESSOAS2030]
Plataformas internas da escola para planeamento, monitorização e avaliação das ações inscritas no Plano de Ação.
Entidade competente
Instituto de Educação Qualidade e Avaliação (EduQA), no âmbito da coordenação, apoio, monitorização e avaliação do Programa TEIP4;
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas integrados no Programa TEIP4, enquanto entidades responsáveis pela elaboração, implementação, monitorização e avaliação do Plano de Ação;
Direções das escolas TEIP4, em articulação com os órgãos de gestão pedagógica e administrativa;
Autarquias locais, enquanto parceiras obrigatórias na definição do Plano de Ação TEIP4;
Serviços e organismos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação com competências no acompanhamento, monitorização e avaliação do Programa;
Entidades gestoras dos programas de financiamento comunitário, quando aplicável.
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
Base legal:
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho — Programa TEIP4 — ato específico do TEIP4.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — educação inclusiva — ficha do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e avaliação — ficha/versão jurídica do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — autonomia, administração e gestão escolar — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: atos oficiais consultados no Diário da República em 09/09/2026; o Despacho n.º 7798/2023 foi usado para o TEIP4 e não para prolongar o regime anterior do TEIP3.
Como se processam os pedidos relacionados com a gestão e o funcionamento dos cursos (constituição de novas turmas, agregação de turmas e desdobramentos)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os pedidos relacionados com a constituição de novas turmas, agregação de turmas e desdobramentos devem ser instruídos e fundamentados pela direção do Agrupamento de Escolas, em função das necessidades pedagógicas, organizacionais e da oferta educativa em causa.
1. Constituição de novas turmas
A constituição de novas turmas pode ser solicitada, designadamente, quando se verifique:
Aumento do número de alunos/as;
Necessidade de assegurar uma organização pedagógica adequada;
Limitações da capacidade física das instalações;
Criação de novas ofertas educativas e formativas.
O pedido deve ser acompanhado dos elementos justificativos necessários, incluindo a previsão de alunos/as, a capacidade instalada e a adequação da organização escolar.
2. Agregação de turmas
A agregação de turmas pode ocorrer quando:
Exista um reduzido número de alunos/as;
As condições físicas e organizacionais o permitam;
Seja salvaguardada a qualidade pedagógica da oferta educativa.
O pedido deve demonstrar a viabilidade pedagógica e organizacional da solução proposta e o cumprimento dos limites legalmente aplicáveis.
3. Desdobramento de turmas
O desdobramento pode ser solicitado quando:
O número de alunos/as o justifique;
Existam necessidades pedagógicas específicas;
Se revele necessário para o desenvolvimento de componentes práticas, laboratoriais, artísticas ou técnicas;
A organização da oferta educativa o exija.
Nas ofertas de dupla certificação, devem ainda ser observadas as orientações específicas aplicáveis ao respetivo ano letivo.
O pedido deve incluir a fundamentação técnico-pedagógica, a identificação das componentes a desdobrar e o respetivo impacto organizacional.
4. Procedimentos administrativos
Todos os pedidos devem:
Ser formalizados pela direção do Agrupamento de Escolas;
Conter a respetiva fundamentação pedagógica e organizacional;
Ser submetidos para apreciação da AGSE, podendo ser solicitados elementos complementares;
Respeitar os normativos aplicáveis à organização curricular e ao funcionamento das ofertas educativas.
A decisão é comunicada ao Agrupamento de Escolas após a apreciação do pedido.
Nota Legal
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual;
Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, na sua redação atual;
Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, na sua redação atual;
Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto;
Orientações aplicáveis às ofertas de dupla certificação em vigor para o respetivo ano letivo.
Quem está impedido de integrar o Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não podem integrar o Conselho Geral:
Os membros da direção;
Os coordenadores de escolas ou de estabelecimentos de educação pré-escolar;
Os docentes que assegurem funções de assessoria da direção, nos termos legalmente previstos.
Esta limitação visa salvaguardar a separação entre os órgãos de direção estratégica e os órgãos de administração e gestão da unidade orgânica.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Como se calcula a classificação final do curso dos alunos dos CCH?EduQA · Currículo e Qualificações
A classificação final do curso é o resultado da média aritmética ponderada, com arredondamento às unidades, da classificação final obtida pelo aluno em todas as disciplinas do seu plano curricular, de acordo com a seguinte fórmula:
em que:
CFC = classificação final de curso;
CFD = classificação final de disciplina.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e avaliação dos ensinos básico e secundário — ficha/versão jurídica do DR: Em vigor, com alterações posteriores integradas na redação atual.
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — cursos científico-humanísticos — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; a referência ao artigo 11.º da Portaria n.º 226-A/2018 não é usada para PLNM, matéria entretanto regulada pela Portaria n.º 86/2025/1.
É permitido o desdobramento de turmas Em que condições?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim, em disciplinas e condições específicas, com recurso ao crédito horário quando não previsto nas regras gerais. As principais situações são:
3.º ciclo — Ciências Naturais e Físico-Química: n.º alunos ≥ 20; máx. 100 min, com alternância semanal
Secundário CCH — disciplinas bienais (Bio e Geo, FQA, LE formação específica): n.º alunos > 20; máx. 150 min/semana
Secundário CCH — disciplinas anuais (Bio, Física, Geo, Mat. e Tec., Química): n.º alunos > 20; máx. 100 min/semana
Secundário CCH — Desenho A, Oficina de Artes, Oficina Multimédia B, Oficina Design: n.º alunos > 20; máx. 150 min/semana
Secundário CCH — Geometria Descritiva A: n.º alunos > 24; máx. 50 min/semana
Cursos profissionais — formação científica laboratorial: n.º alunos > 20; até 1 tempo letivo
Cursos profissionais — formação tecnológica (laboratorial, oficinal, informático ou artístico): n.º alunos > 15; totalidade da carga horária semanal
A implementação de outros desdobramentos poderá fazer-se com recurso a horas de crédito horário.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigos 13.º, n.º 5, e 14.º (condições e limites dos desdobramentos no básico e no secundário).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o despacho foi consultado na redação atualmente publicada; devem ser respeitadas também as matrizes curriculares e regras específicas da oferta frequentada.
Qual o enquadramento legal para o concurso de técnicos superiores?AGSE · Carreira e Formação
O procedimento concursal para técnicos superiores rege-se pelos seguintes diplomas legais:
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada em anexo pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual;
Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro;
Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual;
Decreto-Lei n.º 29/2001, de 3 de fevereiro, diploma que fixa a quota de 5% para candidatos com
deficiência ≥ 60%;
Regulamento (UE) n.º 679/2016, de 27 de abril (RGPD) e Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto – P roteção de dados pessoais dos candidatos;
Decreto-Lei n.º 88/2023, de 10 de outubro - Regime das carreiras especiais de especialista de sistemas e tecnologias de informação e de técnico de sistemas e tecnologias de informação, e o cargo de consultor de sistemas e tecnologias de informação;
Portaria n.º 236/2024/1, de 27 de setembro - Regulamenta as competências comportamentais de natureza transversal dos trabalhadores integrados em carreiras com graus de complexidade
funcional 1, 2 e 3 e das competências específicas dos titulares dos cargos de direção intermédia, a que se refere o n.º 6 do artigo 36.º da Lei n.º 66-B/2007 de 28 de dezembro .
Despacho n.º 76/2025, de 12 de agosto - recrutamento de técnicos superiores através de procedimento concursal comum, com vista à celebração de contratos de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado.
Despacho n.º 4240-C/2026, de 31 de março - Subdelegação de poderes nos diretores dos AE/ EnA e nos presidentes das comissões administrativas provisórias para a realização de procedimentos concursais comuns.
Os procedimentos prévios à abertura do procedimento são:
Antes da abertura do procedimento concursal, devem ser asseguradas as seguintes diligências prévias:
Verificação da existência de candidatos em reservas centralizada com os perfis profissionais adequados aos postos de trabalho que se pretende ocupar.
Consultar: DGAEP/Entidade de Recrutamento Centralizado ( Reservas de Recrutamento ) Instruções: DGAEP - Direção-Geral da Administração e do Emprego Público
Comprovação da inexistência de trabalhadores em situação de valorização profissional para os postos de trabalho em causa ( Procedimento Prévio ).
Instruções: DGAEP - Direção-Geral da Administração e do Emprego Público
Verificação da existência de posto de trabalho no mapa de pessoal;
Comprovativo de existência de disponibilidade orçamental;
Despacho de abertura pelo Diretor do Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada.
Verificação da existência de candidatos em reservas centralizada com os perfis profissionais adequados aos postos de trabalho que se pretende ocupar.
Consultar: DGAEP/Entidade de Recrutamento Centralizado ( Reservas de Recrutamento ) Instruções: DGAEP - Direção-Geral da Administração e do Emprego Público
Comprovação da inexistência de trabalhadores em situação de valorização profissional para os postos de trabalho em causa ( Procedimento Prévio ).
Instruções: DGAEP - Direção-Geral da Administração e do Emprego Público
Verificação da existência de posto de trabalho no mapa de pessoal;
Comprovativo de existência de disponibilidade orçamental;
Despacho de abertura pelo Diretor do Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada.
Quantas horas semanais podem ser atribuídas a cada professor que faz parte do Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
Os suplementos remuneratórios atribuídos aos/às docentes que exercem cargos de gestão são pagos em quantos meses?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As competências atribuídas aos diretores em matéria de avaliação externa das aprendizagens, previstas nas normas reguladoras das provas e exames, podem ser exercidas por outrem?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Sim. O diretor pode delegar poderes no subdiretor, nos adjuntos (ou nos coordenadores de escola ou de estabelecimento de educação pré-escolar) para o exercício dessas competências.
O ato de delegação de poderes deve especificar os poderes que são delegados ou os atos que o delegado ou subdelegado pode praticar, bem como mencionar a norma atributiva do poder delegado e aquela que habilita o órgão a delegar.
O ato de delegação de poderes está sujeito a publicação, nos termos dos artigos 159.º, no Diário da República ou na publicação oficial da entidade pública, e na Internet, no sítio institucional da entidade em causa, no prazo de 30 dias, e conter todos os elementos referidos no n.º 1 do artigo 151.º do CPA.
No caso de ausências, faltas e impedimentos do diretor essas competências são exercidas pelo subdiretor.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — delegação de competências do diretor — ficha do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro — Código do Procedimento Administrativo — ficha do DR: Em vigor.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — educação inclusiva — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: atos oficiais consultados no Diário da República em 09/09/2026; as normas anuais das provas e exames devem ser confirmadas em cada ano letivo e não são tratadas como diploma permanente neste bloco.
No âmbito da Recuperação Integral do Tempo de Serviço, como podem os docentes suprir o requisito de observação de aulas?Radar Escolar · Carreira e Formação
No âmbito das regras específicas da Recuperação Integral do Tempo de Serviço, os docentes abrangidos que estejam em escalões em que a observação de aulas é obrigatória podem, enquanto possuírem tempo de serviço a recuperar, utilizar a última observação de aulas nos termos legalmente previstos.
Podem ser consideradas, nas condições definidas pela administração educativa, últimas aulas observadas realizadas durante o período probatório, para reposicionamento, em contrato a termo ou nos ciclos de avaliação de 2007/2009 e 2009/2011, desde que correspondam à última observação realizada. A regra não se aplica à primeira progressão após reposicionamento definitivo.
Base legal: artigo 5.º, designadamente n.º 4, alínea b), do
Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho , na redação do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Qual o crédito atribuído para os cargos de subdiretor, adjuntos e coordenadores de estabelecimento?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O crédito é calculado em função do número total de alunos da unidade orgânica:
Até 1400 alunos: subdiretor + 1 adj. = 28 h; + 2 adj. = 36 h; + 3 adj. = 50 h
1400–2800 alunos: subdiretor + 1 adj. = 36 h; + 2 adj. = 44 h; + 3 adj. = 58 h
2800–3200 alunos: subdiretor + 3 adj. = 66 h
≥ 3200 alunos: subdiretor + 3 adj. = 74 h
Acrescem +8 h em agrupamentos com mais de 10 estabelecimentos, ou +14 h em agrupamentos com mais de 20 estabelecimentos (aplicação de forma alternativa ao crédito por ≥ 3200 alunos).
Para coordenação de estabelecimento: +8 h se > 250 e ≤ 500 alunos; +12 h se > 500 alunos.
As horas não utilizadas podem acrescer ao crédito horário.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigo 4.º, n.os 1 a 4 (crédito horário para subdiretor, adjuntos e coordenadores de estabelecimento).
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril (DR) , artigo 19.º (número de adjuntos) e artigo 20.º, n.º 4 (gestão do diretor).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: os atos foram consultados na redação atualmente publicada; o crédito deve ser apurado segundo os critérios e a dimensão do AE/EnA.
O/A trabalhadora pode utilizar viatura própria nas deslocações em serviço?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. O/A trabalhador/a pode utilizar viatura própria nas deslocações em serviço, desde que exista autorização prévia do/a dirigente competente.
A utilização de viatura própria pode ocorrer nas seguintes situações:
· Quando exista interesse do serviço e a utilização da viatura própria constitua a opção mais económica;
· Quando a utilização seja solicitada pelo/a trabalhador/a e devidamente autorizada.
Sempre que exista transporte público coletivo disponível, o pagamento é efetuado tendo por referência a opção mais económica para o serviço público, correspondendo ao:
· Custo do transporte público coletivo; ou
· Valor do subsídio de transporte calculado por quilómetro.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril — ajudas de custo e transporte em serviço público, versão consolidada — ficha do DR: Em vigor; última alteração indicada: 10/03/2025.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Qual é o enquadramento legal do SNIPI?EduQA · Inclusão
Como são afetadas as horas dos docentes envolvidos no Desporto Escolar no ciclo 2026-2028?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
A afetação de horas ao Desporto Escolar pode compreender componente letiva e componente não letiva, dependendo da função e do projeto.
No regime 2026-2028, estão previstos, designadamente: responsável por Grupo-Equipa de atividades multidesportivas intraescolares regulares — 3 tempos letivos; Grupo-Equipa «DE Competição» — 3 tempos letivos; «DE Competição+» — 6 tempos letivos; «DE Comunidade» — 3 tempos letivos; Projetos Especiais de Escola — até 6 tempos letivos; e Centros de Formação Desportiva, nos termos do respetivo projeto e regulamento.
O Regulamento prevê também componente não letiva para determinadas funções. O coordenador ou coordenador adjunto do Clube do Desporto Escolar dispõe de 2 a 4 tempos de componente não letiva, conforme o número de Grupos-Equipa e o plano de atividades. Outras funções têm as afetações específicas da Tabela 5.
Não é correto afirmar que todas as horas do Desporto Escolar são componente não letiva.
Base legal e regulamentar:
Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho ; artigos 41.º e 42.º e Tabela 5 do Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
O/A diretora tem competência para autorizar o pagamento faseado até que limite?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O diretor, enquanto dirigente do serviço processador, pode autorizar a reposição em prestações mensais quando exista requerimento fundamentado e sejam cumpridas as restantes condições legais. O prazo não pode exceder o ano económico seguinte àquele em que o despacho de autorização é proferido; a lei não fixa, para todos os casos, um limite universal de 12 meses contado da data do despacho.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho — regime da reposição de dinheiros públicos , em especial o artigo 38.º.
Verificação de vigência: ficha oficial do Diário da República consultada em 09/09/2026; a resposta foi corrigida para reproduzir o limite legal do ano económico seguinte, sem converter esse limite numa regra universal de 12 meses.
Como se organizam os grupos de PLNM?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os alunos são organizados por grupos de nível de proficiência e não por ano de escolaridade.
No ensino básico, a
Portaria n.º 223-A/2018 , artigo 12.º, prevê grupos com o mínimo de 10 alunos, podendo ser agrupados alunos dos níveis A1, A2 e B1; quando seja inviável, frequentam os tempos letivos de Português na sua turma.
No ensino secundário, a
Portaria n.º 86/2025/1 , artigo 2.º, prevê grupos com o mínimo de 8 alunos para os níveis zero e/ou A1, grupos com o mínimo de 10 alunos que podem agregar A1, A2 e B1, ou, se não for possível constituir grupo específico, a frequência dos tempos letivos de Português na turma de origem.
No ensino secundário, os alunos podem permanecer dois anos letivos nos níveis A1, A2 ou B1, sem que a classificação positiva determine automaticamente a mudança de nível.
Base legal:
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto (DR) , artigo 12.º (PLNM no ensino básico; níveis, grupos e integração curricular).
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março (DR) , artigo 2.º, n.os 2, 4 a 10 e 17 (PLNM no ensino secundário; níveis, grupos de 8/10 alunos, integração e permanência até dois anos).
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho (DR) , na redação atual, como enquadramento curricular.
Atualização de vigência verificada no Diário da República em 09-09-2026: o Despacho n.º 2044/2022, anteriormente associado a esta matéria, está marcado como Revogado no DR e não é indicado como fundamento vigente. No básico aplica-se a Portaria n.º 223-A/2018; no secundário aplica-se a Portaria n.º 86/2025/1.
Como se monitoriza a utilização do crédito horário ao longo do ano?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A escola monitoriza a utilização do crédito horário de forma contínua e inclui no relatório anual informação sobre:
Afetação do crédito por finalidade e medida, com identificação dos resultados esperados;
Resultados observados em relação aos resultados esperados;
Ajustamentos efetuados e respetiva justificação pedagógica.
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência acompanha, ao longo do ano letivo, a utilização das horas de crédito, compilando medidas eficazes e divulgando boas práticas junto das escolas.
Em que situações pode ser efetuado um aditamento por redução?AGSE · Carreira e Formação
Os aditamentos para redução de horas apenas podem ser efetuados nas seguintes situações:
Com o motivo “Substituição por dispensa para amamentação/aleitação”, em contratos de substituição por gravidez de risco ou por parentalidade;
Com o motivo “Substituição por serviços moderados (junta médica/medicina do trabalho)”, em contratos de substituição por doença.
O que é o Apoio Tutorial Específico (ATE) e a quem se destina?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O ATE é uma medida de proximidade destinada a alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico que ao longo do percurso escolar acumulem duas ou mais retenções.
Cada professor Tutor acompanha um grupo de até 10 alunos, dispondo de 4 horas semanais atribuídas a título de crédito adicional, não deduzido do crédito horário calculado nos termos do art.º 9.º do DN 10-B/2018.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho (DR) , artigo 12.º, n.os 1 a 8 (destinatários, grupo de 10 alunos, quatro horas semanais e autorizações excecionais).
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2026, de 26 de fevereiro (DR) , n.os 4 a 5 (continuidade das regras do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 e reforço do apoio tutorial no ano letivo de 2025-2026).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o regime-base do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 foi consultado na redação atualmente publicada; a resolução é citada apenas para o período de aplicação que expressamente abrange.
O que distingue a coadjuvação da tutoria psicopedagógica?AGSE · Administração e Gestão Escolar
São medidas com lógicas distintas:
Coadjuvação em sala de aula — intervenção direta no contexto de aprendizagem, em trabalho colaborativo entre docentes ou entre docentes e técnicos especializados. Financiada com crédito horário.
Apoio psicopedagógico — medida de caráter seletivo, destinada a colmatar necessidades não supridas pelas medidas universais. Pode mobilizar horas da componente não letiva de estabelecimento ou do crédito horário.
Nenhuma das duas substitui o ATE, podendo coexistir com ele quando as necessidades do aluno o justifiquem.
Há limite ao número de turmas que cada escola pode constituir?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Posso instaurar processo de averiguações?IGEC · Carreira e Formação
Sim. O dirigente máximo do órgão ou serviço instaurará obrigatoriamente este processo no caso de duas avaliações negativas consecutivas do trabalhador, para apurar se tal constituiu ou não violação culposa dos deveres funcionais imputável ao trabalhador avaliado.
Contudo, se no âmbito desse processo de averiguações forem detetadas violações de outros deveres funcionais por parte de quaisquer intervenientes no processo de avaliação de desempenho, o instrutor participa-os ao dirigente máximo do serviço, para efeitos de eventual instauração de processo de inquérito ou disciplinar.
Base legal:
art.º 232.º, 1, 2, 3 e 6 da LTFP
Quais os recursos horários mobilizáveis para cada medida de apoio?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Apoio ao Estudo (2.º ciclo): componente não letiva de estabelecimento e/ou crédito horário.
Coadjuvação em sala de aula: crédito horário.
Apoio psicopedagógico: componente não letiva de estabelecimento e/ou crédito horário.
Apoio Tutorial Específico: crédito horário adicional de 4 h por grupo tutorial.
Complemento à Educação Artística (2.º ciclo): crédito horário; a escola decide sobre a oferta, a organização e o tempo.
Oferta Complementar (2.º e 3.º ciclos): crédito horário; a escola constrói os documentos curriculares.
Oferta de Escola (cursos profissionais): crédito horário; a escola define os currículos.
Como se aplica no 1.º ciclo e pré-escolar?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O que é a CPCJ e como se processa a representação da área da educação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens são instituições oficiais não judiciárias, com autonomia funcional, que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. O enquadramento legal decorre do Decreto-Lei n.º 101/2026, que reorganiza o sistema nacional de promoção e proteção dos direitos das crianças e jovens e cria a Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens, no desenvolvimento da Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, na sua redação atual.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação está representado nas CPCJ por elemento designado pelos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, preferencialmente com perfil adequado à natureza das funções — incluindo conhecimento da área das crianças e jovens em perigo e do território. A afetação é feita por distribuição de serviço, devendo recair sobre docente a quem não tenha sido possível atribuir componente letiva ou que se encontre em dispensa de componente letiva, evitando grupos de recrutamento com dificuldades de colocação.
O representante da Educação integra a comissão alargada — onde se desenvolvem ações de promoção dos direitos e prevenção — e a comissão restrita, por inerência, onde são acompanhadas situações concretas de crianças e jovens em perigo. Esta participação implica disponibilidade efetiva para reuniões, análise de processos e resposta a pedidos, devendo refletir-se na organização do horário do elemento afeto.
As turmas do Ensino Básico Geral têm de ser registadas no SIGO?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Não é seguro responder afirmativamente de forma geral. Não foi identificada uma norma que determine, sem distinção, que todas as turmas ordinárias do Ensino Básico Geral, incluindo turmas regulares, de apoio ou de continuidade, tenham de ser registadas no SIGO.
O SIGO é usado para os fins e ofertas abrangidos pelo respetivo regime de informação e certificação. A Portaria n.º 474/2010 regula, entre outros aspetos, modelos de certificados e o tratamento da informação de certificação através do sistema. Isso não equivale a uma obrigação universal de registo de cada turma do ensino básico geral.
Assim, a escola deve:
- registar no SIGO as ofertas, percursos e situações de certificação para os quais a legislação ou as instruções anuais determinam esse registo;
- usar os restantes sistemas de gestão escolar aplicáveis ao ensino básico geral para matrículas, turmas, avaliação e percurso escolar;
- seguir as instruções atualizadas da DGE/AGSE para o ano letivo e para a oferta concreta.
Para dar uma resposta individual segura é necessário saber se a pergunta se refere ao ensino básico geral regular, a uma oferta qualificante, a certificação de competências ou a outra modalidade. Sem esse dado, não se deve afirmar que todas as turmas têm obrigatoriamente de ser lançadas no SIGO.
Base legal e fontes
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Portaria n.º 474/2010, de 8 de julho , designadamente artigos 1.º, 3.º e 4.º, que regulam o certificado de formação profissional e o registo dos certificados emitidos no SIGO; não estabelecem, por si só, uma obrigação universal de registo de todas as turmas regulares.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual , quanto à organização curricular e avaliação.
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DGE — Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO) .
Resposta revista em 26/09/2026. A obrigação concreta depende da oferta e das instruções oficiais aplicáveis.
Até quando é que os docentes poderão beneficiar das regras específicas de progressão?AGSE · Carreira e Formação
Os docentes poderão beneficiar de regras específicas de progressão enquanto possuírem tempo de serviço a recuperar, desde que não se encontrem na primeira progressão após reposicionamento definitivo.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho — recuperação do tempo de serviço docente — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
A eleição do Diretor está sujeita a homologação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. O resultado do procedimento de recrutamento e eleição do Diretor está sujeito a homologação pela entidade competente da administração educativa, a qual tem por objeto a verificação da conformidade legal do procedimento e do cumprimento dos requisitos aplicáveis.
O resultado da eleição deve ser comunicado à AGSE, I.P., pelo presidente do Conselho Geral, para efeitos de homologação, acompanhado dos seguintes documentos:
Ata da reunião da eleição e respetiva folha de presenças (no caso de haver dois escrutínios, ata e folha de presenças de ambas as reuniões);
Relatório final de apreciação das candidaturas elaborado pela comissão especializada;
Certificados apresentados pelos candidatos como comprovativos da formação específica para o desempenho do cargo de Diretor, nos quais deve obrigatoriamente constar o registo de acreditação emitido pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).
A decisão deve ser proferida no prazo de 10 dias úteis posteriores à comunicação do resultado eleitoral à AGSE, I. P., pelo Presidente do Conselho Geral, considerando-se tacitamente homologado caso não seja adotada decisão dentro desse prazo. A eventual recusa de homologação apenas pode fundamentar-se na violação da lei ou dos regulamentos.
Por se tratar de uma comissão de serviço, esta deve ser publicada na 2.ª Série do Diário da República, através dos serviços administrativos do AE/EnA.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — recrutamento e eleição do diretor — ficha do DR: Em vigor.
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, versão consolidada .
Verificação de vigência: fichas oficiais do Diário da República consultadas em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Que documentos podem ser exigidos?AGSE · Carreira e Formação
O pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) deve ser instruído com os documentos previstos na legislação aplicável e nas instruções do procedimento.
Consoante a situação apresentada, podem ser exigidos os seguintes documentos:
Relatório Médico em modelo AGSE;
Declaração da Autoridade Tributária comprovativa da residência no mesmo domicílio fiscal;
Declaração da Autoridade Tributária comprovativa da constituição do agregado familiar;
Declaração da entidade prestadora dos cuidados médicos;
Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM);
Comprovativo do pedido de emissão de Atestado Médico de Incapacidade Multiuso.
No caso dos/as docentes com incapacidade para o exercício de funções docentes, não é necessária a submissão do relatório médico.
O pedido deve ser instruído com um dos seguintes documentos:
Declaração de incapacidade para o exercício de funções docentes emitida por junta médica competente;
Declaração de incapacidade para o exercício de funções docentes emitida pela entidade competente para o efeito;
Declaração de incapacidade para o exercício de funções docentes emitida no âmbito da medicina do trabalho.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na sua redação atual;
Artigo 33.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual;
Decreto-Lei n.º 224/2006, de 13 de novembro, na sua redação atual.
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/224-2006-546068 Um docente pode continuar a exercer funções públicas após atingir 70 anos?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Um docente que tenha atingido o limite dos 70 anos pode continuar a exercer funções públicas desde que previamente autorizado.
Base legal:
N.º 1 do artigo 294.º- A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (versão consolidada)
Quais são as principais questões colocadas pelas direções das escolas e pelos(as) encarregados(as) de educação sobre o acompanhamento pedagógico dos cursos?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
As dúvidas sobre o acompanhamento pedagógico não têm uma resposta única para todos os cursos. É necessário identificar a oferta educativa, o ciclo, o ano letivo e o regime de avaliação aplicável. Há, contudo, quatro temas que devem ser separados: assiduidade, acompanhamento das aprendizagens, conclusão e certificação. No ensino básico geral, a Portaria n.º 223-A/2018 concretiza estas matérias, designadamente no regime geral de avaliação e nos artigos 42.º e 43.º sobre conclusão, certificação e nível de qualificação.
As questões mais frequentes centram-se nos seguintes aspetos:
1. Como é avaliada a assiduidade dos/as alunos/as?
O dever de assiduidade e as regras de justificação, excesso de faltas e medidas de recuperação resultam, em primeiro lugar, do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, aprovado pela Lei n.º 51/2012, e das regras específicas da oferta. Não se deve afirmar uma consequência única sem identificar o curso e a natureza das faltas.
2. Quais são os critérios para a conclusão das disciplinas e do curso?
O acompanhamento deve respeitar os critérios de avaliação e os instrumentos definidos nos documentos curriculares e nos regimes próprios da oferta. O Decreto-Lei n.º 55/2018 estabelece princípios gerais de currículo, avaliação e autonomia; as portarias de cada oferta concretizam as condições de progressão, conclusão, formação em contexto de trabalho, prova de aptidão ou exames, quando existam.
3. Como funciona a certificação no final do ciclo ou curso?
A certificação só deve ser indicada depois de identificada a oferta. Pode envolver certificado ou diploma escolar, certificado de qualificação profissional ou outro documento previsto no regime aplicável. O sistema de registo e emissão também depende da oferta e das instruções oficiais, não existindo uma única regra válida para todos os cursos.
4. Como se enquadram os níveis de qualificação no Quadro Nacional de Qualificações (QNQ)?
Quando esteja em causa uma qualificação do Sistema Nacional de Qualificações, o nível deve ser indicado de acordo com a qualificação concreta e o Quadro Nacional de Qualificações. Não é correto atribuir automaticamente o nível 2, 3 ou 4 a qualquer curso apenas pela designação “ensino básico” ou “ensino secundário”.
5. Que dúvidas surgem com mais frequência por parte dos/as encarregados/as de educação?
As dúvidas mais frequentes dizem respeito a:
Regras de assiduidade e impacto das faltas;
Critérios de avaliação, transição e retenção;
Provas e exames;
Requisitos para conclusão dos cursos;
Certificação escolar e profissional;
Significado dos níveis de qualificação atribuídos.
As escolas devem comunicar os critérios, procedimentos e resultados de avaliação nos termos do regime aplicável, acompanhando os alunos e os encarregados de educação. Se a pergunta não identificar o curso, o RADAR deve pedir essa clarificação ou limitar-se a esta explicação geral, sem inventar prazos, níveis de qualificação ou consequências.
Base legal
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Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, na redação atual , artigos 10.º, alínea b), e 14.º a 18.º, quanto aos deveres, assiduidade, justificação e consequências das faltas dos alunos.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente artigos 11.º, 12.º e 22.º, quanto ao currículo, autonomia e avaliação.
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , designadamente artigos 16.º a 22.º, 42.º e 43.º, quando esteja em causa a oferta do ensino básico geral.
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto , quando esteja em causa um curso científico-humanístico.
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto , quando esteja em causa uma oferta profissional.
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Portaria n.º 782/2009, de 23 de julho , apenas quando esteja em causa uma qualificação abrangida pelo QNQ.
Resposta revista em 26/09/2026.
Como se articula o Centro Qualifica com o serviço docente e o crédito horário?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O Centro Qualifica tem uma equipa própria, que inclui, nos termos do artigo 7.º, n.º 1, da Portaria n.º 62/2022, um coordenador, técnicos de orientação, reconhecimento e validação de competências (TORVC), formadores ou professores e um técnico administrativo. A inclusão do técnico administrativo resulta da redação atual da portaria, dada pela Portaria n.º 23/2023; não deve ser apresentada como uma possibilidade meramente facultativa.
Quando a entidade promotora é um agrupamento de escolas ou uma escola não agrupada, a Portaria n.º 62/2022 estabelece regras específicas para a articulação com o serviço docente:
- os elementos da equipa devem ser afetos ao centro, preferencialmente, em pelo menos 80% do seu período normal de trabalho (artigo 7.º, n.º 7);
- o coordenador não pode ser simultaneamente diretor do agrupamento ou da escola não agrupada (artigo 7.º, n.º 8, alínea a));
- o docente que exerça funções no Centro Qualifica com recurso a crédito horário deve afetar pelo menos 28 horas semanais à atividade do centro, das quais 16 horas correspondem à componente letiva a que está obrigado (artigo 7.º, n.º 8, alínea b)).
O coordenador e os restantes elementos devem cumprir as qualificações previstas no artigo 8.º. O Despacho n.º 11673/2023 alterou o artigo 5.º do Despacho n.º 8271/2023: a coordenação pode ser exercida por docente de carreira em serviço no AE/EnA promotor ou por outro elemento da equipa previsto no artigo 7.º, n.º 1, alíneas b) e c), desde que reúna os requisitos do artigo 8.º, n.º 1, e seja designado pelo diretor. O número de elementos, a distribuição concreta e o crédito disponível não devem ser presumidos sem verificar a autorização e as instruções do Centro Qualifica para o ano em causa.
Base legal e fontes
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Portaria n.º 62/2022, de 31 de janeiro, na redação atual , especialmente artigos 7.º e 8.º.
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Despacho n.º 11673/2023, de 17 de novembro , quanto às alterações à designação e funcionamento.
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Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na redação atual , quanto ao Sistema Nacional de Qualificações.
Resposta revista em 26/09/2026.
Como pode a escola otimizar o crédito disponível na distribuição de serviço?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O crédito horário não é uma reserva livre para completar horários ou evitar concursos sem observar as regras de distribuição do serviço docente. A sua utilização deve responder às necessidades dos alunos, às medidas de promoção do sucesso e às funções organizacionais previstas na lei.
Regras práticas
- O serviço letivo das turmas existentes tem prioridade no preenchimento dos horários. A componente letiva completa corresponde, em regra, a 25 horas na educação pré-escolar e no 1.º ciclo e a 22 horas nos restantes níveis, incluindo a educação especial, sem prejuízo das reduções legalmente previstas.
- Um docente pode lecionar disciplina ou unidade de formação de outro ciclo ou nível, independentemente do grupo pelo qual foi recrutado, apenas quando tenha formação científica adequada e, quando exigida, certificação de idoneidade. Não é legalmente seguro preencher uma disciplina apenas porque existem horas disponíveis.
- O crédito horário é gerido global e flexivelmente para reforçar, recuperar ou aprofundar aprendizagens e para funções organizacionais. A fórmula geral prevista no artigo 9.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 é CH = 7 x número de turmas - 50% das horas do artigo 79.º do ECD; nas escolas TEIP é CH = 10 x número de turmas - 50% dessas horas.
- Podem ser usadas horas para medidas de flexibilidade curricular, direção de turma, coordenação, supervisão, assessoria e gestão tecnológica, observando as prioridades e limites do artigo 10.º. Para outras funções, além da direção de turma, o crédito só deve ser utilizado quando a componente não letiva seja insuficiente.
- O recurso à contratação de docentes só pode ocorrer depois de se verificar a inexistência de horas disponíveis nos horários dos docentes dos quadros em exercício na escola. Se a escola pretender contratar técnicos especializados para medidas de promoção do sucesso, tem ainda de demonstrar disponibilidade de horas do crédito horário e o serviço prestado não é considerado serviço docente.
- A redução da componente letiva do artigo 79.º não elimina o dever geral de 35 horas semanais: a redução corresponde a acréscimo da componente não letiva de estabelecimento, salvo o regime próprio da dispensa total da monodocência.
Assim, a escola otimiza o crédito através de uma distribuição global, fundamentada e flexível, mas não pode usar o crédito para ultrapassar requisitos de habilitação, criar horas sem cobertura legal ou substituir automaticamente o recrutamento docente.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , artigos 5.º, 6.º, 7.º e 8.º a 11.º, em especial artigo 7.º, n.os 4, 14 e 15, e artigo 10.º, n.os 6 e 7.
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Estatuto da Carreira Docente — Decreto-Lei n.º 139-A/90 , artigos 76.º a 83.º.
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril , artigo 20.º, n.º 4, alínea d).
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; confirme a redação vigente e as orientações anuais aplicáveis.
O Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA) é um recurso a constituir em cada agrupamento de escolas?EduQA · Inclusão
Sim. O artigo 13.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 54/2018 determina que o Centro de Apoio à Aprendizagem é uma estrutura de apoio agregadora dos recursos humanos e materiais, dos saberes e das competências da escola. O regime aplica-se ao agrupamento de escolas e à escola não agrupada.
O CAA não substitui a turma nem funciona como resposta isolada. A sua ação educativa é subsidiária da desenvolvida na turma e deve apoiar a inclusão, o acesso ao currículo, a participação dos alunos, a criação de recursos de aprendizagem e a transição para a vida pós-escolar, nos termos dos n.os 2 a 6 do artigo 13.º.
Para os alunos abrangidos por determinadas medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, o n.º 5 garante no CAA uma resposta que complemente o trabalho realizado na sala de aula ou noutros contextos educativos.
Compete ao diretor definir o espaço de funcionamento, numa lógica de rentabilização dos recursos existentes. A organização concreta do CAA — incluindo coordenação, horários, recursos e articulação com as restantes estruturas — deve ser concretizada pela escola nos seus instrumentos de organização e no regulamento interno, sem atribuir ao artigo 13.º um n.º 8 que não consta da redação oficial atualmente publicada.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , artigo 13.º, n.os 1 a 7.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a organização concreta do CAA deve constar do regulamento interno e dos instrumentos de organização da escola.
Qual o montante a inserir no campo "Valor Documento" em GesEdu?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
No campo Valor Documento deve ser indicado o valor total que consta do contrato ou do documento carregado na GesEdu, incluindo o IVA quando este seja aplicável. Se o documento for uma fatura, deve ser usado o total do próprio documento; se for o contrato, deve ser usado o valor contratual correspondente ao objeto contratado.
Esta indicação resulta do procedimento operacional da GesEdu/AGSE. O nome do campo, por si só, não cria uma regra autónoma de contratação pública nem substitui os elementos legais do procedimento. A escola deve distinguir:
- o valor do contrato, que corresponde ao benefício económico máximo do contrato para efeitos do artigo 17.º do Código dos Contratos Públicos;
- o preço base, que é o montante máximo que a entidade adjudicante se dispõe a pagar, nos termos do artigo 47.º;
- o preço contratual, que integra o preço a pagar pela execução das prestações adjudicadas, nos termos do artigo 97.º;
- o valor total do documento efetivamente carregado na plataforma.
O carregamento na GesEdu não substitui a decisão de contratar, o cabimento, o compromisso, a adjudicação, o contrato escrito quando exigido ou os restantes registos legais e contabilísticos. Quando existam campos separados na plataforma ou instruções específicas da AGSE para o procedimento concreto, devem ser seguidas essas instruções.
Base legal e fonte operacional
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Código dos Contratos Públicos — Decreto-Lei n.º 18/2008, na redação atual , artigos 17.º, 47.º, 96.º e 97.º.
- Fonte operacional: AGSE/GesEdu. A indicação exata do campo é uma instrução de utilização da plataforma, não uma fórmula autónoma prevista num artigo do CCP.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; em caso de divergência entre a plataforma e o documento contratual/fiscal, deve ser confirmada a instrução operacional vigente da AGSE.
Como se processa a colocação e transferência de alunos/as quando não existe vaga ou quando não têm acesso à qualificação pretendida?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A escolha da escola, do curso ou da oferta formativa está condicionada à existência de vaga e à aplicação das prioridades legais. Não existe um direito automático à colocação na escola ou na qualificação preferida.
Quando não existe vaga
Os estabelecimentos aplicam as regras de matrícula, renovação e prioridades e concluem a decisão de atribuição de vagas. Se, depois de aplicadas as preferências e prioridades, não existir vaga em nenhum dos estabelecimentos indicados, o pedido fica a aguardar, na escola indicada como última preferência, uma decisão de colocação administrativa pelos serviços competentes do Ministério da Educação, Ciência e Inovação. A decisão deve ser tomada, sempre que possível, em articulação com as autarquias, e deve atender também a vagas entretanto recuperadas nos estabelecimentos pretendidos.
Transferência ou mudança de curso
O regime de transferência é o previsto no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 176/2012 e nos diplomas específicos da oferta educativa ou formativa. As transferências durante o ano letivo são pedidas através do Portal das Matrículas ou, quando tal não seja possível, presencialmente na escola frequentada.
A mudança de curso ou de oferta pode ser autorizada até ao quinto dia útil do segundo período, desde que exista vaga nas turmas constituídas, sem prejuízo de regras especiais aplicáveis a determinadas ofertas. As transferências, em regra, só podem ocorrer até ao quinto dia de aulas do segundo período, salvo mudança de residência devidamente comprovada.
Quando não existe a qualificação pretendida
A escola deve informar previamente os alunos ou encarregados de educação sobre a rede e a oferta existentes. A solução depende das vagas e das regras da oferta concreta; não é correto afirmar, sem consultar esse regime, que a escola pode sempre colocar o aluno numa qualificação equivalente ou que a AGSE decide automaticamente o caso.
Nos cursos profissionais, cursos de educação e formação de jovens e cursos do ensino artístico especializado, a escola correspondente à primeira preferência promove, nos termos do Despacho Normativo n.º 2-B/2025, o registo do pedido no SIGO e a associação a uma ação da modalidade pretendida dentro do prazo legal.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março , artigos 7.º, 9.º, 16.º, 17.º e 18.º.
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Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto , artigo 10.º.
- Diplomas próprios da oferta educativa ou formativa em causa.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; os prazos e procedimentos específicos de uma oferta profissionalizante devem ser confirmados no respetivo regime e na informação anual aplicável.
Quem tem direito à redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º do ECD?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente prevê regimes diferentes. A tabela de 2, 4 e 8 horas não se aplica indistintamente a todos os docentes.
2.º e 3.º ciclos, ensino secundário e educação especial
A componente letiva é reduzida até ao limite de oito horas:
- 2 horas quando o docente atinge 50 anos de idade e 15 anos de serviço docente;
- mais 2 horas quando atinge 55 anos e 20 anos de serviço;
- mais 4 horas quando atinge 60 anos e 25 anos de serviço.
Educação pré-escolar e 1.º ciclo em monodocência
- Aos 60 anos de idade, independentemente de outro requisito, o docente pode requerer 5 horas de redução da componente letiva semanal.
- Com 25 ou 33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência, pode requerer dispensa total da componente letiva por um ano escolar.
As reduções e a dispensa produzem efeitos no início do ano escolar imediato ao da verificação dos requisitos. A dispensa pode ser usada num dos cinco anos seguintes, ponderada a conveniência do serviço.
Na redução de horas mantém-se a prestação de 35 horas semanais, com acréscimo correspondente da componente não letiva de estabelecimento. Na dispensa total, a componente não letiva de estabelecimento fica limitada a 25 horas e é preenchida preferencialmente pelas atividades indicadas no artigo 79.º, n.º 7.
O direito depende da situação concreta do docente: nível de ensino, regime de monodocência, idade e tempo de serviço relevante. A inscrição num horário ou a mera idade, fora dos pressupostos legais, não permite concluir automaticamente pela existência do direito.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 79.º , n.os 1 a 7.
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DGAE — Perguntas frequentes de pessoal docente , secção «Redução da componente letiva — artigo 79.º do ECD».
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a aplicação a um caso individual exige confirmação dos dados constantes do processo do docente.
Quem avalia o desempenho docente de um diretor de AE/EnA?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, a avaliação do desempenho do diretor tem duas componentes:
- **avaliação interna**, realizada pelo Conselho Geral;
- **avaliação externa**, baseada nos resultados da última avaliação externa da escola realizada pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC).
A proposta de classificação final é da responsabilidade do Conselho Geral e corresponde à média ponderada de 60% para a avaliação interna e 40% para a avaliação externa. O Conselho Coordenador da Avaliação valida e harmoniza as propostas e converte as classificações nas menções qualitativas previstas na Portaria.
O regime especial da Portaria n.º 266/2012 pressupõe que o diretor tenha exercido as funções durante pelo menos metade do período de avaliação. Se o exercício tiver durado menos de metade desse período, aplica-se o regime geral de avaliação previsto no ECD.
Base legal
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Portaria n.º 266/2012, de 30 de agosto , artigos 2.º, 3.º, 9.º, 10.º, 11.º e 12.º.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a avaliação concreta depende do período efetivamente exercido e do ciclo avaliativo aplicável.
Após a adjudicação de um procedimento aquisitivo, o que deve ser feito em GesEdu?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Depois da adjudicação, a escola deve carregar na GesEdu o contrato assinado pelas partes e/ou o despacho de adjudicação, conforme o procedimento e os documentos que existam e sejam pedidos pela plataforma. Não se deve afirmar que todos os procedimentos exigem sempre os dois documentos.
Este carregamento é uma diligência operacional da GesEdu/AGSE. Não substitui a decisão de contratar, a escolha e tramitação do procedimento, o cabimento e compromisso, a aprovação da despesa, a celebração do contrato quando exigida, nem os demais registos de execução e controlo financeiro.
Quando o contrato seja reduzido a escrito, o clausulado deve conter, entre outros elementos, a identificação das partes, o ato de adjudicação, o objeto e o preço contratual. O preço contratual é o preço a pagar pela execução de todas as prestações que integram o objeto do contrato.
Base legal e fonte operacional
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Código dos Contratos Públicos — Decreto-Lei n.º 18/2008, na redação atual , artigos 36.º, 73.º, 94.º, 96.º e 97.º.
- Fonte operacional: AGSE/GesEdu, quanto ao carregamento do contrato e/ou despacho de adjudicação na plataforma.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; os documentos concretamente exigidos devem ser confirmados no procedimento e na versão vigente da GesEdu.
Qual o prazo para a conclusão do processo disciplinar?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Não existe um único prazo de 45 dias para todo o processo disciplinar. Esse prazo refere-se à **fase de instrução** do procedimento disciplinar comum.
Nos termos do artigo 205.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), a instrução deve iniciar-se no prazo máximo de 10 dias após a notificação do instrutor e deve terminar em 45 dias contados da data em que começa. O prazo de 45 dias só pode ser ultrapassado, em caso de excecional complexidade, por despacho da entidade que instaurou o processo, mediante proposta fundamentada do instrutor.
O procedimento é urgente, mas devem ser respeitados a audiência e a defesa do trabalhador. Terminada a instrução, existem ainda atos posteriores: por exemplo, relatório final, defesa quando haja acusação e decisão. A decisão deve ser proferida no prazo máximo de 30 dias nas situações previstas no artigo 220.º, n.º 4, sob pena de caducidade do direito de aplicar a sanção nos termos do n.º 6 do mesmo artigo.
Existe ainda um limite de prescrição do procedimento: em regra, prescreve se, decorridos 18 meses desde a instauração, o trabalhador não tiver sido notificado da decisão final, sem prejuízo das suspensões legalmente previstas.
Para os docentes, o ECD remete o regime disciplinar para a legislação disciplinar aplicável à função pública, com as adaptações próprias dos seus artigos 112.º e seguintes. Por isso, a contagem concreta deve considerar a modalidade do procedimento, as notificações, a defesa, as diligências e eventuais suspensões.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — Lei n.º 35/2014 , artigos 178.º, 205.º, 213.º e 220.º.
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Estatuto da Carreira Docente — Decreto-Lei n.º 139-A/90 , artigos 112.º a 115.º.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a ultrapassagem de um prazo deve ser analisada com base no processo concreto e não apenas pela data da participação.
Que critérios pedagógicos podem justificar a recomendação de redução do número de alunos por turma?EduQA · Inclusão
A redução do número de alunos por turma não resulta automaticamente de um pedido da escola. Deve existir fundamento pedagógico e, quando esteja em causa um aluno com necessidades específicas, um relatório técnico-pedagógico que identifique a necessidade de integração numa turma reduzida.
O Despacho Normativo n.º 10-A/2018 prevê, consoante o nível de educação ou ensino, turmas reduzidas a 20 alunos, não podendo incluir mais de dois alunos nas condições legalmente previstas. A redução depende ainda do acompanhamento e permanência desses alunos na turma em pelo menos 60% do tempo curricular.
Na fundamentação pedagógica podem ser considerados, entre outros elementos documentados no processo do aluno:
- barreiras à aprendizagem e à participação que exijam apoio continuado e sistemático;
- necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão identificadas pela equipa multidisciplinar;
- necessidade de acompanhamento sistemático de produtos de apoio ou de adaptações que garantam o acesso ao currículo;
- necessidade de assegurar a participação efetiva do aluno na turma e a resposta educativa prevista no relatório técnico-pedagógico.
Estes elementos ajudam a fundamentar a decisão, mas não substituem o relatório técnico-pedagógico nem transformam a redução numa consequência automática de qualquer diagnóstico. O diretor aplica os critérios pedagógicos do projeto educativo e do regulamento interno, respeitando os limites do despacho; quando a constituição exceda os limites gerais, aplica-se o procedimento de autorização previsto no próprio despacho.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho , artigos 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º e 7.º.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , artigos 20.º a 22.º, quanto à identificação de medidas e ao relatório técnico-pedagógico.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a decisão deve ser fundamentada nos elementos concretos do aluno e na organização da turma.
Português Língua Não Materna (PLNM)EduQA · Currículo e Qualificações
O PLNM é uma resposta curricular destinada a alunos cuja língua materna não é o português ou que não tiveram o português como língua de escolarização e para os quais, atendendo ao percurso escolar e ao perfil sociolinguístico, a escola considere esta oferta adequada. O regime é diferente no ensino básico e no ensino secundário.
Diagnóstico e níveis
No ingresso no sistema educativo, a escola deve recolher o perfil sociolinguístico e realizar um diagnóstico para posicionar o aluno. Os níveis de proficiência são:
- Iniciação: A1 e A2;
- Intermédio: B1 e B2;
- Avançado: C1.
Existe ainda o nível zero, destinado a alunos que desconhecem a língua e o alfabeto portugueses ou que ainda não reúnem condições para o nível A1. O nível zero é um nível de proficiência dentro do PLNM; não é um “ano zero” separado do currículo.
Organização no ensino básico
Nos termos do artigo 12.º da Portaria n.º 223-A/2018, na redação dada pela Portaria n.º 29/2025/1:
- os alunos nos níveis zero, A1, A2 e B1 frequentam PLNM como equivalente a Português;
- os níveis zero e/ou A1 podem formar grupo com um mínimo de 8 alunos;
- podem formar-se grupos com um mínimo de 10 alunos, juntando, quando necessário, alunos A1, A2 e B1;
- se essas soluções forem inviáveis, o aluno pode frequentar PLNM na sua turma, nos tempos de Português;
- os alunos B2 e C1 frequentam Português;
- os grupos são organizados por nível e não por ano de escolaridade.
Para alunos recém-chegados no nível zero ou A1/A2, a escola pode, em articulação com os encarregados de educação e através da equipa multidisciplinar, mobilizar medidas de suporte e uma integração progressiva no currículo. A avaliação do nível zero segue as Orientações para o Nível Zero da DGE.
Avaliação e transição de nível
A avaliação dos níveis A1, A2 e B1 deve considerar as Aprendizagens Essenciais do nível, os critérios específicos aprovados pelo Conselho Pedagógico e o plano de acompanhamento pedagógico. A transição pode ocorrer no final do ano ou durante o ano letivo, desde que o aluno seja aprovado num teste intermédio elaborado pela escola segundo as orientações aplicáveis.
Uma classificação igual ou superior a Suficiente no 1.º ciclo ou a 3 nos 2.º e 3.º ciclos não obriga, por si só, à transição: o aluno pode permanecer dois anos letivos em A1, A2 ou B1. No nível zero ou no início de A1/A2, a avaliação interna pode ser descritiva no período em que o aluno é integrado.
Ensino secundário e provas
A Portaria n.º 86/2025/1 define o regime transversal do PLNM no ensino secundário e substituiu as anteriores regras específicas de PLNM constantes de várias portarias das ofertas secundárias.
Os alunos A1, A2 e B1 realizam, nos termos da informação oficial da DGE e do regulamento anual das provas, a prova final de PLNM no 9.º ano e o exame final nacional de PLNM no 12.º ano, estejam em grupo de nível ou integrados na aula de Português. Um aluno B2 do 12.º ano que tenha concluído B1 no 11.º pode realizar o exame 839 para aprovação e conclusão, mas tem de realizar o exame nacional de Português 639 nos casos previstos na regulamentação, incluindo determinadas situações de prova de ingresso.
O exame de PLNM não substitui automaticamente a prova de ingresso exigida por uma instituição de ensino superior. Para esse efeito, deve ser consultado o regulamento anual das provas e os requisitos do curso pretendido.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro , que alterou a Portaria n.º 223-A/2018 e o artigo 12.º do ensino básico.
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março , regime de PLNM no ensino secundário.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , currículo e avaliação.
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DGE — Português Língua Não Materna , princípios orientadores, avaliação e provas.
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DGE — Orientações para o Nível Zero e testes de posicionamento .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a constituição de grupos, a transição e as provas devem ser confirmadas à luz da oferta, do ciclo e do regulamento anual aplicável.
E se forem instaurados vários processos disciplinares ao mesmo trabalhador?Radar Escolar
Para todas as infrações ainda não punidas cometidas por um trabalhador é instaurado um único processo disciplinar. Se tiverem sido instaurados vários processos, todos são apensados ao processo que primeiro tenha sido instaurado.
Quando, antes da decisão de um procedimento, sejam instaurados novos procedimentos disciplinares contra o mesmo trabalhador por infrações cometidas no exercício de funções em acumulação noutros órgãos ou serviços:
- os novos processos são apensados ao primeiro;
- a instrução de todos fica a cargo do instrutor do primeiro processo;
- a instauração dos procedimentos é comunicada aos órgãos ou serviços onde o trabalhador exerce funções;
- também lhes é comunicada a decisão final.
Base legal
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Diário da República , que aprova, em anexo, a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas;
- Artigo 199.º, n.os 1 a 4, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, na redação atual.
**Validação Radar:** conteúdo editorial do Radar Escolar, validado em 7 de setembro de 2026.
Adoção de manuais escolaresEduQA · Currículo e Qualificações
Resumo prático
A adoção de manuais escolares corresponde ao processo através do qual os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas selecionam os manuais a utilizar em cada disciplina e ano de escolaridade, de acordo com o enquadramento legal aplicável, os critérios pedagógicos definidos e os procedimentos de registo na plataforma SIME-MEGA.
Quem está abrangido
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Conselhos pedagógicos;
Departamentos curriculares;
Docentes envolvidos na apreciação e seleção dos manuais escolares;
Alunos e encarregados de educação;
Comunidade educativa, no âmbito da consulta e divulgação das listas de manuais adotados.
Regime legal base
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, na sua redação atual;
Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril;
Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio, na redação conferida pelo Despacho n.º 3026/2024, de 21 de março.
Regras aplicáveis
A adoção de manuais escolares é da responsabilidade do conselho pedagógico, sob proposta dos departamentos curriculares.
O processo deve assegurar transparência, equidade e adequação pedagógica ao contexto educativo da escola ou agrupamento.
A promoção de manuais escolares nas escolas tem duração máxima de duas semanas e deve terminar até ao final da primeira semana do 3.º período.
A adoção formal incide exclusivamente sobre manuais escolares, não abrangendo outros recursos complementares, como cadernos de atividades.
A apreciação dos manuais deve considerar, designadamente, a organização e método, a informação e comunicação, as características materiais e a adequação ao projeto educativo.
A apreciação é expressa através de menções qualitativas, designadamente Muito Bom, Bom, Suficiente ou Insuficiente.
Nos manuais certificados, a apreciação incide diretamente sobre as componentes globais; nos manuais não certificados, deve ser realizada apreciação detalhada das componentes específicas antes da classificação global.
O registo da adoção é efetuado na plataforma SIME-MEGA, ao nível da unidade orgânica ou, quando existam diferenças, por escola.
O registo inclui a introdução das apreciações, a atualização do número estimado de alunos, a seleção do manual adotado por disciplina e ano de escolaridade e a impressão da lista final de manuais.
Os manuais adotados têm, em regra, uma vigência de seis anos, podendo ser readotados se continuarem disponíveis.
As listas de manuais adotados devem ser divulgadas pela escola em locais públicos e acessíveis, até 10 dias úteis após o registo.
As listas podem ser consultadas no portal do EduQA e na plataforma SIME-MEGA, incluindo informação como editora, disciplina, ano, ISBN, autor e preço.
Casos particulares
A adoção pode ser facultativa em determinadas disciplinas, designadamente Educação Física, Educação Artística, Educação Musical e Educação Moral e Religiosa.
Nas situações de adoção facultativa, a aquisição do manual é igualmente facultativa e nenhum aluno pode ser prejudicado por não o adquirir.
As escolas podem decidir não adotar manuais, devendo informar a comunidade educativa e fundamentar a decisão junto do EduQA.
Excecionalmente, podem ser adotados manuais diferentes para a mesma disciplina dentro do mesmo agrupamento, quando exista decisão fundamentada do conselho pedagógico.
Não estão sujeitas a adoção formal componentes como Apoio ao Estudo, Oferta Complementar, Cidadania e Desenvolvimento e disciplinas extracurriculares.
Os materiais em formatos acessíveis, designadamente manuais em Braille, manuais em formato digital e figuras em relevo, são disponibilizados através dos procedimentos próprios de requisição de manuais adaptados.
A requisição de manuais adaptados é efetuada online, na página Manuais Adaptados, do SIME-MEGA.
Perguntas frequentes associadas
O que é a adoção de manuais escolares?
É o processo através do qual cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada seleciona os manuais escolares a utilizar, tendo em conta os critérios pedagógicos aplicáveis e o respetivo contexto educativo.
Quem decide os manuais escolares a adotar?
A decisão compete ao conselho pedagógico, sob proposta dos departamentos curriculares.
Os cadernos de atividades são objeto de adoção formal?
Não. Apenas os manuais escolares são objeto de adoção formal e registo no SIME-MEGA.
Qual é a vigência dos manuais adotados?
Em regra, os manuais adotados têm uma vigência de seis anos, podendo ser readotados se continuarem disponíveis.
A escola pode decidir não adotar manuais?
Sim. A escola pode decidir não adotar manuais, devendo informar a comunidade educativa e fundamentar essa decisão junto do EduQA.
A adoção de manuais é obrigatória em todas as disciplinas?
Não. Em algumas disciplinas a adoção pode ser facultativa, sendo igualmente facultativa a respetiva aquisição.
Onde são consultadas as listas de manuais adotados?
As listas podem ser consultadas no portal do EduQA e na plataforma SIME-MEGA.
Como são requisitados os manuais adaptados?
A requisição de manuais adaptados é efetuada online, na página Manuais Adaptados, do SIME-MEGA.
Legislação aplicável
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, na sua redação atual;
Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril;
Despacho n. º 4947-B/2019, de 16 de maio, na sua redação atual;
Despacho n. º 3026/2024, de 21 de março.
Plataformas envolvidas
SIME-MEGA;
Portal EduQA.
Entidade competente
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Conselhos pedagógicos;
Departamentos curriculares;
EduQA, no âmbito da divulgação, acompanhamento e operacionalização do processo.
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
Data da última atualização
26/05/2026
Quais os motivos que podem determinar o indeferimento de um pedido de acumulação?AGSE · Carreira e Formação
Um pedido de acumulação de funções pode ser indeferido pelos seguintes motivos:
Existência de incompatibilidade de horários;
Início de funções em data anterior à autorização do pedido de acumulação;
Obtenção, na última avaliação de desempenho, da menção qualitativa de “Regular” ou “Insuficiente”;
Situação de Equiparação a Bolseiro;
Frequência de Período Probatório;
Situação de destacamento por condições específicas ou Mobilidade por Doença;
Inexistência de enquadramento legal;
Frequência de profissionalização em serviço;
Não estarem reunidos os requisitos legalmente exigidos;
Exceder o limite máximo de 6 horas letivas consecutivas;
Outro motivo devidamente fundamentado.
Base legal:
N.º 2 do artigo 3.º e n.º 2 do artigo 21.º da Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação conferida pela "Portaria n.º 188-G/2024/1, de 16 de agosto.
Em que plataforma os Agrupamentos de Escola, as Escolas não Agrupadas e as Escolas Portuguesas no Estrangeiro da Rede Pública registam os dados de um docente cuja progressão ocorra em resultado da RITS?AGSE · Carreira e Formação
Os dados de progressões resultantes da recuperação de tempo de serviço devem ser registados nos softwares de gestão local e exportados para a plataforma RITS.
Não deverão ser atualizados na aplicação “Progressão na Carreira (Nova)” os dados de progressões resultantes da recuperação integral de tempo de serviço.
Os docentes que já utilizaram a última avaliação do desempenho e a última observação de aulas para suprir a ausência destes requisitos podem voltar a fazê-lo?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim, enquanto possuírem tempo de serviço a recuperar e nas condições previstas no regime especial, podem voltar a mobilizar a última avaliação do desempenho e a última observação de aulas para suprir os requisitos correspondentes. Esta possibilidade não significa, porém, que não exista qualquer limite: deve respeitar o âmbito temporal e subjetivo do regime, os requisitos de progressão e as regras aplicáveis à observação de aulas.
A utilização da avaliação anterior não permite repetir uma bonificação de Muito Bom ou Excelente já usada numa progressão. Do mesmo modo, a utilização da observação anterior deve ser registada e enquadrada no procedimento aplicável pela escola e pela administração educativa.
Base legal:
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artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, na redação atual ;
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março — alteração do regime de recuperação ;
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artigo 18.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 — observação de aulas .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A regra deve ser aplicada ao caso concreto, sem transformar a reutilização numa autorização ilimitada.
O que é o Plano CASA e que obrigações cria para os agrupamentos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Plano CASA é uma medida de apoio pedagógico a crianças e jovens em situação de acolhimento em lares de infância e juventude, centros de acolhimento temporário e casas de acolhimento da rede pública e solidária. Operacionaliza-se através de protocolo de cooperação entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em articulação com o ISS, I.P. e a AGSE, I.P.
O agrupamento de escolas ou escola não agrupada geograficamente mais próximo da instituição de acolhimento é designado agrupamento agregador, tornando-se responsável legal pelo docente colocado para o efeito.
As classificações atribuídas na avaliação externa das escolas têm efeitos na avaliação dos diretores?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Sim, as classificações atribuídas na avaliação externa das escolas têm efeitos na avaliação dos diretores.
Base legal:
Portaria n.º 266/2012, de 30 de agosto, Art.º 10.º
As escolas TEIP têm um crédito diferente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. As escolas integradas no Programa TEIP4 recebem o crédito horário calculado nos termos do DN 10-B/2018, acrescido de um reforço semanal nos seguintes termos (Despacho n.º 7798/2023):
Escolas TEIP em desenvolvimento: reforço de até 4 horas letivas semanais;
Escolas TEIP em transição: reforço de até 2 horas letivas semanais.
A classificação de cada escola num dos dois grupos foi determinada pela Direção-Geral da Educação, com base em critérios de vulnerabilidade social, competência atualmente exercida pelo EduQA, I.P.
As escolas TEIP podem ainda mobilizar 22 horas de crédito para contratar um técnico especializado a tempo inteiro (35 h semanais). O serviço prestado não é considerado serviço docente.
Quais são as atuais competências municipais no setor da educação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As Câmaras Municipais têm, atualmente, um conjunto alargado de competências no setor da educação, decorrentes do processo de descentralização administrativa. Estas competências abrangem várias áreas de gestão, operação e apoio ao funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino da rede pública, desde a educação pré‑escolar até ao ensino secundário.
As principais competências municipais incluem:
1. Gestão das instalações e equipamentos educativos
Propriedade e gestão dos edifícios escolares do pré‑escolar, 1.º CEB, 2.º e 3.º ciclos e ensino secundário;
Conservação, manutenção, reparação e requalificação dos edifícios;
Construção e apetrechamento de novos equipamentos educativos;
Gestão dos espaços exteriores e áreas de recreio.
2. Ação Social Escolar
Refeições escolares (EPE e 1.º, 2.º e 3.º CEB);
Transportes escolares;
Auxílios económicos, como apoio a livros, material escolar e outros benefícios.
3. Gestão de pessoal não docente
Recrutamento, gestão e afetação do pessoal não docente;
Avaliação, formação e organização do serviço deste pessoal;
Definição de horários e necessidades de recursos humanos.
4. Oferta educativa e planeamento territorial
Participação obrigatória na elaboração e revisão da Carta Educativa Municipal;
Colaboração na definição da rede escolar e na articulação com a AGSE;
Propostas de abertura, encerramento, ampliação ou adaptação de estabelecimentos de ensino;
Apoio logístico ao desenvolvimento de atividades educativas e complementares.
5. Acompanhamento da vida escolar
Gestão dos serviços de apoio à família na educação pré‑escolar;
Programas de ocupação de tempos livres;
Implementação de projetos educativos locais, atividades de enriquecimento curricular e componentes de apoio à escola.
6. Gestão financeira e contratualização
Celebração de contratos para obras, serviços e aquisição de bens destinados aos estabelecimentos;
Gestão dos orçamentos destinados à manutenção e funcionamento das escolas.
Estas competências são exercidas em articulação com os Agrupamentos de Escolas, as Comunidades Intermunicipais e os serviços centrais do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
Que modelo organiza as medidas de apoio aos alunos?AGSE · Inclusão
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão organizam-se num modelo de intervenção multinível, com três níveis: medidas universais, seletivas e adicionais. O regime está previsto no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual.
Os três níveis
**Medidas universais** — artigo 8.º: respostas disponíveis para todos os alunos, como diferenciação pedagógica, acomodações curriculares, enriquecimento curricular, promoção do comportamento pró-social e intervenção em pequenos grupos.
**Medidas seletivas** — artigo 9.º: respostas para necessidades que não foram supridas pelas medidas universais, como percursos curriculares diferenciados, adaptações curriculares não significativas, apoio psicopedagógico, antecipação e reforço das aprendizagens e apoio tutorial.
**Medidas adicionais** — artigo 10.º: respostas para dificuldades acentuadas e persistentes que exigem recursos especializados, incluindo adaptações curriculares significativas, plano individual de transição, ensino estruturado e competências de autonomia pessoal e social.
Como se escolhem
O artigo 7.º determina que os níveis são mobilizados em função das necessidades educativas e com base em evidências resultantes da monitorização e avaliação sistemáticas. Os docentes definem as medidas ouvindo os pais ou encarregados de educação e os técnicos que intervêm diretamente com o aluno. Podem ser mobilizadas simultaneamente medidas de níveis diferentes.
As medidas seletivas são operacionalizadas com os recursos disponíveis; se forem necessários recursos adicionais, o diretor deve requerê-los fundamentadamente ao serviço competente — artigo 9.º, n.º 5. As medidas adicionais dependem da demonstração, baseada em evidências e registada no relatório técnico-pedagógico, de que as medidas universais e seletivas foram insuficientes — artigo 10.º, n.os 2 e 3.
Resposta curta
O modelo é multinível: universal, seletivo e adicional. Não é uma escada rígida nem uma atribuição automática de horas. A medida deve corresponder às necessidades do aluno, ser fundamentada, implementada e monitorizada pela escola, podendo combinar níveis diferentes.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , artigos 6.º a 10.º.
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
O professor bibliotecário mantém componente letiva?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, mas a resposta depende da possibilidade de lhe ser atribuída uma turma e da situação concreta prevista na Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho.
O docente que exerce funções de professor bibliotecário deve assegurar a lecionação de uma turma. Fica dispensado da componente letiva que não seja utilizada nessa lecionação — artigo 3.º, n.º 3, da Portaria n.º 192-A/2015.
Quando não for possível lecionar uma turma por se tratar de professor de carreira sem serviço letivo atribuído, ou por o docente pertencer à educação pré-escolar ou ao 1.º ciclo do ensino básico, deve utilizar 35 % da componente letiva a que está obrigado para apoio individual a alunos — artigo 3.º, n.º 4.
Assim, não é correto dizer simplesmente que o professor bibliotecário fica sem componente letiva, nem que todos mantêm uma turma em qualquer circunstância. A escola deve verificar a situação prevista no artigo 3.º, distribuir o serviço de acordo com a portaria e assegurar as funções próprias da biblioteca escolar.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigo 3.º, n.os 3 e 4.
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Quem tem competência para instaurar processo disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
No caso de um docente, a competência para instaurar o processo disciplinar resulta do artigo 115.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), e não deve ser confundida automaticamente com a regra geral aplicável a todos os trabalhadores em funções públicas.
Regra aplicável aos docentes
Nos termos do artigo 115.º, n.º 1, do ECD, a instauração do processo disciplinar é da competência do órgão de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino a que o docente pertence. Num agrupamento de escolas ou numa escola não agrupada, essa competência é exercida pelo órgão competente nos termos do regime de administração e gestão, normalmente através do diretor enquanto órgão de administração e gestão.
Existem, porém, regras especiais:
- se o arguido for membro do órgão de administração e gestão do estabelecimento, a competência pertence à entidade regional competente para a educação, nos termos do artigo 115.º, n.º 2, do ECD;
- quando o processo resultar de ação inspetiva da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, a instauração compete ao Inspetor-Geral da Educação e Ciência, que pode delegar essa competência, nos termos do artigo 115.º, n.º 3;
- a entidade que instaura o processo designa o instrutor, nos termos do artigo 115.º, n.º 4;
- a instauração deve ser comunicada imediatamente à delegação regional da IGEC, nos termos do artigo 115.º, n.º 5.
Assim, não é correto responder simplesmente que o diretor tem sempre competência ou que a competência pertence sempre à IGEC. É necessário verificar quem é o docente arguido e se o processo resulta de uma ação inspetiva.
Não confundir com outros trabalhadores
Se estiver em causa um trabalhador não docente sujeito à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aplicam-se as regras dessa lei, nomeadamente os artigos 176.º e seguintes, e não automaticamente o artigo 115.º do ECD. A resposta deve, por isso, indicar o regime do trabalhador antes de identificar a entidade competente.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 115.º, na redação atual .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigos 176.º e seguintes .
Quando a pergunta não indique se está em causa um docente ou outro trabalhador, o RADAR deve explicitar esta distinção e não afirmar uma competência única sem os dados necessários.
Como é efetuado o pagamento do suplemento remuneratório aos/às docentes orientadores/as cooperantes do Ensino Público (Escola Cooperante)?AGSE · Carreira e Formação
O suplemento remuneratório é devido ao docente da escola cooperante que exerça funções de orientador cooperante e que não beneficie da redução da componente letiva prevista no artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, na redação atual.
O Despacho n.º 11875/2025 esclarece que esta situação inclui tanto o caso em que o orientador cooperante não optou pela redução como o caso em que optou por ela, mas a redução é inconveniente para o serviço. O suplemento é, portanto, uma alternativa à redução da componente letiva nas condições legalmente previstas; não é um pagamento automático por qualquer acompanhamento informal de um estudante.
Montante
O montante total por ano escolar é definido pelo número de estudantes acompanhados:
- 1 008 euros por ano escolar, quando sejam acompanhados até dois estudantes;
- 1 071 euros por ano escolar, quando sejam acompanhados três ou quatro estudantes.
O pagamento é feito fracionadamente, em 12 meses por ano, pela respetiva escola cooperante. A escola assegura o processamento e a requisição das verbas nos procedimentos financeiros aplicáveis da AGSE, I. P.; esta tramitação administrativa não altera a entidade que paga o suplemento ao docente.
Pressupostos
O docente tem de ser formalmente orientador cooperante no âmbito da formação inicial para a docência, nos termos do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 79/2014. A designação resulta do estabelecimento de ensino superior competente, com a anuência do docente e a concordância da direção executiva da escola cooperante.
O regime não deve ser confundido com um suplemento geral de tutoria, com a orientação de um docente em período probatório ou com a simples receção de um estudante na escola.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, artigo 23.º, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025 .
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Despacho n.º 11875/2025, de 9 de outubro, artigos 1.º a 4.º .
O Despacho n.º 11875/2025 é aplicável desde o início do ano escolar de 2025-2026.
Adaptações ao processo de avaliaçãoEduQA · Inclusão
As adaptações ao processo de avaliação destinam-se a assegurar que todos os alunos podem participar e demonstrar as aprendizagens em condições de equidade. Não são um benefício automático nem alteram, por si só, os objetivos ou o objeto da avaliação: devem responder às barreiras e necessidades concretas do aluno e ser coerentes com as medidas mobilizadas no seu percurso escolar.
Que adaptações podem existir?
O artigo 28.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 54/2018 enumera, entre outras, a diversificação dos instrumentos de recolha de informação, enunciados em formatos acessíveis, interpretação em Língua Gestual Portuguesa, produtos de apoio, tempo suplementar, transcrição de respostas, leitura de enunciados, sala separada, pausas vigiadas e código de identificação de cores.
A escolha deve ser fundamentada e adequada à situação do aluno. Nem todas as adaptações exigem um relatório técnico-pedagógico: essa necessidade depende das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão que estejam em causa. Quando existam adaptações curriculares significativas, a avaliação deve articular-se com o programa educativo individual e com o relatório técnico-pedagógico aplicáveis.
Quem decide?
- Na avaliação interna, a competência é da escola, nos termos do artigo 28.º, n.º 3.
- Nas provas de avaliação externa do ensino básico, a escola decide fundamentadamente; a adaptação deve constar do processo do aluno e ser comunicada ao Júri Nacional de Exames, nos termos do artigo 28.º, n.º 4.
- No ensino secundário, a escola decide e comunica ao Júri Nacional de Exames as adaptações indicadas no artigo 28.º, n.º 5. Para as adaptações do n.º 6, como PL2, acompanhamento por docente, instrumentos de apoio à classificação nos casos previstos e tempo suplementar, a escola requer autorização ao Júri Nacional de Exames.
- As adaptações da avaliação externa devem constar do processo do aluno, nos termos do artigo 28.º, n.º 7.
Em provas e exames devem ainda ser respeitados o regulamento anual aplicável, os despachos normativos em vigor e as instruções do Júri Nacional de Exames. A referência a uma norma anual deve ser confirmada no ano concreto; não se deve inventar ou manter uma designação que não esteja publicada oficialmente.
Ficha A e dislexia
Quando estejam preenchidos os pressupostos aplicáveis, a Ficha A e outros instrumentos de apoio à classificação obedecem às regras do Júri Nacional de Exames. A sua utilização não resulta apenas de um pedido verbal nem permite alterar livremente os critérios de classificação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 28.º, na redação atual .
-
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro .
-
Decreto-Lei n.º 62/2023, de 25 de julho, que alterou o artigo 28.º .
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DGE — informações, regulamentos e documentos de avaliação .
Sem conhecer o nível de ensino, o tipo de avaliação e as medidas do aluno, o RADAR deve explicar o regime e não afirmar que uma adaptação concreta é automaticamente aplicável.
Qual a prioridade na afetação do serviço letivo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A regra deve ser lida em dois momentos: primeiro, o preenchimento dos horários com o serviço letivo existente; depois, a afetação ou reafetação de horas que surjam durante o ano.
Preenchimento do horário
No preenchimento do horário de cada docente tem prioridade, sobre qualquer outro serviço, o serviço letivo resultante dos grupos e turmas existentes na escola. A componente letiva do docente de carreira deve ser completada, sem tempo de insuficiência, quando existam horas compatíveis com a formação e as regras aplicáveis.
Os critérios concretos de distribuição são definidos pelo diretor, tendo em vista a gestão eficiente dos recursos e a adequação do serviço às necessidades pedagógicas. A lei não cria uma lista universal que permita afirmar, sem analisar o caso, que todos os docentes seguem sempre a mesma sequência de horário completo, incompleto, completamento e contratação.
Horas que surgem ou ficam disponíveis
Quando, num grupo de recrutamento, seja necessário afetar ou reafetar horas letivas por impedimento temporário de um professor ou por outra necessidade semelhante, essas horas são distribuídas prioritariamente aos docentes que já estão em serviço na escola, preferencialmente aos que têm horário incompleto. O recurso à contratação só é possível depois de verificada a inexistência de horas disponíveis nos horários dos docentes dos quadros em exercício na escola.
Esta prioridade não confere ao docente um direito automático a escolher a turma, a disciplina ou o horário. É uma regra de organização do serviço que deve ser aplicada pelo diretor, respeitando a formação científica, a componente letiva e as demais normas de distribuição.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, artigo 5.º, n.os 1, 2 e 7, e artigo 7.º, n.os 3, 4, 7, 14 e 15 .
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 76.º a 79.º .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, regime de recrutamento e gestão do pessoal docente .
Que auditorias realiza a IGEC no âmbito do SCI?IGEC · Administração e Gestão Escolar
No âmbito do Sistema de Controlo Interno (SCI), a IGEC realiza as ações de inspeção e auditoria previstas no seu plano de atividades e outras ações que lhe sejam cometidas. Não existe uma lista imutável que faça todas as escolas serem auditadas da mesma forma em todos os anos.
O que pode ser analisado?
Nos termos do artigo 2.º, n.º 2, do Decreto Regulamentar n.º 15/2012, a IGEC pode:
- apreciar a conformidade legal e regulamentar dos atos e avaliar o desempenho e a gestão;
- auditar os sistemas e procedimentos de controlo interno;
- controlar a aplicação eficaz, eficiente e económica dos dinheiros públicos;
- avaliar resultados em função dos meios disponíveis;
- realizar ações de inspeção e auditoria de organização e gestão administrativa, financeira e patrimonial.
Na prática, o plano anual pode prever auditorias administrativas e financeiras de âmbito transversal ou auditorias orientadas para uma área específica do controlo interno, como a aquisição de bens e serviços ou as despesas com pessoal. O tema, o universo auditado, a amostra e os documentos pedidos dependem do plano e dos objetivos da ação.
Uma auditoria ao SCI não significa necessariamente que exista uma irregularidade. Visa apreciar se os procedimentos, responsabilidades, autorizações, registos e controlos são adequados, legais, regulares e eficazes, podendo originar recomendações corretivas ou de melhoria.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto Regulamentar n.º 15/2012, artigo 2.º .
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Lei n.º 151/2015 — Lei de Enquadramento Orçamental, artigo 69.º , quanto ao Sistema de Controlo Interno da administração financeira do Estado.
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IGEC — instrumentos de gestão e planos de atividades .
Para responder a uma ação concreta é necessário consultar o ofício, o plano ou o programa de auditoria comunicado pela IGEC; a pergunta genérica não permite identificar antecipadamente todas as verificações.
Onde se pode obter informação sobre a Avaliação Externa das Escolas?IGEC · Administração e Gestão Escolar
A informação oficial sobre a Avaliação Externa das Escolas (AEE) deve ser consultada no sítio da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), especialmente nas áreas relativas à avaliação externa, instrumentos de gestão, planos de atividades, relatórios e relatórios das escolas avaliadas:
www.igec.mec.pt .
Enquadramento
A AEE integra o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação e ensino previsto na Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro. A avaliação externa articula-se com a autoavaliação da escola e visa conhecer a qualidade do serviço educativo, apoiar a melhoria e prestar informação à comunidade e à tutela.
O modelo, o calendário e os instrumentos devem ser confirmados para o ciclo avaliativo em causa nos documentos publicados pela IGEC. Em relatórios oficiais recentes são analisados, designadamente, domínios relacionados com a autoavaliação, liderança e gestão, prestação do serviço educativo e resultados, com níveis de avaliação definidos no modelo aplicável.
Durante uma avaliação podem ser analisados documentos e dados da escola, realizadas entrevistas e observações e recolhida informação junto da comunidade educativa. O procedimento culmina num projeto de relatório, sujeito ao contraditório nos termos aplicáveis, e num relatório final.
Onde procurar
- no sítio da IGEC, a área da Avaliação Externa das Escolas e os relatórios publicados;
- os planos anuais de atividades da IGEC, para conhecer as intervenções previstas;
- o relatório ou a comunicação específica enviada à escola, quando a pergunta disser respeito a uma avaliação concreta.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro — sistema de avaliação da educação e do ensino não superior .
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IGEC — sítio oficial .
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IGEC — relatórios e instrumentos de gestão .
O RADAR não deve apresentar uma página antiga ou um relatório de uma escola como se fosse a regra geral. Deve encaminhar para a área oficial e indicar que o modelo e o calendário podem ser atualizados pela IGEC.
É necessário celebrar um protocolo de colaboração para a frequência em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A frequência em ensino doméstico, por aluno matriculado numa escola da rede pública, depende da celebração de um protocolo de colaboração entre a escola de matrícula e o encarregado de educação, nos termos do artigo 8.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 70/2021, na redação atual.
O protocolo não é uma formalidade facultativa. Deve definir, entre outros elementos, as responsabilidades da escola e do encarregado de educação, a organização do acompanhamento, o currículo e as aprendizagens a desenvolver, a avaliação e as formas de comunicação. O regime deve ser articulado com as necessidades educativas do aluno e com os documentos de suporte à aprendizagem e à inclusão quando aplicável.
Duração e envio
O protocolo tem a duração prevista no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 e pode ser renovado ou alterado por acordo, nos termos legais. Deve ser garantida pelo menos uma sessão presencial na escola, nos termos do protocolo e do regime aplicável.
O protocolo e as respetivas alterações são remetidos, para depósito, à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares no prazo de 10 dias úteis após a assinatura, de acordo com o artigo 12.º, n.º 8.
A matrícula e a decisão de frequência continuam a obedecer aos procedimentos próprios do Decreto-Lei n.º 70/2021. A existência de um protocolo não elimina as obrigações de acompanhamento, avaliação, provas e certificação previstas na lei.
Redação atual
O Decreto-Lei n.º 8/2025 alterou o Decreto-Lei n.º 70/2021, designadamente os artigos 5.º, 12.º, 15.º, 19.º e 21.º. Por isso, deve ser usada a versão consolidada e não apenas um modelo antigo de protocolo.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual — artigos 8.º, 12.º e seguintes .
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Decreto-Lei n.º 8/2025, de 11 de fevereiro .
Como funciona o Regime Duplo nas Escolas Básicas do 1.º Ciclo e que documentação é necessária para o solicitar?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O regime duplo é uma organização excecional do funcionamento do 1.º ciclo do ensino básico em dois turnos, utilizada quando as instalações não permitem o regime normal. Não resulta automaticamente do aumento do número de alunos nem pode ser decidido apenas pela escola ou pela câmara municipal.
Autorização
O artigo 8.º, n.º 3, do Despacho Normativo n.º 10-A/2018 estabelece que o regime duplo só pode funcionar excecionalmente e mediante autorização dos serviços competentes do Ministério da Educação. A escola deve demonstrar a impossibilidade ou insuficiência das instalações para o regime normal e justificar a solução organizativa.
O pedido deve ser apresentado pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada através do procedimento e dos serviços indicados pela administração educativa. Deve conter, pelo menos, a identificação da escola e das turmas, a lotação e disponibilidade dos espaços, a organização dos turnos, o horário previsto e a fundamentação da necessidade. A articulação com o município é relevante para instalações, rede escolar, transportes, refeições e apoios, mas um parecer municipal não substitui a autorização legalmente competente.
Organização
O intervalo para almoço deve ser assegurado entre os turnos, nos termos do artigo 8.º, n.º 4. A constituição e homologação das turmas e a organização dos horários continuam sujeitas às regras gerais aplicáveis, incluindo as competências previstas no artigo 10.º do mesmo despacho.
Assim, a resposta correta não é que exista um formulário nacional único ou que baste um pedido informal: deve ser seguido o procedimento indicado pela tutela no ano concreto, com fundamentação e autorização antes do funcionamento em regime duplo.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-A/2018, artigo 8.º, n.os 3 e 4, e artigo 10.º .
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Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, na redação atual, sobre competências das autarquias locais em educação .
Como os procedimentos administrativos e os serviços competentes podem ser atualizados, o pedido deve ser confirmado junto da DGEstE/serviços do Ministério da Educação antes da submissão.
Em que situações é que a acumulação de funções dos docentes não é permitida?AGSE · Carreira e Formação
A acumulação de funções docentes ou de outras atividades públicas ou privadas depende de autorização prévia, salvo as situações legalmente excecionadas, e tem de respeitar o artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente, a Portaria n.º 814/2005, na redação dada pela Portaria n.º 188-G/2024, e a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
Nos termos do artigo 4.º, n.º 1, da Portaria n.º 814/2005, na redação atual, estão impossibilitados de acumular os docentes que se encontrem, designadamente:
- com dispensa total ou parcial da componente letiva ao abrigo do artigo 81.º do ECD;
- em licença sabática ou em situação de equiparação a bolseiro;
- na situação prevista no n.º 2 do artigo 57.º do ECD;
- em regime de destacamento por condições específicas;
- em situação de profissionalização em exercício;
- na titularidade de cargos de direção executiva ou como membros de comissões instaladoras de escolas ou agrupamentos, sem prejuízo da exceção prevista no n.º 2 do mesmo artigo.
O n.º 3 do artigo 4.º também impede a acumulação da atividade docente com determinadas atividades comerciais, empresariais, de consultoria ou assessoria relacionadas com fabricantes, distribuidores, editores ou vendedores de material didático e recursos educativos, ou dirigidas ao agrupamento, à escola ou ao círculo de alunos em que o docente exerce a atividade principal. As exceções previstas na própria norma, designadamente direitos de autor e direção de publicações técnico-científicas, devem ser analisadas no caso concreto.
Também não é correto afirmar genericamente que todo o exercício de cargos de direção executiva impede qualquer atividade: a portaria prevê exceções para conferências, palestras, ações de formação de curta duração e atividades de natureza idêntica, nos termos nela indicados.
Limite e procedimento
Quando a acumulação de funções docentes é admissível, a Portaria n.º 188-G/2024 prevê, em regra, até 10 horas letivas semanais, sem exceder seis horas letivas consecutivas, tanto noutro estabelecimento público distinto como nos demais estabelecimentos e instituições abrangidos pelo artigo 3.º, n.º 2. O limite não dispensa a autorização nem permite conflito de horários.
O pedido é apresentado eletronicamente à DGAE e deve indicar o local, horário, remuneração, natureza e conteúdo da atividade, inexistência de conflito quando aplicável e demais elementos previstos no artigo 5.º. Deve ser junto o horário distribuído. Os serviços da escola de atividade principal verificam a conformidade e remetem o pedido à DGAE para decisão.
A violação das regras da portaria pode constituir infração disciplinar. A resposta a um caso concreto exige saber a atividade acumulada, o vínculo, o horário, a situação funcional e se existe alguma exceção legal.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 111.º .
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Portaria n.º 814/2005, na versão consolidada, artigos 2.º a 5.º e 9.º .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigos 21.º a 23.º .
Se a informação disponível não permitir confirmar um impedimento concreto, o RADAR deve dizê-lo expressamente e não inventar uma proibição.
Existem limites ao serviço docente extraordinário?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. A regra geral do artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente estabelece que o serviço docente extraordinário não pode exceder cinco horas por semana, salvo casos excecionais devidamente fundamentados e autorizados pela entidade competente nos termos do Estatuto.
Regime excecional nos QZP carenciados
O Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 108/2025 e pelo Decreto-Lei n.º 175/2026, prevê um regime especial para agrupamentos e escolas não agrupadas inseridos no âmbito geográfico de quadros de zona pedagógica carenciados.
Nesses estabelecimentos:
- o diretor pode distribuir serviço docente extraordinário até seis horas semanais, nos termos do artigo 4.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual;
- pode chegar até 10 horas semanais quando o serviço seja imprescindível para satisfazer necessidades não asseguradas pelos procedimentos de preenchimento de necessidades temporárias e exista acordo expresso do docente, nos termos do n.º 3;
- o acordo previsto para o limite de 10 horas deve ser escrito;
- a distribuição deve ser comunicada à AGSE, I. P., através do SIGRHE, e não carece de autorização prévia, nos termos do n.º 9;
- podem existir regras próprias para docentes com redução da componente letiva, exigindo-se os requisitos cumulativos previstos no artigo 4.º, n.º 5.
Estes limites de seis e 10 horas não são gerais nem aplicáveis a todas as escolas. Exigem que a escola esteja abrangida pelo âmbito geográfico de um QZP carenciado e que estejam preenchidos os restantes pressupostos legais. Fora desse regime especial, mantém-se a regra geral do artigo 83.º do ECD.
O serviço extraordinário não deve ser usado como primeira resposta quando ainda seja possível recorrer aos mecanismos normais de recrutamento ou de organização do serviço. O acordo do docente, quando exigido, não elimina a necessidade de fundamentação nem transforma a exceção em regra permanente.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 83.º .
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Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 108/2025, de 19 de setembro .
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Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro .
Para decidir um caso concreto é indispensável confirmar se a escola está num QZP carenciado, qual o grupo de recrutamento, a necessidade que se pretende suprir e o regime do docente.
Os/As docentes com incapacidade para o exercício de funções docentes seguem o mesmo procedimento?AGSE · Carreira e Formação
Seguem o procedimento de mobilidade por motivo de doença, mas com uma forma específica de instrução. O pedido é apresentado exclusivamente através do formulário eletrónico disponibilizado pela DGAE, na aplicação indicada no aviso do procedimento, normalmente o SIGRHE.
Quando o docente está declarado incapaz para o exercício de funções docentes e letivas, não deve ser confundido o seu caso com o pedido normal de um docente portador de doença incapacitante. Nesta situação, o processo é instruído eletronicamente com a declaração de incapacidade para o exercício de funções docentes. Não é o relatório médico normal previsto para o docente que invoca uma doença incapacitante sem declaração de incapacidade para a docência.
A declaração tem de resultar de uma das entidades legalmente previstas: junta médica ao abrigo do artigo 33.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas; entidade competente nos termos do Decreto-Lei n.º 224/2006, na redação atual; ou junta médica prevista no artigo 11.º, n.º 1, alínea a), do Decreto-Lei n.º 41/2022, quando realizada no âmbito da medicina do trabalho.
Assim, a resposta segura é: o pedido continua a ser eletrónico e é submetido no procedimento de mobilidade por doença, mas, para esta situação específica, deve ser anexada a declaração de incapacidade exigida pelo aviso e pela regulamentação aplicável. O docente deve seguir sempre os documentos e o prazo publicados para o ano escolar concreto; não deve substituir a declaração por um relatório médico comum nem presumir que a mobilidade é automaticamente deferida.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual , em especial os artigos 4.º-A, 9.º, 11.º e 13.º.
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Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março , que introduziu regras específicas para docentes incapazes para o exercício de funções docentes e letivas.
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Despacho n.º 5868-B/2025, de 23 de maio , artigos 2.º, 3.º e 6.º.
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Nota Informativa da DGAE n.º 15/2025 , quanto à formalização eletrónica e aos documentos da declaração de incapacidade.
Quais as atividades que podem ser desenvolvidas nos tempos de redução letiva previstos no artigo 79.º do ECD, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As horas retiradas à componente letiva por aplicação do artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente não desaparecem do horário. Nos termos do n.º 6 desse artigo, a redução determina o acréscimo correspondente da componente não letiva de estabelecimento, mantendo-se, em regra, a obrigação de prestar 35 horas semanais de serviço. A regra tem de ser lida sem prejuízo dos regimes especiais previstos no próprio artigo 79.º, designadamente a dispensa total da componente letiva da monodocência.
O diretor atribui as atividades concretas de acordo com a organização da escola, mas tem de as enquadrar na componente não letiva de estabelecimento e nas atividades legalmente previstas. O artigo 82.º, n.º 3, do ECD enumera, designadamente:
- colaboração em atividades de complemento curricular;
- informação e orientação educacional dos alunos, em colaboração com as famílias e as estruturas escolares;
- participação em reuniões de natureza pedagógica legalmente convocadas;
- participação, quando devidamente autorizada, em ações de formação contínua;
- substituição de outros docentes do mesmo agrupamento ou escola não agrupada em situações de ausência de curta duração;
- estudos e trabalhos de investigação que contribuam para o sucesso escolar e educativo;
- assessoria técnico-pedagógica aos órgãos de administração e gestão;
- acompanhamento e apoio a docentes em período probatório;
- cargos de coordenação pedagógica;
- acompanhamento e supervisão de atividades de enriquecimento e complemento curricular;
- orientação e acompanhamento dos alunos nos espaços escolares;
- apoio individual a alunos com dificuldades de aprendizagem; e
- produção de materiais pedagógicos.
Esta lista é um enquadramento legal das tarefas, não um direito do docente a escolher livremente qualquer atividade nem uma autorização para converter a redução em menos horas totais de trabalho. A distribuição deve constar do horário e respeitar ainda as regras de organização do serviço docente.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 79.º, n.º 6, e artigo 82.º, n.º 3 .
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , quanto à organização do serviço e dos horários.
É possível constituir grupos de tutoria com dimensão diferente de 10 alunos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No Apoio Tutorial Específico (ATE), o grupo de referência é de 10 alunos e o professor tutor dispõe de quatro horas semanais de crédito horário adicional. Os horários das turmas dos alunos abrangidos devem prever tempos comuns para a intervenção do tutor.
A constituição de um grupo com dimensão diferente só pode ocorrer a título excecional e mediante proposta fundamentada do diretor:
- grupo com menos de 10 alunos: depende de autorização dos serviços competentes da Agência para a Gestão do Sistema Educativo;
- grupo com mais de 10 alunos: depende de autorização do conselho pedagógico.
O limite de 10 alunos não deve ser confundido com a possibilidade de a escola organizar o acompanhamento tutorial de forma individual ou com outras medidas de promoção do sucesso. A exceção exige fundamentação e autorização antes de ser refletida na organização do serviço.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , artigo 12.º, n.os 1 a 8, na redação atual.
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Organização do Ano Letivo 2026/2027 — AGSE , informação operacional oficial sobre o ATE, as quatro horas de crédito adicional e as autorizações.
Como se processa a colocação de docentes no âmbito do Plano CASA?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Plano CASA é uma medida de apoio pedagógico a crianças e jovens que se encontram em acolhimento residencial. É operacionalizado através da articulação entre o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o Instituto da Segurança Social, I. P., e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P., nos termos do protocolo e das orientações oficiais aplicáveis.
O agrupamento de escolas ou escola não agrupada de referência verifica primeiro se dispõe de docentes com componente letiva incompleta que possam assegurar o apoio pedagógico nas instituições de acolhimento. Se não houver docentes disponíveis, a necessidade é comunicada à AGSE para autorização da contratação de um docente, em articulação com o ISS, I. P., e de acordo com o número de horas necessário.
O docente contratado celebra contrato com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação tendo por referência o agrupamento agregador ou de referência, que assegura o enquadramento administrativo e pedagógico. A avaliação do desempenho compete ao agrupamento, podendo integrar os contributos avaliativos da instituição de acolhimento. O tempo de serviço é contado para os efeitos legais aplicáveis.
O horário pode ser completado com serviço letivo noutra instituição de acolhimento quando esta esteja abrangida pelo mesmo agrupamento de referência e sejam respeitados os limites da componente letiva. A colocação no Plano CASA não cria, por si só, um vínculo autónomo à instituição de acolhimento nem dispensa a autorização e os procedimentos definidos pela AGSE para o caso concreto.
Base legal e fonte oficial
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Organização do Ano Letivo 2026/2027 — AGSE , perguntas oficiais sobre o Plano CASA e a colocação de docentes.
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Comunicado do Governo sobre o protocolo do Plano CASA , que descreve a articulação entre a educação e a segurança social.
O Plano CASA é uma medida protocolar e operacional. Quando o pedido disser respeito a um ano ou instituição concreta, devem ser consultadas a autorização, a orientação e o aviso da AGSE aplicáveis a esse procedimento; não é seguro substituir essas regras por uma norma geral de contratação que não tenha sido indicada pela entidade competente.
No caso de a última avaliação do desempenho ter sido de Muito Bom ou Excelente e de o docente a pretender utilizar, é possível beneficiar novamente de bonificação no escalão seguinte?Radar Escolar · Carreira e Formação
Se a bonificação correspondente à avaliação de Muito Bom ou Excelente já tiver sido utilizada numa progressão anterior, não pode ser utilizada novamente no escalão seguinte. A avaliação pode ser considerada para cumprir o requisito de avaliação do regime especial, mas isso não recupera nem duplica a bonificação já consumida.
O artigo 5.º, n.º 7, do regime especial é específico: quando à última avaliação corresponda a menção de Excelente ou de Muito Bom, o docente não pode beneficiar das bonificações previstas no artigo 48.º, n.º 1, alíneas a) e b), do ECD se esse benefício já tiver sido utilizado numa progressão anterior. No regime geral, essas bonificações correspondem, respetivamente, a um ano e a seis meses.
Portanto, a resposta depende de um facto que tem de ser confirmado no processo individual: se a bonificação daquela avaliação já foi usada, a resposta é não; se nunca foi usada, não há dupla utilização, mas a aplicação da bonificação depende dos restantes requisitos e do regime de progressão aplicável ao docente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, na redação atual , artigo 5.º, n.º 7.
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 48.º .
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março , que alterou o regime de recuperação do tempo de serviço.
Tenho competência para aplicar sanções disciplinares?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Não é possível responder apenas com «sim» ou «não»: a competência depende de saber se o arguido é docente ou não docente, qual é o vínculo e qual é a entidade empregadora. A competência para instaurar o processo também não é a mesma coisa que a competência para aplicar cada sanção.
Docentes dos agrupamentos e escolas não agrupadas
Nos termos dos artigos 112.º a 116.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), os docentes respondem disciplinarmente perante o órgão de administração e gestão do estabelecimento. O órgão de administração e gestão instaura, em regra, o processo disciplinar; se o arguido for membro desse órgão, a competência passa para a entidade legalmente competente da administração educativa.
A repreensão escrita é aplicada pelo órgão de administração e gestão da escola. As sanções mais graves não são automaticamente da competência do diretor: devem ser aplicadas pela autoridade competente segundo o ECD e a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, atendendo à natureza da sanção, ao vínculo do trabalhador e às regras de delegação aplicáveis.
Pessoal não docente
Para o pessoal não docente abrangido pelo regime especial do Decreto-Lei n.º 184/2004, o artigo 40.º atribui ao órgão executivo da escola a aplicação da repreensão escrita, reserva as sanções de multa, suspensão e inatividade à entidade regional competente e as sanções expulsivas ao membro do Governo competente. Quando o pessoal tenha sido transferido para a administração municipal, é necessário articular esse regime com o Decreto-Lei n.º 21/2019, a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e a organização e delegações de competências do município. Não é seguro afirmar que todas as sanções são da câmara municipal sem confirmar o vínculo e a competência atualmente aplicável.
Assim, antes de praticar qualquer ato, a escola deve identificar o vínculo do trabalhador, a entidade empregadora, a sanção em causa e se existe delegação de competências. A resposta de que o diretor é sempre competente ou de que a sanção expulsiva é sempre do membro do Governo é demasiado ampla para todos os casos.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente, artigos 112.º a 117.º .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigos 176.º e seguintes .
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Decreto-Lei n.º 184/2004, de 29 de julho, artigo 40.º .
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Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, artigo 44.º .
A quem é reconhecido o direito ao abono para falhas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O abono para falhas é um suplemento remuneratório reconhecido, em regra, aos trabalhadores titulares da categoria de assistente técnico da carreira geral de assistente técnico que ocupem postos de trabalho caracterizados no mapa de pessoal como pertencentes às áreas de tesouraria ou cobrança e que envolvam a responsabilidade pelo manuseamento ou guarda de valores, numerário, títulos ou documentos.
Nas autarquias locais, o direito pode abranger também os trabalhadores da categoria de coordenador técnico da carreira de assistente técnico e os titulares da categoria subsistente de tesoureiro-chefe, desde que exerçam funções com esses pressupostos. Trabalhadores de outras carreiras ou categorias só podem ter o direito reconhecido por ato próprio da entidade competente, nos termos legais.
O suplemento não resulta apenas do facto de o trabalhador trabalhar numa escola ou ocasionalmente mexer em dinheiro. É necessário que as funções estejam caracterizadas no mapa de pessoal, que exista responsabilidade pelo manuseamento ou guarda dos valores e que haja exercício efetivo das funções enquanto se mantiverem as condições que justificam o abono.
Base legal
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Despacho n.º 15409/2009, de 8 de julho , n.os 1 a 5.
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Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de dezembro , quanto ao montante do suplemento.
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Decreto-Lei n.º 4/89, de 6 de janeiro , na redação atual.
Quem certifica o tempo de serviço do docente para efeitos de Direção Pedagógica?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A prova do tempo de serviço deve ser emitida pela escola ou entidade onde o serviço foi prestado, ou por certidão dos serviços competentes do Ministério da Educação, conforme o caso. A entidade empregadora deve identificar o período de serviço, as funções exercidas e os elementos necessários à verificação da experiência pedagógica.
No ensino público, a declaração é normalmente emitida pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde o docente exerceu funções, ou pelo serviço competente que detenha os registos. No ensino particular e cooperativo, é emitida pela entidade titular ou pela escola onde o docente lecionou. A declaração deve respeitar os requisitos formais aplicáveis, designadamente assinatura reconhecida ou autenticação pelo selo branco quando exigidos pelo artigo 50.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 152/2013.
O artigo 40.º, n.º 6, do mesmo diploma exige, para o diretor pedagógico ou presidente da direção pedagógica que não disponha de habilitação profissional adequada, experiência pedagógica de pelo menos três anos. O artigo 50.º, n.º 2, é a norma que indica os meios de prova do tempo de serviço. Se o procedimento da AGSE disponibilizar uma plataforma própria, a declaração deve ser aí submetida ou validada, mas a plataforma não substitui a declaração da entidade que certifica o serviço.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, artigo 40.º, n.º 6, e artigo 50.º, n.os 1 a 3 .
Quais os procedimentos para a transição do ensino doméstico para a frequência do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos, num estabelecimento de ensino (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição do ensino doméstico para o ensino básico geral ou para um curso científico-humanístico não é automática. O encarregado de educação, ou o aluno quando maior, deve apresentar o pedido à escola onde pretende efetuar a matrícula, nos termos das regras de matrícula da oferta pretendida. A escola verifica a existência de vaga, as prioridades aplicáveis, o ano de escolaridade, a oferta disponível e os demais requisitos legais.
O artigo 20.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 70/2021 determina expressamente que esta transição obedece às regras de matrícula do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos. Por isso, o pedido deve ser acompanhado dos elementos necessários à matrícula e pode exigir a circulação do processo escolar e a realização dos procedimentos de avaliação ou posicionamento previstos para a oferta de destino.
Quando a transição implique também mudança de curso ou de oferta educativa, a autorização pode ser concedida até ao 5.º dia útil do 2.º período letivo, desde que exista vaga, nos termos do artigo 17.º, n.os 1 a 3, do Despacho Normativo n.º 6/2018, na redação atual. Esta data não afasta regras especiais previstas para determinadas ofertas nem permite ultrapassar os requisitos de matrícula.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual , artigos 9.º, 11.º e 20.º, n.º 2.
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Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, na redação atual , artigo 17.º, n.os 1 a 3.
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Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março , que alterou o regime de matrículas e respetivas prioridades.
A que está sujeita a frequência no ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
A frequência do ensino básico geral e dos cursos científico-humanísticos em regime de ensino doméstico está sujeita cumulativamente a matrícula, renovação de matrícula e celebração de um protocolo de colaboração entre a escola de matrícula e o encarregado de educação.
O pedido de matrícula é apresentado pelo encarregado de educação ao diretor da escola da área de residência que disponha da oferta pretendida, com a identificação do aluno, do responsável educativo, do ano e do regime de ensino e a exposição dos fundamentos do pedido. No ensino doméstico, o diretor decide o pedido no prazo legal e a matrícula é condicional até ser celebrado o protocolo.
A renovação depende do cumprimento do protocolo anterior e da sua renovação ou substituição. O protocolo tem, em regra, a duração de um ano letivo e deve definir os intervenientes, as responsabilidades, a gestão do currículo, o acompanhamento e a monitorização das aprendizagens. Sem protocolo válido, não ficam preenchidas as condições legais de frequência neste regime.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual , artigos 8.º a 12.º e 20.º.
O que acontece se na pendência do procedimento disciplinar ocorrer a cessação ou alteração da situação laboral desse trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
Uma alteração da situação jurídico-funcional ou a suspensão do vínculo durante o procedimento não impede, por si só, a punição por factos praticados no exercício da função.
Se houver cessação do vínculo de emprego público, a lei não determina simplesmente que o processo desapareça. Nos termos do artigo 176.º, n.º 5, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), o procedimento disciplinar ou a execução das sanções previstas nas alíneas b) a d) do n.º 1 do artigo 180.º fica suspenso por, no máximo, 18 meses. O processo pode prosseguir se o trabalhador constituir novo vínculo de emprego público para as mesmas funções e se, descontado o período de suspensão, não tiverem decorrido mais de 18 meses desde o seu início até à notificação da decisão final.
Assim, a cessação ou alteração laboral não apaga automaticamente a responsabilidade disciplinar, mas pode suspender o procedimento ou a execução da sanção e exige a verificação dos pressupostos legais do artigo 176.º. A situação concreta deve ser analisada pela entidade competente, incluindo o tipo de vínculo, a fase do processo e a sanção em causa.
Base legal: artigos 76.º e 176.º, n.os 4 e 5, e artigo 180.º, n.º 1, alíneas b) a d), da
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas .
Quando o aluno frequenta PLNM na turma, nos tempos letivos da disciplina de Português, quem é o responsável pela avaliação?EduQA · Currículo e Qualificações
Quando o aluno frequenta PLNM integrado na turma, nos tempos letivos de Português, a proposta de avaliação/classificação interna é da responsabilidade do professor titular de turma ou do professor de Português, conforme o nível de ensino. Deve existir articulação prévia com o docente de PLNM, quando este intervenha no acompanhamento do aluno.
Isto não significa que a avaliação seja feita segundo os mesmos critérios do Português sem atender ao nível de proficiência. A avaliação deve respeitar as aprendizagens essenciais, os critérios aprovados pela escola e o nível de PLNM do aluno. Se o aluno frequentar uma turma/grupo próprio de PLNM, intervém o docente responsável por essa disciplina, sem prejuízo da articulação com o conselho de docentes ou conselho de turma.
Base legal e orientação oficial:
FAQ de PLNM da Direção-Geral da Educação, questão 12 ;
página oficial de Português Língua Não Materna ; Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual, e Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março.
Como devo proceder quando um aluno falta à aula por estar presente numa competição?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A falta pode ser justificada quando a participação na competição se enquadre nas situações previstas no artigo 16.º, n.º 1, alíneas i) ou j), do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, designadamente atividade desportiva reconhecida como relevante ou preparação/participação em competição desportiva de alta competição.
O responsável pelo grupo-equipa, clube ou entidade desportiva pode emitir uma declaração que comprove a convocatória e a participação, mas essa declaração não substitui o procedimento de justificação. A justificação deve ser apresentada por escrito ao diretor de turma, com indicação do dia, atividade e motivo, através da caderneta/diário de turma ou do meio/formulário adotado pela escola. Quando a falta seja previsível, deve ser apresentada previamente; caso contrário, até ao terceiro dia útil seguinte. A escola pode pedir prova adicional.
Nas faltas justificadas, o aluno tem direito às medidas de recuperação das aprendizagens ou atividades realizadas, nos termos definidos pelos docentes e pela escola. A falta não é automaticamente justificada por qualquer competição: é necessário que a situação caiba no artigo 16.º e que sejam cumpridos os requisitos de comunicação e prova.
Base legal: artigo 16.º, n.º 1, alíneas i) e j), e n.os 2, 3, 4 e 6, da
Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar .
Quem pode beneficiar de redução da componente letiva e em que condições?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O regime depende do nível de ensino e do exercício em monodocência. Não se deve aplicar automaticamente a todos os docentes a mesma tabela.
Para docentes dos 2.º e 3.º ciclos, do ensino secundário e da educação especial, o n.º 1 do artigo 79.º do ECD prevê uma redução faseada e acumulável, até ao máximo de 8 horas semanais:
2 horas: a partir dos 50 anos de idade e 15 anos de serviço;
4 horas (total): a partir dos 55 anos e 20 anos de serviço;
8 horas (total): a partir dos 60 anos e 25 anos de serviço.
Para educadores de infância e docentes do 1.º ciclo em regime de monodocência, o n.º 2 prevê que, ao completar 60 anos, o docente pode requerer uma redução de 5 horas da componente letiva, independentemente de outro requisito. O n.º 3 prevê ainda a possibilidade de requerer dispensa total da componente letiva por um ano escolar ao atingir 25 ou 33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência.
As reduções e a dispensa produzem efeitos no início do ano escolar seguinte ao da verificação dos requisitos. A redução de 5 horas mantém as 35 horas semanais de serviço, com acréscimo correspondente da componente não letiva de estabelecimento (n.º 6). Na dispensa total, a componente não letiva de estabelecimento fica limitada a 25 horas e é preenchida preferencialmente pelas atividades previstas no n.º 7.
Assim, os requisitos de idade e tempo de serviço não são cumulativos em todos os regimes: a redução de 5 horas aos 60 anos na monodocência tem regra própria, enquanto a tabela de 2, 4 e 8 horas exige os requisitos indicados no n.º 1.
Base legal: artigo 79.º, n.os 1 a 7, e artigo 82.º, n.º 3, do
Estatuto da Carreira Docente , na redação atual.
Como se assegura o equilíbrio da carga de trabalho entre docentes?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O artigo 78.º, n.º 1, do ECD determina que a organização da componente letiva deve considerar o número máximo de turmas disciplinares atribuído a cada docente, de modo a assegurar o necessário equilíbrio global e a qualidade do serviço. A distribuição não deve ser feita apenas pela soma de tempos.
Na aplicação deste princípio, a direção deve ponderar, entre outros elementos, o número de turmas, níveis e ciclos, a diversidade de disciplinas e programas, a existência de serviço em diferentes estabelecimentos, a direção de turma, a coordenação e os apoios. Os critérios devem ser definidos no quadro das competências de organização e distribuição de serviço e aplicados com transparência, racionalidade e respeito pela igualdade entre docentes.
O Despacho Normativo n.º 10-B/2018 prevê também que o diretor estabeleça critérios para a distribuição do serviço (artigo 2.º, n.º 3), que o horário não seja organizado em mais de dois turnos diários, salvo reuniões de natureza pedagógica (artigo 2.º, n.os 8 e 9), e que o conselho pedagógico defina critérios para o equilíbrio do horário dos alunos (artigo 13.º, n.º 1, alínea g)).
Base legal: artigo 78.º, n.º 1, do
ECD ; artigo 2.º, n.os 3, 8 e 9, e artigo 13.º, n.º 1, alínea g), do
Despacho Normativo n.º 10-B/2018 .
Alunos que ingressam tardiamente no sistema educativo portuguêsEduQA · Currículo e Qualificações
O ingresso tardio não produz automaticamente uma única consequência para todos os alunos. A escola deve identificar o nível de ensino, a disciplina, o tempo efetivo de contacto com as aprendizagens e os elementos de avaliação disponíveis.
No ensino secundário, quando o aluno ingressa tardiamente e, por esse motivo, apenas existe classificação num período, a Portaria n.º 226-A/2018 prevê a Prova Extraordinária de Avaliação (PEA) nas situações do artigo 31.º, n.os 10 e 11. O n.º 11 abrange, em particular, titulares de habilitações estrangeiras que tenham apenas um período de avaliação por entrada tardia. A PEA incide sobre as Aprendizagens Essenciais e segue as regras do anexo X. Se a disciplina estiver sujeita a exame final nacional, aplicam-se ainda os n.os 14 e 15 do artigo 31.º.
No ensino básico, o artigo 34.º, n.º 11, da Portaria n.º 223-A/2018 prevê uma solução específica quando o aluno ingressa tardiamente e apenas é avaliado no 3.º período numa disciplina que não esteja sujeita a prova final do ensino básico: o professor titular/conselho de docentes, no 1.º ciclo, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, decide entre a retenção ou a atribuição de classificação acompanhada de PEA, nos termos legais. Outras situações devem ser apreciadas de acordo com o regime aplicável e, quando necessário, com orientação da DGE.
Nas escolas com organização semestral, a existência de avaliação apenas num semestre não torna, por si só, obrigatória a PEA. Como esclarece a DGE, devem ser ponderados o tempo de contacto com o currículo e os elementos de avaliação suficientes para classificar o aluno. A decisão deve ficar fundamentada no processo de avaliação e respeitar a modalidade de ensino e a disciplina concreta.
Base legal: artigo 31.º, n.os 10 a 15, da
Portaria n.º 226-A/2018 ; artigo 34.º, n.os 4 a 12, da
Portaria n.º 223-A/2018 ;
FAQ da DGE sobre avaliação em organização semestral ; Decreto-Lei n.º 55/2018, na redação atual.
Como se contabilizam as turmas do ensino artístico especializado na área da música?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Para efeitos da organização do ano letivo, a informação operacional da AGSE para 2026/2027 converte os alunos do ensino artístico especializado da música em turmas equivalentes através dos seguintes rácios, arredondando sempre por excesso:
• regime articulado: número total de alunos ÷ 24;
• regime supletivo: número total de alunos ÷ 15;
• regime integrado: as turmas são contabilizadas diretamente, sem aplicar estes rácios.
Exemplo: 25 alunos em regime articulado correspondem a 2 turmas equivalentes (25 ÷ 24 = 1,04, arredondado por excesso); 16 alunos em regime supletivo correspondem a 2 (16 ÷ 15 = 1,07). O cálculo deve ser aplicado aos alunos abrangidos pelo respetivo regime e confirmado com as instruções de organização do ano letivo em vigor.
Os regimes integrado, articulado e supletivo não são modalidades intercambiáveis: a sua definição e organização resultam do regime do ensino artístico especializado. Por isso, não se deve misturar o total de alunos de regimes diferentes antes de aplicar a regra correspondente.
Base legal e fonte operacional:
Organização do Ano Letivo 2026/2027 — AGSE ; Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto, e Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação aplicável ao respetivo nível de ensino.
Qual a ordem de prioridades na utilização do crédito?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O crédito horário é gerido globalmente pelo diretor e deve ser aplicado de acordo com a finalidade legal: reforçar, recuperar e aprofundar as aprendizagens e assegurar funções de organização da escola. A prioridade material é o sucesso e a qualidade das aprendizagens, articulada com as medidas previstas no projeto educativo e no plano de ação estratégica.
Na prática, a utilização deve seguir esta ordem de decisão:
1. apoio direto aos alunos, recuperação e acompanhamento das aprendizagens, coadjuvação, tutorias e outras medidas de promoção do sucesso;
2. medidas de flexibilidade curricular, inclusão e resposta a necessidades específicas;
3. funções de coordenação, supervisão pedagógica, direção de turma e apoio à direção, quando as horas não letivas de estabelecimento não sejam suficientes;
4. projetos e outras medidas organizacionais previstas nos instrumentos de autonomia da escola, incluindo as necessidades de substituição e estabilidade do serviço.
Esta lista traduz a finalidade e as prioridades do Despacho Normativo n.º 10-B/2018; não substitui a análise das necessidades reais nem autoriza a ultrapassar os limites do crédito. As horas de apoio devem responder a necessidades identificadas, inclusive durante o ano letivo. A contratação para medidas de promoção do sucesso só pode ser ponderada depois de preenchida a componente letiva dos docentes de carreira e quando exista crédito disponível. A contratação de técnicos especializados exige que a necessidade seja efetivamente enquadrável como função técnica e não como mera substituição de serviço docente.
Existe ainda o crédito específico para atividades de enriquecimento e complemento curricular previsto no artigo 12.º, com regime próprio; não deve ser confundido com o crédito horário geral.
Base legal: artigos 8.º, 9.º, 10.º, n.os 1 a 7, 11.º, n.º 3 e n.º 13, e 12.º do
Despacho Normativo n.º 10-B/2018 ; orientações operacionais da
AGSE para a organização do ano letivo 2026/2027 .
A atividade Organização do Ano Letivo pode realizar-se nas escolas em qualquer altura do ano letivo?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Sim, a atividade de Organização do Ano Letivo pode ser realizada durante o ano letivo quando exista necessidade de atualização ou reorganização. A orientação operacional da IGEC é que decorra predominantemente no 1.º e no 2.º períodos, porque é nessa fase que normalmente são planeados, ajustados e acompanhados os recursos, horários e respostas educativas.
Isto não significa que seja legalmente impossível atuar no 3.º período. Alterações decorrentes de necessidades supervenientes, avaliação da execução ou preparação do ano seguinte devem ser enquadradas nas competências do diretor e do conselho pedagógico, nos instrumentos de autonomia e no calendário aplicável. A escola deve documentar os critérios e assegurar que a reorganização não prejudica a continuidade das aprendizagens nem viola as regras de distribuição de serviço.
Base legal e fonte oficial:
Despacho n.º 8368/2024, de 25 de julho , que estabelece o calendário escolar plurianual e a comunicação do calendário pela escola;
orientação da IGEC/AGSE sobre Organização do Ano Letivo . A indicação de realização predominantemente nos 1.º e 2.º períodos é orientação operacional, não uma proibição geral de qualquer ato no 3.º período.
A lei prevê situações em que a adoção de um percurso formativo próprio através da permuta de disciplinas não é possível?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A adoção de um percurso formativo próprio por permuta de disciplinas é um mecanismo específico e não pode ser substituída pela simples mudança de curso, pela realização de exames finais nacionais ou por provas de equivalência à frequência. Esses são mecanismos diferentes, com pressupostos e efeitos próprios.
No ensino secundário, a permuta prevista no artigo 16.º da Portaria n.º 226-A/2018 permite substituir uma disciplina bienal ou anual da componente de formação específica por outra disciplina bienal ou anual de outro curso, mas exige que o aluno mantenha uma disciplina bienal e uma disciplina anual da natureza do curso de origem. A permuta não pode criar disciplinas equivalentes nem sobrepor conteúdos da mesma área do conhecimento, considerando os anexos VI e VII.
O pedido é apresentado pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior ao diretor, nos prazos do artigo 16.º, n.º 2, e a escola deve informar sobre as condições de conclusão e progressão. A existência de oferta, professores e condições de funcionamento também tem de ser verificada.
Portanto, a resposta correta é: há situações em que a permuta não é possível, designadamente quando não se cumprem as condições do artigo 16.º, n.º 1, ou quando se tenta usar uma mudança de curso/exame como substituto dessa permuta. A escola deve apreciar o caso concreto e não pode tratar os dois regimes como equivalentes.
Base legal: artigo 16.º, n.os 1 a 3, da
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto ; artigo 16.º do
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual.
Como se realiza a designação de docentes ao SNIPI?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) foi criado pelo Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro. Abrange crianças dos 0 aos 6 anos e as respetivas famílias, sendo desenvolvido de forma coordenada pelas áreas da educação, da saúde e da ação social. As Equipas Locais de Intervenção (ELI) são equipas multidisciplinares que atuam à escala local.
Quanto à afetação de docentes, a orientação operacional publicada pela AGSE para a organização do ano letivo 2026/2027 estabelece esta sequência:
1. Se o docente proposto para integrar a ELI pertencer ao quadro do agrupamento de referência ou da área de abrangência, a solução indicada é a distribuição de serviço. O docente mantém o vínculo ao agrupamento e a escola organiza o respetivo horário.
2. Se a necessidade não puder ser suprida por distribuição de serviço, pode ser utilizada a mobilidade estatutária, excecionalmente autorizada pela AGSE. Esta solução implica a saída do docente do agrupamento de origem e deve ser reservada para os casos em que não exista docente disponível ou com perfil adequado para a primeira solução.
3. Se a necessidade continuar por suprir, pode recorrer-se à contratação, observando o regime aplicável ao recrutamento e à contratação de pessoal docente.
O Decreto-Lei n.º 281/2009 define a finalidade do SNIPI e a organização e competências das ELI, mas não substitui as orientações anuais de gestão do pessoal docente. Por isso, a escola deve confirmar a orientação operacional do ano em causa, a autorização necessária e o perfil de educação especial exigido antes de formalizar a afetação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro — artigos 1.º, 2.º e 7.º .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio — contratação de escola, artigos 39.º e 40.º , quando a solução seja contratação.
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AGSE — Organização do Ano Letivo 2026/2027 , orientação operacional sobre a designação de docentes ao SNIPI.
**Verificação jurídica e operacional:** fontes oficiais consultadas em 26/09/2026. A distribuição, a mobilidade e a contratação dependem da situação concreta e das autorizações aplicáveis.
E se forem instaurados vários processos disciplinares ao mesmo trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
No regime disciplinar dos trabalhadores em funções públicas, a regra é a unidade do procedimento para as infrações ainda não punidas.
- Se forem conhecidas várias infrações ainda não punidas, deve ser instaurado um único processo disciplinar.
- Se tiverem sido instaurados vários processos, devem ser apensados ao processo que primeiro tenha sido instaurado.
- Se, antes da decisão de um procedimento, forem instaurados novos procedimentos contra o mesmo trabalhador por infrações cometidas no exercício de funções em acumulação noutros órgãos ou serviços, esses procedimentos são apensados ao primeiro e a instrução de todos fica a cargo do instrutor desse processo.
- Nesta última situação, a instauração e a decisão devem ser comunicadas aos órgãos ou serviços onde o trabalhador exerce funções.
A apensação não significa que se possa aplicar uma sanção arbitrária ou várias sanções pela mesma infração. O artigo 180.º, n.º 3, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas determina que não pode ser aplicada mais de uma sanção disciplinar por cada infração, pelas infrações acumuladas apreciadas num único processo ou pelas infrações apreciadas em processos apensados. A solução concreta deve respeitar também os prazos, a competência, a acusação e o direito de defesa.
O artigo 199.º não determina a apensação de infrações que já tenham sido punidas; refere-se às infrações ainda não punidas e aos processos pendentes nas situações nele previstas.
Base legal
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas , artigo 180.º, n.º 3, e artigo 199.º, n.os 1 a 4.
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Parecer n.º 19/2016, publicado no Diário da República , sobre pluralidade de infrações e apensação de processos.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. A aplicação a um caso concreto depende da fase dos processos, da data das infrações e de saber se já houve decisão ou punição.
Como se processa a autorização para abertura de turmas de Português Língua de Acolhimento (PLA)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No regime nacional, a escola não pode criar uma turma PLA apenas por decisão informal da direção. Primeiro deve confirmar que a resposta se enquadra nos cursos PLA, que existe procura e que estão reunidas as condições de organização e lecionação previstas na Portaria n.º 183/2020, de 5 de agosto, na redação da Portaria n.º 184/2022, de 21 de julho.
Os cursos PLA podem ser promovidos por estabelecimentos de ensino da rede pública, pela rede de centros de gestão direta e participada do IEFP e pela rede de Centros Qualifica. A entidade promotora deve aferir o conhecimento de partida dos formandos, constituir os grupos de acordo com esse nível e assegurar a organização do curso através do SIGO e dos procedimentos administrativos aplicáveis. A portaria não cria um formulário único ou uma autorização genérica da DGAE para todas as escolas; a escola deve seguir o procedimento indicado pelo serviço competente para a sua rede e oferta.
Regra geral, cada grupo de formação deve ter entre 15 e 20 formandos. A constituição de grupo fora desses limites só é possível a título excecional, mediante autorização do serviço competente, com fundamentação, designadamente por razões de cobertura geográfica — artigo 6.º, n.os 2 e 3.
O pedido ou processo da escola deve, por isso, identificar a entidade formadora, a procura existente, os formandos a abranger, o diagnóstico ou aferição do nível de português, a composição proposta do grupo, o nível de proficiência, o horário, os docentes ou formadores e as condições técnicas e pedagógicas. Os cursos podem ser realizados total ou parcialmente a distância apenas quando estejam comprovadas as condições técnicas e pedagógicas exigidas — artigo 8.º, n.º 3.
Os docentes devem ser profissionalizados na área do ensino do Português, preferencialmente com formação específica em Português como língua estrangeira ou língua segunda, ou devem ser recrutados formadores com formação específica na mesma área — artigo 7.º. A conclusão com aproveitamento é certificada através do SIGO, nos termos do artigo 9.º.
Não se deve confundir este regime nacional com a Portaria n.º 24/2026, de 6 de março, que regula os cursos PLA na Região Autónoma dos Açores. Nos Açores, essa portaria estabelece uma tramitação própria: a autorização para cursos promovidos por estabelecimentos públicos cabe ao diretor regional competente em matéria de educação. Essa regra regional não deve ser aplicada automaticamente às escolas do continente.
Base legal:
- Portaria n.º 183/2020, de 5 de agosto, na redação da Portaria n.º 184/2022, de 21 de julho, artigos 2.º, 3.º, 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 9.º.
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Versão consolidada da Portaria n.º 183/2020 no Diário da República .
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Portaria n.º 184/2022 no Diário da República .
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Portaria n.º 24/2026, aplicável à Região Autónoma dos Açores .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; confirme o procedimento administrativo indicado pelo serviço competente antes de submeter um pedido concreto.
Como se determina a capacidade máxima de um estabelecimento da rede pública para efeitos de Carta Educativa?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, não fixa uma fórmula nacional única nem um número automático de alunos para a “capacidade máxima” de cada estabelecimento. Por isso, não é seguro responder que esse valor é simplesmente validado pela AGSE ou que resulta apenas de um rácio aluno/sala.
Para efeitos da Carta Educativa, devem ser articulados o edifício e os equipamentos existentes, a oferta educativa, a procura efetiva e projetada, as condições físicas e de segurança, os parâmetros técnicos nacionais aplicáveis e a organização territorial da rede. A capacidade deve resultar de uma análise técnica do estabelecimento e da rede, não de uma aplicação isolada do número máximo de alunos por turma.
A Carta Educativa é o instrumento municipal de planeamento e ordenamento prospetivo dos edifícios e equipamentos educativos — artigo 5.º. Deve assegurar que a rede responde à procura efetiva existente e inclui análise prospetiva a médio e longo prazo — artigo 6.º. O seu objeto inclui a identificação dos edifícios, equipamentos e ofertas educativas — artigo 7.º — e o artigo 13.º exige, entre outros elementos, a caracterização dos edifícios e equipamentos, o diagnóstico estratégico, as projeções de desenvolvimento e a proposta de intervenção para a rede pública.
Compete à câmara municipal elaborar a Carta Educativa. A aprovação cabe à assembleia municipal, depois de discussão e parecer do conselho municipal de educação e de pronúncia do departamento governamental competente — artigo 14.º, n.º 1. A fixação dos parâmetros técnicos do ordenamento da rede educativa cabe ao departamento governamental competente — artigo 8.º, n.º 2.
Assim, na prática, a capacidade deve ser fundamentada por elementos como a tipologia e lotação funcional dos espaços, as condições de segurança e acessibilidade, as instalações sanitárias e demais espaços necessários, a organização por turnos quando legalmente admissível, a oferta educativa e as regras de constituição de grupos e turmas. Esses elementos devem ser documentados no diagnóstico e na proposta da Carta Educativa. Os limites de constituição de turmas são relevantes para o planeamento, mas não equivalem, por si só, à capacidade máxima física e funcional do estabelecimento.
Sem o estabelecimento concreto, a planta ou memória técnica, a oferta e os parâmetros aplicáveis, não é possível indicar um número juridicamente seguro. O RADAR deve explicar o método e indicar a entidade competente, sem inventar um valor.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, artigos 5.º a 8.º, 13.º e 14.º .
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Decreto-Lei n.º 21/2019, versão consolidada no Diário da República .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a capacidade concreta depende dos dados técnicos e da Carta Educativa aplicável ao município.
Como deve um Diretor implementar, de forma eficaz, o Plano Acolher + para garantir o acolhimento, integração e acompanhamento dos novos docentes no seu AEEnA?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Plano Acolher + é uma orientação da DGAE para apoiar a integração dos docentes que entram pela primeira vez numa escola. Não é um novo regime autónomo de carreira nem substitui as competências legais do diretor; propõe estratégias que cada AE/EnA deve adaptar à sua realidade.
De acordo com a Nota Informativa n.º 24 da DGAE, a escola deve estruturar um sistema de acolhimento com as seguintes componentes:
- **Acolhimento inicial:** realizar iniciativas de boas-vindas e disponibilizar um Guia do AE/EnA com o regulamento interno, projeto educativo, plano anual de atividades, critérios de avaliação, calendário, serviços, contactos, espaços, projetos e procedimentos relevantes.
- **Acompanhamento dos docentes com habilitação própria:** designar um docente do quadro com perfil adequado para exercer a função de mentor. A DGAE recomenda que a mentoria seja organizada no âmbito de duas horas semanais da componente não letiva, para permitir apoio e feedback contínuos; a recomendação não deve ser apresentada como uma redução automática da componente letiva do mentor.
- **Articulação pedagógica:** assegurar a articulação com diretores de turma, conselhos de turma, coordenações de ciclo e departamentos, promovendo acompanhamento, partilha e entreajuda ao longo do ano.
- **Formação contínua:** encaminhar o docente com habilitação própria para, pelo menos, uma ação de formação contínua de natureza pedagógica, com 25 horas, no CFAE a que o AE/EnA está associado, ajustada ao perfil e às necessidades identificadas.
- **Integração e acompanhamento:** promover a participação dos recém-chegados nos projetos e atividades do plano anual de atividades e criar mecanismos de feedback e monitorização.
As medidas devem ser registadas e organizadas pela direção de modo coerente com o projeto educativo, o plano de formação e a distribuição legal do serviço. A nota da DGAE usa expressões como “propõe”, “recomenda” e “é desejável” em várias medidas; não é correto transformar toda a orientação em obrigação legal com sanção própria.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Nota Informativa n.º 24, Plano Acolher + .
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DGAE — notícia do Plano Acolher + .
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — competências do diretor , artigo 20.º, n.º 4, designadamente alíneas c) e d).
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Estatuto da Carreira Docente , em especial os regimes de serviço docente e formação contínua aplicáveis.
**Verificação:** Nota Informativa n.º 24 e fontes oficiais consultadas em 26/09/2026. A aplicação concreta deve respeitar a organização do AE/EnA e os direitos dos docentes.
Existe limite de horas para efetuar um aditamento?AGSE · Carreira e Formação
Sim. O aditamento é uma alteração ao contrato inicialmente celebrado e não pode ser utilizado para ultrapassar o limite legal de horas contratuais ou a componente letiva aplicável ao docente.
Nos aditamentos de completamento de horário, a escola só pode aditar horas até ao limite máximo permitido para o tipo de colocação e para a componente letiva do docente. Quando o docente tem contratos em mais do que uma escola, a soma das horas contratadas e aditadas também tem de respeitar os limites legais de acumulação. A DGAE esclarece ainda que, se a necessidade que justificou o aditamento se mantiver depois de cessar o contrato inicial, o docente pode permanecer com as horas do aditamento, mas não lhe podem ser aditadas mais horas por essa via.
Quando está em causa um horário composto, o artigo 29.º, n.º 6, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 prevê, para o docente contratado a termo, o aditamento de duas horas de componente letiva por cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada, destinadas a redução da componente letiva para trabalho individual de preparação e ajustamento das práticas pedagógicas. Esta regra específica não permite ultrapassar os limites legais do horário.
As horas que excedam o limite contratual aplicável não devem ser escondidas num aditamento: quando forem legalmente possíveis, têm de ser tratadas como serviço docente extraordinário e registadas no procedimento ou aplicação indicada pela administração. A possibilidade de prestar esse serviço e a respetiva compensação dependem do regime aplicável ao docente e da autorização competente.
O aditamento não deve produzir efeitos retroativos. A DGAE tem indicado que os aditamentos de completamento são celebrados na escola de colocação, em regra no primeiro dia útil após o contrato, e produzem efeitos a partir da sua celebração. Deve ser consultada a instrução SIGRHE do ano escolar em causa para o procedimento eletrónico concreto.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, versão consolidada , em especial artigos 26.º, 29.º, 42.º e 44.º.
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento, contratos e aditamentos .
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DGAE — Nota informativa sobre aditamentos de completamento de horário .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; o número concreto depende do tipo de contrato, da componente letiva e de eventual acumulação.
Como se converte o crédito horário em tempos letivos nos horários?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma conversão universal que permita transformar qualquer número de horas de crédito diretamente no mesmo número de “tempos”. Primeiro é necessário identificar o nível de ensino e a unidade letiva definida pela escola.
O artigo 7.º, n.º 2, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 estabelece que “tempo letivo” é o período que cada escola define como unidade letiva, em função da carga horária semanal das matrizes curriculares. Por isso, o horário deve ser elaborado segundo a unidade letiva aprovada pela escola e não por uma regra genérica desligada do nível de ensino.
Para os restantes níveis e ciclos de ensino, incluindo a educação especial, o artigo 5.º, n.º 1, considera completa a componente letiva quando totaliza 22 horas semanais, correspondentes a 1100 minutos. Nessa referência, uma hora equivale a 50 minutos. Assim, se a escola trabalhar com unidades de 45 minutos, 10 horas correspondem a 500 minutos, ou seja, a 11 tempos completos de 45 minutos e um remanescente de 5 minutos; não se deve registar automaticamente “11,1 tempos” como se fosse uma unidade letiva fracionável.
Esta referência de 50 minutos não deve ser aplicada automaticamente à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo, cuja componente letiva completa é de 25 horas semanais nos termos do artigo 5.º, n.º 1. Nesses níveis, a distribuição deve respeitar a matriz curricular, a unidade horária e as regras específicas aplicáveis.
O crédito horário é calculado e utilizado nos termos dos artigos 8.º a 10.º. O artigo 9.º determina a fórmula do crédito, e o artigo 10.º define as finalidades e os limites da sua utilização. A conversão em tempos só pode ser feita depois de apurada a finalidade concreta, o nível de ensino e a unidade letiva do horário.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , artigo 5.º, n.º 1, artigo 7.º, n.º 2, e artigos 8.º a 10.º.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. O exemplo dos 45 minutos é apenas uma conversão matemática da referência de 1100 minutos; a escola não pode usar o cálculo para ultrapassar as regras da matriz, do horário ou do crédito.
Quais os elementos que são necessários apresentar à IGEC para efeitos da realização da atividade?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma lista única e fechada de documentos válida para todas as atividades da IGEC. A escola deve apresentar os elementos identificados na notificação da ação, na agenda ou no guião remetido pela IGEC e, quando necessário, os documentos que permitam comprovar os factos e procedimentos abrangidos pela atividade.
Se a ação incidir sobre a recolha de necessidades temporárias de pessoal docente ou de técnicos especializados, distribuição de serviço e horários, a escola deve ter disponíveis, conforme solicitado na notificação, os documentos e registos que permitam verificar essas matérias: necessidades comunicadas, horários, contratos e aditamentos, distribuição de serviço, critérios e decisões adotados, registos da aplicação informática e demais elementos diretamente relacionados.
Não deve ser enviada informação pessoal irrelevante ou documentação fora do objeto da ação. Os documentos devem ser apresentados de forma organizada, legível e atualizada, respeitando o dever de colaboração e as regras de proteção de dados. Se um elemento solicitado não existir, a escola deve informar a IGEC e explicar o motivo; não deve criar retroativamente um documento para substituir o registo inexistente.
O Regulamento do Procedimento de Inspeção da IGEC estabelece que o procedimento abrange atividades de controlo, auditoria, fiscalização, acompanhamento, avaliação, provedoria, ação disciplinar e contraordenação. Determina também que a atuação observe os princípios da proporcionalidade, autonomia técnica, celeridade, contraditório, colaboração e cooperação. A documentação concreta depende, por isso, do objeto e do guião da ação.
Em caso de dúvida sobre o alcance do pedido, a escola deve solicitar esclarecimento à equipa inspetiva ou ao contacto indicado na notificação, identificando a ação e o item documental em causa.
Base legal:
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Regulamento n.º 189/2013, de 24 de maio — Regulamento do Procedimento de Inspeção da IGEC , artigos 1.º a 5.º.
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Regulamento do Procedimento de Inspeção — cópia disponibilizada pela IGEC .
- Decreto-Lei n.º 276/2007, de 31 de julho, regime jurídico da atividade de inspeção, auditoria e fiscalização.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a notificação e o guião da ação prevalecem quanto aos elementos concretamente exigidos.
Que habilitações permitem concorrer às ofertas de escola para grupos de recrutamento?AGSE · Carreira e Formação
Nas ofertas de escola para grupos de recrutamento, a regra é a seleção de candidatos com habilitação profissional para a docência no grupo a que a oferta respeita. A habilitação e a formação científica têm de ser aferidas para o grupo concreto, não bastando ter um curso superior genérico.
Só depois de esgotada a possibilidade de colocação de docentes profissionalizados pode a escola, a título excecional, selecionar candidatos com habilitação própria. Nesse caso, aplicam-se os critérios do artigo 40.º, n.º 7, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, substituindo-se a graduação profissional pela classificação académica acrescida da parcela de serviço prevista na lei, nos termos do n.º 9.
O artigo 40.º-A do mesmo decreto-lei prevê ainda uma situação específica para determinados cursos concluídos segundo a organização de estudos anterior ao Decreto-Lei n.º 74/2006, desde que preenchidos os requisitos mínimos de formação científica definidos por despacho. A análise deve, portanto, considerar a data e a natureza do curso, o grupo de recrutamento e os requisitos científicos aplicáveis.
Não se deve confundir esta seleção de docentes com a contratação de técnicos especializados para formação. Esta última responde a necessidades técnicas, profissionais, tecnológicas, vocacionais ou artísticas que não se enquadrem nos grupos de recrutamento, nos termos do artigo 39.º, n.º 3, e segue critérios próprios no artigo 40.º, n.os 10 a 12.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , artigo 39.º, n.º 3, e artigo 40.º, n.os 2, 7 a 12, e artigo 40.º-A.
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Decreto-Lei n.º 80-A/2023, de 6 de setembro , artigo 2.º e anexo, sobre requisitos mínimos de formação científica.
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Decreto-Lei n.º 32/2024, de 10 de maio , na parte em que alterou a organização governamental e as referências orgânicas do regime.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. A admissão depende sempre da oferta concreta, do grupo de recrutamento e da verificação documental dos requisitos.
Que critérios devem orientar a distribuição do serviço docente e a atribuição de turmas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os critérios em que assenta a distribuição do serviço docente são definidos pelo diretor. O artigo 7.º, n.º 3, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 determina que esses critérios devem visar a gestão eficiente e eficaz dos recursos, a sua adaptação aos fins educativos e a otimização do potencial de formação de cada docente.
Na definição e aplicação desses critérios, a organização do ano letivo deve criar condições para:
- o trabalho colaborativo e interdisciplinar das equipas educativas;
- o acompanhamento das turmas ou grupos de alunos ao longo de cada ciclo;
- a educação inclusiva e a resposta às potencialidades, expectativas e necessidades de cada aluno;
- a atuação preventiva perante dificuldades de integração, aprendizagem e abandono;
- a partilha e reflexão dos docentes sobre as práticas pedagógicas.
Assim, podem ser considerados, quando adequados e previamente integrados nos critérios da escola, fatores como a continuidade pedagógica, a experiência relevante no nível de ensino e as necessidades específicas da turma. Porém, estes fatores não constituem uma lista de prioridades automáticas imposta indistintamente pela lei, nem permitem ignorar a habilitação, a componente letiva, a inclusão ou as necessidades globais do serviço.
O diretor deve aplicar critérios objetivos, coerentes e fundamentados, no exercício da competência de distribuição do serviço docente. A decisão concreta deve ser compatível com o projeto educativo, os instrumentos de planeamento curricular e as normas da organização do ano letivo.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , artigo 2.º e artigo 7.º, n.os 1 a 4 e 7.
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril , artigo 20.º, n.º 4, alínea d), sobre a competência do diretor para distribuir o serviço docente.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , artigos 18.º a 21.º, sobre planeamento curricular e dinâmicas pedagógicas.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. A lei define princípios e competência; a escola deve concretizar os critérios sem apresentar orientações internas como se fossem prioridades legais universais.
Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)EduQA · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e intensificam a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo — artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação da Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro.
O objetivo dos CRI é apoiar a inclusão de crianças e alunos que necessitem de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, facilitando o acesso ao ensino, à formação, ao trabalho, ao lazer, à participação social e à vida autónoma, em parceria com as estruturas da comunidade — artigo 18.º, n.º 2. Os CRI atuam numa lógica de parceria pedagógica e de desenvolvimento com as escolas; não substituem a responsabilidade pedagógica da escola nem o docente titular, o professor titular de turma, o diretor de turma ou o docente de educação especial.
Quando um técnico de um CRI intervém com determinado aluno, pode integrar a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva como elemento variável — artigo 12.º, n.º 4. A intervenção deve ser articulada com a escola e com as medidas definidas para o aluno. Se forem mobilizadas medidas seletivas ou adicionais, o relatório técnico-pedagógico deve fundamentar as medidas, a sua operacionalização, os responsáveis, a avaliação da eficácia e a articulação com os recursos específicos — artigo 21.º, n.os 1 e 2.
As escolas podem estabelecer parcerias com autarquias e outras instituições da comunidade para implementar medidas de suporte, desenvolver o programa educativo individual ou o plano individual de transição, apoiar a equipa multidisciplinar, promover capacitação parental, orientação vocacional, acessibilidade e outras respostas necessárias. Essas parcerias são formalizadas através de protocolos de cooperação — artigo 19.º, n.os 1 a 3.
Assim, a intervenção de um CRI deve resultar de uma necessidade educativa identificada, ser articulada com a equipa multidisciplinar e com a escola e ser acompanhada e avaliada. Não há um direito automático a determinado número de sessões apenas pelo diagnóstico ou pela existência de um CRI no território; a frequência, intensidade, contexto e objetivos dependem da resposta planeada e dos recursos mobilizados no caso concreto.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, versão oficial , artigos 11.º, 12.º, 18.º, 19.º, 20.º e 21.º.
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Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a aplicação ao aluno concreto exige consulta do respetivo processo educativo e dos instrumentos aprovados pela escola.
Como são tratados os pedidos de matrícula ou de mudança de oferta formativa apresentados fora dos prazos legais?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma autorização genérica para aceitar qualquer pedido fora de prazo. Primeiro é necessário identificar o ato pedido — matrícula, renovação, transferência ou mudança de curso/oferta — e aplicar o regime específico, o prazo e a entidade competente.
- Os períodos de matrícula e renovação são fixados no calendário próprio, nos termos do artigo 6.º, n.º 1, do Despacho Normativo n.º 6/2018, na redação atual.
- A mudança de curso dentro da mesma ou para outra oferta educativa ou formativa pode ser autorizada até ao 5.º dia útil do 2.º período letivo, desde que exista vaga nas turmas constituídas. Podem existir regimes diferentes para ofertas específicas — artigo 17.º, n.os 2 e 3.
- As transferências só podem ser efetuadas até ao 5.º dia de aulas do 2.º período, salvo mudança de residência devidamente comprovada — artigo 17.º, n.º 8. Os pedidos durante o ano são apresentados pelo Portal das Matrículas ou, se isso não for possível, presencialmente no estabelecimento de frequência — n.º 9.
- No 12.º ano, quando a finalidade seja realizar exames ou provas para reformular o percurso por mudança de curso, o pedido deve ser apresentado até ao 5.º dia útil do 3.º período — artigo 17.º, n.º 7.
- Existem regras próprias para situações como a matrícula na educação pré-escolar de crianças que completam 3 anos entre 1 de janeiro e o final do ano letivo, que pode ocorrer ao longo do ano desde que exista vaga e sejam aplicadas as prioridades — artigo 5.º, n.º 5.
Quando não exista vaga em nenhum dos estabelecimentos indicados, o pedido pode aguardar colocação administrativa pelos serviços competentes do Ministério da Educação, depois de aplicadas as prioridades — artigo 16.º, n.os 3 a 6. A direção não pode transformar esta colocação administrativa, nem uma justificação apresentada pelo encarregado de educação, numa autorização fora do prazo sem base no regime aplicável.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 2-B/2025, de 21 de março , que alterou o Despacho Normativo n.º 6/2018, em especial os artigos 5.º, 6.º, 16.º e 17.º.
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Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto , artigo 10.º, quanto ao regime de transferência, sem prejuízo da regulamentação específica da oferta.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. Se o pedido disser respeito a uma oferta com regulamentação própria, essa regulamentação prevalece na parte especial.
Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusãoEduQA · Inclusão
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão são respostas educativas organizadas para adequar o ensino às necessidades e potencialidades de cada criança ou aluno e garantir equidade, participação, aprendizagem e progressão — artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação da Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro.
Organizam-se em três níveis, que podem ser mobilizados em simultâneo:
- medidas universais, disponíveis para todos os alunos, como diferenciação pedagógica, acomodações curriculares, enriquecimento curricular, promoção do comportamento pró-social e intervenção em pequenos grupos — artigo 8.º;
- medidas seletivas, para necessidades não supridas pelas universais, como percursos curriculares diferenciados, adaptações curriculares não significativas, apoio psicopedagógico, antecipação e reforço das aprendizagens e apoio tutorial — artigo 9.º;
- medidas adicionais, para dificuldades acentuadas e persistentes que exigem recursos especializados, como frequência do ano por disciplinas, adaptações curriculares significativas, plano individual de transição, ensino estruturado e desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social — artigo 10.º.
A definição das medidas deve basear-se em evidências, monitorização e avaliação sistemática. Os docentes ouvem os pais ou encarregados de educação e os técnicos que intervêm diretamente com o aluno — artigo 7.º, n.os 3 e 4. A aplicação das medidas universais é realizada pelo docente titular do grupo ou turma, com a colaboração do docente de educação especial quando necessário — artigo 8.º, n.º 4, na redação da Lei n.º 116/2019.
Quando se proponham medidas seletivas ou adicionais, a sua mobilização é fundamentada num relatório técnico-pedagógico (RTP), que identifica os fatores relevantes, as medidas, o modo de operacionalização, objetivos, metas, indicadores, responsáveis, avaliação da eficácia e articulação com os recursos específicos — artigo 21.º, n.os 1 e 2. Se forem propostas adaptações curriculares significativas, o RTP é acompanhado de programa educativo individual — artigo 21.º, n.º 6, e artigo 24.º.
O procedimento tem prazos próprios: o diretor solicita à equipa multidisciplinar a elaboração do RTP no prazo de três dias úteis; se apenas forem necessárias medidas universais, a equipa devolve o processo ao diretor no prazo de 10 dias úteis; o RTP deve ficar concluído no máximo de 30 dias úteis; depois de concluído, os pais ou encarregados de educação dispõem de cinco dias úteis para o aprovar ou apresentar discordância; obtida a concordância, o diretor dispõe de 10 dias úteis para homologar e mobilizar as medidas — artigos 20.º a 22.º.
Quando apenas sejam mobilizadas medidas universais, não há lugar à elaboração de RTP. A decisão deve ser comunicada aos pais ou encarregados de educação e a resposta deve ser acompanhada pedagogicamente. Se a aplicação das medidas seletivas ou adicionais exigir recursos adicionais, o diretor deve requerê-los fundamentadamente ao serviço competente do Ministério da Educação — artigos 9.º, n.º 5, e 10.º, n.º 8.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , artigos 6.º a 12.º e 20.º a 24.º.
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Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a medida concreta depende da avaliação das necessidades do aluno e dos instrumentos do respetivo processo educativo.
Onde inserir os dados relativos ao projeto de constituição de uma turma PIEF?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A proposta de constituição de uma turma PIEF deve ser formalizada na plataforma **SIGO** e, em seguida, na plataforma **SINAGET**, de acordo com a FAQ oficial da Direção-Geral da Educação. A mesma FAQ esclarece que também as turmas de continuidade devem ser inseridas no SIGO e depois no SINAGET.
O registo nas plataformas não substitui a preparação do projeto. A escola deve reunir a fundamentação da necessidade, a identificação dos alunos sinalizados, a matriz curricular e a gestão da carga horária, bem como desenvolver as diligências necessárias com os parceiros institucionais, nos termos do regulamento de constituição e funcionamento das turmas PIEF.
O PIEF é uma medida socioeducativa temporária e excecional, destinada a favorecer o cumprimento da escolaridade obrigatória e a inclusão social, e deve ser adotado depois de esgotadas as outras medidas de integração escolar. Por isso, a submissão em SIGO/SINAGET não equivale, por si só, à autorização automática da turma: a proposta fica sujeita à apreciação e aos procedimentos definidos pelas entidades competentes para o ano letivo.
Base legal e fontes oficiais
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Direção-Geral da Educação — FAQ PIEF , resposta à pergunta “Onde inserir os dados relativos ao projeto de constituição de uma turma PIEF?”.
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Direção-Geral da Educação — Programa Integrado de Educação e Formação .
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Portaria n.º 272/2012, de 4 de setembro , que criou o Programa de Apoio e Qualificação do PIEF.
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Regulamento de constituição e funcionamento de turmas PIEF — DGE , incluindo a tramitação do projeto e a submissão da intenção em SIGO.
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SIGO — Direção-Geral da Educação e
SINAGET , fontes operacionais das plataformas.
**Verificação:** FAQ e documentos oficiais da DGE consultados em 26/09/2026. Os nomes dos menus e prazos operacionais devem ser confirmados no manual ou aviso do ano letivo em causa.
Os docentes dos 2.º e 4.º escalões podem optar por diferir a sua avaliação e utilizar a última observação de aulas?AGSE · Carreira e Formação
Não existe uma resposta afirmativa ou negativa para todos os docentes. É necessário distinguir o regime geral de avaliação do desempenho do regime especial de recuperação de tempo de serviço.
No regime geral, a observação de aulas é obrigatória para os docentes integrados no 2.º e no 4.º escalão — artigo 18.º, n.º 2, alínea b), do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro. Se o docente optar por ser avaliado nesse regime, não pode substituir a observação obrigatória por uma simples opção pessoal de diferimento; deve cumprir os requisitos aplicáveis.
Existe, porém, uma regra especial para os docentes abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, quando se verifiquem as condições do artigo 5.º, n.º 4. Esses docentes podem utilizar a última avaliação do desempenho e a última observação de aulas, além das horas de formação não utilizadas, para preencher os requisitos previstos nesse regime especial. A utilização da última observação não significa que todos os docentes do 2.º ou 4.º escalão possam reutilizar qualquer aula observada.
O mesmo artigo 5.º, n.º 6, permite aos docentes abrangidos pela situação do n.º 4 diferir por um ano letivo a realização da formação e a apresentação do relatório, permanecendo provisoriamente no escalão até cumprirem esses requisitos. A opção por diferir e a opção por utilizar os requisitos anteriores são alternativas dentro do regime especial; não são dois direitos automáticos acumuláveis, nem eliminam a necessidade de verificar a situação individual e as orientações da DGAE.
A DGAE esclarece que, para a segunda progressão abrangida pelo regime especial, os docentes podem utilizar a última avaliação e a última observação de aulas quando esta seja obrigatória, ou optar pelo diferimento nos termos aplicáveis. Os docentes que escolham ser avaliados nos 2.º e 4.º escalões devem fazê-lo com observação de aulas.
Portanto, a resposta correta é: no regime geral, não há um direito geral de diferir e reutilizar a última observação; no regime especial do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, pode existir essa possibilidade, mas apenas para quem reúna os pressupostos e dentro das opções e prazos desse diploma.
Base legal:
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Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro, artigo 18.º .
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Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, artigo 5.º, n.os 1, 4, 6 e 7 .
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DGAE — Perguntas frequentes de pessoal docente e recursos humanos .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a resposta a um caso individual exige confirmar o escalão, a data de progressão, o regime aplicável e os requisitos já cumpridos.
Que prazo tenho para decidir um processo disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
Na fase da decisão, a entidade competente tem, em regra, 30 dias para decidir, mas o momento inicial depende do que acontecer no processo.
Depois de receber o processo com o relatório final do instrutor, se concordar com as conclusões, a decisão deve ser proferida no prazo máximo de 30 dias a contar da receção do processo — artigo 220.º, n.º 4, alínea a), da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP).
Se ordenar novas diligências, o despacho que as determine deve ser proferido no prazo máximo de 30 dias a contar da receção do processo, e a decisão final deve ser proferida no prazo máximo de 30 dias a contar do termo do prazo fixado para essas diligências — artigo 220.º, n.os 1, 3 e 4, alínea b).
Se solicitar ou determinar um parecer, este deve ser emitido no prazo de 10 dias, salvo o regime aplicável ao caso concreto, e a decisão é proferida no prazo máximo de 30 dias a contar do termo do prazo fixado para o parecer — artigo 220.º, n.os 2 e 4, alínea c).
Quando a decisão não concorde com a proposta do instrutor, tem de ser sempre fundamentada. A decisão não pode basear-se em factos que não constem da acusação ou da resposta do trabalhador, exceto os que excluam, afastem ou atenuem a responsabilidade disciplinar — artigo 220.º, n.º 4 e n.º 5.
O incumprimento dos prazos previstos nos n.os 3 e 4 determina a caducidade do direito de aplicar a sanção — artigo 220.º, n.º 6. Isto não significa que qualquer atraso em qualquer fase do procedimento produza automaticamente a mesma consequência: é necessário identificar o prazo concretamente ultrapassado e verificar as regras de contagem e eventuais regimes especiais.
Esta resposta trata apenas do prazo da decisão. Os prazos de instauração, instrução, defesa, prescrição da infração e impugnação são distintos e devem ser analisados segundo os artigos próprios da LTFP.
Base legal:
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Lei n.º 35/2014 — LTFP, artigo 220.º .
- Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigos 178.º, 213.º a 220.º, na redação atual.
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a contagem concreta deve ser feita com as datas do processo e considerando o regime aplicável.
Como se articula o professor bibliotecário com o serviço docente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O regime aplicável é o da Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, que revogou as Portarias n.os 756/2009, 558/2010, 76/2011 e 230-A/2013. Não deve ser usada como base atual a redação isolada da Portaria n.º 756/2009.
Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada deve ser designado um ou mais professores bibliotecários, tendo em conta a tabela do anexo I da Portaria n.º 192-A/2015. O professor bibliotecário gere a biblioteca, apoia as atividades curriculares e trabalha colaborativamente com as estruturas da escola.
Quanto à componente letiva:
- o professor bibliotecário deve assegurar a lecionação de uma turma, ficando dispensado da componente letiva que não seja utilizada nessa lecionação;
- quando não seja possível lecionar uma turma por o docente de carreira não ter serviço letivo atribuído ou por ser docente da educação pré-escolar ou do 1.º ciclo, deve utilizar 35% da componente letiva a que está obrigado para apoio individual a alunos;
- a constituição da equipa da biblioteca é feita pelo diretor, considerando as competências pedagógicas, de gestão de projetos, gestão da informação, ciências documentais e TIC.
A designação interna exige, cumulativamente, os requisitos do artigo 5.º, incluindo formação na área das bibliotecas escolares, formação ou certificação em TIC, experiência profissional e manifestação de interesse. A designação ou recondução deve ser fundamentada.
Relativamente à formação contínua, o professor bibliotecário deve realizar, em cada dois anos de exercício, pelo menos 25 horas de formação em bibliotecas escolares ou TIC e, em cada período de quatro anos, pelo menos 50 horas, das quais 25 em bibliotecas escolares — artigo 15.º.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigos 1.º a 5.º, 13.º a 15.º e anexos.
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril , artigo 20.º, n.º 4, alínea d), quanto à distribuição do serviço pelo diretor.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. A situação horária concreta depende do número de bibliotecas/alunos, da designação efetuada e do serviço atribuído.
Qual é o rácio de assistentes operacionais por grupo no jardim de infância?EduQA · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar da rede pública, o rácio de referência é de **um assistente operacional por cada grupo de crianças regularmente constituído em sala**, em conformidade com o limite definido no despacho normativo de constituição de turmas.
Esta é a regra do artigo 7.º, n.º 1, da Portaria n.º 272-A/2017, que regulamenta os critérios e a fórmula de cálculo da dotação máxima de referência do pessoal não docente. Não significa que o assistente seja contabilizado apenas pelo número global de crianças do agrupamento, nem que a escola possa ignorar a constituição regular dos grupos.
O rácio é uma dotação máxima de referência. A portaria prevê ainda regras próprias para o 1.º ciclo e acréscimos associados a necessidades adicionais, designadamente em situações de apoio e acompanhamento de crianças e jovens com necessidades específicas. A análise de um caso concreto deve considerar os grupos efetivamente constituídos, a rede pública, a organização do estabelecimento e as regras anuais aplicáveis.
Base legal
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Portaria n.º 272-A/2017, de 13 de setembro , preâmbulo e artigo 7.º, n.os 1 e 3.
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Despacho Normativo aplicável à constituição de turmas , para o limite de constituição dos grupos no ano letivo concreto.
**Verificação jurídica:** Diário da República consultado em 26/09/2026. A portaria fixa uma referência de dotação; necessidades adicionais ou alterações anuais podem exigir consulta dos atos complementares aplicáveis.
O diretor do Agrupamento de Escolas e Escolas não Agrupadas, bem como o presidente da Comissão Administrativa Provisória podem acumular funções?AGSE · Carreira e Formação
Não há uma autorização geral para o diretor ou para o presidente da comissão administrativa provisória acumular qualquer atividade.
A Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, considera impedidos de acumular funções os titulares de cargos de direção executiva e os membros de comissões instaladoras de escolas ou agrupamentos — artigo 4.º, n.º 1, alínea g). A regra abrange, designadamente, o diretor de agrupamento de escolas ou escola não agrupada e o presidente da comissão administrativa provisória enquanto exercerem essas funções de direção.
Há duas situações que não devem ser confundidas:
- conferências, palestras e atividades de natureza idêntica de curta duração não são consideradas regime de acumulação para efeitos do artigo 2.º, n.º 2, alínea d), da Portaria n.º 814/2005;
- a atividade de formador em regime de acumulação de titulares de cargos de direção executiva ou de membros de comissões instaladoras pode, a título excecional, ser autorizada pelo membro do Governo responsável pela educação, mediante proposta do diretor regional de educação competente, quando comprovadamente não existam na área geográfica da entidade formadora outros formadores recrutáveis — artigo 4.º, n.º 2.
Portanto, a resposta correta não é simplesmente “sim”. O titular do cargo está impedido de acumular em regra; pode participar em atividades curtas que a lei exclui do conceito de acumulação e, no caso específico de formação, pode existir a autorização excecional prevista no artigo 4.º, n.º 2. O pedido deve descrever a atividade, duração, horário, entidade e remuneração, quando exista, e seguir o procedimento competente.
Para os restantes docentes, a Portaria estabelece como regra geral a autorização prévia e, em regra, um limite global de seis horas letivas semanais para acumulação, nos termos do artigo 3.º, n.º 2. Esse limite não altera o impedimento específico dos titulares de direção executiva.
Base legal:
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Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, versão oficial , artigos 2.º, n.º 2, 3.º, n.º 2, e 4.º, n.os 1, alínea g), e 2.
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 111.º .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a autorização excecional depende da verificação dos pressupostos legais e da entidade competente.
Os parâmetros de cálculo do crédito horário podem ser alterados a meio do ano letivo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os parâmetros normativos da fórmula não podem ser alterados pela escola a meio do ano letivo. O artigo 9.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 fixa o modo de cálculo do crédito horário: a fórmula geral é “CH = 7 × número de turmas − 50 % do total de horas do artigo 79.º do ECD” e, para escolas integradas em TEIP, “CH = 10 × número de turmas − 50 % do total de horas do artigo 79.º”.
Uma alteração desses parâmetros exige um novo ato normativo ou uma regra excecional aplicável ao ano letivo em causa. A direção não pode substituir a fórmula por outra nem alterar unilateralmente o número de turmas ou as horas do artigo 79.º apenas para aumentar o crédito.
Isso não significa que o crédito fique absolutamente imutável durante todo o ano. O despacho prevê que a gestão do crédito seja global e flexível para responder às necessidades dos alunos, incluindo as que surjam ao longo do ano — artigo 8.º, n.º 4. Além disso, se o total de horas calculado se mostrar insuficiente, a escola pode apresentar à Direção-Geral da Educação um pedido de reforço de crédito horário devidamente fundamentado — artigo 9.º, n.º 5.
Assim, deve distinguir-se:
- cálculo legal do crédito: aplica-se a fórmula e os parâmetros vigentes;
- utilização interna: a escola pode gerir globalmente as horas dentro das finalidades e limites do despacho;
- insuficiência superveniente: pode justificar um pedido de reforço à entidade competente, mas não autoriza a escola a alterar sozinha a fórmula.
As regras de organização do ano letivo previstas no Despacho Normativo n.º 10-B/2018 continuam a ser mantidas para o ano letivo de 2025/2026 pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2026, sem prejuízo das especificidades e de atos posteriores aplicáveis ao ano letivo concreto. Deve sempre ser confirmada a resolução ou despacho anual vigente.
Base legal:
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho — Diário da República , artigos 8.º, n.º 4, e 9.º, n.os 1 a 5.
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2026, de 26 de fevereiro .
Resposta produzida pelo Assistente RADAR; a aplicação concreta depende do ano letivo, da tipologia da escola e de eventuais atos normativos anuais.
Quais as fases para tramitação do procedimento?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento concursal comum regulado pela Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, a tramitação deve ser lida em conjunto com o aviso de abertura e com as regras específicas do posto a preencher. Em termos gerais, compreende as seguintes fases:
1. decisão de abertura e elaboração do aviso, com a identificação do posto, requisitos, prazo, métodos de seleção, parâmetros e respetiva ponderação;
2. designação do júri e definição prévia dos parâmetros de avaliação, nos termos dos artigos 7.º a 9.º da Portaria n.º 233/2022;
3. publicitação do aviso pelos meios legalmente aplicáveis ao procedimento, incluindo os meios indicados no próprio aviso;
4. apresentação das candidaturas e dos documentos exigidos;
5. verificação dos requisitos e análise das candidaturas, com elaboração e notificação da lista de candidatos admitidos e excluídos e audiência dos interessados, nos termos dos artigos 14.º a 16.º;
6. aplicação dos métodos de seleção previstos no aviso, designadamente prova de conhecimentos, avaliação psicológica, avaliação curricular ou entrevista de avaliação de competências, quando aplicáveis (artigo 17.º);
7. elaboração da lista unitária de ordenação final, após a aplicação dos métodos e dos critérios de eliminação e classificação (artigos 20.º, 21.º e 23.º);
8. audiência dos interessados sobre o projeto de lista, quando legalmente devida;
9. submissão da lista final a homologação, notificação dos candidatos e publicação nos termos do artigo 25.º;
10. possibilidade de impugnação administrativa nos termos gerais, incluindo a reclamação ou o recurso admissível no procedimento (artigo 28.º).
As referências a ata, BEP, SIGRHE, Diário da República ou sítio do agrupamento/escola devem ser confirmadas no aviso e no regime concreto. Não há fundamento para tratar todos esses meios ou uma determinada “Ata n.º 1” como fases autónomas obrigatórias em qualquer procedimento sem consultar o aviso aplicável.
Base legal: artigos 7.º a 9.º, 14.º a 17.º, 20.º, 21.º, 23.º, 25.º e 28.º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro.
Um/a docente de Quadro de Agrupamento/Quadro de Escola ou Quadro de Zona Pedagógica pode ser opositora ao concurso externo?AGSE · Carreira e Formação
Regra geral, não. Um/a docente de Quadro de Agrupamento, Quadro de Escola ou Quadro de Zona Pedagógica já está vinculado/a à carreira docente. O concurso externo regulado pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023 destina-se, em regra, aos candidatos que reúnam as condições para ingresso na carreira e não aos docentes que já têm vínculo de carreira.
Para um/a docente de carreira, os procedimentos próprios são, conforme a situação, o concurso interno, a mobilidade interna ou outro procedimento legalmente previsto. A resposta não deve ser confundida com a possibilidade de um docente de carreira concorrer a outros procedimentos ou ofertas que tenham regime próprio.
Existe uma exceção específica no artigo 24.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 para certos docentes em situação de licença sem vencimento de longa duração que tenham requerido o regresso e não tenham obtido colocação. Essa exceção não transforma a regra geral nem permite concluir, sem verificar os pressupostos e o aviso aplicável, que qualquer docente de QA/QE/QZP possa ser opositor/a ao concurso externo.
Base legal: artigos 5.º, n.os 4 e 5, 22.º, 24.º, n.º 2, e 7.º, n.º 12, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 27 de abril, na redação atual.
Quais são os requisitos para candidatura ao cargo de Diretor de Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Podem candidatar-se ao procedimento concursal para diretor os docentes de carreira do ensino público e os docentes profissionalizados com contrato por tempo indeterminado do ensino particular e cooperativo que tenham, pelo menos, cinco anos de serviço docente e reúnam uma das qualificações legalmente previstas para o exercício de funções de administração e gestão escolar.
Para este efeito, o artigo 21.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 75/2008 considera, designadamente, as seguintes vias de qualificação:
- habilitação específica obtida nos termos do artigo 56.º, n.º 1, alíneas b) ou c), do Estatuto da Carreira Docente;
- experiência de, pelo menos, um mandato completo no exercício de funções de direção, subdireção, adjunção, gestão ou direção pedagógica em estabelecimento público ou particular e cooperativo;
- experiência de, pelo menos, três anos como diretor ou diretor pedagógico de estabelecimento particular e cooperativo.
O requisito não se satisfaz apenas com os cinco anos de serviço: é necessário cumprir também uma das vias de qualificação para administração e gestão. Compete ao Conselho Geral verificar os requisitos de admissão e apreciar as candidaturas no procedimento concursal.
Base legal: artigo 21.º, n.os 3 e 4, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual; artigo 56.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril; Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril, na parte aplicável.
Quais são os requisitos necessários para o exercício das funções de orientadora cooperante?AGSE · Carreira e Formação
O/a orientador/a cooperante é escolhido/a pelo órgão legal e estatutariamente competente da instituição de ensino superior, com o consentimento prévio do próprio e o acordo do órgão de direção da escola cooperante.
Nos termos do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, deve reunir cumulativamente:
- formação e experiência adequadas às funções a desempenhar; e
- prática docente no respetivo nível, ciclo de educação e ensino ou disciplina, por período não inferior a cinco anos.
Quando não seja possível assegurar algum dos requisitos com docentes disponíveis, a instituição de ensino superior pode recorrer excecional e transitoriamente a outros docentes, desde que tenham formação e experiência adequadas. Na escolha devem ser ponderadas, designadamente, a formação pós-graduada na área, a formação especializada em supervisão pedagógica e a experiência de supervisão.
Assim, os cinco anos de prática docente são a regra cumulativa, mas a nomeação não é feita unilateralmente pela escola: exige a escolha pela instituição de ensino superior, o consentimento do docente e o acordo da direção da escola cooperante.
Base legal: artigo 23.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, na redação atual.
Porque não foi atribuída verba ao Agrupamento de Escolas para a migração para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Esta ficha explica uma situação operacional da recolha de dados usada no cálculo do financiamento: quando, à data da recolha, as aplicações do Agrupamento já se encontravam em ambiente cloud, a migração correspondente podia não ser considerada uma necessidade de financiamento autónoma.
Isto não significa, por si só, que um Agrupamento nunca possa ter financiamento para outra despesa digital, nem permite concluir que exista um direito automático a verba. Para saber por que motivo uma candidatura concreta não foi financiada é necessário consultar a operação, o aviso, os critérios de elegibilidade e os dados registados na respetiva fase de recolha, junto da entidade gestora competente. A sucessão institucional do IGeFE pela AGSE também deve ser considerada na identificação do interlocutor atual.
Base institucional: informação operacional do IGeFE/AGSE sobre transição digital e financiamento, incluindo a medida TD-C20-i01. A ausência de verba deve ser verificada no aviso e na decisão da operação concreta; esta ficha não substitui essa decisão nem cria um critério jurídico geral.
Base legal e fonte oficial:
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IGeFE — Transição digital, medida TD-C20-i01 .
Os/As candidatos/as colocados/as num AE/EnA com horário incompleto podem celebrar outro contrato no mesmo AE/EnA?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, não deve ser celebrado um segundo contrato com o mesmo AE/EnA para a mesma relação de serviço. Quando o docente colocado tem horário incompleto, a solução deve ser procurada através dos mecanismos legalmente previstos para completar o horário, designadamente a gestão local e a contratação de escola quando estejam reunidos os respetivos pressupostos.
O Decreto-Lei n.º 32-A/2023 permite aos docentes contratados apresentar-se a procedimentos de contratação de escola para completamento de horário ou acumulação, mas isso não significa que exista um direito automático a um segundo contrato. A escola deve verificar a necessidade, a compatibilidade dos horários, os limites aplicáveis e o procedimento disponível no SIGRHE/DGAE.
Se o acréscimo respeitar ao mesmo vínculo e às condições legalmente admissíveis, pode ser formalizado por aditamento ao contrato inicial. O aditamento não pode ser usado para contornar os requisitos de habilitação, duração, acumulação ou autorização do procedimento.
Base legal: artigos 26.º, 29.º, n.º 9, 40.º e 42.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 27 de abril, na redação atual, sem prejuízo do aviso e das instruções aplicáveis ao ano escolar.
Quando deve ser atribuído horário anual e quando deve ser horário temporário?AGSE · Carreira e Formação
O horário é anual quando a colocação resulta do recrutamento inicial ou da reserva de recrutamento e abrange o período definido no artigo 42.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023: desde o primeiro dia de funções para o início das atividades letivas até ao último dia do ano escolar, sem prejuízo das regras remuneratórias.
O contrato temporário corresponde a uma necessidade limitada no tempo. Pode ser completo ou incompleto e a sua duração não ultrapassa o ano escolar; a duração concreta deve constar do horário e do procedimento, de acordo com a necessidade que a escola efetivamente identificou. Nos contratos de trabalho a termo resolutivo, a regra geral é duração mínima de 30 dias e máxima até ao termo do ano escolar, nos termos do artigo 42.º, n.º 1.
Não basta chamar “temporário” a um horário porque foi criado depois do início das aulas, nem chamar “anual” a qualquer horário completo. A direção deve enquadrar a necessidade no procedimento aplicável, indicar a duração real no SIGRHE e respeitar as regras de reserva de recrutamento, contratação de escola e aceitação da colocação.
Base legal: artigos 38.º, 40.º e 42.º, n.os 1 e 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 27 de abril, na redação atual.
O que é a Prova de Conhecimentos (PC)?AGSE · Carreira e Formação
A Prova de Conhecimentos (PC) é um método de seleção que avalia os conhecimentos académicos e/ou profissionais, a capacidade de os aplicar a situações concretas do posto de trabalho e o domínio da língua portuguesa. Não é obrigatória em todos os procedimentos: só é aplicada quando estiver prevista no aviso de abertura.
O aviso deve indicar a forma da prova, a duração, os temas e a bibliografia ou legislação de apoio, a possibilidade de consulta, o sistema de classificação e a ponderação no resultado final. A ata do júri deve concretizar previamente os parâmetros e critérios de avaliação, quando isso seja exigido pelo regime aplicável.
Quando a prova seja escrita, deve ser garantido o anonimato dos candidatos para efeitos de correção. Os métodos de seleção quantitativos são avaliados numa escala de 0 a 20 valores e, nos termos do artigo 21.º da Portaria n.º 233/2022, a classificação inferior a 9,5 valores elimina o candidato, salvo regra especial do aviso. A forma concreta da PC — número de perguntas, escolha múltipla ou desenvolvimento, consulta de legislação e duração — não pode ser presumida: deve ser consultada no aviso e nos critérios publicitados.
Base legal: artigos 9.º, 17.º, alínea a), 20.º e 21.º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro.
Como se realiza a designação de docentes no âmbito da Portaria n.º 1102/97, de 3 de novembro, às escolas de educação especial?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No regime da Portaria n.º 1102/97, de 3 de novembro, a alínea a) do n.º 2 do artigo 8.º prevê, para as escolas de educação especial abrangidas pela norma, apoio técnico-pedagógico através do destacamento de docentes em número correspondente ao quociente, arredondado por excesso, da divisão do número total de alunos por cinco.
Esta regra é uma referência para o apoio previsto na portaria e não constitui, por si só, uma autorização automática para contratar ou designar qualquer docente, nem uma regra geral aplicável a todos os agrupamentos de escolas públicos. A concretização depende do tipo de entidade abrangida, da necessidade de apoio e do procedimento/decisão das entidades competentes.
O n.º 3 do artigo 8.º prevê ainda que outros serviços de apoio sejam definidos em função da análise do projeto educativo e do plano anual de atividades da instituição. Por isso, a aplicação ao caso concreto deve confirmar se a entidade é uma escola de educação especial abrangida pela portaria e qual o pedido ou procedimento administrativo em vigor.
Base legal: artigo 8.º, n.os 2, alínea a), e 3, da Portaria n.º 1102/97, de 3 de novembro.
O que prevê o DN 10-B/2018 em matéria de planeamento anual?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Despacho Normativo n.º 10-B/2018 estabelece as regras de organização do ano letivo nos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Não substitui os instrumentos de autonomia previstos no Decreto-Lei n.º 75/2008, nem deve ser lido como se criasse, sozinho, um documento chamado «plano anual do diretor».
Na organização do ano letivo e na distribuição do serviço docente, o diretor deve observar os princípios do artigo 2.º do despacho, incluindo o trabalho colaborativo das equipas educativas, o acompanhamento dos grupos e turmas, a prevenção das dificuldades e do abandono, a educação inclusiva, a identificação atempada das dificuldades e o ajustamento dos horários às necessidades que surjam ao longo do ano.
O planeamento anual da escola é concretizado através dos instrumentos de autonomia do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 75/2008: projeto educativo, regulamento interno, planos anual e plurianual de atividades e orçamento. O plano anual e o relatório anual de atividades não são aprovados unilateralmente pelo diretor. O diretor elabora e submete esses documentos ao conselho geral, depois de ouvido o conselho pedagógico, e apresenta-os acompanhados do respetivo parecer, nos termos do artigo 20.º, n.os 2 e 3, do mesmo decreto-lei. Compete ao conselho geral aprovar o plano e apreciar ou aprovar os relatórios nos termos do artigo 13.º.
Na parte especificamente relativa à organização do ano letivo, o DN 10-B/2018 prevê ainda:
- no artigo 7.º, a distribuição do serviço docente, com critérios definidos pelo diretor, tendo em vista a gestão eficiente dos recursos e a resposta às necessidades letivas e de promoção do sucesso;
- no artigo 8.º, a finalidade do crédito horário, destinado ao reforço, recuperação ou aprofundamento das aprendizagens e a funções organizacionais;
- no artigo 9.º, a fórmula do crédito horário: CH = 7 × número de turmas − 50% do total de horas do artigo 79.º do ECD; nas escolas TEIP, CH = 10 × número de turmas − 50% dessas horas;
- no artigo 10.º, as prioridades de utilização do crédito, designadamente a flexibilidade curricular, as ações de promoção do sucesso, a coordenação, a direção de turma e outras funções previstas;
- no artigo 15.º, a avaliação, pelo conselho pedagógico, do impacto das medidas de promoção do sucesso educativo no final de cada período.
Assim, o planeamento deve ligar o diagnóstico e a avaliação do ano anterior aos objetivos, atividades, recursos, horários e medidas de apoio, deixando registo que permita acompanhar a execução e avaliar os resultados. A lei não autoriza, porém, a afirmar que qualquer plano interno específico é obrigatório sem identificar o instrumento e a norma que o exigem.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, artigos 1.º, 2.º, 7.º a 10.º e 15.º .
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigos 9.º, 13.º e 20.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Como se processam os pedidos de acumulação de funções de formadora e mediadora em ofertas de Formação de Adultos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O pedido deve ser analisado no regime específico da Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, que regula as ofertas de educação e formação de adultos. Não existe uma autorização genérica apenas porque a pessoa já exerce funções numa escola ou entidade formadora.
O/a mediador/a deve ser um/a dos/as formadores/as ou outro/a profissional com habilitação de nível superior e formação específica para a função ou experiência relevante em educação e formação de adultos (artigo 13.º, n.º 5). Em regra, não deve exercer a mediação em mais de três cursos de educação e formação de adultos nem acumular, como mediador/a, a função de formador/a em qualquer área de formação (artigo 13.º, n.º 6).
Excecionalmente, essa acumulação pode ser autorizada quando seja devidamente fundamentada e autorizada pela entidade competente para autorizar o funcionamento do curso. A exceção não se aplica às áreas de Competências Pessoais, Sociais e de Aprendizagem da componente de formação de base nem à área de Portefólio Reflexivo de Aprendizagens da componente de formação secundária (artigo 13.º, n.º 7).
Além disso, os/as formadores/as da componente de formação de base devem ter habilitação profissional para a docência na área de competência-chave respetiva, preferencialmente com experiência em educação e formação de adultos (n.º 8), e os/as formadores/as da componente tecnológica devem cumprir os requisitos próprios, incluindo CCP ou isenção e competência técnica/experiência, nos termos do n.º 10.
Assim, a entidade promotora/formadora deve identificar o curso e as funções, demonstrar o cumprimento dos requisitos e apresentar a fundamentação no procedimento de autorização aplicável. A forma do pedido e a entidade competente devem ser confirmadas na autorização concreta do curso; não é seguro inventar um impresso ou uma entidade única para todas as ofertas.
Base legal: artigo 13.º, n.os 5 a 8 e 10, da Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, na redação da Declaração de Retificação n.º 9/2022, de 14 de março.
Como devem ser calculadas as distâncias para efeitos de pagamento de ajudas de custo e subsídio de transporte?AGSE · Carreira e Formação
O ponto de partida é o «domicílio necessário», definido no artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril. Em regra, é a localidade onde o trabalhador aceitou o lugar, onde exerce funções quando foi colocado em localidade diversa ou, não havendo local certo, onde se situa o centro da sua atividade funcional.
As distâncias não são medidas simplesmente entre duas moradas escolhidas pelo trabalhador. Nos termos do artigo 7.º do mesmo diploma, contam-se da periferia da localidade do domicílio necessário até ao ponto mais próximo da localidade de destino.
Quanto às ajudas de custo, só há direito, em regra, nas deslocações diárias para além de 5 km do domicílio necessário e nas deslocações por dias sucessivos para além de 20 km, conforme o artigo 6.º. A deslocação tem de ser realizada por motivo de serviço e não pode ser confundida com a deslocação normal entre a residência e o local onde o trabalhador está colocado.
Quanto ao transporte, o regime privilegia os veículos de serviço e os transportes coletivos. O uso de automóvel próprio é excecional e depende dos pressupostos do artigo 20.º, incluindo interesse comprovado do serviço e acordo do trabalhador; quando é autorizado apenas por conveniência do interessado, o artigo 20.º, n.º 4, limita o abono ao custo do transporte coletivo que seria devido.
O subsídio de transporte é devido a partir da periferia do domicílio necessário, segundo o artigo 27.º, n.º 3. As despesas de transporte devem corresponder ao montante efetivamente despendido ou ao subsídio por quilómetro legalmente aplicável, e o processamento exige os documentos comprovativos ou boletim itinerário, nos termos dos artigos 22.º, 26.º e 31.º. A autorização e a taxa concreta aplicável dependem do meio de transporte, da deslocação autorizada e dos valores em vigor no momento do abono.
Não se deve calcular automaticamente um pagamento com base apenas na distância casa-escola: é necessário confirmar o domicílio necessário, a ordem ou autorização da deslocação, o meio de transporte, o percurso e os comprovativos exigidos pelo serviço.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril, artigos 2.º, 6.º, 7.º, 18.º a 22.º, 26.º, 27.º e 31.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Como se aplica a redução do artigo 79.º do ECD no 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário?AGSE · Carreira e Formação
A redução do artigo 79.º, n.º 1, do Estatuto da Carreira Docente (ECD) aplica-se aos docentes de carreira dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e da educação especial, observados os requisitos legais.
A componente letiva completa destes níveis é de 22 horas semanais, correspondentes a 1100 minutos, nos termos do artigo 5.º, n.º 1, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018.
A redução é sucessiva, até ao limite de 8 horas:
- 2 horas quando o docente atinge 50 anos de idade e 15 anos de serviço docente;
- mais 2 horas quando atinge 55 anos de idade e 20 anos de serviço docente, perfazendo 4 horas;
- mais 4 horas quando atinge 60 anos de idade e 25 anos de serviço docente, perfazendo 8 horas.
As reduções apenas produzem efeitos no início do ano escolar imediato ao da verificação dos requisitos. A componente letiva passa, respetivamente, para 20, 18 ou 14 horas semanais.
A redução não diminui o período normal de trabalho semanal. As horas retiradas à componente letiva acrescem à componente não letiva de estabelecimento, mantendo-se a obrigação de prestar 35 horas semanais.
Esta resposta não deve ser transposta automaticamente para docentes contratados a termo: a DGAE divulga entendimento segundo o qual as reduções do artigo 79.º pressupõem a condição de docente de carreira e não são usufruídas enquanto o docente estiver contratado a termo resolutivo.
Base legal: artigo 79.º, n.os 1, 4 e 6, do ECD; artigo 5.º, n.º 1, e artigo 6.º, n.º 11, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018; FAQ da DGAE sobre reduções do artigo 79.º.
Quem pode aceder ao Módulo SIME-MEGA para requisitar manuais adaptados?EduQA · Inclusão
O Módulo SIME-MEGA não é uma área pública nem é acedido diretamente pelos alunos ou pelas famílias. Segundo a orientação oficial da Direção-Geral da Educação, está disponível na área reservada das Unidades Orgânicas na plataforma GesEdu e é acedido com as credenciais habituais do GesEdu.
Na prática, a requisição deve ser realizada pela escola através dos utilizadores institucionais a quem a direção ou a administração da Unidade Orgânica tenha atribuído permissões na plataforma. A existência de credenciais GesEdu não significa que qualquer utilizador tenha automaticamente autorização para requisitar manuais adaptados: deve ser usada a conta com o perfil e as permissões atribuídos pela escola.
O módulo destina-se à requisição online de manuais escolares ou livros em formatos acessíveis, designadamente digital ou braille, para alunos do ensino básico e secundário com necessidades específicas. Antes de submeter o pedido, a escola deve confirmar os dados do aluno e a matrícula no ano letivo aplicável e seguir as instruções, prazos e documentos disponibilizados no próprio módulo.
O enquadramento integra-se no regime da educação inclusiva: o Decreto-Lei n.º 54/2018 identifica recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão e garante o acesso a produtos de apoio através dos CRTIC, nos termos do artigo 11.º. A página operacional da DGE é a fonte adequada para saber quem tem acesso ao módulo e como efetuar a requisição; não é seguro inferir, apenas da lei, um perfil informático concreto ou atribuir essa permissão a um professor específico.
Base legal e fontes oficiais
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Direção-Geral da Educação — Requisição de materiais em formatos acessíveis .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 1.º e 11.º .
Verificação jurídica e operacional: fontes oficiais consultadas em 26/09/2026. Os perfis e prazos da plataforma podem ser atualizados pela entidade gestora.
Quais os princípios que devem orientar a distribuição do serviço docente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Na organização do ano letivo e na distribuição do serviço docente, o diretor deve observar os princípios do artigo 2.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018, designadamente:
- constituição de equipas educativas para promover o trabalho colaborativo e interdisciplinar;
- acompanhamento das turmas ou grupos de alunos ao longo de cada ciclo;
- momentos de partilha e reflexão sobre as práticas pedagógicas;
- atuação preventiva perante fatores de insucesso e abandono;
- educação inclusiva adequada às potencialidades, expectativas e necessidades de cada aluno;
- inovação e diversificação das metodologias de ensino e aprendizagem;
- acompanhamento dos alunos na transição de ciclo ou de escola;
- identificação atempada de dificuldades de integração e aprendizagem;
- acompanhamento próximo dos alunos com dificuldades de integração, relacionamento ou aprendizagem;
- ajustamento dos horários docentes às necessidades escolares que surjam durante o ano, sempre que tal se justifique.
O artigo 7.º acrescenta que os critérios de distribuição são definidos pelo diretor e devem assegurar uma gestão eficiente e eficaz dos recursos, considerando a formação científica e a certificação de idoneidade quando exigível. O serviço dos grupos e turmas existentes tem prioridade no preenchimento da componente letiva, e o serviço docente não deve ser distribuído por mais de dois turnos diários, salvo reuniões pedagógicas legalmente convocadas.
A distribuição concretiza-se através do horário semanal entregue no início do ano letivo ou no início da atividade quando esta comece posteriormente. O horário deve registar a prestação semanal exigível, ressalvadas as situações legalmente excluídas de registo.
Não existe, no artigo 2.º, uma lista autónoma com as palavras “equidade” ou “transparência” nos termos em que às vezes são usadas em respostas resumidas. Esses valores podem orientar a atuação administrativa, mas a resposta deve identificar os princípios e regras efetivamente previstos no despacho e na restante legislação aplicável.
Base legal: artigos 2.º, 5.º, n.os 1 e 2, e 7.º, n.os 3 a 12, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018.
O que é o crédito horário e para que serve?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O crédito horário é um conjunto de horas atribuído à escola que acresce às horas previstas nas matrizes curriculares. A sua finalidade legal é reforçar, recuperar ou aprofundar as aprendizagens e permitir determinadas funções de organização pedagógica, nos termos do artigo 8.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018.
O cálculo geral consta do artigo 9.º:
- escolas não TEIP: CH = 7 × número de turmas − 50% do total de horas de redução previstas no artigo 79.º do ECD;
- escolas integradas em TEIP: CH = 10 × número de turmas − 50% do total dessas horas.
Para a fórmula contam as turmas dos três ciclos do ensino básico e do ensino secundário, independentemente da oferta, regime ou modalidade, e as horas do artigo 79.º que o próprio artigo 9.º manda considerar. O crédito é gerido globalmente pelo agrupamento e com flexibilidade, de acordo com as necessidades da escola.
O artigo 10.º dá prioridade às medidas de flexibilidade curricular e às ações do plano de ação estratégica para promoção do sucesso. Permite também utilizar horas para coordenação educativa e supervisão pedagógica, direção de turma, assessoria à direção e atividades de gestão de recursos tecnológicos, dentro das condições desse artigo. A utilização do crédito não transforma automaticamente qualquer tarefa em atividade letiva nem substitui os requisitos de constituição de turmas ou de contratação.
Quando se pretende contratar para medidas de promoção do sucesso, o artigo 11.º, n.º 13, exige que a componente letiva dos docentes de carreira esteja totalmente preenchida e que ainda existam horas disponíveis no crédito previsto no artigo 9.º. A escola deve manter registo da utilização e permitir a avaliação das medidas: no final de cada período, o conselho pedagógico avalia o impacto, conforme o artigo 15.º.
Base legal e fonte oficial
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, artigos 8.º a 11.º e 15.º .
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 79.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Como devem ser registados os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA)?AGSE · Currículo e Qualificações
Os cursos EFA têm de ser submetidos e acompanhados no SIGO nos termos previstos na Portaria n.º 86/2022, sem prejuízo das competências do serviço regional que autoriza o funcionamento.
Para a autorização de funcionamento, a entidade promotora ou formadora submete eletronicamente no SIGO a proposta do curso. A entidade competente depende do tipo de entidade promotora: pode ser o serviço regional da área da formação profissional ou o serviço regional da DGEstE, nos termos do artigo 5.º, n.º 1.
A informação do percurso formativo, das unidades de competência ou unidades de formação, dos formandos e dos resultados deve ser mantida de acordo com as regras do sistema e da entidade competente. A conclusão com aproveitamento exige a conclusão das UC e/ou UFCD do percurso e, quando aplicável, da formação em contexto de trabalho.
A certificação é emitida pela entidade formadora através do SIGO: a conclusão do curso dá lugar ao certificado de qualificações e, quando aplicável, ao diploma de qualificação; a conclusão parcial de UC ou UFCD dá lugar a certificado parcial.
Por isso, não é rigoroso dizer apenas que a escola “regista os cursos” sem distinguir as fases. Há uma submissão para autorização, o registo da execução e dos resultados e a emissão da certificação através do SIGO, de acordo com o tipo de entidade e os procedimentos da plataforma.
Base legal: artigos 5.º, 15.º e 16.º da Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro; artigo 11.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro.
A formação contínua conta para a progressão na carreira docente?EduQA · Carreira e Formação
Sim, a formação contínua é um dos requisitos cumulativos para a progressão na carreira, mas não basta frequentar qualquer ação ou atingir um número de horas sem aproveitamento.
O artigo 37.º, n.º 2, alínea c), do ECD exige, durante pelo menos metade do ciclo avaliativo:
- 25 horas de formação no 5.º escalão;
- 50 horas de formação nos restantes escalões.
A formação deve ser frequentada com aproveitamento. Além da formação, a progressão depende dos restantes requisitos do artigo 37.º, designadamente o tempo de permanência no escalão e a menção mínima de Bom na avaliação do desempenho; para os 3.º, 5.º e 7.º escalões podem existir ainda os requisitos específicos previstos no artigo 37.º, n.º 3.
Para efeitos do ECD, o artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014 considera, entre outras, ações acreditadas e creditadas pelo CCPFC, ações reconhecidas e certificadas pelas entidades formadoras dentro dos limites legais e formação de programas europeus acreditada pelo CCPFC.
O artigo 9.º do mesmo decreto-lei exige, para a avaliação e progressão, que pelo menos 50% da formação incida na dimensão científica e pedagógica e que pelo menos quatro quintos sejam acreditados pelo CCPFC. A DGAE esclarece ainda que a formação deve ser relevante para o grupo de recrutamento ou para as funções exercidas.
A formação realizada num escalão não transita automaticamente para o escalão seguinte. Situações especiais, como reposicionamento ou regimes extraordinários de recuperação de tempo, podem ter regras próprias e devem ser verificadas na orientação aplicável.
Base legal: artigo 37.º, n.os 2 e 3, do ECD; artigos 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual; FAQ da DGAE sobre formação contínua.
Qual o suplemento remuneratório atribuído ao/à orientadora cooperante?AGSE · Carreira e Formação
O suplemento remuneratório do orientador cooperante não é um valor automático para qualquer docente que acompanhe um estudante. É devido nas condições do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 79/2014, na redação atual, e do Despacho n.º 11875/2025.
Quanto recebe o orientador cooperante? Quando estejam preenchidos os pressupostos legais, o montante depende do número de estudantes acompanhados e da opção entre suplemento remuneratório e redução da componente letiva.
O orientador cooperante é escolhido pelo órgão competente da instituição de ensino superior, com a sua anuência e a concordância da direção da escola cooperante. Deve, em regra, ter formação e experiência adequadas e pelo menos cinco anos de prática docente no respetivo nível, ciclo e disciplina. Pode acompanhar até dois estudantes e, em casos fundamentados, até quatro, nos termos do artigo 23.º, n.os 1, 2 e 6, do Decreto-Lei n.º 79/2014.
Quando o docente exerce efetivamente as funções de orientador cooperante e não beneficia da redução da componente letiva prevista no artigo 23.º, é atribuído, por ano escolar, o seguinte suplemento:
- 1 008,00 € no acompanhamento de até dois estudantes;
- 1 071,00 € no acompanhamento de três ou quatro estudantes.
O Despacho n.º 11875/2025 determina que o montante é pago fracionadamente em 12 meses pela escola cooperante. A regra abrange tanto quem não optou pela redução como quem optou por ela mas não a pode utilizar por existir inconveniente para o serviço.
Em alternativa ao suplemento, o orientador pode optar pela redução da componente letiva, desde que não exista inconveniente para o serviço: três horas para um estudante e uma hora por cada estudante adicional, sem ultrapassar o limite legal. A redução alternativa e o suplemento não devem ser acumulados pelo mesmo fundamento.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, artigo 23.º, na redação atual .
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Despacho n.º 11875/2025, de 9 de outubro, artigos 1.º a 4.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
A redução tem de ser requerida pelo docente? Aplica-se também a contratados?AGSE · Carreira e Formação
A resposta depende do regime previsto no artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente e da situação jurídica do docente.
Nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, no ensino secundário e na educação especial, as reduções do n.º 1 do artigo 79.º decorrem da verificação dos requisitos de idade e tempo de serviço e não dependem de um requerimento apresentado pelo docente, embora os dados devam estar corretamente comprovados e refletidos no horário.
Na educação pré-escolar e no 1.º ciclo em regime de monodocência, os benefícios previstos nos n.os 2 e 3 — redução de 5 horas aos 60 anos e dispensa total da componente letiva aos 25 ou 33 anos de serviço letivo efetivo em monodocência — são requeridos pelo docente. A dispensa pode ser usufruída num dos cinco anos imediatos, ponderada a conveniência do serviço.
Quanto aos docentes contratados a termo resolutivo, a DGAE divulga parecer jurídico segundo o qual não podem usufruir, enquanto contratados, das reduções previstas no artigo 79.º. O facto de um contratado atingir a idade ou o tempo de serviço não transforma automaticamente o contrato num horário com redução.
Também há regras próprias para docentes em período probatório: a redução prevista para docentes de carreira não é, em regra, usufruída no próprio ano do período probatório. O caso concreto deve ser confirmado com o vínculo, o grupo, o regime de monodocência e o ano escolar.
Base legal: artigo 79.º, n.os 1 a 7, do ECD; artigo 6.º, n.os 11 e 12, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018; FAQ e pareceres jurídicos divulgados pela DGAE sobre o artigo 79.º.
Pode ser designado um técnico superior à CPCJ na ausência de docente disponível?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não há base para afirmar que o diretor da escola possa, sozinho, substituir o representante dos serviços do Ministério da Educação por qualquer técnico superior. A resposta depende de saber qual é a função em causa e de quem tem competência para designar ou disponibilizar a pessoa.
Na comissão alargada, a alínea c) do artigo 17.º da Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, prevê um representante dos serviços do Ministério da Educação, «de preferência professor com especial interesse e conhecimentos na área das crianças e dos jovens em perigo». A lei não diz que esse representante tem de ser sempre um docente, mas também não atribui ao diretor competência geral para o designar ou contratar diretamente para a CPCJ.
Na comissão restrita, os membros são escolhidos pela comissão alargada, de acordo com o artigo 20.º. A composição deve ser interdisciplinar e interinstitucional, incluindo, sempre que possível, formação em educação, serviço social, psicologia, direito e saúde; se não for possível, a própria lei prevê a cooptação de técnicos nos termos do n.º 5. A comissão restrita pode ainda solicitar colaboração de técnicos ou de outras entidades, conforme o artigo 21.º, n.º 2, alínea e).
Assim, na ausência de docente disponível, a escola deve comunicar a situação aos serviços competentes do Ministério da Educação e à CPCJ. Pode ser indicado ou disponibilizado um técnico superior com formação adequada quando exista base de competência, protocolo ou decisão da entidade empregadora que o permita; essa pessoa não passa, só por essa indicação, a ocupar automaticamente o lugar legal de representante da Educação. A contratação de um técnico pela escola também não substitui os procedimentos e qualificações exigidos para a composição da CPCJ.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 147/99, de 1 de setembro, artigos 17.º, 20.º e 21.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026. Para um caso concreto devem ser confirmadas a modalidade da CPCJ, a entidade de origem e o ato de designação.
Como se contam os prazos previstos na LTFP?IGEC · Carreira e Formação
Não há uma única regra para todos os prazos: deve começar por verificar se a própria Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas ou legislação especial estabelece uma regra diferente. Nos prazos procedimentais administrativos aplica-se, em regra, o artigo 87.º do Código do Procedimento Administrativo.
Segundo o artigo 87.º do CPA:
- o prazo começa a correr independentemente de formalidades;
- não se inclui na contagem o dia do evento a partir do qual o prazo começa;
- o prazo fixado suspende-se aos sábados, domingos e feriados;
- nos prazos legalmente fixados em mais de seis meses, incluem-se sábados, domingos e feriados;
- um prazo de um ou dois dias corresponde, respetivamente, a 24 ou 48 horas;
- se o termo coincidir com dia em que o serviço esteja fechado ou não funcione no período normal, o prazo transfere-se para o primeiro dia útil seguinte;
- considera-se que o serviço não está aberto quando exista tolerância de ponto total ou parcial.
A regra concreta pode ser alterada por norma especial, pelo tipo de prazo ou pelo meio de apresentação do ato. Por isso, para contar um prazo da LTFP é necessário identificar o artigo, o ato que o iniciou e se existe legislação especial ou aviso que determine outra contagem.
Base legal: artigo 87.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na redação atual; legislação especial aplicável ao prazo concreto.
A redução da componente letiva implica diminuição do horário de trabalho?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. A redução da componente letiva não reduz, por si só, o período normal semanal de trabalho docente. O artigo 76.º, n.º 1, do Estatuto da Carreira Docente (ECD) fixa 35 horas semanais de serviço, e a redução incide apenas sobre a componente letiva.
A redução não tira horas ao horário semanal de 35 horas: tira apenas horas à componente letiva, que são refletidas na componente não letiva de estabelecimento nos termos legais.
Nos termos do artigo 6.º, n.º 11, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018, a redução da componente letiva a que o docente tenha direito determina o acréscimo correspondente da componente não letiva a nível de estabelecimento, mantendo-se a obrigação de prestar 35 horas semanais. Essas horas devem ser distribuídas em atividades compatíveis com o artigo 82.º do ECD e com o horário aprovado.
É importante distinguir:
- a componente não letiva de estabelecimento, que integra horas de presença e atividades atribuídas pela escola;
- a componente não letiva de trabalho individual, destinada, designadamente, à preparação, avaliação e trabalho autónomo do docente.
Em regra, as horas libertadas da componente letiva acrescem à componente não letiva de estabelecimento; não são automaticamente crédito horário disponível para criar novas turmas ou dispensar o docente das 35 horas. Há regimes especiais, como a dispensa total da componente letiva prevista no artigo 79.º, n.º 3, do ECD, em que a própria lei fixa regras específicas para a componente não letiva. Esses casos não devem ser confundidos com uma simples redução.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente, artigos 76.º, 79.º e 82.º .
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, artigo 6.º, n.os 1 e 11 .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Qual é o horário de funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar?undefined · Currículo e Qualificações
O funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar distingue duas componentes:
- a componente letiva, com 5 horas diárias de atividades educativas da responsabilidade do educador;
- as atividades de animação e de apoio à família (AAAF), que asseguram, conforme as necessidades, o acolhimento antes ou depois das atividades letivas, o almoço, o repouso e os períodos de interrupção letiva.
Na rede pública, os estabelecimentos devem manter-se abertos pelo menos até às 17h30 e por um período mínimo de 8 horas diárias, sem prejuízo de um horário mais alargado quando este seja necessário e legalmente organizado.
O horário de funcionamento deve ser flexível e atender às necessidades das famílias. É fixado antes do início das atividades de cada ano, ouvindo obrigatoriamente os pais ou encarregados de educação ou os seus representantes. Deve distinguir a componente letiva das AAAF, ser divulgado no momento da matrícula ou renovação e ser confirmado no início do ano letivo.
As 5 horas letivas não se confundem com as AAAF. O período do almoço e as atividades de animação e apoio à família não integram a componente letiva do educador.
Base legal: artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho; artigo 5.º, n.os 1 e 4, da Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto; informação oficial da DGE sobre o horário dos estabelecimentos de educação pré-escolar.
Na educação pré-escolar aplicam-se medidas seletivas e adicionais?EduQA · Inclusão
Sim. O Decreto-Lei n.º 54/2018 aplica-se expressamente aos estabelecimentos de educação pré-escolar, além dos ensinos básico e secundário, conforme o artigo 1.º, n.º 3. Por isso, não é correto responder como regra geral que na educação pré-escolar só se aplicam medidas universais ou que as medidas seletivas e adicionais apenas podem ser ponderadas na transição para o 1.º ciclo.
No jardim de infância, isto é, na educação pré-escolar, podem ser mobilizadas medidas seletivas e adicionais quando as necessidades concretas da criança o justifiquem e os pressupostos legais estejam preenchidos.
As medidas universais são respostas disponíveis para todas as crianças e alunos e podem ser mobilizadas em conjunto com medidas de outros níveis. As medidas seletivas destinam-se a necessidades de suporte que não sejam supridas pelas medidas universais e incluem, entre outras, apoio psicopedagógico, antecipação e reforço das aprendizagens e adaptações curriculares não significativas, nos termos dos artigos 7.º a 9.º.
As medidas adicionais destinam-se a dificuldades acentuadas e persistentes que exigem recursos especializados. A sua mobilização depende de demonstrar, com base em evidências, que as medidas universais e seletivas foram insuficientes, devendo essa fundamentação constar do relatório técnico-pedagógico, de acordo com o artigo 10.º, n.os 1 a 3. Entre as medidas adicionais estão as adaptações curriculares significativas, o ensino estruturado e o desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social.
A escolha não é automática pelo facto de a criança frequentar o pré-escolar. Deve resultar da avaliação das barreiras e necessidades concretas, ser definida pelos docentes com audição dos pais e dos técnicos que intervêm diretamente e ser monitorizada segundo o relatório técnico-pedagógico, nos termos do artigo 7.º, n.º 4, e dos artigos 9.º e 10.º.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 1.º, 7.º, 8.º, 9.º, 10.º e 11.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Quantos elementos do júri têm de estar presentes para a PAP poder ser avaliada?undefined · Currículo e Qualificações
Nos cursos profissionais abrangidos pela Portaria n.º 235-A/2018, o júri da Prova de Aptidão Profissional (PAP) pode deliberar apenas quando estejam presentes pelo menos quatro dos elementos que o compõem.
Entre os presentes têm de estar obrigatoriamente:
- o diretor da escola ou o seu representante, que preside ao júri;
- dois dos elementos externos ou representantes previstos nas alíneas e) a g) do artigo 33.º, n.º 1 — por exemplo, representante empresarial, representante sindical ou personalidade de reconhecido mérito na área profissional.
A composição completa do júri inclui ainda o diretor de curso, o diretor de turma e o orientador do projeto. Em caso de empate, o presidente tem voto de qualidade.
A regra dos quatro elementos refere-se à presença necessária para deliberar. O regulamento específico da PAP da escola pode disciplinar calendarização, procedimentos e justificação de faltas, mas não pode afastar o quórum mínimo definido no artigo 33.º, n.º 2.
Se a pergunta disser respeito a uma modalidade ou curso sujeito a outra portaria, deve ser verificado o diploma próprio, porque a regra não é automaticamente aplicável a todas as provas de projeto.
Base legal: artigo 33.º, n.os 1 a 3, da Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto; artigo 32.º da mesma portaria.
Que cuidados devem as escolas ter na aplicação do regime de serviço extraordinário?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As escolas devem distinguir o serviço docente extraordinário do simples ajustamento do horário ou da utilização da componente não letiva. Nos termos do artigo 83.º, n.º 1, do ECD, é extraordinário o serviço determinado pelo órgão de administração e gestão que seja prestado para além das horas das componentes letiva e não letiva registadas no horário semanal do docente.
No regime geral:
- o docente não pode recusar o serviço extraordinário distribuído por situações ocorridas durante o ano letivo, mas pode pedir dispensa por motivos atendíveis, conforme o artigo 83.º, n.º 3;
- o serviço não pode exceder cinco horas por semana, salvo casos excecionais devidamente fundamentados e autorizados nos termos do artigo 83.º, n.º 4;
- o valor da hora letiva extraordinária é calculado com base na duração da componente letiva, nos termos do artigo 83.º, n.º 6;
- não deve ser distribuído serviço extraordinário a quem esteja abrangido pelo estatuto do trabalhador-estudante ou beneficie de redução ou dispensa total da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º, salvo se for necessário para completar o horário semanal em função da carga horária da disciplina, conforme o n.º 7.
O artigo 7.º, n.º 13, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 também determina que a atribuição de serviço extraordinário visa responder a situações surgidas no decurso do ano letivo quando sejam insuficientes os mecanismos de substituição e acompanhamento de ausências de curta duração.
Existe ainda um regime especial para agrupamentos e escolas não agrupadas inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados, previsto no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 108/2025. Nesses casos, podem existir soluções até seis horas semanais e, quando as necessidades não sejam asseguradas pelos procedimentos de recrutamento, até dez horas semanais, mas esta última hipótese exige acordo expresso do docente. A distribuição a docentes com redução da componente letiva exige cumulativamente necessidade imprescindível, impossibilidade de solução pelos limites gerais e acordo expresso. O acordo é manifestado na plataforma eletrónica da AGSE e a distribuição é comunicada à AGSE.
Assim, a direção deve identificar a necessidade concreta, verificar se há solução legal anterior, registar o serviço no horário e respeitar os limites e acordos exigidos. Não deve tratar o serviço extraordinário como forma normal de preencher necessidades permanentes nem usar o regime especial sem demonstrar que a escola e o grupo estão abrangidos.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 83.º .
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, artigo 7.º, n.º 13 .
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Decreto-Lei n.º 108/2025, de 19 de setembro, artigo 4.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026. O regime aplicável deve ser confirmado para o ano letivo e QZP concretos.
As escolas têm de registar no SIGO as Provas de Equivalência à Frequência e as Provas Finais do Ensino Básico?AGSE · Currículo e Qualificações
Não é seguro responder afirmativamente de forma genérica.
O regime atual das provas finais e das provas de equivalência à frequência resulta do Despacho Normativo n.º 3/2026, do calendário anual e das normas do Júri Nacional de Exames. Esses diplomas regulam a inscrição, a elaboração, a realização, a classificação, as pautas e a certificação, mas não permitem concluir, sem uma instrução operacional específica, que todas as provas finais e todas as provas de equivalência à frequência tenham de ser registadas no SIGO.
Nas instruções JNE de 2026, as pautas de chamada e de classificação das provas de equivalência à frequência dos 1.º e 2.º ciclos são produzidas pelo programa de gestão de alunos da escola e, no 3.º ciclo, pelo programa ENEB. A classificação final é registada nas pautas produzidas por esses sistemas.
Assim, a escola deve:
- cumprir o Despacho Normativo n.º 3/2026 e as normas JNE aplicáveis ao ano;
- usar a plataforma de inscrição e os programas de gestão indicados nas instruções oficiais;
- assegurar as pautas, classificações e elementos de certificação exigidos;
- só introduzir um registo adicional no SIGO quando tal for expressamente determinado pela DGE, JNE, AGSE ou pela instrução operacional da plataforma.
A resposta anterior que dizia simplesmente “Sim” deve ser corrigida: sem identificar a norma ou instrução operacional concreta que imponha o registo no SIGO, o RADAR não deve afirmar essa obrigação.
Base legal: Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro; Norma 01/JNE/2026; Norma 02/JNE/2026, pontos 4.14 a 4.16; informação oficial da DGE sobre provas e exames.
Que obrigações de registo e avaliação recaem sobre o diretor no âmbito das medidas de promoção do sucesso educativo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O diretor deve assegurar que as medidas de promoção do sucesso educativo são planeadas, registadas, acompanhadas e avaliadas, sem substituir as competências dos restantes órgãos da escola.
Entre as obrigações de registo e avaliação do diretor está documentar as medidas de promoção do sucesso, os recursos utilizados e os resultados apreciados pelos órgãos competentes, nos limites das responsabilidades que a lei atribui a cada órgão.
No âmbito da organização do ano letivo, o diretor distribui o serviço docente segundo critérios de gestão eficiente e de resposta às necessidades dos alunos, nos termos do artigo 7.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018. Deve também garantir que a utilização do crédito horário respeita a finalidade e as prioridades dos artigos 8.º a 10.º, mantendo informação verificável sobre as horas atribuídas, as atividades, as turmas ou grupos abrangidos e os docentes responsáveis.
No final de cada período, compete ao conselho pedagógico avaliar o impacto das medidas de promoção do sucesso educativo implementadas e devolver aos responsáveis as orientações necessárias para aumentar a sua eficácia, conforme o artigo 15.º, n.º 1, do mesmo despacho. O diretor deve criar as condições para que essa avaliação seja possível e para que as decisões de organização do serviço e os resultados das medidas possam ser acompanhados.
Estas obrigações articulam-se com o Decreto-Lei n.º 75/2008: o diretor elabora e submete ao conselho geral os planos anual e plurianual de atividades e o relatório anual de atividades, depois de ouvido o conselho pedagógico, nos termos do artigo 20.º, n.os 2 e 3; o conselho geral aprova os planos e acompanha e avalia a sua execução, nos termos do artigo 13.º. O relatório anual deve identificar as atividades efetivamente realizadas e os recursos utilizados, de acordo com o artigo 9.º, n.º 2, alínea a).
O registo não é uma formalidade para criar dados fictícios: deve permitir verificar que as horas de crédito foram usadas nas finalidades legais e que os resultados foram apreciados. A IGEC tem, no artigo 15.º, n.º 2, do DN 10-B/2018, competências de acompanhamento da rentabilização do crédito, da eficácia das medidas e da inexistência de situações irregulares.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, artigos 7.º a 10.º e 15.º .
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Decreto-Lei n.º 75/2008, artigos 9.º, 13.º e 20.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 26/09/2026.
Que habilitações são necessárias para concorrer aos concursos interno e externo?AGSE · Carreira e Formação
É necessário distinguir os dois concursos.
No concurso interno são, em regra, opositores os docentes de carreira, para transferência, transição ou outras formas de mobilidade previstas no regime concursal. A candidatura exige o cumprimento dos requisitos legais e a habilitação profissional adequada ao grupo de recrutamento, quando exigida pelo aviso e pelo diploma aplicável.
No concurso externo podem ser opositores os candidatos que reúnam os requisitos gerais e especiais do artigo 22.º do ECD e possuam qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento, nos termos do Decreto-Lei n.º 79/2014 e do aviso de abertura.
Os alunos que frequentem um mestrado em ensino só podem ser admitidos condicionalmente quando o aviso de abertura do concurso o preveja e quando demonstrem poder concluir o mestrado até ao prazo indicado no aviso — no concurso geral de 2026, o aviso permitiu a comprovação até ao último dia do prazo de reclamação das listas provisórias.
A habilitação própria não substitui, por regra, a qualificação profissional exigida nos concursos interno e externo ordinários. Pode existir habilitação própria em concursos externos extraordinários ou em procedimentos de necessidades temporárias quando um diploma específico o permita, como ocorreu no regime extraordinário próprio, mas essa exceção não deve ser generalizada para todos os concursos.
A resposta concreta depende sempre do grupo de recrutamento, do tipo de concurso, do aviso anual e das habilitações reconhecidas para esse grupo. O RADAR deve indicar esses elementos quando não estiverem na pergunta, em vez de afirmar que qualquer habilitação permite concorrer.
Base legal: artigos 5.º, 6.º, 22.º a 24.º e 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual; artigo 22.º do ECD; Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio; aviso anual de abertura do concurso.
Os docentes que, não querendo mobilizar a última avaliação do desempenho, optam por ser avaliados, a que data progridem?AGSE · Carreira e Formação
Os docentes permanecem provisoriamente no escalão até ao cumprimento do requisito da avaliação, reportandose a progressão à data em que completam o módulo de tempo de serviço exigido, sendo devida a remuneração do novo escalão a partir do primeiro dia do mês seguinte, com efeitos a essa data.
Base legal:
N.º 6 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Observação de Aulas
Quem designa os/as orientadores/as cooperantes para acompanhamento dos estágios?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Os/As orientadores/as cooperantes são designados/as pelo órgão legal e estatutariamente competente do estabelecimento de ensino superior, mediante anuência do/a docente e concordância da direção da respetiva Escola Cooperante.
Nota Legal
Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, na sua redação atual.
Os docentes posicionados provisoriamente num determinado escalão podem realizar horas de formação para efeitos de progressão ao escalão seguinte?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Atendendo a que os docentes se encontram nesse escalão apenas de forma transitória, até ao cumprimento dos requisitos necessários à progressão, podem realizar as horas de formação exigidas para o escalão seguinte.
Base legal:
N.º 6 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Quais são as fases para conclusão do procedimento concursal?AGSE · Carreira e Formação
As fases para conclusão do procedimento concursal são as seguintes:
Homologação
Após audiência de interessados, a lista de ordenação final, acompanhada das restantes deliberações do júri (incluindo as relativas à admissão e exclusão dos candidatos) é submetida a homologação do Diretor AE/En, no prazo de 2 dias úteis.
Publicitação da lista de ordenação final homologada
Afixação em local visível na AE/En;
Publicação no site institucional;
Publicação de extrato na 2.ª série do Diário da República;
Notificação do ato de homologação da lista de ordenação final a todos os candidatos (admitidos e excluídos).
Celebração do contrato
A integração dos trabalhadores é efetuada mediante celebração do contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado (o modelo de contrato será disponibilizado no SIGRHE ).
A constituição do vínculo de emprego público por tempo indeterminado carece de publicação na 2.ª série do Diário da República.
Base legal:
:
alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º da LTFP.
Quais os procedimentos para efetuar a matrícula em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O pedido de matrícula é apresentado pelo encarregado de educação do aluno mediante requerimento dirigido ao diretor da escola da área de residência do aluno (rede pública) ou ao diretor da escola selecionada (ensino particular e cooperativo). O requerimento deve incluir a fundamentação de facto e de direito e o certificado de habilitações académicas do responsável educativo, de acordo com as habilitações exigidas.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Como se procede ao registo dos alunos do Ensino Artístico Especializado no SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O registo dos alunos do Ensino Artístico Especializado (EAE) deve ser efetuado pela escola no SIGO de acordo com o curso, o regime de frequência e os campos disponibilizados na aplicação e nas instruções operacionais em vigor. A escola deve confirmar, antes da submissão, se o aluno está no regime integrado, articulado ou supletivo e se a oferta e a turma correspondem ao curso autorizado.
A Portaria n.º 229-A/2018 regula os cursos artísticos especializados, incluindo a sua organização curricular e os regimes de frequência. Porém, essa portaria não contém uma regra universal que permita afirmar, sem consultar a instrução do SIGO do respetivo ano, que todos os campos ou todas as disciplinas devem ser preenchidos exatamente da mesma forma.
Assim, o procedimento seguro é:
- selecionar no SIGO a oferta e o regime de frequência corretos;
- associar o aluno ao curso, turma e componentes curriculares que correspondam à matrícula efetiva;
- conferir os dados antes de fechar a operação e conservar a documentação que fundamenta a matrícula;
- seguir o manual ou aviso operacional publicado para o ano letivo e para o módulo em utilização.
Se a dúvida for sobre um campo concreto da aplicação, o RADAR não deve inventar a resposta com base apenas na portaria: deve ser consultada a instrução técnica vigente da entidade gestora do SIGO.
Base legal e fonte oficial
-
Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto — cursos artísticos especializados .
- A portaria define a organização curricular e os regimes do EAE; o preenchimento concreto dos campos do SIGO depende das instruções operacionais da aplicação em vigor.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
As horas de formação não utilizadas de escalões anteriores podem ser usadas para suprir a ausência de formação?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Para efeitos de progressão na carreira, podem ser usadas horas de formação não utilizadas entre 2018 e 2024, mesmo que realizadas previamente à progressão imediatamente anterior.
As horas de formação ainda não utilizadas entre 2018 e 2024, enquanto docentes contratados e/ou em reposicionamento, apenas podem ser consideradas na primeira progressão após o reposicionamento definitivo, devendo o número de horas a utilizar corresponder a 12,5 horas por cada ano de permanência no escalão.
Base legal:
Alínea c) do N.º 4 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
Quem pode suspender preventivamente o trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
No caso de trabalhador pertencente a agrupamento/escola não agrupada (docente ou não docente), essa competência está deferida ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação.
Base legal:
art.º 39.º do Decreto-Lei n.º 184/2004, de 29.7
O que é a Avaliação Curricular (AC)?AGSE · Carreira e Formação
A Avaliação Curricular (AC) é o método de seleção que visa aferir os elementos de maior relevância para o posto de trabalho a ocupar, designadamente:
Habilitação académica ou nível de qualificação;
Formação profissional;
Experiência profissional;
Avaliação do desempenho.
A AC é expressa numa escala de 0 a 20 valores, até às centésimas, sendo a classificação final obtida através de uma fórmula ponderada, previamente definida pelo júri na Ata n.º 1.
Base legal:
-
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (DR) , artigo 36.º (métodos de seleção obrigatórios e avaliação curricular).
-
Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro (DR) , artigos 13.º a 18.º (avaliação curricular, entrevista e métodos facultativos).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: a LTFP é consultada na versão consolidada com alterações vigentes; a portaria foi consultada no DR.
É necessário registar no SIGO as disciplinas e áreas curriculares dos Cursos Científico-Humanísticos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os Cursos Científico-Humanísticos (CCH) devem ser registados no SIGO de acordo com a oferta autorizada, a matriz curricular aplicável e as instruções operacionais do ano letivo. A escola deve conferir se as disciplinas e componentes curriculares introduzidas correspondem efetivamente ao curso, à turma e ao plano de estudos aprovado.
A Portaria n.º 226-A/2018 regulamenta os CCH e estabelece os objetivos, a organização e as matrizes curriculares. Contudo, não é seguro retirar apenas dessa portaria uma regra universal sobre todos os campos que cada versão do SIGO exige ou sobre a forma técnica de os introduzir.
Na prática, a escola deve:
- selecionar o curso e a oferta autorizados;
- registar as disciplinas e componentes curriculares que integram a matriz aplicável e que são efetivamente frequentadas;
- confirmar o regime, o ano de escolaridade, a turma e a situação do aluno;
- seguir o manual ou aviso do SIGO vigente para o ano letivo, sobretudo quando existam disciplinas de opção, componentes de formação específica ou alterações da aplicação.
Se a pergunta disser respeito a um campo concreto ou a uma disciplina específica, é necessária a instrução operacional correspondente. O RADAR não deve afirmar que todos os campos são iguais em todas as edições do SIGO sem essa confirmação.
Base legal e fonte oficial
-
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — Cursos Científico-Humanísticos , em especial as normas sobre organização e matrizes curriculares.
- O preenchimento técnico do SIGO deve seguir as instruções operacionais publicadas para o respetivo ano e módulo.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
O docente mantém-se em funções até receber a resposta ao pedido mesmo que, entretanto, atinja os 70 anos?AGSE · Carreira e Formação
Não. O vínculo de emprego público caduca com a reforma ou aposentação do trabalhador, por velhice ou invalidez, ou, em qualquer caso, quando o trabalhador completar 70 anos de idade.
Base legal:
Alínea c) do artigo 291.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (versão consolidada)
Em que circunstâncias pode ser cancelada a autorização de matrícula no ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O diretor da escola de matrícula pode proceder ao cancelamento da autorização de matrícula, após audiência do encarregado de educação, quando se verificar: i) o incumprimento do estabelecido no protocolo de colaboração, salvo se o encarregado de educação demonstrar que tal não lhe é imputável; ii) a não aprovação, por dois anos consecutivos, no final de cada ciclo do ensino básico; iii) a não aprovação, por dois anos consecutivos, nas disciplinas terminais do 11.º ano ou no final do ensino secundário. Após cancelamento, o aluno transita obrigatoriamente para o ensino básico geral ou cursos científico-humanísticos em estabelecimento de ensino, com efeitos a partir do décimo dia útil seguinte à notificação. Cabe recurso hierárquico para o membro do Governo responsável pela área da educação, no prazo de 10 dias úteis, sem efeito suspensivo (salvo decisão em contrário do órgão competente).
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. Responsável Educativo e Habilitações Académicas
Como posso concorrer a bolsas ERASMUS+ para realizar um mestrado em várias universidades pelo mundo, como estudante internacional?Radar Escolar
Pode candidatar-se a um Mestrado Conjunto Erasmus Mundus (Erasmus Mundus Joint Master — EMJM), destinado a estudantes de todo o mundo.
Para concorrer:
- consulte o
catálogo oficial dos Mestrados Conjuntos Erasmus Mundus ;
- escolha o mestrado, confirme requisitos, documentação e prazo;
- apresente a candidatura diretamente à instituição ou ao consórcio que gere esse mestrado.
Os programas são organizados por consórcios internacionais e incluem períodos de estudo em diferentes países. Podem ser atribuídas bolsas aos candidatos melhor classificados, para custos de participação e despesas de viagem, visto e subsistência. Na maioria dos programas, as candidaturas decorrem entre outubro e janeiro; confirme sempre o prazo específico.
Base legal e fontes oficiais
-
Regulamento (UE) 2021/817, de 20 de maio de 2021, artigo 6.º — EUR-Lex .
-
Erasmus Mundus Joint Masters — Portal oficial Erasmus+ .
**Validação Radar:** conteúdo editorial do Radar Escolar, validado em 7 de setembro de 2026.
Onde consultar o perfil funcional dos técnicos superiores?Radar Escolar · Carreira e Formação
Os perfis funcionais específicos dos técnicos superiores que exercem funções nas escolas podem ser consultados na documentação disponibilizada pela AGSE, designadamente na área reservada do SIGRHE, quando aí se encontrem publicados.
O conteúdo funcional geral da carreira de técnico superior está estabelecido na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas. A carreira corresponde ao grau 3 de complexidade funcional e compreende, designadamente, funções consultivas, estudo, planeamento, programação, avaliação, elaboração de pareceres e projetos, apoio geral ou especializado, autonomia técnica e representação do serviço na respetiva especialidade.
O perfil concreto do posto de trabalho pode acrescentar funções específicas relacionadas com a área profissional.
Base legal e fonte operacional
-
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigo 88.º e anexo — Diário da República , na redação atual;
- Fonte operacional: AGSE / SIGRHE — documentação relativa aos técnicos superiores.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
Os dados referentes às turmas de continuidade têm de ser inseridos no SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As turmas de continuidade não ficam dispensadas, por si só, dos registos que a escola seja obrigada a efetuar no SIGO. Quando o módulo e as instruções operacionais exigirem o registo da turma, da oferta ou dos alunos, a escola deve inserir também os dados da turma de continuidade e manter a correspondência com a autorização e com a organização efetivamente aprovada.
A legislação distingue duas questões:
- a possibilidade de constituir ou manter uma turma de continuidade em determinadas condições;
- o modo como essa turma é registada na aplicação informática.
O Despacho Normativo n.º 10-A/2018 permite, em certas situações, turmas de continuidade com número inferior aos limites gerais e prevê autorização nas situações excecionais. A existência dessa autorização não cria uma dispensa geral de registo no SIGO, mas também não permite concluir, sem a instrução do ano, quais os campos concretos exigidos.
A escola deve, portanto, conservar a autorização aplicável, registar a turma no módulo indicado pelas instruções vigentes e validar os alunos, curso e ano de escolaridade antes de fechar a operação. Se a plataforma apresentar uma regra específica para a continuidade, deve ser seguida essa instrução técnica.
Base legal e fonte oficial
-
Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho , em especial o artigo 7.º, n.os 3 e 4, sobre turmas de continuidade e autorizações, e o artigo 10.º sobre homologação.
- O dever e a forma técnica do registo no SIGO dependem das instruções operacionais da aplicação em vigor.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Quem tem a responsabilidade pelo percurso formativo de um aluno no ensino doméstico (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
A responsabilidade pelo percurso formativo dos alunos é do respetivo encarregado de educação, ou do próprio, quando maior. Os alunos estão sujeitos à avaliação e à certificação das aprendizagens, tendo em conta o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, e os normativos em vigor.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual. Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua redação atual. Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual.
Onde posso requerer a substituição da Língua Estrangeira da componente de formação geral?EduQA · Currículo e Qualificações
O requerimento para a substituição da Língua Estrangeira I, II ou III, da componente de formação geral dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, é entregue nos serviços administrativos do estabelecimento de ensino frequentado pelo aluno e dirigido ao diretor.
Base legal:
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua atual redação.
Pode um encarregado de educação pedir acesso a todas as informações existentes no processo individual do aluno?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O encarregado de educação tem direito a consultar o processo individual do seu educando menor, nos termos do Estatuto do Aluno. O regulamento interno pode definir o horário e o local da consulta, mas não pode criar obstáculos desproporcionais ao exercício desse direito.
O acesso não é, contudo, uma autorização para divulgar sem limites dados pessoais de terceiros ou informação protegida por segredo legal. Quando existam esses elementos, a escola deve proteger o que não possa ser comunicado. As informações pessoais e familiares, bem como as de natureza disciplinar, constantes do processo, estão sujeitas a confidencialidade. Depois de o aluno atingir a maioridade, o direito deve ser exercido pelo próprio, sem prejuízo das regras legais aplicáveis.
Base legal:
-
artigo 11.º, n.os 4, 6 e 7, da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar ;
-
artigo 15.º do RGPD — Regulamento (UE) 2016/679 ;
-
artigos 11.º e 20.º da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
Verificação de vigência: Diário da República e EUR-Lex consultados em 10/09/2026. O acesso deve respeitar também a proteção de dados de terceiros.
Qual a rúbrica de classificação económica a utilizar na Requisição de Fundos – Pessoal para o suplemento remuneratório dos/as orientadores/as cooperantes?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Na Requisição de Fundos – Pessoal, o suplemento remuneratório atribuído aos/às orientadores/as cooperantes deve ser registado na seguinte rúbrica de classificação económica da despesa: 01.01.12.A0.OC – Acréscimo Remuneratório – Orientadores Cooperantes.
Nota Legal
Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, na sua redação atual.
Como se processa a abertura ou o encerramento de Jardins de Infância e de Escolas da rede pública?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A abertura ou o encerramento de jardins de infância e escolas da rede pública integra o ordenamento e o planeamento da rede educativa.
Nos termos do
Decreto-Lei n.º 21/2019 :
- alterações significativas, como a criação ou o encerramento de estabelecimentos, podem exigir revisão da carta educativa (artigo 15.º);
- a rede da oferta educativa é fixada anualmente pelos departamentos governamentais competentes, depois de ouvidos municípios, entidades intermunicipais e AE/EnA (artigo 29.º);
- o conselho municipal de educação emite parecer obrigatório sobre a abertura e o encerramento (artigo 56.º, n.º 1, alínea c)).
A decisão não é, portanto, uma decisão autónoma da escola ou do município fora do procedimento legal. A designação do serviço do Ministério interveniente e os efeitos do parecer dependem do procedimento concreto e da redação vigente aplicável.
Base legal:
-
Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro (DR) , artigos 10.º a 16.º (ordenamento e carta educativa), artigos 23.º a 30.º (planeamento e fixação da rede da oferta educativa) e artigo 56.º, n.º 1, alínea c) (parecer obrigatório do conselho municipal de educação).
-
Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho (DR) , enquadramento jurídico da rede nacional de educação pré-escolar.
Atualização de vigência verificada no Diário da República em 09-09-2026: o procedimento não deve ser descrito genericamente como dependente de um parecer vinculativo da AGSE; o efeito vinculativo previsto no artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 21/2019 refere-se ao planeamento intermunicipal e ao parecer dos departamentos governamentais competentes.
A partir de quando produz efeitos a redução do artigo 79.º? Pode ser acumulada com outras reduções?AGSE · Carreira e Formação
A redução da componente letiva prevista no artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD) produz efeitos no início do ano escolar imediato àquele em que se verificam os requisitos legais. O facto de a idade ou o tempo de serviço serem completados durante o ano escolar não antecipa, em regra, o início do efeito para esse mesmo ano.
A redução não deve ser somada automaticamente a qualquer outra redução. O artigo 80.º, n.º 2, do ECD estabelece uma regra de articulação para as reduções relacionadas com o exercício de funções de natureza pedagógica: essas horas são consideradas na componente letiva e são subtraídas à redução aplicável nos termos do artigo 79.º, não constituindo uma duplicação automática de horas.
A resposta concreta depende do regime aplicável ao docente, do ciclo ou nível de ensino, do tipo de função e da redação vigente do ECD. Também devem ser distinguidas as reduções da componente letiva de outras dispensas ou regimes especiais, como a profissionalização em serviço.
A redução não elimina, por si só, o período normal de 35 horas semanais. As horas retiradas à componente letiva são refletidas na organização da componente não letiva nos termos do ECD e das regras de distribuição de serviço.
Base legal e fonte oficial
-
Estatuto da Carreira Docente — artigo 79.º, na redação consolidada .
-
Estatuto da Carreira Docente — artigo 80.º, na redação consolidada .
- O artigo 79.º contém regimes diferentes para determinados níveis e para a monodocência; não se deve aplicar a mesma tabela a todos os docentes.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Quem pode requerer a substituição da Língua Estrangeira da componente de formação geral?EduQA · Currículo e Qualificações
Os Encarregados de Educação ou os alunos, quando maiores de idade, podem requerer a substituição da Língua Estrangeira I, II ou III, da componente de formação geral dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário.
Base legal:
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua atual redação.
Se requerer a substituição da LE I – Inglês no final do ano, tenho de realizar um exame nacional?EduQA · Currículo e Qualificações
Os alunos que, no final do ano que frequentam, requerem a substituição da Língua Estrangeira I – Inglês da componente de formação geral, não têm de realizar um exame final nacional, mas sim uma prova de equivalência à frequência da Língua Estrangeira II ou III que escolherem (por ex., Alemão, Espanhol, Francês).
Os alunos têm de se inscrever e realizar a prova de equivalência à frequência como autopropostos, sendo a mesma elaborada e corrigida no estabelecimento de ensino, desde que a língua escolhida faça parte da sua oferta educativa.
Base legal:
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua atual redação.
Como é feito o registo da apreciação e da adoção de manuais escolares?EduQA · Currículo e Qualificações
Os registos são efetuados na plataforma SIME-MEGA (GesEdu) pelos órgãos de direção, administração e gestão das escolas. O registo da apreciação antecede o da adoção e é imprescindível para a seleção e indicação do manual a adotar. No registo da adoção deve ser indicada a estimativa do número de alunos. O SIME-MEGA (GesEdu) é a plataforma da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) que substituiu o SIME, para efeitos de registo da apreciação e adoção de manuais escolares por parte das escolas.
Base legal:
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril, artigo 10.º.
Em quantas partes se divide um processo disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
Divide-se em quatro partes:
a) Fase da instrução;
b) Fase da defesa;
c) Fase do relatório final;
d) Fase da decisão e sua notificação.
Base legal:
arts. 205.º a 223.º da LTFP
Os métodos de seleção podem ser aplicados de forma faseada?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Os métodos de seleção podem ser aplicados de forma faseada.
Base legal:
Artigo 19.º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro.
Como se efetua a transição entre regimes de ensino (3)?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição entre regimes de ensino, no decurso do ano letivo, para o ensino doméstico obedece às regras estabelecidas no Decreto‑Lei n.º 70/2021. A transição do ensino doméstico para a frequência do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos, num estabelecimento de ensino, obedece às regras de matrícula nessas ofertas.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de Agosto, na sua redação atual — artigo 20.º (transição entre regimes).
Em caso de alteração de encarregadoa de educação, quem deve efetuar a matrícula ou renovação de matrícula?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A matrícula ou renovação de matrícula de um/a aluno/a menor deve ser efetuada pela pessoa que exerce as funções de encarregado/a de educação durante o período definido para o efeito.
Nos casos em que exista acordo entre os progenitores ou decisão judicial que determine a alternância do exercício das funções de encarregado/a de educação, a matrícula ou renovação deve ser promovida pelo progenitor que exerça essas funções durante o período de matrícula estabelecido para o respetivo ano.
Sempre que exista desacordo entre os progenitores, a situação deve ser resolvida pelos meios legalmente competentes.
A alteração do/a encarregado/a de educação durante o ano letivo apenas pode ocorrer em situações excecionais devidamente justificadas e comprovadas.
Quando ocorra uma alteração do/a encarregado/a de educação, os serviços administrativos da escola devem proceder à atualização da informação no respetivo programa de gestão de alunos e efetuar a correspondente exportação de dados para o Repositório Central de Alunos (RCA).
Nota Legal
Despacho Normativo n.º 6/2018, de 12 de abril, na sua redação atual.
É possível adotar um percurso formativo próprio?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. É possível adotar um percurso formativo próprio através da permuta de disciplinas.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual (Artigo 16.º)
É possível reorientar o percurso formativo através da mudança de curso?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, a reorientação do percurso formativo pode concretizar-se através da mudança de curso, recorrendo ao regime de equivalências entre disciplinas que integram o plano de estudos do curso de origem e disciplinas do plano de estudos do curso de destino, nos termos legalmente aplicáveis.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Despacho Normativo n.º 10-B/2021, de 14 de abril; Despacho normativo n.º 36/2007, de 8 de outubro, com as alterações introduzidas pelo Despacho n.º 29/2008, de 5 de junho
Quais são os erros mais comuns ao usar o SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe, na legislação, uma lista universal e fechada dos “erros mais comuns” do SIGO. Os erros concretos dependem do módulo, do tipo de oferta e das validações da versão da aplicação em uso. Por isso, não é seguro apresentar uma lista operacional como se fosse uma obrigação legal exaustiva.
Antes de submeter ou encerrar um registo, a escola deve confirmar, pelo menos:
- oferta, curso, regime, ano letivo e datas;
- correspondência entre turma, aluno e percurso formativo;
- disciplinas, módulos ou unidades efetivamente frequentados;
- dados necessários à avaliação, conclusão e certificação;
- coerência entre a informação do SIGO e os documentos da escola;
- mensagens de validação e pendências apresentadas pela aplicação.
Nos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), a Portaria n.º 86/2022 prevê a utilização eletrónica do SIGO para a submissão de propostas e a certificação. Nesses casos, a falta de dados ou a sua incoerência pode impedir a tramitação ou a emissão correta da certificação. Para outras ofertas, devem ser seguidas as instruções do módulo e do ano respetivo.
Quando a plataforma apresentar uma mensagem específica, a resposta deve basear-se no manual ou na orientação oficial correspondente. Se essa orientação não estiver disponível, o RADAR deve explicar a limitação e não inventar o significado técnico da mensagem.
Base legal e fontes oficiais
-
Portaria n.º 86/2022, de 4 de abril — cursos EFA e utilização do SIGO , em especial as normas sobre submissão e certificação.
- As restantes validações dependem das instruções operacionais do SIGO e da entidade gestora da aplicação.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
O que deve constar no protocolo de colaboração (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
O protocolo de colaboração deve incluir, entre outros aspetos: -a explicitação da gestão do currículo que vai ser adotada, permitindo à escola de matrícula aferir: i) o desenvolvimento das aprendizagens essenciais, em consonância com as áreas de competências definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória; ii) O trabalho sobre as dimensões obrigatórias da Educação para a Cidadania, definidas na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania - as formas de monitorização e acompanhamento das aprendizagens realizadas pelo aluno, incluindo a calendarização de, pelo menos, uma sessão presencial, coincidente com o final do ano letivo, a realizar na escola de matrícula; - a assunção do português como língua de escolarização, podendo ser ministradas partes do currículo numa das línguas estrangeiras que integram o currículo nacional, através da abordagem bilingue, desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos: i) o responsável educativo apresente prova de proficiência linguística na respetiva língua estrangeira; ii) a escola de matrícula disponha dessa oferta educativa; - a realização de provas aplicáveis (provas de equivalência à frequência, provas finais do ensino básico, exames finais nacionais e provas de Monitorização da Aprendizagem – ModA), nos termos dos normativos em vigor; - A possibilidade de a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva da escola de matrícula aconselhar o responsável educativo e o encarregado de educação acerca da adoção de práticas pedagógicas inclusivas.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual.
Como se processa a eleição do Presidente do Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Presidente do Conselho Geral é eleito por maioria absoluta dos votos do Conselho Geral em efetividade de funções. A eleição é realizada nos termos definidos no respetivo regimento.
Base legal:
artigo 13.º, n.º 1, alínea a), e n.º 2, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Quem substitui o Diretor nas suas faltas ou impedimentos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Nas situações de faltas ou impedimento do Diretor, a substituição é assegurada pelo Subdiretor. Esta substituição permite assegurar a continuidade da administração e gestão do Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada.
Base legal:
artigo 20.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Como se organizam as equipas educativas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As equipas educativas são uma forma de organização pedagógica e de articulação do trabalho dos docentes em torno de um grupo de alunos, de uma turma, de um ano ou de um conjunto de turmas. A sua composição e funcionamento devem ser definidos pela escola de acordo com o projeto educativo, o regulamento interno, as necessidades dos alunos e os recursos disponíveis.
O Decreto-Lei n.º 55/2018 estabelece que as escolas podem organizar dinâmicas de trabalho interdisciplinar e colaborativo, preferencialmente através de equipas educativas que acompanhem os alunos. Essas equipas podem planificar, articular estratégias, acompanhar o progresso, avaliar resultados e ajustar respostas educativas.
A legislação não fixa uma composição única obrigatória para todas as escolas. O agrupamento deve definir:
- quem integra a equipa e qual o universo de alunos acompanhado;
- responsabilidades de coordenação e articulação;
- momentos e instrumentos de trabalho;
- ligação aos conselhos de turma, departamentos e estruturas de apoio;
- registo das decisões e avaliação da eficácia das medidas.
A organização de uma equipa educativa não cria, por si só, um direito automático a horas adicionais ou a crédito horário. A distribuição de serviço deve respeitar as normas aplicáveis e as decisões de organização da escola.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 21.º , sobre dinâmicas pedagógicas, equipas educativas e trabalho colaborativo.
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — texto consolidado .
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Quantas vagas existem por AE/EnA?AGSE · Carreira e Formação
Não existe, na legislação geral, um número fixo e universal de vagas por agrupamento de escolas ou escola não agrupada (AE/EnA). O número aplicável depende do procedimento concreto, das necessidades identificadas, das autorizações e da comunicação oficial para o respetivo ano letivo.
Quando estejam em causa técnicos especializados para formação, o Decreto-Lei n.º 32-A/2023 regula as necessidades temporárias, o procedimento de seleção e a contratação. Esse regime não permite transformar automaticamente qualquer necessidade de pessoal de uma escola numa quota fixa de vagas nem equivale, sem mais, ao mapa de pessoal de técnicos superiores.
Assim, para saber quantas vagas existem num AE/EnA, é necessário consultar:
- o aviso ou comunicação oficial do procedimento;
- o perfil e a necessidade autorizada;
- a plataforma ou aplicação indicada pela entidade competente;
- a informação transmitida à escola para o ano letivo em causa.
Sem o aviso ou a comunicação concreta, o RADAR não deve indicar um número nem garantir que existe uma vaga específica para determinada profissão. O número pode variar por ano, por medida e por autorização administrativa.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio — contratação e necessidades temporárias , em especial os artigos 39.º a 41.º.
- O número efetivo de vagas deve ser confirmado no aviso ou na comunicação oficial do procedimento aplicável.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
É possível ter uma renovação e um pedido de Mobilidade por Motivo de Doença submetidos em simultâneo?AGSE · Carreira e Formação
A renovação da Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) e um novo pedido de MPD são situações juridicamente distintas. A renovação pressupõe a manutenção das condições da mobilidade anterior; o novo pedido destina-se a uma situação ou fundamento que deve ser apreciado de acordo com o regime e o procedimento do respetivo ano.
O Decreto-Lei n.º 41/2022 estabelece que a MPD é autorizada por um ano escolar e pode ser renovada, nas condições legais, por mais dois anos. O mesmo regime prevê a possibilidade de apresentar novo pedido quando ocorra agravamento do estado de saúde durante o ano escolar, sujeito às condições e à capacidade existentes.
A legislação consultada não contém uma regra geral que permita concluir, sem a instrução anual, que a aplicação aceitará sempre dois requerimentos simultâneos ou que os tratará como procedimentos independentes. A existência, a escolha ou a substituição de opções pode ser definida pela aplicação e pelo aviso da DGAE do ano concreto.
O docente deve:
- verificar se reúne os requisitos da renovação ou de um novo pedido;
- seguir a opção e os prazos apresentados na aplicação;
- não duplicar pedidos para contornar validações;
- consultar o aviso anual da DGAE ou pedir esclarecimento à entidade competente quando a aplicação não for clara.
Por isso, o RADAR não deve responder simplesmente “sim” ou “não” como se existisse uma proibição universal sem verificar a instrução anual aplicável.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho — regime consolidado da MPD , em especial os artigos 9.º e 10.º.
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Decreto-Lei n.º 43/2025, de 21 de março — alteração ao regime da MPD .
- As regras de preenchimento e opção dependem ainda da nota informativa e da aplicação DGAE do ano em causa.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Que provas têm de ser realizadas pelos alunos em ensino doméstico para conclusão de ciclo/nível de ensino?EduQA · Currículo e Qualificações
Para efeitos de conclusão de ciclo ou de nível de ensino, os alunos realizam na escola de matrícula, nos termos e períodos definidos na legislação em vigor: no ensino básico, provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada ciclo (4.º, 6.º e 9.º anos) como alunos autopropostos; no ensino secundário, provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada disciplina como alunos autopropostos. Quando existe prova final (ensino básico) ou exame final nacional (ensino secundário), estas substituem as provas de equivalência à frequência.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. - Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual. - Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua redação atual. - Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual.
Quem emite o certificado de habilitações e diploma após conclusão do ensino em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
A escola de matrícula emite o certificado e o diploma, em regra em suporte digital, aos alunos que concluam o ensino básico geral e os cursos científico-humanísticos ao abrigo dos regimes aplicáveis.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Que formas de organização do trabalho colaborativo podem as escolas adotar?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As escolas podem organizar o trabalho colaborativo de acordo com o projeto educativo, o regulamento interno, as necessidades dos alunos e os recursos disponíveis. O artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 aponta, entre outras, para dinâmicas de:
- coadjuvação;
- trabalho interdisciplinar e em equipas educativas;
- apoio ao estudo e outras medidas de apoio;
- trabalho autónomo dos alunos com mediação do professor;
- tutoria e orientação;
- desenvolvimento pessoal e social e educação para a saúde;
- acompanhamento e monitorização das aprendizagens.
A escola deve definir, nas suas estruturas e instrumentos de organização, os objetivos, os docentes envolvidos, os alunos abrangidos, a articulação com as famílias e a forma de avaliar os resultados. A modalidade concreta pode variar entre turmas e ciclos.
A existência de trabalho colaborativo não cria automaticamente crédito horário ou uma redução da componente letiva. Qualquer afetação de horas tem de resultar das regras legais aplicáveis, da distribuição de serviço e, quando necessário, de crédito ou autorização própria.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 21.º .
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — texto consolidado .
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Como se comprova o tempo de serviço no ensino particular e cooperativo?AGSE · Carreira e Formação
O tempo de serviço no ensino particular e cooperativo é comprovado através de uma declaração emitida pela entidade onde o serviço foi prestado, utilizando o modelo disponibilizado aqui , a submeter no SIGRHE .
6 Prioridades no concurso interno
Como se comprova o tempo de serviço no ensino particular e cooperativo?AGSE · Carreira e Formação
No âmbito de um concurso ou procedimento de recrutamento docente, o tempo de serviço prestado no ensino particular e cooperativo deve ser comprovado através do documento exigido pelo aviso e pela aplicação do procedimento, normalmente uma declaração da entidade empregadora ou do serviço competente, com indicação dos períodos e das funções exercidas.
O Decreto-Lei n.º 32-A/2023 exige que os elementos relevantes para a graduação e para a ordenação sejam documentados. A declaração deve permitir verificar, pelo menos, a entidade, o período de serviço, o grupo ou funções, a natureza do serviço e os restantes elementos pedidos no modelo ou na plataforma.
O candidato deve:
- usar o modelo ou formulário indicado para o concurso;
- entregar ou anexar o documento dentro do prazo de validação;
- conferir se as datas e os dias de serviço coincidem com a declaração;
- guardar o original e responder a eventual pedido de esclarecimento.
A escola ou a entidade responsável pela validação não deve aceitar uma declaração incompleta como prova suficiente quando não permite confirmar o tempo alegado. Os requisitos e o modelo exatos podem variar com o aviso anual; por isso, o RADAR deve indicar o procedimento concreto quando ele estiver identificado.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , em especial o artigo 7.º, n.º 7, e as normas de graduação e validação.
- O aviso anual e o formulário do procedimento definem o modelo e o prazo concretos para a prova.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Como se processa o subsídio de refeição de uma docente com horário incompleto?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O subsídio de refeição é devido ao/à docente com horário incompleto quando o exercício das respetivas funções:
· Se distribua por dois períodos diários; ou
· Corresponda a um período total diário de serviço (componentes letiva e não letiva) igual ou superior a 4 horas.
Nota Legal
N.º 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 70-A/2000, de 5 de maio.
A quem se destina o PLNM?EduQA · Currículo e Qualificações
O PLNM destina-se a alunos recém-chegados ao sistema educativo nacional que não tenham o português como língua materna ou como língua de escolarização e para os quais, de acordo com o seu percurso escolar e o seu perfil sociolinguístico, a escola considere ser a oferta curricular mais adequada.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua atual redação Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março
Em que condições se avalia um aluno que transite entre estabelecimentos de ensino com calendários escolares organizados de forma distinta (períodos trimestrais/semestrais)?EduQA · Currículo e Qualificações
A mudança entre regimes (avaliação semestral para avaliação trimestral, ou vice-versa) como resultado da transferência de escola, não deve constituir-se como algo que prejudique os alunos quer ao nível da aprendizagem, quer da avaliação. O importante é que a escola e os respetivos docentes das disciplinas tenham em consideração o tempo total em que o aluno está em contacto com a disciplina.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual
Qual o limite de horas para a acumulação de funções, no caso dos docentes?AGSE · Carreira e Formação
Quem decide sobre um pedido de matrícula em ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
Papel da equipa multidisciplinar de apoio à educação Inclusiva (EMAEI) na determinação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusãoEduQA · Inclusão
Resumo prático
A equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva (EMAEI) tem um papel central na determinação, proposta, acompanhamento e avaliação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. A sua intervenção visa assegurar que as respostas mobilizadas são adequadas às necessidades de cada criança e jovem, às barreiras identificadas e aos contextos de aprendizagem e de participação.
No âmbito do Decreto-Lei n.º 54/2018, na sua redação atual, compete à EMAEI propor as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão a mobilizar, acompanhar e monitorizar a sua aplicação e prestar aconselhamento aos docentes na implementação de práticas pedagógicas inclusivas. Quando se conclua pela necessidade de medidas seletivas ou adicionais, a EMAEI elabora o Relatório Técnico-Pedagógico (RTP), no qual fundamenta e operacionaliza as medidas propostas. [DL54-2018], [Lei116-2019],
Quem está abrangido
Crianças e jovens que necessitem de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão;
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Docentes titulares de grupo ou turma, docentes das disciplinas e conselhos de turma;
Docentes de educação especial e outros profissionais que intervêm no processo educativo;
Pais ou encarregados de educação;
Direções das escolas, enquanto responsáveis pela homologação e organização das respostas educativas, nos termos aplicáveis.
Regime legal base
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual;
Artigo 7.º — níveis das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão; [DL54-2018]
Artigos 8.º, 9.º e 10.º — medidas universais, seletivas e adicionais; [DL54-2018]
Artigo 12.º — equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva e respetivas competências; [DL54-2018]
Artigos 20.º a 22.º — identificação da necessidade de medidas, Relatório Técnico-Pedagógico e aprovação; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, que procede à alteração do Decreto-Lei n.º 54/2018; [Lei116-2019]
Regras aplicáveis
A EMAEI intervém na análise das situações em que se identifique a necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, com base na informação disponível sobre a criança ou jovem, os contextos, as barreiras à aprendizagem e à participação e as respostas já mobilizadas. [DL54-2018]
Compete ainda à EMAEI sensibilizar a comunidade educativa para a educação inclusiva, acompanhar e monitorizar a aplicação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e prestar aconselhamento aos docentes na implementação de práticas pedagógicas inclusivas. [DL54-2018]
A determinação das medidas deve resultar de uma análise pedagógica centrada na criança ou jovem, no respetivo perfil de funcionalidade e nos contextos em que aprende, interage e participa.
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão organizam-se em três níveis de intervenção: medidas universais, medidas seletivas e medidas adicionais, podendo ser mobilizadas de forma complementar, sempre que necessário. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Quando a EMAEI conclui que as medidas universais são suficientes, deve identificar as respostas a mobilizar e devolver o processo ao diretor, não havendo lugar à elaboração de Relatório Técnico-Pedagógico. [DL54-2018]
Quando se conclui pela necessidade de medidas seletivas ou adicionais, a EMAEI elabora o Relatório Técnico-Pedagógico, no qual fundamenta as medidas propostas, define a sua operacionalização e identifica os responsáveis pela sua implementação e monitorização. [DL54-2018], [Lei116-2019]
A EMAEI não substitui a responsabilidade pedagógica dos docentes, dos conselhos de turma ou dos professores titulares de turma; apoia tecnicamente a análise, a definição e a monitorização das respostas, promovendo coerência, proporcionalidade e articulação entre intervenientes. [DL54-2018]
Os pais ou encarregados de educação devem participar no processo de definição e implementação das medidas, nos termos previstos no regime jurídico da educação inclusiva. [DL54-2018], [Lei116-2019]
As medidas definidas devem ser monitorizadas e revistas sempre que a avaliação da sua eficácia o justifique, podendo ser ajustadas, reforçadas, substituídas ou cessadas em função da evolução do aluno e dos contextos. [DL54-2018]
A intervenção da EMAEI deve acompanhar a implementação das medidas, assegurando a sua monitorização e promovendo os ajustamentos necessários, sempre que a evolução do aluno ou a avaliação da eficácia das respostas o justifique.
Casos particulares
Medidas universais: podem ser mobilizadas para todos os alunos, de forma preventiva e flexível, no âmbito da ação pedagógica dos docentes. A EMAEI pode apoiar a sua definição e monitorização, especialmente quando haja necessidade de maior articulação ou sistematização. [DL54-2018]
Perguntas frequentes associadas
A EMAEI decide sozinha as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão?
Não. A EMAEI tem competência para propor e fundamentar as medidas a mobilizar, mas o processo deve envolver os docentes, os pais ou encarregados de educação e, sempre que adequado, o aluno e outros profissionais. A homologação e organização da resposta competem à direção, nos termos aplicáveis. [DL54-2018], [Lei116-2019]
A EMAEI tem de elaborar RTP quando são mobilizadas medidas universais?
Não. A existência de medidas universais, por si só, não implica a elaboração de Relatório Técnico-Pedagógico. O RTP é elaborado quando se conclui pela necessidade de medidas seletivas ou adicionais. [DL54-2018].
As medidas podem ser alteradas depois de definidas?
Sim. As medidas devem ser monitorizadas e revistas em função da sua eficácia, da evolução do aluno e das barreiras identificadas nos contextos de aprendizagem e participação. [DL54-2018],
A EMAEI substitui o conselho de turma na definição das respostas pedagógicas?
Não. A EMAEI apoia, articula e fundamenta tecnicamente a definição das medidas, mas a operacionalização pedagógica exige a participação dos docentes e das estruturas pedagógicas responsáveis pelo percurso do aluno. [DL54-2018].
Os pais ou encarregados de educação participam na determinação das medidas?
Sim. Os pais ou encarregados de educação participam no processo de definição e implementação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, devendo ser envolvidos nas decisões que respeitam ao percurso educativo da criança ou jovem. A legislação prevê ainda a sua participação na EMAEI como elementos variáveis. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Legislação aplicável
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro; [Lei116-2019]
Plataformas envolvidas
Processo individual do aluno;
Documentos internos da escola relativos à identificação, planeamento, implementação e monitorização das medidas;
Plataformas internas de gestão pedagógica e administrativa da escola, quando utilizadas;
Entidade competente
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Direções das escolas;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Docentes titulares de grupo ou turma, docentes das disciplinas e conselhos de turma;
Pais ou encarregados de educação, no âmbito do direito de participação no processo educativo;
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
Como deve ser feito o pedido para continuar a exercer funções?Radar Escolar · Carreira e Formação
O trabalhador que pretenda manter-se no exercício das mesmas funções públicas após a reforma ou aposentação por atingir 70 anos deve manifestar essa vontade expressamente e por escrito, mediante requerimento dirigido ao empregador público, pelo menos seis meses antes de completar aquela idade.
A manutenção em funções só pode ser autorizada em casos de interesse público excecional, devidamente fundamentado, e está sujeita às condições do Estatuto da Aposentação. No caso dos docentes, o requerimento é apresentado ao órgão de administração e gestão, que instrui o processo e emite a fundamentação/parecer necessários para remessa pelos serviços competentes.
Quando autorizado, o exercício passa a efetuar-se pela modalidade de vínculo prevista na lei. Esses vínculos vigoram, em regra, por seis meses, renováveis por períodos iguais e sucessivos, até ao limite máximo legal de cinco anos.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 294.º-A — Diário da República ;
- Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de dezembro — Estatuto da Aposentação, artigos 78.º e 79.º.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
O que é o Diretor?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Diretor é o órgão responsável pela administração e gestão do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada. Exerce funções nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial. No exercício das suas funções, o Diretor é coadjuvado por um Subdiretor e por um a três Adjuntos.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — autonomia, administração e gestão escolar — ficha do DR: Em vigor, incluindo a definição e competências do diretor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Como concorrer a horários de contratação de escola?Radar Escolar · Carreira e Formação
Para concorrer a horários de contratação de escola, o candidato deve utilizar a aplicação informática disponibilizada no SIGRHE.
Deve aceder a Situação Profissional → Horários/Contratação do ano escolar, atualizar as habilitações, carregar os documentos exigidos, consultar as ofertas em Candidaturas/Aceitação CE, selecionar o horário e submeter a candidatura dentro do prazo da oferta.
Na primeira candidatura devem ser submetidos, quando exigidos, os documentos relativos à habilitação profissional, robustez física e perfil psíquico, vacinação obrigatória e autorização de acesso ao registo criminal atualizado. Devem ser consultados o aviso da oferta, requisitos e critérios do respetivo AE/EnA.
Base legal: artigos 40.º e 41.º do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , na redação atual.
Atualizado com base na legislação oficial.
Quando deve o/a diretor/a não comprovar os dados de um/a candidato/a?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento em que a escola tem competência de validação, o/a diretor/a deve assinalar os dados como não comprovados quando os documentos apresentados não permitem confirmar a declaração do candidato ou quando existe desconformidade com os requisitos do concurso. A validação não é uma escolha de conveniência: deve basear-se nos documentos, no aviso e nas competências atribuídas à escola.
São exemplos de situações que exigem cuidado:
- falta do documento obrigatório ou documento ilegível;
- datas, dias de serviço, grupo, habilitação ou classificação que não coincidem com a prova apresentada;
- documento emitido por entidade sem competência para certificar o facto;
- habilitação que não corresponde ao grupo ou ao tipo de procedimento;
- declaração incompleta, não assinada quando a assinatura seja exigida, ou sem elementos que permitam verificar o tempo alegado.
A escola deve registar o resultado na aplicação, fundamentar a divergência nos termos do procedimento e permitir a audiência ou reclamação quando o regime do concurso a previr. Não deve assinalar “comprovado” apenas porque o candidato declarou o dado, nem “não comprovado” sem indicar a razão documental.
A falta de comprovação pode conduzir à exclusão, à não consideração do elemento ou à nulidade/anulação nos termos do regime aplicável. O efeito concreto depende do procedimento e do aviso anual.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , em especial o artigo 7.º sobre documentos e validação e o n.º 12 sobre falta de habilitação.
- O aviso anual e a aplicação definem os campos, prazos e meios de audiência ou reclamação.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Quem decide sobre o pedido de acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
A decisão sobre o pedido de acumulação de funções compete ao diretor do Agrupamento de Escolas e Escolas não Agrupadas, bem como ao presidente da Comissão Administrativa Provisória, no âmbito da competência delegada.
Base legal:
N.º 1, alínea a), do Despacho n. º 3423-B/2026, de 16 de março.
Existem regras específicas para os grupos de Educação Especial (910, 920 e 930)?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Os grupos 910, 920 e 930 correspondem a áreas de Educação Especial e têm requisitos próprios de formação especializada. A Portaria n.º 212/2009 identifica a formação especializada relevante para estes grupos.
No cálculo da graduação dos docentes de carreira ou com contrato por tempo indeterminado, o artigo 11.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 prevê uma regra específica para candidatos com formação especializada em Educação Especial: o tempo de serviço é considerado a partir de 1 de setembro do ano em que foi concluída a formação especializada, nos termos do concurso aplicável.
Isto não significa que qualquer curso ou experiência seja automaticamente habilitação para os grupos 910, 920 ou 930. É necessário confirmar:
- o grupo a que o candidato concorre;
- a formação especializada reconhecida;
- a data de conclusão;
- o tipo de procedimento e a redação do aviso anual;
- os documentos apresentados para validação.
A graduação, a habilitação e os efeitos da formação devem ser analisados no procedimento concreto. Não se deve aplicar a regra especial a outros grupos ou a candidatos que não reúnam os requisitos da Portaria.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 212/2009, de 3 de março — habilitações para Educação Especial .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , artigo 11.º, n.º 4.
- O aviso anual do concurso pode estabelecer instruções complementares de validação.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Qual é o índice remuneratório dos/as técnicos/as especializados/as?AGSE · Carreira e Formação
Para técnicos/as especializados/as para formação contratados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, o índice remuneratório depende da habilitação académica e da titularidade do Certificado de Competências Pedagógicas (CCP):
- licenciado/a com CCP: índice 151;
- licenciado/a sem CCP: índice 126;
- não licenciado/a com CCP: índice 112;
- não licenciado/a sem CCP: índice 89.
Estes índices são referências remuneratórias do regime de contratação e não significam que o técnico passe a integrar a carreira docente. A remuneração efetiva depende ainda do contrato, do horário, da duração e das regras de processamento aplicáveis, incluindo a proporcionalidade quando o horário não seja completo.
A escola deve verificar a habilitação e o CCP apresentados e aplicar a tabela do anexo II do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. Não deve escolher o índice apenas pelo nome da profissão ou por uma equivalência informal de qualificações.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , artigo 44.º e anexo II.
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DGAE — pessoal docente contratado , com a informação operacional sobre a contratação.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
O que ocorre se nenhum candidato obtiver a maioria necessária na primeira votação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Se nenhum candidato obtiver a maioria absoluta dos votos dos membros do Conselho Geral em efetividade de funções na primeira votação, deve ser realizada nova reunião do Conselho Geral para novo escrutínio. Esta reunião deve ser convocada no prazo máximo de cinco dias úteis.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril — eleição do diretor e funcionamento do conselho geral — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Como é feito o recrutamento de professores bibliotecários?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O recrutamento de professores bibliotecários é realizado através de procedimentos concursais, nos termos da Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho. Regra geral, este processo decorre em duas fases: Fase interna na escola/agrupamento: O diretor abre o procedimento e define o número de lugares a ocupar, de acordo com a tipologia e dimensão da biblioteca. Podem candidatar-se docentes do quadro da própria escola ou agrupamento que reúnam os requisitos exigidos. Fase externa (quando necessário): Caso não existam candidatos elegíveis na escola, o procedimento pode ser alargado a docentes de outros agrupamentos, através de mecanismos de mobilidade. A seleção tem por base critérios definidos na Portaria, que valorizam a formação específica (leitura, literacia da informação e gestão de bibliotecas) e a experiência em bibliotecas escolares.
Base legal
Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho.
Qual o prazo para a instauração de procedimento disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
O prazo é de 60 dias (úteis) após o conhecimento da infração, desde que não tenha já sido ultrapassado um ano (dias seguidos) após o cometimento dessa infração.
Este prazo de um ano é alargado, coincidindo com o prazo estipulado na lei criminal, se essa infração constituir simultaneamente crime.
Base legal:
-
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, versão consolidada , em especial o artigo 178.º.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Concluí o ensino secundário no estrangeiro. Preciso de pedir equivalência?IES
Os requisitos relativos ao reconhecimento ou equivalência das habilitações estrangeiras dependem das regras da instituição de ensino superior onde pretende candidatar-se. Deve consultar previamente a instituição para confirmar a documentação exigida.
O Plano de Ação deve ser monitorizado e avaliado?EduQA · Administração e Gestão Escolar
Sim. A escola, em articulação com a autarquia, deve monitorizar e avaliar o Plano de Ação.
Base legal
Despacho n.º 7798/2023, artigo 6.º, n.º 4
Quando se pode recorrer à contratação de docentes?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O recurso à contratação apenas pode ocorrer após a verificação da inexistência de horas disponíveis nos horários dos docentes dos quadros em exercício de funções na escola. A distribuição do serviço deve assegurar, em primeiro lugar, o serviço letivo das turmas e a implementação das medidas de promoção do sucesso com os docentes disponíveis. No horário de cada docente, tem prioridade, sobre qualquer outro, o serviço letivo decorrente dos grupos e turmas da escola.
Sem prejuízo do recurso à contratação, o diretor pode, no âmbito da sua autonomia de gestão, recorrer à atribuição de serviço docente extraordinário para colmatar necessidades pontuais, nos termos e limites previstos no art.º 83.º do ECD e, quando aplicável, no DL n.º 51/2024, na sua redação atual.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio (DR) , artigos 25.º, 34.º, 39.º e 40.º (necessidades temporárias, contratação inicial e contratação de escola).
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril (DR) , artigo 20.º, n.º 4, alínea j) (seleção e recrutamento pelo diretor nos termos legais).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o regime de recrutamento foi consultado na redação atualmente publicada; a contratação só pode ocorrer nos pressupostos legais aplicáveis.
Quais os métodos de seleção a utilizar no procedimento?AGSE · Carreira e Formação
Os métodos de seleção a aplicar variam em função da situação dos candidatos:
Candidatos com vínculo de emprego público que exercem funções distintas e candidatos sem vínculo na função
Métodos obrigatórios:
Prova de Conhecimentos (PC);
Avaliação Psicológica (AP).
Método facultativo:
Entrevista de Avaliação de Competências (EAC)
Candidatos com vínculo de emprego público que exercem funções idênticas
Métodos obrigatórios:
Avaliação Curricular (AC);
Entrevista de Avaliação de Competências (EAC).
Estes candidatos podem, nos termos do n.º 3 do artigo 36.º da LTFP, afastar a aplicação da AC e da EAC mediante declaração expressa no formulário de candidatura, optando pela PC e AP.
Os técnicos especializados são penalizados por não aceitarem ou não se apresentarem na contratação de escola?AGSE · Carreira e Formação
A consequência depende de o contrato ser celebrado no regime de técnicos especializados para formação previsto no Decreto-Lei n.º 32-A/2023. Nesse regime, a aceitação e a apresentação são atos essenciais do procedimento.
O artigo 40.º, n.º 17, determina que o incumprimento do prazo de aceitação ou de apresentação produz a anulação da colocação e remete para as consequências previstas no artigo 18.º, n.º 1, alínea c), para os contratos a termo resolutivo. A aplicação pode depender do tipo de contratação, da natureza das funções e do procedimento concreto.
Não se deve, porém, generalizar esta consequência a qualquer técnico contratado por uma escola. O artigo 39.º distingue as necessidades temporárias de serviço docente das necessidades de formação em áreas técnicas específicas. Um técnico contratado para uma função não docente ou ao abrigo de outro regime pode estar sujeito a regras contratuais diferentes.
A escola e o candidato devem:
- verificar o regime indicado no aviso e no contrato;
- cumprir o prazo de aceitação e apresentação da aplicação;
- consultar a notificação e exercer audiência quando o procedimento a previr;
- não assumir que a falta produz exatamente a mesma consequência fora do regime do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Base legal e fonte oficial
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , artigos 18.º, 39.º, 40.º e 41.º.
- A consequência concreta deve ser confirmada no aviso e no contrato do procedimento.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Em que condições se pode avaliar um aluno que frequente um estabelecimento de ensino com calendário escolar em semestres e que só tenha obtido avaliação num único semestre?EduQA · Currículo e Qualificações
A avaliação correspondente a um semestre tem associados um tempo de ensino e de aprendizagem semestral que é superior à de um período letivo, quando a organização do calendário escolar é trimestral. Por conseguinte, no caso de um aluno que frequenta um semestre completo e é avaliado, pode considerar-se que tal avaliação corresponde a dois períodos letivos, já que o facto de estar num regime semestral não altera o tempo total em que está em contacto com a lecionação da disciplina. Neste contexto, compete ao Conselho de Turma e, particularmente ao(à) Professor(a) da disciplina em questão ter em consideração o tempo total em que os alunos estiveram, e vão estar, em contacto com essa disciplina, criando momentos de ensino e de aprendizagem, bem como contextos de avaliação formativa e sumativa, que permitam gerar uma classificação que possa dispensar os alunos da realização de uma Prova Extraordinária de Avaliação (PEA), prevista no Artigo 31.º da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual
As dúvidas relacionadas com questões jurídicas no âmbito dos procedimentos aquisitivos para onde devem ser dirigidas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As dúvidas relacionadas com questões jurídicas no âmbito dos procedimentos aquisitivos devem ser dirigidas à AGSE, I. P., através do departamento responsável pelo apoio aos Estabelecimentos de Ensino, utilizando o endereço de correio eletrónico compras@agse.pt.
Escolas de referência no domínio da visãoEduQA · Inclusão
Resumo prático
As escolas de referência no domínio da visão são recursos organizacionais específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão, integrados na rede pública de educação, que asseguram uma resposta educativa especializada nas áreas da literacia braille, contemplando todas as grafias braille, da orientação e mobilidade, dos produtos de apoio e nas atividades da vida diária e competências sociais.
Estas escolas concentram recursos humanos, equipamentos e materiais específicos, com vista a garantir a acessibilidade à informação, ao currículo, à participação nas atividades escolares e ao desenvolvimento da autonomia. [DL54-2018].
Quem está abrangido
Crianças e jovens que necessitem de recursos organizacionais especializados no domínio da visão;
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que integrem ou articulem com escolas de referência no domínio da visão;
Docentes de educação especial;
Docentes das turmas, conselhos de turma, educadores de infância e professores titulares de turma;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Pais ou encarregados de educação;
Regime legal base
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual;
Artigo 11.º — recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão, incluindo os recursos organizacionais específicos;
Artigo 14.º — escolas de referência no domínio da visão; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, que procede à alteração do Decreto-Lei n.º 54/2018; [Lei116-2019]
Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril, no que respeita aos procedimentos de matrícula e respetivas prioridades, quando aplicável.
Regras aplicáveis
As escolas de referência no domínio da visão constituem uma resposta educativa especializada dirigida a crianças e jovens que necessitam de apoios específicos no domínio da visão. [DL54-2018]
A intervenção especializada deve ser organizada de acordo com os níveis de educação e ensino e com as características dos alunos, promovendo o acesso ao currículo e a participação nas atividades da escola. [DL54-2018]
A avaliação da visão funcional deve apoiar a definição de estratégias, materiais e produtos de apoio adequados ao perfil dos alunos. [DL54-2018]
As crianças e jovens que necessitam destes recursos organizacionais têm prioridade na matrícula ou renovação de matrícula nas escolas de referência no domínio da visão. [DL54-2018]
Casos particulares
Quando o aluno frequenta uma escola que não é escola de referência, pode ser necessária articulação com a escola de referência da área, sempre que estejam em causa recursos especializados no domínio da visão.
Perguntas frequentes associadas
Que apoios disponibilizam as escolas de referência no domínio da visão?
Disponibilizam apoios nas áreas da literacia braille, orientação e mobilidade, produtos de apoio para acesso ao currículo.
Que crianças e jovens têm prioridade na matrícula nestas escolas?
Os alunos que necessitam dos recursos organizacionais das escolas de referência no domínio da visão têm prioridade na matrícula ou renovação de matrícula nessas escolas. [DL54-2018]
Quem assegura os apoios especializados?
Os apoios são assegurados por docentes com formação especializada em educação especial na área da visão, em articulação com os docentes da turma, a EMAEI, os pais ou encarregados de educação e outros profissionais envolvidos. [DL54-2018]
As escolas de referência podem apoiar a escolha de produtos de apoio?
Sim. No âmbito das suas competências, podem apoiar a avaliação funcional e a definição de estratégias, materiais e produtos de apoio adequados ao acesso ao currículo. Quando esteja em causa a prescrição de produtos de apoio no âmbito do SAPA, deve ser assegurada a articulação com as entidades prescritoras competentes, designadamente os CRTIC.
Legislação aplicável
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro; [Lei116-2019]
Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril, quando estejam em causa procedimentos de matrícula e renovação de matrícula.
Plataformas envolvidas
Portal das Matrículas, quando esteja em causa pedido de matrícula ou renovação de matrícula;
Processo individual do aluno;
Sistemas internos da escola para registo e gestão das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão;
BDR-SAPA, quando exista avaliação e prescrição de produtos de apoio no âmbito do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio.
Entidade competente
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Direções das escolas;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Docentes de educação especial;
Centros de Recursos TIC para a Educação Especial, quando esteja em causa a avaliação especializada e prescrição de produtos de apoio no âmbito do SAPA.
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
Como se efetua a contagem do tempo de serviço?AGSE · Carreira e Formação
Para efeitos de candidatura, considera-se o tempo de serviço prestado até 31 de agosto do ano imediatamente anterior ao da candidatura.
Para efeitos de graduação, releva o tempo de serviço prestado como educador/a de infância ou professor/a dos ensinos básico e secundário, bem como o tempo prestado em creche, no ensino superior público e no âmbito da cooperação.
Em regra, a contagem do tempo de serviço processa-se da seguinte forma:
Antes da profissionalização: contabiliza-se até 31 de agosto do ano em que foi concluída a qualificação profissional;
Após a profissionalização: contabiliza-se desde 1 de setembro do ano da conclusão da qualificação profissional até 31 de agosto do ano anterior ao da candidatura.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio (DR) , artigos 7.º, 11.º e 44.º, n.º 6 (tempo de serviço relevante para graduação e regras gerais de contagem para progressão).
-
Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril — Estatuto da Carreira Docente (DR) , na redação atual.
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: os diplomas foram consultados na redação atualmente publicada; a contagem concreta depende do tipo de serviço e do efeito legal pretendido.
Quando pode o Conselho Geral deliberar a recondução do Diretor?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Conselho Geral deve deliberar, até 60 dias antes do termo do mandato do Diretor, sobre a sua recondução ou sobre a abertura do procedimento concursal tendo em vista a realização de nova eleição.
A recondução depende de deliberação expressa do Conselho Geral, aprovada por maioria absoluta dos membros do Conselho Geral em efetividade de funções, independentemente do número de membros presentes na deliberação (desde que verificado o quórum legalmente exigido).
Exemplo: Num Conselho Geral constituído por 21 membros, a decisão de recondução exige 11 votos favoráveis.
Não existe segundo escrutínio para a decisão de recondução.
Base legal:
artigo 25.º, n.º 2 e n.º 3, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
O que é o SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O SIGO — Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa — é a plataforma oficial utilizada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação para registo, gestão e certificação da oferta educativa e formativa existente no território nacional.
O sistema integra duas áreas distintas:
Oferta Formativa (Formação Profissional)
No âmbito da formação profissional, o SIGO permite:
O registo das ações de formação promovidas por entidades certificadas;
A associação de formandos e formadores às respetivas ações;
A emissão de certificados de formação profissional, válidos a nível nacional;
O acompanhamento da execução da formação, garantindo rastreabilidade e conformidade com os referenciais aplicáveis.
Oferta Educativa (Formação Escolar)
Na vertente escolar, o SIGO assegura:
A caracterização e registo da oferta educativa dos estabelecimentos de ensino públicos e privados;
A associação de alunos às diversas ofertas e percursos formativos;
A emissão de certificados escolares, sempre que aplicável;
A consolidação dos dados relativos à rede educativa nacional.
O SIGO é, assim, a plataforma central responsável pela gestão integrada da informação sobre educação e formação, garantindo uniformidade, fiabilidade e interoperabilidade dos dados.
Base legal:
-
Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro (DR) , artigo 11.º, n.º 2 (sistema de informação e gestão do Sistema Nacional de Qualificações).
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro (DR) , artigos 4.º, 5.º, 16.º e 17.º (utilização do SIGO nos cursos EFA).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o Decreto-Lei n.º 396/2007 é apresentado como Em vigor e a Portaria n.º 86/2022 foi consultada na redação atual.
Como se processa a eleição ou designação dos representantes para o Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Representantes do pessoal docente - Eleitos por todos os docentes e formadores em exercício de funções no AE/EnA, de entre candidatos apresentados em listas separadas;
Representantes dos alunos e do pessoal não docente - Eleitos separadamente pelos respetivos corpos, nos termos do regulamento interno;
Representantes dos pais e encarregados de educação - Eleitos pelos seus pares do AE/EnA, sob proposta das respetivas organizações representativas, e, na falta das mesmas, nos termos do regulamento interno;
Representantes do município - Designados pela câmara municipal;
Representantes da comunidade local - Cooptados pelos demais membros, quando se trate de individualidades ou representantes de atividades de carácter económico, social, cultural e científico ou indicados por instituições ou organizações, quando se trate de representantes das mesmas, nos termos do regulamento interno.
No caso dos representantes eleitos, a conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo com o método de representação proporcional da média mais alta de Hondt.
Base legal:
artigos 14.º e 15.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Os docentes que se encontram em escalões em que a observação de aulas não constitui um requisito e que pretendam ser avaliados e vir a beneficiar de uma menção de Excelente, podem requerer a observação de aulas?AGSE · Carreira e Formação
Como é feito o reconhecimento de equivalência de disciplinas?EduQA · Currículo e Qualificações
O reconhecimento da equivalência entre disciplinas é feito através de análise curricular do percurso do aluno, com base nas condições e critérios estabelecidos nos normativos legais e efetuada numa perspetiva de valorização do percurso formativo anterior.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Despacho Normativo n.º 10-B/2021, de 14 de abril; Despacho normativo n.º 36/2007, de 8 de outubro, com as alterações introduzidas pelo Despacho n.º 29/2008, de 5 de junho
Desde quando posso instaurar processo disciplinar a um trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
Os trabalhadores estão sujeitos ao poder disciplinar desde a constituição do vínculo de emprego público, em qualquer das suas modalidades, que são:
Nomeação, desde a data da aceitação;
Contrato (por tempo indeterminado e a termo resolutivo), desde a data estipulada no contrato para o início da atividade. No caso da falta deste elemento, o contrato tem início na data da sua celebração.
Comissão de serviço.
Base legal:
-
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, versão consolidada , em especial o artigo 178.º.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Como requisitar manuais escolares adaptados em formato acessível?EduQA · Inclusão
A requisição de manuais escolares adaptados em formato digital ou braille é efetuada online na plataforma GesEdu, no Módulo SIME – MEGA.
Base legal:
Despacho n.º 2354/2026, de 24 de fevereiro, ponto 3.3. alínea c).
Como se distingue o coensino da coadjuvação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A coadjuvação é uma dinâmica pedagógica expressamente prevista no artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 55/2018: dois docentes colaboram no trabalho com os alunos, sendo um deles, em regra, o docente que assegura a disciplina ou a turma e o outro um apoio organizado pela escola.
“Coensino” é uma expressão pedagógica usada para descrever uma prática colaborativa de planificação, intervenção e avaliação por dois ou mais docentes. Não corresponde, por si só, a uma categoria jurídica autónoma com uma tabela de horas ou um crédito próprio.
A distinção prática é esta:
- na coadjuvação, a escola organiza o apoio de um segundo docente à atividade letiva, de acordo com uma necessidade pedagógica;
- no coensino, os docentes podem planificar, ensinar e avaliar de forma mais partilhada, segundo o modelo definido pela escola.
Os nomes não resolvem a questão jurídica. A escola deve definir a organização no projeto educativo, no regulamento interno, no plano de trabalho e na distribuição de serviço, respeitando a componente letiva, a componente não letiva e as regras de crédito ou autorização aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 21.º .
- O diploma prevê a coadjuvação e outras dinâmicas pedagógicas, mas não fixa uma definição universal de “coensino” nem um crédito automático para essa designação.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
A matrícula em ensino doméstico inclui entrevista?EduQA · Currículo e Qualificações
Qual é a duração do TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
O TEIP4 tem a duração de seis anos letivos.
Base legal
Despacho n.º 7798/2023, artigo 3.º
O que acontece se uma ação ficar registada no SIGO com dados incorretos?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
A entidade formadora deve corrigir o registo através do procedimento disponível no SIGO ou solicitar a intervenção da entidade competente, conforme o estado da ação e o perfil de acesso. Não é seguro afirmar que todos os utilizadores podem alterar diretamente uma ação já encerrada.
A correção deve abranger os elementos errados — por exemplo, datas, formadores, módulos, formandos ou resultados — e ser sustentada pelos documentos que comprovem os dados corretos. Se já tiver sido emitido um certificado, a entidade deve confirmar primeiro a forma de retificação no SIGO e a eventual necessidade de anular e emitir novo documento, mantendo rastreabilidade do que foi alterado.
A entidade não deve deixar um registo incorreto nem emitir certificação com dados que não correspondam à formação realizada. Se a aplicação não permitir a correção, deve recorrer ao canal oficial de suporte ou à entidade responsável pelo registo, juntando a identificação da ação e a prova documental. A legislação consultada fixa o dever de manter a informação atualizada, mas não contém um percurso técnico único para todos os estados do SIGO; por isso, o RADAR não deve inventar um botão, prazo ou formulário que não esteja confirmado.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 474/2010, de 8 de julho — Diário da República , artigo 3.º, n.os 1 e 2: prevê a emissão do modelo de certificado através do SIGO.
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Portaria n.º 474/2010, de 8 de julho — Diário da República , artigo 4.º: impõe às entidades formadoras o dever de manter permanentemente atualizada no SIGO a informação sobre os certificados emitidos.
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Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro — Diário da República , artigo 7.º, n.º 6: enquadra a certificação da conclusão com aproveitamento da formação certificada não inserida no Catálogo Nacional de Qualificações.
**Nota de rigor:** o pedido de correção deve seguir o fluxo atualmente disponibilizado no SIGO e as instruções da entidade responsável; a Portaria n.º 474/2010 não regula todos os detalhes técnicos da correção de registos.
Após a realização da avaliação externa de uma escola pode ocorrer uma avaliação intercalar?Radar Escolar
Sim. Pode ser realizada uma avaliação intercalar em caso de deterioração do serviço educativo prestado ou de resultados insuficientes. Pode também ocorrer uma avaliação intercalar focada em alguns domínios, na sequência de ações de melhoria ou processos inovadores implementados.
Enquadramento
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Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, artigos 5.º, 8.º e 9.º — Diário da República .
- Fonte operacional: modelo e procedimentos da Avaliação Externa das Escolas da IGEC.
A avaliação intercalar decorre do modelo aplicado pela IGEC e não é apresentada como consequência automática diretamente estabelecida pela Lei n.º 31/2002.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
É obrigatório encerrar todas as ações no SIGO antes do final do ano civil?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma regra geral, aplicável indistintamente a todas as ofertas e ações registadas no SIGO, que obrigue ao respetivo encerramento até 31 de dezembro.
As ações devem ser concluídas e encerradas no SIGO logo que estejam efetivamente terminadas e dentro dos prazos aplicáveis à oferta, programa ou financiamento. O encerramento atempado ajuda a manter os dados atualizados, permitir a emissão de certificados quando aplicável e assegurar a qualidade da informação estatística.
Quando exista uma orientação que imponha uma data concreta, essa obrigação deve ser associada ao procedimento específico e à respetiva instrução oficial.
Fonte: procedimentos operacionais do SIGO e regulamentação específica de cada oferta.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Após a aprovação e carregamento do orçamento inicial nas aplicações locais, os montantes podem ser alterados?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Após a aprovação e carregamento do orçamento inicial nas aplicações locais, os montantes atribuídos não podem ser alterados.
Contudo, os montantes podem ser objeto de reafetação, no âmbito dos princípios da gestão flexível, mediante a realização das respetivas alterações orçamentais.
Que procedimentos devem ser adotados se o procedimento concursal ficar deserto ou se nenhum candidato for eleito?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Se o procedimento concursal ficar deserto ou se nenhum candidato for eleito, deve ser aberto um novo procedimento concursal para a eleição do Diretor.
Caso não seja possível concluir o processo de eleição, pode ser nomeada uma Comissão Administrativa Provisória (CAP) pelo dirigente dos serviços competentes do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, assegurando a administração e gestão do agrupamento ou escola não agrupada até à conclusão de novo procedimento concursal.
Compete ao Conselho Geral promover a abertura de novo procedimento concursal para a eleição do diretor.
Base legal:
artigo 23.º, n.º 1, n.º 2 e n.º 3, e artigo 66.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Quem integra o Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Conselho Geral é composto por representantes:
Do pessoal docente;
Do pessoal não docente;
Dos pais e encarregados de educação;
Dos alunos;
Do município;
Da comunidade local.
O Diretor participa nas reuniões do Conselho Geral, sem direito a voto.
Regras de constituição do Conselho Geral:
Os representantes dos alunos devem ter idade não inferior a 16 anos;
O número de representantes do pessoal docente e do pessoal não docente, no seu conjunto, não pode ser superior a 50 % da totalidade dos membros do Conselho Geral;
A composição do Conselho Geral deve respeitar o regime jurídico aplicável, garantindo a representação equilibrada da comunidade educativa e local.
Base legal:
artigo 12.º, n.º 2, 3, 5, 6 e 9 do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Como é processada a classificação de uma disciplina semestral quando a escola organiza o calendário escolar em semestres?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Quando a escola adota organização semestral, o conselho de turma reúne no final do semestre e regista a classificação em ata. Essa classificação é uma proposta até ser aprovada pelo conselho de turma de avaliação no final do ano letivo.
Se for comunicada antes dessa aprovação, deve indicar-se expressamente que ainda será objeto de aprovação. A classificação final só é publicitada em pauta após essa aprovação, com indicação de que se trata de disciplina semestral.
Base legal, consoante a oferta: artigo 22.º, n.º 5, da Portaria n.º 223-A/2018; artigo 24.º, n.º 5, da Portaria n.º 226-A/2018; ou disposições correspondentes da portaria regulamentar aplicável.
Fonte interpretativa oficial: FAQ da área governativa da Educação sobre organização semestral.
Atualizado com base nas fontes oficiais.
De que forma se organiza a avaliação externa nas escolas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A avaliação externa das escolas integra o sistema nacional de avaliação da educação e do ensino não superior. A Lei n.º 31/2002 articula a autoavaliação com a avaliação externa e atribui à Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) um papel central nas ações de avaliação externa.
A avaliação externa aprecia, entre outros aspetos, a qualidade do serviço educativo, a liderança e gestão, os resultados e a capacidade de autoavaliação, de acordo com o modelo e os documentos metodológicos em vigor. No terceiro ciclo da avaliação externa, a IGEC organiza a análise em quatro domínios e respetivos campos de análise, mas a agenda e os instrumentos devem ser confirmados na documentação oficial da atividade concreta.
A escola deve preparar:
- os documentos estruturantes e os dados solicitados pela IGEC;
- a evidência da autoavaliação e das medidas de melhoria;
- os elementos sobre resultados, liderança, prestação do serviço educativo e inclusão;
- a participação dos responsáveis, profissionais, alunos e outros membros da comunidade nos termos definidos para a atividade.
A avaliação externa da escola não é o mesmo que a avaliação dos alunos. O RADAR deve indicar o ciclo ou modelo da IGEC quando a pergunta pedir prazos, instrumentos ou domínios específicos.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro — sistema de avaliação , em especial os artigos 5.º a 9.º e 16.º.
-
IGEC — Quadro de referência da avaliação externa das escolas .
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Cursos de educação e formação de adultos (EFA): tipologias de percursos, sua organização e condições de acessoEduQA · Currículo e Qualificações
Os cursos EFA constituem-se como uma modalidade de formação de dupla certificação e desenvolvem-se de acordo com os referenciais de competências e de formação associados às qualificações que integram o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ) e permitem a obtenção do 1.º ciclo do ensino básico ou de uma qualificação de nível 1, 2, 3 ou 4 do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ).
A quem se destinam os cursos EFA?
Os cursos EFA têm como destinatários as pessoas adultas que, à data do início da formação, tenham idade igual ou superior a 18 anos, sem a qualificação adequada para efeitos de inserção ou progressão no mercado de trabalho e, prioritariamente, sem a conclusão do ensino básico ou do ensino secundário.
A título excecional, em função das características do candidato, podem ainda ser destinatárias dos cursos EFA as pessoas que, à data do início da formação, ainda não tenham completado 18 anos, desde que comprovadamente inseridas no mercado de trabalho ou quando estejam em causa públicos específicos que se encontrem em situação de particular vulnerabilidade social.
Quais as tipologias de cursos EFA existentes?
1. EFA de nível básico escolar
· B1 (1.º ciclo)
· B2 (2.º ciclo): Tipo A e Tipo B
· B3 (3.º ciclo): Tipo A, Tipo B e Tipo C
2. EFA de nível básico de dupla certificação
· B3 (3.º ciclo): Tipo A, Tipo B e Tipo C
3. EFA de nível secundário escolar
· Secundário (nível secundário): Tipo A, Tipo B e Tipo C
4. EFA de nível secundário de dupla certificação
· Secundário (nível secundário): Tipo A, Tipo B e Tipo C
5. EFA profissional
· Nível 2
· Nível 4
Nas tipologias EFA escolares e de dupla certificação, pode haver lugar a percursos flexíveis a partir de processos RVCC.
Quais as condições habilitacionais de acesso?
1. EFA de nível básico escolar
· B1 (1.º ciclo) – inferior ao 4.º ano
· B2 (2.º ciclo)
- Tipo A: 4.º ano
- Tipo B: 5.º ano
· B3 (3.º ciclo)
- Tipo A: 6.º ano
- Tipo B: 7.º ano
- Tipo C: 8.º ano
2. EFA de nível básico de dupla certificação
· B3 (3.º ciclo)
- Tipo A: 6.º ano
- Tipo B: 7.º ano
- Tipo C: 8.º ano
3. EFA de nível secundário escolar
· Secundário (nível secundário)
- Tipo A: 9.º ano ou não conclusão do 1.º ano do ciclo formativo de nível secundário.
- Tipo B: 10.º ano ou não conclusão do 2.º ano do ciclo formativo de nível secundário.
- Tipo C: 11.º ano ou não conclusão do ano terminal do ciclo formativo de nível secundário.
4. EFA de nível secundário de dupla certificação
· Secundário (nível secundário)
- Tipo A: 9.º ano ou não conclusão do 1.º ano do ciclo formativo de nível secundário.
- Tipo B: 10.º ano ou não conclusão do 2.º ano do ciclo formativo de nível secundário.
- Tipo C: 11.º ano ou não conclusão do ano terminal do ciclo formativo de nível secundário.
5. EFA profissional
· Nível 2: 9.º ano
· Nível 4: 12.º ano
Nos percursos flexíveis a partir de processos RVCC não é exigida escolaridade de partida.
Como se organizam os cursos EFA de nível básico escolar?
São organizados por uma componente de base, com um número predefinido de unidades do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível básico, constantes do Catálogo Nacional de Qualificações, onde se incluem, obrigatoriamente, duas unidades de língua estrangeira (aplicável apenas para B2 e B3).
Ao número de unidades predefinido para cada tipologia, acresce um mínimo de duas unidades da área de competências-chave de «Competências Pessoais, Sociais e de Aprendizagem» do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível básico.
Como se organizam os cursos EFA de nível básico de dupla certificação?
São organizados por uma componente de base, com um número predefinido de unidades do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível básico, constantes do Catálogo Nacional de Qualificações, onde se incluem, obrigatoriamente, duas unidades de língua estrangeira (aplicável apenas para B2 e B3) e por uma componente tecnológica constituída por uma qualificação de nível 2 do Catálogo Nacional de Qualificações.
Os cursos EFA de nível básico de dupla certificação compreendem uma componente de formação em contexto de trabalho de carácter obrigatória para o formando que não exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa ou em área afim.
O formando que exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa, ou em área afim, pode ser dispensado da formação em contexto de trabalho, desde que comprovadamente inserido no mercado de trabalho, mediante declaração da entidade empregadora ou outro documento comprovativo, a apresentar à entidade formadora.
Como se organizam os cursos EFA de nível secundário escolar?
São organizados por uma componente de base, com um número predefinido de unidades do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível secundário, constantes do Catálogo Nacional de Qualificações.
Os cursos EFA de nível secundário escolar incluem ainda um máximo de 85 horas para o Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.
Como se organizam os cursos EFA de nível secundário de dupla certificação?
São organizados por uma componente de base, com um número predefinido de unidades do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível secundário, constantes do Catálogo Nacional de Qualificações e por uma componente tecnológica constituída por uma qualificação de nível 4 do Catálogo Nacional de Qualificações.
Os cursos EFA de nível secundário de dupla certificação compreendem uma componente de formação em contexto de trabalho de carácter obrigatória para o formando que não exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa ou em área afim.
O formando que exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa, ou em área afim, pode ser dispensado da formação em contexto de trabalho, desde que comprovadamente inserido no mercado de trabalho, mediante declaração da entidade empregadora ou outro documento comprovativo, a apresentar à entidade formadora
Os cursos EFA de nível secundário de dupla certificação incluem ainda um máximo de 85 horas para o Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.
Como se organizam os cursos EFA profissionais?
São organizados por uma componente tecnológica constituída por uma qualificação de nível 2 ou 4 do Catálogo Nacional de Qualificações.
Os cursos EFA profissionais compreendem uma componente de formação em contexto de trabalho de carácter obrigatória para o formando que não exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa ou em área afim.
O formando que exerça atividade profissional correspondente à qualificação em causa, ou em área afim, pode ser dispensado da formação em contexto de trabalho, desde que comprovadamente inserido no mercado de trabalho, mediante declaração da entidade empregadora ou outro documento comprovativo, a apresentar à entidade formadora.
Aos planos dos cursos EFA profissionais de nível 2 acresce um mínimo de duas unidades da área de competências-chave de «Competências Pessoais, Sociais e de Aprendizagem» do Referencial de Competências-Chave de Educação e Formação de Adultos – nível básico.
Os planos dos cursos EFA de nível 4 incluem ainda um máximo de 85 horas para o Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.
Quais são as entidades promotoras de cursos EFA?
Podem ser entidades promotoras de cursos EFA as entidades de natureza pública, privada ou cooperativa, designadamente estabelecimentos de ensino, centros de formação profissional, autarquias, empresas ou associações empresariais, associações de âmbito nacional, regional ou local e associações sindicais ou sindicatos.
Quais são as entidades formadoras de cursos EFA?
Os cursos EFA são desenvolvidos pelas seguintes entidades formadoras:
a) Os centros de gestão direta e os centros de gestão participada da rede de Centros do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.);
b) Os estabelecimentos de ensino público, privado ou cooperativo e as escolas profissionais;
c) As entidades formadoras certificadas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT);
d) Outras entidades que, pela sua natureza jurídica e âmbito de atuação, não careçam de certificação como entidade formadora, por contemplarem o desenvolvimento de atividades formativas nos diplomas de criação ou autorização de funcionamento.
Os cursos EFA que não integrem a componente de formação tecnológica e de formação em contexto de trabalho, quando exigida, são desenvolvidos exclusivamente por estabelecimentos de ensino público, privado ou cooperativo, pelas escolas profissionais e por centros de emprego e formação profissional de gestão direta ou participada do IEFP, I. P.
Quem autoriza o funcionamento dos cursos EFA?
As entidades promotoras submetem a proposta de cursos EFA, por via eletrónica, no sistema integrado de informação e gestão da oferta educativa e formativa (SIGO).
Os centros de gestão direta e os centros de gestão participada da rede de Centros do IEFP, I. P., e as entidades formadoras certificadas pela DGERT submetem os pedidos de autorização de funcionamento ao serviço regional da área da formação profissional, territorialmente competente.
Os estabelecimentos de ensino público, privado ou cooperativo e as escolas profissionais submetem os seus pedidos ao serviço regional da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, territorialmente competente.
Outras entidades que, pela sua natureza jurídica e âmbito de atuação, não careçam de certificação como entidade formadora podem submeter os pedidos a qualquer um dos serviços referidos acima.
Base legal:
-
Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro — cursos de educação e formação de adultos (EFA) — ficha do DR: Em vigor.
Verificação de vigência: consulta oficial do Diário da República em 09/09/2026; não foi usada redação assinalada como revogada.
Em que condições é admissível um horário incompleto ou composto?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O horário incompleto só é admissível quando não exista serviço letivo suficiente para completar o horário legal, depois de esgotadas as possibilidades de redistribuição interna, incluindo a lecionação de disciplinas de outros grupos de recrutamento para os quais o docente possua habilitação adequada.
O horário composto — com complemento noutra escola ou agrupamento — exige cumulativamente: inexistência de serviço suficiente no agrupamento de origem, compatibilidade horária entre escolas e minimização da dispersão geográfica.
Em ambos os casos, a opção deve ser fundamentada e registada.
Base legal:
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio (DR) , artigos 25.º, 26.º, 28.º e 29.º (horários completos/incompletos, necessidades temporárias e horários compostos).
-
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril (DR) , artigo 20.º, n.º 4, alínea d) (distribuição de serviço pelo diretor).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o regime foi consultado na redação atualmente publicada; devem ser observados os requisitos do concurso e da distribuição de serviço aplicáveis.
Em que condições é permitido o ingresso excecional de alunosas com idade superior a 18 anos nos CEF ou superior a 20 anos nos Cursos Profissionais (CP)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O ingresso de alunos/as com idade superior aos limites habitualmente previstos para frequência de Cursos de Educação e Formação (CEF) ou de Cursos Profissionais (CP) apenas pode ocorrer em situações excecionais, devidamente fundamentadas e sujeitas a autorização.
1. Ingresso excecional em Cursos de Educação e Formação (CEF)
A frequência de um CEF por alunos/as com idade superior a 18 anos depende, designadamente, de:
Avaliação técnico-pedagógica da situação do/a aluno/a;
Fundamentação do percurso escolar e formativo realizado;
Adequação do CEF ao projeto educativo, formativo ou profissional do/a candidato/a;
Parecer favorável da direção da escola;
Compatibilidade da integração com o funcionamento pedagógico da turma;
Autorização da entidade competente.
2. Ingresso excecional em Cursos Profissionais (CP)
A frequência de Cursos Profissionais por alunos/as com idade superior a 20 anos depende, nomeadamente, de:
Fundamentação pedagógica que justifique a frequência desta oferta educativa;
Adequação do percurso formativo às necessidades e objetivos do/a aluno/a;
Compatibilidade da integração com o funcionamento do curso e da turma;
Parecer favorável da direção da escola;
Verificação da existência de vaga;
Autorização da entidade competente.
3. Fundamentação do pedido
Em ambos os casos, o pedido deve assentar em circunstâncias devidamente justificadas, designadamente relacionadas com:
O percurso escolar anteriormente realizado;
Necessidades de qualificação escolar ou profissional;
Situações sociais ou educativas específicas;
Objetivos de inserção ou reinserção profissional;
Inexistência de alternativas formativas mais adequadas.
A autorização tem caráter excecional e pressupõe que a frequência da oferta formativa proposta constitui a resposta mais adequada à situação apresentada.
4. Decisão e comunicação
A decisão é comunicada à escola e ao/à interessado/a, devendo a matrícula apenas ser formalizada após a respetiva autorização.
Nota Legal
Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de julho;
Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, na sua redação atual.
Quais são as regras para a execução orçamental em 2026?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Na execução orçamental de 2026, os AE/EnA devem utilizar, em primeiro lugar, as receitas próprias disponíveis para financiar as respetivas despesas.
O recurso a verbas provenientes de receitas de impostos apenas deve ocorrer quando as receitas próprias se revelem insuficientes para assegurar o financiamento dos encargos.
Nota Legal
N.º 5 do artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 13-A/2025.
O que acontece se não forem anexados os documentos obrigatórios?AGSE · Carreira e Formação
A não apresentação dos documentos obrigatórios exigidos para instrução do pedido pode determinar a exclusão do procedimento, por impossibilitar a verificação dos requisitos e condições legalmente exigidos para a atribuição da Mobilidade por Motivo de Doença.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na sua redação atual.
Saúde EscolarEduQA · Inclusão
Resumo prático
A saúde escolar constitui uma área de intervenção intersectorial que visa promover o bem-estar, a saúde e o desenvolvimento integral das crianças e jovens em contexto educativo. Assenta numa abordagem preventiva, promotora de saúde e inclusiva, articulando os setores da educação e da saúde.
Neste âmbito, a educação para a saúde assume um papel central enquanto processo contínuo de desenvolvimento de competências que capacita os alunos para a adoção de estilos de vida saudáveis e para a tomada de decisões informadas e responsáveis. Para além da transmissão de conhecimentos, visa reforçar a literacia em saúde, estimular o pensamento crítico e promover a autonomia, contribuindo para a construção de projetos de vida sustentáveis e para o exercício de uma cidadania ativa.
Desenvolvida de forma transversal ao currículo e ajustada aos diferentes níveis etários, a educação para a saúde abrange áreas prioritárias como a saúde mental e o bem-estar, a alimentação saudável, a atividade física, a prevenção de comportamentos de risco e a educação sexual, enquanto componente integrante e obrigatória em meio escolar. Esta abordagem integrada favorece a criação de ambientes educativos seguros e inclusivos, potenciando a equidade e o sucesso educativo de todos os alunos.
Quem está abrangido
Crianças e jovens;
Agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas;
Docentes e não docentes;
Unidades locais de saúde (ULS);
Pais e encarregados de educação;
Equipas de Promoção e Educação para a Saúde.
Regime legal base
DL 54/2018, de 6 de jullho;
DL 55/2018, de 6 de julho;
Lei 60/2009, de 6 de agosto;
Portaria 196-A/2010;
Programa Nacional de Saúde Escolar (DGS);
Regras aplicáveis
As escolas devem ter projeto de promoção da educação para a saúde;
A intervenção é preventiva e promotora de saúde;
A educação sexual integra a educação para a saúde;
A intervenção é articulada entre escola e equipas de saúde escolar;
A articulação deve basear-se em fluxos claros de comunicação e definição de responsabilidades
Casos particulares
Situações de saúde crónica exigem plano articulado escola–saúde–família (Plano Individual de Saúde);
Situações de risco devem determinar o encaminhamento adequado para os serviços de saúde ou outras entidades competentes, em função da natureza e especificidade de cada caso;
Contextos vulneráveis exigem um reforço da intervenção preventiva.
Perguntas frequentes associadas
O que é a saúde escolar?
Área de intervenção que promove saúde e bem-estar em contexto educativo.
A educação sexual é obrigatória?
Sim, integra a educação para a saúde. [Lei 60/2009]
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
As medidas de suporte à aprendizagem e inclusão aplicam-se aos alunos em ensino doméstico (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão aplicam-se também aos alunos em ensino doméstico e devem ficar definidas no protocolo de colaboração.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual. - Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Quem pode ser designado como professor bibliotecário?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Pode ser designado professor bibliotecário qualquer docente de carreira colocado no agrupamento de escolas ou escola não agrupada, independentemente do ciclo, grupo de recrutamento ou área de formação, desde que reúna os requisitos definidos na Portaria.
Base legal:
-
Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho — designação e recrutamento de professores bibliotecários .
Verificação de vigência: ficha oficial do Diário da República consultada em 09/09/2026; não foi encontrada indicação de revogação na ficha consultada.
Como preencher os campos destinados às habilitações?AGSE · Carreira e Formação
Os campos das habilitações devem ser preenchidos de acordo com o documento que o candidato possui e com o tipo de procedimento. A escola ou o serviço de validação não deve converter automaticamente qualquer curso, formação ou experiência em qualificação profissional para a docência.
Antes de validar, deve distinguir-se:
- qualificação profissional para o grupo de recrutamento;
- habilitação própria, quando o procedimento e a legislação a admitam;
- formação especializada ou outra formação complementar;
- habilitação académica exigida para uma função de técnico especializado.
O candidato deve selecionar o grau, curso, instituição, data e grupo exatamente como constam do documento e anexar a prova solicitada. A escola deve verificar a correspondência com o grupo, a autenticidade e a suficiência da habilitação. Se faltar a habilitação exigida, o Decreto-Lei n.º 32-A/2023 prevê a exclusão ou a invalidade nos termos aplicáveis.
Nos procedimentos de técnicos especializados, a qualificação exigida é a que consta do aviso e deve ser comprovada nos termos do artigo 41.º. Não se deve usar a habilitação de um procedimento docente para preencher automaticamente os campos de outro procedimento.
Quando a aplicação apresente opções técnicas que não coincidam com o documento, deve ser consultado o aviso, o manual da aplicação ou a entidade responsável antes da submissão.
Base legal e fonte oficial
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , artigos 5.º, 7.º, 8.º, 11.º, 22.º e 41.º.
- O aviso anual e as instruções da aplicação definem os códigos e campos concretos.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Após receber uma ficha ou relatório da atividade inspetiva, existe um prazo legal geral para cumprir recomendações da IGEC?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não foi identificada uma norma geral que fixe, para todas as fichas, relatórios ou recomendações da IGEC, um prazo único de 30 dias úteis. O prazo vinculativo é o que estiver indicado na comunicação, no relatório, na ficha da atividade ou no procedimento concreto.
A escola deve ler a notificação e:
- identificar cada recomendação e o prazo que lhe foi fixado;
- executar as medidas determinadas ou comunicar a impossibilidade fundamentada;
- reunir evidência da execução;
- responder pelo canal e dentro do prazo indicados;
- pedir esclarecimento ou prorrogação à IGEC quando exista fundamento e antes de terminar o prazo.
A Lei n.º 31/2002 estabelece o sistema de avaliação e os objetivos da avaliação externa, mas não cria, por si só, um prazo geral de 30 dias úteis para todas as recomendações. Por isso, o RADAR não deve afirmar esse prazo sem consultar o documento concreto recebido pela escola.
Base legal e fonte oficial
-
Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro — avaliação da educação e do ensino não superior .
-
IGEC — avaliação externa das escolas .
- O prazo concreto resulta da comunicação ou do procedimento inspetivo aplicável.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Quais são as regras a aplicar às visitas de estudo em território nacional ou ao estrangeiro nos Cursos Profissionais (CP), Cursos de Educação e Formação (CEF) e cursos EFA?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A realização de visitas de estudo em território nacional ou ao estrangeiro constitui uma atividade de natureza pedagógica e formativa, devendo observar os procedimentos administrativos, organizacionais e de segurança aplicáveis.
1. Planeamento e fundamentação pedagógica
As visitas de estudo devem:
Estar articuladas com os objetivos pedagógicos da oferta educativa ou formativa;
Contribuir para o desenvolvimento das competências previstas no percurso de formação;
Ser acompanhadas de um plano que identifique os objetivos, atividades e aprendizagens a desenvolver;
Ser previamente aprovadas pelos órgãos competentes da escola.
2. Procedimentos administrativos
Antes da realização da visita de estudo, devem ser assegurados, designadamente:
As autorizações necessárias;
A informação aos/às encarregados/as de educação, quando aplicável;
A definição do itinerário, horários, meios de transporte e responsáveis pela atividade;
A identificação dos/as docentes e acompanhantes responsáveis;
A avaliação prévia das condições de segurança.
Nas deslocações ao estrangeiro, deve ainda ser assegurada a documentação necessária à viagem e a identificação dos contactos institucionais relevantes.
3. Seguro Escolar
Os/As alunos/as encontram-se abrangidos/as pelo regime do Seguro Escolar durante a realização da visita de estudo e nas deslocações diretamente relacionadas com a atividade.
Nas visitas ao estrangeiro, a escola deve verificar previamente a adequação da cobertura existente e a necessidade de proteção complementar, quando aplicável.
4. Regras específicas por tipo de oferta
Cursos Profissionais (CP)
As visitas de estudo devem privilegiar a articulação com as componentes técnica, tecnológica e prática da formação, podendo relacionar-se com a Formação em Contexto de Trabalho (FCT), a Prova de Aptidão Profissional (PAP) e as restantes componentes curriculares.
Cursos de Educação e Formação (CEF)
As atividades devem contribuir para o desenvolvimento das competências pessoais, sociais, escolares e profissionais previstas no percurso formativo.
Cursos EFA
As visitas de estudo devem adequar-se às características do grupo de formandos/as, contribuindo para o desenvolvimento das competências previstas no respetivo percurso de qualificação.
5. Avaliação da atividade
Após a realização da visita de estudo, podem ser adotados mecanismos de avaliação e reflexão sobre os resultados alcançados, permitindo aferir o seu contributo para as aprendizagens e objetivos definidos.
Nota Legal
Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho;
Portaria n.º 413/99, de 8 de junho (Seguro Escolar).
A renovação utiliza dados previamente registados?AGSE · Carreira e Formação
A aplicação de renovação pode apresentar dados previamente registados, de acordo com a configuração e as instruções do procedimento anual. Esse preenchimento prévio não dispensa o docente de confirmar, atualizar e submeter os dados exigidos para o novo ano.
Na Mobilidade por Motivo de Doença, a renovação pressupõe a manutenção das condições legalmente relevantes. O Decreto-Lei n.º 41/2022 prevê a duração de um ano escolar e a possibilidade de renovação nos termos do artigo 10.º, devendo os elementos necessários ser verificados no procedimento aplicável.
O docente deve:
- confirmar os dados pessoais, profissionais e da colocação;
- verificar se o fundamento médico e os documentos continuam válidos ou se é exigida nova prova;
- corrigir qualquer dado pré-preenchido que esteja desatualizado;
- ler a declaração final e guardar o comprovativo da submissão.
A mera apresentação automática de um dado não significa que ele esteja juridicamente validado para o novo procedimento. Se a aplicação não permitir corrigir um elemento essencial, deve ser contactada a entidade responsável dentro do prazo.
Base legal e fonte oficial
-
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho — regime consolidado da MPD , em especial o artigo 10.º.
- As regras de migração de dados, documentos e prazos são definidas na nota informativa e na aplicação da DGAE do respetivo ano.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Como proceder quando o/a trabalhador/a denuncia o contrato sem cumprir o prazo de aviso prévio legalmente exigido?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando o/a trabalhador/a denuncia o contrato sem cumprir o prazo de aviso prévio legalmente previsto, deve ser emitida uma Guia de Receita do Estado – Pessoal (REP), nas aplicações locais, correspondente ao montante a indemnizar ao Estado pelo incumprimento daquele prazo.
Caso sejam igualmente identificados montantes pagos indevidamente ao/à trabalhador/a, deve ser emitida a respetiva guia de reposição, de acordo com os procedimentos legalmente aplicáveis.
Qual é o prazo do período experimental e como pode o trabalhador denunciar o contrato?AGSE · Carreira e Formação
O período experimental e o prazo de aviso prévio para denunciar o contrato são questões diferentes.
Durante o período experimental, o trabalhador pode denunciar o contrato sem aviso prévio, sem necessidade de invocar justa causa e sem indemnização, nos termos do artigo 47.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP). Portanto, não existe um “prazo de 30 dias para denunciar” como condição para usar esse direito: a denúncia pode ser feita enquanto o período experimental estiver a decorrer.
Se a denúncia ocorrer depois do período experimental, aplicam-se, em regra, os prazos do artigo 49.º, n.º 2, da LTFP:
- 30 dias quando o contrato a termo certo tenha duração igual ou superior a seis meses, ou quando o contrato a termo incerto tenha previsão de duração superior a seis meses;
- 15 dias nos restantes contratos a termo abrangidos pela norma.
A contagem do período experimental começa com o início da prestação do trabalho e exclui, nos termos do artigo 50.º, os dias de ausência, licença, dispensa ou suspensão do contrato. A duração concreta do período experimental deve ser confirmada segundo a modalidade contratual e as funções.
Base legal e fonte oficial
-
Lei n.º 35/2014 — LTFP, artigos 47.º a 51.º .
- O artigo 47.º regula a denúncia durante o período experimental; o artigo 49.º regula a denúncia posterior; o artigo 50.º regula a contagem.
Verificação jurídica: 26/09/2026.
Candidaturas da Rede de Bibliotecas EscolaresEduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A candidatura à Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) não segue um único formulário permanente para todas as iniciativas. O procedimento depende do programa, do aviso ou do regulamento que esteja aberto no ano em causa.
A escola deve consultar a página oficial de candidaturas da RBE e, antes de submeter o pedido, confirmar:
- quem pode candidatar-se;
- se a candidatura é apresentada pelo agrupamento, escola não agrupada, biblioteca ou outra entidade;
- o prazo e o canal de submissão;
- os documentos e declarações exigidos;
- os critérios de elegibilidade, seleção e financiamento;
- as obrigações de execução, reporte e divulgação que resultem do aviso.
Não é seguro afirmar que todos os programas apresentados na página estão sempre abertos ou que utilizam os mesmos critérios. Uma candidatura só deve ser preparada com base no aviso/regulamento da edição concreta. Quando o aviso exigir aprovação ou compromisso do diretor, essa decisão deve ficar documentada nos termos das regras internas da escola.
Base legal e fontes oficiais
A página de candidaturas e o regulamento/aviso de cada iniciativa da
Rede de Bibliotecas Escolares são a fonte imediata para saber se existe candidatura aberta e quais os requisitos aplicáveis.
-
Rede de Bibliotecas Escolares — candidaturas .
O enquadramento geral da rede de bibliotecas escolares não substitui o aviso específico. Se a pergunta disser respeito a financiamento, aquisição de equipamentos, redes concelhias ou outro programa determinado, é necessário identificar a edição e ler as respetivas regras antes de concluir.
Que ferramentas digitais podem suportar o trabalho colaborativo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Podem ser usadas ferramentas como Microsoft Teams, OneNote, SharePoint, Moodle, repositórios partilhados e editores colaborativos de documentos, desde que a escola os disponibilize ou autorize e defina regras de utilização.
A lei não impõe que todas as escolas usem uma plataforma específica. O Decreto-Lei n.º 55/2018, artigo 21.º, enquadra dinâmicas de trabalho colaborativo entre docentes, mas deixa à escola a concretização da organização pedagógica através dos seus instrumentos de autonomia e das decisões dos órgãos competentes.
Na escolha da ferramenta, a direção e os responsáveis pelos sistemas devem verificar:
- se existe autorização e conta institucional;
- quem pode aceder aos documentos e durante quanto tempo;
- se são tratados dados pessoais de alunos, famílias ou trabalhadores;
- se existem regras de segurança, cópia, partilha e eliminação;
- se a solução é adequada ao projeto educativo, ao regulamento interno e às orientações técnicas do Ministério.
O RGPD e a Lei n.º 58/2019 continuam aplicáveis. Uma ferramenta com funcionalidades de inteligência artificial também não fica automaticamente autorizada para dados escolares: a escola deve avaliar a finalidade, os acessos, o fornecedor e os riscos antes de inserir informação identificável.
Base legal e fontes oficiais
-
Decreto-Lei n.º 55/2018, artigo 21.º — dinâmicas de trabalho colaborativo .
-
Lei n.º 58/2019 — execução do RGPD em Portugal .
-
Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD .
A plataforma concreta deve ser confirmada nas orientações internas da escola e nas instruções do respetivo serviço de TIC.
Quanto tempo permanece uma escola no grupo TEIP4 em que foi integrada?EduQA · Administração e Gestão Escolar
As escolas permanecem no respetivo grupo por um período de três anos letivos.
Base legal
Despacho n.º 7798/2023, artigo 4.º, n.º 3
Como se processa a abertura de turmas de Formação de Adultos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A abertura de turmas de Formação de Adultos depende da identificação das necessidades de qualificação da população adulta e do cumprimento dos requisitos pedagógicos, organizacionais e de funcionamento aplicáveis à oferta formativa.
1. Diagnóstico e planeamento da oferta
A entidade promotora deve identificar:
As necessidades de qualificação da população adulta do território;
O perfil dos potenciais formandos;
A adequação da oferta às qualificações disponíveis;
A capacidade para assegurar os recursos humanos, pedagógicos e materiais necessários.
O diagnóstico efetuado deve fundamentar a necessidade de abertura da turma.
2. Apresentação do pedido
A entidade promotora deve formalizar o pedido de abertura da turma, apresentando, designadamente:
A estrutura da oferta formativa;
O número previsto de formandos;
A calendarização da formação;
A equipa técnico-pedagógica;
As instalações e recursos disponíveis.
3. Análise técnico-pedagógica
O pedido é apreciado com vista à verificação de:
Adequação da oferta às necessidades identificadas;
Conformidade com os referenciais de qualificação aplicáveis;
Existência dos recursos necessários ao desenvolvimento da formação;
Cumprimento dos requisitos legais e pedagógicos aplicáveis.
Sempre que aplicável, pode existir articulação com as entidades responsáveis pela gestão da oferta educativa e formativa.
4. Decisão
Na sequência da análise efetuada, a entidade competente pode:
Autorizar a abertura da turma;
Solicitar elementos ou ajustamentos adicionais;
Indeferir o pedido, quando não estejam reunidas as condições exigidas.
5. Registo e acompanhamento
Após autorização, a turma deve:
Ser registada nos sistemas de informação aplicáveis;
Ser acompanhada pelas entidades competentes;
Cumprir os procedimentos de avaliação, monitorização e certificação previstos para a oferta formativa em causa.
O objetivo deste regime é garantir que a Formação de Adultos responde às necessidades de qualificação identificadas, assegurando qualidade pedagógica, pertinência da oferta e equidade territorial.
Nota Legal
Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro;
Declaração de Retificação n.º 9/2022, de 14 de março.
Quais são os requisitos para que o docente possa continuar a trabalhar após os 70 anos?AGSE · Carreira e Formação
A continuação de exercício de funções depende da verificação cumulativa das seguintes condições:
Existência de interesse público excecional devidamente fundamentado;
Requerimento do docente, manifestando expressamente a vontade de se manter no exercício das mesmas funções públicas;
Envio do requerimento ao órgão de administração e gestão, com antecedência de pelo menos seis meses relativamente à data em que completa 70 anos;
Despacho (prévio) dos membros do Governo responsáveis pela área da Educação e dos membros do Governo responsáveis das áreas das Finanças e Administração Pública.
Base legal:
N.ºs 1 e 2 do artigo 294.º-A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (versão consolidada);
N.ºs 1 e 4 do artigo 78.º do Estatuto da Aposentação (versão consolidada).
Os relatórios de avaliação externa de cada escola são públicos?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Em regra, os relatórios de escola da avaliação externa que a IGEC publica no respetivo ciclo podem ser consultados no sítio oficial da avaliação externa. A publicação, o formato e o momento dependem do ciclo de avaliação e do modelo em vigor.
A publicidade dos resultados deve ser lida com a proteção de dados pessoais. O relatório institucional não autoriza a divulgação de dados pessoais desnecessários de alunos, famílias ou trabalhadores. Por isso, não se deve concluir que todos os documentos de trabalho, anexos, notas internas ou evidências recolhidas durante a avaliação sejam públicos.
Para verificar um relatório concreto, deve procurar-se o agrupamento ou a escola no portal da IGEC e confirmar o ciclo de avaliação. Se não existir relatório publicado, isso pode resultar de a escola ainda não ter sido avaliada nesse ciclo, de o documento estar noutro espaço oficial ou de a publicação depender do calendário da atividade. Não é seguro afirmar, sem essa verificação, que houve omissão ou que o relatório deixou de existir.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 31/2002 — artigo 16.º e regime de avaliação do sistema educativo .
-
IGEC — Avaliação Externa das Escolas .
-
IGEC — Quadro de referência da avaliação externa .
-
Lei n.º 58/2019 — proteção de dados pessoais .
A resposta sobre uma escola determinada deve indicar o nome do AE/EnA e o ciclo de avaliação pesquisado.
O(A) docente pode manter-se na EPERP caso obtenha nova colocação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. A aceitação de colocação em AE/EnA ou QZP diferente do lugar de origem implica a apresentação no novo local e a consequente cessação de funções na EPERP.
Nota legal
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março;
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio;
Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio.
Como posso requisitar manuais escolares adaptados (digital, braille ou figuras em relevo)?EduQA · Inclusão
A requisição online de manuais escolares adaptados em formato digital ou braille é efetuada na plataforma GesEdu, no Módulo SIME – MEGA, no separador Manuais Adaptados.
Aceda à plataforma GesEdu com as credenciais habituais da Unidade Orgânica.
No Módulo SIME – MEGA, selecione o separador Manuais Adaptados.
Submeta a requisição do(s) manual(is) adaptado(s), conforme a necessidade (formato digital, braille ou figuras em relevo).
Antes de iniciar a requisição, a escola deve confirmar que o aluno está devidamente matriculado para o ano letivo aplicável.
GesEdu (Módulo SIME – MEGA).
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, artigo 28.º, n.º 2, alínea b), (enunciados em formatos acessíveis, incluindo braille e digital).
Em que condições pode ser efetuada a permuta de disciplinas?EduQA · Currículo e Qualificações
A permuta pode abranger uma disciplina bienal e/ou uma disciplina anual da componente de formação específica, substituída(s) por disciplina(s) correspondente(s) de outro curso científico-humanístico, desde que:
seja assegurada a realização de uma disciplina bienal e de uma disciplina anual da natureza do curso frequentado;
da permuta não resulte a frequência de disciplinas equivalentes, ou que abranjam parte dos mesmos conteúdos de outras disciplinas da mesma área do saber do plano curricular do curso frequentado.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual (Artigo 16.º)
Que direitos têm os alunos em ensino doméstico matriculados em escolas da rede pública?EduQA · Currículo e Qualificações
Os alunos matriculados em escolas da rede pública têm direito a: - gratuitidade e reutilização de manuais escolares adotados pela escola de matrícula, - ação social escolar, - atividades de enriquecimento curricular, - seguro escolar, - utilização do centro de recursos educativos e da biblioteca da escola de matrícula quando no protocolo de colaboração conste essa possibilidade.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. Matrícula e Procedimentos em Ensino Doméstico
O que deve ser validado para o deferimento de um pedido de acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
A validação de um pedido de acumulação não se reduz ao preenchimento do campo 6 da aplicação SIGRHE. Esse campo é uma operação da plataforma; a decisão tem de respeitar os pressupostos legais e os elementos efetivamente apresentados.
O requerimento deve indicar, entre outros elementos, o local da atividade, o horário, a remuneração, a natureza e o conteúdo da atividade, a inexistência de conflito e, quando aplicável, o manifesto interesse público. Deve ser junto o horário distribuído no estabelecimento onde o docente pretende acumular, com indicação das componentes letiva e não letiva.
A escola onde o docente exerce a atividade principal verifica a conformidade do pedido e envia-o à DGAE. A autorização prévia compete ao diretor-geral da Administração Escolar, salvo as exceções previstas na lei. A direção deve, por isso, analisar os horários oficiais, assinados ou validados pela entidade competente, a compatibilidade dos períodos, as deslocações, a ausência de sobreposição e os limites aplicáveis.
Para a acumulação de funções docentes prevista no artigo 3.º, n.º 2, da Portaria n.º 814/2005, na redação da Portaria n.º 188-G/2024, o limite geral é de até 10 horas letivas semanais e não mais de 6 horas letivas consecutivas, sem prejuízo das situações especiais previstas na própria portaria e noutras normas.
Base legal
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Portaria n.º 188-G/2024/1 — alteração do regime de acumulação; artigos 3.º e 5.º da Portaria n.º 814/2005 .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 111.º .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 23.º .
O limite de horas não dispensa a autorização prévia nem transforma um pedido incompleto em pedido deferido. A escola deve conservar no processo os horários e os elementos que fundamentaram a verificação.
Qual a duração mínima de um contrato a termo resolutivo?AGSE · Carreira e Formação
A duração mínima de um contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo é de 30 dias, incluindo o período correspondente a 2 dias úteis de férias.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio (DR) , artigo 42.º, n.os 1 e 8 a 11 (duração mínima de 30 dias, limite temporal e contratos de substituição).
Verificação no Diário da República em 09-09-2026: o artigo 42.º foi consultado na redação atualmente publicada; a duração concreta depende do fundamento e da colocação.
Que medidas se aplicam aos alunos estrangeiros, recém-integrados no ensino secundário, cuja língua materna eou de escolarização não é o Português?EduQA · Currículo e Qualificações
Aos alunos recém-integrados no ensino secundário, provenientes de sistemas de ensino estrangeiros, cuja língua materna e/ou de escolarização não é o Português, e que no seu percurso escolar apenas estudaram uma língua estrangeira, aplica-se o seguinte:
a) Reconhecimento da língua materna do aluno;
b) Reforço da aprendizagem do Português, designadamente como PLNM;
c) Dispensa da obrigatoriedade de iniciar uma segunda língua estrangeira, visando o reforço previsto na alínea anterior;
d) Continuidade da aprendizagem da língua estrangeira do sistema de ensino de origem do aluno (LE I), desde que esta seja oferecida no sistema educativo português;
e) Possibilidade de o aluno iniciar, no 10.º ano de escolaridade, uma nova língua estrangeira (LE II), desde que esta não coincida com a sua língua materna e/ou de escolarização.
Base legal:
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua atual redação (artigo 12.º).
Quais as implicações da denúncia do contrato fora do período experimental?AGSE · Carreira e Formação
Nos contratos abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, a denúncia pelo candidato fora do período experimental impede a celebração de qualquer outro contrato ao abrigo desse decreto-lei no mesmo ano escolar. É essa a consequência específica do artigo 45.º, n.º 4.
A regra não deve ser alargada sem base legal a todos os contratos de trabalho ou a qualquer emprego público. O efeito indicado é o que resulta do regime de gestão e recrutamento do pessoal docente abrangido pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
A situação é diferente quando a denúncia ocorre durante o período experimental: o artigo 45.º, n.º 3, prevê impedimentos próprios, incluindo o regresso à reserva de recrutamento e outra colocação no mesmo AE/EnA no mesmo ano escolar, além do efeito relativo à mudança de índice.
A escola deve registar a denúncia e comunicar o efeito aplicável pela via prevista para o procedimento. Em caso concreto, devem ser confirmados o tipo de contrato, a data da denúncia, o período experimental e o aviso/instruções da DGAE aplicáveis.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigo 45.º, n.os 1 a 4 .
A que está sujeita a frequência no ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
A frequência do ensino básico geral e dos cursos científico-humanísticos, no regime do ensino individual está sujeita a: Matrícula; Renovação da matrícula; Celebração de um protocolo de colaboração entre a escola de matrícula e o encarregado de educação.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
O que é o ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O ensino doméstico é um regime de ensino em que o currículo é lecionado no domicílio do aluno por um familiar ou por uma pessoa que com ele habite.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro
É necessário celebrar um protocolo de colaboração para a frequência em Ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A frequência no ensino individual está sujeita à celebração de um protocolo de colaboração entre a escola de matrícula e o encarregado de educação do aluno.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
As escolas têm de integrar os seus sistemas de informação com o SIGO?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. Para a emissão em suporte eletrónico, deve ser implementada a articulação dos sistemas de informação das escolas com o SIGO.
Base legal:
Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — artigo 3.º, n.º 8
Quantas horas de formação são atualmente exigidas aos docentes abrangidos pela recuperação?Radar Escolar · Carreira e Formação
Como posso articular horários letivos com os treinos do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No ciclo 2026-2028, os tempos letivos atribuídos ao responsável por um grupo-equipa do Desporto Escolar têm de ser inscritos no horário do professor e destinam-se integralmente a sessões efetivas de prática ou treino. A direção deve articular esses tempos com o horário do docente e com o funcionamento do AE/EnA, assegurando o registo e controlo da assiduidade de professores e alunos.
Não há uma dispensa genérica para retirar alunos de qualquer aula curricular. Os treinos e atividades devem ser organizados dentro do programa aprovado, dos horários definidos e dos regulamentos específicos da modalidade. Um conflito pontual deve ser comunicado ao responsável pelo grupo-equipa e ao coordenador do Desporto Escolar para ser resolvido com a direção; não deve ser tratado por acordo informal que prejudique a atividade curricular ou desrespeite o horário.
As afetações previstas para 2026-2028 são, entre outras: 3 tempos para atividades multidesportivas intraescolares regulares; 3 tempos para um grupo-equipa «DE Competição»; 6 tempos para «DE Competição+»; até 6 tempos para projetos especiais; 3 tempos para «DE Comunidade»; e até 6 tempos para professor de um CFDDE, acumuláveis com os anteriores quando a norma o permita.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — normas do Desporto Escolar 2026-2028, pontos 3 a 5 .
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro — enquadramento do Desporto Escolar .
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018 — organização dos horários .
Os horários concretos e os requisitos de constituição do grupo-equipa devem ser conferidos no Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e no regulamento específico da modalidade.
Como posso aceder à plataforma e-processos?EduQA · Carreira e Formação
Deverá aceder ao site www.ccpfc.uminho.pt. e entrar onde diz "Aceda à plataforma de submissão de processos a acreditação".
Para o efeito, deve ir à zona de “SAIBA MAIS, ligações rápidas”, onde verá quatro opções. Escolha a opção “E-PROCESSOS” e clique onde diz “Aceda à plataforma de submissão de processos a acreditação”.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro.
Há normas técnicas específicas para a construção ou adaptação de escolas no Ensino Particular e Cooperativo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. Uma escola particular ou cooperativa não fica dispensada das regras técnicas gerais de construção, segurança, acessibilidade e utilização dos edifícios. A norma aplicável depende do nível de educação/ensino, do tipo de obra, da utilização do edifício e do procedimento de autorização ou licenciamento.
Na preparação de uma obra, devem ser verificados, pelo menos:
- as regras urbanísticas e o procedimento de controlo prévio da operação urbanística;
- a segurança contra incêndio em edifícios;
- as normas de acessibilidade;
- os critérios técnicos específicos aplicáveis aos espaços de educação pré-escolar e aos estabelecimentos de ensino;
- as condições de autorização e funcionamento do estabelecimento previstas no regime do ensino particular e cooperativo.
O Despacho Conjunto n.º 268/97 contém critérios para instalações destinadas à educação pré-escolar. O Despacho Normativo n.º 27/99 contém critérios técnicos para instalações de estabelecimentos de ensino. Estes diplomas não substituem as regras atuais de urbanismo, segurança contra incêndio, acessibilidade ou as exigências do projeto concreto.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Conjunto n.º 268/97 — critérios para instalações de educação pré-escolar .
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Despacho Normativo n.º 27/99 — requisitos técnicos de instalações escolares .
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Decreto-Lei n.º 220/2008 — segurança contra incêndio em edifícios .
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Decreto-Lei n.º 163/2006 — acessibilidade .
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Decreto-Lei n.º 555/99 — regime jurídico da urbanização e edificação .
Para decidir uma obra concreta é indispensável confirmar o projeto, a entidade licenciadora e a entidade educativa competente; a ficha não substitui a apreciação técnica ou administrativa.
Existe crédito horário específico para o PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. As escolas podem gerir o crédito horário para o PEBI e outras ofertas, de acordo com a legislação em vigor.
Base legal:
Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, na sua redação atual.
Como se estruturam os CCH?EduQA · Currículo e Qualificações
Os planos curriculares destes cursos estão organizados em matrizes curriculares-base e integram uma componente de formação geral, que visa contribuir para a construção da identidade pessoal, social e cultural dos alunos; e uma componente de formação específica, que visa proporcionar uma formação científica consistente no domínio do respetivo curso. Estes planos integram, ainda, a Educação Moral e Religiosa como componente de oferta obrigatória e de frequência facultativa.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual
Os conservatórios e escolas de ensino artístico privado também têm de usar o SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A resposta não deve ser dada como um «sim» absoluto para toda e qualquer atividade de um conservatório ou de uma escola privada de ensino artístico. O uso do SIGO depende da oferta, do regime de certificação e das operações que a regulamentação e as instruções administrativas sujeitam a esse sistema.
Quando a escola ministra uma oferta de ensino artístico especializado abrangida pelo regime de avaliação, certificação e emissão de diplomas aplicável, deve utilizar os módulos e procedimentos SIGO exigidos para essa oferta. A entidade deve manter os registos dos alunos, cursos, classificações e certificados de acordo com as normas aplicáveis e com as instruções atuais do serviço responsável.
A Portaria n.º 229-A/2018 regula aspetos curriculares, de avaliação e certificação do ensino artístico especializado, incluindo o ensino particular e cooperativo. A Portaria n.º 194/2021 regula modelos e procedimentos de certificados e diplomas. A aplicação concreta deve ser confirmada nas instruções SIGO em vigor; não é seguro extrapolar uma regra de um curso para todas as atividades da instituição.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 229-A/2018 — ensino artístico especializado .
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Portaria n.º 194/2021 — certificados e diplomas .
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SIGO — informação e serviços oficiais da educação .
A escola deve confirmar a oferta concreta, a natureza da entidade e a instrução anual do SIGO antes de concluir se uma operação específica é obrigatória.
É obrigatória a transição das contas da banca comercial para o IGCP?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Qual a penalização aplicada quando um/a docente contratado/a não aceita a colocação ou não se apresenta, no âmbito da contratação inicial, reserva de recrutamento ou contratação de escola?AGSE · Carreira e Formação
A não aceitação da colocação ou a não apresentação determina:
A anulação da colocação obtida;
A impossibilidade de o/a docente ser novamente colocado/a em exercício de funções docentes, nesse ano escolar, através dos procedimentos concursais previstos, após audição escrita do/a candidato/a, caso este/a o solicite no prazo de 48 horas.
Base legal:
Artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio
Em que condições podem as escolas funcionar temporariamente em edifícios alternativos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O funcionamento de estabelecimentos de educação pré‑escolar ou escolas do ensino básico e secundário em edifícios alternativos só é permitido em situações excecionais e devidamente fundamentadas, quando as instalações habituais não oferecem condições adequadas ou seguras para o normal desenvolvimento das atividades educativas.
A utilização de edifícios alternativos exige:
1. Pedido formal do Agrupamento de Escolas (AE)
O AE deve apresentar um pedido à DGEstE explicando:
o motivo da utilização do edifício alternativo (ex.: obras de requalificação, situações de emergência, danos estruturais, riscos de segurança, motivos de força maior);
a duração prevista da transferência;
as medidas tomadas para garantir a continuidade pedagógica e de segurança.
2. Parecer obrigatório da Câmara Municipal (CM)
A CM deve pronunciar‑se sobre:
a adequação do edifício alternativo ao funcionamento educativo;
as condições logísticas (transportes, refeições, horários);
a articulação com a rede educativa local.
3. Verificação das condições técnicas e de segurança
O edifício alternativo deve cumprir requisitos essenciais, nomeadamente:
segurança estrutural e condições gerais de habitabilidade;
Segurança Contra Incêndios em Edifícios (SCIE);
instalações elétricas e de gás conformes às normas;
acessibilidade;
espaços adequados às atividades letivas e não letivas.
4. Vistoria da entidade responsável
Sempre que necessário, são realizadas vistorias para confirmar:
se o espaço é adequado às atividades educativas;
se cumpre normas básicas de segurança e funcionamento;
a sua compatibilidade com a lotação prevista.
5. Autorização excecional do Ministério da Educação, Ciência e Inovação
A decisão final depende de autorização expressa do membro do Governo responsável pela área da educação, com base no parecer técnico da AGSE.
O funcionamento em edifícios alternativos tem natureza estritamente temporária e deve cessar logo que o edifício principal reúna novamente condições de utilização.
O que acontece após o início da fase de validação pelo AE/EnA?AGSE · Carreira e Formação
Após o início da fase de validação pelo AE/EnA, os pedidos submetidos ficam disponíveis para análise e validação pela entidade competente.
A partir desse momento, deixa de ser possível proceder à reversão do pedido ou à eliminação do relatório médico associado.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na sua redação atual.
Os 20 pontos de crédito da FCT são adicionais às 600 horas de FCT?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Os 20 pontos de crédito não estão correlacionados com carga horária, pelo que não acrescem nem são subtraídos à carga horária da FCT.
A carga horária da Formação em Contexto de Trabalho mantémse dentro dos limites legalmente definidos para os Cursos Profissionais. O número de pontos de crédito constituem um “referencial” independente do número de horas.
Base legal:
Portaria n.º 47/2017, de 1 de fevereiro
DecretoLei n.º 55/2018, de 6 de julho
É possível emitir um certificado escolar ou profissional fora do SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Depende do tipo de certificado, da oferta e do regime de certificação. Não é juridicamente seguro responder «sim» ou «não» para todos os certificados escolares e profissionais.
Nas ofertas em que a lei determina a emissão ou o registo através do SIGO, a entidade formadora ou escola deve usar o sistema e os modelos eletrónicos aplicáveis. É o caso de regimes de certificação regulados, entre outros, pelas Portarias n.os 66/2022, 86/2022 e 211/2011, nos termos e para as ofertas abrangidas por cada diploma.
Isto não significa que qualquer declaração emitida pela escola — por exemplo, uma declaração de matrícula, frequência, aproveitamento ou outro documento administrativo — seja automaticamente um certificado SIGO. Para saber o procedimento correto é necessário identificar a oferta, a finalidade do documento e o modelo legal aplicável. Não se deve emitir fora do SIGO um certificado que a regulamentação sujeite ao sistema, nem usar o SIGO para substituir documentos escolares que tenham modelo próprio.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 66/2022 — certificados de competências .
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Portaria n.º 86/2022 — certificação de ofertas EFA .
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Portaria n.º 211/2011 — certificados profissionais .
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SIGO — informação oficial .
A disciplina de PLNM substitui sempre a disciplina de Português?EduQA · Currículo e Qualificações
Não, a substituição é aplicável apenas aos alunos posicionados no nível zero e nos níveis A1, A2 e B1 de proficiência linguística.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua atual redação Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março
Quando deve ser elaborado um aditamento para transição de nível remuneratório?AGSE · Carreira e Formação
O aditamento só deve ser elaborado depois de estarem verificados os pressupostos legais da transição e de existir decisão/validação no procedimento aplicável. O simples decurso do tempo ou a indicação informal do docente não substitui essa verificação.
No regime do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, o docente contratado passa para o índice 188 quando completa 1460 dias de serviço e cumpre cumulativamente os requisitos de avaliação mínima de Bom nos dois últimos anos escolares e formação contínua com aproveitamento de, pelo menos, 50 horas. Para o índice 205 são exigidos 2920 dias e, além da avaliação e da formação, o requisito de observação de aulas.
Depois da validação do posicionamento na aplicação disponibilizada pela DGAE, a escola deve elaborar o aditamento com o nível remuneratório e a data de efeitos que resultem da decisão e das instruções aplicáveis. O aditamento deve corresponder ao contrato e ao horário efetivamente em vigor; não deve criar retroativamente um direito que não tenha sido reconhecido.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigo 44.º, n.os 1 a 6 .
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DGAE — informação e instruções de recursos humanos .
A validação da aplicação é um passo administrativo do procedimento; os requisitos materiais resultam do artigo 44.º e da documentação que o docente apresenta.
Como pode ser formalizado o pedido de permuta de disciplinas?EduQA · Currículo e Qualificações
A adoção de um percurso formativo próprio, através da permuta de disciplinas, é feita mediante requerimento do encarregado de educação ou do aluno, quando maior de idade, dirigido ao diretor da escola.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual (Artigo 16.º)
Em que condições se pode avaliar um aluno com classificação num único período?EduQA · Currículo e Qualificações
Sempre que, por falta de assiduidade motivada por doença prolongada, ou por impedimento legal devidamente comprovado, o aluno frequentar as aulas durante um único período letivo, fica sujeito à realização de uma prova extraordinária de avaliação (PEA) em cada disciplina, exceto naquelas em que realizar, no ano curricular em causa, de acordo com o seu plano curricular, exame final nacional constante no anexo IX da Portaria nº 226-A/2018, de 07 de agosto, na sua redação atual. Estas condições aplicam-se também aos alunos titulares de habilitações estrangeiras a quem, por ingresso tardio no sistema de ensino português, apenas tenha sido possível a atribuição de classificação num só período letivo.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual
Como devo proceder se as habilitações do responsável educativo forem obtidas no estrangeiro?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Quando as habilitações académicas do responsável educativo tenham sido obtidas no estrangeiro, o respetivo grau ou diploma deve ser objeto de reconhecimento em Portugal nos termos legalmente aplicáveis.
No ensino doméstico, o responsável educativo deve possuir, pelo menos, o grau de licenciatura. Quando esse grau tenha sido obtido no estrangeiro, deve ser apresentado o respetivo reconhecimento em Portugal.
No ensino individual, o responsável educativo e os demais docentes responsáveis pelo desenvolvimento do currículo devem estar habilitados para a docência. Por isso, o simples reconhecimento de um grau académico estrangeiro pode não ser suficiente para comprovar a habilitação profissional exigida.
O
Decreto-Lei n.º 66/2018, de 16 de agosto — Diário da República prevê reconhecimento automático, de nível e específico. A modalidade adequada depende do grau ou diploma e da finalidade do reconhecimento.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigo 16.º — Diário da República , na redação atual;
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Decreto-Lei n.º 66/2018, de 16 de agosto — Diário da República .
**Validação Radar:** conteúdo editorial do Radar Escolar, validado em 7 de setembro de 2026.
Avaliação e certificação de manuais escolaresEduQA · Currículo e Qualificações
Resumo prático
A avaliação e certificação de manuais escolares corresponde ao processo que permite verificar a qualidade científica e pedagógica dos manuais, a sua conformidade com os documentos curriculares e a sua adequação ao ensino e ao sucesso educativo.
Este procedimento envolve entidades avaliadoras acreditadas, autores, editores ou outras entidades legalmente habilitadas, sendo a decisão final homologada pelo EduQA, I.P..
Quem está abrangido
Autores, editores e outras entidades legalmente habilitadas à submissão de manuais escolares;
Entidades avaliadoras acreditadas responsáveis pela avaliação científico-pedagógica;
Equipas científico-pedagógicas das entidades acreditadas;
Comissões de avaliação, quando constituídas excecionalmente;
EduQA, I.P., no âmbito da publicitação, acompanhamento do processo e homologação dos resultados;
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, quando estejam em causa manuais em uso ou novas adoções decorrentes dos resultados da avaliação.
Regime legal base
Lei n. º 47/2006, de 28 de Agosto, na sua redação atual;
Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de Janeiro, na sua redação atual;
Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio, na sua redação atual;
Despacho n.º 3026/2024, de 21 de março.
Regras aplicáveis
A avaliação e certificação de manuais escolares visa assegurar a qualidade científica e pedagógica, a conformidade com os documentos curriculares e a adequação ao ensino e ao sucesso educativo.
Podem submeter manuais escolares os autores, editores e outras entidades legalmente habilitadas.
A avaliação é realizada por equipas científico-pedagógicas de entidades acreditadas e, excecionalmente, por comissões de avaliação.
Os editores escolhem a entidade avaliadora responsável pelo procedimento de avaliação.
O EduQA, I.P. deve ser informado através do SIME - Sistema de Informação de Manuais Escolares.
Os prazos e custos do procedimento são definidos com a entidade avaliadora, nos termos aplicáveis.
O processo deve integrar a declaração da entidade avaliadora com o resultado da avaliação e a declaração do editor que assegura a conformidade do manual e a integração das correções necessárias.
A decisão final relativa à certificação é homologada pelo EduQA, I.P..
Os resultados da avaliação são publicados pelo EduQA, I.P..
Durante a avaliação podem ser emitidas recomendações obrigatórias, indispensáveis para a certificação, e sugestões de carácter opcional.
A não implementação das alterações obrigatórias pode impedir a certificação do manual escolar.
Após a homologação, não são permitidas alterações ao manual, salvo correções formais comunicadas ao EduQA, I.P..
Antes da comercialização, deve ser entregue ao EduQA, I.P. um exemplar final do manual escolar, com todas as correções devidamente integradas.
O procedimento de avaliação para certificação obedece a um calendário com a duração máxima de 12 semanas, contado a partir da data de comunicação de aceitação da candidatura.
Casos particulares
Nos manuais novos, o resultado da avaliação pode ser Certificado ou Não certificado.
Nos manuais em uso, o resultado da avaliação pode ser Favorável ou Desfavorável.
Os manuais escolares já adotados podem ser avaliados por decisão governamental.
Os manuais em uso mantêm a vigência inicial de seis anos quando obtenham menção Favorável.
A atribuição de menção Desfavorável implica a cessação da adoção do manual escolar.
Quando exista cessação da adoção, as escolas devem proceder a nova adoção, nos termos aplicáveis.
Não estão sujeitos ao regime de avaliação e certificação, designadamente, os manuais de Educação Física, Educação Artística e Tecnológica, oferta complementar e disciplinas extracurriculares.
Perguntas frequentes associadas
O que é a avaliação e certificação de manuais escolares?
É o procedimento que verifica a qualidade científica e pedagógica dos manuais, a sua conformidade com os documentos curriculares e a sua adequação ao ensino e ao sucesso educativo.
Quem pode submeter manuais escolares para avaliação?
Podem submeter manuais os autores, editores e outras entidades legalmente habilitadas.
Quem realiza a avaliação dos manuais escolares?
A avaliação é realizada por equipas científico-pedagógicas de entidades acreditadas e, excecionalmente, por comissões de avaliação.
Quem homologa a decisão final?
A decisão final é homologada pelo EduQA, I.P..
Quais são os resultados possíveis para manuais novos?
Os manuais novos podem obter o resultado Certificado ou Não certificado.
Quais são os resultados possíveis para manuais em uso?
Os manuais em uso podem obter menção Favorável ou Desfavorável.
O que acontece se um manual em uso tiver menção Desfavorável?
A menção Desfavorável implica a cessação da adoção, devendo as escolas proceder a nova adoção.
Podem ser feitas alterações ao manual após homologação?
Após a homologação, não são permitidas alterações ao manual, salvo correções formais comunicadas ao EduQA, I.P..
Qual é a duração máxima do procedimento de avaliação para certificação?
O processo, no seu conjunto, tem a duração máxima de 12 semanas, a contar da data de comunicação de aceitação da candidatura.
Legislação aplicável
Lei n. º 47/2006, de 28 de agosto, na sua redação atual;
Decreto-Lei n. º 5/2014, de 14 de janeiro, na sua redação atual;
Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio, na sua redação atual;
Despacho n.º 3026/2024, de 21 de março.
Plataformas envolvidas
SIME - Sistema de Informação de Manuais Escolares;
Portal de Apoio Online da EduQA, I.P., para informação complementar e pedidos de esclarecimento.
Entidade competente
EduQA, I.P.;
Entidades avaliadoras acreditadas;
Equipas científico-pedagógicas ou comissões de avaliação, nos termos aplicáveis.
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão – EduQA
Data da última atualização
26/05/2026
O que é o Desporto Escolar e como se articula com a organização do ano letivo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Desporto Escolar é o conjunto de práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo, desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, em regime de liberdade de participação e escolha, integradas no plano de atividades da escola e coordenadas no sistema educativo.
Para o ciclo 2026-2028, o Despacho n.º 8285/2026 organiza a oferta em atividades multidesportivas intraescolares, «DE Competição», «DE Escola+», «DE Comunidade», projetos especiais e Centros de Formação Desportiva. A afetação da componente letiva não é uma tabela genérica de 1 a 6 horas: depende da função concreta. O despacho prevê, nomeadamente, 3 tempos para atividades multidesportivas regulares, 3 para «DE Competição», 6 para «DE Competição+», até 6 para projetos especiais, 3 para «DE Comunidade» e até 6 para docentes de CFDDE, acumuláveis quando a norma o permite.
Os tempos atribuídos ao responsável por grupo-equipa são tempos letivos de prática/treino efetivo, têm de constar do horário e estão sujeitos a registo e controlo de assiduidade pelo diretor. A escola deve integrar o Desporto Escolar no seu plano de atividades e organizar horários, espaços, responsáveis e regulamentos sem confundir a afetação do docente com uma dispensa geral das aulas curriculares.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 8285/2026 — normas de funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028, pontos 1 a 5 .
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Decreto-Lei n.º 95/91 — Desporto Escolar .
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Lei n.º 46/86 — artigo 51.º, n.º 5 .
Quais os prazos para o envio das Requisições de Fundos de Pessoal e Funcionamento?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As requisições de fundos de pessoal e de funcionamento devem ser submetidas dentro dos prazos definidos e comunicados pela AGSE, I. P. no início de cada ano civil.
Como pode uma entidade obter acesso ao SIGO?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O acesso ao SIGO — Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa — depende da existência de um utilizador e de um perfil com as permissões adequadas à entidade e às funcionalidades pretendidas.
Quando a entidade ainda não disponha de acesso, ou necessite de criar ou alterar utilizadores ou perfis, deve seguir o procedimento de acesso e suporte em vigor através dos canais oficiais disponibilizados para o SIGO. A AGSE, I. P., assegura atualmente suporte funcional ao SIGO e disponibiliza o acesso à plataforma através da sua área de Serviços e Plataformas.
Fonte oficial: AGSE —
Serviços e Plataformas / SIGO .
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Quais são as condições de transição e de aprovação no ensino básico?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
A avaliação sumativa dá origem a uma decisão de Transitou ou Não Transitou nos anos não terminais de ciclo e de Aprovado ou Não Aprovado no final de cada ciclo. A retenção é excecional e só deve ser decidida depois de acompanhamento pedagógico e aplicação de medidas de apoio.
Nos anos não terminais, a decisão compete ao professor titular de turma, no 1.º ciclo, e ao conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos.
No final do 1.º ciclo, o aluno não é aprovado quando obtenha Insuficiente em Português, PLNM ou PL2 e em Matemática, ou quando obtenha Insuficiente em Português ou Matemática e, cumulativamente, Insuficiente em duas das restantes disciplinas.
No final do 2.º e 3.º ciclos, não é aprovado quando tenha classificação inferior a nível 3 em Português, PLNM ou PL2 e em Matemática, ou classificação inferior a nível 3 em três ou mais disciplinas. No final do 3.º ciclo, a não realização das provas finais pelos alunos obrigados a realizá-las implica a não aprovação.
Para estes efeitos não são consideradas Educação Moral e Religiosa, Oferta Complementar e, no 1.º ciclo, Apoio ao Estudo. No 1.º ano não há lugar a retenção, salvo situações excecionais relacionadas com o incumprimento do dever de assiduidade.
Base legal:
artigos 31.º e 32.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , na redação atual; nas situações de assiduidade,
artigo 21.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro .
Atualizado com base na legislação oficial —
consulte a fonte oficial .
O que se entende por trabalho colaborativo docente e qual a sua importância?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O trabalho colaborativo docente consiste em planificar, desenvolver, acompanhar e avaliar o trabalho pedagógico em articulação com outros docentes, partilhando recursos, critérios, responsabilidades e reflexão sobre as aprendizagens dos alunos.
O artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 determina que as escolas promovem dinâmicas de trabalho colaborativo, designadamente através de equipas educativas, coadjuvação, projetos interdisciplinares e outras formas de organização pedagógica. O objetivo é adequar o ensino às necessidades dos alunos e promover a melhoria das aprendizagens.
A lei não cria um número uniforme de horas de reunião ou de trabalho colaborativo para todas as escolas. A forma concreta de organização deve ser definida nos instrumentos de autonomia, na distribuição do serviço e nos horários, respeitando o Estatuto da Carreira Docente e as competências dos órgãos da escola. Um documento interno pode prever reuniões, equipas ou momentos de articulação, mas não pode afastar limites legais do horário ou atribuir uma redução letiva sem fundamento legal.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — artigo 21.º .
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Decreto-Lei n.º 75/2008 — autonomia, administração e gestão .
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 76.º a 82.º .
Que tipos de Cursos de Educação e Formação existem?EduQA · Currículo e Qualificações
Existem três tipologias de Cursos de Educação e Formação (CEF) de nível básico, designadas de tipos 1 a 3, diferenciadas pela duração, habilitações de acesso, níveis de qualificação escolar e profissional que conferem e perfil dos destinatários. As tipologias permitem obter, em função do percurso realizado: • o 6.º ou o 9.º anos de escolaridade; • uma qualificação de nível 1, 2 ou 3.
Base legal:
Despacho conjunto n.º 453/2004, de 27 de julho, com a Retificação n.º 1673/2004, de 7 de setembro e com as alterações introduzidas pelo Despacho n.º 12568/2010, de 4 de agosto e pelo Despacho n.º 9752-A/2012, de 18 de julho
Qual o normativo legal que enquadra o ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
A legislação em vigor contempla regimes de ensino que visam dar resposta às famílias que, por razões de mobilidade profissional ou de natureza estritamente pessoal, pretendem assumir uma maior responsabilidade na educação dos seus filhos ou educandos em idade escolar, optando por ensiná-los fora do contexto escolar. Neste âmbito, o Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual, aprova o regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico e define, ainda, as regras e os procedimentos relativos à matrícula e frequência, bem como o processo de acompanhamento e monitorização e de certificação das aprendizagens, tendo em vista o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória . Na concretização dessa opção, garante-se que a organização do currículo prossegue os princípios, visão, valores e áreas de competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, tendo como referência os documentos curriculares em vigor para cada disciplina, ou seja, as aprendizagens essenciais para cada ciclo de escolaridade do ensino básico e para o ensino secundário.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual. Conceito, Destinatários e Âmbito de Aplicação do Ensino Individual
Os alunos com adaptações curriculares significativas têm direito a certificado?EduQA · Inclusão
Sim. Têm direito a certificado e diploma de conclusão da escolaridade.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, art. 30º.
Em que exames finais nacionais se deve inscrever um estudante que pretenda concorrer ao ensino superior em 2026?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O estudante deve distinguir duas finalidades:
1. exames necessários para concluir ou aprovar o ensino secundário, de acordo com o seu percurso;
2. exames que pretende usar como provas de ingresso para os cursos a que se candidata.
Para cada curso e instituição, deve consultar a ficha de candidatura e as provas de ingresso exigidas. A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior publica as correspondências entre provas de ingresso e exames finais nacionais; não existe uma lista única válida para todos os cursos.
Os exames realizados em anos anteriores podem ser utilizáveis nos termos do regime de acesso e do guia anual. Por isso, o candidato deve verificar se dispõe de provas válidas e se pretende melhorar alguma classificação. A inscrição, os prazos, o calendário, a emissão da ficha ENES e o procedimento aplicável devem ser confirmados no Guia Geral de Exames 2026 e nas plataformas oficiais indicadas pela DGE/JNE.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Guia Geral de Exames 2026 .
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DGES — condições de acesso e ingresso no ensino superior .
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DGES — Deliberações sobre provas de ingresso .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 — regulamento das provas e exames .
A resposta concreta depende do curso, instituição, percurso escolar e situação dos exames já realizados.
Existe reavaliação das escolas ao longo do TEIP4?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. No final dos primeiros três anos letivos procede-se à reavaliação dos pressupostos que determinaram a admissão de cada escola ao Programa TEIP4. Em função dessa reavaliação e da existência de alterações, pode ser decidida a continuidade da escola no Programa e/ou a integração de novas escolas.
Existe ainda acompanhamento e monitorização regular dos Planos de Ação, incluindo relatórios de final de ano e, quando se justifique, a reformulação do Plano de Ação.
Base legal: artigo 9.º, n.os 1 e 2, do Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho.
Caso se encontre penalizado/a por incumprimento dos deveres de aceitação e/ou apresentação, como proceder para efetuar audição escrita?AGSE · Carreira e Formação
O candidato deve consultar a notificação e a opção disponibilizada na aplicação SIGRHE para apresentar a audição escrita, expondo os factos e juntando, quando possível, os documentos que demonstrem que o incumprimento não lhe é imputável.
Nos procedimentos em que o aviso da DGAE prevê esse mecanismo, a audição escrita é apresentada eletronicamente no prazo indicado na notificação. No regime aplicado às listas de colocação, a orientação publicada pela DGAE tem previsto o prazo de 48 horas contado a partir do limite do prazo de aceitação ou de apresentação, conforme o incumprimento comunicado. O prazo concreto deve ser confirmado na notificação da aplicação, porque é o aviso/instrução do procedimento que operacionaliza a tramitação.
O artigo 18.º, n.º 1, alínea c), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 prevê que o candidato possa requerer a não produção dos efeitos da penalização, apresentando as razões do incumprimento. A audição não garante deferimento: a entidade competente aprecia os motivos e os documentos e notifica a decisão.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigo 18.º .
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Aviso da DGAE sobre aceitação e apresentação — exemplo de tramitação da audição escrita em 48 horas .
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DGAE — procedimentos e aplicações de recursos humanos .
Não deve ser enviado um texto para um endereço informal se a notificação exigir submissão no SIGRHE; o comprovativo da submissão deve ser guardado.
O que é a Renovação – Situação MPD 2025/2026?AGSE · Carreira e Formação
A expressão «Renovação — Situação MPD» identifica, na aplicação da DGAE, o procedimento destinado a verificar se uma mobilidade por motivo de doença anteriormente concedida pode manter-se no ano escolar seguinte, quando a lei e as instruções anuais o permitam.
A renovação não é uma colocação automática nem substitui a candidatura ou os documentos que o procedimento anual exija. O docente deve confirmar na aplicação:
- se a situação anterior é elegível para renovação;
- se os pressupostos clínicos, familiares, de distância e de colocação continuam verificados;
- quais os documentos e prazos do ano escolar em causa;
- se deve confirmar dados anteriores ou apresentar elementos atualizados.
O regime da mobilidade por motivo de doença consta do Decreto-Lei n.º 41/2022, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 43/2025. A lei e as instruções anuais podem alterar condições e procedimentos; por isso, a indicação «2025/2026» não deve ser reutilizada automaticamente para 2026/2027.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 41/2022 — regime de mobilidade por motivo de doença .
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Decreto-Lei n.º 43/2025 — alteração do regime de mobilidade por motivo de doença .
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DGAE — Mobilidade por Motivo de Doença e instruções anuais .
Para responder a um ano escolar concreto é necessário consultar a aplicação e a nota informativa desse ano.
Caso um contrato esteja a ser finalizado e exista um aditamento associado, devem ambos ser finalizados em simultâneo?AGSE · Carreira e Formação
Não existe uma regra geral que obrigue a finalizar automaticamente o contrato e o aditamento no mesmo momento. É necessário verificar o objeto, as datas e a causa de cada ato.
Um aditamento não é um contrato autónomo desligado do contrato principal: altera ou completa os respetivos termos, por exemplo o número de horas ou a necessidade que o fundamentou. Se o contrato principal terminar, a escola não pode manter o docente apenas com base num aditamento sem existir fundamento contratual e necessidade válidos. Se a necessidade adicional cessar antes, o aditamento pode ter de terminar antes do contrato principal, conforme as datas e o motivo registados.
A direção deve conferir o contrato, o aditamento, a necessidade temporária, as datas de início e fim e a operação disponível no SIGRHE. Quando a aplicação tiver uma instrução específica, essa instrução regula a operação técnica, mas não substitui a validade do contrato nem permite prolongar uma relação sem base legal.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigos 40.º a 45.º, contratos, necessidades e denúncia .
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DGAE — Contratos e Aditamentos e instruções SIGRHE .
Em caso concreto, a resposta depende das datas e do conteúdo do contrato e do aditamento; não deve ser dada uma instrução automática apenas pela existência de uma seta ou campo na aplicação.
Um aluno pode estar matriculado em ensino doméstico em dois sistemas de ensino ao mesmo tempo (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Um aluno não pode estar matriculado em sistemas de ensino diferentes em simultâneo; pode apenas frequentar um sistema de ensino. Deve ainda ser salvaguardado o cumprimento das leis dos respetivos países (de Portugal e de outro país), para evitar que o aluno possa ser considerado em situação de abandono escolar.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Podem ser admitidos ao procedimento concursal candidatos sem formação específica?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. Podem ser admitidos ao procedimento concursal candidatos que não sejam detentores de formação especializada em administração e gestão escolar, desde que se verifiquem as condições legalmente previstas.
Estes candidatos apenas podem ser considerados em caso de inexistência ou insuficiência, por não preenchimento de requisitos legais de admissão ao concurso, de candidatos detentores de habilitação específica, desde que:
Possuam experiência correspondente a, pelo menos, um mandato completo no exercício dos cargos de diretor, subdiretor ou adjunto do diretor, presidente ou vice-presidente do conselho executivo, diretor executivo ou adjunto do diretor executivo ou membro do conselho diretivo e ou executivo;
Possuam experiência de, pelo menos, 3 anos como diretor ou diretor pedagógico de estabelecimento do ensino particular e cooperativo;
Possuam currículo relevante na área da gestão e administração escolar, como tal considerado, em votação secreta, pela maioria dos membros da comissão prevista no n.º 4 do artigo 22.º.
Compete ao Conselho Geral verificar o cumprimento destas condições no âmbito da apreciação das candidaturas.
Base legal:
artigo 21.º, n.º 4, als. b), c) e d), e n.º 5, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
A escola deve suportar a totalidade dos custos se o docente optar por uma solução de viagem mais onerosa?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. Caso o docente opte, por sua iniciativa, por soluções mais onerosas — como voos diretos, companhias específicas ou horários preferenciais — deverá suportar a diferença de custo relativamente à solução base assegurada pela escola, desde que esta lhe tenha disponibilizado uma alternativa conforme ao regime legal.
Nota Legal:
Decreto-Lei n.º 78/2025
No caso de um candidato proceder à denúncia do horário, qual o procedimento a adotar pelo/a diretor/a para selecionar o/a candidato/a seguinte?AGSE · Carreira e Formação
Se a necessidade do horário se mantiver, o diretor deve usar o procedimento disponibilizado na aplicação SIGRHE para dar continuidade ao recrutamento. A opção de duplicação do horário, quando esteja ativa, permite prosseguir a partir da lista ordenada já constituída, respeitando os critérios e a ordenação do procedimento original.
A duplicação não autoriza a escolha livre de qualquer candidato nem dispensa a verificação da habilitação, dos documentos, da aceitação e da apresentação. Se o horário ou a necessidade tiver mudado de forma relevante, ou se a lista já não puder ser utilizada, deve ser seguido o procedimento que a DGAE indicar para a nova necessidade, podendo ser necessária nova publicitação.
A denúncia e o seu efeito no contrato devem ser registados nos termos do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. A escola deve guardar o histórico da seleção e a prova das comunicações efetuadas.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigos 39.º a 45.º .
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DGAE — contratação de escola e aplicações SIGRHE .
A seta ou opção na aplicação é um mecanismo operacional; a obrigação de respeitar a lista e os critérios resulta do regime do recrutamento e da publicitação do procedimento.
Em que consiste a Entrevista de Avaliação de Competências (EAC)?AGSE · Carreira e Formação
A Entrevista de Avaliação de Competências (EAC) é um método de seleção destinado a obter informação sobre comportamentos profissionais diretamente relacionados com as competências consideradas essenciais para o exercício da função. Não é uma conversa informal nem uma apreciação livre sem critérios.
Quando a EAC for utilizada, os parâmetros, a ponderação, a grelha classificativa e o sistema de valoração devem estar definidos antes da publicitação do procedimento e as condições específicas devem constar do aviso. A entrevista deve ser aplicada com base no perfil de competências e nas tarefas do posto de trabalho.
Nos procedimentos de contratação de técnicos especializados para formação, o artigo 40.º, n.os 10 a 12, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 estabelece a EAC como um dos critérios objetivos, com ponderação de 35 %, juntamente com a avaliação do portfólio (30 %) e a experiência profissional (35 %). Noutros procedimentos concursais, a EAC só é usada se o regime e o aviso a previrem.
Base legal
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Portaria n.º 233/2022 — artigos 9.º, 17.º e 20.º .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigo 40.º, n.os 10 a 12 .
O candidato deve consultar o aviso, a ata que fixa os critérios e a notificação da entrevista. A ponderação não pode ser inventada depois de realizada a prova.
O que se entende por horário completo?AGSE · Carreira e Formação
No recrutamento docente, horário completo é o horário que, no momento da colocação, corresponde à totalidade da componente letiva aplicável ao grupo de recrutamento e ao nível de ensino em causa. A qualificação de completo é feita com base no horário colocado; um completamento ou aditamento posterior não transforma retroativamente o horário inicial num horário completo.
Como referência geral do Estatuto da Carreira Docente, a componente letiva semanal é de 25 horas para educadores de infância e docentes do 1.º ciclo e de 22 horas para docentes dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, sem prejuízo de regimes especiais, reduções legalmente previstas, horários compostos ou outras situações reguladas.
O candidato deve verificar o intervalo indicado no aviso e na candidatura. O Decreto-Lei n.º 32-A/2023 distingue, para efeitos de manifestação de preferências, horário completo e horários incompletos e obriga à sequência do completo para o incompleto e do anual para o temporário.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 77.º a 79.º .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — artigo 9.º, n.os 7 a 10 .
Se o horário tiver redução por artigo 79.º, profissionalização, incapacidade ou outro regime especial, deve ser aplicada a norma especial e não uma tabela genérica.
A formação contínua utilizada para progressão tem de cumprir requisitos específicos?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
Sim, mas não basta apresentar qualquer certificado. O artigo 37.º, n.º 2, alínea c), do ECD exige formação contínua ou formação especializada, com aproveitamento, durante pelo menos metade do ciclo avaliativo: em regra, 25 horas no 5.º escalão e 50 horas nos restantes. O artigo 8.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 22/2014 exige ainda que pelo menos 50% incida na dimensão científica e pedagógica e que quatro quintos sejam ações acreditadas pelo CCPFC. A escola deve confirmar a entidade formadora, acreditação/certificação, duração, aproveitamento e adequação da ação.
O regime excecional do artigo 5.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 — 12 horas e 30 minutos no 5.º escalão e 25 horas nos restantes — reporta-se aos docentes que progredissem até 1 de julho de 2025; não é uma regra geral para progressões posteriores.
**Base legal:**
ECD, artigo 37.º ;
Decreto-Lei n.º 22/2014, artigo 8.º ;
Decreto-Lei n.º 48-B/2024, artigo 5.º .
Sim. As ações de formação têm de ser:
acreditadas e creditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC);
reconhecidas e certificadas pelas entidades formadoras, no caso das ações de curta duração;
desenvolvidas no âmbito de programas europeus, quando aplicável, desde que igualmente acreditadas pelo CCPFC.
Base legal:
Artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro (versão consolidada)
A escola pode requerer a prorrogação do prazo fixado na ficha da atividade para o cumprimento de uma recomendação?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Revisão jurídica — 27-09-2026
A escola pode apresentar um pedido fundamentado, mas não existe prorrogação automática. O pedido deve ser dirigido à IGEC ou ao responsável indicado na ficha/roteiro da atividade, antes do termo do prazo, explicando as razões, o trabalho realizado, os obstáculos e o novo prazo proposto. Até existir decisão da entidade competente, mantém-se o prazo fixado e a escola deve continuar a executar a recomendação.
O Decreto-Lei n.º 125/2011 atribui à IGEC competências de inspeção, acompanhamento e avaliação, mas não cria um direito geral a prorrogação. Quem decide, os documentos e os efeitos do pedido dependem da atividade concreta e das suas instruções.
**Base legal e fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 125/2011 ;
IGEC — Avaliação externa e acompanhamento .
Sim.
Avaliação Externa das Escolas
Quando e como são publicadas as classificações (módulos UC, UFCD, FCT e PAP)?EduQA · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
Nos cursos profissionais abrangidos pela Portaria n.º 235-A/2018, a classificação de cada módulo ou UFCD é proposta pelo professor/formador e deliberada pelo conselho de turma. Depois da deliberação, é registada na pauta e nos restantes documentos próprios. A classificação de módulo ou UFCD só é publicitada em pauta quando o aluno obtém pelo menos 10 valores; as classificações da FCT e da PAP são publicitadas depois do último conselho de turma do ciclo de formação. As deliberações são ratificadas pelo órgão de administração e gestão.
«UC» não deve ser tratado como sinónimo universal de «UFCD»: se estiver em causa outra oferta formativa, aplica-se o diploma específico. Podem ser emitidos, a requerimento, comprovativos da conclusão e classificação de disciplinas, módulos, UFCD, FCT ou PAP.
**Base legal:**
Portaria n.º 235-A/2018, artigos 27.º, 38.º e 41.º .
As classificações são registadas em pauta, após deliberação do conselho de turma de avaliação. A classificação de um módulo ou UC/UFCD só é publicada em pauta quando o aluno atinge, nesse módulo/UC/UFCD, no mínimo 10 valores. As classificações da FCT e da PAP são publicadas após o último conselho de turma do ciclo de formação.
As deliberações do conselho de turma relativas às classificações são ratificadas pelo órgão de administração e gestão. Após ratificação, as pautas são afixadas em local apropriado na escola e devem indicar a data de afixação.
Base legal:
Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — artigo 38.º, n.os 1 a 4 e 7
Qual a finalidade das Auditorias administrativas e financeiras e Auditorias orientadas?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Revisão jurídica — 27-09-2026
As auditorias verificam, dentro do objeto definido para a intervenção, se a escola ou serviço atua de forma legal, regular, controlada e documentada. O sistema de controlo interno deve contribuir para a eficiência, salvaguarda dos ativos, prevenção de ilegalidade, fraude e erro, exatidão dos registos contabilísticos, fiabilidade da informação financeira e cumprimento dos limites legais à assunção de encargos.
«Auditoria orientada» identifica normalmente uma intervenção dirigida a um tema ou risco previamente definido no plano da entidade inspetiva. Não significa, por si só, que exista uma infração nem determina automaticamente responsabilidade financeira: as conclusões dependem das evidências e do relatório competente.
**Base legal e fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 192/2015, artigo 9.º ;
IGEC — controlo, auditoria e avaliação .
As auditorias ao SCI, Auditorias administrativas e financeiras e Auditorias orientadas, de conformidade, têm como finalidade avaliar o sistema de controlo interno adotado pelas entidades do setor da Educação que engloba, designadamente, o plano de organização, as políticas, os métodos e os procedimentos de controlo, bem como todos os outros métodos e procedimentos definidos pelos responsáveis que contribuam para assegurar o desenvolvimento das atividades de forma ordenada e eficiente, incluindo a salvaguarda dos ativos, a prevenção e deteção de situações de ilegalidade, fraude e erro, a exatidão e a integridade dos registos contabilísticos e a preparação oportuna de informação orçamental e financeira fiável (cfr. artigo 9.º Decreto-Lei n.º 192/2015, de 11 de setembro, que aprova o Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas (SNC-AP)).
Quais são os critérios de seleção para o concurso?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
Não existe uma grelha universal. Os métodos, critérios, ponderações, fórmulas e desempates têm de constar do aviso e dependem do regime aplicável. Na Portaria n.º 233/2022 podem ser usados, entre outros, prova de conhecimentos, avaliação psicológica, avaliação curricular e Entrevista de Avaliação de Competências (EAC); a portaria fixa limites e ponderações mínimas, mas a percentagem concreta é publicitada no procedimento.
Por isso, não é correto afirmar genericamente que todos os concursos usam 30% de formação, 30% de experiência e 40% de entrevista. Nos concursos de docentes aplica-se o regime próprio do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 e do aviso anual, não uma grelha genérica de recrutamento público.
**Base legal:**
Portaria n.º 233/2022, artigos 17.º a 25.º ;
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Os/As candidatos/as são avaliados/as com base nos seguintes critérios de seleção:
Formação profissional – ponderação de 30%
Experiência profissional – ponderação de 30%
Perfil de competências – ponderação de 40%, avaliado através de entrevista profissional de seleção realizada pelo júri.
A classificação final, expressa numa escala de 0 a 100 pontos, resulta da soma ponderada das classificações obtidas em cada um dos critérios.
Existe algum incentivo à permanência prolongada nas escolas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Revisão jurídica — 27-09-2026
Existe um prémio de permanência previsto no Decreto-Lei n.º 78/2025, mas não é um incentivo geral para todos os docentes ou para todas as escolas. O regime aplica-se aos docentes que se desloquem de Portugal para exercer funções nas escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas pelo diploma e pelos estatutos alterados.
Nos artigos alterados, o docente que complete quatro anos de exercício contínuo na respetiva escola tem direito a um prémio único equivalente à remuneração base mensal, pago no mês seguinte. O diploma contém ainda regras próprias de permanência mínima, apoios e aplicação no tempo. A permanência de quatro anos num agrupamento em Portugal não gera, por este diploma, esse prémio.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 78/2025, artigos 2.º a 10.º .
Sim. Está previsto um prémio de permanência para os docentes que cumpram quatro anos de exercício contínuo na escola.
Nota legal:
Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio.
Que direitos têm os alunos em ensino doméstico matriculados em escolas da rede pública?EduQA · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
O ensino doméstico não elimina os direitos gerais do aluno nem a responsabilidade da escola de matrícula. O Decreto-Lei n.º 70/2021 exige matrícula, renovação e protocolo de colaboração entre a escola e o encarregado de educação.
Nos termos gerais e das condições aplicáveis, os alunos matriculados em escolas da rede pública têm acesso à ação social escolar, às atividades de enriquecimento curricular e à disponibilização gratuita dos manuais escolares. O protocolo pode prever a utilização de espaços e recursos da escola, como a biblioteca ou o centro de recursos educativos. O seguro escolar aplica-se apenas nas condições previstas no protocolo e no regulamento próprio, não sendo uma cobertura automática de qualquer situação.
A escola acompanha e monitoriza o percurso, designa professor-tutor e assegura os procedimentos legais de avaliação e certificação.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 70/2021, artigos 8.º a 13.º .
Os alunos matriculados em escolas da rede pública têm direito:
-à gratuitidade e reutilização de manuais escolares adotados pela escola de matrícula,
- à ação social escolar,
- às atividades de enriquecimento curricular,
-ao seguro escolar, quando no protocolo de colaboração conste a possibilidade de utilização pelo aluno do centro de recursos educativos e da biblioteca da escola de matrícula.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Quais as implicações da denúncia do contrato dentro do período experimental?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
O período experimental é cumprido no primeiro contrato celebrado em cada ano escolar. Se o candidato denunciar o contrato nesse período, o artigo 45.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 impede o regresso à reserva de recrutamento, impede outra colocação no mesmo AE/EnA nesse ano escolar e obsta à mudança de índice nos termos previstos no diploma.
Estas consequências não devem ser confundidas com a denúncia fora do período experimental, que tem regime próprio. A escola não pode acrescentar sanções que não resultem da lei. O caso concreto deve ser conferido no contrato, no tipo de colocação e no procedimento anual aplicável.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 45.º .
O período experimental é cumprido no primeiro contrato celebrado em cada ano escolar.
A denúncia do contrato durante o período experimental:
Impede o regresso à Reserva de Recrutamento;
Impede a obtenção de nova colocação no mesmo AE/EnA durante o respetivo ano escolar;
Impede a mudança de índice remuneratório.
Contudo, o/a candidato/a pode candidatar-se a ofertas de Contratação de Escola noutros AE/EnA.
Em que disciplinas não há lugar à adoção formal de manuais escolares ou a adoção é facultativa?EduQA · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
A Portaria n.º 81/2014 distingue entre disciplinas sem adoção formal e situações de adoção/aquisição facultativa. Não há adoção formal nas componentes de Apoio ao Estudo dos 1.º e 2.º ciclos, de Oferta Complementar dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico geral e nas disciplinas de natureza extracurricular ou específicas de modelos de ensino.
A portaria também permite que outras componentes ou disciplinas, designadamente de forte componente prática, técnica ou opcional, sejam abrangidas por adoção facultativa quando o diploma ou despacho aplicável o determine. Para ofertas artísticas, profissionais, recorrentes ou com planos próprios, a escola deve consultar o regime específico; não deve ampliar a lista por analogia.
**Base legal:**
Portaria n.º 81/2014, artigos 5.º a 7.º ;
Decreto-Lei n.º 5/2014, artigo 16.º .
Não há lugar à adoção formal de manuais escolares nas componentes de Apoio ao Estudo (1.º e 2.º ciclos) e de Oferta Complementar (1.º, 2.º e 3.º ciclos), bem como nas disciplinas de natureza extracurricular ou específicas de modelos de ensino. Em determinadas situações, pode ainda ser definido, por despacho, que a adoção é facultativa noutras componentes/disciplinas. Para efeitos de avaliação e certificação, a Portaria identifica, entre outras, as seguintes componentes/disciplinas não sujeitas a esse regime: Expressões Artísticas e Físico-Motoras (1.º ciclo), Educação Física, Educação Musical, Educação Tecnológica e Educação Visual (2.º ciclo), Educação Física e Educação Visual (3.º ciclo), Educação Física (ensino secundário), Educação Moral e Religiosa do ensino básico e secundário e disciplinas de natureza extracurricular ou específicas de modelo de ensino.
Base legal:
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril, artigos 5.º (exceções ao regime de avaliação e certificação) e 6.º (exceções ao regime de adoção); Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro, artigo 16.º.
A cobertura do Seguro Escolar inclui acidentes em trajeto?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Revisão jurídica — 27-09-2026
Pode incluir, mas não existe cobertura automática para qualquer acidente no caminho. A ocorrência tem de ser analisada à luz do Regulamento do Seguro Escolar, considerando o trajeto, as circunstâncias, o meio de transporte e a ligação com a atividade escolar.
O artigo 25.º contém exclusões relevantes, designadamente em situações envolvendo veículos ou velocípedes com motor e veículos afetos ao transporte escolar, nas condições previstas no regulamento. A escola deve participar o acidente, recolher os elementos necessários e aplicar o procedimento próprio; a cobertura não deve ser decidida apenas pela descrição informal do aluno.
**Base legal:**
Regulamento do Seguro Escolar, artigo 25.º ;
Portaria n.º 298-A/2019 .
O seguro escolar pode abranger acidentes em trajeto quando estejam reunidas as condições do Regulamento do Seguro Escolar. Contudo, estão expressamente excluídos os acidentes ocorridos em trajeto com veículos ou velocípedes com motor que transportem o aluno ou sejam por este conduzidos, bem como os acidentes com veículos afetos ao transporte escolar.
Não se deve, por isso, responder simplesmente que todos os acidentes no trajeto estão cobertos. A escola deve qualificar a ocorrência segundo o regulamento aplicável e verificar as circunstâncias concretas.
Base legal:
-
artigo 25.º do Regulamento do Seguro Escolar, na versão consolidada — exclusões de garantia;
-
Portaria n.º 298-A/2019, de 9 de setembro — redação atual da alínea f).
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
O que é necessário para pedir autorização de funcionamento de um estabelecimento de ensino particular?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Revisão jurídica — 27-09-2026
Não existe uma lista única que substitua o requerimento e as instruções do serviço competente. A entidade titular deve pedir a autorização de funcionamento dentro do prazo aplicável e demonstrar os pressupostos legais: projeto educativo e regulamento interno, instalações, equipamento e material didático adequados, direção pedagógica, cumprimento do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, serviços administrativos e condições pedagógicas e científicas.
O pedido de autorização para o ano escolar seguinte deve, em regra, ser apresentado até 28 de fevereiro. A decisão deve ser comunicada no prazo legal de 60 dias; só depois da comunicação ou do decurso do prazo legal de deferimento tácito pode o estabelecimento iniciar o funcionamento, nos termos do diploma. A direção pedagógica é obrigatória e é designada pela entidade titular.
As normas técnicas das instalações e a documentação complementar devem ser conferidas no Despacho Conjunto n.º 268/97, no Despacho Normativo n.º 27/99 e nas instruções atuais. A autorização não se presume pela existência do edifício ou pela simples aprovação do projeto.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 152/2013, artigos 27.º, 30.º e 40.º ;
Despacho Conjunto n.º 268/97 ;
Despacho Normativo n.º 27/99 .
Para solicitar a autorização de funcionamento de um estabelecimento de ensino particular, a entidade titular deve apresentar documentação relativa a quatro áreas fundamentais: Entidade Titular, Direção Pedagógica, Instalações e Projeto Técnico-Pedagógico.
Nota Legal:
Artigo 26.º e 40.º do Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro; Despacho Conjunto n.º 268/97, de 25 de agosto; Despacho Normativo n.º 27/99, de 25 de maio.
Pais e encarregados de educação - direitos e deveresEduQA · Inclusão
Revisão jurídica — 27-09-2026
No âmbito da educação inclusiva, os pais ou encarregados de educação têm direito a participar e a ser informados nos momentos previstos no Decreto-Lei n.º 54/2018, designadamente na identificação de necessidades, elaboração e avaliação das medidas de suporte e discussão do relatório técnico-pedagógico. A escola deve adotar procedimentos que garantam essa participação e procurar respostas consensualizadas, sem prejuízo das competências legais do diretor, da equipa multidisciplinar e dos órgãos da escola.
A participação parental não significa um poder de veto sobre todas as decisões pedagógicas. Os encarregados de educação devem colaborar com a escola, prestar informação relevante, participar nas reuniões e cumprir os deveres inerentes ao acompanhamento do aluno. Se houver desacordo, devem ser usados os mecanismos de pronúncia, reclamação ou recurso previstos para o ato concreto.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 54/2018, na redação atual, artigo 4.º e artigos 20.º a 25.º .
Resumo prático
Os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar e cooperar ativamente em tudo o que se relacione com a educação do seu filho ou educando, incluindo no processo de identificação, definição, implementação, monitorização e avaliação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. [DL54-2018], [Lei116-2019]
A participação parental constitui um princípio estruturante da educação inclusiva e deve traduzir-se no acesso a informação clara, na participação nas reuniões, bem como na cooperação com a escola para assegurar respostas ajustadas às necessidades, potencialidades e contextos da criança ou jovem.
Quem está abrangido
Pais e encarregados de educação;
Crianças e jovens relativamente aos quais sejam identificadas necessidades de mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão;
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Docentes, educadores de infância, professores titulares de turma, diretores de turma e conselhos de turma;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Direções das escolas;
Outros técnicos, serviços ou entidades que intervêm com a criança ou aluno, quando aplicável.
Regime legal base
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual;
Artigo 3.º — princípios orientadores, designadamente autodeterminação e envolvimento parental; [DL54-2018], [Lei116-2019]
Artigo 4.º — participação dos pais ou encarregados de educação; [DL54-2018], [Lei116-2019]
Artigos 20.º a 22.º — identificação da necessidade de medidas, Relatório Técnico-Pedagógico e respetiva aprovação; [DL54-2018], [Lei116-2019]
Artigos 24.º e 25.º — Programa Educativo Individual e Plano Individual de Transição, quando aplicável; [DL54-2018], [Lei116-2019]
Regras aplicáveis
Os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar e cooperar ativamente em tudo o que se relacione com a educação do seu filho ou educando. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Os pais ou encarregados de educação têm direito a aceder à informação constante no processo individual do aluno, designadamente no que respeita às medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Os pais ou encarregados de educação participam na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva, na qualidade de elementos variáveis, sempre que estejam em causa processos relativos ao seu educando. [Lei116-2019]
Os pais ou encarregados de educação participam na elaboração e na avaliação do Relatório Técnico-Pedagógico, do Programa Educativo Individual e do Plano Individual de Transição, quando estes se apliquem. [Lei116-2019]
A implementação das medidas previstas no Relatório Técnico-Pedagógico depende da concordância dos pais ou encarregados de educação. [DL54-2018]
O Relatório Técnico-Pedagógico é submetido à aprovação dos pais ou encarregados de educação no prazo de cinco dias úteis após a sua conclusão. [DL54-2018]
Quando não concordem com o Relatório Técnico-Pedagógico, os pais ou encarregados de educação devem fazer constar, em anexo ao relatório, os fundamentos da sua discordância. [DL54-2018]
A escola deve promover condições efetivas de participação, assegurando informação adequada, clara e compreensível, bem como comunicação regular com a família. [DL54-2018], [Manual de Apoio à Prática]
Quando exista Relatório Técnico-Pedagógico, os pais ou encarregados de educação devem ser envolvidos na sua elaboração, avaliação e aprovação, nos termos legalmente previstos. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Quando exista Programa Educativo Individual, os pais ou encarregados de educação participam na sua elaboração e avaliação, podendo solicitar a sua revisão. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Quando exista Plano Individual de Transição, os pais ou encarregados de educação participam na definição das respostas orientadas para a transição para a vida pós-escolar. [DL54-2018], [Lei116-2019]
A participação dos pais ou encarregados de educação deve articular-se, sempre que possível, com a participação do próprio aluno, respeitando a sua idade, maturidade, autonomia, interesses e preferências. [DL54-2018]
Casos particulares
Quando, comprovadamente, os pais ou encarregados de educação não exerçam os seus poderes de participação, cabe à escola desencadear as medidas apropriadas em função das necessidades identificadas. [DL54-2018]
Perguntas frequentes associadas
Os pais ou encarregados de educação devem participar no processo de definição das medidas?
Sim. A participação dos pais ou encarregados de educação é simultaneamente um direito e um dever, devendo ocorrer em tudo o que se relacione com a educação do seu filho ou educando, incluindo a definição e implementação de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. [DL54-2018], [Lei116-2019]
Os pais ou encarregados de educação têm acesso ao processo individual do aluno?
Sim. Têm direito a aceder à informação constante no processo individual do aluno, designadamente no que respeita às medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. [DL54-2018]
A implementação das medidas previstas no RTP depende da concordância dos pais ou encarregados de educação?
Sim. A implementação das medidas previstas no Relatório Técnico-Pedagógico depende da concordância dos pais ou encarregados de educação. [DL54-2018]
O que acontece se os pais ou encarregados de educação não concordarem com o RTP?
Caso não concordem com o Relatório Técnico-Pedagógico, devem fazer constar, em anexo ao relatório, os fundamentos da sua discordância. [DL54-2018]
Os pais ou encarregados de educação integram a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva (EMAEI)?
Sim, quando esteja em causa o processo relativo ao seu educando, participam na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva na qualidade de elementos variáveis. [Lei116-2019]
Legislação aplicável
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; [DL54-2018]
Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro, que procede à alteração do Decreto-Lei n.º 54/2018; [Lei116-2019]
Plataformas envolvidas
Processo individual do aluno;
Plataformas internas da escola para registo, acompanhamento e comunicação com os pais ou encarregados de educação;
Sistemas de gestão documental da escola, quando aplicável;
Entidade competente
Agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
Direções das escolas;
Equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva;
Educadores de infância, professores titulares de turma, diretores de turma e conselhos de turma, consoante o caso;
Pais ou encarregados de educação, no exercício dos seus direitos e deveres de participação e cooperação.
Designação do Departamento Responsável
Departamento da Qualidade, Inovação e Inclusão — EduQA
Como devem ser registadas as ofertas de ensino recorrente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Revisão jurídica — 27-09-2026
O registo deve seguir o regime da oferta concreta e as instruções atuais do SIGO. Na modalidade de ensino recorrente, a escola deve manter atualizados os dados da oferta, matrículas, frequência, avaliação e certificação nos sistemas oficiais aplicáveis, garantindo que os documentos emitidos correspondem ao percurso efetivamente realizado.
A Portaria n.º 242/2012 regula a organização, funcionamento, avaliação e certificação dos cursos científico-humanísticos de nível secundário em regime recorrente. O Decreto-Lei n.º 396/2007 enquadra o sistema de informação e o registo das ofertas e qualificações, incluindo o SIGO. A resposta não deve inventar nomes de campos ou afirmar que todas as ofertas usam exatamente o mesmo formulário: esses detalhes dependem das instruções e da versão da aplicação.
**Base legal:**
Portaria n.º 242/2012 ;
Decreto-Lei n.º 396/2007 ;
Portaria n.º 66/2022, regras de registo e certificação .
As ofertas de ensino recorrente — modular ou não modular — devem ser integralmente registadas e atualizadas no SIGO, incluindo:
Estrutura modular ou plano de equivalências;
Associar docentes e alunos;
Registar resultados modulares ou finais;
Emitir certificados ou declarações de conclusão.
A escola deve garantir que o registo respeita o modelo legal em vigor e os referenciais curriculares atualizados.
Os alunos podem permanecer mais de um ano no mesmo nível?EduQA · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
Na disciplina de Português Língua Não Materna do ensino secundário, regulada pela Portaria n.º 86/2025/1, o aluno pode permanecer até dois anos letivos no nível A1, no nível A2 ou no nível intermédio B1. A atribuição de classificação igual ou superior a 10 valores, mesmo no final do ano letivo, não obriga por si só à transição de nível.
A transição pode ocorrer no final do ano ou noutro momento do ano letivo se o aluno obtiver aprovação no teste intermédio elaborado pela escola, nos termos das orientações pedagógicas aplicáveis. Esta regra não deve ser estendida automaticamente a outros níveis, ciclos ou ofertas sujeitos a diploma diferente.
**Base legal:**
Portaria n.º 86/2025/1, artigo 2.º, n.os 16 e 17 .
Sim, os alunos podem permanecer até dois anos letivos nos níveis A1, A2 e B1 de proficiência linguística.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na sua atual redação Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março
O que são as escolas de referência para a Educação Bilingue e o que asseguram?EduQA · Inclusão
Revisão jurídica — 27-09-2026
As escolas de referência para a educação bilingue constituem uma resposta educativa especializada para alunos surdos. Devem assegurar, nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, um modelo bilingue que valorize a Língua Gestual Portuguesa como primeira língua e a língua portuguesa escrita como segunda língua, com organização de recursos, profissionais e condições de participação adequadas.
A concretização depende da rede e das respostas autorizadas, das medidas de suporte definidas para cada aluno e da articulação com a família e os profissionais. Não basta designar informalmente uma escola como «de referência»: a resposta deve estar enquadrada na rede e no regime de educação inclusiva.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 15.º .
As escolas de referência para a Educação Bilingue são uma resposta educativa especializada para alunos surdos, assegurando um modelo de educação bilingue.
Estas escolas promovem, nomeadamente: o desenvolvimento da Língua Gestual Portuguesa como primeira língua (L1), o desenvolvimento da língua portuguesa escrita como segunda língua (L2) e a criação de espaços de reflexão e formação (incluindo em LGP) com trabalho colaborativo entre profissionais, famílias e comunidade educativa.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, artigo 15.º (Escolas de referência para a educação bilingue).
Como corrigir o índice remuneratório indicado num contrato de docente?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
Não existe uma regra geral que obrigue sempre a anular o contrato e a submeter outro. Primeiro deve ser identificado o erro e verificado se pode ser corrigido por retificação ou aditamento no procedimento e na aplicação competentes. A anulação e a celebração de novo contrato só devem ocorrer quando forem juridicamente e tecnicamente exigidas, não como solução automática.
O índice tem de corresponder ao regime legal e à situação do docente. O artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 prevê, designadamente, os índices e requisitos aplicáveis aos docentes contratados a termo, incluindo as transições condicionadas por tempo de serviço, avaliação e formação. A escola deve documentar a correção, comunicar os efeitos remuneratórios e seguir as instruções atuais da DGAE/IGFE sobre contratos e aditamentos.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 44.º .
Para corrigir o índice remuneratório indicado num contrato de docente, deve ser solicitada a anulação do contrato e submetido um novo contrato com o índice remuneratório correto.
Como são publicitados os resultados?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
Nos procedimentos abrangidos pela Portaria n.º 233/2022, os resultados obtidos em cada método ou fase são publicitados através de lista ordenada alfabeticamente, afixada em local visível e disponibilizada no sítio da internet do empregador público. Os candidatos devem ser convocados ou notificados nos termos do procedimento.
Os candidatos excluídos têm direito a audiência dos interessados nos termos aplicáveis. Depois da audiência e da homologação, a lista de ordenação final é novamente publicitada e os candidatos são notificados. O aviso do concurso pode estabelecer detalhes adicionais, mas não pode afastar as garantias legais de publicidade, audiência e notificação.
**Base legal:**
Portaria n.º 233/2022, artigos 22.º e 25.º ;
Código do Procedimento Administrativo .
Os resultados de cada método de seleção são divulgados através de lista ordenada alfabeticamente, a qual deve ser:
Afixada em local visível e público das instalações do AE/EnA;
Disponibilizada na respetiva página eletrónica.
Os candidatos admitidos são convocados para cada método de seleção, com indicação do dia, hora e local de realização.
Os candidatos excluídos são notificados para audiência prévia, nos termos do Código do Procedimento Administrativo.
A aplicação dos métodos de seleção pode ser faseada, sendo que apenas os candidatos aprovados em cada método transitam para o método seguinte.
Quais são as horas de formação que podem ser utilizadas pelos docentes em situação de progressão?AGSE · Carreira e Formação
Revisão jurídica — 27-09-2026
A regra geral atual do ECD é de 25 horas de formação no 5.º escalão e 50 horas nos restantes, com aproveitamento e durante pelo menos metade do ciclo avaliativo. A formação deve cumprir também o artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, incluindo a dimensão científica e pedagógica e a acreditação exigida.
O valor de 12 horas e 30 minutos no 5.º escalão e 25 horas nos restantes foi uma regra excecional do artigo 5.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 para docentes que progredissem até 1 de julho de 2025. Não deve ser apresentado como regra geral aplicável a uma progressão em 2026 ou posteriormente. A possibilidade de usar formação já realizada depende ainda do regime transitório e dos requisitos do caso concreto.
**Base legal:**
ECD, artigo 37.º ;
Decreto-Lei n.º 22/2014, artigo 8.º ;
Decreto-Lei n.º 48-B/2024, artigo 5.º .
As horas de formação que podem ser utilizadas variam em função do escalão em que o docente se encontra:
Docentes posicionados no 5.º escalão: podem utilizar 12 horas e 30 minutos de formação, não utilizada no período compreendido entre 2018 e 2024, ainda que obtida anteriormente à progressão imediatamente anterior;
Docentes posicionados nos restantes escalões: podem utilizar 25 horas de formação.
Em ambos os casos, até 1/5 do total das horas pode corresponder a ações de curta duração:
no 5.º escalão: até 3 horas;
nos restantes escalões: até 5 horas.
Base legal:
N.º 8 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho (versão consolidada)
N.º 2 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro (versão consolidada)
É possível matricular no ensino doméstico um aluno que reside no estrangeiro?EduQA · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
O Decreto-Lei n.º 70/2021 não cria uma matrícula portuguesa automática para um aluno que reside no estrangeiro. O pedido de matrícula do ensino doméstico é dirigido ao diretor de uma escola da área de residência do aluno que disponha da oferta pretendida, e o regime funciona através da escola de matrícula, do protocolo de colaboração e do acompanhamento previstos no diploma.
Assim, se o aluno reside habitualmente fora de Portugal e não existe escola portuguesa competente na sua área de residência, não se pode afirmar que basta escolher qualquer escola portuguesa e celebrar o protocolo. A família deve confirmar a situação junto da escola, da DGEstE ou da entidade consular competente e verificar se existe outro enquadramento específico. A resposta depende também da residência efetiva, do ciclo, da nacionalidade e da oferta pretendida.
**Base legal:**
Decreto-Lei n.º 70/2021, artigos 8.º e 9.º .
Não existe enquadramento legal em Portugal para que um aluno a residir no estrangeiro, mesmo que temporariamente, se possa matricular no sistema educativo português e efetuar a matrícula no ensino doméstico.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na sua redação atual.
Que dados são pedidos para iniciar a sessão online?IES · Currículo e Qualificações
Revisão jurídica — 27-09-2026
Na candidatura online ao ensino superior, o candidato inicia a sessão indicando o número de identificação — cartão de cidadão, bilhete de identidade ou número interno atribuído pela escola secundária ou por um Gabinete de Acesso ao Ensino Superior — e a senha de acesso que lhe foi enviada.
A senha é própria do sistema de candidatura e é válida para o ano em que é atribuída. Atualmente também pode existir autenticação alternativa através do cartão de cidadão com PIN ou da Chave Móvel Digital, quando disponibilizada na plataforma. Se a senha não foi recebida, foi perdida ou o email deixou de estar acessível, deve ser usada a recuperação de senha ou contactada a escola/GAES, conforme as instruções da DGES.
**Fonte oficial:**
FAQ da DGES — Candidatura online ;
início de sessão DGES .
Para iniciar a sessão no sistema de candidatura online, o candidato tem que indicar o número de identificação (n.º de cartão de cidadão, n.º de bilhete de identidade ou n.º interno atribuído pela escola secundária ou Gabinete de Acesso ao Ensino Superior) e a senha de acesso que lhe foi enviada.
Que órgãos asseguram a administração e gestão dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A administração e gestão dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas é assegurada por quatro órgãos:
- o Conselho Geral;
- o Diretor;
- o Conselho Pedagógico;
- o Conselho Administrativo.
O Conselho Geral é o órgão de direção estratégica; o Diretor é o órgão de administração e gestão; o Conselho Pedagógico coordena e supervisiona pedagogicamente; e o Conselho Administrativo trata da matéria administrativa e financeira, dentro das competências que a lei atribui a cada órgão. A resposta não significa que todos os órgãos tenham os mesmos poderes ou que decidam conjuntamente todos os assuntos.
Base legal:
-
artigo 10.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi confirmada a distinção legal entre direção estratégica, administração e gestão, coordenação pedagógica e administração financeira. A composição e as competências concretas devem ser lidas nos capítulos próprios do Decreto-Lei n.º 75/2008 e no regulamento interno.
Caso uma candidatoa seja selecionadoa para um horário, pode recusar a colocação?AGSE · Carreira e Formação
Não deve tratar-se a seleção como uma colocação que possa ser recusada livremente sem consequências. A obrigação e a consequência dependem do procedimento e do tipo de função.
Na contratação de escola para funções docentes, o candidato selecionado deve aceitar a colocação no primeiro dia útil seguinte ao da comunicação e apresentar-se na escola até ao segundo dia útil seguinte, nos termos do artigo 40.º, n.os 15 e 16, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. A ausência de aceitação ou de apresentação deve ser analisada à luz do artigo 40.º, n.º 17, e das normas para as consequências aplicáveis ao procedimento concreto; não é correto aplicar automaticamente uma antiga fórmula geral de impedimento a todos os docentes.
Na reserva de recrutamento, a aceitação deve ser feita nos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista e a apresentação até ao terceiro dia útil seguinte, nos termos do artigo 38.º, n.os 11 e 12. O incumprimento remete para as consequências previstas no artigo 38.º, n.º 13, e no artigo 18.º.
As regras podem ser diferentes para técnicos especializados para formação e para técnicos especializados para funções não docentes. Por isso, antes de concluir que a recusa é possível ou qual a sanção, é necessário identificar se se trata de contratação de escola, reserva de recrutamento, função docente ou função técnica e consultar a comunicação da colocação.
Base legal:
-
artigos 18.º, 38.º, n.os 11 a 13, e 40.º, n.os 15 a 17, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi corrigida a resposta anterior: o n.º 17 do artigo 40.º não deve ser apresentado como uma proibição geral e indiferenciada aplicável a qualquer docente. A consequência depende do procedimento e da categoria profissional, e os prazos de aceitação/apresentação devem ser respeitados.
Como devo fazer a notificação da decisão do procedimento disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
É necessário distinguir a notificação da acusação da notificação da decisão final.
Na notificação da decisão final, o artigo 222.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP) manda aplicar, com as necessárias adaptações, o regime da notificação da acusação. Assim, a decisão deve ser comunicada pessoalmente ou, se isso não for possível, por carta registada com aviso de receção. Se também não for possível notificar por essa via, procede-se à notificação por publicação no Diário da República, nos termos do artigo 214.º da LTFP.
A comunicação deve permitir ao trabalhador conhecer a decisão, os seus fundamentos e a sanção aplicada, quando exista, bem como os meios e prazos de reação legalmente admissíveis. A decisão produz efeitos no dia seguinte ao da notificação ou, quando tenha sido publicada por impossibilidade de notificação, no 15.º dia após a publicação, de acordo com o artigo 223.º da LTFP.
O artigo 214.º regula diretamente a acusação e fixa, nesse momento, prazo para defesa; não deve ser citado isoladamente como se fosse apenas uma lista de formas de notificar a decisão final. O Código do Procedimento Administrativo só deve ser usado como regime subsidiário quando a situação concreta o justificar.
Base legal:
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artigos 214.º, 220.º, 222.º e 223.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi corrigida a resposta anterior para separar acusação e decisão final e para indicar os efeitos temporais da notificação. Uma circular ou uma orientação inspetiva pode complementar o procedimento, mas não substitui a LTFP.
Quais são os regimes de frequência dos Cursos Artísticos Especializados?EduQA · Currículo e Qualificações
O regime depende do nível de ensino e do curso concreto.
No ensino básico, a Portaria n.º 223-A/2018, no artigo 44.º, prevê que os Cursos Básicos de Dança, Música e Canto Gregoriano sejam frequentados em regime integrado ou articulado. Os Cursos Básicos de Música e de Canto Gregoriano podem ainda ser frequentados em regime supletivo, limitado à componente de formação artística especializada. O Curso Básico de Teatro foi posteriormente integrado na oferta do ensino básico, pelo que a escola deve aplicar a regulamentação e a matriz que lhe sejam especificamente aplicáveis, sem extrapolar automaticamente o regime supletivo da Música.
No ensino secundário, a Portaria n.º 229-A/2018 define:
- regime integrado: o curso é assegurado por uma única escola;
- regime articulado: o curso é assegurado por duas escolas distintas;
- regime supletivo: a frequência fica limitada às componentes de formação científica e técnica artística.
No secundário, o artigo 45.º dessa portaria prevê os regimes integrado e articulado para Dança, Música, Canto e Canto Gregoriano. O regime supletivo é admitido para Música, Canto e Canto Gregoriano, nas condições da portaria. A Portaria n.º 229-A/2018 não deve ser apresentada como regulamento atual de um Curso Secundário de Teatro.
Base legal:
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artigos 3.º e 44.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual .
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artigos 3.º e 45.º da Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto .
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Portaria n.º 65/2022, de 1 de fevereiro, que alterou a oferta do ensino básico .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a generalização anterior relativa ao Teatro e clarificado que o regime supletivo não tem o mesmo alcance em todos os cursos.
O que é o Português Língua Não Materna (PLNM)?EduQA · Currículo e Qualificações
O Português Língua Não Materna (PLNM) é uma resposta curricular para alunos cuja língua materna não é o Português ou que não tiveram o Português como língua de escolarização e cujo percurso escolar e perfil sociolinguístico tornam essa oferta adequada. Não é uma disciplina escolhida livremente por qualquer aluno nem se determina apenas pela nacionalidade.
No ensino básico, a escola faz um diagnóstico à entrada, posiciona o aluno no nível de proficiência adequado — incluindo o nível zero quando o aluno desconhece a língua e o alfabeto portugueses — e organiza a resposta segundo a Portaria n.º 29/2025/1, que alterou a Portaria n.º 223-A/2018. Os níveis e a organização dos grupos condicionam a forma como o PLNM substitui ou se articula com Português.
No ensino secundário, aplicam-se as regras atualmente previstas na Portaria n.º 86/2025/1, que substituiu as referências anteriores ao PLNM constantes de várias portarias dos cursos secundários. A escola deve avaliar o conhecimento da língua, posicionar o aluno e organizar a frequência por nível, tendo em conta as aprendizagens essenciais e as condições previstas na portaria.
O PLNM integra o regime de inclusão e de currículo, mas não dispensa a escola de assegurar a matrícula, a integração na turma, a avaliação e a adequação das medidas de suporte que sejam necessárias.
Base legal:
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artigos 3.º e 12.º da Portaria n.º 223-A/2018, na redação da Portaria n.º 29/2025/1 .
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março, relativa ao PLNM no ensino secundário .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi acrescentada a distinção entre ensino básico e secundário e atualizada a referência às Portarias n.os 29/2025/1 e 86/2025/1, incluindo o nível zero no ensino básico.
Que documentação deve ser arquivada pelas entidades para efeitos de auditoria ao SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma lista única e universal, aplicável a todas as ofertas registadas no SIGO, com exatamente os mesmos documentos. A entidade deve manter um arquivo técnico-pedagógico atualizado e conservar os elementos que demonstram a legalidade da oferta, a elegibilidade dos formandos, a realização da formação, a assiduidade, a avaliação e a certificação, de acordo com a modalidade, o regulamento aplicável e as orientações da ANQEP ou da entidade financiadora.
Consoante a oferta, esse arquivo pode incluir, por exemplo, inscrições e documentos de identificação ou habilitação, contratos e protocolos, planos e cronogramas, sumários ou evidências das atividades, registos de assiduidade, instrumentos e resultados de avaliação, atas ou pautas, certificados emitidos e elementos de acompanhamento. Estes exemplos não substituem a lista documental própria da modalidade e não devem ser apresentados como uma enumeração legal fechada.
Nas formações reguladas pela Portaria n.º 86/2022, a entidade deve manter atualizado o arquivo técnico-pedagógico e disponibilizar a informação necessária às ações de acompanhamento, monitorização, controlo e auditoria. O registo no SIGO e, quando aplicável, no Passaporte Qualifica não elimina o dever de conservar os documentos que suportam os dados registados.
Base legal:
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artigo 4.º, n.º 5, alíneas f) a h), e n.º 7, da Portaria n.º 86/2022, de 30 de março .
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artigo 9.º da Portaria n.º 272/2021, de 26 de novembro .
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Orientação Técnica n.º 1/2016 da ANQEP, quando aplicável à oferta em causa .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a anterior lista apresentada como obrigatória em todos os casos. A documentação deve ser suficiente para comprovar a operação registada e obedecer ao regime específico da oferta e às orientações de auditoria aplicáveis.
O apoio à viagem abrange todos os membros do agregado familiar do docente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Decreto-Lei n.º 78/2025 prevê, para os docentes que se deslocam de Portugal para exercer funções nas escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas pelo diploma, apoio às viagens para o docente e para os membros do seu agregado familiar. A viagem de cada pessoa pode realizar-se em data diferente.
O apoio abrange a viagem de ida para o país de exercício e o regresso a Portugal no início e no fim das funções. Prevê também uma viagem de ida a Portugal e de regresso ao país de exercício por cada ano civil que não coincida com o ano de início ou de cessação. Para os docentes que se deslocam de Portugal, este apoio anual está limitado, no máximo, a três vezes.
Isto não significa que qualquer familiar, independentemente da situação, tenha direito: é necessário que seja membro do agregado familiar nos termos do regime aplicável e que estejam preenchidos os restantes pressupostos. Também não é correto exigir que todos viajem simultaneamente ou que o apoio só exista quando acompanhem o docente na mesma data.
Os montantes, procedimentos e documentos necessários são definidos nos termos regulamentares e administrativos aplicáveis à escola portuguesa no estrangeiro.
Base legal:
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artigo 16.º-A, n.os 4, alíneas c) e d), e 5, do Decreto-Lei n.º 183/2006, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 78/2025 .
- O mesmo regime é aplicado, com a numeração correspondente, às restantes escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas pelo Decreto-Lei n.º 78/2025.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi corrigida a restrição indevida a familiares que acompanhassem o docente na mesma deslocação. A lei admite datas distintas, mas limita o benefício aos membros do agregado familiar e às condições do regime.
Posso matricular-me na opção anual de Língua Estrangeira III do 12.º ano, embora não a tenha frequentado antes?EduQA · Currículo e Qualificações
Em princípio, a falta de frequência anterior não cria, por si só, uma precedência legal que impeça a matrícula. A Portaria n.º 226-A/2018 eliminou o regime geral de precedências nos cursos científico-humanísticos: o artigo 14.º, n.º 2, alínea c), estabelece que não existe regime de precedências de disciplinas.
Isso não significa que a matrícula esteja automaticamente garantida em qualquer escola. A disciplina tem de integrar a oferta efetiva da escola, tem de existir vaga e a matrícula deve respeitar a matriz do curso, as regras de opção e o prazo aplicável. Além disso, a Língua Estrangeira III anual do 12.º ano pode pressupor aprendizagens anteriores nas Aprendizagens Essenciais; a escola deve informar o aluno sobre esse percurso e sobre as condições concretas de frequência.
O aluno deve confirmar com a escola se a opção é oferecida e se a sua escolha é compatível com o curso e com o restante plano curricular. A resposta não deve ser transformada num direito absoluto à abertura de uma turma.
Base legal:
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artigo 14.º, n.º 2, alínea c), e artigo 15.º, n.º 5, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
- Aprendizagens Essenciais da disciplina e nível concretos, disponibilizadas pela Direção-Geral da Educação.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a afirmação absoluta de que o aluno pode sempre matricular-se. A lei elimina precedências, mas continuam a relevar a oferta da escola, a vaga, o plano curricular e as regras de matrícula.
O que são disciplinas semestrais?EduQA · Administração e Gestão Escolar
Uma disciplina semestral é uma disciplina organizada pela escola para ser lecionada num semestre, em vez de distribuir as suas aulas por todo o ano letivo. A organização semestral é uma forma de gestão do currículo e do tempo escolar; não elimina a disciplina nem permite reduzir arbitrariamente as aprendizagens ou a carga horária que a matriz exige.
As escolas podem adotar uma organização semestral, trimestral ou outra quando a lei e a oferta concreta o permitam. Devem conservar o tempo total anual por componente de formação, assegurar as aprendizagens essenciais e divulgar as opções curriculares aos alunos e encarregados de educação. A avaliação e a assiduidade devem seguir o regime aplicável e a organização aprovada pela escola.
Assim, “semestral” descreve a distribuição temporal da disciplina. Não significa, por si só, que a disciplina tenha metade da carga horária anual, que deixe de contar para a avaliação ou que possa ser criada sem decisão curricular da escola.
Base legal:
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artigo 19.º, n.º 2, alínea e), do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
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artigo 7.º, n.os 1, 3, 5 e 7, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, quando aplicável aos cursos científico-humanísticos .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi acrescentado o fundamento legal e clarificado que a semestralização é uma forma de organização temporal, sujeita ao cumprimento do tempo total anual e das aprendizagens.
O que é o SNIPI e como se processa a designação de docentes?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) assegura uma intervenção integrada, centrada na criança e na família, para crianças dos 0 aos 6 anos com alterações ou risco de alterações nas funções e estruturas do corpo, ou risco grave de atraso de desenvolvimento. A intervenção articula os setores da saúde, da segurança social e da educação.
Na área da educação, o Decreto-Lei n.º 281/2009 atribui ao Ministério da Educação a participação através da organização da rede de escolas de referência e da afetação de docentes às Equipas Locais de Intervenção (ELI), em articulação com os restantes serviços. A coordenação de cada ELI é assegurada por um dos seus elementos, designado pela comissão de coordenação regional, nos termos do artigo 7.º, n.º 3.
O decreto-lei não cria um concurso nacional único nem uma fórmula geral de nomeação individual dos docentes. A designação ou afetação concreta depende da rede de escolas de referência, das necessidades da ELI, dos serviços competentes e dos procedimentos administrativos aplicáveis em cada ano. Por isso, não é seguro afirmar que todos os docentes são escolhidos pelo diretor da escola ou que existe sempre a mesma plataforma.
Base legal:
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artigo 5.º, n.º 2, alínea c), e artigo 7.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi distinguida a participação do Ministério da Educação e a integração de docentes nas ELI da designação do coordenador da equipa. O diploma não sustenta uma regra universal de nomeação individual que não esteja expressamente prevista.
O tempo de serviço prestado em estabelecimentos do ensino particular e cooperativo releva para a 2.ª prioridade?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, não. Para a 2.ª prioridade do concurso externo, o artigo 10.º, n.º 3, alínea b), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 exige, além da qualificação profissional, pelo menos 365 dias de serviço nos seis anos escolares anteriores, prestado nos estabelecimentos e entidades abrangidos pelo n.º 4 do mesmo artigo.
Essa enumeração inclui, designadamente, a rede pública, as regiões autónomas, instituições públicas de ensino superior, estabelecimentos de outros ministérios ou entidades com protocolo relevante e escolas portuguesas no estrangeiro. O serviço prestado num estabelecimento particular ou cooperativo comum não aparece, por si só, nessa enumeração e não deve ser contado automaticamente para a 2.ª prioridade.
É necessário distinguir esta regra de outras situações, como determinados contratos de associação, regimes de contratação ou critérios de graduação previstos noutros procedimentos. Para uma candidatura concreta devem ser confirmados o tipo de estabelecimento, o período de serviço, a natureza das funções e a documentação exigida.
Base legal:
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artigo 10.º, n.os 3, alínea b), e 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi acrescentada a fundamentação da 2.ª prioridade e a ressalva de que não se deve confundir esta regra com outros regimes de contagem de serviço.
Quais são as normas relativas à dimensão das salas de Jardins de Infância e de Escolas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma área única que possa ser aplicada indistintamente a todas as salas de jardim de infância e de todos os níveis de ensino. A dimensão depende do tipo de estabelecimento, da oferta, da data e do projeto do edifício, da lotação autorizada e dos referenciais técnicos aplicáveis.
Para a educação pré-escolar, o Despacho Conjunto n.º 268/97 estabelece requisitos de programação e áreas dos espaços dos jardins de infância através dos seus anexos. Para novas salas de educação pré-escolar, o Acordo n.º 11/2026 prevê critérios próprios, incluindo uma área mínima de 40 m² para a sala, sem prejuízo dos restantes requisitos técnicos e da verificação do projeto concreto.
No ensino particular, quando esteja abrangido pelo respetivo âmbito, o Despacho Normativo n.º 131/84 contém regras de dimensionamento e lotação, incluindo a referência de 2 m² por criança e o limite de 25 crianças nas situações reguladas por esse despacho. Não é seguro transportar estes valores automaticamente para qualquer escola pública ou para qualquer obra de adaptação.
Nas escolas básicas e secundárias aplicam-se os referenciais de conceção e construção e as regras técnicas, de segurança, acessibilidade e utilização que correspondam ao edifício e à intervenção. A capacidade de uma sala deve ser verificada no projeto, na autorização e na vistoria competentes, e não apenas por uma regra genérica de área por aluno.
Base legal e técnica:
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Despacho Conjunto n.º 268/97, de 25 de agosto .
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Despacho Normativo n.º 131/84, de 31 de maio, quando aplicável ao seu âmbito .
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Acordo n.º 11/2026, de 20 de março, relativo a critérios para novas salas de educação pré-escolar .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a apresentação de requisitos técnicos genéricos como se fossem uma tabela universal. Para um caso concreto é indispensável identificar o nível de ensino, a natureza da escola e se se trata de construção nova, adaptação ou funcionamento existente.
É possível pedir um horário dos Grupos de Recrutamento 100 e 110 com redução da componente letiva?AGSE · Carreira e Formação
Pode ser possível abrir uma necessidade para substituir um docente cujo horário ficou reduzido por força de um regime legal, mas isso não resulta automaticamente do facto de o grupo ser o 100 ou o 110. A redução tem de ter fundamento legal e estar efetivamente atribuída ao docente; o pedido de substituição deve depois ser feito pela escola através do procedimento e da opção que a DGAE disponibilizar no SIGRHE para o ano em causa.
A referência a um campo da aplicação é uma instrução operacional, não uma norma que crie o direito à redução ou permita à escola escolher qualquer tipo de horário. A escola deve indicar a natureza real da necessidade, respeitar as regras de declaração e contratação e conservar a decisão ou documento que fundamenta a redução.
Quando a redução resultar, por exemplo, do artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente, devem ser verificados os requisitos desse artigo e as regras anuais de organização do ano letivo. A consulta do guia ou aviso SIGRHE em vigor é necessária, porque a designação e o circuito da aplicação podem ser alterados sem alteração dos grupos de recrutamento.
Base legal:
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artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, quanto aos procedimentos de recrutamento e contratação .
- Guias e avisos operacionais da DGAE/SIGRHE aplicáveis ao ano escolar em causa.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a afirmação de que basta ativar um campo para obter o horário. A opção SIGRHE operacionaliza uma necessidade legalmente existente, mas não substitui o fundamento da redução nem garante a autorização do horário.
Como é contabilizada a classificação das disciplinas consideradas como complemento de currículo?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, a disciplina frequentada como complemento de currículo não passa automaticamente a integrar a classificação final. O artigo 15.º, n.os 5 e 6, da Portaria n.º 226-A/2018 permite ao aluno complementar o percurso mediante a matrícula noutras disciplinas, de acordo com a oferta da escola, e estabelece que a classificação:
- pode contar para a média final por opção do aluno, desde que a disciplina integre o plano curricular do respetivo curso;
- nas disciplinas anuais, só pode ser considerada para a média final até ao limite de duas;
- não conta para a transição de ano nem para a conclusão do curso, salvo se a disciplina tiver sido usada em substituição de outra do plano curricular.
É necessário distinguir complemento de currículo de substituição de disciplina e do percurso formativo próprio. A escola deve registar corretamente a situação e informar o aluno sobre o efeito da classificação antes da matrícula.
Base legal:
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artigo 15.º, n.os 5 a 7, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi mantida a regra do limite de duas disciplinas anuais e acrescentada a distinção entre complemento e substituição, com referência ao artigo correto da Portaria n.º 226-A/2018.
Quem pode apresentar pedido de renovação?AGSE · Carreira e Formação
No regime de mobilidade por motivo de doença, pode apresentar pedido de renovação o docente cuja mobilidade tenha sido autorizada no ano escolar anterior e que continue a reunir os requisitos e as condições legais. A renovação não é automática: depende da manutenção dos pressupostos do regime, da verificação administrativa e da capacidade de acolhimento.
O artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 41/2022, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 43/2025, estabelece que a mobilidade dura um ano escolar e pode ser renovada por mais dois anos escolares, desde que se mantenham os requisitos e as condições do decreto-lei, independentemente de existir componente letiva e sem prejuízo da capacidade de acolhimento.
Assim, a existência de uma mobilidade no ano anterior é condição de partida, mas não garante a renovação. Devem ser conferidas, entre outras, as condições de saúde ou de apoio familiar, as distâncias legalmente aplicáveis, o vínculo abrangido, a capacidade comunicada pela escola de destino e os prazos e documentos do procedimento anual da DGAE.
Base legal:
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artigo 10.º e demais requisitos dos artigos 4.º, 5.º, 7.º, 8.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 41/2022, na redação do Decreto-Lei n.º 43/2025 .
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a referência a um concurso concreto como regra geral e clarificado que a renovação é possível por mais dois anos, mas fica dependente da manutenção dos requisitos e da capacidade de acolhimento.
Quantos elementos compõem o Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O Conselho Geral é constituído por um número ímpar de elementos, nunca superior a 21. O número exato é fixado no regulamento interno de cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada, respeitando a representação dos diferentes setores prevista no regime de autonomia, administração e gestão.
Não é, portanto, correto responder sempre com um número único, como 15 ou 21: 21 é o limite máximo legal, não o número obrigatório em todas as escolas.
Base legal:
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artigo 12.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi reforçado que o limite de 21 não corresponde a uma composição obrigatória e que o regulamento interno fixa o número concreto dentro do limite legal.
Em que situações as guias de receita do Estado podem não constar das disponibilidades da área reservada da escola (GesEdu)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Esta é uma questão operacional da plataforma GesEdu e não existe, no regime geral das receitas públicas, uma regra legal que permita concluir que há uma única causa para a guia não aparecer. A indisponibilidade pode resultar, designadamente, de a guia ainda não estar sincronizada ou conciliada, de referência ou valor pagos não corresponderem aos dados emitidos, de pagamento ainda pendente ou de erro de estado/registo na aplicação.
A escola deve confirmar o número da guia, a referência, o valor, a data e o estado do pagamento e verificar se a operação foi efetivamente reconciliada na área reservada. Se os dados estiverem corretos e a guia continuar ausente, deve usar o apoio ou manual operacional atualizado do GesEdu e comunicar a ocorrência ao serviço competente, conservando o comprovativo de pagamento.
Não é seguro transformar esta explicação operacional numa conclusão jurídica sobre a validade da receita. A guia só deve ser dada como disponível quando o sistema e o serviço responsável confirmarem o respetivo estado.
Base legal e operacional:
- Regime de tesouraria, receita e prestação de contas aplicável à entidade e ao tipo de guia.
- Manuais, avisos e suporte oficial do GesEdu em vigor para a área reservada das escolas.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a afirmação de que a ausência resulta sempre de divergência de valor. A resposta passa a indicar as verificações operacionais seguras e a não inventar uma causa sem consultar o estado da guia.
As horas de formação utilizadas para progressão têm de cumprir a regra dos 50% na dimensão científica e pedagógica?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, sim. O artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 22/2014 exige que, para efeitos de progressão, pelo menos 50 % das horas de formação contínua obrigatória incidam na dimensão científica e pedagógica, sem prejuízo dos restantes requisitos de formação e da acreditação aplicável.
O artigo 5.º, n.os 4 e 5, do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 criou uma exceção limitada para docentes que, até 1 de julho de 2025, reunissem o módulo de tempo necessário à progressão por efeito da recuperação de tempo de serviço, mas não cumprissem determinados requisitos. Essa exceção não é uma dispensa geral para todos os docentes nem pode ser usada para progressões posteriores sem verificar a condição temporal e subjetiva prevista no diploma. O n.º 8 do mesmo artigo também limitou a formação exigida aos docentes que progredissem até 1 de julho de 2025 ao abrigo daquele regime especial.
Assim, para uma progressão atual, deve partir-se da regra dos 50 % e verificar se existe uma norma transitória que abranja expressamente o docente e a data da progressão.
Base legal:
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artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual .
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artigo 5.º, n.os 4, 5 e 8, do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho .
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi corrigida a conclusão anterior: a regra geral é o cumprimento dos 50 % na dimensão científica e pedagógica. A exceção do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 foi temporal e dirigida a uma situação específica de recuperação de tempo de serviço.
Quais os procedimentos para a transição do ensino individual para a frequência do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos, num estabelecimento de ensino?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição do ensino individual ou do ensino doméstico para o ensino básico geral ou para um curso científico-humanístico, num estabelecimento de ensino, segue as regras de matrícula da oferta educativa pretendida. É necessário verificar a existência de oferta e vaga, as prioridades, os documentos e os prazos do regime geral de matrícula em vigor. O artigo 20.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 70/2021 não estabelece um prazo universal próprio, como o 5.º dia útil do 2.º período, para todas as transições.
O encarregado de educação, ou o aluno maior, deve apresentar o pedido através do procedimento de matrícula aplicável e indicar a escola e a oferta pretendida. A decisão não corresponde automaticamente a uma autorização discricionária para ultrapassar as regras de matrícula.
Não se deve confundir esta transição com o pedido de matrícula em ensino doméstico ou individual. Para esses regimes, o artigo 9.º regula o requerimento e o artigo 11.º define a decisão: no ensino doméstico decide o diretor da escola no prazo de 15 dias úteis; no ensino individual o diretor emite parecer e a decisão cabe ao diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares, nos termos do artigo 17.º.
Base legal:
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artigo 20.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto .
-
artigos 9.º, 11.º, 17.º e 20.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 .
- Normas de matrícula em vigor para o ano e a oferta educativa concretos.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a referência ao 5.º dia útil do 2.º período como prazo universal desta transição. Esse prazo pode pertencer a outros pedidos de mudança ou substituição de disciplinas, mas não resulta do artigo 20.º, n.º 2, para a passagem entre estes regimes.
As reuniões do Conselho Geral são públicas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não é seguro responder simplesmente “sim” ou “não” para todos os agrupamentos. O Decreto-Lei n.º 75/2008 regula o Conselho Geral e, no artigo 17.º, trata da periodicidade e da convocação das reuniões, mas não estabelece aí uma regra geral de publicidade ou de acesso do público a todas as reuniões.
Para saber se terceiros podem assistir, é necessário consultar o regulamento interno e o regimento do Conselho Geral, bem como a convocatória e a natureza dos assuntos a tratar. Mesmo quando seja admitida a presença de convidados ou do público, devem ser protegidos os dados pessoais, o sigilo e a confidencialidade de matérias que não possam ser divulgadas.
As atas, deliberações e documentos podem ter regras próprias de acesso, que não equivalem automaticamente à publicidade da reunião. O artigo 27.º do Código do Procedimento Administrativo não deve ser usado como fundamento único para afirmar que todas as reuniões são privadas ou públicas.
Base legal:
-
artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual .
- Regulamento interno e regimento do Conselho Geral do agrupamento ou da escola não agrupada.
- Regras aplicáveis de proteção de dados, sigilo e acesso a documentos administrativos.
Revisão jurídica — 27-09-2026
Foi retirada a conclusão categórica baseada no artigo 27.º do CPA. A lei nacional não permite, sem consultar o regimento e o contexto da reunião, afirmar uma resposta única para todos os Conselhos Gerais.
Em caso de ingresso tardio no sistema de ensino português, como se processa a avaliação dos alunos de PLNM, em anos não terminais de ciclo?EduQA · Currículo e Qualificações
A resposta depende do ciclo e dos elementos de avaliação efetivamente existentes. No ensino básico, quando o ingresso tardio significa que, numa disciplina não sujeita a prova final do ensino básico, apenas existem elementos de avaliação relativos ao terceiro período, o professor titular, ouvido o conselho de docentes, nos 2.º, 3.º e 4.º anos, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, decide entre:
- a retenção do aluno; ou
- a atribuição de classificação e a realização de uma prova extraordinária de avaliação (PEA).
Não resulta desta norma uma transição automática apenas por o aluno estar em PLNM. Se a situação concreta não estiver coberta pelos números anteriores, deve ser submetida a análise e parecer da Direção-Geral da Educação. A escola deve ainda aplicar o diagnóstico e as respostas de integração linguística previstos para PLNM e registar a decisão no processo de avaliação do aluno, fundamentando-a nos elementos disponíveis.
A avaliação descritiva pode ser usada nas situações e nos níveis em que a legislação e as orientações pedagógicas de PLNM a prevejam; não substitui, por si só, a deliberação legalmente exigida sobre classificação, PEA ou retenção.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 34.º, n.os 11 e 12 .
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Portaria n.º 223-A/2018, artigo 12.º, na redação atual, sobre PLNM no ensino básico .
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DGE — Português Língua Não Materna .
A aplicação a um aluno concreto exige confirmar o ano de escolaridade, as disciplinas envolvidas, o período de ingresso e os elementos de avaliação existentes.
A Câmara Municipal pode decidir encerrar uma escola sem parecer da AGSE?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não é seguro afirmar que a Câmara Municipal possa encerrar validamente uma escola apenas por decisão própria e sem observar o procedimento legal. A expressão «parecer da AGSE» também não corresponde, por si só, ao órgão que o Decreto-Lei n.º 21/2019 identifica para esta matéria.
O artigo 56.º, n.º 1, alínea c), do Decreto-Lei n.º 21/2019 atribui ao Conselho Municipal de Educação competência para emitir parecer obrigatório sobre a abertura e o encerramento de estabelecimentos de educação e ensino. Esse parecer é uma formalidade legal do procedimento. «Obrigatório» não significa necessariamente «vinculativo»: a lei aplicável ao ato concreto e a distribuição de competências devem ser verificadas antes da decisão final.
O encerramento tem ainda de ser articulado com a carta educativa, o ordenamento da rede escolar, a oferta educativa, os transportes e as demais competências das entidades públicas envolvidas. Por isso, uma Câmara Municipal não deve tratar o encerramento como uma decisão administrativa isolada, omitindo o Conselho Municipal de Educação e os restantes atos ou autorizações legalmente exigidos.
A resposta pode variar consoante se trate de uma escola municipal, de um estabelecimento da rede pública ou de outra situação. Devem ser identificados o estabelecimento, o nível de ensino, o ato pretendido e a entidade competente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, artigo 56.º, n.º 1, alínea c) .
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Decreto-Lei n.º 21/2019, artigos 29.º e seguintes, sobre a rede educativa e a carta educativa .
A falta de parecer obrigatório não é suprida pelo simples facto de a Câmara ter competência administrativa no domínio da educação.
Quando pode ser realizada a permuta de disciplinas anuais?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, a permuta de uma disciplina anual da componente de formação específica, como modalidade de percurso formativo próprio, pode ser realizada na renovação da matrícula para a frequência do 12.º ano.
O pedido deve ser apresentado até ao 5.º dia útil do 2.º período do 12.º ano. A permuta não é uma troca informal entre horários ou professores: deve respeitar as disciplinas aprovadas para o curso diferente escolhido e não pode conduzir à frequência de disciplinas equivalentes ou com conteúdos parcialmente coincidentes na mesma área do saber.
A adoção do percurso formativo próprio é requerida pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior de idade ao diretor da escola. A escola deve prestar a informação relevante sobre as condições de conclusão do curso e de prosseguimento de estudos antes de decidir.
A regra é diferente para disciplinas bienais: a permuta ocorre na matrícula do 10.º ano ou na renovação para o 12.º ano, observando também o limite do 5.º dia útil do 2.º período. A pergunta sobre disciplinas anuais refere-se, em concreto, à renovação do 12.º ano.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 16.º, n.os 1 a 3 .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 16.º, sobre percursos formativos próprios .
A escola deve confirmar a oferta efetivamente aprovada e as condições de acesso ao ensino superior associadas ao percurso escolhido.
Como é operacionalizada a Cidadania e Desenvolvimento nas escolas?EduQA · Currículo e Qualificações
Cidadania e Desenvolvimento é uma componente curricular desenvolvida pela escola no quadro da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC). Cada escola deve aprovar a sua estratégia de educação para a cidadania, articulada com o projeto educativo, o planeamento curricular e a participação da comunidade educativa.
A operacionalização não consiste em aplicar um programa nacional único, desligado do contexto da escola. A escola define as prioridades, os domínios, as atividades, as formas de participação e os processos de acompanhamento e avaliação, respeitando o currículo e as Aprendizagens Essenciais.
Na redação atual do Decreto-Lei n.º 55/2018, reforçada pelo Decreto-Lei n.º 113/2025, são destacadas como obrigatórias em todos os anos de escolaridade as dimensões Direitos Humanos, Democracia e Instituições Políticas, Desenvolvimento Sustentável e Literacia Financeira e Empreendedorismo. As dimensões Saúde, Risco e Segurança Rodoviária, Media e Pluralismo e Diversidade Cultural são igualmente obrigatórias, mas com gestão flexível segundo o contexto e a estratégia da escola.
No ensino básico, a Portaria n.º 223-A/2018 determina que a escola aprove a sua estratégia e que a lecionação seja assegurada no 1.º ciclo pelo professor titular de turma e, nos 2.º e 3.º ciclos, preferencialmente por um professor da turma. A organização concreta deve constar dos instrumentos de planeamento da escola e ser divulgada nos termos legais.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 15.º, na redação do Decreto-Lei n.º 113/2025 .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto — ENEC .
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Despacho n.º 10637-A/2025, de 9 de setembro — Aprendizagens Essenciais .
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 11.º .
Como se organiza o serviço docente numa escola UAARE?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A organização do serviço numa escola UAARE deve assegurar a conciliação entre a carreira escolar e a carreira desportiva dos alunos-atletas. A Portaria n.º 275/2019 estrutura a equipa e as responsabilidades; não autoriza a escola a substituir o currículo ou a dispensar o aluno das aprendizagens sem plano pedagógico adequado.
Da equipa de escola UAARE fazem parte o professor acompanhante, os professores da sala de estudo Aprender Mais, os professores de apoio, os psicólogos escolares e desportivos, o encarregado de educação e o interlocutor desportivo. O professor acompanhante coordena a equipa, articula com os diretores de turma, os professores do conselho de turma, a família e as entidades desportivas, planeia e personaliza a intervenção pedagógica e acompanha o aluno durante e após ausências escolares.
A direção deve integrar esta resposta na organização anual da escola, assegurando a articulação do horário, das sessões de apoio, dos ambientes virtuais e dos instrumentos de monitorização previstos no programa. A quantidade concreta de horas ou créditos não deve ser inventada a partir desta portaria: depende do planeamento anual da rede UAARE, da autorização e da organização do ano letivo aplicável à escola.
Base legal
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Portaria n.º 275/2019, de 27 de agosto, artigo 18.º — equipa de escola UAARE .
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Portaria n.º 275/2019, artigo 19.º — professor acompanhante .
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Portaria n.º 275/2019, artigo 5.º — organização do ano letivo UAARE .
Para um horário individual é necessário consultar o plano anual UAARE e os atos de distribuição de serviço da escola.
Como funciona a recuperação de palavra‑passe para acesso ao SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A recuperação deve ser iniciada na página oficial de recuperação de senha do SIGO, usando o utilizador associado à conta. O próprio SIGO informa que envia para o email registado as instruções para recuperar a senha.
Se a conta não tiver um endereço de email definido, a recuperação automática não pode ser concluída. Nesse caso, a página não permite que o utilizador invente uma senha ou faça uma alteração autónoma: deve contactar o apoio oficial do SIGO e seguir o procedimento de validação da conta.
Se a mensagem não chegar, deve confirmar o endereço associado, verificar a pasta de spam ou lixo eletrónico e repetir o pedido apenas depois de confirmar o utilizador. A escola não deve partilhar credenciais nem pedir que a senha seja enviada por email. A recuperação é um procedimento da plataforma, sujeito às instruções que o SIGO/AGSE mantiverem publicadas.
Procedimento confirmado na página oficial
1. Abrir a opção «Recuperar senha de acesso».
2. Indicar o utilizador.
3. Aguardar as instruções no email registado.
4. Se não existir email associado ou persistir o problema, contactar o suporte indicado pelo SIGO: sigo@agse.pt.
Base legal e fonte oficial
Não foi identificado, na página de recuperação consultada, um diploma que estabeleça um procedimento escolar autónomo diferente do fluxo da plataforma. A resposta deve, por isso, limitar-se às instruções oficiais do SIGO/AGSE e não criar passos administrativos sem publicação oficial.
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SIGO — Recuperar senha de acesso .
Esta ficha descreve o fluxo visível da plataforma; não cria um procedimento interno de redefinição pela escola que não esteja publicado pelo SIGO.
Quais são os eixos obrigatórios do Plano de Ação?EduQA · Administração e Gestão Escolar
A resposta refere-se ao Plano de Ação das escolas integradas no TEIP4. Não é uma estrutura obrigatória para todas as escolas que não pertençam ao programa.
Nos termos do artigo 6.º, n.º 1, do Despacho n.º 7798/2023, o Plano de Ação é definido pela escola em parceria com a autarquia, tem um horizonte de três anos letivos e deve organizar as medidas e ações estratégicas em torno de três eixos:
- Ensino e Aprendizagem;
- Lideranças;
- Comunidade.
O plano deve identificar responsabilidades, contributos dos parceiros, medidas, ações, metas e acompanhamento. A escola deve articular-se com a autarquia e outros parceiros locais e monitorizar os resultados, podendo propor a reformulação das ações quando necessário.
Os eixos são obrigatórios, mas a lei não impõe que todas as escolas usem exatamente as mesmas atividades. O conteúdo do Plano de Ação deve responder ao contexto da escola, aos critérios do aviso de candidatura e às necessidades da comunidade.
Base legal
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho, artigos 5.º e 6.º .
Qual o prazo para a instrução de processo de averiguações?IGEC · Carreira e Formação
No regime da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, o procedimento de averiguações prescreve se decorrerem três meses desde a instauração sem que, dentro desse prazo, o relatório final tenha sido recebido pela entidade competente. É esta a regra do artigo 232.º, n.º 5, da LTFP.
Este prazo de três meses não deve ser confundido com o prazo de 20 dias para a realização das diligências de instrução previsto no artigo 233.º, n.º 5. Os prazos têm objetos diferentes: o primeiro é um limite de prescrição do procedimento de averiguações nas condições previstas na lei; o segundo é uma regra sobre a fase instrutória e pode ser prorrogado nos termos legalmente previstos.
O decurso do prazo não autoriza a escola a ignorar automaticamente factos ou responsabilidades. Se houver lugar à instauração de procedimento disciplinar, a prescrição desse procedimento e os seus prazos têm de ser apreciados autonomamente segundo a LTFP e os factos concretos.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 232.º, n.º 5 .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 233.º, n.º 5 .
A contagem exige confirmar a data formal de instauração, a data de receção do relatório final e eventuais atos interruptivos ou suspensivos previstos na lei.
A criação de grupos de PLNM é obrigatória?EduQA · Currículo e Qualificações
Não existe uma obrigação geral de criar um grupo autónomo de PLNM em todas as escolas, independentemente do número de alunos e da organização possível. A escola deve primeiro diagnosticar o nível de proficiência e aplicar a solução prevista para o nível e para a oferta de ensino.
No ensino básico, a Portaria n.º 223-A/2018 prevê grupos de PLNM com pelo menos 10 alunos, podendo reunir alunos dos níveis A1, A2 e B1. Quando não seja viável constituir um grupo específico, os alunos frequentam, na sua turma, os tempos letivos da disciplina de Português. Os alunos são organizados por nível de proficiência, e não por ano de escolaridade.
No ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 prevê grupos de pelo menos oito alunos nos níveis zero e/ou A1 e grupos de pelo menos 10 alunos quando seja necessário reunir níveis A1, A2 e B1. Se não for possível constituir grupo específico, o aluno frequenta PLNM nos tempos de Português da sua turma. Os níveis B2 e C1 frequentam Português.
Assim, a escola não pode simplesmente ignorar a necessidade de PLNM, mas a lei admite soluções alternativas à criação de um grupo exclusivo. A decisão deve ser documentada e adequada ao diagnóstico, à oferta e aos recursos da escola.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 12.º, n.os 1 a 9 .
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março, artigo 2.º, n.os 1 a 10 .
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DGE — Português Língua Não Materna .
Qual o objetivo da IGEC com as auditorias ao SCI?IGEC · Administração e Gestão Escolar
As auditorias ao Sistema de Controlo Interno (SCI) têm como objetivo verificar, de forma sistemática, os sistemas e procedimentos de controlo interno através de auditorias administrativas e financeiras.
No plano de atividades da IGEC, a auditoria procura identificar áreas de risco e rubricas orçamentais relevantes, verificando o cumprimento dos princípios da legalidade, da regularidade e da boa gestão dos recursos financeiros, humanos e patrimoniais. Também pode avaliar o cumprimento das normas estabelecidas no âmbito do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e acompanhar a execução das recomendações feitas no relatório final.
Nas escolas, a atividade pode abranger agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, sem prejuízo de também poder abranger instituições de ensino superior e organismos tutelados. A auditoria não é uma avaliação pedagógica geral da escola: é uma ação de controlo do sistema, dos procedimentos e dos recursos abrangidos pelo plano e pelos termos de referência aplicáveis.
Base oficial
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IGEC — Plano de Atividades, atividade III.1 Sistema de Controlo Interno .
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IGEC — Auditoria e Controlo Financeiro, relatório de 2023 .
O objeto exato, a amostra e os documentos solicitados dependem do plano anual e dos termos de referência da auditoria concreta.
Na componente letiva da educação pré-escolar podem ser desenvolvidas atividades orientadas por outros profissionais?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Podem colaborar outros profissionais em atividades e projetos da educação pré-escolar, quando essa colaboração esteja prevista, articulada e seja adequada ao currículo e ao projeto do jardim de infância. Essa colaboração não transforma automaticamente esses profissionais em docentes nem transfere para eles a responsabilidade pela componente letiva do educador.
A componente educativa deve ser planificada, acompanhada e avaliada pelo educador de infância, em articulação com a equipa e com os profissionais que participem nas atividades. O educador mantém a responsabilidade pedagógica pelo grupo, pela intencionalidade educativa, pela observação, pela documentação e pela avaliação das aprendizagens.
A participação de técnicos, professores de outras áreas ou entidades parceiras deve ter finalidade educativa concreta, respeitar as habilitações e funções legalmente aplicáveis e ser integrada nas orientações curriculares e no projeto educativo. Uma atividade pontual orientada por outro profissional não permite concluir que todo o horário letivo possa ser entregue a pessoal sem funções docentes.
Base legal e orientação oficial
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
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DGE — Ofício-Circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB .
Qual o prazo para os colocados efetuarem a matrícula e inscrição na respetiva Instituição de Ensino Superior?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
No concurso nacional de acesso e ingresso no ensino superior público para 2026-2027, os prazos de matrícula e inscrição dependem da fase de colocação:
- 1.ª fase: de 24 a 27 de agosto de 2026;
- 2.ª fase: de 1 a 3 de outubro de 2026;
- 3.ª fase: de 18 a 20 de outubro de 2026.
O candidato colocado deve cumprir o prazo da fase respetiva junto da instituição de ensino superior. A falta de matrícula e inscrição dentro do prazo pode fazer caducar a colocação, sem prejuízo dos meios de reclamação ou dos prazos previstos no regulamento aplicável.
Estas datas são as do calendário oficial de 2026-2027 e não devem ser confundidas com prazos de candidatura ou de reclamação.
Base legal
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Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho, anexo — calendário do concurso nacional de acesso 2026-2027 .
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio, regulamento do concurso nacional de acesso .
A instituição pode exigir procedimentos internos adicionais de matrícula, mas não pode substituir os prazos nacionais publicados para a fase de colocação.
Quando pode ser feita a substituição de disciplinas no 11.º ano?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, a substituição de disciplinas no 11.º ano depende do tipo de disciplina e do regime aplicável.
Para uma disciplina bienal, o pedido pode ser feito no final do 11.º ano para substituir uma disciplina bienal por outra disciplina bienal aprovada, desde que sejam respeitadas as condições do percurso formativo próprio e não haja equivalência ou sobreposição de conteúdos. O pedido adicional previsto na lei deve ser apresentado até ao 5.º dia útil do 2.º período do 11.º ano.
A disciplina anual da componente de formação específica é, em regra, substituída no final do 12.º ano, na renovação da matrícula para esse ano. Não deve ser confundida com a substituição de uma disciplina bienal no 11.º ano.
A disciplina de Português pode ser substituída por PLNM quando o aluno esteja nos níveis A1, A2 ou B1, nos termos da Portaria n.º 226-A/2018 e da regulamentação atual de PLNM.
O requerimento é apresentado pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior de idade ao diretor, que deve assegurar informação sobre a conclusão do curso e o prosseguimento de estudos.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 15.º, n.os 1 a 4 .
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Portaria n.º 226-A/2018, artigo 16.º, sobre percurso formativo próprio .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 16.º .
Qual é o nível de educação e ensino recomendado para iniciar o PEBI e com quantos(as) grupos/turmas?EduQA · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é uma iniciativa da Direção-Geral da Educação, desenvolvida em parceria com o British Council e acompanhada pela DGEstE. Não é uma obrigação geral imposta a todas as escolas por uma norma do currículo nacional: a participação depende da candidatura, dos critérios e do edital da edição em causa.
Nos documentos orientadores do PEBI, a implementação é recomendada de forma gradual, começando preferencialmente pela educação pré-escolar e pelo 1.º ciclo, e podendo depois abranger os anos de transição indicados no programa, designadamente o 5.º e o 7.º anos. A dimensão inicial também deve ser controlada: o enquadramento do programa aponta para uma implementação de pequena escala, normalmente um a dois estabelecimentos e uma a duas turmas ou grupos por estabelecimento, conforme a candidatura e o edital aplicável.
Esses números são orientações do programa e não um direito ou obrigação diretamente fixado no Decreto-Lei n.º 55/2018. A escola deve consultar o edital da edição em que pretende candidatar-se, verificar a elegibilidade, a formação dos docentes, a organização curricular e as condições de acompanhamento.
Base legal e fonte oficial
Não foi identificado um diploma geral que imponha a todas as escolas o nível ou o número inicial de grupos/turmas indicado na pergunta. Esses elementos pertencem às orientações e ao edital da edição concreta do PEBI; não devem ser apresentados como obrigação legal geral.
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
A resposta deve ser atualizada sempre que for publicado novo edital de candidatura do PEBI.
Onde posso consultar a lista de manuais escolares certificados e a lista de manuais disponíveis para adoção?EduQA · Currículo e Qualificações
As listas oficiais são consultadas nas páginas da Direção-Geral da Educação e no Sistema de Informação de Manuais Escolares. A DGE disponibiliza:
- as listas de manuais escolares avaliados e certificados;
- as listas de manuais disponíveis para adoção;
- a informação de adoção e os instrumentos de registo usados pelas escolas no SIME/SIME-MEGA.
A escola deve confirmar se o manual está certificado e disponível para adoção antes de o apreciar. A adoção é uma decisão do conselho pedagógico, baseada na apreciação e seleção realizadas pelos docentes, departamentos ou equipas pedagógicas, de acordo com os critérios e grelhas aplicáveis. Em regra, a adoção vigora seis anos, salvo exceções previstas na regulamentação própria.
Onde consultar
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DGE — Manuais escolares, avaliação, certificação e SIME .
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DGE — listas de manuais escolares avaliados e certificados .
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DGE — informações gerais sobre adoção e SIME-MEGA .
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SIME — plataforma de informação de manuais escolares .
Base legal
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto .
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Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro .
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Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril .
O que é um Centro Qualifica e que relação tem com o agrupamento de escolas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Um Centro Qualifica é um centro especializado em qualificação de adultos. Apoia o diagnóstico, a orientação, o encaminhamento e o desenvolvimento de processos de qualificação, reconhecimento, validação e certificação de competências, nos termos da Portaria n.º 62/2022.
Um agrupamento de escolas pode estar relacionado com um Centro Qualifica como entidade promotora, parceiro ou entidade que acolhe a resposta, mas a existência de um Centro Qualifica não transforma automaticamente todos os cursos ou serviços do agrupamento em ofertas de escolaridade obrigatória. A relação concreta depende da autorização de funcionamento, da entidade promotora e das ofertas aprovadas.
A criação e a autorização de funcionamento são da competência do conselho diretivo da ANQEP, I. P. A criação realiza-se através de procedimento concursal promovido pela ANQEP e o Centro é criado por despacho do presidente do conselho diretivo, após deliberação do órgão competente. A autorização de funcionamento é concedida por três anos e pode ser renovada por períodos iguais. Não podem ser cobrados aos destinatários valores pela inscrição ou pelos serviços prestados no âmbito das atribuições do Centro.
Base legal
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Portaria n.º 62/2022, de 31 de janeiro, artigos 2.º a 5.º .
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Portaria n.º 62/2022, artigo 11.º, sobre extinção e arquivo .
Para saber se determinado agrupamento é promotor, deve consultar a autorização publicada e a rede oficial de Centros Qualifica da ANQEP.
Qual a duração do mandato dos membros do Conselho Geral?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A duração do mandato dos membros do Conselho Geral é, em regra, de quatro anos. O mandato dos representantes dos pais e encarregados de educação e dos alunos tem a duração de dois anos escolares, salvo se o regulamento interno da escola ou agrupamento estabelecer duração diferente dentro dos limites legais.
A duração do mandato do Conselho Geral não deve ser confundida com a duração do mandato do diretor. O Conselho Geral é um órgão de direção estratégica, e a composição e a substituição dos seus membros devem respeitar o Decreto-Lei n.º 75/2008 e o regulamento interno.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 16.º, n.os 1 e 2 .
Para um caso concreto é necessário consultar o regulamento interno e a data de início do mandato, sobretudo quando estejam em causa representantes eleitos por segmentos com duração especial.
Como posso solicitar a acreditação de um curso realizado no estrangeiro, como formação especializada, a título individual?EduQA · Carreira e Formação
O pedido deve ser apresentado ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), através da plataforma oficial e-Processos, no procedimento de acreditação, como formação especializada, a título individual, de graus obtidos no estrangeiro (FEE).
O requerente deve criar ou utilizar a conta na plataforma, selecionar o procedimento FEE e anexar os documentos exigidos pelo regulamento em vigor, incluindo os elementos que permitam identificar o grau ou curso, a instituição estrangeira, a duração, o plano ou conteúdos e a respetiva conclusão. A instrução concreta depende da documentação pedida pelo CCPFC e das regras de reconhecimento das qualificações estrangeiras; não se deve afirmar que basta enviar um certificado por email ou correio.
O CCPFC aprecia a qualificação nos termos da sua competência legal. A acreditação como formação especializada não é automática pelo simples facto de o curso ter sido realizado no estrangeiro e não substitui outros reconhecimentos académicos ou profissionais que possam ser necessários para a situação concreta.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, artigo 25.º, alínea c) .
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CCPFC — Plataforma e-Processos, acreditação individual FEE .
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CCPFC — Regulamentos de Formação Especializada, regulamento FEE em vigor .
Antes de submeter, o interessado deve consultar o regulamento FEE atualmente publicado e confirmar se a documentação estrangeira exige tradução, autenticação ou reconhecimento adicional.
Quais as entidades onde a IGEC realiza auditorias ao SCI?IGEC · Administração e Gestão Escolar
As auditorias da IGEC ao Sistema de Controlo Interno (SCI) são definidas no plano anual e nos termos de referência da atividade. O universo pode abranger:
- organismos tutelados pelas áreas governativas da educação e da ciência;
- agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas;
- instituições de ensino superior.
A atividade é realizada através de auditorias administrativas e financeiras e de controlo dos procedimentos internos, com a extensão e a amostra definidas para cada plano. O relatório de auditoria da IGEC relativo a 2023 dá um exemplo concreto: foram auditados 18 agrupamentos de escolas, 4 escolas não agrupadas e 1 escola profissional. Esses números descrevem aquela atividade anual e não constituem uma quota fixa para todos os anos.
A IGEC pode ainda acompanhar o cumprimento das recomendações emitidas no relatório final. Por isso, uma entidade só deve concluir que está abrangida depois de consultar o plano anual, a comunicação da ação e os termos de referência aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
Não há, nesta ficha, uma lista legal fixa de entidades para todos os anos: o universo concreto resulta do plano anual e dos termos de referência da IGEC. A resposta deve distinguir sempre a fonte institucional aplicável da existência de uma obrigação normativa geral.
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IGEC — Plano de Atividades, atividade III.1 Sistema de Controlo Interno .
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IGEC — Auditoria e Controlo Financeiro, relatório de 2023 .
A lista concreta de entidades auditadas varia anualmente e não é substituída por esta descrição geral.
Quem nomeia a Comissão Administrativa Provisória?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Quando não seja possível realizar o procedimento concursal para recrutamento do diretor, quando o concurso fique deserto ou quando todos os candidatos sejam excluídos, a função do diretor é assegurada por uma Comissão Administrativa Provisória (CAP).
Nos termos do artigo 66.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 75/2008, a CAP é constituída por três docentes e é nomeada pelo diretor regional de educação respetivo, pelo período máximo de um ano escolar. A norma não atribui essa nomeação ao conselho geral nem ao diretor cessante.
A CAP é uma solução temporária para garantir a gestão da escola ou agrupamento até ser possível concluir o procedimento de recrutamento e designar o diretor. A composição e as funções devem respeitar o regime de administração e gestão e os atos administrativos aplicáveis à área territorial da escola.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 66.º, n.º 1 .
Quais os efeitos da suspensão preventiva do trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
A suspensão preventiva é uma medida cautelar e não equivale à aplicação de uma sanção disciplinar. Nos termos do artigo 211.º, n.º 1, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), o trabalhador suspenso preventivamente mantém o direito à remuneração base e a suspensão não pode exceder 90 dias, salvo o regime legal aplicável à situação concreta.
A suspensão preventiva também não cria, por si só, uma proibição geral de o trabalhador se candidatar a outro procedimento ou alterar a sua situação jurídico-funcional. A candidatura continua dependente dos requisitos do procedimento, do vínculo existente, de eventuais incompatibilidades e das regras próprias do aviso ou concurso. Não se deve, portanto, afirmar que a suspensão garante a admissão nem que impede automaticamente a candidatura.
Para um caso concreto é necessário confirmar o despacho de suspensão, a duração, o vínculo e o procedimento a que o trabalhador pretende candidatar-se. A resposta não abrange a eventual suspensão de funções resultante de uma sanção disciplinar já aplicada.
Base legal e fonte oficial
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LTFP — Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigo 211.º .
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LTFP — Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigo 204.º , sobre a alteração da situação jurídico-funcional durante o processo disciplinar.
Existe diferença entre componente de currículo e disciplinas?EduQA · Currículo e Avaliação
Sim. São conceitos relacionados, mas não são sinónimos em todas as ofertas educativas.
A **componente de currículo** é uma parte da matriz curricular que organiza a formação do aluno. Dentro de uma componente podem existir uma ou mais áreas disciplinares, disciplinas ou outras unidades de organização curricular, conforme o ciclo, a oferta e a matriz aplicável.
Por isso, a designação correta depende do percurso:
- no ensino básico, a matriz curricular organiza componentes de currículo e pode identificar áreas disciplinares e disciplinas;
- no ensino secundário, as matrizes distinguem componentes de formação e disciplinas;
- nos cursos profissionais e noutras ofertas, podem ser usadas designações próprias, como componentes de formação, disciplinas ou unidades de formação.
A escola deve consultar a matriz curricular da oferta concreta. Não é rigoroso substituir automaticamente “componente de currículo” por “disciplina”, nem concluir que duas designações diferentes têm sempre exatamente o mesmo alcance.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente o artigo 3.º e as regras das matrizes curriculares.
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , matriz e organização do ensino básico geral.
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto , cursos científico-humanísticos.
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto , cursos profissionais.
Que alunos acompanham o currículo nacional de Português?EduQA · Currículo e Avaliação
No regime de Português Língua Não Materna (PLNM), os alunos posicionados no nível de proficiência **B2** ou **C1** acompanham o currículo de Português, sem prejuízo das medidas de apoio e acompanhamento que a escola considere necessárias.
A Portaria n.º 86/2025 organiza os níveis de proficiência do PLNM: iniciação (A1/A2), intermédio (B1/B2) e avançado (C1). A posição do aluno resulta da avaliação de proficiência prevista no regime; não se deve presumir o nível apenas pela nacionalidade ou pela língua materna.
A escola deve assegurar a resposta educativa adequada, podendo manter apoio específico de PLNM quando este seja necessário e esteja previsto na organização pedagógica. A passagem para o currículo de Português não significa que desapareçam automaticamente todos os apoios.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 86/2025, de 6 de março, na redação aplicável , sobre a organização do PLNM e os níveis de proficiência.
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Direção-Geral da Educação — Português Língua Não Materna .
O/A candidato/a pode desistir da candidatura ao concurso de Contratação de Escola?AGSE · Recrutamento Docente
Sim, mas a desistência da **candidatura** só pode ser feita enquanto estiver aberto o prazo de candidatura e a funcionalidade estiver disponível no SIGRHE. A DGAE indica que, durante o prazo de candidatura — normalmente três dias úteis no procedimento referido —, o candidato pode usar o botão “Desistir da Candidatura”.
“Desistir da candidatura” não é o mesmo que não aceitar um horário depois de ser selecionado. Depois de terminado o prazo ou de o procedimento ter avançado para a seleção, não se deve presumir que a desistência continua disponível. A não aceitação de uma colocação pode produzir consequências próprias, previstas no artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação atual.
O candidato deve confirmar no SIGRHE o estado do procedimento e guardar o comprovativo da operação. Se o botão não estiver disponível, deve pedir esclarecimento à DGAE ou ao AE/EnA responsável pelo horário, sem tentar substituir a desistência por uma comunicação informal.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , procedimento SIGRHE e consequências da não aceitação.
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 40.º .
Como é calculada a classificação final?AGSE · Recursos Humanos
Nos procedimentos concursais regulados pela Portaria n.º 233/2022, a classificação final é expressa numa escala de 0 a 20 valores e, em regra, calculada até às centésimas. O método e a fórmula concretos têm de constar do aviso de abertura e da ata do júri, porque dependem dos métodos de seleção e das ponderações aplicáveis ao procedimento.
Quando sejam utilizados vários métodos quantitativos, a ordenação final resulta da média aritmética ponderada das classificações obtidas em cada método, de acordo com as ponderações publicitadas. A avaliação psicológica é expressa como Apto ou Não Apto e não entra numa média numérica.
Os métodos e as respetivas fases têm caráter eliminatório nos termos regulamentares. Em regra, é excluído quem não compareça, obtenha classificação inferior a 9,5 valores num método eliminatório ou seja considerado Não Apto. Não há lugar à aplicação do método seguinte quando o candidato já foi excluído, sem prejuízo das regras específicas do aviso.
Assim, não é seguro dar uma fórmula única sem consultar o aviso do concurso: a resposta correta é a fórmula publicada para aquele procedimento.
Base legal
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Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro , designadamente os artigos 11.º, 21.º e 23.º.
O/A candidato/a submeteu um pedido de acumulação de funções e aguarda despacho, pode começar já a exercer funções?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, não. O exercício em acumulação de funções ou atividades públicas ou privadas depende de **autorização prévia** da entidade competente. A entrega do pedido não equivale a autorização e o silêncio ou a mera indicação de que o pedido está “em análise” não permite iniciar a atividade como se tivesse sido deferida.
No caso do pessoal docente, a autorização é pedida e apreciada nos termos do regime específico aplicável, devendo o docente aguardar a decisão e respeitar eventuais limites, incompatibilidades ou condições fixadas no despacho. Só depois de existir autorização válida deve iniciar a acumulação.
Base legal
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Portaria n.º 188-G/2024, de 16 de agosto, artigo 2.º , que estabelece a autorização prévia da acumulação do pessoal docente.
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigos 20.º a 23.º .
Como é efetuada a notificação do deferimento ou indeferimento da audição escrita?AGSE · Recrutamento Docente
No procedimento SIGRHE a decisão é comunicada pelo canal indicado para esse procedimento. A orientação operacional da DGAE prevê a comunicação por correio eletrónico e a disponibilização da informação no próprio SIGRHE.
O candidato deve consultar a caixa de correio associada à candidatura e a área do procedimento na plataforma, guardar a mensagem e o comprovativo eletrónico e verificar o teor integral da decisão. A ausência de uma mensagem não deve ser tratada como deferimento: quando a decisão não estiver visível, deve ser pedido esclarecimento à entidade responsável pelo procedimento.
Esta resposta descreve o circuito operacional do SIGRHE. O prazo e a forma de reação dependem do aviso e da decisão concretos; não se deve aplicar automaticamente um prazo de outro procedimento.
Fonte oficial
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , incluindo as regras de comunicação e consulta no SIGRHE.
Que sinais podem indicar que um aluno é vítima de bullying ou ciberbullying?EduQA · Alunos e Inclusão
Podem surgir sinais como isolamento, tristeza persistente, ansiedade, medo de ir à escola, quebra súbita de motivação ou rendimento, baixa autoestima, alterações do sono ou da alimentação e mudanças inesperadas de comportamento. No ciberbullying podem acrescentar-se receio de consultar o telemóvel, abandono repentino de redes sociais ou sofrimento depois de interações digitais.
Estes sinais são **indicadores de alerta, não uma prova nem um diagnóstico**. Também podem resultar de outras situações. A escola deve ouvir o aluno com cuidado, proteger a sua segurança, registar a ocorrência segundo os procedimentos internos e acionar as estruturas competentes, designadamente direção, direção de turma, equipa multidisciplinar ou responsáveis de proteção, conforme o caso. Em risco imediato, deve ser procurada ajuda urgente.
Base legal e fontes oficiais
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SeguraNet — recursos sobre bullying e ciberbullying .
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Direção-Geral da Educação — recursos e prevenção do bullying e ciberbullying .
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Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, Estatuto do Aluno e Ética Escolar , direitos e deveres da comunidade educativa e atuação da escola.
Qual o número de votos necessário para a eleição do diretor?AGSE · Administração e Gestão Escolar
É eleito o candidato que obtiver **maioria absoluta dos votos dos membros do Conselho Geral em efetividade de funções**. A referência legal não é a maioria dos membros simplesmente presentes na reunião.
Por exemplo, se o Conselho Geral tiver 21 membros em efetividade de funções, a maioria absoluta corresponde a pelo menos 11 votos. O número de presentes é relevante para o quórum e para a regularidade da reunião, mas não reduz, por si só, o número de votos necessário para atingir a maioria absoluta dos membros em efetividade de funções.
Se nenhum candidato obtiver essa maioria na primeira votação, devem aplicar-se as regras subsequentes do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 e do procedimento eleitoral concreto, incluindo eventual segundo escrutínio.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 23.º .
Como proceder ao encerramento de uma ação registada no SIGO?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O encerramento no SIGO deve ser feito apenas depois de concluída e validada a informação obrigatória da ação. Numa ação de formação, isso implica confirmar, conforme o tipo de ação e os campos disponíveis na plataforma:
- módulos ou unidades de formação concluídos;
- formadores associados;
- lista final de formandos;
- assiduidade, resultados e classificações;
- datas de início e conclusão;
- certificação ou documentos a emitir.
A sequência exata é operacional e pode variar consoante a modalidade registada. Não é seguro afirmar que todos os campos existem ou têm o mesmo nome em todas as ações. Se faltar um dado obrigatório, a ação pode não poder ser encerrada ou a certificação pode ficar incompleta; nesse caso deve ser consultado o manual/apoio do SIGO.
Para os cursos EFA, a Portaria n.º 86/2022 relaciona a autorização, avaliação, certificação, registo e acompanhamento da atividade com o SIGO. A resposta não deve ser generalizada a qualquer ação sem confirmar a modalidade.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro , designadamente os artigos 15.º a 20.º, para cursos EFA.
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Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro , artigo 11.º.
Os alunos em ensino doméstico podem realizar as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA)?EduQA · Currículo e Avaliação
Sim. No 4.º e no 6.º ano, os alunos que frequentam o ensino individual ou o ensino doméstico ficam automaticamente inscritos para realizar as provas ModA, nos termos do artigo 6.º, n.º 1, do Despacho Normativo n.º 3/2026.
As ModA são provas de monitorização das aprendizagens e não devem ser confundidas com as provas finais do 9.º ano ou com as provas de equivalência à frequência. O calendário e a identificação concreta das provas são os definidos anualmente para o respetivo ano letivo.
A regra da inscrição automática para as ModA não elimina as regras próprias de avaliação externa aplicáveis a alunos autopropostos. No 9.º ano, por exemplo, os alunos em ensino doméstico realizam as provas finais nas condições previstas no artigo 19.º, n.º 3, e no quadro aplicável do mesmo despacho. Também devem ser verificadas eventuais medidas adicionais de suporte à aprendizagem que possam afastar a realização de provas para efeitos de aprovação e conclusão.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, artigo 6.º .
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual , regime do ensino individual e doméstico.
O número de autorização de pagamento deve coincidir com o mês do recebimento indevido na guia de reposição?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não se deve escolher o número apenas pelo mês indicado na guia. Na tramitação financeira, deve ser identificado o número da autorização de pagamento ou da requisição de fundos que deu origem ao processamento e pagamento indevido a repor. É essa correspondência documental que permite ligar a reposição ao pagamento de origem.
O número, a designação do campo e a forma de preenchimento dependem do procedimento financeiro utilizado pela escola e do sistema aplicável. Se os registos não permitirem identificar inequivocamente o pagamento de origem, a escola deve confirmar o procedimento com o serviço financeiro competente ou com o apoio do IGeFE/entidade empregadora. Não é seguro inventar um número nem concluir apenas pela data.
Fonte oficial e cautela
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IGeFE — Balcão Digital da Educação, resposta operacional .
- Trata-se de uma instrução operacional de gestão financeira; a resposta deve ser confirmada no manual e no sistema em uso pela entidade.
O que se entende por acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
Acumulação de funções é o exercício simultâneo de outra função ou atividade profissional com a função pública exercida pelo trabalhador. Pode envolver atividade pública ou privada e ser remunerada ou não remunerada, mas o enquadramento concreto depende do tipo de atividade, do horário, da remuneração e da existência de conflito de interesses ou incompatibilidade.
A acumulação não deve ser confundida com qualquer colaboração ocasional ou com uma atividade que não esteja sujeita a autorização no regime aplicável. Quando a atividade se enquadra no regime de acumulação, deve ser pedida autorização prévia à entidade competente antes do início do exercício.
Para o pessoal docente aplicam-se ainda as regras específicas do regime de acumulação e da respetiva tramitação no SIGRHE. A autorização não é automática: o pedido deve identificar a atividade e permitir verificar compatibilidade de horários, impedimentos e demais condições legais.
Base legal
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LTFP — Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigos 20.º a 23.º .
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Portaria n.º 188-G/2024, de 16 de agosto , regime específico aplicável ao pessoal docente.
O que é considerado trabalho suplementar para o pessoal não docente?AGSE · Recursos Humanos
É trabalho suplementar o que for prestado fora do período normal de trabalho do trabalhador. No regime geral da função pública, o período normal é, em regra, de 7 horas por dia e 35 horas por semana, sem prejuízo do horário, da modalidade e das regras especiais que se apliquem ao trabalhador.
Assim, não se deve avaliar apenas se foram ultrapassadas 7 horas num dia. Deve verificar-se o horário normal concretamente fixado, o limite semanal e se houve determinação ou autorização da entidade competente. O trabalho prestado fora desse período pode ser trabalho suplementar, com os limites, deveres de registo, compensação e remuneração previstos na lei.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — Lei n.º 35/2014 , designadamente os artigos 105.º, 120.º e 162.º.
Como alterar a denominação ou tipologia de Jardins de Infância e de Escolas Públicas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A escola ou o agrupamento não pode alterar unilateralmente a sua denominação ou tipologia. A alteração depende do procedimento e da entidade competente previstos na legislação da rede escolar e deve ser formalizada por ato administrativo próprio.
O pedido deve ser instruído com os elementos que permitam identificar o estabelecimento, a denominação ou tipologia pretendida, a fundamentação e os pareceres ou decisões exigidos. Antes de apresentar qualquer proposta, a direção deve confirmar com a DGEstE e com o serviço competente do Ministério da Educação, Ciência e Inovação qual o circuito aplicável à alteração concreta.
No caso da denominação dos estabelecimentos, o Decreto-Lei n.º 299/2007 prevê a alteração por despacho do membro do Governo responsável pela educação. A tipologia obedece às regras próprias de criação, transformação e rede escolar; não resulta apenas de uma deliberação interna.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 299/2007, de 22 de agosto, artigo 6.º .
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Decreto-Lei n.º 387/90, de 10 de dezembro , regime da rede escolar.
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Portaria n.º 1181/2010, de 16 de novembro , critérios e tramitação relativos à denominação.
Como é formalizada a aprovação de um projeto?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, a aprovação de uma candidatura não se confunde com o início automático do projeto. Depois da decisão de seleção, a formalização é feita através de um **acordo de subvenção** entre a organização beneficiária e a Agência Nacional ou Agência de Execução competente.
A organização deve ler e assinar o acordo e cumprir as condições financeiras, de execução, acompanhamento, comunicação e prestação de contas. O projeto só deve ser iniciado nos termos e na data previstos no acordo de subvenção. Uma mensagem de seleção, por si só, não substitui esse acordo.
Fonte oficial
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Erasmus+ Programme Guide — award criteria e grant agreement .
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Erasmus+ — o que acontece depois da aprovação .
No caso de um candidato ocupar o primeiro lugar em vários horários do mesmo AE/EnA, deve o/a diretor/a proceder à sua seleção para todos esses horários?AGSE · Recrutamento Docente
A ordenação é aplicada a cada horário e deve respeitar a lista de candidatos e os critérios publicitados. Se o mesmo candidato ficar em primeiro lugar em vários horários, o diretor não pode substituir essa ordenação por uma escolha discricionária de outro candidato apenas porque o primeiro também aparece noutro horário.
Contudo, a seleção registada em cada horário ainda tem de obedecer às regras do SIGRHE, à comprovação dos dados e às condições de aceitação. A seleção não equivale automaticamente à celebração de vários contratos: o candidato deve aceitar as colocações nos prazos aplicáveis e podem existir regras de incompatibilidade, não aceitação e penalização. A decisão deve ser feita horário a horário, com registo na plataforma.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigos 39.º e 40.º .
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , regras do SIGRHE, aceitação e não aceitação.
O que abrangem as coberturas exigidas por parte do ERASMUS+?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A organização beneficiária deve assegurar que os participantes estão cobertos por um seguro adequado durante a atividade. O Guia do Programa Erasmus+ identifica, conforme o caso, cobertura para:
- viagem, quando aplicável;
- responsabilidade civil perante terceiros;
- acidente e doença grave;
- morte e repatriação.
A cobertura deve ser verificada para cada atividade, país, participante e período. O Cartão Europeu de Seguro de Doença pode ser recomendado ou exigido como complemento em determinados contextos, mas não substitui automaticamente todas as coberturas do projeto. A escola deve conservar a apólice, as condições e a prova de cobertura.
Fonte oficial
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Erasmus+ Programme Guide — insurance and participant protection .
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Comissão Europeia — regras do programa Erasmus+ .
As avaliações finais do Ensino Artístico Especializado são registadas no SIGO?AGSE · Currículo e Avaliação
Sim, na medida em que as classificações finais integram os documentos de certificação. A ANQEP indica que os certificados registam as disciplinas e respetivas classificações e que os diplomas e certificados são emitidos eletronicamente através do SIGO, sendo depois disponibilizados ao titular e carregados para verificação no Passaporte Qualifica.
Isto não significa necessariamente que cada avaliação intermédia ou cada ato de avaliação seja um lançamento autónomo no SIGO. As classificações são apuradas e registadas nos documentos e sistemas escolares próprios segundo a regulamentação da oferta; o SIGO assegura a emissão e o registo dos documentos de certificação. A escola deve seguir o procedimento SIGO aplicável ao curso e ao nível concretos.
Base legal e fonte oficial
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ANQEP — Cursos Artísticos Especializados , certificação e carregamento dos diplomas no SIGO.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , regime curricular e de avaliação das ofertas.
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Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto , cursos artísticos especializados do ensino secundário.
Quem realiza as provas finais do ensino básico?EduQA · Currículo e Avaliação
As provas finais do ensino básico realizam-se no 9.º ano, nas disciplinas de Português, Português Língua Não Materna (PLNM), Português Língua Segunda (PL2) e Matemática, nas condições definidas no Despacho Normativo n.º 3/2026.
Em regra:
- os alunos internos do 3.º ciclo realizam as provas finais na 1.ª fase, salvo as exceções regulamentares;
- os alunos do ensino individual ou doméstico realizam-nas como autopropostos, nos termos do artigo 19.º, n.º 3;
- podem também abranger alunos de cursos artísticos especializados, percursos curriculares alternativos e outras ofertas nas situações previstas no regulamento.
Não é correto dizer que todos os alunos realizam sempre exatamente as mesmas provas. O despacho prevê exceções, incluindo alunos com a medida adicional de adaptações curriculares significativas, alunos que frequentam o ano por disciplinas e situações de retenção por faltas. A disciplina e o tipo de prova dependem ainda do nível de PLNM/PL2 e da situação escolar do aluno.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, artigos 18.º e 19.º , aplicável aos anos letivos de 2025-2026 a 2027-2028.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Os técnicos superiores podem acumular funções privadas?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, um técnico superior em funções públicas exerce as respetivas funções em regime de exclusividade. A acumulação com atividade privada pode ser autorizada, mas não é automática e tem de respeitar o regime dos artigos 20.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014.
Para ser admissível, a atividade privada não pode ser legalmente incompatível, não pode concorrer ou ser conflituante com as funções públicas, nem pôr em causa a imparcialidade, a isenção ou o interesse público. Também não pode existir sobreposição entre os horários.
Antes de iniciar a atividade, o trabalhador deve apresentar pedido escrito à entidade competente para autorizar a acumulação. O pedido deve identificar, pelo menos, a entidade ou local onde a atividade será exercida, o horário, a remuneração, a natureza e o conteúdo da atividade e a fundamentação da inexistência de incompatibilidade. A autorização pode ser recusada ou ficar condicionada se os pressupostos legais não estiverem demonstrados.
Assim, a resposta depende das funções concretas, do horário, da entidade privada e da eventual relação da atividade com as atribuições públicas. Não é seguro concluir apenas pela categoria de técnico superior.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 35/2014 — LTFP, artigos 20.º a 23.º .
- A autorização deve ser obtida antes do início da atividade e deve ser mantida a prova do pedido e da decisão no processo funcional, de acordo com os procedimentos do empregador público.
Como saber se a candidatura a um determinado curso está sujeita à satisfação de pré-requisitos?DGES · Acesso ao Ensino Superior
Nem todos os cursos estão sujeitos a pré-requisitos. A candidatura só exige essa verificação quando o par instituição/curso integra um grupo de cursos para o qual tenha sido fixada, para o ano de candidatura, uma condição de natureza física, funcional, vocacional ou outra condição específica.
O regime jurídico resulta do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro. A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) fixa anualmente, por deliberação, os pré-requisitos exigidos, os grupos de cursos abrangidos, os respetivos tipos e a forma de comprovação. A lista anual pode alterar-se, pelo que não se deve usar uma lista de outro ano sem confirmação.
Para verificar o caso concreto, o candidato deve:
- consultar a página anual da DGES sobre pré-requisitos e a deliberação aplicável da CNAES;
- confirmar a ficha do curso e da instituição no guia geral ou no portal de candidatura;
- verificar o tipo de pré-requisito, a entidade que emite o comprovativo e o prazo de entrega;
- contactar a instituição quando a informação do curso ou da candidatura não for suficiente.
O facto de uma instituição exigir documentos próprios de matrícula não significa, por si só, que exista um pré-requisito legal de acesso.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 296-A/98, artigo 16.º .
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DGES — Pré-requisitos , incluindo as deliberações anuais da CNAES.
Medidas de apoio à aprendizagem e à inclusão na educação pré-escolarDGE · Inclusão
O regime da educação inclusiva aplica-se também à educação pré-escolar. O artigo 1.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, inclui expressamente a educação pré-escolar no seu âmbito.
Na educação pré-escolar, a resposta deve começar por uma abordagem preventiva, universal e diferenciada, integrada nas rotinas, nas interações, no ambiente educativo e nas práticas pedagógicas. A equipa deve observar as necessidades da criança, planear, monitorizar e articular com a família e com os serviços relevantes.
O artigo 7.º estabelece a abordagem multinível e o artigo 8.º prevê medidas universais. Quando estas não forem suficientes, podem ser mobilizadas medidas seletivas, previstas no artigo 9.º, e, quando a evidência demonstre a insuficiência das anteriores, medidas adicionais, previstas no artigo 10.º. A mobilização das medidas adicionais tem de ser fundamentada em evidências e constar do relatório técnico-pedagógico, nos termos do artigo 10.º.
As medidas não devem ser escolhidas apenas pelo diagnóstico ou pela idade da criança. Devem resultar da avaliação das barreiras à aprendizagem e à participação, da resposta que já foi tentada e da monitorização dos seus efeitos. A documentação da DGE sobre a educação pré-escolar esclarece que as medidas seletivas e adicionais não são, em regra, a resposta inicial típica neste nível, sem estabelecer uma proibição absoluta: a adequação depende da situação concreta e da transição para o 1.º ciclo.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, na redação atual, artigos 1.º, 7.º, 8.º, 9.º e 10.º .
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DGE — FAQ sobre educação inclusiva na educação pré-escolar .
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DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
Como é feita a emissão de certificados após a conclusão da formação?DGE · Carreira e Formação
Em regra, é a entidade formadora que emite o certificado, depois de verificar as condições de frequência e aproveitamento previstas para a ação. O certificado não é emitido automaticamente só porque a pessoa se inscreveu.
Nos termos do artigo 5.º do Despacho n.º 4595/2015, a certificação depende do cumprimento dos requisitos da ação. A participação inferior a dois terços da duração da ação não dá lugar a certificação. O regulamento específico da entidade ou da ação pode prever requisitos adicionais, desde que compatíveis com o regime aplicável.
O certificado deve identificar a entidade formadora, o formando, a designação e a duração da ação, a modalidade, as datas e a classificação ou menção obtida, quando aplicável. Nas ações de formação contínua de docentes deve ainda ser observada a acreditação e a certificação pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), quando exigidas pelo regime.
Se a entidade ainda não disponibilizou o certificado, o participante deve pedir esclarecimento diretamente à entidade formadora e confirmar se há frequência mínima, avaliação ou outro requisito pendente. Não é correto afirmar que existe sempre um único prazo ou um determinado formato de entrega sem consultar o regulamento da ação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, artigo 20.º, n.º 3 .
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Despacho n.º 4595/2015, artigo 5.º .
- A entidade formadora deve conservar os registos da ação e emitir a certificação de acordo com o regime e o regulamento concretamente aplicáveis.
Os professores têm responsabilidades na supervisão dos alunos durante eventos do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Atividades
Sim, quando a sua participação resulta da organização do Desporto Escolar, da distribuição de serviço ou da função que lhes foi atribuída. A responsabilidade concreta não é igual para todos os professores: depende de serem responsáveis por grupo-equipa, professores acompanhantes, coordenadores ou intervenientes numa atividade específica.
O Desporto Escolar funciona sob responsabilidade da escola. O responsável pelo grupo-equipa e os professores que participam na atividade devem cumprir o plano, as regras de segurança, os horários, as instruções da organização e o acompanhamento que resulte da atividade. Em deslocações e competições devem ser observadas também as regras próprias da atividade e do Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar (RGFDE).
Não se pode, contudo, afirmar que qualquer professor esteja sempre obrigado a supervisionar qualquer evento, nem que a presença de um responsável por grupo-equipa substitua todas as obrigações de organização da escola. Para saber quem acompanha os alunos num evento concreto é necessário consultar a designação, o plano da atividade, o RGFDE e o regulamento específico da modalidade.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, artigos 6.º, 8.º, 9.º e 10.º .
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho , que estabelece o regime atual do Desporto Escolar e revoga o Despacho n.º 9227/2022.
- O artigo 10.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 95/91 prevê a cobertura por seguro nos termos aplicáveis às atividades do Desporto Escolar.
SeguraNet - Educação para a Cidadania Digital e utilização segura da Internet nas escolasSeguraNet · Projetos e Atividades
O SeguraNet é um programa e portal de recursos educativos para promover a cidadania digital e a utilização segura, responsável e crítica da Internet. Disponibiliza materiais, campanhas, desafios e orientações que podem ser usados por escolas, docentes, alunos e famílias.
A escola pode integrar estes recursos no projeto educativo, no plano anual de atividades, em Cidadania e Desenvolvimento ou em atividades de literacia digital. A forma concreta de integração deve ser decidida pela escola, de acordo com a sua autonomia e os seus documentos orientadores. Não resulta da lei uma obrigação geral de utilizar o SeguraNet, nem um modelo único de implementação.
Ao usar plataformas, imagens, contas de alunos ou dados pessoais, a escola deve cumprir as regras de proteção de dados, segurança da informação, autorização e utilização de imagem que sejam aplicáveis. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados exige, entre outros princípios, finalidade, minimização, segurança e base legal para o tratamento; a Lei n.º 58/2019 assegura a execução desse regime em Portugal.
Base legal e fonte oficial
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SeguraNet — recursos e iniciativas .
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Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, aprovado pelo Despacho n.º 6478/2017 .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD e
Lei n.º 58/2019 .
Como submeter a acreditação uma ação de formação?CCPFC · Carreira e Formação
O pedido deve ser apresentado pela entidade formadora através da plataforma e-Processos do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), utilizando o procedimento aplicável à acreditação da ação. A entidade deve estar habilitada a apresentar o pedido e deve preparar a informação exigida para a ação, para os formadores e para os destinatários.
O enquadramento legal está no artigo 19.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 22/2014: compete ao CCPFC a acreditação das entidades formadoras, dos formadores e das ações de formação, nos termos da regulamentação própria. A entidade deve, por isso, consultar o regulamento em vigor, preencher os campos da plataforma, anexar os documentos pedidos e submeter o processo dentro do prazo aplicável.
Depois da submissão, deve acompanhar as notificações e eventuais pedidos de aperfeiçoamento no próprio processo. A aprovação, o número de créditos e as condições da ação só podem ser afirmados depois da decisão do CCPFC; a simples submissão não equivale a acreditação.
Os nomes dos menus e os documentos exigidos podem ser alterados pelo CCPFC. Em caso de divergência entre uma instrução antiga e a plataforma atual, deve prevalecer a informação publicada pelo CCPFC no momento da submissão.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, artigos 10.º e 19.º .
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CCPFC — Plataforma e-Processos .
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CCPFC — regulamentos da formação contínua .
Como é calculado o suplemento remuneratório do/a diretor/a de Centro de Formação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O suplemento é determinado pelo número de docentes abrangidos pelo Centro de Formação e pela tabela do anexo III do Decreto Regulamentar n.º 5/2010, de 24 de dezembro.
Os valores mensais são:
- mais de 1500 docentes: 400 €;
- de 1001 a 1500 docentes: 350 €;
- até 1000 docentes: 300 €.
O artigo 1.º, n.º 5, determina que o suplemento é processado mensalmente durante 12 meses. Para aplicar a tabela é necessário apurar o número de docentes abrangidos nos termos do regime dos Centros de Formação e confirmar a situação concreta do diretor e do centro. Não se deve calcular o suplemento com base apenas no número de escolas ou de ações de formação.
Base legal e fonte oficial
-
Decreto Regulamentar n.º 5/2010, artigo 1.º, n.os 4 e 5, e anexo III .
- A tabela deve ser aplicada na redação vigente e em articulação com os elementos oficiais usados pela administração para apurar o número de docentes abrangidos.
Quem deve usar o SIGO?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O SIGO é o sistema de informação e gestão da oferta e da certificação no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações. Não significa que todas as escolas e todos os cursos tenham de introduzir qualquer atividade no sistema: a obrigação depende da oferta formativa, do regime de certificação e do perfil atribuído à entidade.
As escolas, centros de formação e outras entidades que promovam ofertas abrangidas pelo Sistema Nacional de Qualificações devem usar o SIGO quando a legislação, a entidade competente ou as instruções operacionais exigirem o registo. Entre as operações podem estar o registo da oferta, dos formandos, da frequência, dos resultados e da emissão ou associação de certificados.
Nos cursos de Educação e Formação de Adultos, a Portaria n.º 86/2022 prevê informação e procedimentos próprios da oferta e da certificação. A escola deve confirmar se a oferta está autorizada, qual é o seu enquadramento e que perfil de utilizador lhe foi atribuído antes de registar dados.
O acesso depende de credenciais e de autorização. Quando a dúvida disser respeito a um menu, a uma oferta concreta ou a um período de registo, devem ser seguidas as instruções atuais do serviço responsável pelo SIGO; uma FAQ antiga não substitui a configuração vigente da entidade.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro , designadamente o regime dos cursos EFA.
-
Decreto-Lei n.º 396/2007, na redação atual — Sistema Nacional de Qualificações .
- A utilização concreta do SIGO é também operacionalizada pelas entidades competentes e pelas instruções do sistema para cada oferta.
O que acontece se submeter a renovação e, posteriormente, avançar com um novo pedido de Mobilidade por Motivo de Doença?AGSE · Carreira e Formação
Na aplicação da Mobilidade por Motivo de Doença (MPD), a renovação e o novo pedido não podem ficar simultaneamente ativos para o mesmo docente. Se o docente tiver submetido a renovação e iniciar depois um novo pedido, a aplicação alerta para a substituição e o novo pedido elimina a renovação anteriormente submetida. O inverso também se aplica: iniciar uma renovação depois de um novo pedido pode substituir esse pedido, de acordo com o estado da aplicação.
Antes da validação pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, o candidato pode normalmente corrigir ou eliminar a submissão dentro do prazo. Depois de iniciado o procedimento de validação, a alteração pode deixar de estar disponível. Por isso, é essencial confirmar o resumo final e o tipo de pedido antes de submeter.
As datas e os passos da aplicação são definidos anualmente pela DGAE/AGSE. Para 2026/2027 devem ser consultados o aviso e as FAQ da edição em curso; não se devem transportar automaticamente prazos de outro ano.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, artigo 5.º, na redação atual , com as alterações aplicáveis.
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AGSE — Mobilidade por Motivo de Doença 2026/2027 .
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AGSE — FAQ da MPD , que descreve o efeito operacional da submissão de novo pedido e renovação.
Que data deve ser considerada para efeitos de cálculo do termo do mandato do Diretor?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O artigo 25.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 75/2008 estabelece que o mandato do diretor tem a duração de quatro anos. Para calcular o termo de um caso concreto, não basta olhar para a data da eleição ou para o início do ano letivo: deve ser consultado o ato de homologação dos resultados e o auto ou despacho de tomada de posse que consta do processo.
O artigo 24.º regula a homologação dos resultados e o artigo 25.º articula o mandato com a tomada de posse. A tomada de posse do diretor ocorre perante o conselho geral nos termos do artigo 22.º, dentro do prazo legal após a homologação. Assim, a data de início e o termo devem ser determinados a partir dos atos oficiais do procedimento, contando a duração legal de quatro anos e aplicando as regras de renovação ou cessação que forem pertinentes.
Se houver dúvida sobre a contagem de um mandato antigo, a escola deve conferir o ato de posse e o despacho de homologação, porque uma data publicada num calendário interno pode não ser a data juridicamente relevante.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 75/2008, artigos 22.º, 24.º e 25.º .
- O termo não deve ser inferido sem consultar os atos oficiais que documentam a posse e a homologação.
Em que condições pode ser autorizada a integração de menores em Ofertas Formativas de Adultos?AGSE · Currículo e Avaliação
Não existe uma regra geral que permita integrar qualquer menor numa oferta de educação e formação de adultos. A idade, o tipo de curso, o regime de funcionamento e o percurso escolar têm de ser analisados à luz da oferta concreta.
Na Portaria n.º 86/2022, os cursos EFA de nível secundário do Tipo A ministrados em regime diurno ou a tempo integral só podem ser frequentados por adultos com idade igual ou superior a 21 anos, nos termos do artigo 3.º, n.º 2. O n.º 3 prevê uma exceção para candidatos com idade inferior a 18 anos quando estejam inseridos no mercado de trabalho ou pertençam a públicos específicos vulneráveis, e o n.º 4 exige a autorização da entidade competente nos termos previstos na portaria.
Este regime não deve ser confundido com uma autorização genérica para menores de 15 anos. A escola deve confirmar a idade, o tipo de oferta, o percurso anterior, a inserção no mercado de trabalho ou a situação de vulnerabilidade, a autorização necessária e a existência de vaga e condições pedagógicas. Se esses elementos não estiverem demonstrados, não é seguro afirmar que a integração é legalmente possível.
Base legal e fonte oficial
-
Portaria n.º 86/2022, artigo 3.º, na redação atual .
- A entidade competente e o procedimento de autorização dependem do tipo de oferta e das instruções aplicáveis ao ano em causa.
Quem pode concorrer ao concurso externo?AGSE · Recrutamento Docente
O concurso externo destina-se aos candidatos que pretendam ingressar na carreira docente e preencham os requisitos do artigo 22.º do Estatuto da Carreira Docente, nos termos do artigo 5.º, n.º 4, e do artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Em regra, o candidato deve possuir qualificação profissional para o grupo de recrutamento a que concorre. A falta de habilitação pode determinar a exclusão ou a nulidade da colocação, nos termos do artigo 7.º do mesmo diploma.
Também podem concorrer, nas condições legalmente previstas e indicadas no aviso anual, docentes em licença sem remuneração de longa duração que tenham requerido o regresso ao quadro de origem até ao final de fevereiro do ano escolar anterior e tenham sido informados da inexistência de vaga. O aviso e as FAQ do concurso de 2026/2027 identificam ainda regras próprias para estudantes de mestrado em ensino que concluam a formação no prazo de reclamação, quando preenchidos os requisitos do aviso.
Os docentes de carreira não concorrem ao concurso externo apenas para mudar de escola: a sua situação é tratada, em regra, no concurso interno ou na mobilidade. A resposta final depende sempre do aviso de abertura e do grupo de recrutamento.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 5.º, 7.º, 22.º do ECD por remissão e 24.º .
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AGSE — Perguntas frequentes do concurso nacional de docentes 2026/2027 .
Após a atribuição do Orçamento Individualizado às escolas, é efetuado o ajustamento dos valores já requisitados?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. De acordo com as instruções operacionais da AGSE para a gestão financeira dos agrupamentos e escolas, os valores requisitados durante o período transitório devem ser ajustados ou reconciliados depois de atribuído o Orçamento Individualizado (OI), tendo em conta o montante efetivamente atribuído.
O ajustamento não significa que a escola possa duplicar o pedido ou ignorar os valores já processados. Deve conferir o que foi requisitado, o que foi atribuído e o que falta requisitar, seguindo a operação disponibilizada no sistema financeiro e as instruções do ano em causa. Se houver divergência, a escola deve pedir esclarecimento à AGSE antes de submeter uma nova requisição.
Esta é uma regra operacional de execução orçamental: o montante e o procedimento podem ser atualizados pela AGSE para cada exercício. A resposta não substitui a consulta da comunicação financeira aplicável à data.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão financeira dos AE/EnA .
- Devem ser conservados os mapas, requisições e notificações que fundamentam o ajustamento.
Quem pode concorrer à contratação inicial e à reserva de recrutamento?AGSE · Recrutamento Docente
Podem concorrer aos procedimentos de contratação inicial e, quando preenchidos os respetivos requisitos, integrar a reserva de recrutamento os candidatos que tenham qualificação profissional para o grupo de recrutamento e não tenham obtido colocação nos procedimentos anteriores, ou que sejam admitidos nos termos do aviso anual.
O Decreto-Lei n.º 32-A/2023 distingue o concurso externo, a contratação inicial e a reserva de recrutamento. O artigo 34.º regula a contratação inicial; o artigo 35.º mantém, em regra, a posição relativa dos candidatos não colocados no concurso externo; e os artigos 37.º e 38.º regulam a constituição e o funcionamento da reserva. Os candidatos manifestam preferências de acordo com o artigo 9.º e com o aviso da DGAE.
Nas preferências podem ser indicados horários completos ou incompletos e, conforme o procedimento e o aviso, necessidades anuais ou temporárias. A habilitação própria não deve ser tratada como equivalente à qualificação profissional: a prioridade e a possibilidade de colocação dependem das normas do procedimento concreto e do aviso em vigor.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 5.º, 9.º, 34.º, 35.º, 37.º e 38.º .
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AGSE — manifestação de preferências para contratação inicial e reserva de recrutamento .
Onde é efetuado o registo da organização?Erasmus+ · Projetos e Atividades
O local de registo depende da ação Erasmus+ a que a escola ou organização pretende candidatar-se.
- Nas ações geridas pela Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA), a organização deve criar ou usar uma conta EU Login e registar-se no Participant Register do portal Funding & Tenders, obtendo um PIC.
- Nas ações geridas pela Agência Nacional, deve usar EU Login e o sistema de registo de organizações do Erasmus+ e do Corpo Europeu de Solidariedade, obtendo um OID.
O registo é feito uma vez para a organização, mas os dados e documentos devem ser mantidos atualizados. A entidade deve confirmar no guia da ação se a candidatura é centralizada ou descentralizada, indicar o PIC ou OID correto e carregar a documentação legal, financeira ou de representação que o sistema solicitar.
Ter um PIC ou OID não garante financiamento nem substitui a candidatura. É apenas o registo da organização no sistema aplicável.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Registration of organisations .
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Erasmus+ — How to apply .
Quais os montantes que devem ser requisitados em receitas de impostos (FF311) até à atribuição do Orçamento Individualizado?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Até ser atribuído o Orçamento Individualizado, a escola deve requisitar, no orçamento transitório, o montante correspondente a 1/12 do orçamento do ano anterior, na fonte de financiamento 311 (receitas de impostos), conforme as instruções financeiras da AGSE.
O valor não deve ser inventado nem substituído por um montante igual para todas as escolas. Deve ser usado o orçamento do ano anterior que consta dos registos financeiros da escola e a operação disponibilizada para o período transitório. Depois da atribuição do Orçamento Individualizado, os valores devem ser conferidos e ajustados de acordo com o montante atribuído e com as instruções da AGSE.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão financeira dos AE/EnA .
- A regra é operacional e deve ser confirmada para o exercício financeiro e para a aplicação em uso.
As escolas devem registar no SIGO as ofertas de Percursos Alternativos e Planos de Acompanhamento do Ensino Básico?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível responder afirmativamente para todas as situações sem distinguir a natureza da oferta.
Uma escola deve registar no SIGO a oferta quando se trate de um percurso formalmente autorizado e configurado no sistema como oferta educativa ou formativa sujeita a registo, acompanhamento e certificação. Nesse caso devem ser seguidas as instruções do SIGO e da entidade competente para aquela oferta.
Um Plano de Acompanhamento do Ensino Básico, quando seja apenas um plano pedagógico individual ou uma medida interna de acompanhamento, não se transforma por si só numa nova oferta formativa nem existe, apenas por esse nome, uma regra geral que imponha o seu registo no SIGO. O mesmo cuidado é necessário com a expressão «Percursos Alternativos»: deve confirmar-se se se trata de uma oferta formal autorizada ao abrigo da legislação aplicável ou de um projeto/medida da escola.
Assim, a resposta correta é condicional: regista-se a oferta formal que o sistema e as instruções oficiais determinem; não se deve criar um registo de oferta no SIGO apenas porque existe um plano interno ou uma medida pedagógica.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 223-A/2018, na redação atual, que regulamenta as ofertas educativas do ensino básico .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, na redação atual .
- O registo concreto depende da autorização da oferta e das instruções operacionais vigentes do SIGO/entidade competente.
Que disciplinas da componente de formação específica têm os alunos de realizar?DGE · Currículo e Avaliação
Nos cursos científico-humanísticos, o aluno realiza obrigatoriamente a componente de formação geral e a disciplina trienal da componente de formação específica do curso, nos termos do artigo 14.º, n.º 1, da Portaria n.º 226-A/2018.
Na componente de formação específica, a regra geral do artigo 14.º, n.º 2, é a seguinte:
- o aluno inicia duas disciplinas bienais no 10.º ano, escolhidas entre as disciplinas bienais da componente específica do curso;
- no 12.º ano escolhe duas disciplinas anuais, sendo uma obrigatoriamente ligada à natureza do curso, de acordo com a matriz e a oferta da escola.
As escolhas dependem do curso, da matriz curricular e das disciplinas efetivamente oferecidas pela escola. Existem regras de substituição de disciplinas e de percurso formativo próprio nos artigos 15.º e 16.º, pelo que não é correto afirmar que todos os alunos têm exatamente as mesmas disciplinas ou que não podem fazer qualquer permuta.
Para efeitos de exames finais nacionais, a portaria estabelece regras próprias no artigo 26.º: Português, a disciplina trienal e duas disciplinas bienais, com as opções previstas nessa norma. A resposta para um aluno concreto deve, por isso, indicar o curso, o ano de escolaridade e a oferta da escola.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 226-A/2018, artigos 14.º a 16.º e 26.º .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, na redação atual .
Qual o procedimento que uma escola deve adotar para elaborar uma Requisição de Fundos – Pessoal Adicional?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Antes de elaborar uma Requisição de Fundos relativa a Pessoal Adicional, a escola deve pedir autorização prévia à AGSE, I. P., através do endereço indicado nas instruções financeiras em vigor, atualmente `cabimentos@agse.pt`. O pedido deve identificar a necessidade, o pessoal abrangido, o período e os elementos financeiros solicitados pela AGSE.
Depois de obtida a autorização, a escola pode preparar e submeter a requisição na aplicação financeira, de acordo com o procedimento e os prazos comunicados. A requisição deve abranger apenas o pessoal e os valores autorizados. Não é seguro processar a despesa como Pessoal Adicional apenas porque existe uma necessidade de serviço, sem autorização prévia específica.
Quando a situação resulte de salários omitidos ou de uma necessidade identificada depois do processamento normal, devem ser seguidas as instruções da AGSE para a requisição adicional e juntados os documentos comprovativos. O pedido de autorização, a resposta da AGSE e a requisição devem ficar arquivados no processo financeiro da escola.
Esta é uma orientação operacional da AGSE, sujeita a atualização. Se o endereço, a aplicação ou o circuito de autorização forem alterados, prevalecem as instruções mais recentes publicadas para o exercício financeiro.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão financeira dos AE/EnA .
- A elaboração da requisição não substitui a autorização prévia nem a conferência dos valores e documentos do processamento.
Os alunos em ensino doméstico estão sujeitos a avaliação quantitativa no final dos anos não terminais de ciclo do ensino básico e do ensino secundário?EduQA · Currículo e Qualificações
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Os alunos em ensino doméstico estão sujeitos a avaliação quantitativa no final dos anos não terminais de ciclo do ensino básico e do ensino secundário?
Em regra, não há uma classificação quantitativa atribuída apenas por se ter concluído um ano não terminal de ciclo. No ensino doméstico, o acompanhamento e a monitorização são feitos pela escola de matrícula, através do professor-tutor, mediante a discussão do portefólio, que reúne as evidências das aprendizagens e da sua evolução ao longo do ano letivo.
Isto não significa ausência de avaliação. O responsável educativo acompanha o desenvolvimento do currículo, o portefólio é apreciado pela escola e o protocolo de colaboração fixa a organização do acompanhamento. A certificação ocorre quando o aluno conclui o ciclo ou o nível de ensino: no ensino básico realiza as provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada ciclo e, no ensino secundário, as provas ou exames previstos na legislação aplicável.
Assim, para um ano não terminal, a resposta correta é distinguir a monitorização qualitativa do processo educativo da classificação final exigida para a conclusão de ciclo ou de nível. O caso concreto pode ainda depender do ciclo, do curso e do protocolo de colaboração em vigor.
Base legal:
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artigos 12.º, n.º 2, alíneas c), d) e g), 16.º, n.º 3, 18.º e 19.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual ;
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual, relativa às ofertas educativas do ensino básico ;
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na redação atual, relativa aos cursos científico-humanísticos .
No caso de o pedido ser autorizado, sob que moldes contratuais passa o docente a exercer funções?AGSE · Carreira e Formação
Se o pedido for autorizado ao abrigo do regime aplicável ao trabalhador reformado ou aposentado por idade de 70 anos, o docente não continua simplesmente no vínculo anterior. Passa a exercer as funções através da modalidade de vínculo de emprego público adequada às funções a desempenhar.
Nos termos da alínea a) do n.º 3 do artigo 294.º-A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), essa modalidade pode ser um contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo ou uma nomeação transitória, consoante esteja em causa uma função abrangida, respetivamente, pelos artigos 7.º ou 8.º da LTFP. Se a função tiver de ser exercida em comissão de serviço, aplica-se essa modalidade, nos termos da alínea b) do mesmo número.
O contrato ou ato de nomeação não resulta automaticamente do pedido: pressupõe autorização em caso de interesse público excecional, devidamente fundamentado, e a verificação das restantes condições legais. Os vínculos previstos no n.º 3 têm, em regra, duração de seis meses, renovável por períodos iguais até ao limite máximo de cinco anos, sem prejuízo das regras próprias da comissão de serviço.
Base legal:
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artigo 294.º-A, n.os 1 a 4, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas ;
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artigos 7.º, 8.º e 9.º da LTFP .
Qual é o período de vigência da adoção de um manual escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
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Qual é o período de vigência da adoção de um manual escolar?
A adoção de um manual escolar vigora, em regra, durante seis anos e deve acompanhar o período de vigência do programa ou das orientações curriculares a que respeita. A regra é uma duração normal, não uma garantia absoluta de que o manual permanecerá intocável durante seis anos.
Pode haver prazo inferior quando o programa tenha duração inferior. Se forem revistos o programa, as metas ou as orientações curriculares, o membro do Governo responsável pela educação pode fazer cessar o prazo de vigência e determinar novo procedimento de avaliação, certificação e adoção. Em casos excecionais devidamente fundamentados pode ainda ser determinada a reavaliação durante o período de vigência.
O calendário concreto de adoções é fixado pelos despachos aplicáveis. O Despacho n.º 3026/2024 alterou os calendários anteriores e deve ser consultado juntamente com a disciplina e o ano de escolaridade em causa.
Base legal:
-
artigo 4.º da Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto ;
-
artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro ;
-
Despacho n.º 3026/2024, de 21 de março .
Como pode a escola criar condições estruturais para o trabalho colaborativo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
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title: "Como pode a escola criar condições estruturais para o trabalho colaborativo?"
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Como pode a escola criar condições estruturais para o trabalho colaborativo?
A lei não impõe um único modelo de trabalho colaborativo nem atribui automaticamente a cada equipa um período livre comum. A escola cria essas condições através da sua autonomia pedagógica e organizativa, respeitando os horários, as componentes do serviço docente e os recursos disponíveis.
Na elaboração do ano letivo, o diretor deve privilegiar a constituição de equipas educativas, o acompanhamento das turmas ou grupos ao longo do ciclo e momentos de partilha e reflexão sobre as práticas pedagógicas. Na componente não letiva de estabelecimento podem ser incluídas reuniões pedagógicas legalmente convocadas, nomeadamente as que promovam o trabalho colaborativo.
Na prática, podem ser adequadas, se forem compatíveis com o serviço letivo, medidas como:
- calendarizar reuniões de articulação, planificação e avaliação;
- agrupar, tanto quanto possível, os tempos de trabalho colaborativo e reduzir a dispersão das equipas;
- constituir equipas educativas estáveis por ano, ciclo ou área;
- recorrer à coadjuvação quando exista fundamento pedagógico e organização de serviço para tal.
Estas são formas de concretizar os princípios legais; não significam um direito individual a um horário específico nem permitem ultrapassar a componente letiva, as regras de distribuição de serviço ou a duração semanal de trabalho.
Base legal:
-
artigo 2.º, alíneas a) a c), e artigo 6.º, n.os 1, 3 e 4, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho ;
-
artigo 7.º, n.os 3, 7 e 8, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 ;
-
artigos 76.º, 82.º e 83.º do Estatuto da Carreira Docente ;
-
artigo 20.º, n.º 4, alínea d), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril .
Qual é o papel do coordenador da Estratégia de Educação para a Cidadania?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Qual é o papel do coordenador da Estratégia de Educação para a Cidadania?"
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Qual é o papel do coordenador da Estratégia de Educação para a Cidadania?
O coordenador da Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola é um docente designado para o efeito. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 recomenda que integre o Conselho Pedagógico, sem afastar as regras legais sobre a composição desse órgão.
Compete-lhe, em concreto:
- promover a elaboração da proposta de Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola;
- submeter ao Conselho Pedagógico a proposta dos critérios de avaliação da componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento;
- articular o desenvolvimento da estratégia com os docentes, em especial os que lecionam Cidadania e Desenvolvimento, e com as estruturas de gestão;
- acompanhar a implementação da estratégia e promover a sua avaliação;
- colaborar na monitorização da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
O coordenador não substitui o Conselho Geral na definição das orientações e na aprovação da estratégia, nem o Conselho Pedagógico na aprovação dos critérios de avaliação.
Base legal:
-
artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual ;
-
ponto 5.1 da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto .
O Conselho Geral pode deliberar sem a presença de todos os membros?AGSE · Administração e Gestão Escolar
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title: "O Conselho Geral pode deliberar sem a presença de todos os membros?"
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O Conselho Geral pode deliberar sem a presença de todos os membros?
Sim, mas não basta estar presente qualquer número de membros. O Conselho Geral pode reunir e deliberar sem a presença de todos os seus membros quando estiver preenchido o quórum legal e forem respeitadas as regras de convocação e de votação.
Na primeira convocação, os órgãos colegiais só podem deliberar, em regra, quando esteja presente ou participe por meios telemáticos a maioria do número legal de membros com direito a voto. Se esse quórum não existir, pode ser convocada nova reunião com intervalo mínimo de 24 horas; em segunda convocatória, pode deliberar-se, salvo regra especial, com a presença de um terço dos membros com direito a voto. Nos órgãos compostos por três membros, o quórum é de dois, mesmo em segunda convocatória.
O quórum é diferente da maioria necessária para aprovar cada deliberação. Por isso, depois de verificar a possibilidade de reunir, deve confirmar-se a regra de votação aplicável ao assunto concreto e o regimento do órgão.
Base legal:
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artigo 68.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual ;
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artigo 29.º do Código do Procedimento Administrativo .
O que se entende por mobilidade para fins de aprendizagem (KA1)?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "O que se entende por mobilidade para fins de aprendizagem (KA1)?"
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O que se entende por mobilidade para fins de aprendizagem (KA1)?
KA1 é a Ação-Chave 1 do Erasmus+, «Mobilidade para fins de aprendizagem». Não é uma categoria geral para qualquer deslocação ao estrangeiro: abrange atividades transnacionais, educativas e estruturadas, realizadas no quadro de um projeto Erasmus+ aprovado ou de uma acreditação aplicável.
No setor escolar, pode abranger, conforme o projeto e o Guia do Programa, mobilidade de alunos para aprendizagem, mobilidade de pessoal para cursos, formação, acompanhamento no posto de trabalho ou ensino, bem como outras atividades elegíveis. A atividade deve ter objetivos e resultados de aprendizagem definidos, cumprir as normas de qualidade Erasmus+ e ser documentada; quando aplicável, os resultados devem ser reconhecidos e conservados os comprovativos exigidos pelo acordo de financiamento.
Assim, uma visita de estudo ou uma deslocação internacional da escola só é KA1 se estiver enquadrada na ação e cumprir os requisitos do convite, do Guia do Programa e do projeto aprovado.
Base legal e institucional:
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Erasmus+ Programme Guide 2026 — Key Action 1 ;
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Erasmus+ — mobilidade de alunos e pessoal no ensino escolar ;
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Guia do Programa como parte integrante do convite Erasmus+ 2026 .
Qual o índice remuneratório dosas docentes com habilitação própria?AGSE · Carreira e Formação
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Qual o índice remuneratório dosas docentes com habilitação própria?
A habilitação própria, por si só, não determina um índice remuneratório autónomo. Quando o docente é contratado a termo resolutivo, aplica-se o artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023:
- índice 167, com a remuneração mensal calculada proporcionalmente ao período normal de trabalho semanal;
- depois de 1460 dias de serviço, índice 188, desde que também se verifiquem a avaliação mínima de Bom nos dois últimos anos escolares e 50 horas de formação contínua com aproveitamento;
- depois de 2920 dias de serviço, índice 205, desde que também se verifiquem a avaliação mínima de Bom nos dois últimos anos escolares, o requisito de observação de aulas e 50 horas de formação contínua com aproveitamento.
Os dias de serviço e os restantes requisitos têm de ser verificados pela entidade competente no procedimento de posicionamento remuneratório. A regra não deve ser aplicada automaticamente a docentes de carreira, a técnicos especializados ou a outro vínculo que não seja o contrato docente a termo resolutivo. A habilitação própria pode permitir o recrutamento em contratação de escola quando não existam candidatos com habilitação profissional, nos termos do artigo 40.º, n.º 9, mas isso não altera, por si, a escala do artigo 44.º.
Base legal e institucional:
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artigo 40.º, n.º 9, e artigo 44.º, n.os 1 a 6, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual ;
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DGAE — Docentes contratados e posicionamento remuneratório .
Quais os fundamentos para o indeferimento do pedido de matrícula em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
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Quais os fundamentos para o indeferimento do pedido de matrícula em ensino doméstico?
No ensino doméstico, o pedido pode ser indeferido quando não estejam preenchidos os pressupostos legais ou quando o requerimento não contenha os elementos necessários. Entre as situações previstas no regime estão, designadamente:
- o responsável educativo não poder assegurar presencialmente o desenvolvimento do currículo;
- não ter, pelo menos, o grau de licenciatura;
- não ser familiar do aluno nem pessoa que com ele habita;
- faltarem elementos de identificação exigidos no requerimento;
- não ser apresentado o certificado das habilitações académicas do responsável educativo.
O responsável educativo deve ainda assegurar o currículo nos termos do protocolo de colaboração e da lei. A decisão de indeferimento deve indicar os fundamentos de facto e de direito e ser notificada no prazo legal, depois de assegurada a audiência prévia quando aplicável. Da decisão cabe o meio de impugnação previsto no regime, incluindo recurso hierárquico para a entidade competente dentro do prazo legal contado da notificação.
Esta ficha trata do ensino doméstico. O ensino individual tem requisitos diferentes, nomeadamente quanto à habilitação para a docência do responsável educativo.
Base legal:
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artigos 9.º, n.os 2 e 3, 11.º, n.os 8 a 11, e 16.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual ;
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artigos 14.º e 17.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 .
Quem pode ser o responsável educativo de um aluno no ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
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Quem pode ser o responsável educativo de um aluno no ensino doméstico?
No ensino doméstico, o responsável educativo é um familiar do aluno ou uma pessoa que com ele habita e que, junto do aluno, desenvolve o currículo. Não basta, portanto, ser uma pessoa indicada pela família: a pessoa tem de caber numa dessas situações e assumir efetivamente a responsabilidade pelo desenvolvimento curricular.
Além disso, no ensino doméstico deve possuir, pelo menos, o grau de licenciatura e cumprir as responsabilidades previstas no protocolo de colaboração, incluindo assegurar o currículo com o português como língua de escolarização. No ensino individual aplica-se um regime diferente: o responsável educativo e os restantes docentes que desenvolvam o currículo devem estar habilitados para a docência.
Base legal:
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artigos 4.º, alínea g), 12.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual .
O direito à viagem previsto nos diplomas confere liberdade total ao docente na escolha da solução de transporte?AGSE · Administração e Gestão Escolar
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title: "O direito à viagem previsto nos diplomas confere liberdade total ao docente na escolha da solução de transporte?"
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O direito à viagem previsto nos diplomas confere liberdade total ao docente na escolha da solução de transporte?
Não. O direito à viagem previsto para os docentes que se deslocam para exercer funções nas escolas portuguesas no estrangeiro não significa liberdade total para escolher qualquer solução de transporte ou qualquer custo.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 garante apoios relativos às viagens de ida e regresso e a uma viagem anual em determinadas condições, mas determina que esses apoios são concedidos nos termos e nos montantes definidos pelos despachos aplicáveis. O próprio diploma fixa ainda limites, designadamente quanto ao número máximo de viagens anuais abrangidas para os docentes deslocados de Portugal. A escolha concreta deve respeitar a autorização, o procedimento e os limites financeiros aplicáveis à escola e ao apoio.
Assim, a lei garante o apoio nos termos definidos pelo regime; não transforma esse apoio num direito de escolher unilateralmente a rota, o operador, a classe ou uma solução mais onerosa. Para saber qual a solução elegível num caso concreto, é necessário consultar o despacho regulamentar e as instruções administrativas aplicáveis à escola portuguesa no estrangeiro.
Base legal:
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artigo 15.º, n.os 14 e 15, do Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio ;
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artigos 16.º-A, n.os 4 e 5, e 20.º, n.os 4 e 5, do Decreto-Lei n.º 78/2025 .
Em que situações pode um Diretor ser reconduzido?AGSE · Administração e Gestão Escolar
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title: "Em que situações pode um Diretor ser reconduzido?"
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Em que situações pode um Diretor ser reconduzido?
O mandato do diretor dura quatro anos. Até 60 dias antes do seu termo, o Conselho Geral deve deliberar sobre a recondução ou sobre a abertura de novo procedimento concursal.
A recondução depende de maioria absoluta dos membros do Conselho Geral em efetividade de funções. Não é permitida a recondução para um terceiro mandato consecutivo. Também não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo nem a eleição durante o quadriénio imediatamente seguinte ao termo do quarto mandato consecutivo.
Se a recondução não for aprovada, ou não puder ocorrer por força destes limites, deve ser aberto procedimento concursal para eleição do diretor. A regra legal não é, portanto, «até quatro reconduções»; o limite relevante é a proibição do terceiro mandato consecutivo e, depois, a proibição de eleição para o quinto mandato consecutivo e durante o quadriénio seguinte ao quarto.
Base legal:
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artigo 25.º, n.os 1 a 5, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual .
Que condições operacionais devem ser asseguradas antes da adoção das soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
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title: "Que condições operacionais devem ser asseguradas antes da adoção das soluções cloud?"
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source: "AGSE"
subcategory: "Sistemas Digitais e Plataformas"
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Que condições operacionais devem ser asseguradas antes da adoção das soluções cloud?
Não existe, num único diploma de educação, uma lista universal intitulada «condições operacionais para adotar cloud». Antes de a escola adotar uma solução deve documentar, pelo menos, a finalidade e a necessidade do serviço, os dados tratados, as responsabilidades da escola e do fornecedor, os perfis de acesso, a segurança, a continuidade do serviço, as cópias de segurança, a recuperação e a saída da solução.
Se houver dados pessoais de alunos, trabalhadores ou encarregados de educação, a escola deve ainda verificar a base jurídica e os princípios do tratamento, a proteção de dados desde a conceção e por defeito, a existência de contrato com o subcontratante quando o fornecedor trate dados em nome da escola e as medidas técnicas e organizativas adequadas. Devem ser avaliadas também a localização e as transferências de dados, os subcontratantes ulteriores, os incidentes e a eliminação ou devolução dos dados no fim do serviço.
Na contratação pública devem ser respeitadas as regras de competência, procedimento, peças e execução do contrato que sejam aplicáveis. Conectividade, autenticação, disponibilidade, gestão de acessos e plano de contingência são, por isso, condições operacionais recomendáveis e frequentemente necessárias para cumprir os deveres legais, mas esta ficha não deve ser lida como uma autorização automática de qualquer serviço cloud nem como uma lista exaustiva para todos os casos.
Base legal e institucional:
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artigos 5.º, 25.º, 28.º e 32.º do Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD ;
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que assegura a execução do RGPD em Portugal ;
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CNCS — informação sobre riscos e responsabilidades na segurança de serviços cloud .
Como se processa a renovação de equiparação a bolseiro?AGSE · Carreira e Formação
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title: "Como se processa a renovação de equiparação a bolseiro?"
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category: "Carreira e Formação"
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source: "AGSE"
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Como se processa a renovação de equiparação a bolseiro?
A renovação da equiparação a bolseiro é pedida em formulário eletrónico, no prazo e pelo canal indicados no aviso anual aplicável. Na operacionalização divulgada para o pessoal docente, o pedido é apresentado no SIGRHE, na área profissional correspondente.
Devem ser apresentados, além do requerimento eletrónico:
- o relatório do trabalho desenvolvido durante o período já decorrido;
- o plano do trabalho a desenvolver, de acordo com a planificação inicialmente apresentada.
Se existirem alterações ao plano inicial, devem ser acompanhadas de documento que justifique as alterações e da respetiva validação pelo orientador ou pela instituição que tutela o curso, declaração que deve ser junta ao relatório. A ficha não fixa uma data anual: os prazos concretos são os divulgados no aviso da candidatura ou renovação.
Base legal e institucional:
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artigo 15.º, n.os 1 e 2, da Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto ;
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DGAE — SIGRHE e informação anual sobre equiparação a bolseiro .
Qual o âmbito de atuação da Inspeção-Geral da Educação e Ciência no Sistema de Controlo Interno da Administração Financeira do Estado?IGEC · Administração e Gestão Escolar
No Sistema de Controlo Interno da Administração Financeira do Estado, a intervenção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) enquadra-se no controlo setorial. Esse nível consiste na verificação, no acompanhamento e na informação, com especial atenção à avaliação do controlo operacional e à adequação da inserção de cada unidade operativa e do respetivo sistema de gestão nos planos globais do ministério ou região.
No setor da educação, isto permite à IGEC realizar ações de inspeção, auditoria e controlo sobre a legalidade, a regularidade e a gestão dos serviços e estabelecimentos abrangidos pela sua missão. As ações podem analisar, por exemplo, procedimentos administrativos e financeiros, sistemas de informação, execução orçamental e mecanismos de controlo interno, podendo dar origem a conclusões e recomendações ou a propostas de medidas corretivas.
Não significa que todos os agrupamentos sejam auditados ao mesmo tempo ou que a IGEC substitua os órgãos de direção da escola. A intervenção depende do plano de atividades, de determinação superior ou de outra iniciativa legalmente prevista, e o âmbito concreto é definido na ação inspetiva.
Base legal e institucional:
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artigo 2.º, n.os 1, 2, alíneas a) e h), e 3, do Decreto Regulamentar n.º 15/2012, de 27 de janeiro, orgânica da IGEC ;
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artigo 4.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 166/98, de 25 de junho ;
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Regulamento do Procedimento de Inspeção da IGEC .
O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna (2)?"
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category: "Currículo e Qualificações"
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source: "EduQA"
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O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna (2)?
Se o responsável educativo não tiver o português como língua materna, o pedido deve demonstrar que o currículo será desenvolvido de acordo com o regime legal. O português é a língua de escolarização. No protocolo de colaboração deve ficar assumida essa regra; se for pretendido um projeto bilingue, é exigida prova de proficiência na língua estrangeira do currículo nacional em que parte do currículo será desenvolvida e a escola de matrícula tem de dispor dessa oferta.
Na tramitação administrativa do pedido de matrícula em ensino individual, a documentação institucional pode exigir que seja junta prova da proficiência linguística relevante. Essa exigência documental não deve ser confundida com uma proibição automática baseada na nacionalidade ou na língua materna: o que a lei exige é que o responsável consiga assegurar o desenvolvimento do currículo e que o protocolo respeite a língua de escolarização e, se existir, os requisitos do projeto bilingue.
Também não se deve confundir ensino individual com ensino doméstico: no ensino individual o responsável educativo e os restantes docentes que desenvolvam o currículo têm de estar habilitados para a docência; no ensino doméstico aplicam-se as regras próprias do artigo 16.º.
Base legal e institucional:
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artigo 16.º, n.os 1 a 3, e artigo 12.º, n.º 2, alínea e), do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual ;
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DGE — Ensino individual e ensino doméstico .
O que se entende por horário anual?AGSE · Carreira e Formação
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title: "O que se entende por horário anual?"
repository: "AGSE"
category: "Carreira e Formação"
updated_at: "2026-09-27"
position: 415
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source: "AGSE"
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O que se entende por horário anual?
Para efeitos do regime de recrutamento e colocação de docentes, considera-se horário anual o que resulta de colocação obtida na contratação inicial ou na reserva de recrutamento, até ao último dia estabelecido pelo calendário escolar para o início das atividades educativas ou letivas, com termo no fim do ano escolar, sem prejuízo das regras próprias dos efeitos remuneratórios.
Esta é uma definição legal para os efeitos previstos no Decreto-Lei n.º 32-A/2023, nomeadamente para distinguir horários anuais de outras necessidades temporárias. Não significa que todo o horário que, na prática, se prolongue por vários meses ou tenha termo em 31 de agosto seja automaticamente horário anual para todos os efeitos. É necessário verificar o tipo de colocação, a data em que ocorreu e a duração indicada na aplicação e no contrato.
Base legal e institucional:
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artigo 42.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual ;
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DGAE — perguntas frequentes e avisos de recrutamento .
O/A diretora do AEEnA tem competência para efetuar alterações orçamentais entre "Outras Despesas Correntes" e "Outras Despesas de Capital" financiadas por receitas de impostos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não, de acordo com a orientação operacional publicada pela AGSE para esta situação. A competência para autorizar alterações orçamentais entre «Outras Despesas Correntes» e «Outras Despesas de Capital», quando financiadas por receitas de impostos, está delegada no Conselho Diretivo da AGSE, I. P., e não no diretor do AE/EnA.
Assim, o agrupamento ou a escola não agrupada deve solicitar à AGSE a autorização da alteração antes de a executar. A resposta é específica para a classificação orçamental e para a fonte de financiamento indicadas na pergunta; não deve ser generalizada a todas as alterações orçamentais, fontes de financiamento ou delegações que possam estar em vigor.
Como a competência resulta de organização e delegação administrativa, deve ser confirmada a instrução financeira e a delegação aplicável ao ano económico em causa.
Fonte institucional e enquadramento:
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AGSE — resposta oficial sobre alterações entre «Outras Despesas Correntes» e «Outras Despesas de Capital» ;
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Lei n.º 151/2015, de 11 de setembro — Lei de Enquadramento Orçamental , sem prejuízo das normas de execução orçamental e das delegações aplicáveis.
Como é feita a comunicação interna sobre eventos e deslocações?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Como é feita a comunicação interna sobre eventos e deslocações?"
repository: "AGSE"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
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position: 417
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source: "AGSE"
subcategory: "Desporto Escolar"
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Como é feita a comunicação interna sobre eventos e deslocações?
Não existe, no Despacho n.º 8285/2026, um modelo nacional único de circular ou de mensagem para cada evento ou deslocação. A comunicação interna deve seguir o regulamento interno e o procedimento definido pelo AE/EnA, ser feita por canais institucionais e deixar registo suficiente para que a escola saiba quem participa, quando, onde, com que responsáveis e ao abrigo de que autorização.
No Desporto Escolar, as atividades são organizadas e dinamizadas por professores de Educação Física e coordenadas pelo coordenador do Desporto Escolar, em colaboração com a comunidade educativa. Para cada deslocação é prudente assegurar a comunicação à direção, aos docentes envolvidos e aos encarregados de educação, com datas, destino, horários, participantes, responsáveis pelo acompanhamento, transporte, autorizações e contactos de emergência, aplicando ainda as regras do Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e dos regulamentos específicos.
Podem ser usados email institucional, circular ou plataforma escolar, desde que o canal seja autorizado e permita comprovar a informação transmitida. A comunicação não substitui a autorização da atividade nem o controlo de assiduidade e segurança exigidos pela escola.
Base legal e institucional:
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artigo 3.º e artigo 5.º, n.os 3 a 6, do Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho ;
- Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e regulamentos específicos publicitados pelos canais oficiais;
- Regulamento interno e procedimentos de autorização do respetivo AE/EnA.
Um aluno para aprovar na disciplina tem de ter classificação no 3.º período?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Um aluno para aprovar na disciplina tem de ter classificação no 3.º período?"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-09-27"
position: 418
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source: "EduQA"
subcategory: ""
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Um aluno para aprovar na disciplina tem de ter classificação no 3.º período?
Em regra, sim: a avaliação sumativa formalizada no final do 3.º período atribui a classificação de frequência ou final e permite decidir a progressão, a transição ou a aprovação, conforme o nível de ensino. No ensino secundário, o aproveitamento final de cada disciplina é expresso pela classificação atribuída pelo conselho de turma na reunião de avaliação do 3.º período.
Não é, porém, uma regra sem exceções. Se, por responsabilidade exclusiva da escola, ou por falta de assiduidade motivada por doença prolongada ou impedimento legal devidamente comprovado, não existirem elementos de avaliação do 3.º período, a classificação anual pode ser atribuída pelo órgão de avaliação tomando como referência o 2.º período. No ensino secundário, a Portaria n.º 226-A/2018 prevê também regras específicas para a falta de elementos, incluindo opções e, em determinadas situações, prova extraordinária de avaliação. Nas disciplinas sujeitas a exame final nacional, o exame continua a ser exigido quando a lei o imponha.
Assim, a resposta não deve ser «sem classificação no 3.º período nunca há aprovação» nem «a escola pode sempre repetir a nota do 2.º período». É necessário identificar o nível de ensino, a causa da falta de elementos, a disciplina e o regime de avaliação aplicável.
Base legal:
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artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual ;
-
artigos 24.º, 25.º, 31.º e 35.º da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na redação atual ;
-
artigo 26.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, para o ensino básico .
Para a contratação de técnico de sistemas e tecnologias de informação existe documentação diferenciada?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Quando a escola ou outro serviço promove um procedimento para a carreira especial de técnico de sistemas e tecnologias de informação, a ata do procedimento e o aviso de abertura devem seguir a documentação diferenciada e os modelos disponibilizados pela AGSE para esta carreira. Esta é uma orientação procedimental específica da AGSE e não deve ser confundida com a contratação de técnicos especializados para formação prevista no regime de recrutamento docente.
O procedimento deve continuar a respeitar o regime geral aplicável ao emprego público: identificação do posto e das funções, requisitos, método de seleção, composição do júri, documentos exigidos e forma de publicitação. O aviso e a ata devem permitir verificar esses elementos e a decisão tomada.
O Decreto-Lei n.º 88/2023 define a carreira especial de técnico de sistemas e tecnologias de informação, incluindo a modalidade de vínculo e o procedimento concursal. A Portaria n.º 233/2022 regulamenta a tramitação do procedimento concursal e exige que o aviso indique, entre outros elementos, os postos, funções, requisitos, métodos de seleção, documentos e composição do júri, bem como a publicitação da ata que concretiza a avaliação.
Assim, a resposta curta é: sim, devem ser usados os modelos/documentos específicos da AGSE, sem deixar de cumprir o Decreto-Lei n.º 88/2023, a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e a Portaria n.º 233/2022. Se a pergunta se referir a um técnico especializado para formação docente, aplica-se outro procedimento e esta resposta não deve ser transposta automaticamente.
Base legal e fontes oficiais:
-
artigos 3.º e 4.º do Decreto-Lei n.º 88/2023, de 10 de outubro ;
-
artigos 11.º, 12.º, 13.º e 15.º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro ;
-
FAQ da AGSE sobre a documentação do procedimento .
Quais as condições para a renovação de matrícula em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
No ensino doméstico, a renovação da matrícula depende cumulativamente de:
- cumprimento, pelo encarregado de educação, das obrigações previstas no protocolo de colaboração; e
- renovação desse protocolo ou celebração de um novo protocolo para o ano letivo seguinte.
O protocolo tem, em regra, a duração de um ano letivo, mas pode ser renovado ou alterado por acordo das partes. A renovação não é, portanto, uma consequência automática da matrícula anterior: a escola deve verificar o cumprimento do protocolo e deve existir um instrumento válido para o novo ano.
Esta resposta não significa que a escola possa dispensar os restantes requisitos do regime. O responsável educativo, o percurso curricular, o acompanhamento pela escola de matrícula e as provas de conclusão continuam sujeitos ao Decreto-Lei n.º 70/2021, na redação atual.
Base legal:
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artigo 8.º, alíneas a) a c), do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto ;
-
artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 , que fixa as condições cumulativas da renovação;
-
artigo 12.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 70/2021 , sobre a duração e renovação do protocolo.
Onde é efetuado o pedido de acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
O pedido é efetuado eletronicamente no SIGRHE, no percurso:
**Situação Profissional → Acumulação de Funções → Pedido – Requerente → Novo.**
O pedido deve ser apresentado antes do início da atividade a acumular e deve conter os elementos necessários para verificar a compatibilidade dos horários, a ausência de conflito de interesses e o cumprimento dos limites aplicáveis. Quando a situação resulta de colocações que ultrapassam o horário legal, a aplicação pode colocar a colocação em estado “Pendente de validação” até à decisão do pedido.
Para os docentes, a base estatutária é o artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente. O artigo 111.º admite, nos termos legais, a acumulação de funções docentes e de formação, mas exclui algumas situações e remete as condições concretas para regulamentação. A DGAE identifica, para este procedimento, a Portaria n.º 814/2005 e disponibiliza no seu FAQ o percurso do SIGRHE.
O número de horas não deve ser presumido apenas pela existência do botão “Novo”: depende do tipo de funções, do horário de origem e do regime aplicável. Na informação da DGAE, o limite máximo indicado para a acumulação docente regulada pela Portaria n.º 814/2005 é de seis horas semanais, sem prejuízo de regimes e limites específicos que a aplicação possa distinguir.
Base legal e fontes oficiais:
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artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente ;
-
artigos 2.º e 3.º da Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro ;
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FAQ da DGAE sobre acumulação de funções e SIGRHE .
É necessário acordo do docente para a prestação de serviço extraordinário?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Depende do fundamento legal e da situação da escola. Não é correto responder com um limite geral de cinco horas nem aplicar automaticamente o regime excecional antigo.
No regime geral, o serviço docente extraordinário é enquadrado pelo Estatuto da Carreira Docente, designadamente pelo artigo 83.º, e pela distribuição de serviço legalmente admissível. A necessidade de acordo deve ser apreciada segundo a norma concreta aplicada.
Nas situações excecionais previstas no Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 175/2026, aplicáveis aos grupos de recrutamento deficitários e às escolas carenciadas identificados nos termos do diploma:
- o diretor pode distribuir, em alternativa ao regime geral, serviço docente extraordinário até seis horas semanais;
- pode distribuir até dez horas semanais quando o serviço seja imprescindível para suprir necessidades não preenchidas pelos procedimentos de contratação e exista acordo expresso do docente;
- também é exigido acordo expresso quando esteja em causa a atribuição de serviço extraordinário a docente que beneficia de redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º do ECD, observados os requisitos cumulativos do diploma.
Desde 1 de setembro de 2026, o Decreto-Lei n.º 175/2026 determina que, quando o acordo seja necessário, o docente manifesta a sua vontade na plataforma eletrónica disponibilizada pela AGSE, e que a distribuição é comunicada à AGSE. O mesmo diploma revogou os artigos 5.º, 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024; esses artigos revogados não devem fundamentar decisões atuais.
Assim, a resposta depende de confirmar: se o grupo é deficitário, se a escola é carenciada, se se usa o regime geral ou o excecional, se o docente tem redução do artigo 79.º e qual o número de horas. Sem esses dados não é seguro afirmar que existe ou não acordo em qualquer caso concreto.
Base legal:
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artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente ;
-
artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual ;
-
artigos 2.º, 4.º e 5.º do Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro .
Quando pode ser realizada a permuta de disciplinas bienais?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, a permuta de uma disciplina bienal para adoção de um percurso formativo próprio pode ser feita:
- na matrícula para a frequência do 10.º ano; ou
- até ao 5.º dia útil do 2.º período do 10.º ano.
O pedido é apresentado pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior de idade ao diretor da escola. A escola deve prestar informação sobre as condições de conclusão e de prosseguimento de estudos. A permuta não pode conduzir à frequência de disciplinas equivalentes ou que abranjam parte dos mesmos conteúdos de outras disciplinas da mesma área do saber, nos termos dos anexos da portaria.
Não se deve confundir este prazo com a substituição de disciplinas prevista no artigo 15.º: são mecanismos diferentes. No caso da permuta de disciplina anual para o 12.º ano, o artigo 16.º estabelece a regra correspondente para a renovação da matrícula no 12.º ano.
Base legal:
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artigo 16.º, n.os 1 a 3, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto ;
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artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho .
Enquanto entidade formadora, como posso solicitar a acreditação um curso como formação especializada?EduQA · Carreira e Formação
Um curso só pode ser reconhecido como curso de formação especializada se cumprir cumulativamente os requisitos do Decreto-Lei n.º 95/97. Entre eles está a finalidade de qualificar para funções educativas especializadas e a ministração por instituição de ensino superior adequada, conduzindo aos graus ou diplomas previstos na lei. Por isso, uma entidade formadora que não seja instituição de ensino superior não pode apresentar um curso comum como formação especializada apenas por o designar dessa forma.
A acreditação dos cursos de formação especializada compete ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC). O pedido deve ser instruído no procedimento eletrónico disponibilizado para entidades formadoras, no separador relativo aos cursos de formação especializada, seguindo os requisitos e documentos exigidos na plataforma.
O Decreto-Lei n.º 22/2014, na redação atual, atribui ao CCPFC a acreditação dos cursos de formação especializada e à secção coordenadora da formação especializada a definição do regime de creditação, a acreditação dos cursos e a acreditação individual de formação obtida no País ou no estrangeiro. A existência de uma plataforma não dispensa a verificação dos requisitos legais do curso.
Base legal:
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artigos 1.º, 4.º e 8.º do Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril ;
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artigos 22.º e 25.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual ;
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procedimento de acreditação divulgado pelo CCPFC/AGSE .
Que procedimentos devem ser adotados na transição das contas da banca comercial para o IGCP?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Segundo a orientação operacional do IGeFE/AGSE para os AE/EnA, a transição deve ser feita de forma faseada:
- transferir para as contas do IGCP os saldos e as receitas que ainda permaneçam em contas da banca comercial;
- depositar o numerário nas contas do IGCP através da funcionalidade de depósitos externos do Internet Banking, nos balcões das instituições bancárias protocoladas, quando aplicável;
- encerrar as contas da banca comercial depois de assegurado o funcionamento regular dos recebimentos e pagamentos através do IGCP;
- utilizar as contas do IGCP para as transferências das requisições de fundos de pessoal e de funcionamento.
O pagamento das remunerações líquidas continua a ser processado centralmente pela AGSE, através da respetiva conta no IGCP, nos termos da informação administrativa em vigor. A escola deve confirmar sempre os procedimentos e datas no GesEdu e nas instruções mais recentes do IGeFE, porque estes detalhes operacionais podem ser atualizados sem alteração da lei geral.
Esta ficha reproduz uma instrução administrativa oficial; não deve ser apresentada como se existisse um único artigo de lei a fixar todos os passos bancários.
Fonte oficial:
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado .
Quando o/a docente titular do horário se apresenta, até quando deve o/a docente colocado/a em substituição permanecer em funções?AGSE · Carreira e Formação
O contrato de trabalho em funções públicas destinado à substituição temporária vigora pelo tempo necessário à substituição ou até ao terceiro dia útil contado a partir do dia seguinte ao da apresentação do docente substituído.
Há uma regra especial: se o docente substituído se apresentar durante o período de realização dos trabalhos de avaliação, o contrato do substituto mantém-se até à conclusão desses trabalhos. A escola deve registar a apresentação e determinar o termo do contrato de acordo com a norma aplicável; não é correto presumir que o substituto cessa sempre no próprio dia da apresentação.
Esta regra é diferente da duração mínima e máxima geral dos contratos a termo e aplica-se especificamente ao contrato destinado à substituição temporária.
Base legal:
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artigo 42.º, n.os 10 e 11, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
O apoio psicopedagógico pode envolver professores para além do psicólogo escolar?EduQA · Inclusão
Sim. O apoio psicopedagógico é uma medida seletiva de suporte à aprendizagem e à inclusão. O artigo 9.º, n.º 2, alínea c), do Decreto-Lei n.º 54/2018 não reserva a medida ao psicólogo escolar: a sua implementação deve ser definida no relatório técnico-pedagógico e acompanhada pelos responsáveis pela aplicação das medidas, nos termos do n.º 3.
Os professores podem, por isso, participar na resposta educativa quando as suas funções, formação e organização da escola forem adequadas ao apoio previsto. O docente de educação especial apoia os demais docentes de forma colaborativa e numa lógica de corresponsabilização, sem que isso transforme automaticamente todo o apoio psicopedagógico numa função exclusiva ou numa substituição do psicólogo.
O Centro de Apoio à Aprendizagem é uma estrutura agregadora de recursos humanos e materiais e a sua ação convoca a intervenção de todos os agentes educativos, nomeadamente do docente de educação especial. A intervenção concreta deve respeitar o relatório técnico-pedagógico, as competências profissionais e a articulação com a equipa multidisciplinar.
Base legal:
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artigo 9.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho ;
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artigo 11.º, n.os 1 e 4, do Decreto-Lei n.º 54/2018 ;
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artigo 13.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018 .
Podem participar duas pessoas do mesmo agregado familiar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, cada família pode participar com um ou dois elementos do mesmo agregado familiar, desde que existam vagas e a escola consiga constituir as turmas segundo o regulamento.
As turmas devem ter, em regra, entre 8 e 15 formandos. A participação de duas pessoas da mesma família não elimina as restantes regras da iniciativa, incluindo a inscrição na escola participante, a frequência das sessões e o registo de assiduidade.
Trata-se de uma regra do regulamento da iniciativa, não de uma regra geral do sistema de ensino. Deve ser confirmada a edição concreta, porque os limites e procedimentos podem ser alterados em futuras edições.
Fonte oficial:
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição ;
-
Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
Quem são os destinatários do ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O ensino doméstico destina-se a alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória que frequentem o ensino básico geral ou os cursos científico-humanísticos fora do contexto escolar, no domicílio, por um familiar ou por pessoa que com o aluno habite.
O regime não é definido apenas pela idade. A escolaridade obrigatória abrange, em regra, os alunos dos 6 aos 18 anos, mas é necessário confirmar a oferta educativa, a matrícula, o responsável educativo e o protocolo de colaboração. No ensino doméstico, o responsável educativo deve ter, pelo menos, o grau de licenciado e assegurar presencialmente o desenvolvimento do currículo, nos termos do diploma.
O pedido de matrícula é dirigido ao diretor da escola da área de residência que disponha da oferta pretendida. A matrícula só se torna efetiva depois da celebração do protocolo de colaboração.
Base legal:
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artigos 4.º, alíneas a) e c), 6.º, 8.º, 9.º, 11.º e 16.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto ;
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Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, sobre a escolaridade obrigatória .
O tempo de serviço prestado em IPSS releva para a 2.ª prioridade?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, não. Para a 2.ª prioridade do concurso externo, o artigo 10.º, n.os 3, alínea b), e 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 exige qualificação profissional e pelo menos 365 dias de funções docentes nos últimos seis anos escolares em estabelecimentos ou entidades incluídos na lista legal: rede pública do Ministério da Educação, rede pública das Regiões Autónomas, ensino superior público, estabelecimentos dependentes ou sob tutela de outro ministério com protocolo com o Ministério da Educação e ensino português no estrangeiro, incluindo cooperação portuguesa.
Uma IPSS não aparece, por si só, nessa enumeração. Assim, o simples facto de o serviço ter sido prestado numa IPSS não transforma esse tempo em tempo relevante para a 2.ª prioridade. Só pode haver uma conclusão diferente se a situação concreta se enquadrar numa das categorias legalmente previstas e puder ser comprovada.
Esta resposta não significa que o tempo nunca possa ser considerado para qualquer efeito. A graduação e a contagem do tempo de serviço têm regras próprias no artigo 11.º e exigem a documentação adequada; prioridade e graduação não são a mesma coisa.
Base legal:
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artigo 10.º, n.os 3 e 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio ;
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artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
O que acontece se as verbas de receitas próprias não forem requisitadas até ao final do ano?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Segundo a orientação operacional divulgada pelo IGeFE, as verbas provenientes de receitas próprias que não sejam requisitadas até ao final do ano económico permanecem disponíveis na plataforma GesEdu e podem ser requisitadas no ano seguinte, de acordo com as necessidades da escola e com as instruções financeiras aplicáveis.
Esta resposta descreve o funcionamento indicado pelo IGeFE para a plataforma e não deve ser ampliada para afirmar que todas as verbas ficam automaticamente disponíveis em qualquer situação. A escola deve verificar o saldo, a origem da receita, a classificação orçamental, os prazos e as instruções do ano económico em causa na área reservada do GesEdu.
Quando o pedido respeite a saldos ou receitas de Estado, podem ser exigidas fundamentação da necessidade e justificação do saldo, conforme as notas e formulários do IGeFE. A resposta não substitui essas validações financeiras.
Fonte oficial:
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado ;
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IGeFE — Informações e instruções financeiras .
Quais as principais competências do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)?EduQA · Carreira e Formação
O CCPFC exerce competências no sistema de formação contínua e especializada de docentes. Entre as principais estão:
- acreditar entidades formadoras, ações de formação contínua, cursos de formação especializada, formadores e consultores de formação;
- avaliar e acompanhar o sistema de formação contínua;
- emitir pareceres sobre matérias da sua competência;
- através da secção coordenadora da formação especializada, estabelecer o regime de creditação, acreditar cursos de formação especializada e acreditar individualmente formação especializada obtida em Portugal ou no estrangeiro;
- reconhecer, na secção de formação contínua, qualificações obtidas no estrangeiro e organizar o registo de formadores e consultores.
O Decreto-Lei n.º 9-A/2025 acrescentou os cursos de formação online abertos e massivos às modalidades de formação contínua e alterou os artigos 6.º a 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014. O Decreto-Lei n.º 105/2025 atribuiu ao CCPFC responsabilidades de planeamento estratégico e orientação técnico-pedagógica, mantendo a sua atuação nos termos do regime jurídico da formação contínua.
Base legal:
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artigos 22.º, 24.º e 25.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual ;
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artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro ;
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artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 105/2025, de 12 de setembro .
Caso o/a diretor/a do AEEnA autorize a reposição em prestações mensais, como é efetuada a sua regularização?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a reposição em prestações mensais for autorizada no procedimento aplicável, o AE/EnA deve emitir mensalmente o Documento Único de Cobrança (DUC) correspondente ao valor da prestação. O trabalhador deve pagar cada prestação usando a referência de pagamento constante do respetivo DUC.
O DUC é o instrumento de cobrança de cada prestação; não substitui a decisão que autorizou o plano nem altera o valor total da reposição. A escola deve conservar o plano, os DUC emitidos e os comprovativos de pagamento, e deve seguir as instruções da AGSE/IGeFE aplicáveis ao tipo de reposição.
Esta ficha descreve o procedimento administrativo indicado pela AGSE. A autorização das prestações, o número de prestações e as consequências do incumprimento dependem do regime jurídico que fundamenta a reposição concreta e não devem ser inventados sem conhecer esse processo.
Fonte oficial/procedimental:
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FAQ da AGSE sobre a regularização em prestações mensais .
Qual é a legislação que regula a substituição da Língua Estrangeira frequentada na componente de formação geral?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, o artigo 15.º, n.º 2, da Portaria n.º 226-A/2018 permite ao aluno substituir, no final do ano que frequenta, a Língua Estrangeira da componente de formação geral por outra língua estrangeira, sem prejuízo das regras curriculares aplicáveis, designadamente do anexo VI do Decreto-Lei n.º 55/2018.
O pedido não deve ser confundido com a permuta de disciplinas do artigo 16.º da mesma portaria. A substituição da língua estrangeira segue o artigo 15.º e deve ser apreciada pela escola considerando a oferta existente, o plano curricular e as condições de conclusão do curso.
Se a pergunta disser apenas “qual é a legislação”, a referência central é a Portaria n.º 226-A/2018, artigo 15.º. Para decidir um caso concreto é necessário saber o curso, o ano, a língua frequentada e a língua pretendida.
Base legal:
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artigo 15.º, n.º 2, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto ;
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, e anexo VI .
As deliberações produzem efeitos antes da aprovação da ata?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Em regra, as deliberações dos órgãos colegiais só produzem efeitos depois de aprovada a ata da reunião. Podem produzir efeitos antes disso quando a minuta da ata tiver sido aprovada na própria reunião e assinada nos termos legais.
A eficácia das deliberações constantes da minuta cessa se a ata da mesma reunião não as reproduzir. Por isso, a aprovação em minuta não é uma dispensa da ata: é uma forma legal de permitir eficácia antecipada, sujeita à posterior correspondência com a ata.
Não basta existir um texto informal ou uma decisão verbal. É necessário respeitar as regras do órgão colegial, da votação e da assinatura da minuta.
Base legal:
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artigo 34.º, n.º 6, do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro .
Em que escolas posso matricular um aluno em ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O aluno em ensino doméstico tem uma escola de matrícula. O pedido é dirigido ao diretor da escola da área de residência do aluno que disponha da oferta educativa pretendida.
Na rede pública, a escola de matrícula pode ser um agrupamento de escolas ou uma escola não agrupada. Também pode ser um estabelecimento de ensino particular e cooperativo situado em Portugal que ministre o currículo português e tenha autorização de funcionamento do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
A escolha da escola não elimina as restantes condições: o pedido deve conter a documentação legalmente exigida, a decisão compete ao diretor no ensino doméstico, e a matrícula só se torna efetiva depois da celebração do protocolo de colaboração.
Base legal:
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artigos 4.º, alínea c), 9.º, 11.º e 12.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto ;
-
artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 , quanto a direitos dos alunos matriculados na rede pública.
Como posso obter os manuais escolares gratuitos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os encarregados de educação devem pedir os vouchers na plataforma MEGA, em
https://manuaisescolares.pt/ , ou através da aplicação Edu Rede Escolar. O pedido só pode ser feito pelo encarregado de educação registado na escola e associado ao aluno.
No primeiro acesso é necessário validar o NIF com os dados de acesso ao Portal das Finanças. Depois de emitidos, os vouchers ficam disponíveis na área pessoal e podem ser apresentados em formato digital ou impressos. Permitem levantar os manuais nas livrarias aderentes indicadas no programa.
Se o aluno recebeu manuais reutilizáveis no ano anterior, a sua devolução deve ser feita nos termos das regras de reutilização aplicáveis, salvo as exceções previstas para o 1.º ciclo. Se o aluno ou o encarregado de educação não tiver acesso à internet, a escola pode apoiar a obtenção ou impressão dos vouchers segundo os procedimentos em vigor.
A gratuitidade resulta da Lei n.º 47/2006 e da regulamentação anual; as datas de emissão, os anos abrangidos e os canais operacionais podem variar em cada ano letivo.
Base legal e fontes oficiais:
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artigo 2.º, n.º 1, alínea a), e artigo 5.º da Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto ;
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serviço oficial gov.pt — Receber vales para manuais escolares gratuitos ;
-
IGeFE — MEGA – Manuais Escolares Gratuitos .
A renovação também está sujeita a validação?AGSE · Carreira e Formação
Quando posso imprimir o recibo de submissão da renovação da MPD?AGSE · Carreira e Formação
Segundo a orientação operacional publicada no Balcão Digital da AGSE, o recibo de submissão da renovação da Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) fica disponível para impressão depois de terminado o prazo definido para a submissão do procedimento. A disponibilidade do recibo depende, portanto, da fase concreta do procedimento e dos prazos que constem do aviso ou da aplicação SIGRHE.
Esta resposta identifica uma regra operacional da aplicação. O regime jurídico da MPD encontra-se no Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual, incluindo as regras sobre duração e renovação da mobilidade. Para saber o momento exato aplicável a cada edição, deve ser consultado o aviso e a informação oficial da DGAE/AGSE relativos ao respetivo ano.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, regime de mobilidade por motivo de doença, na redação atual , designadamente o artigo 10.º;
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Balcão Digital da AGSE — FAQ da renovação da MPD .
Sem o aviso da edição e a data de submissão não é possível indicar uma data de impressão diferente da que a aplicação disponibilizar.
Os equipamentos LED pertencem às escolas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os equipamentos dos Laboratórios de Educação Digital (LED) foram disponibilizados no âmbito da Componente C20 — Escola Digital do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A página oficial dos LED determina que os equipamentos devem ser instalados no espaço definido pelo Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada e que a sua utilização é enquadrada pelo Acordo de Cedência celebrado com a Secretaria-Geral da Educação e Ciência.
Por isso, não é rigoroso responder simplesmente que os equipamentos «pertencem» à escola. A titularidade, a cedência, os deveres de guarda e as condições de utilização devem ser confirmados no Acordo de Cedência aplicável àquele AE/EnA e nas orientações do PRR. A escola deve conservar a documentação do acordo e respeitar as regras de instalação, inventário, utilização e eventual transferência nele previstas.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Laboratórios de Educação Digital: tipos e notas comuns ;
-
DGE — informação sobre os LED ;
-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021 , que enquadra o investimento «Transição digital na Educação»;
- Acordo de Cedência celebrado entre a SGEC e o AE/EnA concreto.
Sem consultar o acordo concreto, o RADAR não deve afirmar uma transferência de propriedade que a fonte pública não permita concluir.
O direito ao abono para falhas pode ser reconhecido a trabalhadores/as integrados/as noutras carreiras ou titulares de outras categorias (1)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim, mas não automaticamente. O regime do abono para falhas permite estender o suplemento a trabalhadores de outras carreiras ou categorias quando o conteúdo funcional envolve efetivamente o manuseamento ou a guarda de valores, numerário, títulos ou documentos e exista o reconhecimento fundamentado pela entidade competente, nos termos do Decreto-Lei n.º 4/89, de 6 de janeiro, na redação atual, e da regulamentação aplicável. Para os departamentos ministeriais, esse reconhecimento é feito por despacho dos membros do Governo da tutela e das áreas das Finanças e da Administração Pública, quando essa competência não esteja validamente delegada.
O reconhecimento exige, além desse despacho quando seja necessário, que o trabalhador exerça efetivamente funções que envolvam manuseamento e guarda de valores nas condições previstas no regime aplicável. A simples pertença a uma escola, a uma carreira diferente ou a uma categoria não cria por si só o direito ao suplemento.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 4/89, de 6 de janeiro , na redação atual, incluindo as regras de reconhecimento do suplemento;
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Despacho n.º 15409/2009, de 30 de junho , sobre a atribuição do abono para falhas;
-
Artigo 9.º da Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de dezembro , relativo ao montante do abono para falhas;
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 159.º , sobre as condições de atribuição dos suplementos;
- A autorização concreta, quando exigível, deve constar de despacho conjunto publicado ou do ato administrativo aplicável ao posto de trabalho.
Que escala é utilizada na avaliação externa e o que é tido em conta para a classificação dos domínios?IGEC · Administração e Gestão Escolar
A avaliação externa das escolas é expressa, no modelo divulgado pela IGEC, em cinco níveis: **Excelente, Muito Bom, Bom, Suficiente e Insuficiente**.
A classificação é atribuída por domínio, com base numa apreciação global dos pontos fortes e das áreas de melhoria, da consistência das práticas, do impacto nas aprendizagens e resultados, da inovação e da sustentabilidade. A escala não corresponde a uma média matemática automática: a IGEC fundamenta a apreciação no quadro e nos indicadores do ciclo de avaliação aplicável.
Os relatórios da IGEC apresentam a escala aplicada aos domínios da avaliação externa. Como os domínios e os instrumentos podem ser atualizados por novo quadro de avaliação, deve ser consultado o referencial e o relatório da IGEC relativos ao ciclo em causa.
Base legal e fonte oficial
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IGEC — documentação e relatórios da Avaliação Externa das Escolas ;
-
Exemplo de relatório IGEC com a escala de cinco níveis .
Trata-se sobretudo de um modelo e de uma orientação institucional da IGEC; a resposta não deve atribuir a uma lei uma tabela que resulte de um referencial avaliativo.
Como registar módulos ou unidades de formação no SIGO para cursos de natureza artística?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O registo no SIGO deve ser feito pela escola de acordo com a oferta formativa autorizada, o plano de estudos aplicável e os campos disponibilizados na versão da plataforma em uso. Não existe, na legislação geral consultada, uma lista única que permita afirmar que todos os registos têm exatamente os campos «equipa pedagógica» ou «resultados de aprendizagem».
Nos cursos artísticos especializados, a escola deve assegurar que as unidades, módulos ou disciplinas registados correspondem ao curso, ao regime de funcionamento e às componentes curriculares legalmente previstas. O SIGO é também utilizado para a emissão e carregamento dos diplomas e certificados, nos termos da Portaria n.º 194/2021.
Em caso de dúvida sobre um campo ou código concreto, deve ser seguida a orientação técnica disponibilizada para o SIGO pela entidade gestora da plataforma/ANQEP, porque se trata de um procedimento operacional que pode variar com a oferta e com a atualização da aplicação.
Base legal e fontes oficiais
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ANQEP — Cursos Artísticos Especializados , incluindo regimes, componentes e certificação através do SIGO;
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro , relativa aos modelos de diplomas e certificados;
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual;
- Portaria específica do curso e nível de ensino aplicável, designadamente as Portarias n.os 223-A/2018, 229-A/2018, 232-A/2018 e 65/2022, conforme a área e o nível.
O que é o professor bibliotecário e como é designado?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O professor bibliotecário é o docente responsável, com o apoio da equipa da biblioteca, pela gestão da biblioteca da escola não agrupada ou do conjunto das bibliotecas do agrupamento. Entre as suas funções estão assegurar o serviço de biblioteca, articular as atividades com o projeto educativo e os planos de turma, gerir recursos e promover a leitura e as literacias da informação e dos média.
O número de professores bibliotecários depende do número de bibliotecas e de alunos, nos termos do anexo I da Portaria n.º 192-A/2015. No procedimento interno, cabe ao diretor selecionar e designar o docente que reúna cumulativamente os requisitos do artigo 5.º, incluindo formação na área das bibliotecas escolares, formação em TIC ou certificação digital, experiência profissional e manifestação de interesse. O procedimento interno deve ser desencadeado e concluído até 20 de junho; não havendo docente elegível, o recrutamento externo é aberto até 1 de julho.
A designação interna dura quatro anos e pode ser renovada por igual período, nas condições do artigo 13.º. Se não houver docente a designar após o procedimento, o diretor pode designar, até ao final desse ano letivo, um docente de carreira do quadro com perfil adequado.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigos 2.º a 15.º;
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Rede de Bibliotecas Escolares — Professores bibliotecários .
O que é o ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O ensino doméstico é o regime em que o currículo é desenvolvido no domicílio do aluno por um familiar ou por uma pessoa que com ele habite. Está sujeito a matrícula, renovação de matrícula e celebração de protocolo de colaboração entre a escola de matrícula e o encarregado de educação.
No ensino doméstico, o pedido de matrícula é dirigido ao diretor da escola da área de residência que disponha da oferta educativa. O diretor decide no prazo de 15 dias úteis a contar do registo de entrada do pedido. A matrícula é condicional e só se torna efetiva depois de celebrado o protocolo de colaboração. O responsável educativo deve ter, pelo menos, o grau de licenciatura.
A escola acompanha e monitoriza as aprendizagens através do professor-tutor, do portefólio e das sessões previstas no protocolo. A conclusão de ciclos e níveis depende das provas e exames previstos na legislação aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , na redação atual, designadamente os artigos 4.º, 8.º a 12.º, 14.º, 16.º e 18.º a 21.º;
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Lei n.º 46/86, de 14 de outubro — Lei de Bases do Sistema Educativo , na redação atual.
Que legislação regula a avaliação, certificação e reconhecimento da formação acreditada?EduQA · Carreira e Formação
O processo de avaliação, certificação e reconhecimento da formação acreditada é regulado pelo Despacho n.º 4595/2015. A entidade formadora divulga os instrumentos e critérios de avaliação; a proposta de avaliação do formando é feita pelo formador e a responsabilidade final cabe à entidade formadora.
A avaliação do formando é expressa de 1 a 10 valores, com as menções Excelente, Muito Bom, Bom, Regular e Insuficiente. A entidade formadora emite o certificado quando estejam cumpridas as condições de frequência e aproveitamento previamente definidas. Em regra, não pode ser certificada a ação cuja participação seja inferior a dois terços da sua duração, sem prejuízo de critérios mais exigentes previstos no regulamento da entidade.
A frequência com aproveitamento releva para os efeitos previstos no Estatuto da Carreira Docente nos limites e condições do regime jurídico da formação contínua; não significa que qualquer curso ou certificado produza automaticamente efeitos na progressão.
Base legal
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Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio , artigos 1.º a 6.º;
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro , designadamente os artigos 6.º, 8.º, 9.º, 20.º e 22.º.
É o CCPFC que me pode informar se uma dada ação é válida para a carreira?EduQA · Carreira e Formação
O CCPFC pode esclarecer questões sobre a acreditação, a creditação e a relevância das ações de formação dentro das suas competências, incluindo a relação com os grupos de recrutamento. Isso não substitui a verificação, pela entidade competente pela carreira, dos efeitos concretos na avaliação do desempenho, na formação obrigatória ou na progressão.
Para saber se uma ação é válida para determinado docente, devem ser confirmados pelo menos: entidade formadora, número/registo de acreditação ou reconhecimento, modalidade, grupo ou grupos de recrutamento destinatários, duração, certificado e o objetivo para o qual se pretende usar a formação. Uma divulgação comercial ou a simples frequência de um curso não prova, por si só, que a ação releva para a carreira.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro , designadamente os artigos 8.º, 9.º, 22.º e 24.º;
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CCPFC — plataforma e-processos e informação sobre acreditação ;
- A decisão sobre os efeitos num procedimento de avaliação ou progressão cabe à entidade competente segundo o ECD e as regras aplicáveis ao caso.
Para efeitos de execução final do projeto, é possível solicitar reforços de verbas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. Segundo a orientação financeira publicada pela AGSE, para efeitos de execução final do projeto podem ser apresentados pedidos de reforço de verbas.
O pedido deve ser formalizado pela entidade proponente e remetido à AGSE, I. P., através do endereço indicado na orientação operacional: poch.dgf@agse.pt. A resposta não significa que o reforço seja automático ou que seja aprovado: a AGSE aprecia o pedido à luz da candidatura, das regras do financiamento e da execução do projeto.
Esta é uma regra operacional do programa. O pedido deve identificar o projeto, justificar a necessidade, indicar os montantes e rubricas envolvidos e seguir eventuais prazos ou formulários comunicados pela AGSE.
Fonte oficial e enquadramento
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AGSE — Gestão financeira dos AE/EnA, FAQ sobre pedidos de reforço ;
- Regulamento, aviso de abertura e termo de aceitação da candidatura concreta, que prevalecem quanto a despesas elegíveis, limites, prazos e decisão.
Quem decide as adaptações ao processo de avaliação?EduQA · Inclusão
As adaptações ao processo de avaliação interna são da competência da escola. A escola deve assegurar a participação de todos os alunos e aplicar as adaptações adequadas ao seu processo de aprendizagem e de avaliação, nos termos do regime da educação inclusiva.
Nas provas de avaliação externa, a competência depende do nível de ensino e do tipo de adaptação. No ensino básico, as adaptações são da competência da escola, devem ser fundamentadas, constar do processo do aluno e ser comunicadas ao Júri Nacional de Exames. No ensino secundário, a escola decide fundamentadamente algumas adaptações e, para outras, tem de requerer autorização ao Júri Nacional de Exames. As adaptações devem ser coerentes com o percurso do aluno e com o processo de avaliação interna.
Assim, não é rigoroso responder sempre que decide apenas o professor titular ou apenas o conselho de turma: a decisão deve seguir o artigo 28.º e os regulamentos das provas, envolvendo as estruturas educativas competentes e ficando documentada no processo do aluno.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 28.º, na redação atual ;
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Regulamento das provas e exames e orientações do Júri Nacional de Exames .
Um aluno estrangeiro, de nacionalidade espanhola, recém-integrado no ensino secundário, pode matricular-se na disciplina de Espanhol?EduQA · Currículo e Qualificações
Em regra, não deve iniciar Espanhol como segunda língua estrangeira (LE II) se o Espanhol for a sua língua materna. Para alunos recém-integrados no ensino secundário provenientes de sistemas de ensino estrangeiros, o artigo 12.º da Portaria n.º 226-A/2018 manda reconhecer a língua materna, reforçar o Português, dispensar a obrigatoriedade de iniciar uma segunda língua e permitir uma nova LE II apenas quando não coincida com a língua materna.
O caso deve ser analisado pela escola com base no percurso escolar e no perfil sociolinguístico do aluno. A regra não impede a continuidade da língua estrangeira que o aluno já estudava no país de origem, se ela for oferecida como LE I, nem permite concluir apenas pela nacionalidade que uma língua é necessariamente a língua materna do aluno.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 12.º , na redação atual;
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual.
Qual a diferença entre a substituição e a permuta de disciplinas?EduQA · Currículo e Qualificações
A **substituição** permite substituir, em momentos e condições definidos, uma disciplina por outra da mesma componente e do mesmo curso; a Portaria prevê ainda regras próprias para substituir a língua estrangeira e Português por PLNM em determinadas situações.
A **permuta**, no percurso formativo próprio dos cursos científico-humanísticos, consiste em trocar uma disciplina bienal ou anual da componente de formação específica por disciplina(s) correspondente(s) de um curso diferente. O aluno tem de manter as disciplinas obrigatórias previstas, não pode escolher disciplinas equivalentes ou com conteúdos sobrepostos e deve respeitar os prazos legais. A permuta é requerida ao diretor pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 16.º ;
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigos 15.º e 16.º .
Qual é o papel dos docentes não ligados ao grupo‑equipa no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Um docente que não esteja designado para um grupo-equipa não assume, por esse simples facto, as funções do professor responsável. Pode colaborar em atividades do Desporto Escolar quando essa colaboração seja enquadrada pela escola e pelo regulamento do programa, mas a responsabilidade técnica e pedagógica do grupo-equipa deve ser assegurada pelo docente que foi designado para essa função.
O alcance concreto da colaboração — por exemplo, apoio a atividades, acompanhamento ou participação em iniciativas — depende do Plano do Clube do Desporto Escolar, do regulamento geral em vigor e das orientações da DGE/coordenação local. Não deve ser usada uma colaboração informal para substituir o responsável ou para atribuir funções sem o necessário enquadramento.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — documentação do Desporto Escolar ;
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Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2022-2023 , incluindo as regras de organização e gestão dos grupos-equipa;
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro , relativo à Educação Física e ao Desporto Escolar.
Como os regulamentos operacionais são aprovados e revistos por ano letivo, deve ser consultada a versão em vigor para a atividade concreta.
Quais são as principais etapas do processo de migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As etapas de um processo de migração dependem da plataforma e do projeto concreto. Como orientação de gestão, devem ser identificados os sistemas e dados abrangidos, definidos o plano, responsáveis, dependências, riscos e critérios de aceitação, executada a migração controlada, realizados testes e feita a validação final antes da entrada em produção.
Não há uma lei geral que imponha exatamente esta sequência ou que permita responder por referência a uma plataforma não identificada. A escola ou serviço deve seguir o plano, o manual e as instruções da entidade responsável pela solução, mantendo registos de validação, cópias de segurança e controlo de acessos quando estejam envolvidos dados pessoais.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados — Regulamento (UE) 2016/679 , em especial os princípios do artigo 5.º e a segurança do tratamento do artigo 32.º;
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto , que assegura a execução do RGPD em Portugal;
- Plano e documentação técnica da entidade proprietária da plataforma concreta.
Após ter a conta do IGCP ativa e funcional, devo encerrar de imediato a conta na banca comercial?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não deve ser encerrada automaticamente logo após a ativação da conta do IGCP. A escola deve primeiro confirmar, com a AGSE e com os seus registos financeiros, que todas as verbas relativas às requisições de fundos anteriores foram transferidas e que não existem movimentos pendentes, débitos, reconciliações ou obrigações que ainda dependam da conta comercial.
Depois dessa confirmação, o encerramento deve seguir as instruções da entidade financiadora e da instituição bancária, bem como as regras de tesouraria e contabilidade pública aplicáveis. A FAQ da AGSE é uma orientação operacional; não substitui uma ordem concreta da AGSE nem dispensa a reconciliação bancária.
Fonte oficial e enquadramento
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AGSE — Gestão financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas ;
- Orientações da AGSE sobre a transição para contas do IGCP e sobre requisições de fundos;
- Normas de contabilidade e tesouraria pública aplicáveis ao estabelecimento.
Cidadania Digital nas Escolas – utilização segura, crítica, ética e responsável dos ambientes digitaisEduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Enquadramento
A cidadania digital corresponde ao desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e competências para utilizar ambientes digitais de forma segura, crítica, ética e responsável. Inclui, entre outros aspetos, proteção de dados, segurança online, literacia mediática, direitos de autor, bem-estar digital e análise crítica de conteúdos.
Nas escolas, o tema deve ser articulado com a componente de Cidadania e Desenvolvimento, com o currículo, com o Plano de Ação de Desenvolvimento Digital da Escola (PADDE) e com as regras internas de utilização dos recursos digitais. A escola aprova a sua estratégia de educação para a cidadania e define os domínios, temas, projetos e formas de organização, nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018.
O que pode fazer a escola
A escola pode promover projetos e atividades sobre segurança online, prevenção do ciberbullying, literacia mediática, proteção de dados, direitos de autor e utilização responsável de ferramentas digitais e de inteligência artificial. A atividade deve respeitar o currículo, o projeto educativo, o regulamento interno e o RGPD; a ficha não deve transformar recomendações pedagógicas em obrigações legais específicas sem base normativa.
A DGE, através do Centro de Sensibilização SeguraNet, disponibiliza iniciativas e recursos como os Desafios SeguraNet, Líderes Digitais e ações de sensibilização. Em situações de incidente ou risco, devem ser usados os procedimentos da escola e, quando adequado, os canais oficiais de apoio, como a Linha Internet Segura ou o CERT.PT.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 15.º , na redação atual;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, que aprova a ENEC ;
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Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania — DGE, 2025 ;
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DGE — Iniciativas de Cidadania Digital nas Escolas ;
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , designadamente os artigos 5.º e 32.º.
O processamento do abono para falhas pode ocorrer durante os períodos de ausência do(a trabalhadora ao serviço?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O abono para falhas é um suplemento ligado ao exercício de funções que envolvem condições mais exigentes, designadamente o manuseamento e a guarda de valores. Por isso, não é uma parcela automática da remuneração durante uma ausência em que o trabalhador deixa de exercer essas funções.
Se a ausência for total e, nesse período, não houver exercício das funções que justificam o suplemento, o abono não deve ser processado relativamente a esse período. O cálculo concreto — incluindo faltas, férias, doença, exercício parcial e o modo de processamento — deve ser confirmado pelos serviços de recursos humanos e pelo ato que reconheceu o suplemento, porque o artigo 159.º define a condição geral mas não contém sozinho uma tabela para todas as ausências.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 159.º , sobre a atribuição dos suplementos remuneratórios;
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Decreto-Lei n.º 25/2015, de 6 de fevereiro , artigo 2.º;
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Portaria n.º 1553-C/2008, de 31 de dezembro , artigo 9.º.
Em que consiste a Avaliação Psicológica (AP)?AGSE · Carreira e Formação
A Avaliação Psicológica é um método de seleção destinado a avaliar aptidões, características de personalidade e/ou competências comportamentais, tendo por referência o perfil de competências definido para o posto de trabalho.
No procedimento concursal regulado pela Portaria n.º 233/2022, o resultado é expresso pelas menções **Apto** ou **Não Apto** e é eliminatório. A avaliação é realizada preferencialmente pela DGAEP; pode ser realizada pela entidade empregadora pública ou por entidade especializada quando a lei e a decisão fundamentada do procedimento o permitam. Os resultados individuais devem ser tratados com confidencialidade.
O resultado tem validade de 24 meses contados da homologação da lista de ordenação final e só pode ser aproveitado nas condições previstas na portaria, nomeadamente para procedimentos relativos a postos idênticos e pela mesma entidade avaliadora ou pela DGAEP. A validade não significa que o candidato fique automaticamente aprovado noutro concurso.
Base legal
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Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro , designadamente os artigos 17.º, 18.º, 20.º e 21.º;
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP , artigo 36.º, na redação atual.
Qual a lei geral que que regula o regime disciplinar?IGEC · Carreira e Formação
Para os trabalhadores com vínculo de emprego público, o regime disciplinar geral está sobretudo nos artigos 176.º a 240.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014. A LTFP regula a sujeição ao poder disciplinar, a responsabilidade, a prescrição, o procedimento, as sanções, a decisão, os meios de reação e a reabilitação.
Para os docentes há ainda regras especiais no capítulo XI do Estatuto da Carreira Docente. O artigo 112.º do ECD remete para o regime disciplinar da função pública, com as adaptações dos artigos 113.º a 117.º. As referências históricas ao antigo Estatuto Disciplinar devem hoje ser lidas em articulação com os artigos 176.º a 240.º da LTFP.
Base legal
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP , artigos 73.º, 76.º e 176.º a 240.º;
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Estatuto da Carreira Docente — capítulo XI, artigos 112.º a 117.º , na redação atual;
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Acórdão do STA de 26/09/2019, processo n.º 1293/17 , sobre a articulação entre o ECD e a LTFP.
Que direitos são conferidos ao/à trabalhador/a pela prestação de trabalho suplementar?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A prestação de trabalho suplementar confere direito a acréscimo remuneratório, mas o valor depende do número anual de horas e do dia em que o trabalho é prestado. Não se deve responder apenas com as percentagens do primeiro escalão.
Até 100 horas anuais, o artigo 162.º, n.º 1, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP) prevê, em dia normal de trabalho, 25% na primeira hora ou fração e 37,5% em cada hora ou fração subsequente. Em dia de descanso semanal obrigatório ou complementar, ou em feriado, o acréscimo é de 50% por cada hora ou fração.
Quando a prestação excede 100 horas anuais, aplicam-se os acréscimos superiores previstos no artigo 162.º, n.º 2, da LTFP: 50% na primeira hora ou fração e 75% nas horas ou frações subsequentes em dia normal de trabalho, e 100% em dia de descanso semanal ou complementar, ou em feriado.
A prestação tem ainda de respeitar os limites e pressupostos do regime de trabalho suplementar, designadamente o artigo 120.º da LTFP. Para docentes, a qualificação de determinado serviço como serviço docente extraordinário deve ser confirmada à luz do artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e do horário concreto. Por acordo entre empregador público e trabalhador, a remuneração pode ser substituída por descanso compensatório, nos termos do artigo 162.º, n.º 7, da LTFP.
Assim, as percentagens não permitem, por si só, calcular o valor final: é necessário saber se as horas são até ou além das 100 horas anuais, em que dia foram prestadas, a remuneração horária aplicável e se existe instrumento de regulamentação coletiva ou regime especial.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigos 120.º e 162.º .
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Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril — Estatuto da Carreira Docente, artigo 83.º .
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Decreto-Lei n.º 13/2024, de 10 de janeiro — alteração do artigo 162.º da LTFP .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Em que situações se aplicam condições especiais de classificação?EduQA · Currículo e Qualificações
As condições especiais de classificação não constituem uma autorização geral para alterar classificações. Dependem do nível de ensino, da oferta frequentada e do motivo concretamente comprovado.
No ensino básico, o artigo 34.º da Portaria n.º 223-A/2018 aplica-se, designadamente, quando, por responsabilidade exclusiva da escola, ou por falta de assiduidade do aluno motivada por doença prolongada ou impedimento legal devidamente comprovados, não existam elementos de avaliação do 3.º período. Nessa situação, o conselho de avaliação toma como referência as menções ou classificações do 2.º período. A norma prevê ainda regras próprias para alunos que frequentaram apenas um período e para situações de ingresso tardio no sistema de ensino português, incluindo, quando aplicável, a prova extraordinária de avaliação.
No ensino secundário, não se deve transportar automaticamente a regra do básico. Nos cursos científico-humanísticos, o artigo 31.º da Portaria n.º 226-A/2018 prevê, entre outras situações, o número insuficiente de aulas, a inexistência de elementos do 3.º período por responsabilidade da escola ou por doença prolongada/impedimento legal e a frequência de apenas um período. Pode haver repetição da frequência, prova extraordinária de avaliação, prova de equivalência ou exame, conforme a disciplina e o ano curricular.
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão ou as adaptações ao processo de avaliação não produzem, por si só, uma classificação especial: seguem o Decreto-Lei n.º 54/2018 e o processo individual do aluno. Para decidir um caso concreto é indispensável identificar o ciclo, a oferta, o ano, a disciplina e o motivo documentado.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 34.º, na redação atual .
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 31.º .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 24.º e 28.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Como posso solicitar a acreditação de um curso superior/disciplinas realizadas em Portugal, como formação contínua, a título individual?EduQA · Carreira e Formação
O pedido deve ser feito pelo próprio interessado através do procedimento de creditação individual do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), utilizando o formulário DSES — Disciplinas Singulares do Ensino Superior e a documentação indicada pelo CCPFC. A página oficial do CCPFC disponibiliza o formulário e o regulamento; a ficha deve ser enviada pelo canal atualmente indicado pelo próprio CCPFC, pelo que não é seguro fixar na resposta um endereço postal ou um procedimento que possa ter sido alterado.
A disciplina ou conjunto de disciplinas só pode ser acreditado se reunir cumulativamente as condições do regulamento: prosseguir objetivos do artigo 3.º do regime jurídico da formação contínua; incidir numa área do artigo 6.º; integrar currículo de curso cujo acesso exige bacharelato ou licenciatura, salvo a regra específica para Ciências da Educação; ter frequência obrigatória de pelo menos dois terços das aulas; e ser ministrado por instituição com vocação adequada.
O processo deve incluir requerimento individual, certidão autenticada de aprovação com a data de conclusão e documentos sobre o reconhecimento da instituição, requisitos de acesso, composição curricular, carga horária e conteúdos programáticos. A creditação de uma disciplina singular não pode acumular com a creditação global do curso de que faz parte.
A decisão não resulta apenas do facto de a disciplina pertencer a uma universidade. O CCPFC verifica os requisitos e atribui os créditos segundo o regime aplicável; deve ser consultada a versão em vigor do regulamento e do formulário no momento do pedido.
Base legal e fonte oficial
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CCPFC — DSES e Regulamento para acreditação e creditação de Disciplinas Singulares do Ensino Superior .
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Regulamento DSES — condições cumulativas e documentos do processo .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, artigos 3.º, 6.º e 14.º .
Verificação jurídica: CCPFC e Diário da República consultados em 27/09/2026.
Qual é a legislação aplicável à contratação de escola?AGSE · Carreira e Formação
Para a contratação de escola na rede pública, a referência central é o Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual. Não é correto juntar, sem distinguir o procedimento e a vigência, uma lista de todos os diplomas históricos que alteraram regimes anteriores.
O artigo 39.º define o objeto: necessidades temporárias de serviço docente e, em condições próprias, necessidades de formação por técnicos especializados. O artigo 40.º regula a abertura, a aplicação informática da DGAE, o prazo de três dias úteis, a divulgação na página do AE/EnA, os elementos do aviso, os critérios de seleção, a homologação e a comunicação. O artigo 41.º identifica os documentos a submeter pelos candidatos e distingue docentes de técnicos especializados.
A aplicação concreta depende ainda do aviso de abertura, do grupo de recrutamento, da habilitação exigida, da duração e do tipo de necessidade. O artigo 55.º do mesmo decreto-lei manda aplicar subsidiariamente o regime geral do vínculo de emprego público e a Portaria n.º 333/2022, na parte em que não exista regra especial.
O Decreto-Lei n.º 15/2025 alterou o regime de recrutamento e deve ser considerado através da redação atual do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. Diplomas revogados ou aplicáveis apenas a concursos específicos não devem ser usados como fundamento automático para uma contratação de escola atual.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 39.º a 41.º e 55.º .
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
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Portaria n.º 333/2022, de 9 de setembro .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
O que é o PLNM e a quem se destina?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Português Língua Não Materna (PLNM) é a disciplina destinada a alunos cuja língua materna não é o português ou que não tiveram o português como língua de escolarização e para os quais, considerando o percurso escolar e o perfil sociolinguístico, a escola entende ser a oferta curricular mais adequada.
O posicionamento é feito pela escola através de diagnóstico, com base nos descritores do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e nas orientações da Direção-Geral da Educação. O regime atual prevê nível zero, para alunos que desconhecem a língua e o alfabeto portugueses, e os níveis de iniciação A1/A2, intermédio B1/B2 e avançado C1.
No ensino básico, o regime resulta da Portaria n.º 223-A/2018, na redação da Portaria n.º 29/2025/1. No ensino secundário, a disciplina é regulada transversalmente pela Portaria n.º 86/2025/1. A organização da frequência, a constituição de grupos e a disciplina frequentada como equivalente ou em substituição de Português dependem do nível, do ciclo e da oferta educativa. Não se deve aplicar ao básico a regra do secundário sem confirmar a portaria correspondente.
A frequência de PLNM não é determinada apenas pela nacionalidade do aluno: exige a análise da língua materna, do percurso de escolarização e do diagnóstico de proficiência.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro, que altera a Portaria n.º 223-A/2018 .
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março, artigo 2.º .
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Recomendação n.º 5/2026, de 16 de junho , que confirma o enquadramento recente do PLNM.
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Os alunos em ensino individual estão sujeitos a avaliação quantitativa no final dos anos não terminais de ciclo do ensino básico e do ensino secundário?EduQA · Currículo e Qualificações
Não se deve aplicar automaticamente aos alunos em ensino individual a avaliação periódica quantitativa própria das turmas regulares. O Decreto-Lei n.º 70/2021 estabelece um acompanhamento e uma monitorização próprios, através do professor-tutor e da discussão do portefólio, que reúne evidências das aprendizagens e a sua evolução.
Para conclusão de ciclo ou de nível, o aluno realiza na escola de matrícula as provas previstas na legislação: no ensino básico, provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada ciclo; no ensino secundário, provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada disciplina, salvo quando exista prova final do ensino básico ou exame final nacional que os substitua. Concluído o percurso, a escola de matrícula emite o certificado e o diploma quando a lei o determine.
Assim, a resposta segura é: não existe uma regra geral que imponha uma classificação quantitativa no final de cada ano não terminal do ensino individual nos moldes da avaliação sumativa das turmas. O regime concreto deve ser confirmado no protocolo de colaboração e na legislação aplicável ao ciclo e à oferta do aluno.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, artigos 18.º, 19.º e 21.º .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, na redação atual .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
A aplicação dos critérios de seleção para o concurso pode ser faseada?AGSE · Carreira e Formação
Se a pergunta se refere aos concursos de recrutamento das escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública (EPERP), sim. O artigo 8.º, n.º 6, do Decreto-Lei n.º 139-B/2023 permite aplicar os critérios de seleção por fases: primeiro, à totalidade dos candidatos, apenas os critérios de formação profissional e experiência profissional; depois, a entrevista profissional de seleção apenas a parte dos candidatos aprovados no método anterior, convocados por conjuntos sucessivos e pela ordem decrescente da classificação.
A fase seguinte não pode ser aplicada de forma arbitrária: o aviso, os critérios, as ponderações e o método devem estar definidos e fundamentados no procedimento. A entrevista é realizada pelo júri e deve ser documentada nos termos dos artigos 8.º e 9.º.
Se a pergunta disser respeito a outro concurso, a resposta pode ser diferente. É necessário identificar o aviso e a entidade promotora, porque o artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023 é uma regra especial das EPERP e não uma autorização geral para fasear qualquer concurso.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, artigos 3.º, 5.º, 8.º e 9.º .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 53.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
O que se entende por "tempo de serviço provável após a profissionalização"?AGSE · Carreira e Formação
É o número de dias de serviço docente ou equiparado que o candidato prevê completar até 31 de agosto do ano letivo em curso, quando esse dado é solicitado no procedimento concursal, designadamente para verificar condições de uma prioridade do concurso externo.
Não é um novo tempo de serviço já certificado nem substitui a contagem efetivamente apurada. É uma previsão preenchida pelo candidato para a data-limite indicada na candidatura; a data concreta pode variar de acordo com o aviso e com o ano do concurso.
Em regra, o tempo após a profissionalização é contado desde 1 de setembro do ano civil em que o candidato obteve a qualificação profissional para o grupo a que concorre. O tempo anterior e posterior são declarados e verificados segundo as regras do concurso em causa.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigos 10.º, 11.º e 42.º .
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AGSE — Concurso Nacional de Docentes 2026/2027, FAQ .
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DGAE — manual de candidatura ao concurso externo .
Verificação jurídica: Diário da República, AGSE e DGAE consultados em 27/09/2026.
Quais são as funções do professor Tutor no ATE?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No apoio tutorial específico (ATE), cada professor tutor acompanha um grupo de 10 alunos e dispõe de quatro horas semanais para esse acompanhamento, devendo existir tempo comum nos horários das turmas envolvidas.
As funções previstas incluem: reunir com os alunos; acompanhar e apoiar o processo educativo individual; facilitar a integração na turma e na escola; apoiar hábitos de estudo e rotinas de trabalho; orientar o aluno nos planos pessoal, escolar e profissional; promover competências pessoais e sociais; envolver a família; e reunir com os docentes do conselho de turma para analisar dificuldades e planos de trabalho.
O ATE destina-se aos alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico que acumulem duas ou mais retenções ao longo do percurso, sem prejuízo de outras medidas de promoção do sucesso educativo. A aplicação concreta deve respeitar o normativo e as orientações em vigor no ano letivo.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 4-A/2016, de 16 de junho, artigo 12.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Os Percursos Curriculares Alternativos (PCA) são percursos curriculares diferenciados para efeitos do DL 54/2018?EduQA · Inclusão
Não. Os Percursos Curriculares Alternativos (PCA) e os percursos curriculares diferenciados previstos no Decreto-Lei n.º 54/2018 são figuras diferentes, embora possam responder a necessidades de diferenciação curricular.
Os PCA são concebidos pela escola, no âmbito da autonomia e flexibilidade curricular e dos planos de inovação, para um grupo de alunos do mesmo ano de escolaridade quando se verificam cumulativamente as condições do artigo 7.º da Portaria n.º 181/2019. A organização curricular tem como referência as matrizes curriculares-base dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico geral.
O Decreto-Lei n.º 54/2018 trata das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e dos percursos curriculares diferenciados como uma resposta individualizada ou de grupo no quadro desse regime. A existência de um PCA não dispensa a escola de analisar e mobilizar, para cada aluno, as medidas de suporte previstas no Decreto-Lei n.º 54/2018, quando sejam necessárias.
Base legal
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Portaria n.º 181/2019, de 11 de junho, artigo 7.º .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 9.º e 10.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Como publicitar o procedimento?AGSE · Carreira e Formação
Se a pergunta se refere à contratação de escola regulada pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, o procedimento é aberto pelo órgão de direção do AE/EnA através da aplicação informática disponibilizada pela DGAE, pelo prazo de três dias úteis.
A oferta é também divulgada na página da Internet do respetivo AE/EnA. Essa publicitação deve indicar, pelo menos, a modalidade do contrato a termo resolutivo, o número de horas e a duração, o AE/EnA onde o trabalho será prestado, a caracterização das funções, os requisitos de admissão e os critérios de seleção e, se houver horário agregado, os períodos de trabalho em cada escola.
Não se deve afirmar que toda a contratação de escola exige publicação no Diário da República ou no BEP: o canal e os elementos dependem do procedimento concreto. Para outros concursos, deve prevalecer o aviso e o regime especial aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 40.º, n.os 1 a 6 .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
O que é o Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA)?EduQA · Inclusão
O Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA) é uma estrutura de apoio que agrega recursos humanos, materiais, saberes e competências da escola. A sua ação é subsidiária da ação desenvolvida na turma e convoca os agentes educativos, incluindo o docente de educação especial.
O CAA apoia a inclusão dos alunos no grupo ou turma e nas rotinas da escola, diversifica estratégias de acesso ao currículo, promove o acesso à formação, ao ensino superior e à vida pós-escolar e apoia o acesso ao lazer, à participação social e à vida autónoma. Entre os objetivos específicos estão apoiar docentes, criar recursos de aprendizagem e instrumentos de avaliação, desenvolver metodologias interdisciplinares, promover ambientes estruturados e apoiar a transição para a vida pós-escolar.
Para alunos da escolaridade obrigatória abrangidos por determinadas medidas adicionais, deve ser garantida no CAA uma resposta complementar ao trabalho da sala de aula. Cabe ao diretor definir o espaço de funcionamento do CAA, numa lógica de rentabilização dos recursos existentes.
O CAA não substitui a turma nem significa automaticamente que o aluno deixe de frequentar as atividades da turma: a resposta deve ser articulada com o contínuo de respostas educativas da escola.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 13.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
Quem pode concorrer?AGSE · Carreira e Formação
A pergunta, isoladamente, não identifica o concurso e não permite indicar uma lista única de candidatos. Os requisitos dependem do aviso, do tipo de concurso, do grupo de recrutamento e da natureza do horário.
Se se tratar de contratação de escola para um grupo de recrutamento, podem candidatar-se os candidatos que reúnam a qualificação profissional exigida e os restantes requisitos do aviso. Esgotados os docentes profissionalizados, a escola pode, nas condições legais, selecionar candidato com habilitação própria. A contratação de técnicos especializados tem requisitos documentais e de especialização próprios.
A candidatura realiza-se pela aplicação da DGAE e os documentos exigidos constam do artigo 41.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023: habilitação profissional, declarações exigidas e autorização de acesso ao registo criminal; para técnico especializado, prova das habilitações e requisitos específicos do domínio.
Sem o aviso concreto, o RADAR deve pedir que o utilizador indique qual é o concurso ou a oferta a que se refere, em vez de afirmar que qualquer candidato pode concorrer.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 39.º a 41.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
As adaptações ao processo de avaliação interna são da competência da escola?EduQA · Inclusão
Sim. O artigo 28.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018 estabelece que as adaptações ao processo de avaliação interna são da competência da escola. Isso não significa que qualquer adaptação possa ser aplicada sem fundamentação ou fora do processo individual do aluno.
As adaptações devem ser adequadas às necessidades identificadas e articuladas com as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. Podem incluir, por exemplo, diversificação dos instrumentos de recolha de informação, formatos acessíveis, produtos de apoio, tempo suplementar, transcrição ou leitura de enunciados, sala separada e pausas vigiadas.
A decisão deve respeitar o relatório técnico-pedagógico e, quando aplicável, o programa educativo individual, e observar os procedimentos da escola. A avaliação externa tem regras próprias: no ensino básico há adaptações da competência da escola com fundamentação e comunicação ao Júri Nacional de Exames; no ensino secundário algumas adaptações são decididas e comunicadas pela escola e outras dependem de autorização do Júri Nacional de Exames.
Portanto, a resposta correta é “sim, na avaliação interna”, mas não “a escola pode decidir tudo sem limites”.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 24.º e artigo 28.º, n.os 2 a 7 .
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Despacho Normativo n.º 3/2026, regulamento das provas e exames 2025/2026 a 2027/2028 .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
O que é considerado domicílio necessário para efeitos de pagamento de ajudas de custo?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sem prejuízo de lei especial, o domicílio necessário para efeitos de ajudas de custo é determinado pelo artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 106/98.
É a localidade onde o trabalhador aceitou o lugar ou cargo, se aí prestar serviço; a localidade onde exerce funções, se tiver sido colocado noutra localidade; ou, quando não exista local certo de exercício, a localidade onde se situe o centro da sua atividade funcional.
O domicílio necessário não é livremente escolhido para aumentar o valor das ajudas de custo. Só há direito ao abono nas deslocações em serviço público que ultrapassem as distâncias e demais condições legais: em regra, mais de 5 km nas deslocações diárias e mais de 20 km nas deslocações por dias sucessivos, nos termos do artigo 6.º.
Deve ainda ser verificado se existe lei especial aplicável à carreira ou ao serviço e se a deslocação foi determinada ou autorizada como deslocação em serviço.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril, artigos 1.º, 2.º e 6.º .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
A avaliação das escolas implica a atribuição de classificações?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Depende do modelo de avaliação utilizado. A Lei n.º 31/2002 estabelece que o sistema de avaliação da educação e do ensino não superior assenta na autoavaliação de cada escola ou agrupamento e na avaliação externa, mas não fixa uma escala única nem determina que todos os processos tenham a mesma classificação.
Na avaliação externa das escolas realizada pela IGEC no terceiro ciclo, o Quadro de Referência organiza a análise em quatro domínios e a atividade utiliza uma escala e descritores próprios, divulgados pela IGEC. Assim, nesse modelo há classificação dos domínios e uma classificação global/juízo avaliativo conforme o modelo em vigor. Isso não significa que a lei imponha universalmente quatro domínios para qualquer autoavaliação ou para qualquer avaliação externa.
Para responder a um caso concreto é necessário identificar se se trata da autoavaliação da escola, da avaliação externa da IGEC ou de outro modelo de acompanhamento.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 31/2002, artigos 5.º e 8.º .
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IGEC — Avaliação Externa das Escolas, terceiro ciclo, Quadro de Referência e escala de avaliação .
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IGEC — relatório que identifica os quatro domínios do modelo do terceiro ciclo .
A escala e o Quadro de Referência devem ser confirmados na versão do modelo aplicável à data da avaliação.
Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação (CRTIC)EduQA · Inclusão
Os CRTIC são serviços especializados da rede nacional que apoiam as escolas quando um aluno necessita de produtos de apoio ou tecnologias de apoio para aceder ao currículo e participar na vida escolar. A avaliação é pedida pela escola e pode envolver aconselhamento, seleção, adaptação e prescrição do produto adequado.
A intervenção não é uma atribuição automática de equipamento. O CRTIC avalia as barreiras e necessidades concretas do aluno, articula com a escola e pode registar e prescrever os produtos de apoio nos termos do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA). A escola deve articular a utilização do produto com o processo individual do aluno, as medidas de suporte e os responsáveis educativos.
As atribuições da rede incluem avaliar alunos, registar produtos prescritos na plataforma SAPA, aplicar a ficha de prescrição, informar e formar docentes e a comunidade educativa, aconselhar sobre a utilização dos produtos e gerir, quando aplicável, o empréstimo dos produtos do CRTIC.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 17.º .
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Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril, artigo 7.º .
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Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio .
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DGE — Manual de Apoio à Prática Inclusiva, secção CRTIC .
Verificação jurídica e fonte institucional: Diário da República e DGE consultados em 27/09/2026.
Existe algum tipo de avaliação ou certificação para os alunos?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Desporto Escolar, a participação em treinos, atividades ou competições não corresponde, por si só, a uma classificação quantitativa numa disciplina curricular nem substitui a avaliação da Educação Física ou de outra disciplina.
Pode existir registo do percurso e da participação desportiva do aluno. A plataforma FITescola indica que permite acompanhar o percurso desportivo e criar um certificado nesse âmbito, designadamente com o histórico de participação no Desporto Escolar. Esse certificado de participação desportiva não é um certificado académico de conclusão de ciclo ou de disciplinas.
Os resultados, classificações de competições e eventuais documentos de participação dependem do regulamento do programa e da atividade em causa. Para um caso concreto, deve ser consultado o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar do respetivo ano letivo e a escola responsável pelo registo.
Fonte oficial
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DGE — Candidaturas ao Plano do Clube do Desporto Escolar 2025/2026 e regulamentos do programa .
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DGE — FITescola, percurso desportivo e certificado .
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Lei n.º 5/2007, de 16 de janeiro, artigo 40.º .
Verificação da fonte institucional: DGE/Desporto Escolar consultados em 27/09/2026.
Quem deve ser envolvido na comunicação associada ao processo de migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma lista legal única de pessoas que tenha de ser envolvida em todas as migrações. A resposta depende do sistema, dos dados, do serviço afetado, da entidade responsável e do plano de migração aprovado.
Numa migração de sistemas de uma escola, devem ser identificados, pelo menos, a entidade responsável pelo tratamento e pela decisão (por exemplo, o AE/EnA ou o serviço do Ministério competente), as equipas técnicas e o fornecedor/operador que execute a migração. Quando existam dados pessoais, o responsável deve envolver o encarregado da proteção de dados e limitar a comunicação ao necessário, definindo responsabilidades, acessos, segurança, testes, continuidade, cópias de segurança e comunicação de incidentes.
A comunicação deve ser dirigida às pessoas efetivamente afetadas — direção, serviços administrativos, docentes, alunos ou encarregados de educação — apenas quando a alteração produzir efeitos nos seus processos. Não é correto afirmar que todos os intervenientes têm sempre de ser comunicados ou que existe uma plataforma única obrigatória sem identificar o projeto.
Base legal e fonte oficial
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Regulamento (UE) 2016/679 — artigos 5.º, 24.º, 28.º e 32.º .
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
- O plano de migração, o contrato, as instruções de segurança e as orientações da entidade responsável completam a resposta para o caso concreto.
Verificação jurídica: legislação e requisitos de proteção de dados consultados em 27/09/2026.
O crédito pode ser reforçado durante o ano letivo?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim, o crédito horário pode ser reforçado durante o ano letivo, mas não por decisão unilateral da escola. O artigo 9.º, n.º 5, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 determina que, quando o total de horas calculado se revele insuficiente no decurso do ano letivo, a escola apresenta um pedido de reforço devidamente fundamentado à Direção-Geral da Educação.
A decisão cabe à DGE, mediante parecer prévio da Inspeção-Geral da Educação e Ciência e confirmação de disponibilidade orçamental pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação, I. P., nos termos da redação do despacho. Esta é a regra do diploma; a identificação dos serviços e circuitos internos pode ser atualizada por instruções administrativas posteriores.
O pedido deve demonstrar a insuficiência do crédito e relacioná-la com as finalidades legais do crédito horário: reforço, recuperação ou aprofundamento das aprendizagens e exercício de funções de âmbito organizacional. A escola deve conservar a fundamentação e cumprir o circuito indicado nas instruções aplicáveis ao ano letivo.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, artigo 8.º e artigo 9.º, n.os 1 a 5 .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 12.º .
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DGE — organização do ano letivo e orientações operacionais em vigor .
Verificação jurídica: Diário da República consultado em 27/09/2026.
O orçamento inicial contempla reforços orçamentais?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. A orientação operacional do IGeFE para a distribuição do orçamento individualizado esclarece que o orçamento inicial não contempla os reforços atribuídos ou que venham a ser atribuídos durante o ano económico. Quando exista um reforço, a escola deve lançá-lo na aplicação local, de acordo com as instruções do ano económico e com as rubricas/classificações orçamentais aplicáveis.
Esta resposta resulta de uma orientação de execução orçamental do IGeFE; não significa que qualquer verba possa ser inscrita sem a comunicação ou autorização exigida para a sua origem.
Base legal e fonte oficial
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Nota Informativa n.º 11/IGeFE/2025 — Distribuição do orçamento individualizado : esclarece que o orçamento inicial não contempla os reforços atribuídos ou a atribuir no decurso do ano e que estes devem ser lançados na aplicação local.
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Lei n.º 151/2015, de 11 de setembro — Lei de Enquadramento Orçamental , na redação atual: enquadra os princípios e regras gerais da execução orçamental.
As instruções do IGeFE/AGSE relativas ao ano económico concreto prevalecem quanto ao procedimento operacional e aos documentos exigidos.
O que acontece em caso de incumprimento das regras de acumulação de funções?Diário da República · Carreira e Formação
Não existe uma consequência única e automática para todas as situações. A acumulação de funções depende de autorização prévia e do cumprimento dos requisitos legais. Quando a autorização é revogada ou a atividade é exercida sem autorização, contra uma recusa ou com dados falsos/incompletos, a atividade acumulada não pode prosseguir e pode haver responsabilidade disciplinar.
Na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, a violação das condições aplicáveis à acumulação de atividade privada pode determinar a revogação da autorização e constitui infração disciplinar grave. A sanção concreta depende dos factos, da culpa, das consequências e do procedimento disciplinar; não é correto afirmar que há sempre demissão ou outra sanção automática.
Para docentes, devem ainda ser observadas as normas específicas do Estatuto da Carreira Docente e o procedimento de autorização aplicável.
Base legal
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas , artigos 21.º a 23.º: exclusividade, acumulação de funções públicas e atividade privada; o artigo 22.º prevê as condições e consequências da acumulação.
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Lei n.º 35/2014 — regime disciplinar , artigos 183.º, 186.º e seguintes: infração disciplinar, sanções e procedimento aplicável.
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Estatuto da Carreira Docente , artigo 111.º: exercício de outras funções por docentes.
Quantos formandos pode ter cada turma?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Quando é nomeada uma Comissão Administrativa Provisória?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A Comissão Administrativa Provisória (CAP) constitui um mecanismo excecional destinado a assegurar a continuidade da administração e gestão da unidade orgânica quando não seja viável a constituição ou o funcionamento regular dos órgãos de direção, administração e gestão, nomeadamente, nos casos em que não seja possível realizar as operações conducentes ao procedimento concursal para recrutamento do diretor, o procedimento concursal tenha ficado deserto ou todos os candidatos tenham sido excluídos, bem como na situação de transição e gestão dos processos de agrupamento ou de agregação de escolas.
Base legal:
artigo 66.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na sua redação atual
Que provas finais são obrigatórias no 1.º ciclo para alunos em ensino doméstico (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
No 1.º ciclo do ensino básico, os alunos realizam obrigatoriamente provas de equivalência à frequência, como autopropostos, nas disciplinas: Português (prova escrita e oral), Matemática e Estudo do Meio (provas escritas), Inglês (prova escrita e oral), Educação Artística e Educação Física (prova escrita e prática).
Base legal:
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto na sua redação atual. - Normativos em vigor aplicáveis à avaliação dos alunos
Quais são os elementos necessários para requerer à bolsa?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Para efeitos de atribuição da bolsa, devem ser apresentados os seguintes elementos:
· Comprovativo da frequência do semestre de prática de ensino supervisionada no curso de mestrado conducente à aquisição de habilitação profissional para a docência, em estabelecimento de ensino superior que tenha celebrado protocolo de cooperação para a realização dessa componente de formação prática na respetiva escola cooperante;
· Comprovativo da aprovação na unidade curricular correspondente à prática de ensino supervisionada, caso a respetiva avaliação já tenha ocorrido;
· Comprovativo do Número Internacional de Conta Bancária (IBAN);
· Comprovativo da inexistência de dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social.
Nota Legal:
N.º 2 do artigo 4.º da Portaria n.º 359/2025/1, de 14 de outubro
( Sandra Caneira | [Escola] )
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É possível reafetar os montantes disponibilizados na área reservada para outras classificações da despesa, quando se trate de verbas provenientes de entidades afetas ao setor da Ed?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Pode ser possível, mas não é uma autorização automática. A orientação do IGeFE admite a reafetação do orçamento inicial através de alterações orçamentais, segundo os princípios da gestão flexível. Quando estejam em causa verbas provenientes de outra entidade do setor da educação, a escola deve obter previamente a autorização ou confirmação exigida pela entidade de origem, respeitar o classificador económico e registar a alteração na aplicação local.
Depois da autorização, a alteração deve ser comunicada ao/à conferente da escola e ficar documentalmente suportada. Sem a autorização ou o enquadramento aplicável à verba concreta, não se deve transferir o montante para outra classificação apenas por decisão interna.
Base legal e fonte oficial
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Nota Informativa n.º 11/IGeFE/2025 — Distribuição do orçamento individualizado : esclarece que o orçamento inicial pode ser reafetado através de alterações orçamentais e que o orçamento deve ser registado por rubricas/classificações económicas.
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Lei n.º 151/2015, de 11 de setembro — Lei de Enquadramento Orçamental , na redação atual: enquadra a execução e as alterações orçamentais.
As regras específicas da entidade financiadora, do aviso ou da autorização da verba podem impor condições adicionais.
As Unidades de Competência (UC) do novo CNQ têm obrigatoriamente 25 ou 50 horas de formação?ANQEP · Currículo e Qualificações
No contexto das Formações Modulares Certificadas e dos referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações, cada Unidade de Competência (UC) ou Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) tem uma duração de 25 ou 50 horas. O que pode variar é a carga horária total do percurso ou da qualificação, porque depende das unidades obrigatórias e opcionais que o integram.
Esta regra não deve ser generalizada para qualquer formação que use a expressão «unidade de competência» fora do CNQ/FMC.
Base legal e fonte oficial
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ANQEP — Formações Modulares Certificadas : indica que cada UFCD ou UC tem duração de 25 ou 50 horas e que a carga horária global dos percursos é variável.
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Metodologia de Desenho de Qualificações — ANQEP , pp. 4–5: estabelece a correspondência de cada UC a uma UFCD de 25 ou 50 horas e os respetivos pontos de crédito.
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Portaria n.º 66/2022, de 1 de fevereiro, na redação atual : regulamenta as Formações Modulares Certificadas previstas no regime do Sistema Nacional de Qualificações.
Que outras medidas podem ser adotadas para alunos estrangeiros recém-chegados?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Para alunos recém-chegados ao sistema educativo nacional, a escola deve confirmar o nível de proficiência linguística e aplicar o regime correspondente ao nível de ensino. Nos níveis zero, A1 e A2 do ensino básico, a Portaria n.º 29/2025/1 permite, em articulação com os pais ou encarregados de educação, mobilizar medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e adaptações à avaliação interna e externa.
Deve ser garantida a matrícula numa turma do respetivo ano e o cumprimento de tempo equivalente ao previsto na matriz curricular-base. A integração no currículo pode ser progressiva, com seleção de disciplinas e outras atividades que favoreçam a imersão linguística, o relacionamento interpessoal e a inclusão.
No ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 prevê respostas equivalentes para alunos recém-chegados nos níveis zero, A1, A2 e B1, incluindo medidas de inclusão, adaptações da avaliação e integração progressiva nos termos do respetivo regime. A escola deve confirmar sempre o nível, o ciclo e a redação vigente das portarias; não é seguro aplicar automaticamente uma medida de um ciclo a outro.
Base legal
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro , que alterou a regulamentação do ensino básico e prevê, designadamente, as respostas para alunos recém-chegados nos níveis zero, A1 e A2.
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Portaria n.º 86/2025/1, de 31 de março , aplicável ao ensino secundário e aos níveis de proficiência previstos nesse regime.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual : princípios do currículo, da inclusão e da organização das respostas educativas.
Como é efetuada a candidatura a um procedimento concursal de pessoal não docente (PND) através do SIGRHE?Radar Escolar · Carreira e Formação
Nos procedimentos concursais de pessoal não docente disponibilizados através do SIGRHE, a candidatura é apresentada eletronicamente em Situação Profissional → PND – Procedimentos Concursais → Formulário de Candidatura.
O candidato deve preencher o formulário, verificar os requisitos do aviso de abertura, carregar os documentos exigidos, submeter a candidatura dentro do prazo e conservar o comprovativo da submissão. Os requisitos, o prazo e os documentos obrigatórios são sempre os que constam do aviso de abertura.
Enquadramento legal geral:
artigos 12.º a 15.º da Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro , quando aplicável ao procedimento.
Fonte operacional: AGSE / SIGRHE.
Atualizado com base na legislação oficial —
consulte a fonte oficial .
O que é o Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar (MABE) é o referencial da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) para acompanhar e avaliar o funcionamento e o impacto da biblioteca escolar. Não é uma inspeção nem uma certificação externa da escola: é um instrumento de autoavaliação e melhoria, aplicado pela biblioteca em articulação com os órgãos de direção do agrupamento ou da escola não agrupada.
A avaliação procura determinar, em cada ciclo de aplicação, em que medida a biblioteca concretiza a sua missão, metas e objetivos nos domínios de atuação definidos pela RBE. Para isso, a escola deve combinar questionários e outros instrumentos disponibilizados ou indicados pela RBE com evidências quantitativas e qualitativas sobre o trabalho realizado, os serviços prestados e os resultados obtidos. Os dados apoiam a identificação de pontos fortes, necessidades e ações de melhoria a integrar no planeamento da biblioteca e da escola.
A operacionalização concreta — bibliotecas abrangidas, calendário, instrumentos e forma de submissão do relatório — deve ser confirmada na página da RBE relativa ao ano letivo em causa. Não se deve transformar o calendário de um ciclo anterior numa obrigação permanente.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho — Diário da República , artigo 3.º, n.º 2, alínea i): atribui ao professor bibliotecário a implementação anual dos procedimentos de avaliação dos serviços definidos pelo Gabinete Coordenador da RBE em articulação com a direção.
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Rede de Bibliotecas Escolares — Avaliação da Biblioteca Escolar 2025 : explica a finalidade do modelo, a recolha de evidências, os instrumentos e o relatório.
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Rede de Bibliotecas Escolares — Avaliação : enquadra a monitorização e a avaliação como parte da qualidade e melhoria contínua da RBE.
**Validação Radar:** fontes oficiais consultadas em 25 de setembro de 2026.
O que acontece se o aluno faltar a treinos e a competições no âmbito do Desporto Escolar?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A falta a um treino ou a uma competição do Desporto Escolar deve ser registada e comunicada de acordo com as regras da escola e do respetivo regulamento. A participação no Desporto Escolar não torna automaticamente toda a falta justificada, nem existe, na legislação geral consultada, uma consequência única — como a exclusão automática do grupo-equipa — para qualquer falta.
A justificação deve ser apresentada pelo encarregado de educação ou pelo aluno maior de idade ao professor titular ou diretor de turma, com indicação do dia, da atividade e do motivo. Deve ser apresentada previamente quando a ausência for previsível ou, nos restantes casos, até ao terceiro dia útil seguinte. A escola pode pedir comprovativos adicionais e o regulamento interno deve definir a tramitação e as consequências do incumprimento.
Uma participação em atividade desportiva pode ser fundamento de justificação quando se enquadrar no artigo 16.º, n.º 1, alínea i), do Estatuto do Aluno e Ética Escolar — atividade desportiva reconhecida como de interesse público ou considerada relevante pela autoridade escolar — ou noutra alínea aplicável, incluindo a participação em atividades desportivas de alta competição. A escola deve analisar o caso concreto e o seu regulamento interno. A falta injustificada pode relevar para os limites gerais de assiduidade e para as medidas previstas no Estatuto do Aluno.
O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular, integrada no plano de atividades da escola, e a sua organização inclui treino e competição. Se a ausência for a uma atividade em que o aluno estava inscrito ou devia participar, a escola aplica as regras de assiduidade e justificação das atividades escolares. Para praticantes em regime de alta competição existe ainda o regime especial de relevação de faltas do Decreto-Lei n.º 125/95, mediante declaração da entidade competente; esse regime não deve ser automaticamente aplicado a todos os participantes do Desporto Escolar.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Diário da República , artigos 13.º, n.os 4 e 5, 14.º, 16.º e 17.º: assiduidade, registo, justificação, prazos, comprovativos e consequências das faltas.
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro — Diário da República , artigos 5.º, 6.º e 10.º: natureza do Desporto Escolar, responsabilidade da escola e desenvolvimento através de treino e competição.
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Despacho n.º 9227/2022, de 28 de julho — Diário da República : enquadra o Desporto Escolar como complemento curricular integrado no plano de atividades da escola.
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Decreto-Lei n.º 125/95, de 31 de maio — Diário da República , artigo 12.º: relevação de faltas dos praticantes em regime de alta competição mediante declaração comprovativa.
**Validação Radar:** fontes oficiais consultadas em 25 de setembro de 2026.
Quanto tempo dura o processo de apreciação, seleção e adoção de manuais escolares?EduQA · Currículo e Qualificações
O processo de apreciação, seleção e adoção de manuais escolares decorre durante quatro semanas, a partir da 2.ª semana do 3.º período do ano letivo anterior ao início de vigência dos manuais.
Base legal:
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril, artigo 11.º, n.º 1; Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, artigo 16.º, n.º 3.
Como pode uma escola candidatar-se ao PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
Como aluno de Licenciatura (1º Ciclo) em mobilidade ERASMUS+, posso frequentar unidades curriculares (UCs) de Mestrado (2º Ciclo), que depois serão reconhecidas pela minha IES em Portugal?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
Pode ser possível, mas não é um direito automático nem uma decisão da Agência Nacional. A frequência de uma unidade curricular de mestrado por um estudante de licenciatura depende da aceitação da instituição de ensino superior de origem e da instituição de acolhimento, das regras dos dois ciclos de estudos, da disponibilidade da unidade curricular e dos requisitos académicos aplicáveis.
Antes do início da mobilidade, a unidade curricular deve ser incluída no Learning Agreement for Studies, com a indicação dos créditos e da forma como será reconhecida. O acordo deve ser aprovado pelo estudante, pela instituição de origem e pela instituição de acolhimento. Se houver alteração durante a mobilidade, deve ser formalizada e aprovada pelas entidades competentes.
A instituição de origem deve reconhecer os créditos das atividades concluídas com aproveitamento que estejam no Learning Agreement final e sejam comprovadas pelo Transcript of Records, de acordo com as regras Erasmus+. Isso não significa que qualquer unidade curricular frequentada sem aprovação prévia seja automaticamente reconhecida, nem que uma instituição seja obrigada a aceitar uma UC de outro ciclo contra as suas regras académicas.
Base legal e fonte oficial
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Regulamento (UE) 2021/817, de 20 de maio — EUR-Lex : estabelece o Erasmus+ para o período 2021-2027.
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Erasmus+ — Learning Agreements : exige a aprovação do acordo pelo estudante e pelas instituições antes da mobilidade.
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Erasmus+ — Studying abroad : explica o reconhecimento dos créditos concluídos de acordo com o Learning Agreement e o Transcript of Records.
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Erasmus+ — Orientações do Learning Agreement para estudos : enquadra o reconhecimento automático dos créditos acordados e obtidos com aproveitamento.
**Conclusão:** o estudante deve obter autorização escrita das duas IES e confirmar por escrito, no Learning Agreement, que as UCs de mestrado serão reconhecidas no seu plano de licenciatura.
Como desbloquear uma colocação com estado "Pendente de Validação"?Radar Escolar · Carreira e Formação
O estado “Pendente de Validação” indica que a colocação está dependente da decisão sobre o pedido de acumulação de funções. O candidato deve submeter o pedido no SIGRHE, no percurso indicado pela aplicação — **Situação Profissional > Acumulação de Funções > Pedido – Requerente** — e juntar os elementos comprovativos solicitados.
Depois da análise e da decisão da entidade competente:
- com deferimento, a colocação passa a “Válido”;
- com indeferimento, a colocação passa a “Não autorizado”.
O candidato não deve iniciar ou manter a atividade acumulada apenas porque o pedido foi submetido. Deve aguardar a decisão e cumprir as notificações e prazos do SIGRHE. Se o estado não for atualizado depois da decisão, deve contactar o suporte ou o serviço responsável, enviando o comprovativo da decisão.
O percurso da aplicação e os nomes dos estados são informação operacional do SIGRHE; podem ser alterados. A base jurídica da acumulação é o regime de incompatibilidades e acumulação aplicável aos trabalhadores em funções públicas e, para docentes, as normas específicas da carreira. A autorização depende da verificação dos requisitos legais e não é substituída pelo simples registo do pedido.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP , artigos 20.º a 23.º: exclusividade, acumulação de funções públicas e exercício de atividades privadas.
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Estatuto da Carreira Docente — Diário da República , artigo 111.º: exercício de outras funções por docentes.
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Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação atualizada pela Portaria n.º 188-G/2024/1 : regime e procedimento administrativo aplicável à acumulação de funções e atividades docentes.
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IGeFE/AGSE — procedimento de acumulação no SIGRHE : percurso operacional e estado do pedido.
**Nota de rigor:** a informação disponível no SIGRHE sobre o estado concreto prevalece para o procedimento em curso; a resposta não substitui a decisão formal de autorização.
Que formação é necessária para trabalhar na biblioteca escolar?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A resposta depende da função. Não existe uma única formação legal obrigatória para todas as pessoas que colaboram numa biblioteca escolar.
Para exercer a função de **professor bibliotecário**, a Portaria n.º 192-A/2015 exige, entre outros requisitos do procedimento de designação, formação académica ou contínua na área das bibliotecas escolares, formação em TIC ou certificação de competências digitais, experiência profissional na área e manifestação de interesse. A seleção e a designação seguem os critérios e a pontuação definidos na portaria.
Para integrar a **equipa da biblioteca escolar**, os docentes são designados pelo diretor de entre aqueles que disponham de competências nos domínios pedagógico, da gestão de projetos, da gestão da informação, das ciências documentais e das TIC. A portaria não cria uma licenciatura única obrigatória para cada membro da equipa.
Assim, cursos ou ações em leitura, literacia da informação e dos média, ciências documentais, gestão de projetos e TIC podem ser relevantes, mas não devem ser apresentados como requisito legal universal. A formação contínua também pode ser exigida no exercício prolongado da função de professor bibliotecário, nos termos do artigo 15.º da portaria.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho — Diário da República , artigos 4.º, n.os 1 a 3, 5.º, n.º 1, e 15.º: equipa, requisitos de designação e formação contínua do professor bibliotecário.
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Rede de Bibliotecas Escolares — Recursos Humanos : informação oficial sobre recursos humanos das bibliotecas escolares.
**Nota:** se a pergunta disser apenas “trabalhar na biblioteca”, é necessário saber se se refere a professor bibliotecário, membro da equipa docente ou trabalhador não docente; a qualificação aplicável não é a mesma.
O que é o TwinSpace?European School Education Platform · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O TwinSpace é o espaço virtual associado a cada projeto eTwinning na European School Education Platform. É um ambiente de projeto reservado aos participantes autorizados, usado para colaborar, comunicar e partilhar atividades e produtos com as escolas parceiras.
Não é um grau, uma certificação nem uma plataforma administrativa nacional. Por isso, não há um artigo de legislação escolar portuguesa que defina o TwinSpace; a explicação deve ser fundamentada na documentação institucional oficial do programa eTwinning da Comissão Europeia.
Fonte oficial
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European School Education Platform — eTwinning : plataforma oficial europeia do eTwinning.
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European School Education Platform — exemplos de espaços TwinSpace de projetos : mostra a utilização do TwinSpace para colaboração e criação de produtos de projeto.
Como posso solicitar a acreditação de um curso realizado em Portugal, como formação especializada, a título individual?EduQA · Carreira e Formação
Tem de preencher o formulário FEP (disponível em www.ccpfc.uminho.pt ), juntar a documentação exigida no mesmo e enviar, via postal, para o endereço que consta no nosso site/ Rua do Forno, nº30 – 1º andar – Apartado 2168, 4700-429 Braga.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro, e Decreto-Lei n. 95/97 de 23 de abril.
Que apoios assegura o Ministério da Educação às escolas TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
Na sequência da aprovação da candidatura, são assegurados diversos apoios às escolas TEIP4.
Base legal
Despacho n.º 7798/2023, artigo 7.º
Que tipos de ações podem ser desenvolvidas pelas escolas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O que é o bullying?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O bullying corresponde a comportamentos agressivos, intencionais e repetidos entre pares, que envolvem desequilíbrio ou abuso de poder.
Pode assumir diferentes formas, incluindo agressões físicas, verbais, psicológicas, sociais ou relacionais, causando impacto no bem-estar, na autoestima e na participação escolar da vítima.
Base legal:
https://www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt O que acontece se o docente não cumprir o período mínimo de permanência na escola?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Quando o docente colocado numa Escola Portuguesa no estrangeiro não cumpre o período mínimo legal de permanência de dois anos, fica obrigado a indemnizar a escola pelo valor dos custos suportados com o apoio à instalação no local de trabalho. Perde também o direito aos apoios relativos ao regresso a Portugal e à viagem de regresso para si e para os membros do agregado familiar.
Esta consequência não é automática em qualquer situação: o próprio regime ressalva os casos de força maior ou de facto não imputável ao docente. O Decreto-Lei n.º 78/2025 concretizou, entre outros exemplos, o acidente de trabalho, a doença profissional, o internamento hospitalar e a doença incapacitante do próprio que exija tratamento prolongado.
O artigo concreto depende do diploma que regula a Escola Portuguesa em causa, porque o Decreto-Lei n.º 78/2025 alterou vários regimes especiais. Na versão consolidada do Diário da República, a regra surge, por exemplo, como artigo 15.º, n.os 7 a 9, do Decreto-Lei n.º 183/2006, na redação dada pelo artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 78/2025.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio — Diário da República , especialmente o artigo 2.º e seguintes, conforme o regime da Escola Portuguesa.
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Decreto-Lei n.º 183/2006 — Diário da República , artigo 15.º, n.os 7 a 9, como exemplo da regra alterada.
Qual o prazo para aceitação de uma colocação após a seleção para um horário?Radar Escolar · Carreira e Formação
A aceitação da colocação é efetuada na aplicação SIGRHE em Situação Profissional > Horários/Contratação > 202X/202X > Candidaturas/Aceitação CE, nos seguintes prazos:
Até ao 1.º dia útil seguinte ao da seleção, para os grupos de recrutamento 100 a 930 e para técnicos/as especializados/as;
Até ao 2.º dia útil seguinte ao da seleção, para os grupos de recrutamento de Música e Dança.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio — Diário da República , artigo 40.º, n.º 15, na redação atual;
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Decreto-Lei n.º 15/2018, de 7 de março — Diário da República , artigo 15.º, n.º 10, do regime anexo, na redação conferida pelo
Decreto-Lei n.º 94/2023, de 17 de outubro .
**Atualizado com base na legislação e orientação oficial:** 8 de setembro de 2026. Confirme o prazo aplicável no SIGRHE e na regulamentação vigente.
Os alunos que frequentam outro agrupamento podem participar num Grupo Equipa de outra escola?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, mediante protocolo de cooperação entre a escola de origem e a escola de acolhimento, nas condições do Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028.
No projeto “DE Competição”, o protocolo só é admissível quando a modalidade não esteja disponível na escola de origem. No projeto “DE Competição+”, pode ser celebrado mesmo que a modalidade exista na escola de origem.
Devem existir PCDE aprovados, autorização do encarregado de educação e protocolo escrito, com duração de um ano letivo. A escola de acolhimento comunica horários, treinos, competições, assiduidade e alterações relevantes; nas competições o aluno representa essa escola. O seguro escolar é acionado pela escola de origem, que deve receber a informação necessária.
O aluno só pode representar outra escola através de protocolo numa modalidade e não pode existir protocolo na modalidade em que tenha filiação federativa. Os protocolos usam a minuta oficial e são sujeitos a validação da estrutura local do Desporto Escolar.
Base legal e regulamentar
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — Diário da República , que estabelece as normas de funcionamento do Desporto Escolar para 2026-2028;
- Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028, artigos 27.º e 28.º.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
Os técnicos superiores podem acumular funções públicas remuneradas?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim. Os técnicos superiores podem acumular funções públicas remuneradas apenas nas situações previstas na lei, quando exista manifesto interesse público e mediante autorização prévia da entidade competente.
Participação em comissões ou grupos de trabalho;
Participação em conselhos consultivos e em comissões de fiscalização ou outros órgãos colegiais de fiscalização ou controlo de dinheiros públicos;
Participação em comissões de fiscalização ou outros órgãos colegiais de fiscalização ou controlo de dinheiros públicos;
Atividades docentes ou de investigação, desde que:
respeitem os limites fixados por despacho governamental;
não prejudiquem o cumprimento da duração semanal do trabalho;
não se sobreponham em mais de um quarto do horário da função principal.
Realização de conferências, palestras ou ações de formação de curta duração, bem como outras atividades de natureza semelhante.
Base legal
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Diário da República , que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas;
- Artigos 20.º, 21.º e 23.º da LTFP, na redação atual.
O requerimento deve indicar, designadamente, local, horário, remuneração, natureza e conteúdo das funções, justificação do manifesto interesse público, inexistência de conflito e compromisso de cessação se surgir conflito.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
Como, quando e onde se apresenta a candidatura ao concurso nacional?IES · Currículo e Qualificações
Em 2026, a candidatura ao Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público é apresentada exclusivamente através do sistema de candidatura online da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). O candidato deve pedir previamente uma senha de acesso e entregar a confirmação do pedido na escola ou num Gabinete de Acesso ao Ensino Superior, seguindo as instruções da DGES. A senha atribuída em anos anteriores não serve para a candidatura de 2026.
Depois de receber a senha, o candidato preenche e submete o formulário na plataforma, devendo guardar ou imprimir o relatório que serve de recibo. Quando pretenda beneficiar de um contingente prioritário ou utilizar documentação adicional, deve inserir os documentos no passo próprio da candidatura.
Para o calendário de 2026, aprovado pelo Despacho n.º 9359-A/2026, as janelas divulgadas pela DGES foram: 1.ª fase, de 20 de julho a 6 de agosto para os restantes candidatos e de 20 a 29 de julho para o contingente prioritário de emigrantes, familiares que com eles residam, lusodescendentes e candidatos com pedido de substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros; 2.ª fase, de 24 de agosto a 20 de setembro; 3.ª fase, de 22 a 24 de setembro. Os prazos devem ser sempre confirmados no calendário oficial do ano da candidatura.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio — regulamento do concurso nacional de acesso 2026-2027 .
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Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho — calendário do concurso nacional de acesso 2026 .
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DGES — Perguntas frequentes sobre a candidatura e
Candidatura Online 2026 .
O que deve constar no protocolo de colaboração (3)?EduQA · Currículo e Qualificações
O protocolo de colaboração deve incluir, entre outros aspetos: -a explicitação da gestão do currículo que vai ser adotada, permitindo à escola de matrícula aferir: i) o desenvolvimento das aprendizagens essenciais, em consonância com as áreas de competências definidas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória; ii) O trabalho sobre as dimensões obrigatórias da Educação para a Cidadania, definidas na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania - as formas de monitorização e acompanhamento das aprendizagens realizadas pelo aluno, incluindo a calendarização de, pelo menos, uma sessão presencial, coincidente com o final do ano letivo, a realizar na escola de matrícula; - a assunção do português como língua de escolarização, podendo ser ministradas partes do currículo numa das línguas estrangeiras que integram o currículo nacional, através da abordagem bilingue, desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos: i) o responsável educativo apresente prova de proficiência linguística na respetiva língua estrangeira; ii) a escola de matrícula disponha dessa oferta educativa; - a realização de provas aplicáveis (provas de equivalência à frequência, provas finais do ensino básico, exames finais nacionais e provas de Monitorização da Aprendizagem – ModA), nos termos dos normativos em vigor; - A possibilidade de a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva da escola de matrícula aconselhar o responsável educativo e o encarregado de educação acerca da adoção de práticas pedagógicas inclusivas.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto — Diário da República , na redação atual, especialmente o artigo 12.º, n.º 2, e o artigo 16.º, n.º 3.
O que é o ciberbullying?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O ciberbullying consiste na prática de comportamentos agressivos, intencionais e repetidos através de tecnologias digitais, como redes sociais, mensagens, imagens, vídeos, jogos ou outras formas de comunicação online.
Tal como o bullying presencial, pode causar danos emocionais, sociais e escolares, exigindo resposta articulada entre escola, família e outros intervenientes.
Base legal:
https://www.sembullyingsemviolencia.edu.gov.pt O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna (3)?
O Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, não estabelece uma obrigação geral de apresentação de certificado ou prova formal de proficiência em língua portuguesa apenas pelo facto de o português não ser a língua materna do responsável educativo.
O regime determina que o responsável educativo assegure o desenvolvimento do currículo adotando a língua portuguesa como língua de escolarização. Se for adotado um projeto bilingue em que parte do currículo seja ministrada numa língua estrangeira do currículo nacional, é exigida prova de proficiência nessa língua estrangeira, além de a escola de matrícula ter de dispor dessa oferta.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigo 12.º, n.º 2, alínea e), e artigo 16.º, n.º 3 — Diário da República , na redação atual.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
Um aluno pode estar matriculado em ensino individual em dois sistemas de ensino ao mesmo tempo?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O aluno que frequenta o regime de ensino individual em Portugal deve estar matriculado numa escola portuguesa e cumprir as obrigações decorrentes do Decreto-Lei n.º 70/2021 e do protocolo de colaboração.
O Decreto-Lei n.º 70/2021 não contém uma norma que estabeleça expressamente, em termos gerais, a proibição de o aluno estar também inscrito num sistema educativo estrangeiro. Deve ser verificado o cumprimento das obrigações de matrícula e escolaridade obrigatória em Portugal, o protocolo com a escola de matrícula e as regras do sistema estrangeiro aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 8.º a 12.º — Diário da República .
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
O que é a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE)?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) é um programa do Ministério da Educação destinado a instalar e desenvolver bibliotecas nas escolas públicas dos diferentes níveis de ensino. A RBE apoia a leitura e as literacias, bem como o acesso, o uso e a produção de informação e conhecimento em suportes analógico, eletrónico e digital.
Não se trata de uma entidade que substitua a escola ou a biblioteca municipal. A RBE funciona como uma rede e um programa de apoio à política pública de bibliotecas escolares, com orientações, acompanhamento e recursos para as bibliotecas integradas na rede.
Fonte oficial
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Rede de Bibliotecas Escolares — Sobre a RBE , Ministério da Educação.
Qual é a missão dos alunos Líderes Digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A missão dos alunos Líderes Digitais é intervir junto dos seus pares e da comunidade educativa, promovendo atitudes críticas, refletidas e responsáveis no uso das tecnologias e dos ambientes digitais.
Podem dinamizar campanhas, debates, sessões de sensibilização, produção de recursos, vídeos, cartazes, exposições e outras ações de promoção da Cidadania Digital.
Base legal:
https://seguranet.pt/lideres-digitais https://seguranet.pt/o-que-fazemos Para emissão da guia de reposição, onde pode ser consultada a informação relativa ao número de autorização de pagamento ("N.º de Pagamento")?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A informação relativa ao número de autorização de pagamento (“N.º de Pagamento”) é uma informação operacional da plataforma GesEdu. Pode ser consultada na área reservada da escola, no separador:
**Autorização de Pagamentos > Mensal**.
Este procedimento não resulta de uma regra legal autónoma sobre o conteúdo da guia; é uma instrução de utilização da plataforma para emissão da guia de reposição. Se a designação do menu ou o percurso mudar, deve prevalecer a versão atual da GesEdu e a orientação da AGSE.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas .
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AGSE — Perguntas Frequentes , área de gestão financeira.
O Scratch pode ser utilizado nos CPR?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. O Scratch é uma ferramenta frequentemente utilizado em contexto educativo para a iniciação em programação.
Permite desenvolver projetos criativos, jogos, animações e narrativas interativas, favorecendo o pensamento lógico, a criatividade e a resolução de problemas.
Base legal:
https://www.erte.dge.mec.pt/clubes-de-programacao-e-robotica Quais os requisitos que devem cumprir as instalações para educação pré-escolar?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Quantos pontos de crédito estão associados à componente sociocultural e científica?EduQA · Currículo e Qualificações
À componente sociocultural e científica estão sempre associados 70 pontos de crédito.
Base legal:
Portaria n.º 47/2017, de 1 de fevereiro, artigo 6.º
O que se entende por projetos de cooperação entre organizações (KA2)?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os projetos de cooperação entre organizações da Ação-Chave 2 (KA2) do Erasmus+ são parcerias para cooperação entre organizações de educação, formação e outros setores elegíveis, destinadas a desenvolver e partilhar boas práticas, criar resultados e materiais, reforçar redes e melhorar a qualidade e a capacidade das organizações participantes.
Nas parcerias de cooperação, a regra geral do Guia do Programa exige pelo menos três organizações de três países do programa diferentes. A duração normal é de 12 a 36 meses, dentro dos limites do convite aplicável, e a candidatura deve ser apresentada à entidade competente indicada no Guia do Programa. Uma escola não deve assumir que qualquer projeto internacional é automaticamente KA2: a elegibilidade, o número mínimo de parceiros, a duração, os resultados e a agência competente dependem da ação e do convite concretos.
Fonte oficial e enquadramento
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Guia do Programa Erasmus+ — Ação-Chave 2, parcerias de cooperação .
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Guia do Programa Erasmus+ — Ação-Chave 2 .
As aplicações que já se encontram em ambiente cloud necessitam de nova migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Em princípio, não. Uma aplicação que já se encontra efetivamente em ambiente cloud não precisa de ser novamente migrada apenas por existir um novo processo de migração.
Esta resposta é uma orientação operacional da AGSE e não uma dispensa universal para qualquer solução. A escola deve confirmar se a aplicação está realmente abrangida pelo modelo de adoção cloud aplicável, se cumpre os requisitos técnicos e de segurança e se a orientação da AGSE identifica alguma ação complementar, atualização ou validação. Se o processo em causa alterar o fornecedor, a arquitetura ou os requisitos, pode ser necessária uma intervenção diferente de uma nova migração integral.
Fonte oficial
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AGSE — É obrigatória a migração para uma nova solução Cloud? .
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AGSE — Perguntas Frequentes, área de migração das aplicações escolares para a Cloud .
Após a exclusão ou alteração de uma qualificação, podem iniciar-se processos de RVCC com o referencial extinto?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, mas não sem limite temporal. Segundo a FAQ oficial da ANQEP sobre a transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações, após a data de exclusão ou alteração da qualificação ou UFCD pode ser iniciado um processo de RVCC com o referencial anterior durante o prazo de 92 dias, contado da data de exclusão publicada no Boletim do Trabalho e Emprego e no CNQ.
Os processos de RVCC que já estavam em funcionamento na data da exclusão podem prosseguir até à sua conclusão, mesmo que a qualificação venha a ser excluída durante o percurso. A resposta deve, por isso, distinguir entre iniciar um novo processo, sujeito ao prazo de 92 dias, e continuar um processo que já se encontrava em funcionamento.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro — regime do RVCC, Diário da República , na redação atual.
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ANQEP — FAQ Transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações , novembro de 2025.
O que deve ser feito no SIGO quando uma qualificação aprovada é excluída antes do início da ação de formação?EduQA · Currículo e Qualificações
A entidade não deve iniciar uma nova ação com uma qualificação ou referencial já excluído, salvo as situações transitórias admitidas pela orientação oficial. A FAQ da ANQEP sobre a transição para o novo CNQ admite, em determinadas condições, o início de processos com o referencial anterior durante 92 dias contados da publicitação da exclusão no Boletim do Trabalho e Emprego e no CNQ. Os processos já em funcionamento podem prosseguir nos termos da orientação aplicável.
Se a ação ainda não começou e já não está abrangida pelo período transitório, a entidade deve regularizar o registo no SIGO: não usar o referencial excluído, cancelar a ação quando essa for a operação indicada pela plataforma e submeter nova ação com o referencial em vigor. Deve guardar o registo da alteração e seguir a versão atual das instruções técnicas do SIGO.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro , na redação atual.
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ANQEP — FAQ sobre a transição para o novo CNQ .
A operação concreta deve ser confirmada na versão do SIGO disponibilizada à entidade formadora.
O que significa ser opositor/a aos concursos das Escolas Portuguesas no Estrangeiro da Rede Pública (EPERP)?Radar Escolar · Carreira e Formação
Ser opositor/a significa apresentar candidatura e reunir as condições para participar num procedimento concursal destinado ao recrutamento de docentes das Escolas Portuguesas no Estrangeiro da Rede Pública.
O concurso interno destina-se, em regra, a docentes de carreira que pretendam transferência de quadro ou mudança de grupo de recrutamento. O concurso externo destina-se a candidatos que pretendam ingressar na carreira e reúnam os requisitos legais. Podem ainda existir procedimentos para necessidades temporárias através de contratação de escola.
Ser opositor/a significa ser candidato/a ao procedimento; não significa que já esteja colocado ou selecionado.
Base legal:
artigos 3.º e 4.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro , na redação atual.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Qual é o enquadramento legal da iniciativa?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Ensino particular e cooperativo pode ter oferta no âmbito do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Pode existir oferta desportiva no ensino particular e cooperativo, mas não resulta automaticamente apenas da natureza do estabelecimento. A participação e as atividades concretas devem respeitar o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar (RGFDE) 2026–2028, os regulamentos específicos e as orientações da Unidade de Desporto Escolar da AGSE.
O Despacho n.º 8285/2026 estabelece as normas de funcionamento para 2026–2028 e determina que o Desporto Escolar obedece ao RGFDE e aos regulamentos específicos (n.º 5). Os requisitos dos grupos-equipa e da participação competitiva são os previstos nesses regulamentos (n.º 5, alínea c)). Assim, a escola deve confirmar para a atividade pretendida os requisitos, procedimento, parceria ou autorização aplicáveis. Não é seguro afirmar que pode criar qualquer grupo-equipa apenas com base no despacho.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho , n.os 3, 5 e 6.
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro , artigos 5.º e 6.º.
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Desporto Escolar — documentação oficial , onde é publicitado o RGFDE 2026–2028.
Que requisitos técnicos devem cumprir as soluções adotadas na migração para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe num único diploma uma lista universal de requisitos técnicos para todas as migrações cloud. Os requisitos concretos resultam do procedimento, da solução aprovada, das especificações técnicas, do contrato e das orientações oficiais aplicáveis.
Na validação da solução, a escola deve confirmar segurança e controlo de acessos, proteção e disponibilidade dos dados, continuidade e cópias de segurança, interoperabilidade com os sistemas existentes, migração e preservação dos dados e suporte técnico. Esses requisitos devem ficar concretizados na documentação técnica ou contratual; uma FAQ não substitui o caderno de encargos nem a avaliação de conformidade.
Fonte oficial
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AGSE — É obrigatória a migração para uma nova solução Cloud? .
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AGSE — Perguntas frequentes .
Trata-se de orientação operacional oficial. O caso concreto deve ser conferido nos documentos técnicos e contratuais aplicáveis.
É possível processar os vencimentos dos docentes após o envio da Requisição de Fundos – Pessoal Principal?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. Se for necessário processar vencimentos depois de enviada a Requisição de Fundos – Pessoal Principal, a escola deve submeter uma Requisição de Fundos – Pessoal Adicional.
A AGSE informa que a requisição adicional pode ser enviada até ao final do mês corrente e permite incluir vencimentos que ficaram fora da requisição inicial. Antes de a elaborar, a escola deve solicitar autorização prévia à AGSE, I. P., através de cabimentos@agse.pt. Depois da autorização, processa o vencimento e inclui-o na requisição adicional.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos AE/EnA , FAQ sobre a Requisição de Fundos – Pessoal Principal e Pessoal Adicional.
É um procedimento operacional da AGSE e deve ser confirmado na versão atual da página e da aplicação.
Onde posso consultar informação e recursos relativos aos Clubes Europeus?DGE · Currículo e Qualificações
A informação institucional e os recursos devem ser consultados na página da Direção-Geral da Educação dedicada aos Clubes Europeus. A página explica o programa, a Rede Nacional de Clubes Europeus e disponibiliza documentação e ligações de apoio.
Os prazos de inscrição ou revalidação, temas e materiais podem ser definidos em avisos anuais. Por isso, a escola deve confirmar sempre a comunicação da DGE relativa ao ano em causa.
Fonte oficial
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DGE — Clubes Europeus .
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DGE — inscrição/revalidação dos Clubes Europeus , como exemplo de comunicação anual.
A página oficial da DGE é a referência para recursos, condições e calendários atualizados.
Como é efetuada a seriação dos candidatos a cada par instituição/ciclo de estudos?DGES · Ensino Superior e Acesso
Na FAQ da DGES relativa aos regimes especiais, a seriação dos candidatos a cada par instituição/ciclo de estudos é efetuada pela ordem decrescente das respetivas notas de candidatura.
A colocação segue a ordem das preferências indicadas no formulário, dentro das opções permitidas pelo regime. Em caso de empate, a mesma FAQ indica prioridade para o candidato de idade inferior.
Esta regra não deve ser generalizada a todos os concursos de acesso ao ensino superior sem confirmar o regime e o calendário anual aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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DGES — FAQ Regimes Especiais .
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Portaria n.º 180-B/2020, de 3 de agosto , na redação aplicável.
Como é financiado o Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O financiamento tem uma componente legalmente consignada das receitas dos jogos sociais. O artigo 3.º, n.º 7, alínea a), do Decreto-Lei n.º 56/2006, na redação atual, prevê a afetação de 0,95 % dos resultados líquidos de exploração dos jogos sociais ao Ministério da Educação, para apoio ao Desporto Escolar e às infraestruturas desportivas escolares.
Isto não significa que cada escola receba diretamente essa percentagem. A distribuição, execução e despesas elegíveis dependem das normas e procedimentos administrativos do ciclo em vigor. Para 2026–2028 aplicam-se o Despacho n.º 8285/2026, o RGFDE e as orientações da AGSE/Unidade de Desporto Escolar.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 56/2006, de 15 de março , artigo 3.º, n.º 7, alínea a).
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho .
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Desporto Escolar — documentação oficial .
O PEBI deve constar do Projeto Educativo da escola/instituição?EduQA · Currículo e Qualificações
Quem pode ser orientador da Prova de Aptidão Profissional (PAP)EduQA · Currículo e Qualificações
O orientador da PAP é indicado pela escola, de entre os professores e formadores que lecionam disciplinas da componente de formação tecnológica.
Base legal:
Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — artigo 31.º, n.º 1
Quando um procedimento aquisitivo tem mais do que um contrato (por exemplo, por lotes), como deve a escola proceder?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Segundo a orientação operacional da AGSE para o GesEdu, quando um procedimento aquisitivo dá origem a mais do que um contrato, designadamente por lotes, a escola deve reunir num único documento os contratos assinados e/ou os despachos ou decisões de adjudicação que a aplicação peça.
O documento deve relacionar o procedimento com cada lote, contrato, adjudicatário e valor. Os documentos integrais devem continuar no processo de contratação e ser cumpridos os requisitos do Código dos Contratos Públicos; o carregamento no GesEdu não substitui o processo administrativo.
Esta é uma instrução de utilização do GesEdu/AGSE, não uma regra autónoma do CCP. Se a aplicação for atualizada, prevalece a orientação operacional em vigor.
Base legal e fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos AE/EnA , área de procedimentos aquisitivos/GesEdu.
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Código dos Contratos Públicos — Decreto-Lei n.º 18/2008 , na redação atual.
Qual é o enquadramento legal dos LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital (LED) encontram-se enquadrados pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021, no âmbito da Componente C20 – Escola Digital do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este investimento integra a estratégia nacional de transição digital da educação e visa apoiar a modernização tecnológica das escolas, a integração transversal das tecnologias digitais no currículo e o desenvolvimento de competências digitais, científicas, tecnológicas e STEAM.
Os LED inserem-se igualmente nas orientações associadas à inovação pedagógica, à aprendizagem ativa e ao reforço das competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Base legal:
https://led.dge.medu.pt https://led.dge.medu.pt/sobre https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/155-2021-174783528 Em que fonte de financiamento devem ser registadas as verbas provenientes dos projetos cofinanciados pelo Pessoas 2030?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Segundo a orientação financeira publicada pela AGSE, as verbas de projetos cofinanciados pelo Pessoas 2030 devem ser registadas na fonte FF443 — Fundo Social Europeu – POCH, quando essa for a fonte indicada para o projeto no procedimento em vigor.
A mesma orientação indica a classificação de receita 08.02.09.99.78 — Receitas próprias – Outros/Segurança Social/Subsídios. A escola deve confirmar a fonte e a classificação no aviso, na decisão de financiamento e nas instruções AGSE/IGeFE do projeto concreto.
Não se deve transpor a referência para qualquer financiamento europeu sem verificar o programa e o aviso aplicáveis.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos AE/EnA , área «Pessoas 2030».
É uma orientação contabilística e operacional; a classificação do projeto concreto prevalece.
Caso seja selecionado/a um/a candidato/a e surja posteriormente um aviso informativo relativo à acumulação de funções (nomeadamente por ultrapassar o limite de horas), deve o/a diretor/a proceder à sua seleção?AGSE · Carreira e Formação
A seleção deve respeitar a ordenação e os critérios legalmente aplicáveis, mas não equivale à autorização para acumular funções nem permite iniciar uma acumulação incompatível.
Antes da aceitação e do início do exercício, devem ser verificados os requisitos do contrato, a disponibilidade do candidato e, quando exista acumulação, a autorização prévia, os limites de horário e a compatibilidade legal. Se o aviso revelar que o candidato não pode acumular ou ultrapassa um limite obrigatório, a escola não pode tratar a seleção como autorização automática: deve regularizar a situação ou aplicar o procedimento previsto para a impossibilidade de aceitação/contratação.
O diretor não pode alterar a ordenação por conveniência, mas também não pode formalizar exercício incompatível com a lei. A resposta é condicional: a seleção segue a lista; a acumulação é apreciada autonomamente.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
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Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 111.º .
A autorização de acumulação não é substituída pela seleção.
Onde decorre a intervenção?Diário da República · Inclusão
A intervenção precoce não decorre obrigatoriamente num único local. No SNIPI, é organizada de acordo com as necessidades da criança e do contexto familiar, em articulação com a família e com os serviços de saúde, segurança social e educação.
Pode envolver creche ou ama, apoios no domicílio, equipas locais e, quando a criança frequenta a educação pré-escolar, o agrupamento de escolas de referência e a transição das medidas do PIIP para o PEI, quando aplicável. O local concreto resulta da avaliação e do PIIP, não de uma regra automática igual para todas as crianças.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro , especialmente os artigos 2.º, 3.º e 5.º.
- O PIIP e a intervenção concreta são definidos pela equipa local do SNIPI em articulação com a família.
Se mudar de vínculo nas listas definitivas do Concurso Nacional 20262027, poderei renovar a MPD?AGSE · Carreira e Formação
Se mudar de vínculo nas listas definitivas do Concurso Nacional 2026/2027, poderei renovar a MPD?
A mudança de vínculo resultante das listas definitivas não permite, por si só, concluir que a renovação da mobilidade por doença está garantida ou automaticamente proibida.
A possibilidade de renovar depende de o docente continuar a preencher os pressupostos do regime, da situação resultante da colocação, da distância e dos demais requisitos legais e procedimentais. Deve respeitar ainda o procedimento e os prazos anuais da AGSE/SIGRHE, comunicando a alteração nos termos pedidos pela aplicação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho .
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Decreto-Lei n.º 43/2025, de 21 de março .
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AGSE — Perguntas frequentes , para as instruções anuais e SIGRHE.
O caso concreto exige consultar a lista definitiva, o vínculo resultante, a decisão de MPD e a fase procedimental em vigor.
Em que condições é permitido o ingresso antecipado de alunos/as com idade inferior a 15 anos em Cursos de Educação e Formação (CEF)?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A frequência de um CEF por jovem com menos de 15 anos não é automática. O n.º 3 do Despacho Conjunto n.º 453/2004 permite que, quando as situações o aconselhem, seja autorizada pelo diretor regional de educação competente a frequência por jovens com idade inferior a 15 anos.
O pedido deve ser fundamentado e apreciado pela entidade competente segundo o procedimento aplicável. A escola não deve iniciar a frequência sem a autorização exigida. O n.º 3.1 determina ainda que, se o aluno concluir o curso antes da idade legalmente prevista para o trabalho, deve prosseguir estudos nos termos legais.
Base legal e fonte oficial
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Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de julho , n.os 3 e 3.1.
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Despacho n.º 522/2014, de 4 de fevereiro , no enquadramento da autorização.
A escola deve confirmar junto da entidade regional competente os documentos e o procedimento atualmente exigidos.
Quantos professores bibliotecários podem existir por escola ou agrupamento?Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O número é determinado pela tabela do Anexo I da Portaria n.º 192-A/2015, considerando simultaneamente bibliotecas RBE e alunos:
- Uma ou mais bibliotecas RBE e menos de 500 alunos: 1 professor bibliotecário; o Anexo I prevê, neste caso, afetação de 13 horas da componente letiva para a função.
- Uma ou mais bibliotecas RBE e 500 ou mais alunos: 1 professor bibliotecário.
- Duas ou mais bibliotecas RBE e 1250 ou mais alunos: 2 professores bibliotecários.
- Três ou mais bibliotecas RBE e 2200 ou mais alunos: 3 professores bibliotecários.
Não se deve contar apenas alunos ou apenas bibliotecas: aplica-se a linha correspondente da tabela ao agrupamento ou escola não agrupada.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigo 2.º e Anexo I.
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Texto original — Anexo I .
Qual a rúbrica de classificação económica a utilizar nas verbas atribuídas ao Orçamento Participativo?IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Na orientação financeira do IGeFE para 2025, as verbas do Orçamento Participativo, inscritas na Atividade 517, foram inicialmente registadas numa classificação genérica:
- 02.02.25.B0.00;
- conta SNC-AP 62699.
A escola pode reafetar a verba às rubricas e contas que correspondam ao objeto do projeto vencedor, mediante alteração orçamental, comunicando ao IGeFE as rubricas específicas e os valores. Como a classificação inicial é de despesas correntes, se pretender aplicar a verba em despesas de capital deve solicitar previamente a alteração necessária, indicando a nova rubrica.
Não existe uma única rubrica final para todos os projetos: a classificação depende da despesa concreta.
Fonte oficial
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IGeFE — Circular/Nota de execução orçamental de 28 de agosto de 2025 , orientação sobre a Atividade 517.
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Lei n.º 151/2015 — Lei de Enquadramento Orçamental .
A escola deve confirmar a instrução financeira aplicável ao ano económico em causa antes do lançamento.
Quem promove a iniciativa Clubes Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
Em que fases se realizam as provas finais do ensino básico?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
As provas finais do ensino básico realizam-se em duas fases, com uma única chamada em cada fase.
A 1.ª fase é obrigatória para todos os alunos, com exceção dos alunos do 9.º ano que tenham ficado retidos por faltas, nos termos legalmente previstos.
A 2.ª fase destina-se aos alunos que:
- tenham faltado à 1.ª fase por motivos excecionais devidamente comprovados;
- não reúnam as condições de aprovação no 3.º ciclo após a realização da 1.ª fase;
- tenham ficado retidos por faltas nas condições previstas na alínea h) do n.º 2 do artigo 24.º.
Base legal: artigo 28.º, n.os 6 e 7, conjugado com o artigo 24.º, n.º 2, alínea h), da
Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , na redação dada pela
Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro ;
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual.
Como elaborar o aviso de abertura do procedimento concursal para técnicos superiores?Radar Escolar · Carreira e Formação
O aviso de abertura deve ser elaborado com base no modelo disponibilizado pela AGSE na área privada do SIGRHE, no separador «Documentação».
A utilização do modelo não dispensa a inclusão dos elementos legalmente obrigatórios, designadamente identificação da entidade e do ato que autoriza o procedimento, postos de trabalho, vínculo, local, requisitos, prazo e forma de candidatura, métodos e valoração, júri, documentos exigidos, publicitação da lista final e lugares destinados a candidatos com deficiência, quando aplicável.
Base legal: artigo 11.º da
Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro .
Fonte operacional: AGSE — Procedimento Concursal para Técnicos Superiores / modelo disponibilizado no SIGRHE.
A utilização de produtos de apoio pode ser uma adaptação ao processo de avaliação?EduQA · Inclusão
Sim. A utilização de produtos de apoio pode ser uma das adaptações ao processo de avaliação, devendo estar alinhada com as características do aluno e ser coerente com as estratégias usadas no ensino e na aprendizagem.
Constituem exemplos de adaptações ao processo de avaliação: enunciados em formatos acessíveis (ex.: braille e digital), interpretação em Língua Gestual Portuguesa, tempo suplementar, leitura de enunciados, transcrição de respostas, utilização de sala separada e a utilização de produtos de apoio. As adaptações ao processo de avaliação interna devem ficar registadas no processo individual do aluno.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, artigo 28.º (participação no processo de avaliação e adaptações ao processo de avaliação).
O que é o SNIPI?EduQA · Inclusão
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) é um sistema intersectorial, centrado na criança e na família, que assegura a intervenção precoce junto de crianças dos 0 aos 6 anos com alterações nas funções ou estruturas do corpo ou em risco grave de atraso no desenvolvimento.
Base legal:
Decreto-lei 281/09, de 6 de outubro.
O que acontece se a escola não se pronuncia sobre o projeto de ficha da atividade?IGEC · Administração e Gestão Escolar
O projeto de ficha de atividade converte-se em ficha da atividade e é enviado à escola para cumprimento das recomendações, se a estas houver lugar.
Quais são as principais práticas de colaboração pedagógica?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No plano da ação pedagógica direta, as práticas mais relevantes são:
Planificação conjunta de aulas, unidades didáticas, produção de materiais didáticos e instrumentos de avaliação;
Coensino: dois ou mais docentes a trabalhar com o mesmo grupo de alunos, com papéis complementares e previamente acordados;
Observação de aulas entre pares, com feedback formativo e não avaliativo;
Análise colaborativa de dados de resultados dos alunos, de diagnóstico e de avaliação formativa.
Que fatores devem ser considerados na definição da estratégia de adoção cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A definição da estratégia deve considerar o contexto específico de cada Agrupamento de Escolas, incluindo as soluções atualmente utilizadas, os recursos disponíveis e os objetivos de evolução tecnológica a médio prazo.
Quem são os entrevistados?IGEC · Administração e Gestão Escolar
A entrevista é um dos métodos utilizados pela equipa de avaliação externa para dialogar com a comunidade educativa e recolher informação relevante. São ouvidos vários grupos, como o diretor e a sua equipa, o conselho geral, docentes e coordenadores, alunos, pais, trabalhadores não docentes, parceiros da comunidade.
As agendas incluem uma entrevista a elementos da comunidade educativa escolhidos pela equipa de avaliação. A sua identificação é comunicada ao/à diretor/a até ao final do 2.º dia.
Qual é a carga horária de um Curso EFA?EduQA · Currículo e Qualificações
A carga horária de um Curso EFA varia consoante o nível e o tipo de percurso, podendo incluir componentes de formação de base, tecnológica e formação em contexto de trabalho.
A carga horária encontra-se definida nas qualificações constantes do Catálogo Nacional de Qualificações e pode variar entre percursos de caráter mais escolar ou de dupla certificação.
Base legal:
Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro
O que muda com a nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC)?EduQA · Currículo e Qualificações
A principal alteração é a reorganização da Educação para a Cidadania em oito dimensões estruturadas em dois grupos obrigatórios, com definição clara da periodicidade da sua abordagem. Grupo 1 – Obrigatórias todos os anos de escolaridade Direitos Humanos Democracia e Instituições Políticas Desenvolvimento Sustentável Literacia Financeira e Empreendedorismo Grupo 2 – Obrigatórias em pelo menos um ano por ciclo ou intervalo de ciclo (1.º ciclo / 2.º+3.º ciclos / secundário) Saúde Risco e Segurança Rodoviária Pluralismo e Diversidade Cultural Media Esta reorganização reforça coerência curricular, progressão vertical e continuidade pedagógica.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025
Que direitos são conferidos ao/à trabalhador/a quando o trabalho suplementar é prestado em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em dia feriado?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando o trabalho suplementar é prestado em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em dia feriado, o/a trabalhador/a tem direito a um acréscimo remuneratório correspondente a 50 % da remuneração por cada hora ou fração de trabalho prestado.
Nota Legal
Artigo 162.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP).
Quem coordena a Rede Nacional de Clubes Europeus?EduQA · Currículo e Qualificações
A Coordenação da Rede Nacional de Clubes Europeus é da responsabilidade do Ministério da Educação, tendo sido transferida em abril de 2010 do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) para a DGIDC, posteriormente Direção-Geral da Educação (DGE) e atualmente EduQA.
FAQ O que são os Cursos Artísticos Especializados?EduQA · Currículo e Qualificações
Os Cursos Artísticos Especializados - áreas das Artes Visuais e dos Audiovisuais, da Dança, da Música e do Teatro - são um percurso de ensino que proporciona uma formação especializada a jovens que revelem aptidões ou talento para ingresso e progressão numa via de estudos artísticos, em que se desenvolvem competências sociais, científicas e artísticas e simultaneamente se obtém o nível básico e/ou secundário de educação. Os Cursos Artísticos Especializados de nível básico (2.º e 3.º ciclos) visam assegurar aos alunos uma formação geral, e uma formação artística especializada nas áreas da Dança, da Música ou do Teatro. Os Cursos Artísticos Especializados podem ser o percurso mais indicado para quem: apresenta uma vocação nas áreas artísticas (Artes Visuais Audiovisuais, Dança, Música, Teatro) e procura desenvolver as suas aptidões ou talentos artísticos; procura uma formação sólida que lhe permita exercer uma profissão no respetivo ramo artístico e/ou tenciona prosseguir estudos superiores. Os Cursos Artísticos Especializados podem ser ministrados em escolas artísticas públicas ou do ensino particular e ou cooperativo e ainda em agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública e outros estabelecimentos do ensino particular e cooperativo.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 344/90, de 2 de novembro na sua atual redação
Como se processa o subsídio de refeição quando a prestação diária de trabalho é inferior a 3 horas e 30 minutos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a prestação diária de trabalho é inferior ao período mínimo exigido para o abono integral do subsídio de refeição, o respetivo valor é calculado proporcionalmente ao tempo de trabalho prestado.
A fórmula de cálculo é a seguinte:
Valor diário do subsídio de refeição = (N.º de horas trabalhadas × Valor diário do subsídio de refeição) ÷ Duração normal do período diário de trabalho
Exemplo:
· Horas trabalhadas: 2,5 horas;
· Subsídio de refeição diário: 6,15 €;
· Período normal de trabalho: 7 horas.
Cálculo:
(2,5 × 6,15 €) ÷ 7 = 2,20 €/dia
Neste caso, o valor do subsídio de refeição a abonar é de 2,20 € por dia.
Nota Legal
Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, na sua redação atual.
Como corrigir dados num aditamento?AGSE · Carreira e Formação
Sempre que um aditamento contenha dados incorretos, deve ser efetuada a sua anulação através da funcionalidade disponibilizada na aplicação, de forma a permitir a elaboração de um novo aditamento com a informação correta.
O que acontece aos montantes requisitados em fontes de financiamento de receitas de impostos que não foram aplicados em despesa no ano corrente?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Os montantes requisitados em fontes de financiamento de receitas de impostos que não tenham sido aplicados em despesa durante o ano económico devem ser repostos nos Cofres do Estado.
Estas verbas não podem transitar para o ano seguinte sob a forma de saldo.
Quais as principais características que deve ter o espaço onde o Clube Ciência Viva na Escola será instalado?EduQA · Currículo e Qualificações
Quantas vagas há para cada curso em cada instituição?IES
O ingresso em cada instituição e curso de ensino superior está sujeito a limitações quantitativas, decorrentes do número de vagas fixado anualmente.
As vagas para cada curso em cada instituição de ensino superior são fixadas anualmente pelas próprias instituições, tendo em consideração os recursos de cada uma, bem como, as orientações gerais estabelecidas anualmente pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação.
As vagas são divulgadas no sítio de Internet do Instituto para o Ensino Superior, I.P. (anterior Direção-Geral do Ensino Superior) – www.iesuperior.pt
A conclusão de um curso profissional tem de ser registada em algum sistema?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A conclusão com aproveitamento de um curso profissional é registada no Sistema Integrado de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO), nos termos aplicáveis.
Base legal:
Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — artigo 41.º, n.º 1.
Como pode uma escola candidatar-se à certificação "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A candidatura deve ser apresentada no período e através do procedimento definidos pela Direção-Geral da Educação (DGE) para a edição em causa. Não existe uma candidatura permanente nem uma atribuição automática: a escola deve confirmar se está aberto um período de candidatura e seguir o aviso, formulário e prazos publicados para esse ano.
Em termos práticos, a escola deve consultar a informação oficial da DGE e da iniciativa, preencher o formulário ou relatório indicado, identificar as medidas de prevenção e intervenção que desenvolve e juntar as evidências que o aviso exigir, incluindo, quando solicitado, informação sobre o plano ou ações da escola para prevenir e combater o bullying e o ciberbullying. Depois da submissão, a candidatura é apreciada segundo os critérios da edição e, se for aceite, a escola pode obter o selo/certificação previsto nessa edição.
Os requisitos concretos, os documentos, o prazo e a forma de submissão podem ser alterados de edição para edição. Por isso, uma escola não deve usar um formulário ou prazo antigo sem confirmar a convocatória atual da DGE.
Base legal e fonte oficial
Esta é uma iniciativa e certificação administrativa da DGE. A candidatura é regulada pelo aviso e pelos formulários publicados para cada edição, não por uma regra geral única do Estatuto da Carreira Docente ou da organização escolar.
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DGE — candidatura à certificação Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência -
DGE — Informações às escolas -
Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência Se terminar o contrato com uma escola e celebrar contrato com outra, a autorização para acumulação mantém-se válida?AGSE · Carreira e Formação
Em regra, não se deve presumir que a autorização anterior se transfere automaticamente para o novo contrato. A autorização para acumular é apreciada em função da situação concreta do docente: vínculo e horário principal, entidade ou entidades envolvidas, atividade que pretende acumular, horário, local, duração e inexistência de incompatibilidades.
Se terminar um contrato e iniciar funções com outra escola, deve comunicar a alteração e apresentar um novo pedido ou pedir a confirmação/revalidação da autorização através do procedimento aplicável, antes de iniciar a acumulação. O pedido deve identificar o novo contrato, a escola, a atividade acumulada e os horários, permitindo à entidade competente verificar novamente os pressupostos legais.
A autorização anterior pode deixar de produzir efeitos quando desaparecerem as condições em que foi concedida. Continuar a acumular apenas com base numa autorização ligada ao contrato terminado cria um risco de exercício sem autorização e de incompatibilidade de horários. A resposta final depende também do tipo de acumulação e da entidade competente definida para o caso.
Base legal e fontes oficiais
- Artigos 20.º a 23.º da
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas , sobre exclusividade e acumulação de funções.
- Artigo 111.º do
Estatuto da Carreira Docente , na redação atual.
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Portaria n.º 814/2005 , relativa ao regime de acumulação dos docentes.
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DGAE — Acumulação de funções .
A autorização não deve ser confundida com uma autorização geral para qualquer futuro contrato: a escola e a atividade concreta têm de ser novamente verificadas.
Que tipo de bibliotecas integram a RBE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) integra bibliotecas escolares de estabelecimentos de educação e ensino, sobretudo da rede pública, abrangendo a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário. A documentação oficial da RBE também prevê a integração de bibliotecas de escolas profissionais privadas, de escolas privadas com contrato de associação e de instituições particulares de solidariedade social, nos termos e nas condições dos programas e instrumentos da Rede.
A integração não resulta apenas do facto de existir uma biblioteca na escola. A biblioteca tem de estar abrangida pela RBE, por uma decisão, programa ou procedimento de adesão aplicável. Para saber se uma biblioteca concreta integra a Rede, deve consultar a listagem e a informação oficial da RBE ou a documentação da candidatura em vigor.
A RBE não é uma categoria de biblioteca municipal ou uma autorização genérica para todas as bibliotecas escolares. É uma rede e política pública de bibliotecas escolares, com objetivos próprios de acesso a recursos, apoio ao currículo, promoção da leitura e desenvolvimento das literacias.
Fonte oficial
A resposta resulta da documentação institucional da RBE. A composição e os critérios operacionais podem ser atualizados em novos programas ou avisos; quando isso aconteça, prevalece a informação da edição em vigor.
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RBE — Sobre a Rede de Bibliotecas Escolares -
RBE — Quadro estratégico e tipologia de entidades abrangidas -
RBE — Recursos humanos e organização das bibliotecas Quem é responsável por decidir a adoção de manuais escolares na escola/agrupamento?EduQA · Currículo e Qualificações
A decisão de adoção dos manuais escolares pertence ao conselho pedagógico do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada. O conselho pedagógico decide sob proposta dos departamentos curriculares em que se integra a disciplina.
O procedimento tem várias fases. Os órgãos de direção, administração e gestão divulgam os manuais disponíveis e os respetivos preços; os docentes da disciplina apreciam-nos; os departamentos curriculares ou conselhos de docentes procedem à análise e seleção; e o conselho pedagógico toma a decisão de adoção. A escola deve registar o resultado no sistema de informação indicado pelo Ministério da Educação e divulgar a lista nos termos legais.
Assim, a direção não substitui o conselho pedagógico na decisão de adoção, e um departamento curricular não adota sozinho o manual: apresenta a proposta no âmbito do procedimento previsto.
Base legal
- Artigo 16.º da
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto , sobre o procedimento e os períodos de adoção.
- Artigos 3.º, 9.º, 10.º e 12.º da
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril , que atribuem a decisão ao conselho pedagógico, regulam a apreciação/seleção e impõem o registo e a divulgação.
- A adoção só pode recair, em regra, sobre manuais certificados, nos termos do artigo 2.º da mesma Portaria.
Quando é necessário requerer autorização para acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
O pedido é necessário antes de o docente iniciar uma segunda atividade abrangida pelo regime de acumulação. Isto inclui, consoante o caso, o exercício de outra função pública ou de uma atividade privada remunerada, incluindo atividade letiva ou de formação fora do vínculo principal, quando não exista uma exceção legal aplicável.
A autorização não é uma autorização abstrata para “qualquer trabalho”. A entidade competente tem de apreciar a atividade concreta, o empregador ou entidade contratante, o horário, a duração, a inexistência de sobreposição e de conflito de interesses e o cumprimento dos limites aplicáveis. Se mudar a escola, o contrato, as funções, o horário ou a entidade onde a atividade é exercida, deve ser apresentado novo pedido ou pedida a atualização da autorização antes da alteração produzir efeitos.
O docente deve seguir o procedimento indicado pela DGAE e juntar os elementos exigidos. A atividade acumulada não deve começar apenas porque o pedido foi enviado: salvo regime especial que disponha de outro modo, é necessário aguardar a autorização da entidade competente.
Base legal e fonte oficial
- Artigos 20.º a 23.º da
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP .
- Artigo 111.º do
Estatuto da Carreira Docente .
-
Portaria n.º 814/2005 , que exige autorização prévia e fixa condições da acumulação docente.
-
DGAE — procedimento de acumulação de funções .
O que é o Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular organizada no sistema educativo, destinada a promover a prática desportiva, a participação dos alunos e valores como a cooperação, a inclusão, o respeito e o fair play. É desenvolvido através de atividades e projetos definidos pela escola e pela estrutura do Desporto Escolar, de acordo com as orientações e o programa aplicáveis a cada ano letivo.
A participação dos alunos é, em regra, voluntária e gratuita. A oferta concreta, os grupos-equipa, os escalões, os horários e as atividades dependem do projeto da escola, dos recursos disponíveis e das orientações anuais do Desporto Escolar. Não se deve concluir, apenas com esta definição, que todas as modalidades ou atividades existem em todas as escolas.
Base legal e fonte oficial
- O
Decreto-Lei n.º 95/1991, de 26 de fevereiro , enquadra o Desporto Escolar como atividade de complemento curricular.
-
DGE — O que é o Desporto Escolar? -
DGE — documentos e orientações do Desporto Escolar Os pormenores de organização e financiamento podem ser fixados em orientações ou documentos anuais da DGE; para um caso concreto, deve ser consultada a orientação em vigor.
É possível diversificar e complementar o percurso formativo?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. Nos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, o percurso pode ser diversificado ou complementado nos termos da matriz curricular e das regras de avaliação e de conclusão do curso.
A Portaria n.º 226-A/2018 prevê que o aluno possa, designadamente, realizar disciplinas de opção para complementar o seu percurso e utilizar disciplinas ou exames nacionais de outras ofertas quando a norma o permita. A concretização depende da oferta existente, das regras de matrícula e da compatibilidade com o plano de estudos; não existe um direito automático a criar qualquer combinação de disciplinas fora das opções legalmente previstas.
Antes de escolher, o aluno ou encarregado de educação deve confirmar com a escola quais as disciplinas disponíveis, como ficam registadas no percurso e quais as regras aplicáveis à classificação, transição e conclusão. A escola deve aplicar a matriz curricular e as opções autorizadas para o curso frequentado.
Base legal
- Artigo 15.º da
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto , sobre diversificação e complemento do percurso formativo.
- Artigo 16.º da mesma Portaria, sobre percursos próprios e disciplinas/exames em situações previstas.
-
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual, que estabelece o currículo e os princípios de desenvolvimento do currículo.
Na plataforma da candidatura online, no passo 2 – Notas do Secundário surge a mensagem de que a chave de ativação é inválida?IES · Acesso ao Ensino Superior
A chave de ativação deve ser conferida com os dados da ficha ENES e com os elementos introduzidos no passo 2 da candidatura. A FAQ da Direção-Geral do Ensino Superior indica que o candidato deve verificar, nomeadamente, o código do curso, as classificações do ensino secundário pedidas no formulário, a data da ficha ENES, a escola que a emitiu e a própria chave, respeitando exatamente os valores e o formato fornecidos.
Se a mensagem continuar, o candidato deve contactar a escola que emitiu a ficha ENES para confirmar os dados e, se necessário, pedir a correção ou emissão dos elementos corretos. Não deve tentar substituir a chave por uma criada pelo próprio nem alterar os dados sem confirmação da escola.
A chave e a ficha ENES são elementos do procedimento de candidatura daquele ano. Se o prazo ou a plataforma tiverem mudado, devem ser seguidas as instruções publicadas pela DGES para a candidatura em curso.
Fonte oficial
Esta é uma questão operacional da candidatura online, explicada pela FAQ da DGES, e não uma regra que possa ser resolvida apenas pela leitura de um artigo isolado:
-
DGES — FAQ Candidatura online -
DGES — Candidatura ao ensino superior Tenho direito a manuais escolares gratuitos?AGSE · Currículo e Qualificações
Em regra, os alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória que frequentam estabelecimentos da rede pública têm direito ao regime de gratuitidade dos manuais escolares, nos termos da lei e das regras operacionais da plataforma MEGA. A atribuição é feita através de vales ou do procedimento anual indicado pelo Ministério da Educação, podendo existir regras próprias para a aquisição, reutilização, devolução e manuais que não estejam sujeitos a adoção formal.
A resposta não significa que todo e qualquer material escolar, caderno de atividades ou recurso pedagógico seja automaticamente gratuito, nem que as mesmas regras se apliquem sem alterações a todas as escolas privadas. Para um caso concreto, é necessário confirmar o nível de ensino, a rede da escola, o ano letivo e as instruções da edição MEGA em vigor.
Base legal e fontes oficiais
- Artigo 2.º da
Lei n.º 47/2006, na redação atual , que enquadra o apoio à aquisição e ao empréstimo de manuais escolares para os alunos da escolaridade obrigatória da rede pública.
-
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto , regime de avaliação, certificação, adoção e apoio socioeducativo aos manuais.
-
Decreto-Lei n.º 111/2025, de 22 de setembro , que introduziu alterações recentes às regras de fornecimento e devolução em situações abrangidas.
-
MEGA — Manuais escolares gratuitos Quais os procedimentos para efetuar a matrícula em ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
O encarregado de educação deve requerer a matrícula em ensino individual ao diretor da escola da área de residência ou da escola que tenha a oferta educativa pretendida. O requerimento deve identificar o aluno, o encarregado de educação, o docente responsável e o estabelecimento onde o ensino será desenvolvido, apresentar a fundamentação do pedido e juntar os documentos exigidos pelo regime aplicável.
O pedido é analisado pela escola. O diretor verifica os elementos apresentados e promove a entrevista prevista na lei com o encarregado de educação e, quando aplicável, com o aluno e o docente responsável. Se o ensino individual for autorizado, a escola acompanha e avalia o percurso nos termos do regime de matrícula, frequência e avaliação. O pedido deve ser apresentado preferencialmente por via eletrónica quando esse meio estiver disponível.
A autorização não transforma o ensino individual em ensino doméstico: no ensino individual existe um docente habilitado responsável pelo ensino; no ensino doméstico, o ensino é assegurado no domicílio pelo familiar ou por outra pessoa que viva com o aluno, nos termos próprios.
Base legal
- Artigo 9.º do
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , na redação atual, sobre o requerimento, os elementos do pedido e a entrevista.
- Deve ainda ser consultado o regime de matrículas e as orientações anuais aplicáveis ao ano letivo em causa.
O/A candidato/a pode corrigir os dados após a submissão da candidatura ao concurso de Contratação de Escola?AGSE · Carreira e Formação
Durante o prazo de candidatura, o candidato pode usar na aplicação SIGRHE a opção «Reverter Submissão», corrigir os dados e voltar a submeter a candidatura. A correção só fica válida depois de uma nova submissão dentro do prazo.
Depois de terminado o prazo, a candidatura não pode ser livremente reaberta pelo candidato. Apenas pode haver aperfeiçoamento, reclamação ou outro mecanismo se esse direito estiver expressamente previsto no aviso ou nas instruções do procedimento. Uma candidatura não submetida novamente dentro do prazo pode não ser considerada na forma pretendida.
O candidato deve guardar o comprovativo da nova submissão e consultar a mensagem de confirmação na aplicação. Se a candidatura tiver sido feita para mais do que uma oferta, deve confirmar em cada oferta o estado que ficou registado.
Fonte oficial e enquadramento
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , que explica a opção «Reverter Submissão».
- O procedimento concreto é ainda regulado pelo aviso e pelo regime de contratação aplicável, designadamente o
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Que serviços deve prestar uma biblioteca escolar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A biblioteca escolar deve funcionar como espaço de acesso a recursos de informação e aprendizagem e como apoio ao currículo. Entre os serviços e funções normalmente previstos pela Rede de Bibliotecas Escolares estão:
- disponibilizar livros, recursos digitais e outros materiais adequados às necessidades dos alunos e docentes;
- apoiar a leitura, a pesquisa, a seleção e a avaliação crítica da informação;
- desenvolver literacias da leitura, da informação, dos media e digitais;
- apoiar atividades letivas, projetos, estudo autónomo e trabalho colaborativo;
- promover atividades culturais, de leitura e de participação na comunidade educativa;
- assegurar um espaço inclusivo, organizado e acessível, em articulação com os docentes e as estruturas da escola.
A concretização depende do projeto educativo, do plano da biblioteca, dos recursos existentes e das orientações da RBE. A lista não deve ser lida como uma lista fechada de serviços legalmente idêntica em todas as escolas.
Fonte oficial
A resposta baseia-se nas orientações institucionais da Rede de Bibliotecas Escolares, que não substituem o regulamento interno nem o plano de atividades de cada escola:
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RBE — Sobre a Rede de Bibliotecas Escolares -
RBE — Recursos humanos e organização das bibliotecas Qual a data limite para a entrega dos saldos de gerência do ano anterior aos Cofres do Estado?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma data única aplicável indistintamente a todos os saldos de gerência das escolas. É necessário identificar a natureza da verba e a regra do orçamento e da execução orçamental aplicável ao respetivo ano.
Para o exercício de 2026, o artigo 18.º, n.º 9, do Decreto-Lei n.º 105/2026 estabelece que as entidades sem autonomia financeira entregam, até 31 de janeiro de 2027, os créditos libertados e não utilizados durante 2026, nas condições previstas nessa norma. Esta data não deve ser generalizada a saldos de receitas próprias, receitas consignadas, fundos europeus ou ação social escolar quando tenham regime específico.
A escola deve, por isso, confirmar o tipo de saldo, a sua fonte de financiamento, a existência de autorização para transição ou utilização e as instruções emitidas pela AGSE, pelo IGeFE ou pelos serviços competentes. Sem esses elementos, o RADAR não deve afirmar simplesmente que todos os saldos do ano anterior têm de ser entregues até 31 de janeiro.
Base legal
- Artigos 17.º a 19.º do
Decreto-Lei n.º 105/2026, de 5 de agosto , sobre saldos, créditos libertados e autorização de utilização.
- Artigo 18.º, n.º 9, do mesmo diploma, para a entrega até 31 de janeiro de 2027 no caso específico aí previsto.
- As regras do orçamento e da execução orçamental do ano concreto prevalecem sobre uma resposta genérica.
A declaração de cabimento deve incluir os montantes relativos aos encargos dos anos seguintes?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A declaração de cabimento comprova a existência de dotação disponível para a despesa no ano a que o cabimento respeita. Não substitui a autorização de despesa plurianual nem o registo dos compromissos ou encargos dos anos seguintes.
Se o contrato ou a decisão gerar encargos em anos futuros, esses montantes têm de ser identificados no processo e sujeitos às regras de autorização plurianual, cabimento/compromisso e registo orçamental aplicáveis. A escola não deve declarar como cabimento do ano corrente uma dotação que só estará disponível num orçamento futuro. Pode, contudo, ser necessário indicar no processo o valor global e a repartição anual para que a autorização e o compromisso plurianuais sejam corretamente apreciados.
A formulação correta depende do tipo de despesa, da fonte de financiamento, da duração do contrato e da competência para autorizar a despesa. Se a pergunta for sobre o conteúdo formal de um modelo AGSE ou de uma plataforma, deve ser seguido o modelo e a instrução em vigor.
Base legal e fontes oficiais
- Artigo 23.º do
Decreto-Lei n.º 105/2026, de 5 de agosto , quanto ao registo dos cabimentos e encargos do exercício.
-
Lei de Enquadramento Orçamental , sobre anualidade, autorização e execução orçamental.
-
Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso , quanto à assunção e registo de compromissos.
- As instruções da AGSE/IGeFE para o modelo de declaração devem ser verificadas para o procedimento concreto.
Como é requisitado o valor da bolsa pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No regime da bolsa para estudantes de mestrado com prática de ensino supervisionada, o montante é requisitado pelo Agrupamento de Escolas ou pela Escola não Agrupada à Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P. (AGSE), através da Requisição de Fundos de Pessoal.
A escola deve confirmar previamente a elegibilidade do estudante, a prática de ensino supervisionada abrangida, os documentos exigidos e os limites da medida. Depois de recebida a verba, o pagamento ao estudante é efetuado pela escola cooperante nos termos da portaria e das instruções administrativas aplicáveis. O montante máximo indicado para a bolsa é de 3 600 euros por ano escolar, pago em 10 prestações mensais, quando estejam preenchidos os requisitos.
A requisição deve seguir o circuito e o calendário comunicados pela AGSE. O RADAR não deve inventar o nome de uma plataforma ou de um formulário se a instrução anual não o indicar expressamente.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 359/2025/1, de 14 de outubro , que regula a medida, a elegibilidade e o pagamento da bolsa.
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AGSE — Gestão financeira dos AE e EnA , FAQ: “Como é requisitado o valor da bolsa ?”.
É exigida uma classificação mínima na nota de candidatura?IES · Acesso ao Ensino Superior
Pode ser exigida uma classificação mínima, mas não existe um valor único igual para todos os cursos. A instituição de ensino superior fixa, para cada par instituição/curso e para cada concurso, as condições publicitadas no Guia Geral de Exames e Acesso ao Ensino Superior e nos guias digitais da DGES.
É necessário distinguir pelo menos duas exigências:
- a classificação mínima da candidatura ou da nota de candidatura, calculada segundo as regras do concurso;
- a classificação mínima exigida nas provas de ingresso.
O candidato só pode concorrer se cumprir todas as condições do par instituição/curso: habilitação, provas de ingresso, classificações mínimas e eventuais pré-requisitos. A classificação mínima não é a mesma coisa que a nota do último colocado, que só se conhece depois da colocação e pode variar de ano para ano.
Para responder a um caso concreto é necessário indicar o ano, a instituição, o curso e a fase de candidatura. Sem esses dados, o RADAR deve explicar a regra e remeter para o guia oficial, sem inventar um valor.
Fonte oficial e enquadramento
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DGES — FAQ sobre a candidatura ao ensino superior -
DGES — Guia Geral de Exames e Acesso ao Ensino Superior 2026 - O regime geral do acesso é estabelecido pelo
Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro , na redação atual, e pelos regulamentos anuais do concurso.
As atividades realizam-se apenas em países da União Europeia?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. O Erasmus+ abrange os Estados-Membros da União Europeia e os países terceiros associados ao Programa. Em determinadas ações, também podem participar países terceiros não associados, desde que a ação, a região, o tipo de organização e as condições do convite ou do Guia do Programa o permitam.
A elegibilidade não é igual em todas as atividades. Antes de apresentar a candidatura, a escola deve consultar a lista de países elegíveis e a secção da ação concreta no Guia do Programa Erasmus+ em vigor. Uma parceria ou mobilidade pode ter regras diferentes de uma ação de cooperação, e a participação de um país não significa automaticamente que todas as despesas ou atividades sejam elegíveis.
Fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ — países elegíveis -
Guia do Programa Erasmus+ — participação O Guia do Programa e o convite anual são as fontes operacionais para confirmar a elegibilidade no ano da candidatura.
Quais os critérios de desempate?AGSE · Carreira e Formação
A resposta depende do procedimento concursal e do aviso de abertura. No regime geral dos procedimentos concursais da Administração Pública, quando exista igualdade de valoração, têm preferência os candidatos que estejam numa situação legalmente preferencial, incluindo a prevista no artigo 66.º, n.º 1, da LTFP, e outras situações que a lei reconheça.
Se não existir uma preferência legal e o aviso não tiver definido outra regra, o desempate faz-se pela valoração obtida no primeiro método de seleção e, se o empate continuar, pelas valorações obtidas sucessivamente nos métodos seguintes. Em procedimentos com regras próprias, o aviso de abertura pode fixar critérios adicionais ou uma forma diferente de desempate dentro dos limites legais.
Por isso, não é seguro responder com um critério único sem identificar o concurso. Deve ser consultado o aviso, a ata de critérios e o diploma especial aplicável.
Base legal
- Artigo 24.º da
Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro , sobre critérios de ordenação preferencial.
- Artigo 66.º, n.º 1, da
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas , quando a situação concreta se enquadre nessa preferência.
- O aviso de abertura e os critérios publicitados para o procedimento concreto prevalecem na aplicação prática.
Quando os alunos de PLNM transitam para o nível Intermédio (B2)Avançado (C1) de proficiência linguística no decurso do ensino secundário, como se calcula a média da disciplina de PLNM/Português?EduQA · Currículo e Qualificações
Quando o aluno transita, no ensino secundário, de PLNM para o nível intermédio B2 ou para o nível avançado C1, passa a frequentar a disciplina de Português. Para efeitos da resposta operacional divulgada pela administração educativa, a classificação deve considerar as classificações anteriormente obtidas em PLNM e as classificações obtidas em Português, calculando-se a média nos termos das regras de avaliação aplicáveis ao percurso do aluno.
A Portaria n.º 86/2025/1 não estabelece uma fórmula autónoma diferente para todos os casos nem permite presumir uma transição apenas porque o aluno obteve 10 valores. A transição pode ocorrer no final do ano letivo ou noutro momento, mediante aprovação em teste intermédio elaborado pela escola, e a classificação igual ou superior a 10 valores não obriga, por si só, à mudança de nível.
Assim, a escola deve confirmar as classificações registadas, o momento da transição, o regime de avaliação da oferta frequentada e as orientações pedagógicas aplicáveis. Quando se pretenda apurar um valor concreto, não basta aplicar uma média sem verificar esses elementos.
Base legal e fonte oficial
- Artigo 2.º, n.os 7, 14, 16 e 17, da
Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março : B2/C1 frequentam Português; a transição pode ocorrer com aprovação em teste intermédio; 10 valores não obriga à transição.
-
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual, sobre os princípios gerais de avaliação.
- A referência à média de PLNM/Português corresponde à orientação operacional da fonte EduQA; para um caso concreto devem ser seguidas as instruções da escola/DGE em vigor.
Qual a rúbrica de classificação económica da receita que deve ser utilizada nestes casos (1)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Quando as verbas são recebidas no âmbito de parcerias ou acordos celebrados com organismos ou escolas estrangeiras, no contexto de projetos do Programa Erasmus+, deve ser utilizada, segundo a orientação financeira da AGSE, a classificação económica da receita:
**06.07.01.01.78 — Receitas Próprias — Instituições sem fins lucrativos.**
Esta rubrica responde ao caso específico indicado na FAQ da AGSE. Não deve ser aplicada automaticamente a qualquer receita Erasmus+: a própria AGSE distingue, por exemplo, outras receitas do Programa Erasmus+ e fontes de financiamento diferentes. A escola deve confirmar a origem da verba, o acordo ou contrato de parceria e a instrução financeira em vigor antes do registo.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas , FAQ sobre a rubrica aplicável a verbas de parcerias/acordos Erasmus+.
Esta classificação é uma orientação operacional de execução da receita; a classificação e a fonte de financiamento devem ser confirmadas no procedimento financeiro concreto.
Como são emitidas as declarações de cabimento para encargos plurianuais?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A declaração de cabimento deve refletir o cabimento registado previamente no sistema contabilístico utilizado pela escola, com base na despesa prevista e na respetiva classificação orçamental. Quando a despesa produzir encargos em mais de um ano económico, o processo deve identificar os montantes por ano e comprovar a autorização prévia do compromisso plurianual, quando esta seja exigível.
A ficha da AGSE descreve o procedimento operacional. Não existe, nesta resposta genérica, um modelo único que substitua as instruções da AGSE/IGeFE ou as regras do sistema contabilístico da escola. A escola deve confirmar, no procedimento concreto, se é necessária declaração autónoma, registo no sistema central de encargos plurianuais, portaria de extensão de encargos ou outra autorização do órgão competente.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro — artigos 5.º e 6.º, sobre assunção de compromissos e compromissos plurianuais .
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Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho — artigos 5.º e 11.º .
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Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho — artigo 22.º, na redação aplicável .
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Decreto-Lei n.º 192/2015, de 11 de setembro, que aprova o SNC-AP .
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AGSE/IGeFE — ficha operacional sobre declarações de cabimento .
O que é o Desporto Escolar e qual o seu enquadramento no Sistema Educativo?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar é o conjunto de práticas lúdico-desportivas e de formação com objeto desportivo desenvolvidas como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, em regime de liberdade de participação e escolha, integradas no plano de atividades da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo.
O regime geral atribui à escola a responsabilidade pela organização local. O núcleo do Desporto Escolar é a unidade organizativa da escola onde se desenvolvem as atividades; as atividades, horários, modalidades, participação e competição devem respeitar o plano de atividades e os regulamentos aplicáveis ao respetivo ano letivo. No 1.º ciclo, o diploma enquadra atividades lúdicas de iniciação desportiva integradas ou articuladas com a Educação Física.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro — artigos 5.º, 6.º, 9.º e 10.º .
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho, relativo ao Desporto Escolar .
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DGE/Desporto Escolar — documentação e regulamentos aplicáveis .
Os regulamentos anuais podem concretizar a organização das atividades e da competição. Por isso, para uma decisão sobre horários, créditos, seguro ou participação numa prova, deve ser consultado também o regulamento do ano letivo em causa.
É possível pedir um horário com o motivo "Necessidade autorizada" com duração temporária?AGSE · Carreira e Formação
Segundo a ficha operacional da AGSE, sim. No SIGRHE, quando o horário se destina à lecionação de um módulo ou disciplina de caráter temporário, deve ser ativado o campo “Este horário destina-se à lecionação de um módulo/disciplina de caráter temporário?”. A escola deve preencher a duração e os restantes elementos de acordo com a necessidade efetivamente autorizada e com as instruções do procedimento em vigor.
Esta indicação descreve o funcionamento da aplicação. Não significa que qualquer escola possa criar livremente um horário temporário: a necessidade tem de estar enquadrada no motivo legal e no procedimento de recrutamento aplicável. A duração concreta depende do módulo ou disciplina e do período autorizado; a ficha, por si só, não estabelece uma duração geral para todos os casos.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio — regime de seleção e recrutamento do pessoal docente .
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AGSE/IGeFE — ficha operacional do SIGRHE .
A escola deve conservar no processo a autorização e os elementos que fundamentam a duração indicada no SIGRHE.
Quando pode ser feita a substituição de disciplinas no 12.º ano?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, a substituição depende do tipo de disciplina e do momento do percurso:
- no final do 11.º ou do 12.º ano, o aluno pode substituir uma disciplina bienal da componente de formação específica por outra disciplina bienal da mesma componente em que tenha obtido aprovação;
- no final do 12.º ano, concluído ou não esse ano, pode substituir uma disciplina anual da componente de formação específica por outra anual da mesma componente;
- além destas situações, pode solicitar a substituição de uma disciplina até ao 5.º dia útil do 2.º período, nos termos do artigo 15.º.
A possibilidade concreta depende da matriz do curso, da oferta da escola e das condições de matrícula. A substituição não deve ser confundida com a simples inscrição numa disciplina para complemento do currículo.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — artigo 15.º, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
O pedido deve ser apresentado à escola nos prazos aplicáveis, para decisão e registo de acordo com a legislação e a organização da oferta existente.
O que é a Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Academia Digital para Pais é uma iniciativa da E-REDES, desenvolvida em parceria com a Direção-Geral da Educação, que permite a pais e encarregados de educação de alunos do ensino básico e secundário frequentarem ações de formação para desenvolver competências digitais.
Na 6.ª edição, divulgada pela DGE para 2026, as ações têm, em regra, oito horas e funcionam em horário pós-laboral. A oferta inclui competências digitais básicas, segurança e cidadania digital, consumidor digital, competências digitais e inteligência artificial e bem-estar digital. A escola participante identifica o coordenador, organiza as sessões e seleciona os formadores voluntários nos termos do regulamento da edição.
Não se trata de um grau académico nem de uma disciplina obrigatória do currículo. É uma iniciativa com regulamento próprio e a informação deve ser atualizada quando a DGE publicar nova edição.
Fonte oficial e enquadramento
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição 2026 .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024, de 30 de dezembro, referida no regulamento .
A duração, os prazos de candidatura e as condições de participação devem ser confirmados no aviso e no regulamento da edição em vigor.
Como frequentam a disciplina de PLNM os alunos posicionados em nível zero ou nos níveis A1, A2 e B1 de proficiência linguística?EduQA · Currículo e Qualificações
A organização depende do número de alunos e da possibilidade de constituir grupos:
- em grupo com, no mínimo, oito alunos, quando estejam em nível zero e/ou A1;
- em grupo com, no mínimo, dez alunos, podendo ser reunidos alunos de vários níveis A1, A2 e B1 quando necessário;
- na turma, durante os tempos letivos de Português, quando não seja viável constituir os grupos anteriores. A escola pode ainda disponibilizar apoios de PLNM e outras medidas de inclusão.
A resposta deve ser articulada com o posicionamento linguístico, o currículo aplicável e a organização da escola. Os limiares acima resultam da orientação oficial da DGE; não devem ser transformados numa regra que dispense a análise do caso concreto.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 12.º, na redação atual, relativa ao ensino básico .
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro, que alterou a Portaria n.º 223-A/2018 .
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março, relativa ao ensino secundário .
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DGE — FAQ de PLNM, setembro de 2025 .
Como são definidos os prazos de candidatura?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, os prazos não são iguais para todas as candidaturas. São definidos para cada ação no convite anual à apresentação de propostas e nas regras de elegibilidade da Parte B do Guia do Programa. Por isso, a escola deve confirmar o tipo de ação, a agência competente e o prazo indicado no formulário oficial antes de submeter a candidatura.
As candidaturas geridas por Agências Nacionais são submetidas eletronicamente nos formulários próprios e, segundo o Guia Erasmus+ 2026, o prazo termina normalmente às 12:00 (hora de Bruxelas). Nas ações geridas pela EACEA, o prazo indicado no portal Funding & Tenders é normalmente 17:00 (hora de Bruxelas). Estes horários são regras gerais do Guia; o convite e a ação concreta prevalecem.
Fonte oficial
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Guia Erasmus+ 2026 — submissão e prazos .
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Guia Erasmus+ — Parte B, critérios de elegibilidade .
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Convite à apresentação de propostas Erasmus+ 2026 .
A falta de cumprimento do prazo pode tornar a candidatura inadmissível; o sistema de submissão deve emitir confirmação do envio.
É possível matricular no ensino individual um aluno que reside no estrangeiro?EduQA · Currículo e Qualificações
O Decreto-Lei n.º 70/2021 regula o ensino individual e o ensino doméstico para alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória, mas exige matrícula numa escola de matrícula e a celebração de um protocolo de colaboração. No ensino individual, o pedido é apresentado ao diretor da escola da área de residência do aluno que disponha da oferta, o diretor emite parecer e a decisão cabe ao diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares.
O diploma não cria uma matrícula portuguesa automática apenas porque o aluno ou a família residem temporariamente no estrangeiro. O caso concreto pode exigir a análise da residência, da escola de matrícula, do responsável educativo, das condições presenciais previstas no protocolo e das regras aplicáveis a alunos que frequentam o sistema de ensino de outro país. Assim, não se deve responder com um “sim” ou “não” absoluto sem esses elementos; a escola deve remeter o pedido à entidade competente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 3.º, 8.º, 9.º e 11.º, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 8/2025, de 11 de fevereiro, que alterou o regime .
O artigo 9.º exige que o requerimento seja dirigido à escola da área de residência do aluno e acompanhado dos elementos previstos. O artigo 11.º define a tramitação e a competência decisória no ensino individual.
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam a colaborar com as escolas na promoção do sucesso educativo (1)?EduQA · Inclusão
Sim. Os CRI são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e intensificam a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo. Apoiam a inclusão de crianças e alunos que necessitem de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão e atuam em parceria pedagógica com as escolas.
A intervenção concreta depende das necessidades identificadas, das medidas previstas no Relatório Técnico-Pedagógico e, quando aplicável, dos restantes instrumentos do regime de educação inclusiva. O CRI não substitui a escola nem decide autonomamente as medidas a mobilizar.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — artigo 18.º, na redação atual .
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DGE — recursos e educação inclusiva .
O pedido de autorização de funcionamento de um estabelecimento de ensino particular tem um prazo específico?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. O pedido de autorização de funcionamento deve ser requerido aos serviços competentes do Ministério da Educação até 28 de fevereiro de cada ano, para produzir efeitos no ano escolar seguinte.
O pedido deve reunir os pressupostos materiais, pedagógicos e organizacionais exigidos para a autorização. A decisão deve ser comunicada no prazo de 60 dias; decorrido esse prazo, o artigo 30.º prevê o efeito de deferimento tácito nos termos nele definidos. Os pedidos, comunicações e notificações devem ser apresentados através do balcão único eletrónico ou de outra plataforma disponibilizada para o efeito, salvo indisponibilidade.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro — artigos 27.º, 30.º, 31.º e 32.º, na redação atual .
No ensino secundário, que adaptações ao processo de avaliação externa podem exigir autorização do JNE?EduQA · Inclusão
As adaptações ao processo de avaliação externa devem ser coerentes com o ensino, a aprendizagem e a avaliação interna e devem estar fundamentadas no processo individual do aluno. Não é correto dizer que todas dependem sempre de autorização do JNE.
Nos termos do artigo 79.º do Despacho Normativo n.º 3/2026, a autorização para aplicar adaptações nos exames e provas do ensino secundário cabe ao diretor da escola ou ao presidente do JNE, conforme as situações previstas nos n.os 5 e 6 do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 54/2018. O processo deve ser instruído, designadamente, com requerimento, RTP quando aplicável e relatório médico ou técnico quando exigido.
As provas a nível de escola do ensino secundário, quando estejam preenchidos os pressupostos do artigo 81.º, dependem de autorização do presidente do JNE. As adaptações autorizadas para a 1.ª fase valem também para a 2.ª fase nos termos do artigo 80.º.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — artigo 28.º, n.os 5 a 7 .
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro — artigos 79.º a 81.º .
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JNE/IAVE — legislação e instruções de provas e exames .
O que são as UAARE e a quem se destinam?AGSE · Administração e Gestão Escolar
As Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE) são estruturas de escolas da rede pública que apoiam a conciliação da carreira dupla de alunos-atletas com o percurso escolar.
A Portaria n.º 275/2019 distingue, entre outros, os seguintes destinatários:
- nível I: alunos-atletas com estatuto de alto rendimento, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 272/2009;
- nível II: alunos-atletas integrados em seleções nacionais ou outras representações desportivas nacionais, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 45/2013;
- nível III: alunos-atletas com potencial talento desportivo, mediante comprovativo com evidências relevantes validado pelo diretor técnico nacional da federação da modalidade.
A frequência exige matrícula ou renovação e a celebração do compromisso de conciliação na carreira dupla. Esse compromisso identifica responsabilidades, comunicação, adaptações à assiduidade e período de vigência e deve ser integrado no processo individual do aluno-atleta.
Base legal
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Portaria n.º 275/2019, de 27 de agosto — artigos 1.º, 2.º, 6.º, 7.º, 8.º e 13.º .
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Decreto-Lei n.º 272/2009, de 1 de outubro .
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Decreto-Lei n.º 45/2013, de 5 de abril .
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DGE — UAARE .
Quando posso requerer a substituição da Língua Estrangeira da componente de formação geral?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos, o aluno pode substituir a Língua Estrangeira I, II ou III da componente de formação geral por outra língua estrangeira nos termos da legislação aplicável. O pedido pode ser feito no final do ano frequentado e, adicionalmente, até ao 5.º dia útil do 2.º período, respeitando as regras do percurso formativo e da escola.
A substituição depende da oferta disponível e do regime de matrícula. Não deve ser confundida com a escolha inicial da língua nem com a substituição de disciplinas da componente de formação específica.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — artigo 15.º, n.os 2 e 4, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
Como devem ser elaboradas as Reposições Não Abatidas nos Pagamentos (RNAP) dos saldos transitados da gerência anterior?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Como posso solicitar a acreditação de um curso realizado no estrangeiro, como formação contínua, a título individual?EduQA · Carreira e Formação
O pedido deve seguir o regulamento e as instruções atuais do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) para ações realizadas no estrangeiro. Em regra, o docente deve reunir o requerimento, o programa e duração da ação, a identificação da entidade formadora, a prova de participação e aproveitamento quando exista, e a documentação adicional exigida pelo regulamento. Os documentos estrangeiros podem exigir tradução ou certificação.
O canal, o formulário, o endereço e os documentos exigidos devem ser confirmados no site do CCPFC no momento do pedido. Não é seguro tratar um endereço postal que conste de uma ficha antiga como permanente. A acreditação não é automática: cabe ao CCPFC apreciar o pedido segundo o regime da formação contínua e a regulamentação aplicável.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual — regime jurídico da formação contínua .
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro, que alterou o regime .
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CCPFC — regulamentos e formulários .
Que requisitos legais devem ser observados pelas soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Uma escola ou entidade pública que utilize uma solução cloud deve avaliar a solução antes da contratação e durante a utilização. Quando o serviço trate dados pessoais, devem ser definidos, entre outros aspetos, a finalidade e a base jurídica do tratamento, os dados necessários, os prazos de conservação, os acessos, a segurança, a localização ou transferências de dados e o papel do fornecedor.
O fornecedor que trate dados por conta da escola deve ser enquadrado como subcontratante quando se verifiquem os pressupostos do artigo 28.º do RGPD, com contrato ou outro ato jurídico que fixe as instruções, a confidencialidade, a segurança, o apoio no exercício dos direitos, a subcontratação posterior e a eliminação ou devolução dos dados. Devem ser aplicadas medidas de segurança adequadas ao risco, nos termos do artigo 32.º, e respeitados os princípios do artigo 5.º do RGPD. Em Portugal, é também aplicável a Lei n.º 58/2019.
A conformidade jurídica não se reduz à segurança técnica: a escola deve verificar também contratação pública, governação de acessos, continuidade do serviço, conservação documental e orientações da CNPD. A avaliação depende dos dados e do serviço concretos.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD) — artigos 5.º, 6.º, 28.º e 32.º .
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
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CNPD — orientações sobre proteção de dados e serviços em linha .
Quando pode ser feita a substituição de disciplinas no 10.º ano?EduQA · Currículo e Qualificações
No final do 10.º ano, o aluno pode substituir uma disciplina bienal da componente de formação específica por outra disciplina bienal da mesma componente do seu curso, de acordo com as possibilidades da escola. A nova disciplina é contabilizada para efeitos de transição para o 11.º ano.
O pedido pode ser apresentado, adicionalmente, até ao 5.º dia útil do 2.º período do 10.º ano, nos termos do artigo 15.º. A escola deve confirmar a matriz do curso, a oferta disponível e as condições de matrícula antes de registar a alteração.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — artigo 15.º, n.º 1, alínea a), e n.º 4, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
Como deve proceder a escola quando é celebrado um novo protocolo para a utilização de instalações desportivas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Antes de executar um novo protocolo que implique despesa para a escola, devem ser verificados a competência para autorizar a despesa, o cabimento orçamental, a existência de fundos disponíveis, o compromisso e, quando aplicável, a autorização de encargos plurianuais. A ficha da AGSE indica que deve ser solicitado previamente o necessário cabimento de verba e, depois da concordância do departamento competente, o reforço orçamental quando este seja necessário.
O protocolo deve ficar acompanhado da proposta, autorização, registo contabilístico e demais documentos que fundamentem a despesa. O circuito exato depende da entidade responsável, do valor, da duração e da natureza do protocolo; esta resposta não presume que todos os protocolos sejam contratos públicos ou que todos exijam o mesmo tipo de autorização.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro — artigos 5.º e 6.º .
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Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho — artigos 5.º e 11.º .
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Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho — artigo 22.º, na redação aplicável .
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Decreto-Lei n.º 192/2015, de 11 de setembro — SNC-AP .
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AGSE/IGeFE — ficha sobre protocolos de utilização de instalações desportivas .
O que são os boletins dos Clubes Europeus?EduQA · Currículo e Qualificações
O Boletim dos Clubes Europeus é uma publicação da Direção-Geral da Educação que divulga projetos, temas, atividades e boas práticas desenvolvidos pelos Clubes Europeus de todo o país, bem como informação de interesse nacional e internacional.
É uma publicação de divulgação e não uma obrigação legal geral para todas as escolas. A escola ou clube que pretenda enviar uma notícia deve seguir as indicações e os critérios publicados pela DGE, incluindo a relação da notícia com a atividade do Clube Europeu e a identificação dos elementos necessários para a submissão.
Fonte oficial
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DGE — Boletim dos Clubes Europeus .
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DGE — indicações para envio de notícias .
A periodicidade e os prazos dependem das indicações divulgadas pela DGE para cada edição.
Os exames nacionais em que o candidato se encontra inscrito não constam na sua conta online?IES · Currículo e Qualificações
A informação dos exames nacionais apresentada numa plataforma online pode ser atualizada de forma faseada e pode não refletir imediatamente uma alteração ou correção. A ausência de um exame na conta não permite concluir, por si só, que a inscrição foi anulada.
O candidato deve confirmar com a escola onde realizou a inscrição se o requerimento foi registado, se os dados foram validados e se existe alguma correção pendente. Deve conservar o comprovativo de inscrição e, se a escola não conseguir resolver a situação, seguir o canal indicado nas instruções oficiais do Júri Nacional de Exames ou do IAVE para o ano e plataforma em causa.
Base legal e fonte operacional
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro — regras das provas e exames .
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IAVE — provas e exames finais nacionais do ensino secundário .
- A ficha IES descreve o comportamento operacional da plataforma; os prazos e contactos devem ser confirmados nas instruções do ano em causa.
Onde posso consultar o Regulamento Geral de Acreditação de Entidades Formadoras?CCPFC · Carreira e Formação
A versão aplicável deve ser consultada na página oficial do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), na área «Documentação» — «Regulamentos de formação contínua». Nessa página são disponibilizados os regulamentos e as respetivas versões em vigor, incluindo o Regulamento Geral de Acreditação de Entidades Formadoras e as alterações que tenham sido publicadas.
Não deve ser usada uma cópia antiga guardada localmente sem confirmar a sua vigência no CCPFC. O regulamento trata, entre outros aspetos, a acreditação e o funcionamento das entidades formadoras no regime de formação contínua.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, designadamente os artigos 22.º a 25.º, relativos ao CCPFC, às suas competências e à acreditação no sistema de formação contínua.
- Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 3 de fevereiro, na parte em que alterou o regime jurídico da formação contínua.
- CCPFC — Regulamentos de formação contínua:
https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua .
- CCPFC — Plataforma e processos:
https://www.ccpfc.uminho.pt/pagina/plataforma-e-processos .
A consulta da página oficial é importante porque a existência de um regulamento publicado não dispensa a verificação da versão atualmente em vigor e dos procedimentos eletrónicos aplicáveis.
Como é efetuada a colocação?DGES · Currículo e Qualificações
Nos regimes especiais de acesso ao ensino superior, a colocação é efetuada de acordo com a sequência legal de seriação e com as preferências indicadas pelo candidato. O candidato pode indicar até três opções, dentro das regras do regime especial aplicável. A colocação respeita a ordem decrescente das preferências: é atribuída a primeira opção possível; se não houver vaga ou condições nessa opção, é analisada a opção seguinte, e assim sucessivamente.
A colocação não é feita apenas pela ordem em que a candidatura foi submetida. Depende da verificação dos requisitos, da seriação dos candidatos, das vagas e das preferências manifestadas. Os resultados e os prazos de matrícula devem ser consultados no calendário e na comunicação oficial do respetivo concurso.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de agosto, designadamente os artigos 16.º e 19.º a 21.º, relativos à candidatura, seriação, colocação, reclamação e matrícula nos regimes especiais de acesso ao ensino superior.
- Despacho n.º 7343/2026, de 9 de junho, quanto ao calendário do concurso especial de acesso para 2026-2027.
- DGES — FAQ dos regimes especiais de acesso ao ensino superior:
https://www.dges.gov.pt/pt/faq/regimes-especiais-de-acesso-ao-ensino-superior .
Se a pergunta se referir a outro concurso ou a outro regime de acesso, é necessário indicar qual, porque as regras e o calendário podem ser diferentes.
Como contactar a Agência Nacional Erasmus+?Agência Nacional Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O contacto deve ser feito através dos canais oficiais da Agência Nacional Erasmus+ adequados ao setor e à ação em causa. Para a área da educação e formação, a página oficial da Agência Nacional apresenta a informação institucional e os canais atualizados de apoio:
https://erasmusmais.pt/an-erasmus-ef/ Também podem ser usados o portal oficial do programa e os canais institucionais indicados nessa página. Antes de enviar uma questão, deve ser indicado o número do projeto ou da candidatura, a ação Erasmus+ e o assunto concreto. Isso permite encaminhar o pedido para a equipa competente.
Não é seguro reproduzir endereços de correio eletrónico antigos sem confirmação na página oficial, porque os canais de atendimento podem ser atualizados.
Fonte oficial
- Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação:
https://erasmusmais.pt/an-erasmus-ef/ .
- Comissão Europeia — Erasmus+:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/ .
Esta resposta identifica os canais de contacto; não substitui as regras específicas do convite à apresentação de candidaturas ou do contrato de cada projeto.
As verbas provenientes da Agência Nacional Erasmus+ devem ser transferidas para as contas das escolas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. De acordo com a orientação financeira publicada pela AGSE para os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, as verbas dos projetos Erasmus+ não devem ser transferidas para as contas bancárias das escolas.
O procedimento indicado é centralizado: a AGSE recebe as verbas do projeto e disponibiliza os montantes no GesEdu para requisição pela escola. A execução orçamental deve respeitar o circuito e as classificações indicadas pela AGSE, incluindo a fonte de financiamento FF482 e o código de receita económica 06.09.01.99.78, quando aplicáveis ao caso concreto.
A escola deve seguir a instrução financeira em vigor, conservar a documentação do projeto e não abrir um circuito financeiro diferente por iniciativa própria. Se a orientação ou o contrato do projeto forem atualizados, prevalece a instrução oficial aplicável àquele financiamento.
Fonte oficial e enquadramento
- AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas:
https://agse.pt/gestao-financeira-dos-agrupamentos-de-escolas-ae-e-escolas-nao-agrupadas-ena/ .
- Regulamentação financeira aplicável ao projeto e instruções da AGSE, incluindo a Portaria n.º 359/2025/1, na medida em que seja aplicável ao circuito orçamental em causa.
A resposta é operacional e deve ser conferida com a versão mais recente da AGSE e com o contrato de financiamento do projeto.
Os Líderes Digitais recebem apoio da SeguraNet?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, no âmbito da iniciativa «Líderes Digitais», a SeguraNet disponibiliza apoio, informação e recursos para ajudar os alunos a desenvolver ações de promoção do uso seguro, responsável e crítico da Internet e das tecnologias digitais. O apoio concreto — por exemplo, materiais, orientações, atividades ou sessões — depende da edição e das condições divulgadas para o respetivo ano.
A participação na iniciativa não deve ser apresentada como um direito automático a financiamento ou a um serviço permanente. A escola deve consultar a página da edição em que participa e cumprir os procedimentos aí indicados.
Fonte oficial
- SeguraNet — Líderes Digitais:
https://seguranet.pt/node/26 .
Esta é uma iniciativa institucional de cidadania e segurança digital. A página oficial da iniciativa é a fonte adequada para confirmar o apoio disponível em cada edição; não há fundamento para chamar «base legal» à descrição de recursos da iniciativa.
Como é feito o acompanhamento, monitorização e avaliação das escolas TEIP4?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
No TEIP4, o acompanhamento é contínuo e articula a escola, a Direção-Geral da Educação e a rede TEIP. A escola executa o Plano de Ação (PA), recolhe informação sobre os indicadores e resultados e participa nas atividades de acompanhamento e avaliação previstas para o programa.
A Direção-Geral da Educação coordena o programa, presta apoio, acompanha e monitoriza a execução dos PA, promove a articulação entre escolas e entidades e elabora a avaliação global. O acompanhamento inclui, designadamente:
- análise do PA e dos seus resultados;
- reuniões e contactos de proximidade;
- partilha de práticas e participação em redes, encontros e outras iniciativas;
- elaboração de relatório anual;
- eventual reformulação do PA quando os resultados ou a execução o justifiquem.
Depois dos primeiros três anos de execução, está prevista uma reavaliação do PA. A avaliação externa ocorre nos termos do despacho que regula o TEIP4, não sendo substituída pelo relatório interno da escola.
Base legal
- Despacho n.º 7798/2023, de 26 de julho, designadamente os artigos 8.º a 10.º, sobre coordenação, acompanhamento, monitorização, avaliação e avaliação externa do TEIP4.
- Direção-Geral da Educação — informação institucional sobre o programa TEIP.
A escola deve usar os instrumentos e prazos comunicados pela DGE para o ciclo de implementação em causa.
Quem pode concorrer ao concurso interno?Diário da República · Carreira e Formação
O concurso interno destina-se, em regra, aos docentes de carreira que pretendam mudar de quadro, de grupo de recrutamento ou de escola/agrupamento, nos termos do regime legal aplicável. Abrange os docentes de carreira vinculados a agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas e os docentes vinculados a quadros de zona pedagógica, incluindo as situações expressamente previstas para as Regiões Autónomas quando o concurso as abranja.
O candidato deve reunir os requisitos do concurso e indicar as preferências permitidas. A candidatura pode envolver a transferência de quadro e, quando exista habilitação profissional adequada, a mudança de grupo de recrutamento. As prioridades de ordenação dependem da situação jurídica do docente e do tipo de movimento pretendido.
Esta resposta não se aplica automaticamente a um concurso externo, a uma contratação de escola ou a uma reserva de recrutamento. Esses procedimentos têm destinatários, prioridades e regras diferentes.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, designadamente os artigos 5.º, 8.º, 9.º e 10.º, relativos à natureza do concurso interno, possibilidades de candidatura, preferências e prioridades.
- AGSE — FAQ e informação de concursos de pessoal docente:
https://agse.pt/ .
O aviso ou diploma regulamentador do concurso concreto deve ser consultado para confirmar o universo de candidatos e as datas da candidatura.
Como é constituído o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)?Diário da República · Carreira e Formação
O CCPFC é constituído por um presidente e oito vogais. A composição inclui representantes e personalidades com experiência relevante nas áreas da formação contínua, educação e ensino, nos termos do regime legal.
O Conselho funciona através das secções e estruturas previstas na lei, que tratam as matérias de acreditação e acompanhamento da formação contínua. A composição não deve ser confundida com a equipa administrativa da plataforma eletrónica do CCPFC.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, designadamente os artigos 22.º e 23.º, relativos ao CCPFC e à sua composição, e o artigo 24.º, relativo à organização e competências das secções.
- Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 3 de fevereiro, na redação atualmente aplicável.
- CCPFC — Documentação e regulamentos:
https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua .
Para conhecer a composição nominal em cada momento deve ser consultado o despacho ou ato de designação em vigor, porque os titulares podem mudar.
Como posso ter acesso à avaliação "Online Language Support" (OLS)?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No âmbito do Erasmus+, o acesso ao Online Language Support (OLS) é normalmente disponibilizado pela instituição ou organização que gere a mobilidade, depois de o participante ser selecionado e registado no projeto. O participante recebe as instruções ou o convite de acesso através da instituição, da organização beneficiária ou da plataforma indicada.
A avaliação e os cursos são acedidos através da EU Academy, de acordo com a informação oficial do programa. Em determinados casos de mobilidade no ensino superior, a avaliação linguística é uma etapa prevista antes da mobilidade, mas o resultado da avaliação não impede, por si só, a participação no programa.
Se não receber o acesso, o participante deve contactar primeiro o coordenador Erasmus+ da sua instituição. A Agência Nacional só deve ser contactada depois de verificados o projeto, o endereço de correio eletrónico usado e o convite enviado pela instituição.
Fonte oficial
- Comissão Europeia — Online Language Support:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/resources-and-tools/online-language-support .
- EU Academy:
https://academy.europa.eu/ .
As condições concretas dependem do setor, da ação, da duração da mobilidade e da edição do programa; a instituição deve confirmar a regra aplicável ao projeto.
Quem decide sobre o pedido de equiparação a bolseiro sem vencimento?Diário da República · Carreira e Formação
Nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, a autorização depende da competência atribuída ao diretor ou à comissão administrativa provisória e das condições previstas no despacho aplicável. O Despacho n.º 3423-B/2026 permite autorizar a equiparação a bolseiro nas situações indicadas, designadamente quando não resulte despesa adicional, através do procedimento e da aplicação definidos pela AGSE.
A competência não significa que todos os pedidos tenham de ser deferidos. Devem ser verificados o tipo de equiparação, a duração, a situação funcional do trabalhador, a inexistência de encargos adicionais quando essa seja a condição e os restantes requisitos legais. Quando o trabalhador esteja sujeito à competência de outra entidade, nomeadamente no âmbito municipal, essa competência também deve ser respeitada.
A decisão deve ser formalizada no procedimento próprio. Não basta uma autorização verbal nem a simples apresentação de um pedido pelo trabalhador.
Base legal
- Despacho n.º 3423-B/2026, de 16 de março, designadamente o n.º 1, alínea d), sobre a competência do diretor ou da comissão administrativa provisória nos agrupamentos e escolas não agrupadas.
- AGSE — orientações e aplicação de gestão de recursos humanos:
https://agse.pt/ .
A resposta deve ser ajustada à modalidade concreta de equiparação a bolseiro, porque o regime com vencimento e o regime sem vencimento não têm necessariamente os mesmos pressupostos.
Por que via são submetidos os processos de acreditação?CCPFC · Carreira e Formação
Os processos de acreditação abrangidos pelo sistema eletrónico do CCPFC devem ser submetidos através da plataforma e-Processos:
https://www.ccpfc.uminho.pt/pagina/plataforma-e-processos A página do CCPFC identifica os processos que já estão implementados na plataforma, incluindo processos relativos a entidades formadoras, ações, consultores, formadores e cursos especializados. Os processos individuais não devem ser tratados como se todos tivessem exatamente o mesmo circuito: a própria plataforma indica, para alguns tipos de pedido, que a implementação eletrónica pode não estar concluída e que continuam a aplicar-se as regras e os meios previstos na regulamentação específica.
Por isso, antes de enviar um pedido, a entidade ou o interessado deve consultar a lista atual da plataforma, o regulamento aplicável e as instruções do CCPFC. Não é correto afirmar genericamente que todos os processos são submetidos pela mesma via ou reproduzir endereços postais antigos sem confirmação.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, designadamente os artigos 22.º a 25.º.
- Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 3 de fevereiro, na parte aplicável.
- CCPFC — Plataforma e processos:
https://www.ccpfc.uminho.pt/pagina/plataforma-e-processos .
- CCPFC — Regulamentos de formação contínua:
https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua .
Quem é responsável pelo planeamento da realização da PAPDiário da República · Currículo e Qualificações
Quem é responsável pelo planeamento da realização da PAP?
A responsabilidade pelo planeamento e pela organização da Prova de Aptidão Profissional (PAP) cabe à escola, através do órgão de direção e gestão pedagógica competente, de acordo com o regulamento da PAP. Esse planeamento deve ser articulado com o diretor de curso, o professor orientador e os restantes intervenientes previstos no regime dos cursos profissionais.
A escola deve definir no regulamento próprio, respeitando a lei, os momentos de apresentação, as fases de acompanhamento, a constituição do júri, os critérios de avaliação e os procedimentos de defesa. O aluno deve conhecer essas regras e cumprir o calendário que lhe for comunicado.
Base legal
- Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, designadamente o artigo 31.º, n.º 4, relativo à organização e realização da PAP.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, enquanto regime geral da organização e desenvolvimento dos currículos e da avaliação.
A distribuição concreta de tarefas entre direção, diretor de curso e professor orientador deve ser confirmada no regulamento da PAP da escola, desde que este respeite as competências previstas na legislação.
Quem convoca o Conselho Geral?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A convocação do Conselho Geral compete ao respetivo presidente. O presidente deve convocar as reuniões ordinárias nos termos da periodicidade prevista na lei e pode convocar reuniões extraordinárias:
- por iniciativa própria;
- a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções;
- a requerimento do diretor.
A convocatória deve ser feita com a antecedência e pelas formas previstas no regimento e nas regras aplicáveis à convocação dos órgãos colegiais. A calendarização deve permitir a participação dos representantes que integram o Conselho Geral.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 17.º, n.os 1 e 2, na redação atual.
- Código do Procedimento Administrativo, designadamente as regras aplicáveis ao funcionamento dos órgãos colegiais, quando convocadas pelo regime do Conselho Geral.
O diretor não substitui o presidente na convocação do Conselho Geral, embora possa requerer uma reunião extraordinária nas condições previstas na lei.
Qual é a legislação que regula a situação dos alunos estrangeiros, recém-integrados no ensino secundário, cuja língua materna eou de escolarização não é o Português?Diário da República · Currículo e Qualificações
Qual é a legislação que regula a situação dos alunos estrangeiros, recém-integrados no ensino secundário, cuja língua materna e/ou de escolarização não é o Português?
Para os cursos científico-humanísticos do ensino secundário, o artigo 12.º da Portaria n.º 226-A/2018 prevê soluções específicas para alunos cuja língua materna ou de escolarização não seja o Português. Entre outras medidas, podem ser reconhecidas a língua materna, reforçada a aprendizagem do Português ou do Português Língua Não Materna (PLNM), dispensada a obrigação de iniciar uma segunda língua estrangeira em determinadas condições, mantida uma língua estrangeira aprendida no país de origem quando exista oferta e, em certos casos, iniciada outra língua estrangeira no 10.º ano.
A aplicação concreta depende do percurso escolar do aluno, das línguas que estudou, da oferta da escola e da avaliação das condições previstas na portaria. Não é suficiente saber apenas que o aluno é estrangeiro.
O regime de PLNM e os respetivos níveis e procedimentos devem também ser confirmados na regulamentação atualmente em vigor, incluindo a Portaria n.º 86/2025/1, e nas orientações da Direção-Geral da Educação. A Portaria n.º 226-A/2018 não deve ser usada isoladamente para responder a qualquer situação atual de PLNM.
Base legal
- Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 12.º.
- Portaria n.º 86/2025/1, de 7 de março, na matéria atualmente aplicável ao Português Língua Não Materna.
- Direção-Geral da Educação — Português Língua Não Materna:
https://www.dge.mec.pt/portugues-lingua-nao-materna .
Como se processa a transição para a educação pré-escolar ou para o 1º ciclo?Diário da República · Inclusão
Como se processa a transição para a educação pré-escolar ou para o 1.º ciclo?
A transição deve ser planeada com antecedência e resultar da articulação entre a família, a equipa que acompanha a criança e os profissionais do contexto de destino. No Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), o Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP) deve articular-se com o processo educativo individual quando a criança transita para a educação pré-escolar ou para o 1.º ciclo.
A articulação deve identificar as medidas de apoio, a informação relevante, os responsáveis pelo acompanhamento e as adaptações necessárias no novo contexto. Não é uma simples transferência administrativa do processo: deve existir continuidade do apoio e participação da família.
Quando a criança passa a estar abrangida pelo regime da educação inclusiva, a escola aplica as regras do Decreto-Lei n.º 54/2018 e elabora ou atualiza o Programa Educativo Individual (PEI) apenas quando estiverem reunidos os pressupostos legais para a sua aplicação. Nem todas as crianças acompanhadas em intervenção precoce têm automaticamente um PEI.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, artigo 5.º, n.º 2, alínea c), subalínea iv), sobre a articulação da transição do PIIP para o PEI, e artigo 8.º, n.º 1, alínea f), sobre a articulação do PIIP com o PEI na transição.
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, designadamente o artigo 25.º quando exista PEI.
O que são os Clubes Ciência Viva na Escola (CCVnE)?Direção-Geral da Educação · Currículo e Qualificações
Os Clubes Ciência Viva na Escola são espaços de ciência nas escolas, criados para promover a educação científica e tecnológica, o trabalho prático e experimental e a articulação com instituições científicas, de ensino superior, autarquias, empresas e outras entidades da comunidade.
A iniciativa é desenvolvida pela Direção-Geral da Educação em articulação com a Ciência Viva — Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. As escolas aderentes desenvolvem um plano de atividades e parcerias de acordo com o aviso e as orientações da edição em causa.
Fonte institucional
- Direção-Geral da Educação — Clubes Ciência Viva na Escola:
https://www.dge.mec.pt/node/2789 .
- Ciência Viva — Clubes Ciência Viva na Escola:
https://clubes.cienciaviva.pt/ .
A descrição da iniciativa e dos seus apoios deve ser confirmada no aviso da edição concreta. As páginas institucionais são fontes oficiais do programa, mas não devem ser apresentadas como se fossem, por si só, uma «base legal» ou como se a adesão fosse obrigatória para todas as escolas.
O que é o Selo Europeu de Qualidade?eTwinning · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Europeu de Qualidade é uma distinção atribuída no âmbito do eTwinning a projetos que demonstram qualidade na colaboração, na inovação pedagógica, na utilização das tecnologias, nos resultados e na dimensão europeia do trabalho realizado.
A atribuição não é automática. De acordo com a informação oficial do eTwinning, o projeto deve ser elegível para avaliação e, em regra, ser nomeado por pelo menos uma Organização Nacional de Apoio depois de receber o Selo Nacional de Qualidade. A avaliação europeia considera também a participação de parceiros de outros países elegíveis nas condições previstas para a edição.
O selo reconhece a qualidade de um projeto; não equivale a uma acreditação da escola, não garante financiamento e não substitui as regras de candidatura ou de participação no Erasmus+.
Fonte oficial
- eTwinning Portugal — Prémio Europeu / Selo Europeu de Qualidade:
https://www.etwinning.pt/site/premio-europeu .
- eTwinning — European Quality Label:
https://school-education.ec.europa.eu/en/etwinning/recognition/european-quality-label .
As condições podem ser atualizadas pelo Serviço Central de Apoio e pelas Organizações Nacionais de Apoio. Deve ser consultada a informação da edição em causa.
O Plano Individual de Transição (PIT) é obrigatório?Diário da República · Inclusão
O PIT é obrigatório quando o aluno tem um Programa Educativo Individual (PEI). Não é um documento obrigatório para todos os alunos nem para todos os alunos com medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
O PIT deve preparar a transição para a vida pós-escolar e, sempre que possível, para o exercício de uma atividade profissional. A sua implementação começa três anos antes da idade limite da escolaridade obrigatória, salvo se a situação concreta justificar outro planeamento nos termos da lei. O plano deve ser elaborado e acompanhado com participação do aluno, da família, da escola e, quando adequado, de serviços ou entidades que possam apoiar a transição.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 25.º, n.os 1 a 4, na redação atual.
- Direção-Geral da Educação — informação sobre educação inclusiva:
https://www.dge.mec.pt/educacao-inclusiva .
A escola deve verificar se existe PEI e se estão reunidos os pressupostos e os prazos para iniciar ou atualizar o PIT; não deve criar um PIT automaticamente apenas porque o aluno recebe apoio educativo.
Que habilitações académicas são exigidas ao responsável educativo (2)?Diário da República · Currículo e Qualificações
É necessário distinguir ensino doméstico de ensino individual.
No ensino doméstico, o responsável educativo deve possuir, pelo menos, o grau de licenciado, nos termos do artigo 16.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 70/2021.
No ensino individual, o responsável educativo e os outros docentes que assegurem o ensino devem possuir habilitação profissional para a docência, nos termos do artigo 16.º, n.º 2. Um grau académico, por si só, não substitui essa qualificação profissional quando a lei exige habilitação para ensinar.
A entidade competente pode verificar a documentação da matrícula, da qualificação e do responsável educativo no procedimento aplicável. A resposta não deve misturar os dois regimes, porque os requisitos são diferentes.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigo 16.º, n.os 1 e 2, na redação atual.
- O mesmo diploma regula ainda o procedimento de matrícula e a intervenção da Direção-Geral da Educação nos casos previstos, designadamente no artigo 17.º.
Para um caso concreto, devem ser confirmados o regime escolhido — doméstico ou individual —, a qualificação do responsável e os documentos exigidos pela escola e pela administração educativa.
Quando é devido ao/à trabalhadora (pessoal não docente) o subsídio de refeição?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Quando é devido ao/à trabalhador/a (pessoal não docente) o subsídio de refeição?
O subsídio de refeição é devido nos dias em que o trabalhador presta serviço e cumpre, nesse dia, pelo menos metade da duração diária normal do trabalho. O requisito deve ser analisado em função do horário normal aplicável ao trabalhador.
Assim, a referência a três horas e trinta minutos só está correta quando a duração diária normal for de sete horas. Não existe uma regra universal de «3h30» aplicável a todos os horários. Também devem ser verificadas as situações especiais previstas no regime do subsídio de refeição e as regras orçamentais e remuneratórias em vigor.
A prestação de serviço em apenas parte do dia não dá automaticamente direito ao subsídio: é necessário confirmar se foi atingida metade da duração diária normal e se não existe uma situação legal que exclua ou condicione o pagamento.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, artigo 2.º, n.º 1, alínea b), e n.º 2, na redação atual.
- Portaria n.º 51-B/2026, de 27 de fevereiro, quanto ao valor do subsídio em vigor no período aplicável.
- Diário da República — informação jurídica consolidada do Decreto-Lei n.º 57-B/84:
https://diariodarepublica.pt/dr/analise-juridica/informacoes-gerais/decreto-lei/57-b-1984-667522 .
A aplicação ao pessoal não docente deve ainda respeitar o vínculo, o horário e o processamento remuneratório concretos.
Quando e com quem deve ser elaborado o plano de turma de Cidadania?Diário da República — ENEC · Currículo e Qualificações
O plano de turma relativo à Educação para a Cidadania deve ser elaborado no início do ano escolar pelo professor titular de turma ou pelo diretor de turma, com os demais professores do conselho de turma, envolvendo ativamente os alunos e os pais ou encarregados de educação.
O plano deve indicar, no âmbito dos projetos a concretizar, as dimensões do 2.º grupo da Educação para a Cidadania a implementar, as iniciativas e visitas a realizar e as entidades externas a convidar. Deve ser aprovado em reunião do conselho de turma, com participação dos representantes dos alunos e dos pais ou encarregados de educação. Depois da aprovação, os pais ou encarregados de educação devem ser informados das atividades dos projetos.
No 1.º ciclo, a Cidadania e Desenvolvimento é uma componente integrada transversalmente, da responsabilidade do docente titular de turma; nos restantes níveis, a organização depende do regime aplicável e das opções da escola.
Base legal e fonte oficial
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto, ponto 5.2 — nível da turma.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 15.º, na redação atual.
- Despacho n.º 10637-A/2025, de 9 de setembro, sobre as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento.
Como estudante internacional preciso de ter o Título de Residência ou Autorização de Residência para poder concorrer ao Programa ERASMUS+?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não é possível responder afirmativamente de forma geral. O Erasmus+ não estabelece, para todos os estudantes internacionais, uma regra única segundo a qual seja obrigatório possuir título ou autorização de residência no país de origem para poder concorrer.
No ensino superior, a candidatura à mobilidade é feita através da instituição de ensino superior de que o estudante está matriculado, que deve participar no programa e selecionar os candidatos segundo as regras do projeto e do acordo interinstitucional. A nacionalidade, o estatuto de residência, o país de destino e a duração da mobilidade podem influenciar as condições concretas.
Uma autorização de residência ou um visto pode ser necessário para entrar e permanecer legalmente no país de destino. Essa é uma questão de imigração diferente da elegibilidade académica para a mobilidade Erasmus+. O estudante deve confirmar, antes da candidatura e da viagem, os requisitos junto do gabinete Erasmus da instituição de origem e das autoridades competentes do país de destino.
Fonte oficial e enquadramento
- Erasmus+: página oficial sobre estudar no estrangeiro e seleção pela instituição de ensino superior.
- Erasmus+ Programme Guide, mobilidade de estudantes do ensino superior.
- Erasmus Student Charter, sobre informação e apoio que devem ser prestados pela instituição de origem e pela instituição de acolhimento.
A resposta concreta depende do aviso da instituição, do acordo de mobilidade e das regras de entrada e permanência aplicáveis ao estudante.
Onde posso obter a certificação do meu nível de língua?CAPLE — Universidade de Lisboa / DGE · Currículo e Qualificações
O Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) é um quadro de referência com níveis de proficiência — A1 a C2 — e não é, por si só, uma entidade certificadora.
A certificação deve ser obtida junto de uma entidade que realize uma avaliação reconhecida para a língua e para a finalidade pretendida. No caso do português como língua estrangeira, o CAPLE, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, disponibiliza exames e certificados/diplomas alinhados com o QECR, incluindo versões para diferentes idades.
Para outras línguas, o candidato deve confirmar qual é o exame ou certificado aceite pela entidade que o solicitou — por exemplo, uma instituição de ensino, entidade empregadora ou programa de mobilidade — e realizá-lo junto do organismo competente. Um teste informal de posicionamento ou uma declaração de frequência não equivale necessariamente a certificação oficial.
Os estabelecimentos de ensino e o EduQA não emitem automaticamente um certificado externo de nível QECR para qualquer língua. A Portaria n.º 194/2021 regula diplomas e certificados das ofertas educativas e formativas do ensino básico e secundário; não cria um certificado geral de proficiência QECR aplicável a todas as línguas.
Base oficial
- Direção-Geral da Educação — Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas.
- CAPLE — Centro de Avaliação e Certificação de Português Língua Estrangeira.
- Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro.
Como são organizados os transportes para competições fora da escola?DGE — Desporto Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma regra única que determine que todos os transportes sejam sempre assegurados pela escola, pela autarquia ou por uma entidade específica. A organização concreta depende da fase da competição, da entidade responsável pela atividade, do regulamento aplicável, dos protocolos existentes e das condições aprovadas para o Desporto Escolar.
Nas competições, a entidade organizadora e a escola colaboram na preparação logística. O Regulamento de Provas e Competições atribui responsabilidades à organização da prova e prevê a colaboração dos estabelecimentos de ensino, devendo ser asseguradas as condições técnicas, logísticas e humanas da atividade. A escola deve confirmar com a respetiva Coordenação Local do Desporto Escolar quem organiza a deslocação, o horário, os responsáveis pelo acompanhamento, o transporte e os procedimentos de segurança.
Os alunos e os pais ou encarregados de educação devem receber informação atempada sobre a atividade e, quando o procedimento aplicável o exigir, entregar a autorização ou declaração solicitada. A responsabilidade pelo pagamento do transporte não pode ser presumida sem consultar o regulamento da prova, o protocolo ou a instrução da entidade organizadora.
Base oficial
- DGE — Desporto Escolar, Regulamento Geral e documentação oficial.
- Regulamento de Provas e Competições do Desporto Escolar, designadamente as regras sobre responsabilidade da organização das provas.
- Para o caso concreto, devem ser consultadas a Coordenação Local do Desporto Escolar e as instruções da atividade.
Que concursos existem para acesso e ingresso no ensino superior?DGES / Diário da República · Currículo e Qualificações
As vias de acesso dependem do tipo de instituição, do ciclo de estudos e da situação do candidato. Em termos gerais, devem distinguir-se:
- regime geral: concurso nacional de acesso ao ensino superior público e, nos casos previstos, concursos institucionais ou concursos locais;
- regimes especiais: vias destinadas a candidatos com situações pessoais ou profissionais específicas, como algumas missões diplomáticas, bolseiros, militares, praticantes desportivos de alto rendimento e nacionais de países abrangidos pelo regime aplicável;
- concursos especiais: vias para situações habilitacionais específicas, designadamente maiores de 23 anos, titulares de diploma de especialização tecnológica, titulares de diploma de técnico superior profissional, titulares de outros cursos superiores e titulares de cursos de dupla certificação ou cursos artísticos especializados.
O concurso especial para estudantes internacionais tem regime próprio. As condições, vagas, provas, pré-requisitos, documentos e prazos são definidos na legislação aplicável e, em muitos casos, no regulamento da instituição de ensino superior.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, artigo 3.º, sobre os concursos especiais.
- Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, na redação atual, sobre estudantes internacionais.
- DGES — informação sobre o Concurso Nacional de Acesso, concursos especiais e regimes especiais.
A designação e o calendário concretos devem ser confirmados anualmente na DGES e na instituição a que o candidato pretende concorrer.
Quais os documentos que devem acompanhar o processo de candidatura a equiparação a bolseiro sem vencimento?Diário da República — Portaria n.º 841/2009 · Carreira e Formação
A candidatura é apresentada no formulário eletrónico e a documentação depende da finalidade da equiparação. Para a modalidade de dispensa de serviço sem vencimento, devem ser apresentados os documentos comprovativos exigidos para a candidatura, não bastando uma declaração genérica.
Nos termos do artigo 10.º da Portaria n.º 841/2009, devem acompanhar a candidatura, designadamente:
- documentos comprovativos do percurso académico e profissional;
- prova de matrícula ou de aceitação na instituição;
- quando se trate de dissertação, tese ou projeto de investigação aplicada, plano de trabalho confirmado pelo orientador ou pela instituição, com tema, objetivos, metodologia e calendarização;
- quando se trate da frequência de um curso, plano de estudos, calendarização, datas de início e termo e horário;
- comprovativo da bolsa atribuída por instituição de apoio e financiamento, quando aplicável;
- tradução para português dos documentos redigidos noutra língua, acompanhada dos originais.
Se for pedido de renovação, o artigo 15.º exige também o relatório do trabalho desenvolvido e o plano do trabalho a realizar; alterações ao plano devem ser justificadas e validadas pelo orientador ou pela instituição. O diretor valida a candidatura e elabora parecer fundamentado, ouvido o conselho pedagógico.
A lista final deve ser conferida com o aviso e o formulário do ano em causa, porque a tramitação pode exigir documentos adicionais ou instruções específicas. A referência à modalidade sem vencimento não elimina os documentos previstos nos artigos 10.º e 15.º; o artigo 16.º remete para esses comprovativos quando o candidato esteja impedido de apresentar a candidatura no prazo anual.
Base legal
- Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto, artigos 10.º, 11.º, 15.º e 16.º.
- Estatuto da Carreira Docente, artigo 110.º, na redação atual.
Caso o/a candidato/a já tenha uma colocação ativa e seja selecionado/a para outro horário, é obrigado/a a aceitá-lo para não ser penalizado/a?DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento · Carreira e Formação
Não, desde que a colocação anterior seja uma colocação válida e ativa no SIGRHE. A DGAE esclarece que, nessa situação, o candidato pode não aceitar a outra colocação sem aplicação da penalidade prevista para a não aceitação.
A exceção deve ser comprovada no sistema. Se não existir outra colocação ativa, a não aceitação de um horário, ou o incumprimento da aceitação e da apresentação, pode determinar a anulação da colocação e a impossibilidade de nova colocação nesse ano escolar, nos termos do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação atual, sem prejuízo da audição escrita prevista para o candidato.
A aceitação e os prazos são realizados no SIGRHE de acordo com o procedimento aplicável ao tipo de colocação. Em caso de dúvida, o candidato deve consultar a sua situação no SIGRHE e a FAQ/notificação da DGAE relativa ao ano escolar em causa.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigos 18.º e 40.º, na redação atual.
- DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento, resposta sobre colocação ativa e não aceitação de outro horário.
Quais são os prazos de candidatura e os documentos necessários?DGES — Acesso ao Ensino Superior · Currículo e Qualificações
Não existe um prazo ou uma lista de documentos universal para todas as candidaturas ao ensino superior. A resposta depende da via de acesso, da instituição, do ciclo de estudos e do ano letivo.
No concurso nacional de acesso ao ensino superior público, a candidatura é apresentada na plataforma da DGES dentro das fases fixadas anualmente. O candidato deve pedir a senha de acesso e apresentar os elementos exigidos pelo regulamento e pelo próprio formulário.
Nos concursos especiais, regimes especiais, concursos institucionais e concursos locais, a instituição ou a DGES publica o aviso, o calendário e a lista de documentos aplicáveis. Podem ser exigidos, conforme o caso, comprovativos de habilitações, provas de ingresso, pré-requisitos, estatuto do candidato, documentos de identificação e outros elementos previstos no aviso.
Assim, para responder a um caso concreto é necessário indicar a via de acesso, a instituição e o curso. Sem esses dados, o RADAR não deve inventar um prazo nem afirmar que determinado documento é sempre obrigatório.
Fonte oficial
- DGES — Informação geral sobre o Concurso Nacional de Acesso.
- DGES — informação sobre concursos especiais e regimes especiais.
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, para os concursos especiais, e legislação específica de cada via.
Qual é a antecedência mínima para apresentar o pedido?Diário da República — LTFP · Carreira e Formação
O trabalhador que pretenda manter-se no exercício das mesmas funções públicas depois da reforma ou aposentação por idade de 70 anos deve manifestar essa vontade por escrito, em requerimento dirigido ao empregador público, pelo menos seis meses antes de completar essa idade.
Este prazo é uma antecedência mínima para o requerimento. Não significa que a continuação seja automática: a lei exige interesse público excecional devidamente fundamentado e o cumprimento das demais condições legais aplicáveis.
Base legal
- Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 294.º-A, n.º 1, na redação atual.
- Devem ainda ser observados, quando aplicáveis, os artigos 78.º e 79.º do Estatuto da Aposentação.
Qual é a duração e o limite máximo deste novo vínculo após os 70 anos?Diário da República — LTFP · Carreira e Formação
Se o pedido for autorizado nos termos do artigo 294.º-A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, as funções passam a ser exercidas através da modalidade de vínculo adequada: contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, nomeação transitória ou comissão de serviço, conforme o caso.
Nos vínculos referidos no n.º 4, alínea a), o prazo é de seis meses, com renovação por períodos iguais e sucessivos, até ao limite máximo de cinco anos. A comissão de serviço continua sujeita ao prazo máximo que lhe seja próprio.
A continuação depende de autorização fundada em interesse público excecional e não cria um direito automático à renovação. A caducidade ou denúncia obedece ainda aos avisos prévios previstos no n.º 4, alínea b).
Base legal
- Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 294.º-A, n.os 3 e 4, na redação atual.
É possível continuar cursos, ações de formação ou processos de RVCC após a exclusão de uma qualificação?ANQEP — FAQ Transição para o novo CNQ · Currículo e Qualificações
Em regra, os cursos, ações ou processos já iniciados podem prosseguir segundo as orientações de transição aplicáveis, para proteger o percurso já iniciado. Contudo, a resposta não é igual para todas as situações.
A FAQ da ANQEP sobre a transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações esclarece que, nos processos de RVCC profissional em curso, não estão definidos, naquele documento, prazos gerais adicionais para a conclusão; os processos devem ser concluídos em prazo pedagogicamente ajustado. Para ações ainda não iniciadas, a mobilização do referencial excluído ou alterado só é admitida, em regra, se o início ocorrer no prazo de 92 dias após a exclusão ou alteração, sendo recomendada a utilização do referencial mais atual.
Assim, é necessário verificar se a ação/processo já começou, a data de exclusão ou alteração do referencial e a orientação aplicável à modalidade. O RADAR não deve afirmar que qualquer curso pode continuar sem limite ou sem validação da entidade competente.
Fonte oficial
- ANQEP, FAQ relativas à transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações, atualização de fevereiro de 2026.
- Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro, na redação atual, para o regime de RVCC.
Qual o montante máximo da bolsa a atribuir aos/às estudantes que frequentam esta medida?AGSE / Diário da República · Currículo e Qualificações
A bolsa regulada para estudantes de mestrado com prática de ensino supervisionada corresponde a 3 600,00 euros por ano escolar e é paga fracionadamente em 10 prestações mensais pela escola cooperante.
Esta medida não é uma bolsa geral para qualquer estudante. Aplica-se aos estudantes inscritos nos dois últimos semestres do mestrado que coincidam com a prática de ensino supervisionada, em escola cooperante abrangida por protocolo com a instituição de ensino superior, nos termos do Decreto-Lei n.º 79/2014, na redação atual.
A escola cooperante paga diretamente ao estudante por transferência bancária, depois de verificados os pressupostos e os documentos aplicáveis. Quando a prática decorre em mais do que uma escola, deve ser evitada a duplicação e o total não pode exceder 3 600,00 euros por ano escolar.
Base legal e fonte oficial
- Portaria n.º 359/2025/1, de 14 de outubro, artigos 2.º a 4.º.
- Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio, artigo 23.º-A, n.os 16 e 17, na redação atual.
- AGSE — FAQ sobre a gestão financeira das escolas.
Que técnicos são disponibilizados pelos CRI?Diário da República — Decreto-Lei n.º 54/2018 · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam as escolas na promoção do sucesso educativo e da inclusão.
A lei não apresenta uma lista nacional fechada de profissões ou um número igual de técnicos para todos os CRI. Os serviços especializados e os profissionais mobilizados dependem das necessidades identificadas, da parceria com a escola e dos recursos previstos no protocolo aplicável. Podem, por exemplo, participar terapeutas, psicólogos, técnicos de reabilitação ou outros profissionais adequados à resposta necessária, mas esses exemplos não constituem uma lista automática nem garantem a disponibilização de cada técnico.
Para saber que técnicos podem ser mobilizados num caso concreto, a escola deve consultar o protocolo ou plano de ação com o CRI e fundamentar o pedido nas necessidades do aluno e nas medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 17.º, n.º 3, alínea d), sobre os CRI como recursos específicos da comunidade.
- Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 18.º, sobre a natureza, objetivos e atuação dos CRI em parceria com as escolas.
O que são produtos de apoio para acesso ao currículo?Diário da República — Decreto-Lei n.º 54/2018 · Inclusão
São recursos, equipamentos, dispositivos, software ou sistemas técnicos que, de acordo com as necessidades do aluno, permitem prevenir, compensar, atenuar ou neutralizar limitações funcionais ou restrições de participação e garantem o acesso ao currículo e às atividades de aprendizagem.
Não se trata de um direito a qualquer produto escolhido livremente. A necessidade deve ser avaliada no processo educativo e o produto deve ser adequado à funcionalidade do aluno e à finalidade de acesso ao currículo. No âmbito da educação inclusiva, os CRTIC avaliam necessidades, quando solicitados pela escola, para efeitos de atribuição de produtos de apoio de acesso ao currículo.
O produto de apoio pode também ser previsto no programa educativo individual, quando aplicável, e a utilização de produtos de apoio pode constituir uma adaptação ao processo de avaliação. A atribuição, prescrição, financiamento e eventual empréstimo obedecem ao regime do SAPA e às orientações da DGE.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 17.º e 28.º, na redação atual.
- Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril, na redação atual, que criou o SAPA.
- Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio, sobre os CRTIC como entidades prescritoras do Ministério da Educação.
Que condições de cultura organizacional favorecem a colaboração?Diário da República / DGE · Administração e Gestão Escolar
Uma cultura organizacional favorável à colaboração assenta em liderança pedagógica, confiança profissional, participação dos docentes nas decisões, tempo e estruturas para planear em conjunto, partilha de práticas e acompanhamento do impacto no ensino e nas aprendizagens.
Estas condições devem ser lidas como orientações de organização e desenvolvimento pedagógico, não como uma lista legal fechada que garanta automaticamente um direito individual a determinado tempo ou estrutura. A escola concretiza-as através dos seus instrumentos de planeamento, da organização do trabalho e das decisões dos órgãos de gestão e de coordenação pedagógica.
A colaboração é coerente com a valorização do trabalho colaborativo e interdisciplinar no planeamento, realização e avaliação do ensino, com o planeamento curricular contextualizado e com a monitorização das opções da escola. Na Cidadania e Desenvolvimento, a ENEC recomenda ainda articulação entre docentes e estruturas de gestão e participação da comunidade educativa.
Base legal e orientação oficial
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigos 4.º, 18.º e 19.º, na redação atual.
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
- Orientações da Direção-Geral da Educação sobre currículo, inclusão e trabalho colaborativo.
Os Centros Recursos de Tecnologias da Informação e Comunicação, fazem parte de algum sistema nacional de acesso aos produtos de apoio?Diário da República — Despacho n.º 5291/2015 · Inclusão
Sim. A rede nacional de Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação para a Educação Especial (CRTIC) foi estabelecida como rede de entidades prescritoras do Ministério da Educação no âmbito do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA).
Os CRTIC avaliam alunos que necessitam de produtos de apoio para aceder ao currículo, registam os produtos prescritos na plataforma SAPA e utilizam a ficha de prescrição aplicável. Não são, por si só, a entidade que decide todos os financiamentos: a prescrição, validação, atribuição e financiamento seguem as competências e procedimentos previstos no SAPA e nas orientações da DGE.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 17.º, n.os 1 e 2, sobre a rede nacional de CRTIC.
- Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril, artigo 7.º, sobre entidades prescritoras do SAPA.
- Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio, n.os 1 e 3.
De quem é a responsabilidade da avaliação interna?Diário da República — Decreto-Lei n.º 55/2018 · Currículo e Qualificações
A avaliação interna das aprendizagens é da responsabilidade dos professores e dos órgãos de administração e gestão e de coordenação e supervisão pedagógica da escola. Os alunos também são envolvidos, privilegiando-se a autorregulação das aprendizagens.
Na intervenção concreta participam os elementos que tenham competência no respetivo processo. O Decreto-Lei n.º 55/2018 atribui particular responsabilidade ao professor titular de turma no 1.º ciclo e aos professores que integram o conselho de turma nos 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário. A escola deve assegurar a participação informada dos alunos e dos pais ou encarregados de educação.
As regras específicas de cada oferta e ciclo são complementadas pelas respetivas portarias de avaliação e pelos critérios aprovados pela escola. Por isso, a responsabilidade não se reduz a uma única pessoa nem dispensa o cumprimento dos procedimentos internos.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigos 25.º e 26.º, na redação atual.
- Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, e demais portarias de avaliação aplicáveis à oferta frequentada.
Como reverter a candidatura?DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento · Carreira e Formação
A reversão só está disponível quando a aplicação e o prazo do procedimento permitem essa operação. No SIGRHE, o candidato deve:
1. aceder ao procedimento de candidatura;
2. selecionar a opção de submissão da candidatura;
3. escolher «Reverter Candidatura» ou a funcionalidade equivalente disponibilizada;
4. alterar os dados permitidos, designadamente a situação profissional ou as preferências;
5. voltar a submeter a candidatura.
A candidatura só produz efeitos depois de novamente submetida. A DGAE esclarece também que, durante o prazo de candidatura, podem ser disponibilizadas funcionalidades para desistir da candidatura ou reverter a submissão, conforme o procedimento concreto. Se o botão não aparecer, o prazo pode ter terminado ou a operação pode não estar disponível naquele concurso; deve ser consultado o manual e a nota informativa desse procedimento.
Fonte oficial
- DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento, sobre desistência e reversão no SIGRHE.
- Manual do procedimento de candidatura disponibilizado pela DGAE para o respetivo ano escolar.
O período em que o docente usufrui de equiparação a bolseiro conta como tempo de serviço?Diário da República — Portaria n.º 841/2009 · Carreira e Formação
Sim. Para os docentes abrangidos pela Portaria n.º 841/2009, o período de duração da equiparação a bolseiro releva, para todos os efeitos legais, como prestação efetiva de serviço.
Isto não elimina os restantes deveres e condições do estatuto. A equiparação tem modalidades, requisitos, duração e obrigações próprias; por exemplo, a Portaria prevê obrigações após o termo do período e consequências para o incumprimento. A resposta deve, por isso, distinguir a contagem do tempo de serviço da manutenção de todos os direitos em qualquer situação concreta.
Base legal
- Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto, artigo 7.º.
- Estatuto da Carreira Docente, artigo 110.º, na redação atual.
A conta de email ficou inacessível?DGES — Candidatura Online · Currículo e Qualificações
Se o candidato já não tem acesso à conta de email indicada no pedido de atribuição de senha para a candidatura online, a orientação da DGES é fazer um novo pedido de atribuição de senha e seguir as indicações da plataforma.
Se o problema for apenas a mensagem ou a senha não ter sido recebida, deve primeiro consultar o estado do pedido e usar, quando disponível, a recuperação da senha. Essa recuperação não resolve a perda de acesso à caixa de correio antiga; nesse caso é necessário um novo pedido.
Os procedimentos e prazos podem variar com o ano e com a fase do concurso. Deve ser seguida a informação publicada pela DGES para o ano da candidatura.
Fonte oficial
- DGES — FAQ Candidatura online, resposta «A conta de email ficou inacessível?».
- DGES — Pedido de atribuição de senha para a candidatura online.
A quem se destina a Rede Nacional de Clubes Europeus?Direção-Geral da Educação · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Rede Nacional de Clubes Europeus (RNCE) destina-se a agrupamentos de escolas e escolas, públicas ou privadas, em Portugal e nas escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas pela rede. A Direção-Geral da Educação indica a existência de Clubes Europeus em estabelecimentos do pré-escolar, ensino básico, secundário e profissional, adaptados ao contexto da escola e da comunidade.
O Clube Europeu não é uma disciplina obrigatória nem um programa que todos os alunos tenham de frequentar. É uma estrutura/projeto de cidadania europeia da escola, aberta à participação de alunos e professores, com um professor coordenador. Para obter reconhecimento institucional, o clube deve inscrever-se na base de dados da DGE e validar a inscrição nos termos definidos para cada ano letivo.
O projeto do Clube Europeu deve ser aprovado pelo conselho pedagógico e integrar o plano de atividades da escola, de acordo com as Linhas Orientadoras para o Funcionamento dos Clubes Europeus. As escolas devem confirmar na DGE os prazos e procedimentos de inscrição do ano em causa.
Fonte oficial e enquadramento
- Direção-Geral da Educação — Clubes Europeus e Rede Nacional de Clubes Europeus.
- DGE, Linhas Orientadoras para o Funcionamento dos Clubes Europeus: criação em estabelecimentos de educação pré-escolar e ensino básico/secundário, aprovação do projeto e inscrição na RNCE.
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knowledge_id: "KB0011307"
title: "Que elementos podem integrar a equipa da biblioteca escolar?"
repository: "EduQA"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-09-28"
position: 640
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https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/192-a-2015-67637938" ;
source: "Diário da República / Rede de Bibliotecas Escolares"
subcategory: "Bibliotecas Escolares"
---
Que elementos podem integrar a equipa da biblioteca escolar?
Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada existe uma equipa que coadjuva o professor ou os professores bibliotecários. A composição concreta é definida pelo diretor, nos termos do regulamento interno e das necessidades da biblioteca.
Nos termos do artigo 4.º da Portaria n.º 192-A/2015, a equipa inclui docentes designados pelo diretor de entre os que tenham competências pedagógicas, de gestão de projetos, gestão da informação, ciências documentais ou tecnologias de informação e comunicação. Deve ser ponderada a complementaridade das áreas de formação.
Além dos docentes, podem colaborar assistentes técnicos ou assistentes operacionais e outros colaboradores da escola ou da comunidade, conforme a organização aprovada. A RBE caracteriza o assistente de biblioteca como elemento não docente que assegura, em permanência, a abertura e o funcionamento normal da biblioteca; a sua integração não transforma o trabalhador em professor bibliotecário.
Base legal e fonte oficial
- Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigo 4.º.
- Rede de Bibliotecas Escolares — Equipa RBE e Assistentes de biblioteca escolar.
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title: "A declaração de cabimento para encargos plurianuais deve incluir o IVA?"
repository: "AGSE"
category: "Administração e Gestão Escolar"
updated_at: "2026-09-28"
position: 641
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https://agse.pt/gestao-financeira-dos-agrupamentos-de-escolas-ae-e-escolas-nao-agrupadas-ena/" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Gestão Financeira"
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A declaração de cabimento para encargos plurianuais deve incluir o IVA?
Quando o IVA é legalmente aplicável à despesa, a declaração de cabimento deve refletir o encargo total que a escola terá de suportar, incluindo o IVA. Não deve ser considerado apenas o preço líquido apresentado pelo fornecedor.
Se a operação estiver isenta, não sujeita ou beneficiar de outro regime fiscal, deve ser aplicado o tratamento que resulte da fatura, do procedimento e da legislação fiscal correspondente. Por isso, a escola deve confirmar a taxa e o regime de IVA antes de fechar o cabimento e a autorização da despesa.
Esta resposta deve ser entendida como regra de execução orçamental e orientação de gestão financeira: o montante cabimentado tem de cobrir a despesa efetivamente exigível. Em encargos plurianuais, devem ainda ser respeitados a autorização legal, a distribuição anual e a correta inscrição orçamental.
Base legal e fonte oficial
- AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas.
- Decreto-Lei n.º 13-A/2025, de 10 de março, designadamente as regras de execução orçamental e de encargos plurianuais; os atos de autorização devem indicar o IVA quando aplicável.
- A taxa e a eventual isenção de IVA dependem da operação concreta e não podem ser presumidas apenas pelo tipo de escola.
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knowledge_id: "KB0012438"
title: "Como é formalizado o pedido?"
repository: "AGSE"
category: "Carreira e Formação"
updated_at: "2026-09-28"
position: 642
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https://www.dgae.medu.pt/download/recrutamento-2/notas-informativas/202526-ni-recrutamento/ni-mpd-formalizacao-do-pedido-2025-2026.pdf" ;
source: "DGAE / AGSE"
subcategory: "Mobilidade por Doença"
---
Como é formalizado o pedido?
O pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) é formalizado através do formulário eletrónico disponibilizado pela DGAE no SIGRHE, dentro do prazo fixado para o respetivo ano escolar. O pedido não é apresentado apenas por requerimento informal à escola.
O candidato deve preencher a aplicação e anexar os documentos exigidos para a situação concreta. Na formalização da MPD por doença do próprio, a nota informativa da DGAE prevê, designadamente, relatório médico no modelo disponibilizado e os elementos necessários para comprovar a doença e a necessidade de deslocação. Outras situações, como incapacidade para o exercício de funções docentes e letivas, têm documentação própria.
Os prazos, campos e documentos podem ser alterados por despacho ou nota informativa anual. Assim, deve ser consultada a aplicação SIGRHE e a nota informativa da DGAE do ano a que o pedido respeita. O regime jurídico de base é o Decreto-Lei n.º 41/2022, na redação atual.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual.
- Nota Informativa DGAE n.º 15/2025 — Formalização do pedido de MPD para 2025/2026.
- O cumprimento do formulário e do prazo anual é condição procedimental; a submissão não garante, por si só, a concessão da mobilidade.
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id: "a21709e7c3710b1074bc59aeb0013153"
knowledge_id: "KB0012905"
title: "Quando devem ser requisitados os saldos de gerência do ano anterior provenientes de Fundos Europeus?"
repository: "AGSE"
category: "Administração e Gestão Escolar"
updated_at: "2026-09-28"
position: 643
source_url: "
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/13-a-2025-910323298" ;
source: "Diário da República / AGSE"
subcategory: "Gestão Financeira"
---
Quando devem ser requisitados os saldos de gerência do ano anterior provenientes de Fundos Europeus?
Os saldos de gerência provenientes de Fundos Europeus só devem ser aplicados em despesa depois de existir a autorização da tutela competente e de estarem cumpridas as restantes regras orçamentais. Para as escolas, isso significa que não devem requisitar esses saldos apenas porque estão apurados ou disponíveis na tesouraria.
O artigo 21.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 13-A/2025 estabelece que a aplicação em despesa dos saldos transitados depende de autorização do membro do Governo responsável pelas finanças. O n.º 2, alínea a), atribui ao membro do Governo da área setorial, com faculdade de delegação, a autorização dos saldos provenientes de fundos europeus e internacionais e da contrapartida pública nacional, desde que aplicados nas mesmas atividades ou projetos.
Consequentemente, a requisição deve ser feita apenas após o despacho autorizador aplicável e dentro dos prazos e instruções comunicados pela AGSE. A escola deve conservar o despacho, confirmar a mesma fonte e projeto e assegurar a correta inscrição orçamental.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 13-A/2025, de 10 de março, artigo 21.º, n.os 1 e 2, alínea a).
- AGSE — instruções de gestão financeira e requisição de fundos.
Que elementos podem integrar a equipa da biblioteca escolar?Diário da República / Rede de Bibliotecas Escolares · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada existe uma equipa que coadjuva o professor ou os professores bibliotecários. A composição concreta é definida pelo diretor, nos termos do regulamento interno e das necessidades da biblioteca.
Nos termos do artigo 4.º da Portaria n.º 192-A/2015, a equipa inclui docentes designados pelo diretor de entre os que tenham competências pedagógicas, de gestão de projetos, gestão da informação, ciências documentais ou tecnologias de informação e comunicação. Deve ser ponderada a complementaridade das áreas de formação.
Além dos docentes, podem colaborar assistentes técnicos ou assistentes operacionais e outros colaboradores da escola ou da comunidade, conforme a organização aprovada. A RBE caracteriza o assistente de biblioteca como elemento não docente que assegura, em permanência, a abertura e o funcionamento normal da biblioteca; a sua integração não transforma o trabalhador em professor bibliotecário.
Base legal e fonte oficial
- Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigo 4.º.
- Rede de Bibliotecas Escolares — Equipa RBE e Assistentes de biblioteca escolar.
A declaração de cabimento para encargos plurianuais deve incluir o IVA?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Quando o IVA é legalmente aplicável à despesa, a declaração de cabimento deve refletir o encargo total que a escola terá de suportar, incluindo o IVA. Não deve ser considerado apenas o preço líquido apresentado pelo fornecedor.
Se a operação estiver isenta, não sujeita ou beneficiar de outro regime fiscal, deve ser aplicado o tratamento que resulte da fatura, do procedimento e da legislação fiscal correspondente. Por isso, a escola deve confirmar a taxa e o regime de IVA antes de fechar o cabimento e a autorização da despesa.
Esta resposta deve ser entendida como regra de execução orçamental e orientação de gestão financeira: o montante cabimentado tem de cobrir a despesa efetivamente exigível. Em encargos plurianuais, devem ainda ser respeitados a autorização legal, a distribuição anual e a correta inscrição orçamental.
Base legal e fonte oficial
- AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas.
- Decreto-Lei n.º 13-A/2025, de 10 de março, designadamente as regras de execução orçamental e de encargos plurianuais; os atos de autorização devem indicar o IVA quando aplicável.
- A taxa e a eventual isenção de IVA dependem da operação concreta e não podem ser presumidas apenas pelo tipo de escola.
Como é formalizado o pedido?DGAE / AGSE · Carreira e Formação
O pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) é formalizado através do formulário eletrónico disponibilizado pela DGAE no SIGRHE, dentro do prazo fixado para o respetivo ano escolar. O pedido não é apresentado apenas por requerimento informal à escola.
O candidato deve preencher a aplicação e anexar os documentos exigidos para a situação concreta. Na formalização da MPD por doença do próprio, a nota informativa da DGAE prevê, designadamente, relatório médico no modelo disponibilizado e os elementos necessários para comprovar a doença e a necessidade de deslocação. Outras situações, como incapacidade para o exercício de funções docentes e letivas, têm documentação própria.
Os prazos, campos e documentos podem ser alterados por despacho ou nota informativa anual. Assim, deve ser consultada a aplicação SIGRHE e a nota informativa da DGAE do ano a que o pedido respeita. O regime jurídico de base é o Decreto-Lei n.º 41/2022, na redação atual.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual.
- Nota Informativa DGAE n.º 15/2025 — Formalização do pedido de MPD para 2025/2026.
- O cumprimento do formulário e do prazo anual é condição procedimental; a submissão não garante, por si só, a concessão da mobilidade.
Quando devem ser requisitados os saldos de gerência do ano anterior provenientes de Fundos Europeus?Diário da República / AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os saldos de gerência provenientes de Fundos Europeus só devem ser aplicados em despesa depois de existir a autorização da tutela competente e de estarem cumpridas as restantes regras orçamentais. Para as escolas, isso significa que não devem requisitar esses saldos apenas porque estão apurados ou disponíveis na tesouraria.
O artigo 21.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 13-A/2025 estabelece que a aplicação em despesa dos saldos transitados depende de autorização do membro do Governo responsável pelas finanças. O n.º 2, alínea a), atribui ao membro do Governo da área setorial, com faculdade de delegação, a autorização dos saldos provenientes de fundos europeus e internacionais e da contrapartida pública nacional, desde que aplicados nas mesmas atividades ou projetos.
Consequentemente, a requisição deve ser feita apenas após o despacho autorizador aplicável e dentro dos prazos e instruções comunicados pela AGSE. A escola deve conservar o despacho, confirmar a mesma fonte e projeto e assegurar a correta inscrição orçamental.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 13-A/2025, de 10 de março, artigo 21.º, n.os 1 e 2, alínea a).
- AGSE — instruções de gestão financeira e requisição de fundos.
Como deve ser elaborada a Requisição de Fundos de Funcionamento?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A Requisição de Fundos de Funcionamento deve ser elaborada de forma individualizada por Fonte de Financiamento e por Medida. A escola não deve juntar numa única requisição despesas que tenham fontes ou medidas diferentes.
Devem ser respeitadas as classificações económicas, a disponibilidade orçamental e os prazos comunicados pela AGSE no início de cada ano civil. Se, depois de apresentada a requisição, for necessário alterar uma classificação económica, a escola deve pedir à AGSE, por correio eletrónico ao conferente competente, o estorno do montante indevidamente requisitado e só depois regularizar a situação nos softwares locais, após autorização.
Os prazos concretos não são fixados nesta ficha de forma permanente: devem ser confirmados nas instruções da AGSE aplicáveis ao ano e ao tipo de requisição.
Fonte oficial e enquadramento
- AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas, FAQ sobre Requisições de Fundos de Funcionamento.
- A elaboração deve ainda respeitar a legislação orçamental anual, as classificações aplicáveis e as instruções da AGSE; a FAQ não substitui essas regras.
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knowledge_id: "KB0011308"
title: "Que apoios financeiros existem para bibliotecas escolares?"
repository: "EduQA"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-09-28"
position: 645
source_url: "
https://www.rbe.mec.pt/np4/338/legislacao" ;
source: "Rede de Bibliotecas Escolares"
subcategory: "Bibliotecas Escolares"
---
Que apoios financeiros existem para bibliotecas escolares?
Podem existir apoios para a instalação, requalificação e desenvolvimento de bibliotecas escolares, incluindo espaço, mobiliário, equipamento e fundo documental, bem como apoios associados a projetos de leitura e literacias. Porém, não existe um direito automático a uma verba anual igual para todas as escolas.
O apoio depende do programa, do aviso ou protocolo aplicável, da integração da biblioteca na Rede de Bibliotecas Escolares, da intervenção prevista e das responsabilidades atribuídas à administração educativa, à escola e, em determinados casos, à autarquia. A escola deve verificar o aviso concreto antes de assumir uma receita ou uma despesa.
O regime das bibliotecas escolares atribui ao professor bibliotecário e à equipa funções de gestão e desenvolvimento da biblioteca, mas não substitui as regras de autorização da despesa, contratação pública e execução orçamental. Assim, a existência de um projeto da RBE não significa, por si só, que toda a despesa esteja financiada.
Base legal e fonte oficial
- Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, sobre professor bibliotecário e equipa da biblioteca escolar.
- Rede de Bibliotecas Escolares — legislação, recursos humanos e orientações do Programa RBE.
- Despacho n.º 14853/2006, de 12 de julho, como referência institucional sobre instalação, apetrechamento e financiamento de bibliotecas escolares, sem dispensar o aviso ou protocolo aplicável ao caso atual.
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id: "a3be2b9bc379871074bc59aeb0013188"
knowledge_id: "KB0012169"
title: "Quem é responsável pelos custos futuros decorrentes da utilização das soluções cloud?"
repository: "AGSE"
category: "Sistemas Digitais e Plataformas"
updated_at: "2026-09-28"
position: 646
source_url: "
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/102-2026-1126675659" ;
source: "AGSE / Diário da República"
subcategory: "Computação em Nuvem"
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Quem é responsável pelos custos futuros decorrentes da utilização das soluções cloud?
Em regra, os custos futuros devem ser suportados pela entidade que decidiu contratar ou manter a solução, nos termos do contrato, da autorização da despesa e do financiamento aplicável. Numa solução adotada pelo agrupamento ou pela escola, a direção não deve presumir que o Ministério ou um programa de financiamento suportará automaticamente as mensalidades, renovações, armazenamento, suporte ou migração futura.
Antes de adotar a solução, a escola deve identificar o custo total previsível, a duração, as renovações, a dependência do fornecedor, a reversibilidade e a responsabilidade por dados, segurança, disponibilidade e recuperação. A contratação deve respeitar a competência para autorizar despesa, o Código dos Contratos Públicos quando aplicável e a proteção de dados.
Esta ficha não estabelece uma imputação universal: se existir financiamento ou contrato centralizado, prevalecem o aviso, o protocolo e o contrato concretos. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 reforça a necessidade de qualificar os processos e definir requisitos de soberania, segurança e resiliência para serviços cloud da Administração Pública.
Base legal e fonte oficial
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio, sobre o Plano Nacional de Nuvem Soberana.
- Regulamento n.º 452/2025, de 3 de abril, quando aplicável ao serviço e entidade, sobre requisitos de segurança e responsabilidade em computação em nuvem.
- Contrato, autorização da despesa, financiamento e regras de proteção de dados aplicáveis à solução concreta.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\a670c963c3310b1074bc59aeb00131d7.md
---
id: "a670c963c3310b1074bc59aeb00131d7"
knowledge_id: "KB0012762"
title: "Como é realizada a avaliação das crianças?"
repository: "EduQA"
category: "Inclusão"
updated_at: "2026-09-28"
position: 647
source_url: "
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/281-2009-491397" ;
source: "Diário da República — SNIPI"
subcategory: "Intervenção Precoce"
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Como é realizada a avaliação das crianças?
No âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), a avaliação é multidisciplinar, contínua e contextualizada. Procura compreender o desenvolvimento e o funcionamento da criança nos seus ambientes de vida e avaliar se as medidas previstas no plano individual são adequadas, não sendo uma prova escolar isolada.
O Decreto-Lei n.º 281/2009 organiza o acompanhamento e a avaliação em três níveis: local, através das equipas multidisciplinares com base em parcerias; regional, através da coordenação regional; e nacional, através da articulação do sistema. A família participa no processo e a avaliação deve considerar as necessidades da criança e do contexto familiar e educativo.
Quando a criança frequenta a educação pré-escolar, a articulação entre o Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP), a escola e as medidas educativas deve seguir o regime aplicável e as responsabilidades dos serviços envolvidos. A resposta concreta não deve ser decidida apenas pela classificação de uma avaliação.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, que cria o SNIPI e prevê os níveis de acompanhamento e avaliação do desenvolvimento da criança e da adequação do plano individual.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\a673bdaec375879074bc59aeb0013159.md
---
id: "a673bdaec375879074bc59aeb0013159"
knowledge_id: "KB0011896"
title: "O que acontece ao vínculo de um docente quando atinge os 70 anos?"
repository: "AGSE"
category: "Carreira e Formação"
updated_at: "2026-09-28"
position: 648
source_url: "
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2014-57466875-117752696" ;
source: "Diário da República — LTFP"
subcategory: "Docentes após os 70 anos"
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O que acontece ao vínculo de um docente quando atinge os 70 anos?
Como regra, o vínculo de emprego público caduca quando o trabalhador completa 70 anos, nos termos da alínea c) do artigo 291.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP). Não existe uma continuação automática do vínculo apenas por o docente continuar apto ou por a escola ainda precisar dele.
Existe um regime excecional. Em caso de interesse público excecional devidamente fundamentado, o trabalhador pode requerer, por escrito, a manutenção em funções pelo menos seis meses antes de completar 70 anos, ao abrigo do artigo 294.º-A da LTFP e sem prejuízo dos requisitos do Estatuto da Aposentação. Se for autorizado, passa a exercer através de novo vínculo adequado, normalmente a termo resolutivo ou nomeação transitória.
Esse vínculo vigora por seis meses e pode renovar-se por períodos iguais e sucessivos até ao limite máximo de cinco anos, sem prejuízo das restantes condições legais. A autorização não é um direito automático do docente nem uma simples decisão informal da escola.
Base legal
- Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP, artigos 291.º, alínea c), e 294.º-A.
- O requerimento deve ser apresentado pelo menos seis meses antes dos 70 anos; a autorização e o novo vínculo obedecem às condições legais e devem ser formalizados pela entidade competente.
Que apoios financeiros existem para bibliotecas escolares?Rede de Bibliotecas Escolares · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem existir apoios para a instalação, requalificação e desenvolvimento de bibliotecas escolares, incluindo espaço, mobiliário, equipamento e fundo documental, bem como apoios associados a projetos de leitura e literacias. Porém, não existe um direito automático a uma verba anual igual para todas as escolas.
O apoio depende do programa, do aviso ou protocolo aplicável, da integração da biblioteca na Rede de Bibliotecas Escolares, da intervenção prevista e das responsabilidades atribuídas à administração educativa, à escola e, em determinados casos, à autarquia. A escola deve verificar o aviso concreto antes de assumir uma receita ou uma despesa.
O regime das bibliotecas escolares atribui ao professor bibliotecário e à equipa funções de gestão e desenvolvimento da biblioteca, mas não substitui as regras de autorização da despesa, contratação pública e execução orçamental. Assim, a existência de um projeto da RBE não significa, por si só, que toda a despesa esteja financiada.
Base legal e fonte oficial
- Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, sobre professor bibliotecário e equipa da biblioteca escolar.
- Rede de Bibliotecas Escolares — legislação, recursos humanos e orientações do Programa RBE.
- Despacho n.º 14853/2006, de 12 de julho, como referência institucional sobre instalação, apetrechamento e financiamento de bibliotecas escolares, sem dispensar o aviso ou protocolo aplicável ao caso atual.
Quem é responsável pelos custos futuros decorrentes da utilização das soluções cloud?AGSE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Em regra, os custos futuros devem ser suportados pela entidade que decidiu contratar ou manter a solução, nos termos do contrato, da autorização da despesa e do financiamento aplicável. Numa solução adotada pelo agrupamento ou pela escola, a direção não deve presumir que o Ministério ou um programa de financiamento suportará automaticamente as mensalidades, renovações, armazenamento, suporte ou migração futura.
Antes de adotar a solução, a escola deve identificar o custo total previsível, a duração, as renovações, a dependência do fornecedor, a reversibilidade e a responsabilidade por dados, segurança, disponibilidade e recuperação. A contratação deve respeitar a competência para autorizar despesa, o Código dos Contratos Públicos quando aplicável e a proteção de dados.
Esta ficha não estabelece uma imputação universal: se existir financiamento ou contrato centralizado, prevalecem o aviso, o protocolo e o contrato concretos. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 reforça a necessidade de qualificar os processos e definir requisitos de soberania, segurança e resiliência para serviços cloud da Administração Pública.
Base legal e fonte oficial
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio, sobre o Plano Nacional de Nuvem Soberana.
- Regulamento n.º 452/2025, de 3 de abril, quando aplicável ao serviço e entidade, sobre requisitos de segurança e responsabilidade em computação em nuvem.
- Contrato, autorização da despesa, financiamento e regras de proteção de dados aplicáveis à solução concreta.
Como é realizada a avaliação das crianças?Diário da República — SNIPI · Inclusão
No âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), a avaliação é multidisciplinar, contínua e contextualizada. Procura compreender o desenvolvimento e o funcionamento da criança nos seus ambientes de vida e avaliar se as medidas previstas no plano individual são adequadas, não sendo uma prova escolar isolada.
O Decreto-Lei n.º 281/2009 organiza o acompanhamento e a avaliação em três níveis: local, através das equipas multidisciplinares com base em parcerias; regional, através da coordenação regional; e nacional, através da articulação do sistema. A família participa no processo e a avaliação deve considerar as necessidades da criança e do contexto familiar e educativo.
Quando a criança frequenta a educação pré-escolar, a articulação entre o Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP), a escola e as medidas educativas deve seguir o regime aplicável e as responsabilidades dos serviços envolvidos. A resposta concreta não deve ser decidida apenas pela classificação de uma avaliação.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, que cria o SNIPI e prevê os níveis de acompanhamento e avaliação do desenvolvimento da criança e da adequação do plano individual.
O que acontece ao vínculo de um docente quando atinge os 70 anos?Diário da República — LTFP · Carreira e Formação
Como regra, o vínculo de emprego público caduca quando o trabalhador completa 70 anos, nos termos da alínea c) do artigo 291.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP). Não existe uma continuação automática do vínculo apenas por o docente continuar apto ou por a escola ainda precisar dele.
Existe um regime excecional. Em caso de interesse público excecional devidamente fundamentado, o trabalhador pode requerer, por escrito, a manutenção em funções pelo menos seis meses antes de completar 70 anos, ao abrigo do artigo 294.º-A da LTFP e sem prejuízo dos requisitos do Estatuto da Aposentação. Se for autorizado, passa a exercer através de novo vínculo adequado, normalmente a termo resolutivo ou nomeação transitória.
Esse vínculo vigora por seis meses e pode renovar-se por períodos iguais e sucessivos até ao limite máximo de cinco anos, sem prejuízo das restantes condições legais. A autorização não é um direito automático do docente nem uma simples decisão informal da escola.
Base legal
- Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — LTFP, artigos 291.º, alínea c), e 294.º-A.
- O requerimento deve ser apresentado pelo menos seis meses antes dos 70 anos; a autorização e o novo vínculo obedecem às condições legais e devem ser formalizados pela entidade competente.
Todos os/as docentes têm acesso à funcionalidade de renovação da MPD?AGSE · Carreira e Formação
Não. A funcionalidade eletrónica de renovação é disponibilizada apenas aos docentes que preencham as condições definidas para o respetivo ano escolar e procedimento. Na informação oficial relativa à renovação da MPD 2025/2026, a funcionalidade “Renovação – Situação MPD 2025/2026” estava disponível para docentes colocados em MPD nesse ano e com o respetivo AMIM submetido.
Assim, não basta ser docente, ter tido uma doença ou ter apresentado um pedido de MPD noutro ano. É necessário verificar se a pessoa tem a situação de MPD abrangida pela aplicação, se o AMIM/documento exigido está submetido e se cumpre o aviso e o prazo anual.
A AGSE também esclareceu que a alteração de vínculo decorrente do Concurso Nacional 2026/2027 não impede, por si só, a renovação da MPD. Esta indicação é específica do procedimento divulgado e não deve ser transformada numa regra geral para todos os anos.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual, e diplomas que regulam o procedimento anual de MPD.
- AGSE/DGAE — Mobilidade de docentes por motivo de doença, condições da funcionalidade de renovação e instruções do ano escolar.
Uma solução híbrida pode ser considerada válida?AGSE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim, uma solução híbrida pode ser considerada válida, mas não é válida automaticamente só por combinar serviços locais e cloud. A escola ou entidade responsável deve demonstrar que a solução cumpre os requisitos técnicos, funcionais, de segurança, proteção de dados, disponibilidade e continuidade aplicáveis ao serviço.
Na avaliação devem ser definidos o regime de responsabilidades, os níveis de serviço (SLA), a disponibilidade, a segurança dos dados, a reposição do sistema, a localização e o acesso aos dados, a possibilidade de auditoria e a reversibilidade. Também deve ser feita a qualificação dos dados e do processo, sobretudo quando estejam envolvidos dados pessoais de alunos ou trabalhadores.
Uma solução híbrida que não permita controlar acessos, proteger dados, recuperar o serviço ou terminar a relação com o fornecedor não deve ser aprovada apenas com base na designação “híbrida”. A decisão deve ficar documentada no procedimento e no contrato.
Base legal e fonte oficial
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio, sobre soberania, segurança e resiliência dos serviços cloud da Administração Pública.
- Regulamento n.º 452/2025, de 3 de abril, designadamente as regras sobre responsabilidade, SLA, segurança, RGPD e auditoria, quando aplicável.
Em que condições os alunos aprovam numa disciplina?Diário da República · Currículo e Qualificações
A resposta depende do nível de ensino e da oferta frequentada. Nos cursos científico-humanísticos do ensino secundário abrangidos pela Portaria n.º 226-A/2018, a aprovação numa disciplina depende, em regra, de uma Classificação Final de Disciplina (CFD) igual ou superior a 10 valores. Nas disciplinas plurianuais, a classificação anual de frequência do ano terminal não pode ser inferior a 8 valores.
Estas regras não significam que um aluno passe automaticamente de ano com 10 em todas as disciplinas. A mesma portaria estabelece regras próprias de transição, incluindo a possibilidade de transição com classificação inferior a 10 em uma ou duas disciplinas dentro das condições previstas no artigo 30.º, bem como regras específicas para disciplinas trienais, Educação Moral e Religiosa, exames e provas.
Nos restantes níveis e ofertas formativas aplicam-se os diplomas específicos da avaliação e do currículo. Por isso, para responder a um caso concreto é necessário saber o ciclo, o curso, o ano e se a disciplina está sujeita a exame final nacional.
Base legal
- Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigos 30.º e seguintes, para os cursos científico-humanísticos regulados por essa portaria.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, sobre currículo e princípios orientadores da avaliação.
O referencial de competências do novo CNQ é o mesmo para formação e para processos de RVCC?ANQEP · Currículo e Qualificações
Para a mesma qualificação, o referencial de competências integrado no Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ) é o referencial comum que enquadra a qualificação, quer ela seja obtida através de uma modalidade de educação e formação, quer através de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC), quando o processo mobiliza essa qualificação.
Isto não significa que todos os processos usem exatamente os mesmos instrumentos pedagógicos. A formação organiza-se também por referenciais de formação e unidades de formação; o RVCC baseia-se na demonstração, validação e certificação de competências adquiridas por vias formais, não formais e informais. No RVCC escolar aplicam-se os referenciais escolares adequados e no RVCC profissional os referenciais profissionais da qualificação.
Assim, o referencial da qualificação é comum, mas o percurso, a avaliação e a forma de certificação diferem. Deve ser consultada a ficha da qualificação no CNQ e a Portaria n.º 61/2022 quando se trate de RVCC.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, que estabelece o Sistema Nacional de Qualificações e o CNQ, na redação atual.
- Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro, sobre reconhecimento, validação e certificação de competências no Programa Qualifica.
- ANQEP — Instrumentos do Sistema Nacional de Qualificações e referenciais do CNQ.
Qual a finalidade do apoio às viagens previsto nos diplomas?Diário da República / AGSE · Carreira e Formação
O apoio às viagens destina-se a suportar as deslocações do docente colocado numa escola portuguesa no estrangeiro e, nas condições previstas, dos membros do seu agregado familiar, no contexto do início, da cessação e da continuidade do exercício de funções no estrangeiro.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 prevê, entre outros, apoio à viagem de ida para o país de exercício e de regresso a Portugal no início e na cessação de funções, bem como uma viagem anual de ida e regresso por cada ano civil que não coincida com o início ou a cessação. Para docentes que se desloquem de Portugal, o apoio anual previsto pode ter o limite indicado no diploma.
Não se trata de um direito ilimitado ao reembolso de qualquer viagem. Devem ser respeitados os beneficiários, os limites, as datas, a prova da deslocação e os procedimentos administrativos previstos no diploma e nas instruções aplicáveis. O incumprimento das condições de permanência pode ter as consequências previstas na lei.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio, designadamente o artigo 16.º-A, n.º 4, alíneas c) e d), e n.º 15.
- Devem ser confirmadas as instruções da entidade responsável pelo procedimento e a versão legal aplicável ao ano do pagamento.
Caso os dados inseridos na candidatura sejam incorretos e não sejam comprovados, quais são as implicações?DGAE · Carreira e Formação
Na Contratação de Escola, os candidatos colocados devem apresentar, no prazo e local definidos, a documentação que comprove os dados inseridos na candidatura. Segundo a FAQ de recrutamento da DGAE, a não comprovação dos dados determina que a colocação não produza efeitos.
Na situação especificamente descrita pela DGAE, o candidato não fica sujeito a penalização por essa não comprovação e mantém a possibilidade de concorrer e ser selecionado noutras ofertas de Contratação de Escola. Isto não deve ser confundido com a apresentação dolosa de declarações falsas ou com outras infrações, que podem ter consequências próprias.
Se o erro for num dado pessoal da aplicação, o candidato deve pedir a correção pelo canal indicado no SIGRHE, em vez de apresentar documentação incompatível com a candidatura. A escola deve registar a comprovação ou não comprovação e aplicar o procedimento legal e administrativo correspondente.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual, sobre recrutamento e contratação de docentes.
- DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento: apresentação, comprovação dos dados e efeitos da não comprovação.
Quando é que as escolas são avaliadas?Diário da República / IGEC · Administração e Gestão Escolar
Todas as escolas e agrupamentos devem desenvolver autoavaliação de forma permanente, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 31/2002. A avaliação externa é uma modalidade distinta e não significa que todas as escolas sejam visitadas todos os anos.
As visitas de avaliação externa são organizadas pela IGEC segundo o ciclo de avaliação externa, o modelo em vigor, a programação anual e os critérios de seleção definidos para o período. A existência de um ciclo não permite indicar, sem consultar o planeamento da IGEC, uma data fixa ou um intervalo universal para cada escola.
Quando uma escola é incluída no programa, a IGEC comunica os procedimentos e a calendarização da intervenção. A escola deve manter os documentos e evidências da autoavaliação, do projeto educativo, dos resultados e das práticas de gestão disponíveis para o processo.
Base legal e fonte oficial
- Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, artigos 5.º a 9.º, sobre autoavaliação e avaliação externa.
- IGEC — Programa/ciclo de Avaliação Externa das Escolas e informação oficial sobre as intervenções em curso.
- A pergunta, sem indicar o ano e a escola, não permite determinar a data concreta de uma avaliação externa.
As verbas atribuídas podem ser utilizadas para qualquer tipo de despesa relacionada com a migração para a cloud?AGSE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Uma verba atribuída para migração ou adoção de soluções cloud só pode ser utilizada nas despesas elegíveis previstas no respetivo diploma, aviso, contrato de financiamento ou instrução da entidade financiadora. O facto de uma despesa ter alguma relação com a cloud não a torna automaticamente elegível.
Antes de autorizar a despesa, a escola deve confirmar a finalidade da verba, a entidade beneficiária, o período de elegibilidade, a fonte de financiamento, a classificação económica, os limites e os documentos comprovativos exigidos. Despesas de subscrição futura, suporte, equipamentos, formação, consultoria ou desenvolvimento só podem ser incluídas se o enquadramento concreto as permitir.
Também devem ser respeitados o Código dos Contratos Públicos, a autorização da despesa, as regras orçamentais, a proteção de dados e os requisitos de segurança. Na ausência de um aviso ou instrução que identifique a despesa como elegível, a escola não deve assumir que pode pagá-la com essa verba.
Base legal e fonte oficial
- AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas e instruções da medida aplicável.
- Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio, sobre requisitos de segurança, soberania e resiliência cloud.
- O regime financeiro concreto depende do diploma, aviso ou contrato que atribuiu a verba; não existe uma autorização geral para qualquer despesa cloud.
Como se efetua a transição entre regimes de ensino (1)?Diário da República · Currículo e Qualificações
A transição, durante o ano letivo, para o ensino individual ou para o ensino doméstico segue o artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 70/2021. O encarregado de educação apresenta o pedido de matrícula nos termos legais, dirigido ao diretor da escola da área de residência que disponha da oferta pretendida, com a identificação e os elementos exigidos pelo diploma.
No ensino doméstico, compete ao diretor decidir o pedido no prazo de 15 dias úteis a contar do registo de entrada. No ensino individual, o diretor emite parecer no prazo de 10 dias úteis, seguindo-se a decisão da entidade competente nos termos do regime aplicável.
A transição do ensino individual ou doméstico para o ensino básico geral ou para os cursos científico-humanísticos, num estabelecimento de ensino, obedece às regras gerais de matrícula dessas ofertas, conforme o artigo 20.º, n.º 2. A mudança exige, portanto, verificar vagas, oferta, ano de escolaridade, documentação e eventuais regras de avaliação e certificação; não é uma passagem automática.
Base legal
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 8.º a 11.º e 20.º.
- A escola deve observar os normativos de matrícula em vigor no ano letivo e o protocolo de colaboração aplicável ao ensino individual ou doméstico.
Como posso envolver os meus alunos ou a minha turma nas atividades do Desporto Escolar?Direção-Geral da Educação — Desporto Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O envolvimento pode começar pela divulgação das modalidades e atividades disponíveis, pelo incentivo à participação, pela articulação com os professores de Educação Física e pelo encaminhamento dos alunos para os grupos-equipa ou atividades adequados. A turma também pode participar em atividades internas, como torneios, encontros ou iniciativas de promoção da atividade física.
O docente deve articular a proposta com o coordenador do Desporto Escolar e com a direção, respeitando o plano de atividades, o regulamento da modalidade, os horários, a segurança, o acompanhamento e as autorizações necessárias. A participação numa atividade externa ou num grupo-equipa não deve ser imposta sem observar as regras aplicáveis e a informação aos encarregados de educação.
O programa DE Comunidade alarga as atividades à comunidade educativa, incluindo alunos, encarregados de educação, famílias e pessoal docente e não docente. A participação concreta depende da oferta da escola, dos recursos disponíveis e das normas do Desporto Escolar em vigor no ano letivo.
Fonte oficial e enquadramento
- Direção-Geral da Educação — DE Comunidade e Regulamento Geral do Funcionamento do Desporto Escolar.
- As regras de inscrição, acompanhamento, transporte, segurança e autorização devem ser confirmadas no regulamento e nas instruções da atividade concreta.
Quais os requisitos para suspender preventivamente um trabalhador a quem foi instaurado processo disciplinar?Diário da República · Carreira e Formação
A suspensão preventiva não é automática pelo simples facto de ter sido instaurado um processo disciplinar. Nos termos do artigo 211.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), pode ser determinada por despacho fundamentado da entidade competente, por proposta da entidade que instaurou o processo ou do instrutor, até à decisão do processo e pelo prazo máximo de 90 dias.
Para a suspensão ser admissível, têm de estar reunidos cumulativamente estes pressupostos:
- o trabalhador estar indiciado por uma infração a que corresponda, pelo menos, a sanção disciplinar de suspensão;
- a presença do trabalhador se revelar inconveniente para o serviço ou para o apuramento da verdade.
O trabalhador mantém o direito à remuneração base durante a suspensão preventiva. A notificação deve indicar, ainda que genericamente, a infração ou infrações que lhe são imputadas. A decisão deve ser concretamente fundamentada e respeitar o limite temporal legal.
**Base legal:** artigo 211.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Diário da República — LTFP consolidada .
Como pode a formação contínua apoiar o trabalho colaborativo?Diário da República · Carreira e Formação
A formação contínua pode apoiar o trabalho colaborativo quando é planeada a partir das necessidades da escola e ligada às práticas pedagógicas. Pode incluir formação em contexto, observação e reflexão entre pares, investigação-ação, planificação conjunta, partilha de recursos e acompanhamento da aplicação do que foi aprendido.
O regime jurídico da formação contínua valoriza a melhoria da qualidade do ensino, o desenvolvimento profissional e a cooperação entre docentes. O Decreto-Lei n.º 22/2014, nos artigos 3.º e 4.º, enquadra os princípios e objetivos da formação; o artigo 17.º reconhece direitos dos formandos e o artigo 18.º estabelece deveres, incluindo a participação responsável e a partilha de conhecimentos quando aplicável.
O Decreto-Lei n.º 55/2018, no artigo 21.º, prevê formas de trabalho colaborativo, como coadjuvação, coensino, permuta temporária de docente, constituição de equipas e tutoria. Assim, a formação pode servir para preparar e acompanhar estas práticas, mas a lei não impõe um único modelo de formação nem transforma qualquer workshop ou ação interna em obrigação automática. A ação concreta deve respeitar o plano de formação, o projeto educativo e as regras de acreditação aplicáveis.
**Base legal:** artigos 3.º, 4.º, 17.º e 18.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro; artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, nas redações atuais.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 22/2014 consolidado e
Decreto-Lei n.º 55/2018 consolidado .
O(A) docente colocado(a) numa EPERP pode ser opositor(a) ao concurso interno?DGAE · Carreira e Formação
A resposta não pode ser dada apenas com base no facto de o docente estar colocado numa EPERP. A colocação, por si só, não transforma automaticamente um docente contratado ou temporário em candidato ao concurso interno.
Pode ser opositor quem reúna os requisitos do regime do concurso interno e do aviso anual aplicável, designadamente quando tenha a qualidade e o vínculo exigidos, qualificação profissional para o grupo de recrutamento e os demais requisitos previstos no Estatuto da Carreira Docente e no regime específico das escolas portuguesas no estrangeiro. Os avisos podem definir se o concurso permite transferência de quadro, mudança de grupo ou outra modalidade.
Por isso, deve ser verificado o aviso da edição concreta e a situação jurídica do docente: ser docente de carreira ou ter outro vínculo não produz o mesmo efeito. A mera colocação numa EPERP não basta para concluir que pode concorrer.
**Base legal e administrativa:** Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, na redação atual; Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação aplicável; aviso anual do concurso interno da EPERP e informação da DGAE. A resposta definitiva depende do aviso do ano a que a candidatura respeita.
**Fonte oficial:**
DGAE — Concursos EPERP .
O que significa n = 25 horas semanais no 1.º ciclo e n = 22 horas nos restantes níveis de ensino?AGSE · Carreira e Formação
O valor n é o número de horas semanais da componente letiva usado no cálculo administrativo da remuneração do serviço docente extraordinário. A orientação operacional divulgada pela AGSE/IGeFE para 2026/2027 apresenta a fórmula:
**(remuneração base mensal × 12) ÷ (52 × n)**
Nessa orientação, n é 25 para a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico e 22 para os restantes níveis de ensino. Não significa que o docente tenha um horário semanal total de 25 ou 22 horas: o período normal de trabalho é de 35 horas semanais, nos termos do artigo 76.º do Estatuto da Carreira Docente, e os valores referem-se à componente letiva relevante para este cálculo.
O acréscimo remuneratório do serviço docente extraordinário é, em regra, de 25% na primeira hora semanal diurna e de 50% nas horas diurnas seguintes, nos termos do artigo 62.º do ECD. A atribuição, autorização, limites e registo do serviço extraordinário continuam sujeitos aos artigos 61.º, 62.º, 77.º e 83.º do ECD e às orientações administrativas em vigor. Para 2026/2027, a AGSE indica também o registo e a aprovação através do software de horários e do SIGeFE.
A aplicação a um caso concreto deve considerar o nível de ensino, a componente letiva efetiva, reduções legalmente aplicáveis e a instrução administrativa em vigor. O valor n não é uma dispensa de trabalho nem uma alteração automática do horário semanal.
**Base legal:** artigos 61.º, 62.º, 76.º, 77.º e 83.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na redação atual.
**Fonte administrativa oficial:**
AGSE — Organização do ano letivo 2026/2027 .
Em que é que os avaliadores se baseiam para avaliar as escolas?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Na avaliação externa das escolas, os avaliadores aplicam o Quadro de Referência da Avaliação Externa da IGEC e analisam evidências recolhidas na escola, não apenas opiniões ou um indicador isolado.
O quadro organiza a análise em quatro domínios:
- autoavaliação;
- liderança e gestão;
- prestação do serviço educativo;
- resultados.
Cada domínio é concretizado através de campos de análise, referentes e indicadores. A equipa considera, entre outros elementos, documentos da escola, informação estatística, práticas observadas, entrevistas e evidências do trabalho desenvolvido. Os critérios comuns permitem coerência entre avaliações, mas a apreciação é contextualizada à realidade e ao projeto da escola.
O relatório deve fundamentar os juízos avaliativos, identificar pontos fortes e assinalar áreas de melhoria. A composição e os procedimentos concretos dependem do ciclo e do instrumento de avaliação em vigor.
**Fonte oficial:**
IGEC — Relatório de Avaliação Externa das Escolas e Quadro de Referência .
Que critérios devem prevalecer na constituição dos grupos na educação pré-escolar?Diário da República · Currículo e Qualificações
Na constituição dos grupos devem prevalecer critérios pedagógicos, definidos de acordo com o projeto educativo e o regulamento interno, e não apenas a conveniência administrativa. Devem ser ponderadas a idade das crianças, a heterogeneidade do grupo, as necessidades de aprendizagem, a continuidade pedagógica e as condições concretas do jardim de infância.
As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar valorizam a interação entre crianças com experiências e idades diversas como oportunidade de aprendizagem. Por isso, a constituição de grupos etariamente heterogéneos pode ser uma opção pedagógica adequada quando fundamentada e compatível com a organização do estabelecimento.
O Despacho Normativo n.º 10-A/2018 estabelece, como regra geral, grupos de educação pré-escolar com 20 a 25 crianças e prevê regras próprias para situações de redução de grupo e para crianças com medidas previstas no regime de educação inclusiva. Esses limites e exceções devem ser verificados na redação atual e nas orientações anuais aplicáveis. A decisão deve ser tomada pelo órgão competente, respeitando os critérios pedagógicos e os limites legais.
**Base legal:** artigo 3.º do Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho; Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho, que homologa as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar; legislação e orientações aplicáveis à organização dos jardins de infância.
**Fonte oficial:**
Despacho Normativo n.º 10-A/2018 e
Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
Quais os objetivos dos Clubes Europeus?DGE · Projetos e Atividades
Os Clubes Europeus são estruturas educativas destinadas a promover o conhecimento e a participação dos alunos no projeto europeu. De acordo com as linhas orientadoras da Direção-Geral da Educação, devem contribuir para:
- conhecer a Europa, as instituições europeias e os Estados-Membros;
- valorizar o património cultural e natural europeu e a diversidade cultural;
- compreender problemas atuais e os desafios da construção europeia;
- desenvolver cidadania ativa, participação, pluralismo, tolerância, cooperação e responsabilidade;
- promover os direitos humanos, a paz, a proteção do ambiente e a preservação do património.
O clube deve funcionar através de um projeto aprovado pelos órgãos competentes da escola e articulado com o plano anual de atividades. A participação dos alunos é voluntária e as atividades devem respeitar o projeto educativo, a organização da escola e as linhas orientadoras oficiais.
**Fonte oficial:**
DGE — Linhas orientadoras para o funcionamento dos Clubes Europeus .
Os pais/EE podem assistir aos treinos e competições?Desporto Escolar/DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma regra geral que dê aos pais ou encarregados de educação um direito automático de assistir a todos os treinos e competições do Desporto Escolar. O acesso depende do tipo de atividade, do espaço, das regras da escola e da regulamentação específica da prova ou competição.
Nos treinos, a escola pode limitar a presença de acompanhantes por razões pedagógicas, de organização, segurança, proteção dos alunos ou capacidade do espaço. Nas competições, a presença do público pode ser admitida, mas deve respeitar o regulamento da competição, as instruções da organização e as regras de segurança e saúde aplicáveis.
A escola ou a organização deve divulgar aos participantes as regras concretas da atividade. Assim, para saber se um encarregado de educação pode assistir a determinado treino ou competição, é necessário consultar a direção, o responsável do grupo-equipa e o regulamento anual da prova. A participação no Desporto Escolar é gratuita e organizada sob responsabilidade da escola, mas isso não transforma a assistência dos pais num direito incondicionado.
**Base legal e administrativa:** Decreto-Lei n.º 95/1991, de 26 de fevereiro; regulamento anual de provas e competições do Desporto Escolar e orientações da Direção-Geral da Educação.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 95/1991 e
Desporto Escolar — regulamento de provas e competições .
Que provas finais são obrigatórias no 1.º ciclo para alunos em ensino doméstico?Diário da República · Currículo e Qualificações
No regime atualmente aplicável, o aluno em ensino doméstico que se apresente como autoproposto no ano terminal do 1.º ciclo realiza, na primeira fase, as provas de equivalência à frequência previstas para esse regime, designadas na regulamentação anual como provas de equivalência à frequência (PEF). A regra deve ser lida em conjunto com o artigo 27.º e a Tabela V do Despacho Normativo n.º 3/2026.
No 4.º ano, a Tabela V prevê, em regra, provas de:
- Português, escrita e oral;
- Matemática;
- Estudo do Meio;
- Inglês, escrita e oral;
- Educação Artística, de natureza prática;
- Educação Física, de natureza prática;
- Cidadania e Desenvolvimento, oral.
Quando o aluno esteja abrangido pelas regras de PLNM, a prova e o nível aplicáveis dependem da situação linguística e da regulamentação própria. Alunos com adaptações curriculares significativas podem ter um regime diferente, não devendo a lista ser aplicada automaticamente.
A designação, matriz, duração e classificação de cada prova são as que constam da regulamentação anual em vigor. Por isso, não é correto substituir esta lista por uma enumeração genérica de todas as disciplinas sem confirmar o despacho do respetivo ano.
**Base legal:** artigo 27.º e Tabela V do Despacho Normativo n.º 3/2026, de 10 de março; artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Despacho Normativo n.º 3/2026 e
Decreto-Lei n.º 70/2021 .
Como funciona o acompanhamento da RBE às escolas?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O acompanhamento da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) é realizado através da estrutura da RBE e dos coordenadores interconcelhios das bibliotecas escolares. Tem natureza técnica e pedagógica: apoia a instalação e o desenvolvimento das bibliotecas, divulga orientações e recursos, acompanha a execução das linhas da rede e promove a articulação e a melhoria das práticas.
O coordenador interconcelhio funciona como elo de ligação entre a RBE e as bibliotecas escolares da sua área, presta apoio e recolhe informação sobre o trabalho desenvolvido. O acompanhamento pode incluir reuniões, visitas, orientação, formação e monitorização, de acordo com as necessidades e os instrumentos da RBE.
Este acompanhamento não substitui a direção da escola, os órgãos de gestão ou a inspeção. A escola continua responsável pela organização da sua biblioteca e pela execução do seu projeto, em articulação com as orientações e compromissos da RBE.
**Fonte oficial:**
RBE — Coordenadores interconcelhios e
RBE — Equipa .
Quem pode concorrer na 2.ª prioridade do concurso externo?Diário da República · Carreira e Formação
Na 2.ª prioridade do concurso externo podem concorrer os candidatos que reúnam a qualificação profissional exigida para o grupo de recrutamento e os restantes requisitos legais e que tenham prestado, nos seis anos escolares anteriores, pelo menos 365 dias de serviço docente ou equiparado nas entidades e situações previstas no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Entre os serviços relevantes contam-se, nos termos legais, o serviço prestado na rede pública de educação, nas regiões autónomas, no ensino superior público, em estabelecimentos tutelados por outros ministérios ao abrigo de protocolo aplicável e no ensino português no estrangeiro ou no âmbito da cooperação portuguesa. É necessário que o tempo esteja devidamente comprovado e que o candidato cumpra também as condições da habilitação profissional, do grupo e do aviso do concurso.
A 2.ª prioridade não resulta apenas de ter trabalhado numa escola: depende do número de dias, do período de referência, da natureza do serviço e das entidades legalmente previstas. A verificação deve ser feita com o aviso e a aplicação do concurso do ano concreto.
**Base legal:** artigo 10.º, n.º 3, alínea b), e n.º 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
O tempo de serviço prestado em estabelecimentos do ensino português no estrangeiro releva para a 2.ª prioridade?Diário da República · Carreira e Formação
Sim, pode relevar. O artigo 10.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 inclui o serviço prestado no ensino português no estrangeiro e no âmbito da cooperação portuguesa entre as situações que podem ser consideradas para a 2.ª prioridade do concurso externo.
Não basta, porém, indicar que houve serviço no estrangeiro. O candidato tem de cumprir todos os restantes pressupostos da 2.ª prioridade, incluindo a qualificação profissional para o grupo, os 365 dias de serviço exigidos no período de referência dos seis anos e a comprovação documental do tempo e da entidade onde o serviço foi prestado. O aviso e a aplicação do concurso do ano respetivo podem exigir documentos ou procedimentos específicos.
**Base legal:** artigo 10.º, n.os 3 e 4, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Um/A candidato/a colocado/a em Contratação de Escola mantém-se na Reserva de Recrutamento?Diário da República · Carreira e Formação
Não. O candidato colocado em Contratação de Escola é retirado da Reserva de Recrutamento, nos termos do artigo 37.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. Não pode manter simultaneamente as duas colocações.
Quando a colocação ou o contrato termina, incluindo situações em que o contrato caduca nos termos legais, pode haver regresso à Reserva de Recrutamento se estiverem reunidas as condições aplicáveis e o candidato manifestar essa intenção através da SIGRHE, de acordo com o artigo 40.º, n.º 18, e com as instruções da aplicação. O regresso não é uma manutenção automática durante a vigência da Contratação de Escola.
**Base legal:** artigos 37.º, n.º 2, e 40.º, n.º 18, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Que aspetos devem ser assegurados na articulação com a autarquia e parceiros locais?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A articulação deve definir claramente objetivos, responsabilidades, recursos, calendário, comunicação, acompanhamento e avaliação. A escola deve preservar as suas competências pedagógicas e de gestão e formalizar, quando necessário, o papel de cada parceiro.
No regime dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração (TEIP4), o artigo 6.º do Despacho n.º 7798/2023 prevê a articulação com a autarquia e parceiros locais para mobilizar e otimizar recursos humanos, materiais e financeiros, cooperar com famílias, associações, empresas e entidades públicas ou privadas e desenvolver ações dentro e fora da escola. Devem também ser previstos acompanhamento, monitorização e avaliação das medidas.
Estas obrigações específicas do despacho aplicam-se às escolas abrangidas pelo TEIP4. Fora desse regime, a escola pode estabelecer parcerias no âmbito da sua autonomia e do projeto educativo, mas não se deve afirmar que todos os agrupamentos estão sujeitos às mesmas medidas TEIP.
**Base legal:** artigo 6.º do Despacho n.º 7798/2023, de 25 de julho; regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação, designadamente o Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual.
**Fonte oficial:**
Despacho n.º 7798/2023 e
Decreto-Lei n.º 75/2008 .
Caso a escola tenha uma candidatura a outros projetos cofinanciados pelo Programa Erasmus+, relativos a parcerias com organismos ou escolas estrangeiras, o que deve fazer?AGSE · Gestão Financeira
A escola deve identificar a conta bancária da entidade no contrato ou acordo de parceria, usando o IBAN indicado e validado nos procedimentos do projeto. Deve conferir que o contrato de subvenção ou o acordo de parceria corresponde à ação Erasmus+ concreta e que a titularidade da conta está corretamente identificada.
Depois de receber a verba, deve seguir o ciclo da receita aplicável à escola, incluindo o registo contabilístico e a emissão e pagamento do Documento Único de Cobrança (DUC), quando esse procedimento for exigido pela AGSE. O tratamento financeiro deve respeitar o contrato de subvenção, a classificação orçamental e as instruções da AGSE; não se deve aplicar automaticamente a uma ação com regras financeiras diferentes.
**Base legal e fonte oficial:** regulamento financeiro do Programa Erasmus+ aplicável e
AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos e escolas .
Acreditação de entidades para avaliação e certificação de manuais escolaresDiário da República · Currículo e Qualificações
A acreditação é o reconhecimento formal de que uma entidade reúne condições para participar na avaliação e certificação de manuais escolares. A base legal resulta da Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, e do Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro, na redação atual.
Nos termos do artigo 9.º, n.º 7, da Lei n.º 47/2006, a avaliação para certificação é realizada por entidades acreditadas nos termos definidos na lei. O Decreto-Lei n.º 5/2014 regula a acreditação e a renovação, bem como as condições de funcionamento das entidades e a publicitação das entidades acreditadas. A candidatura e os documentos exigidos dependem do aviso ou procedimento aberto pela entidade competente; não existe nesta ficha base legal para afirmar que todas as candidaturas usam uma plataforma chamada SIME, uma entidade chamada EduQA ou equipas com uma composição fixa.
A entidade interessada deve consultar o aviso em vigor, apresentar a documentação e os elementos científicos e pedagógicos exigidos e aguardar a decisão da entidade competente. A lista de entidades acreditadas é publicitada nos canais oficiais. A duração da acreditação e as regras de renovação são as que resultarem do ato e do regime aplicáveis, não devendo ser indicada uma validade única sem confirmar o procedimento concreto.
**Base legal:** artigo 9.º, n.º 7, da Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto; artigos 6.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro; atos e avisos de acreditação aplicáveis, incluindo o Despacho n.º 5361/2020 quando relevante.
**Fonte oficial:**
Lei n.º 47/2006 ,
Decreto-Lei n.º 5/2014 e
lista/atos publicados no Diário da República .
É possível reafetar montantes entre Pessoal e Funcionamento de verbas já requisitadas, provenientes de Fundos Europeus?AGSE · Gestão Financeira
Não, quando os montantes já foram requisitados e já foram autorizados, com emissão das respetivas notas de receita. Nessa fase, a verba não deve ser reafeta entre as tipologias Pessoal e Funcionamento através de uma decisão interna da escola.
A orientação administrativa da AGSE distingue esta situação das verbas ainda disponíveis. Para montantes disponíveis, uma reafetação pode ser pedida formalmente à AGSE, que verifica a candidatura aprovada, as regras do fundo, as taxas e as condições aplicáveis e decide através do procedimento próprio. O pedido não garante aprovação e não pode contrariar a candidatura ou o aviso de financiamento.
**Base legal e fonte oficial:** regulamento do fundo europeu aplicável e
AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos e escolas .
Como posso aceder ao SNIPI?Diário da República · Inclusão
O acesso ao Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) pode ser iniciado diretamente junto da Equipa Local de Intervenção (ELI) da área de residência da criança ou através de profissionais e serviços que acompanham a criança e a família, como saúde, creche, jardim de infância ou ação social.
A ELI recebe a sinalização, verifica a situação no âmbito do SNIPI, articula a avaliação e, quando estão reunidas as condições legais, participa na elaboração e execução do Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP). A família deve ser envolvida no processo e informada sobre os passos seguintes.
A entidade ou profissional que sinaliza não substitui a ELI nem decide sozinho a elegibilidade. Para saber qual é a ELI competente, deve contactar os serviços locais ou consultar os contactos oficiais do SNIPI na respetiva área.
**Base legal:** artigos 6.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, na redação aplicável.
**Fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 281/2009 .
A aquisição de equipamentos é uma despesa elegível?AGSE · Gestão Financeira
Não há uma resposta universal. A aquisição de equipamentos só é elegível quando estiver prevista ou for admissível no aviso, na candidatura aprovada, no contrato de financiamento e nas regras do programa aplicável, e quando o equipamento for necessário, adequado e devidamente comprovado.
A escola deve confirmar, antes da aquisição, a tipologia de operação, a natureza da despesa, os limites financeiros, as regras de contratação pública, a elegibilidade temporal e documental e a entidade financiadora. Um equipamento pode ser elegível num programa ou aviso e não ser elegível noutro. A existência de uma fatura, por si só, não torna a despesa financiável.
Assim, a resposta correta para um caso concreto exige identificar o fundo, o aviso e a candidatura. Sem esses dados, o RADAR não deve afirmar simplesmente que a despesa é elegível ou inelegível.
**Base legal e fonte oficial:** regulamento do fundo e aviso de financiamento aplicáveis, além da
AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos e escolas . Devem ser consultados também o aviso e o contrato de financiamento concretos.
Em caso de ingresso tardio no sistema de ensino português, como se processa a avaliação dos alunos de PLNM, em anos terminais de ciclo?Diário da República · Currículo e Qualificações
Não existe uma solução única para todos os alunos que ingressam tardiamente. A escola deve considerar o nível de proficiência em PLNM, o ano e o ciclo, o tempo de frequência em Portugal, as aprendizagens efetivamente realizadas, as medidas de suporte e o regime de avaliação aplicável ao ano letivo.
Quando o aluno ingressa tardiamente e, numa disciplina sem exame final, apenas existem elementos do terceiro período, o artigo 34.º da Portaria n.º 223-A/2018, na redação atual, permite ao professor titular ou ao conselho de turma decidir entre atribuir a classificação com base na prova extraordinária de avaliação ou, apenas em anos intermédios, permitir a transição com acompanhamento e apoios. As situações não abrangidas devem ser submetidas à apreciação da DGE, nos termos da mesma norma.
Nos anos terminais de ciclo devem ainda ser observadas as regras próprias de aprovação e conclusão e a regulamentação anual das provas e exames. Para os alunos de PLNM, a Portaria n.º 223-A/2018, alterada pela Portaria n.º 29/2025, prevê a organização por níveis de proficiência e a integração progressiva; o Despacho Normativo n.º 3/2026 contém regras anuais para provas finais, PLNM e adaptações. Em certos níveis e condições, a prova de PLNM pode substituir a prova de Português ou podem existir dispensas excecionais quando as adaptações não são adequadas, mas isso depende da situação concreta e da decisão legalmente competente.
Assim, não é correto afirmar que todos os alunos de PLNM em anos terminais fazem automaticamente PEA nos 6.º e 9.º anos. A escola deve aplicar a norma correspondente ao ciclo, à disciplina, ao nível de PLNM e à regulamentação anual em vigor, documentando a decisão.
**Base legal:** artigo 34.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação da Portaria n.º 29/2025; Despacho Normativo n.º 3/2026; regime de educação inclusiva aplicável quando existam medidas de suporte.
**Fonte oficial:**
Portaria n.º 223-A/2018 consolidada ,
Portaria n.º 29/2025 e
Despacho Normativo n.º 3/2026 .
A matrícula em ensino individual inclui entrevista?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A matrícula em ensino individual é complementada por uma entrevista ao aluno e ao encarregado de educação, mediante convocatória da escola de matrícula. A entrevista destina-se a conhecer o aluno e o seu projeto educativo.
A entrevista não substitui a tramitação legal do pedido. No ensino individual, o diretor da escola emite parecer no prazo de 10 dias úteis e remete o parecer e a documentação à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), a quem compete decidir o pedido nos termos do artigo 11.º.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual, artigo 9.º, n.º 5, e artigo 11.º.
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Diário da República — regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico .
No âmbito da gestão flexível, é possível efetuar alterações orçamentais entre os vários blocos de despesa?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Pode ser possível, mas não de forma livre ou automática. A gestão flexível permite alterações orçamentais dentro dos limites e condições previstos no regime aplicável, designadamente quanto à entidade competente, à classificação económica, às dotações disponíveis e às despesas que a lei exclua.
O Decreto-Lei n.º 105/2026, de 26 de maio, prevê regras específicas de gestão flexível no respetivo artigo 9.º. Assim, antes de alterar a distribuição da despesa entre blocos, a escola deve confirmar a autorização competente, a existência de dotação e o procedimento aplicável na plataforma e nos serviços da AGSE. A resposta não permite concluir que qualquer bloco possa ser transferido para qualquer outro sem essas verificações.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 105/2026, de 26 de maio, artigo 9.º.
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 105/2026 .
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AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas .
Como podem os docentes colaborar na promoção do bem-estar e da prática desportiva na escola?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os docentes podem colaborar através da participação e dinamização de atividades do Desporto Escolar e de outras iniciativas aprovadas pela escola, promovendo hábitos de vida ativa, inclusão, cooperação e bem-estar dos alunos. A colaboração deve ser articulada com o projeto e a organização do agrupamento, com o responsável pelo Desporto Escolar e com as orientações da Direção-Geral da Educação (DGE).
A participação não cria, por si só, um direito automático a horas letivas, suplemento ou redução de horário. A afetação de serviço, as funções concretas e eventual reconhecimento de trabalho devem resultar do regime aplicável, das orientações anuais do Desporto Escolar e dos instrumentos de organização da escola.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 95/1991, de 26 de fevereiro, na redação aplicável, sobre a educação física e o Desporto Escolar.
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DGE — Desporto Escolar .
Como pode uma empresa constituir-se como entidade de acolhimento de estagiários ao abrigo do programa ERASMUS+?IES · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A empresa deve manifestar interesse junto de uma instituição de ensino superior participante no Erasmus+ e demonstrar que pode assegurar um estágio compatível com o perfil do estudante e com os objetivos da mobilidade. A instituição de envio avalia a entidade e o plano de estágio; quando a mobilidade é aprovada, a empresa participa na definição e assinatura do Learning Agreement for Traineeships antes do início do estágio, com o estudante e a instituição de ensino superior.
O acolhimento não resulta apenas de um registo num portal. É necessário cumprir as regras do projeto Erasmus+ aplicável, definir tarefas, acompanhamento, duração, resultados de aprendizagem e condições do estágio no acordo aprovado. A instituição de ensino superior deve confirmar os procedimentos concretos e a documentação exigida.
Fonte oficial:
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Erasmus+ — Learning Agreements .
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Erasmus+ — mobilidade no ensino superior .
Os candidatos podem concorrer às várias fases do concurso?IES · Currículo e Qualificações
Sim, nos termos do regulamento anual do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Para 2026-2027, o concurso organiza-se em três fases, sendo a terceira opcional, nos termos da Portaria n.º 219/2026.
Um candidato colocado e matriculado numa fase anterior pode concorrer a fase posterior. Se for colocado nessa fase, a colocação anterior e a matrícula e inscrição correspondentes são anuladas, salvo a regra específica aplicável quando a colocação posterior ocorre no mesmo par instituição/curso. O direito à nova vaga depende ainda de realizar a matrícula e inscrição dentro do prazo fixado.
Os prazos e as vagas devem ser confirmados no aviso e nas publicações oficiais do concurso do respetivo ano.
Base legal:
- Portaria n.º 219/2026, de 12 de maio, artigos 3.º, 45.º, 47.º, 50.º e 52.º.
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Diário da República — Portaria n.º 219/2026 .
O que é o Embaixador Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Embaixador da Academia Digital para Pais é um aluno voluntário que apoia a divulgação da iniciativa e incentiva a participação de outros alunos na equipa de formadores voluntários. Atua no âmbito da edição e do regulamento aplicáveis, sob orientação da coordenação do projeto.
As funções concretas, a organização da equipa e os requisitos devem ser confirmados no regulamento da edição em vigor; não se deve presumir que o título atribui funções docentes ou responsabilidade autónoma de formação.
Fonte oficial:
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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Regulamento da 6.ª edição .
Como avaliar as aprendizagens que são realizadas em língua inglesa no ensino básico?EduQA · Currículo e Qualificações
A avaliação das aprendizagens no ensino básico segue o regime geral da avaliação interna e externa aplicável ao ciclo e à disciplina. No ensino bilingue, a avaliação deve ser coerente com a língua em que as aprendizagens foram ensinadas: quando os conteúdos ou atividades são desenvolvidos em inglês, podem ser utilizados instrumentos em inglês adequados ao nível dos alunos.
A avaliação deve incidir nas aprendizagens e competências da disciplina. A utilização do inglês não permite transformar automaticamente a proficiência linguística no único critério de avaliação de uma disciplina que não é língua estrangeira; os critérios e instrumentos devem respeitar os documentos curriculares, as aprendizagens essenciais e as orientações do projeto bilingue. Nas provas externas aplicam-se as regras específicas da respetiva prova.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigo 22.º.
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual.
- Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual, artigos 20.º e 21.º.
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DGE — Orientações para a implementação do PEBI .
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Diário da República — regime do ensino básico .
O que acontece se submeter um novo pedido de Mobilidade por Motivo de Doença e, posteriormente, avançar com a renovação?AGSE · Carreira e Formação
Quando o docente tem um novo pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) submetido e, na aplicação, opta posteriormente por avançar com a renovação, o sistema alerta para a existência do pedido anterior. Se confirmar a renovação, o novo pedido anteriormente submetido é automaticamente eliminado.
A consequência indicada é a eliminação do pedido, não uma decisão sobre o mérito ou sobre os documentos apresentados. O docente deve confirmar sempre a mensagem e as regras da edição anual da aplicação antes de submeter.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual, designadamente o artigo 10.º.
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AGSE — FAQ da Mobilidade por Doença 2026/2027 .
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 41/2022 .
Quem são os interlocutores privilegiados na interação em língua inglesa junto das crianças, na educação pré-escolar, e dos alunos, no ensino básico?EduQA · Currículo e Qualificações
No âmbito do projeto de ensino bilingue, os interlocutores privilegiados são:
- na educação pré-escolar, o educador de infância;
- no 1.º ciclo do ensino básico, o professor titular de turma;
- nos 2.º e 3.º ciclos, os professores das disciplinas não linguísticas (DNL) que lecionam componentes em inglês.
A seleção dos docentes, a articulação entre os intervenientes e os requisitos de proficiência linguística devem ser confirmados nas orientações e na implementação da edição concreta do PEBI. Não é seguro transformar uma orientação de projeto, como um nível linguístico ou um prazo de certificação, numa regra geral aplicável a todos os docentes fora desse contexto.
Fonte oficial:
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DGE — Orientações para a implementação do PEBI .
Quando a adoção ou a aquisição de manuais escolares é facultativa, o aluno pode ser prejudicado por não ter o manual?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Quando a adoção ou a aquisição de manuais escolares é facultativa, o agrupamento ou a escola não agrupada deve assegurar que nenhum aluno seja prejudicado, designadamente na avaliação, por não ter adquirido o manual.
A escola deve organizar o ensino e a avaliação de modo a garantir o acesso às aprendizagens e aos recursos necessários, sem impor como condição a compra de um manual cuja aquisição é facultativa.
Base legal:
- Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril, artigo 7.º, n.º 1.
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Diário da República — Portaria n.º 81/2014 .
O que deve constar no certificado quando o aluno conclui o percurso escolar com adaptações curriculares significativas?EduQA · Inclusão
Quando o aluno conclui o percurso escolar com adaptações curriculares significativas, o certificado deve indicar o ciclo ou nível de ensino concluído. Deve também incluir a informação curricular relevante do Programa Educativo Individual (PEI), bem como as áreas e experiências desenvolvidas ao longo da implementação do Plano Individual de Transição (PIT).
O modelo concreto do certificado é o que estiver regulamentado para a situação aplicável. A escola não deve substituir esta informação legal por uma descrição genérica nem acrescentar dados de saúde ou outros dados desnecessários.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigo 30.º, n.os 1 a 3.
- Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro.
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Diário da República — regime jurídico da educação inclusiva .
Como devem ser registadas as mudanças de disciplina ou opções dentro dos Cursos Científico‑Humanísticos?AGSE · Currículo e Qualificações
A mudança de disciplina ou de opção deve ser formalizada pela escola de acordo com as regras da oferta e do curso, refletida no processo individual do aluno e nos registos escolares e de avaliação. A escola deve verificar se a alteração é permitida no ano de escolaridade, se respeita a matriz curricular e se produz efeitos na progressão e na certificação.
Os registos devem ser efetuados nos sistemas oficiais que a escola esteja obrigada a utilizar, incluindo o sistema de informação aplicável ao percurso e à certificação, quando a operação estiver prevista. Não é seguro afirmar que toda e qualquer mudança tem exatamente o mesmo procedimento ou que todas são lançadas no SIGO da mesma forma: a direção deve seguir as instruções vigentes do serviço competente e preservar o histórico do aluno.
Base legal:
- Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na redação atual, designadamente os artigos 4.º, 15.º, 16.º e 39.º.
- Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, artigo 11.º, quanto ao processo individual do aluno.
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Diário da República — Portaria n.º 226-A/2018 .
Em que níveis de ensino existem Cursos Artísticos Especializados?EduQA · Currículo e Qualificações
Os Cursos Artísticos Especializados existem no ensino básico e no ensino secundário, mas a oferta e as áreas dependem do nível e da regulamentação aplicável.
No ensino básico, a regulamentação abrange os cursos de Dança, Música e Canto Gregoriano. No ensino secundário, existem cursos de Dança, Música, Canto e Canto Gregoriano, bem como cursos das áreas de Design, Comunicação Audiovisual e Produção Artística, nos termos das portarias aplicáveis. A designação concreta do curso e o respetivo plano de estudos devem ser confirmados na oferta e na legislação em vigor; não é correto incluir genericamente Teatro ou uma área de Artes Visuais sem identificar o curso regulamentado.
Base legal:
- Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual, para as ofertas artísticas do ensino básico.
- Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto, para os cursos artísticos especializados do ensino secundário nas áreas da Dança, Música e Canto.
- Portaria n.º 232-A/2018, de 20 de agosto, para os cursos artísticos especializados do ensino secundário nas áreas de Design, Comunicação Audiovisual e Produção Artística.
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Diário da República — Portaria n.º 229-A/2018 .
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Diário da República — Portaria n.º 232-A/2018 .
Quais as funções do júri?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento concursal comum regulado pela Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, o júri é responsável por todas as operações do procedimento, desde a designação até à elaboração da lista de ordenação final.
Compete-lhe, designadamente, definir antes da publicitação do aviso os parâmetros de avaliação, as ponderações, a grelha classificativa e o sistema de valoração final de cada método de seleção; assegurar a tramitação; apreciar os candidatos; e submeter a lista de ordenação final e as demais deliberações à homologação do dirigente máximo. O procedimento tem caráter urgente e as funções do júri prevalecem sobre as restantes, nos termos da portaria.
A resposta aplica-se ao procedimento concursal comum abrangido por essa portaria. Concursos especiais ou regimes próprios podem atribuir competências adicionais ou diferentes.
Base legal:
- Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, artigos 7.º, 9.º e 10.º.
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Diário da República — Portaria n.º 233/2022 .
O meu filho está em casa, pode ter apoio do SNIPI?EduQA · Inclusão
Pode, em princípio. O facto de a criança estar em casa não exclui o apoio do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI). A intervenção deve ser realizada no contexto ou nos contextos em que a criança se encontra e em que a intervenção seja necessária, incluindo o domicílio, quando estejam preenchidos os pressupostos do sistema.
O apoio não é automático apenas por a criança estar em casa. É necessário que a criança esteja abrangida pelo âmbito do SNIPI, que a situação seja sinalizada e avaliada pela Equipa Local de Intervenção (ELI) competente e que o plano individual de intervenção precoce (PIIP) defina as medidas e os contextos adequados.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, designadamente os artigos 1.º, 2.º, 7.º e 8.º.
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 281/2009 .
Que informação relativa ao AMIM deve ser indicada?AGSE · Carreira e Formação
A informação a indicar deve limitar-se aos elementos do Atestado Médico de Incapacidade Multiuso (AMIM) que sejam pedidos no procedimento concreto e necessários para verificar o requisito legal. Em regra, deve ser possível identificar o titular, o grau de incapacidade e a validade, data de reavaliação ou caráter definitivo quando esses elementos constem do atestado e sejam relevantes para o pedido. O número e a entidade emissora só devem ser indicados quando o formulário ou a entidade competente os exigir.
Não se deve transcrever informação clínica que não seja necessária para a finalidade administrativa. Na Mobilidade por Motivo de Doença, devem ser seguidas as instruções do aviso e da aplicação da edição em causa, bem como os campos efetivamente disponibilizados.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 202/1996, de 23 de outubro, na redação atual, incluindo os artigos 4.º e 4.º-B.
- Despacho n.º 446/2025, de 13 de janeiro, quanto ao modelo aplicável.
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 202/1996 .
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Diário da República — Despacho n.º 446/2025 .
Como criar um pedido plurianual na área reservada da escola (GesEdu)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O pedido plurianual é criado na área reservada da escola, no serviço GesEdu correspondente. Em termos operacionais, a escola deve:
1. Entrar na área reservada com as credenciais institucionais.
2. Selecionar o serviço ou formulário de pedidos plurianuais.
3. Preencher o período, a finalidade, a despesa e os restantes elementos pedidos.
4. Anexar os documentos exigidos, validar os dados e submeter o pedido.
5. Guardar o comprovativo e acompanhar o estado do pedido na própria área reservada.
Os nomes dos menus podem ser alterados pela entidade gestora da plataforma. O registo no GesEdu não substitui a autorização da despesa, o cabimento, o compromisso ou as restantes fases legalmente exigidas. A escola deve seguir as instruções do serviço responsável e as regras orçamentais aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais:
- Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, artigo 6.º, na redação atual.
- Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho, designadamente os artigos 11.º e 13.º.
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AGSE — Serviços e plataformas .
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AGSE — Gestão financeira .
Posso iniciar imediatamente funções em acumulação?AGSE · Carreira e Formação
Não. O exercício de funções em acumulação só deve começar depois de obtida a autorização exigida para o caso concreto. A autorização deve ser prévia, fundamentada e compatível com o regime de incompatibilidades, impedimentos e conflitos de interesses aplicável.
Para docentes, a escola e o docente devem ainda observar o Estatuto da Carreira Docente, o regime geral do emprego público e o procedimento definido pela DGAE. O pedido deve ser apresentado com os elementos necessários antes do início da atividade acumulada; a autorização não deve ser tratada como uma regularização posterior.
Base legal e fonte oficial:
- Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigos 21.º a 23.º.
- Estatuto da Carreira Docente, artigo 111.º.
- Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro.
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DGAE — Acumulação de funções .
Existe legislação que suporte os deveres de aceitação/apresentação?AGSE · Carreira e Formação
Sim. Para os concursos de docentes, os deveres de aceitação e apresentação encontram-se atualmente previstos, em especial, nos artigos 16.º a 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação aplicável, sem prejuízo das regras específicas do procedimento e do aviso anual.
Nos concursos em que a aceitação é feita na aplicação da DGAE, o prazo geral previsto para os candidatos colocados na sequência dos restantes concursos é de dois primeiros dias úteis após a publicitação da lista. Na reserva de recrutamento, a aceitação ocorre em 48 horas correspondentes aos dois primeiros dias úteis e a apresentação deve ocorrer até ao terceiro dia útil seguinte à publicitação da colocação. Outros procedimentos podem ter prazos próprios.
O incumprimento pode levar à anulação da colocação e às demais consequências previstas no artigo 18.º. Por isso, deve ser consultado o aviso e a lista concretos, não bastando citar diplomas antigos sem verificar o procedimento em causa.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigos 16.º, 17.º, 18.º e 38.º, na redação aplicável.
-
Diário da República — Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Que preferências devem manifestar os candidatos abrangidos pela limitação da sucessão de contratos a termo?AGSE · Carreira e Formação
Os candidatos que estejam abrangidos pela verificação do limite previsto no artigo 42.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 devem manifestar preferências indicando todos os códigos de Quadro de Zona Pedagógica (QZP), de concelhos e de agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas (AE/EnA), conforme exige o aviso de abertura do concurso externo.
Para o concurso de 2026/2027, o Aviso n.º 7312-B/2026/2 determina que esses candidatos devem indicar todas essas preferências para garantir a colocação. Se não obtiverem vaga de quadro, ficam impedidos de celebrar novo contrato nos termos do artigo 42.º durante esse ano escolar.
A regra não se aplica indistintamente a todos os candidatos: é necessário confirmar primeiro se a situação concreta preenche o limite legal e a prioridade indicada no aviso.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 42.º, n.º 2, e artigos 8.º e 9.º.
- Aviso n.º 7312-B/2026/2, de 31 de março, ponto 5.7.2 e 5.7.3.
-
Diário da República — Aviso n.º 7312-B/2026/2 .
Após a impressão do contrato, foi detetada uma incorreção nos dados do/a candidato/a. Como proceder à sua correção?DGAE · Carreira e Formação
O procedimento depende do campo que está errado.
- Para dados pessoais, com exceção do tipo e número do documento de identificação e do NIF, a correção deve ser feita no SIGRHE, em Geral > Dados Pessoais > Editar.
- Para a remuneração base de um contrato, deve ser utilizado no SIGRHE o aditamento retificativo próprio, em Situação Profissional > Gestão de colocações/Contratos > Aditamentos.
- Se a incorreção já consta de um contrato impresso, a DGAE indica que deve ser feita uma cláusula retificativa manuscrita no próprio contrato, identificando claramente o dado corrigido. A escola deve conservar o suporte retificado no processo contratual e seguir eventuais instruções adicionais da aplicação ou da AGSE.
Não se deve simplesmente apagar, substituir ou emitir um novo contrato fora do procedimento aplicável. Quando o erro respeitar ao tipo ou número do documento de identificação ou ao NIF, deve ser pedido esclarecimento à escola/DGAE antes de alterar o registo.
Fonte oficial:
- DGAE, Perguntas Frequentes de Recrutamento:
https://www.dgae.medu.pt/recrutamento/perguntas-frequentes-recrutamento Quais os cursos que existem nesta oferta educativa e formativas do ensino secundário?Diário da República · Currículo e Qualificações
O Decreto-Lei n.º 55/2018 distingue as ofertas educativas e formativas do ensino secundário. A lista geral inclui:
- cursos científico-humanísticos;
- cursos profissionais;
- cursos artísticos especializados;
- cursos com planos próprios.
O mesmo diploma prevê ainda cursos de dupla certificação, designadamente os cursos de educação e formação de jovens, regulados por legislação própria. Existem também ofertas de educação e formação de adultos, cuja organização obedece ao respetivo regime legal.
Dentro dos cursos científico-humanísticos existem quatro cursos: Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades e Artes Visuais. A existência de uma oferta no sistema não significa que todos os cursos funcionem em todas as escolas: a oferta concreta depende da rede aprovada e da autorização aplicável para cada ano letivo.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 7.º, n.os 3 a 6, e artigo 14.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2018-115645941 - Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, relativa aos cursos científico-humanísticos:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/portaria/2018-221414436 - ANQEP, cursos profissionais:
https://anqep.gov.pt/np4/cursos_profissionais.html - ANQEP, cursos EFA:
https://anqep.gov.pt/np4/Curso_Educacao_Formacao_Adultos.html As escolas têm de definir indicadores para avaliar a eficácia das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão?Diário da República · Inclusão
Sim. O artigo 5.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 54/2018 determina que as escolas definam indicadores destinados a avaliar a eficácia das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. Esses indicadores devem estar ligados à monitorização das medidas universais, seletivas e adicionais e não são uma mera formalidade documental.
Quando sejam mobilizadas medidas seletivas ou adicionais para um aluno, o relatório técnico-pedagógico deve concretizar objetivos, metas, indicadores de resultados, responsáveis e procedimentos de avaliação da eficácia, nos termos do regime da educação inclusiva. A escola deve, por isso, usar os indicadores para acompanhar a resposta e ajustá-la quando as evidências mostrarem que não é suficiente.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 5.º, n.º 4, 9.º e 10.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2018-115654476 - DGE, FAQ do Decreto-Lei n.º 54/2018:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/EEspecial/faq_-_dl_54_-_versao_7.pdf Como pode uma escola integrar a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE)?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A integração na Rede de Bibliotecas Escolares não ocorre automaticamente apenas por a escola ter uma biblioteca. A escola ou o agrupamento deve acompanhar os procedimentos divulgados pela RBE e, quando exista candidatura aberta, apresentar a candidatura através da Área de Trabalho das Bibliotecas, dentro do prazo e com os elementos exigidos no aviso ou regulamento.
A candidatura deve ser preparada pela escola em articulação com a direção e com a comunidade educativa, demonstrando as condições existentes, as necessidades, o projeto de biblioteca, a articulação com o currículo e os recursos a disponibilizar. A RBE aprecia as candidaturas de acordo com os critérios e prioridades da edição concreta.
Existe também um procedimento excecional de criação de bibliotecas no 1.º ciclo, com prioridades e escolas abrangidas definidas pela própria RBE. Nessa modalidade, algumas escolas podem ser selecionadas sem candidatura individual. Por isso, a escola deve verificar se está abrangida pelo procedimento em vigor antes de apresentar um pedido autónomo.
Fonte oficial:
- RBE, Candidaturas:
https://rbe.mec.pt/np4/candidaturas/ - RBE, procedimento excecional Criar a biblioteca:
https://www.rbe.mec.pt/np4/criar-a-biblioteca.html Em que fonte de financiamento devem ser registadas as verbas provenientes do Programa Erasmus+?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Depende da origem concreta da verba.
- As verbas provenientes da Agência Nacional Erasmus+ devem ser registadas na fonte de financiamento FF482 – Outros. A AGSE indica que essas verbas são recebidas na conta centralizada da AGSE e disponibilizadas à escola na plataforma GesEdu para requisição de fundos.
- Quando a verba resulta de uma parceria ou acordo com organismo ou escola estrangeira, no âmbito de um projeto Erasmus+, a fonte indicada pela AGSE é a FF513 – Receitas Próprias do Ano – Com possibilidade de transição. Nesse caso aplicam-se também a classificação económica da receita e o procedimento de DUC indicados pela AGSE.
Assim, não é seguro responder apenas FF482 sem identificar a origem do financiamento. A escola deve confirmar a nota de receita, o contrato/acordo e a tipologia disponibilizada no GesEdu antes de requisitar a verba.
Fonte oficial:
- AGSE, Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas:
https://agse.pt/gestao-financeira-dos-agrupamentos-de-escolas-ae-e-escolas-nao-agrupadas-ena/ Como pode uma escola obter o Selo Escola eTwinning?European School Education Platform · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Escola eTwinning reconhece o envolvimento de toda a escola, e não apenas o trabalho individual de um professor. A candidatura é feita na European School Education Platform, depois da pré-seleção da escola, e deve ser preparada com a participação da direção e dos docentes envolvidos.
Para a edição 2026-2027, a plataforma indica como requisitos de pré-seleção, entre outros:
- a escola estar registada no eTwinning há mais de dois anos, considerando a data de corte indicada para essa edição;
- existirem pelo menos três docentes da escola envolvidos em projetos, desenvolvimento profissional ou outras atividades eTwinning no período indicado;
- pelo menos um membro da escola ter obtido um Selo Nacional de Qualidade num projeto europeu eTwinning no período definido.
As escolas pré-selecionadas recebem convite por email para preencher um formulário. Devem descrever como concretizam a missão eTwinning, juntar as evidências pedidas e obter a declaração assinada pelo diretor. A candidatura é avaliada pela Organização Nacional de Apoio, e os prazos e datas de corte podem mudar em cada edição.
Fonte oficial:
- European School Education Platform, eTwinning School label:
https://school-education.ec.europa.eu/en/etwinning/rewarding-excellence/etwinning-school-label Como se processa a equivalência entre disciplinas não concluídas?DGE · Currículo e Qualificações
Nos cursos abrangidos pelo regime do Despacho Normativo n.º 36/2007 pode ser considerada, quando o percurso é reorientado, a atribuição de equivalência por disciplina/ano mesmo quando a disciplina não foi concluída. Isto não significa que qualquer disciplina em atraso seja automaticamente convertida.
É necessário verificar o curso de origem e o curso de destino, a correspondência da área disciplinar, a carga horária e as regras específicas da oferta. Em regra, consideram-se equivalentes disciplinas com a mesma área e com carga horária igual ou correspondente a pelo menos dois terços da disciplina de destino; nas línguas estrangeiras exige-se a mesma língua e o mesmo nível, de iniciação ou continuação.
Nos cursos científico-humanísticos diurnos existem regras adicionais para disciplinas não concluídas sujeitas a exame nacional, incluindo a classificação interna final mínima prevista no despacho, e há restrições quando o aluno pretende mudar para outro curso científico-humanístico. A escola deve fazer a análise formal do percurso e registar a decisão no processo do aluno.
Base legal:
- Despacho Normativo n.º 36/2007, de 8 de outubro, artigos 10.º a 14.º:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Secundario/Documentos/Legislacao/desp_norm_36_2007.pdf - Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2018-115645941 Onde são prestados os apoios especializados?Diário da República · Inclusão
O regime atual privilegia a prestação dos apoios no contexto educativo do aluno, incluindo a sala de aula e outros ambientes naturais de aprendizagem, para promover a participação e o acesso ao currículo. O apoio não deve ser retirado do contexto da turma sem justificação pedagógica.
Quando as necessidades do aluno o exigirem, podem ser mobilizados recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão, em articulação com a equipa multidisciplinar. O Centro de Apoio à Aprendizagem pode funcionar como recurso organizacional da escola e prestar apoio complementar, mas não substitui automaticamente a participação do aluno na turma.
O local, a intensidade e a forma do apoio devem resultar das medidas previstas no relatório técnico-pedagógico e, quando aplicável, no programa educativo individual ou no plano individual de transição.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 3.º, 11.º, 12.º e 13.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2018-115654476 - DGE, FAQ do Decreto-Lei n.º 54/2018:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/EEspecial/faq_-_dl_54_-_versao_7.pdf Quais são os níveis de proficiência linguística em PLNM?Diário da República · Currículo e Qualificações
Na disciplina de Português Língua Não Materna do ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 prevê:
- nível zero, para alunos que desconhecem a língua e o alfabeto portugueses;
- nível de iniciação: A1 e A2;
- nível intermédio: B1 e B2;
- nível avançado: C1.
O posicionamento inicial é feito pela escola através de diagnóstico, com referência ao Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e às orientações da Direção-Geral da Educação. A sequência normal de progressão é nível zero, quando aplicável, A1, A2, B1 e B2; os alunos nos níveis B2 e C1 acompanham o currículo nacional de Português, podendo beneficiar de apoio PLNM por decisão da escola.
Uma classificação positiva não determina automaticamente a mudança de nível: as regras permitem a permanência durante dois anos em determinados níveis e a transição pode ocorrer no final do ano ou mediante teste intermédio, segundo as condições legais e pedagógicas aplicáveis.
Base legal:
- Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março, artigo 2.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/86-2025-909816063 - DGE, FAQ de PLNM:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/PLNM/faq_plnm_set2025.pdf Como aceder ao Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação (SIGRHE)?DGAE · Carreira e Formação
O acesso é feito na página oficial do SIGRHE:
https://sigrhe.dgae.medu.pt/openerp/login Na página de entrada o utilizador pode autenticar-se através da Autenticação.gov, usando o Cartão de Cidadão ou a Chave Móvel Digital, ou através do utilizador e palavra-chave próprios do SIGRHE. Quem ainda não tiver conta deve selecionar “Ainda não tem conta? Registar”, preencher o formulário e validar o código recebido por email.
Se os dados de acesso forem esquecidos, deve ser usada a opção de recuperação disponível na própria página. O utilizador deve confirmar sempre que está no domínio oficial dgae.medu.pt e não entregar credenciais em páginas de terceiros.
Fonte oficial:
- Portal SIGRHE, login e registo:
https://sigrhe.dgae.medu.pt/openerp/login - DGAE, Perguntas Frequentes de Recrutamento:
https://www.dgae.medu.pt/recrutamento/perguntas-frequentes-recrutamento O reforço do crédito horário é igual para todas as escolas TEIP4?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Não. O artigo 7.º, alínea a), do Despacho n.º 7798/2023 distingue dois grupos de escolas TEIP4:
- escolas TEIP em desenvolvimento: reforço de até quatro horas letivas semanais;
- escolas TEIP em transição: reforço de até duas horas letivas semanais.
O grupo é definido no âmbito do TEIP4 e as horas são um reforço máximo, não um crédito automaticamente igual para todas as escolas. O despacho determina ainda que o reforço é calculado de acordo com os normativos aplicáveis às restantes escolas e que a utilização deve estar ligada ao Plano de Ação aprovado. A afetação concreta depende, portanto, do grupo da escola, do plano e da autorização/organização aplicável.
Base legal:
- Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho, artigos 4.º e 7.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/7798-2023-216305811 Clubes de Programação e Robótica – desenvolvimento de competências digitais, computacionais e STEAMDGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) são uma iniciativa educativa acompanhada pela Direção-Geral da Educação, através da ERTE, destinada a promover programação, robótica e competências digitais e computacionais em contexto escolar.
Os CPR podem envolver alunos de diferentes níveis de ensino e desenvolver atividades práticas, projetos interdisciplinares e trabalho colaborativo. O modelo concreto, os recursos, a articulação curricular e o responsável são definidos pela escola de acordo com o seu projeto educativo e com as orientações ou avisos da DGE.
Não existe, apenas por a escola criar um CPR, um direito automático a determinadas horas, financiamento, equipamentos ou participação em concursos. Esses apoios dependem do aviso ou concurso em vigor. Quando a DGE abre o processo de identificação/registo, a escola deve usar o formulário e os prazos divulgados na página oficial dos CPR.
Fonte oficial:
- DGE/ERTE, Clubes de Programação e Robótica:
https://erte.dge.mec.pt/cpr-clubes - DGE, informações sobre os CPR:
https://www.dge.mec.pt/node/829 Como posso obter os manuais escolares gratuitos?Gov.pt / IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Os manuais escolares gratuitos são disponibilizados através de vouchers emitidos na plataforma MEGA ou na aplicação Edu Rede Escolar. O encarregado de educação deve:
1. estar registado como encarregado de educação na escola;
2. ter o NIF associado ao aluno na plataforma;
3. fazer o primeiro acesso com os dados de autenticação do Portal das Finanças, quando solicitado;
4. descarregar ou apresentar o voucher numa livraria aderente.
Os vouchers destinam-se aos alunos abrangidos pela gratuitidade, designadamente do ensino obrigatório em escolas públicas e escolas privadas com contrato de associação, nos termos da legislação aplicável. Quando não tenha acesso à internet, o encarregado de educação pode pedir apoio à escola para obter os vouchers.
Nos anos e situações em que exista reutilização, os manuais devem ser devolvidos em adequado estado de conservação para emissão de novos vouchers; os manuais do 1.º ciclo não são devolvidos nos termos do serviço público atualmente divulgado. As datas de emissão e as regras da campanha devem ser confirmadas para cada ano letivo.
Base legal e fontes oficiais:
- Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, na redação atual:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2006-34444975 - Gov.pt, vouchers MEGA:
https://www2.gov.pt/pt/servicos/receber-vouchers-para-manuais-escolares-gratuitos - IGeFE/MEGA:
https://www.igefe.mec.pt/Page/Index/199 Como publicar notícias no boletim dos Clubes Europeus?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Programa promove a inclusão e a igualdade de oportunidades?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A inclusão e a diversidade são uma prioridade transversal do Erasmus+. O Programa procura aumentar a igualdade de acesso e apoiar a participação de pessoas com menos oportunidades, incluindo pessoas com deficiência, migrantes, pessoas de meios socioeconómicos desfavorecidos e pessoas que enfrentem barreiras geográficas, educativas ou sociais.
Esta prioridade não significa que qualquer candidatura tenha financiamento automático. A escola deve explicar no projeto as barreiras identificadas, as medidas de participação e, quando aplicável, os custos de inclusão previstos no Guia do Programa e nas regras da ação concreta. A elegibilidade e o financiamento são avaliados pela Agência Nacional ou pela EACEA, conforme a ação.
Fonte oficial:
- Erasmus+, prioridades do Programa:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/programme-guide/part-a/priorities - Erasmus+ Programme Guide 2026:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/programme-guide/part-a O candidato pode ser titular de um grau académico?DGES · Ensino Superior
Se a pergunta se refere aos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, não. A informação oficial da DGES indica que os titulares de um grau académico português ou estrangeiro não podem candidatar-se através desses regimes especiais.
Esta limitação não significa que a pessoa fique impedida de concorrer ao ensino superior por qualquer via. Os titulares de outros cursos superiores podem, quando preencham as condições, candidatar-se através dos concursos especiais próprios, incluindo o concurso para titulares de outros cursos superiores ou outros regimes legalmente previstos.
É, portanto, essencial distinguir os regimes especiais dos concursos especiais. A resposta depende do concurso concreto indicado no aviso e não deve ser generalizada a todas as formas de acesso.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, regime dos regimes especiais:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/64-a-2023-199861554 - DGES, Regimes Especiais:
https://www.dges.gov.pt/pt/pagina/informacao-geral-regimesespeciais - DGES, titulares de outros cursos superiores:
https://www.dges.gov.pt/pt/pagina/titulares-de-outros-cursos-superiores Como se efetua a transição entre regimes de ensino (2)?Diário da República · Currículo e Qualificações
Durante o ano letivo, a transição para o ensino individual ou para o ensino doméstico obedece ao regime do pedido de matrícula previsto no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 70/2021. O pedido é apresentado à escola de matrícula e fica sujeito à decisão ou ao parecer previstos no artigo 11.º, conforme se trate de ensino doméstico ou individual.
A transição do ensino individual ou doméstico para o ensino básico geral ou para um curso científico-humanístico, numa escola, não é automática. Deve ser tratada através das regras de matrícula e renovação da oferta de destino, com a análise do percurso do aluno e dos documentos exigidos. A escola deve também observar as regras de avaliação, equivalência e certificação aplicáveis ao regime frequentado.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 9.º, 11.º e 20.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2021-168903130 Em que escolas posso matricular um aluno em ensino doméstico?Diário da República · Currículo e Qualificações
O aluno em ensino doméstico fica matriculado numa escola de matrícula que pode ser:
- um agrupamento de escolas ou uma escola não agrupada da rede pública; ou
- um estabelecimento de ensino particular e cooperativo situado em Portugal, que lecione currículo português e tenha autorização de funcionamento da entidade competente.
A escola de matrícula acompanha o percurso, celebra ou renova o protocolo de colaboração e assegura os atos de avaliação e certificação previstos no Decreto-Lei n.º 70/2021. A escolha concreta deve respeitar as regras de matrícula, a existência de oferta adequada e a competência da escola para aceitar o pedido.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 4.º, 9.º, 11.º, 20.º e 21.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2021-168903130 - Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, para o regime do ensino particular e cooperativo:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/152-2013-504756 Caso exista necessidade de reafetar a classificação económica da despesa associada ao Orçamento Participativo, como se deve proceder?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A reafetação não deve ser feita diretamente pela escola sem validação. Deve ser solicitado previamente à entidade competente, através do procedimento indicado para a verba, o uso de outra classificação económica, identificando a nova rubrica e os montantes a reafetar.
Nas verbas atribuídas ao Orçamento Participativo, a orientação financeira do IGeFE/AGSE admite a reafetação para as rubricas que melhor correspondam ao projeto vencedor, mediante alteração orçamental e comunicação com indicação das rubricas e dos valores. Se a despesa passar de corrente para capital, a alteração deve ser solicitada antecipadamente.
A escola só deve lançar ou executar a nova classificação depois da autorização/validação e da comunicação ao conferente ou na plataforma aplicável. O procedimento concreto pode depender da fonte de financiamento e das instruções do ano económico.
Fonte oficial:
- AGSE, Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas:
https://agse.pt/gestao-financeira-dos-agrupamentos-de-escolas-ae-e-escolas-nao-agrupadas-ena/ - Orientação financeira IGeFE sobre reafetação do Orçamento Participativo:
https://www.igefe.mec.pt/Files/DownloadDocument/688 É devido o suplemento remuneratório durante as ausências ao serviço por motivo de doença?Diário da República · Carreira e Formação
Como regra, o suplemento remuneratório ligado ao exercício de um cargo ou de funções de gestão só é devido enquanto se mantiverem as condições que justificam a sua atribuição e existir exercício efetivo de funções, ou exercício considerado efetivo por norma legal.
Por isso, uma ausência por doença, durante a qual não haja exercício efetivo das funções que justificam o suplemento, não dá normalmente direito ao seu pagamento relativamente ao período de ausência. A remuneração base e o regime das faltas por doença são questões diferentes e não transformam automaticamente o suplemento em remuneração base.
A aplicação deve ser confirmada para o suplemento e o cargo concretos, porque pode existir legislação especial ou uma situação legalmente equiparada a exercício efetivo. A escola deve verificar a base do suplemento, o período da ausência e as instruções de processamento remuneratório aplicáveis.
Base legal:
- Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 159.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2014-57466875-57517923 - Decreto-Lei n.º 25/2015, de 6 de fevereiro, artigo 2.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/25-2015-66443113 - Nota Informativa de processamento de remunerações, AGSE/IGeFE:
https://www.dgae.medu.pt/download/gestrechumanos/pessoal-nao-docente/carreiras/processamento-de-remuneracoes-2022.pdf O que é o Selo Escola eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Escola eTwinning é um reconhecimento europeu atribuído à escola como comunidade, e não apenas a um professor ou a um projeto. Valoriza a liderança partilhada, a colaboração entre docentes, a participação dos alunos, a inclusão, a inovação e a capacidade de a escola servir de referência para outras escolas.
Para a edição 2026–2027, a plataforma europeia indica, entre outros requisitos de pré-seleção, que a escola esteja registada no eTwinning há mais de dois anos, que pelo menos três docentes tenham participado em atividades eTwinning nos dois anos anteriores e que pelo menos um membro da escola tenha obtido um Selo Nacional de Qualidade nesse período. As escolas que reúnam os requisitos recebem convite para preencher uma candidatura na European School Education Platform.
A candidatura é única por escola e deve descrever a forma como a escola concretiza a missão eTwinning, juntando as evidências solicitadas. A direção e os docentes envolvidos devem participar na preparação e a candidatura inclui declaração assinada pelo diretor. A avaliação é feita pela Organização Nacional de Apoio, segundo os critérios e o calendário publicados na plataforma.
O Selo não é uma acreditação de entidade formadora nem garante financiamento. É um reconhecimento institucional e a escola deve confirmar sempre os requisitos e prazos da edição em curso.
Fonte oficial
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European School Education Platform — eTwinning School label .
O que acontece em caso de lesão do meu educando durante uma atividade?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Se a atividade for organizada ou enquadrada pela escola e ocorrer um acidente abrangido pelo seguro escolar, a escola deve prestar ou promover a assistência imediata, acionar os procedimentos de emergência aplicáveis, informar o encarregado de educação e registar/participar o acidente segundo os procedimentos da escola e do seguro escolar.
O seguro escolar pode abranger acidentes ocorridos no contexto escolar e nas atividades educativas ou desportivas enquadradas pela escola, nos termos do Regulamento do Seguro Escolar. A cobertura concreta, as despesas elegíveis e os documentos necessários dependem das circunstâncias do acidente e da aplicação desse regulamento; por isso, o encarregado de educação deve entregar à escola os comprovativos clínicos e de despesa que lhe forem solicitados e seguir as instruções dos serviços.
Esta resposta não significa que qualquer lesão ocorrida fora de uma atividade escolar esteja automaticamente coberta. Em caso urgente, deve prevalecer a assistência médica imediata, sem esperar por formalidades administrativas.
Base legal
-
Portaria n.º 413/99, de 8 de junho, que aprova o Regulamento do Seguro Escolar .
A escola tem de apresentar candidatura a financiamento comunitário no âmbito do TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
Sim, mas a obrigação deve ser entendida no contexto do TEIP4. A escola integrada no programa, tendo por referência o seu Plano de Ação, compromete-se a apresentar e executar uma candidatura a financiamento comunitário no âmbito do FSE+, para cofinanciar as ações previstas nesse plano.
O artigo 12.º do Despacho n.º 7798/2023 determina que a candidatura é apresentada no quadro dos avisos publicados pelos programas específicos, designadamente o PDQI (Pessoas 2030) e o Algarve 2030, e deve respeitar a legislação aplicável e as regras do aviso de abertura. Assim, não há financiamento automático nem dispensa da verificação dos prazos, despesas elegíveis, documentos e critérios do aviso.
Esta obrigação é diferente da candidatura de acesso ao próprio TEIP4. Para essa integração, o artigo 5.º prevê um procedimento aberto pelo Diretor-Geral da Educação, acompanhado, designadamente, por acordo de parceria com a autarquia e pelo Plano de Ação.
Base legal
-
Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho, artigos 5.º e 12.º .
A recondução do Diretor está sujeita a homologação?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. A recondução do diretor é deliberada pelo conselho geral, até 60 dias antes do termo do mandato, por maioria absoluta dos membros em efetividade de funções, não sendo permitida a recondução para um terceiro mandato consecutivo.
A homologação prevista no artigo 23.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 75/2008 refere-se ao resultado da eleição do diretor, depois de realizado um procedimento concursal. Não constitui uma homologação autónoma da deliberação de recondução prevista no artigo 25.º.
Se não houver recondução, ou se esta não puder ser aprovada, deve ser aberto procedimento concursal para nova eleição. Nesse caso, o resultado eleitoral fica sujeito ao regime de homologação previsto para a eleição. A deliberação de recondução deve ser formalizada em ata e praticada com observância das regras de funcionamento do conselho geral e das obrigações de publicitação ou comunicação aplicáveis.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigos 23.º, n.º 4, e 25.º, n.os 2 a 5 .
Quais são as modalidades de formação contínua de docentes?EduQA · Carreira e Formação
O artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, na redação atual, enumera estas modalidades de ações de formação contínua:
- cursos de formação;
- oficinas de formação;
- círculos de estudos;
- ações de curta duração;
- cursos de formação online abertos e massivos.
A título individual ou em pequeno grupo, com um máximo de sete elementos, pode ainda ser pedida ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) a acreditação das modalidades de estágio e/ou projeto. Estas modalidades estão sujeitas à regulamentação própria do CCPFC.
Quanto à duração, o artigo 7.º estabelece, em regra, um mínimo de 13 horas para cursos, oficinas, círculos de estudos e cursos online abertos e massivos; as ações de curta duração têm entre 3 e 6 horas. Para relevar para a avaliação do desempenho e a progressão, a formação deve também cumprir as regras do artigo 8.º, incluindo a acreditação, o reconhecimento ou a certificação exigidos.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, artigos 6.º a 8.º, na redação atual .
O que é o programa de alargamento da rede de bibliotecas no 1.º CEB?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
É o procedimento excecional da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) para criar bibliotecas escolares e integrá-las na rede nas escolas do 1.º ciclo do ensino básico que ainda não dispõem de biblioteca.
Na informação oficial atualmente publicada pela RBE, o procedimento desenvolve-se em 2026 e 2027 por prioridades: P1 para agrupamentos onde ainda não existe qualquer biblioteca escolar de 1.º CEB, P2 para escolas selecionadas segundo critérios como o número de alunos e a distância à escola-sede, e P3 para as restantes escolas, de acordo com o cronograma a definir.
As escolas-sede dos agrupamentos abrangidos devem preencher o formulário na Área de Trabalho da RBE e enviar a documentação complementar indicada no procedimento. O fundo documental e os apoios dependem da prioridade, da seleção da escola, do número de alunos e das regras publicadas; não resultam automaticamente apenas do facto de a escola pertencer ao 1.º CEB.
Fonte oficial
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RBE — Criar a biblioteca: Expandir a Rede de Bibliotecas Escolares no 1CEB .
Quem são os destinatários do ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O ensino doméstico destina-se aos alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória que pretendam frequentar, nesse regime, o ensino básico geral ou os cursos científico-humanísticos. O artigo 3.º, alínea a), do Decreto-Lei n.º 70/2021 fixa esse âmbito; a escolaridade obrigatória corresponde, em regra, ao período dos 6 aos 18 anos.
No ensino doméstico, o currículo é desenvolvido no domicílio do aluno por um familiar ou por pessoa que com ele habite. A frequência exige matrícula, renovação da matrícula quando aplicável e celebração de um protocolo de colaboração com a escola de matrícula. O pedido não é uma simples comunicação: segue o requerimento e a decisão previstos nos artigos 8.º a 12.º do decreto-lei.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 3.º, 4.º, 6.º a 12.º .
As soluções devem garantir continuidade de serviço?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
No contexto dos requisitos técnicos e operacionais para soluções digitais da Administração e Gestão Escolar, a continuidade de serviço e a disponibilidade das aplicações devem ser consideradas requisitos essenciais. A solução deve prever medidas adequadas ao seu contexto, como monitorização, cópias de segurança, recuperação perante incidentes e uma resposta de suporte que limite a interrupção do serviço.
Esta afirmação não significa que exista uma regra única, com o mesmo conteúdo, aplicável a todas as soluções informáticas ou que qualquer indisponibilidade seja automaticamente uma violação legal. A obrigação concreta depende do contrato, do caderno de encargos, dos níveis de serviço e das políticas de segurança e continuidade aplicáveis ao sistema em causa.
O Plano de Atividades 2026 da AGSE identifica a elaboração de planos de continuidade de serviço e de cibersegurança escolar como atividade operacional. Assim, numa contratação ou avaliação técnica, a escola ou entidade deve consultar os requisitos específicos do procedimento e exigir apenas o que estiver previsto nesses documentos.
Fonte oficial
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AGSE — Plano de Atividades 2026 .
Quais os procedimentos para a transição do ensino doméstico para a frequência do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos, num estabelecimento de ensino (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição do ensino doméstico para a frequência do ensino básico geral ou dos cursos científico-humanísticos num estabelecimento de ensino obedece às regras de matrícula da oferta pretendida. É necessário apresentar o pedido no circuito de matrícula aplicável, indicar a oferta e o ano de escolaridade pretendidos e cumprir as regras de prioridade, documentos, prazos e existência de vaga que estejam em vigor para esse ano letivo.
O artigo 20.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 70/2021 não cria uma matrícula automática nem fixa, por si só, um prazo universal como o quinto dia útil do segundo período. Se a transição ocorrer no decurso do ano letivo, a situação deve ser articulada com a escola de matrícula e observadas as regras próprias de matrícula e transferência; se ocorrer no período normal, aplicam-se os prazos e procedimentos do normativo anual de matrículas.
O encarregado de educação, ou o aluno maior, deve conservar e entregar os elementos do percurso escolar que a escola de destino solicite para instruir a matrícula e permitir a continuidade do processo individual e da avaliação.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 5.º, 8.º, 9.º e 20.º .
É possível que os membros do agregado familiar realizem as viagens em datas diferentes do docente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim, o regime aplicável aos docentes colocados no estrangeiro admite que as viagens do docente e dos membros do seu agregado familiar ocorram em datas diferentes, quando estejam enquadradas nos apoios de viagem previstos no diploma.
A possibilidade não transforma qualquer deslocação particular numa viagem comparticipada. É necessário que o docente esteja abrangido pelo regime, que a viagem corresponda a uma das situações legalmente previstas — designadamente início, decurso ou cessação de funções, ou regresso anual quando aplicável — e que sejam cumpridos os procedimentos, limites e documentos exigidos pela entidade competente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 11 de setembro, na redação aplicável .
Este prazo pode suspender-se?IGEC · Carreira e Formação
A pergunta é demasiado genérica para identificar qual prazo está em causa. Se se refere ao prazo de prescrição do procedimento disciplinar, a resposta é sim, mas apenas nas condições cumulativas previstas no artigo 178.º, n.os 3 e 4, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
O prazo pode suspender-se por, no máximo, seis meses quando seja instaurado processo de inquérito ou de sindicância, desde que este seja instaurado nos 30 dias seguintes à suspeita da infração, que do inquérito resulte a instauração de processo disciplinar nos 30 dias seguintes à receção do processo pela entidade competente e que, nessa data, ainda não esteja ultrapassado o prazo de um ano sobre a prática da infração — ou o prazo criminal, se for aplicável. Se estas condições não se verificarem, não se deve afirmar automaticamente que o prazo ficou suspenso.
Para responder a outro prazo, é indispensável indicar o procedimento e a norma a que ele pertence.
Base legal
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Lei n.º 35/2014 — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, artigo 178.º, na redação atual .
O que deve conter o portefólio do aluno em ensino individual ou doméstico?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O portefólio é o registo do percurso curricular e pedagógico-didático do aluno. Deve reunir, em suportes variados, documentação e evidências do trabalho e das aprendizagens realizadas, permitindo acompanhar a evolução do aluno.
Deve incluir, designadamente, elementos de autoavaliação do aluno, a apreciação do trabalho desenvolvido pelo responsável educativo e outros elementos relevantes. O conteúdo concreto e a periodicidade de entrega devem resultar do protocolo de colaboração celebrado com a escola de matrícula. O portefólio é apresentado pelo encarregado de educação para acompanhamento e discussão com o professor-tutor.
Não existe, no Decreto-Lei n.º 70/2021, um modelo único fechado de portefólio que substitua o protocolo; a escola deve aplicar o protocolo e respeitar os limites legais de proteção de dados.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 4.º, alínea d), 12.º, 15.º, alínea a), e 18.º, n.os 1 a 4 .
Como é comprovada a robustez física e o perfil psíquico para o exercício de funções docentes?Radar Escolar · Carreira e Formação
Como regra geral, a robustez física e o perfil psíquico exigidos para o exercício de funções profissionais, públicas ou privadas, são comprovados por declaração do próprio candidato. Não é exigido um atestado médico apenas para provar esses requisitos.
Um exame médico ou outro meio especial de avaliação só pode ser imposto quando exista legislação especial que o determine para a função ou para a situação concreta. Por isso, o candidato deve cumprir também os documentos expressamente exigidos pelo aviso ou pelo regime do concurso docente, sem substituir uma exigência especial por uma declaração genérica.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 242/2009, de 16 de setembro, artigos 1.º e 2.º .
Quais são os principais objetivos do Programa Erasmus+?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O objetivo geral do Erasmus+ é apoiar, através da aprendizagem ao longo da vida, o desenvolvimento educativo, profissional e pessoal das pessoas nos domínios da educação, formação, juventude e desporto, contribuindo para o crescimento sustentável, empregos de qualidade, coesão social, inovação, identidade europeia e cidadania ativa.
Na educação e formação, os objetivos específicos incluem promover a mobilidade individual e de grupos para fins de aprendizagem, a cooperação entre organizações, a qualidade, a inclusão e equidade, a excelência, a criatividade e a inovação. O programa também apoia a construção do Espaço Europeu da Educação e a cooperação europeia em educação e formação.
Os objetivos não significam que qualquer projeto escolar seja automaticamente elegível ou financiado. A escola deve enquadrar a proposta numa ação concreta, cumprir o Guia do Programa e o aviso aplicável, e demonstrar os critérios de elegibilidade e de qualidade dessa ação.
Base legal e fonte oficial
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Regulamento (UE) 2021/817, de 20 de maio de 2021, artigo 3.º — EUR-Lex .
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Erasmus+ Programme Guide 2026 — objetivos .
Existem Aprendizagens Essenciais (AE) para todos os anos de escolaridade e para todas as disciplinas?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Não é seguro responder simplesmente que existem AE, com o mesmo alcance, para todos os anos e para todas as disciplinas. As Aprendizagens Essenciais são homologadas por nível de ensino, disciplina e oferta educativa, e a existência do documento deve ser confirmada na lista oficial da Direção-Geral da Educação.
No ensino básico existem AE homologadas para as disciplinas e ciclos abrangidos pelos respetivos atos. No ensino secundário, as AE dos cursos científico-humanísticos estão homologadas pelo Despacho n.º 8476-A/2018 e a DGE publica a lista por disciplina e ano. Nos cursos profissionais, os documentos podem organizar-se ao longo do ciclo de formação e devem ser articulados com os perfis profissionais e referenciais de formação; o Despacho n.º 7414/2020 respeita às componentes sociocultural e científica. As disciplinas de oferta de escola podem ter documentos curriculares aprovados pelo conselho pedagógico, nos termos da respetiva portaria.
Assim, para responder a um caso concreto, deve indicar-se o nível, a oferta, o curso, a disciplina e o ano de formação. A consulta da lista da DGE é necessária para não afirmar a existência de uma AE que não esteja homologada para aquela situação.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Aprendizagens Essenciais do ensino secundário .
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Despacho n.º 6944-A/2018, relativo ao ensino básico .
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Despacho n.º 8476-A/2018, relativo aos cursos científico-humanísticos .
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Despacho n.º 7414/2020, relativo às componentes sociocultural e científica dos cursos profissionais .
Os alunos com adaptações curriculares significativas realizam provas finais no ensino básico e exames finais nacionais no ensino secundário?EduQA · Currículo e Qualificações
Em regra, não para efeitos de aprovação e conclusão do ciclo ou do ensino secundário. O Despacho Normativo n.º 3/2026 determina que os alunos com a medida adicional «adaptações curriculares significativas» não realizam:
- provas finais do ensino básico nem provas de equivalência à frequência para aprovação e conclusão do ciclo;
- exames finais nacionais nem provas de equivalência à frequência para aprovação e conclusão do ensino secundário.
As regras aplicam-se também aos alunos do ensino individual e do ensino doméstico. Isto não significa que o aluno fique dispensado de todos os momentos de avaliação: a escola continua a avaliar as aprendizagens e a certificação deve respeitar o regime de educação inclusiva e o percurso individual. A decisão de realização das provas ModA pelos alunos com esta medida tem regra própria e compete ao diretor, depois de ouvidos os encarregados de educação.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, artigos 18.º, 39.º e 80.º .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual .
O que é a componente de Cidadania e Desenvolvimento?EduQA · Currículo e Qualificações
Cidadania e Desenvolvimento é uma componente curricular dos ensinos básico e secundário, enquadrada no artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018. Visa desenvolver conhecimentos, atitudes e competências para a participação cívica, democrática e responsável, o respeito pelos Direitos Humanos e a vida em sociedade.
A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, é o referencial nacional da componente. O Despacho n.º 10637-A/2025 homologou as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento para as ofertas e modalidades educativas e formativas dos ensinos básico e secundário.
A concretização é feita pela escola de acordo com a matriz curricular, a estratégia de educação para a cidadania e as opções curriculares aprovadas. A componente não deve ser confundida com uma disciplina comum em todas as ofertas; a avaliação e o registo seguem o regime da oferta respetiva e a legislação aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 15.º .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 .
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Despacho n.º 10637-A/2025 .
A organização semestral reduz momentos de informação aos encarregados de educação?EduQA · Administração e Gestão Escolar
Não. A organização semestral, ou outra organização de funcionamento diferente da anual, não pode diminuir a informação prestada aos alunos e aos encarregados de educação sobre a avaliação das aprendizagens.
O artigo 22.º, n.º 6, da Portaria n.º 223-A/2018 exige que seja garantida, pelo menos, uma informação durante o período adotado — no caso, o semestre — e, no final desse período, uma apreciação sobre a evolução das aprendizagens, incluindo as áreas a melhorar ou a consolidar quando aplicável, a incluir na ficha de registo de avaliação.
A norma garante um mínimo de informação; não fixa, por si só, o número de reuniões com encarregados de educação nem impede que a escola estabeleça momentos adicionais no seu regulamento interno ou no seu calendário.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 22.º, n.º 6 .
Existem diferentes tipos de Laboratórios de Educação Digital (LED)?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Existem três tipos de Laboratórios de Educação Digital: LED 1, LED 2 e LED 3. Cada tipo resulta da combinação de duas das três áreas LED, sempre com equipamento comum:
- Programação e Robótica;
- STEM;
- Artes e Multimédia.
Assim, os tipos LED correspondem às diferentes combinações possíveis de duas destas áreas, acrescidas do equipamento comum. A escolha deve atender ao projeto educativo e às necessidades pedagógicas da escola.
Os LED destinam-se, no âmbito do investimento de transição digital na educação, aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. A tipologia não deve ser confundida com uma disciplina ou com uma oferta curricular autónoma.
Fonte oficial
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DGE — Áreas dos Laboratórios de Educação Digital .
Quem faz parte do júri da Prova de Aptidão Profissional (PAP)EduQA · Currículo e Qualificações
O júri de avaliação da PAP é designado pelo órgão de administração e gestão da escola e é composto por:
- o diretor da escola ou um representante, que preside;
- o diretor de curso;
- o diretor de turma;
- o orientador do projeto;
- um representante de associações empresariais ou de empresas de setores afins ao curso;
- um representante de associações sindicais dos setores de atividade afins ao curso;
- uma personalidade de reconhecido mérito na área da formação profissional ou em setores de atividade afins ao curso.
Para deliberar, o júri necessita da presença de pelo menos quatro elementos, incluindo obrigatoriamente o presidente e dois dos elementos externos previstos nas três últimas alíneas. Em caso de empate, o presidente tem voto de qualidade. A escola pode detalhar no seu regulamento da PAP os procedimentos não previstos na portaria.
Base legal
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, artigo 33.º, na redação atual .
Em que escolas posso matricular um aluno em ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
O ensino individual é um regime de educação e ensino em que o aluno é acompanhado individualmente por um professor habilitado, fora de uma turma escolar. A matrícula continua a ser feita numa escola de matrícula: não significa que a família possa escolher indiferenciadamente qualquer escola ou dispensar os procedimentos de matrícula.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual, o pedido deve ser apresentado ao diretor da escola da área de residência que disponha da oferta educativa pretendida, observando as regras de matrícula e os documentos exigidos. A escola de matrícula acompanha o cumprimento do protocolo, a avaliação e a certificação das aprendizagens. Se for escolhida uma escola particular ou cooperativa, esta deve estar legalmente autorizada e aplicar o currículo português, sem prejuízo das regras próprias de admissão e matrícula.
Assim, a resposta correta é: o aluno deve ser matriculado na escola da área de residência com a oferta pretendida, ou numa escola particular/cooperativa legalmente autorizada que aceite a matrícula nos termos aplicáveis; o ensino individual só se inicia depois de cumpridos o pedido, a matrícula e o protocolo previstos na lei.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual, em especial os artigos 4.º, 8.º e 9.º;
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Regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico — legislação consolidada .
Como é registada a participação dos formandos?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, a escola deve registar a participação e a assiduidade dos formandos em todas as sessões. Para esse efeito, utiliza as folhas de presença disponibilizadas pela EduQA, recolhe os elementos exigidos e conserva o registo de acordo com as instruções da edição.
As folhas de presença devem ser digitalizadas e arquivadas pela escola, para permitir a verificação da execução da formação. O registo de participação não substitui os restantes procedimentos do programa, designadamente a organização das turmas, a avaliação da ação pelos participantes e o envio da informação solicitada pela entidade responsável.
Esta regra resulta do regulamento da edição da Academia Digital para Pais e não de um artigo geral do Estatuto da Carreira Docente.
Fonte oficial:
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DGE — Academia Digital para Pais ;
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Regulamento da 6.ª edição de Academia Digital para Pais .
Quem pode utilizar os LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital (LED) destinam-se aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, incluindo os diferentes percursos e ofertas formativas abrangidos pelo projeto. Não são, por isso, uma resposta geral para todos os níveis de ensino.
Os alunos utilizam os LED em atividades curriculares, extracurriculares ou interdisciplinares, sempre com enquadramento pedagógico da escola e orientação dos docentes. Podem ser mobilizados, por exemplo, em projetos STEAM, Domínios de Autonomia Curricular, clubes e cursos profissionais, desde que a atividade esteja integrada na organização pedagógica do agrupamento ou da escola não agrupada.
A escola deve assegurar as condições físicas e humanas, designar a coordenação do LED e organizar a utilização do espaço e dos equipamentos. A existência de um LED não cria uma disciplina autónoma nem dá acesso indistinto a pessoas externas à comunidade escolar.
Fonte oficial e enquadramento:
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DGE/ERTE — Sobre os Laboratórios de Educação Digital ;
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DGE/ERTE — Áreas dos LED ;
- Projeto PRR C20 — Transição Digital na Educação, TD-C20-i01.
Enquanto entidade formadora, como posso solicitar a acreditação um curso como formação especializada?EduQA · Carreira e Formação
Não basta ser uma entidade formadora certificada para poder ministrar um curso de formação especializada para docentes. O regime próprio exige que estes cursos sejam organizados por instituições de ensino superior e cumpram as condições legais do Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril, incluindo a estrutura e os requisitos aplicáveis à formação especializada.
O pedido de acreditação é apresentado pela instituição elegível através da plataforma e-processos do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC). Na plataforma, a entidade deve escolher o procedimento relativo a cursos de formação especializada, preencher o requerimento e anexar os elementos exigidos pelo CCPFC. A acreditação só existe depois da decisão competente; a submissão do pedido, por si só, não autoriza a divulgação do curso como formação especializada acreditada.
Antes de iniciar o pedido, a instituição deve confirmar na plataforma os requisitos e os documentos atualmente exigidos, porque os formulários e procedimentos administrativos podem ser atualizados.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril, em especial os artigos 4.º e 8.º;
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, em especial os artigos 22.º e 25.º;
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CCPFC — Plataforma e-processos ;
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Decreto-Lei n.º 95/97 — Diário da República .
Quem fornece os materiais em formatos acessíveis para alunos do ensino básico e secundário?EduQA · Inclusão
Para manuais e outros materiais curriculares adaptados, a DGE identifica o Centro de Recursos da Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios à Aprendizagem (DSEEAS) como a estrutura que disponibiliza materiais em formatos acessíveis, como Braille, manuais digitais e figuras em relevo. A escola deve solicitar os manuais adaptados através do GesEdu, no módulo SIME–MEGA, seguindo as instruções da DGE.
Esta resposta não deve ser confundida com os enunciados acessíveis de provas e exames, que seguem procedimentos próprios definidos pelo Júri Nacional de Exames e pelas orientações anuais aplicáveis.
Na organização atual do Ministério, a EduQA/UAQI tem também competências de identificação de necessidades e de conceção, produção e distribuição de recursos educativos acessíveis ou adaptados. Isso não significa que todos os materiais sejam pedidos diretamente a essa unidade, nem que exista uma única entidade para todos os tipos de recurso.
Base legal e fontes oficiais:
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DGE — Materiais em formatos acessíveis ;
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, legislação consolidada ;
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Despacho n.º 2354/2026, de 19 de fevereiro .
Quem dinamiza as sessões de formação?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na Academia Digital para Pais, as sessões são dinamizadas por voluntários formadores. O regulamento da 6.ª edição dá preferência a alunos da escola com idades entre os 14 e os 18 anos, mas permite também selecionar docentes, técnicos e pais ou encarregados de educação da comunidade educativa.
Podem ser constituídos até dois voluntários formadores por turma, de acordo com a organização prevista no regulamento. A escola deve selecionar, preparar e acompanhar os voluntários e assegurar a coordenação da iniciativa; por isso, não é correto dizer que todas as sessões têm necessariamente de ser dadas por alunos.
Esta é uma regra do regulamento da Academia Digital para Pais, aplicável à edição correspondente, e não uma habilitação profissional geral prevista no Estatuto da Carreira Docente.
Fonte oficial:
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DGE — Academia Digital para Pais ;
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Regulamento da 6.ª edição de Academia Digital para Pais .
Qual o normativo legal que enquadra o ensino doméstico?EduQA · Currículo e Qualificações
O regime jurídico central é o Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual. O diploma regula o ensino doméstico e o ensino individual, define os respetivos conceitos e estabelece as regras de matrícula, protocolo com a escola, acompanhamento, monitorização, avaliação e certificação das aprendizagens.
No ensino doméstico, a responsabilidade principal pela educação e ensino é assumida pelo familiar ou pela pessoa que exerce funções de tutoria nos termos previstos na lei. A opção não elimina a matrícula nem o acompanhamento pela escola: o aluno mantém uma escola de matrícula, deve ser celebrado o protocolo aplicável e as aprendizagens são acompanhadas e certificadas segundo o regime legal.
O currículo deve respeitar o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e os documentos curriculares em vigor, incluindo as aprendizagens essenciais aplicáveis ao nível de ensino. O Decreto-Lei n.º 70/2021 foi entretanto alterado, pelo que deve ser consultada a versão consolidada e não apenas o texto original de 2021.
Base legal e fonte oficial:
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Decreto-Lei n.º 70/2021 — legislação consolidada ;
- Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação conferida pelas alterações posteriores, incluindo o Decreto-Lei n.º 8/2025.
Como é que os candidatos dos regimes D ou G apresentam a sua candidatura?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
Os candidatos dos regimes especiais D ou G não apresentam, em regra, a candidatura diretamente na plataforma geral do Concurso Nacional de Acesso. Devem utilizar o formulário próprio e entregá-lo à entidade indicada pela DGES para o respetivo regime: normalmente a Embaixada competente e, quando aplicável, o Instituto Camões, I. P. A entidade recebe e instrui a candidatura nos termos do regime especial e dos procedimentos anuais divulgados.
Para 2026–2027, a DGES indicou o período de 3 a 10 de agosto de 2026 para a apresentação das candidaturas aos regimes especiais. Este prazo é apenas o do calendário desse ano; para outro ano letivo deve ser consultado o calendário atualizado da DGES.
Depois da colocação, a matrícula é realizada na instituição de ensino superior dentro do prazo definido no calendário dos regimes especiais. A candidatura, a colocação e a matrícula são fases diferentes e não devem ser confundidas.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, que estabelece o regime especial de acesso e ingresso no ensino superior;
- Portaria n.º 248-A/2023, de 21 de agosto, na redação aplicável;
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DGES — Regimes especiais de acesso ;
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DGES — Formulários dos regimes especiais ;
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DGES — Calendário dos regimes especiais 2026 .
O candidato deve consultar a lista de documentos exigidos para o regime concreto e entregar a candidatura dentro do calendário anual. A instrução da candidatura é responsabilidade do candidato, que pode ser chamado a apresentar documentos complementares. Depois da colocação, a matrícula e inscrição seguem o calendário próprio dos regimes especiais; para determinados candidatos D e G, o calendário de 2026-2027 admite matrícula até 31 de dezembro de 2026.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho — Diário da República : estabelece os regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior.
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Portaria n.º 248-A/2023, de 1 de agosto — Diário da República : aprova o regulamento do concurso dos regimes especiais.
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DGES — Regimes especiais : indica a entidade de apresentação para os regimes D e G e as condições gerais.
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DGES — Formulários : confirma a entrega junto da Embaixada ou do Instituto Camões.
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Despacho n.º 7343/2026, de 11 de junho — DGES : calendário de 2026-2027.
**Nota:** a designação do regime e os documentos aplicáveis devem ser confirmados no regulamento e calendário do ano concreto; não se deve extrapolar um prazo anual para anos futuros.
Que legislação regula a formação contínua de docentes?EduQA · Carreira e Formação
O regime jurídico principal é o Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, designadamente após o Decreto-Lei n.º 9-A/2025. Este diploma regula a formação contínua dos educadores de infância e professores, as modalidades de formação, as entidades formadoras, a acreditação e certificação e a intervenção do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).
Entre as modalidades previstas contam-se cursos de formação, oficinas de formação, círculos de estudos, ações de curta duração e formação a distância/online nos termos regulamentares. A duração mínima e os efeitos na progressão dependem da modalidade e das regras de acreditação: para efeitos de carreira não basta frequentar uma atividade informal, sendo necessário que a formação seja acreditada e certificada nos termos aplicáveis.
O CCPFC aprecia e acredita as ações e as entidades nas situações previstas na lei e publica regulamentos, critérios e procedimentos complementares. Por isso, para uma ação concreta devem ser verificados o número de acreditação, a modalidade, a duração, os destinatários e os efeitos certificados.
Base legal e fontes oficiais:
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Decreto-Lei n.º 22/2014 — legislação consolidada ;
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025 ;
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CCPFC — regulamentos e procedimentos .
A frequência da educação pré-escolar é obrigatória?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. A frequência da educação pré-escolar não se confunde com a escolaridade obrigatória. A educação pré-escolar é facultativa, embora o Estado deva assegurar a existência de uma rede que permita a sua frequência e, nos termos da legislação mais recente, a universalidade da oferta a partir do ano em que a criança completa 3 anos.
É importante distinguir duas ideias: universalidade significa que deve existir oferta acessível para todas as crianças abrangidas; obrigatoriedade significaria um dever legal de frequência. A legislação da educação pré-escolar consagra a primeira, não transforma automaticamente a frequência numa obrigação escolar.
O regime da escolaridade obrigatória continua a abranger a idade legal definida na Lei de Bases do Sistema Educativo e na Lei n.º 85/2009, não sendo a frequência do pré-escolar contabilizada como o início dessa obrigação apenas por existir uma vaga ou uma matrícula disponível.
Base legal e fontes oficiais:
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar , em especial o artigo 3.º;
-
Lei n.º 22/2025, de 4 de março , sobre a universalidade da educação pré-escolar;
- Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, na redação atual, sobre a escolaridade obrigatória.
Que encargos financeiros existem para frequentar a educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar da rede pública, a componente educativa/letiva não é cobrada como uma propina. Podem, contudo, existir encargos relativos às componentes não educativas ou de apoio à família, como o acolhimento antes ou depois do horário educativo, as atividades nas interrupções letivas e as refeições, de acordo com o serviço efetivamente utilizado.
A comparticipação da família não é um valor nacional único aplicável a todas as escolas. É determinada segundo as regras legais e regulamentares aplicáveis, a condição socioeconómica do agregado e as decisões da entidade responsável pelo serviço, designadamente município, agrupamento ou entidade gestora, dentro das respetivas competências. Devem ser consultadas a regulamentação local e a informação de ação social escolar do ano em causa.
O Decreto-Lei n.º 147/97 e o Despacho Conjunto n.º 300/97 enquadram a componente de apoio à família e a comparticipação dos pais de acordo com as condições socioeconómicas. O almoço pode ainda obedecer às regras e preços da ação social escolar aplicáveis ao serviço de refeições.
Assim, não é correto afirmar que toda a frequência do pré-escolar é sempre gratuita nem que existe uma fórmula única para todos os municípios: a componente letiva é distinta dos serviços de apoio e alimentação.
Base legal e fontes oficiais:
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho ;
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Despacho Conjunto n.º 300/97 — texto disponibilizado pela DGE ;
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Informação jurídica do Diário da República sobre o Despacho Conjunto n.º 300/97 .
Onde decorrem as ações de formação?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, as sessões decorrem, em regra, nas instalações da escola ou da instituição aderente que organiza a turma. A escola deve indicar aos participantes o local concreto, assegurar as salas e os equipamentos necessários e organizar o horário previsto no regulamento da edição.
Não é uma regra geral para todas as ações de formação: o local pode variar quando o aviso, o regulamento ou a entidade responsável previr outra solução. Em caso de dúvida, prevalece a informação oficial da edição em que a formação foi autorizada.
Fonte oficial:
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DGE — Academia Digital para Pais ;
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Regulamento da 6.ª edição de Academia Digital para Pais .
Qual a nota de candidatura considerada no concurso?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
No Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior público, a nota de candidatura não é simplesmente a classificação final do ensino secundário. É uma classificação na escala de 0 a 200 calculada para cada par instituição/curso, com os pesos definidos pela instituição e publicados no guia anual.
Para 2026-2027, o artigo 35.º da Portaria n.º 219/2026/1 prevê, conforme o par instituição/curso, a combinação ponderada de:
- classificação do ensino secundário (S);
- uma, duas ou três classificações dos exames finais nacionais correspondentes às provas de ingresso (P, P1, P2 ou P3);
- e, quando aplicável, a classificação de um pré-requisito de seriação ou de seleção e seriação.
A fórmula, quando não há pré-requisito, é, respetivamente, **S × ps + P × pp**, **S × ps + P1 × pp1 + P2 × pp2** ou **S × ps + P1 × pp1 + P2 × pp2 + P3 × pp3**. Os pesos variam conforme o par instituição/curso e devem ser consultados no Guia da Candidatura e na informação anual oficial.
A classificação do ensino secundário é convertida para a escala de 0 a 200 nos termos do artigo 36.º, e o resultado é arredondado segundo a regra prevista no regulamento. A candidatura só pode ser admitida se o candidato cumprir também as provas de ingresso, classificações mínimas, pré-requisitos e nota mínima de candidatura exigidos para o par.
A resposta pode ser diferente nos concursos especiais, regimes especiais ou concursos institucionais do ensino superior privado, que têm regulamentos próprios.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio — Diário da República , artigos 7.º e 35.º a 36.º.
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Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, na redação atual — Diário da República , regime geral de acesso e ingresso.
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DGES — Guia da Candidatura 2026 , fórmula, pesos, provas e classificações de cada par instituição/curso.
**Validação Radar:** fontes oficiais consultadas e legislação aplicável verificada em 1 de outubro de 2026.
Quem pode frequentar ações de formação contínua no âmbito do regime jurídico aplicável?EduQA · Carreira e Formação
O regime jurídico da formação contínua abrange os educadores de infância e os docentes dos ensinos básico e secundário que se encontrem em exercício de funções, bem como as situações legalmente equiparadas. Abrange também, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 22/2014, docentes do ensino particular e cooperativo quando a ação e a entidade formadora estejam enquadradas no sistema, docentes que lecionam português no estrangeiro e docentes das escolas públicas portuguesas no estrangeiro ou das escolas europeias, quando reúnam as condições aplicáveis.
O facto de uma pessoa ser professora não garante a admissão automática a qualquer ação. A entidade formadora pode definir os destinatários, pré-requisitos e critérios de seleção da ação, desde que respeite a acreditação e o regulamento aplicáveis. Para efeitos de carreira, devem ainda ser verificados a acreditação da ação, a modalidade, a duração e a certificação emitida.
Base legal e fonte oficial:
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Decreto-Lei n.º 22/2014 — legislação consolidada , em especial o artigo 2.º e as regras de acreditação e certificação;
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CCPFC — informação institucional .
O que é o processo de RVCCEduQA · Currículo e Qualificações
O Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) é um processo destinado a adultos que permite reconhecer competências adquiridas ao longo da vida em contextos formais, não formais e informais, incluindo experiências profissionais, pessoais e de formação.
O processo decorre num Centro Qualifica e começa normalmente com orientação e encaminhamento. Depois, as competências são reconhecidas e validadas face ao referencial de competências aplicável; no final, um júri pode certificar total ou parcialmente a qualificação. Consoante o percurso e o referencial, o processo pode conduzir a certificação escolar e/ou profissional, nos níveis de qualificação previstos no Quadro Nacional de Qualificações.
O acesso, os requisitos etários, a experiência exigida em determinados percursos, as etapas e a certificação dependem do tipo de RVCC e da situação concreta do adulto. Não é correto garantir automaticamente um diploma apenas por iniciar o processo: é necessária a validação das competências e a decisão de certificação.
Base legal e fontes oficiais:
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Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro , que regula o processo de RVCC;
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Portaria n.º 62/2022, de 31 de janeiro , relativa aos Centros Qualifica;
- ANQEP e Centros Qualifica, para informação sobre referenciais, encaminhamento e ofertas disponíveis.
As aplicações que integram o ecossistema escolar devem ser avaliadas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim, mas a regra não é apenas uma avaliação informal feita pela escola. O Decreto-Lei n.º 138/2026 criou um regime de certificação prévia dos sistemas de informação escolares abrangidos: antes de serem utilizados para tratar dados ou suportar processos escolares, devem cumprir os requisitos legais e técnicos e obter a certificação da entidade competente, nos termos regulamentares.
Devem ser distinguidos os sistemas de informação escolares abrangidos pelo diploma das aplicações genéricas que não desempenham essas funções. A Portaria n.º 394-A/2026/2 concretiza requisitos como interoperabilidade, segurança, controlo de acessos e rastreabilidade. A escola ou agrupamento deve confirmar se o produto está abrangido, se possui certificado válido e se o uso previsto respeita o RGPD, as regras de segurança e as orientações da entidade responsável.
Os sistemas já existentes dispõem do regime transitório previsto no Decreto-Lei n.º 138/2026, incluindo o prazo indicado no diploma para conclusão da certificação. Isso não transforma qualquer aplicação educativa numa plataforma certificada nem dispensa a escola de verificar a base legal e a proteção dos dados dos alunos.
Base legal e fontes oficiais:
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2, de 14 de setembro ;
- Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e Lei n.º 58/2019, na parte aplicável ao tratamento de dados pessoais.
O que são os Clubes de Programação e Robótica?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) são espaços e projetos de aprendizagem não formal promovidos no contexto escolar, integrados na rede de iniciativas da Direção-Geral da Educação através da ERTE. Desenvolvem competências digitais, computacionais e tecnológicas por meio de atividades práticas de programação, robótica educativa e pensamento computacional.
As atividades podem promover criatividade, resolução de problemas, trabalho colaborativo e projetos STEAM. A forma de funcionamento, a inscrição da escola, os equipamentos e os destinatários dependem da organização do agrupamento e das instruções ou convites da DGE/ERTE aplicáveis à edição em causa.
Não existe, nesta ficha, fundamento para afirmar que todos os CPR têm obrigatoriamente a mesma carga horária, currículo ou financiamento. Trata-se de uma iniciativa/programa da DGE; devem ser consultadas as regras da edição concreta e o projeto educativo da escola.
Fonte oficial:
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
Os alunos têm direito a produtos de apoio para acesso ao currículo?EduQA · Inclusão
Sim. Os alunos com deficiência ou incapacidade têm direito a produtos de apoio quando estes sejam necessários para assegurar a participação, a aprendizagem e o acesso ao currículo em condições de igualdade. O direito não significa, porém, que seja automaticamente atribuído qualquer produto escolhido pela família: é necessário avaliar a necessidade funcional e seguir o procedimento aplicável.
No âmbito da educação inclusiva, a escola pode solicitar a avaliação do Centro de Recursos para a Inclusão/Tecnologias de Informação e Comunicação (CRTIC), que integra a rede de centros de recursos de tecnologias de apoio. A avaliação identifica as barreiras e o produto adequado; a prescrição e a disponibilização seguem o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) e as competências das entidades responsáveis.
O pedido deve ser articulado com a escola e com a equipa que acompanha o aluno, juntando a informação funcional e pedagógica necessária. A existência de um relatório ou de uma medida de suporte não dispensa, quando exigida, a avaliação/prescrição própria do produto.
Base legal e fontes oficiais:
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, legislação consolidada , em especial o artigo 17.º;
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Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril , que cria o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio;
- Orientações da DGE e da rede CRTIC sobre avaliação e prescrição de produtos de apoio.
Necessito de ser um perito em tecnologias de informação e comunicação (TIC) para participar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. A participação no eTwinning não exige, nas orientações gerais do programa, que o docente seja perito em tecnologias de informação e comunicação. É suficiente ter uma conta eTwinning elegível, cumprir as regras de participação e integrar um projeto com objetivos pedagógicos claros. As ferramentas digitais podem ser aprendidas e utilizadas progressivamente.
Isso não dispensa o dever profissional de planear a atividade, proteger os dados dos alunos, respeitar as regras da escola e utilizar apenas as ferramentas autorizadas para o projeto. Os requisitos concretos de inscrição, parceiros, alunos e publicação de conteúdos devem ser confirmados na plataforma e nas regras da edição aplicável.
Esta é uma orientação do programa e não uma qualificação profissional definida por diploma legal.
Fonte oficial:
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Comissão Europeia — eTwinning ;
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Comissão Europeia — Projetos eTwinning .
Quem pode coordenar um Clube de Programação e Robótica?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A coordenação de um Clube de Programação e Robótica deve ser assegurada pela pessoa ou equipa que a direção do agrupamento ou da escola não agrupada designe, de acordo com a organização da escola e as regras da iniciativa DGE/ERTE aplicáveis à edição em causa. É adequado escolher um docente ou outro profissional da escola com interesse ou experiência em programação, robótica educativa, tecnologias digitais ou metodologias STEAM, mas essa preferência não deve ser apresentada como uma habilitação legal nacional se o aviso do programa não a exigir.
O coordenador organiza as atividades, articula com a direção e com as estruturas pedagógicas, acompanha os alunos e assegura a utilização responsável dos equipamentos. O clube pode envolver uma equipa multidisciplinar e articular-se com outras iniciativas da escola.
Assim, a resposta depende de dois elementos: a designação interna pela direção e, quando exista, o perfil ou requisito previsto no aviso/inscrição anual da DGE/ERTE. Na ausência de uma regra específica da edição, não há fundamento para dizer que apenas uma determinada categoria profissional pode coordenar.
Fonte oficial:
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
Como devem ser tratadas as aplicações de cantinas e outros serviços acessórios?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não se deve concluir apenas pelo nome «cantina» ou «serviço acessório» que uma aplicação está ou não abrangida pelo regime dos sistemas de informação escolares. É necessário analisar as funções concretas da aplicação, os dados tratados e a sua integração com os sistemas da escola.
Quando a aplicação trata dados de alunos ou profissionais, regista refeições ou assiduidade, gere a ação social escolar, comunica com encarregados de educação, ou assegura interoperabilidade com sistemas centrais da administração educativa, pode enquadrar-se no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho. Nesse caso, o fornecimento e a utilização dependem da certificação prévia de conformidade pela AGSE, nos termos do artigo 4.º.
As soluções equivalentes às propostas pelos fornecedores só podem ser mantidas se cumprirem os requisitos técnicos, de segurança, proteção de dados e interoperabilidade aplicáveis. A Portaria n.º 394-A/2026/2 esclarece que o regime abrange software desenvolvido e utilizado específica e exclusivamente na gestão do sistema educativo, não abrangendo, por si só, sistemas de base como sistemas operativos, aplicações de produtividade ou navegadores.
Os sistemas já em funcionamento em 1 de agosto de 2026 dispõem até 1 de janeiro de 2027 para concluir o procedimento de certificação, conforme o artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 138/2026. Se a aplicação for apenas um serviço auxiliar sem tratamento ou integração abrangidos por esse regime, a escola deve seguir a orientação operacional da AGSE e as regras aplicáveis de contratação, proteção de dados e segurança, sem afirmar automaticamente que existe certificação obrigatória.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho — Diário da República , artigos 3.º, 4.º e 9.º.
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Portaria n.º 394-A/2026/2, de 14 de setembro — Diário da República , artigo 1.º.
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AGSE — Perguntas frequentes sobre a migração das aplicações escolares para a Cloud .
**Validação Radar:** legislação e fonte operacional conferidas em 1 de outubro de 2026.
Os encarregados de educação participam na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico?Radar Escolar · Inclusão
Sim. Os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar e cooperar ativamente em tudo o que se relacione com a educação do seu educando, incluindo na identificação das necessidades de suporte à aprendizagem e à inclusão e na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP).
Nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, a equipa multidisciplinar deve ouvir os pais ou encarregados de educação durante a análise da situação e a elaboração do RTP. Depois de concluído, o relatório é submetido à aprovação dos pais ou encarregados de educação no prazo de cinco dias úteis. Estes podem datar e assinar o documento ou apresentar, em anexo, os fundamentos da sua discordância.
Obtida a concordância, o RTP e, quando aplicável, o Programa Educativo Individual são submetidos a homologação do diretor, ouvido o conselho pedagógico. A implementação das medidas depende da concordância dos pais ou encarregados de educação, sem prejuízo dos procedimentos legais aplicáveis quando essa concordância não seja obtida.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — legislação consolidada , em especial os artigos 4.º, 20.º, 21.º e 22.º.
**Validação Radar:** legislação consolidada conferida em 1 de outubro de 2026.
Como posso apoiar o meu filho na prática desportiva escolar?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O encarregado de educação pode apoiar o aluno assegurando que conhece o horário, o local e as regras da atividade, acompanha a assiduidade e comunica atempadamente à escola qualquer impedimento relevante. Deve também garantir, quando aplicável, o equipamento necessário, o cumprimento das instruções de segurança e a entrega das autorizações e documentos pedidos pela escola ou pelo regulamento da atividade.
Na inscrição em atividades, treinos ou competições podem ser exigidos consentimento do encarregado de educação e comprovativo de aptidão médica, ou o termo de responsabilidade previsto no regulamento aplicável. A exigência concreta depende da modalidade, do projeto e do regulamento em vigor; não se deve aplicar automaticamente um modelo de um ano letivo ou de uma atividade diferente.
A escola deve comunicar aos encarregados de educação os horários, alterações relevantes e condições de participação. A família pode manter contacto com o professor responsável pelo grupo-equipa e colaborar na promoção de hábitos saudáveis, assiduidade, respeito pelas regras e conciliação entre a prática desportiva e as aprendizagens escolares.
Fonte oficial e enquadramento
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Desporto Escolar — documentação oficial , incluindo regulamentos e modelos de autorização.
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Desporto Escolar — Centros de Formação Desportiva .
Esta é uma orientação prática. Os documentos exigidos e as condições concretas devem ser confirmados no regulamento da atividade, grupo-equipa ou competição em causa.
**Validação Radar:** fonte institucional conferida em 1 de outubro de 2026.
Está previsto financiamento para os próximos anos?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível garantir financiamento para os próximos anos apenas porque existe financiamento no ano atual. A continuidade depende do orçamento aprovado, do programa ou aviso aplicável, da candidatura ou contrato aprovado e das decisões da entidade financiadora.
Uma escola ou agrupamento deve consultar os avisos, as regras do projeto e as comunicações da AGSE ou da entidade gestora antes de assumir que uma despesa ou uma atividade continuará financiada. O financiamento pode ter prazo, limite, fonte específica, taxa de comparticipação e condições de execução próprias.
Assim, a resposta correta é que não existe uma garantia geral de financiamento futuro. Só pode ser dada uma resposta concreta quando estiver identificado o programa, a candidatura, o aviso e o período financeiro a que a pergunta se refere.
Fonte oficial
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AGSE — Perguntas frequentes sobre gestão financeira e aplicações escolares .
**Validação Radar:** fonte operacional conferida em 1 de outubro de 2026. A existência de uma dotação ou aviso futuro deve ser confirmada quando for publicado.
Como podem as escolas inscrever-se nos Desafios SeguraNet?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A escola deve começar por consultar a página oficial dos Desafios SeguraNet e o regulamento da edição em que pretende participar. A inscrição ou registo é feito no portal SeguraNet, através do procedimento disponibilizado para a categoria correspondente.
Nos desafios dirigidos aos 2.º e 3.º ciclos, a página oficial indica que o registo da escola é feito com o código do estabelecimento de ensino. Na educação pré-escolar e no 1.º ciclo, o regulamento da edição pode organizar a participação por grupo ou turma, através do registo no portal e do envio dos trabalhos nos prazos definidos.
O regulamento anual fixa os destinatários, composição das equipas, número de desafios, prazos, forma de envio dos trabalhos, pontuação e eventuais certificados ou prémios. Por isso, não se deve aplicar automaticamente o calendário de uma edição anterior a uma nova edição.
Não foi identificada uma norma legal que obrigue genericamente todas as escolas a participar. A obrigação de registo e as regras de participação resultam da iniciativa e do regulamento da edição concreta.
Fonte oficial e enquadramento
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Desafios SeguraNet — portal oficial .
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Desafios SeguraNet para os 2.º e 3.º ciclos .
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Regulamento da edição 2025/2026 — pré-escolar e 1.º ciclo .
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
Qual é o principal objetivo dos Líderes Digitais?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O principal objetivo da iniciativa Líderes Digitais é motivar os alunos para divulgar temas que promovam uma utilização segura, crítica e responsável da Internet e dos ambientes digitais, contribuindo para o desenvolvimento da Cidadania Digital.
Os alunos intervêm junto dos seus pares e dos restantes membros da comunidade educativa, incentivando uma atitude crítica, refletida e responsável no uso das tecnologias e dos ambientes digitais. Na edição orientadora consultada, a participação é voluntária e conta com o acompanhamento de um professor responsável, segundo as regras e o calendário dessa edição.
Não existe uma obrigação legal geral de cada escola ou aluno participar nos Líderes Digitais. O Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e o Decreto-Lei n.º 55/2018 fornecem enquadramento curricular e de cidadania, mas a inscrição, as atividades e os requisitos concretos resultam do documento orientador da edição promovida pela SeguraNet.
Fonte oficial e enquadramento
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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Lançamento da 11.ª edição dos Líderes Digitais .
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Despacho n.º 6478/2017 — Perfil dos Alunos .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — legislação consolidada , designadamente o artigo 15.º.
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
O que é um Coordenador LED?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Coordenador LED é a pessoa designada pelo Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada para assegurar a gestão dos Laboratórios de Educação Digital e promover a utilização pedagógica dos equipamentos.
De acordo com a informação oficial dos LED, compete-lhe, designadamente, acompanhar a receção, conferência e instalação dos equipamentos, tratar os procedimentos relacionados com garantias, promover a rentabilização pedagógica dos LED e servir de contacto com a Secretaria-Geral da Educação e Ciência e a Direção-Geral da Educação. A escola deve também constituir uma equipa de trabalho para apoiar a integração curricular dos LED, com representantes dos departamentos ou grupos relevantes.
Não existem horas especificamente fixadas por lei para esta função. A direção deve gerir a eventual atribuição de horas no âmbito do crédito horário e da distribuição de serviço aplicáveis à escola.
Fonte oficial e enquadramento
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Laboratórios de Educação Digital — área oficial sobre os LED .
- O projeto integra a Componente C20 — Transição Digital na Educação, do Plano de Recuperação e Resiliência.
**Validação Radar:** fonte oficial conferida em 1 de outubro de 2026.
O que é o pensamento computacional?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O pensamento computacional é uma forma estruturada de analisar problemas e conceber soluções. Inclui, entre outras operações, decompor um problema em partes, reconhecer padrões, abstrair os elementos relevantes, construir modelos e definir algoritmos ou sequências de ações.
Não significa apenas programar. Pode envolver recolha, organização, análise e visualização de dados, reutilização e adaptação de estratégias e resolução de problemas com computador, sem computador ou combinando as duas abordagens.
Nos Clubes de Programação e Robótica estas competências podem ser trabalhadas através de programação, robótica educativa, algoritmia e desafios colaborativos. Os diplomas curriculares enquadram o desenvolvimento de competências e a integração das TIC, mas não impõem a todas as escolas a criação de um clube.
Base legal e fonte oficial
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Clubes de Programação e Robótica — ERTE/DGE .
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Probótica — Linhas Orientadoras da DGE , designadamente pp. 12–13.
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Despacho n.º 6478/2017 — Perfil dos Alunos .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — legislação consolidada , artigos 13.º e 15.º.
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
Onde podem ser consultados recursos e informação sobre a iniciativa?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os recursos, materiais de apoio, notícias, iniciativas e informação sobre a iniciativa «Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência» devem ser consultados no portal oficial da iniciativa e nos canais da Direção-Geral da Educação.
As escolas devem confirmar nesses canais a versão atual dos recursos, os requisitos de participação, as iniciativas abertas e eventuais procedimentos de candidatura ou certificação. Uma notícia ou documento de uma edição anterior não deve ser tratado como regra permanente.
Fonte oficial e enquadramento
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Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência — portal oficial .
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Direção-Geral da Educação .
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Despacho n.º 8404-C/2019, de 20 de setembro — Diário da República , que criou o grupo de trabalho da iniciativa.
O despacho constitui o enquadramento de criação do grupo de trabalho; os recursos e procedimentos concretos devem ser confirmados no portal oficial atual.
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
Qual é o principal objetivo da iniciativa?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Qual é o principal objetivo da iniciativa «Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência»?
A iniciativa pretende apoiar as escolas na prevenção, identificação e intervenção perante situações de bullying, ciberbullying e outras formas de violência em contexto escolar.
O trabalho deve partir das necessidades da escola, sensibilizar a comunidade educativa, envolver alunos, docentes, pessoal não docente, famílias, técnicos e parceiros, e promover estratégias de prevenção e intervenção. A iniciativa procura ainda reconhecer e divulgar práticas de referência.
O objetivo e as ações concretas não substituem os procedimentos legais aplicáveis a situações de perigo, violência ou crime. Quando exista uma ocorrência concreta, a escola deve atuar de acordo com o seu regulamento interno, os procedimentos de proteção e as entidades competentes.
Enquadramento e fonte oficial
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Despacho n.º 8404-C/2019, de 20 de setembro — Diário da República .
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Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência — portal oficial .
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
Quem integra as equipas de avaliação externa?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Na avaliação externa das escolas, as equipas integram trabalhadores do serviço competente do Ministério da Educação e peritos externos, nos termos do artigo 8.º-A da Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, na redação atual. A composição concreta e o número de elementos dependem do modelo e do programa de avaliação aplicável pela IGEC.
Os peritos externos são selecionados por instituições de ensino superior, instituições de investigação, sociedades científicas ou associações profissionais que tenham celebrado protocolo com a entidade competente. Devem ser, em regra, docentes do ensino superior ou investigadores, preferencialmente doutorados; mestres ou licenciados podem ser selecionados quando tenham currículo escolar ou científico especialmente relevante.
Não se deve confundir esta avaliação externa das escolas com a avaliação externa da formação contínua prevista no Decreto-Lei n.º 22/2014. Nesse regime específico, o artigo 20.º-A prevê uma equipa de três peritos: dois trabalhadores da IGEC integrados na carreira de inspeção e um perito externo.
Base legal
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Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro — artigo 8.º-A .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro — artigo 20.º-A , apenas para a avaliação externa da formação contínua.
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IGEC — instrumentos e atividade de avaliação externa .
**Validação Radar:** legislação e fonte institucional conferidas em 1 de outubro de 2026.
As soluções equivalentes às propostas pelos fornecedores podem ser mantidas?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Podem ser mantidas soluções equivalentes, mas a equivalência não é decidida apenas pela marca ou pelo fornecedor. A solução tem de cumprir integralmente os requisitos funcionais, técnicos, de segurança, proteção de dados e interoperabilidade aplicáveis ao processo.
Quando a solução for um sistema de informação escolar abrangido pelo artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 138/2026, o fornecimento e a utilização dependem da certificação prévia de conformidade pela AGSE, nos termos do artigo 4.º. A escola deve confirmar também se o sistema consta da lista de sistemas certificados e se a versão utilizada corresponde à certificada.
As soluções que apenas substituem um sistema anterior não ficam dispensadas dos requisitos por serem «equivalentes». A decisão deve ser documentada segundo os requisitos do processo de migração e, quando esteja em causa um sistema abrangido pelo regime legal, segundo a certificação e a regulamentação técnica aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho — Diário da República , artigos 3.º e 4.º.
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Portaria n.º 394-A/2026/2, de 14 de setembro — Diário da República .
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AGSE — Perguntas frequentes sobre a migração das aplicações escolares para a Cloud .
**Validação Radar:** legislação e fonte operacional conferidas em 1 de outubro de 2026.
Qual a função do professor de Inglês no PEBI, na educação pré-escolar e no ensino básico?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
As orientações do Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) indicam que o professor de Inglês pode assumir, articuladamente, várias funções: apoiar a coordenação da implementação do programa no estabelecimento, colaborar com os docentes na planificação e produção de recursos, coadjuvar o educador de infância e os professores do 1.º ciclo e das disciplinas não linguísticas, e lecionar Inglês nos termos da oferta curricular aplicável.
Na educação pré-escolar, a sensibilização para o Inglês deve ser integrada de forma natural e lúdica nas rotinas pedagógicas. No 1.º e 2.º anos, a aprendizagem pode articular-se com a Oferta Complementar e as Atividades de Enriquecimento Curricular; a partir do 3.º ano, o Inglês integra a disciplina curricular prevista para o ensino básico. A distribuição concreta do serviço depende da organização da escola e das orientações da edição do PEBI.
As orientações referem que é desejável a continuidade do mesmo professor em funções articuladas, mas isso não constitui uma regra que obrigue todas as escolas a designar uma única pessoa. A direção deve assegurar a habilitação, a distribuição de serviço e o trabalho colaborativo necessários.
Fonte oficial e enquadramento
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DGE — Orientações para a implementação do PEBI .
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DGE — PEBI/Bilingual Schools Programme .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — legislação consolidada , quanto à organização curricular e autonomia das escolas.
**Validação Radar:** fontes oficiais conferidas em 1 de outubro de 2026.
Se ainda não tiver formalizado o pedido, é possível eliminar o relatório médico?Radar Escolar · Carreira e Formação
Se o pedido ainda estiver em rascunho e não tiver sido submetido ou formalizado na aplicação, o docente deve verificar se o SIGRHE disponibiliza a opção de remover ou substituir o ficheiro antes da submissão. Essa possibilidade é uma operação da aplicação e pode variar conforme o procedimento anual.
Depois de o pedido ser submetido, não é seguro afirmar que o relatório possa ser eliminado livremente. O documento integra a instrução do pedido de mobilidade por doença e a alteração ou substituição deve seguir as instruções do procedimento aplicável ou ser solicitada à AGSE/DGAE pelo canal indicado. Se o sistema não apresentar a opção, o docente não deve apagar ficheiros fora da aplicação nem presumir que o pedido deixou de existir.
O regime legal exige a comprovação da doença e da necessidade de deslocação. Os documentos, modelos, prazos e operações da aplicação são definidos ou explicados no despacho e no manual do ano concreto.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho — Diário da República , na redação atual, designadamente os artigos 4.º, 11.º e 13.º.
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DGAE — informação sobre mobilidade por doença .
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Despacho n.º 5868-B/2025, de 23 de maio — Diário da República , como exemplo do despacho que define documentos do procedimento anual.
**Validação Radar:** legislação e fonte procedimental conferidas em 1 de outubro de 2026. A resposta definitiva depende do estado concreto do pedido e das opções visíveis no SIGRHE.
Como alterar a denominação ou tipologia de Jardins de Infância e de Escolas Públicas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
São procedimentos diferentes.
Para alterar a denominação de um estabelecimento público, a proposta deve ser fundamentada e apresentada pelas entidades competentes. O Decreto-Lei n.º 299/2007, que alterou e republicou o Decreto-Lei n.º 387/90, prevê que a denominação seja fixada por despacho do membro do Governo responsável pela educação, sob proposta do órgão de direção do estabelecimento e/ou da câmara municipal, com os pareceres exigidos.
Para alterar a tipologia de um estabelecimento, aplica-se a tramitação prevista na Portaria n.º 1181/2010. A proposta deve ser apresentada pelas entidades competentes, instruída com os elementos necessários e articulada com a rede escolar e a carta educativa. A decisão sobre a criação ou alteração compete ao membro do Governo responsável pela educação, após o parecer do serviço competente no planeamento da rede.
Uma escola ou agrupamento não pode alterar unilateralmente a sua denominação ou tipologia através de uma decisão interna. Deve confirmar previamente o procedimento aplicável, os pareceres necessários e o serviço competente para receber a proposta.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 299/2007, de 22 de agosto — Diário da República , designadamente os artigos 3.º e 6.º.
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Decreto-Lei n.º 387/90, de 10 de dezembro — Diário da República , na redação atual.
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Portaria n.º 1181/2010, de 16 de novembro — Diário da República , artigos 2.º a 7.º.
**Validação Radar:** legislação conferida em 1 de outubro de 2026.
Onde podem funcionar os Cursos com Planos Próprios?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Os cursos com planos próprios são uma oferta educativa e formativa do ensino secundário prevista no artigo 7.º, n.º 4, alínea d), do Decreto-Lei n.º 55/2018. Contudo, isso não significa que qualquer escola possa criar ou iniciar um curso livremente.
O curso concreto tem de estar criado ou autorizado pelo diploma aplicável, que define a entidade ou entidades onde funciona, o plano de estudos, a organização, a avaliação e a certificação. Existem portarias que regulam cursos com planos próprios em estabelecimentos particulares e cooperativos e outras ofertas ou autorizações podem abranger escolas públicas, sempre nos termos do ato específico.
Assim, a resposta correta é: podem funcionar no tipo de estabelecimento indicado no diploma que criou ou autorizou o curso, incluindo, quando previsto, escolas públicas, escolas não agrupadas, agrupamentos ou estabelecimentos particulares e cooperativos. A escola deve confirmar a portaria ou autorização do curso concreto antes de o apresentar como oferta própria.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — legislação consolidada , artigo 7.º, n.º 4, alínea d).
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Portaria n.º 270/2019, de 27 de agosto — cursos com planos próprios , como exemplo de criação e regulamentação de uma oferta concreta.
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Portaria n.º 294/2019, de 9 de setembro — cursos com planos próprios , como exemplo de autorização e regulamentação de cursos numa instituição concreta.
Não existe uma autorização automática para todas as escolas apenas por o Decreto-Lei n.º 55/2018 mencionar esta oferta.
**Validação Radar:** legislação conferida em 1 de outubro de 2026.
O que é o Programa TEIP4?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O TEIP4 é o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração. É uma medida de política educativa destinada a agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas situados em territórios com elevado número de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.
O Despacho n.º 7798/2023 estabelece que a integração depende, em regra, de candidatura aprovada nos termos do artigo 5.º, sem prejuízo de outras escolas poderem ser identificadas pelo Ministério da Educação quando existam circunstâncias relevantes. A escola integrada elabora e executa um plano de ação, com medidas e metas adequadas ao contexto.
O programa tem duração de seis anos letivos. As escolas são organizadas em grupos de desenvolvimento ou de transição, com acompanhamento e avaliação dos resultados, podendo ser analisada a manutenção no programa ou no grupo respetivo.
Base legal
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho — Diário da República , artigos 1.º a 6.º.
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Direção-Geral da Educação — informação sobre o TEIP .
**Validação Radar:** legislação conferida em 1 de outubro de 2026.
É possível reafetar os montantes entre Pessoal e Funcionamento das verbas já requisitadas, provenientes de Fundos Europeus (1)?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Não. Segundo a orientação financeira atual da AGSE, os montantes provenientes de Fundos Europeus que já foram requisitados não podem ser reafetados entre as tipologias «Pessoal» e «Funcionamento», porque já foram objeto de autorização e foram emitidas as respetivas notas de receita.
Isto é diferente da gestão de montantes ainda não requisitados. Antes da requisição, pode existir reafetação através de pedido formal à AGSE, desde que sejam respeitados o enquadramento da candidatura aprovada, as taxas de imputação e as restantes condições do projeto.
Portanto, a escola não deve transferir autonomamente verbas já requisitadas. Deve seguir a orientação da AGSE e consultar a entidade competente se existir uma situação contabilística ou financeira que necessite de correção.
Fonte oficial e enquadramento
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AGSE — Gestão financeira dos agrupamentos e escolas não agrupadas , FAQ sobre reafetação entre Pessoal e Funcionamento.
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Decreto-Lei n.º 105/2026, de 26 de maio — Diário da República , quanto às regras de execução orçamental aplicáveis aos estabelecimentos públicos.
**Validação Radar:** fonte AGSE e enquadramento orçamental conferidos em 1 de outubro de 2026.
A educação pré-escolar tem currículo?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Sim. Na educação pré-escolar existe currículo, mas as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) não são um programa com conteúdos e sequências rígidas a cumprir. São a referência normativa comum para o educador construir e gerir o currículo do grupo, adaptando-o ao contexto social, às características das crianças e das famílias e à evolução das aprendizagens.
As OCEPE entendem o currículo como o conjunto de interações, experiências, atividades, rotinas e acontecimentos planeados e não planeados que ocorrem num ambiente educativo inclusivo e organizado para promover o bem-estar, o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. A construção e gestão do currículo é responsabilidade do educador, em colaboração com a equipa educativa.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho — Diário da República , que homologa as OCEPE.
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DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar , e Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho.
As OCEPE constituem a referência comum para a construção e gestão do currículo na educação pré-escolar; não devem ser apresentadas como um programa escolar rígido.
**Validação Radar:** legislação e fonte DGE conferidas em 1 de outubro de 2026.
Foi-me concedida a nacionalidade portuguesa. Continuo a ser considerado Estudante Internacional?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
Se o estudante ingressou ao abrigo do Estatuto do Estudante Internacional, a aquisição da nacionalidade portuguesa altera a situação, mas a cessação não produz efeitos necessariamente no próprio dia. O artigo 3.º, n.os 5 a 7, do Decreto-Lei n.º 36/2014 estabelece que o estudante mantém essa qualidade até ao final do ciclo de estudos em que inicialmente se inscreveu, salvo se adquirir a nacionalidade de um Estado-Membro da União Europeia. Portugal é um Estado-Membro.
Quando a nacionalidade portuguesa é adquirida, a cessação da aplicação do estatuto produz efeitos no ano letivo subsequente à data da aquisição. O estudante deve comunicar a alteração à instituição de ensino superior e entregar o documento comprovativo, para que a instituição atualize o processo e aplique as regras correspondentes.
O resultado concreto depende de saber se a pessoa ingressou efetivamente ao abrigo deste diploma, da data de aquisição da nacionalidade e da situação académica. Não se deve concluir apenas pela nacionalidade atual sem verificar esses elementos junto dos serviços académicos.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março — Diário da República , artigo 3.º, n.os 1 e 5 a 7, na redação atual.
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Lei n.º 37/2003, de 22 de agosto — bases do financiamento do ensino superior , na redação atual.
**Validação Radar:** legislação oficial conferida em 1 de outubro de 2026.
Quem pode aceder a um Curso EFA?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Os Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) destinam-se, em regra, a pessoas que, à data do início da formação, tenham 18 ou mais anos, não possuam qualificação adequada para efeitos de inserção ou progressão no mercado de trabalho e, prioritariamente, não tenham concluído o ensino básico ou o ensino secundário.
Os cursos EFA de nível secundário Tipo A, quando ministrados em regime diurno ou a tempo integral, só podem ser frequentados por adultos com 21 ou mais anos. Excecionalmente, podem ser admitidas pessoas com menos de 18 anos quando estejam comprovadamente inseridas no mercado de trabalho ou integrem públicos específicos em situação de particular vulnerabilidade social, mediante autorização legalmente prevista.
O percurso adequado depende das habilitações escolares e profissionais já adquiridas.
Base legal
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, artigo 3.º — Diário da República , na redação atual.
**Conteúdo editorial do Radar Escolar:** validado em 8 de setembro de 2026.
As adaptações ao processo de avaliação interna são da competência da escola?Radar Escolar · Inclusão
Porque é importante manter uma comunicação permanente entre a escola e os intervenientes durante a migração para a cloud?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Uma comunicação regular entre a escola, os fornecedores e os restantes intervenientes permite coordenar as fases da migração, esclarecer responsabilidades, acompanhar prazos, identificar constrangimentos e reduzir o risco de perda ou indisponibilidade de serviços. Também facilita que os problemas sejam comunicados e resolvidos com rapidez.
Fonte: orientação operacional da AGSE relativa ao processo de migração para a cloud.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
No financiamento da migração das aplicações escolares para a cloud, é possível transferir verbas entre rubricas?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. No âmbito desta medida de financiamento, as verbas atribuídas a cada rubrica devem ser utilizadas de acordo com a distribuição e as condições definidas para o apoio, não sendo permitida a transferência entre rubricas, independentemente do sentido.
Se a escola necessitar de alterar a utilização prevista, deve pedir esclarecimento ou autorização através dos canais definidos para a medida e não proceder unilateralmente à reafetação.
Fonte: regras e FAQ operacionais da AGSE relativas à medida de financiamento.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
É possível reafetar os montantes entre Pessoal e Funcionamento das verbas já requisitadas, provenientes de Fundos Europeus (2)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Os montantes já requisitados não podem ser reafetados entre as tipologias Pessoal e Funcionamento, uma vez que já foram objeto de autorização e emitidas as respetivas notas de receita.
Quais as áreas/domínios a que me posso candidatar como formador?EduQA · Carreira e Formação
Poderá consultar as áreas em www.ccpfc.uminho.pt , entrando em "Formação Contínua" e consultando o documento "lista de áreas e domínios de qualificação de formadores".
Base legal:
Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro.
Posso formalizar o pedido sem ter submetido o relatório médico?AGSE · Carreira e Formação
Não. O pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD) apenas pode ser formalizado se o relatório médico se encontrar no estado “Submetido”.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na sua redação atual.
As áreas de conteúdo das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar são disciplinas?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Como referem as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, as áreas de conteúdo são âmbitos do saber, com uma estrutura própria e com pertinência sociocultural, que incluem diferentes tipos de aprendizagem, não apenas conhecimentos, mas também atitudes, disposições e saberes-fazer. As áreas de conteúdo baseiam-se nos fundamentos e princípios comuns a toda a pedagogia para a infância, pressupondo o desenvolvimento e a aprendizagem como vertentes indissociáveis do processo educativo e uma construção articulada do saber, em que as diferentes áreas serão abordadas de forma integrada e globalizante. Constituem-se uma referência para apoiar a observação, a planificação e a avaliação, devendo as diferentes áreas ser abordadas de forma integrada e globalizante.
Base legal:
Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar; Ofício-circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB, de 30 de julho — Organização e funcionamento dos jardins de infância da rede nacional e desenvolvimento do currículo na educação pré-escolar.
O que são as Equipas Locais de Intervenção (ELI)?EduQA · Inclusão
São equipas multidisciplinares de âmbito territorial, constituídas profissionais das áreas da educação, saúde e da segurança social e asseguram a avaliação e intervenção junto da criança e da família.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro.
O docente que se encontra a usufruir do estatuto de equiparação a bolseiro pode exercer outras funções?AGSE · Carreira e Formação
Não. Durante o período de equiparação a bolseiro, não é permitido o exercício de quaisquer funções públicas ou privadas remuneradas.
Base legal:
Artigo 8.º da Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto
Em que condições os alunos podem realizar provas de equivalência à frequência?EduQA · Currículo e Qualificações
Os alunos a frequentar o 11.º ou 12.º anos de escolaridade, matriculados em disciplinas plurianuais no 10.º ou 11.º anos nas quais não tenham progredido, desde que estejam ou tenham estado matriculados no ano terminal das mesmas, podem ser admitidos à prova de equivalência à frequência ou exame final nacional dessas disciplinas. Os alunos aprovados em disciplinas terminais dos 11.º e 12.º anos de escolaridade, que pretendam melhorar a classificação, podem requerer a realização de provas de equivalência à frequência.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na sua redação atual
Quanto tempo pode demorar o processo de migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A duração do processo depende da complexidade das aplicações existentes, das integrações necessárias, da disponibilidade dos fornecedores e do calendário escolar.
Quem pode concorrer na 1.ª prioridade do concurso externo?AGSE · Carreira e Formação
Podem concorrer na 1.ª prioridade os/as candidatos/as que:
Possuam qualificação profissional para o grupo de recrutamento a que se candidatam;
Cumpram os requisitos previstos no Estatuto da Carreira Docente;
Tenham contratos celebrados com EPERP dentro dos limites legais e se encontrem em exercício de funções à data de abertura do concurso;
Reúnam, cumulativamente, as seguintes condições:
Contem com, pelo menos, 1095 dias de tempo de serviço;
Estejam, a 31 de dezembro do ano letivo em curso, em exercício de funções numa EPERP;
Tenham celebrado contratos a termo resolutivo com o MECI, com qualificação profissional, nos dois anos escolares anteriores e, nesses anos, tenham prestado 180 dias de serviço em cada um dos anos ou, em alternativa, 365 dias no total, com, pelo menos, 120 dias em cada um deles.
Base legal:
: Artigo 22.º do ECD (Estatuto da Carreira Docente).
Que indicadores são usados para avaliar o impacto da biblioteca?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem ser usados indicadores relacionados com o uso da biblioteca, participação em atividades, articulação curricular e desenvolvimento de competências dos alunos. Domínio funcional: Recursos e ambiente (físico e digital)
Que papel têm as autarquias e instituições locais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As autarquias e instituições locais podem apoiar o desenvolvimento das bibliotecas, colaborando em projetos e disponibilizando recursos. Domínio funcional: Gestão de coleções
Quem pode frequentar as ações da Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Onde posso obter apoio sobre a ação "Alianças para a Inovação"?IES
A Agência Nacional ERASMUS+ Educação e Formação promove e divulga as regras gerais da ação “Alianças para a Inovação”, contudo, quaisquer questões específicas ou de ordem técnica e administrativa, devem ser diretamente esclarecidas com a Agência Executiva para a Educação e Cultura (EACEA). Para esse efeito, por favor, considere o seguinte contacto:
EACEA-ALLIANCES@ec.europa.eu
Como se efetua o pedido de equiparação a bolseiro sem vencimento?AGSE · Carreira e Formação
Os docentes que pretendam usufruir da equiparação a bolseiro sem vencimento , por beneficiar em de bolsa atribuída por outra instituição devem submeter a respetiva candidatura através de formulário eletrónico, no Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação ( SIGRHE ), em Situação Profissional > Equiparação a Bolseiro 20 /20 .
Base legal:
Artigo 10.º, 11.º e 16.º da Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto
É obrigatória a contratação de um integrador único para a migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Não existe obrigação de recorrer a um integrador único para assegurar o processo de migração das aplicações escolares para a cloud.
Os alunos com Ação Social Escolar também terão manuais escolares gratuitos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. Devem registar-se na plataforma MEGA ou na aplicação Edu Rede Escolar para obter os vouchers.
Como se calcula o valor da hora letiva extraordinária?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
A remuneração da hora letiva extraordinária é calculada com base na duração semanal da componente letiva do docente, e não simplesmente dividindo a remuneração por 35 horas.
Nos termos do artigo 83.º, n.º 6, do Estatuto da Carreira Docente (ECD), o cálculo do valor da hora letiva extraordinária tem por base a duração da componente letiva do docente, nos termos do artigo 77.º. Em termos práticos, a fórmula é:
**Valor da hora letiva = (remuneração base mensal × 12) / (52 × n)**
Em que **n** corresponde ao número de horas da componente letiva semanal a que o docente está obrigado no caso concreto. O valor assim obtido é o valor horário de referência; a remuneração do serviço extraordinário diurno acresce 25 % na primeira hora semanal e 50 % nas horas semanais seguintes, nos termos do artigo 61.º do ECD. Quando esteja em causa trabalho noturno prestado para além da componente letiva semanal, aplica-se ainda o coeficiente 1,25 previsto no artigo 62.º.
A determinação do valor final exige confirmar a remuneração base mensal, a componente letiva semanal aplicável, o caráter diurno ou noturno do serviço e o número de horas extraordinárias prestadas. Esta ficha não substitui o processamento efetuado pelos serviços competentes nem as regras especiais que possam resultar de legislação anual.
Base legal e fonte oficial
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Estatuto da Carreira Docente — Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, artigos 61.º, 62.º, 77.º e 83.º .
É possível anular guias de reposição emitidas e não pagas que contenham inconformidades?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Uma guia de reposição emitida e ainda não paga que contenha uma inconformidade não deve ser simplesmente eliminada pela escola sem validação do procedimento.
O Agrupamento de Escolas ou a Escola não Agrupada deve comunicar a situação à equipa de Reposições da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P. (AGSE), para análise e regularização. A AGSE confirma o procedimento aplicável, que pode incluir a anulação ou correção da guia, conforme a natureza do erro e o estado do documento.
Assim, a resposta correta é: **pode ser possível anular ou corrigir, mas a escola deve pedir previamente a regularização à AGSE e seguir a instrução emitida**. O facto de a guia ainda não estar paga não autoriza, por si só, uma anulação autónoma nem dispensa o registo administrativo da correção.
Fonte oficial e limite da resposta
A orientação disponível é operacional da AGSE e não uma regra geral que permita anular qualquer guia em qualquer situação. A escola deve indicar à AGSE o número da guia, o erro identificado e o respetivo estado de pagamento, sem enviar dados pessoais desnecessários.
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas .
Qual o conceito de familiar?Radar Escolar · Ensino Superior e Acesso
Quais são os requisitos para criar um Clube Ciência Viva na Escola?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Para que um Clube Ciência Viva na Escola (CCVnE) seja reconhecido no âmbito da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola, a Carta de Princípios estabelece um conjunto mínimo de requisitos:
- existir um ou mais professores com tempo de dedicação adequado ao funcionamento do clube, num total mínimo de 3 horas semanais;
- existir um professor coordenador;
- estar prevista uma parceria com uma instituição de cariz científico;
- funcionar num espaço adequado e devidamente identificado;
- ser aprovado pelos órgãos competentes da escola.
O clube deve ainda ter objetivos e atividades de promoção da cultura científica e tecnológica, com trabalho prático, experimental, interdisciplinar e colaborativo. O modo concreto de funcionamento deve ser articulado com os instrumentos de planeamento da escola, incluindo o projeto educativo.
Estes requisitos resultam da **Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola**, adotada no âmbito da iniciativa da DGE e da Ciência Viva. Não são apresentados nesta ficha como um regime autónomo criado por decreto-lei; na candidatura ou validação devem ser consultadas a Carta, a FAQ e as instruções da edição em vigor.
Fonte oficial
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Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola .
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FAQ dos Clubes Ciência Viva na Escola .
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DGE — Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
Os CPR podem utilizar os Laboratórios de Educação Digital?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem desenvolver atividades nos Laboratórios de Educação Digital (LED) quando essa utilização for organizada pela escola e respeitar a finalidade, os destinatários e as regras de funcionamento do LED.
Não resulta das fontes oficiais consultadas um direito automático de todos os CPR a reservar ou utilizar qualquer LED. A utilização deve ser enquadrada no processo de ensino-aprendizagem ou numa atividade curricular ou extracurricular da escola, com articulação do responsável pelo LED e adequação dos equipamentos à atividade de programação ou robótica. Deve também respeitar a indicação oficial de que os LED se destinam aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário no âmbito do investimento PRR, salvo orientação aplicável ao caso concreto.
Assim, a resposta segura é: **sim, o CPR pode articular a utilização do LED, mas a escola tem de verificar a disponibilidade, os alunos abrangidos, os equipamentos e o plano de atividades; não há uma autorização automática apenas por o clube estar registado como CPR**.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Laboratórios de Educação Digital: tipos, destinatários e regras de utilização .
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e autonomia e flexibilidade curricular .
Uma escola pode solicitar a alteração da localização do LED?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A escola pode solicitar a alteração da sala ou do espaço onde está instalado o Laboratório de Educação Digital (LED), mas a mudança exige **autorização prévia da Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC)**.
O pedido deve ser fundamentado pela escola. Se for autorizado, a escola deve atualizar o cartaz de financiamento PRR e o registo da localização na plataforma SIO, de acordo com as orientações técnicas aplicáveis. A alteração não deve ser feita apenas internamente, sem autorização e sem atualização do registo oficial.
A página oficial dos LED esclarece também que todos os equipamentos devem permanecer instalados no espaço determinado e identificado pela escola, e que a localização registada deve corresponder à realidade.
Fonte oficial e procedimento
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DGE — Laboratórios de Educação Digital: localização, autorização e registo .
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DGE — Página oficial dos Laboratórios de Educação Digital .
O canal técnico de suporte indicado para questões relativas aos equipamentos é o da Equipa de Suporte da Escola Digital, através da respetiva Direção de Serviços Regional. O contacto não substitui a autorização prévia exigida para alterar a localização.
Com que frequência ocorrem as reuniões do Conselho Geral?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O Conselho Geral reúne **ordinariamente uma vez por trimestre**.
Pode reunir extraordinariamente quando for convocado pelo respetivo presidente, por iniciativa própria, a requerimento de um terço dos membros em efetividade de funções ou por solicitação do diretor. As reuniões devem ser marcadas em horário que permita a participação de todos os membros.
A periodicidade legal é um mínimo de reuniões ordinárias por trimestre; o regulamento interno pode disciplinar a convocação e o funcionamento, desde que respeite a lei.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 17.º, n.os 1 e 2, na redação atual .
Como é feita a certificação no ensino básico?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
A certificação depende da oferta educativa e formativa e do percurso concreto do aluno. Não é correto reduzir todos os casos à afirmação de que basta concluir o 9.º ano.
Na conclusão do ensino básico, a escola emite, em regra em formato eletrónico:
- um diploma que atesta a conclusão do ensino básico;
- um certificado que discrimina as disciplinas e as respetivas classificações finais e, quando aplicável, as classificações das provas finais do ensino básico.
Nos termos do artigo 42.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, o diretor da escola certifica a conclusão do ensino básico. Existem regras específicas para alunos abrangidos por medidas adicionais ao abrigo do Decreto-Lei n.º 54/2018 e para cursos artísticos especializados, incluindo música, dança e canto gregoriano. Também podem ser emitidas certidões das habilitações adquiridas durante o percurso escolar.
A escola deve, por isso, confirmar a oferta frequentada, a situação de aprovação/conclusão e as regras especiais que lhe sejam aplicáveis antes de emitir o documento.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 42.º, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 31.º, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 30.º, quando estejam em causa medidas adicionais .
Na operacionalização do PEBI, no ensino básico, devo adotar manuais escolares?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
No PEBI, a orientação oficial para o ensino básico é que a não adoção de um manual escolar para a disciplina de Inglês seja **preferencial**. Isto relaciona-se com a metodologia bilingue/CLIL, que deve recorrer a atividades, tarefas, projetos e produção de recursos pedagógicos e didáticos, articulando a língua inglesa com as restantes componentes do currículo.
Se a escola optar por adotar um manual, a orientação da DGE é que a seleção tenha em conta o nível real de proficiência dos alunos. O manual deve ser utilizado como mais um recurso de apoio e não como o único ou principal recurso pedagógico.
Esta orientação não significa que exista uma proibição geral de manuais nem substitui as regras legais de avaliação e adoção de manuais escolares. A escola deve consultar as orientações do PEBI e a documentação da candidatura/edição em vigor.
Fonte oficial e enquadramento
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — Orientações para a implementação do PEBI .
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto — manuais escolares .
Quais as vantagens de integrar a Rede de Clubes Ciência Viva na Escola?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Um Clube Ciência Viva na Escola reconhecido passa a integrar a Rede de Clubes Ciência Viva na Escola. Segundo a Carta de Princípios e a FAQ oficiais, essa integração permite, designadamente:
- participar em ações de capacitação e valorização profissional;
- partilhar recursos, conhecimentos e boas práticas com outros clubes;
- participar em encontros e iniciativas da rede;
- reforçar a cooperação com instituições científicas, instituições de ensino superior, autarquias, centros Ciência Viva e outros parceiros;
- ter acesso a ações e recursos disponibilizados pelos parceiros envolvidos, nos termos da iniciativa.
Estas vantagens decorrem da integração na rede e dos documentos orientadores do programa. Não correspondem, por si só, a um financiamento automático nem a um direito legal geral a equipamentos ou horas adicionais.
Fonte oficial
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Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola .
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FAQ dos Clubes Ciência Viva na Escola .
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DGE — Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
Qual a rúbrica de classificação económica da receita que deve ser utilizada para o registo das verbas provenientes do Programa Erasmus+?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Qual a rubrica de classificação económica da receita que deve ser utilizada para o registo das verbas provenientes do Programa Erasmus+?
A rubrica depende da origem concreta da verba e da operação financeira.
Segundo a orientação financeira publicada pela AGSE, para verbas do Programa Erasmus+ deve utilizar-se, em regra, a rubrica **06.09.01.99.78 — Receitas próprias — Outras Instituições/União Europeia — Instituições**.
Quando as verbas sejam provenientes de parcerias ou acordos celebrados com organismos ou escolas estrangeiras no âmbito de projetos Erasmus+, a AGSE indica a rubrica **06.07.01.01.78 — Receitas Próprias — Instituições sem fins lucrativos**.
A escola deve confirmar qual das situações corresponde ao financiamento recebido e seguir a orientação da AGSE e os documentos do projeto. Não é seguro aplicar uma única rubrica a todas as entradas Erasmus+ sem verificar a origem e a natureza da receita.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas, secção Programa Erasmus+ .
A escola pode organizar disciplinas em regime semestral?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. A autonomia e flexibilidade curricular permitem que a escola organize o funcionamento de disciplinas de modo trimestral, semestral ou de outra forma, quando essa opção esteja prevista e fundamentada nos instrumentos de planeamento curricular da escola.
A opção não permite alterar livremente a carga horária total nem dispensar as regras de avaliação, aprovação, assiduidade e conclusão aplicáveis à oferta. A escola deve respeitar as matrizes curriculares-base, a organização do ano letivo e as regras específicas da oferta frequentada.
A decisão deve ser coerente com o projeto educativo e com o planeamento curricular da escola e deve ser comunicada aos alunos e encarregados de educação nos termos aplicáveis.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 19.º, n.º 2, alínea e), e artigo 12.º, na redação atual .
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, e demais regulamentação da oferta .
Em que processos os técnicos dos CRI intervêm?Radar Escolar · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e reforçam a capacidade da escola na promoção do sucesso educativo.
Nos termos do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, os CRI apoiam a inclusão de crianças e alunos que necessitem de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão. A intervenção é feita em parceria pedagógica com a escola e pode facilitar o acesso ao ensino, à formação, ao trabalho, ao lazer, à participação social e à vida autónoma.
A intervenção pode articular-se, conforme as necessidades e os instrumentos do aluno, com:
- a implementação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão;
- o trabalho da equipa multidisciplinar e dos docentes;
- o programa educativo individual e o plano individual de transição;
- a capacitação parental e a articulação com recursos da comunidade;
- a preparação da transição para a vida pós-escolar.
O CRI não substitui a decisão dos órgãos da escola nem intervém automaticamente em todos os casos. A forma concreta de participação depende das necessidades identificadas, do trabalho de parceria e dos protocolos aplicáveis.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 11.º, 18.º e 19.º, na redação atual .
Quem são os destinatários do SNIPI?Radar Escolar · Inclusão
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) abrange:
- crianças dos 0 aos 6 anos com alterações nas funções ou estruturas do corpo que limitem a participação nas atividades típicas para a idade e o contexto social;
- crianças dos 0 aos 6 anos em risco grave de atraso de desenvolvimento;
- as respetivas famílias.
O SNIPI é desenvolvido pela atuação coordenada das áreas da segurança social, da saúde e da educação, com envolvimento das famílias e da comunidade. A elegibilidade e a resposta concreta dependem da avaliação da situação da criança e do contexto familiar, nos termos do sistema.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, artigos 1.º a 4.º, na redação aplicável .
A verba atribuída pode ser utilizada livremente?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Uma verba atribuída a uma escola deve ser utilizada de acordo com o financiamento, aviso, contrato, candidatura ou orientação financeira que lhe seja aplicável. A autorização de despesa da escola não transforma uma verba finalista em verba de utilização livre.
Sem identificar a medida ou a fonte do financiamento, não é possível indicar quais despesas concretas são elegíveis. A escola deve confirmar:
- a finalidade aprovada e as despesas elegíveis;
- a fonte de financiamento e a classificação económica aplicável;
- os prazos, documentos comprovativos e regras de reporte;
- se é necessária autorização prévia para uma alteração ou reafetação.
Nas orientações financeiras da AGSE, a reafetação de montantes ou a utilização em tipologia diferente pode depender de autorização prévia da entidade de onde provém a receita; montantes já requisitados podem ter regras próprias e não devem ser transferidos sem confirmação. A resposta final depende sempre do aviso ou programa concreto.
Fonte oficial e enquadramento
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas .
- Deve ser consultado o aviso, contrato ou regulamento que concedeu a verba. Sem esse documento, o RADAR não deve inventar uma lista de despesas autorizadas.
Posso pedir a retificação ou eliminação dos meus dados pessoais associados ao diploma ou certificado relativo a ofertas de dupla certificação?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Sim. O titular dos dados pode pedir a retificação ou a eliminação dos seus dados pessoais junto da entidade responsável pela emissão do diploma ou certificado.
O pedido deve identificar o titular, o documento a que respeita e a correção ou eliminação pretendida. A entidade deve apreciar o pedido à luz da legislação de proteção de dados e das regras de emissão e conservação dos registos escolares.
A eliminação não significa necessariamente apagar de imediato todos os registos. A Portaria n.º 194/2021 determina que os dados pessoais são conservados pelo período necessário à finalidade para que foram recolhidos. Por isso, os registos que sejam necessários para comprovar a conclusão, a autenticidade do certificado, o cumprimento de obrigações legais ou o arquivo escolar podem ter de ser conservados, ainda que um dado inexato deva ser retificado.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro, artigo 18.º, n.os 1 a 3 .
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Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados — artigos 16.º e 17.º .
O que é o Selo Academia Digital para Pais?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Academia Digital para Pais é uma distinção atribuída no âmbito do programa Academia Digital para Pais às unidades orgânicas que promovem a iniciativa e evidenciam boas práticas na sua implementação.
Na 6.ª edição, a Direção-Geral da Educação indica que o selo certifica as unidades orgânicas que promovem a iniciativa. O programa valoriza também o envolvimento dos jovens alunos formadores voluntários, incluindo os Embaixadores da Academia Digital para Pais.
O selo não é um grau académico nem uma certificação profissional dos pais ou dos alunos. É uma distinção institucional do programa, atribuída nos termos da edição e do regulamento aplicáveis.
Fonte oficial
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DGE — 6.ª edição do Programa Academia Digital para Pais .
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Regulamento da 6.ª edição, quando disponibilizado na página oficial da DGE .
Que competências são desenvolvidas nos CPR?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Segundo a Direção-Geral da Educação, os Clubes de Programação e Robótica (CPR) contribuem para desenvolver competências digitais, computacionais, científicas e tecnológicas.
As atividades de programação e robótica podem promover, entre outras:
- pensamento computacional e pensamento analítico;
- resolução de problemas e aplicação do conhecimento a situações novas;
- criatividade e pensamento crítico;
- trabalho colaborativo, comunicação e autonomia;
- literacias relacionadas com as ciências, a tecnologia, a engenharia, as artes e a matemática.
Estas competências são objetivos pedagógicos da iniciativa e não uma lista autónoma de competências certificadas pelo simples facto de um aluno frequentar um CPR. A forma de avaliação e integração no currículo depende do projeto, das atividades e do planeamento da escola.
Fonte oficial e enquadramento
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
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DGE/ERTE — Registo dos CPR e competências promovidas .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, autonomia e flexibilidade curricular .
Qual o prazo para apresentação da candidatura?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não existe um prazo único para todas as candidaturas. O prazo é o que constar do aviso de abertura e da página oficial do procedimento concreto; varia conforme o concurso, programa ou entidade responsável.
Se a pergunta se referir ao concurso interno e externo das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPERP) para 2026/2027, a AGSE publicou o prazo de **7 de julho até às 23h59 de Portugal Continental de 13 de julho de 2026**, correspondente a cinco dias úteis.
Essa data não deve ser transposta para outro procedimento. Antes de submeter a candidatura, deve ser consultado o aviso específico, a legislação aplicável e a hora oficial indicada na plataforma. Uma candidatura submetida depois do termo do prazo pode não ser aceite, salvo o mecanismo legal expressamente previsto para o procedimento.
Fonte oficial
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AGSE — Concursos interno e externo das EPERP 2026/2027: candidatura .
- Para outros concursos, deve ser consultado o respetivo aviso e calendário oficial.
Por que via são submetidos os processos de acreditação?Radar Escolar · Carreira e Formação
Os processos de acreditação e os pedidos abrangidos pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) são submetidos através da plataforma **e-Processos**, de acordo com o tipo de processo e o perfil de quem o apresenta.
A plataforma permite, designadamente, a gestão de processos de acreditação de entidades formadoras, ações de formação e formadores. Também disponibiliza vias de acreditação a título individual, incluindo disciplinas singulares do ensino superior (DSES), qualificações obtidas no estrangeiro (ARE) e pedidos de formação especializada obtida em Portugal ou no estrangeiro (FEP e FEE), nos termos indicados pelo CCPFC.
A via correta depende do processo concreto. O requerente deve consultar as instruções atuais da plataforma, preencher o formulário correspondente e juntar os documentos pedidos. Não é seguro repetir um endereço postal antigo como regra geral: se o CCPFC exigir o envio de algum original ou elemento adicional, deve seguir-se a indicação atual que consta do próprio processo ou das instruções oficiais.
Base legal e fonte oficial
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CCPFC — Plataforma e-Processos .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro .
O estorno de verbas requisitadas indevidamente pode ser efetuado parcialmente?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. O estorno deve ser efetuado pela totalidade do montante requisitado na classificação económica de despesa em causa, não sendo possível proceder ao estorno parcial da verba.
Fonte operacional: AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Que critérios de elegibilidade devem ser verificados numa candidatura ao Programa Erasmus+ Educação e Formação?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Numa candidatura ao Programa Erasmus+ devem ser verificados os critérios aplicáveis à ação concreta: tipo de organização elegível, setor de educação ou formação, países e organizações participantes, composição da parceria, duração, perfil dos participantes, regras financeiras e demais requisitos do convite.
Os critérios variam consoante a ação. Devem ser consultados no Guia do Programa Erasmus+ e na documentação do convite em vigor.
Enquadramento legal geral: Regulamento (UE) 2021/817 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2021. Fonte operacional: Guia do Programa Erasmus+ e documentação da candidatura.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
O que é o ensino individual?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O ensino individual é o regime em que o currículo é ministrado, por um professor habilitado, a um único aluno, fora de um estabelecimento de ensino.
Base legal: artigo 4.º, alínea a), do
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , na redação atual. A mesma definição consta do artigo 3.º, n.º 2, alínea a), do Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro.
Atualizado com base na legislação oficial — consulte sempre a versão oficial.
Como funciona a quota de emprego para candidatos com deficiência no Concurso Nacional de Docentes?Radar Escolar · Carreira e Formação
No Concurso Nacional de Docentes aplica-se a quota de emprego para candidatos com deficiência nos termos do Decreto-Lei n.º 29/2001, de 3 de fevereiro. Abrange, nas condições legais, candidatos com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.
O regime estabelece, em regra: 5% quando existam 10 ou mais lugares; reserva de um lugar quando existam 3 a 9; e preferência em igualdade de classificação quando existam 1 ou 2 lugares.
O provimento ocorre em duas fases: primeiro as vagas não reservadas, por ordem de graduação, e depois as reservadas pelos candidatos abrangidos que não tenham obtido colocação na primeira fase. No Concurso Nacional de Docentes 2026/2027, se já houver colocação não reservada, pode ser verificada colocação mais favorável através da quota, considerando as preferências manifestadas.
Base legal: artigos 3.º, 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 29/2001, de 3 de fevereiro; ponto 4 do Aviso n.º 7312-B/2026/2, de 31 de março.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Quem aprova a Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
A Estratégia de Educação para a Cidadania da Escola é aprovada pelo Conselho Geral, a quem compete também definir as orientações e os critérios para a sua elaboração.
A proposta é promovida pelo coordenador da Estratégia, em articulação com as estruturas do agrupamento ou escola não agrupada. Ao Conselho Pedagógico compete aprovar os critérios de avaliação da componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento.
Base legal: ponto 5.1 da
Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto e artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho.
Atualizado com base na legislação oficial — consulte sempre a versão oficial.
O que devo fazer se a minha situação se alterar após a submissão da renovação ou do pedido de MPD?Radar Escolar · Carreira e Formação
Caso a situação do docente se altere após a submissão da renovação ou do pedido de Mobilidade por Motivo de Doença, é possível eliminar a candidatura submetida, desde que o faça antes do início da fase de validação pelo AE/EnA.
Após o início da fase de validação deixam de estar disponíveis as operações de eliminação ou reversão previstas para essa fase do procedimento.
Enquadramento legal: Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual, designadamente a resultante do Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março.
Fonte operacional: AGSE — Mobilidade por Motivo de Doença 2026/2027.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
O que são os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)?Radar Escolar · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério responsável pela área da educação, que apoiam e reforçam a capacidade das escolas na promoção do sucesso educativo de todos os alunos.
Apoiam a inclusão de crianças e alunos que necessitam de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, facilitando o acesso ao ensino, formação, trabalho, lazer, participação social e vida autónoma. Atuam em parceria pedagógica com as escolas, prestando serviços especializados.
Base legal: artigo 18.º, n.os 1 a 3, do
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , na redação atual.
Atualizado com base na legislação oficial — consulte sempre a versão oficial.
Como trabalham os Desafios SeguraNet a desinformação?Radar Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Desafios SeguraNet incluem atividades relacionadas com desinformação, notícias falsas, avaliação da credibilidade da informação e pensamento crítico.
As atividades levam os alunos a questionar a veracidade da informação, analisar fontes, distinguir conteúdos credíveis de conteúdos enganosos e refletir sobre os riscos da desinformação.
Fonte oficial: Portal SeguraNet e materiais ou regulamentos da edição em vigor.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Como são concebidos e regulamentados os planos curriculares dos Cursos com Planos Próprios?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Os Cursos com Planos Próprios são uma oferta do ensino secundário prevista no Decreto-Lei n.º 55/2018. Adotam planos curriculares singulares, concebidos para responder aos interesses dos alunos e às necessidades científicas, tecnológicas e da comunidade.
O plano curricular não é definido livremente pela escola sem enquadramento. Cada curso é criado e regulamentado por diploma específico, que fixa objetivos, matriz curricular, componentes, disciplinas, cargas horárias, organização, avaliação e certificação. Dentro desse enquadramento, a escola gere e operacionaliza o plano nos termos legalmente permitidos.
Base legal geral: Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual. Base legal específica: a portaria que cria e regulamenta o curso do respetivo estabelecimento.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Porque devem as soluções adotadas assegurar integração com os sistemas centrais relevantes?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
As soluções devem assegurar integração com os sistemas centrais relevantes e troca de informação, para evitar duplicação de dados, reduzir erros e garantir continuidade dos processos da escola.
Fonte oficial: AGSE — Migração das Aplicações Escolares para a Cloud.
Conteúdo editorial do Radar Escolar.
Quais são os objetivos do Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI)?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
O PEBI tem como objetivos promover uma educação inclusiva, plurilingue e intercultural, fomentar a pluriliteracia, sensibilizar precocemente para o inglês, desenvolver a proficiência comunicativa, promover a aprendizagem integrada de conteúdos e língua inglesa através de metodologias bilingues/CLIL, capacitar docentes e apoiar a implementação sustentável do programa.
O programa procura ainda aumentar gradualmente a rede de estabelecimentos com ensino bilingue. Os critérios e objetivos concretos devem ser lidos nos documentos enquadradores em vigor.
Enquadramento curricular e documentos de referência: Decreto-Lei n.º 55/2018, Decreto-Lei n.º 54/2018,
Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , Despacho n.º 9180/2016, Perfil dos Alunos e Aprendizagens Essenciais.
Fonte oficial: página do Programa Escolas Bilingues em Inglês da área governativa da Educação.
Atualizado com base nas fontes oficiais — consulte sempre a versão em vigor.
Em que situações posso pedir a emissão do diploma ou certificado, relativo a ofertas de dupla certificação, em papel?EduQA · Currículo e Qualificações
A emissão em papel pode ocorrer a título excecional, mediante pedido fundamentado do titular, para os diplomas e certificados previstos no respetivo diploma legal.
Base legal:
Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — artigo 15.º, n.º 1
Em que condições podem ser concedidas autorizações de funcionamento a Jardins de Infância e Escolas Básicas do 1.º Ciclo encerradas, bem como a Educação Pré-Escolar Itinerante (EPE?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A autorização de funcionamento de Jardins de Infância (JI) e de Escolas Básicas do 1.º Ciclo (EB1) já encerradas, bem como a autorização excecional de funcionamento de Educação Pré-Escolar Itinerante (EPEI) ou de escolas do 1.º CEB em regime excecional, pode ser concedida apenas em situações devidamente fundamentadas e após análise técnica da AGSE.
A atribuição desta autorização depende de:
Pedido formal da entidade interessada, acompanhado da documentação que demonstre a necessidade da reabertura ou do funcionamento excecional;
Análise da AGSE, que verifica:
a necessidade da oferta educativa na área geográfica;
a existência de alternativas na rede pública;
o cumprimento dos requisitos técnicos, pedagógicos e de segurança das instalações;
a adequação dos recursos humanos e materiais;
Vistoria obrigatória, sempre que aplicável, para verificar a conformidade das instalações com as normas legais e técnicas;
Decisão final do membro do Governo responsável pela área da educação, que só pode autorizar o funcionamento após parecer técnico favorável da AGSE.
As autorizações de funcionamento de carácter excecional destinam‑se a assegurar a continuidade da resposta educativa em territórios onde exista carência de oferta ou situações específicas que justifiquem a reativação do estabelecimento.
Existe legislação que suporte os pedidos de acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
Sim, existe um conjunto de Decretos-Lei que suportam os pedidos de acumulação de funções.
Base legal:
:
Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigos 21.º a 23.º
Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro, artigo 111.º
Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro
Portaria n.º 188-G/2024/1, de 16 de agosto
Qual é o principal objetivo dos CPR?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica pretendem promover o desenvolvimento de competências digitais, computacionais, científicas e tecnológicas relevantes para a sociedade atual.
As atividades desenvolvidas nos CPR valorizam o pensamento computacional, a resolução de problemas, a criatividade, a colaboração e a aprendizagem prática em contextos digitais e tecnológicos.
Base legal:
https://www.erte.dge.mec.pt/clubes-de-programacao-e-robotica O que é o Selo Nacional de Qualidade eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Nacional de Qualidade (SNQ) distingue projetos eTwinning que demonstram qualidade, de acordo com critérios definidos no âmbito do eTwinning (por exemplo, inovação pedagógica, integração curricular, colaboração, uso das TIC e resultados/impacto/documentação).
A candidatura ao SNQ decorre durante todo o ano, mas as datas de avaliação são definidas pela Organização Nacional de Apoio (ONA) de cada país.
Antes de avançar, consulte toda a informação disponível em:
https://etwinning.pt/site/selo-nacional-de-qualidade Base legal:
Programa Erasmus+ (enquadramento referido no site eTwinning PT).
A verba destinada à formação pode ser utilizada para outras finalidades?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. A verba destinada à formação deve ser utilizada exclusivamente para ações de formação enquadradas no projeto.
As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar são obrigatórias?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. As Orientações Curriculares para a Educação Pré Escolar são obrigatórias para a Rede Nacional de Educação Pré-Escolar (rede pública e rede privada).
Base legal:
Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar; Ofício-circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB, de 30 de julho — Organização e funcionamento dos jardins de infância da rede nacional e desenvolvimento do currículo na educação pré-escolar.
Se emitirem o diploma/certificado em papel, relativo a ofertas de dupla certificação, o documento eletrónico continua a existir?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A emissão em papel ocorre de forma complementar à emissão eletrónica. Para efeitos de arquivo e verificação de autenticidade, releva a emissão eletrónica.
Base legal:
Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — artigo 15.º, n.º 3
Atualmente, uma escola pode beneficiar de um Laboratório de Educação Digital (LED)?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Onde se podem consultar as vagas?AGSE · Carreira e Formação
As vagas devem ser consultadas nos documentos oficiais do concurso a que a pergunta se refere e na respetiva plataforma de candidatura. Não existe uma lista única e permanente válida para todos os concursos.
Para o concurso interno e externo de pessoal docente relativo a 2026-2027, a dotação dos quadros dos agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas e quadros de zona pedagógica consta dos anexos da Portaria n.º 136-B/2026/1, de 31 de março. A consulta deve ser feita por grupo de recrutamento e por quadro/AE ou EnA, nos avisos, listas e instruções oficiais da AGSE/DGAE e no SIGRHE, quando aplicável.
A publicação de uma vaga não significa, por si só, que determinado candidato fique colocado. A colocação depende do procedimento, dos requisitos, das preferências, da ordenação e das restantes regras do aviso aplicável.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio — artigo 19.º .
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Portaria n.º 136-B/2026/1, de 31 de março .
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AGSE — área oficial .
Se a pergunta se referir a outro concurso ou ano escolar, é necessário indicar esse procedimento para consultar o aviso e o calendário corretos.
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a versão aplicável ao caso concreto.
Onde posso consultar o Regulamento Geral de Acreditação de Entidades Formadoras?EduQA · Carreira e Formação
O Regulamento Geral de Acreditação das Entidades Formadoras deve ser consultado na página oficial do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), na área de documentação e regulamentos de formação contínua. Deve ser usada a versão indicada pelo CCPFC como vigente à data do pedido; a página do CCPFC assinala a entrada em vigor da versão atualmente publicada a partir de 1 de março de 2026.
O regulamento complementa o regime jurídico da formação contínua de professores. O Decreto-Lei n.º 22/2014 estabelece as entidades formadoras e o sistema de coordenação, acreditação e reconhecimento da formação. As instituições de ensino superior e os centros de formação não estão necessariamente sujeitos ao mesmo procedimento: a entidade deve verificar no regulamento se está dispensada de acreditação ou se tem de apresentar pedido ao CCPFC.
O simples facto de uma entidade organizar uma ação não significa que essa ação seja automaticamente acreditada ou relevante para progressão na carreira. É necessário confirmar a acreditação/creditação e as condições do certificado.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual , em especial os artigos 6.º a 13.º.
-
Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro .
-
CCPFC — Regulamento Geral de Acreditação .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a versão aplicável ao caso concreto.
Como foi atribuído o financiamento para a migração das aplicações escolares para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A informação operacional disponibilizada para este tema indica que a atribuição foi feita com base na informação existente nos sistemas centrais na data em que o financiamento foi definido. Essa indicação não permite concluir, sem consultar o aviso, decisão ou contrato concretamente aplicável, quais foram os montantes, beneficiários, fórmula de cálculo ou despesas elegíveis.
A resposta segura é: a escola deve consultar a comunicação oficial da AGSE ou da entidade financiadora relativa ao seu caso e não pode deduzir um direito a financiamento apenas por utilizar uma aplicação escolar ou por pretender migrá-la para a cloud.
O Decreto-Lei n.º 138/2026 e a Portaria n.º 394-A/2026 estabelecem requisitos de certificação e conformidade para sistemas de informação escolares. Esses diplomas não fixam, por si só, a fórmula de atribuição do financiamento da migração. Não se deve apresentar como critério legal aquilo que apenas consta de uma orientação ou decisão administrativa do programa.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho .
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Portaria n.º 394-A/2026, de 14 de setembro .
-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 108/2017, de 26 de julho .
Para responder a um caso individual são indispensáveis o aviso/termo de aceitação, a comunicação da entidade financiadora e a identificação da aplicação ou despesa em causa.
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a versão aplicável ao caso concreto.
As Aprendizagens Essenciais têm articulação vertical e horizontal?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. A Direção-Geral da Educação explica que as Aprendizagens Essenciais (AE) são articuladas horizontalmente entre conhecimentos de várias disciplinas e verticalmente ao longo da progressão curricular e dos ciclos.
A articulação horizontal não significa que as disciplinas tenham de ensinar os mesmos conteúdos. Significa que os conhecimentos, capacidades e atitudes podem ser relacionados entre áreas disciplinares, respeitando a especificidade de cada disciplina. A articulação vertical exige continuidade e progressão das aprendizagens ao longo dos anos e ciclos.
As AE são a orientação curricular de base para a planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem. Constituem um denominador curricular comum, mas não esgotam tudo o que pode ser trabalhado pelos alunos. A sua concretização deve ser articulada com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e com os restantes documentos curriculares aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 17.º, n.º 2 .
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Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho .
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Despacho n.º 6944-A/2018, de 19 de julho .
-
DGE — Aprendizagens Essenciais .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a versão aplicável ao caso concreto.
Qual é a data de divulgação dos resultados?IES · Ensino Superior
A data depende do concurso e da fase a que a pergunta se refere. Não há uma data única válida para todos os concursos do ensino superior.
No Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior público de 2026, o calendário oficial da DGES prevê a divulgação dos resultados da 1.ª fase em 23 de agosto, da 2.ª fase em 30 de setembro e da 3.ª fase em 18 de outubro. Estas datas são as do calendário oficial aplicável a esse concurso e podem ser alteradas por despacho ou informação oficial posterior.
Para concursos especiais, instituições privadas, mudança de par instituição/curso ou outros procedimentos, deve ser consultado o calendário próprio da instituição ou da entidade organizadora. A resposta não deve indicar uma data sem identificar primeiro o concurso.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio .
-
Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho .
-
DGES — Calendário do Concurso Nacional de Acesso 2026 .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a fase e o concurso concretos.
As restantes aplicações escolares devem migrar obrigatoriamente para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não resulta da informação oficial consultada uma obrigação geral de migrar todas as aplicações escolares para a cloud. A decisão deve ser analisada aplicação a aplicação, tendo em conta a finalidade, os dados tratados, a interoperabilidade, a segurança, a continuidade do serviço, a portabilidade e os requisitos técnicos do programa aplicável.
Existe, contudo, uma obrigação diferente: o Decreto-Lei n.º 138/2026 estabelece a certificação prévia dos sistemas de informação destinados a utilização em contexto escolar, e a Portaria n.º 394-A/2026 define requisitos para essa certificação. A obrigação de certificação não equivale a uma obrigação de escolher cloud.
Qualquer aquisição ou migração deve ainda respeitar as regras de contratação pública, proteção de dados, segurança da informação e as orientações técnicas da AGSE. Sem uma norma ou decisão oficial específica que determine a migração de uma aplicação concreta, não se deve afirmar que ela é obrigatória.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho .
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Portaria n.º 394-A/2026, de 14 de setembro .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre o programa técnico e a aplicação concretos.
É possível contratar fornecedores diferentes para aplicações distintas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Em princípio, sim. A adoção de fornecedores diferentes pode ser adequada quando as aplicações correspondem a necessidades ou objetos contratuais distintos e a solução assegura interoperabilidade, segurança, proteção de dados, continuidade do serviço e possibilidade de saída ou migração.
Não é uma autorização automática para dividir uma única necessidade em vários contratos. Na definição do valor do contrato devem ser consideradas as prestações do mesmo tipo e, quando a entidade adjudicante esteja organizada por unidades orgânicas, o valor total relevante nos termos do artigo 17.º do Código dos Contratos Públicos. O valor não pode ser fracionado com o objetivo de afastar exigências legais ou escolher um procedimento menos exigente.
Os procedimentos iniciados a partir de 1 de outubro de 2026 devem ser analisados à luz da redação do CCP introduzida pelo Decreto-Lei n.º 177/2026. A escolha de vários fornecedores deve resultar de uma decisão tecnicamente fundamentada e de procedimentos de contratação separados apenas quando o objeto e as necessidades o justifiquem.
Base legal e fontes oficiais
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Código dos Contratos Públicos — artigo 17.º .
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Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro .
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre o objeto, o valor e o procedimento concretos.
Como alterar o email de registo e a palavra-passe associado ao Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
Esta é uma operação da plataforma do Clube Ciência Viva na Escola e deve seguir as instruções atualmente publicadas pelo programa. Em regra, quando muda o coordenador, o novo coordenador deve criar ou atualizar o seu registo na plataforma com o nome e o email que devem ficar associados ao Clube e comunicar a alteração através do canal oficial indicado pelo programa, identificando a escola e o Clube.
A alteração não deve ser feita partilhando a palavra-passe por email. Se a plataforma disponibilizar recuperação ou alteração autónoma da palavra-passe, esse mecanismo deve ser usado. Se exigir intervenção do administrador do programa, deve ser enviado apenas o pedido e a informação de identificação solicitada, nunca a palavra-passe.
O procedimento é operacional e pode ser alterado pelo programa; a página oficial é a fonte correta para o canal, os documentos exigidos e os prazos. O simples envio de um pedido não confirma que a alteração já foi efetuada: a escola deve aguardar a confirmação na plataforma ou do apoio oficial.
Fonte oficial
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Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
Não foi identificada, para esta operação de conta, uma norma legal que fixe um formulário ou um prazo universal. Por isso, não se deve inventar um impresso ou um prazo que não esteja nas instruções atuais do programa.
Atualizado com base nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre o procedimento atualmente disponibilizado pela plataforma.
Podem existir formadores voluntários que não sejam alunos?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, os formadores voluntários são preferencialmente alunos do AE/EnA, normalmente com idades entre os 14 e os 18 anos, mas o regulamento também permite selecionar docentes, técnicos e/ou pais ou encarregados de educação da comunidade educativa.
Na organização de cada turma, o AE/EnA identifica e seleciona os voluntários, até ao máximo de dois formadores por turma. O professor ou técnico coordenador da Academia Digital para Pais acompanha e prepara os voluntários com base nos conteúdos disponibilizados pelo EduQA, I.P. A escola deve assegurar também o acompanhamento dos alunos voluntários e a articulação com as famílias.
Esta possibilidade resulta do regulamento da edição concreta do programa, não de um direito geral a exercer funções de formador em qualquer iniciativa. Para outra edição devem ser verificadas as regras do respetivo regulamento.
Fonte oficial e enquadramento
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição 2026 , pontos 4 e 6.
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DGE — Academia Digital para Pais .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024, de 30 de dezembro .
Atualizado com base no regulamento oficial da edição indicada; confirme sempre a edição e as instruções em vigor.
Quem pode ser entidade formadora?EduQA · Carreira e Formação
No regime da formação contínua de professores, podem ser entidades formadoras:
- os centros de formação de associação de escolas (CFAE);
- as instituições de ensino superior;
- os centros de formação de associações profissionais ou científicas sem fins lucrativos;
- os serviços centrais do Ministério da Educação e Ciência;
- outras entidades públicas, particulares ou cooperativas sem fins lucrativos acreditadas para esse efeito.
As instituições de ensino superior podem constituir-se como entidades formadoras e estão dispensadas do processo de acreditação previsto para as restantes entidades, sem deixar de cumprir as regras aplicáveis e os procedimentos de registo. As outras entidades só podem atuar como entidades formadoras quando reúnam os requisitos legais e regulamentares e, quando exigido, tenham acreditação válida do CCPFC.
O reconhecimento da entidade não significa que todas as suas ações sejam automaticamente acreditadas ou creditadas. A ação concreta, a modalidade, a duração e a certificação devem ser verificadas no regime aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual — artigos 10.º a 13.º .
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro .
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CCPFC — entidades e acreditação .
Atualizado com base na legislação e nas fontes oficiais indicadas; confirme sempre a acreditação válida e o tipo de ação em causa.
Existe autonomia do processo disciplinar em relação ao processo penal?IGEC · Carreira e Formação
Em regra, o processo disciplinar não fica automaticamente impedido pela existência de um processo penal, mas a resposta depende da fase e dos factos concretos.
O artigo 179.º, n.º 3, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, estabelece expressamente que a condenação em processo penal não prejudica o exercício da ação disciplinar quando a infração penal constitua também infração disciplinar. A condenação penal, portanto, não substitui nem impede necessariamente a decisão disciplinar.
Esta regra não permite afirmar, sem mais, que todos os processos disciplinares e penais decorrem sempre de forma totalmente independente. A entidade competente deve apreciar a eventual infração disciplinar segundo as regras próprias do procedimento disciplinar, respeitando a decisão judicial, os factos provados e os direitos de defesa do trabalhador.
Quando os factos praticados possam ser considerados infração penal, o artigo 179.º, n.º 4, determina que seja dada notícia deles ao Ministério Público competente. A existência de um processo penal não elimina esse dever nem resolve, por si só, a responsabilidade disciplinar.
A resposta concreta depende dos factos, da fase de cada processo e de eventual decisão judicial já proferida. Em caso de risco de prescrição, sobreposição de diligências ou acesso a processo, deve ser obtido aconselhamento jurídico.
Base legal
- Artigo 179.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, na redação atual.
- Artigo 179.º, n.os 3 e 4, da LTFP: efeitos da condenação penal e comunicação ao Ministério Público.
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — Diário da República .
A resposta explica a regra geral e não substitui a análise do processo concreto.
O processo de migração pode ser realizado de forma faseada?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Em princípio, sim. A migração de aplicações escolares pode ser planeada e executada por fases, desde que a escola ou o agrupamento assegure a continuidade do serviço, a integridade dos dados, a proteção de dados pessoais, os testes de interoperabilidade e o cumprimento dos prazos e requisitos aplicáveis.
Uma migração faseada pode começar por um inventário das aplicações e dos dados, pela identificação das dependências e dos responsáveis, por um ambiente de teste e por um plano de passagem com cópias de segurança e possibilidade de recuperação. Cada fase deve ter critérios de validação e um registo das operações realizadas.
O Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho, tornou obrigatória a certificação prévia dos sistemas de informação destinados a utilização em contexto escolar e pedagógico não superior. O artigo 9.º estabelece um regime transitório para os sistemas que já estavam em funcionamento, com prazo até 1 de janeiro de 2027 para concluírem o procedimento de certificação. A execução por fases não dispensa a certificação, a interoperabilidade nem as regras de segurança e proteção de dados.
A direção deve articular a migração com os serviços responsáveis, os fornecedores e, quando aplicável, a AGSE. Deve também manter informação sobre os sistemas ainda não migrados e evitar a duplicação ou perda de registos.
Base legal
- Artigos 1.º, 4.º, 5.º, 8.º e 9.º do Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho.
- Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, e regras nacionais de interoperabilidade aplicáveis.
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Decreto-Lei n.º 138/2026 — Diário da República .
O diploma não impõe uma única operação de migração; impõe que os sistemas utilizados cumpram o regime de certificação e os requisitos aplicáveis.
Qual a rúbrica de classificação económica de receita que deve ser utilizada nas Receitas do Estado Pessoal (REP)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Para as Receitas do Estado Pessoal (REP), a rúbrica indicada nas orientações de execução orçamental do IGeFE é **13.01.01.99.99 — Receitas de impostos — Outras indemnizações**.
A escola deve confirmar a parametrização e o ano económico no sistema contabilístico em uso e seguir a orientação mais recente do IGeFE. A classificação económica deve ser aplicada ao tipo de receita efetivamente registada, com os documentos de suporte e os procedimentos de conferência exigidos.
Se a operação concreta tiver natureza diferente, não se deve escolher a rúbrica apenas pela sigla REP: deve prevalecer a classificação constante da orientação contabilística aplicável ao ano em causa ou o esclarecimento formal do IGeFE.
Base legal e orientação oficial
- Classificador económico das receitas e despesas públicas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/2002, de 14 de fevereiro, na redação atual.
- Orientações e Classificador Económico das Receitas (CER) divulgados pelo Instituto de Gestão Financeira da Educação, I. P. (IGeFE), para o ano económico aplicável.
- CER 2026 do IGeFE: rúbrica 13.01.01.99.99 — «Receitas de impostos — Outras indemnizações».
A classificação deve ser confirmada perante a versão do CER vigente no ano em que a receita é registada.
Como posso reacreditar uma entidade formadora?EduQA · Carreira e Formação
A reacreditação deve ser pedida pela entidade formadora através da plataforma e-Processos do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), utilizando o procedimento aplicável às entidades com acreditação ou despacho em vigor.
Em regra, a entidade deve manter os dados atualizados e apresentar a documentação exigida pelo formulário, incluindo o plano de atividades para o novo período e o balanço da atividade realizada, quando solicitado. A plataforma e o regulamento indicam os campos, documentos e prazos aplicáveis ao pedido concreto. A entidade deve guardar o comprovativo de submissão e acompanhar eventuais pedidos de aperfeiçoamento.
O pedido não é um simples pedido de renovação automática. A reacreditação é apreciada pelo CCPFC de acordo com o Regulamento Geral de Acreditação de Entidades Formadoras e com a documentação apresentada. Se a acreditação tiver caducado ou existir uma alteração relevante da entidade, deve ser seguida a modalidade de procedimento indicada pelo CCPFC.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, que estabelece o regime jurídico da formação contínua de professores.
- Regulamento Geral de Acreditação de Entidades Formadoras do CCPFC, na versão em vigor, incluindo os requisitos e documentos do procedimento.
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CCPFC — Entidades formadoras e e-Processos .
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Decreto-Lei n.º 22/2014 — Diário da República .
A lista exata de documentos e o prazo devem ser confirmados no formulário e na versão atual do regulamento.
Qual é a diferença entre os diferentes tipos de LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital (LED) distinguem-se pela combinação das áreas tecnológicas e dos equipamentos que integram. As três tipologias têm uma base comum e foram concebidas para apoiar diferentes práticas pedagógicas.
- **LED 1:** Programação e Robótica e STEM.
- **LED 2:** Programação e Robótica e Artes e Multimédia.
- **LED 3:** STEM e Artes e Multimédia.
Aos três tipos são acrescentados computadores portáteis de alto desempenho e uma impressora 3D. A escolha da tipologia deve atender ao projeto da escola e às condições de instalação e utilização previstas.
Fonte oficial
- Direção-Geral da Educação,
Laboratórios de Educação Digital — Sobre .
As características e os equipamentos devem ser confirmados na informação oficial da DGE aplicável à edição do programa.
Os docentes podem acompanhar competições como apoio?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, desde que o acompanhamento esteja enquadrado na organização do Desporto Escolar, no plano de atividades e na distribuição/autorização de serviço da escola. O professor responsável pelo grupo-equipa tem, em regra, funções de preparação e acompanhamento das competições; outros docentes podem colaborar quando a organização da atividade e a direção da escola o determinem.
O acompanhamento não é um direito automático a participar em qualquer competição nem cria, por si só, horas letivas adicionais. Devem ser definidos previamente os alunos, a atividade, o responsável, o horário, o transporte, as autorizações necessárias e o enquadramento do serviço. Também devem ser cumpridas as regras de segurança, seguro escolar e proteção dos alunos.
Base legal e fontes oficiais
- Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, que enquadra o Desporto Escolar como atividade de complemento curricular.
- Despacho n.º 9227/2022, de 28 de julho, e regulamentos do Desporto Escolar aplicáveis ao respetivo ano letivo, incluindo as regras de afetação e acompanhamento das competições.
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Desporto Escolar — documentação oficial .
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Decreto-Lei n.º 95/91 — Diário da República .
A resposta depende do regulamento vigente, da atividade concreta e da autorização da escola.
É obrigatório adotar soluções SaaS?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não resulta do Decreto-Lei n.º 138/2026 uma obrigação geral de todas as escolas adotarem exclusivamente soluções SaaS. O diploma regula os sistemas de informação escolares e exige certificação prévia, interoperabilidade, segurança, proteção de dados e cumprimento dos requisitos técnicos aplicáveis, independentemente do modelo técnico ou comercial utilizado.
Assim, uma solução SaaS pode ser escolhida quando cumprir esses requisitos e os requisitos da contratação pública. Uma solução instalada localmente ou com outra arquitetura também terá de cumprir o regime aplicável se for um sistema de informação escolar abrangido pelo diploma.
A escola não deve confundir «certificação do sistema» com «modelo SaaS». O fornecedor deve demonstrar a conformidade exigida e a AGSE mantém a lista de sistemas certificados. A decisão concreta deve ainda respeitar a necessidade do serviço, a segurança e o RGPD.
Base legal
- Artigos 1.º, 3.º, 4.º, 5.º e 8.º do Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho.
- Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD) e Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto.
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Decreto-Lei n.º 138/2026 — Diário da República .
O modelo SaaS não substitui a certificação nem é, por si só, uma exigência legal universal.
O que são os pré-requisitos?IES · Ensino Superior
Os pré-requisitos são condições de natureza física, funcional ou vocacional que podem ser exigidas para a candidatura a determinados ciclos de estudos do ensino superior. Não se aplicam indistintamente a todos os cursos.
Cabe a cada instituição de ensino superior indicar, nos termos do regime geral de acesso e da regulamentação anual, quais os seus cursos sujeitos a pré-requisitos e qual o conteúdo, o grupo e o modo de comprovação exigidos. Os pré-requisitos podem ser eliminatórios, destinados à seleção e seriação ou apenas à seriação dos candidatos.
Para saber se um curso os exige, o candidato deve consultar a informação oficial da DGES e a ficha do curso/instituição para o ano da candidatura. Deve ainda verificar o calendário, os documentos e as provas do grupo de pré-requisito aplicável. Não comprovar um pré-requisito exigido pode impedir a candidatura ou afetar a ordenação, conforme a modalidade prevista.
Base legal
- Artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, na redação atual, que integra o regime geral de acesso e ingresso no ensino superior.
- Deliberação da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior aplicável ao ano da candidatura; para 2026, Deliberação n.º 454/2026, de 8 de abril.
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DGES — Pré-requisitos .
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Deliberação n.º 454/2026 — Diário da República .
A lista, o conteúdo e os prazos dos pré-requisitos podem mudar anualmente.
Qual a duração da designação do professor bibliotecário?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A duração depende da modalidade de designação:
- Quando o professor bibliotecário é selecionado e designado internamente, a designação é de **quatro anos** e pode ser renovada por igual período, desde que se mantenham os requisitos e exista interesse do agrupamento ou da escola não agrupada, com a concordância expressa do docente.
- Quando a função é assegurada em regime de mobilidade, a designação é **anual** e pode ser renovada até três vezes, nos termos da regulamentação aplicável.
- Se não houver docente a designar nas condições previstas, aplicam-se os mecanismos subsidiários da Portaria n.º 192-A/2015, incluindo a possibilidade de procedimento concursal nos termos do artigo 11.º.
A renovação não é automática. Deve respeitar os requisitos, os critérios e os procedimentos da Portaria n.º 192-A/2015, incluindo as regras aplicáveis nos anos de concurso nacional.
Base legal
- Artigo 13.º da Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, sobre a duração da designação e a renovação.
- Artigo 14.º da mesma Portaria, sobre situações em que não seja possível designar internamente.
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Portaria n.º 192-A/2015 — Diário da República .
As Aprendizagens Essenciais (AE) diminuem a exigência académica?DGE · Currículo e Qualificações
Não. As Aprendizagens Essenciais (AE) não devem ser interpretadas como uma redução da exigência académica nem como um programa mínimo que esgote tudo o que os alunos devem aprender.
As AE identificam, para cada disciplina e ano, conhecimentos, capacidades e atitudes considerados indispensáveis e constituem uma referência comum para o planeamento, o ensino e a avaliação. Permitem organizar o currículo, consolidar aprendizagens e aprofundar conteúdos, mantendo espaço para outras aprendizagens previstas nos documentos curriculares e para diferenciação pedagógica.
A sua aplicação deve ser articulada com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, com os restantes documentos curriculares e com as opções curriculares da escola. A exigência e a avaliação devem respeitar as aprendizagens previstas nos documentos curriculares homologados para o ciclo e a disciplina.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens.
- Despachos que homologam as Aprendizagens Essenciais aplicáveis aos diferentes níveis e disciplinas, designadamente os Despachos n.os 6944-A/2018, 8476-A/2018, 7414/2020 e 6605-A/2021.
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Direção-Geral da Educação — Aprendizagens Essenciais .
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — Diário da República .
A seleção e a atualização das AE devem ser confirmadas na documentação curricular oficial em vigor.
Como se calcula a classificação final das disciplinas não sujeitas a exame final nacional?Diário da República · Currículo e Qualificações
Nas disciplinas não sujeitas a exame final nacional, a classificação final depende do tipo de disciplina.
Nas disciplinas anuais, a classificação final é a classificação obtida na avaliação da frequência. Nas disciplinas plurianuais, corresponde à média aritmética simples das classificações anuais de frequência dos anos em que a disciplina foi ministrada, arredondada às unidades.
Nos cursos científico-humanísticos, quando a disciplina está sujeita a exame final nacional, aplica-se uma regra diferente: a classificação final da disciplina resulta da ponderação da classificação interna final e da classificação do exame, nos termos do artigo 32.º da Portaria n.º 226-A/2018. Não se deve aplicar essa fórmula às disciplinas que não têm exame final nacional.
A situação de aluno interno, autoproposto ou a realização de prova de equivalência à frequência pode alterar o regime aplicável. Para um caso concreto é necessário confirmar o curso, a disciplina, o ano terminal e a modalidade de avaliação.
Base legal: artigo 32.º, n.os 1 a 3, da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na redação atual, e Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho.
Qual é a importância do brincar na educação de infância?DGE · Currículo e Qualificações
O brincar é uma dimensão central da aprendizagem e do desenvolvimento na educação pré-escolar. Através do brincar, a criança explora, imagina, comunica, coopera, resolve problemas, expressa emoções e constrói conhecimentos.
As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) não tratam o brincar como um intervalo desligado da ação educativa. Cabe ao educador observar as iniciativas e interesses das crianças, organizar ambientes e materiais adequados, apoiar a exploração e planear novas oportunidades de aprendizagem a partir do que observa.
Isto não significa que toda a atividade tenha de ser dirigida pelo adulto ou que brincar produza automaticamente uma determinada aprendizagem. A intencionalidade educativa concretiza-se na observação, no registo, na reflexão e na organização do ambiente e das experiências, respeitando a iniciativa e o ritmo de cada criança.
Base legal e fonte oficial: Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, homologadas pelo Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho, e informação da Direção-Geral da Educação sobre as OCEPE.
O que é o eTwinning?Comissão Europeia · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O eTwinning é uma comunidade europeia de escolas e profissionais de educação que permite desenvolver projetos colaborativos online com estabelecimentos de outros países e, quando aplicável, com parceiros nacionais.
A participação é feita através da European School Education Platform, com autenticação e perfil profissional. Os docentes e outros profissionais podem procurar parceiros, planear atividades curriculares, trocar práticas e construir projetos com alunos num ambiente digital próprio.
O eTwinning não é, por si só, um concurso nem garante financiamento. É uma ferramenta de colaboração e desenvolvimento profissional integrada no ecossistema europeu de educação escolar. Quando a atividade estiver ligada a uma candidatura Erasmus+, devem ser observadas também as regras da ação e do convite aplicável.
Fonte oficial: Comissão Europeia, European School Education Platform e Erasmus+ Programme Guide.
O Desporto Escolar é obrigatório para as escolas e para os alunos?Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar integra as atividades de complemento curricular e deve ser organizado pela escola nos termos do regime e das orientações aplicáveis a cada ano ou ciclo de programação. Isso não significa que todos os alunos sejam obrigados a inscrever-se ou a participar em todas as atividades.
O Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028 prevê a organização da oferta, a participação dos alunos, os grupos-equipa, o plano do clube do Desporto Escolar e as responsabilidades dos docentes. A escola deve consultar o despacho e o regulamento da edição em vigor para saber quais as atividades e condições concretas.
A participação dos alunos deve respeitar as regras de inscrição, segurança, assiduidade e autorização aplicáveis à atividade. A resposta não deve ser reduzida a “é obrigatório” ou “é facultativo” sem distinguir a obrigação de a escola organizar a oferta da liberdade de participação do aluno.
Base legal e fonte oficial: Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, artigo 51.º, n.º 5; Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, artigo 5.º; Despacho n.º 8285/2026, de 3 de julho, e Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028.
Qual é a duração média das mobilidades no Programa Erasmus+?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma duração média única para todas as mobilidades Erasmus+. A duração depende do tipo de participante, da ação e do formato aprovado no projeto.
No ensino escolar, o Guia do Programa Erasmus+ prevê, entre outros exemplos, job shadowing de pessoal entre 2 e 60 dias, missões de ensino de 2 a 365 dias e cursos ou formação de 2 a 10 dias. Para alunos, as mobilidades de grupo podem durar 2 a 30 dias, as mobilidades individuais de curta duração 10 a 29 dias e as de longa duração 30 a 365 dias.
A duração do projeto Erasmus+ também é diferente da duração de cada mobilidade: na mobilidade escolar, o projeto pode ter a duração prevista no convite e no Guia do Programa, normalmente entre 6 e 18 meses. A escola deve consultar a ação aprovada, o acordo de subvenção e o Guia do ano correspondente.
Fonte oficial: Erasmus+ Programme Guide, mobilidade de alunos e pessoal do ensino escolar.
O curso de Segurança e Cidadania Digital aborda que dimensões?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O curso de Segurança e Cidadania Digital aborda competências para uma utilização segura, crítica, responsável e consciente da Internet, das redes, das plataformas e dos dispositivos digitais.
Entre as dimensões trabalhadas encontram-se a proteção de dados e da privacidade, a identificação de riscos e comportamentos abusivos, a segurança das contas e dos dispositivos, o bem-estar digital, a participação responsável e a avaliação crítica da informação. A abordagem pode incluir também estratégias de prevenção, cidadania digital e apoio perante incidentes online.
A duração, os destinatários, a edição e a entidade responsável devem ser confirmados na ficha ou no aviso da edição concreta. Não se deve apresentar uma descrição operacional do curso como se fosse, por si só, uma obrigação legal geral para todas as escolas.
Fonte oficial: SeguraNet, relatório e documentação da formação “Segurança e Cidadania Digital”.
O que é o título executivo?Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Título executivo é o documento a que a lei atribui força suficiente para iniciar ou sustentar uma execução coerciva de uma obrigação. Não é qualquer documento, fatura ou comunicação: tem de existir uma obrigação exigível e o documento tem de ser um dos títulos reconhecidos pelo regime aplicável.
Na execução fiscal, o artigo 162.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT) enumera, entre outros, a certidão extraída do título de cobrança, a certidão de decisão exequível de aplicação de coima, a certidão do ato administrativo que determina a dívida a pagar e outros títulos a que uma lei especial atribua força executiva.
Assim, uma escola ou entidade pública não deve concluir automaticamente que qualquer nota de débito ou decisão interna é título executivo. É necessário identificar a natureza da dívida, a entidade credora, a lei especial aplicável, a competência do órgão e o documento legalmente exigido. Em caso de cobrança de valores indevidos, a entidade deve seguir o procedimento próprio, incluindo notificação e possibilidade de pagamento ou reação nos termos legais.
Base legal: artigo 162.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 433/99, de 26 de outubro, na redação atual.
Se os encarregados de educação não concordarem com o Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) o que devem fazer?Diário da República · Inclusão
Se os encarregados de educação não concordarem com o Relatório Técnico-Pedagógico, devem comunicar por escrito as razões da discordância. A declaração é anexada ao relatório, nos termos do artigo 22.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.
O relatório é apresentado para aprovação aos encarregados de educação no prazo legal e estes dispõem de cinco dias úteis para o aprovar. Depois de aprovado, o RTP é submetido ao diretor, com o consentimento dos encarregados de educação, para homologação e início da implementação. A implementação das medidas depende desse consentimento, nos termos do artigo 22.º, n.os 1, 4 e 9.
A escola deve registar a discordância e informar os encarregados de educação sobre a tramitação seguinte e os meios administrativos de participação ou reação que sejam aplicáveis ao caso concreto. O RADAR não deve afirmar automaticamente que a discordância produz uma determinada decisão ou que existe sempre um recurso específico sem identificar o ato e a situação processual.
Base legal: artigo 22.º, n.os 1, 3, 4 e 9, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual.
Que entidades podem ser entidades formadoras no âmbito do regime jurídico da formação contínua de docentes?CCPFC · Carreira e Formação
Podem atuar como entidades formadoras, no regime jurídico da formação contínua de docentes, as entidades previstas no Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, desde que cumpram o regime de acreditação, reconhecimento e funcionamento aplicável.
Entre as entidades admitidas encontram-se instituições de ensino superior, centros de formação de associação de escolas e outras entidades públicas, privadas ou cooperativas que preencham os requisitos legais e obtenham a acreditação exigida pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC). A entidade deve verificar, para a formação concreta, se está acreditada e se a ação está reconhecida nos termos aplicáveis.
O regulamento geral de acreditação do CCPFC distingue as entidades sujeitas a acreditação e as situações de entidades ou serviços que funcionam ao abrigo de regras próprias. Por isso, a resposta não deve tratar qualquer associação ou empresa como entidade formadora acreditada só porque organiza uma ação.
Base legal e fonte oficial: artigos 10.º, 11.º, 12.º e 13.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, e Regulamento Geral de Acreditação das Entidades Formadoras do CCPFC, em vigor.
O que devo fazer se já não tiver acesso ao endereço de e-mail ou ao número de telemóvel usados no registo no SIGRHE?AGSE · Carreira e Formação
Se já não tiver acesso ao endereço de e-mail ou ao número de telemóvel usados no registo, não deve criar um segundo registo nem partilhar credenciais.
Primeiro, deve tentar a autenticação disponibilizada no SIGRHE, nomeadamente através da Autenticação GOV/Chave Móvel Digital ou da autenticação pela Autoridade Tributária, quando essas opções estiverem disponíveis para a conta. Depois de entrar, deve confirmar e atualizar os dados pessoais e os meios de contacto na área de utilizador.
Se nenhuma via de autenticação ou recuperação funcionar, deve contactar o suporte oficial indicado pelo SIGRHE/DGAE, através do balcão digital ou dos contactos publicados na própria plataforma, explicando a situação e seguindo o procedimento de validação de identidade que lhe for indicado. Os documentos e passos concretos podem variar conforme o estado do registo e não devem ser inventados pelo RADAR.
Fonte oficial: suporte AGSE/IGeFE e instruções de autenticação do SIGRHE.
Como deve a escola orientar o trabalho colaborativo para que tenha impacto real nas aprendizagens?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
O trabalho colaborativo deve estar ligado a objetivos curriculares e a problemas concretos de aprendizagem, e não limitar-se a reuniões sem produto ou acompanhamento.
A escola pode organizar tempo e estruturas para que os docentes planifiquem em conjunto, articulem as Aprendizagens Essenciais, construam ou adaptem instrumentos de avaliação, analisem evidências dos alunos, observem práticas, partilhem estratégias e decidam medidas de melhoria. O trabalho deve deixar registos úteis: objetivos, tarefas, responsáveis, evidências, decisões e data de monitorização.
Para ter impacto, a equipa deve verificar se as medidas produziram mudanças nas aprendizagens, ajustar a intervenção e comunicar o que foi aprendido às estruturas pedagógicas. A forma concreta depende do projeto educativo, dos instrumentos de autonomia e flexibilidade curricular e da organização do agrupamento; a lei não impõe um único modelo de reunião ou de coensino.
Enquadramento legal e fonte oficial: Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, designadamente os princípios de autonomia e flexibilidade curricular, trabalho colaborativo e avaliação formativa, e orientações da Direção-Geral da Educação.
Como se calcula a classificação final da componente de formação tecnológica?Diário da República · Currículo e Qualificações
Nos cursos profissionais, a classificação final da componente de formação tecnológica é obtida pela média aritmética simples das classificações de cada unidade de formação de curta duração (UFCD) ou, quando aplicável, de cada módulo, arredondada às unidades.
Não se deve confundir esta classificação com a classificação final do curso. A classificação final do curso envolve as componentes previstas no regime aplicável, incluindo a formação em contexto de trabalho e a Prova de Aptidão Profissional, quando estas integrem o percurso.
Para calcular um caso concreto é necessário confirmar o curso, o plano de estudos, as UFCD ou módulos concluídos e as classificações registadas. A escola deve aplicar a portaria e o plano curricular concretos em vigor.
Base legal: artigo 35.º, n.º 3, da Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, na redação atual.
Quem são os parceiros institucionais do PEBI?DGE · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é promovido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, através da Direção-Geral da Educação (DGE), em parceria com o British Council Portugal.
A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) acompanha o programa no âmbito das suas competências territoriais. Em determinados anos e documentos operacionais podem ser referidas outras estruturas da Administração Educativa, como a DGAE, quando participam no acompanhamento ou na execução de medidas específicas.
Assim, não é correto apresentar uma entidade externa ou uma designação não constante da informação oficial como parceira institucional do PEBI. A escola deve consultar o aviso e as orientações da edição/ano letivo concreto para conhecer os interlocutores e obrigações aplicáveis.
Fonte oficial: Direção-Geral da Educação, Programa Escolas Bilingues em Inglês.
Como se articula a AGSE com as Cartas Educativas Municipais?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A elaboração e aprovação da Carta Educativa são, em primeiro lugar, competências municipais previstas no Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro.
A câmara municipal elabora a Carta Educativa. A assembleia municipal aprova-a, depois de ouvido o conselho municipal de educação e obtido o parecer ou pronúncia da entidade governamental competente nos termos do artigo 14.º. A Administração Educativa presta apoio técnico e informação e verifica a conformidade nos termos legalmente previstos.
A AGSE só deve ser indicada como interveniente quando exista competência, delegação ou orientação oficial concreta que o determine. Não substitui automaticamente a câmara municipal, a assembleia municipal, o conselho municipal de educação ou a entidade governamental com competência legal. Para um procedimento atual, é necessário confirmar a orgânica e a distribuição de competências em vigor.
Base legal: artigos 5.º, 14.º e 16.º do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, e artigo 11.º da Lei n.º 50/2018, de 16 de agosto.
Que medidas educativas existem para alunos posicionados no nível zero e nos níveis de proficiência linguística de Iniciação (A1/A2)?Diário da República · Currículo e Qualificações
Os alunos posicionados no nível zero ou nos níveis de proficiência de Iniciação (A1/A2) de Português Língua Não Materna (PLNM) permanecem integrados na turma e no ano de escolaridade que frequentam, mas beneficiam de medidas de acolhimento, aprendizagem e avaliação adequadas ao seu nível.
A escola deve promover a integração progressiva nas disciplinas e atividades do currículo, com um tempo mínimo semanal de 300 minutos nas disciplinas curriculares, nos termos da Portaria n.º 86/2025/1. Podem ser mobilizadas medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e adaptações nos processos de avaliação, sem retirar ao aluno o direito à participação no currículo.
A transição de nível depende da avaliação prevista no regime de PLNM e não ocorre automaticamente por o aluno obter determinada classificação. A escola deve considerar a avaliação de proficiência, o percurso efetivo, o tempo de permanência no nível e a decisão pedagógica prevista na portaria.
Base legal: artigo 2.º, n.os 2, 3 e 9 a 17, da Portaria n.º 86/2025/1, de 5 de março, e orientações da Direção-Geral da Educação sobre PLNM.
Quantos desafios existem ao longo do ano letivo?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe um número único e permanente para todas as edições dos Desafios SeguraNet. O número depende do ciclo de ensino, da categoria e do regulamento da edição concreta.
A informação geral do SeguraNet indica três desafios anuais para a educação pré-escolar e o 1.º ciclo, desafios organizados por períodos para o 2.º e 3.º ciclos e três desafios dirigidos a pais e encarregados de educação. Em regulamentos específicos de uma edição podem ser publicados números ou calendários diferentes; por exemplo, a regulamentação detalhada de 2025/2026 indicou sete desafios para cada um dos 2.º e 3.º ciclos.
Por isso, para responder com rigor é necessário indicar a edição e o público a que a pergunta se refere. A escola deve usar o calendário e o regulamento publicados pelo SeguraNet para esse ano letivo.
Fonte oficial: SeguraNet, página dos Desafios SeguraNet e regulamentos da edição aplicável.
Como se articulam as Aprendizagens Essenciais (AE) com as provas e exames nacionais?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
As Aprendizagens Essenciais constituem uma referência curricular comum para o planeamento, o ensino e a avaliação das aprendizagens. As provas e os exames nacionais devem avaliar as aprendizagens previstas nos referenciais curriculares aplicáveis, incluindo as Aprendizagens Essenciais quando estas são o referencial da disciplina e do ano.
O Despacho Normativo n.º 3/2026 estabelece o regulamento das provas e exames e deve ser consultado em conjunto com as informações-prova e os documentos publicados pelo IAVE e pelo JNE. Esses documentos concretizam o objeto, a estrutura e os critérios da prova para cada disciplina.
A Prova de Aptidão Profissional (PAP) dos cursos profissionais é um elemento próprio de avaliação e certificação do percurso profissional, regulado pela Portaria n.º 235-A/2018 e pelas regras do curso. Não é correto classificá-la automaticamente como prova externa ou exame nacional. A articulação com as AE deve ser analisada de acordo com o curso, a disciplina e o regulamento da avaliação aplicável.
Base legal e fontes oficiais: Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho; Despacho Normativo n.º 3/2026; Direção-Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais.
Qual é a duração e a organização dos Cursos com Planos Próprios?DGE · Currículo e Qualificações
Os Cursos com Planos Próprios (CPP) são uma oferta de nível secundário com uma organização curricular própria, aprovada para um estabelecimento e um curso concretos. Não existe uma única matriz curricular ou uma duração detalhada que possa ser aplicada indistintamente a todos os CPP.
A duração, as componentes de formação, as disciplinas, as cargas horárias, a avaliação e as condições de conclusão devem ser confirmadas no diploma, portaria ou autorização que aprova o plano do curso concreto. A oferta geral é enquadrada pelo regime curricular do ensino secundário e pela autonomia das escolas, mas a aprovação de um plano próprio não dispensa o cumprimento das regras legais e curriculares aplicáveis.
A página da DGE identifica a tradição desta oferta no ensino particular e cooperativo e a sua abertura a outros estabelecimentos. Para responder a um caso concreto é indispensável indicar o nome do curso e o estabelecimento, porque a organização pode não ser igual entre planos próprios.
Fonte oficial: Direção-Geral da Educação, Cursos com Planos Próprios, e Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho.
Quais são os objetivos do SNIPI?Diário da República · Inclusão
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) destina-se a garantir condições de desenvolvimento das crianças até aos 6 anos e das suas famílias, sempre que existam alterações nas funções ou estruturas do corpo, risco grave de atraso de desenvolvimento ou situações de risco ambiental e biológico.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 281/2009, o SNIPI procura assegurar a intervenção precoce, a deteção e sinalização das situações de risco, a promoção da inclusão e da autonomia, o apoio às famílias e a articulação entre os serviços da saúde, da segurança social e da educação.
O sistema funciona através de coordenação intersectorial e de equipas locais de intervenção. A resposta concreta depende da sinalização, da avaliação e do plano de intervenção da criança; a simples inscrição numa escola não substitui os procedimentos de sinalização e articulação previstos no SNIPI.
Base legal: artigos 2.º, 4.º e 5.º do Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro.
O RVCC pode ser realizado sem escolaridade mínima?Diário da República · Currículo e Qualificações
O processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) não exige, por si só, que o adulto apresente uma escolaridade mínima já concluída. O acesso depende, porém, dos requisitos do regime e da avaliação pelo Centro Qualifica.
Em regra, podem iniciar um processo de RVCC os adultos com 18 ou mais anos que pretendam obter uma qualificação e se enquadrem nos níveis e condições previstos na Portaria n.º 61/2022. Para candidatos com idade igual ou inferior a 23 anos, é exigida, em regra, experiência profissional de pelo menos três anos, salvo as exceções autorizadas pela ANQEP para situações específicas.
A ausência de escolaridade mínima não significa admissão automática nem garante certificação. O Centro Qualifica verifica a idade, a experiência quando exigida, o percurso, as competências evidenciadas e o nível de qualificação pretendido, orientando o candidato para RVCC escolar, profissional ou outra resposta adequada.
Base legal: artigo 2.º da Portaria n.º 61/2022, de 31 de janeiro, e informação oficial da ANQEP/Centros Qualifica.
É admissível utilizar uma abordagem de migração do tipo \"lift and shift\"?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
É admissível utilizar uma abordagem de migração do tipo "lift and shift"?
Sim. A abordagem de migração do tipo «lift and shift» é admissível no contexto da migração para a cloud, desde que a solução concreta assegure a continuidade do serviço, o funcionamento adequado das aplicações e os requisitos técnicos e de segurança aplicáveis.
«Lift and shift» significa transferir uma aplicação e a respetiva infraestrutura para o novo ambiente com poucas ou nenhumas alterações funcionais. A admissibilidade desta abordagem não significa que todas as aplicações devam ser migradas dessa forma nem dispensa a análise da arquitetura, da proteção dos dados, das dependências, do desempenho, da recuperação e da continuidade do serviço.
Assim, a decisão deve ser documentada para a aplicação concreta e validada de acordo com os requisitos do programa ou da entidade responsável. A resposta da AGSE/IGeFE é uma orientação operacional para este contexto; não constitui uma autorização geral para qualquer sistema ou projeto.
Fonte oficial:
Balcão Digital da Educação — AGSE/IGeFE .
Como posso candidatar-me a formador?CCPFC · Carreira e Formação
Para se candidatar à acreditação como formador no âmbito da formação contínua de professores, deve utilizar a plataforma e-processos do CCPFC:
- aceda à
plataforma e-processos ;
- selecione a funcionalidade «Formador»;
- escolha «Registo no CCPFC»;
- preencha os dados solicitados, incluindo as habilitações, as áreas e domínios de formação, a situação profissional e os documentos exigidos;
- submeta o registo através da própria plataforma.
Os utilizadores já registados devem entrar com as credenciais existentes. No registo de um novo formador, os dados de acesso são criados de acordo com as instruções da plataforma.
O registo e a submissão do processo não equivalem, por si só, à decisão de acreditação. A apreciação e a acreditação dos formadores competem ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC).
Base legal: artigos 14.º e 22.º, n.º 1, alínea d), do
Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro .
Fonte oficial:
CCPFC — Plataforma e-processos .
Quais são as condições de apresentação ao concurso dos regimes especiais de acesso ao ensino superior?DGES · Ensino Superior
Nos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, o candidato só pode apresentar-se ao concurso quando reúna cumulativamente as condições gerais e as condições específicas do regime aplicável. Em termos gerais, deve:
- ser titular da habilitação de acesso ao ensino superior prevista para o regime especial em causa;
- ter uma classificação final do ensino secundário não inferior à nota mínima de candidatura fixada anualmente para o par instituição/ciclo de estudos a que concorre;
- cumprir as condições específicas do regime especial em que se enquadra;
- comprovar a realização e aprovação das disciplinas ou exames correspondentes às provas de ingresso exigidas para o par instituição/ciclo de estudos, quando essa condição seja exigida;
- satisfazer os pré-requisitos fixados para o par instituição/ciclo de estudos, quando existam;
- satisfazer os requisitos especiais objeto de avaliação, quando concorra a um par instituição/ciclo de estudos abrangido por concurso local.
A candidatura é apresentada através da plataforma ou da entidade indicada para o regime aplicável. As vagas, os documentos, os prazos e as condições específicas devem ser confirmados na informação anual da DGES e no despacho que fixa o calendário do concurso. Não basta pertencer genericamente a uma das categorias: é necessário cumprir o regime concreto e instruir corretamente a candidatura.
Base legal: artigos 13.º, 16.º, 17.º, 19.º e 20.º do
Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho , e
Portaria n.º 248-A/2023, de 1 de agosto , nas redações aplicáveis.
Fonte oficial:
DGES — Regimes especiais .
Em que situações pode o/a diretor/a aceder à lista ordenada e selecionar o/a candidato/a seguinte?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento de contratação de escola, o/a diretor/a não escolhe livremente um candidato fora da lista. Depois de homologada e publicitada a lista final ordenada, a seleção tem de respeitar a ordenação e os critérios do aviso.
Pode ser necessário recorrer ao/à candidato/a seguinte quando, designadamente:
- o/a candidato/a selecionado/a não aceita a colocação dentro do prazo estabelecido ou regista a sua não aceitação;
- o/a diretor/a do AE/EnA regista a não apresentação ou a não comprovação dos dados pelo/a candidato/a;
- o/a candidato/a se encontra penalizado/a, de acordo com a informação disponibilizada pela aplicação no momento da seleção;
- o/a candidato/a colocado/a no horário denuncia o contrato e subsiste uma necessidade temporária que tem de ser novamente assegurada.
Nos grupos de recrutamento, a lista deve respeitar a graduação profissional e os critérios de desempate legalmente aplicáveis. A direção deve registar a ocorrência e selecionar o/a candidato/a seguinte através do procedimento aplicável, deixando de fora escolhas discricionárias não previstas no aviso ou na lei.
Base legal: artigos 39.º e 40.º, n.os 8, 13 a 17, do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
Fonte operacional:
AGSE — Contratação de Escola .
É obrigatório existir professor bibliotecário em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada?Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada deve ser designado um ou mais docentes para exercer as funções de professor bibliotecário, tendo em conta a tabela do Anexo I da portaria, que considera o número de alunos e de bibliotecas.
Isto não significa que tenha de existir um professor bibliotecário por cada edifício ou estabelecimento que integre um agrupamento. No agrupamento, o professor bibliotecário pode assegurar a gestão do conjunto das bibliotecas das respetivas escolas.
Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada deve também ser criada uma equipa que coadjuve o(s) professor(es) bibliotecário(s). Se não existirem docentes que cumpram os requisitos para a designação interna, a portaria prevê um procedimento de recrutamento externo.
Base legal: artigos 2.º, 3.º, n.º 1, 4.º, n.º 1, e Anexo I da
Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho .
Em cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada deve também ser criada uma equipa que coadjuve o(s) professor(es) bibliotecário(s). Se não houver docentes de carreira que reúnam os requisitos para a designação interna, a direção deve seguir o procedimento de recrutamento externo previsto na portaria.
Como são garantidas a segurança e a supervisão durante treinos e competições?Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As atividades do Desporto Escolar devem ser organizadas e acompanhadas no quadro das normas de funcionamento do programa, pelos professores intervenientes e pelo coordenador do Desporto Escolar, com respeito pelos regulamentos aplicáveis à modalidade e à atividade.
Na prática, a segurança e a supervisão resultam da combinação de várias medidas:
- os treinos e as atividades competitivas são enquadrados por professores e pelo coordenador do Desporto Escolar;
- os tempos atribuídos ao responsável pelo grupo-equipa destinam-se a sessões efetivas de prática ou treino e devem constar do horário do professor;
- a assiduidade dos professores e dos alunos é registada e controlada pelo diretor do agrupamento ou escola não agrupada;
- a constituição dos grupos e a participação em competições têm de respeitar o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar, o Regulamento de Provas e Competições e os regulamentos específicos da modalidade;
- devem ser observadas as regras de segurança, autorizações e procedimentos definidos para a atividade concreta.
Não existe uma única regra que substitua a consulta do regulamento específico: a supervisão concreta, os requisitos da competição e os procedimentos de segurança dependem da modalidade e da atividade.
Base legal: artigo 51.º, n.º 5, da
Lei n.º 46/86, de 14 de outubro , e n.º 5, alíneas a) a c), do
Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho .
O exame final nacional de PLNM permite o acesso ao ensino superior?Diário da República · Currículo e Qualificações
Não, o exame final nacional de PLNM, código 839, não é, por si só, uma prova de ingresso para acesso ao ensino superior. O exame pode servir para aprovação da disciplina e conclusão do ensino secundário, mas não substitui automaticamente a prova de ingresso exigida pelo par instituição/ciclo de estudos.
Para os alunos de PLNM do 12.º ano posicionados nos níveis de iniciação (A1/A2) ou intermédio (B1), o regime de avaliação prevê a realização do exame de PLNM (839) para aprovação e conclusão do ensino secundário e do exame de Português (639) como prova de ingresso. Para os alunos de nível avançado, o exame de Português (639) pode ser realizado para aprovação e conclusão, para prova de ingresso ou, no ensino recorrente, para prosseguimento de estudos.
Assim, a resposta depende do nível de proficiência, do curso frequentado e do par instituição/ciclo de estudos. O candidato deve confirmar as provas de ingresso fixadas para o curso pretendido e cumprir também os restantes requisitos do regime de acesso. Não é correto afirmar genericamente que o exame 839 permite o acesso ao ensino superior.
Base legal:
Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro , designadamente o quadro de exames do ensino secundário e as regras aplicáveis aos alunos de PLNM.
Fonte oficial:
IAVE — Provas e exames .
Quanto tempo pode durar a promoção de manuais escolares dentro da escola e que regras devem ser cumpridas?Diário da República · Currículo e Qualificações
As atividades de promoção de manuais escolares dentro dos estabelecimentos de ensino têm a duração de duas semanas e não podem ir além do fim da 1.ª semana do 3.º período do ano escolar anterior ao início do período de vigência da adoção. Estas atividades devem ser dirigidas ao órgão competente para a adoção e é proibida a promoção dirigida a professores individualmente considerada que possa condicionar a decisão, incluindo a oferta de manuais. Os órgãos de direção das escolas/agrupamentos devem assegurar transparência e igualdade de acesso entre promotores. É vedado a docentes, funcionários, agentes ou detentores de vínculo laboral ao Ministério da Educação o desenvolvimento de atividades de promoção dentro do recinto dos estabelecimentos de ensino.
Base legal:
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, artigos 21.º e 22.º.
As atividades devem ser dirigidas ao órgão competente para a adoção. É proibida a promoção dirigida a um professor individualmente considerado quando possa condicionar a decisão de adoção, incluindo a oferta de manuais ou de outros recursos. A direção deve assegurar transparência e igualdade de acesso entre os promotores.
Também é proibido a docentes, funcionários, agentes ou detentores de vínculo laboral ao Ministério da Educação desenvolverem atividades de promoção dentro do recinto dos estabelecimentos de ensino.
Base legal: artigos 21.º e 22.º da
Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto .
Qual é a Sequência de colocação?DGES · Ensino Superior
Nos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, a sequência legal de colocação é:
1. praticantes desportivos de alto rendimento em carreira;
2. praticantes desportivos de alto rendimento em pós-carreira;
3. candidatos abrangidos pelas alíneas a), b), c) e e) do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 64-A/2023;
4. candidatos abrangidos pelas alíneas d) e g) do artigo 3.º do mesmo diploma.
As abreviaturas apresentadas na aplicação podem aparecer como «RE F», «RE A, B e E» e «RE D e G». A seriação dentro de cada par instituição/ciclo de estudos é feita por ordem decrescente da nota de candidatura; a colocação considera as preferências indicadas pelo candidato e o processo tem natureza iterativa. Em caso de empate na última vaga, prevalece o candidato de menor idade.
O processo de colocação é da competência da DGES e o resultado é homologado pelo diretor-geral do Ensino Superior. Os prazos concretos e a calendarização são fixados anualmente.
Base legal: artigo 19.º do
Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho .
Quais os critérios para a atribuição de equivalência entre disciplinas?Diário da República · Currículo e Qualificações
Para efeitos de reorientação do percurso formativo dos alunos com recurso ao regime de equivalência entre disciplinas, consideram-se equivalentes:
As disciplinas comuns aos cursos de origem e de destino, considerando-se como tais aquelas que têm o mesmo programa, a mesma carga horária anual e as mesmas condições de frequência;
Aquelas que não sendo comuns, contemplam, cumulativamente, a mesma área disciplinar e carga horária letiva ou horas de formação iguais ou correspondentes a, pelo menos, dois terços do número de horas de formação da disciplina para a qual é requerida a equivalência.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na sua redação atual; Despacho Normativo n.º 10-B/2021, de 14 de abril; Despacho Normativo n.º 36/2007, de 8 de outubro, com as alterações introduzidas pelo
Despacho Normativo n.º 29/2008, de 5 de junho .
Quem pode ser o responsável educativo de um aluno no ensino individual?Diário da República · Currículo e Qualificações
O responsável educativo é o professor indicado pelo encarregado de Educação, de entre os que, junto do aluno desenvolvem o currículo.
Base legal:
O responsável educativo e, quando existam, os demais docentes responsáveis pelo desenvolvimento do currículo devem estar habilitados para a docência nos termos da legislação em vigor. Cabe ao responsável educativo assegurar o desenvolvimento do currículo de acordo com o protocolo de colaboração e acompanhar a avaliação das aprendizagens do aluno.
O responsável educativo tem, em regra, a seu cargo um único aluno, salvo quando os alunos ou educandos pertençam ao mesmo agregado familiar. Esta situação é diferente do ensino doméstico, em que o responsável educativo é um familiar do aluno ou uma pessoa que com ele habite e que junto dele desenvolve o currículo.
Base legal: artigo 4.º, alínea g), e artigo 16.º, n.os 2 a 5, do
Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , na redação atual.
O que caracteriza uma biblioteca escolar de qualidade?Rede de Bibliotecas Escolares · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Uma biblioteca escolar de qualidade disponibiliza espaços adequados, coleção diversificada e atualizada, recursos digitais, serviços orientados para os utilizadores e uma equipa qualificada, articulando-se com o projeto educativo da escola.
Também deve apoiar o currículo, promover a leitura e as literacias da informação e digital, envolver a comunidade educativa e avaliar regularmente o trabalho realizado para identificar melhorias. A qualidade não se mede apenas pela existência de livros ou pela dimensão do espaço: envolve gestão, recursos, serviços, articulação pedagógica, utilização efetiva e avaliação.
O Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar da Rede de Bibliotecas Escolares é o referencial institucional para a avaliação e melhoria contínua. A aplicação concreta deve considerar os domínios, indicadores e instrumentos do modelo em vigor.
Fonte oficial:
RBE — Avaliação da biblioteca escolar 2026 e
Modelo de avaliação da biblioteca escolar .
Enquadramento: a Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, atribui ao professor bibliotecário, em articulação com a direção, a implementação anual dos procedimentos de avaliação dos serviços da biblioteca escolar.
Os Centros Recursos de Tecnologias da Informação e Comunicação, fazem parte de algum sistema nacional de acesso aos produtos de apoio?DGE · Inclusão
Sim. Os Centros de Recursos TIC para a Educação Especial integram o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA) enquanto entidades prescritoras do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.
O SAPA é um sistema interministerial, que integra, enquanto entidades da área da Educação, da Saúde, da Segurança Social e do Emprego e Formação Profissional.
Base legal:
Os CRTIC avaliam as necessidades dos alunos, a pedido das escolas, para efeitos de atribuição de produtos de apoio que permitam o acesso ao currículo, registam as prescrições no sistema aplicável e prestam informação, formação e aconselhamento à comunidade educativa. A integração no SAPA não significa que qualquer produto seja atribuído automaticamente: é necessária avaliação e prescrição de acordo com as necessidades e o procedimento aplicável.
Base legal: artigo 17.º, n.os 2 e 3, do
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho ,
Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio e
Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril .
Fonte oficial:
DGE — Rede CRTIC .
Qual o período de validade da autorização para acumulação?DGAE · Carreira e Formação
A autorização é válida durante o ano escolar a que respeita e enquanto se mantiverem as condições que a fundamentaram.
Isto significa que não é uma autorização permanente: terminado o ano escolar, ou alterados os horários, a atividade acumulada ou qualquer outro pressuposto relevante, a situação deve ser reapreciada pela entidade competente. A autorização prévia é exigida para o exercício em acumulação.
Base legal e fonte oficial: artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente, artigos 21.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação aplicável. A DGAE disponibiliza a orientação e o manual de procedimentos para o pedido.
Qual foi o critério utilizado para calcular a verba atribuída?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O cálculo teve por base a informação disponível nos sistemas centrais, bem como os elementos recolhidos junto dos fornecedores das aplicações escolares.
Esta resposta descreve o critério administrativo usado no caso concreto. Não permite concluir, sem consultar a nota, aviso ou memória de cálculo correspondente, que exista uma fórmula única para todas as verbas. A escola deve conservar a comunicação ou documento que identifica os dados considerados e aplicar apenas o critério oficialmente indicado para a medida em causa.
Fonte institucional: balcão digital de apoio do IGeFE, no artigo de conhecimento identificado nesta ficha. Quando a verba esteja abrangida por financiamento ou por um aviso específico, prevalecem esse aviso, a decisão de financiamento e as instruções da entidade competente.
Qual a rúbrica de classificação económica a utilizar no processamento das bolsas atribuídas a estudantes de mestrado com prática de ensino supervisionada?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
No processamento das bolsas atribuídas a estudantes de mestrado com prática de ensino supervisionada, deve ser utilizada a seguinte rúbrica de classificação económica da despesa: 04.08.02.A0.F0 – Bolsas de Estágio – Formação de Professores.
Fonte e enquadramento
A rubrica é a classificação indicada pelo IGeFE para este processamento: 04.08.02.A0.F0 — Bolsas de Estágio — Formação de Professores. Trata-se de uma orientação de classificação orçamental; a escola deve confirmar o ano económico, a fonte de financiamento e as instruções específicas do IGeFE antes do lançamento. A classificação não substitui a autorização da despesa nem os documentos que justificam a bolsa.
Fonte institucional: IGeFE, Nota Informativa n.º 13/IGeFE/2025 e documentação orçamental aplicável.
Como elaborar um aditamento por redução para amamentação/aleitação?AGSE · Carreira e Formação
Para elaborar um aditamento por redução para amamentação/aleitação, devem ser utilizados os seguintes parâmetros:
Motivo do aditamento: “Necessidade autorizada”;
Duração: “Temporário”;
Deve ser ativada a opção “Este aditamento destina-se à lecionação de um módulo/disciplina de caráter temporário?”.
Estes campos correspondem à parametrização operacional indicada para o registo no SIGRHE; não substituem a verificação do direito à dispensa nem a conferência do horário e do contrato. O fundamento material da dispensa para amamentação ou aleitação consta dos artigos 47.º e 48.º do Código do Trabalho, aplicáveis ao vínculo de emprego público com as adaptações previstas no artigo 4.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
O pedido deve ser instruído com os elementos exigidos para a situação concreta e submetido pelo procedimento e prazo indicados pela AGSE/DGAE. Se a plataforma apresentar opções diferentes, deve prevalecer a instrução vigente do SIGRHE, não devendo a escola criar um motivo ou uma duração incompatíveis com o direito reconhecido.
Qual a rúbrica de classificação económica da receita que deve ser utilizada para o registo destas verbas?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Para o registo das verbas provenientes dos projetos cofinanciados pelo Pessoas 2030, deve ser utilizada a seguinte classificação económica da receita: 08.02.09.99.78 – Receitas próprias – Outros/Segurança Social/Subsídios.
Esta é uma indicação técnica de classificação orçamental do IGeFE para o caso descrito. Antes do lançamento, a escola deve confirmar a fonte de financiamento, o ano económico e a instrução específica do projeto. A rubrica não substitui o termo de aceitação, a decisão de financiamento, a autorização da receita ou os restantes documentos contabilísticos exigidos.
Fonte institucional: IGeFE, documentação de classificação económica da receita e orientações aplicáveis ao financiamento Pessoas 2030.
Até quando devem estar concluídas as sessões da 6.ª edição?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição, as sessões de formação para pais e encarregados de educação devem estar concluídas até julho de 2026.
A calendarização concreta das sessões é definida por cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
Enquadramento oficial
O regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais estabelece o calendário-limite da edição, incluindo a conclusão das sessões até julho de 2026. A data concreta de cada sessão e a organização da participação são operacionalizadas por cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada, dentro das regras do regulamento.
Fonte oficial: Direção-Geral da Educação, Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais. Se a pergunta se referir a outra edição, é necessário consultar o regulamento dessa edição, porque o prazo não deve ser generalizado.
Como proceder no caso de reposição de montantes indevidamente recebidos em anos anteriores?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a reposição respeite a montantes indevidamente recebidos em anos económicos anteriores, deve ser emitida uma Reposição Não Abatida nos Pagamentos (RNAP).
A guia de reposição deve identificar os montantes a repor nas respetivas rúbricas de despesa que deram origem ao pagamento indevido.
Quando a reposição diga respeito ao ano económico corrente, o procedimento é distinto e deve ser tratada como reposição abatida nos pagamentos (RAP), de acordo com as instruções contabilísticas aplicáveis. A escola deve confirmar o ano económico, a origem da verba e a classificação orçamental antes de emitir a guia; não deve usar RNAP apenas porque o pagamento foi indevido.
Fonte institucional: IGeFE, Perguntas Frequentes sobre a diferença entre reposição abatida nos pagamentos (RAP) e reposição não abatida nos pagamentos (RNAP). Em caso de divergência, prevalecem as instruções contabilísticas e a orientação do IGeFE para o ano em causa.
Até quando deve estar concluído o processo interno de designação?Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No procedimento de seleção interna do professor bibliotecário abrangido pela Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, o processo interno de designação deve estar concluído até 20 de junho.
Este prazo refere-se ao processo interno previsto no artigo 6.º da Portaria e não deve ser tratado como um prazo universal para qualquer designação ou contratação escolar. Para confirmar a aplicação num ano concreto, deve ser consultado o aviso e o procedimento divulgado pela escola ou pelo agrupamento.
Base legal:
- Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigos 5.º e 6.º, em especial o artigo 6.º quanto à conclusão do processo interno até 20 de junho.
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Diário da República — Portaria n.º 192-A/2015 .
A equipa multidisciplinar pode recomendar a intervenção do docente de educação especial na implementação de medidas seletivas?Diário da República · Inclusão
Sim. A equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva tem competência para propor as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão a mobilizar, nos termos do artigo 12.º, n.º 8, alínea b), do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.
Quando a proposta exigir a intervenção do docente de educação especial, esta deve ser fundamentada nas necessidades concretas do aluno e articulada no relatório técnico-pedagógico. O docente de educação especial é elemento permanente da equipa multidisciplinar e apoia os restantes docentes de forma colaborativa e numa lógica de corresponsabilização, nos termos do artigo 11.º, n.º 4, e do artigo 12.º, n.º 3, alínea b).
A recomendação da equipa não substitui os restantes passos legais: o relatório técnico-pedagógico deve identificar as medidas, a forma de operacionalização e os responsáveis; a implementação das medidas seletivas ou adicionais depende da concordância dos pais ou encarregados de educação e da homologação do diretor, nos termos dos artigos 21.º e 22.º.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 9.º, 11.º, n.º 4, 12.º, n.os 3 e 8, 21.º e 22.º.
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 54/2018 .
Posso desistir da minha candidatura já submetida?DGES · Acesso ao Ensino Superior
Não é seguro afirmar uma regra única para todas as candidaturas. A possibilidade de desistência, o meio de comunicação e o prazo dependem do regime de acesso, do ano letivo e do aviso ou regulamento aplicável.
Nos regimes especiais de acesso ao ensino superior, a DGES publica calendários e procedimentos próprios. Para 2026-2027, por exemplo, o calendário oficial fixou a apresentação das candidaturas de 3 a 10 de agosto, a divulgação dos resultados em 10 de setembro e o período de reclamações de 11 a 18 de setembro. Esses prazos não equivalem, por si só, a um prazo geral de desistência.
Depois de submetida a candidatura, o candidato deve consultar as instruções do regime concreto e contactar a entidade que recebeu a candidatura, pedindo confirmação escrita do procedimento e dos efeitos da desistência. Sem essa indicação oficial, o RADAR não deve inventar um prazo, um endereço de correio eletrónico ou afirmar que toda e qualquer candidatura pode ser anulada livremente.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, e regulamentação aplicável ao regime especial concreto.
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DGES — Informação geral sobre regimes especiais .
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DGES — Calendário dos regimes especiais 2026-2027 .
Qual é o valor da propina?Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
Não existe um valor único aplicável a todos os estudantes ou cursos. O montante da propina é fixado pela instituição de ensino superior, através do órgão competente, dentro do regime legal aplicável e dos limites que possam resultar da lei para o ano respetivo.
Por isso, para saber o valor concreto, é necessário identificar a instituição, o ciclo de estudos, o regime de frequência e o ano letivo. Deve ser consultada a tabela de propinas e o regulamento publicados pela própria instituição; o RADAR não deve apresentar um valor sem esses dados.
Base legal:
- Lei n.º 37/2003, de 22 de agosto, artigo 16.º, na redação atual, sobre a fixação das propinas pelas instituições de ensino superior.
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Diário da República — Lei n.º 37/2003, legislação consolidada .
Quais os montantes que devem ser requisitados mensalmente nas diferentes fontes de financiamento?IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Não há um montante mensal fixo que possa ser aplicado indistintamente a todas as escolas e fontes de financiamento. A requisição deve ser calculada de acordo com as despesas efetivamente devidas e previsíveis no período, a fonte de financiamento, a medida orçamental, a disponibilidade existente e as regras e prazos divulgados pelo IGeFE para o ano em causa.
As requisições de funcionamento devem ser individualizadas por fonte de financiamento e medida. Devem ser requisitadas apenas as verbas necessárias para pagar as despesas correspondentes, evitando pedidos excessivos e saldos sem necessidade. Na execução orçamental, as entidades sem autonomia financeira devem observar a preferência legal pela utilização das receitas próprias não consignadas antes das dotações do Orçamento do Estado, quando aplicável.
Assim, a escola deve confirmar no SIGeFE, no software contabilístico e nas notas informativas do IGeFE em vigor quais as despesas a pagar, a fonte e a medida corretas. As notas anuais podem fixar procedimentos e prazos próprios; uma nota de um ano anterior não deve ser tratada como calendário permanente.
Base legal e fonte oficial:
- Decreto-Lei de execução orçamental aplicável ao ano em causa, incluindo o artigo 25.º, n.º 5, quando aplicável.
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IGeFE — Nota Informativa n.º 14/IGeFE/2024 , sobre individualização por fonte/medida e requisição apenas das verbas necessárias.
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IGeFE — Requisição de fundos e receitas .
O que é a educação de infância?Diário da República · Currículo e Qualificações
“Educação de infância” é uma expressão abrangente para as respostas educativas e de cuidado destinadas às crianças na primeira infância. É importante distinguir os conceitos jurídicos.
Dos 0 aos 3 anos, a creche é um equipamento de natureza socioeducativa destinado a acolher crianças até aos 3 anos, nos termos da Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto, na redação atual. Dos 3 anos até à idade de ingresso no ensino básico, a educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica, é ministrada em estabelecimentos de educação pré-escolar e a sua frequência é facultativa, nos termos dos artigos 2.º e 3.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro.
A universalidade da oferta pré-escolar a partir dos 3 anos decorre do regime próprio da Lei n.º 85/2009, na redação atual. A creche e a educação pré-escolar não são, portanto, a mesma resposta nem têm exatamente o mesmo enquadramento jurídico.
Base legal e fontes oficiais:
- Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, artigos 2.º e 3.º.
- Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto, artigo 3.º, na redação atual.
- Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, artigo 1.º, na redação atual.
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Diário da República — Lei n.º 5/97 .
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Diário da República — Portaria n.º 262/2011 .
Existem Orientações Pedagógicas para Creche?DGE · Currículo e Qualificações
Sim. A Direção-Geral da Educação disponibiliza as Orientações Pedagógicas para Creche, destinadas às crianças dos 0 aos 3 anos. O documento foi homologado em março de 2024 pelos membros do Governo responsáveis pelas áreas da educação e do trabalho, solidariedade e segurança social.
As Orientações apoiam a qualidade das práticas pedagógicas e de cuidado em creche e articulam-se com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, respeitando as especificidades do período dos 0 aos 3 anos. Não substituem as normas legais de instalação e funcionamento da creche.
Para as condições de funcionamento continuam a ser consultadas a Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto, na redação atual, e os atos que a alterem. Assim, as Orientações Pedagógicas são uma referência oficial de natureza pedagógica; a resposta não deve apresentá-las como se fossem, por si só, um decreto-lei ou uma portaria.
Fonte oficial:
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DGE — Orientações Pedagógicas para Creche .
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Diário da República — Portaria n.º 262/2011 .
Que compromissos assume uma escola com um Clube Ciência Viva na Escola?DGE e Ciência Viva · Projetos e Atividades
Os compromissos resultam da Carta de Princípios da iniciativa Clubes Ciência Viva na Escola, promovida pela Direção-Geral da Educação e pela Ciência Viva. Não se trata de uma obrigação geral aplicável a todas as escolas que não integrem a iniciativa.
Para o clube ser reconhecido como tal, a Carta de Princípios prevê, designadamente:
- alocar um ou mais professores com tempo de dedicação adequado, indicando como referência um mínimo de 3 horas semanais;
- designar um professor coordenador;
- prever uma parceria com uma instituição de cariz científico;
- dispor de um espaço adequado e identificado;
- obter a aprovação dos órgãos competentes da escola.
O clube deve funcionar como espaço aberto de contacto com a ciência e a tecnologia, promovendo práticas científicas, trabalho experimental, interdisciplinaridade e cooperação com a comunidade. Os detalhes de candidatura, reconhecimento ou eventual financiamento dependem do aviso e da edição concreta da iniciativa.
Fonte oficial e enquadramento:
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Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola .
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DGE — Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
O processo de registo da decisão de adoção tem um prazo adicional após o período de apreciação e seleção?Diário da República · Currículo e Qualificações
Sim. Depois do período de quatro semanas destinado à apreciação, seleção e adoção dos manuais, a decisão de adoção deve ser registada no sistema no prazo de duas semanas, nos termos do artigo 11.º, n.º 2, da Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril.
Esse prazo de duas semanas é o prazo adicional para o registo da decisão de adoção. Não deve ser confundido com a divulgação posterior da lista dos manuais adotados, que obedece ao artigo 12.º da mesma Portaria.
Base legal:
- Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril, artigos 11.º, n.º 2, e 12.º.
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Diário da República — Portaria n.º 81/2014 .
O acesso ao SIGO é unipessoal ou da entidade?SIGO · Sistemas Digitais e Plataformas
O acesso é autenticado por utilizador autorizado, mas a utilização é feita no âmbito da entidade registada no SIGO. Não é um acesso público nem deve ser tratado como uma conta anónima partilhada por toda a escola.
O portal do SIGO identifica áreas de acesso restrito reservadas a utilizadores autorizados e solicita código de utilizador e chave de acesso. A escola ou entidade deve, por isso, assegurar que cada pessoa que necessita de operar o sistema utiliza as credenciais e o perfil que lhe forem atribuídos no procedimento de administração do SIGO.
A responsabilidade pelos registos e pela informação submetida continua a ser institucional. O RADAR não deve afirmar, sem consultar o manual ou a orientação vigente, que todas as entidades têm exatamente o mesmo modelo de perfis ou que é permitido partilhar credenciais.
Fonte oficial:
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Portal SIGO — acesso para utilizadores autorizados .
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ANQEP — informação sobre entidades e SIGO .
Como é efetuada a comunicação dos resultados?DGES · Acesso ao Ensino Superior
A forma de comunicação depende do regime especial de acesso e das instruções aplicáveis à candidatura.
Na informação geral da DGES, os regimes A, B, C, E e F são tratados através da candidatura apresentada pelo candidato e os resultados são comunicados para o endereço eletrónico indicado na candidatura. Nos regimes D e G, a comunicação é feita às entidades responsáveis pela submissão da candidatura, de acordo com o procedimento próprio desses regimes.
Para 2026-2027, o calendário oficial da DGES fixou a divulgação dos resultados em 10 de setembro e a disponibilização eletrónica das listas de colocação às instituições de ensino superior na mesma data. A matrícula e inscrição dos candidatos colocados decorre, em regra, de 11 a 18 de setembro, sem prejuízo das regras específicas para reclamações e para os regimes D e G.
O candidato deve manter atualizado o endereço indicado e consultar também as instruções da DGES, da entidade que submeteu a candidatura ou da instituição de ensino superior. Não se deve generalizar um único meio de comunicação a todos os regimes.
Fonte oficial:
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DGES — Informação geral sobre regimes especiais .
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DGES — Calendário dos regimes especiais 2026-2027 .
É necessária autorização dos encarregados de educação?SeguraNet · Projetos e Atividades
Depende da atividade concreta. Na iniciativa Líderes Digitais da SeguraNet, o documento orientador prevê uma nota de consentimento informado para a participação do aluno e, quando aplicável, para a captação e utilização de imagem, vídeo ou som. A participação é apresentada como voluntária e o consentimento deve ser recolhido pelo professor responsável e conservado nos termos do procedimento da iniciativa.
Esta resposta não significa que exista um único impresso obrigatório para todas as atividades escolares. Cada projeto ou saída deve ser analisado de acordo com as suas regras, com a participação dos encarregados de educação e com o regime de proteção de dados aplicável. Se a atividade não for a iniciativa indicada, é necessário consultar a autorização própria, o regulamento ou a informação oficial correspondente.
Fonte oficial e enquadramento:
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SeguraNet — Documento Orientador da iniciativa Líderes Digitais 2025/2026 .
- Regulamento (UE) 2016/679, designadamente quanto às condições aplicáveis ao consentimento, quando este seja a base jurídica utilizada.
Os pontos de crédito associados a cada Unidade de Competência podem ser alterados?EduQA · Currículo e Qualificações
Não podem ser alterados livremente pela escola, pelo formador ou pelo formando. Os pontos de crédito associados a cada Unidade de Competência resultam do referencial e do regime de qualificação aplicáveis — na ficha de referência, 2,25 ou 4,5 pontos, conforme a unidade — e não de uma decisão casuística durante o percurso.
Uma alteração só pode resultar de uma alteração oficial do referencial, da regulamentação ou do catálogo aplicável. Para um caso concreto, deve ser confirmado o código da qualificação, a versão do referencial e a plataforma em que o registo é feito.
Base legal e fonte:
- Portaria n.º 47/2017, de 1 de fevereiro, e referencial de qualificação aplicável à Unidade de Competência.
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Informação de apoio da EduQA sobre Unidades de Competência .
O financiamento atribuído cobre todos os custos associados à migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível concluir, apenas pela existência de um financiamento, que todos os custos da migração estão cobertos. O financiamento só pode ser utilizado nos termos do aviso, da decisão de aprovação, do contrato ou da orientação técnica que lhe sejam aplicáveis e dentro das despesas elegíveis e dos limites atribuídos.
A escola deve verificar o que foi aprovado, o período de elegibilidade, a fonte de financiamento, as despesas autorizadas e a entidade responsável pela gestão. Custos adicionais, alterações ao projeto ou despesas não previstas exigem confirmação formal; não devem ser assumidos como financiados nem executados com base numa expectativa de reforço.
Base e fonte oficial:
- Termos da medida e decisão de financiamento aplicáveis ao projeto concreto.
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Informação operacional AGSE/IGeFE sobre a medida .
O diretor continua a ter de pedir e arquivar manualmente o certificado de registo criminal de cada docente?DGAE · Carreira e Formação
Não necessariamente. Quando o procedimento eletrónico de registo criminal está disponível no SIGRHE e é concluído pelo profissional, este autoriza o acesso do diretor do AE/EnA de validação. Nessa situação, a escola deixa de ter de pedir sucessivos certificados em papel apenas para repetir a mesma verificação.
O dever legal não desaparece: a entidade deve aferir a idoneidade e assegurar a confidencialidade da informação. Deve conservar os elementos administrativos que demonstrem que a verificação foi realizada, nos termos dos procedimentos aplicáveis, mas a Lei n.º 113/2009 não impõe, por si só, que exista um certificado em papel arquivado quando a consulta eletrónica autorizada é o meio utilizado.
Se o procedimento eletrónico não estiver disponível para o caso concreto ou não tiver sido concluído, deve ser utilizado o certificado atualizado ou a declaração de autorização exigida no procedimento aplicável.
Base legal e fonte oficial:
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Artigo 2.º da Lei n.º 113/2009, de 17 de setembro, na redação atual — obrigação de aferição de idoneidade e dever de confidencialidade.
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DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento — autorização no SIGRHE através do subseparador Registo Criminal.
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Decreto-Lei n.º 171/2015, de 25 de agosto — regulamentação do regime de identificação criminal.
Verificação de vigência: fontes oficiais consultadas em 03/10/2026. A consulta deve respeitar o procedimento disponibilizado pelos serviços competentes e o princípio da confidencialidade.
O que são a ONA e o SCA no contexto do eTwinning?eTwinning Portugal · Projetos e Atividades
A ONA é a Organização Nacional de Apoio do eTwinning. Em Portugal está afeta à Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas da Direção-Geral da Educação e funciona como a primeira interface nacional de apoio à ação eTwinning, prestando apoio a professores e escolas e promovendo formação e iniciativas.
O SCA é o Serviço Central de Apoio — em inglês, Central Support Service (CSS). É a estrutura europeia que coordena, em conjunto com a Comissão Europeia, a ação eTwinning e as atividades das Organizações Nacionais de Apoio.
Assim, a ONA atua no plano nacional e o SCA no plano europeu. As funções concretas de validação, apoio, selos ou prémios dependem das regras da ação e da informação oficial publicada para cada procedimento.
Fonte oficial:
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eTwinning Portugal — Organização Nacional de Apoio .
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eTwinning Portugal — Perguntas frequentes .
Os técnicos dos CRI intervêm diretamente com os alunos?DGE · Inclusão
Podem intervir diretamente, mas isso não acontece automaticamente nem da mesma forma em todos os casos. Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados da comunidade que apoiam a escola e os alunos que necessitem de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão, numa lógica de parceria.
A modalidade, os objetivos, a frequência e os responsáveis pela intervenção devem resultar das necessidades do aluno e ser articulados com a escola. O relatório técnico-pedagógico deve identificar as medidas, a respetiva operacionalização, os responsáveis e a articulação com os recursos específicos; quando aplicável, o programa individual de transição também enquadra o apoio.
Por isso, o apoio pode incluir intervenção direta com o aluno, consultoria, capacitação de docentes, trabalho com a família ou articulação com serviços. Não se deve responder que todos os técnicos dos CRI acompanham diretamente todos os alunos, nem que a intervenção substitui a responsabilidade pedagógica da escola.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 11.º, n.º 3, alínea d), 18.º, 21.º e 25.º, na redação atual.
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DGE — Centros de Recursos para a Inclusão .
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DGE — FAQ do Decreto-Lei n.º 54/2018 .
As soluções cloud municipais são consideradas válidas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Podem ser consideradas válidas apenas se cumprirem os requisitos técnicos, de segurança, proteção de dados, disponibilidade, interoperabilidade e demais condições definidos para o modelo de adoção cloud e para a medida concreta. O facto de a solução ser municipal não basta, por si só, para garantir a sua aceitação.
Antes de a adotar, a escola ou o município deve confirmar a especificação técnica vigente, a entidade responsável pelo serviço, o tratamento de dados, os níveis de serviço, a continuidade, a portabilidade e a eventual aprovação ou validação exigida. Se a orientação aplicável não esclarecer o caso, deve ser pedido esclarecimento formal à entidade gestora.
Assim, a resposta correta é condicional: não há uma autorização automática para qualquer cloud municipal, mas também não há uma exclusão automática apenas por ser municipal.
Fonte operacional:
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Informação operacional AGSE/IGeFE sobre soluções cloud .
Pode existir financiamento adicional numa fase posterior?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Pode existir se a entidade competente abrir uma nova fase, alterar a dotação, aprovar um reforço ou publicar um aviso que o preveja. Porém, a existência de uma fase posterior não é automática e o financiamento inicialmente atribuído não cria, por si só, um direito a financiamento adicional.
A escola deve acompanhar os avisos e comunicações oficiais da entidade gestora e verificar o período de elegibilidade, as despesas admissíveis, os critérios de seleção e o procedimento de candidatura. Até existir decisão ou comunicação formal, não deve assumir que haverá reforço nem comprometer despesa com base nessa expectativa.
Fonte operacional:
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Informação operacional AGSE/IGeFE sobre financiamento .
- A eventual atribuição adicional depende sempre do aviso, decisão ou contrato aplicável à medida concreta.
Em que condições os alunos progridem numa disciplina?Diário da República · Currículo e Qualificações
Para os cursos científico-humanísticos do ensino secundário abrangidos pela Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, a aprovação numa disciplina depende, em regra, de uma classificação final de disciplina igual ou superior a 10 valores.
Na transição para o ano seguinte, o aluno transita quando não tenha classificação anual de frequência ou classificação final inferior a 10 valores a mais de duas disciplinas. Se transitar com uma ou duas classificações inferiores a 10 valores, pode progredir nessas disciplinas desde que a classificação não seja inferior a 8 valores.
Há uma restrição importante: o aluno não progride nas disciplinas trienais em que tenha obtido consecutivamente, nos 10.º e 11.º anos, classificação anual de frequência inferior a 10 valores. Existem ainda regras próprias para disciplinas plurianuais, exames, faltas, educação moral e religiosa e situações especiais de classificação.
Esta resposta não deve ser generalizada a todos os cursos e ofertas formativas: para cursos profissionais, artísticos especializados ou outras modalidades podem aplicar-se diplomas e condições diferentes.
Base legal:
- Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigos 30.º e 39.º.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, sem prejuízo da regulamentação específica da oferta.
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Diário da República — Portaria n.º 226-A/2018 .
Como corrigir a remuneração base indicada num contrato?DGAE · Carreira e Formação
O procedimento depende de se tratar de um contrato de docente ou de um contrato de técnico especializado.
Nos contratos de docentes, quando está errada a remuneração base, a escola deve utilizar no SIGRHE o tipo de **«Aditamento retificativo quanto à remuneração»**. A DGAE indica que a remuneração base do contrato deve corresponder, por extenso, ao valor proporcional às horas contratadas e que, num aditamento, deve ser indicado o valor total do contrato e das horas aditadas.
Se o erro for no **índice remuneratório** do contrato de docente, a FAQ da DGAE indica um procedimento diferente: pedir a anulação do contrato através do atendimento E72 e submeter um novo contrato com a informação correta. Não se deve substituir o índice por iniciativa da escola sem seguir o procedimento indicado na aplicação.
Nos contratos de técnicos especializados, a correção do índice e/ou da remuneração é efetuada através do **«Aditamento retificativo quanto ao índice/remuneração»**. Depois de submetido, o aditamento deve ser impresso, conferido e assinado pelos outorgantes, de acordo com o manual aplicável.
Os valores e o índice devem ainda respeitar o regime remuneratório aplicável: o artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 regula a remuneração dos docentes contratados a termo e a tabela aplicável aos técnicos especializados. Se houver dúvida sobre o caso concreto, a escola deve conservar a justificação e usar o atendimento E72 antes de fechar o contrato.
Base legal e fontes oficiais
- Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 44.º, na redação atual.
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , sobre os aditamentos retificativos de remuneração e de índice.
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DGAE — Guia prático de Contratos e Aditamentos .
O Desporto Escolar influencia a avaliação escolar dos alunos?DGE — Desporto Escolar · Projetos e Atividades
Em regra, **não**. O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular, de participação livre e de escolha, integrada no plano de atividades da escola. A participação, o número de treinos, os resultados de uma competição ou a pertença a uma equipa não alteram automaticamente a classificação de Educação Física nem a classificação de qualquer outra disciplina.
As classificações escolares têm de resultar dos critérios de avaliação aprovados para a disciplina ou componente curricular, aplicados pelos respetivos docentes e órgãos competentes. O Desporto Escolar pode contribuir para o desenvolvimento global, para a responsabilidade, cooperação e hábitos de atividade física, mas esses efeitos educativos não equivalem a pontos ou a uma bonificação automática na pauta.
Os resultados de competições podem ser registados ou certificados no âmbito próprio do Desporto Escolar e podem produzir efeitos em regimes específicos previstos noutra legislação, como o estatuto de estudante-atleta do ensino superior. Isso é diferente de alterar a avaliação interna de uma disciplina no ensino básico ou secundário.
Base legal e fontes oficiais
- Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na redação atual, que enquadra o Desporto Escolar como complemento curricular e ocupação dos tempos livres, em regime de liberdade de participação e escolha.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, quanto aos princípios gerais da avaliação das aprendizagens.
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DGE — Visão, missão e valores do Desporto Escolar .
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DGE — Participação em competições do Desporto Escolar e estatuto de estudante-atleta .
Como são avaliados os alunos nos Cursos de Educação e Formação?Diário da República · Currículo e Qualificações
Nos Cursos de Educação e Formação (CEF), a avaliação é **contínua** e tem uma função reguladora: deve acompanhar o processo de ensino e aprendizagem e permitir reajustamentos e recuperação das aprendizagens. As reuniões e os registos de avaliação realizam-se, em cada ano de formação, em três momentos sequenciais coincidentes com os períodos de avaliação estabelecidos.
A avaliação é realizada por disciplina ou domínio e por componente de formação. A escala depende da tipologia do curso:
- nos cursos de tipo 1, 2 e 3, a avaliação expressa-se numa escala de 1 a 5;
- nos cursos de tipo 4, 5 e 6, no curso de tipo 7 e no curso de formação complementar, expressa-se numa escala de 0 a 20 valores.
As regras de progressão, certificação e prosseguimento de estudos não devem ser reduzidas à escala de classificação: dependem do tipo de CEF, da duração do percurso e das condições previstas no regulamento. Por isso, para um caso concreto é necessário confirmar a tipologia e o referencial do curso. Não é correto aplicar automaticamente a regra de um tipo de CEF a todos os outros.
Base legal e fonte oficial
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Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de julho, Regulamento dos Cursos de Educação e Formação , em especial os artigos 13.º, 14.º e 18.º do regulamento anexo, na redação aplicável.
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, quanto aos princípios gerais do currículo e da avaliação.
Como é registada a classificação de PLNM?Diário da República · Currículo e Qualificações
A classificação de Português Língua Não Materna (PLNM) é registada nos instrumentos de avaliação e na pauta **como a classificação da disciplina frequentada pelo aluno**, de acordo com o ciclo, o nível de proficiência e a oferta educativa. A DGE confirma que, quando o aluno está matriculado em PLNM, o registo se processa como nas restantes disciplinas.
É necessário distinguir situações diferentes:
- nos níveis de iniciação e intermédio, a avaliação interna deve seguir as aprendizagens essenciais do nível, os critérios específicos aprovados pelo conselho pedagógico e, quando exista, o plano de acompanhamento pedagógico;
- para alunos recém-chegados posicionados no nível zero ou nos níveis A1/A2, a DGE admite que, durante o período de integração definido pela escola, a avaliação interna seja apresentada de forma descritiva; isso não significa que a situação possa ficar sem registo ou que se aplique sempre uma classificação numérica;
- no 9.º ano e no ensino secundário, quando sejam aplicáveis provas finais ou exames, os resultados externos podem integrar o cálculo da classificação final nos termos da regulamentação da oferta e das provas.
No ensino básico, a Portaria n.º 29/2025/1 alterou a Portaria n.º 223-A/2018 e passou a enquadrar os níveis de proficiência, incluindo o nível zero. No ensino secundário, aplica-se transversalmente a Portaria n.º 86/2025/1. Assim, não é seguro responder apenas «regista-se numa pauta» sem confirmar o nível, o ano e a oferta do aluno.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro , que altera a Portaria n.º 223-A/2018.
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março , para o ensino secundário.
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DGE — FAQ de PLNM, incluindo avaliação e registo em pauta .
Quais as áreas/domínios a que me posso candidatar como formador?CCPFC · Carreira e Formação
As áreas e domínios não são escolhidos livremente apenas pelo título da formação. O candidato deve consultar a **lista de áreas e domínios de qualificação de formadores** disponibilizada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) e verificar qual o domínio que corresponde às suas habilitações, experiência e proposta de formação.
A lista inclui áreas de prática pedagógico-didática, como educação de infância, bibliotecas escolares, administração escolar, tecnologias educativas, educação especial, didáticas específicas e outras. A existência de um domínio na lista não significa, por si só, que qualquer pessoa possa ser reconhecida como formador nessa área.
Na candidatura ou no processo de acreditação, deve ser indicado o domínio adequado e apresentada a documentação exigida pelo regulamento de acreditação aplicável. A decisão depende da análise do CCPFC e das regras em vigor no momento do pedido. Se a área pretendida não estiver claramente coberta pela lista, não se deve inventar uma equivalência: é preferível pedir esclarecimento ao CCPFC antes de submeter a candidatura.
Base legal e fontes oficiais
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, que estabelece o regime jurídico da formação contínua de docentes.
- Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro, na parte em que altera o regime aplicável.
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CCPFC — Regulamentos e documentação de formação contínua .
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CCPFC — Áreas e domínios de qualificação de formadores .
Onde posso obter orientações para submeter uma proposta para um Projeto Erasmus+ Capacity Building?Erasmus+ · Projetos e Atividades
As orientações devem ser procuradas no **Erasmus+ Programme Guide**, na página específica da ação **Capacity Building in Higher Education (CBHE)** e no aviso anual correspondente. Trata-se de uma ação centralizada: a candidatura é submetida à European Education and Culture Executive Agency (EACEA), através do sistema eletrónico do EU Funding & Tenders Portal, e não à Agência Nacional portuguesa.
Antes de preparar a proposta, a organização deve confirmar no aviso e no guia:
- se é uma entidade elegível e se o consórcio reúne as organizações e regiões exigidas;
- quem pode ser coordenador — nas regras CBHE, a coordenação cabe a uma instituição de ensino superior ou a uma organização de instituições de ensino superior elegível;
- o strand aplicável, os países/regiões elegíveis, a duração, as atividades, o orçamento e os custos elegíveis;
- o identificador do tópico, o prazo e os documentos exigidos no Funding & Tenders Portal.
As escolas não devem tratar o CBHE como uma candidatura Erasmus+ descentralizada comum. Se a instituição não for uma instituição de ensino superior ou uma organização elegível de instituições de ensino superior, pode eventualmente participar como organização elegível de educação/formação, mas deve confirmar essa possibilidade no strand e no aviso concreto.
Fonte oficial
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Erasmus+ Programme Guide — Capacity Building in Higher Education .
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Erasmus+ — How to apply .
Como devem ser tratadas as receitas arrecadadas em dezembro?IGeFE · Administração e Gestão Escolar
As receitas devem ser registadas no ano económico em que são arrecadadas, na classificação económica correspondente à sua proveniência. Não é correto tratar automaticamente toda a receita de dezembro como receita do ano seguinte.
Quando, excecionalmente, a receita de dezembro não tenha sido entregue nos cofres do Estado dentro do ano económico, a **Nota Informativa n.º 03/IGeFE/2025** indica este procedimento:
1. registar a receita, no ano em que foi arrecadada, na classificação económica de acordo com a sua origem;
2. transportar o valor para o ano seguinte como saldo na posse do serviço, na classificação económica 16.01.03.01.78 — «Saldo na posse do serviço — Consignado» — mantendo a fonte de financiamento de origem;
3. no ano seguinte, entregar a receita segundo a classificação económica de origem, indicando que se trata de receita de dezembro do ano anterior.
Devem ser conservados os documentos que identificam a proveniência, a data de arrecadação e a razão pela qual a entrega não ocorreu no ano económico. A nota citada tratou as receitas de dezembro de 2024; para outro exercício, a escola deve confirmar a nota e as instruções IGeFE/DGO em vigor.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei de execução orçamental aplicável ao exercício, incluindo as regras de transição e aplicação de saldos.
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IGeFE — Nota Informativa n.º 03/IGeFE/2025, Receitas próprias e saldos da gerência .
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado .
A quantos Regimes Especiais cada candidato se pode candidatar num ano letivo?DGES · Acesso ao Ensino Superior
Num ano letivo, cada estudante **apenas pode candidatar-se através de um dos regimes especiais** previstos na legislação em vigor. Esta restrição não deve ser confundida com o número de pares instituição/ciclo de estudos que o candidato pode indicar dentro da candidatura, que depende do regime, do formulário e do aviso aplicável.
Assim, o candidato deve primeiro identificar o regime especial que corresponde à sua situação e apresentar uma única candidatura por essa via, com os documentos exigidos. Não pode apresentar candidaturas paralelas por regimes especiais diferentes no mesmo ano letivo para contornar requisitos ou obter uma segunda oportunidade.
Também não se deve confundir esta regra com o concurso nacional de acesso pelo regime geral, que tem regras próprias de preferências, nem com os concursos especiais. Os regimes D e G são apresentados junto da embaixada competente; os regimes A, B, C, E e F são submetidos na plataforma própria dos regimes especiais, quando aberta.
Base legal e fonte oficial
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DGES — Informação geral sobre Regimes Especiais , em especial a secção «Restrições».
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, na redação atual, e diplomas regulamentares aplicáveis ao regime especial concreto.
O regulamento interno pode contrariar a lei?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Não. O regulamento interno é um instrumento de organização e funcionamento da escola, mas está subordinado à Constituição, à lei, aos decretos-leis, às portarias e aos demais regulamentos hierarquicamente superiores.
O regulamento pode concretizar procedimentos dentro da margem de autonomia da escola — por exemplo, circuitos internos, organização de espaços, comunicação ou regras de funcionamento —, mas não pode eliminar direitos, impor deveres sem base legal, alterar requisitos fixados por lei ou afastar competências de outra entidade.
O princípio da legalidade da Administração Pública, previsto no artigo 3.º do Código do Procedimento Administrativo, e o artigo 112.º, n.º 7, da Constituição impedem que um regulamento de nível inferior contrarie normas superiores. O Decreto-Lei n.º 75/2008 atribui ao regulamento interno a função de instrumento de autonomia e organização da escola, não uma autorização para legislar contra a lei.
Se for detetada uma contradição, deve prevalecer a norma superior e o agrupamento deve rever o regulamento através do procedimento competente. Num caso concreto, é importante identificar a disposição legal contrariada e não concluir apenas porque uma regra interna parece inconveniente.
Base legal
- Constituição da República Portuguesa, artigo 112.º, n.º 7.
- Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, artigo 3.º.
- Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual, artigos 9.º e 13.º.
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Decreto-Lei n.º 75/2008 — Diário da República .
Pode a escola fixar um valor de referência para o custo da viagem?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A escola pode usar um **valor estimado ou de referência** para planear uma visita de estudo, comparar propostas, preparar a autorização da despesa e informar os encarregados de educação. Esse valor não resulta, porém, de um limite nacional uniforme criado pelo Decreto-Lei n.º 78/2025 ou pelo Despacho n.º 7654/2025; esses diplomas não constituem a base geral para fixar o custo das viagens escolares.
O valor deve resultar de uma estimativa fundamentada — orçamento ou proposta de transporte, número de participantes, percurso, duração, entradas e outros encargos — e respeitar o regulamento interno, o plano de atividades, as regras de contratação e a autorização da despesa. Se houver apoio municipal ou apoio de ação social escolar, aplicam-se também as regras específicas desse apoio.
Nas visitas de estudo, o **Despacho n.º 6147/2019** exige autorização prévia do diretor, consentimento expresso do encarregado de educação, respeito pelas regras do transporte coletivo de crianças e cumprimento dos rácios de acompanhamento. Um valor de referência não pode ser usado para recusar arbitrariamente uma visita necessária, ocultar o custo real ou afastar os procedimentos legais. Quando o custo efetivo divergir da estimativa, a escola deve justificar a decisão e atualizar a autorização e a informação prestada.
Base legal
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Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho , artigos 5.º e 6.º.
- Lei n.º 13/2006, de 17 de abril, na redação atual, sobre transporte coletivo de crianças e transporte escolar.
- Código dos Contratos Públicos, quando exista aquisição de bens ou serviços sujeita ao respetivo âmbito.
O que é o PEBI-SEC?Direção-Geral da Educação · Currículo e Qualificações
PEBI-SEC é a designação usada para a extensão do **Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme (PEBI)** ao ensino secundário. O PEBI é um programa da Direção-Geral da Educação que apoia o ensino integrado de português e inglês, através da utilização do inglês em componentes do currículo que não são a disciplina de língua inglesa, de acordo com o modelo e as condições definidos pela DGE.
No ensino secundário, a expressão PEBI-SEC não deve ser entendida como uma nova habilitação, um curso nacional autónomo ou um direito automático de todas as escolas. Trata-se de uma implementação-piloto ou extensão do programa, dependente das escolas abrangidas e das condições estabelecidas no aviso, regulamento ou orientação da edição em vigor. A escola deve, por isso, consultar a convocatória e os documentos da DGE aplicáveis ao ano letivo concreto.
Nas escolas participantes, a aplicação deve respeitar o projeto aprovado, o currículo dos cursos, a organização da escola e os critérios de acompanhamento e avaliação definidos pela DGE. A participação no programa não elimina as aprendizagens e a avaliação previstas para as disciplinas nem permite alterar unilateralmente o currículo nacional.
Base legal e oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — candidaturas ao Programa Escolas Bilingues .
Como o programa é concretizado por candidaturas e orientações da DGE, devem ser verificadas as regras da edição em vigor antes de afirmar que uma escola ou curso concreto integra o PEBI-SEC.
Como pode ser efetuado o registo de um CPR?Direção-Geral da Educação · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
CPR significa **Clube de Programação e Robótica**. O registo é efetuado pela escola através do procedimento eletrónico indicado pela Direção-Geral da Educação no aviso ou na página da edição correspondente. Na edição divulgada pela DGE para 2024/2025, o registo foi feito através de formulário eletrónico próprio e dentro do prazo definido nessa convocatória.
A escola deve indicar os elementos pedidos no formulário, designadamente a identificação da escola, os contactos e a pessoa responsável pelo clube, e confirmar as condições de funcionamento solicitadas pela DGE. O registo deve ser renovado ou atualizado quando a DGE o exigir numa nova edição; não se deve presumir que um registo antigo substitui automaticamente uma candidatura ou manifestação de interesse posterior.
O registo do CPR não equivale, por si só, à atribuição de financiamento, equipamentos ou certificação. Esses efeitos só existem quando estiverem previstos no aviso, regulamento ou programa da edição em causa. O CPR deve funcionar articulado com o projeto e a organização da escola, respeitando as regras de segurança, autorização e acompanhamento das atividades com alunos.
Base oficial
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DGE — registo dos Clubes de Programação e Robótica .
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ERTE/DGE — Clubes de Programação e Robótica .
Como os prazos e o formulário podem mudar, a escola deve utilizar apenas o endereço e as instruções constantes da convocatória da DGE em vigor.
Em que horário decorrem as ações de formação?Direção-Geral da Educação · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe um horário nacional único aplicável a todas as ações. Na **Academia Digital para Pais**, cada escola calendariza as sessões de acordo com as condições locais, as salas disponíveis, os formadores e os participantes.
O regulamento da edição aplicável prevê que as sessões decorram, em regra, fora do horário letivo dos alunos e, preferencialmente, em duas sessões semanais, sem impedir a adaptação a cada escola. A duração, o número de sessões e o período de realização são os definidos no regulamento e no calendário aprovado para a edição concreta.
Por isso, para saber o horário de uma ação específica, deve consultar-se a informação divulgada pela escola ou entidade promotora. Não é correto afirmar que todas as ações decorrem obrigatoriamente à mesma hora ou em dias fixos. A escola deve ainda assegurar que o calendário comunicado aos participantes coincide com o calendário registado e com as regras da edição em vigor.
Base oficial
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DGE — Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais .
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DGE — Academia Digital para Pais .
O que são os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) (1)?Diário da República · Inclusão
Os **Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)** são serviços especializados da comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam as escolas na promoção da inclusão dos alunos e na aplicação das medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, os CRI trabalham em parceria com as escolas, as famílias e outros serviços da comunidade. O apoio deve ser definido em função das necessidades identificadas no processo de cada aluno e articulado com a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva, com os docentes e com os restantes intervenientes. O CRI não substitui a escola, os docentes ou a responsabilidade da direção pelo processo educativo.
A cooperação é concretizada através de protocolos ou outros instrumentos previstos na lei. A intervenção deve estar ligada às medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão e ser acompanhada e avaliada de acordo com o trabalho definido para o aluno, evitando respostas padronizadas sem relação com as suas necessidades.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , em especial os artigos 11.º, 12.º, 18.º e 19.º.
Como salvaguardar que os alunos do ensino básico realizam aprendizagens em português e em inglês?Direção-Geral da Educação · Currículo e Qualificações
Uma escola pode promover aprendizagens em português e em inglês através do **Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme (PEBI)**, quando seja selecionada ou autorizada pela Direção-Geral da Educação e cumpra as condições da edição em vigor. O programa prevê a utilização do inglês na aprendizagem de componentes do currículo que não sejam a própria língua inglesa, articulada com o currículo nacional e com a metodologia adequada.
Segundo a informação da DGE, o programa pode abranger a educação pré-escolar e os três ciclos do ensino básico, com uma percentagem de utilização do inglês que aumenta progressivamente, em termos orientadores, do pré-escolar até ao 3.º ciclo. A escola deve respeitar a percentagem, as áreas, o modelo de implementação e os critérios de acompanhamento definidos na candidatura e nas orientações da DGE.
Não existe, por força desta pergunta, uma obrigação geral de todas as escolas ensinarem todas as disciplinas em inglês. A direção deve consultar a convocatória aplicável, integrar a implementação nos documentos de organização da escola, assegurar docentes e recursos adequados e garantir que as aprendizagens e a avaliação previstas no currículo nacional continuam salvaguardadas.
Base oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — candidaturas ao PEBI .
Foi-me concedido o estatuto de estudante em situação de emergência por razões humanitárias. Como me candidato?Diário da República · Acesso ao ensino superior
O candidato deve dirigir o pedido **diretamente à instituição de ensino superior** e seguir o procedimento que essa instituição disponibilizar para o estatuto e para o ingresso no curso pretendido. Não deve presumir-se a existência de uma plataforma nacional ou de um prazo único quando a legislação e a instituição aplicáveis não o determinarem.
No caso abrangido pelas medidas para estudantes em situação de emergência humanitária, designadamente cidadãos ucranianos com proteção temporária, o pedido pode ser apresentado à instituição de ensino superior em qualquer momento, nos termos legais. A instituição verifica a documentação do estatuto, a correspondência ou adequação da formação anterior e os restantes elementos necessários à colocação e à matrícula, de acordo com o regime aplicável.
O interessado deve entregar a prova do estatuto e os documentos académicos e de identificação que a instituição solicitar. Depois de apresentado o pedido, deve acompanhar a decisão e cumprir as diligências de matrícula, creditação ou integração que lhe forem comunicadas. As condições podem variar consoante a instituição e o curso; por isso, a resposta não deve prometer admissão automática nem dispensa de todos os requisitos académicos.
Base legal e oficial
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Decreto-Lei n.º 24-B/2022, de 11 de março , em especial o artigo 3.º.
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Decreto-Lei n.º 36/2014, na redação aplicável, artigo 8.º-A .
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DGES — estudantes em situações de emergência humanitária .
Os alunos que não têm Ação Social Escolar (ASE) também têm direito a manuais escolares gratuitos?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Sim. A gratuitidade dos manuais escolares relativos à escolaridade obrigatória na rede pública **não depende de o aluno beneficiar de Ação Social Escolar (ASE)**. O regime de manuais gratuitos abrange os alunos que frequentam a escolaridade obrigatória nos estabelecimentos públicos, sem que a ausência de escalão de ASE seja, por si só, fundamento para excluir o aluno.
A ASE continua a ser relevante para outros apoios e para medidas com regras próprias, mas não deve ser confundida com o direito geral à gratuitidade dos manuais escolares. A escola deve aplicar o procedimento de distribuição, empréstimo, devolução e registo previsto no sistema e nas orientações anuais do Ministério da Educação, incluindo as regras relativas aos manuais reutilizáveis.
Para um caso concreto, devem confirmar-se o nível de ensino, a natureza pública ou privada da escola, a inclusão na escolaridade obrigatória e as regras operacionais do ano letivo. O RADAR não deve afirmar que qualquer manual ou material escolar é gratuito apenas por ser usado por um aluno: o regime incide nos manuais abrangidos pela lei.
Base legal
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, na redação atual , especialmente o artigo 2.º.
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Lei n.º 7/2019, de 7 de fevereiro .
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Decreto-Lei n.º 105/2026, de 9 de maio , na parte relativa à gratuitidade dos manuais escolares.
De que forma os pais podem participar na creche e no jardim de infância?Direção-Geral da Educação · Currículo e Qualificações
Os pais ou encarregados de educação são os principais responsáveis pela educação dos filhos e têm direito a participar no seu percurso educativo. A participação deve ser promovida pela instituição através de comunicação regular, partilha de informação sobre o desenvolvimento da criança, colaboração em atividades e contributos para a construção e avaliação do projeto educativo e pedagógico, nos termos aplicáveis.
Na educação pré-escolar, a participação articula-se com as orientações curriculares e com a relação de parceria entre a família e o jardim de infância. Na creche, deve respeitar o projeto pedagógico, as orientações para a educação e os cuidados da primeira infância e as regras próprias da resposta social. A forma concreta de participação — reuniões, contactos, atividades, consulta de informação ou outros momentos — deve ser definida e comunicada pela instituição, respeitando a privacidade e o superior interesse da criança.
A participação dos pais não significa substituir os profissionais nem decidir individualmente o currículo ou a organização diária. Significa colaborar, prestar informação relevante sobre a criança, acompanhar o seu percurso e exercer os direitos de participação previstos na lei e nos documentos da instituição.
Base legal e oficial
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
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DGE — Perguntas frequentes .
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DGE — Orientações para a participação das famílias .
Que informação deve ser recolhida para o posicionamento?Direção-Geral da Educação · Currículo e Qualificações
No posicionamento em **Português Língua Não Materna (PLNM)**, a escola deve recolher informação suficiente para conhecer o percurso linguístico e escolar do aluno e determinar o nível de proficiência adequado. Deve considerar, entre outros elementos, a língua materna e as línguas conhecidas, o país e o sistema de escolarização anterior, o tempo de contacto com o português, o percurso migratório e a escolaridade já frequentada.
Essa informação é complementada pelos instrumentos de posicionamento disponibilizados ou indicados pela Direção-Geral da Educação, incluindo a entrevista ou perfil sociolinguístico e as provas adequadas ao nível e ao ciclo de ensino. A nacionalidade, o país de origem ou a data de chegada não substituem a avaliação da proficiência linguística.
O resultado deve ser registado nos termos do regime aplicável e comunicado aos intervenientes relevantes, respeitando a proteção de dados. A escola deve usar a informação para definir o apoio e o nível de PLNM, rever o posicionamento quando os elementos pedagógicos o justificarem e aplicar as regras de avaliação em vigor. Desde as alterações recentes, devem ser observados os níveis e critérios previstos na regulamentação atual, incluindo a Portaria n.º 29/2025 para o ensino básico e a Portaria n.º 86/2025 para o ensino secundário.
Base legal e oficial
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DGE — Português Língua Não Materna .
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DGE — materiais de posicionamento em PLNM .
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro .
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Portaria n.º 86/2025/1, de 10 de março .
Como deve ser assegurada a interoperabilidade entre aplicações?Agência para a Modernização Administrativa · Sistemas Digitais e Plataformas
A interoperabilidade deve ser assegurada de forma **técnica, semântica, organizacional e jurídica**, para que as aplicações consigam trocar dados de modo seguro, compreensível, controlado e reutilizável. Numa escola ou num serviço da administração pública, isso implica definir quem é responsável por cada dado, qual a finalidade da comunicação, quais os formatos e interfaces usados, como são autenticados os serviços e como ficam registadas as operações.
Quando a troca de informação ocorre entre serviços públicos, deve ser utilizada a arquitetura e os serviços de interoperabilidade disponibilizados ou determinados pelas entidades competentes, designadamente a iAP quando aplicável. A solução deve respeitar as regras de proteção de dados, segurança da informação, controlo de acessos, minimização dos dados e conservação. Não se deve criar uma ligação direta ou copiar bases de dados apenas porque tecnicamente é possível.
Antes de integrar uma nova aplicação, a entidade deve confirmar a finalidade e a base legal do tratamento, a necessidade da informação, os requisitos técnicos e de segurança, os responsáveis pelo serviço e a compatibilidade com os sistemas oficiais. A obrigação concreta depende do tipo de aplicação e da entidade envolvida; a existência de uma plataforma escolar não torna automaticamente aplicável toda a legislação de governação digital.
Base legal e oficial
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AMA — iAP: Interoperabilidade na Administração Pública .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 42/2015 , sobre a utilização da iAP e a interoperabilidade na Administração Pública.
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Decreto-Lei n.º 85/2026 , no enquadramento atual da governação digital do Estado.
As integrações devem ainda observar o RGPD e a legislação nacional de proteção de dados sempre que envolvam dados pessoais.
Os CPR contribuem para competências STEAM?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem contribuir para o desenvolvimento de competências STEAM/CTEM através de atividades de programação, robótica educativa, pensamento computacional, criatividade, resolução de problemas, comunicação e trabalho colaborativo.
Esta conclusão é de natureza pedagógica: a participação num CPR não cria, por si só, uma disciplina autónoma nem substitui as aprendizagens previstas no currículo. A escola deve enquadrar as atividades no seu projeto educativo, no plano anual de atividades e nas opções curriculares aplicáveis, articulando-as com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
Fontes oficiais e enquadramento:
- DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica:
https://www.erte.dge.mec.pt/clubes-de-programacao-e-robotica - DGE — Rede de Clubes de Programação e Robótica:
https://www.dge.mec.pt/node/829 - Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/55-2018-115652962 Em que situações pode ser imputada ao docente a diferença de custo da viagem?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma regra geral que permita imputar automaticamente ao docente qualquer diferença entre o custo previsto e o custo efetivo da viagem. É necessário identificar o regime aplicável à deslocação, a autorização prévia, as condições comunicadas, a despesa autorizada e a causa concreta do aumento.
No caso dos docentes colocados nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE), o Decreto-Lei n.º 78/2025, de 14 de abril, prevê apoios relativos à deslocação, instalação e residência, remetendo os termos e montantes para regulamentação própria. O Despacho n.º 7654/2025, de 10 de julho, concretiza esses apoios. Esses diplomas não transformam, por si só, qualquer diferença de preço numa dívida automática do docente.
Uma imputação ao docente só pode ser ponderada quando a entidade competente demonstre, com base nas regras aplicáveis e na documentação da viagem, que o custo adicional resultou de uma opção pessoal não autorizada ou de um comportamento que lhe seja concretamente imputável. Não deve ser imputado ao docente um custo inevitável, uma alteração determinada pela escola, uma falha de reserva ou uma situação de força maior sem análise individual.
Se a pergunta se referir a visitas de estudo ou deslocações escolares, deve ainda ser consultado o regime específico do Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho, e as regras internas da escola. A resposta depende, portanto, do tipo de deslocação e dos documentos do caso concreto.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 78/2025, de 14 de abril:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/78-2025-917593145 - Despacho n.º 7654/2025, de 10 de julho:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/7654-2025-924049501 - Despacho n.º 6147/2019, de 4 de julho:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/6147-2019-122920121 Como posso reacreditar uma entidade formadora?EduQA · Carreira e Formação
O pedido de reacreditação deve ser apresentado através dos e-processos do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), antes de terminar a validade da acreditação, utilizando o regulamento e os formulários em vigor no momento da submissão.
Para as entidades sujeitas a acreditação, o processo deve incluir os elementos exigidos pelo Regulamento Geral de Acreditação das Entidades Formadoras, designadamente o balanço da atividade formativa realizada e o plano de formação para os cinco anos seguintes, quando aplicável. A entidade deve manter atualizados os dados institucionais e cumprir as exigências documentais do e-processo.
As instituições de ensino superior e os serviços centrais do Ministério da Educação encontram-se dispensados da acreditação como entidades formadoras, mas devem proceder ao registo previsto no regime aplicável. Os CFAE, associações profissionais ou científicas sem fins lucrativos e restantes entidades abrangidas não devem presumir essa dispensa.
O regulamento atualmente divulgado pelo CCPFC prevê, em regra, validade de cinco anos para as acreditações ou reacreditações produzidas a partir de 1 de setembro de 2025; para acreditações anteriores a essa data podem aplicar-se as regras transitórias indicadas pelo CCPFC. Deve ser confirmada a data de validade do certificado e a instrução específica disponibilizada no portal.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, designadamente os artigos 10.º a 13.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/22-2014-572905 - CCPFC — Regulamentos de formação contínua:
https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua - Regulamento Geral de Acreditação das Entidades Formadoras:
https://www.ccpfc.uminho.pt/storage/app/media/Regulamento%20Geral%20%20Acredita%C3%A7%C3%A3o%20das%20Entidades%20Formadoras.pdf Como devem ser definidas as responsabilidades entre os Agrupamentos de Escolas e os fornecedores?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As responsabilidades devem ser definidas por escrito no procedimento e no contrato, não apenas por acordo informal. O Agrupamento de Escolas deve definir os objetivos, requisitos funcionais e de segurança, validar a solução, controlar as contas e permissões, designar um interlocutor e verificar a execução. O fornecedor deve cumprir o caderno de encargos e o contrato, assegurar a configuração, migração, suporte, níveis de serviço, segurança, cópias de segurança, resposta a incidentes, exportação e devolução dos dados, nos termos contratados.
Quando a solução trate dados pessoais, o Agrupamento ou a entidade pública competente continua responsável por definir a finalidade e os meios do tratamento. O fornecedor atua, em regra, como subcontratante e só pode tratar os dados segundo instruções documentadas, com contrato que observe o artigo 28.º do RGPD. Devem ficar previstas, entre outras matérias, confidencialidade, segurança, subcontratação ulterior, assistência no exercício de direitos, comunicação de violações de dados, auditoria, eliminação ou devolução dos dados e localização das operações.
O artigo 32.º do RGPD exige medidas técnicas e organizativas adequadas ao risco. Assim, a responsabilidade concreta deve ser lida em conjunto com o contrato, o caderno de encargos, o acordo de tratamento de dados, os níveis de serviço e a documentação técnica. Uma cláusula genérica que transfira toda a responsabilidade para o fornecedor não substitui essas obrigações legais.
Base legal e fontes oficiais:
- Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), artigos 28.º e 32.º:
https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/pt - Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/58-2019-123815982 Qual a rúbrica de classificação económica da receita que deve ser utilizada nestes casos (2)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível escolher a rúbrica apenas pelo nome do projeto. Deve ser identificada a origem jurídica e financeira da receita.
- Se a verba for uma contribuição ou donativo de uma instituição sem fins lucrativos, aplica-se a rúbrica 06.07.01.01.78 — «Receitas próprias — Instituições sem fins lucrativos».
- Se a verba for financiamento de um projeto Erasmus+ proveniente da União Europeia ou de outra instituição/entidade equiparada, a tabela do IGeFE identifica a rúbrica 06.09.01.99.78 — «Receitas próprias — Outras instituições/UE — Instituições», devendo ser indicado o fundo ou a fonte de financiamento correspondente.
Antes do registo, a escola deve conferir o contrato de financiamento, a entidade pagadora, a natureza da verba e as instruções orçamentais aplicáveis. A designação «Erasmus+» não determina, por si só, a classificação: uma contribuição de parceiro e uma subvenção do projeto podem ter enquadramento diferente.
Base legal e fonte oficial:
- IGeFE, Nota n.º 05/IGeFE/2024 — classificação económica das receitas e despesas das escolas:
https://www.igefe.mec.pt/Files/DownloadDocument/483 Existem recursos pedagógicos para apoiar os CPR?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Existem recursos pedagógicos oficiais para apoiar os Clubes de Programação e Robótica, incluindo ligações para programação, robótica educativa, pensamento computacional, atividades práticas e projetos interdisciplinares.
A DGE/ERTE disponibiliza a página dos CPR, a rede e ligações úteis da iniciativa Probótica. A escola deve selecionar os recursos de acordo com a idade dos alunos, os objetivos pedagógicos, a acessibilidade, os equipamentos disponíveis e o seu projeto educativo. As páginas e recursos devem ser confirmados no momento da utilização, porque podem ser atualizados.
Fontes oficiais:
- DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica:
https://www.erte.dge.mec.pt/clubes-de-programacao-e-robotica - DGE — Rede CPR:
https://www.dge.mec.pt/node/829 - ERTE — Probótica, ligações úteis:
https://www.erte.dge.mec.pt/probotica-ligacoes-uteis Quando deve ser novamente verificado o registo criminal de um trabalhador da escola?Radar Escolar · Carreira e Formação
O registo criminal deve ser verificado no recrutamento e, depois, anualmente enquanto o trabalhador exercer funções que impliquem contacto regular com menores. É esta a regra do artigo 2.º, n.os 1 e 2, da Lei n.º 113/2009, de 17 de setembro, na redação atual.
O prazo de 90 dias associado ao código de acesso de um certificado não é a periodicidade legal da verificação. É apenas o período de validade desse mecanismo de consulta.
Em 2026, a verificação de docentes e trabalhadores da educação pode ser realizada através do mecanismo automático disponibilizado pelos serviços competentes, quando exista autorização do titular e a escola siga o procedimento definido pela DGAE. A automatização substitui a circulação repetida de certificados em papel ou a consulta manual quando o serviço esteja disponível, mas não elimina a obrigação legal de verificação anual nem as exigências de confidencialidade e acesso limitado.
Base legal e fontes oficiais:
- Lei n.º 113/2009, de 17 de setembro, artigo 2.º, na redação atual:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2009-34514875 - Parecer n.º 35/2016-C da Procuradoria-Geral da República:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/parecer/35-2017-114152852 - DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento:
https://www.dgae.medu.pt/recrutamento/perguntas-frequentes-recrutamento - Governo — verificação automática do registo criminal dos docentes:
https://portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticias/verificacao-automatica-do-registo-criminal-dos-docentes-poupa-ate-cinco-5-dias-de-trabalho-aos-diretores- A largura de banda disponível no Agrupamento de Escolas é suficiente para a utilização das soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível responder «sim» ou «não» apenas com a informação de que existe ligação à Internet. Não há, para todas as soluções cloud escolares, um valor legal único de largura de banda que permita certificar a suficiência de qualquer Agrupamento.
A avaliação deve considerar, pelo menos, o número de utilizadores simultâneos, o tráfego de subida e descida, a utilização em horas de pico, latência, perda de pacotes, cobertura e capacidade real da rede Wi-Fi, estabilidade, redundância, segurança e requisitos técnicos de cada aplicação. Deve ser feito um teste em condições reais, comparando os resultados com a documentação do fornecedor e com as atividades previstas.
Assim, a escola só deve concluir que a largura de banda é suficiente depois de documentar a medição e o teste de carga relevantes. Se houver falhas, devem ser registadas e comunicadas através dos canais de suporte da infraestrutura digital aplicável. A responsabilidade nacional pela qualidade da conectividade não dispensa o diagnóstico técnico local.
Fonte oficial e enquadramento:
- IGeFE — Transição digital e conectividade das escolas:
https://www.igefe.mec.pt/Page/Index/107 - A avaliação deve ainda respeitar os requisitos técnicos e de segurança contratados para cada solução; não se deve inventar um mínimo universal sem base na documentação aplicável.
O que é o Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI)?EduQA · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é um programa da Direção-Geral da Educação, desenvolvido em parceria com o British Council e acompanhado pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Não é uma transformação automática de todas as escolas num regime bilingue: a adesão depende de candidatura e das condições definidas na convocatória anual.
Na educação pré-escolar, o referencial do programa prevê a integração do inglês em cerca de 20% do currículo, com uma referência desejável de cinco a sete horas semanais distribuídas pela rotina. No ensino básico, a abordagem é progressiva e integrada, podendo a componente em inglês crescer aproximadamente de 20% para 40%, conforme o ciclo, o projeto e as condições da escola. Os números do referencial não substituem a convocatória da edição concreta.
A escola candidata-se nos termos divulgados pela DGE, obtém a aprovação dos órgãos competentes e assegura docentes, planificação, acompanhamento e recursos adequados. A atividade deve manter coerência com o currículo e com o projeto educativo.
Fontes oficiais e enquadramento:
- DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês:
https://www.dge.mec.pt/programa-escolas-bilinguesbilingual-schools-programme - DGE — candidaturas ao PEBI:
https://www.dge.mec.pt/noticias/programa-escolas-bilingues-ingles-pebibilingual-schools-programme-abertas-candidaturas - Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/55-2018-115652962 As receitas arrecadadas em dezembro devem ser entregues no próprio ano?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A regra normal é que a receita arrecadada em dezembro seja registada no ano económico em que foi recebida e seja entregue nesse ano. Contudo, a resposta não deve ser um «sim» absoluto: quando a entrega não possa ser concluída até ao encerramento do ano, a receita deve transitar contabilisticamente nos termos das instruções do IGeFE.
De acordo com a Nota n.º 05/IGeFE/2024, a receita é registada no ano da arrecadação na classificação da sua origem. Se não for entregue nesse ano, transita para o ano seguinte como saldo na posse do serviço, na rúbrica 16.01.03.01.78, mantendo a fonte de financiamento aplicável; no ano seguinte é entregue na classificação económica de origem, com a identificação de que corresponde a receita arrecadada em dezembro do ano anterior.
A escola deve conservar a documentação da arrecadação e seguir as instruções orçamentais e de tesouraria aplicáveis. Não deve reclassificar definitivamente a receita apenas por ter sido recebida em dezembro.
Fonte oficial:
- IGeFE, Nota n.º 05/IGeFE/2024:
https://www.igefe.mec.pt/Files/DownloadDocument/483 A escola pode pronunciar-se sobre as conclusões do relatório da ação inspetiva?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Sim. No procedimento de inspeção, o projeto de relatório é enviado à entidade inspecionada para esta poder confirmar, contestar ou acrescentar informação. A resposta deve identificar concretamente os factos ou conclusões contestados, juntar documentos e distinguir erros factuais de divergências de interpretação.
O prazo de audiência/contraditório é o prazo fixado na notificação: o artigo 35.º, n.º 6, do Regulamento do Procedimento de Inspeção prevê um prazo entre 10 e 20 dias, podendo existir prorrogação nos termos aplicáveis. Não se deve afirmar automaticamente que o prazo é sempre de 10 dias.
A IGEC deve considerar a pronúncia no relatório final. Depois de recebido o relatório final, a entidade deve ainda prestar informação sobre as medidas adotadas no prazo previsto no artigo 37.º, n.º 2, atualmente 60 dias, quando essa obrigação seja aplicável.
Base legal e fonte oficial:
- Regulamento do Procedimento de Inspeção, aprovado pelo Despacho n.º 189/2013:
https://www.igec.mec.pt/upload/PDF/Regulamento%20do%20Procedimento%20de%20Inspe%C3%A7%C3%A3o%20da%20IGEC.pdf O que sucede caso o docente colocado numa Escola Portuguesa no Estrangeiro se apresente a concurso nacional e venha a obter nova colocação em Portugal?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Se o docente colocado numa Escola Portuguesa no Estrangeiro (EPE) aceitar e se apresentar numa nova colocação obtida em concurso nacional em Portugal, não pode manter simultaneamente o exercício efetivo nas duas colocações. Deve cumprir os atos de aceitação e apresentação da nova colocação e comunicar/regularizar a situação perante a entidade competente pela colocação na EPE.
Não é seguro afirmar que a simples candidatura ou a mera obtenção de uma lista provisória produz automaticamente todos os efeitos. A consequência concreta — cessação, regresso, suspensão ou outra forma de regularização — depende do vínculo do docente, do procedimento concursal, do ato de colocação na EPE, do ano letivo e das regras do aviso aplicável.
Devem ser verificadas as obrigações de permanência mínima e os apoios recebidos. O Decreto-Lei n.º 78/2025, de 14 de abril, alterou o regime aplicável às EPE, incluindo apoios de instalação, residência e deslocação, e prevê consequências quando as obrigações legalmente assumidas sejam incumpridas, salvo as exceções previstas. A nova colocação em Portugal não deve ser tratada como uma autorização para acumular os dois exercícios.
Base legal e fontes oficiais:
- Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, na redação atual, designadamente os artigos 13.º, 14.º e 24.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2023-835994112 - Decreto-Lei n.º 78/2025, de 14 de abril:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/78-2025-917593145 O que são os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI)?EduQA · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam as escolas e os alunos que necessitam de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Os CRI desenvolvem a sua atividade em parceria com as escolas, contribuindo para a inclusão educativa e social, o acesso à formação, ao trabalho, ao lazer e à participação na comunidade e para a promoção da autonomia. Podem prestar apoio especializado nos termos definidos pela escola, pelo relatório técnico-pedagógico e pelos instrumentos de planeamento aplicáveis.
O CRI não é uma estrutura interna da escola nem substitui a responsabilidade do agrupamento, dos docentes, da família e das demais entidades competentes. A intervenção deve ser articulada e adequada às necessidades concretas do aluno.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigos 11.º, n.º 3, alínea d), e 18.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/54-2018-115652961 É obrigatório cumprir o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. O RGPD é obrigatório para as escolas e agrupamentos porque tratam dados pessoais de alunos, encarregados de educação, trabalhadores e terceiros. O cumprimento não se reduz a pedir consentimento.
A entidade deve definir a finalidade e a base de licitude — frequentemente obrigação legal ou missão de interesse público —, respeitar os princípios do artigo 5.º, tratar dados especiais apenas nas condições do artigo 9.º, limitar o acesso, conservar apenas o necessário, assegurar os direitos dos titulares e manter medidas técnicas e organizativas adequadas ao risco. Quando recorra a fornecedores, deve celebrar o acordo de subcontratação exigido pelo artigo 28.º e controlar a segurança e os incidentes previstos no artigo 32.º.
As entidades públicas devem ainda verificar as regras aplicáveis ao encarregado da proteção de dados e à sua independência. A Lei n.º 58/2019 concretiza a aplicação do RGPD em Portugal, incluindo o regime das entidades públicas. A escola deve manter procedimentos, registos e informação de privacidade adequados às suas atividades; o consentimento só é adequado quando for realmente livre e constituir a base de licitude escolhida.
Base legal:
- Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), artigos 5.º, 6.º, 9.º, 28.º, 32.º e 37.º a 39.º:
https://eur-lex.europa.eu/eli/reg/2016/679/pt - Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/58-2019-123815982 Como é autenticado um diploma ou certificado, relativo a ofertas de dupla certificação, emitido em papel?EduQA · Currículo e Qualificações
O diploma ou certificado relativo a ofertas de dupla certificação deve ser emitido e conservado no formato eletrónico previsto. A emissão em papel só é admissível excecionalmente, mediante pedido fundamentado, nos termos do artigo 15.º, n.º 1, da Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro.
Quando seja emitido em papel, deve ser aposto selo branco ou carimbo sobre a assinatura eletrónica qualificada e conter a assinatura do chefe dos serviços de administração escolar ou de quem legalmente o substitua, conforme o artigo 15.º, n.º 2. O documento em papel é complementar do documento eletrónico; o suporte eletrónico é o relevante para arquivo, autenticidade e validação, nos termos do n.º 3.
A escola deve usar o modelo oficial, confirmar a identidade e a qualidade do signatário e conservar o registo eletrónico correspondente. A autenticação em papel não permite alterar o conteúdo do documento eletrónico nem substituir os controlos do sistema oficial.
Base legal:
- Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro, artigo 15.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/194-2021-171516470 Porque devem ser utilizados primeiro os saldos requisitados?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Os saldos requisitados devem ser utilizados de acordo com a sua finalidade e fonte de financiamento antes de se recorrer a novas verbas, quando as instruções orçamentais aplicáveis assim o determinem. Esta prioridade evita acumulações desnecessárias e assegura que as receitas próprias ou os financiamentos já requisitados são executados antes de se utilizar receita fiscal.
O IGeFE determina que as escolas devem dar preferência à utilização das receitas próprias e recorrer à receita fiscal apenas quando aquelas estejam esgotadas, sem prejuízo das regras de elegibilidade, da classificação económica, da autorização da despesa e da eventual afetação do saldo a uma finalidade específica. Não é permitido gastar um saldo apenas porque existe: a despesa tem de ser legalmente admissível, autorizada e documentada.
Quando o saldo transite para o ano seguinte, devem ser observadas as regras de contabilização, justificação e entrega previstas nas instruções do IGeFE. A escola deve manter o rasto documental entre a receita, o saldo e a despesa.
Fonte oficial:
- IGeFE, Nota n.º 05/IGeFE/2024:
https://www.igefe.mec.pt/Files/DownloadDocument/483 Onde podem as instituições obter informação oficial e apoio técnico?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As instituições devem começar pelo Guia do Programa Erasmus+ em vigor, pela convocatória anual, pelo formulário da ação e pelo contrato de subvenção. Esses documentos definem requisitos, prazos, entidades elegíveis, despesas e canais de apoio.
Para ações descentralizadas, a informação e o apoio são prestados pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação. Para ações centralizadas, a entidade deve consultar a Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA) e o portal Funding & Tenders. Em dificuldades técnicas, deve usar o canal indicado no formulário ou no portal e fornecer o identificador da candidatura, a ação, o prazo e a descrição do erro, evitando enviar dados pessoais desnecessários.
Não deve ser utilizada uma página informal como substituto do Guia do Programa, da convocatória ou das instruções da Agência competente.
Fontes oficiais:
- Guia do Programa Erasmus+:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/programme-guide/part-c - Comissão Europeia — aplicação e apoio técnico:
https://erasmus-plus.ec.europa.eu/ga/resources-and-tools/how-to-apply/web-forms-application-process - Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação:
https://erasmusmais.pt/recursos/documentacao-do-programa/ Podem ser mobilizadas, em simultâneo, medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão de diferentes níveis para o mesmo aluno?EduQA · Inclusão
Sim. Podem ser mobilizadas simultaneamente medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão de diferentes níveis quando a avaliação das necessidades do aluno o justificar. A aplicação cumulativa não é automática: deve resultar da análise das barreiras, da evidência disponível, do relatório técnico-pedagógico quando exigido e da monitorização da resposta.
As medidas universais podem ser mobilizadas para todos os alunos, incluindo alunos que beneficiem de medidas seletivas ou adicionais. As medidas seletivas destinam-se a responder a necessidades que não foram supridas pelas medidas universais; as medidas adicionais dependem da demonstração de que as medidas universais e seletivas não foram suficientes, nos termos do regime.
Assim, a escola pode combinar níveis diferentes — por exemplo, uma medida universal com uma seletiva e, se fundamentado, uma adicional —, mas deve indicar objetivos, responsáveis, duração, forma de acompanhamento e critérios de avaliação nos instrumentos aplicáveis.
Base legal:
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigos 7.º, n.º 4, 8.º, n.º 3, 9.º e 10.º:
https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/54-2018-115652961 Até quando é possível encaminhar candidatos para processos de RVCC em qualificações excluídas ou alteradas?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos processos de RVCC profissional, os candidatos podem ser encaminhados para uma qualificação que tenha sido excluída ou alterada no prazo de 92 dias contado da data de exclusão ou alteração da qualificação, nos termos da orientação de transição do Catálogo Nacional de Qualificações.
Os candidatos já encaminhados mas que ainda não tenham iniciado o processo podem iniciar a qualificação anterior se o início ocorrer dentro desses 92 dias. A ANQEP recomenda, sempre que possível, o encaminhamento para a qualificação atualmente em vigor.
Quanto aos processos de reconhecimento já iniciados, a FAQ de transição divulgada pela ANQEP indica que não existe atualmente um prazo final único adicional: devem ser concluídos num prazo pedagogicamente ajustado, de acordo com o estado do processo e as orientações aplicáveis.
A entidade deve confirmar a data exata da exclusão ou alteração, a situação do candidato e a referência em vigor no SIGO/ANQEP antes de efetuar o encaminhamento. O prazo de 92 dias não deve ser contado a partir da data em que a escola toma conhecimento, mas da data relevante da exclusão ou alteração indicada na orientação oficial.
Fonte oficial:
- ANQEP — FAQ de transição do Catálogo Nacional de Qualificações:
https://www.anqep.gov.pt/np4/%7B%24clientServletPath%7D/?fileName=FAQ_transi__o_CNQ_24_11_25.pdf&newsId=1195 Quem é responsável pela manutenção e garantia dos equipamentos LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A garantia é assegurada pelo fornecedor nos termos do contrato de aquisição. A escola ou o agrupamento deve ativar ou acionar a garantia, comunicar a avaria pelos canais definidos, disponibilizar o equipamento para diagnóstico e garantir a utilização adequada. A responsabilidade concreta deve ser confirmada no contrato e na documentação do equipamento.
As questões técnicas relativas à aquisição, contrato, verificação, instalação e assistência dos equipamentos LED devem ser encaminhadas para a Equipa de Suporte Escola Digital ou para o serviço indicado na plataforma de tickets, normalmente através do diretor ou coordenador responsável na escola. O apoio pedagógico é distinto do suporte técnico e deve ser procurado nos canais da DGE quando aplicável.
Não é correto afirmar genericamente que a escola suporta a garantia ou que a Equipa de Suporte substitui o fornecedor: a escola comunica e acompanha o caso, o fornecedor responde pela garantia contratual e o serviço de suporte gere o encaminhamento técnico previsto.
Fonte oficial:
- Programa de recuperação e manutenção de equipamentos LED — DGE:
https://led.dge.medu.pt/ - Exemplo de informação técnica e de garantia:
https://led.dge.medu.pt/equipamento/impressora-3d-modular Qual o apoio institucional às escolas que implementam o PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é acompanhado institucionalmente pela Direção-Geral da Educação (DGE), em parceria com o British Council e com o acompanhamento das estruturas competentes da administração educativa, designadamente a DGEstE.
O apoio não se limita à inscrição da escola no programa. A informação oficial do PEBI prevê, em função da edição e das orientações aplicáveis:
- documentação e orientações para a organização do ensino bilingue;
- formação e desenvolvimento profissional dos docentes, incluindo formação geral e especializada;
- disponibilização de recursos e apoio pedagógico;
- acompanhamento e monitorização das escolas, que pode incluir acompanhamento presencial e à distância.
A escola deve aplicar as orientações da edição em que participa, articular o trabalho com as entidades responsáveis e disponibilizar os elementos necessários ao acompanhamento. A participação no PEBI não permite concluir, por si só, que exista um financiamento autónomo, reforço automático de pessoal ou outro benefício não previsto no aviso, protocolo ou orientação concreta da edição.
Base normativa e fontes oficiais
O PEBI é apresentado pela DGE como programa institucional desenvolvido em parceria com o British Council; as condições concretas de candidatura, acompanhamento e apoio devem ser confirmadas nas orientações da edição aplicável.
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) -
DGE — Orientações PEBI/BSP Não é seguro afirmar a existência de apoios financeiros ou de recursos adicionais sem consultar a convocatória ou orientação específica em vigor.
Que cursos estão disponíveis na 6.ª edição da Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A 6.ª edição da Academia Digital para Pais disponibiliza cinco cursos independentes, cada um com a duração indicada de 8 horas:
- Competências Digitais Básicas;
- Segurança e Cidadania Digital;
- Consumidor Digital;
- Competências Digitais e Inteligência Artificial;
- Bem-Estar Digital.
Trata-se de uma iniciativa destinada a pais, mães e encarregados de educação, com regras próprias de participação, organização e inscrição. A existência de um curso na lista não significa que a escola possa alterar os conteúdos, a duração ou as condições de funcionamento definidos para a edição.
Fonte oficial
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DGE — 6.ª edição da Academia Digital para Pais -
Regulamento da 6.ª edição -
SeguraNet — Academia Digital para Pais As datas, destinatários concretos, número de participantes e procedimento de inscrição devem ser confirmados no regulamento e na informação oficial da edição respetiva.
Em que áreas artísticas existem Cursos Artísticos Especializados?EduQA · Currículo e Qualificações
As áreas dependem do nível de ensino e da regulamentação aplicável.
No ensino básico, a oferta regulamentada inclui cursos artísticos especializados de Dança, Música e Teatro. A regulamentação do ensino básico também prevê o Canto Gregoriano no âmbito da oferta musical. As escolas podem ainda disponibilizar iniciações em Dança e em Música no 1.º ciclo quando exista essa oferta e sejam cumpridas as regras aplicáveis; uma iniciação não deve ser confundida automaticamente com um curso artístico especializado completo.
No ensino secundário, a Portaria n.º 229-A/2018 regulamenta os cursos de Dança, Música, Canto e Canto Gregoriano. A Portaria n.º 232-A/2018 regulamenta os cursos das áreas das Artes Visuais e dos Audiovisuais.
Assim, a resposta não deve indicar apenas “artes” de forma genérica: é necessário distinguir a oferta de nível básico da oferta de nível secundário e confirmar quais os cursos autorizados na escola concreta.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho -
Portaria n.º 65/2022, de 1 de fevereiro -
Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto -
Portaria n.º 232-A/2018, de 20 de agosto Como é realizada a candidatura pelos candidatos dos Regimes A, B, C, E e F?IES · Acesso ao Ensino Superior
Os candidatos dos Regimes Especiais A, B, C, E e F apresentam a candidatura na plataforma online dos regimes especiais disponibilizada pela entidade competente para o acesso ao ensino superior.
O procedimento geral é o seguinte:
1. O candidato cria um registo, indica o endereço de correio eletrónico e seleciona o regime a que se candidata, criando as credenciais de acesso.
2. Após o registo, consulta o email de confirmação e obtém o boletim/formulário de candidatura aplicável.
3. Preenche o boletim, respeitando as instruções e os campos obrigatórios do guia da candidatura.
4. Submete o boletim e os documentos exigidos para o regime num ficheiro único em PDF, quando essa for a regra indicada pela plataforma ou pelo guia em vigor.
5. Guarda o comprovativo eletrónico da submissão e acompanha na plataforma eventuais pedidos de correção ou elementos adicionais.
Não é seguro tratar o limite de tamanho, o nome dos ficheiros ou outros requisitos técnicos de um guia antigo como regra permanente. Esses elementos devem ser confirmados na plataforma e no guia da edição concreta. Para 2026-2027, os prazos do calendário foram fixados pelo Despacho n.º 7343/2026, de 11 de junho.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Regimes Especiais -
Despacho n.º 7343/2026, de 11 de junho -
Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho Como devem agir os encarregados de educação perante uma situação de bullying ou ciberbullying?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Perante uma suspeita ou relato de bullying ou ciberbullying, os encarregados de educação devem:
- ouvir a criança ou jovem com calma, sem culpabilizar nem desvalorizar o relato;
- registar os factos essenciais, como datas, locais, intervenientes e frequência dos episódios;
- preservar mensagens, imagens, ligações, capturas de ecrã e outros elementos que possam ser relevantes;
- comunicar a situação à direção, ao diretor de turma, ao professor titular ou a outro responsável da escola, pedindo o registo e o acompanhamento da ocorrência;
- se houver ameaça imediata, violência, extorsão, divulgação de imagens íntimas ou risco para a integridade da criança, contactar de imediato as autoridades e os serviços de emergência adequados.
A escola deve avaliar a situação, proteger o aluno, ouvir os intervenientes e acionar os procedimentos educativos, disciplinares ou de proteção que se mostrem adequados. Não é aconselhável responder publicamente ao agressor, reencaminhar conteúdos ofensivos ou apagar provas antes de as preservar.
Enquadramento
O bullying não se resolve com uma única medida automática. A resposta deve respeitar os direitos do aluno, os deveres de participação e proteção na comunidade escolar e, quando exista perigo ou crime, os regimes de proteção de crianças e jovens e de responsabilidade penal aplicáveis.
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Programa Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência -
Estatuto do Aluno e Ética Escolar — Lei n.º 51/2012 -
Lei de proteção de crianças e jovens em perigo — Lei n.º 147/99 Quem deve preencher o relatório médico?AGSE · Carreira e Formação
No pedido de Mobilidade por Motivo de Doença, o docente preenche e submete na SIGRHE os elementos administrativos da candidatura e obtém o modelo/relatório disponibilizado pela aplicação. A parte clínica deve ser preenchida, confirmada e datada pelo médico responsável, nos campos próprios do relatório.
Por isso, não é correto dizer simplesmente que o relatório médico é preenchido pelo docente. O docente instrui o pedido e entrega o documento à entidade competente; o médico responsável é quem atesta os dados clínicos que lhe cabem. O relatório deve ser apresentado no formato e dentro do prazo definidos para o ano escolar da candidatura.
Os campos e documentos concretos podem variar conforme a edição e as instruções da DGAE. Quando exista divergência entre um modelo antigo e a aplicação em vigor, deve prevalecer a instrução publicada para essa candidatura.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho , na redação atual
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DGAE — Mobilidade de docentes por motivo de doença A DGAE esclarece que a situação clínica deve ser confirmada e datada pelo médico responsável no campo indicado do relatório.
Que níveis de educação e ensino estão abrangidos pelo PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
Segundo a informação oficial da Direção-Geral da Educação, o Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) abrange a educação pré-escolar e o ensino básico.
Isto significa que a ficha do PEBI não deve ser apresentada como uma regra geral para todos os níveis de ensino nem como abrangendo automaticamente o ensino secundário. A escola deve ainda confirmar, na edição e nas orientações aplicáveis, quais os estabelecimentos, grupos, componentes curriculares e condições concretas da participação.
Fonte oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) -
DGE — Orientações PEBI/BSP O programa é uma iniciativa institucional da DGE em parceria com o British Council; a informação da edição concreta prevalece quanto às condições de implementação.
As guias de reposição dos/as trabalhadores/as devem ser emitidas pelos valores líquidos ou ilíquidos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A guia de reposição deve refletir o montante líquido que foi indevidamente recebido pelo trabalhador e que deve ser devolvido. Não se deve transformar automaticamente esse valor no montante ilíquido da remuneração.
Esta resposta não elimina a necessidade de corrigir, nos sistemas contabilístico e de processamento, as retenções, contribuições ou demais efeitos que dependam do caso concreto. A escola deve seguir as instruções do IGeFE e do sistema de processamento utilizado.
Também é necessário distinguir o ano económico do pagamento: o IGeFE distingue a reposição de valores recebidos no ano corrente (RAP) da reposição de valores recebidos em anos anteriores (RNAP). Essa classificação não altera, por si só, a regra de que a guia corresponde ao valor líquido indevidamente recebido.
Fonte oficial
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IGeFE — Perguntas frequentes sobre reposições -
IGeFE — Nota Informativa n.º 09/2024 Se houver dúvida sobre a correção fiscal ou contributiva de um caso individual, deve ser consultado o serviço responsável pelo processamento, sem emitir uma guia por um valor estimado.
A RBE faz parte de que organismo?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Atualmente, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) funciona integrada no Departamento de Promoção da Leitura do EduQA, I. P., organismo da administração indireta do Estado na área da educação.
A RBE não é uma escola nem uma entidade autónoma separada do serviço onde está integrada. A unidade responsável assegura a coordenação e o desenvolvimento da rede, incluindo o apoio às bibliotecas escolares e a articulação com as escolas e outras entidades.
A designação e a estrutura orgânica devem ser confirmadas na fonte oficial em vigor, porque foram objeto de reorganização administrativa. Não é correto repetir uma referência antiga a um gabinete ou organismo que tenha sido extinto ou integrado.
Base orgânica e fonte oficial
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RBE — enquadramento e organização -
RBE — recursos e unidade responsável -
EduQA, I. P. — Portaria n.º 31-A/2026/1, de 23 de janeiro Para atos de gestão ou pedidos concretos, deve ser usado o contacto e o procedimento indicados pela RBE.
Como funciona a correspondência de qualificações de nível 2, 4 e 5 para o novo CNQ?EduQA · Currículo e Qualificações
A transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ) é consultada através da matriz de correspondência disponibilizada pela ANQEP. A matriz compara a qualificação do catálogo anterior com a qualificação do novo catálogo e identifica a situação aplicável.
As correspondências podem ser classificadas, designadamente, como:
- **Nova**: qualificação introduzida no novo CNQ sem correspondente anterior;
- **Substituída**: qualificação do novo CNQ que substitui uma qualificação anterior;
- **Agregada**: duas ou mais qualificações anteriores correspondem a uma qualificação do novo CNQ;
- **Excluída**: qualificação retirada sem correspondência indicada no novo CNQ.
A classificação da matriz não significa que todos os titulares devam trocar automaticamente o seu diploma ou certificado. Para decidir sobre uma matrícula, conclusão, equivalência ou processo de RVCC é preciso consultar o código da qualificação, a versão da matriz e as orientações da ANQEP aplicáveis ao caso. A matriz é atualizada; deve ser usada a versão mais recente publicada.
Fonte oficial
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ANQEP — instrumentos do Sistema Nacional de Qualificações e CNQ -
ANQEP — atualização da matriz de correspondência -
Exemplo de matriz de correspondência do nível 5 É possível atualizar os documentos submetidos no campo \"Anexos comprovativos das habilitações/formações e outros\"?AGSE · Carreira e Formação
É possível atualizar os documentos submetidos no campo "Anexos comprovativos das habilitações/formações e outros"?
Em regra, os documentos carregados na aplicação podem ficar disponíveis para candidaturas posteriores e podem ser atualizados quando a aplicação e o procedimento em causa o permitam. A atualização deve ser feita antes de terminar o prazo ou a fase em que o campo está aberto; depois da submissão ou do encerramento, só é possível alterar o que o aviso e a plataforma autorizarem.
O candidato deve:
- verificar se o documento está legível, válido e corresponde à habilitação ou formação declarada;
- substituir o ficheiro quando a candidatura ainda estiver editável;
- conservar o comprovativo da submissão;
- apresentar a documentação no AE/EnA quando isso for exigido.
A documentação arquivada e válida no processo individual pode dispensar nova entrega em determinadas situações, nos termos do n.º 5 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação atual. Essa dispensa não abrange o registo criminal atualizado ou a autorização de acesso quando a lei os exigir e não substitui as validações previstas no procedimento.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio -
DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento Não é correto prometer que um documento pode ser alterado depois de fechado o prazo: a resposta depende do estado da candidatura e das regras da edição concreta.
Os CPR podem participar na Code Week?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem participar na Code Week, desde que a escola ou o clube organize uma atividade compatível com a iniciativa e cumpra o procedimento de registo ou divulgação indicado na plataforma da edição.
Podem ser registadas, por exemplo, atividades de programação, robótica educativa, pensamento computacional, inteligência artificial, desafios práticos ou projetos interdisciplinares. A participação na Code Week não transforma o CPR numa disciplina nem substitui as regras de segurança, autorização, proteção de dados e organização interna da escola.
O registo de uma atividade não equivale a financiamento nem a certificação automática. Esses efeitos só existem se forem expressamente previstos pela organização da edição.
Fonte oficial e enquadramento
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European Code Week -
DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica -
DGE — Clubes de Programação e Robótica As datas, a forma de registo e os materiais disponíveis devem ser confirmados na edição concreta da Code Week.
Qual o prazo para a apresentação no AE/EnA?AGSE · Carreira e Formação
O prazo depende do procedimento que originou a colocação. Não é correto responder com um único prazo para todos os candidatos.
Na **contratação de escola**, depois da comunicação da seleção pela aplicação da DGAE, a aceitação é feita até ao 1.º dia útil seguinte e a apresentação no AE/EnA deve ocorrer até ao 2.º dia útil seguinte à comunicação da colocação, nos termos do artigo 40.º, n.os 15 e 16, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Na **reserva de recrutamento**, a aceitação é feita nos dois primeiros dias úteis após a publicitação da lista e a apresentação ocorre até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação, nos termos do artigo 37.º do mesmo diploma.
Nos restantes concursos podem aplicar-se prazos próprios, designadamente os artigos 16.º e 17.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 ou o aviso/regulamento do procedimento. O candidato deve, por isso, confirmar se recebeu uma seleção de contratação de escola, uma colocação em reserva de recrutamento ou uma colocação de outro concurso.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual O incumprimento dos prazos pode determinar a anulação da colocação, pelo que a data de comunicação/publicitação deve ser guardada.
Podem existir encargos adicionais para o Agrupamento de Escolas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma autorização geral para cobrar encargos adicionais a um Agrupamento de Escolas. Pode existir um custo adicional apenas quando ele resultar claramente do procedimento e do contrato: por exemplo, de uma opção ou serviço adicional previsto, solicitado e autorizado, com preço conhecido e cabimento/compromisso processados segundo as regras aplicáveis.
Antes de aceitar ou pagar um encargo, a escola deve conferir:
- o anúncio, convite ou procedimento de contratação;
- o caderno de encargos, a proposta adjudicada e o contrato;
- a tabela de preços e o que está incluído no preço contratual;
- se o serviço adicional foi efetivamente solicitado e autorizado;
- se existe dotação, autorização de despesa e compromisso válidos.
O fornecedor não pode alterar unilateralmente o preço nem exigir uma prestação não prevista sem fundamento contratual ou legal. Também não é possível concluir, apenas porque uma solução tem funcionalidades opcionais, que a escola tenha de as adquirir.
Base legal
O encargo deve respeitar o contrato e o Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, na redação atual, bem como as regras de autorização e compromisso da despesa pública. A resposta concreta depende do contrato e da entidade adjudicante.
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Código dos Contratos Públicos — versão consolidada -
IGeFE — instrumentos e orientações financeiras A senha de acesso à candidatura online ainda não foi recebida?IES · Acesso ao Ensino Superior
A senha é enviada por correio eletrónico depois de o pedido ter sido confirmado e validado pela escola secundária ou pelo Gabinete de Acesso ao Ensino Superior (GAES), conforme o procedimento aplicável.
Se a mensagem não chegar, o candidato deve consultar o estado do pedido:
- **Confirmação solicitada**: confirmar o pedido através da ligação recebida e, se necessário, pedir o reenvio da mensagem;
- **Pedido confirmado**: apresentar o recibo na escola ou GAES escolhido, ou pedir a validação se o recibo já tiver sido entregue;
- **Autenticado**: a senha já foi enviada; deve ser usada a ferramenta oficial de recuperação da senha.
Para pedidos efetuados até maio, a DGES indica o envio durante o mês previsto na informação anual; para pedidos efetuados a partir de maio, o envio ocorre automaticamente após a validação. A senha é válida para o ano da candidatura a que respeita.
Fonte oficial
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DGES — Candidatura online: senha não recebida -
DGES — Pedido de atribuição de senha O candidato não deve criar um novo pedido sem consultar o estado do anterior, porque isso pode duplicar o processo.
A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento tem classificação num curso profissional?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Nos cursos profissionais, Cidadania e Desenvolvimento não é objeto de classificação sumativa autónoma como uma disciplina com nota final.
A participação e o trabalho desenvolvido pelo aluno no âmbito de Cidadania e Desenvolvimento são registados nos termos da regulamentação aplicável e devem constar da certificação nos termos previstos para o curso. Isto não significa que a participação seja ignorada: deve ser acompanhada e registada, mas não convertida numa classificação sumativa autónoma para efeitos da avaliação do curso.
A organização concreta da componente deve respeitar a matriz curricular, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e as regras de avaliação do curso profissional.
Base legal
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, versão consolidada , artigo 27.º, n.os 8 e 9
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho Nos pagamentos efetuados aos/às trabalhadores/as no ano corrente, deve ser emitida guia de reposição ou pode ser realizado o acerto no vencimento do mês seguinte?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando o trabalhador se mantém ao serviço da mesma entidade, o acerto pode ser efetuado diretamente no processamento salarial do mês seguinte, desde que o processamento permita corrigir o pagamento e sejam respeitadas as mesmas rubricas de despesa em que ocorreu o pagamento indevido.
O acerto não é uma autorização para apagar o movimento sem registo: deve ficar documentado no processamento e seguir as instruções do IGeFE. Se não for possível efetuar o acerto no vencimento, se o trabalhador já não estiver ao serviço da entidade ou se o pagamento pertencer a ano económico anterior, deve ser usado o procedimento de reposição aplicável, distinguindo RAP e RNAP.
Fonte oficial
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IGeFE — Perguntas frequentes sobre reposições -
IGeFE — Nota Informativa n.º 09/2024 O serviço financeiro deve confirmar no sistema se estão reunidas as condições para o acerto antes de o lançar.
Como deve ser emitida a Declaração de não dívida a fornecedores há mais de 90 dias?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a declaração está disponível no procedimento financeiro aplicável, a escola deve preencher na plataforma os dados do encargo e descarregar a declaração gerada pelo próprio sistema. Depois de conferidos os dados, o documento deve ser assinado pelo responsável máximo da entidade, ou por quem tenha competência formal para o efeito, e arquivado no processo.
Não se deve criar um modelo paralelo nem afirmar que a declaração comprova mais do que os dados registados no sistema. Se existirem pagamentos em atraso, a escola deve declarar a situação real e seguir as instruções do IGeFE quanto ao período, entidade, encargo e data de referência.
A designação, os campos e o circuito podem ser alterados pela plataforma. Por isso, antes de emitir, deve ser consultada a instrução financeira da aplicação em vigor.
Fontes oficiais
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IGeFE — Instrumentos legais e declarações financeiras -
IGeFE — Requisições de fundos e receitas de Estado Que normas regulam a acumulação de funções na educação?AGSE · Carreira e Formação
A acumulação de funções dos docentes resulta da articulação de três regimes:
- o artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que estabelece a regra específica para o pessoal docente;
- os artigos 21.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), que regulam a exclusividade, as incompatibilidades e a autorização de acumulação;
- a Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação atual, incluindo a alteração da Portaria n.º 188-G/2024/1, que concretiza o regime aplicável aos docentes.
Em regra, a atividade acumulada exige autorização prévia, deve ser compatível com as funções públicas, não pode prejudicar o cumprimento do horário nem criar conflito de interesses e não pode comprometer a imparcialidade ou a disponibilidade exigida ao serviço. O pedido deve identificar a entidade, o local, o horário, a natureza das funções e a remuneração, para permitir a verificação dos requisitos.
A DGAE esclarece ainda limites e condições operacionais, incluindo o limite de seis horas semanais para determinadas situações de acumulação. Esse limite não substitui a autorização nem permite sobrepor horários. Situações como período probatório, licença sabática/equiparação a bolseiro ou profissionalização em exercício podem ter impedimentos próprios.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Acumulação de funções -
ECD — artigo 111.º -
LTFP — artigos 21.º a 23.º -
Portaria n.º 814/2005 -
Portaria n.º 188-G/2024/1 O que é a Rede nacional de Clubes Europeus e quando teve início?EduQA · Currículo e Qualificações
A Rede Nacional de Clubes Europeus (RNCE) é uma rede de clubes criados em estabelecimentos de educação e ensino para promover a dimensão europeia da educação, a cidadania europeia, o conhecimento dos valores europeus e a participação dos alunos e da comunidade educativa.
Os Clubes Europeus podem existir em agrupamentos e escolas públicas ou privadas, desde a educação pré-escolar ao ensino básico, secundário e profissional, adaptando as atividades ao projeto educativo e ao contexto da comunidade.
A RNCE teve início em 1986. Esta data é uma referência histórica oficial da rede; não significa que todos os clubes atuais tenham sido criados nesse ano. A criação e o funcionamento de um clube concreto dependem da adesão e das regras divulgadas pela DGE para a rede.
Fonte oficial
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DGE — Rede Nacional de Clubes Europeus -
DGE — contextualização histórica As atividades devem respeitar o projeto educativo, o regulamento interno e as orientações da DGE aplicáveis à edição em causa.
Quais são os princípios fundamentais da renovação do Catálogo Nacional de Qualificações?EduQA · Currículo e Qualificações
A renovação do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ) não corresponde apenas a substituir uma lista de cursos. O modelo da ANQEP passou a organizar a qualificação a partir de referenciais de competências e de resultados de aprendizagem: o que a pessoa deve saber, compreender e ser capaz de fazer no final da formação.
Na prática, os referenciais devem:
- descrever unidades de competência e os respetivos resultados de aprendizagem;
- tornar mais clara a relação entre competências, qualificações e necessidades do mercado de trabalho;
- permitir percursos mais flexíveis, modulares e passíveis de reconhecimento e certificação, nos termos do regime aplicável;
- facilitar a atualização das qualificações e a comparação com os quadros nacional e europeu.
Isto não significa que qualquer entidade possa criar ou alterar livremente uma qualificação do CNQ. A integração, revisão e publicação dos referenciais seguem os procedimentos e a competência das entidades responsáveis pelo Sistema Nacional de Qualificações. Para saber a estrutura concreta de uma qualificação deve consultar-se a ficha do respetivo referencial no Catálogo.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro, na redação atual — Sistema Nacional de Qualificações .
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ANQEP — Catálogo Nacional de Qualificações e referenciais de competências .
O decreto-lei fornece o enquadramento do Sistema Nacional de Qualificações; a descrição operacional das unidades de competência e dos resultados de aprendizagem resulta dos referenciais publicados pela ANQEP. Não se deve atribuir a uma única portaria uma regra geral de “renovação” sem identificar a qualificação ou o aviso concreto.
Como se enquadra a Academia Digital para Pais nas políticas públicas digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Academia Digital para Pais (ADP) é uma iniciativa da E-REDES em parceria com a Direção-Geral da Educação. Não é um grau académico nem um regime legal autónomo de escolaridade: é um programa de capacitação dirigido a pais e encarregados de educação, concretizado através das edições, regulamentos e escolas participantes.
O programa enquadra-se nas políticas públicas digitais porque procura:
- desenvolver competências digitais básicas das famílias;
- melhorar a capacidade de acompanhar a vida escolar dos filhos;
- promover utilização segura, crítica e responsável da Internet, das redes e dos equipamentos;
- reduzir desigualdades de acesso e participação digital;
- apoiar competências ligadas à cidadania, ao bem-estar e, nas edições que o preveem, ao consumo digital e à inteligência artificial.
A Estratégia Digital Nacional reconhece a importância da capacitação digital e da articulação com as medidas de digitalização das escolas, incluindo a capacitação de pais, encarregados de educação e alunos. Essa referência estratégica não transforma, por si só, a ADP num direito universal ou numa obrigação de todas as escolas. A participação, os destinatários, os cursos e os prazos dependem do regulamento e da edição concretamente em vigor.
Base legal e fontes oficiais
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Direção-Geral da Educação — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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Direção-Geral da Educação — regulamentos e informação do programa .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024, de 30 de dezembro — Estratégia Digital Nacional .
Para responder sobre inscrições, número de participantes, cursos ou financiamento, é necessário identificar a edição e consultar o respetivo regulamento; não se devem transportar automaticamente regras de uma edição para outra.
Que tipo de atividades se espera que um Clube Ciência Viva na Escola organize?EduQA · Currículo e Qualificações
Um Clube Ciência Viva na Escola (CCVnE) deve funcionar como um espaço de ciência aberto à comunidade educativa, com atividades práticas e experimentais, articuladas com o currículo e com contextos de aprendizagem não formal. O programa não impõe uma lista única de atividades para todas as escolas: cada clube constrói o seu plano de ação de acordo com os alunos, os recursos, o território e as parcerias existentes.
São coerentes com os objetivos da Rede, por exemplo:
- experiências laboratoriais, trabalho de campo e investigação orientada;
- projetos sobre ambiente, sustentabilidade, biodiversidade, energia, saúde, astronomia, robótica, programação ou outras áreas científicas e tecnológicas;
- visitas a centros de ciência, laboratórios, museus, empresas com investigação e desenvolvimento e instituições de ensino superior;
- oficinas, conferências, exposições, protótipos, desafios e divulgação científica;
- projetos interdisciplinares que relacionem ciências, matemática, tecnologia, artes, literatura ou cidadania.
As atividades devem observar critérios de qualidade científica e pedagógica, segurança, adequação etária e articulação com o plano de atividades da escola. As parcerias devem ser formalizadas e acompanhadas pela escola nos termos aplicáveis; a existência de um parceiro não dispensa a responsabilidade da escola pela organização da atividade.
Fontes oficiais
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DGE — Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
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DGE — Recuperar Experimentando / Clubes Ciência Viva na Escola .
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Rede Clubes Ciência Viva — Carta de Princípios .
Estas páginas e a Carta de Princípios são fontes institucionais do programa. Não existe, para esta pergunta geral, um artigo legal que enumere exaustivamente todas as atividades possíveis.
Qual o papel do conselho pedagógico na avaliação das medidas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No âmbito das medidas de promoção do sucesso educativo, o conselho pedagógico deve avaliar, no final de cada período letivo, o impacto das medidas implementadas e devolver aos responsáveis as orientações consideradas adequadas para reforçar a sua eficácia.
Isto implica analisar a informação de monitorização disponível — por exemplo, participação, resultados, assiduidade, evolução das aprendizagens e dificuldades identificadas — e decidir se é necessário manter, ajustar ou substituir uma medida. O conselho pedagógico não substitui o professor na avaliação de cada aluno, não atribui automaticamente classificações e não pode concluir sobre um caso individual sem os elementos que legalmente possam ser considerados.
A avaliação deve estar ligada às medidas concretamente aprovadas pela escola e às suas finalidades. A ata, relatório ou outro registo interno deve permitir perceber que informação foi analisada e que orientações foram emitidas.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho, artigo 15.º, n.º 1 .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e avaliação das aprendizagens .
O artigo 15.º do Despacho Normativo n.º 10-B/2018 é a norma específica sobre esta avaliação das medidas. A aplicação a uma medida concreta deve ainda respeitar o regime curricular e de inclusão que lhe seja aplicável.
O que posso fazer no TwinSpace?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O TwinSpace é o espaço colaborativo de um projeto eTwinning. Depois de o projeto e os utilizadores estarem validados, pode ser utilizado para:
- comunicar com os parceiros e os alunos autorizados;
- criar páginas e subpáginas para organizar o projeto;
- partilhar documentos, imagens, ligações e outros materiais;
- abrir fóruns e trocar mensagens através da mailbox;
- realizar atividades de colaboração online, incluindo ferramentas de comunicação disponibilizadas pela plataforma;
- acompanhar notificações, participantes e tarefas do projeto.
A página inicial pode ser tornada pública quando a configuração do projeto o permitir. A escola deve, contudo, limitar a divulgação ao necessário e cumprir as regras de proteção de dados, segurança e imagem dos alunos. A publicação de fotografias, vídeos, nomes ou trabalhos identificáveis deve ter fundamento e autorização quando esta seja exigida; o facto de um material estar no TwinSpace não o torna automaticamente público.
Fontes e enquadramento
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European School Education Platform — eTwinning .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD .
As funcionalidades concretas podem ser alteradas pela plataforma. Para saber se uma ferramenta está disponível numa edição ou projeto específico, deve consultar a ajuda atual do eTwinning e as permissões da conta.
É necessário um diagnóstico médico para o meu filho aceder ao SNIPI?EduQA · Inclusão
Não é necessário apresentar, como regra geral, um diagnóstico médico fechado para iniciar a sinalização ao Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI). O regime de elegibilidade considera também alterações nas funções ou estruturas do corpo e situações de risco grave de atraso do desenvolvimento. A criança e a família são avaliadas no processo próprio pelas equipas competentes.
Isto não significa que qualquer sinalização determine automaticamente a intervenção. É necessário verificar se estão preenchidos os critérios de elegibilidade, reunir a informação relevante e definir, com a família, a resposta adequada. A sinalização pode ser feita pelos serviços, profissionais ou pela família através dos canais do SNIPI/Equipa Local de Intervenção aplicáveis à área de residência.
O SNIPI dirige-se a crianças dos 0 aos 6 anos e às respetivas famílias. O objetivo é intervir precocemente e de forma articulada entre saúde, segurança social, educação e família, não esperar necessariamente por um diagnóstico definitivo que possa atrasar o apoio.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro — criação do SNIPI .
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SNIPI — critérios de elegibilidade .
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SNIPI — quem somos e intervenção precoce .
Para um caso concreto, a família deve contactar a Equipa Local de Intervenção ou o serviço de saúde/educação que acompanha a criança. A decisão depende da avaliação dos critérios legais e não apenas da existência ou ausência de um relatório médico.
Existe algum prazo para requerer autorização para acumulação?AGSE · Carreira e Formação
Não resulta da regra geral um único prazo anual igual para todos os pedidos de acumulação. Porém, a autorização é prévia: o pedido deve ser apresentado e autorizado antes de o docente iniciar a atividade ou função que pretende acumular. Não deve começar a acumulação e pedir autorização apenas depois, nem presumir que a falta de resposta equivale a autorização.
O requerimento deve identificar, entre outros elementos, a entidade e o local, o horário, a remuneração, a natureza do vínculo ou atividade e a fundamentação da inexistência de incompatibilidade ou conflito de interesses. O pedido é submetido pelo circuito indicado pela DGAE/SIGRHE ou pela entidade competente, consoante o caso.
Se a DGAE ou a aplicação SIGRHE fixar um período de submissão para uma modalidade concreta, esse prazo deve ser respeitado. A resposta “pode requerer a qualquer momento” só é segura no sentido de não existir, no regime geral, um prazo anual universal; não significa que se possa requerer retroativamente ou iniciar a atividade sem autorização.
Base legal e fontes oficiais
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DGAE — Acumulação de funções .
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Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, artigos 21.º a 23.º — LTFP .
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 111.º .
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Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação atual .
Os limites de horas, incompatibilidades e entidade competente dependem do tipo de acumulação. Devem ser conferidos no regime aplicável e no manual atual da aplicação.
Caso tenha uma colocação válida, há lugar a penalização no caso de incumprimento dos deveres de aceitaçãoapresentação de uma outra colocação?AGSE · Carreira e Formação
Caso tenha uma colocação válida, há lugar a penalização no caso de incumprimento dos deveres de aceitação ou apresentação de uma outra colocação?
Não é seguro responder automaticamente que não há penalização. A regra geral do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 é que o incumprimento dos deveres de aceitação ou apresentação é considerado não aceitação da colocação e determina a anulação da colocação. Para docentes contratados a termo resolutivo, pode ainda determinar a impossibilidade de nova colocação nesse ano escolar através dos procedimentos regulados pelo diploma, depois da audição escrita prevista na lei.
Assim, o facto de o candidato já ter uma colocação válida não cria, por si só, uma dispensa geral dos deveres relativos a uma nova colocação. É necessário verificar o procedimento concreto, o tipo de vínculo, se a nova colocação foi aceite, se havia motivo legalmente justificativo e se a situação permite pedir a relevação da penalização ao diretor-geral da DGAE.
Quando o incumprimento resulta de circunstância atendível, o candidato deve usar o mecanismo de audição/requerimento disponibilizado pela DGAE dentro do prazo indicado. A decisão não deve ser substituída por uma conclusão genérica baseada apenas na existência de uma colocação anterior.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 18.º .
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
O artigo 18.º distingue também as consequências para docentes de carreira e para docentes contratados. Por isso, a resposta final a um caso individual exige identificar a colocação, o procedimento e o vínculo do docente.
Que atividades e modalidades estão disponíveis?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Desporto Escolar existe uma oferta nacional de modalidades e atividades, mas a escola não é obrigada a disponibilizar todas. A oferta efetiva depende do projeto da escola, dos grupos-equipa constituídos, das instalações, dos recursos humanos, das regras da modalidade e da aprovação/organização anual do programa.
A lista oficial do Desporto Escolar inclui, entre outras, andebol, atletismo, badminton, basquetebol, boccia, canoagem, corfebol, desportos adaptados, desportos gímnicos, escalada, futsal, goalball, judo, natação, orientação, padel, patinagem, remo, rugby, skate, surf, ténis, ténis de mesa, vela, voleibol e xadrez. A página oficial também identifica atividades como Escola Ativa, Desporto sobre Rodas e Multiatividades ao Ar Livre.
Para saber o que está disponível numa escola concreta, deve consultar o coordenador do Desporto Escolar, o plano de atividades e a informação da escola para esse ano letivo. Um aluno pode sugerir uma modalidade, mas a sugestão não cria automaticamente um grupo-equipa nem garante a sua abertura.
Fonte oficial
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Desporto Escolar — modalidades .
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Desporto Escolar — desportos adaptados .
A participação, os escalões, o número mínimo de alunos e as competições dependem dos regulamentos anuais e específicos de cada modalidade.
Como posso aceder à plataforma e-processos?EduQA · Carreira e Formação
O acesso faz-se através do site do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC). Na página do CCPFC, escolha “E-processos” nas ligações rápidas ou use o endereço indicado pela própria entidade:
www.e-processos.ccpfc.uminho.pt .
A plataforma é usada por entidades formadoras e formadores para os processos que o CCPFC tenha disponibilizado eletronicamente, incluindo acreditação e gestão de ações de formação contínua e outros processos previstos na plataforma. O tipo de conta e as funcionalidades dependem do perfil do utilizador e do procedimento.
Se não conseguir entrar, deve confirmar se está a usar a versão correta, permitir a abertura de janelas de pop-up quando necessário e contactar o CCPFC pelos meios oficiais. A existência de uma conta não significa que todos os tipos de pedido estejam disponíveis para esse perfil.
Fonte oficial e enquadramento
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CCPFC — Plataforma e-processos .
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CCPFC — página institucional .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, regime jurídico da formação contínua, na redação atual .
O endereço e as funcionalidades devem ser confirmados no site do CCPFC, porque são elementos operacionais da plataforma e podem ser atualizados.
Quais são os principais objetivos da Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Academia Digital para Pais pretende capacitar pais e encarregados de educação para acompanharem melhor a vida escolar dos filhos e participarem de forma mais segura e consciente na sociedade digital.
De acordo com a informação e os regulamentos da DGE, os objetivos incluem:
- desenvolver competências digitais básicas;
- facilitar o acompanhamento escolar e a utilização dos recursos digitais;
- promover segurança e cidadania digital;
- desenvolver atitudes críticas, refletidas e responsáveis no uso das tecnologias, redes e serviços digitais;
- melhorar a pesquisa, a análise e a comunicação de informação online;
- apoiar o bem-estar digital e, nas edições que o preveem, o consumo digital e as competências digitais ligadas à inteligência artificial;
- contribuir para a inclusão e para a redução das desigualdades de participação digital.
Os cursos concretos, a duração, os destinatários e as regras de inscrição não são permanentes: dependem da edição do programa e do respetivo regulamento. A ADP é uma iniciativa da E-REDES em parceria com a DGE e não substitui a formação escolar dos alunos nem cria automaticamente um direito a equipamento ou financiamento para cada família.
Fontes oficiais
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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DGE — Academia Digital para Pais .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024 — Estratégia Digital Nacional .
Para uma pergunta sobre uma edição concreta, deve ser consultado o regulamento dessa edição, e não apenas a descrição geral do programa.
Quando pode ser impressa uma Minuta Avulsa?AGSE · Carreira e Formação
No fluxo de contratos do SIGRHE, a Minuta Avulsa só deve ser impressa depois de o contrato ter sido validado pela entidade competente. Antes da validação, a minuta pode ainda conter dados sujeitos a conferência ou alteração e não constitui, por si só, um contrato validado.
Depois da validação, a escola deve seguir o circuito indicado na aplicação e nas instruções/FAQ da DGAE para impressão, assinatura, arquivo e eventual submissão. Se a aplicação não disponibilizar a impressão, deve verificar o estado do contrato, os campos obrigatórios e as permissões do utilizador antes de repetir o procedimento.
Esta é uma regra operacional do SIGRHE. O momento exato dos botões e estados pode ser alterado pela DGAE e deve ser confirmado na versão atual da aplicação.
Fonte oficial
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DGAE — contratos e gestão de recursos humanos .
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SIGRHE — informação e FAQ disponibilizadas pela DGAE .
Não há fundamento para afirmar que uma “Minuta Avulsa” possa ser impressa antes da validação só porque o formulário foi preenchido.
As escolas podem estabelecer parcerias externas para atividades do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem, desde que a parceria esteja ligada aos objetivos e ao plano de atividades do Desporto Escolar, seja aprovada pelos órgãos ou responsáveis competentes e respeite as regras de segurança, proteção dos alunos, responsabilidade e qualificação técnica aplicáveis.
As parcerias podem envolver, por exemplo, municípios, juntas de freguesia, clubes, associações, federações, centros de formação desportiva e outras entidades públicas ou privadas. Podem apoiar instalações, transporte, equipamento, enquadramento técnico ou a realização de atividades. A parceria não transfere automaticamente para a entidade externa a responsabilidade da escola pela autorização, acompanhamento dos alunos, informação às famílias e avaliação das condições de segurança.
Quando a atividade implique utilização de instalações externas, deslocação, contratação de serviços, tratamento de dados ou participação de menores, devem ser observados também os procedimentos administrativos e de proteção de dados aplicáveis. A existência de uma parceria não substitui os regulamentos do Programa do Desporto Escolar nem autoriza qualquer atividade sem planeamento.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/2007, de 16 de janeiro — Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto .
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DGE — Centros de Formação Desportiva do Desporto Escolar e parcerias .
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Desporto Escolar — modalidades e informação oficial .
A Lei n.º 5/2007 fornece o enquadramento geral da promoção da atividade física e do desporto; a autorização e organização concreta dependem do programa, da escola e da atividade em causa.
Que aplicações devem ser consideradas prioritárias no processo de migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma lista legal universal que obrigue todos os agrupamentos de escolas a migrar primeiro as mesmas aplicações. A prioridade deve resultar de uma análise documentada de risco e continuidade do serviço.
Em regra, devem ser avaliadas primeiro as aplicações que:
- suportam serviços críticos, como gestão de alunos, avaliação, matrículas, horários, recursos humanos ou vencimentos;
- tratam dados pessoais ou dados especialmente sensíveis;
- têm maior dependência de outras aplicações, integrações ou autenticação;
- apresentam maior impacto para alunos, famílias, docentes, trabalhadores ou serviços administrativos se ficarem indisponíveis;
- têm requisitos de segurança, cópia de segurança, recuperação e suporte mais exigentes.
Antes da migração, a entidade deve inventariar aplicações e dados, classificar criticidade, dependências, responsáveis, prazos, riscos e plano de retorno. A ordem final pode, por isso, ser diferente entre escolas. Não é correto afirmar que a gestão de alunos ou os recursos humanos são sempre os primeiros sem conhecer o projeto de migração.
Enquadramento
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD, artigos 24.º e 32.º .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024 — Estratégia Digital Nacional .
O RGPD exige medidas adequadas de responsabilidade e segurança quando estão em causa dados pessoais, mas não fixa uma ordem de migração. A decisão deve ser técnica, organizacional e devidamente registada.
O que são os Cursos com Planos Próprios?EduQA · Currículo e Qualificações
Os cursos com planos próprios são uma oferta educativa e formativa do ensino secundário prevista no Decreto-Lei n.º 55/2018. Têm planos curriculares singulares, definidos e regulamentados por diploma próprio para uma escola, entidade ou conjunto de cursos concreto, no âmbito da autonomia curricular.
Não existe um único currículo nacional chamado “Curso com Plano Próprio”. É necessário identificar a portaria que criou e regulamentou o curso. Há cursos com planos próprios de via científica e cursos de dupla certificação, incluindo cursos de natureza tecnológica/profissional. Por isso, podem variar:
- as componentes de formação e as disciplinas;
- a existência e a organização da formação tecnológica e da formação em contexto de trabalho;
- as regras de avaliação, certificação e prosseguimento de estudos;
- a qualificação atribuída e o nível do QNQ, quando o curso for de dupla certificação.
Nos cursos de dupla certificação, as portarias específicas podem prever a conclusão do ensino secundário e uma qualificação profissional, frequentemente de nível 4 do QNQ, mas essa consequência deve ser confirmada no diploma do curso concreto. Não se deve aplicar automaticamente a Portaria n.º 226-A/2018 ou a Portaria n.º 235-A/2018 a todos os cursos com planos próprios: esses diplomas regulam ofertas específicas e não substituem a portaria que criou cada plano.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 6.º e regime curricular .
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Portaria n.º 268/2019, de 27 de agosto — exemplo de cursos com planos próprios de dupla certificação .
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Portaria n.º 270/2019, de 27 de agosto — exemplo de cursos com planos próprios .
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Despacho n.º 4745-B/2026 — planeamento das ofertas, incluindo CPP .
Para uma resposta individual, deve indicar-se a escola, o nome do curso e a portaria aplicável; sem esses elementos só é possível explicar o conceito geral.
Posso corrigir os dados do pedido após a sua submissão?AGSE · Carreira e Formação
Num pedido de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD), a possibilidade de corrigir dados depende do estado do pedido e da fase do procedimento na aplicação. Em regra, a correção só é possível enquanto o pedido ainda estiver editável e antes de o AE/EnA iniciar ou concluir a validação. Depois de fechado o período ou iniciado um estado que bloqueie a edição, não existe um direito geral a reabrir o pedido.
O interessado deve verificar imediatamente o estado no SIGRHE e usar apenas a funcionalidade de alteração/correção disponibilizada pela DGAE. Se o erro for detetado depois de a aplicação bloquear a edição, deve apresentar a exposição ou requerimento pelo canal e prazo indicados nas instruções da MPD, sem alterar documentos fora do procedimento.
A submissão de um novo pedido não apaga automaticamente o anterior nem garante que o erro fique corrigido. A resposta depende do calendário anual, das instruções da DGAE e do estado concreto do pedido.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho — mobilidade por motivo de doença .
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DGAE — informação e perguntas frequentes de pessoal docente .
O decreto-lei estabelece o regime jurídico; os momentos em que a aplicação permite editar ou corrigir campos são definidos nas instruções e no calendário anual da DGAE. Por isso, não se deve prometer uma correção depois da validação sem confirmar a fase do procedimento.
Que tipos de ações são financiadas pelo Programa?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Erasmus+ financia ações diferentes conforme o setor, o público e o convite anual. No domínio escolar, as principais são:
- Ação-Chave 1 (KA1), mobilidade para fins de aprendizagem de alunos e pessoal, incluindo mobilidade de grupo ou individual de alunos, acompanhamento de trabalho, cursos e desenvolvimento profissional de pessoal;
- Ação-Chave 2 (KA2), parcerias de cooperação e parcerias de pequena escala entre organizações, para desenvolver, partilhar e transferir práticas e resultados;
- Ação-Chave 3 (KA3), apoio ao desenvolvimento e à cooperação em políticas, através das ações e convites previstos no Guia do Programa.
O programa inclui ainda ações e convites específicos, como Jean Monnet e outras modalidades previstas no Guia. Nem todas estão abertas a escolas em todas as candidaturas, nem todas são geridas pela mesma entidade. A elegibilidade, os custos financiáveis, os valores, os prazos e os formulários são os do convite e do Guia Erasmus+ aplicáveis ao ano da candidatura.
Para uma escola, não basta dizer “é Erasmus+”: deve identificar a ação, verificar se a candidatura é feita pela escola, por um consórcio ou por uma entidade centralizada e cumprir os critérios do convite. A aprovação também não é automática com a apresentação da candidatura.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Guia do Programa 2026 .
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Erasmus+ — estrutura e Ações-Chave .
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Erasmus+ — mobilidade de alunos e pessoal no ensino escolar .
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Erasmus+ — parcerias de cooperação .
Como é realizada a avaliação sumativa no ensino secundário?EduQA · Currículo e Qualificações
A avaliação sumativa no ensino secundário traduz-se num juízo global sobre as aprendizagens realizadas e tem como objetivos a classificação e a certificação. Não é correto afirmar que, em todas as disciplinas e ofertas, a avaliação sumativa do ano terminal seja sempre feita por exame nacional ou por prova de equivalência à frequência.
Em regra, a escola realiza avaliação interna ao longo do ano e no final de cada período, de acordo com a oferta educativa, os critérios de avaliação e os respetivos regulamentos. Nos cursos científico-humanísticos e nos cursos artísticos especializados do secundário, a avaliação sumativa conduz às decisões sobre aprovação, progressão, transição e conclusão. Nos cursos profissionais, a avaliação ocorre, em regra, no final de cada módulo ou UFCD e tem as consequências próprias dessa oferta.
A avaliação externa — exames finais nacionais, provas de equivalência à frequência ou provas a nível de escola — só se aplica quando a lei e o regulamento das provas/exames a preveem para a situação do aluno, disciplina e oferta. Pode ser necessária para aprovação, conclusão ou acesso ao ensino superior, mas não substitui automaticamente toda a avaliação interna. As condições de inscrição e realização são atualizadas anualmente no calendário e no regulamento das provas e exames.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigos 22.º a 24.º .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 — Regulamento das provas e exames para 2025-2026, 2026-2027 e 2027-2028 .
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Despacho Normativo n.º 8-A/2026 — alteração ao regulamento das provas e exames .
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Portaria n.º 226-A/2018 — cursos científico-humanísticos .
Para responder a um caso concreto é indispensável indicar a oferta, o ano, a disciplina e se o aluno é interno ou autoproposto.
Ingressei este ano no ensino superior e gostaria de participar no Programa ERASMUS+. Como me posso candidatar?IES · Acesso ao Ensino Superior
Não existe uma candidatura individual direta à Comissão Europeia para obter uma bolsa Erasmus+ de ensino superior. O estudante deve consultar o gabinete de relações internacionais/mobilidade ou o coordenador Erasmus+ da instituição de ensino superior que frequenta e candidatar-se ao procedimento interno dessa instituição.
A instituição verifica, entre outros aspetos, se o estudante está matriculado num ciclo de estudos elegível, se existem acordos com instituições de acolhimento, os requisitos linguísticos e académicos, o número de vagas, os prazos e os critérios de seleção. A mobilidade de estudos de longa duração tem, em regra, entre 2 e 12 meses de mobilidade física; também pode existir mobilidade curta combinada com componente virtual, nos termos do Guia Erasmus+.
A seleção não garante automaticamente uma bolsa ou um valor determinado: dependem do projeto aprovado, dos fundos disponíveis, da duração, do destino e das regras financeiras aplicáveis. Antes da mobilidade devem ser tratados, entre outros, o acordo de aprendizagem, a instituição de acolhimento e o contrato financeiro quando exista apoio.
Fontes oficiais
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Erasmus+ — como estudar no estrangeiro .
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Erasmus+ — mobilidade de estudantes do ensino superior .
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DGES — Ação-Chave 1 no ensino superior .
Como ingressou este ano, deve confirmar com a sua instituição se o aviso interno exige um determinado número de créditos, período mínimo de matrícula ou outros requisitos. Esses critérios podem variar entre instituições dentro dos limites do Programa.
Porque surgiram as atividades de animação e de apoio à família na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
As atividades de animação e de apoio à família (AAAF) surgiram para responder às necessidades das famílias e permitir a conciliação entre a vida profissional e a vida familiar. A componente letiva da educação pré-escolar corresponde a cinco horas diárias de atividades pedagógicas da responsabilidade do educador; a permanência para além desse período só deve ocorrer quando as necessidades das crianças e das famílias o justifiquem.
As AAAF não são componente letiva nem uma extensão automática das atividades pedagógicas. Abrangem, designadamente, os períodos de entrada e saída, o serviço de almoço, as atividades de animação socioeducativa e os períodos de interrupção letiva, de acordo com a organização aprovada para o jardim de infância.
Na rede pública, a planificação e a organização devem atender às necessidades das crianças e das famílias e ao protocolo de cooperação e às responsabilidades das entidades envolvidas. O educador assegura a supervisão pedagógica — planeamento, acompanhamento e avaliação em articulação com os dinamizadores — mas isso não significa que seja o dinamizador de todas as atividades nem que as AAAF sejam contabilizadas como horas letivas.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
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Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto .
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DGE — FAQ da educação pré-escolar, incluindo as AAAF .
As regras concretas de horário, comparticipação, inscrição e funcionamento devem ser confirmadas no regulamento do agrupamento, na informação dada às famílias e nos protocolos aplicáveis.
Quais as responsabilidades do responsável educativo (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
No regime de ensino individual, o responsável educativo deve assegurar o desenvolvimento do currículo de acordo com o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 70/2021 e com o protocolo de colaboração celebrado com a escola de matrícula. Deve adotar o português como língua de escolarização, salvo a possibilidade de projeto bilingue nos termos legais.
Compete-lhe ainda acompanhar o processo de avaliação das aprendizagens, nas modalidades formativa e sumativa, recolhendo, analisando e registando a informação prevista no protocolo de colaboração. Deve também fornecer ao aluno, ao encarregado de educação e ao professor-tutor informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens.
Esta responsabilidade não elimina a intervenção da escola de matrícula. A escola acompanha e monitoriza o processo através do professor-tutor, com base no portefólio e nas restantes regras do protocolo. No ensino doméstico, o familiar ou a pessoa que habita com o aluno desenvolve o currículo nos termos próprios do artigo 16.º, n.º 3; as tarefas específicas de acompanhamento da avaliação previstas no n.º 4 referem-se expressamente ao ensino individual.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto — artigos 4.º, 7.º, 12.º, 16.º e 18.º, versão consolidada .
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Diário da República — texto original do Decreto-Lei n.º 70/2021 .
A mensagem de email com a senha de acesso à candidatura online foi apagada?IES · Acesso ao Ensino Superior
Sim. Deve utilizar a ferramenta oficial de recuperação da senha da candidatura online e indicar os dados solicitados, incluindo o número do documento de identificação e o endereço de email utilizado no pedido de atribuição da senha.
Por razões de segurança, a DGES indica que só pode ser enviada uma nova senha por dia. Se a nova mensagem não chegar, confirme a caixa de spam e os dados introduzidos. Se continuar sem receber a senha, contacte a escola secundária ou o Gabinete de Acesso ao Ensino Superior (GAES) competente, em vez de apresentar um novo pedido que possa duplicar o anterior.
A senha recuperada é a credencial de acesso ao sistema de candidatura; não deve ser confundida com a chave de ativação da ficha ENES.
Fonte oficial
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DGES — Candidatura online: a mensagem com a senha foi apagada .
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DGES — Recuperar senha da candidatura online .
O procedimento concreto pode ser atualizado pela DGES; em caso de alteração da plataforma, prevalecem as instruções que nela forem apresentadas.
Como é assegurado o acompanhamento das aprendizagens pela escola de matrícula?EduQA · Currículo e Qualificações
A escola de matrícula assegura o acompanhamento e a monitorização através do professor-tutor designado pelo diretor. O professor-tutor aprecia o portefólio do aluno, que reúne as evidências do trabalho e das aprendizagens, e participa na reunião conjunta com o aluno e o encarregado de educação, de acordo com a regularidade fixada no protocolo de colaboração.
O protocolo deve prever as formas de acompanhamento e monitorização, incluindo pelo menos uma sessão presencial na escola de matrícula no final do ano letivo. Depois da discussão do portefólio, o professor-tutor elabora uma apreciação síntese, com eventuais recomendações, que o diretor remete ao encarregado de educação no prazo legal.
A escola de matrícula não substitui o responsável educativo na execução diária do currículo. A sua função é acompanhar, monitorizar e, nos termos legais, assegurar a avaliação e a certificação das aprendizagens.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto — artigos 12.º, 13.º, 16.º e 18.º, versão consolidada .
Quais os critérios para publicação de notícias no boletim dos Clubes Europeus?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As notícias devem estar diretamente relacionadas com as atividades do Clube Europeu e dos seus membros, identificar o(s) autor(es) e explicar concretamente o papel do clube e dos alunos na atividade ou evento descrito. A submissão é feita através da plataforma de notícias indicada pela Direção-Geral da Educação.
A informação enviada é sujeita a validação e seleção editorial pela DGE. Por isso, o envio não garante a publicação. Devem ser respeitadas as indicações da edição em vigor, incluindo os limites de extensão, os requisitos das imagens e as autorizações necessárias quando nelas apareçam pessoas.
A resposta original de “até três notícias por boletim” não deve ser tratada como regra legal permanente: esse limite só pode ser usado se estiver expressamente previsto nas instruções da edição concreta. Para os prazos e regras atualizados, vale a informação publicada pela DGE para a plataforma e para o boletim em causa.
Fonte oficial
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DGE — Indicações para envio de notícias para o Boletim dos Clubes Europeus .
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DGE — Clubes Europeus .
Trata-se de um procedimento e de critérios editoriais da DGE, não de uma regra geral fixada por um decreto-lei.
A quem são divulgadas as listas de colocação?IES · Acesso ao Ensino Superior
Nos regimes especiais de acesso ao ensino superior, as listas de colocação são disponibilizadas, por via eletrónica, a cada instituição de ensino superior com a informação dos candidatos colocados em cada ciclo de estudos nela ministrado.
Esta comunicação institucional não substitui a comunicação do resultado ao candidato. A forma e a data de comunicação dependem do regime de acesso e do calendário anual: a DGES/IES comunica o resultado ao candidato pelo meio previsto para o regime aplicável, e o candidato deve consultar o resultado e cumprir o prazo de matrícula e inscrição.
Não se deve concluir, apenas pela divulgação à instituição, que a matrícula está automaticamente realizada. A colocação e a matrícula são atos diferentes e a matrícula tem de ser efetuada no prazo fixado.
Base legal e fonte oficial
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DGES — FAQ dos regimes especiais .
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio — Regulamento do concurso nacional 2026-2027, artigo 41.º .
- O despacho que fixa o calendário da fase concreta pode estabelecer as datas de disponibilização e matrícula.
Os diplomas e certificados eletrónicos relativos a ofertas de dupla certificação, têm assinatura digital?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. Os diplomas e certificados emitidos em suporte eletrónico nos termos da Portaria n.º 194/2021 são assinados mediante assinatura eletrónica qualificada de representação pelos responsáveis competentes. A entidade emitente pode ainda apor um selo eletrónico qualificado para comprovar a origem e a integridade do documento.
A assinatura eletrónica qualificada não é uma simples imagem da assinatura. É um mecanismo de autenticação previsto na portaria, associado ao documento eletrónico emitido pelo SIGO. O documento pode conter também código alfanumérico e outros elementos que permitam verificar a autenticidade.
A emissão compete, nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, ao órgão de administração e gestão ou ao órgão competente previsto para a oferta. A escola deve conservar e disponibilizar o documento pelos meios oficiais aplicáveis.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — artigo 3.º, n.os 1, 4, 6 e 7 .
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Decreto-Lei n.º 12/2021, de 9 de fevereiro — regime dos documentos eletrónicos e assinatura eletrónica qualificada .
Um aluno pode estar matriculado em ensino doméstico em dois sistemas de ensino ao mesmo tempo (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
Não se deve manter, em simultâneo, uma matrícula ativa em dois sistemas de ensino para cumprir o mesmo percurso escolar. O regime português exige matrícula e renovação de matrícula num estabelecimento de ensino e um protocolo de colaboração com a escola de matrícula; o aluno não pode acumular essa matrícula com outra matrícula concorrente que produza uma duplicação do percurso.
Se a família mudar de sistema educativo ou de país, deve regularizar a matrícula e comunicar a situação à escola de matrícula e às entidades competentes. A escola deve verificar o regime concretamente aplicável, porque uma frequência estrangeira, uma transferência ou uma situação de mobilidade não se resolve automaticamente mantendo duas matrículas ativas.
A resposta depende também da lei do outro país. Para evitar abandono escolar ou duplicação de certificações, devem ser obtidos esclarecimentos junto da escola de matrícula, da DGEstE e, quando exista um sistema estrangeiro envolvido, da entidade educativa competente desse país.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto — artigos 8.º a 12.º, versão consolidada .
O diploma regula o regime português; não substitui a análise da lei estrangeira nem autoriza, por si só, duas matrículas escolares simultâneas.
Com que entidades a RBE trabalha?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) trabalha com agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas e articula-se, conforme o projeto, com autarquias, bibliotecas públicas e municipais, instituições de ensino superior, centros de formação, associações culturais, unidades de investigação e outras entidades públicas ou privadas relevantes para os objetivos da rede.
A entidade parceira concreta depende da iniciativa. Por exemplo, os projetos de redes concelhias podem envolver escolas, autarquias, bibliotecas municipais, centros de formação, universidades, institutos politécnicos, associações culturais e outras instituições. No programa Cientificamente Provável, as parcerias estabelecem-se entre bibliotecas escolares e unidades de investigação ou bibliotecas do ensino superior.
A existência de uma parceria na página da RBE não significa que todas as escolas tenham de trabalhar com todas as entidades. A parceria deve estar ligada ao projeto, aos objetivos da biblioteca e aos procedimentos da iniciativa concreta.
Fonte oficial e enquadramento institucional
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RBE — Parceiros .
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RBE — Quadro Estratégico e competências .
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RBE — Programa Cientificamente Provável .
Os alunos são obrigados a participar em competições no âmbito do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular desenvolvida num regime de liberdade de participação e de escolha. Um aluno não pode ser obrigado, apenas por estar matriculado, a participar numa competição.
A participação pressupõe a inscrição e o cumprimento das regras da atividade ou competição. Devem distinguir-se duas situações: a escolha individual do aluno, que é voluntária, e as obrigações organizativas de um grupo-equipa ou da escola depois de se inscrever numa atividade oficial. Os regulamentos da edição e da modalidade podem estabelecer deveres para o grupo-equipa, os responsáveis e os participantes inscritos, incluindo regras de comparência, segurança e elegibilidade.
Assim, a escola deve informar os alunos e encarregados de educação sobre a atividade, obter as autorizações exigidas e respeitar o regulamento aplicável. Não deve apresentar a competição como obrigação geral para todos os alunos.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro — enquadramento do Desporto Escolar .
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DGE — Desporto Escolar: visão, missão e valores .
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DGE — documentação e regulamentos do Desporto Escolar .
Qual é o prazo para a equipa multidisciplinar concluir o Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?EduQA · Inclusão
O Relatório Técnico-Pedagógico deve ficar concluído no prazo máximo de 30 dias úteis após a apresentação ao diretor da necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, nos termos do artigo 20.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 54/2018.
O prazo do n.º 7 do artigo 21.º é o prazo para concluir o relatório pela equipa multidisciplinar; não deve ser confundido com os prazos de outras fases. O diretor dispõe de três dias úteis para solicitar a elaboração do relatório depois de receber a identificação da necessidade. Concluído o RTP, é submetido à aprovação dos pais ou encarregados de educação no prazo de cinco dias úteis e, obtida essa concordância, o diretor dispõe de 10 dias úteis para o homologar e mobilizar as medidas, nos termos do artigo 22.º.
Se o relatório propuser adaptações curriculares significativas, deve ser acompanhado de um Programa Educativo Individual, que dele faz parte integrante.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — artigos 20.º a 22.º, versão consolidada .
Posso pedir uma versão em papel do meu diploma ou certificado relativo a ofertas de dupla certificação?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. Os diplomas e certificados emitidos em suporte eletrónico podem, a pedido do titular, ser impressos e entregues em folhas de formato A4, nos termos do artigo 3.º, n.º 3, da Portaria n.º 194/2021.
A versão em papel é uma impressão do documento eletrónico oficial; não permite alterar os dados, a classificação ou os elementos de autenticação. A autenticidade deve continuar a ser verificável pelos meios previstos no sistema, designadamente o código de acesso ou outros mecanismos oficiais.
Esta possibilidade de impressão a pedido não deve ser confundida com a emissão excecional em papel prevista no artigo 15.º para situações em que a emissão eletrónica não esteja disponível nos termos aí previstos. O pedido deve ser dirigido à escola ou à entidade que emitiu ou conserva o processo, usando o procedimento administrativo que essa entidade indicar.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — artigos 3.º, n.º 3, e 15.º .
Quem pode participar nos Desafios SeguraNet?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem participar, de acordo com as categorias e regras da edição em vigor, crianças da educação pré-escolar, alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, docentes e pais ou encarregados de educação.
A participação organiza-se através das escolas. As equipas são constituídas segundo a categoria da iniciativa e respondem aos desafios lançados durante a edição. Na educação pré-escolar e no 1.º ciclo, a página oficial indica uma organização própria, normalmente com desafios lançados ao longo do ano; nos 2.º e 3.º ciclos e na categoria de encarregados de educação podem existir periodicidades diferentes.
O número de desafios, prazos, categorias e prémios não deve ser generalizado de uma edição para outra. A escola deve consultar a página e o regulamento da edição concreta antes de efetuar o registo.
Fonte oficial
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — informação da edição e categorias .
A participação é uma iniciativa de cidadania digital; a página oficial não substitui os regulamentos escolares aplicáveis a cada atividade.
Os CPR articulam-se com o currículo?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem articular-se com o currículo e com projetos interdisciplinares da escola, mobilizando programação, robótica educativa, pensamento computacional, resolução de problemas, criatividade e trabalho colaborativo.
Essa articulação deve ser feita pela escola de acordo com o projeto educativo, os documentos curriculares e as atividades concretamente planificadas. Pode envolver diferentes disciplinas e níveis de ensino e usar metodologias práticas, incluindo abordagens STEAM, quando adequadas às aprendizagens pretendidas.
A existência da rede nacional de CPR não significa que todas as escolas sejam obrigadas a criar um clube nem que todas as atividades de um CPR substituam as aulas. O clube é uma resposta/projeto escolar que deve ser organizado e registado nos termos das orientações da DGE e da autonomia da escola.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e autonomia curricular, versão consolidada .
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
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DGE/ERTE — referências sobre programação e robótica educativa .
A execução das sanções disciplinares pode ser suspensa?IGEC · Carreira e Formação
Sim, mas não é uma suspensão automática. Nos termos do artigo 192.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), as sanções de repreensão escrita, multa e suspensão podem ser suspensas quando, atendendo à personalidade do trabalhador, às condições da sua vida, à conduta anterior e posterior e às circunstâncias da infração, se conclua que a simples censura e a ameaça da sanção realizam adequada e suficientemente as finalidades da punição.
O período de suspensão é:
- entre seis meses e um ano para a repreensão escrita e para a multa;
- entre um e dois anos para a sanção de suspensão.
A contagem começa na data da notificação da decisão ao trabalhador. A suspensão caduca se, durante esse período, o trabalhador for novamente condenado em processo disciplinar. O regime não se aplica às sanções de despedimento disciplinar, demissão ou cessação da comissão de serviço, que não estão incluídas nas alíneas abrangidas pelo artigo 192.º, n.º 1.
Base legal
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Lei n.º 35/2014 — LTFP, artigo 192.º, versão consolidada .
O que acontece em caso de empate na votação do júri da PAPEduQA · Currículo e Qualificações
Em caso de empate nas votações do júri da Prova de Aptidão Profissional (PAP), o presidente tem voto de qualidade, nos termos do artigo 33.º, n.º 3, da Portaria n.º 235-A/2018.
O voto de qualidade é usado para resolver o empate da votação do júri. Não permite ao presidente substituir a apreciação dos restantes membros nem dispensar o cumprimento das regras de constituição, funcionamento, fundamentação e registo da avaliação previstas na portaria e no regulamento da PAP da escola.
A portaria aplica-se aos cursos profissionais abrangidos pelo seu âmbito. Se estiver em causa outra oferta formativa com uma prova diferente ou com diploma próprio, deve ser consultado o regime específico dessa oferta.
Base legal
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — artigo 33.º, n.º 3, versão consolidada .
O manual escolar tem de indicar o preço Onde e com que regras?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. O manual escolar e os outros recursos didático-pedagógicos abrangidos pela Lei n.º 47/2006 devem conter, na capa ou na contracapa, uma única indicação do preço de venda ao público. Esse preço tem caráter máximo: a indicação não é apenas informativa e não pode ser substituída por um preço superior ao indicado.
O artigo 24.º estabelece o enquadramento dos preços convencionados e dos preços máximos; o artigo 25.º impõe a indicação única na capa ou contracapa. A violação da obrigação de indicação do preço ou do caráter máximo pode constituir contraordenação, nos termos do artigo 30.º da mesma lei.
A regra refere-se ao preço de venda ao público do manual ou recurso abrangido. Não significa que a escola possa criar um preço diferente para o manual adotado, nem que o preço indicado seja uma autorização para cobrar outros valores aos alunos.
Base legal
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto — artigos 24.º, 25.º e 30.º .
Os LED apoiam o desenvolvimento de competências STEAM?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Laboratórios de Educação Digital (LED) podem proporcionar contextos para desenvolver competências STEAM/CTEM — ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática — através de atividades interdisciplinares, experimentais e orientadas para a resolução de problemas.
Dependendo do LED e do projeto da escola, podem ser usados recursos de programação, robótica educativa, multimédia, modelação, impressão 3D, sensores e outras tecnologias digitais. A tecnologia é um meio pedagógico: a atividade deve estar ligada às aprendizagens e às competências que a escola pretende desenvolver, e não apenas à utilização do equipamento.
O apoio dos LED não impõe uma metodologia única nem garante, por si só, que uma atividade seja STEAM. A planificação, a articulação curricular, a segurança e a supervisão cabem à escola e aos docentes responsáveis.
Enquadramento e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — currículo e desenvolvimento curricular, versão consolidada .
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DGE — Laboratórios de Educação Digital: sobre os LED .
Existe algum tipo de competição no âmbito do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. O Desporto Escolar inclui atividades e competições de vários âmbitos. Consoante a modalidade, o escalão e o regulamento da edição, podem existir encontros ou campeonatos de âmbito local, regional e nacional e, em determinadas situações, participação internacional.
A competição é uma das formas de concretizar o Desporto Escolar, mas não esgota o programa. Existem também atividades regulares e ocasionais de aprendizagem, convívio, formação e promoção da atividade física. A existência, o formato, os escalões, as datas e as condições de apuramento dependem do regulamento anual e do regulamento específico da modalidade.
Os alunos só participam quando estão inscritos e reúnem as condições previstas. A escola deve consultar os regulamentos oficiais da época em causa antes de divulgar uma competição ou assumir compromissos de participação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro — enquadramento do Desporto Escolar .
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DGE — documentação e regulamentos do Desporto Escolar .
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DGE — visão, missão e valores do Desporto Escolar .
O que devo fazer para solicitar a acreditação de uma entidade formadora?EduQA · Carreira e Formação
O pedido é dirigido ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) e segue duas etapas.
1. A entidade deve solicitar a criação/registo da entidade requerente, fornecendo os elementos de identificação e contacto indicados pelo CCPFC. Depois de validado o registo, recebe os dados de acesso à plataforma e-processos.
2. Com esse acesso, deve submeter na plataforma a candidatura à acreditação como entidade formadora, usando o formulário e os documentos adequados à natureza da entidade. O processo deve identificar, entre outros elementos exigidos pelo regulamento aplicável, a entidade, o plano de atividades e projetos de formação e os formadores ou perfis de formadores.
Desde 1 de janeiro de 2011, o CCPFC indica que os processos de entidades formadoras e de ações de formação contínua são enviados obrigatoriamente através da plataforma e-processos. A acreditação não resulta apenas do registo informático: depende da apreciação do CCPFC e do cumprimento do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores e dos regulamentos aplicáveis.
Os documentos concretos variam com o tipo de entidade. Antes de submeter, deve ser consultada a lista de regulamentos e o manual da plataforma do CCPFC; não é seguro aplicar a uma associação, instituição de ensino superior ou outra entidade exatamente a mesma documentação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro — Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores .
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CCPFC — Plataforma e-processos e procedimentos de acreditação .
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CCPFC — processo de candidatura à acreditação de entidades formadoras .
Os alunos com adaptações curriculares significativas realizam exames finais?EduQA · Inclusão
Não realizam provas finais do ensino básico, provas de equivalência à frequência ou exames finais nacionais para efeitos de aprovação e conclusão do ciclo ou nível de ensino quando estão abrangidos pela medida adicional «adaptações curriculares significativas».
A regra consta do Despacho Normativo n.º 3/2026, que estabelece as regras das provas e exames para os anos letivos abrangidos pelo despacho, e é coerente com o regime de educação inclusiva: as adaptações curriculares significativas são uma medida adicional prevista no artigo 10.º, n.º 4, alínea b), do Decreto-Lei n.º 54/2018 e devem constar do relatório técnico-pedagógico e do programa educativo individual quando aplicável.
Isto não significa ausência de avaliação. A avaliação das aprendizagens, a progressão e a certificação devem seguir o relatório técnico-pedagógico, o programa educativo individual e as regras do percurso do aluno. No certificado deve constar a informação curricular relevante prevista no artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 54/2018.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — artigos 10.º, 21.º, 24.º e 30.º, versão consolidada .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 — regras das provas e exames, incluindo os alunos com adaptações curriculares significativas .
Sendo um(a) estudante Internacional a estudar em Portugal, tenho direito ao Programa ERASMUS+?IES · Acesso ao Ensino Superior
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title: "Sendo um(a) estudante Internacional a estudar em Portugal, tenho direito ao Programa ERASMUS+?"
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subcategory: "Erasmus+"
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Sendo um(a) estudante Internacional a estudar em Portugal, tenho direito ao Programa ERASMUS+?
Não existe um direito automático a uma bolsa Erasmus+ apenas por se ser estudante internacional ou por estudar em Portugal. Um estudante de país da União Europeia ou de país terceiro pode ser elegível para mobilidade se estiver regularmente inscrito numa instituição de ensino superior participante, se a instituição tiver as condições aplicáveis ao ensino superior e se cumprir os requisitos da ação e do acordo interinstitucional.
No ensino superior, a candidatura é normalmente apresentada através da própria instituição, que abre o processo de seleção, define os prazos e informa sobre vagas, destinos e critérios. A nacionalidade não substitui esses requisitos e a atribuição de financiamento depende do orçamento e das regras da ação. O estudante deve contactar o gabinete de relações internacionais da instituição portuguesa que frequenta.
Base legal e fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ — mobilidade de estudantes do ensino superior .
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Guia do Programa Erasmus+ — participação e elegibilidade .
O Guia do Programa e as regras da instituição são determinantes para a edição e ação concretas; a resposta não permite confirmar a elegibilidade individual sem esses dados.
Há diferença entre jardim de infância e estabelecimento de educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Há diferença entre jardim de infância e estabelecimento de educação pré-escolar?"
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category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-04"
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https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/5-1997-561219" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Educação pré-escolar"
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Há diferença entre jardim de infância e estabelecimento de educação pré-escolar?
No uso corrente, as expressões referem-se normalmente ao mesmo contexto educativo. Contudo, a designação jurídica usada na legislação é **estabelecimento de educação pré-escolar**: é a instituição que presta a primeira etapa da educação básica, destinada a crianças dos 3 anos até à entrada na escolaridade obrigatória.
“Jardim de infância” é a designação comum utilizada para identificar esse estabelecimento ou o local onde funciona a educação pré-escolar. A expressão, por si só, não cria uma modalidade educativa diferente nem altera os direitos das crianças, a organização pedagógica ou a tutela aplicável.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar , em especial os artigos 2.º, 3.º e 4.º.
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho , sobre a organização da rede e a expansão da educação pré-escolar.
Assim, para efeitos administrativos e legais, deve ser usada a designação que constar dos documentos oficiais do estabelecimento.
A escola pode decidir não adotar manuais escolares?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "A escola pode decidir não adotar manuais escolares?"
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category: "Currículo e Qualificações"
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subcategory: "Manuais escolares"
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A escola pode decidir não adotar manuais escolares?
Pode haver decisão de não adoção, mas não se trata de uma escolha informal ou de uma dispensa geral sem fundamentação. A adoção é feita pelo órgão competente da escola, no quadro da autonomia pedagógica e das regras do regime de avaliação, certificação e adoção dos manuais escolares.
Quando não seja adotado manual para uma disciplina ou área, a escola deve assegurar os recursos pedagógicos adequados às aprendizagens e registar a decisão nos termos do procedimento aplicável. A decisão deve respeitar o currículo, as aprendizagens essenciais e a igualdade de acesso dos alunos aos materiais necessários. Não pode ser usada para impor às famílias uma aquisição fora das regras legais.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, versão consolidada , designadamente os artigos 11.º, 17.º, 18.º, 24.º e 25.º.
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Lei n.º 47/2006 — texto de publicação .
O procedimento concreto e o momento da decisão devem ser confirmados nas orientações anuais aplicáveis à adoção e no calendário definido pela tutela.
É o CCPFC que me pode informar se um curso de formação especializada é válido para o exercício de um determinado cargo ou função no sistema educativo, como por exemplo para efeitos de concurso de educação especial ou de diretor de escola?AGSE · Carreira e Formação
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title: "É o CCPFC que me pode informar se um curso de formação especializada é válido para o exercício de um determinado cargo ou função no sistema educativo, como por exemplo para efeitos de concurso de educação especial ou de diretor de escola?"
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category: "Carreira e Formação"
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https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/22-2014-570766" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Formação especializada"
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É o CCPFC que me pode informar se um curso de formação especializada é válido para um cargo ou função?
O Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) pode esclarecer a acreditação e o enquadramento de uma ação ou curso no regime da formação contínua, nos termos das suas competências. Isso não significa, por si só, que o CCPFC decida se a formação confere habilitação para um determinado concurso, grupo de recrutamento, cargo de diretor ou outra função.
A validade para esse efeito depende do regime específico do concurso ou da função e da entidade competente para verificar os requisitos. Por exemplo, um aviso de concurso pode exigir uma habilitação profissional, uma formação especializada ou uma qualificação específica com determinada duração e área. A decisão deve ser procurada no aviso, no diploma aplicável e, quando necessário, junto da entidade que conduz o procedimento.
Antes de se inscrever, o interessado deve pedir ao CCPFC informação sobre a acreditação do curso e consultar a DGAE, a DGEstE ou o órgão competente do concurso sobre a relevância dessa formação para o caso concreto. Não é seguro transformar uma acreditação do CCPFC numa garantia automática de elegibilidade.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro — Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores , designadamente as competências do CCPFC.
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CCPFC — informação institucional e procedimentos .
Sem o cargo, o grupo de recrutamento e o curso concretos, não é possível dar uma confirmação individual.
Posso praticar mais do que uma modalidade no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Posso praticar mais do que uma modalidade no Desporto Escolar?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
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https://desportoescolar.dge.mec.pt/modalidades" ;
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subcategory: "Desporto Escolar"
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Posso praticar mais do que uma modalidade no Desporto Escolar?
Em princípio, a participação em mais do que uma modalidade pode ser possível, mas não existe uma autorização geral que permita responder sempre “sim”. A possibilidade depende da oferta do agrupamento, dos horários dos treinos e competições, da inscrição do aluno, dos regulamentos da modalidade e da compatibilidade com as atividades escolares.
Para cada ano letivo devem ser consultados o regulamento geral e o regulamento específico da modalidade. As condições de participação, inscrição, transporte, representação em competições e eventuais limites podem variar. O aluno e o encarregado de educação devem obter confirmação junto do responsável do Desporto Escolar ou da direção antes de assumirem a inscrição em duas modalidades.
Fonte oficial
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Desporto Escolar — modalidades .
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Desporto Escolar — documentação e regulamentos .
Quando a pergunta disser respeito a uma competição ou época concreta, prevalece o regulamento anual e específico divulgado pela Direção-Geral da Educação.
Como apoia a biblioteca escolar o currículo e as aprendizagens?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Como apoia a biblioteca escolar o currículo e as aprendizagens?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-04"
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https://www.rbe.mec.pt/np4/Prioridades.html" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Rede de Bibliotecas Escolares"
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Como apoia a biblioteca escolar o currículo e as aprendizagens?
A biblioteca escolar apoia o currículo como recurso educativo da escola, em articulação com os docentes, as turmas e o projeto educativo. Pode contribuir para o acesso a informação e recursos, a leitura, a literacia da informação e dos media, as competências digitais, a pesquisa, a comunicação e a participação cultural.
O apoio deve ser planeado e articulado com as aprendizagens essenciais e com as necessidades dos alunos. Não substitui o professor nem o currículo: complementa o trabalho desenvolvido nas disciplinas e pode assumir a forma de coensino, projetos, curadoria de recursos, apoio à leitura e atividades de desenvolvimento de competências.
Fonte institucional
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Rede de Bibliotecas Escolares — prioridades .
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Rede de Bibliotecas Escolares — Aprender com a biblioteca escolar .
As formas concretas de colaboração devem constar do plano anual de atividades, do projeto educativo ou da planificação da biblioteca e respeitar a autonomia da escola.
Como contribui o Erasmus+ para a modernização do sistema educativo?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Como contribui o Erasmus+ para a modernização do sistema educativo?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-04"
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https://erasmus-plus.ec.europa.eu/erasmus-programme-guide" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Erasmus+"
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Como contribui o Erasmus+ para a modernização do sistema educativo?
O Erasmus+ contribui através de mobilidade, cooperação entre instituições e projetos de desenvolvimento. As ações podem apoiar a internacionalização, a inovação pedagógica, a transformação digital, a inclusão e diversidade, a sustentabilidade ambiental e a participação democrática, de acordo com as prioridades e objetivos definidos no Programa.
Numa escola, isso pode traduzir-se em mobilidade de alunos e pessoal, formação e observação de práticas, parcerias com outras instituições, partilha de recursos e implementação de um plano de desenvolvimento europeu. O financiamento não é automático: depende da ação, da candidatura, da avaliação e do orçamento disponível.
Fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ , que define prioridades, ações, elegibilidade e regras de financiamento.
Os efeitos concretos devem ser apresentados na candidatura e avaliados pela escola segundo os objetivos aprovados no projeto.
Que documentação deve ser consultada antes da candidatura?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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knowledge_id: "KB0012847"
title: "Que documentação deve ser consultada antes da candidatura?"
repository: "AGSE"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-04"
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https://erasmus-plus.ec.europa.eu/erasmus-programme-guide" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Erasmus+"
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Que documentação deve ser consultada antes da candidatura Erasmus+?
Antes de preparar a candidatura, a escola deve consultar o **Guia do Programa Erasmus+** da edição aplicável, o aviso ou convite da ação, o formulário eletrónico e as instruções técnicas da plataforma. Deve confirmar, pelo menos, quem pode candidatar-se, se a ação é gerida pela Agência Nacional ou pela Agência de Execução Europeia, o prazo, os objetivos, os critérios de elegibilidade, os documentos exigidos e as regras de orçamento.
Também deve verificar se a organização está registada no sistema indicado para a ação, quem tem poderes para assinar, que parceiros e atividades são elegíveis, como são calculados os custos e quais são as obrigações de execução, arquivo de comprovativos, proteção de dados e divulgação.
Não é seguro reutilizar um formulário ou uma lista de documentos de uma edição anterior. A chamada anual e o Guia da edição concreta prevalecem.
Fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ .
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Como candidatar-se ao Erasmus+ .
Se faltar um documento ou existir dúvida sobre a ação, a escola deve contactar a Agência Nacional ou a entidade gestora indicada no aviso antes de submeter a candidatura.
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão devem ser objeto de revisão periódica?EduQA · Inclusão
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knowledge_id: "KB0012727"
title: "As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão devem ser objeto de revisão periódica?"
repository: "EduQA"
category: "Inclusão"
updated_at: "2026-10-04"
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https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/lei/2019-124670205" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão"
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As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão devem ser objeto de revisão periódica?
Devem ser acompanhadas e avaliadas quanto à sua eficácia, mas a lei não estabelece uma única data igual para todas as revisões. A equipa multidisciplinar acompanha e monitoriza a aplicação das medidas, segundo os objetivos, metas, indicadores e procedimentos definidos no relatório técnico-pedagógico (RTP). Se os dados mostrarem que as medidas não respondem às necessidades do aluno, o processo deve ser reavaliado e o RTP pode ter de ser revisto.
O RTP deve identificar as medidas, a forma de operacionalização, os responsáveis e os procedimentos de avaliação da eficácia. A revisão não depende apenas do calendário escolar: pode ser desencadeada pelos resultados da monitorização, pela evolução das necessidades ou por uma mudança relevante no percurso do aluno. O aluno e os pais ou encarregados de educação devem ser envolvidos nos termos do regime.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, versão consolidada , em especial os artigos 12.º, 21.º, 22.º, 25.º e 33.º.
Assim, a resposta correta é “sim, através de acompanhamento e avaliação contínuos”, e não que exista necessariamente uma revisão automática numa data fixa ou apenas no início de cada ano.
Como posso acompanhar a participação do meu educando?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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knowledge_id: "KB0012117"
title: "Como posso acompanhar a participação do meu educando?"
repository: "AGSE"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1028
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https://desportoescolar.dge.mec.pt/documentacao-0" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Desporto Escolar"
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Como posso acompanhar a participação do meu educando no Desporto Escolar?
O encarregado de educação deve começar por contactar o responsável do grupo-equipa, o professor responsável pelo Desporto Escolar ou a direção do agrupamento. Esses responsáveis podem informar sobre a modalidade, treinos, competições, autorizações, deslocações, regras de participação e alterações de calendário.
Nos regulamentos do Desporto Escolar, a participação em atividades e competições depende da autorização escrita do encarregado de educação quando exigida, e os horários e informações relevantes devem ser comunicados pelos canais definidos pela escola. A plataforma usada — por exemplo, uma aplicação, email ou outro meio institucional — depende da organização do agrupamento; não existe uma plataforma nacional única que permita acompanhar todos os grupos.
Fonte oficial
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Desporto Escolar — documentação e regulamentos .
Para obter informação atualizada sobre um aluno concreto, devem ser usados os canais oficiais da escola e não apenas páginas gerais do Desporto Escolar.
Como funciona a remuneração?AGSE · Carreira e Formação
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knowledge_id: "KB0011888"
title: "Como funciona a remuneração?"
repository: "AGSE"
category: "Carreira e Formação"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1029
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https://www.dgae.medu.pt/web/14650/carreira-docente" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Remuneração e Contratação"
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Como funciona a remuneração?
A pergunta, sem indicar a carreira ou o tipo de vínculo, não permite calcular um valor concreto. Para docentes de carreira, a remuneração base resulta do escalão e índice remuneratório da carreira docente. A carreira desenvolve-se do 1.º ao 10.º escalão, nos termos do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e da tabela remuneratória aplicável.
Para docentes contratados, a remuneração é determinada pelas regras do artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 e pela tabela aplicável, podendo o posicionamento remuneratório depender, entre outros requisitos, do tempo de serviço, da avaliação e da formação. Em horários a tempo parcial, a remuneração é calculada proporcionalmente ao período normal de trabalho, nos termos aplicáveis.
A progressão ou mudança de posicionamento não produz necessariamente efeitos no mesmo dia em todas as situações. A DGAE explica as regras e as datas de efeitos remuneratórios nas suas informações de carreira. Para responder a um caso individual são necessários, pelo menos, vínculo, índice/escalão, tempo de serviço, duração do horário e regime aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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DGAE — carreira docente e índices remuneratórios .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — recrutamento e contratos docentes , artigo 44.º e anexos aplicáveis.
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Estatuto da Carreira Docente — Decreto-Lei n.º 139-A/90, versão aplicável , designadamente os artigos 34.º, 37.º e 59.º.
Se a pergunta se referir a outra carreira ou a um suplemento específico, é necessário identificar essa situação antes de responder.
O que é considerado como avaliação externa num curso profissionalEduQA · Currículo e Qualificações
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knowledge_id: "KB0011377"
title: "O que é considerado como avaliação externa num curso profissional"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1030
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https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/portaria/2018-116169730" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Cursos profissionais"
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O que é considerado como avaliação externa num curso profissional?
Nos cursos profissionais, a avaliação externa não é um exame final geral igual para todas as disciplinas. A componente externa está associada à **Prova de Aptidão Profissional (PAP)**, que integra a conclusão do curso e é apresentada e defendida perante um júri, nos termos do regulamento da oferta.
A PAP tem natureza transdisciplinar e deve demonstrar as competências e conhecimentos desenvolvidos pelo aluno. A prova é avaliada por um júri, seguindo as regras de realização, apresentação, defesa, classificação e recurso previstas na legislação e no regulamento da escola.
As classificações dos módulos ou UFCD, da Formação em Contexto de Trabalho e da PAP obedecem aos respetivos critérios e regras de aprovação. Não se deve confundir a PAP com a avaliação interna contínua das disciplinas, módulos ou UFCD.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, versão consolidada , em especial os artigos 28.º, 29.º, 33.º e 34.º.
O plano de estudos e o regulamento da escola podem acrescentar procedimentos organizativos, mas não afastam o regime legal da PAP.
Quando posso saber os resultados da atribuição de bolsas para o Programa ERASMUS+ para o ensino superior?IES · Acesso ao Ensino Superior
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title: "Quando posso saber os resultados da atribuição de bolsas para o Programa ERASMUS+ para o ensino superior?"
repository: "IES"
category: "Acesso ao Ensino Superior"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1031
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https://erasmus-plus.ec.europa.eu/programme-guide/part-b/key-action-1/higher-education-mobility-projects" ;
source: "IES"
subcategory: "Erasmus+"
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Quando posso saber os resultados da atribuição de bolsas Erasmus+ para o ensino superior?
Não existe uma data única de divulgação válida para todas as bolsas Erasmus+ do ensino superior. A seleção e a comunicação dos resultados são feitas pela instituição de ensino superior no âmbito do seu projeto, depois do prazo de candidatura e da aplicação dos critérios definidos.
O estudante deve consultar o aviso da sua instituição, o calendário do concurso e o gabinete de relações internacionais. A comunicação pode incluir lista de selecionados, lista de suplentes, destino, duração, bolsa atribuída e passos seguintes. A aprovação de um projeto Erasmus+ pela Agência Nacional ou pela Comissão Europeia não equivale, por si só, à seleção de cada estudante.
Fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ — mobilidade de estudantes do ensino superior .
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Erasmus+ — estudar no estrangeiro .
Sem identificar a instituição, o concurso e o ano da candidatura, o RADAR não pode indicar uma data concreta sem risco de induzir em erro.
O que é a iniciativa Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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subcategory: "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"
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O que é a iniciativa Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência?
É uma iniciativa nacional de promoção de escolas seguras, inclusivas e livres de violência, que apoia a prevenção e a intervenção perante bullying, ciberbullying e outras formas de violência em contexto escolar. A escola deve desenvolver uma abordagem de prevenção, sensibilização, participação e acompanhamento, integrada nos seus instrumentos e práticas de promoção do bem-estar e da convivência escolar.
A iniciativa inclui informação, recursos e, em determinados períodos, processos de candidatura ou reconhecimento/certificação para escolas. A certificação, quando aberta, depende do aviso e dos critérios divulgados pela Direção-Geral da Educação; não resulta automaticamente do simples facto de a escola desenvolver uma atividade sobre bullying.
Fonte oficial
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Direção-Geral da Educação — informações às escolas , onde são divulgados os avisos da iniciativa.
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Direção-Geral da Educação — Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência .
As escolas devem consultar o aviso do ano concreto e os recursos oficiais antes de afirmar que estão certificadas ou que cumprem todos os requisitos.
Qual é a classificação mínima para aprovação nas disciplinas, UC, UFCD, FCT e PAP?EduQA · Currículo e Qualificações
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subcategory: "Cursos profissionais"
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Qual é a classificação mínima para aprovação nas disciplinas, UC, UFCD, FCT e PAP?
Nos cursos profissionais, a regra geral de aprovação é a classificação mínima de **10 valores**, numa escala de 0 a 20, nas unidades de formação ou módulos que integram a componente de formação, bem como na Formação em Contexto de Trabalho (FCT) e na Prova de Aptidão Profissional (PAP), quando estas componentes existam.
A classificação final de cada componente e do curso é calculada de acordo com as fórmulas e regras da oferta e da portaria aplicável. “UC” pode ter significados diferentes consoante a oferta; por isso, a resposta deve ser confirmada no plano de estudos e no diploma que regula o curso. Uma classificação inferior a 10 não corresponde a aprovação nessa componente, embora possam existir mecanismos de recuperação ou conclusão previstos no regulamento.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, versão consolidada , em especial o artigo 34.º.
Os critérios de avaliação aprovados pela escola devem ser consultados para conhecer recuperação, melhoria, assiduidade e cálculo da classificação final.
O que é o Plano de Ação (PA) no TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
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category: "Administração e Gestão Escolar"
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subcategory: "TEIP4"
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O que é o Plano de Ação (PA) no TEIP4?
No TEIP4, o Plano de Ação é o instrumento que concretiza a intervenção do agrupamento ou escola não agrupada para responder aos problemas e prioridades identificados no seu contexto. Deve definir objetivos, metas, ações, responsáveis, recursos e indicadores de acompanhamento, articulando a intervenção com o projeto educativo e com os eixos do programa.
O plano deve ter um horizonte de três anos e ser acompanhado e avaliado, permitindo ajustar as ações com base na execução e nos resultados. Não é apenas uma lista de atividades: deve explicar que problema se pretende resolver, como será medida a evolução e de que modo participam os parceiros e a comunidade.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 7798/2023, de 27 de julho — TEIP4 , designadamente o artigo 6.º.
O conteúdo final do PA deve respeitar o aviso, as orientações da tutela e os instrumentos de planeamento da escola vigentes no período da candidatura.
Por quanto tempo pode ser suspenso preventivamente um trabalhador?IGEC · Carreira e Formação
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category: "Carreira e Formação"
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subcategory: "Procedimento disciplinar"
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Por quanto tempo pode ser suspenso preventivamente um trabalhador?
A suspensão preventiva em processo disciplinar tem caráter cautelar e não é uma sanção disciplinar. No regime geral da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), pode durar até **90 dias**, se a presença do trabalhador se mostrar inconveniente para o serviço ou para o apuramento da verdade, sem perda da remuneração base.
O prazo não deve ser confundido com a duração da pena de suspensão que possa vir a ser aplicada no final do processo. A suspensão preventiva deve ser fundamentada, comunicada ao trabalhador e acompanhada da indicação, ainda que genérica, da infração imputada. Em situações sujeitas a regime especial, como certos processos relativos a docentes ou membros de órgãos de administração e gestão, é necessário articular a LTFP com o Estatuto da Carreira Docente e com as competências legalmente definidas.
Base legal e fonte oficial
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, versão consolidada , artigo 211.º.
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Estatuto da Carreira Docente — Decreto-Lei n.º 139-A/90 , artigo 115.º, nas regras especiais aplicáveis ao processo disciplinar docente.
Para determinar a duração efetiva num caso concreto é necessário consultar o despacho de suspensão, o processo e o regime funcional do trabalhador.
Onde posso obter ajuda para preencher a minha candidatura ao Programa ERASMUS+?IES · Acesso ao Ensino Superior
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source: "IES"
subcategory: "Erasmus+"
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Onde posso obter ajuda para preencher a candidatura ao Programa ERASMUS+?
A ajuda deve ser pedida primeiro à entidade que gere a ação. Para uma candidatura de uma escola ou instituição de ensino superior, o gabinete ou coordenador Erasmus+ da própria instituição deve esclarecer elegibilidade, formulário, parceiros, documentos, prazos e validação interna. Nas ações descentralizadas, a Agência Nacional indicada para o setor também presta informação; nas ações centralizadas, devem ser seguidas as instruções da Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura.
O Guia do Programa e o formulário eletrónico explicam os campos obrigatórios, mas não substituem a verificação dos dados pela instituição. O estudante não deve entregar credenciais a terceiros nem pagar a alguém para submeter uma candidatura em seu nome.
Fonte oficial
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Erasmus+ — como candidatar-se .
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Guia do Programa Erasmus+ .
O contacto certo e o prazo dependem da ação e do país; sem esses dados não é possível indicar um balcão único.
Em que consiste o PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Em que consiste o PEBI?"
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category: "Currículo e Qualificações"
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source: "EduQA"
subcategory: "Programas bilingues"
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Em que consiste o PEBI?
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI/Bilingual Schools Programme) é uma iniciativa da Direção-Geral da Educação, em parceria com o British Council Portugal e com acompanhamento da DGEstE. Abrange a educação pré-escolar e os 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, de acordo com a candidatura e a implementação aprovadas para cada estabelecimento.
Na educação pré-escolar, o programa promove uma sensibilização natural e lúdica à língua inglesa, integrada nas rotinas e nas áreas de conteúdo, respeitando as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. No ensino básico, desenvolve progressivamente a língua inglesa e a aprendizagem integrada de conteúdos e língua (CLIL), com articulação curricular e continuidade entre ciclos.
O PEBI não é uma alteração geral do currículo aplicável a todas as escolas. A entrada depende de candidatura e dos critérios definidos no edital da edição; as percentagens, horas de referência, níveis abrangidos e documentos operacionais devem ser confirmados na página e no edital atualizados pela DGE.
Fonte oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês .
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DGE — candidatura PEBI 2025/2026 .
Assim, a escola deve consultar a edição concreta antes de apresentar o programa como oferta própria ou de afirmar horários fixos.
Qual é a legislação que regula a Avaliação Interna?EduQA · Currículo e Qualificações
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category: "Currículo e Qualificações"
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https://diariodarepublica.pt/dr/legislacao-consolidada/decreto-lei/2018-115645941-115654583" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Avaliação das aprendizagens"
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Qual é a legislação que regula a Avaliação Interna?
A avaliação interna das aprendizagens integra o processo de ensino e aprendizagem e é realizada pela escola e pelos docentes, de acordo com os referenciais curriculares e os critérios aprovados pelos órgãos competentes. Tem uma dimensão formativa e sumativa, devendo produzir informação útil para melhorar as aprendizagens e apoiar decisões pedagógicas.
O enquadramento geral resulta do Decreto-Lei n.º 55/2018, na redação atual. Para os cursos científico-humanísticos do ensino secundário, a Portaria n.º 226-A/2018 regula a organização, o funcionamento e a avaliação, incluindo os princípios da avaliação interna. Outras ofertas educativas podem ter portarias próprias, pelo que a resposta deve identificar o nível e o curso.
A avaliação interna não se confunde com a avaliação externa: esta inclui, conforme a oferta, provas de monitorização, provas finais, exames nacionais ou outras provas previstas na lei.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, versão aplicável , designadamente o regime geral da avaliação.
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto , designadamente o artigo 22.º.
Os critérios de avaliação aprovados pela escola concretizam estes princípios para cada disciplina, ano e oferta formativa.
Um cidadão da Suíça ou do Reino Unido pode candidatar-se como estudante nacional?IES · Acesso ao Ensino Superior
Não é possível responder simplesmente «sim» com base apenas na nacionalidade. Para o acesso ao ensino superior português, o regime geral abrange os cidadãos portugueses e os nacionais de um Estado-Membro da União Europeia ou de um Estado Parte no Acordo sobre o Espaço Económico Europeu. A nacionalidade suíça ou britânica, por si só, não aparece nessa regra geral.
Um cidadão suíço ou britânico pode, contudo, não ser tratado como estudante internacional se demonstrar uma das situações previstas no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 36/2014, na redação atual: por exemplo, ser familiar de cidadão abrangido, residir legalmente em Portugal há mais de dois anos nas condições legais, beneficiar de estatuto de igualdade de direitos e deveres ou entrar por um regime especial. Também existem regras próprias para mobilidade e acordos internacionais.
Assim, a resposta depende da data de referência, da residência, do título jurídico invocado e do tipo de candidatura. A instituição de ensino superior deve confirmar os documentos e o regime de acesso aplicável; não se deve concluir que a pessoa é estudante nacional apenas por ser suíça ou britânica.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, na redação consolidada , artigo 3.º.
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DGES — Condições de acesso e ingresso no ensino superior .
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Decreto-Lei n.º 20/2025, de 18 de março , que alterou o regime do estudante internacional.
Sem estes elementos individuais, o RADAR deve explicar as regras e pedir a confirmação da situação concreta, não afirmar automaticamente que existe candidatura como estudante nacional.
Qual é o papel do professor-coordenador ADP?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, o professor ou técnico designado pela unidade orgânica é o coordenador ADP. Trata-se de uma função específica do programa, definida no regulamento da edição, e não de um cargo geral criado pelo Estatuto da Carreira Docente.
Compete ao coordenador:
- coordenar os voluntários formadores e prepará-los com os conteúdos disponibilizados às escolas;
- acompanhar os alunos voluntários durante as sessões;
- articular com as famílias;
- assegurar o registo da assiduidade dos formandos, o arquivo das folhas de presença e a resposta ao questionário final de avaliação da execução da formação.
A escola deve também divulgar as sessões, constituir as turmas, organizar os horários e assegurar as condições logísticas previstas no regulamento. Os materiais da formação são disponibilizados pelo EduQA e os materiais de comunicação e kits previstos na edição são enviados ao coordenador indicado na candidatura pela E-REDES, dentro dos limites regulamentares.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição 2026 , pontos 4, 6, 8 e 12.
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
As tarefas concretas devem ser confirmadas na edição em causa, porque o regulamento, os prazos e os materiais podem mudar.
Como é atualizado o estado da colocação \"Pendente de Validação\" no pedido de acumulação de funções?AGSE · Carreira e Formação
Como é atualizado o estado da colocação "Pendente de Validação" no pedido de acumulação de funções?
No SIGRHE, o estado «Pendente de Validação» significa que, pelas colocações ativas, o candidato entrou numa situação que exige pedido de acumulação de funções. Não significa que a acumulação já esteja autorizada.
O candidato deve submeter o pedido antes de iniciar a atividade a acumular, em SIGRHE → Situação Profissional → Acumulação de Funções → Pedido — Requerente → Novo. O pedido é analisado pela entidade competente. Depois da decisão e da respetiva notificação:
- se for deferido, a colocação passa a «Válido»;
- se for indeferido, passa a «Não autorizado».
A tramitação eletrónica não substitui a autorização prévia nem dispensa a verificação dos limites de horário e das incompatibilidades. Para docentes, a acumulação tem fundamento no artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente, nos artigos 21.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas e na Portaria n.º 814/2005, na redação atual. A DGAE indica, em regra, o limite máximo de seis horas semanais em acumulação, sem prejuízo de regimes especiais e da situação concreta.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Acumulação de funções .
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
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Lei n.º 35/2014 — LTFP, artigos 21.º a 23.º .
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Portaria n.º 814/2005, alterada pela Portaria n.º 188-G/2024 .
O estado só deve ser considerado regularizado depois da decisão registada no SIGRHE; um pedido apenas guardado ou submetido não equivale a deferimento.
Quais são os principais temas trabalhados nos Desafios SeguraNet?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Desafios SeguraNet trabalham a cidadania digital e a utilização crítica, segura, responsável e equilibrada da Internet e das tecnologias. Conforme a edição, podem abranger, entre outros:
- ciberbullying e prevenção da violência online;
- desinformação e notícias falsas;
- proteção de dados pessoais e privacidade;
- direitos de autor;
- discurso de ódio e respeito pela diversidade;
- sexting e outros riscos associados à exposição online;
- bem-estar digital, utilização saudável da tecnologia e inteligência artificial.
A lista não é fechada nem igual em todas as edições. Os temas, destinatários, calendário e regras concretas devem ser consultados no regulamento e nos desafios publicados para o ano letivo respetivo. A iniciativa envolve escolas, alunos, docentes e, em determinadas categorias, pais e encarregados de educação.
Fonte oficial
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — O que fazemos .
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DGE — Informações às escolas .
A referência a estes temas descreve a finalidade e o conteúdo institucional da iniciativa; não substitui o regulamento da edição concreta.
As Aprendizagens Essenciais (AE) são \"os mínimos\" para a aprovação?EduQA · Currículo e Qualificações
As Aprendizagens Essenciais (AE) são "os mínimos" para a aprovação?
Não. As Aprendizagens Essenciais não são uma tabela de «mínimos» que, isoladamente, determine a aprovação de cada aluno.
O Decreto-Lei n.º 55/2018 define as AE como o conjunto comum de conhecimentos, capacidades e atitudes a desenvolver obrigatoriamente, constituindo as orientações curriculares de base para planificar, realizar e avaliar o ensino e a aprendizagem. A DGE explica que são o denominador curricular comum e a base de referência para todos os alunos, mas não esgotam tudo o que um aluno pode aprender.
A aprovação ou transição resulta do regime de avaliação aplicável à oferta e ao ano de escolaridade, da avaliação interna e, quando exista, da avaliação externa. Não se pode concluir automaticamente que «atingir as AE» produz aprovação, nem que o que fica além das AE seja irrelevante. A escola deve aplicar os critérios e procedimentos previstos na legislação e nos seus instrumentos de avaliação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , em especial os artigos 3.º, 4.º, 17.º e 24.º.
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DGE — Aprendizagens Essenciais .
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DGE — Currículo Nacional .
As AE são referência curricular obrigatória nos termos legais, mas a resposta a um caso de aprovação exige identificar o nível, a oferta educativa e o regime de avaliação aplicável.
Como se processa a avaliação interna e externa dos alunos de PLNM recém-chegados ao sistema educativo e que se encontrem inseridos no nível zero ou no nível de proficiência linguística de Iniciação (A1, A2)?EduQA · Currículo e Qualificações
A escola começa por conhecer o percurso do aluno e por fazer o posicionamento linguístico adequado, usando os documentos e testes de posicionamento disponibilizados pela DGE. Os alunos de PLNM são organizados por nível de proficiência, e não simplesmente pelo ano de escolaridade, com adequação do ensino e da avaliação à idade e ao percurso do aluno.
Na avaliação interna, os alunos de nível zero devem beneficiar de adequações no processo de avaliação. A DGE recomenda critérios específicos, recolha diversificada de informação, mais tempo, faseamento, feedback, portefólio e, quando necessário, instrumentos com linguagem simplificada ou bilingue. Durante o período em que o aluno é integrado, a informação pode ser expressa descritivamente, nos termos das orientações da DGE; isso não elimina a apreciação do progresso nas diferentes áreas curriculares.
Na avaliação externa, aplicam-se as regras do regulamento em vigor para as provas e exames. Para 2025/2026 a 2027/2028, o Despacho Normativo n.º 3/2026 prevê que a decisão de realizar ou não as provas ModA por alunos de nível zero ou A1 compete ao diretor, mediante parecer do conselho pedagógico. Os alunos A2 e B1 realizam a prova ModA correspondente de PLNM em substituição da prova ModA de Português. Em anos terminais, devem ainda ser verificadas as regras específicas das provas finais, exames e provas de equivalência, bem como o calendário anual.
No ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 define a disciplina de PLNM e os níveis de iniciação A1/A2 e intermédio B1/B2. A escola deve conjugar esse regime com o Decreto-Lei n.º 55/2018, o Decreto-Lei n.º 54/2018 e as orientações da DGE. A decisão concreta depende do nível, ano, oferta educativa, medidas de suporte e prova prevista para o ano letivo.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 3/2026 , aplicável aos anos letivos de 2025/2026 a 2027/2028.
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Portaria n.º 223-A/2018, versão consolidada , designadamente as regras de PLNM no ensino básico.
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Portaria n.º 86/2025/1 , sobre PLNM no ensino secundário.
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DGE — Guia Nível Zero e Testes de Posicionamento .
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DGE — Como avaliar o desempenho curricular no Nível Zero .
As datas concretas das provas e os procedimentos de inscrição devem ser confirmados no calendário anual e na escola de matrícula.
A E-REDES disponibiliza materiais de divulgação ou apoio?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, sim. O regulamento prevê que a E-REDES disponibilize material de comunicação e divulgação e folhetos digitais para a inscrição dos formandos. Prevê também kits de apoio aos formadores voluntários, até ao limite de dois por turma e dentro do limite global de 280 turmas.
Esses materiais são enviados ao professor ou técnico coordenador ADP indicado na candidatura. A plataforma de apoio do EduQA disponibiliza os materiais dos cursos, certificados digitais e modelo de folhas de presença. O apoio e os materiais dependem da edição, das condições do regulamento e dos limites aí previstos; não devem ser apresentados como um direito permanente para todas as edições.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição 2026 , ponto 8.
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
Para saber se ainda estão disponíveis materiais numa candidatura concreta, a escola deve confirmar a edição e contactar o apoio indicado no regulamento.
Qual o órgão com competência para acreditar a formação contínua e a formação especializada para docentes?EduQA · Carreira e Formação
A resposta depende do que se pretende acreditar.
No regime da formação contínua, o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) é o órgão competente para a acreditação das ações de formação e dos formadores, nos termos do regime jurídico aplicável. A acreditação não significa que qualquer curso frequentado seja automaticamente relevante para progressão: é necessário verificar a entidade, a modalidade, a área e o grupo de recrutamento aplicáveis.
Na formação especializada para docentes, a instituição de ensino superior ministra o curso, mas a relevância da formação para os efeitos previstos na carreira ou para determinado grupo depende do regime próprio e da acreditação/reconhecimento exigidos. Para os cursos de formação especializada previstos no Decreto-Lei n.º 95/97, a acreditação pelo CCPFC e o enquadramento nas áreas e domínios aplicáveis são elementos essenciais quando a lei os exige.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual , em especial os artigos 6.º, 8.º, 9.º, 10.º e 14.º.
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Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril , sobre formação especializada.
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DGAE — Formação contínua .
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CCPFC — legislação e documentação .
A resposta concreta deve indicar o curso, a entidade formadora, a área/domínio e o efeito jurídico pretendido; sem esses elementos não é seguro afirmar que uma formação é válida para um concurso ou progressão.
Que provas têm de ser realizadas pelos alunos em ensino individual para conclusão de ciclo/nível de ensino?EduQA · Currículo e Qualificações
O aluno em ensino individual realiza as provas na escola de matrícula, nos prazos e condições definidos na regulamentação anual.
- No ensino básico, realiza provas de equivalência à frequência nos anos terminais de cada ciclo.
- No ensino secundário, realiza provas de equivalência à frequência nos anos terminais das disciplinas, para efeitos de aprovação e conclusão.
- Quando exista, para a disciplina ou ciclo, prova final do ensino básico ou exame final nacional, essa prova ou exame substitui a prova de equivalência à frequência.
- As adaptações decorrentes de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão devem ser asseguradas quando legalmente aplicáveis.
O regime não permite fixar aqui uma lista de disciplinas ou datas sem saber o ciclo, a oferta educativa e o ano letivo. Para 2025/2026 a 2027/2028, devem ser consultados o Despacho Normativo n.º 3/2026, o calendário anual e a escola de matrícula. No ensino individual, o responsável educativo e os docentes acompanham as aprendizagens, mas a certificação é realizada pela escola de matrícula.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, versão consolidada , regime do ensino individual e doméstico.
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Despacho Normativo n.º 3/2026 , regulamento das provas e exames de 2025/2026 a 2027/2028.
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Portaria n.º 223-A/2018 , ofertas educativas do ensino básico.
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Portaria n.º 226-A/2018 , cursos científico-humanísticos do ensino secundário.
A resposta exata depende da prova prevista para o ano concreto e deve ser confirmada no calendário anual publicado para esse ano.
Os CPR podem articular-se com DAC e projetos interdisciplinares?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, podem. Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem ser integrados no projeto educativo, no planeamento curricular e em projetos interdisciplinares da escola, incluindo atividades articuladas com os Domínios de Autonomia Curricular (DAC).
Essa articulação não é automática nem transforma o CPR numa disciplina autónoma. A escola deve definir o projeto, os objetivos, a participação dos alunos, a articulação entre docentes, os recursos e a forma de acompanhar e avaliar as aprendizagens. Os DAC devem partir das matrizes curriculares e dos documentos curriculares, com possibilidade de trabalho interdisciplinar e contextualizado.
A programação e a robótica podem mobilizar conhecimentos e competências de várias áreas e contribuir para as Aprendizagens Essenciais e para o Perfil dos Alunos, mas a existência de um CPR não dispensa as decisões dos órgãos e estruturas competentes da escola.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , artigos 3.º, alínea e), 18.º e 21.º.
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
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DGE/ERTE — Concurso dos Clubes de Programação e Robótica .
A qualificação de um projeto como CPR, o apoio financeiro e os critérios de participação dependem do regulamento ou concurso da edição concreta.
Como se operacionaliza o PEBI na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é um programa específico da DGE, desenvolvido em parceria com o British Council. Não é uma regra geral que imponha a todas as escolas um horário bilingue.
Na educação pré-escolar, a operacionalização consiste na sensibilização para a aprendizagem do Inglês integrada de forma natural nas rotinas do jardim de infância, com abordagem lúdica e informal e articulada com as áreas de conteúdo das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. A página oficial do PEBI indica como referência mínima desejável 5 a 7 horas semanais, distribuídas diariamente, dentro da componente curricular da educação pré-escolar. Essa referência é do programa e não deve ser apresentada como uma carga horária legal universal.
A implementação depende da candidatura/integração da unidade orgânica no PEBI, das orientações da edição e do planeamento pedagógico da escola. A percentagem de 20% referida para a iniciação do programa deve ser lida no enquadramento específico do PEBI, não como uma alteração geral da matriz da educação pré-escolar.
Fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês .
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DGE — Documento enquadrador do PEBI .
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DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
A escola deve confirmar a edição, o protocolo e as orientações operacionais aplicáveis antes de fixar horários ou prometer uma oferta bilingue.
Existem custos anuais associados à utilização de soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Podem existir custos associados à utilização de uma solução cloud, mas não há um valor anual único fixado pela legislação para todas as escolas. O preço depende, entre outros fatores, do fornecedor, do número de utilizadores, do armazenamento, do suporte, das cópias de segurança, do nível de serviço contratado, da localização dos dados e das condições de saída do serviço.
Antes de contratar, a escola ou a entidade competente deve definir as necessidades, estimar o custo total durante o período contratual, confirmar a disponibilidade orçamental, avaliar a segurança e a proteção de dados e escolher o procedimento de contratação pública aplicável. A aquisição de uma solução cloud por uma entidade pública fica sujeita ao Código dos Contratos Públicos e às regras orçamentais aplicáveis; não decorre da lei um preço anual automático.
Assim, para saber o custo de uma solução concreta é necessário consultar a proposta ou o contrato e verificar a modalidade de cobrança, os serviços incluídos, os limites de utilização e os encargos adicionais. Se esses elementos não forem conhecidos, o RADAR não deve inventar um valor.
Base legal e fontes oficiais
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Código dos Contratos Públicos — Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, versão consolidada .
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Análise de alterações ao Código dos Contratos Públicos .
O Decreto-Lei n.º 177/2026 introduz alterações ao CCP com produção de efeitos a partir de 1 de outubro de 2026. O procedimento concreto deve ser confirmado à data da contratação.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5afa78ae87394f50a19564273cbb35ec.md
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id: "5afa78ae87394f50a19564273cbb35ec"
knowledge_id: "KB0010942"
title: "As atividades de animação e de apoio à família são componente letiva na educação pré-escolar?"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1051
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5afa78ae87394f50a19564273cbb35ec" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Educação pré-escolar"
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As atividades de animação e de apoio à família são componente letiva na educação pré-escolar?
Não. As atividades de animação e de apoio à família (AAAF) não se confundem com o período educativo da educação pré-escolar nem com a componente letiva do educador. Destinam-se a assegurar o acompanhamento das crianças antes e depois do período diário de atividades educativas, durante o almoço e o repouso e nos períodos de interrupção das atividades educativas e letivas.
A oferta das AAAF é obrigatória nos termos da regulamentação aplicável, mas a sua organização e o seu funcionamento devem ser articulados pela entidade responsável com o agrupamento ou a escola não agrupada. A supervisão pedagógica e o acompanhamento da execução das AAAF são da responsabilidade dos educadores de infância, no âmbito da componente não letiva de estabelecimento, nos termos da portaria.
Consequentemente, não se deve lançar o tempo das AAAF como se fosse automaticamente tempo letivo do grupo. É necessário distinguir o horário das atividades educativas da educação pré-escolar do período de animação e apoio à família e aplicar a organização prevista para o estabelecimento.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto, artigos 3.º e 4.º .
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5b1789e7c3710b1074bc59aeb001315f.md
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id: "5b1789e7c3710b1074bc59aeb001315f"
knowledge_id: "KB0012910"
title: "Quando é que o Documento Único de Cobrança (DUC) corrigido fica disponível em GesEdu?"
repository: "AGSE"
category: "Sistemas Digitais e Plataformas"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1052
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5b1789e7c3710b1074bc59aeb001315f" ;
source: "AGSE"
subcategory: "GesEdu"
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Quando é que o Documento Único de Cobrança (DUC) corrigido fica disponível em GesEdu?
Não existe, na informação pública consultada, um prazo legal geral, expresso em número de dias, que determine quando todos os DUC corrigidos passam a estar disponíveis no GesEdu.
O DUC corrigido fica disponível depois de a situação que originou a correção ser regularizada e validada pelo responsável ou conferente competente no circuito administrativo. A disponibilização depende, portanto, do estado concreto do processo na plataforma e não apenas da data em que foi pedida a correção.
Se o DUC não aparecer, a entidade deve verificar no GesEdu se a situação já foi regularizada, confirmar se existem pendências e contactar o responsável pelo processo ou o serviço competente, indicando o identificador do pedido e guardando o comprovativo da comunicação. Sem esses dados, o RADAR não deve indicar um número de dias nem garantir uma data.
Fonte oficial
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GesEdu — plataforma de gestão e serviços do IGeFE .
Esta resposta descreve o fluxo administrativo da plataforma. O prazo concreto, quando exista para uma medida ou procedimento específico, deve ser consultado no aviso, instrução ou comunicação oficial desse procedimento.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5b27b02687394f50a19564273cbb35bf.md
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id: "5b27b02687394f50a19564273cbb35bf"
knowledge_id: "KB0010889"
title: "Quais são as dimensões da Educação para a Cidadania?"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1053
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5b27b02687394f50a19564273cbb35bf" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Cidadania e Desenvolvimento"
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Quais são as dimensões da Educação para a Cidadania?
Na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC), aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, a Educação para a Cidadania organiza-se em oito dimensões:
- Direitos Humanos;
- Democracia e Instituições Políticas;
- Desenvolvimento Sustentável;
- Literacia Financeira e Empreendedorismo;
- Saúde;
- Risco e Segurança Rodoviária;
- Media;
- Pluralismo e Diversidade Cultural.
As quatro primeiras dimensões integram o primeiro grupo e devem ser trabalhadas ao longo dos anos de escolaridade. As quatro últimas integram o segundo grupo e devem ser trabalhadas pelo menos uma vez em cada período definido na estratégia da escola: 1.º ciclo; 2.º e 3.º ciclos; e ensino secundário. A concretização deve constar da estratégia de educação para a cidadania da escola, respeitando o currículo e o contexto dos alunos.
Base legal e fonte oficial
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 .
-
Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , designadamente o artigo 15.º.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5b2b7d6a87758f50a19564273cbb35e1.md
---
id: "5b2b7d6a87758f50a19564273cbb35e1"
knowledge_id: "KB0011975"
title: "Quando é necessária a atualização da Carta Educativa Municipal?"
repository: "AGSE"
category: "Administração e Gestão Escolar"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1054
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5b2b7d6a87758f50a19564273cbb35e1" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Carta Educativa"
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Quando é necessária a atualização da Carta Educativa Municipal?
A Carta Educativa deve ser revista quando ocorram alterações relevantes que afetem a organização da rede educativa, designadamente alterações significativas da rede, como a criação, o encerramento ou a alteração relevante de estabelecimentos, ou quando a rede existente deixe de responder aos princípios, objetivos e parâmetros técnicos previstos na lei.
O Decreto-Lei n.º 21/2019 determina ainda que a revisão é obrigatória, pelo menos, de 10 em 10 anos. A revisão pode também ser necessária quando uma alteração relevante da procura, da população escolar ou da oferta educativa exigir a reavaliação da rede; uma pequena alteração demográfica, isoladamente, não significa automaticamente que tenha de ser aprovada uma nova Carta Educativa.
O procedimento segue as regras de elaboração e aprovação da Carta Educativa: a câmara municipal promove a elaboração ou revisão, o conselho municipal de educação emite parecer e a assembleia municipal aprova. A pronúncia da administração educativa é realizada nos termos previstos no regime jurídico aplicável. Não resulta do artigo 15.º uma aprovação pela AGSE como regra autónoma.
Base legal
-
Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, artigos 14.º e 15.º .
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5b3d48ebc3b5c71074bc59aeb00131f0.md
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id: "5b3d48ebc3b5c71074bc59aeb00131f0"
knowledge_id: "KB0012662"
title: "Quando é submetida a candidatura?"
repository: "IES"
category: "Acesso ao Ensino Superior"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1055
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5b3d48ebc3b5c71074bc59aeb00131f0" ;
source: "IES"
subcategory: "Candidaturas"
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Quando é submetida a candidatura?
A pergunta, por si só, não identifica a candidatura a que se refere. Não é possível indicar uma data com segurança sem saber qual é o procedimento, o ano, a entidade promotora, o ciclo ou curso e a plataforma aplicável.
O prazo de submissão é o que estiver fixado no aviso de abertura, no regulamento ou no calendário oficial do procedimento concreto. A candidatura deve ser apresentada na plataforma e dentro do intervalo indicado nesse documento. Se o aviso, o concurso ou a medida não forem indicados, o RADAR deve pedir esse contexto ou informar que não dispõe de elementos suficientes, em vez de inventar uma data.
Fonte normativa aplicável
- Aviso de abertura, regulamento ou calendário oficial do procedimento concreto.
Não existe uma data universal de submissão válida para todas as candidaturas.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5b7bef13c379871074bc59aeb0013131.md
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id: "5b7bef13c379871074bc59aeb0013131"
knowledge_id: "KB0012153"
title: "A inscrição e participação no Desporto Escolar tem custos?"
repository: "AGSE"
category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1056
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5b7bef13c379871074bc59aeb0013131" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Desporto Escolar"
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A inscrição e participação no Desporto Escolar tem custos?
Não existe uma taxa legal geral que permita afirmar, para todos os anos, escolas, modalidades e atividades, que todos os encargos são sempre gratuitos ou que nunca existe qualquer despesa. A inscrição e a participação integram o programa escolar de Desporto Escolar, mas podem existir encargos acessórios relacionados, por exemplo, com deslocações, equipamento específico, seguros ou participação em determinadas atividades, de acordo com a modalidade, o evento, a organização da escola e as regras aplicáveis.
Antes de cobrar qualquer valor, a escola deve indicar claramente a finalidade, o responsável, o montante e o fundamento da despesa e verificar o regulamento do programa e as regras financeiras aplicáveis. O RADAR não deve afirmar que a participação é sempre gratuita sem conhecer a atividade concreta e as regras em vigor no respetivo ano letivo.
Fontes oficiais
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Desporto Escolar — Direção-Geral da Educação .
-
Programa do Desporto Escolar — Direção-Geral da Educação .
Para uma resposta individual é necessário identificar a modalidade, a atividade ou competição e o ano letivo.
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5bcb21e287f18f50a19564273cbb355f.md
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id: "5bcb21e287f18f50a19564273cbb355f"
knowledge_id: "KB0011719"
title: "O que se entende por lugar de origem?"
repository: "AGSE"
category: "Administração e Gestão Escolar"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1057
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5bcb21e287f18f50a19564273cbb355f" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Escolas Portuguesas no Estrangeiro"
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O que se entende por lugar de origem?
No contexto dos procedimentos de recrutamento para a rede de Escolas Portuguesas no Estrangeiro, o lugar de origem corresponde, em regra, ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada (AE/EnA), ou ao quadro de zona pedagógica (QZP), a que o docente estava vinculado antes da colocação no estrangeiro. A identificação concreta depende do tipo de vínculo, do procedimento em causa e do registo de recrutamento do docente.
O lugar de origem não é necessariamente a escola estrangeira onde o docente está colocado nem a escola em que exerce atualmente funções. Para efeitos de um requerimento ou de um procedimento concreto, deve ser consultado o registo de colocação e a norma do aviso aplicável. Se houver dúvidas sobre a situação individual, o RADAR deve pedir os dados do procedimento, em vez de afirmar um AE/EnA ou QZP específico.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
-
Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio .
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
*** Add File: D:\2016 -TRABALHO\RADAR- CONFIG\Arquive\5c80cd63c3310b1074bc59aeb001317d.md
---
id: "5c80cd63c3310b1074bc59aeb001317d"
knowledge_id: "KB0012769"
title: "Os encarregados de educação participam na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?"
repository: "EduQA"
category: "Inclusão"
updated_at: "2026-10-04"
position: 1058
source_url: "
https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=5c80cd63c3310b1074bc59aeb001317d" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Relatório Técnico-Pedagógico"
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Os encarregados de educação participam na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?
Sim. Os pais ou encarregados de educação têm direito e o dever de participar ativamente, nos termos da lei, nos processos de avaliação e de definição das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. Integram a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva como elementos variáveis quando o processo do aluno é apreciado e participam na elaboração, acompanhamento e avaliação do Relatório Técnico-Pedagógico, nos termos aplicáveis.
A escola deve informar os encarregados de educação, ouvi-los e promover a sua participação. Se não comparecerem ou não colaborarem, a equipa deve registar as diligências realizadas e prosseguir o procedimento nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, assegurando o superior interesse do aluno e a fundamentação das decisões. A participação não significa que o encarregado de educação substitua a equipa multidisciplinar nem que tenha de concordar com todas as medidas propostas.
O RTP integra o processo individual do aluno e está sujeito às regras de confidencialidade e proteção de dados. Quando sejam mobilizadas adaptações curriculares significativas, deve ser considerado o respetivo Programa Educativo Individual, nos termos legais.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, versão consolidada, artigos 4.º, 20.º e 21.º .
As atividades de animação e de apoio à família são componente letiva na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. As atividades de animação e de apoio à família (AAAF) não se confundem com o período educativo da educação pré-escolar nem com a componente letiva do educador. Destinam-se a assegurar o acompanhamento das crianças antes e depois do período diário de atividades educativas, durante o almoço e o repouso e nos períodos de interrupção das atividades educativas e letivas.
A oferta das AAAF é obrigatória nos termos da regulamentação aplicável, mas a sua organização e o seu funcionamento devem ser articulados pela entidade responsável com o agrupamento ou a escola não agrupada. A supervisão pedagógica e o acompanhamento da execução das AAAF são da responsabilidade dos educadores de infância, no âmbito da componente não letiva de estabelecimento, nos termos da portaria.
Consequentemente, não se deve lançar o tempo das AAAF como se fosse automaticamente tempo letivo do grupo. É necessário distinguir o horário das atividades educativas da educação pré-escolar do período de animação e apoio à família e aplicar a organização prevista para o estabelecimento.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto, artigos 3.º e 4.º .
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
Quando é que o Documento Único de Cobrança (DUC) corrigido fica disponível em GesEdu?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe, na informação pública consultada, um prazo legal geral, expresso em número de dias, que determine quando todos os DUC corrigidos passam a estar disponíveis no GesEdu.
O DUC corrigido fica disponível depois de a situação que originou a correção ser regularizada e validada pelo responsável ou conferente competente no circuito administrativo. A disponibilização depende, portanto, do estado concreto do processo na plataforma e não apenas da data em que foi pedida a correção.
Se o DUC não aparecer, a entidade deve verificar no GesEdu se a situação já foi regularizada, confirmar se existem pendências e contactar o responsável pelo processo ou o serviço competente, indicando o identificador do pedido e guardando o comprovativo da comunicação. Sem esses dados, o RADAR não deve indicar um número de dias nem garantir uma data.
Fonte oficial
-
GesEdu — plataforma de gestão e serviços do IGeFE .
Esta resposta descreve o fluxo administrativo da plataforma. O prazo concreto, quando exista para uma medida ou procedimento específico, deve ser consultado no aviso, instrução ou comunicação oficial desse procedimento.
Quais são as dimensões da Educação para a Cidadania?EduQA · Currículo e Qualificações
Na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC), aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, a Educação para a Cidadania organiza-se em oito dimensões:
- Direitos Humanos;
- Democracia e Instituições Políticas;
- Desenvolvimento Sustentável;
- Literacia Financeira e Empreendedorismo;
- Saúde;
- Risco e Segurança Rodoviária;
- Media;
- Pluralismo e Diversidade Cultural.
As quatro primeiras dimensões integram o primeiro grupo e devem ser trabalhadas ao longo dos anos de escolaridade. As quatro últimas integram o segundo grupo e devem ser trabalhadas pelo menos uma vez em cada período definido na estratégia da escola: 1.º ciclo; 2.º e 3.º ciclos; e ensino secundário. A concretização deve constar da estratégia de educação para a cidadania da escola, respeitando o currículo e o contexto dos alunos.
Base legal e fonte oficial
-
Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , designadamente o artigo 15.º.
Quando é necessária a atualização da Carta Educativa Municipal?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A Carta Educativa deve ser revista quando ocorram alterações relevantes que afetem a organização da rede educativa, designadamente alterações significativas da rede, como a criação, o encerramento ou a alteração relevante de estabelecimentos, ou quando a rede existente deixe de responder aos princípios, objetivos e parâmetros técnicos previstos na lei.
O Decreto-Lei n.º 21/2019 determina ainda que a revisão é obrigatória, pelo menos, de 10 em 10 anos. A revisão pode também ser necessária quando uma alteração relevante da procura, da população escolar ou da oferta educativa exigir a reavaliação da rede; uma pequena alteração demográfica, isoladamente, não significa automaticamente que tenha de ser aprovada uma nova Carta Educativa.
O procedimento segue as regras de elaboração e aprovação da Carta Educativa: a câmara municipal promove a elaboração ou revisão, o conselho municipal de educação emite parecer e a assembleia municipal aprova. A pronúncia da administração educativa é realizada nos termos previstos no regime jurídico aplicável. Não resulta do artigo 15.º uma aprovação pela AGSE como regra autónoma.
Base legal
-
Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, artigos 14.º e 15.º .
Quando é submetida a candidatura?IES · Acesso ao Ensino Superior
A pergunta, por si só, não identifica a candidatura a que se refere. Não é possível indicar uma data com segurança sem saber qual é o procedimento, o ano, a entidade promotora, o ciclo ou curso e a plataforma aplicável.
O prazo de submissão é o que estiver fixado no aviso de abertura, no regulamento ou no calendário oficial do procedimento concreto. A candidatura deve ser apresentada na plataforma e dentro do intervalo indicado nesse documento. Se o aviso, o concurso ou a medida não forem indicados, o RADAR deve pedir esse contexto ou informar que não dispõe de elementos suficientes, em vez de inventar uma data.
Fonte normativa aplicável
- Aviso de abertura, regulamento ou calendário oficial do procedimento concreto.
Não existe uma data universal de submissão válida para todas as candidaturas.
A inscrição e participação no Desporto Escolar tem custos?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma taxa legal geral que permita afirmar, para todos os anos, escolas, modalidades e atividades, que todos os encargos são sempre gratuitos ou que nunca existe qualquer despesa. A inscrição e a participação integram o programa escolar de Desporto Escolar, mas podem existir encargos acessórios relacionados, por exemplo, com deslocações, equipamento específico, seguros ou participação em determinadas atividades, de acordo com a modalidade, o evento, a organização da escola e as regras aplicáveis.
Antes de cobrar qualquer valor, a escola deve indicar claramente a finalidade, o responsável, o montante e o fundamento da despesa e verificar o regulamento do programa e as regras financeiras aplicáveis. O RADAR não deve afirmar que a participação é sempre gratuita sem conhecer a atividade concreta e as regras em vigor no respetivo ano letivo.
Fontes oficiais
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Desporto Escolar — Direção-Geral da Educação .
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Programa do Desporto Escolar — Direção-Geral da Educação .
Para uma resposta individual é necessário identificar a modalidade, a atividade ou competição e o ano letivo.
O que se entende por lugar de origem?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No contexto dos procedimentos de recrutamento para a rede de Escolas Portuguesas no Estrangeiro, o lugar de origem corresponde, em regra, ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada (AE/EnA), ou ao quadro de zona pedagógica (QZP), a que o docente estava vinculado antes da colocação no estrangeiro. A identificação concreta depende do tipo de vínculo, do procedimento em causa e do registo de recrutamento do docente.
O lugar de origem não é necessariamente a escola estrangeira onde o docente está colocado nem a escola em que exerce atualmente funções. Para efeitos de um requerimento ou de um procedimento concreto, deve ser consultado o registo de colocação e a norma do aviso aplicável. Se houver dúvidas sobre a situação individual, o RADAR deve pedir os dados do procedimento, em vez de afirmar um AE/EnA ou QZP específico.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
-
Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio .
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
Os encarregados de educação participam na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?EduQA · Inclusão
Sim. Os pais ou encarregados de educação têm direito e o dever de participar ativamente, nos termos da lei, nos processos de avaliação e de definição das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. Integram a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva como elementos variáveis quando o processo do aluno é apreciado e participam na elaboração, acompanhamento e avaliação do Relatório Técnico-Pedagógico, nos termos aplicáveis.
A escola deve informar os encarregados de educação, ouvi-los e promover a sua participação. Se não comparecerem ou não colaborarem, a equipa deve registar as diligências realizadas e prosseguir o procedimento nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, assegurando o superior interesse do aluno e a fundamentação das decisões. A participação não significa que o encarregado de educação substitua a equipa multidisciplinar nem que tenha de concordar com todas as medidas propostas.
O RTP integra o processo individual do aluno e está sujeito às regras de confidencialidade e proteção de dados. Quando sejam mobilizadas adaptações curriculares significativas, deve ser considerado o respetivo Programa Educativo Individual, nos termos legais.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, versão consolidada, artigos 4.º, 20.º e 21.º .
Como garantir a continuidade do serviço nas aplicações escolares em cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Uma aplicação escolar em cloud não garante, por si só, a continuidade do serviço. A escola ou o AE/EnA deve identificar os serviços críticos, as dependências e os responsáveis, e confirmar com o prestador as condições de disponibilidade, suporte, recuperação e comunicação de incidentes.
Na prática, a continuidade deve ser apoiada por medidas proporcionais ao risco, como:
- cópias de segurança e testes de reposição;
- redundância ou alternativa operacional quando o serviço esteja indisponível;
- controlo de acessos, registos e proteção dos dados;
- procedimentos de resposta a incidentes e de comunicação à direção e aos utilizadores;
- níveis de serviço e responsabilidades definidos no contrato ou no acordo de serviço;
- testes documentados de recuperação, incluindo a verificação de que os dados podem ser restaurados.
A legislação não fixa, para todas as aplicações escolares, um único prazo de recuperação ou uma única arquitetura de cloud. Esses requisitos dependem da classificação dos dados, da criticidade do serviço, da solução adotada e das orientações da entidade responsável. A escola não deve considerar uma aplicação “resiliente” apenas por estar alojada na cloud.
Base legal e fontes oficiais
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio , que aprova o Plano Nacional de Cloud Soberana e exige atenção à soberania, segurança, resiliência, controlo e continuidade.
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Decreto-Lei n.º 125/2025, de 4 de dezembro , que estabelece o regime jurídico da cibersegurança e prevê medidas de gestão de risco e proteção da continuidade dos sistemas, quando aplicável à entidade.
- A solução concreta deve ainda ser verificada no contrato, no acordo de nível de serviço e nas orientações técnicas aplicáveis ao sistema em causa.
Quem pode participar na iniciativa \"Escola Sem Bullying Escola Sem Violência\"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Quem pode participar na iniciativa "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"?
A participação depende do aviso anual da Direção-Geral da Educação (DGE). Em regra, a iniciativa dirige-se às escolas e aos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas abrangidos pelo aviso, podendo incluir estabelecimentos públicos e privados nos termos nele definidos.
A escola interessada deve:
- confirmar no aviso do ano respetivo se é entidade elegível;
- apresentar a candidatura no formulário e dentro do prazo indicados pela DGE;
- descrever as medidas de prevenção e intervenção adotadas ou previstas;
- juntar os elementos e evidências pedidos, como plano, atividades, monitorização ou relatório;
- assegurar que a participação é conhecida e articulada pelos órgãos e estruturas da escola competentes.
A participação ou certificação não é automática para todas as escolas e não deve ser presumida apenas porque a escola desenvolve atividades contra o bullying. Os requisitos, prazos, documentos e critérios podem ser atualizados em cada edição. O RADAR deve, por isso, indicar sempre o aviso e o ano a que a resposta se refere.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Candidatura à certificação Escola Sem Bullying, Escola Sem Violência 2025 .
-
Aviso da DGE relativo à candidatura de 2025 .
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DGE — lançamento da iniciativa 2025/2026 .
Estas fontes regulam a edição indicada; para outra edição deve ser consultado o aviso anual correspondente.
A acumulação de funções dos docentes é recusada em caso de conflito de interesses?AGSE · Carreira e Formação
Pode ser recusada ou não autorizada quando a atividade acumulada criar um conflito de interesses, uma incompatibilidade ou uma aparência de falta de isenção. A decisão não deve ser feita apenas com base no nome da atividade: é necessário analisar as funções concretas, a entidade para a qual são exercidas, os destinatários e a compatibilidade com o horário e os deveres do docente.
Entre as situações especialmente problemáticas encontram-se:
- colaboração ou integração em empresas, editoras, livrarias ou associações relacionadas com materiais didáticos, quando exista conflito com as funções docentes;
- atividade comercial ou profissional dirigida ao próprio agrupamento/escola não agrupada ou ao círculo de alunos do docente;
- atividade que prejudique o cumprimento do horário, a disponibilidade funcional, a imparcialidade ou a dignidade do cargo.
O pedido deve ser apresentado antes do início da acumulação, com identificação da atividade, entidade, horário, remuneração e demais elementos relevantes. Se o conflito surgir depois, o docente deve comunicar a situação e cessar a atividade nos termos aplicáveis. A autorização, quando exigida, não substitui a verificação permanente da compatibilidade.
Base legal e fontes oficiais
-
Estatuto da Carreira Docente — artigo 111.º , relativo ao regime de acumulação de funções.
-
Lei n.º 35/2014 — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas , artigos 21.º a 23.º, sobre incompatibilidades, impedimentos e acumulação.
- Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, na redação aplicável, designadamente as regras sobre autorização e conflitos de interesses.
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DGAE — Acumulação de funções .
A resposta concreta depende dos elementos do pedido e da competência legal de autorização.
Um clube de ciência já existente pode tornar-se Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
Pode, desde que passe a cumprir os requisitos mínimos da iniciativa e seja reconhecido como Clube Ciência Viva na Escola no procedimento aplicável. A simples alteração do nome do clube não produz esse reconhecimento.
De acordo com a Carta de Princípios, o clube deve:
- ter um ou mais professores com tempo de dedicação adequado, indicando-se como referência um mínimo de três horas semanais;
- ter um professor coordenador;
- prever uma parceria com uma instituição de cariz científico;
- funcionar num espaço adequado e devidamente identificado;
- ser aprovado pelos órgãos competentes da escola.
Também deve apresentar uma atividade coerente com os objetivos da iniciativa: literacia científica e tecnológica, trabalho prático e experimental, interdisciplinaridade, abertura à comunidade e articulação com parceiros. A candidatura, o registo e os prazos devem ser confirmados na edição em vigor, porque a Carta de Princípios define os requisitos mas não substitui o aviso ou procedimento operacional da iniciativa.
Fonte oficial
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Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola , promovida pela DGE e pela Ciência Viva.
A Carta de Princípios é uma orientação institucional da iniciativa; não deve ser apresentada como se fosse um decreto-lei autónomo.
Existem iniciativas e eventos associados aos CPR?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A Direção-Geral da Educação, através da ERTE, divulga iniciativas, recursos e eventos associados aos Clubes de Programação e Robótica (CPR). A página oficial tem incluído, entre outros:
- workshops de programação e robótica;
- webinars e ciclos de seminários;
- mostras de atividades dos clubes;
- atividades ligadas à Code Week e ao Dia da Programação e Robótica;
- concursos ou desafios divulgados em edição própria.
A participação não é automaticamente obrigatória nem existe um calendário permanente válido para todos os anos. Cada escola deve consultar a iniciativa, o regulamento ou o aviso publicado para confirmar destinatários, inscrição, prazos, condições técnicas e eventual certificação. A existência de um CPR na escola também não significa, por si só, que a escola esteja inscrita em todos os eventos.
Fonte oficial
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica: iniciativas .
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
O RADAR deve apresentar as datas concretas apenas quando existir uma publicação oficial para a edição em causa.
As quantias indevidamente recebidas podem ser repostas em prestações mensais?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Podem, mas não é um direito automático a qualquer número de prestações. O interessado deve apresentar um requerimento fundamentado e a autorização depende de despacho do dirigente do serviço ou organismo processador competente.
Nos termos do artigo 38.º do Decreto-Lei n.º 155/92:
- o prazo normal de entrega não pode ultrapassar o ano económico seguinte àquele em que o despacho é proferido;
- em casos especiais, pode ser autorizado um prazo mais longo, mas cada prestação mensal não pode ser inferior a 5% do total a repor;
- não pode ser autorizada a reposição em prestações quando o interessado tinha conhecimento, no momento do recebimento, de que a quantia era indevida;
- as prestações não vencem juros de mora se forem pagas dentro dos prazos respetivos.
O requerimento apresentado dentro do prazo de pagamento suspende esse prazo até à notificação da decisão. A escola só deve indicar o diretor como decisor se ele for efetivamente o dirigente competente ou tiver delegação para o efeito; a competência pode pertencer ao organismo processador.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho , artigo 38.º, e artigo 38.º, n.º 2, sobre a suspensão do prazo mediante requerimento apresentado atempadamente.
A aplicação concreta deve ser conferida com a notificação de reposição, o organismo processador e as regras de execução orçamental em vigor.
Onde posso ver o trabalho feito por outros Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
O ponto de partida é o sítio oficial dos Clubes Ciência Viva na Escola, onde são divulgados o programa, a rede de clubes, atividades e iniciativas de partilha. Também podem ser publicados exemplos em páginas próprias de escolas, parceiros e nos canais oficiais associados ao programa.
A informação disponível não significa que exista um arquivo completo de todas as atividades realizadas por cada clube. Para conhecer o trabalho de uma escola concreta, deve procurar-se o nome do clube no sítio oficial e, se necessário, consultar a página da escola ou contactar a coordenação do clube.
Fonte oficial
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Clubes Ciência Viva na Escola — sítio oficial .
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Carta de Princípios dos Clubes Ciência Viva na Escola , que enquadra a rede e a partilha entre clubes.
O RADAR deve indicar o endereço oficial e não apresentar redes sociais ou páginas de terceiros como se fossem repositório oficial completo.
Existe articulação com a família?EduQA · Inclusão
Sim. No regime jurídico da educação inclusiva, os pais ou encarregados de educação têm o direito e o dever de participar e cooperar ativamente em tudo o que respeite à educação do aluno.
O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 54/2018 reconhece, entre outros direitos, a participação:
- na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva, como elemento variável;
- na elaboração e avaliação do relatório técnico-pedagógico, do programa educativo individual e do plano individual de transição, quando aplicáveis;
- no acesso à informação adequada e clara e ao processo individual, dentro dos limites legais.
A escola deve organizar essa participação e promover a articulação com a família. Se os pais ou encarregados de educação não exercerem comprovadamente os seus poderes de participação, cabe à escola desencadear as medidas apropriadas às necessidades identificadas. A forma concreta de articulação depende do caso, dos profissionais envolvidos e das regras de proteção de dados; não significa partilhar indiscriminadamente informação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 4.º na redação atual .
- A participação deve ser concretizada no procedimento educativo aplicável ao aluno, sem substituir as competências da equipa multidisciplinar, dos docentes ou da direção.
Qual é o papel do professor bibliotecário na escola?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O professor bibliotecário gere a biblioteca escolar ou o conjunto das bibliotecas do agrupamento, com o apoio da respetiva equipa. A sua função não se limita a guardar livros ou a controlar empréstimos.
Nos termos do artigo 3.º da Portaria n.º 192-A/2015, compete-lhe, designadamente:
- assegurar o serviço de biblioteca aos alunos;
- articular as atividades da biblioteca com o projeto educativo e os planos de turma;
- gerir os recursos humanos, materiais e de informação da biblioteca;
- apoiar o currículo, os hábitos de leitura e as literacias da informação e dos media;
- apoiar atividades livres, extracurriculares e de enriquecimento curricular;
- estabelecer parcerias e redes de trabalho cooperativo;
- implementar os procedimentos anuais de avaliação dos serviços definidos pela Rede de Bibliotecas Escolares;
- representar a biblioteca nos termos do regulamento interno.
A função deve ser exercida em articulação com a direção, a equipa da biblioteca e as estruturas pedagógicas. A organização do serviço e a eventual lecionação ou utilização da componente letiva seguem também as regras da portaria e da situação concreta do docente.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigo 3.º .
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Rede de Bibliotecas Escolares — avaliação da biblioteca .
A expressão \"montante efetivamente pago pelo interessado\" implica o reembolso integral de qualquer valor pago pelo docente?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A expressão "montante efetivamente pago pelo interessado" implica o reembolso integral de qualquer valor pago pelo docente?
Não. A expressão deve ser lida dentro do regime legal e do procedimento concreto em que aparece. Em regra, refere-se à despesa efetivamente suportada e comprovada que seja elegível e autorizada; não transforma em reembolsável qualquer pagamento, independentemente do meio de transporte, da autorização, da necessidade ou dos limites aplicáveis.
Quando a questão se reportar ao apoio de deslocação previsto no Decreto-Lei n.º 78/2025, devem ser confirmados, no processo individual:
- o enquadramento do docente no regime;
- a deslocação autorizada e o percurso relevante;
- o meio de transporte e o documento comprovativo do pagamento;
- os limites, condições e procedimentos definidos pelo diploma e pelas orientações aplicáveis.
Assim, “efetivamente pago” pode impedir que se calcule o apoio sobre um valor meramente estimado, mas não elimina os restantes requisitos legais. A administração deve reembolsar apenas a despesa admissível, documentada e processada nos termos do regime aplicável. Para outro diploma ou outra verba, é necessário analisar o artigo que utiliza a expressão.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 10 de julho , na redação aplicável, relativo às garantias e apoios dos docentes abrangidos.
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Decreto-Lei n.º 199/99, de 8 de junho, legislação consolidada , quanto ao processamento de despesas de transporte quando aplicável.
A resposta não permite concluir, sem identificar o artigo e o regime, que todo o valor pago deve ser integralmente devolvido.
Onde são submetidas as candidaturas?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, o local de submissão depende da ação:
- nas ações geridas pela Agência Nacional, a candidatura é submetida eletronicamente através do formulário disponível na área de oportunidades do portal Erasmus+ e do Corpo Europeu de Solidariedade;
- nas ações geridas pela Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA), a candidatura é submetida eletronicamente no Funding & Tenders Portal da União Europeia.
A entidade deve consultar o Guia do Programa e o aviso da ação para confirmar a agência competente, o formulário, os anexos, a declaração exigida e o prazo. Uma candidatura enviada por correio eletrónico, fax ou correio não substitui a submissão eletrónica exigida. Em candidaturas de consórcio, o coordenador apresenta uma candidatura única em nome dos membros, quando assim previsto.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Step 4: preencher e submeter o formulário .
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Erasmus+ — como candidatar-se .
Os portais e os formulários podem mudar; a resposta deve ser confirmada no aviso da ação e no Guia do Programa em vigor.
Em que situações não é necessária qualquer intervenção no âmbito da migração para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não se deve concluir que não é necessária intervenção apenas porque uma aplicação já está alojada na cloud. Pode ser adequado manter a solução sem migração adicional quando uma avaliação formal confirmar que ela já cumpre os requisitos técnicos, de segurança, resiliência, proteção de dados, continuidade, suporte e contratação aplicáveis ao serviço.
Antes de decidir pela manutenção, devem ser verificados:
- a classificação e localização dos dados;
- os acessos, a segurança e os registos;
- as cópias de segurança e a recuperação;
- a continuidade e os níveis de serviço;
- as dependências, integrações e custos;
- a responsabilidade do prestador e da entidade pública;
- a compatibilidade com o plano de adoção ou orientação setorial aplicável.
Se houver lacunas, pode ser necessária intervenção mesmo sem mudar de fornecedor: configuração, reforço de segurança, migração parcial, modernização, contrato ou plano de recuperação. Não existe uma dispensa geral aplicável a todas as escolas; a decisão deve ser documentada pela entidade responsável pelo sistema.
Base legal e fonte oficial
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, de 27 de maio , que prevê a qualificação dos processos, requisitos de soberania, segurança e resiliência e planos de adoção.
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Decreto-Lei n.º 125/2025, de 4 de dezembro , quanto à gestão de riscos de cibersegurança quando aplicável.
A manutenção sem intervenção é uma conclusão técnica documentada, não uma regra automática da cloud.
Como se processa a equivalência entre disciplinas de línguas estrangeiras?EduQA · Currículo e Qualificações
A pergunta pode estar a referir-se a uma substituição de disciplina nos cursos científico-humanísticos, e não a uma equivalência automática entre quaisquer línguas.
Na disciplina de Língua Estrangeira da componente de formação geral, o aluno pode, no final do ano que frequenta, substituir a língua estrangeira frequentada por outra língua estrangeira, sem prejuízo das regras da matriz curricular aplicável. A substituição depende da oferta efetivamente existente na escola e deve ser registada no percurso escolar do aluno.
Isto não significa que qualquer língua ou qualquer nível seja automaticamente considerado equivalente. Também não é o mesmo que reconhecer estudos realizados no estrangeiro ou conceder equivalência de habilitações, que exige o procedimento próprio e a documentação correspondente.
Para decidir um caso concreto é necessário saber o curso, o ano de escolaridade, a componente curricular, a língua frequentada, a língua pretendida e a oferta da escola.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto , artigo 15.º, n.º 2, sobre a substituição da língua estrangeira da componente de formação geral.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , que estabelece o currículo e os princípios de organização curricular.
A expressão “equivalência” deve ser esclarecida antes de aplicar esta regra a outro percurso ou nível de ensino.
Após o processo de registo e pagamento do DUC, quando podem ser requisitadas essas verbas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O pagamento ou o registo do Documento Único de Cobrança (DUC) não cria, por si só, um prazo legal universal para a escola requisitar imediatamente a verba. A requisição depende de o valor estar disponível e refletido no sistema financeiro aplicável, da necessidade da escola, do orçamento e da autorização ou validação exigida para a fonte de financiamento.
Em termos operacionais, a escola deve:
- confirmar no GesEdu o estado do registo e do pagamento;
- verificar se o saldo está disponível para a finalidade correta;
- respeitar a natureza da receita e as regras da fonte de financiamento;
- requisitar apenas o montante necessário e autorizado;
- conservar o DUC e os documentos que justificam a despesa e a requisição.
Se o saldo ainda não aparece disponível, ou se existe divergência no registo, a escola deve aguardar a atualização ou contactar o suporte/serviço financeiro competente. O pagamento não substitui a autorização da despesa nem permite usar a verba para finalidade diferente.
Fonte oficial e cautela
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GesEdu — plataforma de gestão e apoio às escolas .
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IGeFE — Instituto de Gestão Financeira da Educação .
Não foi identificada, para todas as receitas e escolas, uma norma única que fixe o número de dias entre o pagamento do DUC e a requisição. O prazo concreto deve ser confirmado na instrução financeira e no perfil da aplicação aplicáveis.
Como é feito o procedimento interno de designação do professor bibliotecário?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O procedimento interno é conduzido pelo diretor do agrupamento ou da escola não agrupada e deve ser fundamentado.
Podem ser selecionados os docentes que reúnam cumulativamente os requisitos do artigo 5.º, n.º 1, da Portaria n.º 192-A/2015:
- serem docentes de carreira do quadro do agrupamento/escola não agrupada ou outros docentes de carreira aí colocados;
- terem quatro pontos de formação académica ou contínua na área das bibliotecas escolares;
- terem 50 horas de formação na área das TIC ou certificação de competências digitais;
- terem experiência profissional em bibliotecas escolares;
- manifestarem interesse no exercício da função.
Entre os candidatos que reúnam os requisitos, é designado o docente com maior pontuação segundo a fórmula aplicável. A designação ou recondução tem de ser fundamentada e o procedimento interno deve ser desencadeado e concluído até 20 de junho.
Se não houver docente que reúna os requisitos, a direção comunica a inexistência à DGAE; pode seguir-se procedimento concursal externo, publicitado até 1 de julho, nos termos dos artigos 7.º a 11.º da portaria.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigos 5.º a 11.º.
- A portaria também prevê regras de duração, renovação e formação contínua no exercício da função, que devem ser consultadas quando relevantes ao caso.
Onde são emitidas as guias de reposição para pagamento (DUC) aos/às trabalhadores/as do AEEnA?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
As guias de reposição para pagamento são emitidas no circuito financeiro aplicável ao AE/EnA, através do GesEdu, por utilizador com o perfil e as permissões financeiras correspondentes. O percurso concreto dos menus pode ser alterado pela entidade gestora da aplicação, pelo que deve ser seguido o manual ou a instrução operacional em vigor.
Antes da emissão, devem ser confirmados:
- a origem e o montante da reposição;
- a identificação do trabalhador ou devedor;
- o fundamento e a notificação da quantia a repor;
- a data-limite e a referência de pagamento;
- o registo contabilístico e a posterior conferência do pagamento.
A emissão da guia não substitui a decisão administrativa que determina a reposição, nem altera os direitos de requerer prestações quando estejam reunidos os pressupostos do artigo 38.º do Decreto-Lei n.º 155/92. A escola deve manter a documentação no processo financeiro e funcional adequado.
Fonte oficial e base legal
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GesEdu — plataforma de gestão e apoio às escolas .
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IGeFE — Instituto de Gestão Financeira da Educação .
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho , artigos 36.º a 38.º, sobre formas de reposição e prestações.
Sem consultar o manual e o perfil de acesso concretos, o RADAR não deve inventar o nome exato de menus ou botões.
O que posso fazer numa geminação eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Numa geminação eTwinning, as escolas parceiras planeiam e desenvolvem um projeto colaborativo com alunos e professores de outros países. O projeto pode integrar o currículo e incluir, por exemplo:
- comunicação e colaboração entre turmas;
- pesquisa e produção conjunta de textos, apresentações, vídeos ou outros produtos;
- atividades de literacia digital, linguística, intercultural e cidadania;
- partilha dos resultados no espaço colaborativo do projeto;
- avaliação e divulgação do trabalho, respeitando as regras da plataforma e a proteção dos dados dos alunos.
A geminação não obriga, por si só, a uma mobilidade física ou a uma viagem. As atividades, os parceiros, o calendário, os produtos e a eventual candidatura a selos ou financiamento dependem do projeto e das regras da edição aplicável. A escola deve definir responsabilidades, autorizações e formas seguras de participação antes de publicar trabalhos ou dados dos alunos.
Fonte oficial
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eTwinning Portugal — perguntas frequentes .
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eTwinning Portugal — Selo Escola eTwinning .
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eTwinning Portugal — informação eTwinning 2026/2027 .
Quais os montantes que devem ser requisitados mensalmente nas diferentes fontes de financiamento de saldos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe, com base apenas nesta pergunta, um montante mensal universal que se aplique a todas as escolas e a todas as fontes de financiamento. A requisição deve resultar da previsão de necessidades, do orçamento aprovado, do saldo disponível, da natureza da receita e das regras específicas da fonte de financiamento.
A escola deve:
- identificar a origem do saldo e a finalidade autorizada;
- verificar o saldo disponível e as despesas efetivamente previstas;
- requisitar apenas o valor necessário para o período e para a finalidade permitida;
- respeitar as regras de execução orçamental, de tesouraria, de fundos europeus ou de outras fontes aplicáveis;
- conservar os documentos que fundamentam o cálculo e conferir a execução no GesEdu ou no sistema indicado.
Sem a identificação da fonte, do projeto, do saldo e da instrução financeira em vigor, o RADAR não deve inventar um valor ou afirmar que existe uma percentagem fixa. O montante concreto deve ser confirmado nas orientações do IGeFE, na autorização orçamental e no perfil da aplicação.
Fontes oficiais e cautela
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IGeFE — Instituto de Gestão Financeira da Educação .
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GesEdu — plataforma de gestão e apoio às escolas .
A resposta deve ser completada com a instrução do ano e da fonte de financiamento concreta.
O que acontece se o editor não conseguir fornecer o manual escolar adotado em quantidade suficiente?EduQA · Currículo e Qualificações
O editor do manual adotado é responsável, durante todo o período de vigência da adoção, pelo fornecimento do mercado em tempo útil. O atraso, a suspensão ou a interrupção injustificados que prejudiquem o regular funcionamento do ano letivo podem gerar responsabilidade pelos prejuízos causados.
A responsabilidade é calculada pelas despesas em que o Estado, a escola, o agrupamento ou os alunos tenham de incorrer para obter outros recursos didático-pedagógicos. A escola deve documentar a falta de fornecimento, comunicar o problema pelos canais adequados e assegurar entretanto os recursos necessários às aprendizagens, sem impor aos alunos despesas que a lei não permita.
Se ocorrer uma interrupção por razões consideradas atendíveis pelo Ministério da Educação, a Lei n.º 47/2006 prevê a abertura de um período excecional de adoção, atendendo às circunstâncias do caso. Essa adoção excecional não é uma decisão automática da escola nem uma autorização para escolher livremente qualquer manual.
Base legal
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto , artigo 6.º, sobre a responsabilidade pelo fornecimento dos manuais adotados.
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Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro , que regulamenta o regime de avaliação, certificação e adoção dos manuais escolares.
A solução concreta deve ser articulada com a direção, a tutela e os procedimentos de adoção em vigor.
Como é avaliada uma biblioteca escolar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A avaliação é feita através do Modelo de Avaliação da Biblioteca Escolar da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), em articulação com os órgãos de direção do agrupamento ou da escola não agrupada. O modelo não é um exame à biblioteca: é um referencial para analisar a concretização da missão, das metas e dos objetivos definidos e para orientar a melhoria.
A avaliação considera os domínios, indicadores, evidências e resultados definidos no modelo em vigor. Consoante o ciclo avaliativo, a biblioteca pode ter de elaborar um plano de melhoria, acompanhar a sua execução e apresentar um relatório ou balanço nos prazos publicados pela RBE. A seleção das bibliotecas e a calendarização são as da edição anual; não devem ser generalizadas a todos os anos.
O professor bibliotecário operacionaliza os procedimentos de avaliação em articulação com a direção, nos termos da Portaria n.º 192-A/2015. A escola deve usar os instrumentos e a área de trabalho indicados pela RBE e guardar evidências adequadas do trabalho e do impacto da biblioteca.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , artigo 3.º, n.º 2, alínea i), sobre a implementação anual dos procedimentos de avaliação dos serviços.
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RBE — Avaliação da biblioteca escolar 2026 .
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RBE — Modelo de avaliação da biblioteca escolar .
Os prazos e formulários devem ser confirmados no ciclo avaliativo em vigor.
Quem tutela o Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar não deve ser descrito como uma atividade tutelada exclusivamente por um único ministério. No âmbito do desporto escolar, o poder de direção sobre a Direção-Geral da Educação é exercido conjuntamente pelo membro do Governo responsável pela área da educação, ciência e inovação e pelo membro do Governo responsável pela área da cultura, juventude e desporto.
Esta regra resulta do artigo 26.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho. A DGE continua a assegurar as funções administrativas, pedagógicas e de acompanhamento que lhe sejam atribuídas no modelo de organização do Desporto Escolar. As normas de funcionamento para o ciclo 2026-2028 são fixadas pelo Despacho n.º 8285/2026, de 30 de junho, que deve ser consultado para as regras operacionais da atividade.
Assim, a resposta correta é: há uma tutela governativa conjunta nas matérias de desporto escolar, enquanto a organização e a execução das atividades obedecem às competências da DGE e às normas anuais ou plurianuais aplicáveis. A tutela conjunta não significa que cada escola deixe de responder perante a sua direção, nem que a escola possa ignorar as normas de funcionamento do Desporto Escolar.
Base legal e fontes oficiais
- artigo 26.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho;
- artigo 51.º, n.º 5, da Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, na redação atual;
- Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro;
- Despacho n.º 8285/2026, de 30 de junho, que estabelece as normas de funcionamento do Desporto Escolar para 2026-2028.
Fontes:
Decreto-Lei n.º 87-A/2025 e
Despacho n.º 8285/2026 .
Como é assegurado o acompanhamento das aprendizagens pela escola de matrícula?EduQA · Currículo e Qualificações
No ensino doméstico e no ensino individual, a escola de matrícula não substitui o responsável educativo nem passa a ministrar diariamente o currículo. A sua função é assegurar o acompanhamento, a monitorização e a certificação nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto.
O diretor designa um professor-tutor e, quando aplicável, celebra ou acompanha o protocolo previsto no diploma. O tutor acompanha o processo através do portefólio do aluno, que reúne, designadamente, a autoavaliação do aluno, a apreciação do responsável educativo e os elementos relevantes do trabalho realizado. O protocolo deve prever os métodos de acompanhamento e monitorização e inclui, pelo menos, uma sessão presencial na escola no final do ano letivo.
Na sequência da análise do portefólio e da reunião de acompanhamento, o professor-tutor elabora uma síntese com as recomendações necessárias, no prazo legal aplicável. A escola assegura depois os procedimentos de avaliação, transição e certificação previstos no regime.
Portanto, “acompanhamento pela escola de matrícula” significa monitorização pedagógica e certificação legalmente organizada, e não a transferência automática para a escola da responsabilidade diária pela lecionação.
Base legal e fonte oficial
- artigo 4.º, alíneas b), e) e g), do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto;
- artigo 12.º, n.os 2, alínea d), e 4;
- artigo 14.º, n.os 1 a 3;
- artigo 18.º, n.os 1 a 4;
- artigos 20.º e 21.º do Decreto-Lei n.º 70/2021.
Fonte:
Decreto-Lei n.º 70/2021 — versão consolidada .
Como preencher o campo 3.2. "Número de horas que pretende acumular" no pedido de acumulação de funções na plataforma SIGRHE?AGSE · Carreira e Formação
No campo 3.2 do pedido de acumulação no SIGRHE deve indicar apenas o número de horas que pretende acumular para além do limite semanal aplicável ao seu grupo ou situação profissional. Não deve indicar o total de horas do horário que já tem.
Para os grupos de recrutamento 120 a 930, bem como para os grupos de música, dança e formação técnica, o limite de referência é, em regra, 22 horas semanais. Para os grupos 100 e 110, o limite é 25 horas. Assim, se um docente de um grupo sujeito ao limite de 22 horas tiver um horário de 24 horas, no campo 3.2 indica 2 horas, e não 24.
O pedido é submetido em SIGRHE em “Situação Profissional” > “Acumulação de Funções” > “Pedido – Requerente” > “Novo”. A acumulação depende de autorização e está sujeita aos limites legais, incluindo o limite máximo de seis horas previsto no artigo 3.º, n.º 2, da Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro, sem prejuízo dos demais requisitos do regime de incompatibilidades.
Se a situação concreta não corresponder aos limites indicados, deve prevalecer o aviso e as instruções que estejam disponíveis na própria aplicação e a decisão da entidade competente. O preenchimento incorreto do campo pode levar à necessidade de retificação do pedido.
Base legal e fonte oficial
- artigo 3.º, n.º 2, da Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro;
- regime de autorização de acumulação de funções dos artigos 21.º a 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho;
- instruções oficiais da DGAE sobre o pedido de acumulação no SIGRHE.
Fonte:
DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
Que certificação é obtida com a conclusão de um Curso Artístico Especializado de nível secundário?EduQA · Currículo e Qualificações
A certificação depende da área artística e da organização do curso. Não é correto afirmar que todos os Cursos Artísticos Especializados de nível secundário conferem exatamente o mesmo nível de qualificação.
Nos cursos de Dança, a conclusão de todas as disciplinas, da formação em contexto de trabalho e da prova de aptidão artística confere uma qualificação de nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações e do Quadro Europeu de Qualificações, nos termos do artigo 44.º, n.º 1, da Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto.
Nos cursos de Música, Canto e Canto Gregoriano, a conclusão das disciplinas e da prova de aptidão artística confere uma qualificação de nível 3, nos termos do artigo 44.º, n.º 2, da mesma portaria.
Nos cursos artísticos especializados de Artes Visuais e Audiovisuais abrangidos pela Portaria n.º 232-A/2018, de 20 de agosto, a conclusão do curso confere qualificação de nível 4, nos termos do artigo 43.º desse diploma. O diploma ou certificado deve identificar o curso, a qualificação e, quando previsto, a certificação profissional.
Base legal e fontes oficiais
- artigo 44.º, n.os 1 e 2, da Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto;
- artigo 43.º da Portaria n.º 232-A/2018, de 20 de agosto;
- artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, quanto ao quadro geral de organização curricular.
Fontes:
Portaria n.º 229-A/2018 e
Portaria n.º 232-A/2018 .
O apoio à instalação é cumulável com outros apoios?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O apoio à instalação não deve ser tratado como um valor isolado cuja cumulabilidade se presuma em qualquer situação. O direito resulta do regime aplicável às escolas portuguesas no estrangeiro e depende de o trabalhador se enquadrar nos destinatários e condições previstos no Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio, e no Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho.
O Despacho n.º 7654/2025 regula autonomamente o apoio à instalação e ao regresso a Portugal, o apoio ao custo da residência, as viagens, os seguros de saúde e outros apoios. O facto de os apoios estarem previstos no mesmo regime não elimina as condições específicas de cada um. Por isso, o apoio à instalação pode coexistir com outros apoios quando a situação reúne cumulativamente os pressupostos próprios de cada apoio e não exista uma regra especial de exclusão.
O apoio à instalação é calculado nos termos do n.º 2 do despacho e é pago com a primeira e a última remuneração. Já o apoio à residência tem regime próprio e não é devido enquanto for disponibilizada residência adequada pelo Estado Português ou pelo Estado do local de trabalho, conforme o n.º 4.
A escola deve verificar o vínculo, a deslocação de Portugal, o país de destino, o período de exercício, a residência disponibilizada e as restantes condições do diploma antes de processar o pagamento. Não é seguro concluir apenas com a palavra “cumulável” nem transformar o apoio à instalação num reembolso geral de qualquer despesa.
Base legal e fonte oficial
- artigo 9.º, n.º 2, e demais normas aplicáveis do Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio;
- n.os 1, 2, 4 e 10 do Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho;
- diploma de criação da escola portuguesa no estrangeiro concreta, na redação vigente.
Fonte:
Despacho n.º 7654/2025 .
O apoio ao custo da residência é sempre devido?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. O apoio ao custo da residência não é sempre devido em qualquer circunstância.
O n.º 4 do Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho, determina expressamente que o apoio não é devido enquanto for disponibilizada residência adequada pelo Estado Português ou pelo Estado em cujo território se situa o local de trabalho.
Quando o apoio seja devido, é pago mensalmente, 12 vezes por ano, e o seu montante depende do país e da função exercida, nos termos do n.º 3 do despacho. O processamento exige também que o beneficiário esteja abrangido pelo regime aplicável às escolas portuguesas no estrangeiro e que sejam cumpridas as condições e limites previstos no Decreto-Lei n.º 78/2025 e no diploma de criação da escola concreta.
Assim, a escola deve verificar pelo menos: a colocação e a deslocação de Portugal, a função exercida, o país de destino, a existência de residência adequada disponibilizada por um dos Estados e as demais condições legais. Não basta provar que o docente está colocado no estrangeiro para concluir automaticamente pelo pagamento.
Base legal e fonte oficial
- artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio;
- n.os 1, 3, 4 e 10 do Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho;
- diploma de criação da escola portuguesa no estrangeiro concreta, na redação vigente.
Fonte:
Despacho n.º 7654/2025 .
Como gerir as aprendizagens de Inglês, na operacionalização do PEBI, no ensino básico?EduQA · Currículo e Qualificações
Na operacionalização do Programa Escolas Bilingues/ Bilingual Schools Programme (PEBI), a escola deve organizar o ensino do Inglês e a utilização curricular da língua de forma progressiva, articulada e adequada ao nível de proficiência dos alunos. O programa não consiste em substituir a disciplina de Inglês por atividades avulsas nem em aplicar uma carga horária única sem atender ao projeto aprovado e às orientações da DGE.
No pré-escolar, o Inglês é integrado nas rotinas e áreas de conteúdo. No ensino básico, a escola deve articular a aprendizagem do Inglês com as áreas ou disciplinas que funcionem em língua inglesa, assegurar continuidade entre anos e ciclos e usar tarefas, interação e avaliação compatíveis com o nível real dos alunos. A seleção de conteúdos e estratégias deve ser feita pela equipa pedagógica, com registo no projeto e nos documentos de planeamento da escola.
As orientações da DGE apontam para uma progressão da exposição à língua e da proficiência, com especial atenção à inclusão e à educação plurilingue e intercultural. Os valores de referência indicados pela DGE não dispensam a leitura das orientações em vigor nem autorizam a escola a alterar unilateralmente a matriz curricular, os programas ou as regras de avaliação.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual, quanto à autonomia e desenvolvimento curricular;
- orientações do Programa Escolas Bilingues da Direção-Geral da Educação;
- projeto educativo, plano curricular e demais documentos aprovados para a escola participante.
Fonte:
DGE — Programa Escolas Bilingues .
Existem materiais de apoio para dinamizar a formação?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais (ADP), a formação deve ser dinamizada com os materiais e recursos disponibilizados no âmbito da iniciativa e de acordo com o respetivo regulamento. A escola deve consultar a plataforma ou o kit de apoio aplicável à edição em curso, sem substituir os conteúdos oficiais por materiais que alterem os objetivos da formação.
O regulamento prevê cinco cursos independentes de oito horas: Competências Digitais Básicas; Segurança e Cidadania Digital; Consumidor Digital; Competências Digitais e Inteligência Artificial; e Bem-Estar Digital. Os cursos destinam-se a pais, encarregados de educação e outros responsáveis por alunos dos ensinos básico e secundário, nos termos da edição.
Podem ser usados materiais de apresentação, atividades práticas, guiões e outros recursos fornecidos pela DGE ou disponibilizados na plataforma da iniciativa. A escola deve garantir as condições técnicas, a identificação dos formadores e o registo da participação exigido pelo regulamento. Webinars ou materiais externos podem complementar a sessão, mas não substituem os recursos e os requisitos da ADP.
Base legal e fonte oficial
- Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais, em especial a descrição dos cursos e dos destinatários;
- orientações e materiais disponibilizados pela Direção-Geral da Educação para a edição em curso.
Fonte:
Regulamento da 6.ª edição da ADP .
As verbas provenientes de receitas de impostos podem transitar para o ano seguinte?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma resposta universal baseada apenas na expressão “receitas de impostos”. A possibilidade de transição depende da fonte de financiamento, da classificação do saldo, da natureza da verba, das regras orçamentais aplicáveis e das instruções do IGeFE para o ano económico respetivo.
As escolas não devem presumir que qualquer saldo de receitas de impostos pode ser livremente transferido, nem que todos os saldos têm de ser anulados no final do ano. Devem identificar a classificação da receita e do saldo na aplicação financeira, verificar as instruções do IGeFE e apenas manter ou requisitar valores nos termos autorizados. As regras de requisição de fundos também exigem que sejam pedidos os montantes necessários à execução, e não uma verba global sem correspondência com a despesa previsível.
Assim, para um caso concreto, a escola deve consultar a nota ou circular do IGeFE aplicável ao ano, confirmar a origem da verba e verificar se existe autorização de transição ou obrigação de restituição. Sem esses dados, o RADAR não deve afirmar categoricamente que a verba transita sempre ou nunca.
Base legal e fonte oficial
- regras orçamentais e de execução aplicáveis ao ano económico;
- instruções e notas informativas do IGeFE sobre requisições de fundos, saldos e receitas;
- registos da receita e do saldo no sistema financeiro usado pela escola.
Fontes:
IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas e
Nota informativa do IGeFE sobre saldos e receitas .
Qual o órgão com competência para acreditar a formação contínua e a formação especializada para docentes?EduQA · Carreira e Formação
O órgão competente é o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), nos termos do regime jurídico da formação contínua de docentes.
O Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, atribui ao CCPFC competências de acreditação e reconhecimento relativas às entidades formadoras, às ações de formação contínua, às ações de formação especializada e aos formadores, nos termos definidos no próprio diploma. O artigo 19.º regula o processo de acreditação e os artigos 22.º e seguintes identificam as competências do Conselho.
Isto não significa que qualquer certificado emitido por uma entidade seja automaticamente relevante para progressão na carreira. A ação deve estar acreditada ou reconhecida nos termos aplicáveis, ser frequentada com aproveitamento e cumprir os requisitos específicos do ECD e das regras de progressão. Quando a formação é destinada a outro regime profissional ou académico, a competência pode ser de outra entidade; deve distinguir-se a acreditação da formação contínua de docentes do reconhecimento de graus académicos.
Base legal e fonte oficial
- artigos 19.º, 22.º, 24.º e 25.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atualizada pelo Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro;
- Estatuto da Carreira Docente, quanto à relevância da formação para a carreira.
Fonte:
Decreto-Lei n.º 22/2014 — versão consolidada .
Que materiais em formatos acessíveis podem ser requisitados?EduQA · Inclusão
Podem ser solicitados recursos educativos e manuais em formatos acessíveis ou adaptados às necessidades do aluno, designadamente versões digitais acessíveis, Braille, impressão ampliada, relevo ou outros formatos táteis, quando adequados à necessidade identificada. A disponibilidade concreta depende do material, do aluno, do ciclo e do procedimento de requisição em vigor.
A escola deve começar por confirmar as necessidades de acesso e comunicação do aluno e indicar o formato necessário no sistema ou procedimento definido pela DGE e pelos serviços responsáveis. Não é correto pedir sempre o mesmo formato para todos os alunos nem presumir que todos os materiais existem simultaneamente em Braille, áudio ou formato digital.
O Despacho n.º 2354/2026 atribui à DGE competências relacionadas com a identificação de necessidades, a certificação de recursos e a produção e distribuição de recursos educativos e manuais em formatos acessíveis ou adaptados. O Despacho n.º 7192/2026 constitui também referência para serviços de acessibilidade, incluindo impressão Braille e em relevo, quando o serviço concreto esteja abrangido.
Base legal e fontes oficiais
- Despacho n.º 2354/2026, ponto 3.3, alínea c), e demais normas aplicáveis;
- Despacho n.º 7192/2026, quanto aos serviços de acessibilidade e produção em Braille/relevo;
- Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, quanto à resposta inclusiva e à eliminação de barreiras.
Fontes:
Despacho n.º 2354/2026 e
Despacho n.º 7192/2026 .
As universidades europeias têm competência para atribuir créditos ECTS por cursos sem atribuição de créditos frequentados em universidades dos EUA?IES · Ensino Superior e Acesso
Uma universidade europeia não atribui automaticamente ECTS a qualquer curso frequentado nos Estados Unidos apenas porque o estudante o concluiu. A decisão de reconhecer estudos e atribuir créditos cabe à instituição de ensino superior que recebe o pedido, de acordo com a sua autonomia, regulamentos, resultados de aprendizagem, volume de trabalho e regras do ciclo de estudos.
O facto de o curso de origem não apresentar créditos próprios não impede necessariamente o reconhecimento, mas exige documentação suficiente: conteúdos, resultados de aprendizagem, carga de trabalho, avaliação, duração e prova de conclusão. A instituição pode pedir informação adicional ou recusar o reconhecimento se não houver equivalência académica suficiente.
O ECTS é um sistema de transparência e acumulação. Em regra, 60 ECTS correspondem ao volume de trabalho de um ano letivo a tempo inteiro, mas isto não converte mecanicamente horas ou certificados estrangeiros em créditos. O reconhecimento deve ser feito através do procedimento da universidade, do catálogo do curso, do acordo de aprendizagem, da transcrição de resultados ou de outros documentos académicos aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
- princípios do Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos (ECTS);
- Regulamento e regras de creditação da universidade europeia que recebe o pedido;
- documentação do curso de origem e resultados de aprendizagem efetivamente obtidos.
Fontes:
Comissão Europeia — ECTS e
Recomendação europeia sobre reconhecimento de resultados de aprendizagem .
Qual o prazo de candidatura?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento a que esta ficha se refere, o prazo de candidatura é de 10 dias úteis, contado nos termos indicados no aviso: a partir da publicação do aviso na Bolsa de Emprego Público (BEP) e na página eletrónica do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada (AE/EnA).
O aviso de abertura é a referência decisiva. Deve indicar a data de início, a data-limite, o meio de apresentação e os documentos a juntar. O candidato deve contar apenas os dias úteis segundo as regras aplicáveis aos prazos administrativos e submeter a candidatura até ao termo indicado no aviso.
Este prazo de 10 dias úteis não deve ser generalizado a todos os procedimentos escolares. Concursos de docentes, reserva de recrutamento, contratação de escola, bolsas e outros procedimentos podem ter prazos próprios previstos na lei, no aviso ou na aplicação SIGRHE. Se a pergunta não indicar qual é o procedimento, o RADAR deve pedir essa clarificação ou informar que não pode fixar o prazo com segurança.
Base legal e fonte oficial
- aviso de abertura do procedimento concreto, que fixa o prazo e a forma de candidatura;
- regras de contagem dos prazos previstas no Código do Procedimento Administrativo, quando aplicáveis;
- instruções e aviso publicados na BEP e na página do AE/EnA.
Fonte:
ficha oficial do IGeFE .
Quando o processo de transição para a conta do IGCP estiver concluído, o que deve ser feito?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Concluída a transição para a conta do IGCP, a escola deve confirmar que a conta está operacional, atualizar os dados bancários nos sistemas de gestão financeira aplicáveis e comunicar ao conferente ou à entidade competente o comprovativo de titularidade da conta quando este seja exigido.
Deve também conservar os comprovativos da transferência dos saldos e das receitas que estavam na conta comercial, utilizar a conta do IGCP para as operações abrangidas pela transição e confirmar que as receitas, pagamentos e requisições de fundos estão a ser processados no circuito indicado pelo IGeFE. Os documentos devem ficar arquivados para controlo e para a prestação de contas.
O procedimento exato de atualização do IBAN depende da aplicação financeira utilizada pela escola; por isso, não é seguro indicar um menu universal. A escola deve seguir a nota informativa do IGeFE e as instruções da própria aplicação. Se houver divergência entre a conta efetivamente aberta e o IBAN registado, a prioridade é corrigir o registo antes de efetuar novas operações.
Base legal e fonte oficial
- instruções do IGeFE relativas à abertura e utilização das contas no IGCP;
- regras de execução orçamental, requisição de fundos, receitas e prestação de contas aplicáveis ao ano;
- comprovativos de transferência e certidão ou declaração de titularidade da conta.
Fontes:
IGeFE — transição para contas IGCP e
IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas .
O que é o Plano "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Plano “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” é uma iniciativa e um referencial oficial de prevenção e intervenção perante o bullying, o ciberbullying e outras formas de violência em contexto escolar. Apoia as escolas na realização de um diagnóstico, na definição de um plano de ação, na organização das equipas e na escolha de práticas de prevenção, deteção, intervenção e acompanhamento.
Não é um procedimento que substitua o regulamento interno, o projeto educativo, o plano de ação de desenvolvimento digital, os mecanismos de proteção de crianças e jovens ou os procedimentos disciplinares e de comunicação legalmente exigidos. A escola deve integrar as medidas adequadas nos seus documentos e estruturas, envolver alunos, profissionais e famílias e registar as situações através dos canais oficiais quando aplicável.
O sítio oficial disponibiliza recursos, instrumentos de diagnóstico, referências para o plano de ação, informação sobre o SISE e condições associadas ao selo ou certificação anual. A adesão e a certificação dependem das regras da iniciativa em vigor e não devem ser apresentadas como automáticas.
Base legal e fonte oficial
- Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, na redação atual, quanto aos direitos e deveres dos alunos e à convivência escolar;
- Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual, quanto aos instrumentos de autonomia e organização da escola;
- orientações e instrumentos oficiais do Plano “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.
Fonte:
Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência .
O que é exigido se o responsável educativo não tiver o português como língua materna (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
O Decreto-Lei n.º 70/2021 não estabelece, no artigo 16.º, uma regra geral segundo a qual todo o responsável educativo que não tenha o português como língua materna tenha obrigatoriamente de apresentar um certificado específico de português. O que a lei exige deve ser distinguido do que pode ser pedido no formulário, no protocolo ou nas orientações administrativas do procedimento.
O responsável educativo deve cumprir os requisitos do regime do ensino doméstico ou individual, incluindo as habilitações e responsabilidades previstas no artigo 16.º. Quando o percurso seja bilingue, o n.º 3 desse artigo exige ainda a comprovação da proficiência na língua estrangeira em que decorra a parte bilingue, nos termos aplicáveis.
A escola deve confirmar no requerimento e na documentação oficial do ano letivo quais os comprovativos necessários e verificar se o responsável consegue assegurar o acompanhamento curricular em português e, quando aplicável, na língua estrangeira. Não deve inventar um nível, certificado ou exame de português que não esteja previsto na lei ou nas instruções oficiais.
Base legal e fonte oficial
- artigo 4.º, alínea g), do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto;
- artigos 9.º e 16.º do Decreto-Lei n.º 70/2021;
- protocolo e orientações administrativas aplicáveis ao caso concreto.
Fonte:
Decreto-Lei n.º 70/2021 — versão consolidada .
O curso de Competências Digitais Básicas destina-se a que tipo de necessidades?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, o curso de Competências Digitais Básicas destina-se a desenvolver competências essenciais para utilizar equipamentos, serviços e ferramentas digitais no quotidiano e para apoiar a participação dos responsáveis educativos na vida escolar dos alunos.
O regulamento enquadra o curso numa formação de oito horas dirigida a pais, encarregados de educação e outros responsáveis por alunos dos ensinos básico e secundário. As necessidades abrangidas podem incluir o acesso a dispositivos e plataformas, a utilização de serviços digitais, comunicação online, pesquisa e gestão de informação e outras tarefas digitais elementares previstas nos materiais da edição.
Não é um curso de certificação profissional nem substitui formação especializada em programação, cibersegurança ou inteligência artificial. Para essas áreas existem cursos autónomos na mesma edição. A escola deve seguir o programa e os recursos oficiais da edição em curso e adaptar a dinamização ao nível dos participantes sem alterar os objetivos do curso.
Base legal e fonte oficial
- Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais, que identifica o curso, a duração e os destinatários;
- orientações e materiais da Direção-Geral da Educação para a edição em curso.
Fonte:
Regulamento da 6.ª edição da ADP .
O meu filho não tem experiência na modalidade. Pode inscrever-se no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Em princípio, a falta de experiência anterior não impede a inscrição. O Desporto Escolar tem uma dimensão de participação, formação e desenvolvimento das competências dos alunos; a escola e o professor responsável devem adequar a integração e as atividades ao nível, à idade e às características dos participantes.
Contudo, a inscrição não garante automaticamente vaga em qualquer modalidade ou grupo-equipa. É necessário que a escola tenha a modalidade aprovada ou em funcionamento, exista disponibilidade e sejam cumpridas as regras de inscrição, segurança, acompanhamento e participação previstas nas normas do Desporto Escolar.
O encarregado de educação deve indicar a situação ao professor responsável. A escola pode organizar níveis ou momentos de iniciação, estabelecer regras de seleção quando uma atividade tenha capacidade limitada e impedir uma participação concreta quando existam razões objetivas de segurança ou de organização. Não pode, porém, transformar a experiência prévia numa condição geral que não esteja prevista nas normas aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
- artigo 51.º, n.º 5, da Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, na redação atual;
- Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro;
- Despacho n.º 8285/2026, de 30 de junho, e regras da modalidade ou do grupo-equipa.
Fonte:
Despacho n.º 8285/2026 .
Pode a escola definir critérios internos quanto a valores, companhias aéreas ou itinerários?AGSE · Administração e Gestão Escolar
A escola pode estabelecer procedimentos e critérios internos para instruir, autorizar e processar viagens e apoios, mas esses critérios têm de respeitar o regime legal, o orçamento disponível, a igualdade de tratamento, a transparência, a economia da despesa e as regras de contratação pública aplicáveis.
Nas escolas portuguesas no estrangeiro, o Despacho n.º 7654/2025 prevê que as viagens sejam efetuadas por via aérea em classe económica, através da aquisição pela escola ou do reembolso do montante efetivamente pago, nos termos dos n.os 5 e 6. A escola pode definir, por exemplo, prazos, documentos, circuito de autorização e critérios objetivos para comparar itinerários equivalentes. Não pode, através de uma regra interna, eliminar um apoio legal, impor uma companhia sem fundamento ou transferir para o beneficiário um custo que o regime legal cubra.
Critérios como companhia aérea, escala, aeroporto ou itinerário devem ser justificados por segurança, disponibilidade, duração razoável, preço e condições da deslocação. Se existir aquisição direta pela escola, devem ser observadas as regras de autorização de despesa, contratação e prestação de contas. Em caso de dúvida sobre uma despesa concreta, a decisão deve ficar fundamentada no processo.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio, e diploma de criação da escola portuguesa no estrangeiro;
- n.os 5, 6 e 10 do Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho;
- Código dos Contratos Públicos e regras orçamentais aplicáveis à despesa pública.
Fonte:
Despacho n.º 7654/2025 .
O responsável educativo de um aluno em ensino individual pode ser um professor da escola de matrícula?EduQA · Currículo e Qualificações
Não há uma proibição automática baseada apenas no facto de o professor trabalhar na escola de matrícula, mas também não existe um direito automático a que esse professor seja o responsável educativo.
No ensino individual, o responsável educativo e os professores que lecionam devem cumprir os requisitos de qualificação previstos no artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto. O professor-tutor designado pela escola de matrícula tem outra função: acompanha, monitoriza e participa nos procedimentos de avaliação e certificação previstos nos artigos 14.º e 18.º. Ser tutor não transforma, por si só, o professor em responsável educativo.
Um professor da escola de matrícula só poderá assumir o papel de responsável educativo se a situação estiver formalmente enquadrada no regime de ensino individual, cumprir as habilitações e demais requisitos, houver a designação ou contratação adequada e forem respeitadas as regras de organização, autorização e eventual incompatibilidade. A escola deve separar documentalmente as funções de professor responsável pela lecionação e de professor-tutor.
Por isso, a resposta a um caso concreto depende do tipo de ensino, da pessoa indicada, das qualificações, do vínculo e do protocolo. Sem esses dados, o RADAR deve explicar os requisitos e não responder simplesmente “sim” ou “não”.
Base legal e fonte oficial
- artigo 4.º, alíneas b) e g), do Decreto-Lei n.º 70/2021;
- artigos 9.º, 11.º, 14.º e 16.º do Decreto-Lei n.º 70/2021;
- artigo 18.º do mesmo diploma, quanto ao acompanhamento pelo professor-tutor.
Fonte:
Decreto-Lei n.º 70/2021 — versão consolidada .
A participação dos pais e encarregados de educação tem custos?DGE / Academia Digital para Pais · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não há uma taxa a pagar pelos pais ou encarregados de educação para participar nas ações da **Academia Digital para Pais (ADP)**. A iniciativa é promovida pela Direção-Geral da Educação, em parceria com a E-REDES, e as ações previstas no regulamento são de participação gratuita.
Na 6.ª edição, cada agregado familiar pode inscrever até duas pessoas, cada participante pode frequentar os cursos disponibilizados pela escola aderente e cada curso tem, em regra, oito horas, organizadas pela escola nos termos da edição. A escola pode receber apoio logístico para a realização das ações; esse apoio não corresponde a uma cobrança aos participantes.
Isto não significa que qualquer atividade externa que uma escola associe à iniciativa seja automaticamente gratuita. Se a escola promover uma atividade diferente da ação ADP ou uma deslocação autónoma, deve informar previamente os encarregados de educação sobre eventuais custos e obter as autorizações aplicáveis.
**Base oficial:** página da DGE sobre a Academia Digital para Pais e Regulamento da 6.ª edição. É uma iniciativa específica e não um direito geral a financiamento de todas as atividades de participação parental.
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DGE — Academia Digital para Pais -
Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais (DGE) Os encarregados de educação participam nas reuniões da equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva?Diário da República — Decreto-Lei n.º 54/2018 · Inclusão
Sim. Os pais ou encarregados de educação têm direito a participar na equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva quando esteja em causa o seu educando. A participação integra o direito de participação dos pais e do aluno e a composição variável da equipa, nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018.
A equipa multidisciplinar inclui elementos permanentes e, quando necessário, elementos variáveis convocados em função do aluno e da intervenção a desenvolver. O coordenador deve assegurar a participação dos pais ou encarregados de educação e do próprio aluno, quando adequado à sua idade e capacidade de compreensão. A participação deve ser efetiva e não meramente formal: a escola deve comunicar o objetivo da reunião e permitir que os interessados apresentem informação e observações relevantes.
Esta regra não significa que o encarregado de educação seja necessariamente membro permanente de todas as reuniões da equipa. A composição e a convocação devem corresponder ao caso concreto e ao trabalho a realizar, sem afastar o direito de participação previsto na lei.
**Base legal:** artigos 4.º e 12.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, especialmente as regras sobre participação dos pais e composição/coordenação da equipa multidisciplinar.
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — Diário da República Num agrupamento de escolas, é possível adotar manuais diferentes para o mesmo ano e disciplina?Diário da República — Portaria n.º 81/2014 · Currículo e Qualificações
Sim, mas apenas a título excecional e mediante decisão fundamentada do conselho pedagógico. A Portaria n.º 81/2014 permite que as escolas de um mesmo agrupamento adotem manuais diferentes para o mesmo ano de escolaridade e disciplina quando tal seja justificado pela diversidade das comunidades escolares e pelo respetivo projeto educativo.
Não basta uma preferência informal de cada escola ou de cada docente. A decisão deve ser tomada pelo órgão competente, ser fundamentada, respeitar os procedimentos de adoção e ficar registada. A escola deve também assegurar que os manuais escolhidos estão certificados e que a adoção é divulgada nos termos aplicáveis.
**Base legal:** artigo 3.º e artigo 9.º, n.º 3, da Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril. O artigo 10.º trata do registo das decisões de adoção.
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Portaria n.º 81/2014 — Diário da República É possível reafetar montantes entre Pessoal e Funcionamento das verbas disponibilizadas em GesEdu provenientes de Fundos Europeus?AGSE — Gestão financeira dos AE/EnA · Sistemas Digitais e Plataformas
Pode ser possível, mas não existe uma autorização geral para alterar livremente qualquer verba europeia. Na informação da AGSE relativa às operações do Pessoas 2030, a reafetação entre as rubricas **Pessoal** e **Funcionamento** pode ser pedida no âmbito da gestão flexível, desde que sejam respeitadas a candidatura aprovada, as taxas aplicáveis e as restantes condições da operação.
O procedimento é o seguinte:
1. A entidade proponente apresenta um pedido formal à AGSE, identificando a operação, as rubricas, os montantes e a fundamentação.
2. A AGSE aprecia o pedido e comunica a decisão e os montantes disponibilizados através do GesEdu.
3. A escola só deve executar a alteração depois de a reafetação ser autorizada e refletida no sistema.
Segundo a AGSE, os montantes que já tenham sido requisitados não podem ser reafectados por este procedimento. A resposta também não deve ser generalizada a todos os fundos europeus: o aviso, a operação aprovada e as regras do financiador podem impor limites diferentes.
**Fonte oficial:** FAQ da AGSE sobre gestão financeira dos agrupamentos e escolas não agrupadas. Quando a pergunta não indicar o programa ou a operação, é necessário confirmar primeiro essa informação.
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AGSE — Gestão financeira dos AE e EnA Como submeter boas práticas ou candidaturas?Rede de Bibliotecas Escolares · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não há um procedimento único para todas as boas práticas e candidaturas. A escola deve identificar a iniciativa concreta e seguir o aviso, regulamento e prazo publicados pela entidade promotora.
No caso da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), as candidaturas e submissões de práticas são feitas através do formulário ou espaço de trabalho indicado no aviso da iniciativa. Por exemplo, a edição 2026-2027 de **Fazer em Rede** dirige-se a bibliotecas escolares integradas na RBE e disponibiliza as instruções e os formulários próprios. Outras candidaturas RBE podem exigir formulário, documentos complementares e validação pela direção ou pela biblioteca escolar.
Assim, a resposta segura é: consultar a página da iniciativa, confirmar quem pode candidatar-se, preparar os documentos pedidos, submeter dentro do prazo e guardar o comprovativo. Não se deve presumir que o formulário ou o prazo de uma edição anterior continuam válidos.
**Fonte oficial:** páginas e regulamentos da RBE. Quando a pergunta não identifica o programa, o RADAR deve pedir o nome da iniciativa ou indicar que precisa do aviso concreto para dar o procedimento exato.
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RBE — Fazer em Rede 2026-2027 -
RBE — Candidaturas 2026 Como se calcula a classificação final de uma disciplina num curso profissional?Diário da República — Portaria n.º 235-A/2018 · Currículo e Qualificações
Depende de a disciplina ser **modular** ou não modular.
Nas disciplinas organizadas por módulos, a classificação final da disciplina resulta da média aritmética simples das classificações obtidas nos módulos concluídos, arredondada às unidades. A escola deve aplicar os critérios de avaliação aprovados e registar as classificações dos módulos nos termos do processo de avaliação.
Nas disciplinas não organizadas por módulos, a classificação é atribuída no final da disciplina, depois de concluído o processo de avaliação previsto para essa componente.
Esta resposta refere-se à classificação da disciplina. Não deve ser confundida com a classificação final do curso, que tem fórmula própria e pondera as diferentes componentes, incluindo a formação em contexto de trabalho e a prova de aptidão profissional quando aplicável.
**Base legal:** artigo 35.º, n.os 1 e 2, da Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, na redação atual. A classificação final do curso é tratada autonomamente no artigo 36.º.
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Portaria n.º 235-A/2018 — legislação consolidada O que devo fazer para solicitar a acreditação de uma entidade formadora?CCPFC · Carreira e Formação
O pedido deve ser apresentado ao **Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)** através da plataforma e-processos, seguindo as instruções de criação de entidade e o formulário de acreditação disponibilizado pelo Conselho.
Em termos práticos, a entidade deve:
1. criar ou ativar a conta institucional na plataforma do CCPFC;
2. preencher os dados de identificação, representação, contactos e atividade formativa;
3. anexar os documentos exigidos no formulário e no regulamento aplicável;
4. submeter o pedido e acompanhar as notificações na plataforma;
5. só depois de acreditada, pedir a acreditação das ações de formação nos termos próprios.
O pedido de acreditação da entidade não equivale à acreditação automática de todas as suas ações ou formadores. O CCPFC aprecia separadamente os requisitos da entidade, das ações e, quando aplicável, dos formadores.
**Base legal:** Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual, designadamente as normas sobre competência do CCPFC e acreditação de entidades e ações. Os requisitos documentais concretos devem ser confirmados na plataforma no momento da submissão, porque podem variar com o tipo de entidade.
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CCPFC — Plataforma e processos -
Decreto-Lei n.º 22/2014 — legislação consolidada A iniciativa articula-se com o currículo?SeguraNet / DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, uma iniciativa de cidadania e segurança digital, como os Desafios SeguraNet, pode ser articulada com o currículo e com o projeto educativo da escola. A articulação pode envolver, por exemplo, a componente de Cidadania e Desenvolvimento, as Aprendizagens Essenciais, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, Tecnologias de Informação e Comunicação e projetos interdisciplinares.
Essa articulação não transforma a iniciativa numa nova disciplina nem altera, por si só, a matriz curricular, os critérios de avaliação ou a distribuição da carga horária. Cabe à escola planificar a atividade, definir os objetivos pedagógicos e integrá-la nas estratégias e documentos próprios, respeitando o currículo e os critérios aprovados.
**Base legal e fonte oficial:** o Decreto-Lei n.º 55/2018 enquadra a autonomia e a articulação curricular; a página SeguraNet descreve os Desafios como atividades de cidadania digital dirigidas à comunidade escolar. A ligação curricular concreta deve ser feita pela escola, não presumida pelo nome do projeto.
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SeguraNet — Desafios SeguraNet -
Decreto-Lei n.º 55/2018 As autorizações concedidas são publicadas?Diário da República — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas · Carreira e Formação
Se a pergunta se refere às autorizações para continuidade do exercício de funções públicas por trabalhador reformado ou aposentado que complete 70 anos, sim. As autorizações conferidas ao abrigo do artigo 294.º-A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas são publicadas, por extrato, na 2.ª série do Diário da República, com a identificação dos respetivos fundamentos.
O artigo 294.º-A aplica-se a uma situação específica de continuidade de funções após a reforma ou aposentação por idade de 70 anos, em casos de interesse público excecional e devidamente fundamentado. Não é uma regra geral de publicação de todas as autorizações escolares nem deve ser confundida com a autorização de acumulação de funções, deslocação, atividade ou despesa.
A publicação é feita por extrato e o processo deve respeitar as regras aplicáveis de proteção de dados. Para saber se uma autorização concreta deve ser publicada, é necessário identificar o regime jurídico que lhe serve de fundamento.
**Base legal:** artigo 294.º-A, n.os 1, 2 e 7, da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada pela Lei n.º 35/2014, na redação atual. O n.º 7 determina expressamente a publicação das autorizações conferidas ao abrigo desse artigo.
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Lei n.º 35/2014 — LTFP, legislação consolidada O que são as Orientações Pedagógicas para Creche?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
As Orientações Pedagógicas para Creche (OPC) são um referencial oficial para apoiar a ação pedagógica com crianças dos 0 aos 3 anos. Destinam-se às equipas educativas e ajudam a planificar, observar, documentar e avaliar pedagogicamente as experiências das crianças, em articulação com as famílias e com o contexto da instituição.
As OPC não substituem a legislação de funcionamento das creches, as regras de segurança e saúde ou os deveres da entidade responsável. Também não são uma tabela de metas para classificar crianças. A sua função é orientar uma prática pedagógica de qualidade, respeitando os ritmos, a participação, o bem-estar e o desenvolvimento de cada criança.
Devem ser lidas em continuidade com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar quando a criança transita para a educação pré-escolar, sem confundir os dois níveis etários.
**Fonte oficial e enquadramento:** DGE — Orientações Pedagógicas para Creche; Decreto-Lei n.º 105/2025, de 30 de setembro; Despacho n.º 2354/2026, relativo às competências da unidade responsável pelas orientações pedagógicas para a infância.
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DGE — Orientações Pedagógicas para Creche -
Decreto-Lei n.º 105/2025 -
Despacho n.º 2354/2026 Como é promovido o bem-estar digital nos Desafios SeguraNet?SeguraNet / DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Desafios SeguraNet promovem o bem-estar digital através de atividades de reflexão e participação sobre o uso seguro, equilibrado e responsável das tecnologias. As propostas podem abordar hábitos de utilização dos ecrãs, equilíbrio entre atividades online e offline, privacidade, respeito pelos outros, identificação de riscos e procura de ajuda.
Na escola, a atividade deve ser adaptada à idade dos alunos e integrada no trabalho pedagógico da turma ou da escola. O objetivo é desenvolver competências e hábitos de cidadania digital; não é fazer um diagnóstico clínico nem substituir o acompanhamento especializado quando exista uma situação de saúde ou de risco.
**Fonte oficial:** a SeguraNet descreve os Desafios como iniciativas de cidadania digital que envolvem a comunidade escolar. A DGE disponibiliza ainda recomendações gerais sobre bem-estar digital nas escolas.
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SeguraNet — Desafios SeguraNet -
DGE — Bem-estar digital nas escolas O que deve conter o processo de proposta de abertura de um novo estabelecimento da rede pública?Diário da República / AGSE · Administração e Gestão Escolar
Uma proposta de abertura não é apenas um pedido administrativo da escola. Deve ser instruída no âmbito do planeamento da rede escolar e demonstrar a necessidade e a viabilidade da solução.
O processo deve conter, pelo menos, elementos que permitam apreciar:
- a evolução demográfica, as projeções de procura e a população escolar;
- a oferta existente, a capacidade instalada e a rede prevista na Carta Educativa;
- a localização, instalações, acessibilidade, segurança e condições técnicas do estabelecimento;
- a oferta educativa a criar e a sua articulação com os estabelecimentos próximos;
- transportes, refeições, apoios e outros serviços necessários;
- os encargos de investimento e funcionamento e a responsabilidade das entidades envolvidas;
- os impactos da abertura na organização da rede e no equilíbrio da oferta.
Em regra, a iniciativa municipal deve ser enquadrada na Carta Educativa e nos instrumentos de planeamento da rede. A análise e decisão dependem do tipo de estabelecimento, da oferta e das competências legalmente atribuídas ao município e à administração educativa. A AGSE intervém nas matérias de planeamento, racionalização e validação da rede nos termos das suas competências, mas a escola não deve presumir que um simples ofício substitui o procedimento ou os pareceres exigidos.
**Base legal e fonte institucional:** Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro, em especial o regime da Carta Educativa e do planeamento da rede; Plano de Atividades 2026 da AGSE, na parte relativa ao planeamento e acompanhamento da rede escolar.
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Decreto-Lei n.º 21/2019 — Diário da República -
AGSE — Plano de Atividades 2026 Como me posso inscrever e participar no Desporto Escolar?Diário da República — Despacho n.º 8285/2026 · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O aluno deve começar por perguntar na sua escola quais os grupos-equipa, modalidades e horários disponíveis. A inscrição é feita através do professor responsável pelo grupo-equipa, do coordenador do Desporto Escolar, do departamento de Educação Física ou do procedimento/formulário indicado pela escola.
A participação depende da existência da modalidade na escola, das vagas e das regras do respetivo grupo-equipa. O aluno e o encarregado de educação devem cumprir as regras de participação, saúde, segurança, deslocações e autorização que resultem do Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar (RGFDE), dos regulamentos específicos e das instruções da escola.
O Desporto Escolar assenta na participação e na escolha dos alunos, mas a inscrição numa modalidade não garante automaticamente a participação em todas as competições. A seleção para encontros ou competições deve respeitar as regras do grupo-equipa e do regulamento aplicável.
**Base legal:** Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, e normas do Desporto Escolar para 2026-2028 aprovadas pelo Despacho n.º 8285/2026. Os procedimentos práticos de inscrição são definidos/operacionalizados pela escola e pelo RGFDE.
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Despacho n.º 8285/2026 — Diário da República Quem emite o certificado de habilitações e diploma após conclusão do ensino em ensino individual?Diário da República — Decreto-Lei n.º 70/2021 · Currículo e Qualificações
É a **escola de matrícula** que emite o certificado e, quando aplicável, o diploma relativos à conclusão do percurso de ensino individual, nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2021.
A escola conserva e confere os registos necessários, verifica a conclusão do nível ou ciclo e emite a certificação através dos procedimentos oficiais, normalmente em formato digital. A emissão do documento não transforma o responsável educativo numa escola nem dispensa o cumprimento das regras de acompanhamento, avaliação e provas aplicáveis ao ensino individual.
Se a pergunta disser respeito a uma prova concreta, equivalência ou certificação de uma situação anterior, é necessário verificar o regime em vigor no ano da conclusão e os registos da escola de matrícula.
**Base legal:** artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, relativo à certificação dos alunos que concluem o ensino básico ou secundário nas modalidades de ensino individual ou doméstico.
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Decreto-Lei n.º 70/2021 — Diário da República A Cidadania e Desenvolvimento contribui para a avaliação do aluno?Diário da República — Decreto-Lei n.º 55/2018 · Currículo e Qualificações
Contribui para o acompanhamento do percurso educativo do aluno, mas a resposta não é uma simples atribuição de uma nota igual em todos os anos e ciclos.
No ensino básico, a escola aplica os critérios de avaliação aprovados pelo conselho pedagógico e regista a participação e as aprendizagens de Cidadania e Desenvolvimento nos termos da sua organização curricular. No ensino secundário, a componente não é objeto de avaliação sumativa como uma disciplina autónoma; a participação do aluno é registada no certificado nos termos da regulamentação aplicável.
Assim, Cidadania e Desenvolvimento pode ser considerada na avaliação formativa, no acompanhamento e na certificação do percurso, mas não deve ser apresentada como uma disciplina com uma classificação numérica obrigatória em todos os níveis. Os critérios concretos têm de constar dos documentos da escola e respeitar o regime de avaliação aplicável.
**Base legal:** Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, e a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania. A escola deve consultar ainda os seus critérios de avaliação e os normativos específicos do nível de ensino.
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — Diário da República Qual é a diferença entre matrícula e renovação de matrícula?Diário da República — Despacho Normativo n.º 7/2026 · Administração e Gestão Escolar
**Matrícula** é o ato pelo qual o aluno ingressa pela primeira vez num estabelecimento, nível, ciclo, modalidade ou oferta, ou passa a frequentar uma oferta diferente que exige um novo registo. É o momento em que se inicia o vínculo escolar naquela situação.
**Renovação de matrícula** é a continuação desse vínculo para o ano letivo seguinte. Em muitas situações a renovação é processada automaticamente pela escola, mas o encarregado de educação tem de intervir quando os dados, a escola, o encarregado de educação, o curso, as disciplinas/opções ou outra condição prevista nas regras se alteram.
Não se deve concluir, só por a renovação ser normalmente automática, que nunca é necessário confirmar dados ou apresentar pedido. Os prazos, situações que exigem renovação expressa e documentos dependem das regras de matrícula em vigor e da oferta frequentada.
**Base legal:** despacho normativo que estabelece os procedimentos de matrícula e renovação, atualmente consolidado com as alterações aplicáveis, incluindo o Despacho Normativo n.º 7/2026. A escola deve aplicar a versão vigente no ano letivo em causa.
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Despacho Normativo n.º 7/2026 — Diário da República -
Regras de matrícula — legislação consolidada É necessária autorização dos Encarregados de Educação para a participação dos alunos em treinos e competições no âmbito do Desporto Escolar?Diário da República — Despacho n.º 8285/2026 · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
É necessário distinguir as situações.
Para a inscrição e participação regular, a escola deve cumprir o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar, os regulamentos específicos, as regras de segurança e os procedimentos de consentimento e proteção de dados aplicáveis. Para competições, deslocações ou atividades realizadas fora da escola, a autorização do encarregado de educação deve ser obtida quando exigida pelo RGFDE, pela organização da atividade ou pelos procedimentos da escola, antes da participação do aluno.
Não é rigoroso afirmar, sem consultar o regulamento aplicável à modalidade e à atividade, que existe um único impresso obrigatório para todos os treinos realizados dentro da escola. A inscrição, o consentimento e a autorização para deslocações/competições podem ter momentos e documentos diferentes.
A escola deve informar o encarregado de educação sobre a atividade, horário, local, deslocação e condições de participação, conservar os comprovativos exigidos e impedir a participação quando falte uma autorização necessária.
**Base legal e regulamentar:** Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro; Despacho n.º 8285/2026, que aprova as normas do Desporto Escolar para 2026-2028; Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e regulamentos específicos da modalidade.
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Despacho n.º 8285/2026 — Diário da República As adaptações ao processo de avaliação interna têm de ser comunicadas ao Júri Nacional de Exames (JNE)?Diário da República — Decreto-Lei n.º 54/2018 · Inclusão
Não. As adaptações aplicadas **apenas na avaliação interna** são decididas e acompanhadas pela escola, nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, e não são comunicadas ao JNE como se fossem adaptações de provas ou exames nacionais.
É diferente quando estão em causa avaliações externas:
- no ensino básico, determinadas adaptações para provas finais ou provas de equivalência são decididas pela escola, fundamentadas e registadas no processo do aluno, com comunicação ao JNE nos termos do artigo 28.º;
- no ensino secundário, as adaptações previstas para exames podem ter de ser comunicadas e, em alguns casos, dependem de autorização do JNE;
- o tipo de prova, a adaptação e o ano de escolaridade determinam o procedimento concreto.
Por isso, a resposta correta é: a avaliação interna não exige comunicação ao JNE; uma prova externa pode exigir comunicação ou autorização, e deve ser analisada à luz do artigo 28.º e do despacho normativo de provas e exames em vigor.
**Base legal:** artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, e Despacho Normativo n.º 3/2026, relativo às provas e exames dos anos abrangidos.
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — legislação consolidada -
Despacho Normativo n.º 3/2026 — Diário da República O SIGE deve ser migrado para a cloud?AGSE / Governo — cloud, segurança e continuidade · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma resposta automática apenas por o sistema se chamar SIGE. A escola deve avaliar o serviço concreto, a infraestrutura onde está alojado, os dados tratados, o contrato, a segurança, a proteção de dados, a continuidade do serviço, as cópias de segurança e a capacidade de recuperação.
Se o SIGE já estiver numa solução cloud contratada pela entidade competente e cumprir os requisitos aplicáveis, não há fundamento para uma migração adicional só por uma preferência tecnológica. Se estiver instalado localmente, a escola ou a entidade responsável deve avaliar a migração à luz das orientações e regras aplicáveis à cloud da Administração Pública, à cibersegurança, à continuidade e à contratação, sem interromper o serviço nem transferir dados sem base jurídica e medidas de segurança adequadas.
Antes de decidir, devem ser documentados pelo menos: responsável pelo tratamento e subcontratantes, localização e acesso aos dados, níveis de serviço, portabilidade, cópias de segurança, gestão de incidentes, autenticação, continuidade e plano de saída. A decisão pode ser “migrar”, “manter” ou “substituir”, desde que seja tecnicamente e juridicamente fundamentada.
**Base oficial:** Decreto-Lei n.º 125/2025 e Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, sem prejuízo do RGPD, do regime de cibersegurança e das orientações da entidade responsável pelo sistema. A obrigação concreta depende do SIGE e do organismo que o gere; o RADAR não deve afirmar uma migração obrigatória sem identificar esse enquadramento.
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Decreto-Lei n.º 125/2025 — Diário da República -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 — Diário da República Qual é a classificação mínima exigida nas provas de ingresso?DGES — Acesso ao ensino superior · Ensino Superior e Acesso
Para cada par **instituição/ciclo de estudos**, a classificação mínima exigida em cada prova de ingresso é, em regra, de **95 pontos em 200**. A instituição pode fixar uma classificação mínima superior, pelo que não basta olhar apenas para o valor geral de 95 pontos.
O candidato deve confirmar, no guia da candidatura e na informação oficial da DGES para o ano em causa:
- quais as provas de ingresso exigidas pelo curso;
- a classificação mínima exigida em cada prova;
- a classificação mínima da nota de candidatura, quando prevista;
- os eventuais pré-requisitos e restantes condições.
Assim, um exame com menos de 95 pontos não cumpre o mínimo geral da prova de ingresso. Um exame com 95 ou mais pode ainda não ser suficiente para determinado curso se a instituição tiver fixado um mínimo superior ou se a nota de candidatura não atingir o valor exigido.
**Base legal:** artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, na redação atual, que fixa a classificação mínima das provas de ingresso em valor igual ou superior a 95 pontos na escala de 0 a 200. Para o concurso de 2026-2027, a Portaria n.º 219/2026, de 12 de maio, exige ainda a classificação mínima fixada pela instituição para cada par instituição/ciclo de estudos. A informação anual da DGES e os guias de candidatura mostram os valores concretos.
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DGES — Perguntas frequentes -
Portaria n.º 219/2026 — Diário da República -
Decreto-Lei n.º 296-A/98 — legislação consolidada -
DGES — Informação para candidatos O que é a Prova de Aptidão Profissional (PAP) e quando é realizada?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
A Prova de Aptidão Profissional (PAP) é a prova de avaliação externa do curso profissional que demonstra as competências e conhecimentos adquiridos pelo aluno ao longo do percurso formativo.
Consiste na apresentação e defesa, perante um júri, de um projeto desenvolvido pelo aluno — que pode traduzir-se num produto material ou intelectual, numa intervenção ou numa atuação — acompanhado de um relatório final. O projeto e o relatório devem evidenciar a aquisição das competências, conhecimentos e atitudes previstos no perfil profissional e no curso.
A PAP é realizada durante o último ano do ciclo de formação. A conceção, concretização e avaliação seguem as regras da portaria aplicável e o regulamento da escola, que deve definir as fases, o acompanhamento, a entrega do projeto e do relatório, a composição e o funcionamento do júri e os critérios de avaliação. Não existe uma única data nacional fixa para todas as escolas.
**Base legal e fonte oficial:** artigos 28.º, 29.º e 30.º da
Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto .
Quem é responsável pela execução técnica da migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma regra legal geral que atribua sempre a execução técnica de qualquer migração a uma entidade determinada. A responsabilidade concreta deve ser confirmada no plano de migração, no contrato e nas instruções da aplicação ou serviço em causa.
Em regra operacional, o fornecedor da aplicação ou da solução cloud executa as operações técnicas de migração, com a articulação da escola, do agrupamento ou da entidade responsável pelo serviço. À escola/agrupamento cabe colaborar na preparação, validar os dados, confirmar utilizadores e permissões, acompanhar testes e assegurar a comunicação e a continuidade do serviço. O fornecedor não deve iniciar alterações sem o circuito de autorização e validação previsto para a solução concreta.
Se a documentação da aplicação atribuir uma tarefa à escola, ao agrupamento, ao IGeFE, à AGSE ou a outro prestador, essa instrução específica prevalece para essa migração. A resposta não deve afirmar que o fornecedor é sempre responsável sem consultar esse plano.
**Fonte oficial e enquadramento:**
perguntas frequentes da AGSE , incluindo a informação operacional sobre migração para a cloud. As obrigações de segurança e continuidade devem ainda ser observadas no regime aplicável, designadamente no
Decreto-Lei n.º 125/2025 .
Qualquer aluno pode ter adaptações ao processo de avaliação?Diário da República · Inclusão
Não há uma adaptação automática para todos os alunos, mas qualquer aluno pode beneficiar de adaptações ao processo de avaliação quando elas sejam necessárias para garantir a sua participação, acessibilidade, equidade e demonstração das aprendizagens.
O Decreto-Lei n.º 54/2018 não limita as adaptações aos alunos com uma determinada etiqueta ou categoria de deficiência. A escola deve analisar as barreiras concretas, a necessidade educativa e a adequação da medida. As adaptações podem incidir, por exemplo, sobre formas e meios de comunicação, condições de realização, instrumentos, tempo ou modalidade de resposta, nos termos legalmente previstos.
Nas provas de avaliação interna, a decisão cabe à escola, respeitando o processo de avaliação e as medidas de suporte aplicáveis. Nas provas e exames externos aplicam-se também as regras específicas desse regime. A adaptação deve ser registada e aplicada de forma coerente com as medidas definidas para o aluno; não resulta apenas de um pedido informal nem dispensa a análise pedagógica.
**Base legal:** artigo 28.º, em especial os n.os 1 a 3, do
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho .
Existe a possibilidade de estudar no estrangeiro, num país fora do Programa do ERASMUS+?Erasmus+ / União Europeia · Ensino Superior e Acesso
Sim. É possível estudar num país que não participe no Programa Erasmus+, mas essa possibilidade não resulta automaticamente do Erasmus+ nem garante uma bolsa.
O estudante pode recorrer, conforme o nível de ensino e o curso, a acordos bilaterais da instituição, programas próprios da escola ou instituição de ensino superior, outras bolsas, mobilidade independente ou regimes de acesso do país de destino. Deve confirmar diretamente com a instituição portuguesa e com a instituição estrangeira os requisitos académicos, o reconhecimento dos estudos, as propinas, o seguro, o visto e os meios financeiros.
Mesmo dentro do Erasmus+, algumas ações admitem atividades com países terceiros não associados ao Programa, mas apenas nas condições, regiões e limites da ação concreta. Por isso, não basta dizer que um país está “fora do Erasmus+”: é necessário identificar o país, o nível de ensino, a ação ou programa e o aviso aplicável.
**Fontes oficiais:**
Erasmus+ — participação ,
Regulamento (UE) 2021/817 e informação da instituição de ensino responsável pela mobilidade. Não existe uma autorização geral do Ministério que substitua esses procedimentos.
Como é feita a candidatura ao ensino superior?DGES · Ensino Superior e Acesso
Depende do regime de acesso e do curso pretendido.
No concurso nacional de acesso ao ensino superior público, a candidatura é apresentada online na plataforma da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), dentro dos prazos e fases fixados para o ano em causa. O candidato deve obter ou utilizar as credenciais exigidas, indicar as opções de curso e instituição, confirmar as condições de acesso e submeter a candidatura.
Nos concursos especiais, concursos institucionais e regimes próprios, a candidatura pode ser apresentada diretamente na instituição de ensino superior, de acordo com o edital e o calendário dessa instituição. É o caso do concurso especial para estudantes internacionais, regulado pelo Decreto-Lei n.º 36/2014, em que a candidatura é apresentada diretamente à instituição de ensino superior nos termos do respetivo regulamento.
Não é seguro indicar prazos, documentos ou provas sem saber o ano, o curso e o regime de acesso. O candidato deve consultar a DGES e o edital da instituição para a candidatura concreta.
**Base legal e fontes oficiais:**
DGES — informação geral sobre concursos especiais ,
DGES — perguntas frequentes e
Decreto-Lei n.º 36/2014 , designadamente os artigos 4.º, 7.º e 8.º.
É necessária a concordância dos encarregados de educação para a implementação das medidas propostas no Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?Diário da República · Inclusão
Em regra, sim. A implementação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão propostas no Relatório Técnico-Pedagógico depende da concordância dos pais ou encarregados de educação, nos termos do artigo 21.º, n.º 9, do Decreto-Lei n.º 54/2018.
O processo deve assegurar a participação do aluno e dos pais ou encarregados de educação. Depois de elaborado o RTP, a direção deve seguir o procedimento legal de aprovação e comunicação previsto no diploma, incluindo o prazo aplicável do artigo 22.º. A escola não deve tratar a assinatura ou concordância como uma mera formalidade desligada da participação na decisão.
Se não existir concordância, a escola deve registar a situação e seguir o procedimento previsto no regime de educação inclusiva para procurar uma solução e assegurar a proteção do direito à educação. A resposta concreta pode depender da medida proposta e dos atos já praticados; não se deve afirmar que a falta de assinatura permite simplesmente ignorar o aluno ou aplicar qualquer medida sem procedimento.
**Base legal:** artigos 21.º, n.º 9, e 22.º do
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho .
Ao reverter o pedido posso eliminar e submeter outro relatório médico?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
No procedimento de Mobilidade de Docentes por Motivo de Doença (MPD), a reversão serve para corrigir os dados do pedido e não, por si só, para substituir livremente um relatório médico já submetido.
De acordo com as instruções da AGSE para a aplicação SIGRHE, quando a candidatura ainda está numa fase em que a alteração é permitida, o docente deve eliminar o relatório médico na área própria. A eliminação do relatório elimina também o pedido associado; depois pode carregar o relatório correto, preencher novamente os dados e submeter novo pedido, dentro do prazo e antes da validação pela escola/agrupamento ou entidade competente.
Depois de iniciada a validação ou terminado o prazo aplicável, a plataforma pode deixar de permitir a operação. O docente deve verificar o estado efetivo no SIGRHE e seguir o aviso da edição em causa; não deve criar um segundo pedido paralelo nem presumir que uma reversão é possível em qualquer fase.
**Fontes oficiais:**
AGSE — Mobilidade de docentes por motivo de doença ,
Decreto-Lei n.º 41/2022 e
Despacho n.º 5868-B/2025 , sem prejuízo do aviso vigente para o ano em causa.
Como posso registar a minha escola/agrupamento na comunidade eTwinning PT?European School Education Platform / eTwinning · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O registo é feito na European School Education Platform (ESEP), que integra a comunidade eTwinning. O docente ou outro profissional elegível deve criar ou utilizar uma conta EU Login, completar o perfil profissional e selecionar a organização/escola a que está associado.
Se a escola ou o agrupamento já estiver registado, deve ser selecionado o registo correto. Se não aparecer ou os dados estiverem incorretos, o utilizador deve seguir o procedimento de suporte da plataforma e, quando aplicável, contactar a Organização Nacional de Apoio eTwinning. Num agrupamento, deve ser usada a designação e a organização que correspondem à entidade representada no projeto; não se deve criar duplicados apenas para cada estabelecimento sem confirmar a orientação da plataforma.
O registo na plataforma não é uma autorização legal para qualquer projeto nem garante financiamento. A participação depende das regras e condições do projeto e da validação da organização na ESEP.
**Fonte oficial:**
eTwinning na European School Education Platform ,
ESEP — ligar-se a organizações e
contacto e apoio da ESEP . Trata-se de um procedimento da plataforma, não de uma regra fixada por uma portaria portuguesa específica.
Quem pode participar no Erasmus+ no domínio do ensino e formação?Erasmus+ / União Europeia · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem participar pessoas e organizações elegíveis nos domínios abrangidos pelo Erasmus+, mas os participantes concretos dependem da ação e do respetivo convite ou guia do programa.
No ensino escolar podem participar, entre outros, alunos, professores e outro pessoal educativo, através de uma escola ou organização elegível. No ensino e formação profissionais podem participar aprendentes, formadores, pessoal e organizações de educação e formação profissional. No ensino superior participam estudantes, pessoal docente e não docente e instituições de ensino superior elegíveis. Existem ainda ações para educação de adultos e outras áreas do Programa.
As organizações devem exercer atividade relevante no domínio da educação, formação, juventude ou desporto e cumprir as condições da ação. Algumas candidaturas são apresentadas por uma organização à Agência Nacional; outras são centralizadas e apresentadas à Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura. A participação individual não dispensa os requisitos da ação nem significa que qualquer pessoa possa obter uma bolsa sem integrar o procedimento aplicável.
Algumas ações admitem parceiros ou mobilidades com países terceiros não associados ao Programa, mas apenas nas condições e limites definidos para a ação.
**Fonte oficial:**
Erasmus+ — quem pode participar e
Regulamento (UE) 2021/817 .
O PaperCut deve ser migrado para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível afirmar, como regra geral, que todas as escolas têm de migrar especificamente o PaperCut para a cloud. A obrigação depende da aplicação concreta, da solução disponibilizada, do plano de migração, do contrato e das instruções oficiais aplicáveis à escola ou ao agrupamento.
A AGSE tem orientações e perguntas frequentes sobre a adoção de soluções cloud e sobre a migração para novas soluções. Essas orientações devem ser lidas juntamente com a comunicação específica da aplicação. Antes de migrar, devem ser confirmados o âmbito da operação, os dados abrangidos, as responsabilidades do fornecedor e da escola, a continuidade do serviço, a segurança, as permissões, a interoperabilidade e o cumprimento das regras de proteção de dados.
O Decreto-Lei n.º 125/2025 e a estratégia nacional para a cloud enquadram segurança e adoção coordenada, mas não constituem, por si só, uma ordem universal para converter qualquer instalação PaperCut numa solução cloud. Se a AGSE ou o fornecedor tiver emitido uma instrução específica para aquela escola, essa instrução deve ser analisada no respetivo contexto.
**Fontes oficiais:**
AGSE — FAQ sobre a migração para uma solução cloud ,
AGSE — perguntas frequentes ,
Decreto-Lei n.º 125/2025 e
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 .
Quem pode participar nos CPR?DGE / ERTE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Nos CPR — Clubes de Programação e Robótica — podem participar alunos dos níveis e ciclos de ensino abrangidos pela edição e pelo regulamento do programa, com atividades adaptadas à idade, ao nível de ensino e aos objetivos do clube. A iniciativa destina-se às comunidades escolares e não é reservada a alunos de um único curso ou ciclo.
A participação concreta depende da inscrição da escola, da edição em vigor, do regulamento e da organização do clube. A escola deve verificar o aviso ou regulamento da edição, os requisitos de inscrição e as condições de funcionamento antes de anunciar a participação. Não deve ser indicado um limite etário, número máximo de alunos ou calendário sem consultar a edição correspondente.
Os CPR são uma iniciativa da Direção-Geral da Educação, através da ERTE. O programa promove competências de programação, robótica e pensamento computacional; a participação no clube não substitui as disciplinas do currículo nem cria, por si só, uma certificação escolar autónoma.
**Fonte oficial:**
ERTE/DGE — Clubes de Programação e Robótica ,
informação de inscrição e regulamento da edição aplicável. A resposta deve ser atualizada quando for publicado novo regulamento.
Quais são as principais funções do professor bibliotecário?Diário da República / RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O professor bibliotecário gere e dinamiza a biblioteca escolar como espaço de apoio ao currículo, às aprendizagens, à leitura, à literacia da informação, à literacia tecnológica e digital e à formação de leitores críticos.
Entre as funções previstas contam-se:
- articular a biblioteca com o projeto educativo, os planos de turma e as estruturas pedagógicas;
- organizar e disponibilizar recursos documentais e serviços de informação;
- apoiar alunos e professores nas atividades curriculares e no desenvolvimento de competências de informação e leitura;
- promover atividades de leitura, literacia e enriquecimento curricular;
- assegurar a articulação com as bibliotecas do agrupamento, a Rede de Bibliotecas Escolares e parceiros locais;
- avaliar anualmente o serviço de biblioteca e comunicar a respetiva atividade nos termos aplicáveis.
As tarefas concretas devem ser organizadas no agrupamento ou escola não agrupada de acordo com a legislação, o projeto educativo e o plano de atividades. O professor bibliotecário não substitui os docentes das disciplinas nem exerce sozinho todas as funções da equipa da biblioteca.
**Base legal e fontes oficiais:** artigo 3.º da
Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho ,
RBE — professores bibliotecários e
RBE — avaliação da biblioteca escolar .
Um aluno pode beneficiar do ATE e de outras medidas de apoio em simultâneo?DGE / Diário da República · Inclusão
Sim, quando o aluno reúne os requisitos do Apoio Tutorial Específico (ATE) e a escola identifica que esse apoio é necessário, o ATE pode coexistir com outras medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. O ATE é um recurso adicional e não elimina, por si só, as medidas universais, seletivas ou adicionais previstas para o aluno.
A coexistência não significa que todos os alunos tenham direito automático ao ATE. A elegibilidade e a organização dependem do nível de ensino, do número de retenções e das regras operacionais aplicáveis ao ano letivo. A direção e as estruturas pedagógicas devem evitar duplicação de intervenções, definir objetivos, articular os responsáveis e acompanhar os resultados.
O apoio deve ser coerente com o percurso e as medidas do aluno. Se existir Relatório Técnico-Pedagógico, as intervenções devem ser articuladas com esse processo e com a equipa multidisciplinar, quando aplicável.
**Base legal e fonte oficial:** artigo 12.º, em especial os n.os 1 e 6, do
Despacho Normativo n.º 10-B/2018 ,
DGE — Apoio Tutorial Específico e
Decreto-Lei n.º 54/2018 . A aplicação de extensões previstas em planos posteriores deve seguir a regulamentação e as orientações do ano em causa.
Qual é o âmbito do PEBI?DGE · Currículo e Qualificações
O PEBI — Programa Escolas Bilingues em Inglês / Bilingual Schools Programme — destina-se a escolas públicas e privadas, em Portugal continental ou no estrangeiro, que lecionem o currículo português e sejam selecionadas no procedimento anual do Programa.
O Programa pode abranger a educação pré-escolar e os ensinos básico até ao 3.º ciclo, de acordo com a candidatura, o projeto aprovado e os níveis abrangidos na edição. A escola desenvolve ensino bilingue em articulação com a Direção-Geral da Educação e os parceiros do Programa, designadamente o British Council e, quando aplicável, as estruturas competentes da administração educativa.
O âmbito não significa que todas as escolas sejam automaticamente bilingues ou que possam iniciar o PEBI sem candidatura. A escola deve consultar o aviso anual, cumprir os critérios, apresentar a candidatura e seguir as condições do projeto aprovado. A língua inglesa é integrada no ensino de componentes ou áreas previstas no programa; não implica substituir o currículo português nem eliminar a aprendizagem da língua portuguesa.
**Fonte oficial:**
DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês e
aviso de candidaturas da DGE . Os níveis e prazos devem ser confirmados na edição anual.
Quem deve participar na adoção de manuais destinados a alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Na adoção de manuais destinados a alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado devem participar obrigatoriamente os docentes de educação especial que acompanham esses alunos, em articulação com os docentes da turma e com as estruturas competentes da escola.
Essa participação serve para verificar se o manual e os materiais disponibilizados são adequados às necessidades do aluno e para ponderar formatos ou adaptações acessíveis. A decisão de adoção continua a seguir o procedimento geral da escola e do conselho pedagógico; a intervenção do docente de educação especial não substitui a competência do órgão responsável pela adoção.
Quando não exista uma versão adequada, a escola deve observar os procedimentos aplicáveis à disponibilização de materiais adaptados e à acessibilidade, sem presumir que qualquer manual pode ser substituído informalmente por outro.
**Base legal e fontes oficiais:** artigo 13.º da
Portaria n.º 81/2014, de 9 de abril ,
DGE — manuais escolares e materiais adaptados e
DGE — materiais acessíveis/adaptados .
Quem é notificado do deferimento ou indeferimento de um pedido de acumulação de funções?DGAE / SIGRHE · Carreira e Formação
No procedimento de acumulação de funções dos docentes, a decisão deve ser consultada e comunicada através do circuito previsto no SIGRHE e nas instruções da entidade competente. Em regra, o docente que apresentou o pedido recebe a notificação na conta e no endereço de correio eletrónico associado; a escola ou o agrupamento também acompanha o estado e a decisão quando intervém no procedimento.
O facto de existir uma mensagem de correio eletrónico não substitui a consulta do estado do pedido na plataforma nem altera a competência legal para autorizar a acumulação. O docente deve guardar a notificação e confirmar se o pedido foi deferido, indeferido ou devolvido para correção, bem como as condições e limites autorizados.
O regime material resulta do artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente e da Portaria n.º 814/2005, na redação atual. A forma de notificação e as fases do pedido podem ser detalhadas nas instruções da DGAE/AGSE para cada ano; não é seguro afirmar que todos os pedidos são notificados por um único modelo fora do SIGRHE.
**Base legal e fonte oficial:**
artigo 111.º do ECD ,
Portaria n.º 814/2005 e
DGAE — perguntas frequentes de recrutamento .
Como contribui a biblioteca para a equidade educativa?RBE / Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A biblioteca escolar contribui para a equidade educativa quando garante a todos os alunos acesso efetivo a recursos, informação, leitura, tecnologias e oportunidades de aprendizagem, independentemente das suas condições pessoais, sociais, económicas ou de acesso em casa.
Na prática, isso implica disponibilizar recursos diversificados e acessíveis, apoiar alunos com necessidades diferentes, desenvolver literacias da leitura, da informação e digital, orientar a pesquisa e o uso crítico de fontes e articular as atividades da biblioteca com o currículo e o projeto educativo. A biblioteca pode também reduzir desigualdades de acesso a livros, equipamentos e conectividade, mas não substitui as medidas de ação social, inclusão ou apoio pedagógico que competem à escola e a outras entidades.
Não existe no artigo 3.º da Portaria n.º 192-A/2015 uma fórmula numérica de “equidade” nem um direito automático a um recurso específico. A escola deve concretizar este objetivo no plano de ação da biblioteca, avaliando necessidades e resultados e garantindo que o serviço chega a todas as escolas do agrupamento.
**Enquadramento e fontes oficiais:** funções do professor bibliotecário no artigo 3.º da
Portaria n.º 192-A/2015 ,
RBE — serviço de biblioteca no agrupamento e
RBE — orientações .
Que ministérios são responsáveis pela educação de infância (0–6 anos)?Diário da República · Currículo e Qualificações
Não existe uma resposta correta que atribua todo o período dos 0 aos 6 anos a um único ministério. É necessário distinguir a educação pré-escolar, a creche e a intervenção precoce.
Na educação pré-escolar, a área governativa da Educação assegura o enquadramento curricular e a orientação pedagógica do sistema educativo. Na creche e nas respostas sociais para a primeira infância, a área governativa responsável pela Segurança Social tem responsabilidades próprias de organização, apoio e fiscalização das respostas sociais, em articulação com as entidades competentes.
Na intervenção precoce na infância, o Sistema Nacional de Intervenção Precoce envolve as áreas da Saúde, da Educação e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, nos termos do Decreto-Lei n.º 281/2009. O Decreto-Lei n.º 147/97 determina a articulação entre Educação e Solidariedade e Segurança Social para a educação pré-escolar e as respostas dirigidas às crianças.
Assim, a resposta depende do segmento: 0–3 anos/creche, 3–6 anos/educação pré-escolar ou intervenção precoce. A organização governativa pode mudar, mas as competências legais e a articulação previstas nestes diplomas continuam a ser o ponto de referência.
**Base legal:**
Lei n.º 5/97 ,
Decreto-Lei n.º 147/97 e
Decreto-Lei n.º 281/2009 .
Que modelo de adoção cloud é privilegiado para as aplicações escolares?AGSE / Governo · Sistemas Digitais e Plataformas
As orientações atuais privilegiam soluções cloud geridas profissionalmente, com segurança, continuidade, interoperabilidade, controlo de acessos e capacidade de integração, mas não impõem um único modelo para todas as aplicações escolares.
Na prática, pode ser adequada uma solução SaaS ou outro serviço cloud gerido, desde que a solução cumpra os requisitos técnicos, de segurança, proteção de dados, disponibilidade, portabilidade e suporte definidos pela entidade responsável. A escolha deve considerar a aplicação concreta, a criticidade dos dados, a integração com os sistemas do Ministério, a reversibilidade e o plano de continuidade; não se deve escolher apenas porque é “cloud”.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 estabelece uma estratégia nacional de cloud soberana e adoção coordenada, mas remete a concretização para critérios, planos setoriais e decisões das entidades competentes. A orientação da AGSE também não equivale a uma ordem para migrar todas as aplicações ou para usar um fornecedor específico.
**Fontes oficiais:**
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 ,
AGSE — perguntas frequentes e
Decreto-Lei n.º 125/2025 .
Quais as consequências do incumprimento do período mínimo de permanência?Diário da República / DGAE · Administração e Gestão Escolar
Esta pergunta deve ser situada no regime a que se refere. No caso dos docentes colocados em escolas portuguesas no estrangeiro abrangidas pelo Decreto-Lei n.º 78/2025, existe um período mínimo de permanência associado à aceitação da colocação, em regra de dois anos, sem prejuízo das regras do concreto procedimento.
O incumprimento injustificado pode obrigar à restituição ou indemnização pelos apoios de instalação recebidos e determinar a perda dos benefícios relacionados com o regresso, viagens ou transporte previstos no regime aplicável. As consequências não são iguais em todos os casos: devem ser verificadas a norma que rege a colocação e as exceções, designadamente situações de força maior ou de impossibilidade não imputável ao docente, quando reconhecidas pela entidade competente.
O docente deve ler o termo de aceitação, o aviso de colocação e o diploma aplicável antes de cessar funções. Não é seguro concluir automaticamente que qualquer saída antecipada produz a mesma indemnização ou que o incumprimento se aplica a todos os docentes em Portugal; esta regra é própria do regime abrangido pelo diploma.
**Base legal e fonte oficial:**
Decreto-Lei n.º 78/2025, de 13 de agosto e
DGAE — legislação de recrutamento, incluindo o DL n.º 78/2025 .
Os Cursos Artísticos Especializados de nível secundário incluem uma prova final?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Sim. Nos cursos artísticos especializados de nível secundário existe uma **Prova de Aptidão Artística (PAA)**, que integra a avaliação externa e é realizada no final do percurso formativo, nos termos da portaria aplicável ao curso.
A PAA consiste, em termos gerais, na conceção e realização de um projeto artístico, acompanhado de um relatório final, e na sua apresentação e defesa perante um júri. A prova, o projeto, o relatório, a composição do júri, a duração e os critérios concretos devem ser concretizados pelo regulamento da escola e pela portaria aplicável à área artística.
Assim, a resposta é afirmativa, mas a forma exata da prova não é igual em todas as áreas: deve ser consultada a regulamentação do curso e o regulamento da PAA da escola.
**Base legal e fonte oficial:** Portaria n.º 229-A/2018, de 14 de agosto, artigos 33.º a 35.º; Portaria n.º 232-A/2018, de 20 de agosto, artigos 31.º a 35.º; Diário da República e informação curricular da DGE.
Os LED podem apoiar atividades de Inteligência Artificial e robótica?DGE / Laboratórios de Educação Digital · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, desde que o Laboratório de Educação Digital (LED) da escola disponha dos equipamentos ou recursos adequados e as atividades estejam previstas no planeamento pedagógico da escola.
As áreas oficiais dos LED incluem programação e robótica, STEM e artes/multimédia. A DGE disponibiliza, entre outros exemplos, recursos de robótica que recorrem a Inteligência Artificial, programação, sensores e automação. Esses recursos podem ser usados para desenvolver pensamento computacional, resolução de problemas, experimentação e competências digitais.
Não é correto concluir, porém, que todos os LED têm exatamente o mesmo equipamento ou que exista uma disciplina autónoma de Inteligência Artificial. A atividade deve ser adaptada à tipologia, ao inventário do LED e ao projeto educativo e curricular da escola.
**Fonte oficial e enquadramento:** DGE, Laboratórios de Educação Digital — áreas, equipamentos e recursos; Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021, no âmbito da transição digital das escolas.
O que é a iniciativa Líderes Digitais?Centro de Sensibilização SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Líderes Digitais é uma iniciativa do Centro de Sensibilização SeguraNet, promovida no âmbito das medidas de cidadania e segurança digital nas escolas.
Na edição concreta, alunos acompanhados por um professor dinamizam ações de sensibilização para os colegas, as famílias e a comunidade educativa. As ações podem abordar segurança online, proteção de dados, pensamento crítico, bem-estar digital, ciberbullying e utilização responsável da Internet e das tecnologias.
A participação não cria, por si só, uma disciplina, uma função profissional ou uma certificação geral. As escolas devem consultar a página e o documento orientador da edição em vigor para conhecer os destinatários, o papel do professor acompanhante, as atividades e os prazos.
**Fonte oficial:** Centro de Sensibilização SeguraNet, iniciativa Líderes Digitais e informação de lançamento da edição aplicável.
Como me inscrevo no eTwinning?European School Education Platform · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O registo é feito na **European School Education Platform (ESEP)**, que integra o eTwinning:
1. Criar ou utilizar uma conta **EU Login**.
2. Aceder à área eTwinning da ESEP.
3. Completar o perfil profissional e os dados solicitados.
4. Ler e aceitar as condições de utilização e submeter o registo, quando a plataforma o solicitar.
Depois de o perfil ser validado, o utilizador pode procurar parceiros, participar em projetos e utilizar as funcionalidades disponíveis para a sua escola. Os campos, a validação e as funcionalidades podem ser alterados pela plataforma; por isso, devem ser seguidas as instruções que aparecem no registo e no centro de suporte oficial.
O eTwinning é um procedimento de registo numa plataforma europeia. A inscrição não garante financiamento nem aprovação de um projeto.
**Fonte oficial:** European School Education Platform — eTwinning, ligação e suporte ao utilizador.
Como deve ser avaliada a necessidade de migração de uma aplicação?AGSE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma regra geral que obrigue a migrar todas as aplicações escolares para a mesma solução. A decisão deve resultar de uma avaliação documentada da aplicação concreta, das orientações da entidade responsável e, quando exista, do contrato ou plano de migração aplicável.
A avaliação deve considerar, pelo menos:
- necessidade funcional e adequação ao serviço da escola;
- integração e interoperabilidade com os sistemas oficiais;
- segurança, controlo de acessos e proteção de dados;
- suporte, atualizações, ciclo de vida e dependência do fornecedor;
- continuidade do serviço, cópias de segurança, recuperação e plano de retorno;
- custos, licenciamento, portabilidade dos dados e obrigações contratuais;
- impacto na organização, nos utilizadores e na formação necessária.
Antes de executar a migração devem ser definidos responsáveis, dados a migrar, testes, critérios de aceitação, comunicação aos intervenientes e um plano para tratar falhas. A escola deve cumprir as instruções da AGSE, do IGeFE ou do prestador responsável pelo serviço; esta ficha não permite concluir, sem consultar esse plano, quem executa tecnicamente a migração.
**Fontes oficiais e enquadramento:** FAQ e orientações da AGSE sobre migração para a cloud; Decreto-Lei n.º 125/2025, no quadro da cibersegurança aplicável; Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026, sobre a estratégia nacional de cloud soberana.
Como é feita a avaliação em Cidadania e Desenvolvimento?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
A avaliação em Cidadania e Desenvolvimento deve ser contínua e sistemática, adequada às atividades, aos contextos e às aprendizagens que a escola definiu na sua estratégia de educação para a cidadania. Devem ser utilizadas técnicas e instrumentos diversificados, como observação, participação, projetos, trabalhos, portefólios ou outros meios adequados.
No ensino básico, a avaliação é da responsabilidade da escola e deve respeitar os critérios e os procedimentos aprovados no âmbito do respetivo processo de avaliação. Não existe uma fórmula nacional única que imponha o mesmo peso a cada instrumento em todas as escolas.
No ensino secundário, Cidadania e Desenvolvimento não é objeto de avaliação sumativa; a participação dos alunos é registada no certificado, nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018.
Assim, para um caso concreto, é necessário consultar a estratégia de educação para a cidadania e os critérios de avaliação do agrupamento ou escola.
**Base legal e fonte oficial:** artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho; Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, que aprova a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania; DGE — Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
Como devem ser registadas as receitas arrecadadas em dezembro que não tenham sido entregues nos Cofres do Estado?IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Para a situação excecional de receitas arrecadadas em dezembro que, por impossibilidade do serviço, não foram entregues nos Cofres do Estado dentro do ano económico, a Nota Informativa n.º 03/IGeFE/2025, ponto 3.3, determina o seguinte:
1. No ano em que a receita é arrecadada, regista-se o valor na classificação económica correspondente à sua proveniência.
2. Contabilisticamente, o valor transita para o ano seguinte como **saldo na posse do serviço**, na classificação económica 16.01.03.01.78 — “Saldo na posse do serviço — Consignado” — e na fonte de financiamento de origem.
3. No ano seguinte, como a verba não foi entregue nos Cofres do Estado, deve ser entregue pela classificação económica de origem, isto é, a mesma em que foi registada no ano anterior.
4. O registo deve identificar que se trata de receita de dezembro do ano anterior.
Este procedimento não substitui a conferência da nota informativa anual do IGeFE: classificações, fontes de financiamento e prazos podem ser atualizados para cada exercício.
**Fonte oficial:** Nota Informativa n.º 03/IGeFE/2025, ponto 3.3, relativa às receitas arrecadadas em dezembro de 2024 e não entregues no ano económico.
As inscrições estão sempre abertas?Centro de Sensibilização SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. Na iniciativa Líderes Digitais, as inscrições dependem da edição em curso e decorrem nos períodos e pelos meios indicados no respetivo aviso ou documento orientador.
A escola deve consultar a página oficial da iniciativa e confirmar:
- se a edição está aberta;
- quem pode inscrever-se;
- qual o formulário ou procedimento exigido;
- o prazo de inscrição;
- e as atividades e responsabilidades previstas para alunos e professores.
Não é seguro assumir que um formulário de uma edição anterior continua aberto ou válido. Na ausência de uma edição publicada, o RADAR deve dizer que não encontrou um período de inscrição aberto, em vez de inventar uma data.
**Fonte oficial:** Centro de Sensibilização SeguraNet — Líderes Digitais e documento orientador da edição aplicável.
A quem compete a organização, coordenação e gestão do Desporto Escolar?AGSE / Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A resposta depende do nível de atuação.
Ao nível nacional, a Unidade de Desporto Escolar da AGSE, I. P., assegura as competências de coordenação e gestão que lhe são atribuídas, define orientações e articula a estrutura nacional, regional e local.
Ao nível da escola ou do agrupamento, a organização das atividades é concretizada pelo núcleo ou estrutura de Desporto Escolar da escola, pelo coordenador e pelos docentes responsáveis, em articulação com as estruturas territoriais e com as orientações da AGSE. Compete ainda à direção assegurar a integração das atividades na organização da escola e autorizar os procedimentos necessários.
Por isso, não é rigoroso dizer que toda a organização e gestão pertence exclusivamente à AGSE: a AGSE coordena o sistema, mas a escola mantém responsabilidades concretas na execução local.
**Base legal e regulamentar:** Decreto-Lei n.º 95/1991, de 26 de fevereiro; Decreto-Lei n.º 99/2025, de 28 de agosto; Despacho n.º 8285/2026, de 30 de junho, e orientações operacionais do Desporto Escolar.
Que níveis de ensino estão abrangidos pelos Clubes Ciência Viva na Escola?DGE / Ciência Viva · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes Ciência Viva na Escola podem desenvolver atividades desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário e profissional, de acordo com a escola, o projeto aprovado e as parcerias estabelecidas.
O clube pode envolver um ou vários níveis de ensino. A resposta concreta depende do plano de atividades, dos recursos, dos docentes e da instituição científica ou tecnológica parceira; a existência da rede não significa que todas as escolas ofereçam exatamente as mesmas atividades a todos os níveis.
**Fonte oficial:** FAQ e Carta de Princípios da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola, promovida pela DGE e pela Ciência Viva.
Que escolas podem criar um Clube Ciência Viva na Escola?DGE / Ciência Viva · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
De acordo com a FAQ e a Carta de Princípios da rede, podem apresentar uma proposta, nos termos do programa, agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública, escolas das Regiões Autónomas, Escolas Portuguesas no Estrangeiro, escolas de ensino artístico especializado e estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, incluindo escolas profissionais.
A criação do clube não é automática. A proposta deve respeitar as condições do programa, designadamente a aprovação pela escola, a existência de um ou mais docentes responsáveis e coordenador, espaço de funcionamento, um parceiro científico ou tecnológico e a afetação mínima de tempo indicada na Carta de Princípios, atualmente três horas semanais.
As condições e o procedimento de cada abertura devem ser confirmados na convocatória e nos documentos oficiais da rede.
**Fonte oficial:** Carta de Princípios e FAQ da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola — DGE/Ciência Viva.
Podem ser requisitadas verbas em tipologias diferentes das disponibilizadas em GesEdu?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não. Segundo a FAQ de gestão financeira da AGSE, a nota de receita associada à Requisição de Fundos deve corresponder à receita registada e disponibilizada na área reservada da escola no GesEdu. Não é possível requisitar verbas numa tipologia diferente da que a plataforma disponibilizou.
Nas receitas próprias, só podem ser requisitadas verbas previamente registadas, validadas e disponíveis. A requisição deve ainda limitar-se aos montantes estritamente necessários e ser elaborada de forma individualizada por fonte de financiamento e medida.
Se for necessário reafetar montantes para outra classificação ou tipologia, deve ser pedida previamente autorização à entidade de onde provém a receita e seguida a tramitação indicada pela AGSE. Essa autorização não equivale a alterar unilateralmente a tipologia no GesEdu.
**Fonte oficial:** AGSE, Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas — FAQ GesEdu.
A componente de Cidadania e Desenvolvimento é obrigatória?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Sim. Cidadania e Desenvolvimento integra todas as ofertas educativas e formativas dos ensinos básico e secundário, nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 e da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania aprovada em 2025.
Ser obrigatória não significa que tenha de funcionar sempre como uma disciplina autónoma com a mesma carga horária em todas as escolas. A escola concretiza a componente através da sua estratégia de educação para a cidadania, do currículo e das atividades previstas, respeitando as orientações nacionais.
No ensino secundário, a forma de implementação é definida pela escola e a participação dos alunos não é objeto de avaliação sumativa, sendo registada no certificado nos termos da lei.
**Base legal e fonte oficial:** artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho; Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025; DGE — Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
É necessário entregar todos os documentos comprovativos?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
Não necessariamente. No concurso nacional de docentes, os documentos devem ser submetidos por *upload* na aplicação antes da submissão da candidatura, salvo os documentos que já estejam válidos e arquivados no processo individual do agrupamento ou escola não agrupada que valida a candidatura.
O candidato fica dispensado de repetir esses documentos já válidos e arquivados, mas a dispensa não abrange o certificado de registo criminal atualizado nem a declaração de autorização de acesso ao registo criminal: um destes elementos tem de ser entregue quando for exigido no procedimento.
O aviso de abertura e a FAQ da edição concreta prevalecem quanto aos documentos, prazos e forma de entrega. Se o processo individual não estiver na escola que valida a candidatura, não se deve presumir que a dispensa é aplicável.
**Base legal e fonte oficial:** Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação aplicável, e artigo/FAQ “Como entrego os documentos comprovativos?” do Concurso Nacional de Docentes 2026/2027 da AGSE.
Os LED incluem equipamentos de impressão 3D?DGE / Laboratórios de Educação Digital · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A lista oficial de equipamentos dos Laboratórios de Educação Digital inclui impressoras 3D modulares e equipamentos associados à modelação e prototipagem digital.
A utilização pode apoiar projetos de desenho, fabricação, STEM, programação, robótica e trabalho interdisciplinar. Contudo, a presença e o modelo concreto do equipamento devem ser confirmados no inventário do LED da escola e na tipologia atribuída; não se deve presumir que todas as escolas tenham exatamente o mesmo conjunto ou consumíveis.
**Fonte oficial:** DGE, página de equipamentos dos LED e ficha da impressora 3D modular; enquadramento da medida na Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021.
O que são os Laboratórios de Educação Digital (LED)?DGE / Laboratórios de Educação Digital · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital são espaços das escolas equipados com recursos tecnológicos para apoiar a integração pedagógica das tecnologias digitais no ensino e na aprendizagem.
As tipologias de LED combinam equipamentos e recursos para áreas como programação e robótica, STEM, artes e multimédia. Podem apoiar aulas, projetos, clubes, experimentação, criação e trabalho interdisciplinar, de acordo com o projeto educativo e a organização da escola.
Os LED não constituem, por si só, uma disciplina nem substituem o currículo. O tipo de recursos, o modo de reserva e as atividades disponíveis dependem da tipologia atribuída e do inventário da escola. A informação oficial da DGE apresenta a medida sobretudo para o 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e o ensino secundário, sem impedir utilizações pedagógicas enquadradas noutros projetos da escola.
**Fonte oficial e enquadramento:** DGE — Laboratórios de Educação Digital; Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021.
Como funciona o transporte para eventos oficiais do Desporto Escolar?AGSE / Desporto Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma regra geral que atribua sempre o transporte à escola ou sempre à autarquia. Para cada evento devem ser consultados o convite, o regulamento e o plano de participação, que devem identificar a entidade responsável pelo transporte, os horários, os acompanhantes, os custos e as condições de segurança.
A escola ou o agrupamento articula a participação com a estrutura do Desporto Escolar e deve assegurar a autorização interna, a identificação dos alunos e acompanhantes, a comunicação aos encarregados de educação e as autorizações necessárias. O transporte pode ser organizado pela escola, pela autarquia, pela organização do evento ou por outra entidade parceira, conforme o caso.
Se o evento não indicar quem assegura o transporte ou o respetivo pagamento, a direção deve pedir esclarecimento à estrutura responsável antes de confirmar a participação. Não é seguro afirmar, sem essa informação, que a escola tem sempre de suportar a despesa.
**Base legal e fonte oficial:** Decreto-Lei n.º 95/1991, de 26 de fevereiro; Despacho n.º 8285/2026; orientações e regulamento do evento do Desporto Escolar aplicável; DGE/AGSE — Desporto Escolar.
A intervenção precoce na infância substitui o trabalho educativo e pedagógico desenvolvido na creche e no jardim de infância?Diário da República / SNIPI · Inclusão
Não. A intervenção precoce na infância é uma intervenção complementar, precoce e articulada, não substitui a resposta educativa e pedagógica da creche ou do jardim de infância.
O Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) envolve as áreas da saúde, da segurança social e da educação e atua com a criança e a família nos contextos naturais, de forma transdisciplinar e coordenada. A equipa deve articular-se com os profissionais do contexto educativo para responder às necessidades identificadas, sem retirar à creche ou ao jardim de infância as suas responsabilidades educativas.
O apoio concreto depende da avaliação da criança e da família, do plano de intervenção e da equipa local competente. A intervenção precoce não deve ser tratada como uma colocação automática de um profissional ou como substituição do educador.
**Base legal:** Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, que cria o SNIPI e define a intervenção precoce na infância.
Como elaborar uma Minuta Avulsa?AGSE / SIGRHE · Carreira e Formação
A Minuta Avulsa é elaborada na aplicação SIGRHE, quando o módulo e o procedimento em causa estiverem disponíveis. O percurso indicado nas instruções da aplicação é, em termos gerais:
1. Aceder a **Situação Profissional**.
2. Abrir **Gestão de Colocações/Contratos**.
3. Selecionar o ano letivo e o módulo de colocações/contratos atualmente disponível — não utilizar literalmente o marcador “202X/202X”.
4. Entrar em **Contratos** e selecionar **Novo**.
5. Usar a pesquisa para localizar a colocação, voltar a selecionar **Novo**, preencher o formulário e gravar.
6. Depois de gravada a colocação, abrir o formulário disponibilizado para gerar o contrato associado.
Os nomes e o percurso podem ser alterados pela DGAE/AGSE entre anos letivos. Se a colocação não aparecer, a escola deve confirmar se o procedimento foi submetido e se o módulo está aberto, em vez de criar um contrato fora da aplicação.
**Fonte oficial e enquadramento:** instruções do SIGRHE/AGSE para contratos e colocações e Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação aplicável aos procedimentos de recrutamento e contratação de docentes.
Como é feita a avaliação das ações de formação acreditadas pelo CCPFC?Diário da República / CCPFC · Carreira e Formação
Há duas avaliações relacionadas, que não devem ser confundidas.
**Avaliação da ação:** a entidade formadora é responsável pela avaliação da ação acreditada. Participam nessa avaliação os formandos, o formador e a entidade formadora, tendo em conta a adequação às prioridades e aos objetivos, o funcionamento, os resultados e os impactos da formação.
**Avaliação dos formandos:** os instrumentos, processos e critérios devem ser divulgados no início da ação. A proposta de classificação é feita pelo formador ou formadores com base no formulário de acreditação e nos critérios definidos; a responsabilidade final é da entidade formadora. Devem ser usados instrumentos e procedimentos diversificados. A classificação é quantitativa, de 1 a 10 valores, com as menções Excelente, Muito Bom, Bom, Regular e Insuficiente nos intervalos previstos no artigo 4.º.
Para a certificação, o formando tem ainda de cumprir as condições de frequência e aproveitamento definidas para a ação. Em regra, não pode ser certificada uma ação quando a participação seja inferior a dois terços da sua duração, sem prejuízo de critérios mais exigentes previstos no regulamento da entidade formadora.
**Base legal:** artigos 3.º a 6.º do Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio; Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro; orientações e regulamentos do CCPFC.
Qual o prazo de validade da acreditação de uma Entidade Formadora?CCPFC / Diário da República · Carreira e Formação
A validade não é igual para todas as entidades nem pode ser indicada apenas com a fórmula «cinco anos».
Para as entidades formadoras sujeitas a acreditação ou reacreditação pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), deve confirmar-se a data em que a acreditação ou reacreditação foi concedida:
- as acreditações ou reacreditações atribuídas até 31 de agosto de 2025 têm, no regime transitório aplicável, validade de três anos;
- as acreditações ou reacreditações atribuídas a partir de 1 de setembro de 2025 têm validade de cinco anos.
O prazo deve ser contado a partir da data que consta do certificado ou do registo oficial aplicável. Quando a acreditação termina, a entidade deixa de poder realizar ações de formação abrangidas por esse regime, incluindo ações que já tenham começado, salvo se existir uma regra específica que determine solução diferente.
As instituições de ensino superior e os serviços centrais do Ministério da Educação têm um regime próprio: podem estar dispensados do procedimento de acreditação, mas continuam sujeitos ao registo e às obrigações aplicáveis no sistema do CCPFC. Por isso, não se deve aplicar automaticamente o prazo de três ou cinco anos a essas entidades.
Para uma resposta individual é necessário consultar o certificado, a data do ato de acreditação/reacreditação e a natureza da entidade formadora.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, designadamente o artigo 10.º;
- Regulamento geral atual do CCPFC e respetivo regime transitório;
-
CCPFC — Acreditação de entidades formadoras .
O RADAR não deve afirmar um prazo único sem conhecer a data e o tipo de acreditação.
Como avaliar o contexto, os processos e os progressos das crianças, em língua inglesa, na educação pré-escolar?DGE · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar, a língua inglesa deve ser trabalhada de forma integrada, lúdica e contextualizada, e não como uma disciplina isolada nem como uma avaliação classificativa.
No âmbito do Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI), a escola e o educador devem:
- observar a participação, a compreensão e a progressão da criança nas rotinas e atividades realizadas em inglês;
- relacionar a avaliação com aquilo que foi efetivamente explorado em inglês, sem exigir conteúdos que não foram trabalhados nessa língua;
- usar observação contínua, registos, portefólio, produções e participação em atividades, de acordo com o projeto da escola;
- considerar o contexto, os interesses, o ritmo e o desenvolvimento global de cada criança;
- usar a informação recolhida para ajustar estratégias e comunicar a evolução às famílias.
Na educação pré-escolar, a avaliação é sobretudo formativa e contextualizada. Não se traduz numa nota ou num exame de inglês. As orientações do PEBI indicam que, quando se avalia o que foi ensinado em inglês, devem ser usadas estratégias adequadas a essa língua e à idade das crianças.
Base legal e fonte oficial
- Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho, que homologa as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar;
- Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, na parte relativa à avaliação e à documentação pedagógica;
- orientações do Programa Escolas Bilingues em Inglês da Direção-Geral da Educação;
-
DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês ;
-
DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
A forma concreta dos registos deve ser definida no projeto pedagógico da escola e respeitar as orientações da educação pré-escolar.
Está previsto o reforço automático da verba atribuída?AGSE / IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Não existe, por regra geral, um reforço automático da verba inicialmente atribuída.
O montante aprovado resulta do aviso, programa, candidatura ou decisão de financiamento aplicável. Um eventual reforço só pode ser considerado quando o regime concreto o permitir e quando exista uma decisão, alteração orçamental, aviso ou comunicação formal da entidade competente, sujeita às condições de elegibilidade, disponibilidade financeira e comprovação das necessidades.
A escola deve, por isso:
- consultar o aviso, termo de aceitação, contrato ou comunicação que fixou a verba;
- verificar se existe procedimento para pedir alteração ou reforço;
- apresentar fundamentação e documentos quando esse procedimento esteja previsto;
- não assumir novas despesas com base numa expectativa de reforço ainda não aprovado.
Sem identificar o programa e a decisão de financiamento, não é possível afirmar que a verba será reforçada ou indicar um montante. O RADAR deve pedir essa identificação quando a pergunta não indicar a medida concreta.
Fonte oficial
- Informação operacional AGSE/IGeFE relativa ao financiamento aplicável;
- aviso, regulamento e termo de aceitação do programa concreto.
Não há uma regra universal que atribua automaticamente uma verba adicional a todas as escolas.
Ao elaborar o contrato surge um aviso a indicar que não foi registada a apresentação do/a candidato/a. Como regularizar a situação?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
O aviso significa que, no SIGRHE, não ficou registada a apresentação do candidato colocada por concurso ou reserva de recrutamento. Sem essa apresentação, a escola não deve concluir o contrato como se o requisito estivesse cumprido.
Para regularizar:
1. confirme se a colocação é de reserva de recrutamento, concurso externo extraordinário ou contratação de escola;
2. verifique no SIGRHE se a apresentação foi submetida no prazo e no módulo correspondente;
3. confirme se a escola registou a apresentação e se o candidato entregou os elementos exigidos;
4. depois de corrigido o registo, volte ao módulo de contratos e valide se o aviso desapareceu;
5. se o erro persistir, conserve a prova da apresentação e contacte o suporte AGSE/SIGRHE pelo canal oficial, indicando escola, candidato, horário e captura do aviso.
Na reserva de recrutamento, a aceitação é feita na aplicação dentro do prazo legal e a apresentação na escola ocorre até ao terceiro dia útil seguinte à publicitação da colocação. A falta de aceitação ou de apresentação no prazo pode tornar a colocação sem efeito, pelo que não deve ser corrigida informalmente nem por duplicação de contrato.
Base legal e fonte oficial
- artigos 38.º, 39.º e 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual;
-
AGSE — Contratos e aditamentos .
O prazo e o módulo exatos devem ser confirmados para o tipo de colocação concreto e para o aviso vigente no SIGRHE.
Como iniciar o processo de pagamento coercivo?Diário da República / CPPT · Administração e Gestão Escolar
O pagamento coercivo não começa simplesmente por uma decisão informal da escola. Primeiro deve existir uma dívida determinada e exigível, com fundamento legal, e devem ser cumpridos os passos administrativos de notificação e cobrança voluntária previstos no regime aplicável.
Quando a dívida possa ser cobrada em execução fiscal, a entidade competente deve emitir ou remeter o título executivo adequado. O artigo 162.º, alínea c), do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT) admite como título executivo a certidão do ato administrativo que determine a dívida, quando a lei lhe atribua essa força. O artigo 163.º exige que o título contenha, entre outros elementos, a identificação da entidade, a assinatura e data, o devedor e número fiscal, a origem e natureza da dívida, o montante e os juros quando aplicáveis.
Assim, o procedimento deve ser, em termos gerais:
- apurar e fundamentar a reposição ou dívida;
- notificar o devedor e permitir o pagamento voluntário ou a apresentação de pronúncia, quando legalmente exigido;
- confirmar o incumprimento e o valor atualizado;
- preparar a certidão/título com os elementos legais;
- remeter o processo à entidade competente para a cobrança coerciva, seguindo as instruções financeiras e fiscais em vigor.
O artigo 148.º, n.º 2, alínea b), do CPPT só abrange reposições e outras dívidas quando a cobrança em execução fiscal esteja expressamente prevista. Portanto, sem identificar a origem da dívida e a norma que autoriza a execução fiscal, não é seguro afirmar que todos os pagamentos em falta seguem automaticamente esse canal.
Base legal
- Código de Procedimento e de Processo Tributário, artigos 148.º, n.º 2, alínea b), 162.º, alínea c), e 163.º;
- regime específico da reposição ou financiamento que originou a dívida;
- instruções atuais da entidade gestora e dos serviços financeiros competentes.
O RADAR deve distinguir cobrança voluntária, reposição administrativa e execução fiscal, em vez de indicar uma plataforma única para todos os casos.
Os candidatos que não procedam à matrícula e inscrição no prazo fixado em calendário têm alguma penalização?DGES / Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
Sim. Nos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, a falta de matrícula e inscrição dentro do prazo fixado no calendário pode ter consequências.
Em regra, o candidato colocado que não se matricule e inscreva no prazo não pode apresentar candidatura no ano letivo seguinte através dos concursos geral ou especial, conforme estabelece o regime aplicável. Existem exceções específicas, designadamente para alguns regimes abrangidos pelas alíneas d) e g), que devem ser confirmadas na legislação e no calendário do ano.
Não se trata de uma penalização financeira geral nem de uma sanção que possa ser inventada pela instituição. A consequência depende do regime especial, do motivo da não inscrição e das exceções legalmente previstas. O candidato deve consultar a instituição de ensino superior e a DGES logo que detete o incumprimento, juntando prova de eventual motivo atendível se o procedimento concreto o admitir.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho, incluindo o regime aplicável aos regimes especiais;
- Portaria n.º 248-A/2023, de 1 de agosto;
-
DGES — Regimes especiais: perguntas frequentes ;
-
DGES — Informação geral sobre regimes especiais .
Para uma resposta individual é indispensável saber qual é a alínea/regime especial e qual foi o prazo do calendário.
Qual é o requisito de assiduidade nas Ações de Formação de Curta Duração (AFCD)?DGAE / Diário da República · Carreira e Formação
Numa Ação de Formação de Curta Duração (AFCD), o requisito não deve ser descrito como uma regra universal de «presença sem qualquer justificação».
Para que a ação seja reconhecida e certificada, devem estar reunidos os requisitos previstos no regime da formação contínua, incluindo a relação com o exercício profissional, a qualidade e rigor da ação e a comprovação da presença através dos elementos exigidos. A entidade formadora deve emitir o certificado nos termos aplicáveis e o diretor valida a certificação para os efeitos do Estatuto da Carreira Docente quando essa validação seja exigida.
As AFCD têm, em regra, duração mínima de 3 e máxima de 6 horas e não podem ultrapassar o limite global previsto para esta modalidade. O aviso, programa ou regulamento da ação pode exigir participação em todas as horas e indicar como são tratadas faltas ou saídas antecipadas. Se a presença não ficar comprovada nos termos exigidos, a entidade pode não certificar a ação.
Assim, a resposta correta é: o docente deve cumprir a assiduidade definida para a ação e obter prova de presença; não existe neste despacho uma autorização geral para considerar qualquer ausência irrelevante, nem uma regra que permita ao RADAR garantir certificação sem consultar as condições da ação.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, artigo 7.º, na redação atual;
- Despacho n.º 5741/2015, de 29 de maio, designadamente os artigos 3.º, 5.º e 7.º;
-
DGAE — Formação contínua ;
-
Diário da República — Despacho n.º 5741/2015 .
A escola é avisada previamente do início da intervenção?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Em regra, sim. Nas intervenções da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), a escola recebe informação e contactos prévios que permitem conhecer o âmbito da intervenção, organizar os documentos e preparar a participação dos intervenientes.
Na avaliação externa das escolas, a comunicação pode incluir a data, a equipa, a documentação a disponibilizar, os horários e a organização das entrevistas. A informação operacional divulgada para este tipo de intervenção aponta para aviso prévio, frequentemente com a antecedência de 10 dias úteis.
Esse prazo não deve ser transformado numa regra absoluta para todas as inspeções, auditorias, averiguações ou intervenções urgentes. A escola deve seguir a comunicação concreta da IGEC e a agenda enviada. Se não tiver recebido a comunicação ou se precisar de esclarecer a data, deve contactar a equipa ou a IGEC pelo canal indicado, mantendo registo do contacto.
Fonte oficial
- Orientações, agenda e comunicação da intervenção emitidas pela IGEC;
-
IGEC — Avaliação e inspeção ;
- Referentes e metodologia da avaliação externa das escolas publicados pela IGEC.
O RADAR deve distinguir a avaliação externa programada de uma intervenção inspetiva com outro objeto ou com necessidade de atuação imediata.
As aplicações INOVAR que já se encontram em cloud requerem alguma intervenção?AGSE / IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Se a aplicação INOVAR já está efetivamente alojada em cloud, não é necessária uma nova intervenção apenas para repetir uma migração que já foi concluída.
Isso não dispensa a escola de confirmar os procedimentos operacionais que a entidade responsável indicar, nomeadamente:
- contas, perfis e permissões de acesso;
- continuidade e disponibilidade do serviço;
- proteção de dados e acessos autorizados;
- cópias de segurança, exportação ou recuperação quando previstas;
- atualização dos contactos de suporte e comunicação de incidentes.
A resposta depende do estado real da instalação e da comunicação AGSE/IGeFE aplicável. «Já estar em cloud» não significa que qualquer configuração adicional esteja automaticamente dispensada, mas também não fundamenta uma nova migração sem instrução da entidade responsável.
Fonte oficial
- Informação operacional AGSE/IGeFE sobre as aplicações INOVAR em cloud;
- orientações técnicas e de segurança comunicadas à escola;
-
Balcão Digital da Educação — AGSE/IGeFE .
Quando a pergunta não identifica a aplicação, o ambiente ou a comunicação recebida, o RADAR deve pedir esses dados antes de indicar uma operação técnica específica.
Quem pode frequentar um Curso de Educação e Formação (CEF)?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
Os Cursos de Educação e Formação (CEF) destinam-se, em especial, a jovens que se encontram em risco de abandono escolar ou que abandonaram a escolaridade antes de concluírem a escolaridade obrigatória e pretendem obter uma qualificação escolar e profissional.
O regime abrange preferencialmente jovens com 15 ou mais anos. Também pode abranger jovens que concluíram o 12.º ano sem obter uma qualificação profissional e pretendem adquirir uma qualificação. A idade, o percurso escolar, a qualificação pretendida e o tipo de curso determinam a possibilidade concreta de admissão.
A frequência não é automática para qualquer aluno. A escola deve verificar a oferta autorizada, os requisitos do curso, o nível de escolaridade, a situação do jovem e as regras de orientação e encaminhamento. Devem ainda ser respeitadas as regras gerais de escolaridade obrigatória e a autorização da oferta.
Base legal e fonte oficial
- Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de julho, na redação atual;
- Despacho n.º 9752-A/2012, de 18 de julho, que altera e republica regras da oferta CEF;
- orientações da Direção-Geral da Educação para os CEF;
-
Diário da República — Despacho n.º 9752-A/2012 .
Para decidir um caso individual, a escola deve identificar o curso, o nível de qualificação e o percurso escolar do candidato.
Qual o papel da família?SNIPI / Diário da República · Inclusão
A família tem um papel central na intervenção precoce na infância. Não é apenas destinatária de informação: participa na identificação das necessidades, na definição de objetivos e na avaliação do apoio.
No Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), o apoio é centrado na criança e na família. A equipa deve:
- ouvir a família e considerar as suas prioridades, rotinas e recursos;
- explicar a avaliação, as medidas e os objetivos do Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP);
- promover a participação e o consentimento da família nos termos legais;
- articular com saúde, educação, segurança social e outros serviços necessários;
- apoiar a família no acesso a recursos e respostas da comunidade;
- rever a intervenção com a família, acompanhando os progressos e as mudanças de necessidades.
A família não substitui a equipa técnica nem decide isoladamente todas as medidas, mas deve ser envolvida nas decisões que dizem respeito à criança. O PIIP é construído e acompanhado em cooperação com a família.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, designadamente os artigos 1.º a 8.º;
-
SNIPI — Famílias ;
-
Diário da República — Decreto-Lei n.º 281/2009 .
O RADAR deve distinguir o papel da família no SNIPI da responsabilidade técnica das equipas e dos serviços envolvidos.
Como são constituídos os grupos de entrevistados?IGEC · Administração e Gestão Escolar
Não existe uma composição única para todos os grupos de entrevistados. A constituição depende do tipo de intervenção, dos referentes, da agenda e das orientações da IGEC aplicáveis ao ciclo de avaliação.
Na avaliação externa, os grupos devem representar, de forma equilibrada e adequada ao objeto da intervenção, os vários setores da comunidade educativa que tenham informação relevante, designadamente:
- direção e órgãos de gestão;
- docentes e estruturas de coordenação;
- trabalhadores não docentes;
- alunos, quando adequado ao nível de ensino;
- pais e encarregados de educação;
- parceiros ou entidades da comunidade, quando previstos.
Quando a metodologia aplicável prevê eleição ou seleção de participantes, a escola deve respeitar esse procedimento e fornecer à equipa a identificação dos intervenientes. O diretor pode apoiar a organização, mas não deve substituir os critérios da IGEC por uma seleção informal.
O número de pessoas, os grupos concretos e a duração das entrevistas devem ser confirmados na agenda ou comunicação da intervenção. Se a pergunta não indicar o ciclo ou o modelo de avaliação, não é seguro dar uma lista fechada.
Fonte oficial
-
IGEC — Referentes da avaliação externa ;
- orientações e agenda da avaliação externa da IGEC.
A composição efetiva deve ser conferida na documentação enviada para a intervenção concreta.
Existe um regulamento específico para a Prova de Aptidão Profissional (PAP)?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Sim. Nos cursos profissionais, a escola deve ter um regulamento específico da Prova de Aptidão Profissional (PAP), aprovado pelos órgãos competentes e integrado no Regulamento Interno.
Esse regulamento deve concretizar, pelo menos:
- os direitos e deveres dos intervenientes;
- o calendário e as fases da PAP;
- a forma de aprovação, acompanhamento e orientação do projeto;
- as regras de apresentação do relatório e de defesa;
- a constituição e funcionamento do júri;
- os critérios de avaliação e classificação;
- as regras para faltas, adiamentos e reapreciação, quando aplicáveis;
- a duração e organização da apresentação pública.
O regulamento da escola não pode afastar as regras nacionais do curso profissional. Deve concretizá-las para a organização da escola e ser divulgado aos alunos e demais intervenientes. Outras ofertas, como os cursos artísticos especializados, podem ter prova final e regulamentação própria; por isso, é necessário identificar a modalidade antes de aplicar esta resposta.
Base legal
- Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, artigo 32.º, para os cursos profissionais;
- Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual;
-
Diário da República — Portaria n.º 235-A/2018 .
O RADAR deve pedir a modalidade de curso quando a pergunta usar apenas a expressão genérica «PAP».
Quem tem legitimidade para a apresentação da candidatura?DGES / Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
Nos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, a legitimidade para apresentar a candidatura depende da modalidade concreta.
Em regra, apresentam a candidatura diretamente à instituição de ensino superior os candidatos dos regimes identificados pelas alíneas a), b), c), e) e f) do regime especial. Nas alíneas d) e g), a apresentação é feita através da entidade diplomática ou consular competente, nos termos próprios do regime.
O candidato deve, portanto, confirmar:
- a alínea do regime especial em que se enquadra;
- se a candidatura é entregue na instituição ou por via diplomática/consular;
- o calendário anual e a plataforma ou formulário indicados;
- os documentos que provam a condição invocada.
Não basta ter uma condição pessoal que pareça semelhante: é necessário enquadramento numa das modalidades legais e cumprimento dos requisitos e prazos da candidatura.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho;
- Portaria n.º 248-A/2023, de 1 de agosto;
-
DGES — Regimes especiais: perguntas frequentes ;
-
DGES — Informação geral sobre regimes especiais .
O ano letivo e o regime concreto devem ser indicados para confirmar o procedimento vigente.
A participação dos alunos no Desporto Escolar pode integrar projetos ou disciplinas internas?DGE / Desporto Escolar · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, a participação dos alunos no Desporto Escolar pode articular-se com projetos, clubes, atividades de complemento curricular e outras iniciativas da escola, desde que seja enquadrada nos instrumentos e regras do Desporto Escolar.
Essa articulação pode envolver, por exemplo, projetos de atividade física e saúde, cidadania, inclusão, bem-estar, clubes e iniciativas da comunidade. As atividades podem ser internas ou externas, conforme o projeto aprovado e as regras aplicáveis.
Contudo, a participação no Desporto Escolar não se transforma automaticamente numa disciplina curricular nem gera, por si só, uma classificação ou crédito curricular. A escola deve:
- enquadrar a iniciativa no Projeto Educativo e no Plano Anual de Atividades, quando aplicável;
- respeitar o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e o plano do respetivo Clube do Desporto Escolar;
- garantir autorização, segurança, acompanhamento e registo das atividades;
- explicar aos alunos e famílias o objetivo e o regime de participação.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na redação aplicável ao Desporto Escolar;
- Despacho n.º 9227/2022, de 27 de julho;
- Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar e Programa Estratégico do Desporto Escolar;
-
DGE — Documentação do Desporto Escolar .
O projeto concreto deve ser conferido no plano aprovado para o ano letivo, porque a articulação e os apoios dependem da atividade e da autorização atribuída.
As escolas privadas podem candidatar-se ao PEBI?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
Sim. O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) pode abranger escolas privadas, incluindo entidades privadas com fins lucrativos e instituições particulares de solidariedade social, desde que cumpram as condições do aviso de candidatura.
Entre as condições essenciais está a aplicação do currículo português e o cumprimento dos requisitos e critérios definidos pela Direção-Geral da Educação para o ciclo/nível a que a escola se candidata. A candidatura pode abranger a educação pré-escolar e os ciclos do ensino básico previstos no aviso.
A escola privada deve apresentar a candidatura no prazo, juntar os elementos pedidos, demonstrar as condições pedagógicas e organizacionais e aguardar a decisão. Ser uma escola privada não dá, por si só, direito à integração no programa, nem substitui a autorização ou reconhecimento da oferta educativa.
Base legal e fonte oficial
- aviso anual de candidatura ao PEBI e orientações da Direção-Geral da Educação;
- Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho, quanto às Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, quando aplicável;
-
DGE — Edital de candidatura PEBI ;
-
DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês .
Os critérios e prazos podem mudar por edição; deve ser consultado o edital do ano da candidatura.
Como posso comprovar o tempo de residência em Portugal?DGES / AIMA · Acesso ao Ensino Superior
Não existe um único comprovativo válido para todos os pedidos. O documento depende do regime, do concurso e do facto jurídico que a instituição precisa de confirmar.
Em geral, deve ser apresentado um documento oficial emitido pela entidade competente que identifique o titular, a morada e, quando relevante, a data de início e o período de residência. Consoante a situação, pode estar em causa um certificado de registo de cidadão da União Europeia, um título ou certificado de residência emitido pela autoridade competente, ou outro documento oficial expressamente aceite no aviso ou regulamento.
O candidato deve verificar no procedimento concreto:
- qual é o período de residência que tem de demonstrar;
- qual é a entidade competente para emitir a prova;
- se são exigidas tradução certificada, legalização ou cópia autenticada;
- se o documento tem de estar válido na data da candidatura.
Sem saber se a pergunta respeita a acesso ao ensino superior, estudante internacional, ação social ou outro regime, não é seguro dizer que basta um documento da AIMA ou de uma câmara municipal. A instituição e o aviso devem indicar a prova aceite.
Fonte oficial
- informação e edital da instituição de ensino superior;
- regras da DGES para o regime concreto;
- documentação emitida pela AIMA ou por outra entidade pública competente, quando exigida.
O RADAR deve pedir o nome do concurso/regime e o ano letivo antes de indicar um documento único.
Que áreas temáticas podem ser desenvolvidas nos Clube Ciência Viva na Escola?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes Ciência Viva na Escola não estão limitados a uma lista fechada de temas. Devem explorar ciência, tecnologia e sociedade a partir do projeto da escola, das idades dos alunos, do contexto local e das parcerias estabelecidas.
Podem ser desenvolvidas, entre outras, áreas como:
- ambiente, sustentabilidade, biodiversidade, geodiversidade e alterações climáticas;
- meteorologia, astronomia, energia e recursos naturais;
- matemática, física, química, biologia, saúde, alimentação e genética;
- robótica, programação, tecnologia e ciência cidadã;
- artes, património local, comunicação de ciência e humanidades;
- inclusão, participação comunitária e problemas científicos do território.
O clube pode combinar várias áreas num projeto interdisciplinar. A escola deve definir objetivos, atividades, recursos, parceiros e formas de acompanhamento no respetivo plano. Os exemplos da Direção-Geral da Educação orientam, mas não impedem outras áreas cientificamente pertinentes.
Fonte oficial
-
DGE — Clubes Ciência Viva na Escola ;
- orientações e avisos da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola;
- projeto educativo e plano de atividades da escola.
O RADAR não deve apresentar os exemplos como um catálogo legalmente fechado nem garantir financiamento sem consultar o aviso da edição concreta.
A intervenção precoce na infância tem custos?SNIPI / Segurança Social · Inclusão
A intervenção precoce prestada no âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) é uma resposta pública de apoio às crianças e famílias abrangidas pelo sistema e não tem um preço ou mensalidade cobrada à família pelo SNIPI.
O Decreto-Lei n.º 281/2009 prevê que os encargos da intervenção sejam assegurados pelos ministérios envolvidos, nos termos das respetivas competências e dotações orçamentais. A resposta destina-se a crianças dos 0 aos 6 anos e às suas famílias, quando preenchidos os critérios e quando exista intervenção enquadrada no SNIPI.
Isto não significa que qualquer terapia ou serviço privado fora do SNIPI seja gratuito. Consultas, terapias privadas ou respostas não integradas no sistema podem ter custos próprios. A família deve confirmar se o apoio é prestado por uma equipa local de intervenção do SNIPI e quais os serviços efetivamente abrangidos.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, designadamente os artigos 1.º, 2.º, 4.º, 5.º e 8.º;
-
SNIPI — Famílias ;
-
Segurança Social — Intervenção precoce na infância .
O RADAR deve distinguir sempre a intervenção do SNIPI de serviços privados ou de outras respostas de saúde e educação.
Que tipos de custos são financiados?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, os custos financiados dependem da ação, do convite, do acordo de subvenção e das regras da edição concreta. Numa mobilidade de pessoal ou de alunos no setor escolar, podem existir, conforme o caso, as seguintes categorias:
- apoio organizacional;
- viagens;
- apoio individual para subsistência;
- apoio à inclusão para participantes e acompanhantes;
- visitas preparatórias;
- taxas de cursos, quando previstas;
- apoio linguístico;
- custos excecionais, apenas quando a ação e o acordo os admitam.
Os montantes podem ser calculados por custos unitários ou por custos reais comprovados, conforme a categoria. O apoio organizacional pode cobrir preparação, acompanhamento e gestão; não é uma autorização para imputar qualquer despesa sem relação com o projeto. Também não pode haver duplo financiamento da mesma despesa por fundos europeus diferentes.
Antes de pagar ou contratar, a escola deve conferir o acordo de subvenção, o Programme Guide, as regras da Agência Nacional e a documentação exigida. Nem todas as ações têm todas as categorias e uma despesa elegível pode estar sujeita a limites, prova, autorização ou condições de inclusão.
Fonte oficial
-
Erasmus+ Programme Guide — School education mobility ;
- acordo de subvenção e regras da Agência Nacional aplicáveis à candidatura.
Sem indicar a ação e o projeto, o RADAR deve apresentar as categorias possíveis com esta ressalva, e não garantir o financiamento de uma despesa concreta.
É necessário recorrer a um integrador para implementar as soluções cloud?AGSE / Diário da República / IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma obrigação legal geral de contratar um integrador apenas porque uma escola ou agrupamento adota uma solução cloud. A decisão depende da avaliação técnica e organizacional, das condições do fornecedor, da integração com os sistemas da Administração e, quando haja aquisição de serviços, das regras de contratação pública e autorização da despesa.
Um integrador pode ser útil para arquitetura, migração, configuração, segurança e suporte, mas não é automaticamente obrigatório nem substitui as responsabilidades do fornecedor. Quando o sistema interopera com a Administração, trata dados de alunos ou trabalhadores ou suporta operações críticas, o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 138/2026 pode aplicar-se e o artigo 4.º exige certificado de conformidade.
A escola deve confirmar a certificação, os serviços incluídos, o plano de migração, a segurança, a exportação dos dados e o procedimento de contratação antes de decidir se precisa de um integrador.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 1.º a 4.º e 9.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Sem identificar a aplicação e o contrato, o RADAR não deve afirmar que um integrador é obrigatório.
É necessária infraestrutura local adicional para a migração para a cloud?AGSE / Diário da República / IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não há uma regra geral que obrigue todas as escolas a comprar servidores ou armazenamento local adicionais para migrar para a cloud. A cloud pode reduzir o alojamento local, mas não elimina automaticamente necessidades de rede, conectividade, equipamentos terminais, autenticação, segurança, cópias de segurança e continuidade.
A escola deve avaliar a ligação à Internet, a rede interna, os equipamentos, a compatibilidade, a segurança e o plano de recuperação. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 131/2026 mostra que a conectividade das escolas continua a ser objeto de medidas públicas; não é seguro concluir que a migração dispensa sempre investimento local.
Deve verificar também se a aplicação é abrangida pelo Decreto-Lei n.º 138/2026. Nesse caso, é necessária uma solução certificada nos termos dos artigos 3.º e 4.º e da Portaria n.º 394-A/2026/2.
Base legal e fontes oficiais
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 ;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 131/2026 ;
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Decreto-Lei n.º 138/2026 ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 .
As aplicações periféricas devem migrar obrigatoriamente para a cloud?AGSE / Diário da República / IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma obrigação genérica de migrar todas as aplicações periféricas para a cloud. A decisão depende da função, dos dados, da interoperabilidade, da segurança, do custo e do plano tecnológico aprovado.
Uma aplicação considerada periférica pode, contudo, estar abrangida pelo artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 138/2026 se interoperar com a Administração, tratar dados de alunos ou trabalhadores ou suportar operações críticas. Nesse caso, o artigo 4.º exige certificado de conformidade e o artigo 9.º fixa 1 de janeiro de 2027 para certificar sistemas já em funcionamento.
A Portaria n.º 394-A/2026/2 exclui requisitos básicos de sistema operativo, produtividade e navegadores, mas abrange software específico de gestão da educação. A escola deve inventariar aplicações e confirmar a certificação com o fornecedor/AGSE.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 3.º, 4.º e 9.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Como posso concorrer às bolsas ERASMUS+ para estudar em Portugal, como estudante internacional?Erasmus+ / DGES / Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
É necessário distinguir mobilidade temporária de frequência de um curso completo.
Na mobilidade Erasmus+ do ensino superior, o estudante deve normalmente estar matriculado numa instituição de ensino superior participante e ser selecionado através da instituição de origem, pelo gabinete de relações internacionais/Erasmus+. Não existe um formulário central único; duração, critérios e apoio dependem do projeto e do acordo aplicáveis.
Quem pretende obter uma licenciatura ou mestrado completo em Portugal deve candidatar-se diretamente à instituição portuguesa, segundo o regime de acesso aplicável. O estatuto de estudante internacional e os concursos especiais têm regras próprias e não se convertem automaticamente numa bolsa Erasmus+. Ações específicas, como Mestrados Conjuntos Erasmus Mundus, têm regras próprias.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — Studying abroad ;
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Erasmus+ — Mobilidade no ensino superior ;
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Regulamento (UE) 2021/817 ;
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DGES — Mobilidade para fora de Portugal ;
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DGES — Acesso e ingresso no ensino superior .
Qual é o papel da biblioteca escolar no sistema educativo?RBE / Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A biblioteca escolar é uma estrutura pedagógica e cultural que apoia o currículo, a leitura, a pesquisa, o acesso qualificado à informação e o desenvolvimento das literacias da informação, dos media e digital. Não é apenas um espaço de empréstimo de livros.
Nos termos do artigo 3.º da Portaria n.º 192-A/2015, compete ao professor bibliotecário assegurar o serviço de biblioteca, articular as atividades com o projeto educativo e os planos de turma, gerir recursos e apoiar as atividades curriculares, os hábitos de leitura e as literacias. Pode ainda apoiar atividades extracurriculares e desenvolver parcerias locais.
O plano anual de atividades da biblioteca deve articular-se com o Plano Anual de Atividades e com as estruturas pedagógicas. A RBE recomenda uma ação institucional, contínua e integrada no currículo.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 192-A/2015, artigos 1.º a 4.º ;
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RBE — Sobre a Rede de Bibliotecas Escolares ;
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RBE — Plano Anual de Atividades ;
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RBE — Aprender com a biblioteca escolar .
Quem deve ser contactado para iniciar o processo de migração para a cloud?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
O primeiro contacto deve ser feito através dos canais oficiais da AGSE/IGeFE indicados para a solução e, em paralelo, com o fornecedor ou suporte oficial da aplicação. Não é seguro começar por contratar uma empresa externa ou migrar dados sem confirmar arquitetura, responsabilidades e instruções.
O Decreto-Lei n.º 138/2026 atribui à AGSE funções de coordenação dos sistemas de informação da educação (artigo 2.º) e exige certificado para os sistemas abrangidos (artigo 4.º). A escola deve reunir nome da aplicação, fornecedor, dados tratados, integrações, contratos, requisitos de continuidade e pedir informação sobre destino, exportação, validação, suporte, custos e contingência.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 2.º a 4.º e 9.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Se a solução não for indicada, o RADAR deve dar este procedimento geral e pedir o nome da aplicação.
A operacionalização do PEBI, na educação pré-escolar e no ensino básico pressupõe o recurso à tradução (inglês/português)?DGE / British Council · Currículo e Qualificações
Não existe uma regra que imponha a tradução sistemática de tudo o que é dito em inglês para português. As orientações do PEBI apontam para uma exposição natural, contextualizada e progressiva à língua inglesa.
Na educação pré-escolar, o inglês é integrado nas rotinas de forma lúdica e informal. No ensino básico, a abordagem bilingue/CLIL recomenda comunicação em contexto de aprendizagem através da língua inglesa, sem tradução direta para português. Isto não significa proibir qualquer mediação pedagógica: gestos, imagens, repetição e português podem ser usados quando pedagogicamente necessários, de acordo com a idade, proficiência e necessidades dos alunos.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues ;
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DGE — Orientações PEBI ;
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Despacho n.º 9180/2016, que homologa as OCEPE .
As orientações pedagógicas não devem ser apresentadas como proibição legal absoluta de usar português.
Em que situações deve ser anulado um horário?AGSE / DGAE / Diário da República · Carreira e Formação
É necessário distinguir a anulação de um horário no SIGRHE da anulação de uma colocação ou contrato. Um horário deve ser retirado ou corrigido quando a necessidade deixou de existir, foi registada com erro, foi satisfeita por outro procedimento ou deixou de reunir os pressupostos do procedimento. A escola deve atualizar o estado no SIGRHE e seguir as instruções AGSE/DGAE.
O artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 distingue necessidades temporárias de serviço docente e necessidades de formação em áreas técnicas. Para os grupos abrangidos, horários de 8 ou mais horas seguem, em regra, a reserva de recrutamento; horários inferiores a 8 horas podem ser contratação de escola quando verificados os restantes pressupostos. Um técnico especializado não substitui automaticamente um horário docente.
Se já existe colocação ou contrato, não deve ser tratado como simples apagamento: aplicam-se as regras de aceitação, apresentação, cessação, aditamento ou correção.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 34.º a 40.º ;
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DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento ;
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AGSE — informação operacional .
Se não souber se o horário está pedido, publicitado, colocado ou contratado, o RADAR deve pedir esse esclarecimento.
Quem são os destinatários do ensino individual?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
O ensino individual destina-se a alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória cuja família, por razões estritamente pessoais ou de mobilidade profissional, pretenda assumir maior responsabilidade pela educação fora de um estabelecimento de ensino, nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2021, na redação atual.
É o ensino ministrado por um professor habilitado a um único aluno fora de um estabelecimento de ensino. Não é ensino doméstico, no qual o currículo é desenvolvido no domicílio por familiar ou pessoa que com o aluno habite.
O regime abrange ensino básico geral e cursos científico-humanísticos do ensino secundário, nas condições legais. A matrícula mantém-se numa escola de matrícula e a passagem depende de protocolo de colaboração, acompanhamento e monitorização das aprendizagens e cumprimento do currículo e avaliação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 70/2021, na redação atual ;
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Lei n.º 46/86 — Lei de Bases do Sistema Educativo ;
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DGE — Ensino individual e ensino doméstico .
O que são Aprendizagens Essenciais (AE)?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
As Aprendizagens Essenciais são documentos curriculares de referência que identificam, por disciplina e ano, os conhecimentos, capacidades e atitudes indispensáveis que todos os alunos devem desenvolver. Orientam planeamento, ensino, aprendizagem e avaliação e funcionam como denominador curricular comum.
Não esgotam tudo o que um aluno pode aprender: podem ser enriquecidas e articuladas com outros documentos curriculares e com opções de autonomia da escola, mantendo o Perfil dos Alunos e o currículo legal.
No ensino básico, foram homologadas pelo Despacho n.º 6944-A/2018; para as disciplinas dos cursos científico-humanísticos do secundário deve ser consultado também o Despacho n.º 8476-A/2018. O Decreto-Lei n.º 55/2018 enquadra o currículo e a avaliação.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 6944-A/2018 ;
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Despacho n.º 8476-A/2018 ;
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Decreto-Lei n.º 55/2018 ;
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DGE — Aprendizagens Essenciais .
Qual a rúbrica de classificação económica a utilizar nos encargos com o licenciamento do software local?IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Na tabela de classificação económica das despesas disponibilizada pelo IGeFE para 2026, a rubrica «Software Informático - Licenciamento e Serviços de Apoio - Gestão Escolar» é **02.02.05.B0.A0**.
O código deve ser confirmado no classificador e nas instruções financeiras do ano. A rubrica pode não servir para todos os contratos: Internet, hardware, locação ou outros serviços podem ter classificação diferente. A escola deve verificar o objeto efetivo, a fonte de financiamento e as regras de cabimento, compromisso e autorização. «Licença cloud» não basta, por si só, para escolher uma rubrica.
Fonte oficial
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IGeFE — Classificação Económica das Despesas 2026 .
Se o contrato incluir vários objetos, o RADAR deve recomendar validação pelo serviço financeiro ou IGeFE.
Como entregar os documentos comprovativos?DGAE / AGSE · Carreira e Formação
Nas candidaturas em que a DGAE o determine, os documentos devem ser carregados digitalmente na aplicação SIGRHE antes da submissão e dentro do prazo do aviso ou FAQ.
Na FAQ do concurso externo extraordinário, os candidatos deviam anexar os documentos por upload e indicar um AE/EnA para validação. Os documentos arquivados e válidos no processo individual do AE/EnA podem estar dispensados nos termos do n.º 5 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, mas essa dispensa não abrange o registo criminal atualizado ou autorização de acesso.
O candidato deve consultar aviso/manual/FAQ, carregar cada documento no campo correto, submeter no prazo e guardar o comprovativo. Depois da submissão não deve presumir que pode acrescentar documentos; só o poderá fazer se o procedimento o permitir ou se a entidade solicitar.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 7.º ;
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DGAE — FAQ do concurso externo extraordinário, ponto 3.3 ;
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DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento .
A escola tem de avaliar a execução da iniciativa?DGE / EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Quando a escola participa numa iniciativa com regulamento próprio, deve cumprir as obrigações de acompanhamento e avaliação previstas nesse regulamento. Na Academia Digital para Pais, a escola candidata compromete-se a preencher o questionário online de execução disponibilizado pela entidade promotora, no prazo e formato indicados para a edição.
Deve conservar a informação necessária sobre sessões, participantes, atividades e evidências solicitadas. Prazos, formulário e entidade responsável podem mudar entre edições; deve consultar o regulamento e a comunicação da edição concreta, sem aplicar automaticamente datas antigas.
Fonte oficial
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Academia Digital para Pais — página oficial ;
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Regulamento disponibilizado pela DGE .
Quais são os principais tipos de concurso?DGAE / Diário da República · Carreira e Formação
Os principais procedimentos são: concurso interno, em regra para docentes de carreira que pretendam mudar de quadro ou grupo; concurso externo, para ingresso na carreira; mobilidade interna; contratação inicial; reserva de recrutamento; contratação de escola; e procedimentos extraordinários ou especiais quando um diploma ou aviso os abrir.
O concurso interno e o externo respondem sobretudo a necessidades permanentes; mobilidade interna, contratação inicial, reserva e contratação de escola respondem a necessidades temporárias segundo as condições legais. Os nomes e condições devem ser confirmados no aviso anual e na redação atual do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigos 30.º a 40.º ;
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DGAE — Guia da profissão docente ;
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DGAE — FAQ do concurso nacional .
Quais são os principais tipos de concurso?AGSE · Carreira e Formação
Os principais tipos de concurso são os seguintes:
Concurso interno – destinado a docentes de carreira que pretendam a transferência de quadro e/ou a mudança de grupo de recrutamento;
Concurso externo – destinado a candidatos profissionalizados que pretendam ingressar na carreira.
É possível um estudante candidatar-se a uma universidade no estrangeiro, pelo Programa ERASMUS+, após ter concluído o 12.º Ano?Erasmus+ / Comissão Europeia · Acesso ao Ensino Superior
Concluir o 12.º ano, por si só, não permite candidatar-se diretamente a uma mobilidade Erasmus+ de estudante do ensino superior. Para essa mobilidade, o estudante deve estar matriculado numa instituição de ensino superior participante e ser selecionado pela instituição de origem. A mobilidade não substitui a candidatura a uma licenciatura ou mestrado.
Para frequentar um curso completo no estrangeiro, deve candidatar-se diretamente à universidade ou ao sistema nacional de acesso e consultar bolsas próprias. Depois de matriculado numa instituição participante, poderá concorrer à mobilidade de estudos. Existem outras ações Erasmus+ para alunos do ensino escolar, formação profissional ou recém-graduados, com regras próprias.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — Studying abroad ;
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Erasmus+ — Mobilidade de alunos ;
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Erasmus+ — Mobilidade no ensino superior ;
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Regulamento (UE) 2021/817 .
Quando é que a entidade toma conhecimento da decisão sobre a reafetação de verbas?AGSE / IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
A entidade toma conhecimento através da comunicação e do estado do processo na plataforma oficial da medida ou financiamento, designadamente no GesEdu quando esse for o canal indicado. A decisão pode refletir-se na atualização dos montantes e tipos de despesa, mas não existe uma data universal para todas as medidas.
A escola deve acompanhar notificações, consultar o processo e guardar a comunicação com decisão, período, montantes e condições. Se não houver notificação ou atualização, deve contactar o organismo gestor pelo canal oficial. O RADAR não deve inventar um prazo nem considerar deferida a reafetação apenas porque foi pedida.
Fonte oficial
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AGSE/IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Para responder a um caso concreto é indispensável identificar programa, aviso e plataforma.
Um Agrupamento de Escolas pode ter mais do que um Clube Ciência Viva na Escola?Ciência Viva / DGE · Currículo e Qualificações
Sim. A FAQ oficial indica que um Agrupamento de Escolas pode ter mais do que um CCVnE desde que considere públicos-alvo e temáticas diferenciadas para cada clube.
Cada clube deve cumprir os requisitos da iniciativa: espaço identificado, professor coordenador, pelo menos 3 horas semanais em componente não letiva, parceria com instituição de cariz científico e aprovação pelos órgãos competentes. A existência de dois clubes não dispensa candidatura, validação e compromissos da Carta de Princípios, nem garante financiamento duplicado.
Fonte oficial
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Ciência Viva — FAQ dos Clubes Ciência Viva ;
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Ciência Viva — Carta de Princípios .
É possível acrescentar novas atividades, medidas e rúbricas ao plano e classificador orçamental?AGSE / IGeFE · Administração e Gestão Escolar
A escola pode propor e planear atividades no âmbito da autonomia, mas não deve criar ou alterar unilateralmente as atividades, medidas e rúbricas que constituem o plano ou classificador oficial de uma plataforma orçamental. Esses elementos dependem do orçamento aprovado e das instruções do IGeFE/AGSE.
Quando uma despesa não encontra correspondência, deve verificar o classificador, distinguir atividade local de rubrica oficial, pedir alteração ou esclarecimento pelo canal oficial e só registar a execução depois de existir autorização e classificação adequada. Não deve escolher uma rubrica aproximada apenas para submeter o registo.
Fonte oficial
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IGeFE — Classificação Económica das Despesas 2026 ;
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AGSE/IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Existe um prazo definido para concluir processos de RVCC profissional em qualificações excluídas ou alteradas?ANQEP · Currículo e Qualificações
Segundo a FAQ da ANQEP sobre a transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações, não estão definidos, neste momento, prazos específicos para concluir processos de RVCC profissional já em curso relativos a qualificações excluídas ou alteradas. Devem ser concluídos em prazos pedagogicamente ajustados, tendo em conta as expectativas dos adultos.
Isto não se confunde com o prazo de 92 dias para encaminhar candidatos ou iniciar determinados processos após a exclusão/alteração do referencial. Esse prazo não é um prazo geral de conclusão dos processos já em curso.
Base legal e fonte oficial
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ANQEP — FAQ sobre a transição para o CNQ ;
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ANQEP — RVCC e Portaria n.º 61/2022 ;
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Portaria n.º 61/2022 .
A ausência de financiamento impede a adesão a soluções cloud?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
A ausência de verba própria não permite concluir automaticamente que a adesão é impossível, mas também não autoriza contratar sem orçamento, procedimento e aprovação. A possibilidade depende do programa central, do contrato ou serviço disponibilizado pela Administração, do orçamento da entidade e das regras de segurança e proteção de dados.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 prevê medidas de qualificação, financiamento e adoção faseada para entidades públicas, mas não significa que todas as escolas tenham direito automático a uma solução gratuita ou a financiamento individual. A escola deve confirmar se está abrangida por solução central, aviso, contrato-quadro ou verba atribuída.
Mesmo com serviço central, mantêm-se instruções técnicas, certificação, segurança e continuidade. Se a contratação for da escola, devem ser asseguradas autorização da despesa e regras de contratação pública.
Base legal e fontes oficiais
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 ;
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Decreto-Lei n.º 138/2026 ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Constatei que existem erros nas informações sobre a minha mobilidade. Como posso corrigir os dados?Erasmus+ / Comissão Europeia · Acesso ao Ensino Superior
Se o erro estiver num registo de mobilidade Erasmus+, contacte a instituição que criou ou gere o registo — normalmente a instituição de origem, o gabinete de relações internacionais ou o responsável Erasmus+ — e indique os dados a corrigir, juntando os comprovativos necessários.
O participante não deve presumir que pode editar diretamente a Mobility Tool ou o Beneficiary Module. A correção depende das permissões da ferramenta e da entidade responsável pelo tratamento dos dados. Se estiverem em causa dados pessoais, pode exercer o direito de retificação perante o responsável pelo tratamento e usar o canal institucional ou europeu indicado.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — declaração de privacidade da Mobility Tool , incluindo o direito de acesso e retificação;
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Regulamento (UE) 2018/1725 , quando o tratamento seja efetuado por instituições e órgãos da União Europeia;
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Regulamento (UE) 2021/817 , que estabelece o Erasmus+ 2021-2027.
Sem identificar a ação, a ferramenta e a entidade que introduziu o dado, não é possível indicar um botão ou prazo específico.
O que é a tutela técnica na educação pré-escolar?Diário da República · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar, a tutela técnica é uma competência conjunta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da educação e da solidariedade e segurança social. Não se confunde com a tutela pedagógica, que cabe ao membro do Governo responsável pela educação.
O acompanhamento concreto do funcionamento dos estabelecimentos cabe aos serviços competentes dos ministérios envolvidos. A tutela técnica não significa que os dois ministérios pratiquem todos os atos de gestão diária de cada jardim de infância.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 147/97, artigo 15.º , sobre tutela pedagógica e técnica;
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Decreto-Lei n.º 147/97, artigo 17.º , sobre acompanhamento;
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Lei n.º 5/97 , Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar.
Para saber quem decide um ato concreto, é necessário identificar o tipo de estabelecimento e a matéria em causa.
Quando posso imprimir o recibo de submissão do pedido de MPD?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
O recibo deve ser obtido no SIGRHE depois de o pedido de mobilidade por motivo de doença (MPD) ter sido efetivamente submetido. A disponibilidade, o nome do documento e o momento em que a aplicação permite a impressão dependem da edição e das instruções do procedimento anual.
Não é seguro afirmar como regra geral que o recibo só fica disponível depois de terminar o prazo. Confirme que o estado do pedido é “Submetido”, guarde o comprovativo e, se a aplicação não o disponibilizar, contacte a AGSE pelo canal indicado no aviso antes do fim do prazo.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — MPD 2026/2027 ;
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Decreto-Lei n.º 41/2022, artigo 13.º , sobre regulamentação do procedimento;
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Despacho n.º 5868-B/2025 , aplicável ao procedimento indicado pela AGSE.
O recibo prova a submissão; não substitui os documentos médicos ou outros comprovativos exigidos.
A migração das aplicações depende da sua situação tecnológica atual?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. A decisão deve partir do diagnóstico da aplicação existente: alojamento, dados tratados, integrações, requisitos de segurança e continuidade, dependências do fornecedor e solução de destino compatível.
Não existe uma regra que obrigue todas as aplicações a migrar da mesma forma ou no mesmo momento. A entidade responsável deve documentar arquitetura, dependências, custos, cópias de segurança, reversibilidade, exportação dos dados e responsabilidades de suporte. Quando o sistema esteja abrangido pelo Decreto-Lei n.º 138/2026, deve ainda ser verificado o âmbito da certificação e dos requisitos técnicos. O Plano Nacional de Nuvem Soberana é uma orientação estratégica, não um produto único.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 1.º a 4.º e 9.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 .
Sem conhecer a aplicação e o seu enquadramento, o RADAR deve explicar os critérios e não declarar automaticamente que a migração é obrigatória.
O que deve a escola confirmar antes de iniciar a requisição de manuais adaptados?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
Antes de iniciar a requisição, confirme que o aluno está matriculado no ano letivo aplicável e que o manual ou recurso corresponde ao ano, disciplina e formato de que necessita. Deve também verificar a medida de suporte ou adaptação que fundamenta o pedido e os dados escolares introduzidos.
O pedido é feito online no GesEdu, módulo SIME–MEGA, separador “Manuais Adaptados”, com as credenciais da unidade orgânica. A confirmação da matrícula é uma condição operacional indicada pela DGE; o ano letivo e o prazo devem ser confirmados na circular anual.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Requisição de materiais em formatos acessíveis ;
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DGE — FAQ de manuais escolares ;
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Decreto-Lei n.º 54/2018 , educação inclusiva;
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Despacho n.º 2354/2026 , ponto 3.3, alínea c), conforme indicado para o procedimento.
Formatos, prazos e documentos adicionais devem ser confirmados na circular anual da DGE.
Quais são os critérios de desempate?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
Sem indicar o concurso ou procedimento, não há um critério único. Aplicam-se o diploma e o aviso, regulamento ou edital da candidatura concreta, pela ordem aí prevista.
Não é correto afirmar genericamente que tem prioridade o candidato mais novo. Por exemplo, na mobilidade por motivo de doença, o Decreto-Lei n.º 41/2022 prevê, quando se chega ao critério de idade, preferência pelo docente de maior idade. Nos concursos nacionais de docentes, a ordenação e os desempates devem ser lidos nos artigos aplicáveis do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 e no aviso anual.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 41/2022, artigo 8.º ;
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 ;
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AGSE — Concurso Nacional de Docentes 2026/2027 .
O RADAR deve pedir o nome do procedimento ou o aviso quando a pergunta não o indicar.
É obrigatório contactar os fornecedores das aplicações antes da migração?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma obrigação geral de contactar previamente todos os fornecedores. Contudo, a articulação técnica e contratual pode ser indispensável para conhecer dependências, exportação e portabilidade dos dados, integrações, licenças, suporte, segurança e responsabilidades durante a transição.
A entidade responsável deve contactar o fornecedor quando essa informação não estiver documentada ou quando o contrato e a arquitetura o exigirem, conservando o registo da análise. O contacto não substitui a certificação, a proteção de dados nem a contratação pública, quando aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 3.º, 4.º e 9.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 .
Uma diligência técnica recomendável não deve ser apresentada como obrigação legal universal.
É possível alterar a candidatura após a sua submissão?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
Depende do procedimento e do estado da candidatura. Algumas aplicações permitem reabrir ou aperfeiçoar a candidatura dentro de uma fase e prazo previstos; noutras, a submissão final encerra a edição e a correção só pode ser feita por aperfeiçoamento, reclamação ou outro mecanismo do aviso.
Não é seguro dizer que qualquer candidatura pode ser alterada livremente. Guarde o recibo, consulte o estado e siga apenas a funcionalidade e os prazos do aviso anual. Uma alteração numa fase de aperfeiçoamento pode substituir a versão anterior ou ser a versão considerada pela entidade competente.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — Aperfeiçoamento do Concurso Nacional Interno e Externo 2026/2027 ;
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Aviso n.º 7312-B/2026/2 ;
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Sem saber qual é a candidatura, o RADAR deve pedir o procedimento e o ano antes de indicar uma resposta definitiva.
Como se articula a biblioteca escolar com outras bibliotecas?Rede de Bibliotecas Escolares / Diário da República · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A biblioteca escolar articula-se através da Rede de Bibliotecas Escolares, de parcerias e de redes locais com bibliotecas públicas, municipais, universitárias e outras entidades culturais. A articulação pode envolver partilha de recursos, empréstimo interbibliotecas, promoção da leitura, literacia da informação e projetos para a comunidade educativa.
A parceria concreta deve ser documentada segundo as regras da escola e das entidades envolvidas, definindo objetivos, responsabilidades, recursos, proteção de dados e duração. A integração na RBE não dá acesso automático aos recursos de qualquer biblioteca.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 192-A/2015 , regime de funções do professor bibliotecário;
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Rede de Bibliotecas Escolares — Sobre a RBE ;
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RBE — Orientações para o Plano Anual de Atividades .
Os meios e parceiros dependem do plano da biblioteca e dos protocolos existentes na escola ou no município.
Qual é o papel da escola na prevenção do bullying e do ciberbullying?Diário da República / DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A escola deve promover um ambiente seguro, inclusivo e respeitador, integrando a prevenção da violência no projeto educativo, no regulamento interno e nas práticas de cidadania. A prevenção inclui sensibilização, literacia digital, identificação precoce, canais de comunicação, apoio à vítima, intervenção relativamente aos comportamentos agressivos e acompanhamento dos observadores.
Perante uma ocorrência, a escola deve registar e avaliar a situação, ouvir os intervenientes com proteção adequada, aplicar o procedimento disciplinar ou de proteção correspondente e recorrer às entidades competentes quando exista risco, crime ou necessidade de apoio especializado. Não há uma sanção automática para todos os casos: a resposta depende dos factos, idade e gravidade.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 8404-C/2019 ;
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Despacho n.º 11152/2024 ;
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Estatuto do Aluno e Ética Escolar — Lei n.º 51/2012 ;
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Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência .
Num caso individual, o RADAR deve pedir os factos essenciais e não concluir automaticamente que existe bullying.
Quero concorrer a pares instituição/curso que exigem pré-requisitos cuja comprovação é satisfeita através de atestado médico. Tenho de fazer a inscrição na instituição de ensino superior?DGES / CNAES / Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
Não é necessário estar previamente matriculado ou inscrito apenas para se candidatar. Nos pré-requisitos de comprovação meramente documental, o documento é entregue no ato da matrícula e inscrição, na instituição e no par instituição/curso que o exige, se o candidato obtiver colocação.
A regra não é igual para todos os grupos. Quando o pré-requisito exige prova de aptidão física, funcional ou vocacional, pode ser necessária a ficha de pré-requisitos e o código de ativação no formulário. Para 2026/2027, a Deliberação n.º 454/2026 identifica os grupos e o momento de entrega.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Pré-requisitos 2026 ;
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Deliberação n.º 454/2026, pontos 1.º e 6.º a 8.º ;
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Portaria n.º 219/2026, artigo 26.º, n.os 6 e 7 ;
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Decreto-Lei n.º 296-A/98, artigo 16.º .
Confirme sempre o grupo de pré-requisito e o modelo de documento na deliberação anual da CNAES.
Quais as modalidades de formação?Diário da República / CCPFC · Carreira e Formação
O artigo 198.º do Estatuto da Carreira Docente enumera cursos de formação, ações de curta duração, disciplinas singulares no ensino superior, seminários, oficinas de formação, estágios, projetos, círculos de estudos e boas práticas formativas. O Decreto-Lei n.º 22/2014 regula o sistema de formação contínua e reconhece, entre outras, cursos, oficinas, círculos de estudos e ações de curta duração.
Uma ação pode usar ensino a distância, plataformas digitais ou formato misto. “MOOC” descreve um formato ou metodologia e não é automaticamente uma modalidade autónoma certificada para progressão. Para relevar na carreira, verifique acreditação, entidade formadora, avaliação e certificação.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente, artigo 198.º ;
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Decreto-Lei n.º 22/2014, na redação atual ;
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CCPFC , acreditação e reconhecimento da formação.
O nome comercial da ação não basta para concluir que é acreditada ou releva para progressão.
O pedido pode ser apresentado por outro meio?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
No procedimento de mobilidade por motivo de doença, a formalização é feita no SIGRHE dentro do prazo indicado pela AGSE. Email, carta ou formulário informal não substituem a submissão eletrónica quando o aviso determina esse meio.
Se houver indisponibilidade técnica, guarde evidência do erro e contacte imediatamente a AGSE pelos canais oficiais do procedimento. Não deve presumir que o envio por email torna o pedido válido.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — MPD 2026/2027 ;
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DGAE — Informação consolidada de mobilidade por doença ;
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Decreto-Lei n.º 41/2022, artigo 13.º .
Os meios e prazos podem mudar em cada edição; confirme sempre o aviso anual.
O que é permitido requisitar em fontes de financiamento de receitas próprias (RP)?IGeFE / GesEdu · Administração e Gestão Escolar
“Receitas Próprias (RP)” não é uma autorização genérica para requisitar qualquer despesa. A escola só deve requisitar verbas registadas, validadas e disponíveis no circuito orçamental, correspondentes a uma necessidade autorizada e corretamente classificada.
Na GesEdu, confirme saldo, origem da receita, finalidade, classificação económica, autorização da despesa e documentos de suporte. O IGeFE indica que as áreas de Requisição de Fundos e Receita permitem consultar requisições e submeter comprovativos, incluindo DUC ou transferência para contas IGCP quando aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado ;
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IGeFE — Nota Informativa n.º 05/IGeFE/2024 ;
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Lei n.º 8/2012 , compromissos e pagamentos em atraso;
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Decreto-Lei n.º 155/92 , administração financeira do Estado.
Para uma despesa concreta, é necessário indicar a natureza da despesa e a instrução orçamental aplicável.
É possível adotar manuais escolares não certificados?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Regra geral, não. A adoção deve recair sobre manuais com menção de “Certificado”, porque a avaliação e certificação são o regime normal previsto na Lei n.º 47/2006 e no Decreto-Lei n.º 5/2014.
Pode haver exceção quando não exista manual certificado para o ciclo, ano e disciplina, ou quando a componente esteja excluída do procedimento. Nessa situação, a escola deve seguir o despacho, a circular anual ou a orientação da DGE que concretize a exceção; não pode escolher livremente um manual não certificado ignorando um manual certificado disponível.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 47/2006, artigos 12.º, 14.º e 16.º ;
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Decreto-Lei n.º 5/2014, artigo 14.º ;
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Portaria n.º 81/2014 ;
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DGE — legislação de enquadramento dos manuais .
A resposta definitiva depende do ano, disciplina, oferta educativa e circular de adoção.
O que é o Programa Erasmus+?Erasmus+ / Comissão Europeia · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Erasmus+ é o programa da União Europeia para educação, formação, juventude e desporto no período 2021–2027. Apoia o desenvolvimento educativo, profissional e pessoal, a mobilidade para aprendizagem, a cooperação, a inclusão, a inovação e a cidadania ativa.
Na educação e formação, organiza-se sobretudo na Ação-Chave 1 (mobilidade), Ação-Chave 2 (cooperação entre organizações e instituições) e Ação-Chave 3 (apoio ao desenvolvimento de políticas e cooperação). O programa não garante financiamento a uma escola: cada ação depende do Guia do Programa, do aviso, da candidatura, da elegibilidade e do orçamento aprovado.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2021/817, artigos 1.º a 3.º ;
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Guia Erasmus+ — objetivos ;
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Guia Erasmus+ — informação geral .
Países participantes, destinatários, despesas e prazos devem ser confirmados no Guia e no aviso da ação concreta.
Um aluno com menos de 15 anos pode frequentar um Curso de Educação e Formação?Diário da República · Currículo e Qualificações
Pode, mas apenas excecionalmente e mediante autorização da entidade competente, quando as circunstâncias o justifiquem e o curso seja adequado ao nível etário e habilitacional do aluno. A regra de referência dos CEF é a frequência por jovens com idade igual ou superior a 15 anos.
A autorização não é automática nem resulta apenas da vontade da escola ou da família. Deve ser fundamentada no caso concreto e respeitar o regulamento. Se o aluno concluir o CEF antes da idade legal de ingresso no mercado de trabalho, tem de prosseguir estudos numa oferta de educação ou formação do sistema nacional, nos termos aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Conjunto n.º 453/2004 ;
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Despacho n.º 12568/2010 ;
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Despacho n.º 9752-A/2012 ;
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Despacho n.º 522/2014 , sobre competências de autorização.
Confirme a idade, o percurso, o curso e a entidade competente antes de afirmar que a autorização pode ser concedida.
Existe um modelo único de cloud que tenha de ser adotado pelos Agrupamentos de Escolas?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. O Decreto-Lei n.º 138/2026 estabelece requisitos e certificação para os sistemas abrangidos, mas não impõe uma marca, fornecedor ou arquitetura única a todos os agrupamentos.
A solução deve ser escolhida segundo a situação tecnológica, interoperabilidade, segurança, soberania e localização dos dados, continuidade, exportação, custos e responsabilidades contratuais. Quando exista contratação, aplicam-se as regras de contratação pública e autorização da despesa.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, artigos 1.º a 4.º ;
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Portaria n.º 394-A/2026/2 ;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 .
Sem identificar o sistema e a contratação, o RADAR não deve recomendar um fornecedor específico.
O protocolo de colaboração tem duração fixa?Diário da República · Currículo e Qualificações
No ensino individual e no ensino doméstico, o protocolo de colaboração tem, em regra, a duração de um ano letivo. Pode ser renovado ou alterado por acordo das partes. Deve indicar o período de vigência, responsabilidades, gestão do currículo e acompanhamento das aprendizagens.
A renovação da matrícula depende do cumprimento do protocolo e da renovação ou celebração de novo protocolo. As alterações devem ser documentadas e remetidas à DGEstE nos termos do artigo 12.º.
Esta resposta aplica-se ao protocolo previsto para estes regimes de ensino; não deve ser generalizada a qualquer protocolo celebrado por uma escola ao abrigo de outro programa.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 70/2021, artigo 12.º, n.os 1 e 2 ;
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Decreto-Lei n.º 70/2021, artigos 10.º e 12.º, n.º 8 .
Se a pergunta se referir a outro programa, identifique o diploma ou modelo aplicável.
A Estratégia de Educação para a Cidadania na Escola prevê envolvimento das famílias?Diário da República / DGE · Currículo e Qualificações
Sim. A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania entende a cidadania como responsabilidade de toda a comunidade educativa e prevê uma abordagem que envolva alunos, docentes, famílias e comunidade.
Nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, cabe à escola aprovar a sua estratégia, definindo domínios, temas e aprendizagens, organização do trabalho, projetos, parcerias e avaliação. O envolvimento das famílias não significa que cada atividade tenha de ser autorizada individualmente por todos os encarregados de educação; a participação concreta deve ser definida pela escola, respeitando o projeto educativo, o regulamento interno e a proteção de dados.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, artigo 15.º ;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 ;
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DGE — Educação para a Cidadania .
Consulte a estratégia local da escola para saber como a participação das famílias foi concretizada.
Como comunicar o trabalho da biblioteca à comunidade?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O trabalho da biblioteca escolar deve ser comunicado de forma planeada, ligada ao Projeto Educativo, ao Plano Anual de Atividades do agrupamento ou escola não agrupada e aos objetivos definidos para a biblioteca.
Não há uma lista legal fechada de canais obrigatórios. A prática recomendada pela Rede de Bibliotecas Escolares é dar visibilidade ao plano, às atividades, aos resultados e às melhorias através dos meios institucionais da escola, da página ou blogue da biblioteca, redes sociais institucionais, newsletter, rádio ou jornal escolar, reuniões de estruturas pedagógicas, sessões públicas, exposições, relatórios e partilha com a comunidade educativa.
A comunicação não deve limitar-se a divulgar eventos. Deve mostrar o impacto da biblioteca nas aprendizagens, na leitura, nas literacias, na colaboração com docentes, nos projetos e nas parcerias. Sempre que envolva imagens, dados pessoais ou trabalhos de alunos, devem ser respeitadas as autorizações internas, o regulamento da escola e a proteção de dados.
Base legal e fontes oficiais
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Rede de Bibliotecas Escolares — Plano Anual de Atividades , que enquadra o PAA da biblioteca como instrumento estratégico articulado com o Projeto Educativo e a comunidade educativa;
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Rede de Bibliotecas Escolares — Modelo de avaliação da biblioteca escolar , enquanto referencial oficial para monitorizar, avaliar e melhorar a ação da biblioteca;
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , sobre professor bibliotecário e rede de bibliotecas escolares.
Assim, o RADAR deve responder que a comunicação é um dever de gestão e valorização pedagógica da biblioteca, sustentado em documentos orientadores oficiais da RBE, mas não existe um artigo que imponha um canal único ou um modelo nacional de divulgação.
É possível iniciar a implementação do PEBI num ano não inicial de ciclo?DGE · Currículo e Qualificações
Em regra, não. O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) deve ser iniciado em momentos que permitam progressão gradual da proficiência em inglês e das disciplinas não linguísticas lecionadas em abordagem bilingue.
Os editais da DGE têm enquadrado a implementação na educação pré-escolar e nos anos iniciais de ciclo do ensino básico, designadamente 1.º, 5.º e 7.º anos, de modo a garantir continuidade curricular e desenvolvimento progressivo das aprendizagens.
Por isso, uma escola não deve assumir que pode iniciar o PEBI num ano intermédio apenas por conveniência organizativa. A possibilidade concreta depende do edital de candidatura do ano letivo em causa, da validação da DGE e das condições pedagógicas e organizacionais apresentadas pela escola.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme ;
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DGE — Edital de candidatura PEBI/BSP 2025/2026 ;
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , sobre currículo e autonomia curricular.
A resposta deve ficar prudente: a regra operacional é iniciar em anos iniciais de ciclo, salvo se o edital aplicável ou a DGE admitirem expressamente outra solução.
Após a exclusão ou alteração de uma qualificação, UFCD ou UC, ainda é possível iniciar formação com o referencial extinto?ANQEP / CNQ · Currículo e Qualificações
Sim, mas apenas dentro do período transitório indicado pela entidade competente para o Catálogo Nacional de Qualificações.
A FAQ oficial de transição para o novo CNQ indica que, após a data de exclusão ou alteração de uma qualificação ou UFCD, é possível iniciar formação ou processos de RVCC com o referencial extinto ou alterado no prazo de 92 dias após a data de exclusão, considerando a publicação no Boletim do Trabalho e Emprego e no CNQ.
Se a ação ou processo já estava em funcionamento na data da exclusão, pode prosseguir até à conclusão, nos termos da orientação oficial. Fora desse enquadramento, a entidade deve usar o referencial em vigor ou confirmar a situação concreta no CNQ e junto da entidade competente.
Base legal e fontes oficiais
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ANQEP — FAQ Transição para o novo Catálogo Nacional de Qualificações, novembro de 2025 ;
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Catálogo Nacional de Qualificações .
Esta resposta assenta numa orientação oficial técnica do CNQ/ANQEP. O RADAR não deve transformar os 92 dias numa autorização genérica para usar referenciais antigos sem verificar a data de exclusão, o BTE, o CNQ e a situação da ação concreta.
Qual é o papel dos alunos formadores voluntários?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na Academia Digital para Pais, os alunos formadores voluntários ajudam a dinamizar as sessões dirigidas a pais e encarregados de educação, promovendo a literacia digital e a utilização segura e saudável das tecnologias.
A DGE indica que as escolas identificam e selecionam voluntários formadores, preferencialmente alunos da própria escola, normalmente entre os 14 e os 18 anos. Na 6.ª edição, os jovens voluntários e embaixadores ajudam também a divulgar a iniciativa junto de outros alunos e da comunidade, sob orientação do coordenador Academia Digital para Pais.
O seu papel é de apoio e dinamização pedagógica no âmbito do programa. Não substituem docentes, técnicos ou o coordenador da iniciativa, nem assumem responsabilidade administrativa pela formação.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Academia Digital para Pais 6.ª edição ;
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais 6.ª edição .
Trata-se de um programa institucional da DGE e parceiros, regulado pelo respetivo regulamento de edição; não é uma regra geral do currículo ou do Estatuto da Carreira Docente.
Sou do regime F, qual o prazo para alterar ou submeter a candidatura, após o prazo de candidatura?DGES · Acesso ao Ensino Superior
Quando a possibilidade resulta da divulgação posterior de uma classificação de exame final nacional, a regra indicada para a candidatura é de até três dias corridos após a divulgação dessa classificação.
Isto não reabre livremente a candidatura para qualquer alteração fora de prazo. Serve para situações em que o resultado de exame, reapreciação ou reclamação é conhecido depois de terminado o prazo normal e tem impacto na candidatura.
Se o caso não se relacionar com essa alteração de classificação, deve aplicar-se o calendário e o regulamento do concurso/regime especial em causa. Para regimes especiais, incluindo o regime F, a submissão deve ser confirmada nos formulários e instruções da DGES ou junto da entidade responsável pela candidatura.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Regulamento do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público , regra de alteração após reapreciação/reclamação de classificação de exame;
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DGES — Formulários e regimes especiais ;
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DGES — Guia Geral de Exames 2026 , para confirmação de provas, Ficha ENES e prazos aplicáveis.
O RADAR deve pedir o concurso, fase, regime e motivo da alteração quando a pergunta não indicar se houve alteração de classificação de exame.
Qual é o prazo para a escola de matrícula enviar a apreciação síntese do portefólio do aluno?Diário da República · Currículo e Qualificações
No ensino individual e no ensino doméstico, depois da reunião de discussão do portefólio, o professor-tutor elabora uma apreciação síntese, podendo incluir recomendações.
Essa apreciação é remetida ao encarregado de educação, pelo diretor da escola, no prazo de 10 dias úteis a contar do dia útil seguinte à data da discussão do portefólio.
O portefólio deve reunir evidências das aprendizagens realizadas e da sua evolução, a autoavaliação do aluno, a apreciação do responsável educativo e outros elementos relevantes. A regularidade de envio do portefólio à escola deve constar do protocolo de colaboração.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , artigos 12.º e 18.º, especialmente artigo 18.º, n.º 4.
Esta resposta só se aplica ao regime jurídico do ensino individual e do ensino doméstico. Não deve ser generalizada a qualquer portefólio pedagógico usado internamente pela escola.
A reversão do pedido permite substituir o relatório médico?AGSE / Diário da República · Carreira e Formação
Não. Na Mobilidade por Motivo de Doença, a reversão do pedido não deve ser usada como forma de substituir livremente o relatório médico.
A AGSE distingue a correção/reversão do pedido dos procedimentos próprios relativos ao relatório médico. A informação oficial indica que a submissão do relatório médico é reversível enquanto decorrer o prazo definido para o procedimento e até ao início da fase de validação pelo AE/EnA, e que a eliminação do relatório médico após a formalização do pedido determina a eliminação automática do pedido de MPD associado.
Por isso, antes de eliminar, substituir ou voltar a submeter documentação clínica, o docente deve seguir a funcionalidade e os prazos indicados para o procedimento anual, confirmando o estado do pedido no SIGRHE e nas instruções AGSE/DGAE aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — Mobilidade de docentes por motivo de doença ;
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AGSE — Mobilidade por motivo de doença 2026/2027 ;
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho , regime da mobilidade por motivo de doença.
Sem conhecer o estado do pedido e a fase do procedimento, o RADAR deve explicar a regra geral e recomendar confirmação na aplicação e nas instruções oficiais do ano em causa.
Os cursos têm uma sequência obrigatória?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na Academia Digital para Pais, não. O regulamento da 6.ª edição indica expressamente que os cursos propostos são independentes entre si e que não existe uma sequência obrigatória para a sua dinamização ou frequência.
Assim, a escola pode organizar a oferta em função das necessidades dos pais e encarregados de educação, dos recursos disponíveis, dos voluntários e da calendarização da edição. Deve, contudo, respeitar o regulamento da edição concreta, a carga horária de cada curso e as orientações da DGE.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais 6.ª edição ;
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DGE — Academia Digital para Pais 6.ª edição .
Esta resposta vale para a Academia Digital para Pais. Se a pergunta for sobre outro programa de formação, é necessário consultar o respetivo regulamento.
Que língua se deve usar no eTwinning?eTwinning Portugal · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No registo no portal eTwinning pode ser usada qualquer língua, porque a informação principal do portal está traduzida nas várias línguas dos países parceiros.
Contudo, quando a escola descreve a ideia de projeto ou procura parceiros internacionais, a orientação operacional do eTwinning Portugal recomenda usar uma língua franca, como inglês ou francês, porque essa descrição não é automaticamente traduzida e deve ser compreendida pelos potenciais parceiros.
Não se trata de uma imposição legal sobre a língua de trabalho do projeto. A língua efetiva deve ser ajustada aos objetivos pedagógicos, às idades dos alunos, às competências linguísticas envolvidas e ao acordo entre os parceiros.
Fonte oficial
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eTwinning Portugal — Perguntas frequentes .
O RADAR deve apresentar esta resposta como orientação operacional do eTwinning, não como norma jurídica nacional.
Qual a maioria exigida no segundo escrutínio para a eleição do diretor?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
No segundo escrutínio, o Decreto-Lei n.º 75/2008 não exige maioria absoluta. Se nenhum candidato sair vencedor na primeira votação, o Conselho Geral reúne novamente, no prazo máximo de cinco dias úteis, para novo escrutínio.
Nesse novo escrutínio são admitidos apenas os dois candidatos mais votados na primeira eleição. É considerado eleito o candidato que obtiver maior número de votos, desde que esteja respeitado o quórum legal e regulamentarmente exigido para que o Conselho Geral possa deliberar.
Assim, a resposta juridicamente segura é: no segundo escrutínio vence o candidato mais votado, mas a deliberação só é válida se existir quórum nos termos da lei e do regulamento interno aplicável. Se um aviso, regulamento interno ou procedimento local fixar requisitos adicionais, esses devem ser verificados, mas não devem ser apresentados como se constassem diretamente do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 75/2008.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril , artigo 23.º, n.º 3, na redação atual.
Nota de rigor: não se deve responder que a lei exige sempre, no segundo escrutínio, votos favoráveis em número não inferior a um terço dos membros em efetividade de funções, porque essa formulação não consta do texto atual do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 consultado no Diário da República.
De que forma o Erasmus+ contribui para a internacionalização do ensino e formação?Erasmus+ / Comissão Europeia · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Erasmus+ contribui para a internacionalização através da mobilidade para aprendizagem, da cooperação entre organizações, da partilha de práticas, do desenvolvimento de competências linguísticas, digitais, interculturais e profissionais, e da participação das instituições em redes europeias.
Para uma escola ou instituição de ensino e formação, isto pode traduzir-se em mobilidade de alunos, formandos, docentes e pessoal, parcerias com entidades estrangeiras, projetos colaborativos, inovação pedagógica, reforço da inclusão e contacto com outros sistemas educativos.
Mas o Erasmus+ não garante automaticamente financiamento nem internacionalização por simples intenção da escola. Cada ação depende do Guia do Programa, do convite anual, da elegibilidade, da candidatura, da avaliação, da convenção de subvenção e das regras financeiras aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2021/817 , que estabelece o Erasmus+ 2021-2027;
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Erasmus+ — objetivos do programa ;
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Erasmus+ — Guia do Programa .
O RADAR deve distinguir sempre a explicação geral do programa da aprovação concreta de uma candidatura.
Como funciona a avaliação no ensino básico?Diário da República · Currículo e Qualificações
A avaliação no ensino básico é um processo regulador do ensino e da aprendizagem. Tem como referência as Aprendizagens Essenciais, o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e os critérios de avaliação definidos pela escola.
Integra avaliação interna e avaliação externa. A avaliação interna compreende modalidades formativa e sumativa. A avaliação formativa é contínua e sistemática, serve para apoiar as aprendizagens e orientar a intervenção pedagógica. A avaliação sumativa traduz um juízo global sobre as aprendizagens realizadas.
No ensino básico, a avaliação externa pode incluir provas de aferição e provas finais do ensino básico, nos anos e termos definidos nos normativos aplicáveis. A classificação, progressão, retenção, provas e procedimentos específicos devem ser confirmados na portaria aplicável à oferta frequentada e nos regulamentos anuais das provas.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , artigos 22.º a 25.º;
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto , que regulamenta as ofertas educativas do ensino básico, incluindo regras de avaliação, progressão e certificação.
Se a pergunta for sobre um ano, ciclo, modalidade ou curso específico, a resposta deve acrescentar as regras próprias dessa oferta.
Quero candidatar-me a um estágio ERASMUS+ para recém-graduados. Quando é considerado o término do curso (data de conclusão)?Erasmus+ / Comissão Europeia · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Quero candidatar-me a um estágio ERASMUS+ para recém-graduados. Quando é considerado o término do curso?
No Erasmus+, os recém-graduados podem realizar mobilidade para estágio, mas têm de ser selecionados pela instituição de ensino superior durante o último ano de estudos e realizar e concluir o estágio no prazo de um ano após a obtenção da graduação.
Para efeitos administrativos internos, a data de término do curso deve ser confirmada pela instituição de ensino superior. Em regra, as IES consideram a data em que o estudante obteve a última aprovação/classificação necessária à conclusão do ciclo de estudos, mas a certificação dessa data compete à instituição.
Assim, o estudante deve contactar o Gabinete de Relações Internacionais ou de Mobilidade da sua IES para confirmar a data oficial de conclusão, os documentos aceites e o regulamento interno da candidatura.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ Programme Guide — Higher education mobility projects ;
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Regulamento (UE) 2021/817 .
O RADAR não deve afirmar uma data concreta sem o registo académico da instituição. Deve explicar a regra europeia e remeter a confirmação formal para a IES.
A área curricular de Cidadania e Desenvolvimento continua a existir?DGE / Diário da República · Currículo e Qualificações
Sim. A componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento continua prevista no Decreto-Lei n.º 55/2018 e tem como referencial estruturante a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025.
No 1.º ciclo, a Cidadania e Desenvolvimento funciona como componente de integração curricular transversal. Nos 2.º e 3.º ciclos, integra as matrizes curriculares-base. No ensino secundário, a escola organiza a sua implementação nos termos do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 e da sua Estratégia de Educação para a Cidadania.
A escola deve aprovar a sua estratégia de educação para a cidadania, definindo domínios, temas, aprendizagens, organização do trabalho, projetos, parcerias e avaliação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , especialmente artigos 13.º, 14.º e 15.º;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto ;
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DGE — Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e Aprendizagens Essenciais .
O RADAR deve evitar dizer que a área foi eliminada. O que pode variar é o modelo de organização adotado pela escola e o enquadramento anual das aprendizagens essenciais.
Como deve a escola proceder para requisitar as verbas provenientes da Agência Nacional Erasmus+?IGeFE / GesEdu · Administração e Gestão Escolar
A escola deve seguir o circuito financeiro indicado pela AGSE/IGeFE e pela plataforma GesEdu.
Em termos operacionais, a AGSE recebe da Agência Nacional Erasmus+ a identificação dos montantes transferidos e dos projetos a que as verbas se destinam. Depois dessa informação estar tratada, os montantes são disponibilizados no GesEdu para que a unidade orgânica possa efetuar a respetiva Requisição de Fundos.
Antes de submeter, a escola deve confirmar o projeto, o montante, a natureza da receita, a classificação económica, o saldo disponível, a despesa a suportar e os documentos comprovativos exigidos. O IGeFE indica que as áreas de Requisição de Fundos e Receita do GesEdu substituem o envio por email e permitem consultar requisições e submeter comprovativos.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado ;
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IGeFE — Manual Requisições de Fundos e Receitas ;
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Regulamento (UE) 2021/817 , enquadramento do Erasmus+.
Esta resposta não substitui as instruções financeiras concretas do projeto nem a validação da AGSE/IGeFE. Se a verba não aparecer no GesEdu, a escola deve confirmar o projeto e o montante junto dos serviços competentes.
O que deve conter o portefólio do aluno (2)?Diário da República · Currículo e Qualificações
O que deve conter o portefólio do aluno?
No ensino individual e no ensino doméstico, o portefólio é o registo organizado do percurso curricular e pedagógico-didático do aluno.
Deve conter evidências do trabalho realizado e das aprendizagens desenvolvidas, em suportes variados, tendo por referência o protocolo de colaboração. Na fase de acompanhamento, deve reunir as evidências das aprendizagens realizadas e da sua evolução, a autoavaliação do aluno, a apreciação do trabalho desenvolvido elaborada pelo responsável educativo e outros elementos tidos como relevantes.
O portefólio é remetido à escola de matrícula com a regularidade definida no protocolo de colaboração e serve de base à reunião de discussão com o professor-tutor, o aluno e o encarregado de educação.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto , artigos 4.º, 12.º, 15.º e 18.º.
Esta resposta deve ser associada ao ensino individual e doméstico. Não deve ser usada para qualquer portefólio interno de turma, avaliação formativa ou projeto curricular sem verificar o respetivo enquadramento.
É possível solicitar um reforço de verbas para fazer face a despesas urgentes e imprevistas?AGSE / IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Sim, pode ser solicitado reforço quando existam despesas urgentes e imprevistas que não possam ser suportadas pelas verbas disponíveis, mas o pedido deve ser fundamentado e documentado.
Em termos práticos, a escola deve identificar a necessidade, demonstrar a urgência e imprevisibilidade, indicar a impossibilidade de suportar a despesa com a dotação disponível e juntar orçamentos ou documentos comprovativos da intervenção ou equipamento a adquirir. O pedido deve seguir o canal indicado pela AGSE/IGeFE, designadamente o Departamento de Gestão Financeira dos AE/EnA ou a funcionalidade/plataforma aplicável.
O reforço não é automático: depende de análise, validação orçamental e autorização pelos serviços competentes. A escola não deve assumir despesa sem cobertura orçamental e sem a autorização legalmente exigida.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Requisições de Fundos e Receitas de Estado ;
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IGeFE — Nota Informativa n.º 05/IGeFE/2024 , sobre pedidos de receita e fundamentação;
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho , regime de administração financeira do Estado;
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Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro , compromissos e pagamentos em atraso.
O RADAR deve responder que é possível pedir, não que a escola tenha direito automático ao reforço.
Como deve o Conselho Geral verificar a habilitação específica dos candidatos?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
No procedimento concursal para diretor, o Conselho Geral deve verificar se o candidato reúne os requisitos legais de admissão e se está qualificado para o exercício de funções de administração e gestão escolar.
A habilitação específica prevista na lei corresponde, em primeiro lugar, à qualificação referida no artigo 21.º, n.º 4, alínea a), do Decreto-Lei n.º 75/2008: formação nas áreas de Administração Escolar ou Administração Educacional, nos termos do artigo 56.º, n.º 1, alíneas b) e c), do Estatuto da Carreira Docente.
O Conselho Geral deve analisar os certificados e elementos apresentados, confirmando, designadamente, a instituição formadora, a área da formação, a duração e a natureza de formação especializada. O Decreto-Lei n.º 95/97 estabelece que os cursos de formação especializada devem ser realizados por instituições de ensino superior e ter duração não inferior a 250 horas efetivas de formação.
Se existirem candidatos com habilitação específica, as candidaturas baseadas apenas em experiência ou currículo relevante só são consideradas nos termos subsidiários do artigo 21.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 75/2008.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril , artigo 21.º, n.os 3 a 5;
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Estatuto da Carreira Docente , artigo 56.º, n.º 1, alíneas b) e c);
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Decreto-Lei n.º 95/97, de 23 de abril , artigos 4.º, 6.º e 8.º.
Se houver dúvida sobre a acreditação ou equivalência de uma formação concreta, o Conselho Geral deve pedir esclarecimento documental ao candidato ou confirmar junto da entidade competente, antes de admitir ou excluir a candidatura.
Que condições devem estar reunidas antes do início da migração?AGSE / IGeFE / Diário da República · Sistemas Digitais e Plataformas
Antes de iniciar a migração de uma aplicação ou sistema escolar, a escola ou entidade responsável deve confirmar as condições técnicas, contratuais, de segurança e de proteção de dados.
Em termos práticos, devem estar identificados: o sistema a migrar, os dados tratados, os responsáveis e subcontratantes, as integrações com outros sistemas, os perfis de acesso, as cópias de segurança, o plano de reversão, os requisitos de continuidade de serviço, a localização e soberania dos dados, as condições de rede, o calendário de migração, os testes e a formação das equipas.
Quando o sistema esteja abrangido pelo regime dos sistemas de informação escolares, deve verificar-se a certificação prévia, a interoperabilidade e os requisitos técnicos definidos pela AGSE. Quando haja contratação pública, devem estar assegurados o procedimento, a autorização de despesa, o contrato e as responsabilidades do fornecedor.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 138/2026, de 10 de julho , certificação de sistemas de informação escolares;
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Portaria n.º 394-A/2026/2, de 14 de setembro , competência e procedimentos de certificação;
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 , estratégia de nuvem soberana;
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RGPD — Regulamento (UE) 2016/679 .
Sem identificar o sistema, o contrato e os dados envolvidos, o RADAR deve dar esta lista de verificação e não declarar a migração pronta.
Quem coordena o TEIP4 e que responsabilidades tem?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
O TEIP4 é coordenado pela Direção-Geral da Educação, em articulação com os serviços e organismos do Ministério da Educação com competência para o efeito.
Nos termos do Despacho n.º 7798/2023, compete à DGE apoiar, monitorizar e avaliar as escolas TEIP4 e produzir um relatório anual. Esse relatório deve identificar práticas de referência e recomendações, com base na informação produzida pelas escolas e pelos organismos competentes.
No acompanhamento, monitorização e avaliação, a DGE deve articular-se com os diferentes serviços e organismos para apoiar as escolas na elaboração dos Planos de Ação, analisar esses planos, acompanhar regularmente e de proximidade, promover redes de partilha, encontros regionais e nacionais e analisar os relatórios de final de ano elaborados pelas escolas.
Base legal
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho , artigos 8.º, 9.º e 10.º.
Nota: apesar da reorganização orgânica posterior no setor educativo, a fonte legal do TEIP4 consultada continua a apontar para a DGE como entidade coordenadora do programa nos termos do despacho. Se existir despacho posterior de transferência operacional, deve ser considerado na resposta.
O que é um "Ponto Biblioteca"?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O "Ponto Biblioteca" é uma resposta da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) para escolas do 1.º ciclo do ensino básico com um número reduzido de alunos e sem condições físicas para instalar uma biblioteca escolar completa. Pressupõe a criação de um serviço de biblioteca num espaço especificamente destinado a esse efeito, com recursos e acompanhamento adequados ao contexto da escola.
Não é correto tratá-lo como uma designação legal geral aplicável automaticamente a qualquer biblioteca escolar. A escola deve verificar os critérios, o aviso e o procedimento de candidatura divulgados pela RBE para a edição em causa. A aprovação depende da apreciação da candidatura e das condições definidas pela RBE.
A resposta deve ser articulada com o agrupamento, a direção e o professor bibliotecário, de modo a integrar o serviço no funcionamento da biblioteca e nas atividades de leitura, informação e apoio ao currículo.
Base legal e fontes oficiais
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RBE — candidatura ao Ponto Biblioteca -
RBE — Ponto Biblioteca -
RBE — professor bibliotecário e rede de bibliotecas escolares O Ponto Biblioteca é, portanto, uma medida/programa da RBE com regras próprias de candidatura; a página oficial da RBE deve prevalecer para os requisitos e prazos concretos.
A verba destinada à formação pode ser utilizada para financiar a migração técnica das aplicações?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não se deve presumir que uma verba aprovada para formação possa ser utilizada livremente para pagar a migração técnica, a configuração, a parametrização ou a exploração de aplicações. A elegibilidade depende do aviso, do contrato-programa, do orçamento aprovado e das orientações da entidade financiadora.
A formação corresponde, em regra, a uma despesa de capacitação de utilizadores. A migração técnica é uma despesa de natureza tecnológica e de implementação. São objetos diferentes e não podem ser confundidos apenas porque ambos estão relacionados com a transformação digital.
Antes de assumir a despesa, a escola ou entidade responsável deve: verificar as regras do financiamento concreto; confirmar a rubrica autorizada; obter a validação da entidade financiadora quando a despesa não estiver expressamente prevista; e conservar a decisão, a proposta, o contrato e os comprovativos. Se a documentação não disser que a migração é elegível, o RADAR não deve afirmar que a verba de formação a cobre.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 enquadra a política nacional de cloud soberana e de migração, mas não transforma, por si só, qualquer verba de formação numa autorização de despesa para migração.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — perguntas frequentes sobre financiamento e migração para cloud -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 Sem o aviso ou contrato-programa aplicável, só é seguro dar esta resposta condicional; a despesa não deve ser imputada à formação sem autorização documental.
Como posso estudar em Portugal através do Programa ERASMUS+, como estudante de fora da Europa?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Um estudante de fora da Europa não se candidata, em regra, diretamente a uma bolsa Erasmus+ para escolher uma instituição portuguesa. Deve estar inscrito numa instituição de ensino superior elegível e contactar o gabinete de relações internacionais ou o coordenador Erasmus da sua instituição de origem.
A instituição de origem faz a seleção segundo os seus critérios e a disponibilidade da ação. Para mobilidade de estudos é necessária uma cooperação entre a instituição de origem e a instituição portuguesa, normalmente através de um acordo interinstitucional aplicável. A instituição de origem e a instituição de acolhimento tratam do plano de estudos, do acordo de aprendizagem, das datas e do reconhecimento académico.
A participação de estudantes de países não associados à União Europeia depende da ação concreta, do país de origem, do acordo e do convite/financiamento disponível. A dimensão internacional da mobilidade, incluindo ações como a mobilidade internacional apoiada por KA171, não significa que todos os estudantes de qualquer país tenham automaticamente direito a uma vaga ou financiamento.
O estudante deve confirmar ainda os requisitos de admissão ou mobilidade da instituição portuguesa, o visto e as regras de residência aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — estudar no estrangeiro -
Erasmus+ — mobilidade de estudantes do ensino superior -
Guia do Programa Erasmus+ — países elegíveis -
Regulamento (UE) 2021/817 A instituição de origem é, assim, o primeiro ponto de contacto; a elegibilidade concreta resulta do Guia do Programa e do acordo/convite aplicável.
A biblioteca escolar é apenas um espaço físico?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. A biblioteca escolar é um serviço educativo e uma estrutura de apoio ao currículo, à leitura, às literacias, à informação e à participação dos alunos. O espaço físico é importante, mas não esgota a sua função. A biblioteca pode prestar serviços presenciais e digitais, apoiar docentes e alunos, organizar recursos e desenvolver atividades articuladas com o Projeto Educativo e o Plano Anual de Atividades.
A organização concreta depende das condições da escola e da orientação da Rede de Bibliotecas Escolares. Deve existir uma gestão, um plano de atividades e uma avaliação coerentes com os objetivos da biblioteca e com as necessidades da comunidade educativa.
Não há fundamento para dizer que qualquer espaço com livros é automaticamente uma biblioteca escolar nos termos da RBE, nem para reduzir a biblioteca a uma sala.
Base legal e fontes oficiais
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RBE — área de trabalho e orientações -
RBE — Modelo de avaliação da biblioteca escolar -
Portaria n.º 192-A/2015 A RBE é a fonte adequada para as orientações operacionais; a resposta não deve inventar um número obrigatório de espaços, serviços ou recursos sem norma aplicável.
Que competências são desenvolvidas pelos alunos participantes?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na iniciativa Líderes Digitais, os alunos desenvolvem sobretudo competências de cidadania digital e de utilização segura, crítica, responsável e participativa da Internet e das tecnologias. O programa envolve os alunos, acompanhados por um professor, em ações de sensibilização e partilha com a comunidade educativa.
Podem ser trabalhadas, entre outras, a identificação de riscos online, a proteção de dados e da privacidade, a comunicação responsável, o respeito pelos outros, a prevenção do cyberbullying, a avaliação crítica de informação e a capacidade de planear e comunicar uma campanha. A lista concreta depende do tema e das atividades da edição.
Estas competências são objetivos pedagógicos da iniciativa; não constituem, por si só, uma certificação profissional nem uma tabela legal fechada de competências. A escola deve articular as atividades com o seu projeto educativo, a Estratégia de Educação para a Cidadania e o Perfil dos Alunos.
Base legal e fontes oficiais
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SeguraNet — Líderes Digitais -
SeguraNet — lançamento da iniciativa Líderes Digitais -
Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória O RADAR deve distinguir os objetivos divulgados pelo programa de competências cuja avaliação formal dependa de uma disciplina ou instrumento específico.
Os apoios previstos estão sujeitos a condições ou limites adicionais?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Se a pergunta se refere aos apoios regulados pelo Despacho n.º 7654/2025, a resposta é sim. O artigo 10.º determina que os apoios ficam sujeitos às condições, limites e consequências previstos no regime jurídico aplicável às escolas portuguesas no estrangeiro e nos instrumentos que enquadram cada apoio.
Isso significa que a previsão de um apoio não basta, por si só, para garantir o seu pagamento ou utilização. É necessário verificar o beneficiário, a finalidade, os documentos exigidos, os limites orçamentais, os prazos e as consequências do incumprimento. A direção deve aplicar o despacho e a restante legislação específica, mantendo a documentação que permita justificar a decisão.
Não é seguro generalizar esta regra a qualquer apoio escolar sem identificar o diploma, o aviso ou o programa concreto a que a pergunta se refere.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 7654/2025 — artigo 10.º Quando o apoio tiver outro regime, devem ser consultadas as suas próprias normas; o RADAR deve pedir ou indicar essa identificação se ela não constar da pergunta.
As licenças necessárias às soluções cloud estão obrigatoriamente incluídas no financiamento atribuído?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível afirmar que as licenças estejam sempre incluídas. A inclusão depende do aviso ou contrato de financiamento, da solução aprovada, do período elegível, do procedimento de contratação e das condições definidas pela entidade financiadora.
A escola ou entidade beneficiária deve confirmar se o financiamento cobre licenças, subscrições, armazenamento, suporte, migração e manutenção, ou apenas determinados componentes. Deve também verificar se a despesa é aquisição, serviço recorrente ou custo de operação, porque essa qualificação pode alterar a sua elegibilidade.
A existência de uma política pública de migração para cloud não substitui a decisão de financiamento do caso concreto. Antes da contratação devem ser conservados o aviso, a aprovação, a memória descritiva, a proposta, o contrato e a autorização de despesa. Se a licença não estiver expressamente prevista ou validada, o RADAR deve responder condicionalmente e recomendar confirmação junto da AGSE ou da entidade financiadora.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — perguntas frequentes sobre migração e financiamento -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 A RCM n.º 102/2026 enquadra a estratégia de cloud soberana, mas não garante a elegibilidade automática de licenças num financiamento específico.
O que são Cenários de Aprendizagem LED?DGE · Sistemas Digitais e Plataformas
Os Cenários de Aprendizagem LED são propostas didático-pedagógicas que ajudam os professores a planear atividades com recurso aos Laboratórios de Educação Digital (LED) e às respetivas tecnologias. Devem ser lidos como recursos de apoio à planificação, não como uma disciplina autónoma ou um currículo obrigatório adicional.
Os cenários podem apoiar a integração pedagógica de equipamentos e ferramentas digitais, a articulação com as Aprendizagens Essenciais e o desenvolvimento de competências do Perfil dos Alunos. A aplicação deve ser adaptada ao nível de ensino, às aprendizagens pretendidas, aos recursos disponíveis e às regras de segurança e proteção de dados da escola.
A DGE disponibiliza os cenários e orientações no seu espaço oficial. A existência de um cenário na plataforma não obriga o professor a aplicá-lo sem adaptação, nem garante por si só determinada aprendizagem.
Base legal e fonte oficial
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DGE — Laboratórios de Educação Digital e Cenários de Aprendizagem -
DGE — repositório de cenários e recursos LED -
Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória Se a pergunta respeitar a uma edição, equipamento ou cenário específico, é necessário consultar a ficha oficial correspondente.
Como deve ser estruturada a informação constante do título executivo para que este seja válido e legal?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
No regime tributário, o título executivo deve conter os elementos exigidos pelo artigo 163.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário (CPPT). Entre eles estão a identificação da entidade que o emite ou promove a execução, a assinatura da entidade competente ou a chancela prevista na lei, a data de emissão, a identificação do devedor e o respetivo número de identificação fiscal, a natureza e proveniência da dívida e o montante.
A assinatura não deve ser descrita automaticamente como “assinatura digital do diretor”. A lei admite as formas de assinatura ou chancela que sejam legalmente aplicáveis e a competência depende da entidade emissora e do procedimento. Também não é seguro substituir a identificação legal do documento por uma fórmula genérica como “NIF do diretor”.
O artigo 164.º admite elementos complementares, designadamente uma nota de resumo, sem substituir os requisitos essenciais. Se faltar um elemento legalmente exigido, a validade e a força executiva devem ser apreciadas no caso concreto, incluindo as regras de suprimento ou de comunicação aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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Código de Procedimento e de Processo Tributário — artigo 163.º -
CPPT — consolidação do artigo 163.º A entidade deve ainda confirmar se o documento é um título executivo tributário ou outro título sujeito a legislação diferente; não se deve aplicar o artigo 163.º do CPPT fora do seu âmbito.
Euroguidance – Rede Europeia de Apoio à Orientação ao Longo da VidaEuroguidance · Inclusão
A Euroguidance é uma rede europeia que apoia a orientação ao longo da vida e a mobilidade para fins de aprendizagem. Em Portugal, o centro Euroguidance está sediado na Direção-Geral da Educação (DGE), que disponibiliza informação e recursos para profissionais de orientação, estudantes, famílias e outros interessados.
A rede divulga oportunidades de mobilidade e aprendizagem, promove informação sobre orientação e recursos europeus, apoia profissionais e contribui para a cooperação entre serviços de orientação. Não é uma escola, não substitui os serviços de orientação da escola e não atribui automaticamente bolsas, equivalências ou qualificações.
A informação sobre candidaturas, mobilidade, reconhecimento e financiamento deve ser confirmada na entidade competente e no programa concreto. O RADAR não deve atribuir a coordenação do Euroguidance a uma entidade privada ou a uma instituição que não seja identificada pela fonte oficial.
Fonte oficial
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Euroguidance — Portugal -
Euroguidance — rede europeia -
DGE — orientação e educação Para uma pergunta sobre um apoio ou candidatura concreta, é necessário indicar o país, a entidade e o programa em causa.
Que direitos têm os alunos em ensino individual matriculados em escolas da rede pública?Diário da República · Currículo e Qualificações
O aluno em ensino individual ou ensino doméstico mantém uma escola de matrícula responsável pelo acompanhamento e pela certificação, nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2021. A escola de matrícula trata dos atos administrativos previstos no regime, acompanha a execução do percurso e emite o certificado ou diploma quando estiverem reunidas as condições legais.
Nos termos do artigo 22.º, n.º 1, aos alunos matriculados numa escola pública aplicam-se, nos termos previstos na lei, o regime de manuais escolares, a ação social escolar e as atividades de enriquecimento curricular. Os manuais adotados são os da escola de matrícula, de acordo com o n.º 2. O apoio concreto depende das regras e condições de cada regime, não sendo correto afirmar automaticamente que todos os serviços ou atividades estão disponíveis sem inscrição, organização ou requisitos próprios.
A escola deve ainda observar as responsabilidades de acompanhamento, tutor e documentação previstas no diploma, incluindo o artigo 14.º, e as regras de avaliação e certificação aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021 — ensino individual e ensino doméstico - Artigos 14.º, 21.º e 22.º do Decreto-Lei n.º 70/2021.
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Lei n.º 47/2006 — manuais escolares -
Decreto-Lei n.º 55/2009 — ação social escolar Para decidir um benefício concreto, é necessário confirmar a modalidade de ensino, a escola de matrícula, o ano de escolaridade e os requisitos do apoio pedido.
Como pode uma escola implementar o Plano "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A implementação deve começar pela constituição ou identificação da equipa responsável, pelo diagnóstico da realidade da escola e pela definição de um plano de ação adequado aos riscos e necessidades identificados. O plano deve combinar prevenção, identificação precoce, intervenção, acompanhamento e avaliação, envolvendo alunos, profissionais, famílias e parceiros quando necessário.
A escola deve articular as medidas com o Projeto Educativo, o Plano Anual de Atividades, a Estratégia de Educação para a Cidadania e os procedimentos internos de convivência e proteção. Os incidentes devem ser tratados pelos canais e responsáveis previstos e registados nos sistemas oficiais quando essa utilização for aplicável. Uma campanha isolada não substitui uma política continuada de prevenção e resposta.
O reconhecimento ou selo associado ao plano depende do procedimento, do calendário e da documentação exigidos na edição em causa, incluindo a avaliação/relatório previsto pelas entidades responsáveis. Não é seguro prometer a certificação apenas porque a escola realizou uma atividade.
Base legal e fontes oficiais
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Plano Escola Sem Bullying — Escola Sem Violência -
Portal Escola Sem Bullying — Escola Sem Violência -
Despacho n.º 8404-C/2019 O plano é uma orientação/programa nacional com procedimentos próprios; a escola deve seguir a versão e o aviso oficiais em vigor.
O que são condições especiais de classificação?Diário da República · Currículo e Qualificações
As condições especiais de classificação são o regime aplicável quando, por uma situação prevista na lei, não é possível realizar a avaliação ou reunir todos os elementos de classificação nos termos normais. No ensino básico, o artigo 34.º da Portaria n.º 223-A/2018 regula, entre outras situações, a falta de elementos do 3.º período por responsabilidade da escola, doença prolongada ou outro impedimento legal devidamente comprovado.
Quando faltarem elementos de classificação do 3.º período, a classificação pode ser obtida nos termos previstos no artigo 34.º, designadamente com recurso à classificação do 2.º período quando estejam preenchidos os pressupostos legais. A realização de provas ou exames continua a depender do regime aplicável; não se deve concluir automaticamente que o aluno fica dispensado de qualquer prova.
A norma também contém regras específicas para determinadas situações do 1.º ciclo e exige que a escola documente o motivo e aplique o procedimento correto. Por isso, é necessário identificar o nível de ensino, o ano, a disciplina e a causa concreta antes de decidir.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 223-A/2018 — artigo 34.º A expressão não significa que a escola possa alterar livremente uma classificação por razões de conveniência; trata-se de um regime excecional com pressupostos e procedimento próprios.
Para que serve o plano de melhoria da biblioteca?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O plano de melhoria serve para transformar a avaliação e o diagnóstico da biblioteca em objetivos, ações, responsáveis, recursos, calendário e indicadores verificáveis. Deve identificar pontos fortes e necessidades, estabelecer prioridades realistas e permitir acompanhar se as medidas melhoram o serviço, os recursos, a leitura, as literacias e o apoio ao currículo.
A sua elaboração deve ser feita pelo professor bibliotecário em articulação com a direção e com a comunidade educativa, integrada no plano de atividades da biblioteca e coerente com os documentos estruturantes da escola. No ciclo MABE, a RBE disponibiliza orientações e instrumentos para apoiar esse trabalho.
Não existe uma lista única de ações que todas as bibliotecas tenham de copiar. O plano deve responder ao diagnóstico da escola e ser revisto com base nos resultados.
Base legal e fontes oficiais
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RBE — MABE 2026 -
RBE — área de trabalho e orientações -
Portaria n.º 192-A/2015 A RBE define os instrumentos e orientações operacionais do MABE; a direção deve confirmar a edição e os prazos aplicáveis.
O que é o PIIP?Diário da República · Inclusão
No Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância, o PIIP é o Plano Individual de Intervenção Precoce. Nos termos do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 281/2009, é o instrumento que resulta da avaliação da criança no contexto familiar e define as medidas e ações necessárias para promover o desenvolvimento e apoiar a criança e a família.
O plano deve identificar as necessidades e os recursos da criança e da família, os apoios a prestar, o início e a duração das medidas, a periodicidade da avaliação, os procedimentos de transição e a articulação com o Programa Educativo Individual quando aplicável. Deve ser elaborado com a participação da família e dos profissionais das áreas envolvidas, de acordo com as responsabilidades da equipa local de intervenção.
O PIIP não é um diagnóstico isolado nem substitui todos os instrumentos escolares. É um plano de intervenção precoce, centrado na criança e na família, que deve acompanhar a transição para outros serviços e respostas.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 281/2009 — artigo 8.º Para um caso concreto, devem ser confirmadas a equipa local competente, a situação da criança e os procedimentos do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância.
O processo de migração deve ser validado antes da entrada em produção?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. A migração deve ser testada e validada antes de a aplicação ou serviço passar a funcionar em produção. A validação deve confirmar, de forma documentada, a integridade dos dados, as contas e permissões, as integrações, os relatórios, o desempenho, a segurança, as cópias de segurança e o procedimento de recuperação ou reversão.
A escola ou entidade responsável deve definir critérios de aceitação, responsáveis, evidências de teste, janela de mudança e plano de contingência. Só depois da validação e da autorização prevista no projeto deve ocorrer a entrada em produção. Durante o processo devem ser respeitadas as regras de proteção de dados, continuidade e segurança da informação.
Não há, para todas as migrações escolares, um único formulário legal com esse nome. O modelo de validação depende da solução, do contrato e das orientações técnicas da AGSE. A ausência de um formulário único não elimina a necessidade de testes, aceitação e registo da decisão.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — perguntas frequentes sobre migração para cloud -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 -
Plano de atividades 2026 da AGSE A validação deve ser adaptada ao risco e às exigências do projeto, mas não deve ser substituída por uma passagem direta para produção.
Como participar em eventos e iniciativas nacionais?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A escola, o professor bibliotecário ou a equipa responsável deve acompanhar os canais oficiais da entidade promotora, consultar o aviso ou regulamento de cada iniciativa e cumprir o procedimento indicado: inscrição, candidatura, adesão, submissão de trabalhos ou simples participação. A forma de participação pode variar de evento para evento.
No caso das iniciativas da Rede de Bibliotecas Escolares, devem ser consultadas a área de trabalho, as candidaturas e as notícias da RBE. A participação não é automaticamente obrigatória só porque a iniciativa é divulgada, nem existe uma inscrição única válida para todos os eventos.
A escola deve verificar destinatários, prazos, autorizações internas, proteção de dados e direitos de imagem quando forem recolhidos trabalhos, fotografias ou vídeos de alunos.
Fontes oficiais
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RBE — área de trabalho -
RBE — candidaturas Sem a identificação do evento não é possível indicar um prazo ou procedimento específico; a resposta segura é seguir o aviso oficial da iniciativa concreta.
Como aceder ao relatório médico?DGAE · Carreira e Formação
No procedimento de mobilidade por doença, o relatório médico é obtido e submetido de acordo com a aplicação SIGRHE, o aviso anual e o manual disponibilizado pela DGAE. O docente deve entrar na aplicação com as suas credenciais, abrir o procedimento de mobilidade por doença da edição em vigor e seguir a opção relativa ao relatório médico ou à documentação clínica, conforme o manual indicar.
O caminho exato e os campos disponíveis podem mudar entre edições. Por isso, não é seguro indicar um menu de um ano anterior como se fosse permanente. Devem ser respeitados o prazo, o formato, o médico ou entidade competente e os documentos exigidos no aviso e no manual do ano a que o pedido respeita.
O relatório contém dados de saúde e deve ser tratado apenas no procedimento e pelos destinatários autorizados, de acordo com as regras de proteção de dados. Se a aplicação não mostrar a opção ou surgir um erro, o docente deve guardar a evidência e contactar o suporte indicado pela DGAE/AGSE dentro do prazo.
Base legal e fontes oficiais
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DGAE — mobilidade por doença -
DGAE — Manual do relatório médico 2025/2026 -
Decreto-Lei n.º 41/2022 O aviso e o manual da edição em curso prevalecem quanto ao acesso e ao modo de submissão.
Como registo o meu projeto eTwinning?eTwinning Portugal · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O registo começa pela criação ou utilização de uma conta EU Login e pelo acesso ao European School Education Platform (ESEP). Depois de completar o perfil e os dados da escola, o utilizador deve seguir a área eTwinning e o procedimento de validação indicado pela plataforma e pelo Serviço Nacional de Apoio.
Para criar um projeto, o professor deve procurar e contactar parceiros na plataforma, definir objetivos, atividades, calendário, participantes e regras de proteção de dados, e submeter o projeto no formulário disponível. A aprovação ou validação depende das regras e dos critérios da edição e do programa.
Não é seguro afirmar que todas as edições têm exatamente o mesmo número mínimo de países, documentos ou etapas. Esses requisitos devem ser confirmados nas regras atuais do ESEP/eTwinning e nas orientações do Serviço Nacional de Apoio.
Fontes oficiais
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eTwinning Portugal — tutoriais -
eTwinning Portugal — como participar -
Erasmus+ — objetivos e prioridades -
Erasmus+ — Regulamento (UE) 2021/817 Se a pergunta disser respeito a um projeto já submetido, é necessário consultar o estado do projeto na conta ESEP e as mensagens do Serviço Nacional de Apoio.
As escolas são obrigadas a ter uma Estratégia de Educação para a Cidadania?Diário da República · Currículo e Qualificações
Sim. O artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 estabelece que, no quadro da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, cada escola aprova a sua própria estratégia. O documento deve definir, de acordo com o contexto da escola, os domínios, temas e aprendizagens a desenvolver, a organização do trabalho, os projetos e parcerias, os critérios de avaliação das aprendizagens e a avaliação da própria estratégia.
A escola não deve limitar-se a copiar a Estratégia Nacional. Deve aprovar e divulgar uma estratégia própria, articulada com o Projeto Educativo, o currículo, a participação dos alunos e os restantes documentos estruturantes. A implementação concreta deve respeitar a orientação curricular e a versão da Estratégia Nacional em vigor.
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 aprovou a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania atualmente divulgada. A escola deve consultar essa versão e as orientações da DGE ao rever a sua estratégia.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — artigo 15.º -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 — Estratégia Nacional -
DGE — Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania -
DGE — ENEC 2025 A estratégia da escola deve ser aprovada pelo órgão competente nos termos da organização escolar e mantida atualizada quando a orientação nacional ou o contexto da escola o justificar.
Como podem os CPR divulgar as suas atividades?DGE/ERTE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem divulgar atividades, projetos e resultados através dos canais institucionais da escola e das iniciativas oficiais associadas ao programa, como mostras, encontros, workshops, seminários e plataformas de partilha de boas práticas.
A divulgação deve identificar corretamente a escola e o projeto, respeitar as regras internas e observar a proteção de dados e de imagem dos alunos. Antes de publicar fotografias, vídeos, nomes ou outros elementos identificáveis, a escola deve confirmar que existe fundamento e, quando necessário, autorização válida.
As páginas da DGE/ERTE não fixam um único formulário, prazo ou canal obrigatório para todas as escolas. Numa mostra ou iniciativa concreta devem ser seguidas as regras do respetivo aviso.
Fontes oficiais e enquadramento
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DGE/ERTE — iniciativas dos CPR -
DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica -
Regulamento (UE) 2016/679 — proteção de dados -
Lei n.º 58/2019 O RADAR não deve afirmar que existe uma obrigação de publicar num canal específico sem indicar a edição, o aviso ou a regra institucional aplicável.
Em que condições os alunos transitam de ano?Diário da República · Currículo e Qualificações
As condições dependem do nível de ensino. Não é correto aplicar a todos os alunos a regra dos «10 valores em mais de duas disciplinas»: essa regra pertence ao ensino secundário e não substitui o regime pedagógico do ensino básico.
Ensino básico
Nos termos do artigo 32.º da Portaria n.º 223-A/2018, a decisão de transição ou retenção tem caráter pedagógico e a retenção é excecional. Só pode ser decidida depois de acompanhamento pedagógico e aplicação de medidas de apoio perante as dificuldades detetadas.
A decisão compete ao professor titular de turma no 1.º ciclo ou ao conselho de turma nos 2.º e 3.º ciclos, que devem avaliar se o aluno adquiriu os conhecimentos e desenvolveu as capacidades e atitudes necessárias. No final dos ciclos aplicam-se ainda as condições específicas do n.º 6: no 1.º ciclo, as combinações de menções insuficientes em Português/PLNM/PL2, Matemática e restantes disciplinas; nos 2.º e 3.º ciclos, classificação inferior a nível 3 em Português/PLNM/PL2 e Matemática ou em três ou mais disciplinas.
No 1.º ano não há retenção, salvo a situação excecional ligada à assiduidade prevista na lei. Educação Moral e Religiosa e Oferta Complementar não são consideradas; no 1.º ciclo também não é considerado o Apoio ao Estudo.
Ensino secundário
Nos cursos científico-humanísticos, o artigo 30.º da Portaria n.º 226-A/2018 estabelece, em regra, aprovação com classificação final de disciplina igual ou superior a 10 valores. A transição verifica-se quando a classificação anual ou final inferior a 10 não ocorre em mais de duas disciplinas, com as regras complementares do n.º 3, incluindo a progressão em disciplinas com classificação não inferior a 8 valores e as limitações aplicáveis às disciplinas trienais. Educação Moral e Religiosa, quando frequentada com assiduidade, não releva para a progressão de ano.
Para um caso concreto é necessário saber o nível, o ano, as classificações e as medidas de apoio. A decisão não deve ser produzida apenas por uma contagem automática de negativas.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018 — artigo 32.º -
Portaria n.º 226-A/2018 — artigo 30.º -
Decreto-Lei n.º 55/2018 O pedido fica submetido após gravar?AGSE · Carreira e Formação
Não. Na aplicação da Mobilidade de Docentes por Motivo de Doença (MPD), gravar guarda os dados, mas não conclui a submissão.
O pedido só fica efetivamente submetido depois de o candidato confirmar o procedimento e introduzir a palavra-passe de submissão, ficando o estado indicado como «Submetido». Antes disso, deve rever dados, anexos e declarações exigidos pela edição.
O comprovativo do estado «Submetido» deve ser conservado. Se a aplicação não permitir a confirmação final, deve guardar a evidência e contactar a entidade indicada na FAQ da AGSE dentro do prazo.
Base legal e fonte oficial
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AGSE — Mobilidade de docentes por motivo de doença -
AGSE — FAQ MPD 2026/2027 -
Decreto-Lei n.º 41/2022 Os passos e prazos podem ser atualizados em cada edição; prevalecem as instruções publicadas pela AGSE para o ano em causa.
Quem pode apresentar candidaturas ao Programa?Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, a entidade que apresenta a candidatura depende da ação e do convite aplicável. Em regra, as candidaturas de projetos e mobilidade são apresentadas por organizações elegíveis legalmente constituídas, como agrupamentos de escolas, escolas, instituições de ensino superior, entidades de ensino e formação profissional ou organizações de educação de adultos, através da Agência Nacional ou, nas ações centralizadas, da EACEA.
Uma pessoa singular não apresenta, em regra, diretamente uma candidatura institucional para financiar o projeto da escola. Deve contactar a escola ou organização participante e seguir o procedimento da ação. Algumas ações podem prever modalidades específicas de participação individual; por isso, não se deve transformar a regra geral numa proibição absoluta sem identificar a ação.
A elegibilidade, a necessidade de acreditação, a entidade competente, os documentos e o prazo resultam do Guia do Programa Erasmus+ e do convite anual.
Fonte oficial
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Guia do Programa Erasmus+ -
Erasmus+ — organizações participantes -
Erasmus+ — como apresentar candidatura O RADAR deve pedir a identificação da ação quando a pergunta não permitir saber se é candidatura escolar, mobilidade individual ou ação centralizada.
O que é a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC)?Diário da República/DGE · Currículo e Qualificações
A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC) é o referencial nacional para desenvolver competências de cidadania através da componente de Cidadania e Desenvolvimento. Orienta princípios, objetivos, domínios e formas de organização do trabalho que devem ser concretizados pelas escolas de acordo com o seu contexto e com os documentos curriculares.
O artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 55/2018 estabelece que cada escola aprova a sua estratégia de educação para a cidadania, integrada nos instrumentos de planeamento e articulada com o projeto educativo. A escola não deve limitar-se a copiar o documento nacional: deve definir organização, domínios priorizados, participação dos alunos e acompanhamento da estratégia, respeitando o referencial nacional em vigor.
A versão nacional atualmente aprovada é a ENEC 2025, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025. A concretização depende das decisões curriculares da escola e das orientações da DGE.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — artigo 15.º -
Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025 -
DGE — Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania -
DGE — ENEC 2025 Como me candidato ao Selo Nacional de Qualidade (SNQ)?eTwinning Portugal · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo Nacional de Qualidade é uma distinção da iniciativa eTwinning. A candidatura é feita pelo docente através da área eTwinning da plataforma ESEP, selecionando o projeto elegível e preenchendo o formulário disponibilizado para a edição.
O projeto deve respeitar os requisitos e critérios publicados pelo Serviço Nacional de Apoio eTwinning. A participação numa parceria eTwinning não garante, por si só, a atribuição do selo. O docente deve descrever o trabalho realizado, a colaboração com parceiros, a integração curricular, os resultados e os critérios de qualidade demonstrados.
O eTwinning exige, em regra, parceria entre escolas de países diferentes para um projeto eTwinning, mas requisitos, prazo e percurso na plataforma devem ser confirmados na página oficial da edição. Não é seguro afirmar que todas as edições têm exatamente as mesmas condições.
Fonte oficial
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eTwinning Portugal — Selo Nacional de Qualidade -
eTwinning Portugal — eTwinning -
Erasmus+ — Guia do Programa Este procedimento é uma regra do programa e da plataforma, não uma candidatura regulada por um artigo autónomo do Estatuto da Carreira Docente.
Como posso aceder ao TwinSpace após o registo/aprovação do projeto?eTwinning Portugal · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Depois de o projeto eTwinning ser aprovado, o TwinSpace é criado como espaço privado de colaboração. O docente deve entrar na ESEP/eTwinning com a conta utilizada no projeto e abrir a área dos seus projetos para aceder ao TwinSpace associado.
O acesso e as permissões dependem do papel atribuído. Fundadores ou administradores podem convidar parceiros, professores e alunos, definir funções e gerir membros. A aprovação não significa que qualquer pessoa tenha acesso público ao espaço privado.
Se o TwinSpace não aparecer, deve confirmar o estado do projeto, a conta utilizada e os convites, e contactar o Serviço Nacional de Apoio eTwinning pelos canais oficiais. Os nomes dos menus podem mudar com a versão da plataforma.
Fontes oficiais
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eTwinning Portugal — eTwinning -
eTwinning Portugal — Selo Nacional de Qualidade e projetos -
Erasmus+ — Guia do Programa O RADAR não deve apresentar o acesso ao TwinSpace como uma disposição legal geral: é um procedimento da plataforma e da iniciativa eTwinning.
No ensino básico, as adaptações ao processo de avaliação externa são da competência da escola?DGE/JNE · Inclusão
Em regra, sim. O artigo 28.º, n.º 4, do Decreto-Lei n.º 54/2018 atribui à escola a decisão sobre as adaptações ao processo de avaliação externa dos alunos do ensino básico, mas essa competência tem de ser exercida dentro do procedimento legal e das orientações anuais do Júri Nacional de Exames (JNE).
Não é uma decisão informal ou automática. A escola deve verificar que a adaptação está fundamentada nas medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão aplicadas ao aluno, formalizar a decisão pelo órgão competente, registar os elementos necessários no processo individual e comunicar a informação ao JNE através do procedimento/plataforma aplicável. Devem ser observadas as orientações de provas e exames do ano concreto.
Assim, a decisão é da escola nos termos da lei, mas deve respeitar a análise pedagógica, o processo individual, a decisão formal da direção, os prazos e a comunicação ao JNE.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 28.º -
DGE — FAQ sobre adaptações nas provas do ensino básico -
JNE — aplicação ADAP do ensino básico O RADAR não deve reduzir a resposta à frase «é competência da escola» sem explicar o procedimento e a comunicação ao JNE.
Quais as disciplinas que integram a componente de formação geral?Diário da República · Currículo e Qualificações
Nos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, a componente de formação geral é comum aos cursos e integra, nos termos das matrizes curriculares, Português, uma Língua Estrangeira (I, II ou III, conforme o curso e o percurso do aluno), Filosofia e Educação Física.
A designação «Língua Estrangeira I, II ou III» não significa que todos os alunos frequentem simultaneamente as três disciplinas. A língua ou línguas dependem da matriz curricular do curso e das opções autorizadas para o aluno.
As escolas devem consultar os anexos/matrizes da Portaria n.º 226-A/2018 e as alterações em vigor. Em ofertas bilingues ou situações curriculares específicas podem existir regras próprias, que não devem ser generalizadas.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018 — matrizes dos cursos científico-humanísticos -
Decreto-Lei n.º 55/2018 Para determinar a disciplina concreta de um aluno, é necessário indicar o curso, o ano e o plano de estudos aplicável.
Porque foi incluído um curso sobre Competências Digitais e Inteligência Artificial?DGE — Academia Digital para Pais · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, a inclusão do curso «Competências Digitais e Inteligência Artificial» responde à necessidade de apoiar pais e encarregados de educação na compreensão e utilização crítica, segura e responsável das tecnologias digitais e da inteligência artificial.
Segundo o regulamento da edição, a formação procura reforçar competências que permitam às famílias acompanhar melhor os percursos escolares, compreender oportunidades e riscos das ferramentas digitais e promover uma utilização informada e ética da inteligência artificial.
Esta inclusão é uma opção formativa da edição da Academia Digital para Pais; não significa obrigação legal geral de frequência. A duração, destinatários, inscrição e conteúdos devem ser confirmados no regulamento da edição.
Fonte oficial
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DGE — Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais -
DGE — Academia Digital para Pais O RADAR deve indicar a edição quando responder sobre cursos específicos, porque a oferta pode ser alterada.
Quais são as exigências do Programa ERASMUS+ em relação aos seguros de viagem, no âmbito dos projetos e a que deslocações e meios de transporte se aplicam?Erasmus+ · Ensino Superior e Acesso
No Erasmus+, todos os participantes em mobilidade devem estar cobertos por seguro adequado aos riscos da atividade. A organização responsável deve escolher ou confirmar a cobertura apropriada para a ação, podendo uma apólice existente ser suficiente se cobrir os riscos exigidos.
Consoante a ação e o tipo de mobilidade, devem ser analisadas, quando relevantes, as coberturas de viagem e bagagem, responsabilidade civil, acidente e doença grave, e morte ou repatriamento. O Cartão Europeu de Seguro de Doença pode ser recomendado ou exigido como complemento quando aplicável, mas não substitui todas as coberturas de uma apólice de mobilidade.
A cobertura deve ser verificada para o período e percurso da mobilidade, incluindo as deslocações que o plano ou contrato considere abrangidas. Não é seguro afirmar que existe uma única apólice obrigatória ou que todas as deslocações nacionais e internacionais estão sempre cobertas da mesma forma, independentemente da ação e do meio de transporte. O acordo de aprendizagem, o contrato financeiro, o convite e as regras da instituição devem especificar os riscos e a responsabilidade de cada parte.
Fontes oficiais
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Erasmus+ — características importantes e seguros -
Erasmus+ — Carta do Estudante -
Guia do Programa Erasmus+ Para um caso concreto devem ser indicados a ação, o país, a duração, a instituição responsável e o tipo de mobilidade.
Os dados pessoais que constam na Ficha ENES estão incorretos?DGES · Ensino Superior e Acesso
Deve pedir à escola secundária onde foi emitida a Ficha ENES a correção dos dados pessoais no Programa ENES. A escola é a entidade que pode retificar os dados de origem e emitir ou atualizar a ficha segundo o procedimento do ano de candidatura.
Depois da correção, os dados têm de ser disponibilizados/importados para o sistema de candidatura online. O candidato deve confirmar novamente a informação e conservar a ficha ou o comprovativo atualizado.
A incorreção não deve ser corrigida diretamente pelo candidato no formulário quando os dados provêm da Ficha ENES. Também não deve ser assumido que a candidatura fica automaticamente invalidada: deve ser apresentada dentro do prazo, salvo indicação diferente da DGES, e a correção deve ser solicitada imediatamente à escola.
Fonte oficial
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DGES — FAQ sobre candidatura e Ficha ENES -
DGES — acesso ao ensino superior Os prazos e o procedimento podem variar por fase e ano; prevalecem as instruções da DGES para a candidatura concreta.
Como é realizada a avaliação sumativa no ensino secundário?Diário da República · Currículo e Qualificações
No ensino secundário, a avaliação sumativa é um juízo global sobre as aprendizagens desenvolvidas pelo aluno e informa, no final de cada período, o aluno e o encarregado de educação. Também serve para decidir a classificação, a progressão nas disciplinas, a transição de ano e, quando aplicável, a aprovação em disciplinas terminais.
Nos termos dos artigos 24.º e 25.º da Portaria n.º 226-A/2018, a avaliação sumativa é da responsabilidade dos professores do conselho de turma, segundo os critérios aprovados pelo conselho pedagógico. A classificação é proposta pelo professor da disciplina e formalizada pelo conselho de turma. Cidadania e Desenvolvimento não é objeto de avaliação sumativa como disciplina.
Os exames finais nacionais e as provas de equivalência à frequência complementam a avaliação interna nos casos previstos na lei; não é correto dizer que toda a avaliação sumativa se realiza através de exames. Os exames aplicam-se às disciplinas, alunos e situações definidos nos artigos 27.º e 28.º e no calendário/regulamento anual de provas e exames.
Base legal
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Portaria n.º 226-A/2018 — artigos 22.º a 30.º -
Decreto-Lei n.º 55/2018 Para um aluno concreto é necessário verificar o curso, o ano, a disciplina e se existe exame ou prova de equivalência aplicável.
Os CPR promovem metodologias ativas?DGE/ERTE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A orientação dos Clubes de Programação e Robótica privilegia experimentação, resolução de problemas, pensamento computacional, criatividade, trabalho colaborativo e construção prática de soluções. Estas características são compatíveis com metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos, investigação e abordagens STEAM.
Isso não significa que exista um único método obrigatório para todos os CPR. A escola e os docentes devem adaptar as atividades à idade dos alunos, aos recursos e ao projeto educativo. STEAM ou aprendizagem baseada em projetos descrevem uma orientação pedagógica, não uma imposição de usar sempre uma técnica determinada.
Fonte oficial
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica -
DGE/ERTE — iniciativas dos CPR O RADAR deve distinguir a orientação pedagógica divulgada pela DGE da existência de uma obrigação legal específica.
Os LED podem ser utilizados em DAC e projetos interdisciplinares?DGE/LED · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Laboratórios de Educação Digital (LED) podem apoiar atividades de Domínios de Autonomia Curricular (DAC) e outros projetos interdisciplinares, desde que a utilização esteja prevista no planeamento pedagógico e seja adequada às aprendizagens e aos objetivos do projeto.
O Decreto-Lei n.º 55/2018 define os DAC como áreas de confluência de trabalho interdisciplinar e articulação curricular. No ensino básico, a Portaria n.º 223-A/2018, e no ensino secundário, a Portaria n.º 226-A/2018, regulam a operacionalização curricular e a avaliação das aprendizagens desenvolvidas nesses domínios.
Um LED pode apoiar investigação, criação, programação, experimentação, comunicação ou produção de trabalhos. A sua existência não cria automaticamente um DAC, não substitui a planificação da escola e não dispensa as regras de segurança, reserva e utilização definidas pela entidade responsável.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018 — DAC e autonomia curricular -
Portaria n.º 223-A/2018 -
Portaria n.º 226-A/2018 -
DGE — Laboratórios de Educação Digital Como podem ser divulgadas as atividades dos Líderes Digitais?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As atividades podem ser divulgadas nos canais institucionais da escola, em sessões ou eventos da comunidade educativa e nos canais indicados pela iniciativa SeguraNet, quando a edição o previr. A escola pode apresentar projetos, campanhas, materiais e resultados do trabalho realizado.
Antes de publicar fotografias, vídeos, nomes, vozes ou outros elementos identificáveis de alunos, deve confirmar o fundamento jurídico, as autorizações ou outros requisitos aplicáveis à proteção de dados e do direito à imagem. Devem ser respeitadas as regras internas de comunicação, moderação e segurança digital.
Não existe, na página genérica da iniciativa, um único canal obrigatório ou prazo universal para todas as escolas. Se a pergunta se referir a uma edição concreta, devem ser consultadas as instruções dessa edição e do SeguraNet.
Fontes oficiais e enquadramento
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SeguraNet — Líderes Digitais -
SeguraNet — iniciativas -
Regulamento (UE) 2016/679 -
Lei n.º 58/2019 Onde encontrar informação de apoio à implementação do Programa?DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês · Currículo e Qualificações
No Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI), a informação de apoio deve ser consultada na página oficial da DGE e nos documentos da edição em vigor. A página disponibiliza o Documento Enquadrador, as Orientações para a implementação, documentos de práticas de qualidade na educação pré-escolar e materiais curriculares para o 1.º ciclo.
O Documento Enquadrador explica o modelo, objetivos, organização e matriz do PEBI. As Orientações especificam aspetos organizacionais, pedagógico-didáticos e curriculares, desde a educação pré-escolar até ao 9.º ano. Os documentos de 1.º ciclo apoiam o trabalho bilingue em Estudo do Meio e a articulação com outras áreas.
Estes documentos apoiam a escola, mas não substituem o aviso, protocolo, plano de implementação ou orientações específicas da edição. A escola deve confirmar requisitos de candidatura, acompanhamento e reporte diretamente na DGE.
Fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês -
DGE — Documento Enquadrador PEBI 2025/2026 -
DGE — Orientações PEBI 2025/2026 Se a pergunta se referir a outro ano ou edição, o RADAR deve verificar se a DGE publicou documentos atualizados.
Quando devem ser requisitados os saldos de gerência do ano anterior provenientes de Receitas Próprias?Diário da República/AGSE · Administração e Gestão Escolar
Para a execução orçamental de 2026 é necessário distinguir duas fases. Os saldos de receitas próprias e de outras receitas abrangidas pelo artigo 18.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 105/2026, de 26 de maio, transitam para 2026, incluindo os saldos da ação social escolar no ensino não superior.
A transição não significa, por si só, autorização para realizar despesa. Nos termos do artigo 19.º, n.º 1, a aplicação em despesa dos saldos transitados só pode ser efetuada depois da autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, salvo as exceções previstas no n.º 2.
Assim, a escola/agrupamento só deve requisitar ou aplicar o saldo na despesa quando estiverem cumpridos o despacho de autorização e as instruções financeiras aplicáveis. A existência do saldo na contabilidade ou a sua transição no orçamento não substitui essa autorização.
O Decreto-Lei n.º 105/2026 aplica o regime de administração financeira às escolas do ensino não superior no artigo 2.º, n.º 1. Deve confirmar-se a origem do saldo, se é consignado, a autonomia financeira da entidade e as instruções da Entidade Orçamental/IGeFE. Não se deve aplicar automaticamente a regra do decreto de execução de 2025 a uma requisição relativa a 2026.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 105/2026 — artigos 2.º, 18.º e 19.º -
Decreto-Lei n.º 43/89 — autonomia das escolas Se a pergunta se referir a outro ano económico, o RADAR deve verificar o decreto de execução orçamental desse ano.
Os Desafios SeguraNet abordam Inteligência Artificial?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Algumas edições dos Desafios SeguraNet incluem temas relacionados com Inteligência Artificial. Por exemplo, o livreto de uma edição identificou o desafio «Aprender com IA», dirigido ao desenvolvimento de uma utilização crítica e responsável desta tecnologia.
Isto não significa que todas as edições tenham obrigatoriamente um desafio sobre Inteligência Artificial. Temas, destinatários, calendário e atividades são definidos em cada edição. Para confirmar o tema no ano concreto, deve consultar a página dos Desafios SeguraNet, o regulamento e os materiais dessa edição.
Fontes oficiais
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SeguraNet — Desafios SeguraNet -
SeguraNet — livreto dos desafios -
SeguraNet — campanhas O RADAR deve indicar a edição ou o ano quando a pergunta pedir confirmação sobre um desafio específico.
Que temas são trabalhados na iniciativa?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O título, isoladamente, não identifica qual iniciativa ou edição está em causa. No conjunto de iniciativas SeguraNet e de cidadania digital, os temas variam e podem incluir segurança online, bem-estar digital, cibersegurança, ciberbullying, violência online, desinformação, direitos de autor, proteção de dados, identidade digital, sexting e Inteligência Artificial.
Os Desafios SeguraNet têm temas e atividades definidos em cada edição; os Líderes Digitais e outras campanhas podem ter objetivos e materiais diferentes. Não é correto apresentar esta lista como fixa ou como se todos os temas fossem trabalhados em todas as iniciativas.
Para obter uma resposta exata, é necessário indicar o nome da iniciativa e o ano/edição. A escola deve consultar a página oficial, o regulamento e os materiais da edição correspondente.
Fontes oficiais
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SeguraNet — Desafios SeguraNet -
SeguraNet — Líderes Digitais -
SeguraNet — campanhas e iniciativas Quando o RADAR não conseguir identificar a iniciativa, deve declarar essa limitação e pedir o nome ou o ano, em vez de escolher uma resposta por semelhança.
Quem confere posse ao Diretor?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
O diretor toma posse perante o conselho geral. O ato de posse não se confunde com a homologação do resultado eleitoral: a homologação é feita pela autoridade competente; depois dessa homologação, o diretor toma posse perante o conselho geral no prazo legal.
Nos termos do artigo 24.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, o diretor toma posse perante o conselho geral nos 30 dias subsequentes à homologação dos resultados eleitorais pelo diretor regional de educação, ou pela entidade que tenha atualmente essa competência.
Assim, a resposta curta é: a posse é tomada perante o conselho geral; a homologação dos resultados é um ato distinto.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 75/2008 — artigo 24.º, n.º 1 .
A aplicação concreta deve atender à redação em vigor e à entidade competente no procedimento eleitoral concreto.
Os docentes têm direito a apoio em matéria de seguros de saúde?Diário da República · Carreira e Formação
Não se trata de um direito geral de todos os docentes das escolas públicas em Portugal. A regra indicada nesta ficha aplica-se aos membros das direções, adjuntos e docentes que se desloquem de Portugal para exercer funções nas escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública, dentro das condições e limites do regime aplicável.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 alargou a esses docentes as garantias previstas nos diplomas das respetivas escolas portuguesas no estrangeiro. O Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho, concretiza o apoio relativo aos seguros de saúde: a escola contrata a apólice correspondente e paga os prémios devidos, abrangendo o docente e, nos termos legais, os membros do agregado familiar.
Por isso, o apoio não significa que o docente receba automaticamente um valor para contratar livremente qualquer seguro. A operacionalização prevista é a contratação da apólice pela escola, respeitando as condições, limites e definição de agregado familiar aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 78/2025 .
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Despacho n.º 7654/2025 — n.os 1, 7 e 10 .
Para saber se uma pessoa concreta está abrangida, é necessário confirmar a escola, a forma de colocação, a deslocação a partir de Portugal e as demais condições do diploma.
Quem tem a responsabilidade pelo percurso formativo de um aluno no ensino individual?Diário da República · Currículo e Qualificações
No ensino individual, a responsabilidade não é atribuída exclusivamente ao encarregado de educação nem exclusivamente à escola. O Decreto-Lei n.º 70/2021 distribui funções entre o encarregado de educação, o responsável educativo e a escola de matrícula.
O responsável educativo é o professor indicado pelo encarregado de educação e, no ensino individual, deve estar habilitado para a docência. Cabe-lhe assegurar o desenvolvimento do currículo de acordo com o protocolo de colaboração e acompanhar o processo de avaliação das aprendizagens.
O encarregado de educação apresenta o pedido, participa no processo e cumpre as obrigações previstas no protocolo. A escola de matrícula acompanha e monitoriza o percurso, mantém o processo individual e intervém nos termos definidos no regime e no protocolo de colaboração.
Assim, para responder corretamente, deve distinguir-se: o responsável educativo desenvolve e acompanha pedagogicamente o currículo; o encarregado de educação assume as responsabilidades que a lei e o protocolo lhe atribuem; e a escola de matrícula assegura o acompanhamento e a documentação do percurso.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021 — artigos 4.º, 5.º e 16.º .
- O protocolo de colaboração deve identificar os intervenientes, as suas responsabilidades, a gestão do currículo e as formas de acompanhamento e monitorização.
A quem compete a decisão sobre a forma de operacionalização do apoio às viagens (aquisição direta ou reembolso)?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
A regra legal não transforma o apoio numa escolha livre do docente nem num reembolso sem condições. Para os beneficiários do regime das escolas portuguesas no estrangeiro, o Despacho n.º 7654/2025 prevê duas formas de processamento do apoio às viagens: a aquisição da viagem pela respetiva escola ou o reembolso do montante efetivamente pago pelo interessado. Em ambos os casos, a viagem deve ser efetuada por via aérea, em classe económica, e respeitar as condições e limites aplicáveis.
No plano operacional, o processo é tratado pela escola abrangida pelo regime, que deve verificar a elegibilidade, a autorização, a documentação e os limites do apoio. A ficha não permite afirmar que qualquer diretor pode escolher discricionariamente uma solução fora destas regras, nem que exista um procedimento idêntico para todas as deslocações.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 78/2025 .
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Despacho n.º 7654/2025 — n.os 5, 6 e 10 .
Para um caso concreto, devem ainda ser consultadas a escola, a autorização da deslocação e os documentos exigidos para o processamento da despesa.
Qual é a informação de referência do PEBI?DGE · Currículo e Qualificações
A informação de referência do Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI/BSP) deve ser consultada na página oficial da Direção-Geral da Educação e na documentação correspondente à edição em vigor. Para a edição 2025/2026, a DGE identifica, designadamente, o PEBI Flyer e o documento Operacionalização do PEBI como documentos de referência.
Esses documentos devem ser lidos juntamente com o enquadramento curricular e com as orientações específicas do programa. Não existe uma resposta segura baseada apenas num folheto antigo: a escola deve confirmar sempre a edição, o ano letivo, os avisos de candidatura e as orientações atualizadas da DGE.
O PEBI resulta de uma parceria do Ministério da Educação, através da DGE, com o British Council Portugal, com acompanhamento da DGEstE. A documentação oficial explica objetivos, níveis de educação e ensino abrangidos, implementação, monitorização e escolas participantes.
Fonte oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — candidaturas nacionais ao PEBI .
A legislação curricular geral continua a aplicar-se; o PEBI não substitui o currículo nacional nem deve ser descrito como um currículo autónomo sem verificar a documentação da edição concreta.
As opções de candidatura podem ser alteradas?DGES · Ensino Superior e Acesso
A resposta depende da fase do procedimento e do regime de candidatura. Durante o prazo de apresentação da candidatura, o estudante pode alterar as opções indicadas, mas deve voltar a submeter a candidatura dentro do prazo.
Depois de a candidatura ser submetida, a regra geral e os regimes especiais podem ter soluções diferentes. A DGES indica, para os regimes especiais, que depois da submissão não é possível alterar as opções, salvo a exceção prevista para o regime F.
Existe ainda uma situação específica: se a reapreciação ou reclamação de uma classificação de exame nacional só for conhecida depois do fim do prazo e alterar a classificação, é possível alterar as opções ou apresentar candidatura até três dias seguidos depois da divulgação dessa classificação, nos termos aplicáveis ao concurso.
A classificação resultante da reapreciação ou reclamação produz efeitos na candidatura apresentada. Se o estudante não quiser alterar as opções, em regra não tem de apresentar novo procedimento apenas por essa atualização.
Fonte oficial
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DGES — Perguntas frequentes dos regimes especiais .
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DGES — Guia Geral de Exames, pergunta sobre alteração das opções .
Como os prazos e regras podem ser fixados anualmente, deve ser consultado o guia e o aviso do ano da candidatura.
O direito ao abono para falhas pode ser reconhecido a trabalhadores/as integrados/as noutras carreiras ou titulares de outras categorias (2)?Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Pode, mas não automaticamente por a pessoa pertencer a uma determinada carreira ou trabalhar numa escola. O pressuposto material é o exercício de funções em que o trabalhador manuseie ou tenha à sua guarda, nas áreas de tesouraria ou cobrança, valores, numerário, títulos ou documentos, sendo responsável por eles.
Para trabalhadores que não pertencem à carreira de tesoureiro, as carreiras, categorias ou trabalhadores com direito ao suplemento são determinados por despacho conjunto das entidades governamentais competentes. É necessário, portanto, verificar simultaneamente as funções efetivamente exercidas e o despacho aplicável ao serviço ou departamento.
O abono para falhas é um suplemento associado ao risco e à responsabilidade dessas operações. Não é um abono geral para todos os trabalhadores administrativos, nem decorre apenas do facto de a pessoa substituir ocasionalmente outro trabalhador.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 4/89 — artigo 2.º .
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Portaria n.º 1553-C/2008 — n.º 9 .
- O reconhecimento e o processamento dependem das funções, da categoria abrangida e do ato autorizador aplicável ao serviço.
Se pretender efetuar o pedido de renovação, tenho de extrair o relatório médico e submeter novo pedido?AGSE · Carreira e Formação
Não. Na renovação da Mobilidade por Motivo de Doença (MPD), o docente deve usar a funcionalidade de renovação e não tem de extrair novamente o relatório médico nem apresentar um novo pedido de MPD, desde que se mantenham os requisitos e as condições legalmente exigidos.
A renovação utiliza os dados anteriormente submetidos e continua sujeita a validação. Não podem ficar ativos simultaneamente uma renovação e um novo pedido de MPD; o docente tem de optar por uma das modalidades.
A alteração de vínculo não impede por si só a renovação, mas deve continuar a verificar-se a totalidade dos pressupostos, incluindo os relativos às distâncias e às demais condições da mobilidade.
Base legal e fonte oficial
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AGSE — FAQ da MPD 2026/2027 .
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Decreto-Lei n.º 41/2022 — artigo 5.º, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 43/2025 .
Os prazos e o percurso na aplicação SIGRHE devem ser confirmados no aviso da edição concreta.
Quando começou o eTwinning?eTwinning PT · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A ação eTwinning surgiu em 2005, integrada na ação do Programa de eLearning da Comissão Europeia. Em 2007 passou a integrar o Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida e, em 2014, o Erasmus+.
Atualmente, o eTwinning está integrado na European School Education Platform e continua a apoiar a colaboração entre escolas e profissionais de educação. A data de início não deve ser confundida com a data de integração em cada programa europeu posterior.
Fonte oficial
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eTwinning PT — Perguntas frequentes .
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eTwinning PT — A ação eTwinning .
Que projetos apoiam a literacia mediática e digital?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na Rede de Bibliotecas Escolares existem várias iniciativas que trabalham a literacia mediática, a leitura crítica e a cidadania digital. Entre os exemplos oficiais encontram-se:
- ProLiteracias — Media e Informação com a Biblioteca Escolar;
- Concurso Media@ção;
- Operação 7 Dias com os Media;
- LIDERA — ciclo de oficinas sobre literacia mediática e leitura crítica de conteúdos jornalísticos.
As iniciativas não são todas iguais nem têm necessariamente o mesmo calendário, destinatários ou forma de inscrição. A escola deve consultar a página e a edição concreta antes de anunciar uma atividade ou um prazo. Por exemplo, a Operação 7 Dias com os Media é promovida anualmente pelo GILM e a RBE indica como objetivo discutir os usos e efeitos dos media e das redes sociais.
Fontes oficiais
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RBE — ProLiteracias .
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RBE — LIDERA .
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RBE — Operação 7 Dias com os Media .
O RADAR deve indicar a iniciativa exata quando a pergunta se referir a inscrições, destinatários, calendário ou condições de participação.
A frequência da educação de infância contribui para o sucesso educativo?DGE · Currículo e Qualificações
A educação pré-escolar constitui a primeira etapa da educação básica e pode contribuir para o desenvolvimento, o bem-estar, a aprendizagem e a igualdade de oportunidades. As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) são a referência para a construção e gestão do currículo e valorizam a continuidade das aprendizagens, a participação da criança e a adequação da ação educativa ao grupo e ao contexto.
Isto não significa que a frequência produza automaticamente um resultado escolar igual para todas as crianças, nem permite afirmar uma relação causal apenas com base na frequência. A qualidade das experiências educativas, a continuidade pedagógica, o contexto familiar e as características de cada criança também têm relevância.
A resposta juridicamente segura é, portanto, que a educação pré-escolar cria condições importantes para o desenvolvimento e para o percurso educativo, mas não é uma garantia automática de sucesso escolar futuro.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 5/97 — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Despacho n.º 9180/2016 — homologação das OCEPE .
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DGE — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
Como são emitidos e disponibilizados os diplomas e os certificados de ofertas de dupla certificação?Diário da República · Currículo e Qualificações
A Portaria n.º 194/2021 define os modelos de diplomas, certificados e certificados de qualificações das ofertas educativas e formativas abrangidas, incluindo ofertas de dupla certificação.
Em regra, os documentos são emitidos em suporte eletrónico através do SIGO e disponibilizados aos titulares pelas escolas por meios eletrónicos. A autenticidade dos atributos do certificado pode ser verificada através de código de acesso alfanumérico. Quando aplicável, os documentos podem também ser disponibilizados no Passaporte Qualifica e na Bolsa de Documentos do ePortugal, conforme os sistemas e procedimentos em vigor.
A portaria também prevê regras transitórias para situações em que ainda não estejam reunidas as condições técnicas do SIGO e admite a emissão relativa a planos de estudos extintos nos termos próprios. Por isso, a escola deve distinguir a oferta, o ano e o estado dos sistemas antes de afirmar que um documento será entregue exclusivamente por um canal.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021 — artigos 1.º, 2.º, 3.º e 19.º .
- A emissão cabe à escola ou à entidade competente nos casos definidos no artigo 3.º.
Qual é o papel do Agrupamento de Escolas no processo de migração para a cloud?AGSE/IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
O agrupamento é a entidade escolar que utiliza as soluções e deve participar na preparação e validação da migração, em articulação com o IGeFE, os fornecedores e as orientações do modelo aplicável. Na prática, deve identificar as soluções e dados abrangidos, indicar interlocutores, acompanhar as etapas comunicadas, validar o funcionamento e comunicar anomalias.
A execução técnica da migração pertence ao fornecedor ou à equipa técnica responsável, segundo o contrato, o plano de migração e as instruções do serviço competente. Não é seguro afirmar, sem consultar esses documentos, que todos os agrupamentos adjudicam diretamente, que todos os dados são migrados do mesmo modo ou que o diretor assume sozinho todas as decisões.
A escola deve ainda respeitar as regras de segurança, continuidade do serviço, proteção de dados e gestão de acessos aplicáveis à solução concreta.
Fonte oficial e limite da resposta
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IGeFE — informação institucional sobre sistemas e serviços .
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Registo AGSE/IGeFE da questão .
Os procedimentos, responsabilidades e prazos concretos dependem do aviso, contrato ou plano de migração comunicado para a solução em causa.
Os Desafios SeguraNet incluem atividades para famílias e encarregados de educação?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Desafios SeguraNet envolvem a comunidade educativa e incluem equipas de encarregados de educação, além das equipas de professores e alunos. A participação é organizada através da escola, de acordo com as categorias e regras da edição em vigor.
A página oficial descreve, para as diferentes categorias, desafios dirigidos à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo, aos 2.º e 3.º ciclos e aos pais e encarregados de educação. O número, a periodicidade e o calendário dos desafios podem variar por edição, pelo que não devem ser apresentados como regras permanentes sem confirmação atualizada.
Fonte oficial
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — Desafios dirigidos aos 2.º e 3.º ciclos e aos pais .
Para saber como inscrever uma equipa ou qual o prazo, é necessário indicar o ano letivo e a edição dos desafios.
Quem pode participar na iniciativa?SeguraNet · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O título, isoladamente, não identifica qual iniciativa está em causa. Os destinatários, a idade, a categoria, a inscrição e o papel da escola variam conforme o programa e a edição.
Se a pergunta se refere à iniciativa Líderes Digitais, devem ser consultados o documento orientador e a página oficial da edição concreta. Em regra, a participação envolve alunos de escolas portuguesas, através da escola e de um professor ou coordenador responsável, segundo a categoria aplicável. A participação de alunos, professores, pais ou outros elementos da comunidade não deve ser generalizada para todas as iniciativas SeguraNet.
Assim, para responder com segurança, o RADAR deve pedir o nome completo da iniciativa, o ano letivo e, se possível, o aviso ou regulamento. Só depois pode indicar quem pode participar e quais as autorizações necessárias.
Fontes oficiais
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
Não é seguro responder apenas “podem participar alunos das escolas portuguesas” sem saber qual iniciativa está a ser perguntada.
Como posso preparar um projeto eTwinning em parceria?eTwinning PT · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Para preparar um projeto eTwinning, o professor deve começar por definir uma ideia e objetivos pedagógicos concretos, relacioná-los com o currículo e procurar uma escola ou professor parceiro na European School Education Platform. A planificação deve indicar o tema, os participantes, as atividades colaborativas, a duração, a língua de trabalho e a forma de acompanhar as aprendizagens.
O eTwinning PT recomenda considerar a faixa etária, os países e línguas dos parceiros, o calendário escolar, as interrupções letivas, os horários e a participação efetiva dos alunos. Também deve ser obtida a autorização necessária dos encarregados de educação para a participação dos alunos e para o tratamento ou divulgação de dados, imagens ou trabalhos, quando aplicável.
Depois de a parceria estar preparada, o projeto é criado na plataforma e enviado para aceitação do parceiro. A aprovação e o acesso ao TwinSpace dependem do procedimento e das permissões da plataforma.
Fonte oficial
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eTwinning PT — Perguntas frequentes .
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eTwinning PT — Tutoriais .
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eTwinning PT — Ideia de projeto .
A candidatura ou aprovação não deve ser confundida com financiamento Erasmus+: um projeto eTwinning é uma ação de colaboração na plataforma e não implica automaticamente financiamento.
As soluções atualmente utilizadas pelos Agrupamentos de Escolas podem ser mantidas?AGSE/IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
Podem ser mantidas apenas se forem compatíveis com os requisitos do modelo de adoção cloud e com as orientações, contratos e condições técnicas aplicáveis à solução. Não existe uma autorização geral para conservar qualquer aplicação apenas porque já era utilizada pela escola.
A análise deve considerar, entre outros elementos definidos para a solução concreta, segurança, proteção de dados, gestão de acessos, interoperabilidade, continuidade do serviço, suporte e conformidade contratual. A decisão deve ser documentada no processo de migração ou de adoção aplicável.
Se a pergunta não indicar qual é a solução, o agrupamento, o aviso ou o modelo técnico em causa, o RADAR não deve afirmar que a manutenção está autorizada. Deve encaminhar para os requisitos oficiais do serviço e para as instruções do IGeFE/entidade responsável.
Fonte oficial
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Registo AGSE/IGeFE da questão .
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IGeFE .
A resposta final depende da solução e da documentação técnica ou contratual em vigor.
Qual é o contacto para esclarecimento de dúvidas sobre a Academia Digital para Pais?DGE/EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A página oficial da Academia Digital para Pais disponibiliza o endereço **adp@dge.mec.pt** para contacto. As dúvidas sobre uma candidatura, uma edição, materiais, formação ou execução devem ser identificadas com o nome da escola, a edição e a questão concreta.
A iniciativa é promovida em parceria pela E-REDES e pelo EduQA, I.P., e destina-se a promover competências digitais de pais e encarregados de educação de crianças e jovens do ensino básico e secundário.
Se o regulamento ou o aviso de uma edição indicar outro canal específico, esse canal deve prevalecer para o procedimento respetivo. O RADAR não deve inventar contactos nem assumir que o endereço é um canal de suporte técnico para todas as plataformas.
Fonte oficial
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Academia Digital para Pais — contacto oficial .
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DGE — cursos da Academia Digital para Pais .
Os LED podem articular-se com Clubes de Programação e Robótica?DGE/ERTE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem articular-se pedagogicamente, quando a escola integrar essa articulação no seu projeto, plano de atividades e organização dos recursos. Os Laboratórios de Educação Digital (LED) disponibilizam equipamentos e condições para atividades de aprendizagem digital; os Clubes de Programação e Robótica (CPR) promovem programação, robótica, pensamento computacional e outras atividades tecnológicas.
A articulação pode incluir projetos, oficinas, prototipagem, programação e atividades interdisciplinares, desde que respeite os objetivos, regras de utilização, segurança, horários e responsabilidades definidos para cada iniciativa.
Não resulta das páginas oficiais uma obrigação geral de todas as escolas criarem uma articulação formal entre LED e CPR, nem a existência de um financiamento automático. A escola deve verificar as orientações e os recursos disponíveis na sua edição e contexto.
Fontes oficiais
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DGE — Laboratórios de Educação Digital .
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
A resposta deve distinguir possibilidade pedagógica de obrigação legal ou programa formal obrigatório.
Quem tem a responsabilidade pelo percurso formativo de um aluno no ensino doméstico (2)?Diário da República · Currículo e Qualificações
No ensino doméstico, o responsável educativo é o familiar do aluno ou a pessoa que com ele habita e que desenvolve o currículo junto do aluno. O encarregado de educação assume as responsabilidades previstas no regime e no protocolo de colaboração, enquanto a escola de matrícula acompanha e monitoriza o percurso nos termos legais.
O responsável educativo do ensino doméstico deve ter, pelo menos, o grau de licenciatura. Deve assegurar o desenvolvimento do currículo de acordo com o protocolo e acompanhar as aprendizagens, respeitando os referenciais curriculares e os procedimentos de avaliação, provas e certificação aplicáveis.
Esta resposta não deve ser confundida com o ensino individual: nessa modalidade, o responsável educativo é um professor indicado pelo encarregado de educação e habilitado para a docência.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021 — artigos 4.º, 5.º e 16.º .
- O protocolo de colaboração deve definir os intervenientes, as responsabilidades, a gestão do currículo e o acompanhamento das aprendizagens.
A resposta a um caso concreto depende da modalidade formalmente autorizada e do protocolo celebrado com a escola de matrícula.
É possível proceder-se ao pagamento da bolsa de mobilidade num feriado reconhecido em grande parte dos países europeus?IES · Ensino Superior e Acesso
É importante distinguir duas questões diferentes: a inclusão do feriado no período elegível da mobilidade e a data bancária em que a instituição executa o pagamento.
Um feriado no país de destino não elimina, por si só, esse dia do período de mobilidade. A duração financiada é a que resulta da atividade elegível e do contrato de bolsa. No caso de um estágio, o Guia do Programa Erasmus+ estabelece expressamente que o período de férias da empresa ou organização de acolhimento não é uma interrupção e que a bolsa se mantém durante esse período, desde que o estágio continue a cumprir as condições aplicáveis. Nas mobilidades de estudos deve ser seguida a mesma lógica do período efetivamente acordado, sem transformar automaticamente qualquer feriado num dia de atividade.
Isto não significa, contudo, que exista um direito a receber a transferência bancária precisamente num feriado. A data, a modalidade e o calendário dos pagamentos são definidos no contrato de bolsa e pelos procedimentos da instituição de ensino superior. Se o feriado implicar o encerramento dos serviços ou dos bancos, a operação pode ser processada no dia útil aplicável.
Assim, a resposta segura é: o feriado pode integrar o período elegível da mobilidade, mas a data concreta do pagamento depende do contrato de bolsa, do calendário da instituição e do processamento bancário. A instituição não deve cortar dias elegíveis apenas porque são feriados, mas também não é possível concluir, sem consultar o contrato, que a transferência terá de ser executada nesse dia.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Mobility projects for higher education students and staff , regras da mobilidade e da bolsa.
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Erasmus+ Student Charter , direito ao pré-financiamento e necessidade de contrato de bolsa.
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Erasmus+ International Credit Mobility — Handbook , procedimentos e calendário dos pagamentos acordados com a instituição.
A utilização de produtos de apoio pode ser considerada uma adaptação ao processo de avaliação?EduQA · Inclusão
Sim. A utilização de produtos de apoio está expressamente prevista como uma adaptação ao processo de avaliação, na alínea d) do n.º 2 do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual.
A adaptação deve responder às necessidades concretas do aluno e ser coerente com as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão que lhe sejam aplicáveis. Não significa que qualquer equipamento seja automaticamente autorizado em qualquer prova: a escola deve fundamentar e registar a adaptação, respeitando as regras próprias da avaliação interna ou externa.
Nas provas de avaliação interna, a competência é da escola, nos termos do n.º 3 do artigo 28.º. No ensino básico, as adaptações da avaliação externa são decididas fundamentadamente pela escola, devem constar do processo do aluno e são comunicadas ao Júri Nacional de Exames. No ensino secundário, a utilização de produtos de apoio está entre as adaptações que a escola decide fundamentadamente e comunica ao Júri Nacional de Exames, sem prejuízo das adaptações que dependem de autorização daquele órgão.
A avaliação das necessidades do aluno para atribuição de produtos de apoio de acesso ao currículo é feita pelos CRTIC, a pedido da escola, nos termos do artigo 17.º do mesmo decreto-lei.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 17.º : avaliação pelos CRTIC e direito aos produtos de apoio.
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 28.º : adaptações ao processo de avaliação.
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DGE — Decreto-Lei n.º 54/2018 .
Quem pode ser entidade formadora?EduQA · Carreira e Formação
No regime jurídico da formação contínua de professores, podem constituir-se como entidades formadoras:
- os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE);
- as instituições de ensino superior;
- os centros de formação de associações profissionais ou científicas sem fins lucrativos;
- os serviços centrais do Ministério da Educação;
- outras entidades públicas, particulares ou cooperativas sem fins lucrativos, desde que acreditadas para esse efeito.
Esta lista resulta do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro. As instituições de ensino superior podem constituir-se como entidades formadoras sem o processo de acreditação, nos termos do artigo 12.º. Os serviços centrais do Ministério da Educação estão igualmente dispensados da acreditação, mas devem proceder ao registo previsto no artigo 13.º.
As restantes entidades que pretendam realizar formação acreditada têm de cumprir o procedimento de acreditação aplicável e as regras do CCPFC. A inscrição ou a divulgação de uma ação não prova, por si só, que a entidade esteja habilitada a emitir formação reconhecida para efeitos da carreira docente.
O Decreto-Lei n.º 9-A/2025 alterou o regime da formação contínua, incluindo novas modalidades de formação online, mas não eliminou a necessidade de verificar a categoria da entidade e a acreditação ou dispensa legal aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro — artigos 10.º, 12.º e 13.º .
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro .
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CCPFC — Regulamento geral de acreditação das entidades formadoras .
Após a validação do contrato e a passagem do pedido para o estado "Execução", o que deve ser feito?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Depois de o contrato ser validado e o pedido passar ao estado «Execução», devem ser registados na plataforma GesEdu os pagamentos efetuados no âmbito da execução da despesa.
O registo da execução financeira deve ser realizado com periodicidade trimestral, de acordo com a instrução operacional associada ao pedido. A escola deve conservar os documentos que suportam a despesa e seguir os campos, prazos e regras que estejam indicados na plataforma ou na informação do IGeFE aplicável ao programa concreto.
Esta resposta descreve o procedimento do pedido em GesEdu; não significa que todos os contratos escolares tenham exatamente o mesmo circuito. Se a plataforma ou a nota informativa do programa determinar um prazo ou campo diferente, deve prevalecer essa instrução específica.
Fonte oficial
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IGeFE/GesEdu — registo do procedimento .
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IGeFE — Compromissos plurianuais e reporte das execuções .
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IGeFE — competências de gestão e monitorização financeira .
Quem avalia as necessidades dos alunos para efeitos de atribuição de produtos de apoio?EduQA · Inclusão
A avaliação é realizada pelas equipas dos Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação (CRTIC), a pedido da escola.
O artigo 17.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, determina que os CRTIC procedem à avaliação das necessidades dos alunos para efeitos da atribuição de produtos de apoio de acesso ao currículo. O n.º 3 estabelece que o acesso a esses produtos constitui um direito dos alunos garantido pela Rede Nacional de CRTIC.
A escola deve, portanto, desencadear o pedido e fornecer os elementos necessários. A resposta não deve atribuir essa competência exclusivamente ao encarregado de educação, ao professor titular ou à equipa multidisciplinar: estes podem participar no processo educativo e na identificação das barreiras, mas a avaliação para efeitos de atribuição do produto de apoio é da rede CRTIC, nos termos legais.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 17.º .
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DGE — Decreto-Lei n.º 54/2018 .
Posso recorrer do resultado da avaliação da formação?EduQA · Carreira e Formação
Sim, quando se trate de uma ação de formação contínua abrangida pelo Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio.
O artigo 4.º, n.º 8, estabelece que do resultado da avaliação do formando cabe recurso no prazo máximo de 10 dias úteis após a divulgação dos resultados. O recurso é dirigido ao órgão científico e pedagógico da entidade formadora. A decisão deve ser notificada no prazo máximo de 20 dias úteis depois de terminado o prazo para recorrer, nos termos do n.º 9.
O formando deve confirmar a data em que os resultados foram divulgados e o regulamento ou canal indicado pela entidade formadora. Este prazo e este destinatário aplicam-se ao regime de formação contínua regulado pelo despacho; um curso que não esteja abrangido por esse regime pode ter regras próprias.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio — artigo 4.º, n.os 7 a 9 .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro .
O Programa apoia apenas mobilidades individuais?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não. O Erasmus+ inclui ações de mobilidade de indivíduos e ações de cooperação entre organizações e instituições.
Na Ação-Chave 1 (KA1), os projetos de mobilidade permitem organizar atividades para alunos, estudantes, formandos, docentes, pessoal técnico e outros participantes elegíveis, conforme o setor e a ação concreta. Na Ação-Chave 2 (KA2), as Parcerias de Cooperação e as Parcerias de Pequena Dimensão apoiam projetos transnacionais de cooperação, intercâmbio de práticas, desenvolvimento de resultados e reforço da capacidade das organizações.
A existência de apoio não é automática: cada ação tem destinatários, países elegíveis, requisitos de parceria, prazos e regras financeiras próprios. A escola deve identificar a ação no convite e consultar a parte correspondente do Guia do Programa Erasmus+. A expressão «parcerias estratégicas» foi usada em programas anteriores; nas regras atuais deve preferir-se a designação da ação efetivamente aberta.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Parte B do Guia do Programa .
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Erasmus+ — O que é um projeto de mobilidade? .
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Erasmus+ — Parcerias de cooperação .
Qual a validade da senha de acesso à candidatura online?IES · Ensino Superior e Acesso
A senha de acesso à candidatura online ao ensino superior público só é válida para o ano em que é atribuída.
Depois de atribuída, pode ser utilizada em qualquer das fases de candidatura desse mesmo ano. Não serve para apresentar uma candidatura num ano letivo posterior, sendo necessário pedir uma nova senha segundo as instruções da DGES.
A validade da senha não deve ser confundida com o prazo de cada fase: a senha pode ser usada nas fases do ano respetivo, mas a candidatura só pode ser submetida dentro dos prazos publicados para essa fase.
Fonte oficial
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DGES — Candidatura online: validade da senha .
Os encarregados de educação têm de autorizar a participação dos seus(suas) educandos(as) no PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. No Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI), o edital de candidatura determina que os encarregados de educação sejam informados e autorizem a participação dos seus educandos, nos termos definidos pela escola.
Esta é uma exigência do edital e da organização concreta do PEBI; não deve ser apresentada como uma regra geral segundo a qual qualquer atividade de inglês ou qualquer projeto bilingue exige sempre o mesmo formulário. A escola deve definir e conservar o procedimento de informação e autorização aplicável à edição e ao nível de educação ou ensino abrangido.
O consentimento ou a informação necessários para tratamento de dados pessoais, utilização de imagem ou divulgação de trabalhos são questões distintas e devem ser tratados segundo a informação de privacidade e a base jurídica aplicável a cada finalidade.
Fonte oficial
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DGE — Edital de candidatura ao Programa Escolas Bilingues em Inglês .
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
Podem ser realizados webinars no âmbito da Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. O regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais prevê expressamente a possibilidade de serem promovidos webinars destinados ao público-alvo da iniciativa, a professores e a voluntários.
Essas ações devem abordar temas relacionados com o objeto e as finalidades da Academia Digital para Pais. São gratuitas e opcionais. A previsão de webinars não transforma a sua frequência numa obrigação dos pais, dos professores ou dos voluntários, nem substitui os cursos previstos no modelo de formação quando estes sejam organizados pela escola.
Fonte oficial
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
Que pares instituição/ciclo de estudos são abrangidos?IES · Ensino Superior e Acesso
Nos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, são abrangidos os pares instituição/ciclo de estudos que forem publicados para esse efeito no ano da candidatura, no sítio oficial da entidade competente.
Por isso, não é seguro responder apenas com uma lista fixa de instituições ou cursos. O candidato deve consultar a publicação anual e verificar, para cada par, as condições aplicáveis: classificação mínima, provas de ingresso, pré-requisitos, requisitos especiais e eventuais regras do concurso local.
Fonte oficial
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DGES — FAQ dos regimes especiais , pergunta sobre os pares instituição/ciclo de estudos abrangidos.
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DGES — Informação geral dos regimes especiais .
Quantas vezes por semana são os treinos?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma resposta universal de três treinos por semana para todos os grupos-equipa. O número de sessões e a carga semanal dependem da modalidade, do nível do grupo-equipa, da organização da escola e do regulamento aplicável ao ano letivo.
Como referência operacional, o Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2024-2025 previa uma carga semanal de 3 a 5 tempos, conforme o nível do grupo-equipa, e um mínimo de 2 sessões de treino por semana para as modalidades em geral. Previa exceções para Desportos Náuticos, BTT-XCO, Multiactividades de Ar Livre e Orientação, nas quais podia ser realizado um único treino semanal com a carga total do grupo-equipa por razões logísticas.
Assim, para um caso atual, devem ser consultados o regulamento geral e o horário do grupo-equipa do respetivo ano. A escola não deve substituir essa verificação por uma regra fixa de três treinos. As competições e outras atividades podem ainda alterar a distribuição semanal sem mudar a carga aprovada.
Fonte oficial
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — normas de funcionamento do Desporto Escolar 2026-2028 .
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Desporto Escolar — documentação oficial , onde são publicados os regulamentos aplicáveis.
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Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2024-2025 , referência concreta à carga e às sessões semanais.
A iniciativa pode ser integrada no PADDE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, pode ser integrada no Plano de Ação de Desenvolvimento Digital da Escola (PADDE), desde que a escola a enquadre no seu diagnóstico, objetivos, ações e calendário de desenvolvimento digital.
O PADDE é um instrumento estratégico de reflexão, decisão e monitorização da escola nas dimensões organizacional, pedagógica e tecnológica e digital. Uma iniciativa de cidadania, segurança, capacitação ou participação digital pode contribuir para essas dimensões e ser inscrita no plano quando existir essa relação.
Essa integração não significa que a iniciativa seja automaticamente obrigatória, nem que todas as escolas tenham de criar a mesma ação. A decisão pertence à escola, de acordo com o seu PADDE, os recursos disponíveis e as prioridades definidas pela comunidade educativa.
Fonte oficial
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DGE — Desenvolvimento Digital das Escolas .
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DGE — Acompanhamento às escolas e Equipas de Desenvolvimento Digital .
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SeguraNet — Líderes Digitais .
Quem decide as adaptações ao processo de avaliação a aplicar?EduQA · Inclusão
A resposta depende de se tratar de avaliação interna ou externa e, na avaliação externa, do nível de ensino e do tipo de adaptação.
Na avaliação interna, as adaptações são da competência da escola, nos termos do n.º 3 do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 54/2018. A decisão deve ser tomada no âmbito da organização pedagógica e do processo individual do aluno, com participação dos profissionais que acompanham o aluno e respeito pelas medidas de suporte aplicáveis. Não é correto afirmar, para todos os casos, que decide sempre isoladamente o professor titular ou sempre o conselho de turma.
Na avaliação externa do ensino básico, a escola decide fundamentadamente, regista as adaptações no processo do aluno e comunica-as ao Júri Nacional de Exames. No ensino secundário, a escola decide e comunica ao Júri Nacional de Exames as adaptações previstas no n.º 5 do artigo 28.º; outras, como o tempo suplementar, dependem de autorização do Júri nos termos do n.º 6.
Nas provas e exames, as instruções anuais do JNE concretizam o procedimento: a proposta pode ser apresentada pelo docente titular/conselho de docentes ou pelo diretor de turma/conselho de turma, e a autorização compete ao diretor no ensino básico ou ao diretor/presidente do JNE no ensino secundário, conforme a adaptação e o regime aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 28.º .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 , regras das provas e exames e das adaptações.
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DGE — Decreto-Lei n.º 54/2018 .
Que critérios devem orientar a seleção de livros?EduQA · Currículo e Qualificações
A seleção deve combinar critérios pedagógicos, curriculares e de leitura, adequados à comunidade escolar. Devem ser ponderados, designadamente:
- a adequação aos níveis de educação e ensino da escola;
- a articulação com os projetos de leitura e com o currículo;
- a relevância e diversidade das temáticas, géneros, autores e perspetivas;
- os interesses dos alunos e os diferentes níveis de proficiência leitora;
- a qualidade, atualidade, acessibilidade e estado das obras;
- a participação da comunidade educativa e a coerência com a política de desenvolvimento da coleção da biblioteca.
Não existe uma lista legal única que substitua a apreciação da escola. Os catálogos do Plano Nacional de Leitura e as recomendações da Rede de Bibliotecas Escolares podem apoiar a escolha, mas a decisão deve ser fundamentada nas necessidades e nos projetos concretos da escola.
Fonte oficial
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DGE/Escola+ — Ler com mais livros , critérios de adequação, projetos, interesses, relevância e atualidade.
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Rede de Bibliotecas Escolares — Biblioteca escolar , orientações e recursos para a gestão das coleções.
Quais os países e cidades de destino onde posso estudar ao abrigo da mobilidade ERASMUS+?IES · Ensino Superior e Acesso
Não existe uma lista única de cidades válida para todos os estudantes. Numa mobilidade de estudos, o estudante deve frequentar uma instituição de ensino superior estrangeira com a qual a sua instituição de origem tenha um acordo interinstitucional Erasmus+ aplicável ao curso, ciclo e tipo de mobilidade.
Por isso, os destinos dependem dos acordos que a instituição de ensino superior portuguesa mantém, das vagas e áreas de estudo disponíveis, do país elegível no Guia do Programa e das regras do aviso ou concurso interno. A mobilidade Erasmus+ não é, em regra, uma modalidade «free-mover» escolhida livremente fora dos acordos da instituição.
O estudante deve consultar o gabinete de relações internacionais ou de mobilidade da sua instituição. É essa entidade que pode confirmar, para o ano e curso concretos, os países, cidades, instituições parceiras, requisitos linguísticos, vagas e prazos.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Studying abroad .
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Erasmus+ — Mobility projects for higher education students and staff , regras de elegibilidade e instituições de acolhimento.
Que docentes devem integrar a equipa pedagógica do PEBI na escola?EduQA · Currículo e Qualificações
A equipa deve incluir docentes dos níveis de educação e ensino abrangidos pelo PEBI. As orientações do programa recomendam, conforme o caso, professores de Inglês — preferencialmente do grupo 120 quando o programa incide na educação pré-escolar e no 1.º ciclo —, educadores de infância, professores titulares de turma e professores das disciplinas não linguísticas (DNL).
Os docentes que implementam o PEBI devem ainda cumprir os requisitos de proficiência em inglês definidos nas orientações do programa. Em regra, é indicada certificação mínima de nível B2, incluindo o domínio da produção oral, obtida junto de entidade certificadora reconhecida e dentro do prazo de validade previsto nas orientações. As próprias orientações estabelecem as situações de exceção aplicáveis a docentes de Inglês e a docentes do 1.º ciclo com formação inicial adequada.
Esta composição resulta das orientações operacionais e do edital da edição do PEBI; não deve ser apresentada como uma composição uniforme imposta por um artigo geral do Estatuto da Carreira Docente. A escola deve confirmar a orientação e o edital da edição em que participa.
Fonte oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — Orientações para a implementação do PEBI .
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DGE — Operacionalização do PEBI .
Todas as escolas podem receber apoio financeiro?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não se pode responder que todas as escolas recebem automaticamente apoio financeiro.
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, a participação está aberta aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que cumpram as condições de elegibilidade do regulamento, como a designação do coordenador e a disponibilidade de espaço e condições para a formação. O apoio financeiro previsto para os custos logísticos está sujeito ao regulamento da edição, aos seus limites e às entidades abrangidas. A participação no programa, por si só, não garante que qualquer estabelecimento ou qualquer despesa seja financiado.
Assim, a escola deve verificar o regulamento da edição concreta e a decisão da candidatura. Não é seguro transformar o apoio da E-REDES num direito geral de todas as escolas públicas, privadas ou cooperativas fora das condições expressamente previstas.
Fonte oficial
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
O que é um Estudante Internacional?IES · Ensino Superior e Acesso
Para efeitos do Estatuto do Estudante Internacional, é estudante internacional quem não tem nacionalidade portuguesa, sem prejuízo das exceções previstas no artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 36/2014, na redação atual.
Não é considerado estudante internacional, entre outros casos previstos na lei, o nacional de um Estado-Membro da União Europeia, quem reúna as condições legais de residência aplicáveis, quem ingresse por determinados regimes especiais de acesso e quem esteja em Portugal apenas no âmbito de um programa de mobilidade internacional para realizar parte de um ciclo de estudos de uma instituição estrangeira parceira.
O Decreto-Lei n.º 20/2025 alterou o artigo 3.º e clarificou, designadamente, as regras sobre residência e a manutenção do estatuto. Os estudantes que ingressam ao abrigo do estatuto mantêm essa qualidade até ao final do ciclo de estudos inicialmente frequentado ou para o qual transitem, salvo as exceções legais, incluindo a aquisição de nacionalidade portuguesa, de um Estado-Membro da União Europeia ou de um Estado Parte no Acordo sobre o Espaço Económico Europeu.
A definição é relevante para o regime especial de acesso e ingresso e não significa que todo o estudante estrangeiro em mobilidade ou já inscrito em Portugal seja automaticamente estudante internacional para todos os efeitos.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março — artigo 3.º .
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Decreto-Lei n.º 20/2025, de 18 de março .
Onde podem ser consultadas as qualificações e UFCD excluídas no CNQ?EduQA · Currículo e Qualificações
As qualificações e as UFCD excluídas podem ser consultadas no site do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), usando as áreas de pesquisa próprias para qualificações e para UFCD.
A ANQEP confirmou, na FAQ sobre a transição para o novo CNQ, que a consulta das qualificações excluídas e a consulta das UFCD excluídas são feitas diretamente no catálogo. A informação deve ser consultada na versão atual do CNQ, porque a oferta, os referenciais e o estado das qualificações ou UFCD podem ser atualizados.
Quando a consulta for necessária para um processo concreto de formação, qualificação ou RVCC, o utilizador deve guardar a referência e a data da consulta e confirmar eventuais instruções específicas dirigidas aos Centros Qualifica ou às entidades formadoras.
Fonte oficial
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ANQEP — FAQ sobre a transição para o novo CNQ .
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ANQEP — Catálogo Nacional de Qualificações .
Qual a razão para uma colocação de docente surgir com o estado "Pendente de validação no SIGRHE?AGSE · Carreira e Formação
Qual a razão para uma colocação de docente surgir com o estado "Pendente de validação no SIGRHE?"
O estado **«Pendente de validação»** surge quando as colocações aceites ultrapassam os limites semanais aplicáveis e a situação fica dependente da validação do pedido de acumulação de funções. Não significa, por si só, que a colocação tenha sido anulada ou definitivamente recusada.
Para desbloquear o processo, o candidato deve submeter o pedido de acumulação na aplicação SIGRHE, em **Situação Profissional → Acumulação de Funções → Pedido – Requerente → Novo**, juntando os elementos pedidos pela aplicação e respeitando os horários efetivamente praticados.
Na informação de recrutamento da DGAE, os limites semanais que desencadeiam o pedido são, em regra, **22 horas** para os grupos de recrutamento 120 a 930, música e dança e técnico especializado para formação, **25 horas** para os grupos 100 e 110 e **35 horas** para técnico especializado para outras funções. A acumulação fica ainda sujeita às condições, incompatibilidades e limites do regime legal aplicável à atividade concreta; não é seguro aplicar automaticamente um único limite a todas as situações.
Depois da validação pela escola e da decisão da entidade competente, o estado da colocação é atualizado de acordo com o resultado do processo. Se os dados do horário, entidade ou atividade estiverem incorretos, devem ser corrigidos no SIGRHE.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento .
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Portaria n.º 814/2005, de 13 de setembro , na redação atual, designadamente os artigos 2.º, 3.º, 4.º e 5.º.
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Portaria n.º 188-G/2024/1, de 16 de agosto , que alterou o regime de acumulação.
- Artigo 111.º do Estatuto da Carreira Docente e artigo 23.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
Os limites e a decisão dependem da combinação concreta das colocações e da natureza da atividade acumulada; o RADAR não deve afirmar que o simples estado pendente já corresponde a uma autorização.
O que é o programa "a e melhor"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O **a e melhor** é um programa da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) que apoia as escolas na criação de um ambiente estratégico e integrado de leitura, com a biblioteca escolar como estrutura central. Procura promover hábitos de leitura e melhorar a compreensão e a expressão oral, escrita e multimodal dos alunos.
A escola desenvolve uma estratégia própria, adequada ao seu contexto, envolvendo a biblioteca, os docentes, os alunos e a comunidade. As atividades podem articular leitura, escrita, oralidade e diferentes áreas curriculares, mas devem ser concretizadas no plano e na candidatura ou edição aplicável do programa.
O programa começou em 2008 como aLeR+, teve a designação aLer+ 2027 e, desde 2023, passou a ser promovido exclusivamente pela RBE com a designação **a e melhor**. A participação não resulta automaticamente de a escola ter biblioteca: quando existe candidatura, devem ser consultadas a convocatória, os critérios e os prazos da edição em vigor.
Fonte oficial
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Rede de Bibliotecas Escolares — a e melhor .
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RBE — candidatura a e melhor .
Estas páginas descrevem um programa e os seus procedimentos de participação; não substituem o regulamento ou o aviso específico de cada edição.
Que requisitos de segurança devem ser assegurados pelas soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma lista única, válida para todas as soluções cloud escolares, sem conhecer o serviço, os dados tratados e o contrato. A solução deve permitir gerir os riscos e assegurar a **confidencialidade, integridade, disponibilidade e resiliência** dos dados e serviços.
Na contratação ou adoção, devem ser verificados, de forma documentada, o controlo de acessos por perfis e o menor privilégio; proteção dos dados em trânsito e, quando adequada, em armazenamento; registo e monitorização de acessos e incidentes; cópias de segurança, recuperação e continuidade; procedimentos de resposta a incidentes; localização e transferências de dados; subcontratantes e medidas técnicas e organizativas; e eliminação, devolução ou portabilidade dos dados no fim do serviço.
Quando sejam tratados dados pessoais, a escola deve definir as responsabilidades de responsável pelo tratamento e subcontratante e adotar medidas adequadas ao risco. A segurança não se prova apenas pelo facto de o serviço ser cloud ou pela existência de uma certificação não especificada.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD, artigos 5.º, n.º 1, alínea f), 28.º e 32.º .
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CNCS — Roteiro de capacidades mínimas de cibersegurança .
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CNCS , para orientações aplicáveis ao risco concreto.
O caderno de encargos, a avaliação de risco e a política de segurança devem transformar estes princípios em requisitos verificáveis para a solução concreta.
Como proceder com o conteúdo das notícias?EduQA · Currículo e Qualificações
Na plataforma de publicação de notícias, devem ser observados os requisitos indicados no artigo de suporte oficial:
- o resumo deve ter entre **150 e 300 caracteres, incluindo espaços**, e não deve repetir nenhum parágrafo ou conteúdo da notícia;
- o desenvolvimento deve ter entre **1000 e 2000 caracteres, incluindo espaços**, e corresponder às atividades ou eventos do período;
- devem ser anexadas entre **1 e 2 fotografias**, não compostas, em formato JPEG, com dimensão máxima de 400 × 400 píxeis e tamanho máximo de 250 KB;
- cada imagem deve ser identificada com legenda e nome do autor ou fotógrafo.
Estes limites são requisitos editoriais e técnicos da plataforma. Não devem ser apresentados como limites gerais previstos numa lei para todas as notícias escolares: se o formulário ou o artigo de suporte forem atualizados, deve prevalecer a indicação atualmente apresentada pelo serviço.
Fonte oficial
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IGeFE — artigo de suporte sobre o conteúdo das notícias .
Quantos Regimes Especiais existem?IES · Ensino Superior e Acesso
Segundo a FAQ oficial da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), existem **sete regimes especiais de acesso**:
1. Funcionários portugueses de missão diplomática portuguesa no estrangeiro;
2. Portugueses bolseiros no estrangeiro, funcionários públicos portugueses em missão oficial no estrangeiro e funcionários portugueses de instituições da União Europeia;
3. Militares das Forças Armadas em serviço efetivo nos quadros permanentes e em regime de contrato especial para prestação de serviço militar;
4. Bolseiros nacionais de países africanos de língua oficial portuguesa;
5. Funcionários estrangeiros de missão diplomática acreditada em Portugal, em regime de reciprocidade;
6. Praticantes desportivos de alto rendimento;
7. Nacionais de Timor-Leste.
Cada candidato apenas se pode candidatar através de um dos regimes especiais. Os pares instituição/ciclo de estudos abrangidos e os prazos devem ser confirmados na informação publicada para o ano da candidatura.
Fonte oficial
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DGES — Regimes Especiais .
As condições documentais e os pares instituição/ciclo podem ser atualizados anualmente; esta resposta não substitui a página da DGES do ano concreto.
O que são projetos de aprendizagem na educação de infância?EduQA · Currículo e Qualificações
Qual o prazo de validade da acreditação de uma Entidade Formadora?EduQA · Carreira e Formação
Para as entidades sujeitas à acreditação ou reacreditação do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), o prazo depende da data do ato:
- acreditações ou reacreditações concedidas até **31 de agosto de 2025**, inclusive: **três anos**;
- acreditações ou reacreditações concedidas a partir de **1 de setembro de 2025**: **cinco anos**.
O prazo deve ser contado a partir da data de registo da concessão do estatuto de entidade formadora ou da data indicada no certificado/registo aplicável. As instituições de ensino superior e os serviços centrais do Ministério da Educação podem estar dispensados do procedimento de acreditação, mas essa dispensa não elimina necessariamente o registo nem as demais obrigações aplicáveis.
Não é seguro responder apenas «cinco anos» sem consultar o certificado, a data do ato e a natureza da entidade.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro .
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CCPFC — Acreditação de entidades formadoras .
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CCPFC — Carta Circular n.º 3/2025 .
A equipa multidisciplinar pode propor medidas de diferentes níveis para o mesmo aluno?EduQA · Inclusão
Sim. As medidas universais, seletivas e adicionais podem ser mobilizadas **cumulativamente**, quando a avaliação das necessidades do aluno e a evidência recolhida justificarem essa resposta. A mobilização não é automática: deve ser fundamentada, registada nos instrumentos adequados e acompanhada pela equipa multidisciplinar.
As medidas universais estão disponíveis para todos os alunos. As medidas seletivas podem ser propostas quando as universais se revelem insuficientes; as medidas adicionais destinam-se a necessidades que exigem respostas mais intensivas, nos termos do regime. A equipa deve monitorizar a eficácia das medidas e ajustá-las quando necessário.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , especialmente artigos 7.º a 10.º.
O facto de se proporem medidas de mais de um nível não dispensa a fundamentação pedagógica nem transforma todas as medidas em direitos automáticos com o mesmo conteúdo.
O que são os Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação (CRTIC)?EduQA · Inclusão
Os CRTIC constituem a rede nacional de centros prescritores de produtos de apoio do Ministério da Educação, no âmbito do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio. São estruturas especializadas que apoiam a avaliação das necessidades dos alunos, a seleção e prescrição de tecnologias e produtos de apoio e a utilização pedagógica desses recursos.
O apoio pode também incluir informação e formação para docentes e técnicos, colaboração com a escola e acompanhamento do uso dos produtos. A intervenção deve ser articulada com a escola e com as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão; o CRTIC não substitui a responsabilidade da escola pela organização das respostas educativas.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Centros de Recursos TIC para a Educação Especial .
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Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 17.º .
O tipo de produto, a necessidade e o procedimento devem ser confirmados com o CRTIC territorialmente competente e com a escola.
As atividades de animação e de apoio à família são comparticipadas na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
Podem ser comparticipadas pelas famílias, mas não existe um valor nacional único aplicável a todas as situações. As atividades de animação e de apoio à família (AAAF) respondem às necessidades das crianças e das famílias para além da componente letiva; a comparticipação depende da entidade promotora, dos protocolos de cooperação e da condição económica do agregado.
Na rede pública, a escola ou o agrupamento deve divulgar as condições concretas de inscrição, funcionamento e pagamento definidas para o respetivo ano. A comparticipação não transforma as AAAF em componente letiva nem significa que o educador seja o dinamizador de todas as atividades.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
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Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto .
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DGE — FAQ da educação pré-escolar .
Para saber o montante devido num caso concreto, é necessário consultar a informação do município/agrupamento e os protocolos ou regulamentos em vigor; a lei não permite inventar uma tabela nacional única.
As medidas universais destinam-se a todos os alunos?EduQA · Inclusão
Sim. As medidas universais são respostas que podem ser mobilizadas para **todos os alunos**, designadamente através de estratégias de diferenciação pedagógica, promoção do comportamento pró-social, intervenção em pequenos grupos ou outras medidas previstas no regime.
Isso não significa que todos os alunos tenham de receber exatamente a mesma medida ou que a escola deva aplicar todas as medidas indistintamente. A escolha deve resultar das necessidades observadas, da planificação pedagógica e da monitorização das aprendizagens. As medidas universais também podem ser mobilizadas para alunos que, além delas, necessitem de medidas seletivas ou adicionais.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , artigos 7.º, n.º 4, e 8.º, especialmente os n.os 1 e 3.
O regime responde às barreiras à aprendizagem e à participação; não exige que o aluno tenha um diagnóstico para beneficiar de uma resposta universal.
Quais são as etapas fundamentais para apresentar uma candidatura?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No **Erasmus+**, a candidatura deve seguir o Guia do Programa e o aviso da ação concreta. Em termos gerais, as etapas são:
1. criar ou utilizar uma conta EU Login e registar a organização no sistema correto;
2. confirmar se a ação é gerida pela Agência Nacional ou pela Agência de Execução Europeia e se a organização e os participantes cumprem os critérios de elegibilidade;
3. escolher a ação e preparar objetivos, atividades, calendário, parceiros, orçamento, resultados e medidas de inclusão e qualidade;
4. preencher o formulário eletrónico, anexar os documentos exigidos e submetê-lo antes do prazo indicado.
Nas ações descentralizadas é normalmente utilizado um **OID**; nas ações centralizadas pode ser exigido um **PIC** no portal Funding & Tenders. O registo não garante financiamento e a candidatura só é válida quando o formulário é efetivamente submetido dentro do prazo.
Fonte oficial
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Erasmus+ — What to do to submit an application .
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Erasmus+ — Registration of organisations .
Os prazos, anexos e critérios variam por ação e convite; devem ser confirmados no Guia e no formulário da edição em causa.
A cessação de funções na EPERP pode ter outras consequências?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Pode. A consequência depende da escola, da data da colocação, do motivo da cessação e do regime vigente nessa data. Não é correto afirmar automaticamente que qualquer cessação produz a mesma penalização.
Para as colocações abrangidas pelas alterações introduzidas pelo **Decreto-Lei n.º 78/2025**, o docente que aceite a colocação fica obrigado, em regra, a cumprir um período mínimo de **dois anos de permanência na Escola**, contado desde o início de funções. O incumprimento pode obrigar a indemnizar a escola pelos custos suportados com o apoio à instalação e determina a perda do direito aos apoios ao regresso a Portugal e à viagem de regresso, salvo motivo de força maior ou facto não imputável ao docente.
O regime é aplicável às colocações realizadas a partir de 1 de setembro de 2025, nos termos da norma de aplicação no tempo do Decreto-Lei n.º 78/2025. Para colocações anteriores ou cessação fundada em doença, parentalidade, interesse público, decisão da Administração ou outro motivo legal, é indispensável verificar a versão do diploma e os factos concretos.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, regime dos concursos docentes das EPERP .
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio .
O RADAR deve pedir a identificação da EPERP, a data da colocação e o motivo da cessação antes de concluir que existe dívida ou perda de apoios.
Como é constituído o júri?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento concursal para técnicos superiores dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, o diretor, ao decidir a abertura, determina a designação de um júri responsável pelas operações do procedimento. Segundo a FAQ específica da AGSE, o júri é constituído por:
- um presidente;
- dois vogais efetivos;
- dois vogais suplentes.
O diretor do agrupamento ou da escola não agrupada **não pode integrar o júri** nesse procedimento. Compete ao júri assegurar a tramitação, definir previamente os parâmetros e critérios de avaliação na ata própria, apreciar as candidaturas e elaborar a lista de ordenação final, nos termos do aviso e da legislação aplicável.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro, artigos 7.º a 10.º .
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FAQ AGSE — Procedimento concursal para técnicos superiores, abril de 2026 , perguntas 4, 19 e 20.
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Despacho n.º 4240-C/2026 .
O aviso de abertura e o ato de designação devem identificar os membros do júri e o membro que substitui o presidente nas faltas ou impedimentos, quando exigido.
Qual é o primeiro passo para uma organização candidata?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, o primeiro passo é verificar se a organização já está registada e, se não estiver, criar uma conta **EU Login** e efetuar o registo no sistema correspondente à ação. Antes de criar outro registo, deve pesquisar a organização para evitar duplicações.
Nas ações geridas pela Agência Nacional, o registo é feito no sistema de organizações Erasmus+ e conduz à obtenção de um **OID**. Nas ações centralizadas pela Agência de Execução Europeia, o registo é feito no Participant Register do portal Funding & Tenders e conduz a um **PIC**.
Depois do registo, a organização deve manter atualizados os dados e documentos solicitados. O OID ou PIC identifica a organização, mas não constitui aprovação de candidatura nem garante financiamento.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Registration of organisations .
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Erasmus+ — Registering your organisation .
Deve confirmar no Guia do Programa e no convite anual qual é a agência gestora e qual o sistema aplicável à ação.
Ao tentar iniciar a sessão aparece a mensagem de que as credenciais estão inválidas?IES · Ensino Superior e Acesso
Na candidatura online ao ensino superior público, confirme se está a utilizar o número de identificação pedido pelo sistema e a senha de acesso recebida por email ou alterada posteriormente. A DGES recomenda verificar a introdução da senha e, para evitar erros de transcrição, utilizar a função de copiar/colar.
A **senha de acesso à candidatura online é diferente da chave de ativação da Ficha ENES**. Se a dificuldade persistir, utilize a função oficial de recuperação da senha; será enviada uma nova senha para o endereço de email associado ao pedido.
Não deve substituir a senha pela chave de ativação sem seguir as instruções do sistema. Se já não tiver acesso ao email indicado ou se os dados da Ficha ENES estiverem incorretos, deve seguir o procedimento próprio indicado pela DGES e, quando necessário, contactar a escola secundária ou o Gabinete de Acesso ao Ensino Superior.
Fonte oficial
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DGES — Candidatura online , pergunta sobre credenciais inválidas.
Os meios e prazos de candidatura podem variar por fase e ano; confirme sempre a plataforma oficial.
Qualquer aluno pode ter adaptações ao processo de avaliação?EduQA · Inclusão
Qualquer aluno pode beneficiar de adaptações ao processo de avaliação **quando sejam necessárias e adequadas** para garantir a participação, a acessibilidade, a equidade e a demonstração das aprendizagens. Isso não significa que todos tenham direito automático à mesma adaptação.
A escola deve analisar as barreiras concretas e a necessidade educativa, selecionar a adaptação adequada, fundamentá-la e registá-la nos instrumentos de suporte aplicáveis. As adaptações podem respeitar, por exemplo, à forma de comunicação, às condições de realização, aos instrumentos, ao tempo ou à modalidade de resposta.
Nas provas internas, a decisão é tomada no âmbito da escola. Nas provas e exames externos aplicam-se também as regras específicas do respetivo regime e as orientações anuais do IAVE/JNE. Um pedido informal, por si só, não substitui a análise pedagógica nem a decisão competente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigo 28.º .
Para decidir um caso concreto é necessário conhecer o tipo de avaliação, as necessidades do aluno e as regras específicas da prova ou exame.
Que certificação é atribuída após a conclusão de um Curso EFA?EduQA · Currículo e Qualificações
A conclusão com aproveitamento de um Curso EFA dá lugar à certificação correspondente ao percurso realizado: **certificação escolar, qualificação profissional ou dupla certificação**, conforme as componentes e o referencial do curso. Não é correto afirmar que todos os Cursos EFA produzem automaticamente a mesma certificação.
Para obter a qualificação do percurso, o adulto deve concluir com aproveitamento todas as unidades de competência (UC) e/ou unidades de formação de curta duração (UFCD) previstas e a formação em contexto de trabalho, quando aplicável. A conclusão com aproveitamento de uma ou mais UC/UFCD, sem concluir todo o percurso, dá lugar a **certificação parcial**.
A certificação total é comprovada por certificado de qualificações e, quando aplicável, diploma de qualificação. A certificação parcial é comprovada por certificado de qualificações parcial. Os documentos são emitidos pela entidade formadora através do SIGO e as qualificações certificadas são registadas no Passaporte Qualifica.
Base legal
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, artigos 15.º a 17.º .
Para saber o documento concreto, confirme se o curso é escolar, profissional ou de dupla certificação e quais as UC/UFCD e componentes do percurso.
As aplicações MODEB, ENEB e ENES devem ser consideradas aplicações nucleares?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não, **para efeitos da classificação operacional usada no plano de migração para a cloud**, as aplicações MODEB, ENEB e ENES não são consideradas aplicações nucleares.
Esta classificação é uma decisão técnica e operacional do programa de migração e não uma categoria geral definida por uma lei para todas as aplicações escolares. As aplicações continuam relevantes para a gestão da avaliação, exames ou dados escolares e devem manter os requisitos de continuidade, segurança, acessos, suporte e proteção de dados que lhes sejam aplicáveis.
Assim, «não nuclear» não significa «dispensável», «sem dados pessoais» ou «sem necessidade de suporte». Qualquer alteração, integração ou migração deve seguir as instruções técnicas da entidade responsável e o plano de transição em vigor.
Fonte e enquadramento
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IGeFE — artigo de suporte sobre aplicações e migração .
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Contrato público relativo às aplicações de exames e avaliação .
O significado de «nuclear» deve ser lido no inventário e nas orientações técnicas do projeto de migração; não deve ser generalizado para outros projetos ou sistemas.
As escolas têm de se candidatar para participar na Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A resposta depende da edição. Quando a DGE abre uma edição com candidatura de unidades orgânicas, as escolas interessadas devem apresentar candidatura no formulário e dentro do prazo definidos no regulamento dessa edição; a participação não é automática.
Na **6.ª edição**, o regulamento e a informação da DGE previram candidatura das unidades orgânicas interessadas, incluindo a identificação dos coordenadores, no período indicado para essa edição. Depois da aceitação, a escola deve cumprir as responsabilidades, atividades e regras de acompanhamento previstas no regulamento.
Não se deve transportar o prazo ou as condições da 6.ª edição para uma edição futura. Para saber se uma escola se pode candidatar agora, consulte a página da DGE, o aviso e o regulamento da edição aberta.
Fonte oficial
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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DGE — Regulamento da 6.ª edição .
O RADAR deve indicar sempre a edição a que a resposta se refere e não afirmar que existe uma candidatura permanente ou um prazo atual sem consultar a convocatória em vigor.
O que ganha o aluno ao participar nas atividades do Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O aluno pode beneficiar de uma prática desportiva orientada, integrada na vida da escola e realizada em regime de liberdade de participação e de escolha. Entre os benefícios estão o desenvolvimento da condição física e de competências motoras, a aprendizagem de modalidades, o trabalho em equipa, a cooperação, o respeito por regras e adversários e o desenvolvimento pessoal e social.
O Desporto Escolar também pode proporcionar experiências de treino, recreação e competição, bem como oportunidades de participação inclusiva. A oferta concreta depende do núcleo, das modalidades, do plano de atividades e das condições organizativas da escola. A participação não cria, por si só, uma classificação escolar, um crédito académico ou outro benefício automático que não esteja previsto no regulamento da atividade ou da competição.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, artigos 5.º, 8.º, 9.º e 10.º , que enquadra o Desporto Escolar como complemento curricular, define a liberdade de participação e atribui à escola a responsabilidade pela organização local.
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Direção-Geral da Educação — Desporto Escolar: visão, missão e valores .
As condições concretas de inscrição, horários, modalidades, segurança e participação em competições devem ser confirmadas junto da escola e nos regulamentos aplicáveis à atividade.
Quem pode concorrer na 1.ª prioridade do concurso interno?AGSE · Carreira e Formação
Na 1.ª prioridade do concurso interno podem concorrer os docentes de carreira vinculados a um quadro de agrupamento de escolas ou escola não agrupada (AE/EnA) ou a um quadro de zona pedagógica (QZP), quando pretendam a transferência de quadro de um AE/EnA ou de um QZP no grupo de recrutamento em que se encontram vinculados.
Esta prioridade não deve ser confundida com a 2.ª prioridade, destinada à transição de grupo de recrutamento por docentes de carreira com a qualificação profissional adequada. A candidatura, os requisitos concretos, os prazos e os códigos a indicar dependem do aviso e da aplicação do concurso em vigor.
Base legal e fontes oficiais
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DGAE — FAQ do concurso 2024/2025, pergunta 6.1 , que identifica os docentes de carreira de AE/EnA ou QZP como concorrentes da 1.ª prioridade.
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro , na redação aplicável ao regime de concursos do pessoal docente.
Para um concurso concreto deve prevalecer o respetivo aviso, legislação vigente e informação publicada pela DGAE.
O que deve constar no protocolo de colaboração (2)?EduQA · Currículo e Qualificações
No ensino individual e no ensino doméstico, o protocolo de colaboração é celebrado entre a escola de matrícula e o encarregado de educação. Em regra, tem a duração de um ano letivo e pode ser renovado ou alterado por acordo das partes.
Nos termos do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 70/2021, deve incluir, designadamente:
- o objeto do acordo, os intervenientes e as responsabilidades de cada um;
- a gestão do currículo, permitindo à escola aferir o desenvolvimento das aprendizagens essenciais e o trabalho sobre os temas da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania;
- as formas de acompanhamento e monitorização das aprendizagens, incluindo pelo menos uma sessão presencial na escola de matrícula no final do ano letivo;
- o português como língua de escolarização e, se houver abordagem bilingue, a prova de proficiência e a existência dessa oferta na escola;
- a possibilidade de aconselhamento pela equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva;
- a realização das provas e exames previstos na legislação aplicável;
- a atualização dos dados das partes e o período de vigência.
Também pode prever a utilização de espaços da escola, como a biblioteca ou o centro de recursos. O portefólio deve organizar as evidências do trabalho e das aprendizagens. Em situações excecionais devidamente justificadas, a sessão presencial pode ser substituída por meio adequado de comunicação, mediante requerimento ao diretor e demonstração de que existem condições técnicas.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, artigos 8.º, 12.º, 14.º e 17.º .
O protocolo deve ser elaborado com base na minuta aplicável e nas orientações da DGEstE; os prazos de matrícula, negociação e depósito previstos no diploma devem ser respeitados.
Que benefícios proporciona a participação no Erasmus+?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os benefícios dependem da ação e do perfil do participante, mas a participação pode proporcionar desenvolvimento de conhecimentos, competências e atitudes, contacto com outras línguas e culturas, melhoria das competências digitais, autonomia, confiança, empregabilidade e participação cívica. Nas mobilidades de aprendizagem, os resultados esperados devem ser definidos e avaliados de acordo com a atividade concreta.
Para as escolas e organizações, o Erasmus+ pode reforçar a capacidade institucional, a cooperação internacional, a qualidade das práticas pedagógicas, a inclusão, a dimensão europeia da educação e a partilha de resultados. A mobilidade não é apenas uma viagem: deve estar ligada aos objetivos aprovados do projeto e aos resultados de aprendizagem previstos.
O Erasmus+ não garante financiamento ou participação automática. A elegibilidade, o montante e os direitos do participante dependem da ação, do convite à apresentação de candidaturas, do acordo de subvenção e das regras da Agência Nacional ou da EACEA competentes.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — Guia do Programa, Parte A , baseado no Regulamento (UE) 2021/817 e no programa de trabalho anual.
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Erasmus+ — Mobilidade de aprendizagem, introdução à Ação-chave 1 .
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Regulamento (UE) 2021/817 , que estabelece o Erasmus+: o programa da União para a educação, a formação, a juventude e o desporto.
Para saber o que uma pessoa concreta recebe, é necessário identificar a ação, o projeto aprovado e o acordo de participação.
Uma infraestrutura cloud municipal pode cumprir os requisitos definidos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Pode, mas não pelo simples facto de ser municipal. A conformidade tem de ser demonstrada relativamente à infraestrutura concreta, aos serviços alojados, aos dados tratados, ao contrato e aos requisitos técnicos e organizativos definidos para o projeto.
A escola e a entidade responsável devem documentar, pelo menos, a avaliação de riscos, a disponibilidade e continuidade do serviço, o controlo de acessos e privilégios, a proteção dos dados, o registo de operações e incidentes, as cópias de segurança e recuperação, a portabilidade dos dados, a interoperabilidade e as responsabilidades entre as entidades. Quando sejam tratados dados pessoais, devem ser definidos os papéis de responsável pelo tratamento e subcontratante, as instruções documentadas, as medidas de segurança e o destino dos dados no fim do serviço.
Assim, uma cloud municipal pode ser solução elegível se cumprir os requisitos do programa ou contrato e se a entidade competente validar a arquitetura e a documentação. Uma certificação genérica, a localização num município ou a designação «cloud» não substituem essa verificação. Também não existe, nesta ficha, uma regra geral que obrigue todas as escolas a utilizar um fornecedor único.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — artigo de suporte sobre os requisitos das soluções cloud , para os requisitos específicos do projeto.
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD, artigos 5.º, 24.º, 28.º e 32.º , quando existam dados pessoais.
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CNCS — Roteiro de capacidades mínimas de cibersegurança , como referência técnica oficial de segurança.
Sem o caderno de requisitos, o contrato e a descrição da infraestrutura, não é seguro afirmar que uma solução concreta cumpre ou não cumpre.
Que tipos de adaptações ao processo de avaliação podem ser aplicadas?EduQA · Inclusão
O artigo 28.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 54/2018 apresenta um elenco de adaptações ao processo de avaliação, a escolher de acordo com as barreiras e necessidades do aluno. Podem incluir:
- diversificação dos instrumentos de recolha de informação, como inquéritos, entrevistas e registos vídeo ou áudio;
- enunciados em formatos acessíveis, incluindo braille, tabelas e mapas em relevo, DAISY ou formato digital;
- interpretação em Língua Gestual Portuguesa;
- utilização de produtos de apoio;
- tempo suplementar para realizar a prova;
- transcrição das respostas;
- leitura de enunciados;
- sala separada;
- pausas vigiadas;
- código de identificação de cores nos enunciados.
As adaptações não são automáticas nem devem ser escolhidas apenas pela preferência. Devem ser coerentes com o processo de ensino, aprendizagem e avaliação interna e fundamentadas no processo individual do aluno. Na avaliação interna decide a escola; na avaliação externa aplicam-se as competências e procedimentos previstos nos n.os 4 a 7 do artigo 28.º e no despacho normativo das provas e exames do ano em causa.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 28.º, na redação atual .
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DGE — FAQ sobre o Decreto-Lei n.º 54/2018 .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 , para as regras aplicáveis às provas e exames abrangidos pelo seu período de vigência.
Estou a frequentar o ensino secundário em Portugal. Posso candidatar-me como estudante nacional?IES · Ensino Superior e Acesso
Frequentar o ensino secundário em Portugal, por si só, não determina que o candidato deixe de estar abrangido pelo Estatuto do Estudante Internacional. Para o regime geral de acesso, a DGES indica, entre outros casos, os cidadãos portugueses, os nacionais da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, determinados familiares e os nacionais de países terceiros que residam legalmente em Portugal há mais de dois anos, de forma ininterrupta, em 1 de janeiro do ano de ingresso, bem como os filhos que com eles residam.
Há uma regra específica para a contagem de residência de quem esteve em Portugal com autorização de residência para estudo durante o ensino secundário: essa situação deve ser analisada nos termos do Estatuto do Estudante Internacional e da informação oficial da DGES. Não basta concluir que a frequência da escola secundária equivale automaticamente a residência relevante.
Se o candidato não estiver abrangido por uma das exceções legais, deverá consultar o concurso especial para estudantes internacionais organizado pela instituição de ensino superior. A resposta depende da nacionalidade, da situação de residência em 1 de janeiro, dos vínculos familiares e do regime concreto de acesso.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Quem se pode candidatar ao ensino superior? , incluindo a distinção entre regime geral e Estatuto do Estudante Internacional.
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 62/2018, de 6 de agosto , que estabelece o Estatuto do Estudante Internacional.
Para um caso individual, devem ser confirmados a nacionalidade, o título e a duração da residência e a data de referência do concurso.
No jardim de infância as crianças podem fazer a sesta?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, uma sesta pode ser equacionada quando uma criança necessite dela. A Direção-Geral da Educação esclarece, contudo, que não existe um normativo legal que regule especificamente a sesta no jardim de infância. Trata-se de uma questão de organização e funcionamento do estabelecimento, a concretizar de acordo com o regulamento interno.
Quando a sesta seja necessária, o jardim de infância deve considerar a segurança, a higiene, as condições físicas do espaço e o pessoal necessário para a vigilância. A possibilidade não depende automaticamente da idade ou do grupo da criança. A organização concreta deve respeitar o bem-estar da criança e ser articulada com a família, sem transformar o período de repouso numa alteração não fundamentada da componente letiva.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — FAQ da educação pré-escolar, pergunta 34 , que indica a inexistência de normativo específico e os critérios de organização da sesta.
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Ofício-circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB , sobre a organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar.
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro , e
Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar , enquanto enquadramento geral da educação pré-escolar.
O regulamento interno e a organização local devem ser consultados antes de responder sobre horários, espaços ou vigilância concretos.
Como se processam os pedidos de alteração à Rede de Formação de Adultos?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não existe, apenas com esta formulação, um procedimento único aplicável a todos os pedidos de alteração da Rede de Formação de Adultos. É necessário identificar se a alteração respeita a um curso EFA, a outra oferta de qualificação, a uma entidade formadora, a um Centro Qualifica, ao financiamento ou à organização da rede.
Para cursos EFA, a entidade formadora deve apresentar o pedido através do canal e da plataforma indicados pela entidade competente, com fundamentação, identificação da oferta, entidade responsável, referenciais, público, local, recursos e impacto na execução. A alteração só deve ser executada depois da autorização ou validação exigida para o caso concreto. A existência de uma necessidade local não substitui a autorização de funcionamento nem os registos obrigatórios.
A entidade deve ainda assegurar o planeamento da formação, a constituição dos grupos, os recursos, a execução de acordo com os referenciais do Catálogo Nacional de Qualificações e os procedimentos de avaliação e certificação. Os prazos, documentos, autorizações e efeitos dependem do aviso, da modalidade, do financiamento e das instruções da ANQEP, IEFP ou da área governativa competente.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, na redação atual , que regulamenta os cursos EFA e define entidades, organização e responsabilidades.
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ANQEP — Cursos de Educação e Formação de Adultos .
Sem o tipo de alteração e o aviso ou plataforma aplicáveis, o RADAR não deve inventar um formulário ou prazo: deve pedir esses elementos e indicar a entidade competente.
A Academia Digital para Pais contribui para a Educação para a Cidadania Digital?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A Academia Digital para Pais foi concebida para reforçar as competências digitais de pais e encarregados de educação, promovendo uma utilização mais segura, responsável e consciente da Internet e dos dispositivos. Ao envolver alunos voluntários, coordenadores e famílias, pode apoiar a comunicação entre gerações e a participação da comunidade educativa na cidadania digital.
O contributo é formativo e de sensibilização: a iniciativa não substitui a Estratégia de Educação para a Cidadania, o plano de desenvolvimento digital da escola, as regras de proteção de dados ou as responsabilidades parentais e da escola. A forma de implementação depende da edição, do regulamento, da candidatura e das orientações da Direção-Geral da Educação.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição , que descreve os objetivos, os coordenadores e a participação dos alunos formadores voluntários.
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Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais .
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DGE — Academia Digital para Pais .
Para saber se uma escola participa ou quais as ações disponíveis, deve ser consultada a edição e o regulamento em vigor.
A mobilização de medidas seletivas deve constar do Relatório Técnico-Pedagógico?EduQA · Inclusão
Sim. Quando são mobilizadas medidas seletivas de suporte à aprendizagem e à inclusão, o Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) deve fundamentar a necessidade e definir as medidas, a sua operacionalização, os responsáveis e a monitorização. O RTP é o documento que sustenta a decisão da equipa multidisciplinar e permite que as respostas sejam conhecidas e aplicadas pelos intervenientes.
O relatório não deve limitar-se a indicar a medida por nome. Deve relacioná-la com as barreiras identificadas, as evidências recolhidas, as estratégias, os recursos, a avaliação da eficácia e a participação dos pais ou encarregados de educação. Se forem necessárias adaptações curriculares significativas, pode ser exigido também um Programa Educativo Individual, nos termos do regime da educação inclusiva.
A medida não é mobilizada automaticamente por um diagnóstico ou por uma declaração externa: resulta da avaliação das necessidades do aluno e do procedimento previsto no Decreto-Lei n.º 54/2018.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigos 20.º, 21.º, 22.º e 24.º , na redação atual.
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DGE — Educação inclusiva , para orientações e instrumentos oficiais.
O conteúdo concreto do RTP deve ser adaptado ao caso individual e às medidas efetivamente decididas pela equipa multidisciplinar.
Os Líderes Digitais podem representar a escola ou Portugal em eventos?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem participar em eventos e iniciativas de divulgação quando a escola, a SeguraNet, a Direção-Geral da Educação ou a entidade organizadora os convide ou selecione para esse efeito. A iniciativa Líderes Digitais tem como objetivo motivar alunos a divulgar uma utilização segura e responsável da Internet e a desenvolver a cidadania digital, incluindo junto dos seus pares e da comunidade.
Essa participação não significa, por si só, uma autorização geral para representar formalmente a escola ou Portugal. A representação, o uso do nome e dos símbolos da escola, a deslocação, a autorização dos encarregados de educação e o tratamento de imagem e dados devem respeitar as regras da escola, do evento e da entidade organizadora. Em cada caso deve existir convite, seleção ou autorização adequada e devem ser confirmados os responsáveis e as condições de participação.
Base legal e fontes oficiais
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SeguraNet — Líderes Digitais , que descreve o objetivo e o papel dos alunos na divulgação da utilização segura e responsável da Internet.
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SeguraNet — Quem somos .
Não foi localizada na fonte oficial uma regra que atribua automaticamente aos Líderes Digitais poderes de representação institucional ou nacional; essa conclusão depende do convite e do regulamento do evento concreto.
Como é assegurada a qualidade das mobilidades?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, a qualidade das mobilidades é assegurada pela aplicação dos Erasmus Quality Standards e pelas condições do convite e do acordo de subvenção. A organização beneficiária deve planear a atividade, selecionar e preparar os participantes de forma justa e inclusiva, definir responsabilidades com as organizações parceiras, garantir apoio e segurança e acompanhar a execução.
Antes da mobilidade devem ser definidos os objetivos e resultados de aprendizagem num acordo de aprendizagem ou documento equivalente. Depois, os resultados devem ser avaliados, reconhecidos e documentados. A organização deve ainda recolher feedback, avaliar o impacto, partilhar resultados e integrar as aprendizagens no seu trabalho. Quando exista uma organização de apoio, as tarefas devem estar formalizadas, mas a entidade beneficiária mantém a responsabilidade final perante o programa.
O modo concreto de demonstrar a qualidade depende da ação, do tipo de mobilidade e do acordo de subvenção. Não é seguro substituir esses requisitos por uma declaração genérica de participação.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — Erasmus Quality Standards para mobilidades em educação escolar, adultos e EFP .
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Erasmus+ — Guia do Programa 2026 , baseado no Regulamento (UE) 2021/817.
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Erasmus+ — Mobilidade em educação escolar .
Os documentos, prazos e provas de execução devem ser conservados de acordo com o acordo de subvenção e as instruções da Agência Nacional ou da EACEA.
Existe um período mínimo de permanência dos docentes nas escolas portuguesas no estrangeiro?AGSE · Administração e Gestão Escolar
No regime alterado pelo Decreto-Lei n.º 78/2025, o primeiro contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo celebrado para as escolas portuguesas no estrangeiro tem a duração mínima de dois anos escolares, incluindo o período de férias. A regra resulta da alteração ao artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023.
É importante distinguir a duração mínima desse primeiro contrato de uma proibição absoluta de sair ou de uma regra idêntica para todas as situações. A duração, a renovação, a mobilidade, a cessação e as garantias aplicáveis dependem do tipo de colocação, do contrato, da escola e das disposições transitórias. O mesmo diploma criou também um prémio de permanência para quatro anos de exercício contínuo em determinadas condições; esse prémio não transforma todos os casos num contrato obrigatório de quatro anos.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio, artigos 8.º e 9.º , que alterou o artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023 e contém disposições transitórias.
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro , na redação atual.
Para um caso concreto é necessário verificar o aviso do concurso, o contrato celebrado e a data de colocação.
A frequência da componente letiva na educação pré-escolar é gratuita?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, a componente letiva da educação pré-escolar é gratuita na rede pública e na rede privada sem fins lucrativos. Corresponde, em regra, a cinco horas diárias de atividades letivas orientadas pelo educador de infância.
Esta gratuitidade não significa que todos os serviços do jardim de infância sejam gratuitos. As refeições, as entradas e saídas fora do período letivo, as atividades de animação e apoio à família e os períodos de interrupção letiva pertencem a componentes distintas e podem estar sujeitos a comparticipação, de acordo com os rendimentos da família e as regras aplicáveis. Nos estabelecimentos particulares e cooperativos com fins lucrativos, a componente letiva não é automaticamente abrangida pela mesma gratuitidade; devem ser verificadas as regras do estabelecimento e os apoios ou contratos existentes.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, artigo 16.º , que estabelece que a componente educativa da educação pré-escolar é gratuita e que as restantes componentes são comparticipadas nos termos regulamentares.
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DGE — FAQ da educação pré-escolar, perguntas 5 a 7 .
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Portaria n.º 185-A/2025/1, de 14 de abril , relativa ao apoio financeiro à educação pré-escolar na rede particular e cooperativa.
O valor eventualmente pago deve ser discriminado pela entidade e não pode ser apresentado como preço da própria componente letiva gratuita quando esta esteja abrangida pelo regime aplicável.
É permitido vender o manual escolar condicionado à compra de outros produtos (por exemplo, cadernos de atividades)?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. O artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 5/2014 proíbe o condicionamento da venda de manuais escolares à compra conjunta de outros manuais escolares ou de outros recursos didático-pedagógicos. A proibição abrange, por exemplo, exigir a compra de um caderno de atividades, fichas ou outro recurso como condição para vender o manual.
O manual deve poder ser adquirido separadamente. Uma escola, livraria ou fornecedor não deve apresentar um conjunto obrigatório como única forma de compra quando isso condicione a venda do manual. A existência de uma promoção ou de uma oferta comercial não elimina a proibição se, na prática, o consumidor só puder obter o manual mediante a compra dos outros produtos.
O incumprimento constitui contraordenação nos termos do artigo 18.º do mesmo diploma, sem prejuízo das competências de fiscalização e das circunstâncias concretas do caso.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 5/2014, de 14 de janeiro, artigos 17.º e 18.º .
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Lei n.º 47/2006, de 28 de agosto, na redação atual , que estabelece o regime de avaliação, certificação e adoção dos manuais escolares.
Se houver uma situação concreta de condicionamento, devem ser conservados os documentos da oferta e solicitada informação à entidade fiscalizadora competente.
O que é o projeto "O Pisca Faz Faísca"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
«O Pisca faz Faísca» é um espaço digital interativo associado à iniciativa SeguraNet e dirigido a crianças da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico. Disponibiliza histórias e atividades lúdico-pedagógicas, como jogos, adivinhas, correspondências e páginas de pintura, para trabalhar o uso seguro, responsável e positivo da Internet.
O recurso procura desenvolver, de forma adequada à idade, competências digitais, reflexão sobre comportamentos online seguros e respeito pelos outros no ambiente digital. Pode ser utilizado pela escola como recurso pedagógico, de acordo com o seu projeto e com a orientação do educador ou professor.
Não se trata de uma disciplina autónoma nem de um regime legal obrigatório com um programa único. A utilização, articulação curricular e autorização de qualquer atividade concreta devem seguir as regras da escola e a informação da SeguraNet/DGE.
Base legal e fontes oficiais
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SeguraNet — O Pisca faz Faísca , descrição e materiais do recurso.
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SeguraNet — coleção de livros infantis “O Pisca faz Faísca!” .
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Direção-Geral da Educação — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar , para a integração pedagógica na educação pré-escolar.
As atividades e os conteúdos disponíveis devem ser confirmados na página oficial, porque podem ser atualizados.
Como são expressas as classificações finais de disciplina?EduQA · Currículo e Qualificações
A escala depende do nível de ensino:
- no 1.º ciclo do ensino básico, a informação da avaliação sumativa é expressa por menção qualitativa, acompanhada de apreciação descritiva em cada componente do currículo;
- nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, as classificações das disciplinas são expressas numa escala numérica de 1 a 5;
- no ensino secundário, as classificações são expressas numa escala numérica de 0 a 20 valores, nas disciplinas, módulos, unidades de formação de curta duração e formação em contexto de trabalho, quando aplicável.
Estas escalas não significam que todos os momentos de avaliação tenham de ser comunicados da mesma forma: o processo e os registos de cada oferta seguem a regulamentação específica. No ensino básico, a Portaria n.º 223-A/2018 regula, entre outros aspetos, o registo de menções e classificações. As regras de classificação final de curso, provas e exames podem ter fórmulas próprias e devem ser consultadas no regime da oferta e no normativo de avaliação em vigor.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, artigo 28.º , na redação atual.
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, artigo 36.º , sobre o registo de menções e classificações nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos.
Para responder sobre um aluno concreto é necessário indicar o ano, o ciclo e a oferta educativa, porque a classificação final de curso pode depender de regras adicionais.
É obrigatória a utilização da verba atribuída para a migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível concluir, apenas pela existência de uma verba, que a escola tenha de a gastar integralmente. A verba está vinculada à finalidade, às condições de atribuição, ao período de execução, ao contrato ou aviso e às regras de prestação de contas do projeto concreto.
Se a escola já demonstrar que a solução existente cumpre os requisitos e que não existe uma migração elegível a executar, deve documentar a avaliação técnica e financeira, manter os comprovativos e pedir confirmação à entidade competente sobre a não utilização, reprogramação ou eventual devolução. Não deve deslocar a verba para uma finalidade diferente nem considerar que a sua atribuição, por si só, autoriza a despesa.
Assim, a resposta segura é: não há uma obrigação geral de gastar uma verba apenas para a esgotar; há, porém, uma obrigação de cumprir as regras específicas da atribuição e de prestar contas. Sem o aviso, despacho ou contrato não é possível afirmar se existe prazo, devolução ou outra consequência.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — artigo de suporte relativo à verba e à migração .
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho , quando aplicável ao regime de administração financeira do Estado e à prestação de contas.
Os documentos de atribuição da verba devem ser consultados antes de qualquer decisão e devem prevalecer sobre uma resposta genérica.
É obrigatório concentrar todas as aplicações escolares num único ambiente cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não resulta, de forma geral, uma obrigação de concentrar todas as aplicações num único ambiente cloud. Uma escola ou entidade pode adotar uma arquitetura única, híbrida ou com mais do que um fornecedor, desde que a solução aprovada cumpra os requisitos do projeto e permita governar adequadamente os dados e os serviços.
A decisão deve considerar, entre outros aspetos, interoperabilidade e exportação de dados, segurança e controlo de acessos, continuidade e recuperação, gestão de incidentes, níveis de serviço, localização e transferências de dados, subcontratação, custos e responsabilidades. Quando existam dados pessoais, o responsável pelo tratamento deve conseguir demonstrar conformidade com o RGPD e assegurar medidas técnicas e organizativas adequadas.
Concentrar sistemas pode simplificar a gestão, mas também pode criar dependência e um ponto único de falha. Separar serviços também tem custos de integração e governação. A opção correta é a que estiver documentada na arquitetura, no contrato e nos requisitos funcionais e de segurança; sem esses documentos, o RADAR não deve afirmar que uma solução é obrigatória.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — artigo de suporte sobre a organização das aplicações em cloud .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD, artigos 5.º, 24.º, 28.º e 32.º , quando existam dados pessoais.
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CNCS — Roteiro de capacidades mínimas de cibersegurança .
Os requisitos específicos da iniciativa, do concurso ou do contrato devem ser verificados antes de escolher a arquitetura.
A biblioteca escolar é relevante na era digital?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A biblioteca escolar mantém uma função relevante na era digital porque apoia o acesso, a seleção, a avaliação, o uso e a produção de informação e conhecimento em suportes analógicos, eletrónicos e digitais. A dimensão digital não substitui a biblioteca: alarga as suas coleções, serviços e possibilidades de trabalho sobre leitura, informação, media e cidadania.
A relevância concreta deve ser concretizada no projeto educativo, no plano anual de atividades e na organização da biblioteca. Não resulta da lei uma obrigação de adotar uma plataforma digital específica nem de substituir todos os recursos físicos por recursos digitais.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigo 1.º , que enquadra a biblioteca escolar e a sua integração nas atividades letivas, projetos pedagógicos e interação com a comunidade.
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Rede de Bibliotecas Escolares — Sobre e missão , que identifica o acesso, uso e produção de informação e conhecimento em suporte analógico, eletrónico e digital.
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RBE — Gestão e organização da coleção digital .
É obrigatório frequentar a formação em metodologia em ensino bilingue CLIL dinamizada pelo British Council?EduQA · Currículo e Qualificações
Não é seguro afirmar que todos os docentes estão legalmente obrigados, de forma geral e automática, a frequentar a formação em metodologia CLIL dinamizada pelo British Council.
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) é uma iniciativa dirigida aos estabelecimentos que se candidatam e assumem as condições do programa. O edital de candidatura prevê a inclusão da educação e do ensino bilingue/CLIL no projeto educativo e como alvo de formação estratégica de docentes e não docentes, mas isso não equivale, por si só, a uma obrigação universal de frequência por qualquer professor.
A obrigatoriedade concreta depende do edital aplicável, do compromisso assumido pela escola, da função do docente no programa e de eventual convocatória ou plano de formação validamente comunicado. Sem esses elementos, o RADAR não deve responder simplesmente «sim».
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI) .
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Edital de candidatura PEBI/British Schools Programme 2025/2026 , que define os destinatários, o âmbito e os critérios da candidatura e refere a formação estratégica no projeto da escola.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , quando esteja em causa a organização curricular e o projeto educativo da escola.
Que recursos educativos apoiam os Desafios SeguraNet?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Desafios SeguraNet são apoiados por recursos educativos destinados a promover a cidadania digital e a utilização segura, responsável e equilibrada da Internet.
Entre os recursos disponibilizados encontram-se livros digitais, animações, podcasts, tiras de banda desenhada, vídeos, jogos educativos, guiões pedagógicos, campanhas e materiais para atividades em contexto escolar. A oferta e as regras concretas dependem da edição e da categoria do desafio, pelo que a escola deve consultar a página oficial e os avisos da edição em causa.
A participação nos Desafios SeguraNet é uma iniciativa educativa; não deve ser apresentada como uma disciplina obrigatória ou como uma certificação automática.
Base legal e fontes oficiais
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SeguraNet — Recursos .
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SeguraNet — Desafios SeguraNet , que explica os destinatários, a organização por escolas e o objetivo de promover a cidadania digital.
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SeguraNet — 18 anos de Desafios , com exemplos de temas e recursos educativos.
Como me ajuda o portal eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O portal eTwinning ajuda a preparar, planificar e desenvolver parcerias e projetos de colaboração entre escolas. Disponibiliza informação, ferramentas, materiais, exemplos de projetos, oportunidades de desenvolvimento profissional e apoio pedagógico.
Em Portugal, a Organização Nacional de Apoio (ONA PT) presta apoio, promove formação e divulga atividades. O portal europeu e o sítio nacional também disponibilizam contactos de suporte e informação sobre o eTwinning Live.
O eTwinning é uma ferramenta e uma comunidade de apoio a projetos educativos; a adesão a um projeto, a obtenção de selos ou a participação em formação não são automáticas e dependem das regras da iniciativa concreta.
Base legal e fontes oficiais
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eTwinning Portugal — Perguntas frequentes , que explica as funções da ONA PT, do Serviço Central de Apoio e do portal de geminação eletrónica.
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eTwinning — plataforma europeia .
O Desporto Escolar interfere com o rendimento académico do aluno?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma regra legal que permita responder simplesmente que o Desporto Escolar melhora ou prejudica o rendimento académico de todos os alunos.
O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular, com participação livre, organizada pela escola e sujeita às condições concretas do núcleo, da modalidade, dos horários e do plano de atividades. A participação pode contribuir para competências pessoais e sociais, hábitos de organização e bem-estar, mas o efeito no rendimento académico depende do caso concreto e não pode ser presumido.
A escola deve organizar as atividades de modo compatível com o funcionamento escolar e com as aprendizagens. A participação no Desporto Escolar não substitui os critérios legais de avaliação nem cria, por si só, uma classificação académica.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, artigos 5.º, 8.º, 9.º e 10.º , que enquadra o Desporto Escolar como complemento curricular e a organização das atividades.
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DGE — Desporto Escolar: visão, missão e valores .
Nenhuma destas fontes estabelece uma relação automática entre participação desportiva e classificação escolar.
Qual é o número de crianças por grupo na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar, os grupos são constituídos, em regra, por um mínimo de 20 e um máximo de 25 crianças.
Quando um relatório técnico-pedagógico identificar, como medida de acesso à aprendizagem e à inclusão, a necessidade de integração de uma criança em grupo reduzido, aplica-se a regra específica do artigo 3.º, n.º 2, do Despacho Normativo n.º 10-A/2018. O grupo não pode incluir mais de duas crianças nessas condições e a redução depende do acompanhamento e permanência dessas crianças no grupo durante pelo menos 60 % do tempo curricular.
O número aplicável deve ser confirmado com a composição autorizada do grupo, o relatório técnico-pedagógico e as regras em vigor para o ano letivo concreto.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, artigo 3.º , na redação em vigor, sobre a constituição de grupos na educação pré-escolar.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho , sobre o relatório técnico-pedagógico e as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
A quem deve ser solicitado o pagamento faseado de quantias indevidamente recebidas?AGSE · Administração e Gestão Escolar
O pedido de pagamento faseado de quantias indevidamente recebidas deve ser apresentado, por requerimento fundamentado, ao dirigente do serviço ou organismo que processou a reposição. Numa escola pública, isso pode corresponder ao diretor ou ao órgão com competência delegada, mas não deve ser afirmado sem confirmar quem é a entidade processadora no caso concreto.
Nos termos do artigo 38.º do Decreto-Lei n.º 155/92, a decisão é um despacho da entidade competente. Como regra, o prazo de entrega das prestações não pode exceder o ano económico seguinte àquele em que o despacho for proferido. Em casos especiais, pode existir autorização para ultrapassar esse prazo, com os limites previstos na lei.
O pedido não suspende automaticamente todas as obrigações sem decisão: deve ser apresentado dentro do prazo aplicável e acompanhado dos elementos que permitam fundamentar a situação económica e o plano proposto.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, artigo 38.º , sobre a reposição em prestações e a competência do dirigente do serviço ou organismo processador.
- A entidade destinatária deve ser confirmada no ofício ou ato que determinou a reposição e nas regras de delegação de competências aplicáveis.
Que recursos digitais disponibiliza a RBE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Rede de Bibliotecas Escolares disponibiliza recursos digitais para apoiar as bibliotecas, os docentes e as comunidades educativas. Entre os recursos encontram-se a Biblioteca Escolar Digital, propostas de atividades, materiais sobre leitura, literacia da informação e dos media, cidadania, currículo, ferramentas digitais e orientações para a gestão da coleção digital.
Os recursos apoiam a planificação e o trabalho pedagógico, mas a seleção e a utilização concreta devem ser adequadas ao projeto educativo, à idade dos alunos, aos objetivos de aprendizagem e às regras da escola. A página da RBE é atualizada e deve ser consultada para confirmar a disponibilidade de cada recurso.
Base legal e fontes oficiais
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RBE — Recursos , com a listagem de recursos para as dinâmicas pedagógicas das bibliotecas escolares.
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RBE — Sobre e missão .
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , sobre a organização e as funções relacionadas com as bibliotecas escolares.
Que documentos comprovam a conclusão de um curso profissionalEduQA · Currículo e Qualificações
A conclusão com aproveitamento de um curso profissional exige aprovação em todas as componentes de formação, disciplinas e UFCD, bem como na Prova de Aptidão Profissional (PAP). A conclusão é registada no SIGO.
Nos termos do artigo 41.º da Portaria n.º 235-A/2018, a escola emite, em regra em formato eletrónico:
- um diploma que atesta a conclusão do nível secundário, identifica o curso, a classificação final e o nível 4 do QNQ e correspondente nível do QEQ;
- um certificado de qualificações que indica o nível de qualificação e a classificação final e discrimina as disciplinas, UFCD, formação em contexto de trabalho e projeto/classificação da PAP.
Podem também ser emitidos, a requerimento, documentos comprovativos da conclusão de disciplinas, módulos, UFCD, FCT ou PAP durante ou após o percurso, nos termos aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, artigo 41.º , sobre conclusão e certificação dos cursos profissionais.
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Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de dezembro , na redação atual, sobre o Sistema Nacional de Qualificações e o SIGO.
Quem acompanha e avalia as práticas inclusivas das escolas?EduQA · Inclusão
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) acompanha e avalia especificamente as práticas inclusivas de cada escola, sem prejuízo das competências gerais e da autonomia da escola.
O acompanhamento inclui, designadamente, a monitorização e verificação da regularidade da constituição de turmas, a adequação do número de alunos às necessidades reais e a forma como a escola organiza e gere o currículo para assegurar a eficácia das medidas de suporte à aprendizagem. A avaliação da IGEC não substitui a responsabilidade diária da escola, da direção e da equipa multidisciplinar na implementação e monitorização das medidas.
As escolas devem ainda incluir nos seus relatórios de autoavaliação as conclusões da monitorização da implementação das medidas curriculares, dos recursos e das estruturas de suporte à educação inclusiva.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 33.º, n.os 1 a 4 , sobre acompanhamento, monitorização e avaliação da educação inclusiva.
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DGE — Educação inclusiva , para orientações e documentação de apoio à aplicação do regime.
É possível substituir disciplinas da componente de formação específica?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, mas apenas nas condições previstas para os cursos científico-humanísticos e dentro da mesma componente de formação específica.
O artigo 15.º da Portaria n.º 226-A/2018 permite, designadamente, substituir uma disciplina bienal por outra da mesma componente do curso no final do 10.º ano, substituir uma disciplina bienal por outra em que o aluno tenha obtido aprovação no final do 11.º ou 12.º ano e substituir uma disciplina anual no final do 12.º ano. Existe ainda uma possibilidade de pedido de substituição em momento próprio do ano letivo, sujeita às condições e prazos da portaria.
Não é uma autorização genérica para trocar qualquer disciplina por qualquer outra: devem ser respeitadas a componente, o curso, o momento do percurso, as possibilidades de oferta da escola e as regras do percurso formativo próprio quando aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, artigo 15.º , sobre substituição de disciplinas e complemento de currículo.
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho , na redação atual, sobre currículo e autonomia curricular.
Que entidades devem assegurar a formação sobre as aplicações cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A orientação documental disponível indica que devem ser privilegiadas entidades formadoras associadas aos fornecedores das aplicações adotadas, por terem conhecimento funcional das soluções. Esta formulação é uma orientação operacional e não permite concluir que exista uma reserva legal ou uma obrigação de contratar exclusivamente o fornecedor.
Na escolha da entidade formadora, a escola ou a entidade responsável deve verificar o contrato, o procedimento de aquisição, os requisitos técnicos da solução, a segurança, a proteção de dados, a qualificação dos formadores e a necessidade de formação para os utilizadores. A entidade escolhida deve ser capaz de assegurar formação adequada à aplicação efetivamente instalada.
Sem o caderno de encargos, contrato ou aviso do projeto concreto, o RADAR não deve afirmar que uma entidade específica é legalmente a única competente para ministrar a formação.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — informação de suporte sobre formação relativa às aplicações cloud .
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DGE — Capacitação Digital das Escolas , com documentação e iniciativas oficiais de capacitação digital.
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD, artigos 24.º, 28.º e 32.º , quando a formação envolva tratamento de dados pessoais.
As escolas devem registar nos relatórios de autoavaliação as conclusões da monitorização da implementação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão?EduQA · Inclusão
Sim. As escolas devem incluir nos seus relatórios de autoavaliação as conclusões da monitorização da implementação das medidas curriculares, dos recursos e das estruturas de suporte à educação inclusiva.
O dever legal refere-se às conclusões da monitorização; não significa copiar para o relatório todos os dados individuais dos alunos ou divulgar informação sujeita a confidencialidade. O relatório deve apresentar a análise necessária para avaliar a implementação e a eficácia das respostas, respeitando a proteção de dados e o regime de confidencialidade.
A equipa multidisciplinar acompanha e monitoriza a aplicação das medidas no âmbito das suas competências, enquanto a IGEC acompanha e avalia especificamente as práticas inclusivas das escolas.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 33.º, n.os 2 e 3 .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 26.º , sobre confidencialidade e proteção dos dados no regime de educação inclusiva.
O tempo de serviço prestado nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) releva para a 2.ª prioridade?AGSE · Carreira e Formação
Sim. O tempo de serviço prestado nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) pode relevar para efeitos da 2.ª prioridade do concurso de docentes quando tenha sido prestado em estabelecimentos de ensino público da rede do Ministério da Educação e esteja devidamente certificado.
Não basta indicar que foram realizadas atividades numa entidade qualquer: a documentação deve identificar a entidade pública abrangida, os anos e o número de dias de serviço. O tempo prestado em IPSS ou em estabelecimento particular e cooperativo não deve ser tratado automaticamente como equivalente para este efeito.
Para uma candidatura concreta, prevalecem o aviso do concurso, o regime legal em vigor e as instruções da DGAE sobre os documentos comprovativos.
Base legal e fontes oficiais
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DGAE — Perguntas frequentes de pessoal docente e recursos humanos , que esclarece o relevo do tempo de serviço prestado em AEC para concursos.
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DGAE — FAQ do concurso 2024/2025, pergunta 7.6 .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , na redação atual, designadamente o regime de ordenação aplicável aos concursos.
Quantas opções (instituição/curso) o candidato pode escolher?IES · Ensino Superior e Acesso
No concurso nacional de acesso e ingresso no ensino superior público, o candidato pode indicar até seis pares instituição/ciclo de estudos em cada fase, por ordem de preferência.
Um par instituição/ciclo de estudos corresponde a uma combinação de uma instituição e um curso. A colocação é feita considerando a ordem de preferência, a posição do candidato nas listas de cada par e as vagas disponíveis; em cada fase só é possível obter uma colocação.
Esta regra dos seis pares refere-se ao concurso nacional do ensino superior público. Regimes especiais, concursos institucionais e instituições privadas podem ter regras próprias, pelo que a pergunta deve identificar o regime quando não estiver em causa o concurso nacional.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Informação geral do Concurso Nacional de Acesso , que indica o limite de seis pares instituição/curso.
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio , que aprova o regulamento do concurso nacional para 2026/2027.
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Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro , na redação atual, sobre o regime geral de acesso e ingresso.
Os docentes têm acesso a formação associada aos LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A Direção-Geral da Educação disponibiliza formação e iniciativas de capacitação associadas aos Laboratórios de Educação Digital, incluindo cursos online em formato MOOC, workshops e ações de curta duração.
Estas iniciativas destinam-se, consoante a edição, a docentes, dirigentes escolares e outros profissionais com funções educativas. Apoiam a utilização pedagógica dos equipamentos LED e a criação de cenários de aprendizagem ativa. A existência de formação associada aos LED não significa que cada docente tenha automaticamente direito a frequentar todas as ações, nem que todas sejam acreditadas pelo CCPFC.
É necessário consultar a edição concreta para confirmar destinatários, datas, inscrições, duração e certificação.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Laboratórios de Educação Digital , sobre objetivos, equipamentos e capacitação LED.
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DGE — MOOC Laboratórios de Educação Digital: Cenários de Aprendizagem Ativa .
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DGE — Workshops LED .
Quando e como pode um/a candidato/a regressar à Reserva de Recrutamento?AGSE · Carreira e Formação
O regresso depende da forma como terminou a colocação.
Quando a colocação obtida através da Reserva de Recrutamento caduca, o candidato contratado regressa à reserva para efeitos de nova colocação. O regresso depende da indicação do fim da colocação pelo agrupamento ou escola não agrupada e da manifestação de interesse do candidato em voltar a ser contratado.
Também podem regressar à Reserva de Recrutamento os candidatos colocados por contratação de escola que tenham sido opositores à reserva, quando a colocação caduque. Neste caso aplica-se o artigo 40.º, n.º 18, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Não há regresso automático quando o contrato termina por denúncia do candidato em período experimental ou fora dele: o artigo 45.º estabelece consequências próprias para essas situações.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, artigo 38.º, n.os 7 e 8 , sobre o regresso após caducidade da colocação em reserva.
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 40.º, n.º 18 , sobre o regresso de candidatos colocados por contratação de escola que tenham sido opositores à reserva.
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, artigo 45.º , sobre os efeitos da denúncia do contrato.
Qual é a missão da RBE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A missão da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) é criar condições para que as comunidades educativas disponham de bibliotecas escolares de qualidade, capazes de responder aos desafios da educação e da escola.
Segundo a RBE, essa missão inclui garantir ambientes de informação e conhecimento e apoiar o desenvolvimento de saberes e competências necessários numa sociedade digital e global. A biblioteca escolar acolhe, apoia, colabora, desafia, transforma e capacita a comunidade educativa.
Trata-se da missão institucional da RBE e do seu quadro estratégico. A aplicação concreta depende da organização e do projeto educativo de cada agrupamento ou escola.
Base legal e fontes oficiais
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RBE — Sobre, visão e missão .
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RBE — Quadro Estratégico 2021-2027 .
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho , sobre a organização e as funções das bibliotecas escolares.
Materiais em formatos acessíveisEduQA · Inclusão
Os materiais em formatos acessíveis destinam-se aos alunos que necessitam deles para aceder à informação, ao currículo e às atividades de aprendizagem. Podem incluir manuais ou livros em braille, manuais em formato digital acessível e figuras em relevo.
A requisição de manuais escolares adaptados em formato digital ou braille é efetuada pela escola, online, na plataforma GesEdu, no módulo SIME — MEGA, separador «Manuais Adaptados». O acesso ao módulo é feito pelas credenciais habituais da unidade orgânica. Antes de requisitar, a escola deve confirmar a matrícula do aluno no ano letivo em causa.
Quando a necessidade envolva produtos de apoio para acesso ao currículo, deve ser ponderada a avaliação e articulação com o CRTIC, nos termos do regime da educação inclusiva. A existência do material acessível não dispensa as adaptações pedagógicas ou curriculares que o aluno possa necessitar.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Requisição de materiais em formatos acessíveis , sobre braille, formato digital, figuras em relevo e requisição no GesEdu/SIME — MEGA.
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 17.º , sobre os CRTIC e os produtos de apoio para acesso ao currículo.
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Despacho n.º 2354/2026, de 24 de fevereiro , sobre competências do EduQA relativas a recursos educativos e materiais em formatos acessíveis.
O(A) docente pode manter em reserva o novo lugar obtido em concurso?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Não resulta, como regra geral, um direito a manter em reserva um novo lugar obtido posteriormente em concurso.
O regime especial das escolas portuguesas no estrangeiro deve ser distinguido da garantia de manutenção do lugar de origem. O Decreto-Lei n.º 78/2025 alargou a determinados docentes que se deslocam de Portugal para exercer funções nas escolas portuguesas no estrangeiro o direito à manutenção do lugar de origem, pelo período legalmente previsto, que pode ir até quatro anos nas condições aplicáveis.
Essa garantia protege o lugar de origem; não significa que qualquer novo lugar obtido num concurso para uma escola portuguesa no estrangeiro possa ficar reservado indefinidamente. Para uma resposta individual é necessário confirmar o tipo de concurso, a escola, o vínculo, a data da colocação e o aviso aplicável, porque o Decreto-Lei n.º 139-B/2023 regula o recrutamento específico das EPERP.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio , que alarga garantias aos docentes deslocados para escolas portuguesas no estrangeiro e prevê a manutenção do lugar de origem nas condições legais.
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, regime concursal das escolas portuguesas no estrangeiro .
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Decreto-Lei n.º 165/2006, de 11 de agosto , regime jurídico do ensino português no estrangeiro.
Onde posso consultar o Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua?EduQA · Carreira e Formação
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title: "Onde posso consultar o Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua?"
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category: "Carreira e Formação"
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https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Formação contínua"
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Onde posso consultar o Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua?
O Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua deve ser consultado na área de documentação do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), em . A página oficial disponibiliza o regulamento em vigor e identifica a sua entrada em vigor a partir de 1 de março de 2026.
A mesma área disponibiliza regulamentos específicos, designadamente o Regulamento de Acreditação de Colóquios, Congressos, Jornadas, Seminários, Simpósios e ações afins, bem como regulamentos relativos a entidades formadoras, formadores e outras modalidades. Por isso, deve ser consultado o documento correspondente à modalidade concreta da ação; não se deve aplicar automaticamente o regulamento de uma modalidade diferente.
Base legal e fontes oficiais
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CCPFC — Regulamentos de Formação Contínua , página oficial que identifica os regulamentos atualmente em vigor.
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro , que aprova o regime jurídico da formação contínua de professores, na redação atual, incluindo a regulamentação das modalidades pelo CCPFC.
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Carta Circular CCPFC n.º 2/2026 , sobre a entrada em vigor do novo regulamento das modalidades de formação contínua.
Como submeter a acreditação uma ação de formação?EduQA · Carreira e Formação
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title: "Como submeter a acreditação uma ação de formação?"
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https://www.ccpfc.uminho.pt/pagina/plataforma-e-processos" ;
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Como submeter a acreditação uma ação de formação?
A acreditação de uma ação de formação contínua é submetida pela entidade formadora acreditada através da plataforma e-processos do CCPFC, em . Na plataforma, a entidade deve selecionar o processo de acreditação de ações de formação e preencher os elementos exigidos para a modalidade concreta, incluindo a entidade, a ação, os formadores, os destinatários, a duração, os objetivos, os conteúdos, a metodologia e a avaliação, conforme o regulamento aplicável.
A submissão eletrónica não significa acreditação automática. O CCPFC aprecia o processo segundo o regime jurídico e o regulamento da modalidade; a entidade deve acompanhar o estado do processo na própria plataforma e corrigir ou completar elementos quando tal lhe seja solicitado. Se a ação for um colóquio, congresso, jornada, seminário ou atividade afim, deve ser usado o regulamento específico aplicável e não o formulário de uma modalidade diferente.
Base legal e fontes oficiais
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CCPFC — Plataforma e-processos , que identifica a opção “Acreditar ações de Formação” e o endereço da plataforma.
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CCPFC — Regulamentos de Formação Contínua , com os regulamentos em vigor por modalidade.
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro , na redação atual, regime jurídico da formação contínua de professores.
Quando e como proceder à inscrição na Rede Clubes Europeus?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Quando e como proceder à inscrição na Rede Clubes Europeus?"
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category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-06"
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https://www.dge.mec.pt/como-criarrevalidar-inscricao-de-um-clube-europeu-0" ;
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subcategory: "Projetos e clubes escolares"
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Quando e como proceder à inscrição na Rede Clubes Europeus?
A inscrição ou a revalidação de um Clube Europeu é feita na Base de Dados da Rede Nacional de Clubes Europeus, disponibilizada pela Direção-Geral da Educação. A base de dados fica aberta anualmente, entre 1 e 31 de outubro, para:
- inscrever novos Clubes Europeus;
- atualizar e validar os dados dos clubes já inscritos.
O acesso é efetuado em , utilizando os códigos DGEEC da escola e a respetiva palavra-passe. Os clubes já inscritos que pretendam manter a atividade têm de atualizar e validar os dados todos os anos. A escola deve conservar a informação e a documentação do clube de acordo com as orientações da DGE e com a organização interna aprovada.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Como criar/revalidar a inscrição de um Clube Europeu , com o período anual e o procedimento de acesso à base de dados.
- A página da DGE é a fonte operacional aplicável ao procedimento; o calendário e os campos da plataforma devem ser confirmados em cada edição, porque podem ser atualizados.
O Desporto Escolar pode abranger todos os níveis de ensino?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "O Desporto Escolar pode abranger todos os níveis de ensino?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
updated_at: "2026-10-06"
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https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/95-1991-484419" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Desporto Escolar"
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O Desporto Escolar pode abranger todos os níveis de ensino?
Não é correto afirmar, sem mais, que o Desporto Escolar formal abrange indistintamente todos os níveis de ensino. O artigo 5.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 95/91 define o desenvolvimento das atividades de Desporto Escolar nas escolas dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e nas escolas do ensino secundário.
No 1.º ciclo do ensino básico, o artigo 5.º, n.º 3, prevê atividades lúdicas de iniciação desportiva integradas nos programas de Educação Física ou articuladas com estes. Assim, o 1.º ciclo pode ter atividades de iniciação e de complemento desportivo, mas a resposta concreta depende do programa, da escola, da oferta e das orientações do respetivo ano letivo.
O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular, de participação livre, integrada no plano de atividades da escola. A existência de uma atividade não cria, por si só, uma obrigação de oferta em todos os ciclos nem garante que todas as modalidades estejam disponíveis em cada escola.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, artigo 5.º , regime jurídico da Educação Física e do Desporto Escolar.
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DGE — Desporto Escolar , informação institucional sobre a organização e a oferta do programa.
Como é feito o acesso ao TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
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title: "Como é feito o acesso ao TEIP4?"
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category: "Administração e Gestão Escolar"
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https://www.dge.mec.pt/legislacao-6" ;
source: "EduQA"
subcategory: "TEIP"
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Como é feito o acesso ao TEIP4?
O acesso ao TEIP4 faz-se através do procedimento de candidatura aberto para os agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas abrangidos pelo programa e nos termos do aviso e do regulamento aplicáveis. Não resulta automaticamente do simples facto de a escola ter indicadores de vulnerabilidade.
A escola deve verificar se integra o universo elegível indicado pela Direção-Geral da Educação, preparar o diagnóstico e o plano de ação exigidos e submeter a candidatura dentro do prazo e pela forma indicados no aviso de abertura. A decisão depende da apreciação da candidatura e da aprovação nos termos definidos pela tutela.
O programa TEIP4 foi criado pelo Despacho n.º 7798/2023. O aviso de abertura deve ser sempre consultado, porque fixa as escolas elegíveis, os documentos, os critérios, o calendário e as condições concretas de cada procedimento.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 7798/2023 , que estabelece o Programa TEIP4 e as respetivas normas.
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DGE — Legislação TEIP .
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DGE — Aviso de abertura de candidaturas TEIP4 , fonte operacional do procedimento.
Quantas fases tem o concurso dos Regimes Especiais?IES · Ensino Superior e Acesso
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title: "Quantas fases tem o concurso dos Regimes Especiais?"
repository: "IES"
category: "Ensino Superior e Acesso"
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https://www.dges.gov.pt/pt/faq/regimes-especiais" ;
source: "IES"
subcategory: "Regimes especiais"
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Quantas fases tem o concurso dos Regimes Especiais?
O concurso dos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior decorre numa fase única de candidatura. Isso não significa que todos os atos ocorram no mesmo dia: existem prazos próprios para a apresentação da candidatura, divulgação dos resultados, matrícula e inscrição e reclamação, definidos no calendário anual.
Para 2026-2027, o calendário aprovado pelo Despacho n.º 7343/2026 previu candidaturas de 3 a 10 de agosto de 2026, divulgação dos resultados em 10 de setembro e matrícula e inscrição dos colocados de 11 a 18 de setembro, sem prejuízo dos prazos específicos aplicáveis após reclamação.
Num mesmo ano letivo, cada estudante só pode candidatar-se através de um dos regimes especiais previstos na legislação. As condições, documentos, vagas e eventuais requisitos especiais dependem do regime concreto e devem ser confirmados no aviso e na instituição competente.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — FAQ dos Regimes Especiais .
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DGES — Calendário dos Regimes Especiais 2026-2027 , aprovado pelo Despacho n.º 7343/2026.
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Decreto-Lei n.º 64-A/2023 , regime geral dos regimes especiais, na redação atual.
De quem é a responsabilidade pela implementação das atividades de animação e de apoio à família na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "De quem é a responsabilidade pela implementação das atividades de animação e de apoio à família na educação pré-escolar?"
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category: "Currículo e Qualificações"
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https://www.dge.mec.pt/perguntas-frequentes-faq" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Educação pré-escolar"
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De quem é a responsabilidade pela implementação das atividades de animação e de apoio à família na educação pré-escolar?
A responsabilidade pela implementação das atividades de animação e de apoio à família (AAAF) na educação pré-escolar cabe aos municípios, associações de pais, instituições particulares de solidariedade social ou outras entidades que promovam essa resposta social, no âmbito dos protocolos de cooperação celebrados com as entidades públicas competentes.
Aos órgãos competentes do agrupamento de escolas ou à direção pedagógica compete planificar as atividades, considerando as necessidades das crianças e das famílias. A supervisão pedagógica cabe aos educadores de infância e compreende o planeamento, o acompanhamento e a avaliação, através da articulação com os dinamizadores e com os encarregados de educação.
As AAAF não são a componente letiva. Abrangem, designadamente, os períodos antes e depois das atividades letivas, o serviço de almoço, as atividades de animação socioeducativa e os períodos de interrupção letiva.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Perguntas Frequentes, FAQ 33 , que identifica as entidades responsáveis, a planificação e a supervisão pedagógica.
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Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto , sobre a organização e funcionamento das atividades de animação e de apoio à família.
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Despacho Conjunto n.º 300/97, de 4 de setembro , relativo à comparticipação familiar das atividades.
É possível manter a solução atualmente em utilização?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
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subcategory: "Sistemas Digitais e Plataformas"
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É possível manter a solução atualmente em utilização?
Em princípio, pode manter-se a solução atualmente utilizada se ela continuar a cumprir os requisitos técnicos, funcionais, de segurança, proteção de dados, interoperabilidade e suporte definidos para o serviço. A existência de uma solução em uso não cria, por si só, um direito permanente à sua manutenção.
A decisão deve resultar da avaliação da solução concreta e das orientações da entidade responsável pelo serviço. Se houver requisitos novos, prazo de migração, vulnerabilidades, incompatibilidades ou uma decisão formal de substituição, a escola ou serviço terá de seguir o procedimento indicado, mesmo que a solução atual ainda esteja operacional.
A resposta não permite concluir que qualquer sistema possa ser mantido sem validação. Devem ser conservados os registos da avaliação, da decisão e das medidas de segurança e proteção de dados aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — artigo de suporte relativo à solução em utilização , fonte operacional do pedido.
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , designadamente quanto à segurança do tratamento e à proteção de dados pessoais.
- A manutenção ou substituição deve ainda respeitar as especificações técnicas e instruções oficiais do serviço concreto; não existe uma autorização geral aplicável a todas as soluções.
Quem pode participar no eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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Quem pode participar no eTwinning?
No eTwinning podem participar professores, escolas e outros profissionais da educação elegíveis que estejam registados na European School Education Platform e cumpram as regras da iniciativa. A participação não é uma inscrição automática de qualquer pessoa: exige conta na plataforma, validação e respeito pelos requisitos e regras de segurança da comunidade.
Os professores podem criar ou integrar projetos com parceiros de outros países participantes, desenvolver atividades colaborativas com os alunos e usar os recursos e ferramentas disponibilizados. A escola deve assegurar autorização, proteção de dados, segurança digital e enquadramento pedagógico das atividades, especialmente quando são tratados dados ou imagens de alunos.
A elegibilidade concreta, os países participantes, os critérios para projetos e os selos de qualidade devem ser confirmados na plataforma e nas orientações da edição em vigor.
Base legal e fontes oficiais
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European School Education Platform — eTwinning , plataforma oficial europeia.
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eTwinning Portugal — Perguntas frequentes , informação da Organização Nacional de Apoio.
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , aplicável ao tratamento de dados pessoais no contexto escolar.
O que são as escolas de referência no domínio da visão e que apoios disponibilizam?EduQA · Inclusão
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title: "O que são as escolas de referência no domínio da visão e que apoios disponibilizam?"
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subcategory: "Educação especial"
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O que são as escolas de referência no domínio da visão e que apoios disponibilizam?
As escolas de referência no domínio da visão são escolas da rede que concentram recursos e competências especializadas para apoiar a educação de crianças e jovens com necessidades relacionadas com a deficiência visual. A resposta deve ser articulada com a escola de matrícula e com as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão definidas para o aluno.
Entre os apoios previstos no artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 54/2018 contam-se, conforme a necessidade, a aprendizagem e o domínio da leitura e escrita Braille, a orientação e mobilidade, produtos de apoio para acesso ao currículo, atividades da vida diária e competências sociais. A escola de referência não substitui a avaliação e a decisão pedagógica do processo individual nem significa que todos os alunos tenham automaticamente direito a todos os apoios.
A identificação da escola adequada e dos recursos mobilizados depende do perfil funcional do aluno, da decisão das entidades competentes e da articulação entre a escola de matrícula, a família e a escola de referência.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, artigo 14.º , regime jurídico da educação inclusiva.
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DGE — Escolas de referência no domínio da visão , descrição dos apoios e da rede especializada.
Que provas finais são obrigatórias no 1.º ciclo para alunos em ensino individual?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Que provas finais são obrigatórias no 1.º ciclo para alunos em ensino individual?"
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https://www.dge.mec.pt/node/3194" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Avaliação e provas"
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Que provas finais são obrigatórias no 1.º ciclo para alunos em ensino individual?
No 1.º ciclo, o aluno em ensino individual ou doméstico realiza, como autoproposto e na escola de matrícula, as provas de equivalência à frequência nas disciplinas de Português (prova escrita e oral), Matemática e Estudo do Meio (provas escritas), Inglês (prova escrita e oral) e Expressões Artísticas e Físico-Motoras (prova escrita e prática).
Estas provas destinam-se à certificação das aprendizagens no final do ciclo. Sempre que exista uma prova final do ensino básico para a situação aplicável, essa prova substitui a prova de equivalência à frequência, nos termos do artigo 19.º do regime aplicável. As datas, o formato e as regras operacionais são os que constarem do regulamento anual de provas e exames em vigor; por isso, a escola deve confirmar o despacho normativo do respetivo ano.
A realização de provas de aferição é uma questão diferente: a DGE indica que os alunos em ensino doméstico podem realizá-las mediante requerimento, nos termos normativos.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Ensino Individual e Ensino Doméstico, certificação das aprendizagens , com a enumeração das provas do 1.º ciclo.
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Decreto-Lei n.º 70/2021 , regime aplicável ao ensino individual e doméstico, incluindo a certificação.
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Despacho Normativo n.º 3/2026 , regulamento geral aplicável aos anos abrangidos, sem prejuízo das alterações anuais.
Existe apoio financeiro para as escolas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Existe apoio financeiro para as escolas?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
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subcategory: "Projetos escolares"
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Existe apoio financeiro para as escolas?
Pode existir apoio financeiro para as escolas no âmbito de uma medida ou edição concreta, mas não há um direito geral e permanente a financiamento apenas por a escola o solicitar. Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, a informação e o regulamento do programa preveem apoio da E-REDES para despesas de formação e logística, dentro dos limites, condições, número de turmas e montantes definidos para essa edição.
A escola ou o agrupamento deve confirmar se participa na edição, se a candidatura ou adesão foi aprovada, quais as despesas elegíveis, os limites por escola e os documentos de suporte exigidos. O apoio está sujeito ao regulamento da iniciativa e à disponibilidade e processamento previstos, não podendo ser apresentado como financiamento automático para qualquer projeto escolar.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Academia Digital para Pais, 6.ª edição .
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Regulamento da 6.ª edição da Academia Digital para Pais , que define destinatários, despesas, limites e condições do apoio.
- A atribuição concreta depende da adesão aprovada, do regulamento da edição e da documentação apresentada pela escola.
O que se pretende com o PLNM?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "O que se pretende com o PLNM?"
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category: "Currículo e Qualificações"
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source: "EduQA"
subcategory: "PLNM"
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O que se pretende com o PLNM?
O Português Língua Não Materna (PLNM) pretende assegurar aos alunos cuja língua materna não é o português condições de aprendizagem da língua de escolarização, participação no currículo e integração na comunidade educativa. A resposta deve ser ajustada ao perfil linguístico e ao nível de proficiência do aluno, não sendo uma disciplina atribuída apenas pela nacionalidade.
A escola deve identificar a situação linguística, avaliar o nível de proficiência e organizar o apoio e o percurso de PLNM de acordo com a oferta educativa, as regras curriculares e os recursos disponíveis. A disciplina ou apoio de PLNM não elimina o direito do aluno a aprender as restantes componentes do currículo; procura permitir o acesso progressivo às aprendizagens e à avaliação.
No ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 estabelece transversalmente as regras da disciplina de PLNM nas ofertas educativas e formativas e revoga os anteriores artigos específicos das portarias das ofertas. Nos restantes níveis devem ser consultados os diplomas curriculares aplicáveis e as orientações da DGE.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março , regras de PLNM no ensino secundário.
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Decreto-Lei n.º 54/2018 , regime da educação inclusiva.
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Decreto-Lei n.º 55/2018 , organização curricular e avaliação, na redação atual.
Qual é o requisito mínimo de assiduidade nas ações de formação contínua?EduQA · Carreira e Formação
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title: "Qual é o requisito mínimo de assiduidade nas ações de formação contínua?"
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category: "Carreira e Formação"
updated_at: "2026-10-06"
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https://www.ccpfc.uminho.pt/documentacao/regulamentos-formacao-continua" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Formação contínua"
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Qual é o requisito mínimo de assiduidade nas ações de formação contínua?
Nas ações de formação contínua acreditadas para efeitos de progressão na carreira, o requisito mínimo geral de assiduidade é a frequência de, pelo menos, dois terços da duração da ação, nos termos do artigo 5.º do Despacho n.º 4595/2015. O cálculo deve ser feito sobre a duração total da ação e não apenas sobre o número de sessões a que o formando assistiu.
A assiduidade é apenas um dos requisitos: para obter a certificação, o formando tem também de cumprir as regras de avaliação e os demais critérios definidos para a ação e para a modalidade. O regulamento concreto pode prever procedimentos de controlo, atividades obrigatórias e condições adicionais compatíveis com o regime aplicável.
Quando a formação não for uma ação acreditada para progressão, o efeito da participação deve ser confirmado junto da entidade promotora; não se deve presumir que toda a participação gera créditos ou certificação CCPFC.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 4595/2015, artigo 5.º , regras de frequência e certificação da formação contínua.
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Decreto-Lei n.º 22/2014 , regime jurídico da formação contínua de professores.
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CCPFC — Regulamentos de Formação Contínua , para confirmar a modalidade e o regulamento aplicáveis.
Quais são as provas de ingresso exigidas para a candidatura?IES · Ensino Superior e Acesso
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title: "Quais são as provas de ingresso exigidas para a candidatura?"
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category: "Ensino Superior e Acesso"
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https://www.dges.gov.pt/pt/faq/condicoes-de-acesso-e-ingresso-no-ensino-superior" ;
source: "IES"
subcategory: "Provas de ingresso"
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Quais são as provas de ingresso exigidas para a candidatura?
As provas de ingresso dependem do par instituição/ciclo de estudos e da via de acesso. No concurso nacional de acesso, o candidato tem de realizar as provas de ingresso fixadas para esse par e apresentar a ficha ENES, além de cumprir as classificações mínimas e os restantes requisitos gerais e específicos.
Nos concursos especiais, regimes especiais ou concursos institucionais, podem existir regras diferentes, incluindo a aceitação de exames estrangeiros equivalentes, provas próprias da instituição, pré-requisitos ou requisitos especiais. Não é possível indicar uma lista única de disciplinas sem saber o curso, a instituição e o regime de candidatura.
A forma segura de responder é consultar a informação oficial da DGES e o guia geral ou regulamento da instituição para o ano de candidatura, confirmando as provas, códigos, classificações mínimas, pré-requisitos e prazos.
Base legal e fontes oficiais
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DGES — Condições de acesso e ingresso no ensino superior .
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DGES — Informação geral do concurso nacional .
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio , regulamento geral dos exames e provas de ingresso aplicável ao ano indicado, sem prejuízo das regras próprias de cada concurso.
Os CPR podem utilizar robótica educativa?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
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title: "Os CPR podem utilizar robótica educativa?"
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category: "Projetos e Programas Nacionais e Internacionais"
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https://erte.dge.mec.pt/cpr-clubes" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Programação e robótica"
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Os CPR podem utilizar robótica educativa?
Sim. Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) podem utilizar robótica educativa, desde que as atividades estejam enquadradas no projeto do clube, no plano de atividades da escola e nas orientações da DGE. A robótica pode ser usada para desenvolver programação, pensamento computacional, resolução de problemas, criatividade e trabalho colaborativo.
A utilização de robôs e kits não transforma o CPR numa disciplina obrigatória nem permite ignorar as regras de segurança, aquisição, inventário, proteção de dados e supervisão dos alunos. A escola deve definir objetivos, responsáveis, recursos, regras de utilização e articulação pedagógica adequados à idade e ao nível dos alunos.
A página oficial da DGE/ERTE identifica a rede de CPR e mostra que existem clubes com alunos de diferentes níveis de ensino; a oferta concreta depende do registo e do projeto de cada escola.
Base legal e fontes oficiais
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica , informação oficial sobre a rede e o registo dos CPR.
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DGE/ERTE — Referências dos CPR , sobre o potencial educativo da programação e da robótica.
- O enquadramento anual depende das orientações e do formulário de registo divulgados pela DGE para a respetiva edição.
Na educação pré-escolar existe apoio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) às famílias que optam pelo ensino particular e cooperativo?EduQA · Currículo e Qualificações
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title: "Na educação pré-escolar existe apoio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) às famílias que optam pelo ensino particular e cooperativo?"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-06"
position: "1395"
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https://www.dge.mec.pt/perguntas-frequentes-faq" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Educação pré-escolar"
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Na educação pré-escolar existe apoio do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) às famílias que optam pelo ensino particular e cooperativo?
Sim. O Ministério da Educação pode apoiar famílias, em particular as economicamente menos favorecidas, que escolham um estabelecimento de educação pré-escolar do ensino particular e cooperativo. Esse apoio é concretizado através de contratos de desenvolvimento da educação pré-escolar, na modalidade de apoio à família, celebrados com as entidades titulares dos estabelecimentos.
O apoio não significa que qualquer família ou qualquer estabelecimento tenha automaticamente direito a um pagamento. Depende da integração do estabelecimento no regime aplicável, do contrato, das condições da medida, dos rendimentos e dos procedimentos definidos para o respetivo ano. A família deve pedir informação ao estabelecimento e confirmar as condições e documentos exigidos.
A DGE distingue este apoio da gratuitidade da componente letiva na rede pública e na rede privada sem fins lucrativos. As atividades de animação e apoio à família têm regras de comparticipação próprias.
Base legal e fontes oficiais
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DGE — Perguntas Frequentes, FAQ 6 , sobre o apoio às famílias no ensino particular e cooperativo.
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Despacho n.º 17472/2001, de 20 de agosto , contratos de desenvolvimento da educação pré-escolar.
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Portaria n.º 64/2018, de 23 de janeiro , regras aplicáveis ao apoio e à componente de apoio à família.
Como deve ser emitida a Declaração de Compromissos a suportar nos anos económicos seguintes?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
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title: "Como deve ser emitida a Declaração de Compromissos a suportar nos anos económicos seguintes?"
repository: "AGSE"
category: "Sistemas Digitais e Plataformas"
updated_at: "2026-10-06"
position: "1396"
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https://suporte.igefe.mec.pt/balcao_digital_educacao?id=kb_article_view&sys_kb_id=c837c52bc3710b1074bc59aeb0013162" ;
source: "AGSE"
subcategory: "Gestão financeira"
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Como deve ser emitida a Declaração de Compromissos a suportar nos anos económicos seguintes?
A Declaração de Compromissos a suportar em anos económicos seguintes é emitida no âmbito do registo da despesa plurianual no sistema financeiro ou plataforma indicada pelo IGeFE. Depois de a escola ou entidade preencher o compromisso e os elementos plurianuais exigidos, a plataforma gera o documento ou declaração correspondente para validação e assinatura pela entidade ou responsável com competência.
A declaração não substitui a autorização da despesa, o cabimento, o compromisso, a autorização plurianual ou os restantes registos exigidos. A escola deve confirmar a competência do responsável, o número do compromisso, os anos e montantes, o procedimento de contratação quando exista e a documentação que deve ficar no processo.
Se a plataforma não permitir a emissão, ou se o caso não se enquadrar no fluxo normal, deve ser seguido o procedimento de suporte do IGeFE; não é seguro criar uma declaração manual com campos diferentes dos exigidos pelo sistema.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — artigo de suporte relativo à Declaração de Compromissos , procedimento operacional.
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Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro — LCPA , designadamente as regras de autorização e compromissos plurianuais.
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Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho , regulamentação da LCPA e registo dos compromissos plurianuais.
O que é a educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
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knowledge_id: "KB0010987"
title: "O que é a educação pré-escolar?"
repository: "EduQA"
category: "Currículo e Qualificações"
updated_at: "2026-10-06"
position: "1397"
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https://www.dge.mec.pt/educacao-de-infancia" ;
source: "EduQA"
subcategory: "Educação pré-escolar"
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O que é a educação pré-escolar?
A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida. Destina-se, em regra, às crianças entre os 3 anos e a idade de ingresso no ensino básico e é complementar da ação educativa da família. A frequência é facultativa, sem prejuízo da universalidade da oferta nos termos legais.
A educação pré-escolar integra uma componente letiva, de cinco horas diárias, orientada por um educador de infância, e pode incluir atividades de animação e de apoio à família. O currículo é construído e gerido com referência às Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, que não são um programa organizado por disciplinas nem uma lista rígida de metas por idade.
A Rede Nacional de Educação Pré-Escolar inclui a rede pública e a rede privada, com ou sem fins lucrativos, nos termos do enquadramento legal aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro , Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar.
-
DGE — Educação de Infância .
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DGE — Perguntas Frequentes sobre educação pré-escolar , incluindo frequência, componentes e organização.
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Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho , Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.
O limite de três viagens financiadas aplica-se também às viagens iniciais (ida) e finais (regresso)?AGSE · Administração e Gestão Escolar
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title: "O limite de três viagens financiadas aplica-se também às viagens iniciais (ida) e finais (regresso)?"
repository: "AGSE"
category: "Administração e Gestão Escolar"
updated_at: "2026-10-06"
position: "1398"
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https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/78-2025-917593145" ;
source: "AGSE"
subcategory: "EPERP"
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O limite de três viagens financiadas aplica-se também às viagens iniciais (ida) e finais (regresso)?
Não. O limite de três viagens financiadas refere-se às viagens anuais previstas no regime aplicável aos docentes abrangidos pelo Estatuto do Ensino Particular e Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPERP); não absorve automaticamente as viagens iniciais de ida nem as viagens finais de regresso.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 distingue as viagens de instalação ou regresso das viagens anuais de deslocação ao país de origem. Assim, o limite de três deve ser aplicado apenas à modalidade de viagens a que a norma expressamente se refere. A existência, o número e as condições de financiamento da viagem inicial e final dependem do vínculo, do país, do tipo de colocação e dos requisitos documentais do regime.
A escola ou entidade deve verificar o contrato, a situação do docente, a autorização e os documentos exigidos antes de processar a despesa. Não é seguro transformar a regra das três viagens anuais numa resposta geral para todas as deslocações.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio , regime aplicável às garantias e deslocações no EPERP.
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro , regime concursal das escolas portuguesas no estrangeiro.
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Despacho n.º 7654/2025 , regras operacionais aplicáveis às deslocações e apoios, na parte relevante.
Onde encontrar atividades e materiais para trabalhar com alunos?RBE/DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As atividades e os materiais devem ser procurados em fontes oficiais adequadas ao nível de ensino e ao tema. A **Rede de Bibliotecas Escolares (RBE)** disponibiliza uma área de recursos e propostas para apoiar o trabalho das bibliotecas e das escolas; a **Direção-Geral da Educação (DGE)** mantém também o portal «Apoio às Escolas» e páginas curriculares com recursos por disciplina e nível.
Não existe uma lista única, obrigatória e permanentemente completa para todas as escolas. A escolha do material deve respeitar o currículo, o projeto educativo, os direitos de autor e as orientações da entidade responsável pelo recurso. Convém confirmar sempre se o material é atual, se é adequado aos alunos e se a página oficial indica condições próprias de utilização.
Fontes oficiais
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RBE — Recursos .
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DGE — Apoio às Escolas .
Estas páginas são pontos de partida institucionais; a disponibilidade concreta de uma atividade, recurso ou licença pode mudar.
No ensino secundário existem adaptações ao processo de avaliação externa que carecem de autorização do JNE?JNE/DGE · Inclusão
Sim. No ensino secundário, algumas adaptações ao processo de avaliação externa não ficam decididas apenas pela escola e dependem de autorização do **Júri Nacional de Exames (JNE)**, nos termos da regulamentação aplicável às provas e exames.
O procedimento não é automático: a escola deve identificar as necessidades do aluno, fundamentar a proposta com base no seu processo e nas medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, e submetê-la pela forma e dentro dos prazos definidos pelo JNE. Outras adaptações podem ser autorizadas pelo diretor, quando a legislação e o regulamento anual assim o determinarem. Por isso, não se deve afirmar que todas as adaptações exigem JNE nem que nenhuma exige.
Base legal e procedimento
- O artigo 28.º do **Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho**, na redação atual, enquadra as adaptações ao processo de avaliação.
- O **Despacho Normativo n.º 3/2026**, que regulamenta as provas e exames dos anos letivos abrangidos, concretiza regras e competências para a avaliação externa.
- O **JNE** publica anualmente instruções, prazos e formulários operacionais.
A direção deve consultar o regulamento do ano da prova e conservar a fundamentação e a decisão no processo do aluno. A resposta concreta depende da adaptação pedida, da prova e da situação documentada do aluno.
Um aluno pode concluir o ensino secundário sem realizar com aproveitamento todas as disciplinas?DGE · Currículo e Qualificações
**Resposta direta: não, em regra.** A transição de ano com disciplinas não aprovadas não equivale à conclusão do ensino secundário.
Em regra, **não**. A conclusão exige a aprovação nas disciplinas que integram o plano curricular da oferta frequentada, segundo as regras próprias dessa oferta. Não basta transitar de ano: transição e conclusão do ensino secundário são momentos juridicamente diferentes.
Nos cursos científico-humanísticos, a conclusão depende de classificações finais iguais ou superiores a 10 valores em todas as disciplinas do plano curricular, incluindo as sujeitas e as não sujeitas a exame final nacional. Os exames nacionais só são exigidos nas disciplinas e situações previstas para o curso e para o ano terminal; não é correto afirmar, de forma geral, que todos os alunos têm sempre de realizar três exames.
As regras de transição podem permitir a passagem de ano com disciplinas não aprovadas em condições limitadas. Por exemplo, o artigo 39.º da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, regula condições de transição nos cursos científico-humanísticos, mas essa possibilidade não equivale à conclusão do secundário. Cursos profissionais, artísticos, com planos próprios e outras ofertas têm regras específicas de avaliação, aprovação e certificação.
Base legal e fonte oficial
- **Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho**, na redação atual, sobre currículo, avaliação e ofertas educativas.
- **Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto**, especialmente os artigos 38.º e 39.º, para os cursos científico-humanísticos.
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DGE — Perguntas frequentes do ensino secundário .
Para um caso concreto é indispensável identificar a oferta, o curso, o ano de escolaridade e as disciplinas em falta.
O que são os Desafios SeguraNet?SeguraNet/CNCS · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os **Desafios SeguraNet** são uma iniciativa de educação para a cidadania digital promovida no âmbito do projeto SeguraNet, coordenado pelo Centro Nacional de Cibersegurança. Propõem atividades e desafios para escolas, alunos, professores e famílias sobre utilização segura, responsável e crítica da Internet e das tecnologias digitais.
Os temas, destinatários, calendário, regras de participação e prémios podem variar de edição para edição. A escola deve consultar a página oficial da edição em causa e seguir o respetivo regulamento ou instruções de inscrição. A participação não substitui as medidas de segurança, privacidade e proteção de dados que a escola já tenha de aplicar por força da lei e das suas regras internas.
Fonte oficial
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — projeto de cidadania digital .
Sem a identificação da edição, não é seguro indicar datas, prémios ou requisitos específicos.
Existe um painel de jovens Líderes Digitais?SeguraNet/CNCS · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. O projeto SeguraNet promove a iniciativa **Líderes Digitais**, que envolve alunos como participantes e dinamizadores de mensagens e atividades de cidadania digital junto da comunidade escolar. A iniciativa pode incluir um painel ou comunidade de jovens, conforme a edição e as regras publicadas.
Os alunos e as escolas têm de cumprir as condições da edição concreta: níveis ou idades abrangidos, inscrição, atividades, autorizações e calendário. Não existe, apenas por se chamar «Líder Digital», um direito automático a integrar o painel nem uma composição fixa válida para todos os anos.
Fonte oficial
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SeguraNet — Líderes Digitais .
Para saber quem pode integrar o painel numa edição determinada, deve ser consultada a convocatória ou o regulamento publicado nessa página.
O que são os Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e para a Educação Especial (CRTIC) (2)?DGE · Inclusão
Os **Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação para a Educação Especial (CRTIC)** integram uma rede de apoio especializado à educação inclusiva. Avaliam necessidades relacionadas com produtos de apoio e tecnologias assistivas, colaboram com as escolas e apoiam a seleção, prescrição, utilização e acompanhamento das soluções adequadas ao aluno.
O CRTIC não substitui a decisão pedagógica da escola nem atribui automaticamente um equipamento. A escola deve caracterizar as barreiras e necessidades do aluno, articular com a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva e encaminhar o processo segundo os procedimentos do CRTIC competente. A solução depende da avaliação, dos produtos disponíveis e das regras de financiamento e atribuição aplicáveis.
Base legal e fonte oficial
- O **artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho**, enquadra os produtos de apoio e os recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão.
- O **Despacho n.º 5291/2015** enquadra a rede e o funcionamento dos CRTIC.
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DGE — CRTIC .
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DGE — Guia de funcionamento dos CRTIC .
A quem se destinam os Cursos com Planos Próprios?DGE · Currículo e Qualificações
Os **Cursos com Planos Próprios** são uma oferta do ensino secundário com uma matriz e um plano de estudos próprios, aprovados para uma escola ou estabelecimento de ensino concreto. Destinam-se a alunos que procuram um percurso formativo organizado de acordo com a proposta curricular autorizada para esse estabelecimento, podendo visar o prosseguimento de estudos, a inserção profissional ou, consoante o curso, uma dupla certificação.
Não é correto dizer que todos os Cursos com Planos Próprios têm exatamente a mesma duração, certificação ou componente de formação em contexto de trabalho. A natureza do curso, as disciplinas, as condições de acesso e a certificação resultam da portaria que o criou e das regras da escola. O aluno deve confirmar a oferta disponível, as vagas e a matriz do curso concreto.
Base legal e fontes oficiais
- O **artigo 6.º, n.º 4, alínea d), do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho**, inclui os cursos com planos próprios nas ofertas educativas e formativas do ensino secundário.
- Os cursos são criados e regulamentados por portaria própria, nos termos do regime aplicável; a **Portaria n.º 360/2019, de 8 de outubro**, é um exemplo desse regime.
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DGE — Cursos com Planos Próprios .
A avaliação dos alunos tem como referência curricular base as Aprendizagens Essenciais (AE)?DGE · Currículo e Qualificações
Sim. As **Aprendizagens Essenciais (AE)** constituem a referência curricular de base para a planificação, a realização e a avaliação do ensino e da aprendizagem, sem prejuízo do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, das matrizes curriculares e dos restantes documentos curriculares aplicáveis.
Isto não significa que a avaliação se reduza a uma lista de conteúdos ou que as AE eliminem a autonomia pedagógica. Os critérios de avaliação da escola devem concretizar as aprendizagens e competências a avaliar, respeitando o currículo da oferta, o nível de ensino e as regras legais da avaliação.
Base legal
- O **artigo 17.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho**, determina que as Aprendizagens Essenciais são a orientação curricular de base para a planificação, realização e avaliação.
- As portarias de avaliação das diferentes ofertas concretizam este princípio, designadamente a **Portaria n.º 223-A/2018**, a **Portaria n.º 226-A/2018** e a **Portaria n.º 235-A/2018**, nas matérias aplicáveis.
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DGE — legislação de autonomia e flexibilidade curricular .
Os estudantes de universidades europeias podem receber créditos ECTS por cursos sem atribuição de créditos frequentados em instituições dos EUA durante um período de estudos no estrangeiro?Erasmus+/Comissão Europeia · Ensino Superior
Podem pedir o reconhecimento, mas **não existe uma atribuição automática de ECTS** apenas porque a unidade curricular foi frequentada numa instituição dos EUA. A universidade europeia de origem tem de analisar os resultados de aprendizagem, o volume de trabalho, a avaliação e a compatibilidade com o plano de estudos. Quando a mobilidade é Erasmus+, essa previsão deve ser tratada no Learning Agreement e confirmada pelo Transcript of Records ou documento equivalente.
Se a instituição de destino não utiliza ECTS, a instituição europeia pode converter ou reconhecer o trabalho realizado através de uma correspondência documentada. A decisão compete à instituição de ensino superior segundo os seus regulamentos e os instrumentos de reconhecimento acordados; a ausência de ECTS no catálogo americano não impede por si só o pedido, mas também não garante o resultado.
Fonte oficial
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Comissão Europeia — European Credit Transfer and Accumulation System (ECTS) .
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Erasmus+ — reconhecimento da mobilidade .
O estudante deve contactar o coordenador de mobilidade ou os serviços académicos antes da partida e entregar os programas, carga horária, resultados de aprendizagem e avaliação.
Como é feito o posicionamento dos alunos em grupo de nível de PLNM?DGE · Currículo e Qualificações
O posicionamento deve resultar de um **diagnóstico das competências linguísticas e das necessidades do aluno**, realizado pela escola quando este ingressa no sistema educativo ou quando a disciplina de Português Língua Não Materna (PLNM) é considerada adequada. O diagnóstico deve atender ao perfil sociolinguístico e usar os descritores do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), bem como as orientações e instrumentos disponibilizados pela DGE.
No ensino secundário, a Portaria n.º 86/2025/1 prevê o nível zero e os níveis de iniciação (A1, A2), intermédio (B1, B2) e avançado (C1). A escola organiza os grupos de acordo com o nível e com as regras de constituição aplicáveis. A transição de nível não decorre automaticamente de uma classificação igual ou superior a 10 valores: depende da avaliação do progresso e, quando aplicável, de teste intermédio elaborado nos termos das orientações pedagógicas.
Nos ensinos básico e secundário devem ainda ser observadas as portarias da oferta frequentada e os documentos de posicionamento da DGE em vigor. Um teste isolado não deve substituir a análise global das competências oral e escrita e do percurso escolar.
Base legal e fontes oficiais
- **Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março**, artigo 2.º, n.os 2 a 5 e n.os 16 e 17, para o ensino secundário.
- **Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho**, na redação atual.
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DGE — PLNM .
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DGE — testes e documentos de posicionamento .
O curso de Consumidor Digital aborda que competências?DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O curso **Consumidor Digital** aborda competências para uma utilização consciente, crítica e segura de serviços e produtos no ambiente digital. Em função da edição e dos materiais adotados, podem ser trabalhados temas como pesquisa e comparação de informação, avaliação de ofertas e publicidade, compras e pagamentos digitais, proteção de dados e credenciais, segurança online, identificação de riscos e utilização responsável dos recursos.
Não deve ser apresentada uma lista fixa de módulos ou uma certificação sem confirmar a edição concreta. A designação do curso integra uma oferta formativa institucional, pelo que os conteúdos, destinatários, duração e forma de inscrição devem ser consultados na página oficial e no programa em vigor.
Fonte oficial
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DGE — Academia Digital para Pais .
As competências devem ser relacionadas com a cidadania digital e com a autonomia do participante, sem confundir a frequência deste curso com uma habilitação profissional ou um grau académico.
A que instituições de ensino superior se se pode candidatar através dos Regimes Especiais?DGES · Ensino Superior
A que instituições de ensino superior se pode candidatar através dos Regimes Especiais?
A candidatura pelos **Regimes Especiais de acesso ao ensino superior** só pode ser apresentada às instituições, ciclos de estudos e vagas abrangidos pelo regime e pelo calendário do ano em causa. A lista pode incluir instituições públicas e privadas, mas isso não significa que todos os ciclos de todas as instituições estejam disponíveis.
O candidato deve consultar a informação da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), verificar se pertence a um dos regimes especiais, confirmar os pares instituição/ciclo elegíveis, entregar a documentação exigida e respeitar prazos e regras próprios. A candidatura é tratada nos canais indicados pela DGES e pelas instituições, e a decisão de colocação depende das vagas e dos critérios legais aplicáveis.
Fonte oficial
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DGES — informação geral sobre os Regimes Especiais .
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DGES — calendário dos Regimes Especiais .
Como instituições e vagas podem mudar anualmente, não é seguro responder com uma lista definitiva sem indicar o ano e o regime do candidato.
Quais são os grupos de escolas no TEIP4 e o que significam?DGE/Diário da República · Administração e Gestão Escolar
O **Despacho n.º 7798/2023**, que cria o Programa TEIP4, estabelece dois grupos de escolas, definidos por região NUTS II:
- **Grupo 1 — escolas TEIP em desenvolvimento**;
- **Grupo 2 — escolas TEIP em transição**.
Os grupos correspondem a diferentes níveis de autonomia e acompanhamento. As escolas permanecem no grupo por três anos letivos; depois são analisados os resultados e a necessidade de manutenção no TEIP4 e/ou no grupo. Não são classificações gerais de qualidade das escolas nem significam, por si só, que um grupo de alunos seja melhor ou pior.
O mesmo despacho prevê reforço de crédito horário até quatro horas letivas semanais para escolas em desenvolvimento e até duas horas para escolas em transição, nos termos e limites do programa e dos normativos aplicáveis. A aplicação concreta depende da candidatura aprovada, do plano de ação e da organização autorizada.
Base legal
- **Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho**, artigo 4.º, n.os 2 e 3, e artigo 7.º, n.º 2, alínea a).
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Diário da República — Despacho n.º 7798/2023 .
Como escolher a ação mais adequada?Agência Nacional Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Num projeto Erasmus+, a ação deve ser escolhida a partir do objetivo institucional e do tipo de atividade que se pretende realizar, e não apenas pelo nome mais conhecido. A escola deve começar por definir o problema ou a necessidade, os participantes, os resultados esperados e a duração; depois deve comparar a candidatura com a tipologia, a elegibilidade, o orçamento e os critérios do convite anual.
Em termos gerais, as ações de mobilidade apoiam experiências de aprendizagem e desenvolvimento no estrangeiro; as ações de cooperação apoiam parcerias e resultados conjuntos; outras ações têm regras próprias. A candidatura só é elegível se cumprir o Guia do Programa e o aviso aplicável, incluindo entidade candidata, participantes, países, prazo e documentos.
Fonte oficial
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Agência Nacional Erasmus+ — tipologia de projetos .
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Erasmus+ — Programme Guide .
Quando houver dúvida entre duas ações, a escola deve pedir esclarecimento à Agência Nacional antes de submeter a candidatura. O apoio prévio não substitui a análise formal nem garante financiamento.
Todos os docentes podem usufruir da equiparação a bolseiro?Diário da República/DGAE · Carreira e Formação
Não. A equiparação a bolseiro não é um direito automático de todos os docentes. A **Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto**, aplica este regime aos docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário providos em lugar de quadro que exerçam funções em estabelecimentos públicos dependentes do Ministério da Educação, sem prejuízo dos demais requisitos, do contingente e do procedimento anual.
Entre os requisitos cumulativos do artigo 5.º estão, em termos gerais, ser detentor de lugar do quadro, ter menção igual ou superior a Bom na última avaliação do desempenho e possuir cinco anos de serviço ininterrupto no exercício efetivo de funções docentes em estabelecimento público dependente do Ministério da Educação. O pedido deve respeitar a modalidade, o prazo e a documentação definidos no procedimento aplicável, e a concessão depende de decisão competente e das vagas disponíveis.
O regime destina-se a estudos ou projetos relevantes para o desenvolvimento profissional nos termos da portaria. Um docente contratado, sem lugar do quadro, ou que não cumpra algum requisito não pode presumir que tem acesso ao estatuto.
Base legal
- **Artigo 110.º do Estatuto da Carreira Docente** e **Portaria n.º 841/2009**, em especial os artigos 1.º, 3.º, 5.º, 9.º e 10.º.
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Diário da República — Portaria n.º 841/2009 .
Como proceder quando é emitido um Documento Único de Cobrança (DUC) com determinado valor e o pagamento é efetuado por montante diferente?IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
O pagamento de um montante diferente não deve ser tratado como automaticamente regularizado. O DUC identifica uma dívida e um valor concretos; um pagamento inferior pode deixar saldo em dívida e um pagamento superior pode exigir imputação ou restituição, conforme as regras da entidade que emitiu o documento.
A escola ou o interessado deve conservar o DUC e o comprovativo bancário e contactar o serviço emissor indicado no próprio documento ou na plataforma. Deve pedir instruções para regularizar o saldo — por exemplo, pagamento complementar, emissão de novo DUC, imputação do excesso ou restituição — e indicar a referência, o número do DUC, o valor emitido, o valor pago e a data. Não se deve inventar um procedimento único para todos os DUC, porque a entidade responsável e a natureza da cobrança podem ser diferentes.
Fonte oficial
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IGeFE — Balcão Digital da Educação .
Até o serviço emissor confirmar a regularização, o documento deve ser considerado pendente pelo montante que aquele serviço indicar.
Onde e como posso encontrar escolas parceiras?ESEP/eTwinning · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Para encontrar escolas parceiras para projetos europeus, uma via oficial é a **European School Education Platform**, que integra o eTwinning. Depois de criar ou utilizar a conta EU Login e completar o perfil da escola ou do docente, é possível procurar parceiros, participar em fóruns e consultar projetos e oportunidades de colaboração.
A escola deve definir primeiro a faixa etária, disciplinas, objetivos, língua de trabalho, duração, país ou países pretendidos e forma de colaboração. O contacto encontrado na plataforma não substitui a validação da identidade, a análise do projeto, as autorizações internas, a proteção de dados ou as regras do programa de financiamento escolhido.
Fonte oficial
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European School Education Platform — eTwinning .
As funcionalidades, fóruns e regras podem ser atualizados pela plataforma; devem ser consultadas antes de iniciar um projeto ou partilhar dados de alunos.
Existe apoio técnico para a preparação de candidaturas?Agência Nacional Erasmus+ · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A Agência Nacional Erasmus+ disponibiliza sessões de informação e apoio, materiais, esclarecimentos e canais de contacto para ajudar as entidades a compreender o convite, a tipologia de ação, os critérios e o preenchimento da candidatura.
Esse apoio é explicativo e não equivale a uma pré-aprovação. A entidade candidata continua responsável por verificar a elegibilidade, construir o plano de trabalho, justificar o orçamento, anexar os documentos pedidos e submeter dentro do prazo. As sessões e os canais podem mudar entre convites, pelo que deve ser consultada a página do ano concreto.
Fonte oficial
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Agência Nacional Erasmus+ — sessões de apoio às candidaturas .
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Erasmus+ — candidaturas e projetos .
Qual é o papel da biblioteca na formação de cidadãos informados?RBE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A biblioteca escolar apoia a formação de leitores e de cidadãos capazes de procurar, compreender, avaliar e utilizar informação de forma crítica, ética e responsável. Pode desenvolver literacias da leitura, da informação, dos media e do digital, apoiar o currículo, promover a investigação e criar oportunidades de participação, diálogo e inclusão.
O trabalho deve ser articulado com os docentes, o projeto educativo e as necessidades dos alunos. A biblioteca não substitui a disciplina nem garante, por si só, a veracidade de todos os recursos: ensina estratégias para verificar autoria, atualidade, evidência, fontes, direitos de autor e proteção de dados.
Enquadramento e fonte oficial
- A **Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho**, enquadra funções do professor bibliotecário e a organização da biblioteca escolar.
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RBE — Aprender com a biblioteca escolar .
As atividades concretas devem ser definidas pela escola e pela biblioteca no respetivo plano de ação, em coerência com as orientações da RBE e os documentos da escola.
Que situações podem justificar o incumprimento sem penalização para o docente?Diário da República/AGSE · Administração e Gestão Escolar
Se a pergunta se refere ao período mínimo de permanência dos docentes colocados nas **Escolas Portuguesas no Estrangeiro da Rede Pública (EPERP)**, o incumprimento pode não produzir as consequências previstas quando resulte de motivo de força maior ou de facto não imputável ao docente. Não é uma dispensa genérica nem uma autorização automática: a situação tem de ser alegada, comprovada e apreciada à luz do regime aplicável.
O artigo 16.º, n.os 9 a 11, do Decreto-Lei n.º 48/2009, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 78/2025, identifica designadamente:
- acidente de trabalho;
- doença profissional;
- internamento hospitalar e tratamento ambulatório na sequência daquele;
- doença incapacitante do próprio que exija tratamento prolongado;
- instabilidade política ou social devidamente reconhecida pelo Estado Português.
Nessas situações, pode afastar-se a indemnização e a perda de determinados apoios previstos para o incumprimento, mas a consequência concreta depende do diploma aplicável à escola, do motivo, da prova e da decisão da entidade competente. Não se deve transportar esta lista para faltas ou contratos docentes comuns fora das EPERP.
Base legal
- **Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio**, artigo 4.º, que alterou o artigo 16.º do **Decreto-Lei n.º 48/2009**.
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Diário da República — Decreto-Lei n.º 78/2025 .
O docente deve comunicar a situação à escola e juntar os comprovativos exigidos pelo concurso, pelo contrato e pela entidade responsável.
Os alunos têm direito a produtos de apoio para acesso ao currículo?DGE/IGeFE · Inclusão
Sim, quando esses produtos sejam adequados e necessários para garantir o acesso e a participação do aluno no currículo. O direito não significa que qualquer produto possa ser pedido ou atribuído automaticamente: a necessidade tem de ser identificada e avaliada no contexto das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
O procedimento é, em regra, o seguinte:
1. A necessidade pode ser sinalizada pelos pais ou encarregados de educação, pelos docentes ou por outros serviços, sendo apresentada ao diretor com a fundamentação e a documentação relevante.
2. A equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva avalia a situação e, quando estejam em causa medidas seletivas ou adicionais, fundamenta-as no relatório técnico-pedagógico.
3. Quando aplicável, o programa educativo individual deve identificar os produtos de apoio adequados e necessários para o acesso e a participação no currículo.
4. Os CRTIC, a pedido da escola, avaliam as necessidades do aluno para efeitos de atribuição de produtos de apoio de acesso ao currículo.
O Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, qualifica os CRTIC como a rede nacional de centros prescritores de produtos de apoio do Ministério da Educação e estabelece que o acesso a esses produtos é um direito dos alunos garantido pela Rede Nacional de CRTIC. A atribuição concreta depende da avaliação da necessidade, da solução tecnicamente adequada e dos procedimentos de prescrição e financiamento aplicáveis.
Não se deve confundir este direito com a atribuição automática de equipamento pela escola, nem concluir, sem avaliação, que um determinado produto é obrigatório num caso individual.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigos 17.º, 20.º, 21.º e 24.º .
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Decreto-Lei n.º 93/2009, de 16 de abril — Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio .
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DGE — Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação .
Em caso concreto, a escola deve consultar o CRTIC competente e verificar a documentação do aluno e o relatório técnico-pedagógico ou programa educativo individual, quando aplicável.
Em que consiste a avaliação interna?DGE/IGeFE · Currículo e Qualificações
A avaliação interna das aprendizagens compreende as modalidades formativa e sumativa. É realizada pela escola ao longo do processo de ensino e aprendizagem e não se confunde com a avaliação externa, como provas e exames nacionais.
A avaliação formativa tem caráter contínuo e sistemático. Serve para recolher informação sobre o que os alunos estão a aprender, regular o ensino, identificar dificuldades e ajustar estratégias e medidas pedagógicas. Deve recorrer a procedimentos, técnicas e instrumentos diversificados e adequados às aprendizagens, aos alunos e às circunstâncias.
A avaliação sumativa traduz um juízo global sobre as aprendizagens desenvolvidas. Permite informar os alunos e os encarregados de educação e, nos momentos legalmente previstos, tomar decisões sobre o percurso escolar, a progressão, a transição, a aprovação e a certificação.
No regime dos cursos científico-humanísticos, a avaliação interna é da responsabilidade dos professores e dos órgãos de administração, gestão, coordenação e supervisão pedagógica. Os critérios de avaliação são definidos pelo conselho pedagógico e operacionalizados pelo conselho de turma; a classificação de cada disciplina é proposta pelo respetivo professor e a decisão final cabe ao conselho de turma nos termos da regulamentação aplicável.
Assim, a avaliação interna não é apenas uma média de testes. Deve basear-se nos critérios de avaliação da escola, nos documentos curriculares, na diversidade de evidências e na evolução das aprendizagens, envolvendo também os alunos num processo de autorregulação.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual — avaliação das aprendizagens .
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, na redação atual — artigos 20.º a 25.º e 38.º .
Os procedimentos concretos, instrumentos e momentos de registo devem ainda respeitar os critérios de avaliação e os documentos aprovados pela escola.
Quem não é considerado Estudante Internacional?DGES/Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
Para efeitos do Estatuto do Estudante Internacional, considera-se estudante internacional quem não tem nacionalidade portuguesa, mas o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 62/2018, prevê várias exclusões.
Não são abrangidos por esse estatuto, designadamente:
- os nacionais de um Estado-Membro da União Europeia;
- os familiares de cidadãos portugueses ou de nacionais de um Estado-Membro da União Europeia, independentemente da sua nacionalidade;
- os nacionais de países terceiros, não abrangidos pela alínea anterior, que residam legalmente em Portugal há mais de dois anos, de forma ininterrupta, em 1 de janeiro do ano em que pretendem ingressar no ensino superior, bem como os filhos que com eles residam legalmente;
- os beneficiários, em 1 de janeiro desse ano, do estatuto de igualdade de direitos e deveres atribuído ao abrigo de tratado internacional;
- os estudantes que requeiram o ingresso através dos regimes especiais de acesso e ingresso previstos no diploma aplicável;
- os estudantes estrangeiros que frequentem uma instituição de ensino superior portuguesa ao abrigo de um programa de mobilidade internacional para realizar apenas parte de um ciclo de estudos de uma instituição estrangeira com acordo de intercâmbio.
O tempo de residência com autorização de residência para estudo não releva para o prazo de residência previsto na alínea relativa aos dois anos. A aplicação a um caso concreto depende da situação existente na data legalmente relevante e dos documentos apresentados à instituição de ensino superior.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, republicado e alterado pelo Decreto-Lei n.º 62/2018 — artigo 3.º .
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DGES — informação sobre o Estatuto do Estudante Internacional .
Esta resposta trata apenas da qualificação como estudante internacional para o acesso e ingresso; regras próprias da instituição e alterações legislativas posteriores devem ser confirmadas no ano da candidatura.
Nos casos em que as verbas sejam provenientes de parcerias e/ou acordos com organismos ou escolas estrangeiras, qual a fonte de financiamento a utilizar?AGSE/IGeFE · Sistemas Digitais e Plataformas
De acordo com a orientação da AGSE disponibilizada no Balcão Digital da Educação, quando as verbas sejam recebidas no âmbito de parcerias ou acordos com organismos ou escolas estrangeiras, no contexto de projetos do Programa Erasmus+, deve ser utilizada a fonte de financiamento **FF513 — Receitas Próprias do Ano — com possibilidade de transição**.
Esta indicação é uma orientação de classificação e execução financeira para o contexto descrito. Não deve ser generalizada a qualquer verba estrangeira ou a qualquer projeto sem confirmar a natureza da receita, o acordo ou contrato de financiamento, o projeto aprovado e as instruções financeiras aplicáveis à respetiva operação.
Antes do registo, a escola deve confirmar no processo do projeto a origem da verba, o instrumento que a suporta e a correspondência da fonte de financiamento no sistema financeiro utilizado. Em caso de divergência entre a operação concreta e a situação descrita na FAQ, deve ser pedida validação à AGSE ou ao serviço financeiro competente.
Fonte oficial
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AGSE/IGeFE — Balcão Digital da Educação, FAQ sobre fontes de financiamento .
Não foi encontrada, para esta pergunta específica, uma norma legal geral que transforme a FF513 numa regra para todas as receitas de origem estrangeira; a resposta baseia-se na orientação oficial da AGSE para o caso Erasmus+ indicado.
Na educação pré-escolar, as atividades e projetos são organizados por idades?DGE/IGeFE · Currículo e Qualificações
Não como regra rígida. Na educação pré-escolar, as aprendizagens e os projetos devem ser planeados tendo em conta o grupo e cada criança, as suas características, interesses, necessidades, experiências e contexto, e não através de metas fixas que todas as crianças de 3, 4 ou 5 anos tenham de cumprir exatamente da mesma forma.
As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) apresentam referências para construir e gerir o currículo e sublinham uma visão holística do desenvolvimento e da aprendizagem. As referências de desenvolvimento por idade não devem ser tratadas como etapas predeterminadas e imutáveis.
Isso não impede que o educador organize atividades diferenciadas, agrupe crianças temporariamente ou adapte propostas em função da idade e do nível de desenvolvimento. Significa que essa organização deve resultar de uma decisão pedagógica fundamentada, flexível e adequada às crianças, e não de uma separação obrigatória de todas as atividades por idade.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 9180/2016, de 19 de julho — homologação das OCEPE .
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DGE — FAQ sobre as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
As OCEPE são referenciais comuns e obrigatórios para a rede nacional, mas não funcionam como um programa anual organizado por idades cronológicas.
Posso partilhar publicações para o Facebook da Rede de Clubes Ciência Viva na Escola?DGE/IGeFE · Currículo e Qualificações
Sim. A orientação disponibilizada para a Rede de Clubes Ciência Viva na Escola indica que a publicação pretendida deve ser enviada por mensagem através do Messenger da Rede, para apreciação e eventual partilha na página.
O envio não garante a publicação: a Rede pode verificar a adequação da publicação, o seu enquadramento nas atividades dos clubes e os elementos que a acompanham. A escola deve enviar informação verdadeira e suficiente sobre a atividade e conservar os direitos de utilização dos textos, imagens e restantes materiais.
Quando a publicação identificar alunos ou incluir fotografias, vídeos ou outros dados pessoais, a escola deve ainda confirmar a existência de base de licitude, as autorizações ou outros pressupostos aplicáveis e o cumprimento das regras de proteção de dados. A partilha para a Rede não substitui essas verificações.
Fonte oficial e enquadramento
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Rede de Clubes Ciência Viva na Escola .
-
Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados — Regulamento (UE) 2016/679, artigos 5.º e 6.º .
A resposta à pergunta operacional é, portanto, enviar a publicação pelo Messenger da Rede; a decisão de publicação e a responsabilidade pela licitude do conteúdo são questões distintas.
Qual é a legislação que regulamenta os Cursos Científico-Humanísticos?DGE/Diário da República · Currículo e Qualificações
O enquadramento principal dos Cursos Científico-Humanísticos resulta de dois diplomas:
- o **Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho**, na redação atual, que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário, os princípios de conceção, operacionalização e avaliação das aprendizagens e as matrizes curriculares-base;
- a **Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto**, na redação atual, que regulamenta os cursos científico-humanísticos, designadamente Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades e Artes Visuais, e define regras de currículo, avaliação e certificação.
A aplicação deve ser feita com a redação atual dos diplomas e com as alterações posteriores, incluindo as alterações à Portaria n.º 226-A/2018 que adequaram o regime ao modelo de conclusão dos cursos científico-humanísticos. Para um caso concreto é necessário identificar o curso, o ano de escolaridade, o plano curricular e o ano letivo, porque podem aplicar-se normas transitórias, regras de exames e despachos anuais.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho .
-
Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto .
Não é correto tratar uma circular, uma FAQ ou um despacho anual como substituto destes diplomas estruturantes; esses atos apenas concretizam matérias específicas ou de determinado ano.
Onde posso consultar o Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua?CCPFC/IGeFE · Carreira e Formação
O regulamento deve ser consultado no sítio oficial do **Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)**, na área de documentação relativa à formação contínua:
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Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua — CCPFC .
Na mesma área podem ser consultados os regulamentos e documentos relativos às diferentes modalidades e aos processos de acreditação. A página do CCPFC indica que o regulamento de modalidades publicado em 2026 entrou em vigor em 1 de março de 2026; por isso, deve ser usada a versão que esteja identificada como vigente no sítio oficial e não uma cópia antiga guardada localmente.
O enquadramento legal geral é o **Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro**, que aprovou o regime jurídico da formação contínua de professores, na redação conferida, entre outros diplomas, pelo **Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro**. O regulamento do CCPFC concretiza as regras de acreditação, não substituindo o decreto-lei.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro .
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CCPFC — Regulamento de Acreditação das Modalidades de Formação Contínua .
É exigível habilitação específica para a recondução do diretor?AGSE/Diário da República · Administração e Gestão Escolar
Não resulta do artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, uma exigência de habilitação específica nova ou superior como condição autónoma da recondução do diretor em exercício.
A recondução é deliberada pelo conselho geral até 60 dias antes do termo do mandato e exige maioria absoluta dos membros em efetividade de funções. Não é permitida a recondução para um terceiro mandato consecutivo. Se a recondução não for aprovada ou não puder ocorrer, deve ser aberto procedimento concursal para nova eleição.
A habilitação específica para o exercício do cargo integra os requisitos de candidatura ao procedimento de eleição previstos no artigo 21.º, n.º 3, do mesmo decreto-lei. Esses requisitos não devem ser transformados numa nova verificação integral ou numa exigência superveniente apenas porque o conselho geral aprecia a recondução de um diretor já eleito.
Assim, a resposta é não para uma habilitação específica adicional ou superveniente. Se houver um novo procedimento concursal, os candidatos terão de cumprir os requisitos legais desse procedimento, incluindo os do artigo 21.º, n.º 3.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual — artigos 21.º, n.º 3, e 25.º .
A competência do conselho geral deve ser exercida dentro destes limites e de acordo com os prazos e maiorias legais.
A conectividade à internet é um fator crítico para a utilização das aplicações escolares em cloud?IGeFE/AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. A conectividade é um fator técnico crítico: as aplicações cloud dependem do acesso à rede para autenticação, consulta, introdução e sincronização de dados. Uma ligação instável ou sem capacidade suficiente pode provocar indisponibilidade, lentidão, falhas de sincronização e dificuldades no apoio a alunos, docentes e serviços administrativos.
A avaliação deve ser feita em cada agrupamento e estabelecimento, considerando, pelo menos, a cobertura das instalações, largura de banda, latência, estabilidade, capacidade nos períodos de maior utilização, redundância, rede sem fios, segurança, autenticação e existência de procedimentos de continuidade quando a ligação falha.
Esta resposta descreve uma condição técnica da adoção cloud. Não significa que exista um valor único de velocidade imposto por esta FAQ nem que a conectividade, por si só, determine juridicamente a escolha de uma aplicação. Os requisitos concretos devem ser confirmados para o serviço e para a arquitetura aprovados pelo IGeFE ou pela entidade responsável.
Fonte oficial e enquadramento
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IGeFE — Transição digital na Educação .
O IGeFE enquadra a conectividade de qualidade como uma condição da transição digital da educação. Antes de migrar uma aplicação, a escola deve avaliar a rede local e comunicar falhas pelos canais técnicos definidos.
A estratégia de adoção cloud deve ser igual para todos os Agrupamentos de Escolas?IGeFE/AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não. Deve existir uma orientação e uma arquitetura comuns quando definidas pelo Ministério ou pelo IGeFE, mas a execução tem de considerar a realidade de cada agrupamento: aplicações existentes, dimensão e dispersão dos estabelecimentos, conectividade, equipamentos, perfis de utilizador, necessidades de interoperabilidade, capacidade de suporte, segurança e continuidade do serviço.
Uma estratégia local deve, por isso, começar por um levantamento dos serviços e dados, identificar dependências, avaliar riscos, planear a migração, preparar os utilizadores e definir procedimentos de suporte e recuperação. A adoção não deve ser feita apenas porque uma solução é cloud, nem deve reproduzir o mesmo calendário ou sequência em escolas com condições diferentes.
Não foi identificada uma norma legal geral que imponha uma estratégia técnica idêntica a todos os agrupamentos. As exigências concretas dependem das orientações, contratos, serviços e projetos digitais oficiais aplicáveis. A escola deve respeitar os requisitos nacionais de segurança, proteção de dados, interoperabilidade e continuidade e documentar as decisões que tomar.
Fonte oficial
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IGeFE — Transição digital na Educação .
O princípio adequado é uma governação comum com implementação proporcional e adaptada ao contexto, não vinte estratégias incompatíveis nem uma solução obrigatoriamente igual em qualquer escola.
Que certificação é obtida com a conclusão de um Curso Artístico Especializado de nível básico?DGE/Diário da República · Currículo e Qualificações
A conclusão de um curso artístico especializado de nível básico é certificada pela escola competente através do diploma e do certificado previstos para a conclusão do ensino básico. O certificado discrimina as disciplinas e as classificações finais e, quando aplicável, as classificações das provas finais.
Nos cursos básicos de Dança, Música e Canto Gregoriano, a conclusão do curso artístico especializado exige nível igual ou superior a 3 em todas as disciplinas da componente de formação artística especializada. Nos regimes integrado ou articulado, a certificação da conclusão do ensino básico pode, contudo, ocorrer independentemente da conclusão dessas disciplinas; isso não equivale necessariamente à conclusão do curso artístico especializado enquanto tal.
Nos cursos básicos de Música ou Canto Gregoriano em regime supletivo, o diploma e certificado do curso artístico especializado dependem do aproveitamento em todas as disciplinas da componente artística e da comprovação da certificação do 9.º ano.
A conclusão do ensino básico geral e dos cursos artísticos especializados abrangidos pela Portaria n.º 223-A/2018 confere o nível 2 do Quadro Nacional de Qualificações. O regime foi posteriormente alargado ao curso básico de Teatro pela Portaria n.º 65/2022, devendo a escola verificar a modalidade e a regulamentação aplicáveis à edição frequentada.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual — artigos 42.º a 44.º .
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Portaria n.º 65/2022, de 1 de fevereiro .
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Portaria n.º 782/2009, de 23 de julho — Quadro Nacional de Qualificações .
Como são fixadas as vagas para o concurso dos Regimes Especiais?DGES/Diário da República · Acesso ao Ensino Superior
As vagas para admissão através dos regimes especiais de acesso e ingresso são fixadas anualmente por despacho do membro do Governo responsável pela área do ensino superior, dentro dos limites previstos na legislação aplicável.
A regra geral divulgada pela DGES é que a fixação pode ir até 5 % do número máximo de admissões de cada ciclo de estudos. O despacho anual pode estabelecer orientações, limites, regras de distribuição, prioridades e condições específicas para o respetivo ano letivo. Por isso, o limite de 5 % não permite calcular sozinho o número final de vagas de cada curso.
As instituições de ensino superior comunicam e publicitam as vagas nos termos dos procedimentos definidos para o ano em causa. O candidato deve consultar a tabela anual da DGES e o aviso ou regulamento do regime especial concreto, porque os regimes, destinatários, documentos e prazos não são todos iguais.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho — regimes especiais de acesso e ingresso .
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DGES — Informação geral sobre Regimes Especiais .
- Para o ano letivo 2026-2027, consultar também o
Despacho n.º 14616-D/2025, de 9 de dezembro , sem substituir a consulta da tabela de vagas publicada pela DGES.
Que conteúdos devem ser incluídos nas notícias para publicação nos boletins?DGE/IGeFE · Currículo e Qualificações
As notícias destinadas aos boletins dos Clubes Europeus devem estar relacionadas com atividades do Clube Europeu e dos seus membros. Devem explicar de forma concreta qual foi o papel do clube e dos alunos na atividade ou no evento, por exemplo, se organizaram, participaram, apresentaram trabalhos, colaboraram com parceiros ou divulgaram os objetivos do projeto.
Uma notícia útil deve identificar, de forma clara e factual, a atividade, o contexto, a participação dos alunos e os resultados ou aprendizagens relevantes. O texto não deve ser uma notícia genérica da escola sem ligação demonstrada ao Clube Europeu.
Antes do envio, a escola deve confirmar as regras editoriais e o formato indicados pela entidade responsável pelo boletim e rever nomes, datas, imagens, ligações e direitos de utilização. Se forem identificáveis alunos, devem ser respeitadas as regras de proteção de dados e as autorizações ou fundamentos legais aplicáveis.
Fonte e enquadramento
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Rede dos Clubes Europeus — DGE .
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Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados — Regulamento (UE) 2016/679 .
A lista exata de campos ou limite de caracteres pode variar entre edições do boletim. Quando a pergunta se referir a uma edição concreta, devem ser consultadas as instruções dessa edição.
Como pode uma escola inscrever alunos na iniciativa?SeguraNet/DGE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Se a pergunta se refere à iniciativa **Líderes Digitais** do SeguraNet, a inscrição é feita pelo professor responsável através do formulário de registo disponibilizado para a edição em vigor.
O professor deve:
1. consultar a página da edição e o documento orientador;
2. verificar se a escola e os alunos reúnem as condições e idades ou categorias previstas;
3. preencher o formulário no prazo indicado, escolhendo a categoria aplicável;
4. acompanhar os alunos nas atividades e ações de sensibilização previstas pela iniciativa.
Os procedimentos, prazos, categorias e formulários podem mudar de edição para edição. Assim, uma resposta não deve indicar um formulário ou prazo antigo como se fosse permanente. A iniciativa pressupõe que os alunos sejam acompanhados por um professor e promovam ações de sensibilização dirigidas à comunidade educativa.
Fonte oficial
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SeguraNet — lançamento da 11.ª edição da iniciativa Líderes Digitais .
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SeguraNet — atividades de cidadania digital .
Se “a iniciativa” se referir a outro projeto, é necessário indicar o seu nome: o formulário e as regras são próprios de cada iniciativa.
O que é a Ficha ENES?DGES · Acesso ao Ensino Superior
A Ficha ENES — Exames Nacionais do Ensino Secundário — é o documento utilizado para a candidatura ao ensino superior. Contém, designadamente, informação sobre as provas de ingresso válidas e sobre a conclusão e classificação do ensino secundário nas fases de acesso aplicáveis.
A ficha é pedida na escola onde o aluno realizou os exames finais nacionais, depois da afixação das pautas, nos termos do guia e dos prazos do ano em causa. Quem não pretende realizar exames no ano, mas precisa de uma Ficha ENES para se candidatar com provas de ingresso válidas de anos anteriores, deve seguir o procedimento de pedido indicado pela DGES e pela plataforma de inscrição aplicável.
A Ficha ENES contém também um código de ativação necessário para validar o passo relativo às notas do secundário na candidatura online ao concurso nacional. Esse código não é a senha de acesso à candidatura.
Se houver alteração de classificações após reapreciação ou reclamação, o candidato deve pedir uma nova ficha à escola, devolvendo a anterior quando tal for exigido. Dados incorretos devem ser corrigidos junto da escola emissora.
Fonte oficial
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DGES — Perguntas frequentes: O que é a Ficha ENES? .
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DGES — Guia Geral de Exames .
Os prazos e o ano da ficha são anuais. Deve ser consultada a versão do Guia Geral de Exames correspondente ao ano da candidatura.
O que é um jardim de infância?DGE/IGeFE · Currículo e Qualificações
Um jardim de infância é um estabelecimento de educação pré-escolar. A educação pré-escolar constitui a primeira etapa da educação básica, é complementar da ação educativa da família e destina-se a crianças desde os 3 anos até à idade de ingresso no ensino básico.
Nos termos da Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar, a educação pré-escolar é facultativa. O estabelecimento proporciona atividades educativas e, conforme a organização da rede e da resposta, atividades de apoio à família.
O jardim de infância pode funcionar autonomamente ou estar associado a uma escola básica. O Decreto-Lei n.º 147/97 estabelece o ordenamento da rede nacional, regras de organização e funcionamento e a articulação entre as componentes educativa e de apoio à família.
Não é rigoroso definir sempre o jardim de infância como um estabelecimento apenas para crianças de 3 a 6 anos: a lei usa como limite a idade de ingresso no ensino básico, que deve ser considerada no caso concreto.
Base legal
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar, artigos 2.º e 3.º .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
Como é determinada a vulnerabilidade social para efeitos do TEIP4?DGE/IGeFE · Administração e Gestão Escolar
Para o TEIP4, o requisito da vulnerabilidade social é determinado por região, com base em dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e em três variáveis sociais previstas no artigo 4.º, n.º 1, do Despacho n.º 7798/2023:
- percentagem de alunos beneficiários da ação social escolar;
- percentagem de alunos cujas mães têm escolaridade inferior ao 12.º ano;
- percentagem de alunos migrantes.
O despacho prevê a análise por cada uma das cinco regiões geográficas de Portugal continental (NUTS II), com grupos de escolas e diferentes níveis de autonomia e acompanhamento. A vulnerabilidade não é, portanto, uma classificação livre feita pela escola apenas com base numa perceção local, nem resulta de uma única variável.
A integração no TEIP4 depende do procedimento previsto no despacho, incluindo a identificação das escolas e, quando aplicável, candidatura nos termos do aviso da Direção-Geral da Educação. Para saber se uma escola concreta integra o programa, é necessário consultar as listas e atos oficiais do respetivo ciclo.
Base legal
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho — artigo 4.º, n.º 1, e regime TEIP4 .
Os encarregados de educação podem solicitar a revisão do Relatório Técnico- Pedagógico (RTP)?DGE/IGeFE · Inclusão
Os encarregados de educação podem solicitar a revisão do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?
Sim. Os pais ou encarregados de educação têm o direito de participar na elaboração e na avaliação do relatório técnico-pedagógico (RTP) e podem solicitar a sua revisão. O mesmo direito de solicitar revisão existe relativamente ao programa educativo individual (PEI) e ao plano individual de transição (PIT), quando sejam aplicáveis.
O pedido deve ser apresentado à escola, de preferência por escrito, identificando o aluno, o documento a rever e as razões concretas que justificam a revisão. A escola deve apreciar o pedido no âmbito do regime de educação inclusiva, ouvindo os intervenientes que devam participar e atualizando a documentação e as medidas quando a avaliação o justifique.
O pedido de revisão não significa que os encarregados de educação possam alterar unilateralmente o RTP. A elaboração e revisão são realizadas com participação da equipa multidisciplinar e dos responsáveis educativos; quando o RTP propõe medidas seletivas ou adicionais, aplicam-se as regras de aprovação pelos pais ou encarregados de educação e de homologação pelo diretor previstas nos artigos 21.º e 22.º.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigo 4.º, n.º 2, alínea c), e artigos 20.º a 22.º .
O relatório técnico-pedagógico integra o processo individual do aluno e está sujeito a confidencialidade e às regras de proteção de dados.
Quem deve frequentar a formação associada às aplicações cloud?IGeFE/AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Devem frequentar a formação os profissionais que utilizem ou administrem as aplicações abrangidas pelo processo de migração cloud, de acordo com o seu perfil de utilização e com o plano de formação definido para o serviço.
Isso pode incluir docentes, pessoal não docente, dirigentes, equipas administrativas, responsáveis técnicos e outros utilizadores que precisem de aceder à aplicação. A formação deve ser ajustada às funções: um utilizador final não precisa necessariamente da mesma formação que um administrador ou que quem trata dados e presta suporte.
Não resulta da pergunta nem da orientação geral uma obrigação automática de colocar todos os trabalhadores da escola na mesma formação, independentemente de utilizarem a aplicação. A escola deve consultar a convocatória, o plano de migração e os requisitos do serviço concreto, garantir que os utilizadores recebem formação antes de dependerem da aplicação e manter registos de participação quando isso seja exigido.
Fonte oficial e enquadramento
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IGeFE — Transição digital na Educação .
O IGeFE enquadra a capacitação e a gestão da mudança como parte da transição digital. Os destinatários e conteúdos exatos podem variar entre aplicações e fases do projeto; por isso, não se deve inventar uma lista universal de formandos.
Que atividades podem ser desenvolvidas nos CPR?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os CPR — Clubes de Programação e Robótica — desenvolvem atividades práticas de programação, robótica educativa e pensamento computacional, adequadas à idade, ao nível de ensino, aos recursos disponíveis e ao plano do clube.
Podem incluir, entre outras, programação visual ou textual, construção e programação de robôs, utilização de sensores e dispositivos digitais, resolução de problemas, criação de jogos e animações, projetos de eletrónica e atividades STEAM. Também podem ser organizados desafios, mostras, workshops e outras iniciativas de divulgação e partilha.
Esta não é uma lista fechada: a atividade concreta deve ser definida pela escola e pelo clube, de acordo com as orientações da ERTE/DGE, o projeto educativo e as regras da edição ou iniciativa em causa. A participação num CPR não substitui as aprendizagens curriculares nem dispensa o cumprimento das regras de segurança, utilização dos equipamentos e proteção de dados aplicáveis na escola.
Fonte oficial
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
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DGE/ERTE — Iniciativas CPR .
As atividades e condições podem ser atualizadas pela DGE/ERTE; a escola deve consultar a informação da edição em vigor.
O Programa Educativo Individual (PEI) é elaborado para todos os alunos com medidas adicionais?EduQA · Inclusão
Não. A atribuição de uma medida adicional de suporte à aprendizagem e à inclusão, por si só, não significa que tenha de ser elaborado um PEI.
O PEI é elaborado quando, no âmbito do relatório técnico-pedagógico, é proposta a medida adicional de adaptações curriculares significativas. O artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 54/2018 regula o PEI e prevê que este seja elaborado para os alunos a quem foi mobilizada essa medida. O relatório técnico-pedagógico deve fundamentar as medidas, a sua operacionalização, os responsáveis e a avaliação da eficácia.
Assim, primeiro é necessário analisar a situação concreta do aluno e elaborar ou rever o relatório técnico-pedagógico. Se forem mobilizadas adaptações curriculares significativas, a equipa multidisciplinar elabora o PEI com a participação dos intervenientes legalmente previstos e com articulação com o aluno e a família. Outras medidas adicionais não geram automaticamente um PEI, embora possam exigir outros instrumentos, registos e planos previstos no regime de educação inclusiva.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigos 20.º a 24.º .
Não é correto concluir, sem consultar o relatório técnico-pedagógico, que todos os alunos com medidas adicionais têm PEI.
As atividades do Desporto Escolar estão cobertas pelo Seguro Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Em regra, sim. O Regulamento do Seguro Escolar inclui expressamente os alunos que participem em atividades do Desporto Escolar entre as pessoas abrangidas. A cobertura não deve, contudo, ser lida como uma garantia automática de qualquer ocorrência: é necessário que o acidente se enquadre no conceito e nas condições do regulamento e que sejam cumpridos os procedimentos de participação e assistência.
A cobertura pode abranger a participação em atividades do Desporto Escolar realizadas no âmbito da escola, incluindo atividades fora do estabelecimento quando integrem o programa ou organização escolar aplicável. A escola deve confirmar o enquadramento da atividade, os responsáveis, a deslocação e a documentação do acidente. As viagens internacionais ou atividades com seguros específicos podem exigir ainda o cumprimento das regras próprias da deslocação e de assistência em viagem; isso não elimina a necessidade de analisar o caso ao abrigo do Seguro Escolar.
Base legal
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Portaria n.º 413/99, de 8 de junho, Regulamento do Seguro Escolar — artigo 2.º, n.º 1, alínea d), e demais condições do regulamento .
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Portaria n.º 298-A/2019, de 9 de setembro, que alterou o Regulamento do Seguro Escolar .
Em caso de acidente, o aluno ou encarregado de educação deve comunicar a ocorrência à escola para que esta aplique o procedimento previsto e verifique a cobertura concreta.
Que requisitos devem estar reunidos para a atribuição dos apoios previstos aos docentes colocados nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Os apoios não resultam apenas da existência de uma colocação numa Escola Portuguesa no Estrangeiro. Em regra, é necessário que o docente tenha sido colocado ao abrigo do regime concursal aplicável, que se desloque de Portugal para exercer funções na escola e que cumpra as condições, limites, documentos e procedimentos previstos para o apoio concreto.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 alargou as garantias aos docentes colocados por concurso interno, concurso externo ou para satisfação de necessidades temporárias através de contratação de escola, desde que se desloquem de Portugal para o exercício de funções. Entre os apoios previstos nos diplomas aplicáveis podem encontrar-se apoio à instalação e à residência no local de trabalho, viagens de ida e regresso, seguros de saúde para o docente e agregado familiar e isenção de certas despesas de matrícula ou propinas dos descendentes na escola, conforme o estabelecimento e o regime aplicável.
O mesmo diploma criou um prémio de permanência para o docente que cumpra quatro anos de exercício contínuo, nos termos legais. Os montantes, limites, documentos, número de viagens e situações em que o apoio não é devido são definidos pelos diplomas aplicáveis e, designadamente, pelo Despacho n.º 7654/2025. A escola ou o serviço competente deve confirmar o diploma de criação da respetiva escola, a colocação, a deslocação efetiva, o agregado familiar e os comprovativos exigidos; não é seguro presumir que todos os apoios são cumulativos ou automáticos.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio — artigos 1.º e seguintes e alterações aos regimes das Escolas Portuguesas no Estrangeiro .
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Despacho n.º 7654/2025, de 8 de julho — termos e montantes dos apoios .
Se faltar a prova da deslocação ou não estiver preenchida uma condição específica, o apoio correspondente pode não ser devido.
As soluções municipais equivalentes às atualmente utilizadas são aceitáveis?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Uma solução municipal pode ser considerada, mas a simples afirmação de que é «equivalente» não basta para a aceitar automaticamente. Deve ser demonstrado que a solução cumpre os requisitos do modelo de adoção cloud e as condições técnicas, de segurança, continuidade, interoperabilidade, suporte, governação e proteção de dados aplicáveis ao serviço que vai substituir.
A análise deve ser feita no âmbito do processo concreto de transição digital e da solução concreta. Deve identificar-se o serviço abrangido, o responsável pela operação e pelo suporte, os níveis de disponibilidade, as cópias de segurança e recuperação, a gestão de acessos, a localização e tratamento dos dados, a interoperabilidade e a continuidade do serviço. Quando existam orientações, validações ou requisitos técnicos do IGeFE/entidade responsável, estes devem ser seguidos antes da decisão.
Portanto, a resposta correta é condicional: a solução municipal não é recusada apenas por ser municipal, mas só é aceitável depois de verificada a conformidade com os requisitos do modelo e com as regras de segurança e proteção de dados. Não existe, nesta ficha, uma autorização geral para qualquer solução local ou municipal.
Fonte oficial
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IGeFE — Transição digital na Educação .
Para uma decisão operacional, a escola ou município deve conservar a avaliação técnica e a documentação de suporte da solução escolhida.
Quem pode concorrer na 2.ª prioridade do concurso interno?AGSE · Carreira e Formação
Na 2.ª prioridade do concurso interno podem concorrer docentes de carreira que pretendam mudar para outro grupo de recrutamento, desde que possuam qualificação profissional para o grupo a que se candidatam e cumpram os demais requisitos do aviso e do regime concursal em vigor.
Esta prioridade é diferente da 2.ª prioridade do concurso externo. No concurso interno está em causa a mudança de grupo de recrutamento por um docente de carreira; no concurso externo, a prioridade é determinada por requisitos de tempo de serviço e demais condições próprias desse concurso.
O candidato deve indicar corretamente o grupo, comprovar ou permitir a verificação da qualificação profissional e cumprir os prazos e formalidades do procedimento no SIGRHE. A simples posse de uma habilitação académica que não confira qualificação profissional para o grupo não basta para esta prioridade.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação aplicável — regime dos concursos .
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AGSE — Concurso Nacional de Docentes 2026/2027, FAQ sobre prioridades no concurso interno .
Para o concurso concreto devem ser consultados o aviso, o calendário e as instruções da respetiva edição.
Qual é o papel dos técnicos dos CRI nas equipas multidisciplinares?EduQA · Inclusão
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são serviços especializados existentes na comunidade e acreditados pelo Ministério da Educação. Os seus técnicos apoiam a escola e o aluno numa lógica de parceria, complementaridade e corresponsabilização; não substituem a escola, os docentes, a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva ou as decisões que competem a estas entidades.
No âmbito do acordo e do plano de intervenção aplicáveis, os técnicos podem contribuir para a implementação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, o desenvolvimento do PEI e do PIT, a promoção da vida independente, o apoio à equipa multidisciplinar, a capacitação parental, a orientação vocacional, o acesso ao ensino superior, a integração em formação profissional e as condições de acessibilidade. A intervenção concreta deve ser articulada com a escola, com os docentes, com o aluno e com a família, respeitando o relatório técnico-pedagógico e os instrumentos aplicáveis.
Os CRI são recursos da comunidade mobilizados quando necessários. A sua presença ou o número de horas de intervenção não é decidido automaticamente pela pergunta: depende das necessidades identificadas, da parceria existente, do planeamento e dos recursos autorizados.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigos 11.º, 12.º e 18.º .
O artigo 18.º identifica os CRI e os fins das parcerias, incluindo a implementação das medidas, o PEI/PIT, a vida independente, a orientação vocacional, o ensino superior, a formação profissional e a acessibilidade.
O meu filho está envolvido em atividades extracurriculares. Pode participar também no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Em princípio, sim. A participação numa atividade extracurricular não exclui automaticamente a participação no Desporto Escolar. O Desporto Escolar é uma atividade de participação voluntária e a escola deve aplicar as regras do programa e do regulamento em vigor.
Na prática, é necessário verificar se existe grupo-equipa ou atividade disponível, se o aluno reúne as condições de participação da modalidade e da edição, se há compatibilidade de horários e se consegue cumprir a assiduidade e as regras de segurança. Se houver conflito de horários, a escola e a família devem procurar uma solução; não há, por esta ficha, um direito a exigir a alteração de qualquer das atividades.
O encarregado de educação deve consultar a escola sobre a inscrição, os horários, os transportes e as autorizações eventualmente exigidas. As condições podem variar por modalidade, escalão, atividade e ano escolar.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, regime da Educação Física e do Desporto Escolar .
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — organização do Desporto Escolar .
A resposta definitiva depende das regras da atividade e do regulamento anual aplicável.
Como posso recuperar o número de utilizador ou a palavra-passe no SIGRHE?AGSE · Carreira e Formação
No SIGRHE, deve selecionar a opção «Esqueceu-se dos dados de acesso? Recuperar dados» e seguir as instruções apresentadas pela aplicação. O procedimento envia ou confirma os dados através dos meios de contacto associados ao registo.
Se já não tiver acesso ao endereço de correio eletrónico ou ao número de telefone registado, deve utilizar, quando disponibilizada, a autenticação através do portal das Finanças/GOV e atualizar os dados de contacto. Se a recuperação automática não for possível, deve consultar o apoio indicado no próprio SIGRHE ou pela entidade responsável pelo procedimento; não deve criar uma segunda conta para contornar o problema.
Depois de recuperar o acesso, confirme os dados pessoais e os contactos antes de submeter uma candidatura ou requerimento. Os nomes das opções podem ser ajustados pela aplicação, pelo que prevalecem as instruções exibidas no SIGRHE na edição em vigor.
Fonte oficial
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AGSE — instruções de candidatura, incluindo «Esqueceu-se dos dados de acesso? Recuperar dados» .
O RADAR não consegue recuperar nem revelar credenciais pessoais; apenas pode indicar o procedimento oficial.
Como proceder à anulação de um horário?AGSE · Carreira e Formação
A anulação deve ser feita na própria aplicação e no procedimento em que o horário foi registado, usando a opção de anulação disponibilizada e indicando a justificação. Antes de confirmar, a escola deve verificar se está a anular o horário correto, guardar o comprovativo ou número do pedido e confirmar que o estado passou para anulado.
O percurso concreto não é universal: pode variar consoante se trate de indicação da componente letiva, renovação, recolha de necessidades temporárias ou outro módulo do SIGRHE, e consoante a fase e o prazo do procedimento. Nas instruções da AGSE para a recolha de necessidades temporárias, a alteração ou retirada de dados é feita no módulo próprio, dentro do prazo aplicável.
Depois de terminado o prazo, iniciada a validação ou produzidos efeitos numa colocação/contrato, a aplicação pode deixar de permitir a anulação direta. Nesse caso, deve ser utilizado o mecanismo de desistência, correção ou pedido de suporte previsto no aviso da fase concreta e deve ser contactada a entidade indicada pela AGSE. Não é seguro afirmar que qualquer horário pode ser anulado por simples eliminação ou por comunicação verbal à escola.
Fonte oficial
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AGSE — indicação da componente letiva, renovação, necessidades temporárias e pedido de horários .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação aplicável .
Se a pergunta se referir a um módulo específico, é necessário indicar qual é a aplicação e a fase para dar passos exatos.
Como aceder a formação e apoio técnico?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O acesso depende do programa ou serviço a que a escola pretende aderir. No âmbito da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), a escola deve começar por consultar o Portal RBE, o plano de formação e as ações ou candidaturas da edição em vigor. Pode também contactar o coordenador interconcelhio ou o serviço indicado na página do programa para esclarecer requisitos, calendário, inscrição e apoio técnico.
As ações de formação propostas pela RBE podem ser disponibilizadas através de CFAE e de outras entidades formadoras acreditadas. A existência de um plano ou de uma página de apoio não garante inscrição automática: é necessário verificar o público-alvo, as vagas, a acreditação, os prazos e o procedimento da ação concreta.
Para apoio técnico de uma plataforma ou projeto, a escola deve usar o canal oficial indicado pelo respetivo serviço, conservar o número de pedido e indicar a escola, o utilizador, o erro e os passos já realizados, sem enviar palavras-passe ou dados pessoais desnecessários.
Fontes oficiais
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RBE — Plano de formação .
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RBE — Centros de formação de associação de escolas .
Sem identificar o programa concreto, não é possível indicar um formulário ou prazo único.
As alterações legislativas recentes mudam os direitos dos alunos no acesso ao Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Uma alteração orgânica ou administrativa, por si só, não elimina o direito dos alunos a uma prática desportiva escolar nem autoriza a escola a criar discriminações sem fundamento. No entanto, o acesso concreto a uma modalidade, grupo-equipa, competição ou atividade depende da organização do Desporto Escolar e das regras do ano escolar em vigor.
Devem ser respeitados os princípios de participação, segurança, igualdade de acesso e as condições objetivas do programa, incluindo a existência de atividade na escola, os escalões e modalidades, o número de participantes, os horários, a assiduidade, os transportes e as regras da competição. Assim, não é correto responder simplesmente que qualquer aluno pode participar em qualquer modalidade: a escola tem de aplicar o regulamento e as condições da atividade.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na redação atual .
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — organização do Desporto Escolar .
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Lei n.º 5/2007, de 16 de janeiro — Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto .
Se a dúvida disser respeito a uma recusa concreta, devem ser pedidos à escola o fundamento, a regra aplicada e a possibilidade de participação alternativa.
Os alunos em ensino individual podem realizar as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA)?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim. O regime das provas ModA abrange os alunos que frequentam o ensino individual ou o ensino doméstico nos termos definidos no normativo anual aplicável. Para o regime atualmente estabelecido pelo Despacho Normativo n.º 3/2026, os alunos dos anos e disciplinas abrangidos são inscritos para a realização das provas de acordo com as regras gerais da aplicação; não se deve substituir esse regime por um requerimento ou prazo retirado de uma edição anterior.
As provas ModA não são exames nacionais e destinam-se a monitorizar aprendizagens. As disciplinas, anos, códigos, condições de realização, calendário e eventuais situações de PLNM ou adaptações são os que constam do despacho normativo e da informação-prova da edição correspondente.
O encarregado de educação deve confirmar com a escola onde o aluno está matriculado o local de realização, a inscrição/registo na aplicação e os procedimentos logísticos. A escola não pode inventar uma dispensa geral por o aluno estar em ensino individual, mas também deve observar as regras específicas desse regime.
Base legal
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro — regras das provas e exames , incluindo as regras de inscrição e realização das ModA.
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual — regime de avaliação externa .
Como as regras podem ser concretizadas anualmente, deve ser consultada a versão em vigor no ano da prova.
Quais são as provas de ingresso fixadas para cada curso superior?IES
As provas de ingresso são fixadas para cada par instituição/ciclo de estudos e devem ser consultadas na informação oficial da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), nos guias gerais de exames/candidatura e na página da instituição de ensino superior. Não existe uma lista única que permita responder para todos os cursos sem indicar a instituição, o curso e o ano de candidatura.
Em regra, cada par instituição/ciclo de estudos exige uma combinação de provas de ingresso prevista no respetivo elenco. A informação anual pode incluir conjuntos alternativos de provas; o candidato tem de realizar uma combinação aceite para o curso a que pretende concorrer e cumprir as classificações mínimas e restantes condições publicadas.
A consulta correta é: selecionar o ano de candidatura, procurar o curso e a instituição na informação da DGES e confirmar no guia da candidatura e no edital da instituição. A designação ou o código de uma prova pode mudar, pelo que não se deve usar automaticamente um guia de outro ano.
Fontes oficiais
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DGES — Provas de ingresso .
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DGES — Guia Geral de Exames .
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DGES — Perguntas frequentes sobre a candidatura ao ensino superior .
Para identificar as provas concretas é indispensável indicar o ano, a instituição e o ciclo de estudos.
O relatório médico pode ser eliminado?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento de mobilidade de docentes por motivo de doença (MPD), o relatório médico pode ser eliminado enquanto a aplicação ainda permitir a alteração e antes do início da validação pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada. Se o pedido MPD já tiver sido formalizado, a eliminação do relatório pode determinar também a eliminação do pedido, conforme as instruções da edição.
Depois de iniciada a validação pelo AE/EnA, a aplicação deixa de permitir a eliminação nos termos normais. Nessa situação, não se deve apagar ficheiros fora da aplicação nem assumir que a substituição do relatório é possível: é necessário consultar as FAQ e o aviso da edição e usar o canal de suporte indicado pela AGSE. A opção de reverter ou corrigir dados, quando exista, não equivale necessariamente a apagar o relatório médico.
Esta resposta refere-se ao procedimento MPD e à edição indicada; não é uma regra geral para todos os concursos ou para todos os documentos médicos submetidos em plataformas públicas.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual .
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AGSE — Mobilidade de docentes por motivo de doença e FAQ da edição em vigor .
Devem prevalecer o aviso, o calendário e as instruções da edição concreta do MPD.
Onde obter mais informação sobre a iniciativa?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Para obter informação sobre a iniciativa Líderes Digitais deve consultar a página oficial do SeguraNet dedicada aos Líderes Digitais e os documentos orientadores da edição em vigor. A página reúne a apresentação da iniciativa, notícias, categorias, materiais, regras e, quando aberta, a informação de inscrição.
A iniciativa pretende envolver alunos na promoção de uma utilização segura, responsável e crítica da Internet e das tecnologias digitais. As categorias, anos de escolaridade, autorizações, papéis dos professores e encarregados de educação, prazos e atividades podem variar de edição para edição. Por isso, não é seguro aplicar automaticamente o calendário ou as regras da edição anterior.
Para uma dúvida sobre uma candidatura concreta, a escola deve verificar o formulário e o documento orientador da edição e usar o contacto oficial indicado pelo SeguraNet. A existência da página não significa que as inscrições estejam abertas em todas as datas.
Fonte oficial
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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SeguraNet — lançamento e notícias da iniciativa .
O RADAR deve indicar a edição e a data da informação consultada sempre que a pergunta pedir prazos ou condições atuais.
A quantos cursos se pode concorrer no concurso nacional?IES
No concurso nacional de acesso ao ensino superior público, o candidato pode indicar, em cada fase, até seis pares instituição/ciclo de estudos, por ordem de preferência. Um par corresponde à combinação de uma instituição com um ciclo de estudos; por isso, a regra não significa simplesmente seis cursos independentemente da instituição.
As preferências devem ser ordenadas antes da submissão. O candidato tem de cumprir, para cada par, as provas de ingresso, classificações mínimas, pré-requisitos e outras condições exigidas. A candidatura a uma fase não elimina a necessidade de confirmar as regras, prazos e vagas dessa fase; as condições podem ser atualizadas anualmente pela DGES.
Fonte oficial
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DGES — FAQ sobre a candidatura ao ensino superior .
Em concursos ou regimes especiais diferentes do concurso nacional, o número de opções pode obedecer a regras próprias.
Quem pode concorrer na 3.ª prioridade?AGSE · Carreira e Formação
Na 3.ª prioridade do concurso externo podem concorrer os candidatos que tenham qualificação profissional para o grupo ou grupos de recrutamento a que se candidatam e que não reúnam os requisitos exigidos para a 1.ª ou para a 2.ª prioridade.
A 3.ª prioridade não é uma forma de concorrer sem qualificação profissional. O candidato deve preencher os requisitos gerais do concurso, comprovar a qualificação profissional e cumprir as regras de candidatura, ordenação e documentação da edição concreta. A classificação nesta prioridade depende ainda dos critérios do regime concursal aplicável.
Na edição 2026/2027, a AGSE descreve a 3.ª prioridade como abrangendo os candidatos qualificados profissionalmente que não reúnem os requisitos das duas prioridades anteriores. Devem ser consultados o aviso e as instruções do respetivo concurso para datas e documentos.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação aplicável — regime dos concursos .
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AGSE — Concurso Nacional de Docentes 2026/2027, FAQ sobre prioridades .
Não se deve confundir esta prioridade do concurso externo com a 3.ª prioridade de outro procedimento ou edição.
Quem pode realizar ao prova/exame final nacional de PLNM em substituição da/do prova/exame final nacional de Português?EduQA · Currículo e Qualificações
Quem pode realizar a prova ou o exame final nacional de PLNM em substituição da prova ou do exame final nacional de Português?
A substituição depende do nível de proficiência em Português Língua Não Materna, do ano de escolaridade, da oferta frequentada e da finalidade da prova. Não é correto aplicar uma única regra a todos os alunos.
Nas regras atualmente previstas para as provas e exames, os alunos de PLNM dos níveis de iniciação A1/A2 ou intermédio B1 podem realizar o exame final nacional de PLNM (código 839) para aprovação da disciplina e conclusão do ensino secundário, nos termos do regulamento anual. No 12.º ano, os alunos de A1/A2 ou B1 realizam o exame de PLNM para aprovação/conclusão e realizam Português (639) quando este for exigido como prova de ingresso. Os alunos de nível B2 que tenham concluído B1 no 11.º ano podem realizar PLNM para aprovação e conclusão, mas há situações em que Português é obrigatório, designadamente para prova de ingresso ou após anulação de matrícula/exclusão por faltas. Os alunos de nível avançado realizam Português nas condições do regulamento.
A redação concreta e os códigos devem ser confirmados no Despacho Normativo n.º 3/2026 e no regulamento anual das provas e exames, porque as regras de exames podem ser atualizadas. As regras das provas ModA não devem ser confundidas com as regras dos exames finais nacionais.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro — regras das provas e exames , em especial as regras dos exames de PLNM.
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março — Português Língua Não Materna no ensino secundário .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — medidas de suporte e inclusão .
Para um caso individual é indispensável confirmar o nível PLNM, o ano, o curso e o objetivo da prova.
Como deve ser instruído o processo de pedido de transição e aplicação em despesa dos saldos de gerência?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
O pedido deve ser instruído na área reservada do GesEdu, através do formulário «Justificação de Saldos da Gerência», de acordo com a nota informativa e o prazo do ano em causa. A escola deve:
1. confirmar o saldo com a conta de gerência apresentada ao Tribunal de Contas;
2. identificar a origem e a natureza do saldo, distinguindo, quando aplicável, fundos europeus, receitas próprias na posse do serviço e saldos na posse do Tesouro;
3. fundamentar a existência do saldo;
4. justificar a finalidade e a necessidade da aplicação em despesa;
5. anexar o suporte documental exigido, designadamente os documentos relativos a DUC/RNAP quando aplicável;
6. preencher os campos e separadores necessários e submeter o pedido no GesEdu.
O formulário deve ser gravado/submetido: preencher os campos sem clicar em «Gravar» pode não registar os dados. Os pedidos incompletos, não submetidos ou apresentados fora do prazo da nota informativa podem não ser autorizados. A validação prévia não é substituída pelo simples registo do saldo na plataforma; a autorização depende da origem do saldo e da competência legal aplicável.
Os prazos, documentos e regras orçamentais devem ser confirmados na nota informativa do IGeFE relativa ao exercício concreto, porque não são necessariamente iguais todos os anos.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Nota Informativa n.º 03/IGeFE/2025, justificação de saldos da gerência .
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IGeFE — instruções GesEdu para o formulário de saldos da gerência .
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IGeFE — Informações e instruções na área reservada das escolas .
Sem o exercício orçamental e a origem do saldo não é possível afirmar o prazo ou a autorização final aplicáveis ao caso concreto.
O que deve ser feito quando se pretende alterar uma classificação económica de despesa que foi objeto de Requisição de Fundos?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a escola pretenda alterar uma classificação económica de despesa que já foi incluída numa Requisição de Fundos, não deve simplesmente alterar o registo por iniciativa própria. A orientação publicada pela AGSE determina que deve solicitar, por correio eletrónico, ao/à conferente do respetivo Departamento o estorno do montante indevidamente requisitado.
Depois de obtida a autorização da AGSE, I. P., a escola deve regularizar a situação nos seus softwares locais e cumprir os passos que sejam indicados no procedimento aplicável. O estorno não significa que a escola possa substituir livremente a rubrica ou a tipologia da despesa sem autorização.
Há uma distinção importante para verbas de Fundos Europeus: a FAQ da AGSE indica que os montantes já requisitados entre as tipologias Pessoal e Funcionamento não podem ser reafetados, porque já foram autorizados e já foram emitidas as respetivas notas de receita. Se a situação disser respeito a montantes ainda disponibilizados em GesEdu, deve ser seguido o procedimento de autorização aplicável à receita e à candidatura.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas , FAQ sobre alteração de classificação económica, estorno e reafetação de verbas.
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IGeFE — informação e instruções para as escolas .
Sem consultar a Requisição de Fundos concreta, a fonte de financiamento, a medida e o estado do pedido em GesEdu, não é seguro indicar uma rubrica alternativa ou afirmar que a alteração será autorizada.
Que países participam na ação eTwinning?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A lista de países deve ser confirmada na página oficial eTwinning, porque pode ser atualizada. Na informação oficial portuguesa consultada, referente a abril de 2025, a comunidade eTwinning envolvia escolas de 46 países:
Albânia, Alemanha, Arménia, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Chipre, Croácia, Chéquia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Kosovo, Jordânia, Letónia, Líbano, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedónia do Norte, Malta, Montenegro, Noruega, Países Baixos, Palestina, Polónia, Portugal, República da Moldávia, Roménia, Sérvia, Suécia, Tunísia, Turquia e Ucrânia.
No eTwinning, as parcerias são desenvolvidas entre escolas de dois ou mais países participantes. A participação de um país numa edição ou numa ação concreta deve ser confirmada na plataforma e no regulamento aplicável, não devendo uma lista antiga ser tratada como permanente.
Fonte oficial
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eTwinning Portugal — Os países eTwinning e o eTwinning Plus .
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European School Education Platform — eTwinning .
O número e a composição da comunidade devem ser sempre apresentados com a data da fonte consultada.
Por quantos anos é válida a candidatura?IES · Acesso ao Ensino Superior
Se a pergunta se referir à candidatura ao ensino superior através dos regimes especiais, a candidatura é válida apenas para o concurso e para o ano letivo a que respeita. Não é uma candidatura que fique automaticamente válida para vários anos.
Assim, uma candidatura apresentada para um determinado ano não substitui uma nova candidatura quando o interessado pretenda concorrer noutro ano. A colocação, quando exista, também é reportada ao ano letivo do concurso e exige a matrícula ou inscrição nos termos definidos pela instituição de ensino superior.
Esta resposta não deve ser generalizada a todos os concursos ou apoios. Cada procedimento pode ter um prazo de validade próprio, que resulta do respetivo aviso ou regulamento.
Fonte oficial
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DGES — Informação geral sobre os regimes especiais .
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DGES — Regimes especiais de acesso e ingresso .
Para um procedimento diferente dos regimes especiais, é necessário consultar o aviso concreto antes de indicar a validade da candidatura.
É obrigatório migrar todas as aplicações utilizadas pelo Agrupamento de Escolas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe, nesta orientação, uma obrigação geral de migrar todas as aplicações utilizadas pelo Agrupamento de Escolas. A necessidade de migração deve ser apreciada aplicação a aplicação, considerando o serviço prestado, os dados tratados, a segurança, a continuidade, a interoperabilidade, o suporte, a recuperação e o enquadramento do programa ou contrato aplicável.
Isto não significa que uma aplicação possa permanecer indefinidamente sem avaliação. Se uma solução deixar de cumprir requisitos técnicos, de segurança, de proteção de dados, de continuidade ou uma obrigação específica do projeto, pode ser necessário migrá-la ou substituí-la. A decisão deve ser documentada e articulada com a entidade responsável pelo serviço.
Quando estejam envolvidos dados pessoais, a escola deve ainda respeitar as responsabilidades do responsável pelo tratamento e as medidas de segurança adequadas ao risco, nos termos do RGPD. A resposta não permite concluir, sem analisar a aplicação concreta, que todas as soluções locais ou todas as soluções cloud são equivalentes.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Transição digital na Educação .
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Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados — Regulamento (UE) 2016/679 , designadamente artigos 5.º, 24.º e 32.º.
Um aviso, contrato, programa de financiamento ou instrução técnica específica pode impor requisitos adicionais. Esses documentos têm de ser verificados para a aplicação em causa.
É possível proceder à alteração da candidatura após o termo do prazo de submissão?AGSE · Carreira e Formação
Não há uma resposta única para todos os procedimentos. A possibilidade de corrigir uma candidatura depois do prazo depende do aviso de abertura, da declaração de retificação e da fase procedimental em que o processo se encontra.
Nos concursos de docentes tratados pela DGAE, a candidatura pode ser revertida e alterada durante o prazo de candidatura. Depois da submissão, podem existir momentos próprios de aperfeiçoamento ou reclamação, mas apenas para os campos que o aviso permita alterar. A DGAE identifica expressamente que alguns dados não são alteráveis e que, em certos procedimentos, as preferências não podem ser modificadas.
Por isso, depois do termo do prazo não se deve assumir que a candidatura é livremente editável nem que qualquer erro pode ser corrigido. O candidato deve consultar o aviso e o guia da aplicação e usar apenas a funcionalidade ou o meio de reclamação disponibilizado. Se o campo não for alterável, não há base para prometer uma alteração administrativa.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento , sobre reversão, aperfeiçoamento, reclamação e campos não alteráveis.
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual , sem prejuízo do aviso concreto.
Para uma candidatura DGES, Erasmus+, financiamento ou outro procedimento, deve ser consultado o respetivo regulamento: as regras da DGAE não podem ser transferidas automaticamente para esses processos.
A prática desportiva pode ajudar no desenvolvimento emocional e social do meu filho/educando?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Uma prática desportiva regular, adequada à idade e realizada num contexto seguro e inclusivo, pode contribuir para o desenvolvimento emocional e social da criança ou jovem. A participação em atividades com regras e objetivos partilhados pode favorecer a cooperação, o respeito pelos outros, a responsabilidade, a autonomia, a persistência e a aprendizagem de formas de lidar com vitórias, derrotas e frustração.
O efeito concreto depende da modalidade, da frequência, da qualidade do acompanhamento, das características da criança e do ambiente educativo. Por isso, não é correto prometer que o desporto, por si só, resolve dificuldades emocionais ou sociais, nem substitui o apoio especializado quando este seja necessário.
No Desporto Escolar, a atividade deve respeitar as regras do programa, a segurança e a participação adequada dos alunos. A escola e a família devem comunicar necessidades relevantes e procurar uma resposta ajustada ao aluno.
Base legal e fontes oficiais
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Desporto Escolar — Direção-Geral da Educação .
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Despacho n.º 8285/2026, de 30 de junho , que enquadra o Programa Estratégico do Desporto Escolar 2026-2028.
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na redação atual , sobre a Educação Física e o Desporto Escolar.
As fontes sustentam o enquadramento educativo e organizacional; não permitem diagnosticar nem garantir resultados individuais.
A quem deve ser solicitada a reafetação de verbas no âmbito da gestão flexível dos projetos cofinanciados por Fundos Europeus?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A resposta depende do estado da verba e do tipo de pedido.
- Para montantes disponibilizados em GesEdu que ainda não tenham sido requisitados, a escola deve solicitar previamente autorização à entidade de onde provém a receita, respeitando o enquadramento da candidatura aprovada. Depois da autorização, deve comunicar a situação ao/à conferente da escola para os efeitos financeiros necessários.
- Se o pedido for um reforço de verbas para a execução final do projeto, a entidade proponente deve formalizá-lo e remetê-lo à AGSE, I. P., através do endereço indicado na FAQ oficial: poch.dgf@agse.pt.
- Os montantes entre as tipologias Pessoal e Funcionamento que já tenham sido requisitados não podem ser reafetados, porque já foram objeto de autorização e foram emitidas as respetivas notas de receita.
Assim, não é correto dizer simplesmente que qualquer reafetação é pedida sempre à escola, ao conferente ou diretamente à AGSE. É necessário identificar a candidatura, a fonte de financiamento, a tipologia e se a verba já foi requisitada.
Fonte oficial
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AGSE — Gestão Financeira dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas , FAQ sobre reafetação, decisão em GesEdu e reforço de verbas.
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IGeFE — informação e instruções para as escolas .
As taxas de imputação, rubricas elegíveis, prazos e documentos dependem da candidatura e do aviso aplicável; não devem ser inventados sem consultar esse processo.
A intervenção dos CRI é permanente?EduQA · Inclusão
Não necessariamente. Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) são recursos específicos da comunidade que podem ser mobilizados pelas escolas para apoiar a aprendizagem e a inclusão, de acordo com as necessidades identificadas e com os instrumentos de planeamento e acompanhamento aplicáveis.
A intervenção deve ser articulada entre a escola, o CRI, a família e os restantes intervenientes relevantes. A sua continuidade, frequência e natureza dependem das necessidades da criança ou do aluno, das medidas de suporte mobilizadas, do plano de trabalho acordado e da avaliação da resposta. A intervenção não é automaticamente permanente só porque o aluno foi apoiado por um CRI num determinado momento.
Também não é seguro concluir, sem consultar o processo individual, que todo o aluno acompanhado por um CRI tem obrigatoriamente um Programa Educativo Individual (PEI). A existência e o conteúdo desse instrumento dependem das medidas e das condições previstas no regime de educação inclusiva.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente o artigo 11.º, sobre recursos específicos, e o artigo 18.º, sobre os Centros de Recursos para a Inclusão.
O apoio deve ser revisto quando a avaliação mostrar que as necessidades se alteraram. Para responder a um caso concreto é necessário conhecer as medidas mobilizadas e os documentos do aluno; não é correto prometer uma duração fixa.
Que atividades podem ser dinamizadas pelos Líderes Digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Líderes Digitais intervêm junto dos pares e da comunidade educativa para incentivar uma utilização crítica, refletida, segura e responsável da Internet e dos ambientes digitais. As atividades concretas dependem da edição da iniciativa, do plano da escola e da idade dos participantes.
Podem ser dinamizadas, por exemplo:
- sessões de sensibilização, debates e conversas com alunos, docentes, famílias e outros elementos da comunidade;
- campanhas, exposições, cartazes, vídeos, apresentações e outros materiais sobre cidadania digital, privacidade, segurança, respeito e comportamento online;
- oficinas, desafios e atividades práticas adaptadas ao grupo etário;
- divulgação de recursos SeguraNet e apoio à reflexão sobre problemas encontrados no uso das tecnologias.
Não existe uma lista fechada que dispense a consulta do documento orientador da edição. A escola deve definir atividades adequadas, supervisionadas e coerentes com os objetivos da iniciativa; a participação dos alunos não substitui a responsabilidade dos adultos pela segurança e proteção de dados.
Fontes oficiais
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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SeguraNet — Atividades dos Líderes Digitais .
Os temas, prazos e materiais podem ser atualizados em cada edição.
Que categorias existem na iniciativa Líderes Digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As categorias dependem da edição. Na 11.ª edição, correspondente ao ano letivo 2025/2026, a página oficial do SeguraNet identifica duas categorias:
- **Líderes Digitais**;
- **Líderes Digitais Benjamins**.
O documento orientador da edição concreta define os níveis de ensino, idades, número de alunos, acompanhamento por docente, atividades e prazos aplicáveis a cada categoria. Na edição 2025/2026, a categoria Benjamins destinou-se aos níveis mais iniciais e a categoria Líderes Digitais aos níveis posteriores, nos termos do respetivo documento orientador.
Não se deve apresentar estas categorias como uma regra permanente para todas as edições. Antes de inscrever uma escola ou uma equipa, deve ser consultada a página oficial e o documento orientador atualizado.
Fonte oficial
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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Documento orientador da 11.ª edição — 2025/2026 .
A página consultada indica também quando as inscrições da edição estão encerradas.
O que é uma Ação de Formação de Curta Duração (AFCD)?EduQA · Carreira e Formação
Uma Ação de Formação de Curta Duração (AFCD) é uma modalidade de formação contínua de docentes com duração mínima de três horas e máxima de seis horas. Está prevista no artigo 6.º, n.º 1, alínea d), e no artigo 7.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 22/2014.
Ao contrário das ações de cursos, oficinas e círculos de estudos, que têm duração mínima de 12 horas e são acreditadas pelo CCPFC, as AFCD são reconhecidas e certificadas pela entidade formadora. Nos CFAE, o reconhecimento segue o procedimento da respetiva comissão pedagógica.
Uma AFCD pode ser considerada para os efeitos do ECD nos termos do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, mas não significa automaticamente que qualquer sessão ou certificado conte integralmente para progressão. Para a formação obrigatória, devem ainda ser respeitadas as exigências do artigo 9.º, incluindo a dimensão científica e pedagógica e a proporção de formação acreditada pelo CCPFC.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, artigos 6.º a 9.º e 19.º .
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Despacho n.º 5741/2015, de 29 de maio , sobre o reconhecimento e certificação das ações de curta duração.
O certificado deve identificar a entidade formadora, a ação, a duração e o reconhecimento/certificação aplicável.
Como posso candidatar-me a formador?EduQA · Carreira e Formação
Para pedir a acreditação ou a qualificação como formador no sistema de formação contínua de docentes, deve utilizar a plataforma e-Processos do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), seguindo o procedimento correspondente à sua situação.
Em termos práticos, o interessado deve:
1. obter ou recuperar o acesso à plataforma e-Processos;
2. escolher o processo de formador ou de qualificação que corresponda ao pedido;
3. preencher os dados solicitados e indicar as áreas de formação pretendidas;
4. anexar os documentos comprovativos exigidos pelo regulamento aplicável;
5. submeter o processo e acompanhar eventuais pedidos de esclarecimento ou de documentos.
O acesso à plataforma não equivale à acreditação. A competência para acreditar formadores é do CCPFC, nos termos do Decreto-Lei n.º 22/2014, e a decisão depende da verificação das qualificações e requisitos do regulamento aplicável. Se a formação ou habilitação tiver sido obtida no estrangeiro, ou se o pedido for de formação especializada, deve ser escolhido o processo específico indicado pelo CCPFC.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 22/2014, artigos 19.º, 22.º, 24.º e 25.º .
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CCPFC — Plataforma e-Processos .
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CCPFC — Regulamento para a qualificação de formadores ao abrigo do artigo 31.º, n.º 3 .
Os documentos e os campos exigidos podem mudar; deve prevalecer a instrução exibida no processo e a regulamentação em vigor.
O que é o projeto curricular de grupo na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
O projeto curricular de grupo é o instrumento de planeamento pedagógico do educador para o grupo concreto de crianças. Traduz as orientações curriculares para aquele contexto, tendo em conta as características, interesses, necessidades e ritmos das crianças, os recursos disponíveis, a organização do ambiente educativo e a articulação com as famílias e a equipa.
Deve ajudar a decidir e acompanhar, de forma flexível, as experiências e atividades, a organização dos tempos e espaços, as estratégias de observação e avaliação e as formas de participação das crianças. Não é uma ficha nacional rígida: a sua forma pode ser definida no contexto do projeto educativo e dos documentos de orientação da escola, desde que permita fundamentar, acompanhar e avaliar a ação pedagógica.
O projeto curricular de grupo deve articular-se com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), com o projeto educativo e com os restantes instrumentos de planeamento e avaliação do estabelecimento. A observação e a avaliação servem para ajustar o projeto, não para criar uma classificação das crianças.
Fonte oficial
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Direção-Geral da Educação — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
Para avaliar um modelo concreto usado por uma escola é necessário consultar o seu projeto educativo, regulamento e orientações internas; a DGE não impõe um único formulário nacional para todos os grupos.
Porque é importante abordar cidadania digital desde a educação pré-escolar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O contacto precoce das crianças com tecnologias digitais torna importante a promoção de hábitos seguros e saudáveis desde cedo.
Os desafios procuram desenvolver competências relacionadas com segurança digital, empatia, pensamento crítico, equilíbrio no uso dos ecrãs e prevenção de riscos online.
Base legal:
https://seguranet.pt Porque é importante abordar cidadania digital desde a educação pré-escolar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As crianças contactam cada vez mais cedo com dispositivos, aplicações, conteúdos e comunicação digital. Abordar cidadania digital desde a educação pré-escolar permite construir, de forma adequada à idade e com supervisão adulta, hábitos de segurança, respeito, cuidado com a privacidade, utilização responsável e procura de ajuda quando algo causa desconforto ou risco.
Na educação pré-escolar, a abordagem deve ser concreta, lúdica e acompanhada: conversar sobre regras, distinguir situações seguras de situações inseguras, respeitar a imagem e os dados das pessoas, pedir ajuda a um adulto e utilizar recursos digitais de forma equilibrada. Não significa entregar às crianças uma autonomia digital sem acompanhamento nem impor um programa único.
A DGE, em parceria com o Centro Internet Segura, a SeguraNet e a RTP, disponibiliza recursos como o ZigZaga na Net, dirigidos ao pré-escolar e ao 1.º ciclo, precisamente para sensibilizar para estas questões. A escola deve selecionar os recursos de acordo com a idade, o contexto e o projeto educativo e envolver as famílias quando adequado.
Fontes oficiais
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DGE — ZigZaga na Net: recursos para a educação pré-escolar e o 1.º ciclo .
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DGE — Educação para os Media .
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SeguraNet — Cidadania Digital .
Estas fontes justificam uma abordagem educativa e preventiva; não estabelecem que todas as escolas tenham de adotar o mesmo recurso ou a mesma atividade.
Quem pode ser professor bibliotecário?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No procedimento interno, o diretor designa um docente que reúna cumulativamente os requisitos previstos no artigo 5.º da Portaria n.º 192-A/2015:
- ser docente de carreira do quadro do agrupamento ou escola não agrupada, ou outro docente de carreira aí colocado;
- possuir quatro pontos de formação académica ou contínua na área das bibliotecas escolares;
- possuir 50 horas de formação académica ou contínua na área das tecnologias da informação e comunicação ou certificação de competências digitais;
- ter experiência profissional na área das bibliotecas escolares;
- manifestar interesse em desempenhar as funções.
Entre os docentes que reúnam os requisitos, é designado o que obtenha a pontuação mais elevada segundo a fórmula prevista na portaria, e a designação ou recondução deve ser fundamentada. O procedimento interno deve ser desencadeado e concluído até 20 de junho.
Se não existir docente que satisfaça os requisitos, a portaria prevê comunicação à DGAE e, depois, procedimento concursal externo. Se este também não resultar, há uma solução subsidiária nos termos do artigo 14.º, mas ela não elimina a necessidade de verificar o perfil adequado e o regime aplicável.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigos 2.º, 5.º a 10.º e 14.º .
As regras de designação, recondução e concurso devem ser aplicadas com a redação em vigor e com atenção às situações especiais dos anos de concurso nacional.
É obrigatória a migração para uma nova solução cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma obrigação geral de migrar para uma nova solução cloud apenas porque existe uma solução diferente ou mais recente. A orientação deve ser aplicada à solução concreta: se a solução atualmente utilizada cumprir os requisitos do modelo, do serviço, da segurança, da continuidade, da interoperabilidade, do suporte e da proteção de dados, a FAQ do IGeFE/AGSE não impõe por si só uma migração automática.
Pode, contudo, existir uma obrigação específica num programa, contrato, aviso, decisão da entidade responsável ou instrução técnica. Também pode ser necessária uma migração ou adaptação se a solução atual deixar de cumprir requisitos ou deixar de ser suportada. A escola deve documentar a avaliação e confirmar os requisitos do caso concreto antes de decidir.
Quando forem tratados dados pessoais, a solução deve ser avaliada à luz das responsabilidades e medidas de segurança previstas no RGPD, designadamente os artigos 24.º e 32.º.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Transição digital na Educação .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD .
Assim, a resposta correta é condicional: não há migração automática para todas as escolas, mas a análise concreta pode concluir que determinada migração é necessária.
É possível adotar um modelo multicloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Em princípio, pode ser adotado um modelo multicloud, mas não existe uma autorização automática apenas por se utilizarem vários fornecedores. A solução tem de ser analisada como um todo e deve assegurar, pelo menos, interoperabilidade entre sistemas, segurança da informação, continuidade e recuperação do serviço, gestão de identidades e acessos, portabilidade dos dados, suporte e responsabilidades claramente definidas.
Se forem tratados dados pessoais, devem ser definidos os papéis e as responsabilidades do tratamento, as medidas de segurança e as condições de subcontratação previstas no RGPD. A utilização de vários ambientes não afasta a responsabilidade da entidade pública nem permite duplicar dados sem necessidade.
Antes de adotar o modelo, o Agrupamento deve documentar a arquitetura, os fluxos de dados, os níveis de serviço, os mecanismos de cópia e recuperação, a saída do fornecedor e a compatibilidade com as orientações ou contratos do IGeFE. Um aviso ou contrato específico pode impor requisitos adicionais.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Transição digital na Educação .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , designadamente artigos 24.º, 28.º e 32.º.
Sem a análise técnica e contratual da solução concreta, não é possível afirmar que qualquer arquitetura multicloud esteja autorizada ou seja adequada.
Que áreas devem ser abrangidas pela formação associada às aplicações cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A formação deve ser definida em função das aplicações efetivamente utilizadas e do perfil de cada utilizador. Não deve limitar-se a ensinar a entrar na plataforma: deve permitir executar com segurança os processos que a escola realiza.
De acordo com a orientação disponível, podem ser abrangidas áreas funcionais como:
- gestão de alunos, matrículas e dados;
- assiduidade, turmas e horários;
- relatórios, exportação e validação da informação;
- processos administrativos e financeiros, quando façam parte da aplicação;
- perfis de utilizador, permissões e gestão de acessos;
- proteção de dados, segurança, cópias, continuidade e comunicação de incidentes;
- interoperabilidade com outras aplicações, suporte e procedimentos de recuperação.
O programa concreto deve separar a formação de utilizadores, administradores e equipas de suporte e deve incluir exercícios, documentação e um canal para esclarecer problemas. A lista anterior é uma orientação de conteúdo e não uma grelha legal fechada: o contrato, o projeto ou a entidade responsável podem exigir módulos adicionais.
Fonte oficial
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IGeFE — Transição digital na Educação .
Quando a aplicação trate dados pessoais, a formação deve refletir as medidas organizativas e técnicas aplicáveis ao serviço, incluindo o RGPD e as instruções do responsável pelo tratamento.
O que é o Selo "Escola Sem Bullying Escola Sem Violência"?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Selo **Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência** é uma distinção da Direção-Geral da Educação associada à iniciativa de prevenção e combate ao bullying, ao ciberbullying e a outras formas de violência em contexto escolar.
A escola candidata-se de acordo com a edição em vigor e deve demonstrar o trabalho desenvolvido, designadamente através do plano de prevenção e combate e do relatório ou formulário exigido no procedimento. O selo reconhece uma escola que implementa práticas e um plano de prevenção e combate; não significa que nunca tenha ocorrido bullying, nem constitui uma certificação individual de alunos ou profissionais.
Os prazos, formulário, critérios e lista de escolas certificadas são definidos e publicitados em cada edição. Por isso, não se deve reutilizar automaticamente um prazo ou formulário de uma edição anterior. A escola deve consultar a página oficial da iniciativa e a informação DGE correspondente ao ano da candidatura.
Fontes oficiais
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Iniciativa — Reconhecimento e Selo Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência .
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DGE — Candidatura à certificação 2025 .
O selo não substitui os deveres legais da escola de prevenção, proteção, sinalização e atuação perante situações concretas de violência.
O professor bibliotecário é obrigado a frequentar formação contínua?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. O artigo 15.º da Portaria n.º 192-A/2015 estabelece requisitos específicos de formação contínua para quem exerce o cargo de professor bibliotecário:
- em cada dois anos de exercício do cargo, deve realizar um mínimo de 25 horas de formação contínua em bibliotecas escolares ou em tecnologias da informação e comunicação;
- ao longo de cada período de quatro anos de exercício, deve realizar um mínimo de 50 horas, das quais pelo menos 25 horas devem incidir em bibliotecas escolares.
As duas regras devem ser acompanhadas nos respetivos períodos. Não é seguro concluir, sem verificar os certificados e as datas, que qualquer formação cumpre simultaneamente todos os requisitos. As ações na área das bibliotecas escolares acreditadas pelo CCPFC são incluídas na dimensão científica e pedagógica.
Para um caso individual devem ser conferidos o período efetivo de exercício do cargo, a área da formação, a duração e o reconhecimento ou acreditação da ação. A obrigação não transforma automaticamente toda a formação frequentada pelo docente em formação válida para este artigo.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho, artigo 15.º .
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro , quanto às modalidades e ao reconhecimento da formação contínua.
Os certificados devem ser conservados para comprovar o cumprimento dos mínimos perante a entidade competente.
Quem emite os certificados e diplomas dos Cursos EFA?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), a certificação é comprovada pela emissão de um certificado de qualificações e, quando aplicável, de um diploma de qualificação. A emissão é da responsabilidade da entidade formadora e é feita através do registo no Sistema Integrado de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO), utilizando os modelos oficiais.
A conclusão de uma ou mais unidades de competência (UC) ou unidades de formação de curta duração (UFCD) pode dar lugar a um certificado de qualificações parcial. Quando a entidade formadora não tiver competência para homologar certificados e diplomas, estes devem ser homologados por uma entidade com competência para o efeito, nos termos da regulamentação aplicável.
Os certificados são emitidos em suporte eletrónico através do SIGO e disponibilizados aos titulares pela entidade formadora. A emissão eletrónica e a verificação da autenticidade seguem o artigo 17.º da Portaria n.º 86/2022.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro — artigos 15.º a 17.º .
A que regras está sujeito o ingresso num curso de um estabelecimento de ensino superior privado?IES · Acesso ao Ensino Superior
O ingresso num curso de um estabelecimento de ensino superior privado está sujeito ao regime legal de acesso e ingresso no ensino superior, aplicável sem prejuízo das regras específicas do procedimento concursal. Para os cursos de licenciatura e mestrado integrado, o estabelecimento organiza um concurso institucional, de acordo com o regime geral e com o regulamento aplicável ao ano letivo.
As vagas são fixadas anualmente pelos próprios estabelecimentos, dentro dos limites e orientações legalmente aplicáveis, e são divulgadas pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). A candidatura é apresentada diretamente junto da instituição privada, que divulga o respetivo aviso, prazos, provas de ingresso, pré-requisitos e critérios de seriação.
O candidato deve confirmar na informação oficial do estabelecimento e da DGES se o curso e a instituição estão legalmente reconhecidos e quais as condições concretas da candidatura. Não é correto tratar a candidatura ao privado como se fosse uma colocação automática através da plataforma do concurso nacional do ensino superior público.
Base legal e fonte oficial
- Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, na redação atual;
- Portaria n.º 250/2026/2, de 18 de maio, para os concursos institucionais de ingresso no ano letivo 2026-2027;
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DGES — Informação geral sobre concursos institucionais .
As condições concretas podem variar conforme o curso, a instituição e o concurso anual; por isso, o aviso da instituição é indispensável.
Em que escala são atribuídas as classificações e pode existir apreciação descritiva?EduQA · Currículo e Qualificações
A escala e a forma de registo dependem do nível de ensino e da oferta educativa:
- **1.º ciclo do ensino básico:** a avaliação sumativa exprime-se, em regra, pelas menções qualitativas «Muito Bom», «Bom», «Suficiente» e «Insuficiente», acompanhadas de apreciação descritiva sobre a evolução das aprendizagens e as áreas a melhorar ou consolidar, quando aplicável. No 1.º ano, no 1.º e 2.º períodos, a informação pode ser apenas descritiva; há uma regra específica para Tecnologias da Informação e Comunicação.
- **2.º e 3.º ciclos do ensino básico:** a avaliação sumativa exprime-se na escala de 1 a 5 e pode ser acompanhada de apreciação descritiva quando esta seja relevante.
- **Ensino secundário:** as disciplinas são classificadas na escala de 0 a 20 valores e, quando relevante, a classificação pode ser acompanhada de apreciação descritiva. Cidadania e Desenvolvimento não é objeto de avaliação sumativa nos termos da regulamentação aplicável.
Assim, a apreciação descritiva não substitui a escala legalmente exigida para cada nível; complementa o registo quando a lei o prevê ou quando seja relevante.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho — artigo 24.º ;
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto — artigo 23.º ;
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — artigo 25.º ;
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — regime dos cursos profissionais .
Que escolas podem integrar o TEIP4?EduQA · Administração e Gestão Escolar
O TEIP4 — Territórios Educativos de Intervenção Prioritária de quarta geração — não é uma categoria que qualquer escola possa assumir por decisão própria. Podem integrar o programa as unidades orgânicas situadas em territórios com problemas de inclusão e vulnerabilidade social e educativa que sejam abrangidas pelo aviso de candidatura e cuja candidatura seja aprovada.
O procedimento considera os critérios e prioridades definidos para o programa, a caracterização do território e a capacidade da unidade orgânica para apresentar e executar um plano de melhoria. A integração fica formalizada nos termos do Despacho n.º 7798/2023 e da decisão de admissão/homologação. A lista oficial das unidades orgânicas admitidas é divulgada pela Direção-Geral da Educação.
Por isso, a resposta a um caso concreto deve ser confirmada na lista oficial do TEIP4 e no aviso aplicável, não bastando a localização da escola ou a existência de vulnerabilidade social sem candidatura e aprovação.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho n.º 7798/2023, de 28 de julho — DGE ;
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Lista oficial das unidades orgânicas admitidas no TEIP4 .
Como preencher o campo da remuneração no aditamento?AGSE · Carreira e Formação
Segundo a FAQ oficial da AGSE para Contratos e Aditamentos, no «Aditamento ao Contrato de Trabalho em Funções Públicas a Termo Resolutivo» devem ser preenchidos por extenso dois valores distintos:
- **Remuneração Base Total:** o valor total correspondente ao contrato e às horas objeto do aditamento;
- **Remuneração Horas Aditadas:** apenas o valor correspondente às horas acrescentadas pelo aditamento.
Os valores devem corresponder ao enquadramento remuneratório e às horas efetivamente contratualizadas. Não se deve repetir no segundo campo o valor total do contrato.
Se for necessário corrigir a remuneração base de um contrato de docente, a AGSE indica a utilização de um aditamento retificativo quanto à remuneração. O aditamento deve respeitar as regras do contrato e da aplicação SIGRHE; a FAQ é orientação administrativa e não substitui o Decreto-Lei n.º 32-A/2023, na redação atual.
Base legal e fonte oficial
- Artigos 40.º, 44.º e demais disposições aplicáveis do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , na redação atual;
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AGSE — Contratos e Aditamentos, FAQ sobre remuneração .
Como podem os alunos pedir ajuda ou denunciar situações de bullying ou ciberbullying?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O aluno deve comunicar a situação, o mais cedo possível, a um adulto de confiança: professor, diretor de turma, psicólogo, assistente operacional, direção, encarregado de educação ou outro profissional da escola. A escola deve acolher a comunicação, avaliar o risco, ativar os procedimentos internos de proteção e articular com a família e com as entidades competentes quando a situação o exigir.
Em situações online, é prudente guardar, sem voltar a divulgar o conteúdo, os elementos que permitam identificar o caso, como mensagens, endereços, datas e capturas de ecrã. O aluno pode também recorrer à **Linha Internet Segura**, serviço de apoio indicado pela DGE para situações relacionadas com segurança digital, e usar os canais de denúncia das plataformas. Em perigo imediato ou perante factos que possam constituir crime, deve ser contactada a emergência ou as autoridades policiais.
Não existe uma única resposta válida para todos os casos: a escola deve distinguir conflito pontual, assédio reiterado, ameaça, divulgação ilícita de imagens e outras situações, protegendo a vítima e evitando a exposição desnecessária de dados pessoais.
Base legal e fontes oficiais
- Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar, na redação atual, designadamente os deveres de respeito e as regras de convivência escolar;
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DGE — Iniciativas de cidadania digital nas escolas ;
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Linha Internet Segura ;
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Programa Escola sem Bullying | Escolas sem Violência .
Qual o enquadramento para o envolvimento das autarquias no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar é uma atividade de complemento curricular integrada no sistema educativo e no plano de atividades da escola. A participação das autarquias enquadra-se numa lógica de cooperação institucional e de parceria local, podendo apoiar a implementação das atividades, a articulação territorial, a utilização de instalações ou outras medidas previstas no programa e nos acordos aplicáveis.
Para o ciclo 2026-2028, o Despacho n.º 8285/2026 determina que a AGSE, I. P./Unidade do Desporto Escolar estabeleça relações regulares de cooperação com autarquias e outras entidades que possam ser parceiras na implementação da Estratégia Nacional para o Desporto Escolar. As atividades concretas continuam a ser organizadas no âmbito dos AE/EnA, pelos docentes e estruturas do Desporto Escolar, de acordo com os regulamentos oficiais.
Assim, o despacho não cria uma autorização municipal automática para cada atividade nem transfere para a autarquia a responsabilidade pedagógica da escola. O envolvimento concreto deve ser formalizado e executado de acordo com o plano da escola, as regras de segurança, os regulamentos do Desporto Escolar e as competências de cada entidade.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na redação atual ;
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — pontos 3, 5 e 11 .
Os 20 pontos de crédito associados à Formação em Contexto de Trabalho correspondem a Unidades de Competência ou à definição de uma carga horária?EduQA · Currículo e Qualificações
Não. Os 20 pontos de crédito não são Unidades de Competência e não resultam de uma conversão automática de horas de Formação em Contexto de Trabalho (FCT) em créditos.
Na estrutura das qualificações de nível 4, a Portaria n.º 47/2017 atribui, quando aplicável, 20 pontos de crédito à formação prática em contexto de trabalho dentro dos 110 pontos da componente de formação tecnológica ou profissional. Os pontos de crédito exprimem o peso dos resultados de aprendizagem e das competências certificadas; obtêm-se quando esses resultados são alcançados ou as competências demonstradas.
A carga horária, a organização, o plano e a avaliação da FCT são definidos pelo regime da oferta formativa e pelo plano de formação aplicável. Portanto, os 20 pontos não permitem calcular, por si só, o número de horas nem substituem o plano de FCT.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 47/2017, de 1 de fevereiro — artigo 6.º ;
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — cursos profissionais .
Como é calculada a classificação final de um curso profissionalEduQA · Currículo e Qualificações
Como é calculada a classificação final de um curso profissional?
Nos cursos profissionais abrangidos pela Portaria n.º 235-A/2018, a classificação final do curso (CFC) é obtida pela fórmula:
**CFC = 0,22 × FSC + 0,22 × FC + 0,22 × FT + 0,11 × FCT + 0,23 × PAP**
Em que:
- **FSC** é a média das classificações finais da componente de formação sociocultural;
- **FC** é a média das classificações finais da componente de formação científica;
- **FT** é a média das classificações finais da componente de formação tecnológica;
- **FCT** é a classificação da Formação em Contexto de Trabalho;
- **PAP** é a classificação da Prova de Aptidão Profissional.
As médias e classificações intermédias são calculadas e arredondadas nos termos do artigo 36.º. A classificação final do curso é arredondada às unidades. Em cursos enquadrados em regime provisório no Catálogo Nacional de Qualificações aplicam-se as especificidades previstas no n.º 2 do mesmo artigo.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto — artigo 36.º .
O que são os Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e para a Educação Especial (CRTIC) (1)?EduQA · Inclusão
O que são os Centros de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação para a Educação Especial (CRTIC)?
Os CRTIC são centros da rede nacional do Ministério da Educação especializados em tecnologias de informação e comunicação para a educação especial. Funcionam como centros de recursos e como entidades prescritoras de produtos de apoio à aprendizagem, no âmbito do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA).
Entre as suas funções está a avaliação das necessidades dos alunos no domínio das tecnologias de apoio, a identificação e prescrição de produtos de apoio adequados, o apoio à sua utilização e a articulação com a escola, a família e os restantes intervenientes. A intervenção deve ser fundamentada nas necessidades concretas do aluno e articulada com as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, não significando que todo o aluno tenha automaticamente direito a um equipamento específico.
Os CRTIC funcionam sob a hierarquia do agrupamento de escolas responsável e articulam-se com a Direção-Geral da Educação nos termos da rede e do guia de funcionamento.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — artigo 17.º ;
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Despacho n.º 5291/2015, de 21 de maio ;
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DGE — Guia de funcionamento dos CRTIC .
O que se entende por risco de atraso no desenvolvimento?EduQA · Inclusão
No âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI), «risco grave de atraso de desenvolvimento» significa a existência de condições biológicas, psicoafetivas ou ambientais que implicam uma alta probabilidade de atraso relevante no desenvolvimento da criança.
É diferente de afirmar, sem avaliação, que uma criança tem um atraso. O regime também abrange alterações nas funções ou estruturas do corpo que limitem o desenvolvimento ou a participação da criança nas atividades típicas para a idade e o contexto social. A elegibilidade é analisada segundo os critérios do SNIPI e não resulta automaticamente de uma preocupação isolada ou de uma dificuldade pontual.
O SNIPI dirige-se a crianças dos 0 aos 6 anos e às respetivas famílias. A deteção ou sinalização deve conduzir à avaliação pela equipa local de intervenção, que aprecia a situação e define a resposta adequada com a família.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro — artigos 1.º a 4.º ;
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SNIPI — critérios de elegibilidade .
Como deve ser assegurada a comunicação entre os intervenientes durante o processo de migração para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A comunicação deve ser planeada e contínua entre o AE/EnA, a entidade responsável pelo serviço, os fornecedores e os restantes intervenientes. A escola deve identificar quem decide, quem executa e quem presta suporte, definir um canal oficial, calendarizar as etapas e comunicar previamente os impactos esperados, as indisponibilidades, os procedimentos de apoio e a forma de reporte de incidentes.
A informação partilhada deve ser suficiente para permitir a preparação da escola e a continuidade do serviço, mas deve respeitar a segurança e a proteção de dados. Quando estejam envolvidos dados pessoais, devem ser clarificados os papéis dos intervenientes, os acessos, as medidas de segurança, a recuperação e a resposta a incidentes, nos termos do RGPD e dos requisitos contratuais aplicáveis.
Não existe uma única minuta legal que substitua o plano de comunicação de todos os projetos. O plano concreto deve ser ajustado à aplicação, ao contrato, ao calendário de migração e aos riscos identificados pelo responsável pelo serviço.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Transição digital na Educação ;
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Regulamento (UE) 2016/679 — artigos 5.º, 24.º e 32.º ;
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AGSE — FAQ sobre migração das aplicações escolares para a Cloud .
Que condições devem as escolas assegurar para participar?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais (ADP), podem participar os agrupamentos de escolas e as escolas não agrupadas que assegurem as condições previstas no regulamento da iniciativa. Entre as condições de elegibilidade estão:
- designar um professor ou técnico coordenador ADP;
- designar, sempre que possível, um técnico de serviço social ou outro técnico do gabinete de apoio ao aluno e à família;
- disponibilizar sala devidamente equipada e equipamento informático;
- designar dois assistentes operacionais para o apoio logístico;
- garantir a possibilidade de realizar a formação em horário pós-laboral;
- identificar voluntários formadores, preferencialmente alunos, e pelo menos um aluno Embaixador ADP;
- constituir pelo menos uma turma de formação.
O coordenador acompanha e prepara os voluntários, articula com as famílias e assegura o registo da assiduidade e da execução da formação. Algumas condições adicionais aplicam-se à obtenção do Selo Academia Digital para Pais e não devem ser confundidas com a mera elegibilidade para participar.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição, pontos 4 a 8 ;
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DGE — Academia Digital para Pais 6.ª edição .
Quais são as modalidades de formação?EduQA · Carreira e Formação
O regime jurídico da formação contínua de professores prevê as seguintes modalidades de ações de formação:
- cursos de formação;
- oficinas de formação;
- círculos de estudos;
- ações de curta duração;
- cursos de formação online abertos e massivos (MOOC).
Além destas modalidades organizadas pelas entidades formadoras, pode ser solicitada ao Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC), a título individual ou em pequeno grupo de até sete elementos, a acreditação das modalidades de estágio e/ou projeto.
As modalidades não são equivalentes quanto a duração, avaliação e creditação. As ações previstas nas alíneas a), b), c) e e) do n.º 1 do artigo 6.º têm duração mínima de 13 horas; as ações de curta duração têm duração mínima de 3 e máxima de 6 horas, nos termos do artigo 7.º.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, na redação atual — artigos 6.º e 7.º , incluindo a alteração do
Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro .
Que habilitações académicas são exigidas ao responsável educativo (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
Que habilitações académicas são exigidas ao responsável educativo?
No **ensino doméstico**, o responsável educativo deve deter, pelo menos, o grau de licenciatura. O responsável educativo é, neste regime, o familiar do aluno ou a pessoa que com ele habita e que desenvolve o currículo.
No **ensino individual**, a regra é diferente: o responsável educativo e os demais docentes que desenvolvam o currículo devem estar habilitados para a docência nos termos da legislação aplicável. Não basta, portanto, aplicar automaticamente a exigência de licenciatura do ensino doméstico ao ensino individual.
O grau de licenciatura não dispensa o responsável educativo de celebrar e cumprir o protocolo de colaboração com a escola de matrícula, desenvolver o currículo, participar no acompanhamento e assegurar a realização das provas e avaliações previstas no regime.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto — artigo 4.º, alíneas a) e b), e artigo 16.º ;
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DGE — Ensino individual e ensino doméstico .
O candidato pode alterar as opções de candidatura?IES · Acesso ao Ensino Superior
Em regra, depois de submetida a candidatura aos regimes especiais de acesso e ingresso no ensino superior, o candidato não pode alterar as opções indicadas. A candidatura é válida para o concurso do ano em que é apresentada e a colocação é feita de acordo com as preferências submetidas.
Existe uma exceção específica para os candidatos do **regime F** (praticantes desportivos de alto rendimento): a DGES indica que podem alterar ou submeter a candidatura até três dias corridos após a divulgação da classificação de um exame final nacional, nas condições do regime aplicável.
Antes da submissão, o candidato deve conferir cuidadosamente a ordem das opções e os documentos. Depois do prazo, não se deve presumir que um erro possa ser corrigido livremente: só são possíveis as alterações expressamente permitidas pelo regulamento e pela plataforma da DGES.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 64-A/2023, de 31 de julho ;
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Portaria n.º 248-A/2023, de 1 de agosto ;
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DGES — Regimes especiais, FAQ .
Como são definidos o tipo, frequência e intensidade dos apoios?EduQA · Inclusão
O tipo de intervenção, a frequência e a intensidade dos apoios especializados devem ser definidos de acordo com as necessidades, potencialidades e participação do aluno, com base na avaliação e nos instrumentos de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Quando estejam mobilizados apoios especializados no âmbito de medidas adicionais, esses elementos devem constar do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) e, quando aplicável, do Programa Educativo Individual (PEI). O plano deve indicar também o contexto educativo e os objetivos da intervenção, permitindo acompanhar e avaliar a eficácia das medidas.
Não existe uma frequência ou intensidade fixa igual para todos os alunos. A decisão deve ser fundamentada no processo individual, articulada pela equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva e revista quando a monitorização mostrar que as necessidades se alteraram.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente artigos 8.º, 9.º, 10.º, 21.º e 22.º;
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Orientações oficiais sobre educação inclusiva — DGE .
Os Líderes Digitais colaboram na construção de recursos educativos?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem colaborar, no âmbito da iniciativa e do plano de atividades da escola, em ações de cidadania digital e na divulgação, revisão ou melhoria de recursos dirigidos aos alunos e à comunidade educativa. A DGE enquadra os Líderes Digitais como uma iniciativa de sensibilização e participação dos alunos em temas como segurança, privacidade, pensamento crítico e utilização responsável da Internet.
O modo concreto de participação depende da edição da iniciativa, das orientações disponibilizadas e da organização da escola. Não resulta automaticamente uma obrigação de cada aluno produzir recursos nem uma autorização para publicar conteúdos sem supervisão. A escola deve assegurar acompanhamento por adultos, adequação pedagógica, proteção de dados, direitos de autor e respeito pela segurança dos alunos.
Fontes oficiais
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DGE — Iniciativas de cidadania digital nas escolas ;
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SeguraNet — Líderes Digitais .
As aplicações de gestão de cartões e serviços associados devem migrar para a cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma regra geral que obrigue a migrar automaticamente todas as aplicações de gestão de cartões e serviços associados. A necessidade e o modelo de migração devem ser avaliados caso a caso, considerando a solução utilizada, o serviço prestado, a compatibilidade técnica, os dados tratados, a segurança, a continuidade, o suporte, a recuperação e os requisitos do programa ou contrato aplicável.
Antes de decidir, a escola deve confirmar se a aplicação é abrangida pelo processo ou por uma solução centralizada, qual a entidade responsável e quais os requisitos técnicos e de proteção de dados. Se a solução não cumprir requisitos de segurança, suporte, interoperabilidade ou continuidade, pode ser necessário migrá-la ou substituí-la; essa conclusão exige a análise do caso concreto.
Base legal e fontes oficiais
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IGeFE — Transição digital na Educação ;
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AGSE — FAQ sobre migração das aplicações escolares para a Cloud ;
-
Regulamento (UE) 2016/679 — artigos 5.º, 24.º e 32.º , quando sejam tratados dados pessoais.
A autorização de funcionamento de uma escola particular e cooperativa pode ser recusada? Em que condições?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Sim. A autorização de funcionamento só pode ser recusada com fundamento na inadequação das condições materiais ou pedagógicas, designadamente quando não estejam preenchidos os pressupostos do artigo 27.º do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo.
Entre esses pressupostos contam-se a existência de projeto educativo próprio e regulamento interno, instalações, equipamentos e material didático adequados, direção pedagógica constituída nos termos legais, cumprimento das regras aplicáveis a alunos e pessoal docente, serviços administrativos adequados e garantia de nível pedagógico e científico elevado. A idoneidade da entidade titular e a documentação exigida também devem ser asseguradas nos termos do Estatuto.
O pedido deve ser apresentado nos prazos legais para o ano escolar seguinte. A decisão deve ser comunicada no prazo previsto; decorrido esse prazo sem decisão, o artigo 30.º estabelece o regime de deferimento tácito e a comunicação do início de funcionamento. O estabelecimento não pode iniciar atividade antes da autorização ser comunicada ou antes de decorrido o prazo legal aplicável.
Uma recusa deve indicar o fundamento legal e factual. Não basta invocar genericamente falta de interesse ou conveniência administrativa.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro — artigos 26.º, 27.º, 30.º, 32.º e 34.º .
Que evidências devem ser apresentadas pelas equipas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na iniciativa Líderes Digitais, as evidências devem demonstrar o trabalho desenvolvido pela equipa ao longo da edição concreta. O Documento Orientador da edição 2025/2026 exige, designadamente, que cada equipa realize pelo menos duas intervenções junto da comunidade educativa e participe nos momentos de partilha previstos.
Devem ser conservados os elementos que permitam comprovar essas atividades, como a planificação, os registos das intervenções, os materiais ou campanhas produzidos, as partilhas efetuadas e o balanço/formulário solicitado pelo Centro de Sensibilização SeguraNet. A edição pode ainda indicar a forma e o prazo de envio das evidências; por isso, não existe uma lista universal desligada do documento orientador aplicável.
As fotografias, vídeos ou gravações de alunos só devem ser recolhidos e divulgados nos termos da autorização do encarregado de educação e das regras de proteção de dados previstas na documentação da iniciativa.
Base legal e fonte oficial
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Documento Orientador da iniciativa Líderes Digitais 2025/2026 — n.os 2, 4 e 7 .
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SeguraNet — Líderes Digitais .
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DGE — Iniciativas de Cidadania Digital nas Escolas .
A forma concreta de apresentação deve ser confirmada no documento orientador da edição em que a equipa participa.
Existem ações de formação específicas para docentes sobre Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Existe formação relacionada com o Desporto Escolar, mas o Despacho n.º 8285/2026 não cria um catálogo geral nem um direito automático a uma ação de formação para todos os docentes. O diploma prevê a continuidade do Plano Nacional de Formação de Juízes-Árbitros Escolares, em parceria com federações desportivas e outras associações, e atribui à Unidade de Desporto Escolar da AGSE funções de coordenação, orientação e avaliação.
As atividades do Desporto Escolar são organizadas e dinamizadas por professores de Educação Física e coordenadas pelo coordenador do Desporto Escolar. A formação que venha a ser aberta para docentes, responsáveis de grupos-equipa, juízes ou árbitros depende das ações e regulamentos divulgados para cada ciclo, modalidade ou edição pela AGSE/Unidade de Desporto Escolar, pelas federações ou pelos CFAE.
Assim, a resposta segura é: há iniciativas de capacitação e formação no âmbito do Desporto Escolar, mas é necessário consultar a convocatória, o plano ou o regulamento oficial da ação concreta para saber destinatários, inscrição, acreditação e calendário.
Base legal e fonte oficial
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Despacho n.º 8285/2026, de 1 de julho — n.os 3, 8, 9 e 11 .
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Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro .
O Despacho n.º 8285/2026 regula o ciclo 2026-2028; ações futuras devem ser confirmadas na publicação oficial correspondente.
A FMC permite obter uma qualificação completaEduQA · Currículo e Qualificações
Sim, as Formações Modulares Certificadas (FMC) podem permitir a obtenção de uma qualificação completa integrada no Catálogo Nacional de Qualificações, mas a frequência de uma única UFCD ou UC não basta.
Para obter a qualificação é necessário concluir com aproveitamento todas as UC e/ou UFCD do percurso formativo correspondente e realizar a formação em contexto de trabalho quando esta seja aplicável. A avaliação sumativa tem de ser positiva, com a menção «Com aproveitamento».
Depois da conclusão do percurso, é exigido um processo de validação final perante uma Comissão de Avaliação e Certificação (CAC) integrada num Centro Qualifica ou noutra entidade habilitada. A conclusão de módulos dá lugar a certificado de qualificações; a qualificação completa dá lugar ao diploma emitido pela CAC através do SIGO.
O percurso concreto, as unidades em falta, a formação em contexto de trabalho e os requisitos de acesso devem ser confirmados com a entidade formadora e com o referencial da qualificação no CNQ.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 66/2022, de 1 de fevereiro, na redação atual — artigos 7.º, 8.º e 11.º .
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ANQEP — Formações Modulares Certificadas .
Não se deve confundir o certificado de uma ou mais UFCD/UC com o diploma de uma qualificação completa.
Como se distribuem as 5 horas letivas ao longo do dia na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
Na educação pré-escolar, a componente letiva do educador corresponde a 25 horas semanais, normalmente organizadas em cinco dias, o que corresponde, em regra, a cinco horas letivas diárias. A distribuição concreta da manhã e da tarde é definida pela escola ou pelo agrupamento, de acordo com o período de funcionamento, a organização dos grupos e o projeto educativo.
O regime geral determina que o período de funcionamento deve considerar o número de grupos a acolher. Quando existe intervalo para almoço, este não pode ser inferior a uma hora se houver refeitório e a uma hora e trinta minutos nos restantes casos. Estes intervalos não significam que se aumente a componente letiva semanal do educador.
Não há, portanto, uma lei que imponha a todos os jardins de infância os mesmos horários de início e fim. A escola deve divulgar o horário concreto e respeitar as regras de funcionamento e as orientações da DGE para a educação pré-escolar.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho — artigo 5.º, n.º 1 .
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Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho — artigo 8.º .
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DGE — Ofício-Circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB .
O Ofício-Circular da DGE é uma orientação oficial de organização e desenvolvimento curricular; não substitui a análise do horário concreto do jardim de infância.
Os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam a colaborar com as escolas na promoção do sucesso educativo (2)?EduQA · Inclusão
Sim. Os CRI são serviços especializados existentes na comunidade, acreditados pelo Ministério da Educação, que apoiam e intensificam a capacidade das escolas na promoção do sucesso educativo de todos os alunos.
O seu apoio dirige-se especialmente a crianças e alunos que necessitam de medidas adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão. Os técnicos dos CRI podem integrar, como elementos variáveis, a Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), quando a sua participação seja necessária.
A intervenção deve ser articulada com a escola e ficar definida no Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) e, quando aplicável, no Programa Educativo Individual (PEI), incluindo o tipo de intervenção, a frequência, a intensidade e o contexto. O CRI não substitui a responsabilidade da escola pela decisão e monitorização das medidas.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigos 11.º, n.º 3, alínea d), 12.º, n.º 4, e 18.º .
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DGE — Centros de Recursos para a Inclusão .
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DGE — FAQ sobre o Decreto-Lei n.º 54/2018 .
A disponibilidade concreta de intervenção depende da articulação com o CRI e do que estiver previsto nos documentos do aluno.
Quais são os principais elementos de uma candidatura?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os elementos dependem da ação e do convite concretos. Numa candidatura de projeto escolar, como uma parceria Erasmus+, devem ser apresentados de forma coerente:
- o problema, as necessidades e os objetivos;
- o público-alvo, as atividades, o calendário e os resultados esperados;
- a composição da parceria, o perfil de cada entidade e a distribuição de tarefas;
- o método de gestão, comunicação, controlo de qualidade e gestão de riscos;
- os recursos e o orçamento adequado às atividades;
- o impacto previsto, os indicadores de avaliação, a divulgação dos resultados e a sustentabilidade depois do financiamento.
Devem ainda ser anexados ou confirmados os documentos e declarações exigidos pelo formulário e pelo aviso. Não existe uma lista única válida para todas as candidaturas: a escola deve utilizar o formulário da ação e verificar os critérios de elegibilidade, os prazos e os documentos da Agência Nacional ou da Agência de Execução competente.
Base legal e fonte oficial
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Erasmus+ — formulário-modelo 2026 para parcerias de cooperação no ensino escolar .
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Erasmus+ Programme Guide 2026 — critérios de avaliação e candidatura .
Os elementos obrigatórios e a ponderação podem mudar conforme a ação, pelo que uma candidatura não deve ser preparada apenas com base num modelo de outra ação.
Quem avalia as necessidades dos alunos para efeitos de atribuição de produtos de apoio?EduQA · Inclusão
Para produtos de apoio indispensáveis ao acesso ao currículo, a escola solicita ao Centro de Recursos de Tecnologias de Informação e Comunicação para a Educação Especial (CRTIC) da sua área uma avaliação especializada das necessidades do aluno.
Depois da avaliação, o CRTIC emite a prescrição. No procedimento previsto para estes produtos, a prescrição é validada pela Direção-Geral da Educação e cabe ao agrupamento ou à escola realizar a aquisição, de acordo com as regras aplicáveis.
A EMAEI e os docentes podem fornecer a informação pedagógica e funcional necessária, mas não substituem a avaliação especializada e a prescrição atribuídas ao CRTIC neste regime. O produto e o procedimento devem ser enquadrados no acesso ao currículo e na situação concreta do aluno.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigo 17.º .
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Despacho n.º 7225/2015, de 1 de julho — artigo 10.º .
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DGE — legislação e circulares sobre CRTIC .
Para financiamento ou produtos fora do acesso ao currículo podem ser competentes outras entidades prescritoras, pelo que não se deve generalizar o papel do CRTIC a todos os produtos de apoio.
Qual é o prazo para a escola de matrícula enviar a apreciação síntese do portefólio do aluno?EduQA · Currículo e Qualificações
Depois da reunião de discussão do portefólio, o professor-tutor elabora uma apreciação síntese, podendo incluir recomendações. O diretor deve remetê-la ao encarregado de educação no prazo de 10 dias úteis, contado a partir do dia útil seguinte à data da discussão do portefólio.
O prazo não começa necessariamente na data em que o portefólio foi entregue. O portefólio é remetido à escola com a regularidade definida no protocolo de colaboração e a apreciação síntese é elaborada depois da reunião conjunta com o aluno e o encarregado de educação.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual — artigo 18.º, n.os 3 e 4 .
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DGE — Ensino Individual e Ensino Doméstico .
Se a escola ou o protocolo aplicável usar um procedimento eletrónico, esse procedimento não altera o prazo legal sem fundamento normativo.
O que fazer se não existirem docentes elegíveis no agrupamento?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Quando a pergunta se refere à designação de professor bibliotecário, o diretor deve seguir a sequência própria da Portaria n.º 192-A/2015.
1. Depois de concluído o procedimento interno e verificada a inexistência de docentes que reúnam os requisitos, o diretor comunica essa situação à Direção-Geral da Administração Escolar e indica o número de docentes a designar, nos termos do artigo 7.º.
2. O agrupamento ou a escola não agrupada abre, até 1 de julho, procedimento concursal externo, constitui um júri de três elementos e publicita o concurso na respetiva página eletrónica, com prazos, requisitos, número de lugares e critérios de seleção (artigos 8.º e 9.º).
3. Os candidatos apresentam a candidatura e os documentos comprovativos; o júri elabora e publicita a lista final ordenada, nos termos dos artigos 10.º e 11.º.
4. Se, terminado o concurso, continuar a não existir docente para desempenhar as funções, o diretor designa um docente de carreira do quadro do agrupamento ou da escola não agrupada que considere possuir perfil adequado. Essa designação vigora até ao final do ano letivo (artigo 14.º).
Este regime é específico do professor bibliotecário. Não se deve aplicá-lo automaticamente a qualquer outro cargo ou projeto da escola.
Base legal
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Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho — artigos 7.º a 11.º e 14.º .
Os prazos referidos na portaria podem articular-se com regras especiais dos anos de concurso nacional, previstas no artigo 16.º.
Que papel desempenham as parcerias institucionais?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Numa candidatura de cooperação, as parcerias institucionais não servem apenas para acrescentar nomes ao projeto. Devem reunir entidades com perfis, experiência e competências complementares, capazes de executar as atividades e alcançar os resultados propostos.
A candidatura deve explicar o contributo de cada parceiro, a distribuição de responsabilidades e tarefas, os mecanismos de coordenação e comunicação, a gestão de riscos, a avaliação, a divulgação e a continuidade dos resultados. Os parceiros têm de cumprir os critérios de elegibilidade da ação e, nas ações em que isso seja exigido, estar identificados no momento da candidatura.
No Erasmus+, o número e o tipo de parceiros dependem da ação. Por exemplo, o Programme Guide 2026 exige, para as parcerias de cooperação no ensino escolar, pelo menos três organizações de três países elegíveis; outras ações, como as parcerias europeias para o desenvolvimento escolar, têm composição mínima e perfis próprios.
Assim, uma parceria só é adequada quando a participação de cada entidade é necessária e demonstrável para o plano de trabalho, o impacto e a sustentabilidade do projeto.
Fonte oficial
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Erasmus+ Programme Guide 2026 — parcerias, elegibilidade e critérios de qualidade .
Devem ser consultados o capítulo da ação concreta e o convite aplicável antes de prometer uma parceria ou de fixar o número de entidades.
Devem existir mecanismos de contingência para a utilização das aplicações em cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim, a escola ou a entidade responsável deve prever medidas proporcionais ao risco e à importância das aplicações, sobretudo quando a cloud trata dados pessoais ou suporta processos essenciais. Não existe, porém, uma receita única que obrigue todas as escolas a usar a mesma ferramenta ou arquitetura.
As medidas devem permitir, conforme o risco, manter ou recuperar a disponibilidade e o acesso aos dados, proteger a confidencialidade e a integridade, recuperar de uma falha física ou técnica e testar regularmente a eficácia dos controlos. Na prática, o plano pode incluir cópias de segurança independentes, procedimentos de restauração, contactos e responsabilidades, autenticação e permissões adequadas, alternativa temporária para registos essenciais, comunicação de incidentes e testes documentados.
Se o serviço for prestado por terceiro, a escola deve ainda verificar o contrato, os níveis de serviço, a localização e proteção dos dados, a portabilidade e a assistência à recuperação. A escolha deve resultar de uma análise de risco, não apenas da afirmação de que a aplicação é «cloud».
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 — artigo 32.º .
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CNCS — Roteiro de Capacidades Mínimas de Cibersegurança, plano de continuidade .
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CNCS — gestão de riscos e continuidade dos sistemas .
O artigo 32.º do RGPD exige medidas adequadas ao risco e testes regulares; não transforma uma recomendação técnica específica numa obrigação universal.
Quem monitoriza a eficácia das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão seletivas e adicionais?EduQA · Inclusão
Na redação atual do regime da educação inclusiva, a monitorização e a avaliação da eficácia das medidas seletivas e adicionais são competências da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI), de acordo com o que estiver definido no Relatório Técnico-Pedagógico.
Os docentes e técnicos responsáveis pela implementação aplicam as medidas e fornecem os registos e evidências necessários. A EMAEI acompanha, monitoriza e avalia a aplicação, podendo propor alterações quando os resultados demonstram que as medidas não respondem adequadamente às necessidades do aluno.
Nas medidas adicionais, a mobilização exige ainda que a insuficiência das medidas universais e seletivas esteja fundamentada em evidências e conste do RTP. Se forem necessários recursos adicionais, o diretor deve requerê-los fundamentadamente ao serviço competente.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação da Lei n.º 116/2019 — artigos 9.º, n.º 3, 10.º, n.º 6, e 12.º, n.º 9, alínea c) .
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Lei n.º 116/2019, de 13 de setembro .
Não é correto atribuir esta competência apenas ao professor que executa a medida ou apenas ao diretor.
Há estudos de avaliação sobre o PEBI?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, existe documentação oficial de avaliação do projeto-piloto que antecedeu o Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI). A página atual da DGE identifica e disponibiliza o estudo de avaliação externa do projeto Ensino Bilingue Precoce no 1.º ciclo do ensino básico, que serviu de antecedente ao programa.
O PEBI foi criado a partir dessa experiência e da respetiva avaliação externa, no âmbito da parceria entre a DGE e o British Council, com acompanhamento da DGEstE. A existência desse estudo não permite afirmar, sem nova publicação oficial, que está disponível um estudo de avaliação atualizado de todas as edições do PEBI ou que se encontra em preparação outro estudo.
Para conhecer a avaliação aplicável a uma determinada edição, devem ser consultadas a página do programa, o edital de candidatura e os documentos de monitorização ou avaliação publicados pela DGE.
Fontes oficiais
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — estudo de avaliação do projeto Ensino Bilingue Precoce .
O estudo do projeto-piloto não deve ser apresentado como se fosse automaticamente uma avaliação completa de todas as edições atuais do PEBI.
Que entidades podem ser parceiras dos Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
A Carta de Princípios incentiva parcerias com instituições científicas e de ensino superior, autarquias, Centros Ciência Viva, empresas com investigação e desenvolvimento, museus e outras instituições culturais. A parceria deve contribuir efetivamente para a literacia científica, o trabalho prático e experimental, a interdisciplinaridade ou a abertura da escola à comunidade.
Para um Clube ser reconhecido como Clube Ciência Viva na Escola, a Carta de Princípios prevê, entre outros requisitos, uma parceria com uma instituição de cariz científico, um ou mais professores com tempo adequado — no mínimo três horas semanais —, um espaço apropriado e aprovação pelos órgãos competentes da escola.
A lista de entidades não é uma autorização automática de qualquer parceiro: a escola deve confirmar o interesse, o contributo e a forma de formalização da parceria no procedimento e documentos da rede.
Fonte oficial
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Clubes Ciência Viva na Escola — Carta de Princípios .
A Carta de Princípios é a fonte oficial do programa e deve ser consultada na versão aplicável à candidatura ou reconhecimento do Clube.
Como pode uma escola criar um Clube de Programação e Robótica?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A escola deve começar por consultar a página oficial dos Clubes de Programação e Robótica da DGE/ERTE e o procedimento da edição em vigor, designadamente as áreas «Clubes», «Concurso» e «Iniciativas». A integração na Rede Nacional não resulta apenas de uma decisão informal da escola: depende do registo ou candidatura exigidos para a edição concreta e da aceitação nos termos divulgados pela DGE.
Internamente, é necessário definir o docente responsável, o público-alvo, o modelo de funcionamento, as atividades de programação e/ou robótica, os recursos e a articulação com o projeto educativo e o plano anual de atividades. A escola deve também assegurar as autorizações e regras aplicáveis à participação dos alunos e à divulgação de imagens ou trabalhos.
Os CPR são uma iniciativa da DGE, criada em 2014/2015, e a rede reúne clubes de diferentes níveis de ensino. A página oficial disponibiliza os procedimentos, contactos e listas de clubes registados; esses elementos podem ser atualizados de edição para edição.
Fonte oficial
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ERTE/DGE — Clubes de Programação e Robótica .
Quando não houver concurso ou formulário aberto, a escola deve contactar a DGE/ERTE e não presumir que um registo antigo continua válido para o ano letivo seguinte.
O que acontece se eliminar o relatório médico após ter formalizado o pedido?AGSE · Carreira e Formação
No procedimento de Mobilidade por Motivo de Doença (MPD), o relatório médico é um documento essencial do pedido. A formalização é feita na aplicação SIGRHE e a regulamentação exige o relatório médico em modelo da DGAE, devidamente preenchido e assinado, para comprovar a situação de doença e a necessidade de deslocação, quando aplicável.
Assim, eliminar o relatório médico associado depois de formalizar o pedido não é uma simples eliminação de um anexo sem efeito: deixa o pedido sem o documento obrigatório e, no fluxo da aplicação, pode eliminar ou tornar inválido o pedido formalizado associado. Se a eliminação ocorreu por erro, o docente deve verificar imediatamente o estado no SIGRHE, extrair/preencher novo relatório e apresentar novo pedido ou contactar a AGSE/DGAE dentro do prazo ou procedimento em vigor. Deve guardar o comprovativo de cada submissão.
O efeito operacional exato depende da versão da aplicação e do aviso da respetiva fase; o Decreto-Lei n.º 41/2022, por si só, não substitui as instruções técnicas publicadas para cada ano.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual .
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Despacho n.º 5868-B/2025, de 23 de maio .
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AGSE/DGAE — MPD 2025/2026 .
Os prazos e opções disponíveis no SIGRHE devem ser confirmados no aviso da edição concreta.
O que é o serviço docente extraordinário e em que situações pode ser atribuído?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Considera-se serviço docente extraordinário o serviço docente que, por determinação do órgão de administração e gestão, é prestado para além do número de horas da componente letiva a que o docente está obrigado. Não é qualquer tarefa adicional nem qualquer hora da componente não letiva.
O Estatuto da Carreira Docente considera também extraordinário o serviço prestado por um docente em substituição de outro docente que, por motivo imprevisto, não compareceu a determinado segmento da componente letiva do seu horário. A aula ou atividade de substituição deve respeitar o enquadramento legal e, quando corresponda a lecionação, ser assegurada por docente legalmente habilitado para a disciplina ou atividade.
A direção só pode atribuir este serviço dentro dos limites e condições do ECD e da legislação aplicável. Deve verificar se o serviço excede efetivamente a componente letiva, se resulta de uma necessidade concreta e se não existe uma regra especial que proíba ou condicione a atribuição, designadamente para docentes com determinadas reduções ou regimes protegidos. A atribuição deve ficar refletida no horário e nos registos da escola.
Base legal e fontes oficiais
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ECD — artigo 83.º, na redação atual .
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ECD — artigo 82.º, n.os 5 a 7, e artigo 10.º, quando esteja em causa ausência de curta duração .
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Acórdão do STA de 29/01/2015, processo n.º 05020/09 .
Para saber se uma hora concreta é extraordinária é indispensável conhecer o horário do docente, o motivo da ausência e a atividade efetivamente realizada.
As adaptações ao processo de avaliação interna devem ficar registadas?EduQA · Inclusão
Sim. As adaptações ao processo de avaliação interna são da competência da escola e devem ser fundamentadas e registadas no processo individual do aluno. O registo deve permitir perceber que adaptação foi aplicada, em que contexto e de que modo, sempre respeitando as regras de proteção de dados e de acesso ao processo.
Podem estar em causa, por exemplo, a diversificação dos instrumentos de recolha de informação, formatos acessíveis, produtos de apoio, tempo suplementar, transcrição ou leitura de enunciados, sala separada, pausas vigiadas ou código de cores.
Esta obrigação não deve ser confundida com a avaliação externa. Nas provas e exames existem regras próprias de fundamentação, autorização e comunicação ao Júri Nacional de Exames; as adaptações usadas na avaliação interna devem, quando relevante, sustentar a coerência do processo de avaliação externa.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigo 28.º .
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DGE — FAQ sobre adaptações ao processo de avaliação .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 — coerência entre avaliação interna e externa .
O registo deve corresponder às adaptações efetivamente aplicadas e não a uma fórmula genérica sem evidência.
Como é constituído o Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)?EduQA · Carreira e Formação
Quem aprova o regulamento interno do AE/EnA?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Compete ao Conselho Geral aprovar o regulamento interno do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, nos termos do artigo 13.º, n.º 1, alínea d), do Decreto-Lei n.º 75/2008.
O diretor não aprova sozinho o regulamento. Compete-lhe elaborar e submeter ao Conselho Geral as alterações ao regulamento interno, depois de ouvido o Conselho Pedagógico; este deve acompanhar a proposta com o respetivo parecer nos termos do artigo 20.º, n.os 2 e 3. A aprovação final e as alterações pertencem ao Conselho Geral.
O regulamento deve respeitar a Constituição, a lei e os demais regulamentos aplicáveis. A autonomia da escola permite concretizar a organização interna dentro desse quadro, mas não permite afastar normas legais imperativas.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, na redação atual — artigos 13.º, n.º 1, alínea d), e 20.º, n.os 2 e 3 .
O procedimento concreto de discussão e divulgação deve ainda observar o regulamento aplicável e as regras de participação da comunidade educativa.
Finalizei o meu curso neste ano letivo, sendo este o meu último ano em que estive inscrito(a). Como posso candidatar-me um estágio ERASMUS+ e até quando posso realizar o mesmo?IES · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Finalizei o meu curso neste ano letivo, sendo este o meu último ano em que estive inscrito(a). Como posso candidatar-me a um estágio ERASMUS+ e até quando posso realizar o mesmo?
Um recém-diplomado pode realizar um estágio Erasmus+ no âmbito da mobilidade para estágios de estudantes do ensino superior, mas tem de ser selecionado pela sua instituição de ensino superior durante o último ano de estudos, antes da conclusão do curso. A instituição pode optar por não disponibilizar estágios para recém-diplomados.
O estágio deve ser realizado e concluído no prazo de um ano após a obtenção do diploma. A candidatura, a seleção, os documentos exigidos, o financiamento e o calendário dependem do projeto Erasmus+ e da instituição de ensino superior. Por isso, o interessado deve contactar o gabinete de relações internacionais ou de mobilidade da instituição ainda antes de terminar o curso.
Não basta concluir o curso e candidatar-se pela primeira vez depois da conclusão: a seleção tem de ter ocorrido enquanto o candidato ainda era estudante finalista.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Higher education mobility projects, Programme Guide 2026 .
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Erasmus+ Programme Guide 2026 — mobilidade de recém-diplomados, pp. 54-55 .
O que é a Formação Modular Certificada (FMC)EduQA · Currículo e Qualificações
O que é a Formação Modular Certificada (FMC)?
A Formação Modular Certificada (FMC) é uma modalidade de formação organizada através de unidades de formação de curta duração (UFCD) e, quando aplicável, de unidades de competência (UC) integradas em qualificações do Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ).
A frequência e a conclusão de módulos podem permitir uma certificação parcial. Uma única UFCD não confere, por si só, uma qualificação completa. Para obter uma qualificação completa é necessário cumprir todas as unidades e os restantes requisitos do percurso de qualificação aplicável, incluindo, quando exigido, a formação em contexto de trabalho.
O resultado deve ser certificado pela entidade formadora habilitada e registado no sistema de informação aplicável. Antes da inscrição, deve confirmar-se no CNQ a qualificação, o percurso, as unidades em falta, as cargas horárias e os requisitos de acesso.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 66/2022, de 1 de fevereiro, na redação atual — artigos 7.º, 8.º e 11.º .
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ANQEP — Formações Modulares Certificadas .
Não se deve confundir a certificação de módulos com a atribuição automática do diploma ou certificado de uma qualificação completa.
Como se operacionaliza o PEBI no ensino básico?EduQA · Currículo e Qualificações
O Programa Escolas Bilingues em Inglês (PEBI/BSP) é uma iniciativa da Direção-Geral da Educação (DGE), desenvolvida em parceria com o British Council e acompanhada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). Não é uma disciplina autónoma nem uma regra geral aplicável a todas as escolas: a escola tem de integrar a rede e seguir as orientações e os procedimentos de candidatura e acompanhamento divulgados para o respetivo ano letivo.
No ensino básico, o PEBI concretiza-se através da aprendizagem integrada de parte do currículo em língua inglesa, incluindo disciplinas não linguísticas, articulada com a aprendizagem do Inglês. A implementação começa, em regra, nos anos iniciais de cada ciclo — 1.º, 5.º ou 7.º ano — e é progressiva.
Na informação oficial da DGE atualmente divulgada, o conjunto da aprendizagem integrada de conteúdos curriculares e de Inglês tem como referências 7 a 9 horas semanais no 1.º ciclo e 10 a 12 horas semanais no 3.º ciclo. A distribuição concreta, as disciplinas envolvidas, a metodologia CLIL, os recursos e o acompanhamento devem ser confirmados nas orientações da edição e no plano da escola. A DGE apresenta também uma referência própria para o 2.º ciclo, que deve ser consultada na operacionalização anual.
Assim, não é correto transformar os intervalos de referência do PEBI numa carga horária legal universal. A escola deve consultar a DGE, a DGEstE e a documentação da edição em que participa.
Fonte oficial
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DGE — Programa Escolas Bilingues/Bilingual Schools Programme .
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DGE — Orientações de operacionalização do PEBI .
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DGE — Documento de enquadramento do PEBI .
Quem pode candidatar-se ao ensino superior através do regime geral?IES · Acesso ao Ensino Superior
Para o Concurso Nacional de Acesso de 2026-2027, pode apresentar-se ao regime geral quem reúna cumulativamente as condições gerais e as condições do par instituição/curso.
Em termos gerais, é necessário:
- ter concluído um curso do ensino secundário ou habilitação legalmente equivalente;
- demonstrar capacidade para frequentar o ensino superior;
- não estar abrangido pelo estatuto do estudante internacional;
- ter realizado as provas de ingresso exigidas para o par instituição/curso e obtido as classificações mínimas;
- satisfazer os pré-requisitos, quando existam; e
- atingir a classificação mínima de candidatura fixada para esse par.
As provas de ingresso correspondem aos exames finais nacionais e os elencos aplicáveis são fixados pelas deliberações da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior. A candidatura é apresentada online, nos prazos divulgados pelo Instituto para o Ensino Superior, I. P., e permite ordenar as opções por preferência.
Ser titular de uma autorização de residência em Portugal não substitui a verificação destas condições. Também é necessário confirmar se o candidato está ou não abrangido pelo estatuto do estudante internacional.
Base legal e fontes oficiais
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio — artigos 4.º, 7.º, 8.º e 22.º .
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Decreto-Lei n.º 296-A/98, de 25 de setembro, na redação atual .
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DGES — Informação geral sobre o acesso ao ensino superior .
Quais as principais competências do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)?EduQA · Carreira e Formação
Quais são as principais competências do Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC)?
Nos termos do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, compete ao CCPFC, designadamente:
- acreditar as entidades formadoras e as ações de formação contínua;
- acreditar cursos de formação especializada;
- acreditar ações de formação realizadas no estrangeiro, nas condições legais;
- acreditar disciplinas singulares de ensino superior para efeitos de formação contínua;
- acreditar formadores e consultores de formação;
- acompanhar e avaliar o sistema de formação contínua; e
- emitir pareceres e produzir informação sobre o sistema, incluindo o relatório trienal previsto na lei.
O CCPFC não substitui as entidades formadoras nem certifica automaticamente qualquer curso ou ação. A acreditação depende do procedimento e dos requisitos aplicáveis à entidade, à ação, ao formador ou ao consultor.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 22/2014, de 11 de fevereiro — artigo 22.º .
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Decreto-Lei n.º 9-A/2025, de 14 de fevereiro , que alterou o regime da formação contínua.
As medidas de suporte à aprendizagem e inclusão aplicam-se aos alunos em ensino individual?EduQA · Inclusão
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão aplicam-se aos alunos em ensino individual?
Sim. O facto de o aluno estar em ensino individual não afasta, por si só, o regime de educação inclusiva. Se forem identificadas necessidades de suporte, a escola deve aplicar o regime do Decreto-Lei n.º 54/2018, na redação atual, com as adaptações próprias deste modelo de ensino.
O protocolo de colaboração celebrado no âmbito do ensino individual deve identificar os intervenientes e responsabilidades, explicar a gestão do currículo e prever as formas de acompanhamento e monitorização. Deve também prever a possibilidade de a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva da escola de matrícula aconselhar o responsável educativo e o encarregado de educação sobre práticas pedagógicas inclusivas.
O protocolo não substitui a análise individual do aluno nem significa que qualquer medida seja automática. A medida e os apoios concretos dependem da avaliação das necessidades, dos procedimentos da escola e do regime legal aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — regime jurídico da educação inclusiva .
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual — artigo 12.º, n.º 2, alínea f) .
O que são \"Alianças para a Inovação\"?IES · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O que são as «Alianças para a Inovação»?
As Alianças para a Inovação são uma ação da Ação-Chave 2 do Erasmus+ destinada a reforçar a cooperação entre o ensino superior, o ensino e formação profissional e o mercado de trabalho. Pretendem desenvolver soluções para necessidades de competências, inovação pedagógica, novos programas e qualificações, microcredenciais, empreendedorismo e ligação entre educação, investigação e empresas, conforme o lote e o convite anual.
É uma ação centralizada, gerida pela Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA) através do portal Funding & Tenders. Não é, em regra, uma candidatura isolada de uma escola: a composição do consórcio, o número de países, os tipos de entidades e os demais requisitos dependem do lote e do convite do ano.
Uma instituição interessada deve verificar no Guia do Programa Erasmus+ 2026 o lote aplicável, a elegibilidade, a composição mínima da parceria, o prazo, os resultados esperados e o canal de candidatura. A participação de uma escola só é possível se estiver abrangida pela composição e pelas funções previstas na ação concreta.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Alliances for Innovation, Programme Guide 2026 .
Em que consiste a componente letiva na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
A componente letiva dos educadores de infância é de 25 horas semanais, nos termos do artigo 77.º, n.º 1, do Estatuto da Carreira Docente. Na organização do jardim de infância, corresponde normalmente a cinco horas diárias de trabalho pedagógico com o grupo, intencionalmente planeado, desenvolvido e avaliado pelo educador.
A componente letiva inclui dois períodos — manhã e tarde — e não inclui o almoço, o repouso, quando exista, nem as atividades de animação e de apoio à família. Estas atividades integram uma resposta distinta da componente letiva e não podem ser confundidas com o horário letivo do educador.
Compete ao educador promover o desenvolvimento e o bem-estar das crianças, construir e gerir o currículo e planear e avaliar as aprendizagens, em articulação com a equipa educativa, as famílias e a comunidade. A distribuição concreta do horário deve respeitar a legislação, o calendário, o regulamento interno e as orientações oficiais aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 77.º, n.º 1 .
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018 — artigo 5.º, n.º 1 .
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DGE — Ofício-Circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB .
As medidas de suporte à aprendizagem e inclusão aplicam-se aos alunos em ensino doméstico (1)?EduQA · Inclusão
As medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão aplicam-se aos alunos em ensino doméstico?
Sim. O ensino doméstico também está abrangido pelo regime de educação inclusiva quando o aluno apresenta necessidades de suporte à aprendizagem e à inclusão. A escola de matrícula deve analisar a situação individual e articular a resposta nos termos do Decreto-Lei n.º 54/2018, na redação atual.
No protocolo de colaboração do ensino doméstico devem constar, entre outros elementos, as responsabilidades dos intervenientes, a gestão do currículo, o acompanhamento e a monitorização das aprendizagens. O protocolo deve ainda prever a possibilidade de a equipa multidisciplinar de apoio à educação inclusiva aconselhar o responsável educativo e o encarregado de educação sobre práticas pedagógicas inclusivas.
Isto não significa que uma medida seja atribuída automaticamente. A identificação, a decisão e o acompanhamento dependem das necessidades concretas do aluno e dos procedimentos previstos na legislação.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — regime jurídico da educação inclusiva .
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual — artigo 12.º, n.º 2, alínea f) .
Estou a frequentar um curso superior em Portugal com autorização de residência para estudo. Posso candidatar-me através do Concurso Nacional de Acesso?IES · Acesso ao Ensino Superior
A frequência de um curso superior em Portugal e a existência de uma autorização de residência para estudo não permitem, por si só, concluir que o estudante pode usar o Concurso Nacional de Acesso.
No regime geral de 2026-2027, o candidato não pode estar abrangido pelo estatuto do estudante internacional. Para um cidadão que não tenha nacionalidade portuguesa ou de outro Estado-Membro da União Europeia, a lei prevê uma exceção quando reside legalmente em Portugal há mais de dois anos, de forma ininterrupta, em 31 de agosto do ano de ingresso. Porém, o tempo de residência com autorização de residência para estudo não releva para esse prazo de dois anos.
Assim, uma autorização de residência para estudo, isoladamente, não afasta o estatuto de estudante internacional. Se o estudante estiver abrangido por esse estatuto, o ingresso em licenciatura ou mestrado integrado realiza-se, em regra, pelo concurso especial de acesso para estudantes internacionais, e não pelo regime geral. Se, pelo contrário, não estiver abrangido pelo estatuto internacional por preencher uma exceção legal — por exemplo, nacionalidade da União Europeia ou residência legal relevante que não resulte apenas de autorização para estudo — pode candidatar-se pelo regime geral, desde que cumpra as demais condições. A nacionalidade, o tipo de autorização, a duração e as restantes exceções devem ser confirmados no caso concreto junto da DGES e da instituição.
Base legal e fontes oficiais
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março — artigos 3.º e 4.º .
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Portaria n.º 219/2026/1 — artigo 4.º, alínea c) .
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DGES — Informação geral sobre o acesso ao ensino superior .
O que se entende por nível zero?EduQA · Currículo e Qualificações
No regime atual de Português Língua Não Materna (PLNM) do ensino secundário, o nível zero é o nível criado para alunos que desconhecem a língua e o alfabeto portugueses.
O posicionamento não é presumido apenas pela nacionalidade ou pela língua materna. Quando o aluno entra no sistema educativo, a escola deve realizar um diagnóstico das competências e necessidades linguísticas, usando os descritores do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e as orientações da Direção-Geral da Educação. Esse diagnóstico permite posicionar o aluno em nível zero ou num dos níveis de proficiência previstos: iniciação (A1/A2), intermédio (B1/B2) ou avançado (C1).
O nível zero não é uma classificação geral de escolaridade nem significa, por si só, que o aluno não possa aprender outras disciplinas. É uma forma de organizar a resposta de PLNM e o acesso progressivo à língua de escolarização, de acordo com o diagnóstico e com a organização da escola.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março — artigo 2.º, n.os 2 a 6 .
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Despacho Normativo n.º 3/2026 — regras de avaliação e provas aplicáveis ao PLNM .
Quando se deve proceder à abertura de um novo procedimento concursal?AGSE · Carreira e Formação
No recrutamento temporário de docentes, a escola não deve simplesmente escolher outro candidato quando a lista ordenada já foi utilizada. De acordo com a orientação da DGAE, quando a lista ordenada se encontra esgotada — por exemplo, por não aceitação, não apresentação, denúncia ou penalização de candidatos — ou quando não existem candidatos, o horário deve ser anulado no SIGRHE, com indicação obrigatória do motivo.
Se a necessidade continuar, a escola pode submeter um novo pedido de horário, em reserva de recrutamento ou em contratação de escola, conforme o caso e as regras aplicáveis. Para uma nova necessidade de substituição, deve ser usado o novo pedido de horário no SIGRHE, com o motivo adequado.
Portanto, «abrir um novo procedimento» não é uma consequência automática de qualquer dificuldade. Primeiro é preciso verificar o estado do horário e da lista, anulá-lo nos termos indicados e confirmar se a necessidade persiste. Se já existir um candidato selecionado num procedimento ativo, não é possível selecionar outro candidato dessa mesma lista.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento, contratação de escola e horários .
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual — regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente .
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Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Quem pode sinalizar uma criança para o SNIPI?EduQA · Inclusão
O Decreto-Lei n.º 281/2009 não estabelece uma lista fechada de pessoas com competência exclusiva para sinalizar, mas também não permite afirmar, sem mais, que qualquer pessoa tenha uma competência formal ilimitada. O SNIPI funciona através da articulação dos serviços da educação, da saúde e da ação social, em colaboração direta com as famílias e a comunidade.
Na prática, a família pode comunicar a preocupação e os profissionais ou serviços que acompanhem a criança podem detetar e encaminhar uma situação, designadamente nos setores da saúde, da educação ou da segurança social. A sinalização deve permitir avaliar se a criança, entre os 0 e os 6 anos, apresenta alterações ou risco grave de atraso do desenvolvimento abrangido pelo SNIPI. O circuito concreto deve ser confirmado junto da Equipa Local de Intervenção ou do serviço competente da área de residência.
Depois da deteção e sinalização, a equipa competente analisa a situação, verifica a elegibilidade e, quando aplicável, organiza a intervenção precoce centrada na criança e na família. Sinalizar não equivale a determinar automaticamente que a criança é elegível nem substitui a avaliação da equipa local.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro — artigos 1.º a 5.º .
Escolas de referência para a educação bilingueEduQA · Inclusão
O que são as escolas de referência para a educação bilingue?
As escolas de referência para a educação bilingue são uma resposta educativa especializada para implementar o modelo de educação bilingue e garantir o acesso ao currículo nacional comum.
O modelo assegura:
- o desenvolvimento da Língua Gestual Portuguesa (LGP) como primeira língua (L1);
- o desenvolvimento da língua portuguesa escrita como segunda língua (L2); e
- espaços de reflexão e formação para o trabalho colaborativo entre profissionais, famílias e comunidade educativa.
Estas escolas integram docentes com formação especializada em educação especial na área da surdez, docentes de LGP, intérpretes de LGP e terapeutas da fala. Devem ainda dispor de equipamentos e materiais de suporte visual às aprendizagens e organizar respostas diferenciadas de acordo com as características dos alunos, promovendo o acesso ao currículo, a participação e ambientes bilingues.
Os alunos que necessitam destes recursos têm prioridade na matrícula ou renovação de matrícula nas escolas de referência, nos termos do Estatuto da Carreira e do regime de educação inclusiva aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — artigo 15.º .
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Decreto-Lei n.º 54/2018 — artigo 27.º, n.º 2, sobre prioridade de matrícula .
Qual é a duração da equiparação a bolseiro para a realização de curso conferente ao grau de doutor?AGSE · Carreira e Formação
Para a realização de um curso conferente ao grau de doutor, a equiparação a bolseiro pode ser concedida até três anos. A duração pode ser prorrogada, a título excecional e mediante fundamentação, por mais um ano escolar.
A duração concreta depende do despacho que conceda a equiparação, das condições do curso e do procedimento aplicável. O período de equiparação é contado, para os efeitos previstos na lei, como prestação efetiva de serviço.
Base legal
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Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto — artigo 6.º, n.º 2, e artigo 7.º .
Que impacto se espera para os participantes?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma resposta única para todas as ações Erasmus+. O impacto esperado depende da ação, do projeto aprovado, do perfil dos participantes e dos objetivos e indicadores definidos na candidatura.
Em termos gerais, um projeto pode procurar desenvolver competências profissionais, linguísticas, digitais, sociais e interculturais, aumentar a autonomia e a capacidade de adaptação, melhorar a participação e produzir aprendizagens transferíveis para a escola, a organização ou o mercado de trabalho. Esses resultados devem ser definidos de forma verificável no projeto, acompanhados durante a atividade e avaliados no final.
Não é correto prometer automaticamente emprego, uma determinada certificação ou um resultado profissional apenas porque alguém participa numa mobilidade. O impacto concreto depende da ação e da execução efetiva do projeto.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Quality standards .
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Erasmus+ Programme Guide 2026 .
A submissão do relatório médico é reversível?AGSE · Carreira e Formação
Não é seguro responder sempre «sim» ou sempre «não» sem saber em que fase se encontra o pedido na aplicação SIGRHE.
Na mobilidade por doença, a possibilidade de eliminar, substituir ou corrigir o relatório médico depende do estado da candidatura, do prazo em curso e das funcionalidades disponibilizadas na aplicação para essa fase. Enquanto o pedido estiver editável e ainda não tiver sido submetido para validação, o docente deve usar a opção disponibilizada no SIGRHE para corrigir ou substituir o documento, se essa opção estiver disponível.
Depois da submissão definitiva, do encerramento do prazo ou do início da validação pelo agrupamento/escola não agrupada, não se deve presumir que a alteração ou eliminação continua possível. Nessa situação, o docente deve consultar a nota informativa e o manual da edição e, se a aplicação não permitir a correção, contactar a DGAE pelos canais indicados.
O Decreto-Lei n.º 41/2022 estabelece o regime da mobilidade por doença, mas não permite concluir, sem consultar a fase concreta do procedimento, que toda a submissão de relatório é reversível.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual .
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DGAE — Mobilidade de docentes por motivo de doença .
As instituições podem candidatar-se diretamente ao financiamento?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Podem, mas apenas quando a ação Erasmus+ admitir a candidatura direta da entidade e esta cumprir os critérios de elegibilidade. A possibilidade não é igual em todas as ações.
Nas ações descentralizadas, a candidatura é normalmente apresentada à Agência Nacional competente. Nas ações centralizadas, a candidatura é apresentada à Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura (EACEA), através do portal Funding & Tenders. Algumas ações exigem um consórcio ou uma acreditação e não permitem que uma instituição se candidate isoladamente.
Antes de apresentar uma candidatura, a instituição deve confirmar no Guia do Programa e no convite anual: quem pode ser candidato ou coordenador, se é necessário um consórcio, o sistema de registo aplicável, os documentos, os custos elegíveis, o prazo e o canal de submissão. O simples registo da organização não garante financiamento.
Fonte oficial
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Erasmus+ — How to apply .
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Erasmus+ — Registration of organisations .
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Erasmus+ Programme Guide 2026 .
O que deve fazer o Agrupamento de Escolas se o fornecedor ainda não disponibilizar uma solução cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma autorização legal genérica para começar a utilizar qualquer solução cloud apenas porque a solução contratada ainda não está disponível. O agrupamento deve registar a indisponibilidade, comunicar a situação à entidade competente pela contratação e pela gestão do serviço e aplicar o plano de continuidade ou a solução transitória autorizada.
Enquanto não houver validação técnica, contratual e de proteção de dados, não devem ser colocados numa plataforma não aprovada dados pessoais de alunos, famílias ou trabalhadores, nem documentos sujeitos a dever de confidencialidade. A solução transitória deve limitar os dados tratados ao necessário, controlar os acessos, garantir cópias de segurança e permitir a recuperação do serviço.
Se o fornecedor tratar dados por conta da escola ou de outra entidade pública, o contrato deve definir o objeto, as instruções, a confidencialidade e as medidas técnicas e organizativas adequadas. A escola deve seguir as instruções internas do agrupamento, do município ou do organismo responsável pelo sistema; quando não exista orientação, deve pedir decisão formal à entidade responsável antes de migrar os dados.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD) — artigos 25.º, 28.º e 32.º .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2018 — orientações de segurança para a Administração Pública .
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
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CNCS — Quadro Nacional de Referência para a Cibersegurança .
O prazo e a solução concreta dependem do contrato, do responsável pelo tratamento e das orientações técnicas aplicáveis ao sistema; não devem ser inventados pelo RADAR.
Os Desafios SeguraNet podem ser articulados com o currículo?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Desafios SeguraNet são uma iniciativa de cidadania digital que pode ser integrada em atividades curriculares, projetos da escola e ações de Cidadania e Desenvolvimento, desde que a articulação seja feita pelos docentes e pelas estruturas da escola de acordo com o currículo e o projeto educativo.
Os desafios trabalham temas relacionados com a utilização segura, responsável e crítica da Internet e dos meios digitais. Podem ser associados, conforme o nível e a atividade, às Aprendizagens Essenciais de Tecnologias da Informação e Comunicação, à cidadania digital e a outras áreas de conteúdo. A associação não transforma a iniciativa numa disciplina autónoma nem impõe uma carga horária nacional própria.
A escola deve selecionar os desafios adequados, enquadrá-los no seu planeamento e respeitar as regras de proteção de dados, autorização e utilização de imagem quando recolher ou divulgar trabalhos dos alunos.
Fonte oficial
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — livreto dos Desafios, com referência às Aprendizagens Essenciais de TIC e à Cidadania .
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DGE — iniciativas de cidadania digital nas escolas .
Sou estudante e tenho interesse em fazer intercâmbio numa universidade portuguesa. Como posso candidatar-me a bolsas ERASMUS+?IES · Ensino Superior e Acesso
Pode candidatar-se a uma mobilidade Erasmus+, mas a candidatura à bolsa não é apresentada diretamente pelo estudante à Comissão Europeia. Para a mobilidade de estudantes do ensino superior, deve começar por contactar o gabinete de relações internacionais ou de mobilidade da instituição de ensino superior que frequenta.
Em regra, deve confirmar que a instituição de origem participa no Erasmus+, verificar se existe um acordo interinstitucional com a instituição portuguesa de destino quando esse acordo seja exigido, apresentar a candidatura dentro do prazo e segundo os critérios da instituição de origem e, se for selecionado, formalizar o acordo de aprendizagem e o acordo financeiro aplicável.
A seleção, os prazos, as vagas e o financiamento dependem da instituição de ensino superior e do projeto Erasmus+ aprovado. A existência de um acordo ou a apresentação da candidatura não garante, por si só, a atribuição de financiamento. Se não existir o acordo necessário, o gabinete de mobilidade deve esclarecer se existe outra modalidade ou outro projeto aplicável.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Higher education mobility projects, Programme Guide 2026 .
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Erasmus+ — Inter-institutional agreements .
Os Desafios SeguraNet promovem prevenção do discurso de ódio e violência online?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Desafios SeguraNet incluem propostas de sensibilização e atividades relacionadas com a prevenção do discurso de ódio, da violência online e de outras formas de utilização nociva da Internet.
O livreto dos Desafios apresenta atividades de reflexão, debate e produção coletiva sobre o discurso de ódio, promovendo respeito, empatia, diálogo e comportamentos responsáveis nos ambientes digitais. A forma de participação e as atividades concretas dependem da edição e do regulamento anual da iniciativa.
Esta é uma iniciativa educativa de cidadania e segurança digital. A referência aos Desafios SeguraNet não significa, por si só, que cada atividade constitua uma obrigação legal autónoma para todas as escolas.
Fonte oficial
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SeguraNet — Livreto dos Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — recursos de apoio .
Como são criados os Cursos com Planos Próprios?EduQA · Currículo e Qualificações
Cada Curso com Plano Próprio é criado para um estabelecimento de ensino por uma portaria específica. Essa portaria aprova a matriz curricular e estabelece o regime de organização e funcionamento do curso concreto.
Assim, não basta aplicar uma designação genérica: é necessário consultar a portaria que criou o curso e verificar a escola, o curso, o ciclo ou nível de ensino, a matriz curricular e as regras de organização nela previstas.
O enquadramento geral resulta do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual. As Portarias n.os 235-A/2018 e 226-A/2018 só devem ser citadas quando forem aplicáveis à modalidade ou ao curso em causa; não substituem a portaria específica que cria cada Curso com Plano Próprio.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
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DGE — Cursos com Planos Próprios .
Para responder a um caso concreto, deve ser identificada a portaria que aprovou o curso da escola em causa.
O calendário escolar deve ser considerado no planeamento da migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. O calendário escolar deve ser considerado como uma restrição operacional no plano de migração, embora não exista, nas normas gerais consultadas, uma regra que fixe um dia único ou uma proibição absoluta de migrar durante determinado período.
Na prática, a escola deve identificar períodos críticos — início do ano letivo, matrículas, avaliações, exames e encerramento do ano — e, sempre que possível, programar as alterações fora desses períodos. O plano deve incluir cópias de segurança verificadas, testes prévios, comunicação aos utilizadores, janela de mudança, plano de reversão e suporte durante a entrada em produção.
Esta cautela resulta dos deveres de segurança, disponibilidade, continuidade e proteção dos dados. A data concreta depende do serviço, do contrato, do fornecedor e da avaliação de risco da escola; não deve ser inventada pelo RADAR.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), artigos 25.º, 28.º e 32.º .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2018 .
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
Até quando pode ser pedida a senha de acesso à candidatura online?IES · Ensino Superior e Acesso
Não existe, na Portaria n.º 219/2026/1, uma data universal autónoma para todos os pedidos de senha. O regulamento determina que o estudante deve pedir a senha no sítio do Instituto para o Ensino Superior, I. P., para aceder à candidatura online, e que os prazos dos atos do concurso são fixados por despacho do presidente daquele Instituto.
Por isso, o pedido deve ser feito dentro do prazo indicado nas instruções e no calendário oficiais da fase de candidatura em que o estudante pretende concorrer, antes de submeter a candidatura. A senha atribuída para o concurso nacional de acesso de 2026 é válida para todas as fases desse concurso.
O candidato deve confirmar sempre o prazo concreto no aviso ou despacho aplicável publicado pelo Instituto para o Ensino Superior, I. P. O RADAR não deve transformar o prazo de uma fase ou de um ano num prazo geral para todos os concursos.
Base legal
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Portaria n.º 219/2026/1, de 12 de maio, artigos 5.º, 22.º e 23.º .
Quem promove a Academia Digital para Pais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A Academia Digital para Pais é uma iniciativa da E-REDES, desenvolvida em parceria com o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, I. P. (EduQA, I. P.). Destina-se a pais e encarregados de educação de crianças e jovens que frequentam o ensino básico ou o ensino secundário e disponibiliza ações de formação para o desenvolvimento de competências digitais.
Na 6.ª edição, o regulamento identifica ainda o apoio do Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro e do Centro de Sensibilização SeguraNet na produção de conteúdos e na formação dos voluntários. A responsabilidade e o modelo de cada edição devem ser confirmados no respetivo regulamento.
Fonte oficial
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição 2026 .
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EduQA/DGE — Academia Digital para Pais .
Os Desafios SeguraNet incluem atividades práticas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Desafios SeguraNet são acompanhados por propostas práticas e colaborativas, que podem ser adaptadas pela escola ao nível etário e ao contexto da turma.
O livreto oficial inclui, entre outras possibilidades, a criação de murais, debates e momentos de reflexão, dramatizações, jogos, produção de conteúdos multimédia e campanhas de sensibilização. A atividade concreta depende do desafio e da edição em causa. A escola deve respeitar as regras da iniciativa e, quando recolher ou divulgar trabalhos dos alunos, observar as autorizações e as regras aplicáveis à proteção de dados e à utilização de imagem.
Fonte oficial
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SeguraNet — Livreto dos Desafios SeguraNet .
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SeguraNet — Desafios SeguraNet .
Que sistemas eletrónicos são utilizados na gestão dos projetos aprovados?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe uma única plataforma aplicável a todos os projetos Erasmus+. O sistema depende da ação e de quem a gere.
- Nas ações centralizadas, geridas pela Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura, a candidatura e os atos indicados no convite são feitos no Funding & Tenders Portal.
- Nas ações descentralizadas, geridas pela Agência Nacional, são usados os sistemas Erasmus+ indicados no convite e no manual aplicável, incluindo o portal de candidatura e, depois da aprovação, o Beneficiary Module para a gestão, mobilidades, relatórios e documentação do projeto, quando essa ferramenta se aplique.
- A Comissão Europeia ou a Agência Nacional pode ainda exigir módulos ou formulários específicos para a ação concreta.
Assim, a escola deve consultar o convite, o Guia do Programa e as instruções da entidade gestora antes de submeter informação. O nome da plataforma não deve ser deduzido apenas do título do projeto.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Programme Guide 2026, candidatura e plataformas .
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Erasmus+ — How to apply .
A internet disponível pode ser insuficiente para garantir o funcionamento das aplicações em cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. A ligação disponível pode ser insuficiente se a largura de banda, a latência, a cobertura sem fios, a capacidade da rede interna ou a redundância não forem adequadas ao número de utilizadores e às aplicações usadas pela escola.
Antes de migrar ou contratar uma solução cloud, a escola deve medir a conectividade nos períodos de maior utilização, confirmar os requisitos técnicos do fornecedor, verificar a capacidade dos equipamentos de rede e prever uma solução de contingência. Também deve testar a disponibilidade, a recuperação e a segurança do serviço e assegurar que o tratamento de dados pessoais está contratualmente enquadrado.
A insuficiência não pode ser presumida apenas por a aplicação estar na cloud: deve ser demonstrada por uma avaliação técnica. Do mesmo modo, a existência de internet não prova que a solução está apta a entrar em produção.
Base legal e fontes oficiais
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Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), artigos 25.º, 28.º e 32.º .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 41/2018 .
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Centro Nacional de Cibersegurança — Quadro Nacional de Referência para a Cibersegurança .
Que informação sobre monitorização e avaliação das medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão deve constar do Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?EduQA · Inclusão
O RTP deve indicar, para cada medida de suporte proposta, o modo de operacionalização, incluindo os objetivos, as metas e os indicadores de resultados. Deve também identificar os procedimentos para avaliar a eficácia de cada medida.
Quando o RTP propõe medidas com implementação plurianual, deve definir momentos intercalares para avaliar a sua eficácia. Assim, não basta escrever que a medida será «acompanhada»: o relatório deve permitir saber o que se pretende alcançar, como será verificado e quando será feita a avaliação.
O conteúdo concreto deve ser adaptado às necessidades do aluno e às medidas mobilizadas pela equipa multidisciplinar; o artigo 21.º não impõe uma tabela única para todos os casos.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 21.º, n.º 2, alíneas c) e e), e n.º 5 .
Onde existem equipas de Líderes Digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
As equipas de Líderes Digitais existem nas escolas e unidades orgânicas que participam na iniciativa SeguraNet. A página oficial «Onde estamos» apresenta a participação divulgada pela iniciativa e deve ser consultada para saber quais são as escolas ou territórios abrangidos em cada edição.
Não há uma lista legal permanente nem uma garantia de que todas as escolas participem em todos os anos. A composição e o número de equipas podem mudar de edição para edição, de acordo com as inscrições e regras da iniciativa.
Fonte oficial
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SeguraNet — Onde estamos .
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DGE — iniciativas de cidadania digital .
O Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) faz parte do processo individual do aluno?EduQA · Inclusão
O Relatório Técnico-Pedagógico (RTP) faz parte do processo individual do aluno? A informação é confidencial?
Sim. O Relatório Técnico-Pedagógico integra o processo individual do aluno. Toda a informação resultante da intervenção técnica e educativa está sujeita aos limites constitucionais e legais aplicáveis, incluindo as regras de proteção de dados pessoais, acesso à informação e sigilo profissional.
Isto não significa que o documento seja absolutamente inacessível: o acesso deve ser limitado às pessoas e entidades que tenham fundamento legal e necessidade funcional para intervir, acompanhar ou decidir no processo educativo. A escola deve guardar e transmitir o RTP pelos meios adequados, evitando divulgação a pessoas sem legitimidade.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, artigo 21.º, n.º 8, e artigo 26.º .
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Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD) .
O exercício de funções no estrangeiro afeta o vínculo de origem do docente em Portugal?AGSE · Carreira e Formação
Depende do tipo de vínculo e do regime de colocação, mas o exercício de funções nas escolas portuguesas no estrangeiro não elimina automaticamente o lugar de origem do docente de carreira.
O Decreto-Lei n.º 78/2025 alargou a determinados docentes que se deslocam de Portugal a garantia de manutenção do lugar de origem por um período até quatro anos, nos termos do diploma que regula a escola portuguesa no estrangeiro. O exercício no estrangeiro pode pressupor uma licença ou outra situação jurídica própria, pelo que não é correto afirmar, sem analisar o caso, que todo o vínculo fica simplesmente «suspenso».
O mesmo diploma prevê, para os regimes abrangidos, um período mínimo de permanência de dois anos após a aceitação da colocação. A possibilidade de cessar, regressar ou manter o lugar deve ser verificada no diploma aplicável à escola, no concurso e no ato de colocação.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio .
Para uma resposta individual é necessário saber a escola, a qualidade do docente e o concurso ou modalidade de vínculo através do qual foi colocado.
Como posso concorrer às bolsas do Programa ERASMUS+?IES · Ensino Superior e Acesso
No ensino superior, o estudante não apresenta normalmente uma candidatura individual direta à Comissão Europeia para obter uma bolsa Erasmus+. Deve candidatar-se através da instituição de ensino superior que frequenta, dentro do prazo e segundo os critérios de seleção divulgados por essa instituição.
O gabinete de relações internacionais ou de mobilidade deve informar sobre as vagas, países e instituições de destino, requisitos, documentos, acordo interinstitucional, acordo de aprendizagem, prazos e eventual apoio financeiro. A seleção pela instituição não garante que todos os custos sejam cobertos nem que exista bolsa em todas as mobilidades.
As regras variam consoante a ação, o país, o projeto aprovado e o tipo de mobilidade. A resposta deve ser confirmada no aviso da instituição e no Guia Erasmus+ aplicável ao ano da candidatura.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Higher education mobility projects, Programme Guide 2026 .
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Erasmus+ — estudar no estrangeiro .
Os pais podem participar no funcionamento da creche e do jardim de infância?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, mas a forma de participação não é exatamente igual nos dois contextos.
Na educação pré-escolar, a Lei n.º 5/97 garante a participação dos pais e encarregados de educação, designadamente através de representantes eleitos ou de associações representativas, e o Decreto-Lei n.º 147/97 garante a participação na elaboração do projeto educativo do estabelecimento. As OCEPE reforçam a participação das famílias no planeamento, no acompanhamento e na avaliação do percurso pedagógico da criança.
Na creche, a Portaria n.º 262/2011 determina que o projeto pedagógico seja elaborado pela equipa técnica com participação das famílias e prevê o incentivo à participação das famílias no planeamento e na avaliação das atividades. Isso não significa, por si só, que a creche tenha os mesmos órgãos de administração e gestão de um agrupamento público; a forma concreta depende da entidade titular e do regulamento aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, artigo 4.º .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho, artigo 6.º .
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Portaria n.º 262/2011, de 31 de agosto .
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DGE — Perguntas frequentes sobre educação pré-escolar .
Quem acompanha os alunos Líderes Digitais?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os alunos são acompanhados na escola pelo professor responsável ou coordenador indicado para a iniciativa. Esse docente enquadra e acompanha a equipa, articula a participação com a SeguraNet e apoia a preparação e divulgação das atividades.
As tarefas concretas, os procedimentos de inscrição, a recolha de autorizações e os materiais exigidos devem ser confirmados no regulamento e nas instruções da edição em causa. Quando forem produzidos ou divulgados trabalhos, fotografias, vídeos ou outros dados dos alunos, a escola deve observar as autorizações e as regras de proteção de dados aplicáveis.
Fonte oficial
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SeguraNet — Líderes Digitais .
Qual o montante do prémio de permanência?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Nos regimes das escolas portuguesas no estrangeiro abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 78/2025, o docente que complete quatro anos de exercício contínuo na respetiva escola tem direito a um prémio de permanência equivalente ao valor da sua remuneração base mensal.
O prémio é pago uma única vez, no mês seguinte ao da conclusão dos quatro anos. O direito depende de o docente estar abrangido pelo regime aplicável e de se verificar efetivamente o período de exercício contínuo; não é um prémio geral atribuído a todos os docentes que trabalhem fora de Portugal.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 78/2025, de 12 de maio , nas disposições que alteram os regimes das escolas portuguesas no estrangeiro e estabelecem o prémio de permanência.
Como está organizada a educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica e destina-se às crianças dos 3 anos até à idade de ingresso no ensino básico. A rede nacional integra a rede pública e a rede privada, incluindo estabelecimentos particulares e cooperativos, instituições particulares de solidariedade social e outras entidades nos termos da legislação aplicável.
O jardim de infância assegura a componente educativa, organizada pelo educador de infância segundo as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. A componente letiva corresponde, em regra, a cinco horas diárias. Para além dela, pode existir a componente de apoio à família, designadamente atividades de animação e apoio à família, destinada a responder às necessidades das famílias fora do período letivo e nas interrupções.
As duas componentes têm finalidades e responsabilidades diferentes e não devem ser confundidas. A organização concreta do horário e das atividades deve ser consultada no estabelecimento e na regulamentação aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro .
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho .
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Despacho n.º 9180/2016 — Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar .
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DGE — educação de infância .
As escolas podem escolher em que ano trabalham as dimensões do Grupo 2?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, dentro das regras da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC). No Grupo 2 estão as dimensões Saúde, Risco e Segurança Rodoviária, Pluralismo e Diversidade Cultural e Media.
Para cada uma dessas dimensões, a escola deve escolher pelo menos um ano de escolaridade em cada um dos seguintes intervalos: ao longo do 1.º ciclo do ensino básico; ao longo do conjunto dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico; e ao longo do ensino secundário. A escolha deve constar da Estratégia de Educação para a Cidadania da escola e atender à idade dos alunos, ao contexto da comunidade e à articulação vertical.
A escola pode escolher o ano concreto dentro de cada intervalo, mas não pode omitir uma dimensão nem concentrar toda a obrigação num único ciclo contra a regra da ENEC. As dimensões do Grupo 1 têm regime diferente e são abordadas em todos os anos de escolaridade.
Base legal
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 127/2025, de 29 de agosto, ENEC .
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
O curso de Bem-Estar Digital tem que finalidade?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No âmbito da Academia Digital para Pais, o curso de Bem-Estar Digital destina-se a apoiar pais e encarregados de educação no desenvolvimento de competências para uma utilização segura, saudável, crítica e equilibrada das tecnologias digitais e da Internet.
A finalidade deve ser entendida de acordo com o regulamento e os materiais da edição concreta. Pode incluir temas como hábitos digitais, uso equilibrado de dispositivos, segurança online, identificação de riscos, pensamento crítico e acompanhamento dos filhos nos ambientes digitais. Não é um curso universitário nem substitui avaliações clínicas, psicológicas ou intervenções especializadas quando estas sejam necessárias.
Fonte oficial
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DGE — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição 2026 .
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DGE — Bem-Estar Digital nas Escolas .
Qual é o principal objetivo dos LED?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Laboratórios de Educação Digital (LED) são espaços destinados a apoiar o processo de ensino e aprendizagem através da integração de tecnologias digitais e da utilização de recursos e equipamentos tecnológicos especializados.
O objetivo não é criar uma disciplina autónoma nem limitar a utilização dos equipamentos à área das tecnologias. Os LED devem apoiar atividades curriculares e extracurriculares dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, nas diferentes vias de ensino, promovendo a experimentação, a criatividade, a resolução de problemas e o desenvolvimento de competências digitais.
Os equipamentos devem ser instalados no espaço definido pelo AE/EnA e utilizados para fins do processo de ensino-aprendizagem. Qualquer alteração do espaço registado para o LED depende de autorização prévia da entidade competente, nos termos das orientações do programa.
Base legal e fonte oficial
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DGE — Laboratórios de Educação Digital: tipos e utilização .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021 , no enquadramento da transição digital da educação e do PRR.
É possível transferir verbas entre rubricas?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não existe uma autorização geral para transferir verbas entre rubricas. A resposta depende do aviso, do programa e da convenção de subvenção aplicáveis.
No Erasmus+, o beneficiário tem de respeitar as categorias orçamentais e as regras do Guia do Programa e da convenção assinada. Nas ações em que o Guia estabelece que as transferências entre rubricas orçamentais ou entre instrumentos de financiamento não são permitidas, a escola ou entidade beneficiária não pode fazer essa transferência por decisão própria. Também não pode declarar uma despesa numa rubrica diferente daquela em que é elegível.
Assim, antes de alterar o orçamento, deve ser consultada a convenção de subvenção e, quando a alteração for admitida, seguido o procedimento de autorização ou alteração nela previsto. Se a convenção não permitir a transferência, a despesa pode ser considerada não elegível e ficar sujeita a correção ou restituição.
Base legal e fonte oficial
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Erasmus+ — Programme Guide 2026 , regras financeiras da ação aplicável.
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Erasmus+ — How to apply .
O que são os Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA)?EduQA · Currículo e Qualificações
Os cursos EFA são percursos de educação e formação destinados a adultos que pretendem elevar o nível de escolaridade, obter uma qualificação profissional ou obter uma dupla certificação, de acordo com o percurso e o nível de qualificação visado.
A estrutura pode integrar formação de base, formação tecnológica e formação em contexto de trabalho. A formação de base desenvolve competências necessárias à certificação escolar; a formação tecnológica relaciona-se com o perfil profissional e o referencial de competências da qualificação; e a formação em contexto de trabalho permite aplicar e consolidar as aprendizagens em entidade enquadradora.
A organização concreta, os destinatários, as condições de acesso, a duração e a certificação dependem do percurso EFA e da qualificação em causa. Não deve ser indicada uma duração ou certificação única sem identificar o curso concreto.
Base legal
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Portaria n.º 86/2022, de 4 de fevereiro, na redação atual , que regulamenta os cursos EFA.
Qual é a diferença entre Reposições Abatidas nos Pagamentos (RAP) e Reposições Não Abatidas nos Pagamentos (RNAP)?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
A diferença resulta do momento em que é regularizado o pagamento indevido ou em excesso.
- **RAP — Reposição Abatida nos Pagamentos:** a reposição ocorre no mesmo ano económico do pagamento. O valor corrige a despesa desse ano e não é tratado como receita orçamental.
- **RNAP — Reposição Não Abatida nos Pagamentos:** a reposição ocorre depois de encerrado o ano económico em que foi feito o pagamento. O valor é registado como receita de reposições não abatidas nos pagamentos.
Exemplo: se um subsídio pago em 2026 for corrigido e devolvido ainda em 2026, trata-se, em regra, de RAP. Se a devolução ocorrer em 2027, depois de encerrado o ano de 2026, trata-se de RNAP.
A classificação deve ser efetuada de acordo com o ano económico e com os procedimentos contabilísticos aplicáveis no sistema utilizado pela entidade. Em caso de dúvida operacional, deve ser seguida a orientação do IGeFE/AGSE e da área financeira competente.
Base legal e fonte oficial
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IGeFE — FAQ sobre RAP e RNAP .
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Decreto-Lei n.º 26/2002, de 14 de fevereiro , classificação económica das receitas e despesas públicas.
Como preencher o campo da remuneração no contrato e no aditamento?AGSE · Carreira e Formação
No contrato, o campo «Remuneração Base» deve ser preenchido, por extenso, com o valor correspondente à remuneração proporcional às horas contratadas, isto é, às horas da colocação.
No aditamento ao contrato, o campo «Remuneração Base Total» deve indicar, também por extenso, o valor total correspondente às horas do contrato e às horas aditadas. O campo «Remuneração Horas Aditadas» deve indicar o valor correspondente apenas às horas acrescentadas.
Se existir um erro no valor da remuneração base, deve ser utilizado no SIGRHE o aditamento retificativo quanto à remuneração. A correção do índice remuneratório segue procedimento próprio: de acordo com a FAQ da DGAE, deve ser pedida a anulação do contrato através de E72 e submetido novo contrato com a informação correta.
O valor concreto depende do índice aplicável e do número de horas contratadas; não deve ser calculado apenas a partir do título do contrato.
Base legal e fonte oficial
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DGAE — Perguntas frequentes de recrutamento , respostas sobre remuneração base, aditamentos e correção do índice.
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual , designadamente o artigo 44.º quanto à remuneração.
Onde encontrar informação atualizada sobre a RBE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A informação oficial e atualizada da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) deve ser consultada no portal da RBE:
rbe.mec.pt .
No portal estão disponíveis, entre outras áreas, informação sobre o Programa RBE, candidaturas, projetos, orientações, recursos, publicações, legislação, bibliotecas integradas e notícias. Para uma iniciativa concreta, deve ser consultada a página da própria iniciativa e o respetivo aviso, calendário ou orientação, porque prazos e condições podem variar.
Quando a informação procurada não estiver publicada ou o caso exigir esclarecimento institucional, devem ser utilizados os contactos oficiais indicados no portal RBE. Não é seguro substituir uma orientação da RBE por informação de páginas não oficiais.
Fonte oficial
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Portal da Rede de Bibliotecas Escolares .
O Programa reconhece formalmente as competências adquiridas?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim, o Erasmus+ prevê instrumentos para documentar e reconhecer os resultados de aprendizagem, mas o reconhecimento concreto depende da ação, do tipo de mobilidade e dos documentos aprovados para a atividade.
Na mobilidade, os resultados esperados devem ser definidos antes da partida num acordo de aprendizagem ou documento equivalente. Depois da atividade, devem ser documentados através de um Europass Mobility ou documento semelhante, quando aplicável. No ensino superior, os créditos obtidos e concluídos devem ser reconhecidos pela instituição de origem nos termos do acordo de aprendizagem e das regras da Carta Erasmus para o Ensino Superior.
O certificado ou Europass não transforma automaticamente uma atividade numa nova habilitação académica ou profissional. A certificação documenta a participação e os resultados; o reconhecimento académico ou profissional é feito pela entidade competente segundo as regras aplicáveis.
Base legal e fontes oficiais
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Erasmus+ — Mobilidade de estudantes e pessoal do ensino superior .
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Erasmus+ — Normas de qualidade para cursos .
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Erasmus+ — Ferramentas de transparência e reconhecimento .
Como posso obter diplomas ou certificados relativos a cursos com planos de estudo extintos de ofertas de dupla certificação?EduQA · Currículo e Qualificações
O titular pode pedir o diploma ou certificado à escola que detém o seu processo de aluno. Quando a regulamentação da oferta o determine, o pedido pode ser dirigido ao organismo competente identificado na legislação.
Nos termos do artigo 13.º da Portaria n.º 194/2021, os diplomas e certificados relativos a ofertas educativas e formativas com planos de estudo extintos podem ser emitidos a pedido dos titulares. A emissão é, em regra, feita em papel, mas pode também ser feita por via eletrónica, com verificação da autenticidade através de código de acesso alfanumérico.
O documento deve identificar a oferta concluída, o normativo aplicável e os restantes elementos exigidos pelo artigo 14.º, incluindo, quando aplicável, a certificação profissional e o nível de qualificação do QNQ/QEQ. A escola deve confirmar o processo e aplicar o modelo correspondente à oferta e ao plano de estudos extinto.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro, artigos 13.º e 14.º .
Os formadores voluntários recebem certificado?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, o EduQA, I. P., disponibiliza na plataforma de apoio os certificados digitais de participação para os formandos que frequentaram e concluíram a formação, com participação em todas as sessões, e para os formadores envolvidos na iniciativa.
Assim, o formador voluntário deve estar identificado pela escola participante e efetivamente envolvido na dinamização da formação. A escola, através do professor ou técnico coordenador da ADP, acompanha os voluntários, regista a assiduidade dos formandos e acede aos certificados na plataforma indicada pelo EduQA.
O certificado de participação não equivale, por si só, a uma certificação profissional de formador nem a uma ação de formação acreditada para progressão na carreira.
Fonte oficial
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DGE/EduQA — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição 2026, pontos 6 e 8 .
O que é o concurso EPERP?AGSE · Carreira e Formação
EPERP significa Escolas Portuguesas no Estrangeiro da rede pública do Ministério da Educação e respetivos polos.
O concurso EPERP é o procedimento especial de seleção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário para essas escolas. O regime também prevê regras de contratação a termo e mecanismos de vinculação, incluindo vinculação ordinária e extraordinária quando estejam preenchidos os requisitos legais.
Os contratos e as respetivas renovações são celebrados pelo órgão de direção da EPERP em representação do Estado português, e os modelos de contrato são disponibilizados pela DGAE. Para saber quem pode concorrer, quais as vagas, prazos, preferências e documentos exigidos, é necessário consultar o aviso de abertura do concurso concreto.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, na redação atual , que regula os concursos de recrutamento das EPERP.
Os participantes recebem certificado?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Se a pergunta se refere à iniciativa **Líderes Digitais**, no final da edição recebem certificado de participação os alunos e professores participantes que apresentem evidências do trabalho desenvolvido, de acordo com o documento orientador da edição.
Se se refere aos **Desafios SeguraNet**, a certificação depende do regulamento e da edição concreta. Na edição indicada pelo SeguraNet, os certificados da escola, dos professores, dos alunos e dos encarregados de educação ficam disponíveis na plataforma, podendo ser obtidos com as credenciais da escola.
Portanto, a inscrição ou o simples acesso à iniciativa não deve ser apresentado como garantia universal de certificado: é necessário verificar o documento orientador, a participação exigida e as evidências ou atividades previstas na edição.
Fontes oficiais
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SeguraNet — Líderes Digitais, documento orientador 2025/26 .
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SeguraNet — classificação final e certificados dos Desafios .
Onde pode ser obtida a documentação oficial do Programa?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
No Erasmus+, a documentação oficial deve ser obtida nos portais institucionais do Programa e da Agência Nacional competente.
O **Programme Guide** da Comissão Europeia explica as ações, os critérios, os participantes elegíveis, o financiamento, a candidatura, a execução e as obrigações dos beneficiários. Para ações geridas pela Agência de Execução, devem também ser consultados o Funding & Tenders Portal e a documentação da convenção de subvenção. Para ações descentralizadas, devem ser consultadas as instruções e os avisos da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação em Portugal.
A documentação da edição aplicável prevalece sobre guias antigos, apresentações ou páginas não oficiais. A escola deve guardar a versão do guia, do aviso e da convenção que fundamentaram a candidatura e a execução do projeto.
Fontes oficiais
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Erasmus+ — Programme Guide 2026 .
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Erasmus+ — How to apply .
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Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação — documentação .
Como é garantida a confidencialidade e proteção de dados nos diplomas e certificados?EduQA · Currículo e Qualificações
A emissão de diplomas e certificados deve respeitar simultaneamente as regras específicas da certificação e o regime geral de proteção de dados pessoais.
Nos certificados das ofertas educativas e formativas, a Portaria n.º 194/2021 define os elementos que podem constar do documento, incluindo a identificação do titular, da oferta, da conclusão e da entidade emitente. Nos certificados eletrónicos, a autenticidade pode ser verificada através de código de acesso alfanumérico.
A escola ou entidade emitente deve limitar os dados ao que é necessário para a certificação, controlar quem pode aceder ao processo e ao certificado, proteger os documentos e cumprir as regras de conservação, segurança e exercício de direitos previstas no RGPD. A publicação ou partilha de listas, imagens ou certificados não deve revelar dados pessoais desnecessários.
O artigo 21.º da Portaria n.º 194/2021 trata dos dados pessoais e o artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 54/2018 estabelece a confidencialidade no processo individual do aluno quando estejam em causa medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão.
Base legal
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro .
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD .
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente o artigo 26.º.
Como deve proceder o AEEnA quando oa trabalhadora não efetua o pagamento das guias de reposição?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Como deve proceder o AE/EnA quando o/a trabalhador/a não efetua o pagamento das guias de reposição?
O procedimento deve seguir o regime de reposição de dinheiros públicos e não pode ser substituído por uma cobrança informal.
Depois de emitida a guia, o prazo normal de pagamento é de 30 dias a contar da notificação pessoal do devedor, nos termos do artigo 42.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 155/92. Dentro desse prazo, o interessado pode requerer, em certas condições, o pagamento em prestações ou a relevação da reposição, seguindo os artigos 38.º e 39.º do mesmo diploma.
Se o pagamento não for efetuado no prazo legal e não existir decisão que suspenda ou altere esse prazo, as guias são convertidas em receita virtual para cobrança voluntária ou coerciva, conforme o artigo 42.º, n.º 3. O AE/EnA deve assegurar a notificação e remeter o processo aos serviços com competência para a cobrança, mantendo o registo documental do procedimento.
O caso concreto pode depender da entidade processadora, da origem do valor e de eventual requerimento apresentado pelo trabalhador; por isso, os serviços administrativos devem confirmar o circuito financeiro aplicável.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, artigos 38.º a 42.º .
Existem iniciativas para leitura inclusiva?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. A iniciativa **Todos Juntos Podemos Ler**, desenvolvida pela Rede de Bibliotecas Escolares, pelo Plano Nacional de Leitura 2027 e pela Direção de Serviços de Educação Especial e Apoios Socioeducativos da DGE, apoia projetos de leitura inclusiva nas escolas públicas.
A iniciativa dirige-se a crianças e jovens que necessitem de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão ou que revelem dificuldades de acesso e utilização da leitura, da escrita e da oralidade. Os projetos devem envolver a biblioteca escolar, docentes e outros parceiros, promovendo acessibilidade, interculturalidade e cidadania plena.
As candidaturas e condições são definidas por aviso de cada edição. A escola deve consultar a página da candidatura em vigor, porque os prazos, critérios e apoios podem ser alterados.
Fonte oficial
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RBE — Todos Juntos Podemos Ler .
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RBE — Candidatura Todos Juntos Podemos Ler 2026 .
Devem ser considerados custos recorrentes na adoção das soluções cloud?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim. O custo da solução cloud não corresponde apenas à instalação ou à migração inicial. No planeamento devem ser considerados, quando aplicável, subscrições e licenças, armazenamento e tráfego, suporte, manutenção, cópias de segurança, monitorização, formação, segurança, integração, saída do serviço e eventual migração para outra solução.
Esta análise deve ser feita para todo o ciclo de vida da solução, com estimativa do custo inicial e dos custos anuais. Também deve avaliar a dependência do fornecedor, a portabilidade dos dados, os níveis de serviço, a continuidade, a localização e o tratamento de dados pessoais.
Não existe uma percentagem legal única de «custos cloud» aplicável a todas as escolas. Trata-se de uma exigência de planeamento, boa gestão financeira e preparação da contratação; a despesa concreta tem ainda de ser compatível com o orçamento, o procedimento de contratação e, se existir, a convenção de financiamento do projeto.
Fontes oficiais
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Comissão Europeia — ferramentas de cálculo do custo do ciclo de vida na contratação pública .
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Interoperable Europe — custo total de propriedade de soluções TIC .
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CNCS — recursos de segurança para soluções digitais .
As adaptações ao processo de avaliação implicam a elaboração de Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?EduQA · Inclusão
Não necessariamente. A existência de adaptações ao processo de avaliação, por si só, não significa que tenha de ser elaborado um RTP.
O RTP é o documento que fundamenta a mobilização de medidas seletivas e/ou adicionais de suporte à aprendizagem e à inclusão. Quando essas medidas são propostas, o artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 54/2018 exige que o RTP identifique as medidas, a forma de operacionalização, os objetivos, metas e indicadores, os responsáveis e os procedimentos de avaliação da eficácia.
Se o aluno apenas beneficia de medidas universais ou de adaptações ao processo de avaliação que não resultam da mobilização de medidas seletivas ou adicionais, a escola deve aplicar e registar os procedimentos adequados, mas não deve afirmar automaticamente que existe RTP.
A decisão depende do enquadramento individual do aluno, da medida mobilizada e do processo de identificação e avaliação realizado pela escola.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual, artigo 21.º .
Como podem os pais e encarregados de educação inscrever-se?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na Academia Digital para Pais, a inscrição é feita através do Agrupamento de Escolas ou Escola não agrupada que participa na iniciativa. A escola deve divulgar junto da comunidade educativa os cursos, horários, local de realização e procedimento de inscrição, e depois constituir as turmas.
Na 6.ª edição de 2026, o público-alvo são pais e encarregados de educação de crianças e jovens do ensino básico e secundário. A oferta inclui cursos independentes de 8 horas sobre competências digitais básicas, segurança e cidadania digital, consumidor digital, competências digitais e inteligência artificial e bem-estar digital.
Cada família pode participar com um ou dois elementos do mesmo agregado, e as turmas devem respeitar o mínimo de 8 e o máximo de 15 formandos. Os horários são definidos pela escola, preferencialmente fora do horário escolar.
Assim, o interessado deve contactar a escola do seu educando e seguir o processo de inscrição divulgado por essa escola. A inscrição não é feita diretamente no Radar nem implica que todas as escolas tenham de abrir turmas em qualquer momento.
Fonte oficial
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DGE/EduQA — Regulamento da Academia Digital para Pais, 6.ª edição 2026 , pontos 2, 3 e 6.
Quais as preferências consideradas para a colocação dosas docentes?AGSE · Carreira e Formação
Quais as preferências consideradas para a colocação dos/as docentes?
Na mobilidade de docentes por motivo de doença, as preferências são indicadas por agrupamento de escolas ou escola não agrupada e têm de respeitar os limites do regime legal.
Em regra, a unidade de destino deve situar-se até 50 km, contados por estrada pelo percurso mais curto, da entidade prestadora dos cuidados médicos ou da residência familiar, conforme a situação que fundamenta o pedido. Para docentes de quadro de agrupamento ou de escola, a sede do AE/EnA de destino tem ainda de distar mais de 15 km da escola sede do AE/EnA de provimento.
A colocação é feita pela DGAE, de acordo com a capacidade de acolhimento e os critérios de preferência previstos no regime. A preferência indicada pelo docente não garante colocação: é necessário cumprir os requisitos, comprovar a situação e existir capacidade no destino.
Para um pedido concreto, devem ser consultados o Decreto-Lei n.º 41/2022, na redação do Decreto-Lei n.º 43/2025, o despacho anual do procedimento e as instruções da DGAE.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 43/2025, de 26 de março, artigo 5.º e alterações ao regime de mobilidade por doença .
Em que consiste a equiparação a bolseiro e qual o seu enquadramento legal?AGSE · Carreira e Formação
A equiparação a bolseiro é uma dispensa de serviço destinada a permitir a valorização profissional e a realização de determinadas atividades de formação ou investigação relevantes para o desempenho docente. Não é uma licença automática nem resulta apenas da matrícula num curso.
Nos termos do artigo 110.º do Estatuto da Carreira Docente e da Portaria n.º 841/2009, podem candidatar-se os docentes providos em lugar de quadro que exerçam funções docentes em estabelecimento público e reúnam cumulativamente, entre outros, os seguintes requisitos: última avaliação com menção igual ou superior a Bom, cinco anos de serviço docente efetivo ininterrupto em estabelecimento público e exercício efetivo de funções docentes.
O regime destina-se à realização de curso conducente ao grau de doutor, dissertação de mestrado que não constitua habilitação profissional para a docência ou projeto de investigação/ação relevante para o ECD. Pode haver dispensa a tempo inteiro ou com redução de 50% do horário e com ou sem vencimento, dentro do contingente e das regras da candidatura.
O período concedido releva como prestação efetiva de serviço, mas o docente fica sujeito a deveres posteriores, incluindo a apresentação de declaração sobre os objetivos cumpridos e a prestação de atividade docente pelo período correspondente. Durante a equiparação não pode exercer outras funções remuneradas, salvo a exceção autorizada prevista na portaria.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 110.º .
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Portaria n.º 841/2009, de 3 de agosto , artigos 1.º a 18.º.
Como participar nos projetos promovidos pela RBE?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Não existe um procedimento único para todos os projetos da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). A escola deve consultar a página e o aviso do projeto concreto, confirmar se reúne os requisitos, preparar a documentação pedida e submeter a candidatura ou inscrição pelo canal indicado pela RBE, dentro do prazo anunciado.
Por exemplo, na candidatura «Todos Juntos Podemos Ler», as escolas públicas apresentam a candidatura através do espaço de candidatura da RBE. Noutros projetos pode existir formulário, calendário ou condição de participação próprio. A inscrição na RBE ou num projeto não significa, por si só, aprovação nem atribuição de financiamento.
Fonte oficial
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RBE — candidatura «Todos Juntos Podemos Ler» .
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RBE — portal oficial .
Todos os estabelecimentos de educação pré-escolar são obrigados a cumprir 5 horas diárias na componente letiva?EduQA · Currículo e Qualificações
Sim, na rede nacional de educação pré-escolar, a componente letiva corresponde a cinco horas diárias intencionalmente planeadas, desenvolvidas e avaliadas pelo educador de infância com as habilitações legalmente exigidas. A regra abrange os jardins de infância da rede pública e os estabelecimentos da rede privada, com ou sem fins lucrativos.
As cinco horas incluem dois períodos, de manhã e de tarde. Não podem ser contados como componente letiva o período do almoço, o repouso quando necessário ou atividades desenvolvidas por outros profissionais e pagas pelos encarregados de educação. O acompanhamento antes ou depois das cinco horas, o almoço e as atividades de animação e apoio à família pertencem à componente de apoio à família, não substituindo a componente letiva.
Base legal e fonte oficial
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Ofício-Circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB, de 30 de julho, da DGE , em especial a parte I, ponto 1.
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar .
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DGE — página do Ofício-Circular sobre organização e funcionamento dos jardins de infância .
Quantas vagas existem para estudantes internacionais?IES · Acesso ao Ensino Superior
Não existe um número nacional único aplicável a todos os cursos. No concurso especial para estudantes internacionais, cada instituição de ensino superior pode abrir vagas para os cursos que entenda disponibilizar e fixa, para cada par instituição/curso, as vagas, os critérios de seriação e os critérios de desempate, nos termos da legislação.
Assim, o número tem de ser consultado para a instituição e o curso pretendidos, no aviso/regulamento da própria instituição e na informação disponibilizada pela DGES. Para 2026-2027, a fixação está também sujeita às orientações e limites do Despacho n.º 14616-D/2025, designadamente aos artigos 9.º e 15.º. O despacho não transforma a pergunta num número fixo igual para todas as instituições.
Base legal e fonte oficial
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DGES — Concurso Especial para Estudantes Internacionais , que identifica a competência das instituições e a consulta das vagas.
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Decreto-Lei n.º 36/2014, de 10 de março, na redação atual — Estatuto do Estudante Internacional .
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Despacho n.º 14616-D/2025 — orientações e limites para 2026-2027 , artigos 9.º e 15.º.
Qual é a duração de cada curso?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, cada um dos cinco cursos tem a duração de oito horas:
- Competências Digitais Básicas;
- Segurança e Cidadania Digital;
- Consumidor Digital;
- Competências Digitais e Inteligência Artificial;
- Bem-Estar Digital.
Os cursos são independentes entre si e não existe uma sequência obrigatória. As sessões devem decorrer fora do horário escolar, preferencialmente duas vezes por semana, mas cada agrupamento ou escola não agrupada adapta o calendário às suas salas e condições de funcionamento.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição, 2026 , pontos 3 e 6, alínea d).
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DGE — Academia Digital para Pais .
Os CPR existem em todo o país?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Os Clubes de Programação e Robótica (CPR) integram uma rede de âmbito nacional, com escolas do continente e das regiões autónomas. A informação oficial do programa identifica também escolas portuguesas em Cabo Verde.
A existência da rede não significa que todas as escolas tenham um CPR ativo em todos os anos. Para confirmar se uma escola participa, qual o clube existente e quais as atividades disponíveis, deve ser consultada a informação atualizada do programa ou contactada a escola.
Fonte oficial
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DGE/ERTE — Clubes de Programação e Robótica .
É sempre possível eliminar o relatório médico?AGSE · Carreira e Formação
Não. De acordo com o procedimento operacional indicado para a mobilidade por doença, o relatório médico pode ser eliminado na aplicação apenas até ao início da fase de validação pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada. Depois de iniciada essa fase, a eliminação deixa de estar disponível no procedimento normal da aplicação. Se for necessário corrigir ou substituir um documento depois desse momento, o docente deve contactar o serviço responsável e seguir as instruções do procedimento em vigor.
Esta resposta distingue a regra operacional da plataforma do regime jurídico: o Decreto-Lei n.º 41/2022 estabelece o regime de mobilidade por doença e a verificação das declarações, mas não deve ser apresentado como se contivesse, por si só, o botão ou o prazo técnico de eliminação do ficheiro.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, na redação atual , que estabelece o regime de mobilidade por doença e a verificação das declarações.
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Portal de suporte AGSE — procedimento da mobilidade por doença , para a regra operacional da aplicação.
Em que separador do SIGRHE é efetuada a validação da acumulação de funções pelo/a Diretora?AGSE · Carreira e Formação
Segundo o procedimento operacional divulgado no suporte AGSE, a validação é feita no SIGRHE da seguinte forma:
1. Aceder ao SIGRHE.
2. Selecionar o separador «Acumulação de Funções».
3. Selecionar «Despacho — Diretor/a».
4. Consultar os registos que aparecem a vermelho com o estado «Aguarda parecer/despacho do Diretor/a do AE/ENA» e proceder à análise e decisão no âmbito das competências atribuídas.
Esta ficha explica apenas o caminho na aplicação. A localização do separador é uma instrução operacional do SIGRHE/AGSE e pode ser alterada numa versão posterior da plataforma; não substitui a análise dos requisitos legais da acumulação no caso concreto.
Fonte oficial
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AGSE — instrução sobre a validação da acumulação de funções no SIGRHE .
Posso estudar no estrangeiro, no segundo ano do meu ciclo de estudos, ao abrigo do Programa ERASMUS+?IES · Acesso ao Ensino Superior
Em princípio, sim. O facto de o estudante estar no segundo ano do ciclo de estudos não o exclui automaticamente da mobilidade Erasmus+. A mobilidade depende do projeto Erasmus+ e das regras da instituição de ensino superior que envia o estudante, da existência de uma parceria e de vagas, do cumprimento dos requisitos do aviso e da aprovação do plano de estudos.
A candidatura não é apresentada diretamente à Comissão Europeia pelo estudante. Deve ser apresentada através da instituição de ensino superior, normalmente pelo respetivo gabinete de relações internacionais ou mobilidade. Antes da partida, o estudante, a instituição de envio e a instituição de acolhimento devem acordar e assinar o Learning Agreement. O período no estrangeiro deve integrar o percurso de estudos e ser reconhecido nos termos acordados. A possibilidade de estudar no segundo ano não garante, por si só, uma bolsa ou uma vaga.
Base legal e fonte oficial
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Erasmus+ Programme Guide — mobilidade de estudantes do ensino superior .
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Erasmus+ Student Charter , sobre candidatura através da instituição e Learning Agreement.
O que é a tutela pedagógica na educação pré-escolar?EduQA · Currículo e Qualificações
A tutela pedagógica é a responsabilidade do Estado, através do membro do Governo responsável pela educação, por definir normas gerais e orientações de natureza pedagógica para a rede nacional de educação pré-escolar e por acompanhar e apoiar a concretização das orientações curriculares. O objetivo é assegurar uma resposta educativa com qualidade e coerência, sem retirar ao educador a responsabilidade de construir, gerir, desenvolver e avaliar o currículo do seu grupo.
As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), homologadas pelo Despacho n.º 9180/2016, são a referência curricular para a ação do educador. A DGE emite orientações científico-pedagógicas e a IGEC exerce as funções de inspeção, controlo e fiscalização que lhe estão legalmente atribuídas. Por isso, tutela pedagógica não significa que cada entidade externa possa impor documentos curriculares não previstos: a escola deve distinguir os documentos legalmente exigidos dos instrumentos de trabalho que pode adotar no exercício da sua autonomia.
Base legal e fonte oficial
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Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro — Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar , designadamente o artigo 8.º.
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Decreto-Lei n.º 147/97, de 11 de junho , sobre a tutela pedagógica e o desenvolvimento da educação pré-escolar.
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Ofício-Circular n.º 32985/2024/DGE-DSDC-DEPEB .
Que condições são necessárias para obter o Selo Academia Digital para Pais-Escola?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, para obter o Selo Academia Digital para Pais-Escola, o agrupamento ou escola não agrupada deve:
- constituir, no mínimo, duas turmas de formandos, podendo ser em qualquer dos cursos disponíveis;
- promover iniciativas realizadas pelo Embaixador ADP;
- ter, no mínimo, dois jovens formadores voluntários.
Estas condições são as do Selo e não devem ser confundidas com as condições mínimas de participação na iniciativa. Para a participação, o regulamento prevê, entre outros aspetos, coordenador ADP, sala equipada, voluntários e pelo menos uma turma. O cumprimento dos requisitos do Selo não substitui a candidatura ou os procedimentos definidos para a edição concreta.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição, 2026 , ponto 7.
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DGE — Academia Digital para Pais .
Quem é responsável pela avaliação da Formação em Contexto de Trabalho (FCT)?EduQA · Currículo e Qualificações
A avaliação da FCT é da responsabilidade conjunta do tutor da entidade de acolhimento e do orientador da FCT. O orientador da FCT propõe a classificação ao conselho de turma de avaliação, que formaliza a avaliação sumativa nos termos aplicáveis.
A escola deve ainda ter um regulamento específico da FCT, integrado no regulamento interno, que defina os direitos e deveres dos intervenientes, o acompanhamento, os critérios e a fórmula de apuramento da classificação, sem contrariar a Portaria aplicável. Portanto, a entidade de acolhimento participa na avaliação através do tutor, mas não atribui isoladamente a classificação final.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto, na redação atual , designadamente os artigos 18.º e 27.º, n.º 6.
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Diário da República — texto consolidado da Portaria n.º 235-A/2018 .
Podem participar outras entidades no processo de migração?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Sim, podem participar entidades terceiras, por exemplo para apoio técnico, consultoria, integração ou transferência de dados, desde que essa participação esteja prevista e delimitada no plano e nos contratos do projeto. A existência de subcontratados ou de entidades de apoio não elimina a responsabilidade do fornecedor principal nem as responsabilidades da entidade pública que decide os meios e as finalidades do tratamento de dados.
Quando a migração envolva dados pessoais, devem ser definidos os papéis de responsável pelo tratamento e subcontratante, as instruções documentadas, a confidencialidade, a segurança, o controlo de acessos, a rastreabilidade e a eliminação ou devolução dos dados. A contratação pública, a proteção de dados e os requisitos de segurança devem ser analisados no caso concreto. Não é seguro concluir, apenas pela existência de uma migração, que qualquer entidade pode aceder aos dados.
Base legal e fonte oficial
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , em especial os artigos 28.º e 32.º.
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Portal de suporte AGSE — participação de entidades no processo de migração .
Quem pode participar no Desporto Escolar?AGSE · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
O Desporto Escolar destina-se aos alunos matriculados nos estabelecimentos de ensino abrangidos pelo programa, respeitando as regras da atividade, do grupo-equipa e do respetivo regulamento. A participação deve ser inclusiva e pode abranger alunos principiantes e alunos com diferentes capacidades, incluindo respostas de desporto adaptado.
Isto não significa que a inscrição garanta automaticamente lugar em qualquer modalidade ou atividade: podem existir horários, escalões etários, regras técnicas, capacidade do grupo e condições de segurança próprias. A escola deve divulgar a oferta e os critérios aplicáveis, sem excluir um aluno apenas por não ter experiência desportiva.
Base legal e fonte oficial
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DGE — Desporto Escolar, desportos adaptados .
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Regulamento do Programa do Desporto Escolar , designadamente as regras de participação dos alunos.
A mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, seletivas e ou adicionais implica a elaboração de um Relatório Técnico Pedagógico (RTP)?EduQA · Inclusão
A mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, seletivas e ou adicionais implica a elaboração de um Relatório Técnico-Pedagógico (RTP)?
Sim. Quando sejam propostas medidas seletivas e/ou adicionais, deve ser elaborado um Relatório Técnico-Pedagógico (RTP), nos termos do artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, na redação atual. O RTP fundamenta a mobilização das medidas, identifica os fatores que dificultam a aprendizagem, as medidas a aplicar, os responsáveis, a forma de acompanhamento e os indicadores de avaliação.
A resposta não deve ser generalizada a todas as medidas: a mobilização de medidas universais, isoladamente, não implica automaticamente um RTP. O RTP integra o processo individual do aluno e está sujeito às regras de confidencialidade e proteção de dados previstas na lei.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual , designadamente os artigos 20.º e 21.º.
Como aceder à área de gestão dos Clube Ciência Viva na Escola?EduQA · Currículo e Qualificações
O professor coordenador do Clube Ciência Viva na Escola (CCVnE) deve fazer o registo ou iniciar sessão em
my.cienciaviva.pt . Depois de a área estar disponibilizada ou associada ao clube, o CCVnE aparece no painel inicial e o coordenador pode atualizar dados, partilhar atividades, recursos, notícias e parcerias.
Se houver mudança de coordenador, o novo professor deve efetuar o registo com o nome e o endereço de correio eletrónico que pretende associar à coordenação e seguir o procedimento de confirmação indicado pela rede Clubes Ciência Viva.
Fonte oficial
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Clubes Ciência Viva na Escola — FAQ de acesso à área de gestão .
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Clubes Ciência Viva na Escola — portal oficial .
Quando é disponibilizada a certidão de receitas para efeitos de Conta de Gerência?AGSE · Administração e Gestão Escolar
Segundo a informação procedimental da AGSE, a certidão de receitas é disponibilizada no início do ano seguinte àquele a que respeita a execução orçamental. Assim, a certidão relativa a um determinado exercício deve ser procurada no início do exercício seguinte, no canal ou aplicação indicado pela entidade competente.
Esta indicação é operacional e não permite afirmar uma data fixa igual para todos os anos. Se a certidão não aparecer, devem ser confirmados o exercício selecionado, o perfil de acesso e as instruções anuais do IGeFE/AGSE.
Fonte oficial
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AGSE — disponibilização da certidão de receitas para a Conta de Gerência .
Quais as responsabilidades do responsável educativo (1)?EduQA · Currículo e Qualificações
No ensino doméstico, o responsável educativo é o familiar do aluno ou a pessoa que com ele habita e que desenvolve o currículo. No ensino individual, é o professor indicado pelo encarregado de educação, de entre os docentes que desenvolvem o currículo.
Cabe-lhe organizar e desenvolver o currículo de acordo com os princípios, a visão, os valores e as áreas de competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, tendo como referência as Aprendizagens Essenciais aplicáveis e os temas obrigatórios da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania. Estas responsabilidades são concretizadas no protocolo de colaboração com a escola de matrícula e não eliminam o acompanhamento, a monitorização e a certificação assegurados pela escola.
Base legal e fonte oficial
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Decreto-Lei n.º 70/2021, de 3 de agosto, na redação atual , designadamente os artigos 4.º, alínea g), 7.º e 12.º.
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DGE — Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória .
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DGE — Aprendizagens Essenciais .
Os formandos recebem certificado de participação?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Na 6.ª edição da Academia Digital para Pais, os formandos que frequentem e concluam a formação, com participação em todas as sessões, têm acesso a um certificado de participação em formato digital. O certificado é disponibilizado na plataforma de apoio às escolas para ser entregue aos formandos. O regulamento prevê também certificados para os formadores envolvidos na iniciativa.
O certificado de participação da ADP não deve ser confundido com uma certificação escolar ou com uma qualificação profissional reconhecida fora do programa.
Fonte oficial
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Regulamento da Academia Digital para Pais — 6.ª edição, 2026 , ponto 8, alínea a), subalínea i).
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DGE — Academia Digital para Pais .
Os LED promovem metodologias ativas?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
Sim. Os Laboratórios de Educação Digital (LED) foram concebidos para apoiar a integração pedagógica de tecnologias e equipamentos digitais em experiências de aprendizagem, incluindo metodologias ativas, experimentação, trabalho de projeto, colaboração e resolução de problemas. Podem favorecer criatividade, pensamento crítico, autonomia e interdisciplinaridade.
Esta finalidade não significa que exista uma única metodologia obrigatória para todas as aulas. A forma concreta de utilização dos LED deve ser definida pelos docentes e pela escola, em articulação com o currículo, o projeto educativo e as condições do laboratório.
Fonte oficial e enquadramento
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DGE — tipos e utilização dos Laboratórios de Educação Digital .
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DGE — Laboratórios de Educação Digital .
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2021 , no enquadramento do Plano de Ação para a Transição Digital da Educação.
Para além do relatório de estágio, que outras obrigações as empresas têm normalmente de cumprir como entidade de acolhimento de estagiários ERASMUS+?IES · Acesso ao Ensino Superior
As obrigações concretas devem constar do Learning Agreement for Traineeships e do acordo de financiamento aplicável. Em regra, a entidade de acolhimento deve:
- participar na definição do programa de estágio e assiná-lo com o estagiário e a instituição de envio antes do início da mobilidade;
- assegurar apoio adequado, incluindo orientação, supervisão e equipamento;
- respeitar as regras de segurança, saúde e proteção aplicáveis no local de estágio;
- indicar no acordo se presta apoio financeiro ou contribuição em espécie, sem existir uma obrigação geral do programa Erasmus+ de pagar uma remuneração à empresa ou ao estagiário, salvo o que resultar da lei aplicável ou do acordo;
- colaborar na avaliação e emitir o Traineeship Certificate normalmente até cinco semanas após a conclusão.
O estagiário tem de estar coberto, pelo menos, por seguro de acidentes e de responsabilidade civil. A responsabilidade por obter a cobertura deve ficar identificada no Learning Agreement: não é juridicamente seguro afirmar que cabe sempre à empresa, embora esta possa fornecer a cobertura. A instituição de envio, a entidade de acolhimento e o participante devem confirmar quem assegura cada risco antes da partida.
Fonte oficial
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Erasmus+ — Learning Agreement for Traineeships, orientações KA131 , sobre seguros, apoio, certificado e assinaturas.
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Erasmus+ Programme Guide — mobilidade de estudantes do ensino superior .
Que logótipos e formato têm os diplomas e certificados relativos a ofertas de dupla certificação?EduQA · Currículo e Qualificações
Nos modelos definidos pela Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro, os diplomas e certificados relativos às ofertas educativas e formativas de dupla certificação devem respeitar a imagem gráfica e os modelos previstos na portaria.
O diploma e o certificado contêm o logótipo «República Portuguesa» no anverso, no canto superior esquerdo. Podem ainda conter, no canto superior direito, o logótipo da escola e, quando aplicável, o de outras entidades. Se a oferta for objeto de financiamento comunitário, devem também ser observadas as normas de publicidade do programa financiador.
Quanto ao formato, os diplomas são emitidos em formato paisagem e os certificados em formato retrato. A emissão é, em regra, eletrónica, através do SIGO, e os documentos são disponibilizados aos titulares pelos meios previstos na portaria, incluindo o Passaporte Qualifica e a Bolsa de Documentos quando aplicável. A pedido do titular, podem ser impressos em folhas A4; a emissão em papel segue as condições específicas previstas na portaria.
Nas ofertas de dupla certificação, o documento correspondente à conclusão e à qualificação é o certificado de qualificações. A portaria também prevê certificado de qualificações para conclusão parcial de UC ou UFCD quando ainda não resulte uma qualificação completa.
Base legal e fonte oficial
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Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro — Diário da República , em especial artigos 2.º, alínea c), 3.º e 4.º.
- A emissão, os elementos e os modelos concretos dos certificados de qualificações de dupla certificação constam também dos artigos 9.º e 11.º da mesma portaria.
Se a pergunta disser respeito a uma oferta, edição ou financiamento específico, devem ser verificadas as instruções próprias dessa oferta e do respetivo programa financiador.
O Decreto-Lei n.º 542018 aplica-se apenas a alunos anteriormente abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 32008?EduQA · Inclusão
O Decreto-Lei n.º 54/2018 aplica-se apenas a alunos anteriormente abrangidos pelo Decreto-Lei n.º 3/2008?
Não. O Decreto-Lei n.º 54/2018 não se limita aos alunos que já tinham medidas ao abrigo do Decreto-Lei n.º 3/2008. O seu objeto é garantir a inclusão e responder à diversidade das necessidades e potencialidades de todos e de cada um dos alunos.
O artigo 1.º, n.os 1 e 2, estabelece princípios e medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão para responder às necessidades de todos os alunos. O n.º 3 determina que o regime se aplica aos agrupamentos e escolas não agrupadas, às escolas profissionais e aos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário das redes pública, privada, cooperativa e solidária, nos termos ali previstos.
O regime atual organiza as respostas em medidas universais, seletivas e adicionais, mobilizadas de acordo com as necessidades demonstradas e com a evidência recolhida. Portanto, a aplicação não depende de o aluno ter sido anteriormente abrangido pelo Decreto-Lei n.º 3/2008 nem de ter uma antiga classificação de necessidades educativas especiais.
Isto não significa que todos os alunos tenham direito à mesma resposta nem dispensa a análise da situação concreta. A escola deve identificar as barreiras à aprendizagem e mobilizar as medidas adequadas. A revogação do Decreto-Lei n.º 3/2008 não pode ser lida como uma perda automática de direitos ou apoios: o artigo 36.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 54/2018 salvaguarda essa proteção, e o artigo 31.º estabelece regras de transição para situações específicas. Quando estejam em causa medidas seletivas ou adicionais, devem ser observados os procedimentos e documentos previstos no Decreto-Lei n.º 54/2018, incluindo o relatório técnico-pedagógico previsto no artigo 21.º.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na redação atual — Diário da República , em especial artigos 1.º, 3.º, 5.º a 10.º e 21.º.
- O Decreto-Lei n.º 3/2008 foi revogado pelo artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, sem prejuízo das regras transitórias que resultem do próprio diploma.
Para um caso individual, a resposta depende da avaliação atual das necessidades do aluno e das medidas que a escola fundamentadamente mobilize.
Uma solução baseada em VPS é considerada uma solução cloud adequada ao modelo pretendido?AGSE · Sistemas Digitais e Plataformas
Não é possível responder afirmativamente apenas por a solução ser apresentada como VPS. Uma VPS é, em regra, um servidor virtual disponibilizado como infraestrutura — um modelo próximo de IaaS — e não uma aplicação SaaS pronta a utilizar.
Para a migração das aplicações escolares, a adequação depende do modelo efetivamente exigido para a aplicação, dos requisitos técnicos e de segurança, da documentação do projeto e do contrato. Se o requisito for uma aplicação SaaS gerida pelo fornecedor, uma VPS autónoma não cumpre esse requisito apenas por estar alojada num centro de dados ou por ser acessível pela internet. Se o modelo admitir IaaS, a VPS só pode ser considerada adequada depois de demonstrar que assegura, entre outros aspetos, disponibilidade e continuidade, cópias de segurança e recuperação, atualizações, controlo de acessos, proteção de dados, interoperabilidade, portabilidade, suporte e responsabilidades contratuais claras.
Assim, a resposta correta é condicional: uma VPS pode constituir uma infraestrutura cloud, mas não é automaticamente uma solução cloud adequada ao modelo pretendido para as aplicações escolares. A escola ou entidade responsável deve confrontar a proposta com as especificações técnicas, a orientação da AGSE/IGeFE e o contrato aplicável e obter a validação competente antes da adoção.
Base legal e fontes oficiais
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AGSE/IGeFE — perguntas frequentes sobre a migração para a cloud , fonte operacional da pergunta.
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Governo Digital — Cloud para um Estado mais resiliente , sobre segurança, soberania, resiliência e adequação ao contexto da Administração Pública.
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Mosaico — IaaS: Infrastructure as a Service , sobre o modelo de infraestrutura como serviço.
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2026 , que aprova o Plano Nacional de Nuvem Soberana.
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Regulamento (UE) 2016/679 — RGPD , designadamente artigos 24.º, 28.º e 32.º quando sejam tratados dados pessoais.
Sem a arquitetura, os níveis de serviço, a localização e o tratamento dos dados e a documentação contratual, não é seguro concluir que uma VPS concreta é ou não aceitável.
Quando e onde são publicados os boletins de notícias?EduQA · Projetos e Programas Nacionais e Internacionais
A pergunta precisa de identificar o boletim a que se refere. Relativamente ao Boletim dos Clubes Europeus, a Direção-Geral da Educação informa que as notícias dos clubes devem ser submetidas através da plataforma de notícias indicada na página oficial do programa. Depois da validação, a notícia pode ser incluída no respetivo boletim.
A DGE não indica nessa página um dia fixo ou uma periodicidade geral que permita afirmar que todos os boletins são publicados numa determinada data. A própria DGE reserva-se o direito de selecionar os trabalhos a publicar. Por isso, a submissão de uma notícia não garante a sua publicação nem permite antecipar a data sem consultar a edição e a informação atualizada do programa.
Para saber onde submeter e acompanhar as orientações, deve ser consultada a página oficial «Indicações para envio de notícias para o Boletim dos Clubes Europeus» e a plataforma aí indicada. Se a pergunta se referir a outro boletim de notícias, é necessário indicar qual, porque cada programa ou entidade pode ter regras e calendário próprios.
Fonte oficial
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DGE — Indicações para envio de notícias para o Boletim dos Clubes Europeus .
Não existe, com base nessa fonte, fundamento para inventar uma data fixa de publicação.
Pode ser anulada a inscrição em Educação Moral e Religiosa (EMRC)?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Resposta
A pergunta «anular EMRC» não permite, por si só, responder simplesmente «sim» ou «não». É necessário saber o nível de ensino, o ano de escolaridade, a oferta frequentada e se se pretende retirar apenas a inscrição em Educação Moral e Religiosa (EMRC) ou anular a matrícula escolar do aluno.
A frequência da EMRC é facultativa. No ato de matrícula ou de renovação, o encarregado de educação ou o aluno maior de 16 anos declara expressamente se pretende frequentá-la e identifica a confissão religiosa, nos termos do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 329/98, de 2 de novembro, e do artigo 4.º, n.º 13, do Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril. Nos cursos científico-humanísticos, a Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, também qualifica a EMRC como componente de oferta obrigatória e de frequência facultativa.
Não se deve confundir a retirada da inscrição em EMRC com a anulação da matrícula do aluno no estabelecimento de ensino. São atos diferentes e podem estar sujeitos a regras diferentes. A legislação geral citada não estabelece uma resposta universal que permita afirmar que qualquer pedido de anulação de EMRC, apresentado em qualquer momento do ano letivo, é automaticamente deferido.
O pedido deve identificar claramente o ato pretendido e ser apresentado à escola, preferencialmente por escrito. A escola deve verificar o nível de ensino, o ano, a modalidade ou curso, a data do pedido e o regime específico aplicável. Sem esses elementos, o RADAR deve explicar a distinção e pedir esclarecimento, em vez de afirmar que a anulação já foi efetuada ou que é sempre possível.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 329/98, de 2 de novembro — artigos 1.º e 4.º : frequência facultativa e declaração expressa da opção pela EMRC.
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Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril — artigo 4.º, n.º 13 : declaração da vontade de frequência no ato de matrícula ou renovação.
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Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto — artigo 2.º, n.º 3 : EMRC como componente de oferta obrigatória e frequência facultativa nos cursos científico-humanísticos.
Verificação da legislação no Diário da República: 07-10-2026.
Como funciona a redução da componente letiva prevista no artigo 79.º do ECD para os docentes do 1.º ciclo do ensino básico?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Para os docentes do 1.º ciclo do ensino básico em regime de monodocência, o artigo 79.º prevê dois regimes diferentes.
Aos 60 anos de idade
O docente que complete 60 anos, independentemente de outro requisito, pode requerer uma redução de 5 horas da componente letiva semanal.
A redução apenas produz efeitos no início do ano escolar imediato ao da verificação do requisito.
As 5 horas retiradas à componente letiva acrescem à componente não letiva de estabelecimento, mantendo-se as 35 horas semanais de serviço.
Aos 25 ou 33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência
O docente pode requerer a dispensa total da componente letiva durante um ano escolar quando atinja:
25 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência; ou
33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência.
Esta dispensa pode ser usufruída num dos cinco anos imediatos àquele em que o requisito é atingido, ponderada a conveniência do serviço.
Durante esse ano de dispensa total, a componente não letiva de estabelecimento fica limitada a 25 horas semanais e deve ser preenchida preferencialmente com as atividades previstas no artigo 82.º, n.º 3:
d) participação em ações de formação contínua;
f) realização de estudos e trabalhos de investigação;
g) assessoria técnico-pedagógica aos órgãos de administração e gestão;
i) desempenho de outros cargos de coordenação pedagógica;
j) acompanhamento e supervisão das atividades de enriquecimento e complemento curricular;
n) produção de materiais pedagógicos.
Base legal: artigo 79.º, n.os 2 a 7, e artigo 82.º, n.º 3, do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na redação atual.
Como é efetuado pela escola um pedido de horário e que elementos devem ser indicados no SIGRHE?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O pedido de horário é efetuado pelo AE/EnA através do SIGRHE, na aplicação destinada aos horários e contratações. Para o ano letivo 2026/2027, a
AGSE disponibilizou a aplicação para as escolas procederem ao pedido de horários para as Reservas de Recrutamento .
Na aplicação, o pedido não se limita à indicação do grupo de recrutamento e do número de horas. A escola deve caracterizar a necessidade que justifica a contratação, preenchendo os elementos solicitados no formulário eletrónico.
Consoante o tipo e o motivo do horário, devem ser indicados, designadamente:
- tipo de necessidade;
- grupo de recrutamento;
- disciplina ou projeto a que respeita o horário;
- número total de alunos abrangidos;
- número de alunos abrangidos por componente letiva com turma e por outros motivos;
- número de alunos com exame na disciplina, quando aplicável;
- número de turmas abrangidas e respetiva identificação/codificação quando solicitada pela aplicação;
- número de disciplinas abrangidas;
- indicação de eventual adoção de medidas provisórias para assegurar temporariamente o serviço;
- data em que surgiu a necessidade;
- motivo que originou o pedido;
- detalhe do motivo, quando aplicável;
- número de horas correspondente a cada componente ou motivo do horário;
- número total de horas semanais;
- tipo de duração do horário — temporário ou com termo a 31 de agosto — de acordo com a natureza da necessidade.
Na caracterização das horas, a aplicação permite distinguir, conforme o caso, situações como componente letiva com turma, apoio educativo, flexibilidade curricular, crédito horário, projetos, componente letiva de outras ofertas, ensino profissional, tutoria, PLNM/Português Língua de Acolhimento, apoio ao estudo, coadjuvação, oferta de escola, cargos e outras situações previstas no formulário em vigor. O número de horas indicado em cada rubrica deve corresponder à necessidade efetiva que está a ser pedida.
Quando o horário resulte de substituição de um docente, deve ainda ser indicado o motivo concreto da substituição — por exemplo doença, parentalidade, mobilidade, aposentação, redução da componente letiva, dispensa para amamentação/aleitação ou outra situação prevista — e devem ser anexados no SIGRHE os documentos que comprovem a necessidade de substituição, nos termos exigidos pelo formulário eletrónico.
Nos grupos 100 e 110, quando se trate da substituição de um docente cujo horário resulte de redução da componente letiva, essa situação deve ser especificamente assinalada na aplicação.
O pedido deve refletir a necessidade real da escola, incluindo as turmas, alunos e natureza das horas envolvidas. Não se trata, portanto, apenas de pedir “X horas de determinado grupo de recrutamento”, mas de justificar e caracterizar administrativamente a necessidade que vai dar origem à colocação de um docente.
Base legal:
-
artigos 37.º a 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , na redação atual;
- quando esteja em causa a organização e utilização do serviço docente e do crédito horário,
Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho , na redação aplicável.
Fonte operacional:
AGSE/SIGRHE — Pedido de Horários .
Fonte: Radar Escolar.
É possível anular a matrícula no decorrer do ano letivo?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
Resposta
Não existe um «sim» geral para todos os casos. É necessário distinguir a anulação da matrícula escolar do aluno, a anulação da inscrição numa disciplina ou componente, a transferência de escola e a mudança de curso ou de oferta.
No regime geral das escolas, a frequência está ligada à matrícula ou à renovação da matrícula, e a escolaridade básica e secundária é obrigatória nos termos do artigo 4.º do Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril, e do Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto. Deixar de frequentar as aulas não equivale, por si só, a obter a anulação da matrícula nem elimina o dever de frequência quando este ainda exista.
O artigo 4.º, n.º 15, do Despacho Normativo n.º 7/2026 prevê que o membro do Governo responsável pela área da educação pode autorizar a revogação da matrícula ou da sua renovação em situações excecionais, com fundamentação, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, designadamente quando o aluno sujeito à escolaridade obrigatória passe a residir no estrangeiro. A norma não cria uma autorização automática para anular qualquer matrícula durante o ano letivo.
Existe ainda uma regra específica no artigo 4.º, n.º 14, para determinadas matrículas no 1.º ciclo: depois do ingresso na escolaridade obrigatória, a matrícula torna-se definitiva e não pode ser anulada na situação aí prevista. Outros casos, como transferência, mudança de curso, disciplina ou oferta, devem seguir o procedimento próprio e não ser tratados simplesmente como uma anulação genérica.
Assim, o pedido deve indicar o aluno, o nível e ano de escolaridade, a oferta frequentada, se se pretende anular a matrícula completa ou apenas uma disciplina e o motivo. Deve ser apresentado à escola, preferencialmente por escrito, para que seja identificado o regime aplicável e a entidade competente. Sem esses dados, o RADAR deve declarar que não pode confirmar a anulação e não deve responder com uma referência à Organização do Ano Letivo.
Base legal
-
Despacho Normativo n.º 7/2026, de 14 de abril — artigo 4.º, n.os 1 a 4, 14 e 15 : frequência, obrigatoriedade e revogação excecional da matrícula.
-
Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto — artigos 4.º, 7.º a 9.º e 13.º : matrícula, renovação, frequência obrigatória e efeitos de falsas declarações.
-
Código do Procedimento Administrativo — Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro : regime geral aplicável aos atos administrativos e à sua revogação.
Verificação da legislação no Diário da República: 07-10-2026.
Como funciona o período probatório dos docentes?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O período probatório é a fase inicial ligada ao primeiro provimento em lugar de ingresso na carreira docente. Nos termos dos artigos 30.º e 31.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), esse primeiro provimento é provisório e o período serve para verificar a adequação do docente ao perfil de desempenho profissional exigível. Tem a duração mínima de um ano escolar e, em regra, corresponde ao primeiro ano escolar de exercício efetivo de funções docentes.
A pedido do docente, pode ser realizado antes do ingresso na carreira, no primeiro ano de exercício, se estiverem reunidas cumulativamente as condições do artigo 31.º, n.º 3, do ECD: recrutamento por concurso externo ou para satisfação de necessidades transitórias antes do início do ano letivo; exercício durante todo o ano letivo; e horário igual ou superior a 20 horas semanais.
Acompanhamento e organização do trabalho
Durante o período, o docente é acompanhado e apoiado nos planos didático, pedagógico e científico por docente posicionado no 4.º escalão ou superior, com avaliação de desempenho mínima de Bom e, sempre que possível, do mesmo grupo de recrutamento. O acompanhante apoia a elaboração e execução do plano individual de trabalho, a preparação e reflexão sobre as aulas, avalia o trabalho desenvolvido e elabora relatório, incluindo os dados da observação de aulas (ECD, artigo 31.º, n.os 4 e 5).
O docente não pode acumular outras funções públicas ou privadas (n.º 6). A componente não letiva de estabelecimento fica afeta, enquanto necessário, à formação, à assistência a aulas de outros docentes ou a trabalhos de grupo indicados pelo acompanhante (n.º 7). O Despacho n.º 16504-A/2013 fixa procedimentos complementares, incluindo limites de extensão para o plano e relatórios, na medida em que permaneça aplicável e compatível com a legislação posterior.
Avaliação e observação de aulas
A avaliação do desempenho é regulada pelo Decreto Regulamentar n.º 26/2012. A observação de aulas é obrigatória no período probatório (artigo 18.º, n.º 2, alínea a)); o ciclo de avaliação coincide com o ano escolar correspondente ao período (artigo 5.º, n.º 8). A avaliação inclui as componentes e os procedimentos previstos nesse regulamento, não sendo correto reduzir o processo apenas à observação de aulas ou ao relatório do acompanhante.
Ausências, suspensão e repetição
O período probatório suspende-se quando o docente tenha ausências legalmente equiparadas a prestação efetiva de trabalho por mais de seis semanas, consecutivas ou interpoladas. Depois de cessar a situação, o docente retoma ou inicia o exercício e completa o período em falta (ECD, artigo 31.º, n.os 9 e 10).
Além disso, se o docente faltar justificadamente por período correspondente a 20 dias de atividade letiva, o período é repetido no ano escolar seguinte (n.º 11). A aplicação deve respeitar o texto legal e a situação concreta das faltas; não se deve confundir este limiar com a regra de suspensão por mais de seis semanas.
Resultado e efeitos
- **Avaliação igual ou superior a Bom:** o docente em nomeação provisória é nomeado definitivamente em lugar do quadro, nos termos do artigo 31.º, n.º 12, e do artigo 32.º do ECD. O tempo de serviço do período conta para progressão na carreira se a avaliação for igual ou superior a Bom (n.º 16).
- **Avaliação Regular:** é facultada a repetição do período sem interrupção funcional, com plano de formação que integre observação de aulas (n.º 13).
- **Avaliação Insuficiente:** há exoneração automática do lugar do quadro no termo do período e impossibilidade de candidatura à docência no próprio ano ou no ano escolar seguinte (n.os 14 e 15).
O ECD prevê ainda que o tempo de serviço prestado em contrato a termo resolutivo por docente com qualificação profissional, durante pelo menos dois anos escolares e com avaliação igual ou superior a Bom, seja contado para efeitos de conclusão do período probatório (artigo 31.º, n.º 17). A DGAE operacionaliza a verificação e publica instruções/listas. A dispensa não deve ser presumida apenas por existir tempo de serviço: confirme a qualificação profissional, as avaliações relevantes, o registo validado e as regras aplicáveis ao ano de ingresso. As dispensas anunciadas para um ano específico não constituem automaticamente uma regra permanente para todos os anos.
Diferença face à profissionalização em serviço
O período probatório dos artigos 30.º a 32.º do ECD não é a profissionalização em serviço/CPS2. A profissionalização é uma formação para obtenção de qualificação profissional no regime próprio aplicável a determinados docentes; o período probatório avalia a adequação ao desempenho no contexto do ingresso na carreira. A eventual redução letiva de 4 ou 6 horas associada ao CPS2 tem fundamento próprio no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação do Decreto-Lei n.º 345/89; não decorre, por si só, do período probatório. Em casos de ingresso provisório por concurso extraordinário, devem ser identificados o fundamento e o regime específicos do vínculo, sem tratar profissionalização e período probatório como conceitos equivalentes.
Base legal e fontes oficiais
-
Estatuto da Carreira Docente — artigos 30.º, 31.º, 32.º e 40.º , aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na redação atual; artigo 31.º alterado pelo artigo 25.º do
Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro .
-
Decreto Regulamentar n.º 26/2012 , artigos 5.º, n.º 8, 7.º e 18.º, sobre ciclo de avaliação, componentes e observação de aulas.
-
Despacho n.º 16504-A/2013 , procedimentos complementares de acompanhamento do período probatório.
-
DGAE — Período Probatório e
FAQ de pessoal docente e recursos humanos : procedimentos operacionais, validação e regras de dispensa aplicáveis a anos concretos.
- Para distinguir os regimes de ingresso provisório por concurso extraordinário, consultar o artigo 13.º do
Decreto-Lei n.º 57-A/2024 , sem o confundir com o regime geral do período probatório.
Verificação da legislação e das fontes oficiais: 25/10/2026.
Quando pode ser constituído um horário composto e como é apresentada a proposta de horário?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Podem ser constituídos horários compostos com serviço letivo a prestar em dois AE/EnA pertencentes ao mesmo QZP.
Os dois estabelecimentos de educação ou de ensino devem respeitar o limite de distância previsto no regime aplicável: não podem distar entre si mais de 15 km por estrada, considerando o percurso mais próximo, salvo acordo expresso do docente.
As necessidades temporárias existentes nos AE/EnA da área geográfica do QZP são, em primeiro lugar, objeto de gestão local. Os diretores envolvidos devem cooperar entre si, competindo-lhes participar ativamente na elaboração de horários compostos com serviço a prestar em dois estabelecimentos de ensino.
Quando uma proposta de horário considere necessidades existentes em dois estabelecimentos abrangidos por este regime, a proposta é apresentada:
- pelo diretor do AE/EnA onde existam mais horas;
- em caso de igualdade no número de horas, pelo AE/EnA de código mais baixo.
Na elaboração do horário composto, o serviço deve ser distribuído, sempre que possível, por dias alternados nos dois locais. Quando tal não seja possível, deve ser distribuído por diferentes períodos do dia, garantindo o tempo necessário para as deslocações e para as pausas de refeição. Os diretores devem ainda articular a componente não letiva de estabelecimento, designadamente o agendamento de reuniões.
As propostas de horários que agreguem necessidades de dois estabelecimentos nos termos do artigo 28.º, n.º 2, são consideradas para efeitos de mobilidade interna dos docentes vinculados a QZP e de contratação inicial.
Base legal:
-
artigos 25.º, n.os 2 e 3, 26.º, n.os 1, 3 e 5, 27.º-A, 28.º, n.os 1 a 3, e 29.º, n.os 1 a 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual;
-
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março , que introduziu, entre outras, a regra específica dos 15 km e o artigo 27.º-A.
Fonte oficial:
AGSE — Pedido de Horários .
Fonte: Radar Escolar.
Quando deve um horário seguir para Reserva de Recrutamento e quando pode seguir para Contratação de Escola?Radar Escolar · Recrutamento Docente
As necessidades docentes que não tenham sido preenchidas na contratação inicial são satisfeitas através da Reserva de Recrutamento, nos termos do artigo 38.º do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio .
A Contratação de Escola pode ser utilizada, designadamente, nas seguintes situações:
- horários inferiores a 8 horas letivas, desde que essas horas não possam ser utilizadas para completamento do horário de um docente colocado no próprio AE/EnA ou noutro AE/EnA da área geográfica do respetivo QZP;
- necessidades que resultem de uma não colocação na Reserva de Recrutamento, independentemente do motivo;
- necessidades resultantes de duas não aceitações relativas ao mesmo horário nas colocações da Reserva de Recrutamento;
- necessidades de técnicos especializados, nos casos previstos na lei.
Assim, para os grupos de recrutamento do regime geral, um horário de 8 ou mais horas letivas não segue para Contratação de Escola apenas por iniciativa da escola: a necessidade deve passar pelos procedimentos de colocação aplicáveis, designadamente pela Reserva de Recrutamento. Só poderá posteriormente chegar à Contratação de Escola se ocorrer uma das situações legalmente previstas, como uma não colocação ou duas não aceitações do mesmo horário.
Base legal:
artigos 38.º e 39.º, especialmente artigo 39.º, n.os 2 e 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , na redação atual, incluindo as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Um horário inferior a 8 horas pode seguir para Contratação de Escola?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim, mas não automaticamente apenas por ter menos de 8 horas.
Antes de recorrer à Contratação de Escola, deve verificar-se se essas horas podem ser utilizadas para completamento do horário de um docente colocado no próprio AE/EnA ou noutro AE/EnA da área geográfica do mesmo QZP, no âmbito da gestão local das necessidades temporárias.
Só quando essa possibilidade não exista é que um horário inferior a 8 horas letivas pode constituir uma necessidade a satisfazer através de Contratação de Escola.
Base legal:
artigos 25.º, 26.º e 27.º-A, conjugados com o artigo 39.º, n.º 2, alínea a), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Como é efetuado o pedido e a seleção de um técnico especializado?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Os horários destinados a técnicos especializados são pedidos através do SIGRHE — Horários/Contratação e seguem o procedimento de Contratação de Escola, não a Reserva de Recrutamento. A
AGSE disponibiliza a aplicação específica para este recrutamento .
A escola deve caracterizar a necessidade e identificar se se trata de:
- técnico especializado para formação, em áreas profissionais, tecnológicas, vocacionais ou artísticas não abrangidas pelos grupos de recrutamento; ou
- técnico especializado para o exercício de funções não docentes.
No procedimento de seleção são obrigatórios os seguintes critérios:
- avaliação do portefólio — 30 %;
- experiência profissional na área — 35 %;
- entrevista de avaliação de competências — 35 %.
O critério relativo ao número de anos de experiência profissional na área já se encontra previsto na aplicação para resposta dos candidatos.
Cabe ao AE/EnA introduzir no SIGRHE os subcritérios concretos que pretende utilizar na avaliação do portefólio e na entrevista de avaliação de competências, bem como a ponderação atribuída a cada subcritério. A soma dos subcritérios de cada critério deve corresponder exatamente à ponderação legal desse critério: 30 % no portefólio e 35 % na entrevista.
A entrevista de avaliação de competências não é realizada a todos os candidatos. É aplicável apenas aos 10 candidatos melhor classificados, convocados por tranches sucessivas, de acordo com a classificação conjunta obtida na avaliação do portefólio e na experiência profissional.
A oferta deve ainda indicar aos candidatos os requisitos de admissão e os critérios de seleção, devendo as ponderações utilizadas constar da aplicação informática.
Base legal:
-
artigo 39.º, n.os 1 e 3, e artigo 40.º, n.os 2, 4 a 6 e 10 a 12, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual;
-
Portaria n.º 233/2022, de 9 de setembro , nos termos do artigo 40.º, n.º 12.
Fonte operacional:
AGSE — Pedido de horários – Técnicos Especializados .
Fonte: Radar Escolar.
Num pedido de horário para substituição de um docente é obrigatório anexar comprovativos?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim. Quando o pedido de horário tem como motivo a substituição temporária de um docente, o AE/EnA deve anexar no SIGRHE a documentação que comprova a necessidade de substituição, de acordo com o que é solicitado no próprio formulário eletrónico.
O pedido é efetuado em SIGRHE → Situação Profissional → Horários/Contratação → Horários, devendo a escola identificar o motivo da substituição e anexar os respetivos comprovativos. A orientação oficial refere expressamente que, num pedido de horário para substituição, é necessário anexar a documentação que comprova a necessidade.
A legislação enquadra estas situações como necessidades temporárias e estabelece que o contrato destinado à substituição temporária vigora pelo período necessário à substituição, nos termos legalmente previstos.
Base legal:
-
Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio , designadamente artigos 38.º e 39.º, consoante o procedimento de recrutamento aplicável;
- artigo 42.º, n.os 10 e 11, quanto à duração do contrato de substituição.
Fonte operacional:
AGSE/SIGRHE — Horários e Colocações .
Fonte: Radar Escolar.
É possível alterar um pedido de horário depois de o submeter?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Não diretamente. Depois de submetido, um pedido de horário não é editado para alterar os seus elementos.
Se a escola detetar um erro ou precisar de modificar o horário, deve, quando isso ainda seja permitido:
- anular o pedido existente no SIGRHE;
- preencher obrigatoriamente a justificação da anulação;
- submeter um novo pedido de horário com os elementos corretos.
A anulação é possível enquanto:
- a Reserva de Recrutamento ainda não estiver em processamento; ou
- no caso de Contratação de Escola, ainda não existir candidato selecionado na lista ordenada.
Quando a Reserva de Recrutamento já se encontra em processamento, ou quando já existe candidato selecionado numa Contratação de Escola, o horário já não pode ser anulado pela escola através da aplicação.
No caso de um horário já submetido para Reserva de Recrutamento, a orientação oficial determina que a escola deve solicitar esclarecimentos à entidade competente pela autorização/validação do horário, quando já não consiga proceder à alteração através do SIGRHE.
O procedimento de anulação é efetuado em SIGRHE → Situação Profissional → Horários/Contratação → ano letivo → Horários, abrindo o respetivo horário, preenchendo «Justificação da anulação» e selecionando «Anular».
Enquadramento legal:
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, designadamente os artigos 38.º a 40.º, relativos à Reserva de Recrutamento e à Contratação de Escola.
Fonte operacional:
FAQ oficial de Recrutamento — Horários/Contratação / SIGRHE .
Fonte: Radar Escolar.
A escola pode anular um pedido de horário?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim, desde que o estado do procedimento ainda permita a anulação.
No SIGRHE, a anulação é efetuada em Situação Profissional → Horários/Contratação → ano letivo → Horários. A escola deve abrir o horário, preencher obrigatoriamente o campo «Justificação da Anulação» e concluir através da opção «Anular».
No caso da Reserva de Recrutamento, o horário pode ser anulado enquanto a reserva ainda não estiver em processamento. Depois de iniciado o processamento, a escola deixa de conseguir anulá-lo diretamente na aplicação.
No caso da Contratação de Escola, o horário pode ser anulado enquanto não existir candidato selecionado. A orientação oficial refere, designadamente, os estados «Candidatura terminada» ou «Lista ordenada», desde que nenhum candidato tenha sido selecionado.
Quando a necessidade que originou o horário deixe de existir, o horário deve ser anulado na plataforma, desde que ainda se encontre numa situação que permita a anulação.
Se for necessário alterar os dados de um horário, a escola deve, quando possível, anular o pedido e apresentar um novo horário com os elementos corretos, em Reserva de Recrutamento ou Contratação de Escola, conforme o caso.
Enquadramento legal:
artigos 38.º a 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual.
Fonte operacional: FAQ oficial de Recrutamento e Manual do Utilizador —
Horários e Colocações / SIGRHE .
Fonte: Radar Escolar.
O que acontece se um horário não for preenchido na Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Quando um horário não obtém colocação na Reserva de Recrutamento, essa necessidade pode passar a ser satisfeita através de Contratação de Escola.
A lei considera expressamente como necessidade temporária para efeitos de Contratação de Escola a necessidade resultante de uma não colocação na Reserva de Recrutamento, independentemente do motivo.
Também pode seguir para Contratação de Escola a necessidade resultante de duas não aceitações referentes ao mesmo horário nas colocações da Reserva de Recrutamento.
Base legal:
artigo 39.º, n.º 2, alíneas b) e c), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual.
Fonte: Radar Escolar.
Para que serve a Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
A Reserva de Recrutamento destina-se a satisfazer necessidades temporárias de docentes surgidas ou não preenchidas após a mobilidade interna e a contratação inicial.
Base legal:
artigos 37.º e 38.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual.
Fonte: Radar Escolar.
Como são selecionados os candidatos na Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Na Reserva de Recrutamento, a seleção é efetuada através de um procedimento centralizado, não cabendo ao AE/EnA escolher diretamente o candidato.
A colocação respeita a ordenação legal dos candidatos, a respetiva graduação profissional e as preferências que cada candidato manifestou.
Em primeiro lugar são considerados os docentes de carreira abrangidos pela alínea a) do n.º 1 do artigo 30.º que integram a Reserva de Recrutamento. Depois são considerados os candidatos externos não colocados na contratação inicial, de acordo com a respetiva ordenação.
Para os candidatos à contratação inicial, a ordenação é feita de acordo com as prioridades legalmente previstas, a graduação profissional calculada nos termos do artigo 11.º e as preferências indicadas pelo candidato. Essa ordenação serve de base às colocações subsequentes em Reserva de Recrutamento.
Quando dois candidatos tenham a mesma graduação, aplicam-se os critérios de desempate previstos no artigo 12.º:
- classificação profissional mais elevada;
- maior tempo de serviço docente após a profissionalização;
- maior tempo de serviço docente antes da profissionalização;
- maior idade;
- número de candidatura mais baixo.
Assim, o AE/EnA não escolhe livremente o docente que pretende colocar num horário enviado para Reserva de Recrutamento: a colocação resulta da ordenação dos candidatos e das preferências por eles manifestadas.
Base legal:
artigos 10.º a 12.º, artigo 30.º, n.º 1, alínea a), e artigos 35.º, n.º 5, 37.º e 38.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , na redação atual.
Fonte operacional:
AGSE — Reservas de Recrutamento .
Fonte: Radar Escolar.
A escola pode escolher um candidato concreto na Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Na Reserva de Recrutamento podem existir horários completos e incompletos?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim.
Na Reserva de Recrutamento podem existir horários completos e incompletos, bem como necessidades de duração anual ou temporária.
Os docentes de carreira abrangidos pelo regime da Reserva de Recrutamento podem ser colocados em horários completos ou incompletos, de duração igual ou inferior a um ano escolar. A colocação através da Reserva de Recrutamento pode ocorrer até ao final do respetivo ano letivo.
As orientações oficiais confirmam igualmente que os candidatos não colocados na mobilidade interna e na contratação inicial integram a Reserva de Recrutamento para satisfação de necessidades posteriores, incluindo horários completos e incompletos, anuais ou temporários.
Base legal:
artigo 38.º, n.os 4 e 5, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Até quando podem ser efetuadas colocações através da Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
No regime atualmente aplicável ao ano letivo 2026/2027, a colocação de candidatos à contratação através da Reserva de Recrutamento pode realizar-se até ao final do ano letivo.
As colocações são efetuadas através das sucessivas Reservas de Recrutamento publicitadas pela AGSE. No início de 2026/2027, por exemplo, foram publicadas a Reserva de Recrutamento 1, em 28 de agosto, e a Reserva de Recrutamento 2, em 4 de setembro de 2026.
Base legal:
artigo 38.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte operacional:
AGSE — Reservas de Recrutamento .
Fonte: Radar Escolar.
A Reserva de Recrutamento pode ser suspensa para determinado grupo ou tipo de horário?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim.
Quando a Reserva de Recrutamento deixe de permitir satisfazer adequadamente as necessidades dos AE/EnA, designadamente por inexistência de candidatos disponíveis, pode ser determinada a sua suspensão parcial.
Essa suspensão pode abranger:
- um determinado grupo de recrutamento;
- um determinado intervalo de horários;
- ou ambos.
A suspensão parcial permite que essas necessidades possam depois ser satisfeitas através dos procedimentos legalmente previstos, nomeadamente por Contratação de Escola, quando estejam reunidas as respetivas condições.
Base legal:
artigo 38.º, n.º 6, conjugado com o artigo 39.º, n.º 2, alínea b), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Nota de atualização institucional: o texto consolidado do diploma ainda refere a antiga DGAE em alguns pontos. A operação atual da administração educativa é assegurada pela AGSE.
Fonte: Radar Escolar.
Um docente contratado pode regressar à Reserva de Recrutamento quando termina a colocação?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim, nas situações legalmente previstas.
Quando um docente contratado colocado através da Reserva de Recrutamento vê a sua colocação caducar, pode regressar à Reserva para efeitos de nova colocação. O regresso depende de:
- o AE/EnA indicar o fim da colocação;
- o candidato manifestar interesse em voltar a ser contratado.
Se o docente tiver sido colocado através de Contratação de Escola, é retirado da Reserva de Recrutamento enquanto durar essa colocação. Contudo, se anteriormente era opositor à Reserva e a colocação em Contratação de Escola caducar, pode regressar à Reserva de Recrutamento para nova colocação.
Base legal:
artigo 37.º, n.º 2, artigo 38.º, n.os 7 e 8, e artigo 40.º, n.º 18, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Como sabe um docente que foi colocado através da Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O candidato é informado da colocação através da publicitação das listas de colocação da Reserva de Recrutamento.
Atualmente, essas listas são disponibilizadas pela AGSE, sendo a aceitação efetuada pelo candidato através do SIGRHE. Na
Reserva de Recrutamento n.º 2 de 2026/2027 , por exemplo, a AGSE publicou as listas em 4 de setembro de 2026 e indicou expressamente que a aceitação deveria ser feita no SIGRHE nos dois primeiros dias úteis seguintes.
A legislação estabelece que os candidatos são informados da sua colocação através da publicitação de listas na página da Internet da entidade competente. O texto consolidado ainda refere a antiga DGAE, embora atualmente esta função seja exercida pela AGSE.
Base legal:
artigo 38.º, n.º 10, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual.
Fonte operacional:
AGSE — Reservas de Recrutamento .
Fonte: Radar Escolar.
Qual é o prazo para aceitar uma colocação na Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Qual é o prazo para o docente se apresentar na escola depois de colocado pela Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O docente colocado através da Reserva de Recrutamento deve apresentar-se no respetivo AE/EnA até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação.
A apresentação é distinta da aceitação: primeiro, o candidato deve aceitar a colocação no prazo legal e, depois, cumprir o prazo de apresentação na escola.
A falta de apresentação dentro do prazo determina a aplicação das consequências previstas para o incumprimento da colocação.
Base legal:
artigo 38.º, n.os 12 e 13, conjugado com o artigo 18.º, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte operacional:
AGSE — Reservas de Recrutamento .
Fonte: Radar Escolar.
O que acontece se o docente não aceitar uma colocação da Reserva de Recrutamento?Radar Escolar · Recrutamento Docente
A falta de aceitação da colocação dentro do prazo legal é considerada não aceitação da colocação.
Nessa situação:
- a colocação é anulada;
- no caso de docente com contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, fica impedido de ser colocado em exercício de funções docentes, nesse ano escolar, através dos procedimentos concursais regulados pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, após audição escrita ao candidato, a seu pedido, no prazo de 48 horas.
A lei admite, contudo, que esta consequência possa ser relevada mediante requerimento, nas situações legalmente previstas, nomeadamente quando o candidato obtenha colocação nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro ou nas Regiões Autónomas, ou quando exista alteração anormal das suas circunstâncias pessoais ou familiares devidamente comprovada.
Base legal:
artigo 38.º, n.º 13, conjugado com o artigo 18.º, n.os 1, alíneas a) e c), e 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
O que acontece se o docente aceitar a colocação, mas não se apresentar na escola?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Se o docente aceitar a colocação, mas não se apresentar no AE/EnA dentro do prazo legal, considera-se que houve incumprimento do dever de apresentação.
Na Reserva de Recrutamento, a apresentação deve ocorrer até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação.
A falta de apresentação dentro desse prazo determina:
- a anulação da colocação;
- no caso de docente contratado, a impossibilidade de nova colocação nesse ano escolar através dos procedimentos regulados pelo Decreto-Lei n.º 32-A/2023, após audição escrita ao candidato, a seu pedido, no prazo de 48 horas.
Esta consequência pode ser relevada nas situações legalmente previstas, designadamente quando exista uma alteração anormal das circunstâncias pessoais ou familiares devidamente comprovada.
Base legal:
artigo 38.º, n.os 12 e 13, conjugado com o artigo 18.º, n.os 1, alíneas a) e c), e 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Pode ser afastado o impedimento de nova colocação decorrente da não aceitação ou não apresentação?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Sim, nas situações expressamente previstas na lei.
Quando o incumprimento dos deveres de aceitação ou apresentação determina, para um docente contratado, a impossibilidade de nova colocação nesse ano escolar, essa consequência pode ser relevada mediante requerimento apresentado através da aplicação informática.
A relevação pode ocorrer quando:
- o candidato obtenha colocação nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro ou nas Regiões Autónomas;
- se verifique uma alteração anormal das circunstâncias pessoais ou familiares do candidato, devidamente comprovada.
A relevação respeita apenas à consequência prevista na alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º — isto é, ao impedimento de nova colocação nesse ano escolar. Não elimina a anulação da colocação que não foi aceite ou relativamente à qual não houve apresentação.
Base legal:
artigo 18.º, n.º 1, alíneas a) e c), e n.º 2, conjugado, no caso da Reserva de Recrutamento, com o artigo 38.º, n.º 13, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, cuja última alteração consta do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Nota de atualização institucional: o texto consolidado ainda refere a antiga DGAE em alguns pontos. Atualmente existe uma diferença de designação face à organização administrativa em vigor, na qual estas operações são tratadas no âmbito da AGSE.
Fonte: Radar Escolar.
Como são ordenados os docentes profissionalizados numa Contratação de Escola?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Na Contratação de Escola, os docentes profissionalizados são ordenados obrigatoriamente pela:
- graduação profissional, calculada nos termos do artigo 11.º, n.º 1;
- em caso de empate, pelos critérios de desempate previstos no artigo 12.º, n.º 2.
Os critérios de desempate são aplicados pela seguinte ordem:
- classificação profissional mais elevada;
- maior tempo de serviço docente após a profissionalização;
- maior tempo de serviço docente antes da profissionalização;
- maior idade;
- número de candidatura mais baixo.
A escola não pode substituir estes critérios por entrevista, portefólio ou outros critérios próprios para selecionar docentes profissionalizados dos grupos de recrutamento. Depois de ordenados, a lista deve ser divulgada na página eletrónica do AE/EnA que promove a oferta.
Base legal:
artigo 40.º, n.os 7 e 8, conjugado com os artigos 11.º, n.º 1, e 12.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, cuja última alteração é a do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Quando pode uma escola selecionar um candidato com habilitação própria?Radar Escolar · Recrutamento Docente
A escola só pode selecionar um candidato com habilitação própria depois de estar esgotada a possibilidade de colocação de docentes profissionalizados.
Nessa situação, e a título excecional, os candidatos com habilitação própria são ordenados segundo os mesmos critérios previstos para os docentes profissionalizados, mas a graduação profissional é substituída pela classificação académica, à qual são acrescentados 0,5 pontos por cada ano escolar completo de serviço, com arredondamento às milésimas. Em caso de empate, aplicam-se os critérios legais de desempate.
O artigo 40.º-A permite ainda selecionar, neste âmbito, candidatos titulares de cursos concluídos antes da aplicação do
Decreto-Lei n.º 74/2006, de 24 de março , mesmo que esses cursos não sejam atualmente reconhecidos como habilitação própria, desde que cumpram os requisitos mínimos de formação científica definidos para o respetivo grupo de recrutamento.
Base legal:
artigo 40.º, n.os 7 a 9, artigo 40.º-A e artigo 11.º, n.º 1, alínea b), subalínea iii), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março . O artigo 40.º-A foi aditado por este último diploma, com efeitos a partir de 22 de março de 2025.
Fonte: Radar Escolar.
Qual é o prazo de aceitação e apresentação numa Contratação de Escola?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Na Contratação de Escola:
- a aceitação da colocação deve ser efetuada através da aplicação informática até ao 1.º dia útil seguinte ao da comunicação da seleção;
- a apresentação no AE/EnA deve ocorrer até ao 2.º dia útil seguinte ao da comunicação da colocação.
A comunicação da seleção e a aceitação são efetuadas através da aplicação informática.
O incumprimento destes prazos produz as consequências legalmente previstas. No caso dos técnicos especializados para formação, aplicam-se as consequências previstas no artigo 18.º. Para os técnicos especializados para funções não docentes, a falta de aceitação ou apresentação determina a anulação da colocação.
Base legal:
artigo 40.º, n.os 14 a 17, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, designadamente a resultante do
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
A partir de quando produz efeitos o contrato de um docente colocado?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo produz efeitos a partir do 1.º dia útil imediatamente seguinte ao da aceitação da colocação.
Em regra, o contrato tem:
- duração mínima de 30 dias;
- duração máxima até ao final do ano escolar, incluindo o período de férias.
Quando se trate de substituição temporária de um docente, o contrato vigora pelo tempo necessário à substituição ou até ao 3.º dia útil contado do dia seguinte ao da apresentação do docente substituído.
Se o docente substituído regressar durante o período de realização dos trabalhos de avaliação, o contrato mantém-se até à conclusão desses trabalhos.
Base legal:
artigo 42.º, n.os 1, 10 e 11, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , de 8 de maio, na redação atual, cuja última alteração é a introduzida pelo
Decreto-Lei n.º 15/2025, de 17 de março .
Fonte: Radar Escolar.
Que novas competências foram delegadas nos diretores dos AE/EnA em 2026?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Em 2026 foram delegadas ou subdelegadas nos diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas (AE/EnA), e nos presidentes das comissões administrativas provisórias, competências para: matrícula no mesmo ano e curso; antecipação ou adiamento da matrícula no 1.º ciclo; revalidação de matrícula anulada por falta de pagamento; transferências e matrículas ou inscrições fora de prazo; qualificação de acidentes em serviço e despesas associadas; protocolos, parcerias e acordos de cooperação sem encargos financeiros permanentes; estudos científicos relacionados com a problemática escolar; permutas de disciplina opcional ou língua estrangeira no ensino básico; acumulação de funções; visitas de estudo, intercâmbios e geminações; permutas entre docentes de AE/EnA diferentes; e equiparação a bolseiro.
A competência resulta do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março e do
Despacho (extrato) n.º 3423-B/2026, de 16 de março , este último alterado pelo
Despacho n.º 7467/2026, de 15 de junho . A delegação não afasta os limites e requisitos da legislação substantiva nem as competências de outros órgãos da escola.
Pode o diretor autorizar uma matrícula apresentada fora dos prazos legais?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. O diretor pode autorizar, no ensino básico e secundário, público e privado, matrículas ou inscrições apresentadas depois dos prazos legalmente estabelecidos. A autorização não elimina as restantes regras aplicáveis, incluindo requisitos de acesso, prioridades, vagas e demais condições legais.
Base legal: alínea d) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Pode o diretor autorizar a matrícula de um aluno no mesmo ano de escolaridade e curso?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim, mas apenas nos casos em que a lei o permita. A delegação autoriza o diretor a praticar esse ato; não permite criar uma repetição ou frequência que a legislação substantiva proíba.
Base legal: alínea a) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Quem pode autorizar a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ciclo?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Atualmente, o diretor do AE/EnA ou o presidente da comissão administrativa provisória pode autorizar a antecipação ou o adiamento da matrícula no 1.º ciclo, por delegação. Continua a ser uma situação excecional e devidamente fundamentada, sujeita ao requerimento, à proposta da EMAEI e aos demais requisitos previstos no
Despacho Normativo n.º 7/2026 e na legislação aplicável.
Base de competência: alínea b) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026 .
Pode o diretor autorizar uma transferência de aluno com mudança de percurso formativo?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. A delegação abrange transferências de discentes, com ou sem mudança de percurso formativo, no ensino básico e secundário, público e privado. Devem continuar a ser respeitados os requisitos, limites e procedimentos previstos na legislação aplicável.
Base legal: alínea d) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Pode o diretor revalidar uma matrícula anulada por falta de pagamento?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. O diretor pode autorizar a revalidação de matrícula anulada por falta de pagamento de propina ou de prémio de seguro escolar, nos termos legalmente previstos.
Base legal: alínea c) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Pode o diretor qualificar um acidente de um trabalhador como acidente em serviço?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim, no âmbito dos processos da escola. A delegação permite qualificar acidentes em serviço, autorizar o processamento das despesas respetivas e reabrir o processo em caso de recidiva, agravamento ou recaída.
Base legal: alínea e) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026 , articulada com o
Decreto-Lei n.º 503/99, de 20 de novembro .
Pode o diretor celebrar protocolos, parcerias ou acordos de cooperação com entidades externas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. A delegação abrange protocolos, parcerias e acordos de cooperação com autarquias, instituições de ensino superior, instituições científicas, associações e outras entidades públicas ou privadas, desde que não impliquem encargos financeiros permanentes e contribuam para os fins educativos do AE/EnA. Devem ser respeitadas as competências do conselho geral e os critérios por este definidos, quando aplicáveis.
Base legal: alínea f) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026 e
Decreto-Lei n.º 75/2008 .
Pode o diretor autorizar a realização de estudos científicos no agrupamento?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. Pode autorizar estudos de índole científica relacionados com a problemática escolar, desde que não prejudiquem o normal funcionamento das atividades escolares e respeitem a legislação aplicável. Conforme o estudo, isso pode incluir proteção de dados, consentimento informado, confidencialidade e regras próprias de investigação.
Base legal: alínea g) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Pode o diretor autorizar permutas de frequência de disciplina opcional ou de língua estrangeira?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim, no ensino básico. A competência abrange permutas de frequência da disciplina opcional e da língua estrangeira, mas apenas nos termos e com os requisitos previstos na legislação aplicável.
Base legal: alínea h) do n.º 1 do
Despacho n.º 3423-A/2026, de 16 de março .
Quem autoriza visitas de estudo, intercâmbios escolares e atividades de geminação?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O diretor do AE/EnA ou o presidente da comissão administrativa provisória. A competência abrange visitas de estudo, intercâmbios escolares, atividades de geminação e outras atividades pedagógicas externas, em Portugal ou no estrangeiro, incluindo a deslocação de alunos e docentes acompanhantes, independentemente da duração, nos termos legais.
Base legal: alínea b) do n.º 1 do
Despacho (extrato) n.º 3423-B/2026 , na redação dada pelo
Despacho n.º 7467/2026 .
Pode o diretor autorizar uma permuta entre docentes colocados em AE/EnA diferentes?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim, desde que sejam salvaguardadas as necessidades permanentes do serviço educativo e observados os requisitos legais aplicáveis. A delegação consta do Despacho n.º 3423-B/2026. Para docentes de carreira opositores à mobilidade interna, a
Portaria n.º 172/2017 exige, entre outros requisitos, exercício efetivo no mesmo grupo de recrutamento e igual número de horas de componente letiva; o procedimento concreto pode depender da plataforma e das regras do concurso em causa.
Quais são os QZP carenciados no ano letivo 2026/2027?Radar Escolar · Recrutamento Docente
São oito: QZP 42 e 45, na Grande Lisboa; QZP 46, na Península de Setúbal; e QZP 59, 60, 61, 62 e 63, no Algarve. A lista consta do anexo ao
Despacho n.º 10024/2026, de 11 de agosto , com efeitos a 1 de setembro de 2026.
Quem pode beneficiar do acréscimo remuneratório mensal de 750 euros?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Podem beneficiar os docentes de AE/EnA inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados que preencham os requisitos legais para aposentação ou reforma e se mantenham em exercício efetivo de funções letivas. A medida é aplicável nos termos do artigo 6.º do
Decreto-Lei n.º 51/2024 , na redação do
Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro .
Que condições são necessárias para receber o acréscimo de 750 euros?Radar Escolar · Recrutamento Docente
São necessárias cumulativamente: escola inserida num QZP carenciado; requisitos legais para aposentação ou reforma; componente letiva no grupo de recrutamento; exercício efetivo de funções letivas; impossibilidade de satisfazer a necessidade com docentes já em exercício na escola; inexistência de candidatos disponíveis nos procedimentos concursais aplicáveis; e requerimento do docente na plataforma da AGSE, dirigido ao diretor.
Base legal: artigo 6.º do
Decreto-Lei n.º 51/2024 , na redação do
Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Quem decide o pedido do acréscimo remuneratório de 750 euros?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O requerimento é submetido na plataforma disponibilizada pela AGSE e dirigido ao diretor do AE/EnA. A escola verifica os requisitos legais e a necessidade de serviço. Quando as condições cumulativas estão reunidas, o diploma estabelece que o docente tem direito ao acréscimo; não se trata de uma escolha livre do diretor fora desses requisitos.
Base legal: n.os 1 e 2 do artigo 6.º do
Decreto-Lei n.º 51/2024 , na redação do
Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Como manifesta um docente no SIGRHE a disponibilidade para acumular funções noutro AE/EnA?Radar Escolar · Recrutamento Docente
A disponibilidade é manifestada na funcionalidade que a AGSE disponibilizar no SIGRHE, podendo o docente atualizar a informação e indicar as condições necessárias à verificação da compatibilidade com o horário de origem. O sistema destina-se a fazer a correspondência entre necessidades temporárias e docentes disponíveis. O
Decreto-Lei n.º 175/2026 fixa o regime, mas não determina no seu texto o nome concreto do menu da aplicação.
Quando pode uma escola contratar um licenciado sem habilitação profissional para a docência?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Só depois de nenhum candidato reunir os requisitos prioritários aplicáveis à contratação de escola. A contratação é excecional e exige que o candidato licenciado preencha uma das condições de formação científica previstas no artigo 2.º do
Decreto-Lei n.º 80-A/2023 , na redação do
Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Quando basta uma licenciatura na área científica e quando são exigidos 120 ECTS?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Desde 1 de setembro de 2026, quando nenhum candidato reúne os requisitos prioritários do n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 80-A/2023, pode ser contratado um licenciado que: a) tenha licenciatura em área científica correspondente à disciplina; ou b) comprove pelo menos 120 ECTS na área científica correspondente. A alternativa dos 120 ECTS não substitui a ordem de prioridade nem os requisitos específicos do grupo de recrutamento.
Base legal: artigo 3.º e artigo 5.º do
Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Que documentos deve a escola verificar para confirmar a formação científica de um candidato?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Deve verificar documentação académica oficial que comprove o grau e a área científica. Quando o requisito depende de créditos, a documentação deve identificar os ECTS obtidos nas áreas relevantes; quando depende da área da própria licenciatura, essa correspondência deve resultar inequivocamente da documentação emitida pela instituição de ensino superior. A escola deve ainda conferir os requisitos específicos do grupo de recrutamento no anexo ao
Decreto-Lei n.º 80-A/2023 , na redação do
Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Pode uma escola contratar um docente aposentado ou reformado ao abrigo das medidas excecionais de 2026/2027?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Não ao abrigo dessa medida excecional. O
Decreto-Lei n.º 175/2026 revogou o artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, com efeitos a 1 de setembro de 2026. Isto é diferente do acréscimo de 750 euros: esse acréscimo destina-se a docentes que ainda não estão aposentados ou reformados, mas já preenchem os requisitos legais e continuam a lecionar em QZP carenciado.
Mantém-se a contratação excecional de técnicos especializados do Plano +Aulas +Sucesso?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Não. O
Decreto-Lei n.º 175/2026 revogou os artigos 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, terminando essa medida excecional. Mantém-se, porém, a contratação normal de técnicos especializados para as situações previstas no artigo 39.º do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , através dos procedimentos próprios.
Em 2026/2027 as Reservas de Recrutamento funcionam numa base diária?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Não. Em 2026/2027 continuam a aplicar-se os mecanismos do
Decreto-Lei n.º 32-A/2023 , incluindo reservas de recrutamento publicadas por listas. A AGSE publicou a RR1 em 28 de agosto e a RR2 em 4 de setembro de 2026, confirmando a execução do modelo atual:
RR1 e
RR2 . A base diária pertence ao novo procedimento concursal previsto para 2027/2028.
Quando está previsto entrar em funcionamento o novo procedimento concursal contínuo para docentes?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Está previsto para o ano letivo de 2027/2028. Até 9 de setembro de 2026, o Governo anunciou e aprovou na generalidade o modelo, mas não estava publicado no Diário da República o decreto-lei final correspondente. Assim, a data e o desenho geral devem ser tratados como orientação política/modelo aprovado na generalidade, e não como um regime legal final já vigente.
Fonte oficial:
Comunicado do Conselho de Ministros de 30 de julho de 2026 .
O que vai mudar para as escolas com o concurso contínuo previsto para 2027/2028?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Segundo o modelo oficial anunciado, deverão existir dois procedimentos nacionais centralizados na AGSE: um concurso interno e externo para necessidades permanentes e um procedimento concursal contínuo, de base diária, para necessidades temporárias. Os candidatos poderão inscrever-se ou atualizar a candidatura ao longo do ano e o sistema fará correspondências e colocações de forma automática, sem validação administrativa das candidaturas pelas escolas. O modelo deverá substituir os mecanismos fragmentados atualmente usados, mas estes detalhes só serão direito vigente quando o respetivo decreto-lei for publicado.
Fontes oficiais:
Comunicado do Conselho de Ministros de 30 de julho de 2026 e
informação do Governo sobre o novo modelo .
Como funciona a verificação automática do registo criminal dos docentes através da Chave Móvel Digital?Radar Escolar · Carreira e Formação
Que autorização deve o docente prestar para permitir a consulta automática do registo criminal?Radar Escolar · Carreira e Formação
O docente deve prestar uma autorização prévia e expressa para o acesso ao registo criminal, através do procedimento disponibilizado no SIGRHE, autenticando-se pelos meios previstos, designadamente a Chave Móvel Digital. O aviso do concurso de docentes de 2026/2027 admite a declaração de autorização de acesso ao registo criminal efetuada na aplicação SIGRHE.
A autorização é necessária porque a consulta envolve dados pessoais especialmente protegidos e não resulta simplesmente do facto de o trabalhador exercer funções na escola.
Fontes oficiais:
-
DGAE — Perguntas Frequentes de Recrutamento , sobre o procedimento SIGRHE;
-
artigo 8.º, n.º 3, da Lei n.º 37/2015 , sobre acesso por entidade pública com autorização prévia;
-
Justiça — pedir e consultar registo criminal .
A escola deve limitar o tratamento ao necessário e preservar a confidencialidade.
Que alunos estão abrangidos pela restrição de utilização de smartphones no espaço escolar?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Desde 4 de setembro de 2026 estão abrangidos os alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. A regra aplica-se aos estabelecimentos públicos abrangidos pelo diploma, incluindo modalidades especiais e escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública do MECI, e aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo abrangidos.
A restrição nacional não abrange o ensino secundário. No secundário continuam a aplicar-se as regras do Estatuto do Aluno, incluindo a proibição de utilização de equipamentos tecnológicos durante aulas ou atividades, salvo autorização, e o Regulamento Interno.
Base legal:
-
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , que alargou o regime;
-
Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto ;
-
Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno .
A restrição de utilização de smartphones já se aplica aos alunos do 3.º ciclo?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Em que situações pode um aluno utilizar um smartphone apesar da restrição?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
São admitidas exceções quando o equipamento seja necessário para tradução por domínio muito reduzido da língua portuguesa, por razões de saúde devidamente comprovadas ou no âmbito de atividades pedagógicas ou de avaliação, dentro ou fora da sala de aula, incluindo visitas de estudo. O regime de 2026 acrescentou uma exceção para alunos em regime de internato, no período não letivo e nos horários e espaços definidos pela direção.
As exceções não eliminam a necessidade de respeitar o procedimento de autorização aplicável e as regras da escola.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , que alterou o
Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto .
Quem pode autorizar excecionalmente a utilização de um smartphone por razões pedagógicas, de saúde ou de tradução?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Para uma utilização pontual, a autorização prévia pode ser dada pelo docente responsável ou pelo responsável pelo trabalho ou atividade. Se houver necessidade de utilização permanente ou continuada, a autorização compete ao diretor do estabelecimento público ou ao diretor pedagógico no ensino particular e cooperativo, que deve definir a duração e pode renovar a autorização.
A autorização deve ficar enquadrada nas exceções legais e nas regras operacionais do estabelecimento.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , na redação do
Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto .
A restrição de smartphones aplica-se também aos intervalos e restantes espaços da escola?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Sim. A regra abrange todo o espaço escolar e todo o horário de funcionamento do estabelecimento, incluindo expressamente os períodos não letivos. Não se limita às salas de aula: abrange recreios, corredores, biblioteca, refeitório e restantes espaços escolares durante o funcionamento da escola.
A exceção acrescentada em 2026 respeita aos alunos em regime de internato, relativamente ao período não letivo e nos horários e espaços definidos pela direção.
Base legal:
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro e
Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto .
Que regras devem constar do Regulamento Interno relativamente à utilização de smartphones?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O Regulamento Interno deve refletir o regime legal e não pode contrariá-lo. Deve indicar o âmbito da restrição — alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, todo o espaço escolar e períodos não letivos —, as exceções, quem as pode autorizar e o procedimento para autorizações permanentes ou continuadas.
A escola pode regulamentar aspetos operacionais, como os procedimentos perante utilização indevida, mas não deve criar sanções incompatíveis com a
Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro . As medidas corretivas ou sancionatórias devem respeitar o Estatuto do Aluno e os princípios da necessidade e proporcionalidade.
O regime aplicável consta do
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , que alterou o
Decreto-Lei n.º 95/2025 .
Até quando têm as escolas de adaptar o Regulamento Interno às novas regras sobre smartphones?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
As escolas têm até 1 de janeiro de 2027 para adaptar o Regulamento Interno. Esse prazo não suspende a aplicação da nova restrição, que entrou em vigor em 4 de setembro de 2026.
A data e o dever de adaptação resultam do artigo 3.º do
Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro .
Como deve a escola atuar quando um aluno não cumpre as regras relativas à utilização do telemóvel?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O incumprimento constitui infração disciplinar. Docentes e funcionários devem adotar medidas necessárias, adequadas e proporcionais para fazer cessar a utilização indevida. Consoante a situação e a gravidade, podem aplicar-se as medidas corretivas ou disciplinares sancionatórias previstas no Estatuto do Aluno e no Regulamento Interno.
A lei não determina automaticamente uma suspensão ou outra sanção específica por cada utilização. A medida deve considerar, entre outros fatores, a gravidade, a culpa, a maturidade do aluno, a reincidência e as restantes circunstâncias legalmente relevantes.
Base legal:
Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro , especialmente os artigos 22.º e 25.º, e
Decreto-Lei n.º 176/2026 .
Que competências pode o diretor delegar no subdiretor, adjuntos e coordenadores de estabelecimento?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O diretor pode delegar ou subdelegar no subdiretor e nos adjuntos as competências previstas no artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, dentro dos limites legais. Nos coordenadores de estabelecimento podem ser exercidas as competências que lhes sejam delegadas pelo diretor, nos termos do regime aplicável. A delegação pode abranger matérias de gestão pedagógica, administrativa, patrimonial, organização do serviço, matrículas, horários, espaços e pessoal, quando a competência e o ato o permitam.
A delegação não transfere a titularidade da competência: o diretor mantém poderes de direção, pode emitir instruções e pode avocar a decisão nos termos legais. O ato concreto deve indicar o alcance da delegação e os respetivos limites.
Base legal:
artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril ,
artigo 41.º do mesmo diploma e
artigos 44.º a 50.º do Código do Procedimento Administrativo .
Que competências do diretor não podem ser delegadas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O artigo 20.º, n.º 7, do Decreto-Lei n.º 75/2008 permite ao diretor delegar e subdelegar no subdiretor e nos adjuntos as competências referidas nos números anteriores. Não é correto afirmar, de forma geral, que a intervenção na avaliação do desempenho docente é sempre indelegável por força desse número.
Aplicam-se os limites do artigo 45.º do Código do Procedimento Administrativo: não pode ser delegada a globalidade dos poderes do delegante, nem poderes suscetíveis de serem exercidos sobre o próprio delegado, nem poderes fora da competência territorial do delegado. Também não pode ser delegada uma competência quando uma norma especial o proíba ou quando o próprio ato de delegação a reserve.
Na prática, um ato concreto pode excluir competências. Há atos oficiais que reservam para o diretor o poder disciplinar relativo aos alunos, previsto no artigo 20.º, n.º 5, alínea d), do Decreto-Lei n.º 75/2008. Essa reserva do ato não deve ser confundida com uma proibição legal geral da avaliação docente.
Base legal e exemplo oficial:
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artigo 20.º, n.os 5 e 7, do Decreto-Lei n.º 75/2008 ;
-
artigos 44.º a 46.º do Código do Procedimento Administrativo ;
-
Aviso n.º 9509/2025/2 — delegação de competências — exemplo de ato que exclui a competência disciplinar prevista no artigo 20.º, n.º 5, alínea d).
Como deve ser formalizada uma delegação ou subdelegação de competências do diretor?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Deve existir um ato formal de delegação ou subdelegação que identifique claramente o delegado e especifique os poderes delegados ou os atos que pode praticar. O ato deve mencionar a norma que atribui a competência ao diretor e a norma que o habilita a delegá-la.
Quem pratica o ato ao abrigo da delegação deve mencionar essa qualidade. A subdelegação só é possível quando autorizada ou permitida nos termos legais. A redação deve ser concreta para permitir saber o que foi delegado, a quem e com que limites.
Base legal:
artigos 44.º, 46.º, 47.º e 48.º do Código do Procedimento Administrativo e
artigo 20.º, n.º 7, do Decreto-Lei n.º 75/2008 .
Uma delegação de competências do diretor tem de ser publicada no Diário da República?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
A publicação é obrigatória. O artigo 47.º, n.º 2, do Código do Procedimento Administrativo determina que os atos de delegação e subdelegação estão sujeitos a publicação. Quando não exista regra especial, o artigo 159.º prevê publicação no Diário da República ou na publicação oficial da entidade pública e também no respetivo sítio institucional na Internet, no prazo de 30 dias.
Nos agrupamentos e escolas da rede pública, deve ser confirmada a forma de publicação exigida pelo regime aplicável e pelo próprio ato. Não é correto afirmar que o CPA imponha sempre e exclusivamente o Diário da República em qualquer entidade.
Base legal:
artigos 47.º e 159.º do Código do Procedimento Administrativo .
Pode o diretor retirar ou avocar uma competência anteriormente delegada?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. O diretor mantém poderes sobre as competências delegadas. Pode avocar a decisão de um processo concreto e emitir instruções vinculativas ao delegado. Pode também revogar o ato de delegação e, nos termos legalmente previstos, anular, revogar ou substituir atos praticados pelo delegado.
A delegação extingue-se quando os seus efeitos se esgotam ou quando mudam os titulares dos órgãos delegante ou delegado, sem prejuízo das regras legais aplicáveis aos atos já praticados.
Base legal:
artigos 49.º e 50.º do Código do Procedimento Administrativo .
Quando deve um membro de um órgão escolar declarar impedimento ou conflito de interesses?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Deve comunicar imediatamente a situação e não intervir no procedimento quando exista uma causa de impedimento prevista no Código do Procedimento Administrativo, por exemplo interesse pessoal no assunto, interesse de pessoa próxima abrangida pela lei, intervenção anterior como perito ou mandatário ou participação anterior em decisão que esteja a ser reapreciada. O pedido deve ser apresentado logo que o facto seja conhecido.
Mesmo quando não exista um impedimento automático, deve pedir escusa ou pode ser requerido o seu afastamento quando haja uma circunstância suscetível de gerar dúvida séria e razoável sobre a sua imparcialidade. Um membro impedido não participa na discussão nem na votação da matéria em causa.
Base legal:
artigos 69.º a 76.º do Código do Procedimento Administrativo — impedimentos, escusa e suspeição.
Pode um órgão colegial deliberar sobre um assunto que não constava da ordem de trabalhos?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Em regra, não. O órgão colegial só pode deliberar sobre matérias incluídas na ordem do dia, para que os membros conheçam previamente os assuntos a apreciar.
Existe uma exceção limitada: numa reunião ordinária, o órgão pode deliberar imediatamente sobre um assunto não incluído na ordem do dia se pelo menos dois terços dos membros reconhecerem a urgência da deliberação. Esta possibilidade não se aplica da mesma forma a uma reunião extraordinária e não elimina outras regras legais sobre convocação, quórum e competência.
Base legal:
artigo 26.º do Código do Procedimento Administrativo .
Quais são as regras de quórum e maioria aplicáveis aos órgãos colegiais da escola?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Salvo regra especial, em primeira convocatória o órgão só pode deliberar quando esteja presente ou participe por meios telemáticos a maioria do número legal dos membros com direito de voto. Se não houver quórum, é feita nova convocatória com intervalo mínimo de 24 horas; na segunda convocatória, salvo disposição especial, é suficiente a presença de um terço dos membros com direito de voto. Nos órgãos compostos por três membros, o quórum é sempre de dois.
As deliberações são, em regra, tomadas por maioria absoluta dos votos dos membros presentes. Em caso de empate, o presidente dispõe normalmente de voto de qualidade, exceto quando a votação seja secreta. Se uma lei especial exigir maioria diferente ou qualificada, essa regra especial prevalece.
Base legal:
artigos 29.º a 33.º do Código do Procedimento Administrativo .
Quem tem competência para instaurar um procedimento disciplinar a um aluno?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Compete ao diretor do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada instaurar o procedimento disciplinar quando os factos sejam suscetíveis de conduzir à suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis, à transferência de escola ou à expulsão.
No prazo de dois dias úteis após tomar conhecimento da situação, o diretor emite o despacho de instauração, nomeia como instrutor um professor da escola e notifica os pais ou o encarregado de educação quando o aluno for menor. As ocorrências suscetíveis de constituir infração devem ser participadas de imediato à direção.
Base legal:
-
artigos 22.º, 23.º e 30.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A instauração formal prevista no artigo 30.º não é exigida para todas as medidas corretivas ou sancionatórias.
Quem pode aplicar medidas disciplinares sancionatórias a um aluno?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Depende da medida. A repreensão registada, quando a infração ocorre na sala de aula, pode ser aplicada pelo professor respetivo; nas restantes situações, compete ao diretor. A suspensão até 3 dias úteis é aplicada pelo diretor, depois de assegurados os direitos de audiência e defesa.
A suspensão entre 4 e 12 dias úteis é decidida pelo diretor após procedimento disciplinar. A transferência e a expulsão seguem o procedimento disciplinar e são aplicadas pela entidade que detenha atualmente as competências correspondentes às atribuições sucedidas da Direção-Geral da Educação. Na área educativa, o Decreto-Lei n.º 105/2025 atribuiu ao EduQA, I. P., a sucessão nas atribuições da DGE, exceto nas matérias nele reservadas a outras entidades; deve ser confirmada a competência concreta do serviço no momento da decisão.
Base legal:
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artigo 28.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro ;
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artigos 5.º e 16.º do Decreto-Lei n.º 105/2025, de 12 de setembro .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A sanção deve ser escolhida e executada segundo os princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade.
Pode um aluno ser suspenso preventivamente enquanto decorre um procedimento disciplinar?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Sim. No momento da instauração ou durante o procedimento, o diretor pode determinar, por despacho fundamentado, a suspensão preventiva quando a presença do aluno perturbe gravemente o funcionamento das atividades, seja necessária para garantir a paz e a tranquilidade na escola ou prejudique a instrução do procedimento.
A duração é a adequada ao caso e pode ser prorrogada por razões fundamentadas até à decisão, mas nunca pode exceder 10 dias úteis. Os pais ou o encarregado de educação devem ser imediatamente informados, deve ser fixado um plano de atividades e os dias cumpridos são descontados numa eventual suspensão disciplinar de 4 a 12 dias úteis.
Base legal:
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artigo 32.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — suspensão preventiva .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quais são os prazos de um procedimento disciplinar instaurado a um aluno?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O diretor dispõe de 2 dias úteis após conhecer a situação para instaurar o procedimento e nomear o instrutor. A instrução deve terminar, em regra, no prazo máximo de 6 dias úteis a contar da notificação do instrutor. Depois, o instrutor elabora e entrega o relatório final no prazo legal aplicável, normalmente até 3 dias úteis.
Recebido o relatório, a entidade competente profere a decisão final, em regra, no prazo máximo de 2 dias úteis. Quando esteja proposta transferência ou expulsão, o processo é remetido à entidade competente no prazo de 2 dias úteis e a decisão deve ser proferida no prazo de 5 dias úteis após a receção do processo. As notificações seguem os prazos próprios do artigo 33.º.
Base legal:
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artigos 30.º a 33.º da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. Devem ser conferidos os atos de notificação e a medida concretamente proposta.
Quando deve uma ocorrência envolvendo um aluno ser comunicada à CPCJ ou às forças de segurança?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Se a escola identificar uma situação de perigo que não consiga resolver adequadamente no âmbito das suas próprias competências, deve comunicá-la à CPCJ. Para qualquer pessoa, a comunicação é obrigatória quando estejam em risco a vida, a integridade física ou psíquica ou a liberdade da criança ou do jovem.
Quando o comportamento de um aluno maior de 12 e menor de 16 anos puder constituir crime, a direção deve comunicar o facto ao Ministério Público, sem prejuízo do recurso urgente às autoridades policiais. Se o aluno tiver menos de 12 anos, a comunicação é dirigida à CPCJ ou, na sua falta, ao Ministério Público. Além disso, uma suspensão disciplinar superior a 5 dias úteis, efetivamente executada e aplicada a menor, deve ser comunicada à CPCJ.
Base legal:
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artigos 33.º, n.º 8, e 38.º da Lei n.º 51/2012 — Estatuto do Aluno ;
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artigos 65.º, 66.º e 70.º da Lei n.º 147/99, de 1 de setembro .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A comunicação deve conter apenas os elementos necessários e salvaguardar a intimidade do aluno.
Quem deve participar e instruir um processo de acidente escolar?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Qualquer agente educativo que tenha conhecimento de um acidente escolar deve comunicá-lo ao órgão de gestão e administração do estabelecimento. Compete ao órgão de direção e gestão da escola abrir o processo de inquérito, elaborar o inquérito e recolher os elementos necessários para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Se resultar morte ou se presumir incapacidade permanente, a competência prevista no regulamento pertence ao serviço competente da administração educativa. A Portaria usa a terminologia histórica das direções regionais; atualmente deve seguir-se o serviço sucessor competente e as instruções administrativas em vigor.
Base legal:
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artigos 23.º, 24.º e 32.º da Portaria n.º 413/99, de 8 de junho — Regulamento do Seguro Escolar ;
-
Portaria n.º 298-A/2019, de 9 de setembro .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A escola deve assegurar assistência imediata ao aluno e comunicação ao encarregado de educação nos termos aplicáveis.
Que acidentes de alunos não estão abrangidos pelo seguro escolar?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O artigo 25.º exclui, entre outros: a doença do aluno e o respetivo tratamento, salvo a primeira deslocação à unidade de saúde; acidentes ocorridos em instalações escolares encerradas ou cedidas para atividades não organizadas pela escola; força maior, incluindo cataclismos; tumultos ou desordens; ocorrências cuja responsabilidade legal pertença a entidade extraescolar; acidentes em trajeto com veículos ou velocípedes com motor que transportem o aluno ou sejam por este conduzidos; e acidentes com veículos afetos ao transporte escolar.
A qualificação depende sempre das circunstâncias concretas e da versão aplicável do Regulamento do Seguro Escolar.
Base legal:
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artigo 25.º do Regulamento do Seguro Escolar, versão consolidada ;
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Portaria n.º 298-A/2019, de 9 de setembro , que alterou a alínea f).
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quem pode administrar medicamentos a um aluno durante o horário escolar?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Não existe uma norma nacional que atribua genericamente a administração de todos os medicamentos a uma categoria profissional da escola. A atuação deve respeitar a prescrição e as instruções dos profissionais de saúde, a autorização dos pais ou do encarregado de educação quando necessária e o Plano de Saúde Individual (PSI), tratando-se de uma necessidade de saúde especial.
Em situações específicas, como risco de anafilaxia, funcionários com formação adequada podem atuar segundo o procedimento definido para o aluno, com acesso à medicação de emergência e articulação com a Saúde Escolar. A escola deve assegurar assistência pronta e adequada em caso de acidente ou doença súbita, sem substituir os serviços de saúde.
Base legal e orientação:
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artigo 7.º, n.º 1, alínea k), da Lei n.º 51/2012 — direito à assistência ;
-
artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho — PSI e equipa de saúde escolar ;
-
Norma DGS n.º 015/2015 — Programa Nacional de Saúde Escolar .
Verificação de vigência: fontes oficiais consultadas em 10/09/2026. Em emergência, devem ser seguidos os planos internos e as orientações dos serviços de emergência e saúde.
Que procedimento deve a escola ter para alunos com alergias graves, diabetes ou outras doenças crónicas?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Quando exista uma necessidade de saúde especial, a escola deve articular-se com a equipa de saúde escolar, a família e os profissionais de saúde para elaborar e implementar um Plano de Saúde Individual. O PSI identifica as medidas necessárias, os responsáveis, os procedimentos quotidianos, a atuação em emergência, a informação que deve circular e a forma de monitorização e revisão.
Na diabetes tipo 1, devem ser definidos os elementos de referência, a articulação com a família e a Saúde Escolar, a alimentação, a atividade física e os procedimentos relativos à insulina e a situações de descompensação. Numa alergia grave, deve existir acesso rápido à medicação de emergência, formação adequada e procedimento para anafilaxia, conforme orientação clínica.
Base legal e normas oficiais:
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artigos 2.º e 24.º do Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho ;
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Norma DGS n.º 015/2015 — Programa Nacional de Saúde Escolar ;
-
Orientação Conjunta DGS/DGE n.º 006/2016 — diabetes tipo 1 na escola .
Verificação de vigência: fontes oficiais consultadas em 10/09/2026. O PSI deve ser individualizado e não substitui prescrição ou orientação médica.
Quem aprova o mapa de férias do pessoal não docente depois da transferência de competências para os municípios?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O diretor não tem, por regra, competência própria para aprovar o mapa de férias do pessoal não docente integrado no mapa municipal. Compete-lhe propor o mapa de férias ao presidente da câmara municipal, assegurando o normal funcionamento do estabelecimento.
A aprovação pertence à esfera municipal, salvo se a competência tiver sido validamente delegada no órgão de direção, administração ou gestão da escola. Deve ser consultado o ato de delegação do município concreto.
Base legal:
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artigo 44.º, n.º 2, alínea b), e n.º 3, do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
-
artigos 35.º e 38.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro — regime jurídico das autarquias locais .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A existência e o alcance de uma delegação municipal devem ser confirmados documentalmente.
Quem tem competência para justificar as faltas do pessoal não docente afeto às escolas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Quando o trabalhador está integrado no mapa municipal, a decisão administrativa sobre a justificação da falta pertence, em regra, à entidade empregadora municipal ou ao órgão com competência de gestão de recursos humanos, nos termos da organização e das delegações do município.
O diretor controla a assiduidade, organiza o funcionamento da escola e exerce os poderes que a lei lhe atribui, mas não adquire automaticamente competência para decidir a justificação das faltas. Essa competência só lhe pertence quando exista delegação municipal válida e suficientemente identificada.
Base legal:
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artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
-
artigos 35.º, n.º 2, e 38.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro ;
-
artigos 133.º a 135.º da Lei n.º 35/2014 — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. O procedimento interno deve indicar quem recebe, analisa e decide a justificação.
Quem define e altera o horário de trabalho dos assistentes operacionais e assistentes técnicos?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O diretor do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada exerce, relativamente ao pessoal não docente, o poder de direção, fixa o horário de trabalho e distribui o serviço. Pode, por isso, definir e alterar os horários necessários ao funcionamento da escola dentro do quadro legal aplicável.
Essa competência deve respeitar a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, os períodos de funcionamento e atendimento, os limites do tempo de trabalho, os instrumentos de regulamentação coletiva e as orientações legitimamente fixadas pelo município. Não permite alterar arbitrariamente a carreira, o vínculo ou as condições legalmente protegidas do trabalhador.
Base legal:
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artigo 44.º, n.º 1, alíneas a) a c), do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
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artigos 108.º e seguintes da Lei n.º 35/2014 — Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Qual é o papel do diretor na avaliação SIADAP do pessoal não docente sob gestão municipal?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sem delegação municipal, o diretor não é automaticamente o titular de toda a competência avaliativa. O Decreto-Lei n.º 21/2019 atribui-lhe a apresentação de contributos para a avaliação de desempenho ao presidente da câmara; a decisão e a homologação seguem o regime e a organização do município.
Desde 27 de julho de 2026, o Decreto Regulamentar n.º 7/2026 adapta o SIADAP à administração autárquica. O conselho coordenador da avaliação é presidido pelo presidente da câmara e podem ser criadas secções autónomas para o pessoal não docente abrangido pela descentralização da educação, incluindo pelo menos um diretor de agrupamento ou escola não agrupada do concelho e um representante dos serviços de administração escolar indicado pelos diretores.
Assim, o diretor pode contribuir e participar nos órgãos previstos, mas a sua competência concreta depende do regime aplicável e dos atos de delegação ou designação do município.
Base legal:
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artigo 44.º, n.º 2, alínea a), do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
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artigos 17.º e 18.º do Decreto Regulamentar n.º 7/2026, de 24 de julho ;
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Lei n.º 66-B/2007, de 28 de dezembro — SIADAP .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Pode o diretor deslocar temporariamente um assistente operacional entre escolas do mesmo agrupamento?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O diretor pode organizar a distribuição do serviço e a resposta temporária às necessidades de funcionamento do agrupamento, dentro dos poderes de direção e distribuição do serviço previstos na lei. Essa reorganização não deve ser confundida com uma alteração definitiva do vínculo, da carreira ou do local de trabalho, nem com mobilidade entre agrupamentos.
Quando esteja em causa reafetação ou mobilidade com efeitos jurídicos próprios, devem ser respeitados o vínculo municipal, o local de trabalho, o conteúdo funcional, o acordo do trabalhador quando exigido e as regras do município. Se o estabelecimento encerrar, o Decreto-Lei n.º 21/2019 prevê a recolocação em estabelecimento do mesmo agrupamento; outras situações exigem análise concreta.
Base legal:
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artigos 43.º, n.os 4 e 5, e 44.º, n.º 1, alíneas a) e c), do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
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artigo 20.º, n.º 4, alínea d), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. Deve ser verificado o enquadramento municipal antes de uma decisão com efeitos duradouros.
Que competências relativas ao pessoal não docente podem ser delegadas pelo município no diretor?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O município pode delegar nos órgãos de direção, administração e gestão dos agrupamentos ou escolas não agrupadas competências próprias do presidente da câmara ou dos órgãos municipais relativas à gestão do pessoal não docente, desde que a delegação seja válida, expressa e identifique os atos abrangidos.
O núcleo legal do diretor inclui poder de direção, fixação do horário, distribuição do serviço e poder disciplinar para aplicação de pena inferior a multa. O diretor apresenta ainda contributos para a avaliação e propõe o mapa de férias. Férias, faltas, avaliação, assiduidade, trabalho suplementar ou outros atos só devem ser praticados pelo diretor quando resultem da lei ou de uma delegação municipal concreta.
Base legal:
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artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 21/2019, de 30 de janeiro ;
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artigos 35.º e 38.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro ;
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artigos 44.º e seguintes do Código do Procedimento Administrativo .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. Deve ser sempre acrescentada a indicação: “Atenção: verificar a delegação do respetivo município”.
Pode uma escola utilizar dados biométricos para controlar a assiduidade de trabalhadores ou alunos?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Para trabalhadores, o tratamento de dados biométricos é admitido, no regime nacional, exclusivamente para controlo de assiduidade ou de acessos às instalações. Devem ser usadas apenas representações dos dados biométricos (templates) e o processo de recolha não pode permitir a reversão para o dado biométrico original.
Para alunos não existe uma autorização legal geral equivalente. Os dados biométricos destinados a identificar inequivocamente uma pessoa são uma categoria especial de dados. O tratamento exigiria uma condição do artigo 9.º do RGPD e uma base de licitude do artigo 6.º, avaliadas para o caso concreto. O consentimento explícito pode não ser válido quando exista desequilíbrio ou quando o tratamento seja imposto como condição de frequência. Não deve, por isso, ser criado um controlo biométrico obrigatório de assiduidade dos alunos apenas com base na regra aplicável aos trabalhadores.
Base legal:
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artigo 28.º, n.º 6, da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto — biometria dos trabalhadores ;
-
artigos 6.º e 9.º do RGPD — licitude e categorias especiais de dados .
Verificação de vigência: Diário da República e EUR-Lex consultados em 10/09/2026.
Pode uma escola instalar câmaras de videovigilância no interior ou exterior dos estabelecimentos escolares?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Pode, mas apenas dentro dos limites legais. Nos estabelecimentos de ensino, as câmaras só podem incidir sobre os perímetros externos e os locais de acesso, e sobre espaços cujos bens ou equipamentos exijam proteção especial, como laboratórios ou salas de informática. Não é permitido um sistema geral de vigilância dos alunos em salas de aula ou nos restantes espaços escolares.
Quando a videovigilância seja admitida, a captação de som é proibida, salvo no período em que as instalações estejam encerradas ou mediante autorização prévia da CNPD. A escola deve ainda cumprir os deveres de informação, segurança, limitação da conservação e exercício dos direitos dos titulares.
Base legal:
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artigo 19.º, n.os 1 a 4, da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto — videovigilância ;
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artigo 31.º da Lei n.º 34/2013, de 16 de maio — sistemas de videovigilância ;
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artigos 5.º, 13.º e 32.º do RGPD .
Verificação de vigência: Diário da República e EUR-Lex consultados em 10/09/2026.
É necessário consentimento para publicar fotografias ou vídeos de alunos no site e nas redes sociais da escola?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Em regra, a escola precisa de um fundamento jurídico válido para publicar imagens de alunos identificados ou identificáveis. Quando a publicação se baseie em consentimento, este deve ser informado, específico e documentado; tratando-se de menores, a escola deve obter a autorização dos representantes legais nos termos aplicáveis e explicar onde e para que finalidade a imagem será divulgada.
Não é juridicamente correto dizer que o consentimento é obrigatório em absolutamente todas as imagens. O artigo 79.º, n.º 2, do Código Civil prevê exceções, e pode existir outro fundamento legal adequado. A escola deve analisar a finalidade, a identificabilidade, o contexto, a minimização e o direito à imagem antes de publicar. Autorizações genéricas ou a simples participação numa atividade não substituem essa análise.
Base legal:
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artigos 5.º, 6.º e 7.º do RGPD ;
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artigo 79.º do Código Civil — direito à imagem ;
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orientação da DGE sobre dados pessoais nas escolas .
Verificação de vigência: EUR-Lex e Diário da República consultados em 10/09/2026. A DGE recomenda reduzir a publicação de imagens e som ao mínimo necessário.
O que deve a escola fazer quando ocorre uma violação de dados pessoais?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Deve conter imediatamente o incidente, preservar a informação necessária à investigação, identificar os dados e as pessoas potencialmente afetados, limitar as consequências e avaliar o risco para os direitos e liberdades dos titulares. Deve envolver os responsáveis internos pela segurança e o Encarregado de Proteção de Dados, quando exista.
Todas as violações devem ser documentadas, incluindo os factos, efeitos e medidas corretivas, mesmo quando se conclua que não há obrigação de notificar a CNPD. Se a violação for suscetível de resultar num risco elevado, a escola deve também comunicar o incidente aos titulares sem demora injustificada, salvo se se aplicar uma exceção legal.
Base legal:
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artigos 32.º, 33.º e 34.º do RGPD — segurança e violações de dados ;
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artigo 11.º da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto — funções do Encarregado de Proteção de Dados .
Verificação de vigência: EUR-Lex e Diário da República consultados em 10/09/2026.
Quando tem uma escola de comunicar uma violação de dados pessoais à CNPD?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Quando a violação for suscetível de resultar num risco para os direitos e liberdades das pessoas, o responsável pelo tratamento deve notificar a CNPD sem demora injustificada e, sempre que possível, no prazo máximo de 72 horas depois de dela ter conhecimento. Se a notificação ocorrer mais tarde, devem ser indicadas as razões do atraso.
Se a escola demonstrar que a violação não é suscetível de gerar risco para os titulares, a notificação à CNPD pode não ser obrigatória. O incidente continua, contudo, a ter de ser documentado. Se existir risco elevado, pode ser necessária uma comunicação direta aos titulares, além da notificação à autoridade de controlo.
Base legal:
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artigo 33.º, n.os 1 a 5, do RGPD — notificação à autoridade de controlo ;
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artigo 34.º do RGPD — comunicação ao titular dos dados ;
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artigo 3.º da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto — autoridade de controlo nacional .
Verificação de vigência: EUR-Lex e Diário da República consultados em 10/09/2026.
Pode uma escola introduzir dados pessoais de alunos ou trabalhadores numa ferramenta de inteligência artificial generativa?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Não de forma livre ou automática. Antes de introduzir dados, a escola deve ter uma finalidade definida, um fundamento jurídico válido, transparência, minimização, segurança e uma relação juridicamente adequada com o fornecedor. Se o fornecedor tratar os dados segundo instruções da escola, deve existir o enquadramento de subcontratação exigido pelo artigo 28.º do RGPD.
Dados de saúde, biométricos e outras categorias especiais exigem ainda uma condição do artigo 9.º. Se o tratamento puder criar elevado risco, deve ser realizada previamente uma avaliação de impacto sobre a proteção de dados. Na ausência dessas garantias, os dados devem ser anonimizados de forma efetiva; retirar apenas o nome não chega se a pessoa continuar identificável. O uso de modelos de IA continua sujeito ao RGPD, como confirmou o Comité Europeu para a Proteção de Dados.
Base legal:
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artigos 5.º, 6.º, 9.º, 25.º, 28.º, 32.º e 35.º do RGPD ;
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto ;
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Parecer 28/2024 do EDPB sobre modelos de IA .
Verificação de vigência: EUR-Lex, EDPB e Diário da República consultados em 10/09/2026.
Que requisitos de proteção de dados deve uma escola exigir antes de contratar uma plataforma digital?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
Antes da contratação, deve verificar onde os dados são tratados e armazenados, as medidas técnicas e organizativas de segurança, os subcontratantes utilizados, os prazos de conservação, a eliminação ou devolução no final do contrato, a resposta a incidentes, o apoio ao exercício dos direitos e eventuais transferências para fora do Espaço Económico Europeu.
Quando o fornecedor atua como subcontratante, deve existir contrato ou outro ato jurídico com o conteúdo obrigatório do artigo 28.º do RGPD e garantias suficientes de conformidade. Deve ainda avaliar se a solução exige uma avaliação de impacto, limitar os dados ao necessário e confirmar que a escola mantém controlo sobre as finalidades e o ciclo de vida da informação.
Base legal:
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artigos 28.º e 32.º do RGPD — subcontratantes e segurança ;
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artigos 35.º e 44.º a 49.º do RGPD — avaliação de impacto e transferências ;
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Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto .
Verificação de vigência: EUR-Lex e Diário da República consultados em 10/09/2026.
Quem é responsável pelo tratamento dos dados quando uma escola utiliza uma plataforma externa?Radar Escolar · Sistemas Digitais e Plataformas
É responsável pelo tratamento a entidade que determina as finalidades e os meios do tratamento. Assim, relativamente a uma plataforma que o agrupamento de escolas ou a escola não agrupada escolhe e utiliza para as suas próprias finalidades, essa entidade é normalmente o responsável pelo tratamento.
A empresa que trata os dados exclusivamente segundo instruções documentadas da escola é, em regra, subcontratante. Se utilizar os dados para finalidades próprias ou determinar conjuntamente as finalidades e os meios, a qualificação pode ser de responsável autónomo ou de corresponsável. A qualificação depende do contrato e da prática efetiva, não apenas do nome usado pelas partes.
Base legal:
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artigo 4.º, n.os 7 e 8, e artigos 26.º e 28.º do RGPD ;
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artigo 3.º da Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto — CNPD como autoridade nacional .
Verificação de vigência: EUR-Lex e Diário da República consultados em 10/09/2026.
Durante quanto tempo pode a escola conservar dados e documentos de antigos alunos?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Quando pode uma escola recorrer ao ajuste direto para adquirir bens ou serviços?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Para uma escola que pretenda adquirir bens móveis ou contratar serviços, o artigo 20.º, n.º 1, alínea d), do Código dos Contratos Públicos (CCP), na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 177/2026, permite escolher o ajuste direto com fundamento apenas no valor quando o valor estimado do contrato for inferior a 75 000 euros, sem IVA. A expressão «inferior a» significa que um valor exatamente igual a 75 000 euros não cabe neste limiar.
Este novo limite só se aplica, em regra, aos procedimentos iniciados a partir de 1 de outubro de 2026, data de entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 177/2026. Até 30 de setembro de 2026 aplica-se o regime anterior ao procedimento que seja iniciado nesse período. A regra de aplicação no tempo consta dos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026.
O ajuste direto não dispensa a escola de: definir previamente a necessidade; calcular o valor estimado sem IVA; fundamentar a decisão de contratar e a escolha do procedimento; assegurar cabimento e compromisso; verificar a competência do órgão que autoriza a despesa; cumprir as regras de execução, receção e pagamento; e publicitar o contrato quando a lei o exigir. O valor estimado deve refletir a necessidade global e critérios económicos objetivos, nos termos do artigo 17.º do CCP. Não é legítimo dividir artificialmente uma aquisição unitária para ficar abaixo do limiar.
Também pode existir ajuste direto independentemente do valor quando se verifiquem rigorosamente os critérios materiais dos artigos 23.º a 27.º do CCP, como certas situações de urgência imperiosa imprevisível ou de inexistência de concorrência por razões técnicas ou direitos exclusivos. Esses fundamentos têm de ser concretamente demonstrados e não substituem a decisão de contratar nem a verificação da despesa.
Não se deve confundir este regime com o ajuste direto simplificado do artigo 128.º do CCP, que tem requisitos e formalidades próprios e é explicado em ficha autónoma.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro, artigos 10.º e 11.º ;
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artigo 20.º, n.º 1, alínea d), do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 17.º, 23.º a 27.º, 36.º, 127.º e 473.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026. A alteração dos limiares produz efeitos para procedimentos iniciados depois de 01/10/2026, nos termos do Decreto-Lei n.º 177/2026.
Quando deve ser utilizada consulta prévia em vez de ajuste direto?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Para contratos de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços, a partir de 1 de outubro de 2026, a consulta prévia pode ser escolhida com fundamento apenas no valor quando o valor estimado for inferior a 130 000 euros, nos termos do artigo 20.º, n.º 1, alínea c), do CCP, na redação do Decreto-Lei n.º 177/2026. O valor é calculado sem IVA. Um valor exatamente igual a 130 000 euros não cabe neste limiar.
Assim, depois de 1 de outubro de 2026, entre 75 000 euros e abaixo de 130 000 euros não pode ser usado o ajuste direto com fundamento apenas no valor: deve ser utilizada consulta prévia ou um procedimento mais concorrencial. Abaixo de 75 000 euros a escola pode, em princípio, escolher ajuste direto por valor, sem prejuízo do ajuste direto simplificado do artigo 128.º e dos deveres de fundamentação, cabimento, compromisso e boa gestão.
A consulta prévia exige convite a, pelo menos, três entidades, nos termos do artigo 112.º do CCP. A escola deve definir a necessidade e o valor estimado, aprovar as peças ou elementos aplicáveis, formular convites em condições de igualdade, fixar o critério de adjudicação, analisar as propostas, fundamentar a decisão e publicitar o contrato nos termos legais. O convite a três entidades não autoriza escolher sempre as mesmas empresas nem substituir a análise de impedimentos, conflitos de interesses ou restrições legais.
Os novos limites do artigo 20.º, n.º 1, alíneas c) e d), só se aplicam, em regra, a procedimentos iniciados a partir de 1 de outubro de 2026. Aos procedimentos iniciados antes dessa data aplica-se o regime temporalmente competente, conforme os artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026. O cálculo não pode ser manipulado através do fracionamento artificial da necessidade.
Base legal:
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Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro, artigos 10.º e 11.º ;
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artigo 20.º, n.º 1, alíneas c) e d), do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 17.º, 36.º, 112.º, 127.º e 473.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026. Os limiares indicados são os aplicáveis ao regime que entra em vigor para procedimentos iniciados a partir de 01/10/2026.
Quem tem competência para autorizar uma despesa num agrupamento de escolas?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Em regra, compete ao Conselho Administrativo (CA). É o órgão deliberativo do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada em matéria administrativo-financeira e o artigo 38.º, alínea c), do Decreto-Lei n.º 75/2008 atribui-lhe a competência para autorizar a realização das despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira.
Na contratação pública, a decisão de contratar deve ser tomada pelo órgão competente para autorizar a despesa, nos termos do artigo 36.º do CCP. O valor estimado condiciona a escolha do procedimento e determina o órgão competente para autorizar a despesa, conforme o artigo 17.º, n.º 2, do CCP. Assim, a atualização dos limiares do artigo 20.º pelo Decreto-Lei n.º 177/2026 não elimina a necessidade de verificar a competência financeira concreta.
O exercício dessa competência tem de respeitar o orçamento, o cabimento, o compromisso, o procedimento de contratação pública quando aplicável, a fundamentação da decisão e as regras de delegação ou subdelegação válidas. O diretor exerce as competências de administração e gestão que a lei lhe atribui, mas não pode substituir o órgão financeiro competente sem fundamento legal ou ato de delegação eficaz. A resposta não dispensa a verificação do ato de delegação, do regulamento interno e dos limites legais concretos.
Base legal:
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artigos 36.º e 38.º, alínea c), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril ;
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artigos 17.º, n.º 2, e 36.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, e artigo 5.º da Lei n.º 8/2012 .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026. A competência deve ser confirmada no regime de administração e gestão e nos atos de delegação aplicáveis à escola.
Que decisões de contratação pública competem ao Conselho Administrativo?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sendo o Conselho Administrativo o órgão que autoriza a despesa, é, em regra, o órgão competente para a decisão de contratar no agrupamento ou escola não agrupada. Nessa sequência podem caber-lhe, conforme o procedimento, a escolha do procedimento, a aprovação das peças, a designação do júri quando exista, a adjudicação e as restantes decisões atribuídas ao órgão competente para contratar.
Esta competência não deve ser presumida fora dos limites legais: é necessário verificar o valor, o tipo de contrato, as regras do Código dos Contratos Públicos e qualquer delegação ou subdelegação válida. A delegação não elimina os deveres de cabimento, compromisso, fundamentação e fiscalização.
Base legal:
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artigo 38.º, alínea c), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril ;
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artigos 36.º, 38.º, 40.º, 67.º, 73.º e 109.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Pode uma escola assumir uma despesa sem cabimento e compromisso prévios?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Em regra, não. A despesa deve ter conformidade legal, inscrição orçamental e cabimento prévio; antes de o compromisso ser assumido, este deve ser registado no sistema informático e deve ser emitido um número de compromisso válido e sequencial.
Sem o cumprimento dessas condições, o compromisso fica sujeito às consequências previstas na Lei dos Compromissos e no respetivo regime de aplicação, incluindo a nulidade nos casos legalmente previstos e responsabilidade dos intervenientes. Existem exceções para despesas urgentes e inadiáveis ou situações de excecional interesse público dentro dos limites legais, mas não são uma autorização geral para regularizar despesas assumidas sem procedimento.
Base legal:
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artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho — registo de cabimento prévio ;
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artigo 5.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro — compromisso válido ;
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artigos 7.º, 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 127/2012, de 21 de junho .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quem pode autorizar a abertura de um procedimento de contratação pública?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Juridicamente, a abertura corresponde à decisão de contratar. Num agrupamento de escolas ou escola não agrupada, essa decisão cabe, em regra, ao Conselho Administrativo enquanto órgão competente para autorizar a despesa.
A competência pode ser delegada quando a lei o permita e nos limites do ato de delegação. Antes da decisão devem ser confirmados o cabimento, o compromisso, o valor estimado, o procedimento adequado e a existência de dotação e fundos disponíveis. O órgão competente deve ainda fundamentar a escolha e aprovar os atos que o Código dos Contratos Públicos lhe atribua.
Base legal:
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artigos 36.º e 109.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigo 38.º, alínea c), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril ;
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artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quando existe conflito de interesses num procedimento de aquisição da escola?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Existe conflito de interesses quando um dirigente, trabalhador ou prestador de serviços que participe na preparação ou condução do procedimento, ou que possa influenciar o seu resultado, tenha direta ou indiretamente um interesse financeiro, económico ou outro interesse pessoal suscetível de comprometer a sua imparcialidade e independência.
A escola deve prevenir, identificar e resolver a situação, incluindo o afastamento da pessoa da intervenção no procedimento quando necessário. Os membros do júri e os restantes intervenientes abrangidos devem cumprir as declarações e os deveres previstos no Código dos Contratos Públicos. Também se aplicam, quando adequadas, as regras de impedimentos e escusa do Código do Procedimento Administrativo.
Base legal:
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artigo 1.º-A, n.os 3 e 4, do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 69.º a 76.º do Código do Procedimento Administrativo .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Que bens e equipamentos devem ser registados no inventário patrimonial da escola?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Devem ser registados no cadastro patrimonial os bens duradouros que cumpram os critérios de reconhecimento como ativos fixos tangíveis: bens controlados pela entidade, destinados à prestação de serviços ou a fins administrativos, cuja utilização se espere por mais de um período e cujo custo possa ser mensurado com fiabilidade. Podem incluir, conforme o caso, mobiliário, equipamento informático, laboratorial, administrativo, máquinas, instrumentos e outros equipamentos escolares.
Programas de computador, sistemas de informação e determinadas licenças podem constituir ativos intangíveis, segundo a sua natureza e os critérios contabilísticos aplicáveis. Materiais de consumo ou de desgaste rápido não são tratados como ativos inventariáveis nos mesmos termos. O limite de 100 euros previsto em notas explicativas para determinadas contas, como a 4334, não deve ser transformado numa regra universal para todas as categorias.
Compete ao Conselho Administrativo zelar pela atualização do cadastro patrimonial, em articulação com o SNC-AP e as normas de contabilidade pública aplicáveis.
Base legal:
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artigo 38.º, alínea d), do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril ;
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Decreto-Lei n.º 192/2015, de 11 de setembro — SNC-AP ;
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Portaria n.º 189/2016, de 14 de julho — plano de contas e notas explicativas .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A classificação concreta deve seguir a conta e a política contabilística aplicável ao bem.
Que diploma regula atualmente a avaliação do desempenho dos docentes?Radar Escolar · Carreira e Formação
Que docentes estão sujeitos ao regime de avaliação do Decreto Regulamentar n.º 26/2012?Radar Escolar · Carreira e Formação
O regime aplica-se aos docentes integrados na carreira, aos docentes em período probatório e aos docentes contratados a termo resolutivo, sem prejuízo de regimes especiais previstos para determinadas funções ou situações.
Base legal:
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artigo 2.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Qual é o ciclo de avaliação de um docente de carreira?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quanto tempo tem um docente de carreira de prestar serviço para ser avaliado num escalão?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quando deve um docente contratado ser avaliado?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quem avalia um docente que teve vários contratos em escolas diferentes no mesmo ano?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quando vários contratos permitam atingir os 180 dias de serviço, a avaliação é realizada pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde termina o último contrato. Essa entidade deve recolher os elementos avaliativos das escolas anteriores. Se os contratos terminarem na mesma data, o docente escolhe a escola avaliadora.
Base legal:
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artigo 5.º, n.os 5 a 7, do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quem é o avaliador interno de um docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Em regra, o avaliador interno é o coordenador do departamento curricular ou um docente por ele designado. Na designação devem ser considerados preferencialmente os requisitos exigidos aos avaliadores externos; quando isso não seja possível, mantém-se o coordenador como avaliador.
Base legal:
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artigo 14.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quem integra a Secção de Avaliação do Desempenho Docente — SADD?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quais são as principais competências da SADD?Radar Escolar · Carreira e Formação
O projeto docente é obrigatório?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não. O projeto docente é facultativo. Se não for apresentado, são consideradas, para efeitos de avaliação, as metas e os objetivos do projeto educativo do agrupamento de escolas ou escola não agrupada. Quando apresentado, o projeto tem o máximo de duas páginas.
Base legal:
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artigo 17.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
O relatório de autoavaliação docente é obrigatório e qual é a sua extensão?Radar Escolar · Carreira e Formação
O que acontece se um docente não entregar injustificadamente o relatório de autoavaliação?Radar Escolar · Carreira e Formação
A não entrega injustificada do relatório de autoavaliação implica a não contagem do tempo de serviço desse ano escolar para efeitos de progressão na carreira docente.
Base legal:
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artigo 19.º, n.º 5, do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Em que situações a observação de aulas é obrigatória?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quanto tempo dura a observação de aulas para efeitos de avaliação docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Quando deve o docente pedir observação de aulas para poder obter Excelente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Um docente contratado pode ter observação de aulas para obter Excelente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Como é calculada a classificação final de um docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
No regime geral, a classificação final resulta da ponderação de 60 % para a dimensão científica e pedagógica, 20 % para a participação na escola e relação com a comunidade e 20 % para a formação contínua e o desenvolvimento profissional. Quando existe avaliação externa, esta representa 70 % dos 60 % atribuídos à dimensão científica e pedagógica.
Base legal:
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artigo 21.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Que classificação é necessária para obter Excelente, Muito Bom ou Bom?Radar Escolar · Carreira e Formação
No regime geral, Excelente exige classificação não inferior a 9, observação de aulas e posicionamento no percentil aplicável. Muito Bom exige classificação não inferior a 8 e posicionamento no percentil aplicável. Bom exige classificação não inferior a 6,5, desde que não seja atribuída menção superior. Para Muito Bom e Excelente há ainda o requisito legal relativo à prestação de pelo menos 95 % da componente letiva distribuída.
Base legal:
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artigo 20.º, n.º 3, do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 ;
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artigo 46.º do Estatuto da Carreira Docente .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Existem quotas para as menções de Excelente e Muito Bom?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim. O sistema diferencia as menções através de percentis máximos. Na regra base, Excelente corresponde ao percentil 95 e Muito Bom ao percentil 75, sem prejuízo dos ajustamentos legalmente previstos em função da avaliação externa da escola e das regras de aplicação do Despacho n.º 12567/2012.
Base legal:
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artigo 20.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 ;
-
Despacho n.º 12567/2012 — percentis e universos .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quais são os universos usados para calcular as quotas de Excelente e Muito Bom?Radar Escolar · Carreira e Formação
O Despacho n.º 12567/2012 estabelece quatro universos independentes: docentes contratados; docentes de carreira, incluindo os que estão em período probatório ou são avaliados por ponderação curricular; coordenadores de departamento e de estabelecimento; e avaliadores internos ou membros da SADD que não estejam incluídos num dos universos anteriores.
Base legal:
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artigo 3.º, n.º 1, do Despacho n.º 12567/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Pode uma quota de Excelente ou Muito Bom não utilizada num universo passar para outro?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não. Os universos de docentes são independentes e as menções de mérito que não sejam atribuídas num universo não podem ser transferidas para outro.
Base legal:
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artigo 3.º, n.º 4, do Despacho n.º 12567/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Um universo muito pequeno pode ter direito a uma menção de mérito?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim. Quando o cálculo num universo produz um valor inferior a uma unidade, deve ser garantido o acesso a uma menção de Excelente ou Muito Bom, desde que seja respeitado o limite global de menções permitido para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada e as restantes condições legais.
Base legal:
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artigo 3.º, n.os 6 e 7, do Despacho n.º 12567/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quem aplica as quotas e faz a harmonização das classificações propostas pelos avaliadores?Radar Escolar · Carreira e Formação
Como se desempata entre docentes com a mesma classificação quando está em causa uma quota?Radar Escolar · Carreira e Formação
Aplicam-se sucessivamente os seguintes critérios: classificação na dimensão científica e pedagógica; classificação na dimensão da participação na escola e relação com a comunidade; classificação na dimensão da formação contínua e desenvolvimento profissional; graduação profissional; e tempo de serviço em funções públicas.
Base legal:
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artigo 22.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Que vantagem dá uma menção de Excelente ou Muito Bom na progressão?Radar Escolar · Carreira e Formação
Qual é o prazo para reclamar e recorrer de uma avaliação docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
O docente dispõe de 10 dias úteis, contados da notificação da decisão, para apresentar reclamação da avaliação. A reclamação deve ser decidida no prazo máximo de 15 dias úteis.
Da decisão da reclamação cabe recurso no prazo de 10 dias úteis para o presidente do conselho geral. Seguem-se os atos e prazos do procedimento arbitral previstos no regime aplicável. O prazo concreto deve ser contado a partir da notificação válida e considerando as regras de contagem de prazos administrativos.
Base legal:
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artigos 24.º e 25.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro ;
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versão consolidada do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quanto tempo de serviço é recuperado e quando são atribuídas as parcelas?Radar Escolar · Carreira e Formação
Para os docentes com a totalidade do tempo elegível, o regime prevê a recuperação de até 2393 dias, distribuídos por 599 dias em 01/09/2024, 598 dias em 01/07/2025, 598 dias em 01/07/2026 e 598 dias em 01/07/2027. Quem tenha menos tempo abrangido recupera apenas o tempo efetivamente elegível, com as deduções legalmente previstas, incluindo benefícios já obtidos ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2023 quando aplicável.
Base legal:
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artigos 3.º e 4.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026; o diploma consta como em vigor na ficha oficial.
Em 2026 um docente abrangido pela recuperação pode utilizar uma avaliação do desempenho anterior para progredir?Radar Escolar · Carreira e Formação
Como deve proceder a SADD quando um docente abrangido pela recuperação prefere ser novamente avaliado em vez de utilizar a avaliação anterior?Radar Escolar · Carreira e Formação
O docente abrangido pelo regime pode optar, nas condições legais, por ser novamente avaliado em vez de mobilizar a última avaliação. O Decreto-Lei n.º 48-B/2024 permite diferir por um ano letivo a realização da avaliação ou da formação necessária. Quando a avaliação seja organizada de forma extraordinária, a SADD deve aplicar o regime de avaliação e os percentis próprios, considerando o universo que lhe corresponda, sem o misturar automaticamente com a avaliação ordinária.
A operacionalização de cada ano pode depender de orientações administrativas da DGAE e do calendário definido pelo agrupamento ou escola não agrupada.
Base legal:
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artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 ;
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Despacho n.º 12567/2012 — universos e percentis ;
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página oficial da DGAE sobre avaliação do desempenho .
Verificação de vigência: Diário da República e DGAE consultados em 10/09/2026.
Um docente abrangido pela recuperação integral continua sujeito às vagas do 5.º e 7.º escalões?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não durante a aplicação do regime especial aos docentes por ele abrangidos. O Decreto-Lei n.º 48-B/2024 garante a progressão ao 5.º e ao 7.º escalões quando estejam cumpridos o tempo e os restantes requisitos de avaliação do desempenho, observação de aulas e formação previstos no regime.
Fora desse regime especial, ou relativamente a docentes não abrangidos pelas suas condições, continua a ser necessário verificar o regime geral de vagas e as respetivas regras, designadamente a Portaria n.º 29/2018. A Portaria não deve ser tratada como revogada por causa da recuperação do tempo de serviço.
Base legal:
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artigo 5.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 48-B/2024 ;
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Portaria n.º 29/2018 — regime geral de vagas .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026. A resposta depende da abrangência concreta do docente pelo regime especial.
Quem valida e processa administrativamente a recuperação do tempo de serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
O docente deve confirmar os dados do seu registo e pedir a correção ao estabelecimento processador quando existam incorreções. Depois dessa validação, compete ao diretor submeter o pedido de emissão de cabimento e compete ao IGeFE, I. P., emitir o cabimento necessário ao processamento remuneratório, nos termos do procedimento legal.
Base legal:
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artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Os diretores também estão sujeitos a quotas de Excelente e Muito Bom?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Sim. A Portaria n.º 266/2012 estabelece percentis nacionais máximos de 95 para Excelente e 75 para Muito Bom, aplicados aos universos próprios dos diretores. São considerados separadamente, designadamente, os diretores de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas e os diretores de centros de formação de associação de escolas, nos termos da Portaria.
Base legal:
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artigo 12.º, n.os 5 e 6, da Portaria n.º 266/2012 .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Quando pode um docente pedir avaliação por ponderação curricular?Radar Escolar · Carreira e Formação
O docente pode pedir avaliação por ponderação curricular quando a sua situação inviabilize a avaliação normal, nos casos previstos no artigo 40.º do Estatuto da Carreira Docente. O requerimento é apresentado ao diretor dentro da calendarização aplicável, normalmente no ano escolar anterior, e deve ser acompanhado dos elementos curriculares necessários. A avaliação é realizada segundo os critérios legais e compete à SADD nos termos do Despacho Normativo n.º 19/2012.
Base legal:
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artigo 40.º do Estatuto da Carreira Docente ;
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Despacho Normativo n.º 19/2012 — ponderação curricular .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 10/09/2026.
Como se processa a profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
A profissionalização em serviço não é uma inscrição livre numa universidade nem uma formação contínua comum. Para o docente que ingressou provisoriamente através do concurso externo extraordinário por ter habilitação própria, o processo é: confirmar o vínculo e o grupo de recrutamento, candidatar-se à edição de CPS aplicável, ser admitido e seriado, frequentar as componentes previstas, obter aproveitamento e pedir a homologação da classificação profissional quando a DGAE o exigir.
O
Decreto-Lei n.º 287/88, de 19 de agosto , diploma-base da profissionalização em serviço, estrutura o processo em dois anos escolares. No primeiro ano realiza-se a componente de Ciências da Educação, com módulos de Psicologia da Educação, Sociologia da Educação e Organização Escolar, Desenvolvimento Curricular e Didática Específica e Tecnologia Educativa. No segundo ano realiza-se o Projeto de Formação e Ação Pedagógica (PFAP), na escola onde o docente exerce funções, com prática pedagógica, planificação, avaliação, diagnóstico das necessidades dos alunos, participação no projeto educativo e pelo menos uma unidade de ensino supervisionada.
Na edição CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta, regulada pelo
Despacho n.º 7303/2026, de 9 de junho , o primeiro ano é e-learning/ensino a distância e o segundo ano corresponde ao acompanhamento tutorial e ao PFAP, nos termos do regulamento e do guia do curso. O docente tem de cumprir as atividades, a assiduidade, a avaliação e os prazos da edição a que se candidatou. A formação e a avaliação são articuladas entre a Universidade Aberta e a escola.
O concurso e o prazo legal também são essenciais. O artigo 13.º do
Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro determina que o docente sem habilitação profissional ingressa provisoriamente e deve consolidar o vínculo no prazo máximo de quatro anos após a abertura dos primeiros cursos correspondentes às condições de profissionalização. Se não cumprir, a colocação pode ser anulada; quando a impossibilidade não for imputável ao docente, o prazo pode ser prorrogado até dois anos. Portanto, o curso dura normalmente dois anos, mas o prazo de consolidação do vínculo é uma questão diferente e é de quatro anos, não de cinco.
Redução da componente letiva
O artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89, de 11 de outubro , estabelece que o docente em profissionalização tem direito, no primeiro ano, a seis horas letivas semanais de redução quando a formação é presencial e a quatro horas letivas semanais quando é à distância. Como o primeiro ano do CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta é e-learning, a aplicação documentada da norma aponta para quatro horas letivas semanais de redução no primeiro ano. No segundo ano, quando realiza o PFAP, a redução prevista é de seis horas letivas semanais e é atribuída a direção de uma turma, acrescendo a redução própria desse cargo.
Esta redução é da componente letiva, não é uma dispensa de formação e não elimina as 35 horas de serviço semanal: o correspondente tempo é refletido na componente não letiva. Não depende simplesmente de o docente frequentar uma universidade, mas de estar formalmente em profissionalização em serviço e do regime presencial ou à distância da formação. A admissão/inscrição deve ser comprovada por documento entregue à direção ou aos serviços administrativos e ficar junta ao processo individual do docente, para fundamentar a aplicação da redução e a organização ou retificação do horário.
Acompanhamento e conclusão
A instituição de ensino superior designa o responsável pela articulação e acompanhamento; o conselho pedagógico da escola designa o delegado do grupo, disciplina ou especialidade, ou um substituto. O acompanhante deve ser profissionalizado na área correspondente e não deve acompanhar mais de quatro docentes. No final, o docente deve reunir os certificados e declarações exigidos e requerer à DGAE a homologação da classificação profissional, quando aplicável. A DGAE indica, para o reconhecimento, a conclusão com aproveitamento, seis anos efetivos de serviço docente e habilitação própria reconhecida.
Não se deve confundir a dispensa de PFAP com a redução de horas: o regime geral prevê a dispensa do PFAP nas condições do artigo 43.º, incluindo seis anos de bom e efetivo serviço, e a edição CPS2 2026-2028 prevê uma condição específica para determinados docentes com cinco ou mais anos de serviço. Esses cinco anos não são o prazo geral de consolidação.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 287/88 , duração, componentes, acompanhamento, avaliação, redução e ajudas de custo.
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Decreto-Lei n.º 345/89 , redução de seis horas presencial e quatro à distância no primeiro ano.
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Decreto-Lei n.º 57-A/2024 , ingresso provisório e prazo de quatro anos.
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Despacho n.º 7303/2026 , regulamento do CPS2 2026-2028.
-
DGAE — Profissionalização em Serviço , reconhecimento e homologação.
Qual é o prazo para a profissionalização dos docentes vinculados provisoriamente?Radar Escolar · Carreira e Formação
O prazo legal correto é de **quatro anos**, e não de cinco. O artigo 13.º, n.º 2, do
Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro determina que o docente colocado sem habilitação profissional ingressa provisoriamente na carreira e deve consolidar o vínculo no prazo máximo de quatro anos após a abertura dos primeiros cursos correspondentes às condições de profissionalização.
O n.º 3 do mesmo artigo prevê a consequência do incumprimento: anulação da colocação obtida. Existe uma exceção quando o docente demonstrar que a impossibilidade de cumprir não lhe é imputável; nesse caso o prazo pode ser prorrogado até dois anos. A situação não deve ser descrita como uma formação universitária facultativa: para estes docentes, a profissionalização é condição legal de consolidação do vínculo.
O
Despacho n.º 12293/2024, de 17 de outubro criou um grupo de trabalho para estudar e apresentar um plano de acesso à profissionalização em serviço dos docentes sem habilitação profissional. O despacho reconhece expressamente que a concretização dos n.os 2 e 3 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 57-A/2024 constituía uma responsabilidade do Ministério e das instituições de ensino superior. É uma confirmação administrativa da necessidade de assegurar o acesso à formação, mas não substitui a candidatura nem o regulamento da edição concreta.
O concurso externo extraordinário de 2024/2025 teve, segundo o balanço oficial da
DGAE — InfoDGAE n.º 06 , 2 309 vagas, 5 675 candidatos e 1 731 docentes colocados com vínculo permanente. Estes números dizem respeito ao concurso global. A fonte não discrimina quantos dos 1 731 tinham habilitação profissional e quantos tinham apenas habilitação própria; por isso, não é correto afirmar que todos estavam por profissionalizar.
Para 2025/2026 há diploma próprio, o
Decreto-Lei n.º 108/2025 , com regime semelhante para esse concurso. Os prazos, vagas e cursos de uma edição não devem ser transferidos automaticamente para outra.
O curso CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta é a resposta formativa criada para os docentes abrangidos nas condições do
Despacho n.º 7303/2026 . A candidatura e a admissão no curso devem ser comprovadas e o comprovativo deve ser entregue à escola para ficar junto ao processo individual do docente, sobretudo quando é pedida a redução horária.
Resposta curta do RADAR
O docente com habilitação própria que ingressou provisoriamente pelo concurso extraordinário deve obter a profissionalização e consolidar o vínculo no máximo de quatro anos após a abertura dos primeiros cursos correspondentes; se não cumprir, a colocação pode ser anulada, salvo causa não imputável, caso em que pode haver prorrogação até dois anos. O curso CPS2 dura normalmente dois anos e não se confunde com esse prazo de quatro anos.
O CPS2 é profissionalização em serviço ou apenas um curso universitário?Radar Escolar · Carreira e Formação
O CPS2 — Curso de Profissionalização em Serviço de Dois Anos — é formalmente um curso de profissionalização em serviço, não uma licenciatura, um mestrado ou uma pós-graduação comum. A segunda edição, referente a 2026-2028, é regulada pelo
Despacho n.º 7303/2026, de 9 de junho , e destina-se aos docentes que ingressaram provisoriamente na carreira com habilitação própria através dos concursos externos extraordinários de 2024/2025 ou 2025/2026 e que se encontram vinculados em QZP ou QA.
O regulamento exige, entre outras condições, habilitação própria à data da candidatura, vínculo provisório obtido nesses concursos, não realizar a profissionalização por outra via, estar colocado num dos grupos abrangidos e ter computador com ligação à Internet. A edição abrange os grupos 120, 200, 220, 300, 320, 330, 350, 400, 420, 430, 500, 510, 520, 530, 540, 550 e 600. A candidatura é feita para a edição concreta, nos termos do regulamento, e a seriação depende das vagas e dos QZP previstos nos anexos.
O próprio despacho estrutura o CPS2 de acordo com o regime do
Decreto-Lei n.º 287/88, de 19 de agosto , que o Diário da República assinala como em vigor. Esse diploma prevê dois anos escolares, a componente de Ciências da Educação no primeiro ano e o Projeto de Formação e Ação Pedagógica no segundo. O
Decreto-Lei n.º 345/89 alterou o artigo 36.º do regime e prevê expressamente a redução própria da formação à distância.
Na edição atual, a Universidade Aberta informa que o primeiro ano é e-learning/ensino a distância e o segundo ano é de acompanhamento tutorial e PFAP, de acordo com o guia do curso. Esta modalidade não retira a natureza de profissionalização em serviço. Pelo contrário, é precisamente a modalidade à distância que, em aplicação do artigo 36.º, fundamenta a redução de quatro horas letivas semanais no primeiro ano, quando os pressupostos do docente estejam comprovados.
O artigo 43.º do Decreto-Lei n.º 287/88 pode dispensar o PFAP em certas situações de serviço, e o Despacho n.º 7303/2026 prevê uma regra específica para determinados candidatos com cinco ou mais anos de serviço. A dispensa do PFAP não é dispensa de todo o curso, não é a mesma coisa que redução horária e não transforma o limiar de cinco anos no prazo de consolidação, que é de quatro anos nos concursos extraordinários.
O comprovativo de admissão/inscrição deve ser entregue à escola e ficar junto ao processo individual do docente, para que a direção disponha de prova da edição, modalidade e situação jurídica quando organiza o horário. Uma inscrição num curso universitário diferente não ativa este regime especial.
Fontes
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Despacho n.º 7303/2026 .
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Decreto-Lei n.º 287/88 .
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Decreto-Lei n.º 345/89 .
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Universidade Aberta — Curso de Profissionalização em Serviço .
A redução é de 4 ou 6 horas na profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
A resposta depende do ano e do regime da profissionalização, não de o docente «frequentar ou não uma universidade». O artigo 36.º, n.º 1, do
Decreto-Lei n.º 287/88, de 19 de agosto , na redação dada pelo
Decreto-Lei n.º 345/89, de 11 de outubro , estabelece que o docente em profissionalização tem direito, no primeiro ano, a:
O direito invocado não decorre do regime geral do trabalhador-estudante, mas do regime especial da profissionalização em serviço, concretamente do artigo 36.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 345/89. No CPS2 da Universidade Aberta, a aplicação das quatro horas depende de o docente estar formalmente abrangido pelo CPS2 e de o primeiro ano decorrer em regime de formação à distância.
- seis horas letivas semanais de redução se a formação for presencial;
- quatro horas letivas semanais de redução se a formação for à distância.
No segundo ano, quando o docente realiza o Projeto de Formação e Ação Pedagógica (PFAP), a redução prevista é de seis horas letivas semanais, com atribuição da direção de uma turma; esta redução acresce à redução própria do cargo de diretor de turma. A dispensa do PFAP para alguns docentes com tempo de serviço não deve ser confundida com a redução letiva.
No CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta, o primeiro ano é oficialmente e-learning/ensino a distância. Assim, estando o docente formalmente admitido e abrangido pelo regime, a aplicação jurídica indicada é de quatro horas letivas semanais de redução no primeiro ano. A formação à distância não elimina o direito; o legislador previu expressamente quatro horas para essa modalidade.
As quatro ou seis horas são uma redução da componente letiva, não horas de formação dispensadas. Também não eliminam as 35 horas de serviço semanal: a redução letiva é acompanhada pelo acréscimo correspondente da componente não letiva a nível de estabelecimento. Se o docente exceder o limite de faltas, desistir ou não obtiver aproveitamento, pode deixar de beneficiar da redução nos termos do regime aplicável.
O artigo 36.º diz «tem direito», pelo que, comprovada a admissão na profissionalização e a modalidade da formação, a direção deve refletir a redução no horário. O
Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 17 de novembro de 1994, processo n.º 032372 reconheceu a redução do artigo 36.º como direito do docente e admitiu consequências remuneratórias quando foi mantido horário completo com sobreposição. O caso judicial era de formação presencial e de seis horas, mas reforça a natureza jurídica da redução.
O docente deve entregar à direção o comprovativo de admissão/inscrição, modalidade e edição do CPS2 e pedir a aplicação ou retificação do horário. Esses elementos devem ficar juntos ao processo individual do docente; uma alegação verbal ou a simples inscrição noutro curso superior não basta para demonstrar a profissionalização em serviço.
Resposta direta
No CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta, o primeiro ano é à distância e, em princípio, corresponde a quatro horas letivas semanais de redução; seis horas aplicam-se ao primeiro ano presencial e ao segundo ano nos termos do artigo 36.º. A redução não é uma decisão livre do diretor quando a situação legal está comprovada, mas também não é uma dispensa das 35 horas semanais.
Pode o diretor recusar a redução de 4 horas da profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
Desde que o docente demonstre que está formalmente em profissionalização em serviço, no primeiro ano de formação à distância e na edição aplicável, a posição jurídica é forte no sentido de que a direção não pode recusar a redução apenas por razões de organização da escola. O artigo 36.º do
Decreto-Lei n.º 287/88 , na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89 , diz que o docente em profissionalização «tem direito» a quatro horas letivas semanais no primeiro ano em regime de formação à distância.
O diretor tem, naturalmente, competência para organizar a escola. O artigo 20.º, n.º 4, alíneas c) e d), do
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril atribui-lhe competência para superintender na elaboração dos horários e distribuir o serviço docente e não docente. Essa competência é de execução e organização dentro da lei: não transforma uma redução legal numa faculdade de conceder ou recusar.
Há, por isso, diferença entre o diretor decidir como organiza o horário e o diretor eliminar uma redução que a lei estabelece. No caso concreto, deve verificar a admissão efetiva no CPS2, a edição 2026-2028, a modalidade e o ano de formação. O primeiro ano e-learning da Universidade Aberta corresponde, em princípio, ao regime à distância previsto no artigo 36.º.
O
Acórdão do STA de 17 de novembro de 1994, processo n.º 032372 reconheceu que o docente em profissionalização tinha direito à redução desde a convocação e que, se tivesse trabalhado com horário completo quando a redução já era devida, podia ter direito ao pagamento das horas sobrepostas. A decisão tratou de formação presencial e de seis horas, não decidiu especificamente a edição CPS2 atual nem as quatro horas à distância; serve, contudo, para confirmar que o artigo 36.º não foi entendido como mera faculdade administrativa.
O que o docente deve fazer
O docente deve apresentar um requerimento escrito ao diretor, anexando o comprovativo de admissão/inscrição no CPS2, a indicação da edição e modalidade, e, se necessário, o documento que demonstre o vínculo provisório obtido no concurso extraordinário. Deve pedir que o comprovativo seja junto ao seu **processo individual** e que o horário seja elaborado ou retificado com a redução da componente letiva. A escola pode confirmar os requisitos e pedir informação adicional; isso é diferente de poder negar a redução sem fundamentação legal.
Uma formulação possível é: «Venho requerer que seja junto ao meu processo individual o comprovativo de admissão/inscrição no CPS2 2026-2028, bem como que seja refletida no meu horário a redução de quatro horas letivas semanais prevista no artigo 36.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 345/89, por me encontrar no primeiro ano de formação à distância da Universidade Aberta.»
Se houver recusa, o docente deve pedir que a decisão seja comunicada por escrito e indicar a norma invocada, para poder solicitar esclarecimento à DGAE/AGSE, à organização sindical ou a apoio jurídico. Esta ficha apresenta uma interpretação jurídica baseada nas normas e jurisprudência citadas; a decisão administrativa individual depende dos documentos e da situação concreta.
A inscrição no CPS2 deve ficar no processo individual do docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim, como prova documental da situação que fundamenta a aplicação do regime. O docente que pretende a redução deve entregar à direção ou aos serviços administrativos o comprovativo de admissão/inscrição no CPS2, com a indicação da edição 2026-2028, da modalidade e do ano de formação, e, quando necessário, o documento que identifique o vínculo provisório obtido no concurso extraordinário.
Esse comprovativo, juntamente com o pedido de aplicação da redução, deve ficar junto ao **processo individual do docente**. A escola deve conservar as comunicações relevantes da Universidade Aberta, da DGAE ou da entidade competente e os elementos que demonstrem a frequência e a situação no curso. Assim fica documentado por que razão o horário foi organizado com quatro horas de redução no primeiro ano à distância.
Esta é uma exigência de prova e organização administrativa para aplicar corretamente um direito; não se deve dizer que o artigo 36.º contém literalmente a expressão «a inscrição deve estar no processo individual» se essa frase não estiver no diploma. O fundamento da redução continua a ser o artigo 36.º do
Decreto-Lei n.º 287/88 , na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89 , e não a mera existência de um documento arquivado.
O
Despacho n.º 7303/2026 identifica o CPS2 como curso dirigido aos docentes que ingressaram provisoriamente com habilitação própria nos concursos extraordinários de 2024/2025 ou 2025/2026. Por isso, a prova deve permitir verificar precisamente essa ligação: docente, concurso/vínculo, edição, grupo, modalidade e ano.
Documentos que podem ser juntos
- comprovativo de admissão ou inscrição no CPS2;
- declaração da Universidade Aberta com a edição e a modalidade e-learning;
- documento ou comunicação que identifique o vínculo provisório e o concurso extraordinário;
- requerimento dirigido ao diretor a pedir a redução e a retificação do horário, se necessária;
- comunicações posteriores sobre frequência, aproveitamento, faltas ou alteração da situação.
O arquivo destes elementos não substitui a verificação dos requisitos legais e não transforma um mestrado ou uma pós-graduação comum em profissionalização em serviço. Serve para demonstrar que o docente está no regime especial e para permitir à escola justificar a organização do horário.
Resposta curta
O comprovativo de admissão/inscrição no CPS2 deve ser entregue à escola e ficar junto ao processo individual do docente. É a forma correta de documentar a situação antes de aplicar no horário a redução de quatro horas letivas do primeiro ano à distância, sem confundir essa prova com o fundamento legal do direito.
A profissionalização em serviço é igual ao estatuto de trabalhador-estudante?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não. São regimes diferentes e têm fundamentos e efeitos diferentes.
Se o docente está formalmente admitido no CPS2 — Curso de Profissionalização em Serviço de Dois Anos —, o fundamento da redução horária é o artigo 36.º do
Decreto-Lei n.º 287/88 , na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89 . No primeiro ano, a redução é de seis horas letivas semanais em regime presencial e quatro horas letivas semanais em regime à distância. Como o CPS2 2026-2028 da Universidade Aberta é e-learning no primeiro ano, a aplicação documentada é, em princípio, de quatro horas letivas semanais, desde que os pressupostos estejam comprovados.
Se o docente está apenas inscrito num mestrado, pós-graduação, licenciatura ou outro curso superior, não tem automaticamente a redução de quatro ou seis horas do artigo 36.º. Pode estar abrangido pelo artigo 101.º do Estatuto da Carreira Docente, na redação do
Decreto-Lei n.º 15/2007 , que considera trabalhador-estudante o docente que frequente instituição de ensino superior para obter grau académico ou pós-graduação destinada ao desenvolvimento profissional na docência. Na elaboração do horário, deve, sempre que possível, ser permitido frequentar as aulas e efetuar as deslocações.
O artigo 4.º da
Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas remete, com as necessárias adaptações, para o Código do Trabalho em matérias como trabalhador-estudante e organização do tempo de trabalho. O artigo 90.º do
Código do Trabalho prevê que, quando não seja possível ajustar o horário, o trabalhador-estudante tem direito a dispensa de trabalho para frequência de aulas. Para um período normal de trabalho semanal igual ou superior a 34 e inferior a 38 horas, a duração máxima é de cinco horas semanais.
As cinco horas do artigo 90.º são uma dispensa de trabalho para frequência de aulas. Não são a redução da componente letiva por profissionalização em serviço. A redução do CPS é uma redução letiva específica, mantém as 35 horas de serviço semanal e é organizada através do horário e do correspondente acréscimo da componente não letiva.
O
Acórdão do STA de 3 de abril de 2014, processo 0882/13 confirma que o estatuto de trabalhador-estudante do ECD pressupõe que a formação superior se destine ao desenvolvimento profissional na docência. Não basta frequentar qualquer curso.
Em qualquer dos casos, o docente deve entregar a prova pertinente à escola. Para o CPS2, o comprovativo de admissão/inscrição, edição, modalidade e vínculo deve ficar junto ao processo individual do docente; para trabalhador-estudante, devem ser apresentados os elementos exigidos pelo regime aplicável, incluindo o horário das atividades educativas quando necessário.
Resposta direta
Não é a universidade que, por si só, dá quatro ou seis horas. No CPS2, a redução resulta do regime especial de profissionalização em serviço e da modalidade da formação; num curso superior comum, aplica-se eventualmente o regime de trabalhador-estudante, com horário ajustado e, se não for possível, a dispensa do artigo 90.º do Código do Trabalho, que é um instituto diferente.
A redução da profissionalização depende do artigo 79.º do ECD?Radar Escolar · Carreira e Formação
Não são o mesmo fundamento. O artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente trata das reduções da componente letiva por idade e tempo de serviço e de outras situações próprias do ECD. A redução do docente em profissionalização tem fundamento autónomo no artigo 36.º do
Decreto-Lei n.º 287/88 , na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89 .
Por conseguinte, a redução do CPS2 não depende de o docente ter 50, 55 ou 60 anos, nem de reunir os anos de serviço previstos no artigo 79.º. Depende de estar formalmente em profissionalização em serviço, do ano de formação e do regime presencial ou à distância. No primeiro ano presencial são seis horas letivas semanais; no primeiro ano à distância são quatro; no segundo ano, quando aplicável o PFAP, são seis.
O facto de o diretor ter competência para organizar horários não altera esta distinção. O artigo 20.º, n.º 4, alíneas c) e d), do
Decreto-Lei n.º 75/2008 permite-lhe superintender na elaboração dos horários e distribuir o serviço docente, mas dentro dos direitos e reduções estabelecidos por lei.
As reduções previstas no artigo 79.º também têm a regra própria de acréscimo correspondente da componente não letiva e manutenção das 35 horas, mas isso não elimina nem substitui a norma especial da profissionalização. Não se deve responder ao docente do CPS2 apenas com o artigo 79.º nem exigir-lhe requisitos etários desse artigo.
O docente deve provar a admissão/inscrição no CPS2 e juntar o comprovativo ao processo individual, para que a escola aplique a norma correta ao horário. A
DGAE e o regulamento da edição concreta devem ser consultados se houver dúvida sobre a situação individual.
Quem pode beneficiar do estatuto de trabalhador-estudante numa escola pública?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O estatuto de trabalhador-estudante pode abranger docentes e trabalhadores não docentes, mas há regras específicas para os professores.
Para assistentes operacionais, assistentes técnicos, técnicos superiores e outros trabalhadores com vínculo de emprego público, aplica-se, com as necessárias adaptações, o regime dos artigos 89.º a 96.º do Código do Trabalho, por força do artigo 4.º, n.º 1, alínea h), da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho. Esta remissão abrange a matéria do trabalhador-estudante.
Nos termos do artigo 89.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro, pode ser trabalhador-estudante quem trabalhe e frequente educação escolar, pós-graduação, mestrado, doutoramento ou determinadas modalidades de formação profissional, desde que cumpra os pressupostos legais.
Para os docentes existe ainda uma regra especial. O artigo 101.º, n.º 1, do Estatuto da Carreira Docente (ECD) considera trabalhador-estudante, para efeitos desse Estatuto, o docente que frequente uma instituição de ensino superior para obtenção de grau académico ou pós-graduação destinada ao seu desenvolvimento profissional na docência.
Assim, um professor não beneficia do regime especial do ECD apenas porque está inscrito numa universidade. Deve também verificar-se a ligação da formação ao desenvolvimento profissional na docência. O estatuto de trabalhador-estudante deve ser distinguido da profissionalização em serviço: a simples frequência de um curso superior não dá automaticamente a redução letiva de quatro ou seis horas prevista no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88.
O trabalhador deve apresentar à escola a documentação exigida pelo regime aplicável, designadamente a prova da condição de estudante e, quando pretenda exercer direitos relacionados com o horário, o horário das atividades educativas.
Base legal
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — Lei n.º 35/2014, artigo 4.º .
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Código do Trabalho — Lei n.º 7/2009, artigos 89.º a 96.º .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
Quem pode ser dispensado do PFAP na profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
A dispensa em causa é, em regra, uma dispensa da componente Projeto de Formação e Ação Pedagógica (PFAP), não uma dispensa automática de todo o curso nem uma redução das horas letivas. O
Decreto-Lei n.º 287/88, artigo 43.º , prevê a dispensa do PFAP para professores dos quadros com nomeação provisória que tenham seis anos de bom e efetivo serviço docente prestado como portadores de habilitação própria para a situação de docência relevante, dentro das condições temporais previstas no diploma.
Na edição CPS2 2026-2028, o
Despacho n.º 7303/2026 prevê uma condição específica para determinados candidatos com cinco ou mais anos de serviço, de acordo com a edição e as vagas. Esse limiar de cinco anos é uma regra específica para candidatura/dispensa nessa edição. Não é o prazo geral de quatro anos para consolidar o vínculo provisório previsto no artigo 13.º do
Decreto-Lei n.º 57-A/2024 .
Se o docente não estiver abrangido pela dispensa formal, tem de realizar o PFAP no segundo ano. O projeto decorre na escola e inclui a prática pedagógica, planificação e avaliação do ensino, diagnóstico das necessidades dos alunos, participação no projeto educativo, dossier de direção de turma e pelo menos uma unidade de ensino supervisionada. A responsabilidade é conjunta da instituição de ensino superior e da escola, com acompanhamento do delegado ou substituto do grupo.
A dispensa do PFAP também não se confunde com a redução horária. O artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação do
Decreto-Lei n.º 345/89 , prevê quatro horas letivas semanais de redução no primeiro ano à distância, seis no primeiro ano presencial e seis no segundo ano quando o docente realiza o PFAP, com direção de uma turma e a redução própria do cargo.
O docente deve verificar no seu processo de admissão se foi formalmente abrangido pela dispensa e entregar à escola a documentação correspondente. A prova de admissão/inscrição e da dispensa deve ficar junto ao processo individual do docente; sem confirmação formal, o RADAR não deve afirmar que o PFAP está dispensado.
Um Mestrado em Gestão e Administração Escolar permite o estatuto de trabalhador-estudante?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
Em princípio, sim, desde que o conteúdo e os objetivos do curso estejam efetivamente relacionados com o desenvolvimento profissional do docente.
Podem ser compatíveis com esse requisito, entre outras, formações como:
- Mestrado em Gestão e Administração Escolar;
- Administração Escolar ou Administração Educacional;
- Supervisão Pedagógica;
- Educação Especial e Inclusiva;
- Ciências da Educação;
- Didática;
- Currículo e Avaliação;
- Tecnologias Educativas;
- outras formações cuja finalidade esteja ligada ao desempenho profissional na docência.
Não é apenas o título do curso que decide a questão. Devem ser considerados os objetivos, os conteúdos e a relação concreta da formação com o desenvolvimento profissional do professor.
O artigo 101.º, n.º 1, do ECD exige que o grau académico ou a pós-graduação frequentada pelo docente seja destinada ao seu desenvolvimento profissional na docência. O Supremo Tribunal Administrativo confirmou esta exigência no Acórdão de 3 de abril de 2014, processo n.º 0882/13. Nesse processo, a formação em Educação: Administração Escolar foi tratada como relacionada com o desenvolvimento profissional docente, enquanto uma Licenciatura em Direito foi considerada sem relação suficiente com o desenvolvimento profissional do professor de Educação Física.
Por isso, um Mestrado em Gestão e Administração Escolar é, em princípio, fortemente enquadrável no artigo 101.º do ECD, mas a apreciação deve atender ao curso concreto e à sua finalidade. A escola pode pedir elementos que permitam comprovar essa relação.
Este regime não deve ser confundido com o CPS2 ou com a profissionalização em serviço. Num mestrado comum, os direitos resultam do artigo 101.º do ECD e, quando aplicável, dos artigos 89.º a 96.º do Código do Trabalho; não resultam automaticamente do artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88.
Base legal
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
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Acórdão do STA de 03/04/2014, processo n.º 0882/13 .
O que acontece depois de concluir a profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
Depois de concluir os dois anos com aproveitamento, o docente deve verificar na
DGAE — Profissionalização em Serviço se tem de requerer a homologação da classificação profissional. A informação oficial da DGAE indica como elementos relevantes a conclusão com aproveitamento de um Curso de Profissionalização em Serviço, seis anos efetivos de serviço docente e uma habilitação reconhecida como própria para a docência.
O pedido deve ser instruído com os documentos exigidos pela DGAE, que podem incluir requerimento, certificados de habilitações e de conclusão do CPS e declarações comprovativas do tempo de serviço. A classificação profissional homologada é publicada na 2.ª série do Diário da República e produz os efeitos indicados pela informação oficial e pelo regime aplicável. Concluir o curso não deve ser confundido com a homologação: quando a DGAE exige requerimento, o docente tem de o apresentar.
Enquanto o processo não estiver concluído, o docente deve conservar no processo individual da escola os comprovativos de admissão, frequência, aproveitamento e conclusão. A escola pode precisar desses elementos para atualizar o horário, o vínculo e os registos funcionais, sem prejuízo dos procedimentos próprios da DGAE.
No ensino particular e cooperativo aplicam-se regras próprias do artigo 42.º do
Decreto-Lei n.º 287/88 , incluindo requisitos de habilitação, autonomia ou paralelismo pedagógico, incompatibilidades e, em certas situações, permanência de quatro anos escolares após a conclusão. Essa permanência não é o prazo de quatro anos para consolidar o vínculo provisório dos concursos extraordinários.
O reconhecimento não cria um prémio salarial automático só pela frequência do CPS. Mantém-se a remuneração normal do vínculo, sem prejuízo das ajudas de custo, despesas de transporte ou outros efeitos legalmente previstos e devidamente processados. A DGAE deve ser consultada para os documentos, prazos e regras da edição concreta.
O direito do trabalhador-estudante depende de o curso ser diurno, pós-laboral ou noturno?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O estatuto não depende, por si só, de o curso ser denominado diurno, pós-laboral ou noturno. Para a dispensa semanal de trabalho, importa saber se o horário efetivo das aulas e das deslocações é incompatível com o horário de trabalho.
O artigo 90.º, n.º 1, do Código do Trabalho determina que o horário do trabalhador-estudante deve, sempre que possível, ser ajustado para permitir a frequência das aulas e a deslocação para o estabelecimento de ensino.
Assim:
- Se um curso diurno coincidir com o horário de trabalho, deve tentar-se primeiro ajustar o horário. Se isso não for possível, pode existir direito à dispensa prevista no artigo 90.º, n.º 2.
- Se um curso noturno ou pós-laboral começar depois de terminado o trabalho e permitir a deslocação, o trabalhador mantém o estatuto e os restantes direitos, mas não tem automaticamente direito a dispensa semanal, porque pode não existir incompatibilidade.
- Se um curso pós-laboral começar, por exemplo, às 17h30, o trabalhador terminar às 17h00 e precisar de uma hora para chegar à universidade, a deslocação também deve ser considerada. O artigo 90.º, n.º 1, refere expressamente as aulas e a deslocação.
Para os professores, o artigo 101.º, n.º 3, do ECD estabelece igualmente que a escola deve, sempre que possível, elaborar um horário que permita ao docente frequentar as aulas e efetuar a respetiva deslocação.
A regra correta não é “curso diurno dá horas e curso noturno não dá”. A regra é: deve verificar-se a incompatibilidade concreta entre o horário escolar, as aulas e as deslocações; tenta-se resolver essa incompatibilidade pela organização do horário e, quando isso não seja possível e o horário escolar o exija, aplica-se a dispensa legal.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 90.º .
-
Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
Existe jurisprudência sobre a redução horária na profissionalização em serviço?Radar Escolar · Carreira e Formação
Sim. O
Acórdão do Supremo Tribunal Administrativo de 17 de novembro de 1994, processo n.º 032372 , analisou o artigo 36.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 287/88, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 345/89. O sumário reconhece que o docente em profissionalização tem direito à redução de horas letivas desde a data da convocação para a profissionalização em serviço.
No caso concreto, o docente tinha sido mantido temporariamente com horário completo apesar da redução a que tinha direito. O STA reconheceu o direito ao pagamento das horas correspondentes à sobreposição. O caso dizia respeito ao regime presencial e, portanto, às seis horas do primeiro ano; não decidiu especificamente o CPS2 2026-2028 nem a aplicação das quatro horas à distância.
A utilidade desta decisão é jurídica: reforça que a expressão «tem direito», usada no artigo 36.º, não corresponde a uma simples faculdade discricionária da administração. A escola organiza o horário, mas deve respeitar a redução quando os pressupostos estão comprovados. No CPS2 da Universidade Aberta, o primeiro ano é e-learning, pelo que a aplicação documentada da norma aponta para quatro horas letivas semanais no primeiro ano à distância.
O docente deve entregar o comprovativo de admissão/inscrição, edição, modalidade e ano de formação à escola e pedir que fique junto ao processo individual. Se já tiver sido elaborado horário completo, deve pedir por escrito a retificação e, em caso de recusa, solicitar decisão fundamentada por escrito para poder recorrer aos meios administrativos, sindicais ou jurídicos adequados.
O acórdão deve ser usado como apoio interpretativo, não como substituto da verificação da situação individual, do regulamento do CPS2 e de eventuais orientações administrativas posteriores.
Um professor ou funcionário com 35 horas semanais tem direito a cinco horas de dispensa?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
Pode ter direito a um máximo de cinco horas semanais de dispensa para frequência de aulas, mas não se trata de uma redução automática de cinco horas do horário nem de cinco horas letivas.
O regime funciona em duas fases. Primeiro, deve tentar-se ajustar o horário de trabalho às aulas, nos termos do artigo 90.º, n.º 1, do Código do Trabalho. Quando isso não seja possível e o horário escolar o exija, o n.º 2 prevê o direito a dispensa de trabalho para frequência de aulas, sem perda de direitos e contando o período como prestação efetiva de trabalho.
O artigo 90.º, n.º 3, fixa estes limites máximos:
- período semanal de 20 a menos de 30 horas: 3 horas;
- de 30 a menos de 34 horas: 4 horas;
- de 34 a menos de 38 horas: 5 horas;
- 38 horas ou mais: 6 horas.
O docente presta 35 horas semanais de serviço, nos termos do artigo 76.º, n.º 1, do ECD, pelo que se enquadra no limite máximo de cinco horas do artigo 90.º, n.º 3. Contudo, o limite máximo não significa que cinco horas sejam sempre devidas. A dispensa só existe na medida necessária para a frequência das aulas quando a incompatibilidade não puder ser resolvida pela elaboração do horário.
Por exemplo, se apenas duas horas semanais de aulas forem incompatíveis com o horário e não puderem ser ajustadas, não há fundamento para transformar automaticamente essas duas horas em cinco.
Estas horas são uma dispensa de trabalho para frequência de aulas. Não correspondem à redução da componente letiva por idade e tempo de serviço prevista no artigo 79.º do ECD, nem à redução especial da profissionalização em serviço prevista no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 90.º, n.os 1 a 3 .
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 76.º e 79.º .
O regime online ou híbrido altera os direitos do trabalhador-estudante?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O facto de o curso funcionar online não elimina o estatuto de trabalhador-estudante, desde que estejam preenchidos os restantes requisitos legais. O que pode mudar é a existência e a extensão da dispensa semanal para frequência de aulas.
Se existirem aulas online síncronas, com horário obrigatório, por exemplo das 15h00 às 17h00, e esse período coincidir com o horário de trabalho, aplica-se a lógica do artigo 90.º do Código do Trabalho:
1. procura-se ajustar o horário;
2. se não for possível e a frequência for necessária naquele horário, pode existir direito à correspondente dispensa.
Se o curso funcionar de forma totalmente assíncrona, permitindo consultar os conteúdos e realizar os trabalhos fora do horário laboral, não existe automaticamente fundamento para exigir cinco horas semanais de dispensa. O artigo 90.º, n.º 2, exige que a dispensa seja necessária em função do horário escolar.
Em cursos híbridos, devem ser analisadas concretamente as atividades com horário obrigatório e a sua coincidência com o horário de trabalho. Continuam a existir, quando preenchidos os pressupostos, os restantes direitos do trabalhador-estudante, incluindo os relativos a provas de avaliação.
Este regime não se confunde com a profissionalização em serviço. No CPS2 formalmente enquadrado no Decreto-Lei n.º 287/88, a eventual redução letiva do primeiro ano decorre do artigo 36.º desse diploma e da modalidade da profissionalização; num mestrado ou pós-graduação comum, aplicam-se as regras do trabalhador-estudante.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 90.º .
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Código do Trabalho — artigo 91.º .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
Que direitos tem o trabalhador-estudante para exames, testes e apresentações avaliadas?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O artigo 91.º do Código do Trabalho permite ao trabalhador-estudante faltar justificadamente para prestar provas de avaliação, desde que estejam preenchidos os pressupostos legais.
Nos termos do artigo 91.º, n.º 1:
- pode faltar no dia da prova e no dia imediatamente anterior;
- quando existam provas em dias consecutivos ou várias provas no mesmo dia, os dias anteriores são calculados em função do número de provas;
- os dias anteriores podem coincidir com dias de descanso semanal ou feriados;
- as faltas não podem ultrapassar quatro dias por disciplina em cada ano letivo.
O direito previsto no n.º 1 só pode ser exercido em dois anos letivos relativamente à mesma disciplina, conforme o artigo 91.º, n.º 2.
Nos cursos estruturados em ECTS, situação habitual nos mestrados, o n.º 3 permite optar por acumular os dias anteriores às provas, até ao máximo de três dias, seguidos ou interpolados, ou correspondentes meios-dias.
O conceito de prova de avaliação não se limita a um exame escrito. Inclui provas orais e apresentações de trabalhos que substituam ou complementem a avaliação e influenciem o aproveitamento escolar.
Assim, num Mestrado em Gestão e Administração Escolar, uma apresentação formal de um trabalho que conte para a classificação pode preencher o conceito legal de prova de avaliação. O trabalhador deve comunicar e comprovar a situação nos termos exigidos pela escola e pelo regime aplicável.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 91.º .
O trabalhador-estudante é obrigado a prestar trabalho suplementar quando coincide com as aulas?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
Em regra, não.
O artigo 90.º, n.º 6, do Código do Trabalho estabelece que o trabalhador-estudante não é obrigado a prestar trabalho suplementar, exceto por motivo de força maior, nem a trabalhar em determinados regimes de organização do tempo de trabalho quando estes coincidam com o horário escolar ou com uma prova de avaliação.
Se prestar trabalho suplementar, tem direito a descanso compensatório correspondente a metade do número de horas prestadas, nos termos do artigo 90.º, n.º 8.
No caso dos docentes, o artigo 101.º, n.º 2, do ECD prevê que pode ser distribuído serviço letivo extraordinário no início do ano escolar, mas ressalva os dias em que o docente beneficie das dispensas ou faltas previstas na legislação do trabalhador-estudante.
A proteção não significa que toda e qualquer atividade da escola seja automaticamente dispensada. É necessário que exista coincidência com o horário escolar ou com uma prova de avaliação e que a situação esteja comprovada nos termos legais.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 90.º, n.os 6 e 8 .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º, n.º 2 .
Que documentos deve apresentar o trabalhador-estudante à escola?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
O trabalhador não deve limitar-se a informar verbalmente que está a estudar.
O artigo 94.º, n.º 1, do Código do Trabalho determina que deve comprovar perante o empregador:
- a sua condição de estudante;
- e o horário das atividades educativas que pretende frequentar.
Se existirem vários horários possíveis no estabelecimento de ensino, o artigo 94.º, n.º 3, determina que deve escolher o horário mais compatível com o horário de trabalho, sob pena de não beneficiar dos direitos inerentes.
Para um professor que frequente um Mestrado em Gestão e Administração Escolar, é aconselhável juntar:
- comprovativo de matrícula ou inscrição;
- horário oficial das atividades educativas;
- identificação do curso e da instituição;
- plano de estudos ou declaração da instituição, quando necessário para comprovar a relação da formação com o desenvolvimento profissional na docência.
O empregador pode exigir posteriormente prova da frequência das aulas, nas condições previstas no artigo 96.º, n.os 2 e 3, e o trabalhador deve comprovar o aproveitamento no final do ano letivo, nos termos do artigo 96.º, n.º 1.
No caso específico da profissionalização em serviço/CPS2, o comprovativo de admissão ou inscrição não deve ser confundido com o estatuto de trabalhador-estudante: deve ser entregue à escola e ficar junto ao processo individual do docente para comprovar o enquadramento no CPS2, a edição e a modalidade da formação e fundamentar a aplicação da redução legal própria da profissionalização.
Base legal
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Código do Trabalho — artigos 94.º e 96.º .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
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Regime da profissionalização em serviço — Decreto-Lei n.º 287/88 .
A direção pode recusar o ajustamento do horário ou a dispensa do trabalhador-estudante?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
As necessidades do serviço podem ser consideradas, mas não permitem uma recusa arbitrária ou simplesmente verbal.
O princípio é que o horário deve ser ajustado sempre que possível para permitir a frequência das aulas e as deslocações, nos termos do artigo 90.º, n.º 1, do Código do Trabalho e do artigo 101.º, n.º 3, do ECD. Quando não seja possível ajustar o horário e o horário escolar o exija, pode haver lugar à dispensa para frequência das aulas, nos limites do artigo 90.º.
Se o ajustamento ou a dispensa comprometer manifestamente o funcionamento do serviço, aplica-se o procedimento do artigo 90.º, n.º 5, do Código do Trabalho: a entidade empregadora deve procurar uma solução com o trabalhador e, não havendo acordo, tomar uma decisão fundamentada e comunicá-la por escrito.
No emprego público, as referências do Código do Trabalho ao empregador e ao estabelecimento devem ser adaptadas ao empregador público e ao órgão ou serviço, por força do artigo 4.º, n.º 3, da LTFP.
Para os docentes, o artigo 101.º, n.º 3, do ECD reforça o dever de procurar uma organização do horário que permita frequentar as aulas e efetuar as deslocações.
Assim, uma resposta como “não autorizo porque é inconveniente para a escola” não é, por si só, fundamentação jurídica suficiente. A direção pode verificar os pressupostos, ponderar concretamente o funcionamento do serviço e aplicar o procedimento legal, mas deve respeitar os direitos reconhecidos ao trabalhador-estudante e fundamentar por escrito uma eventual decisão desfavorável.
Esta resposta é sobre o regime de trabalhador-estudante. Não deve ser usada para substituir a análise da redução especial da profissionalização em serviço, que tem fundamento próprio no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88.
Base legal
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Código do Trabalho — artigo 90.º .
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 4.º .
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 101.º .
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Regime da profissionalização em serviço — artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 287/88 .
Pode o diretor atribuir horas extraordinárias a docentes dos grupos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Sim, mas não de forma automática nem apenas porque o docente pertence aos grupos 910, 920 ou 930.
A regra geral consta do artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD): é serviço docente extraordinário o que é prestado para além das componentes letiva e não letiva registadas no horário. Em regra, não pode exceder cinco horas semanais, salvo situação excecional devidamente fundamentada e autorizada nos termos do ECD.
Existe também o regime especial do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atualmente aplicável. O n.º 2 permite, nos agrupamentos ou escolas não agrupadas inseridos no âmbito geográfico de quadros de zona pedagógica carenciados, distribuir até seis horas semanais, em alternativa ao regime geral. O n.º 3 permite até dez horas quando o serviço seja imprescindível, as necessidades não tenham sido asseguradas pelos procedimentos de preenchimento de necessidades temporárias previstos no Decreto-Lei n.º 32-A/2023 e exista acordo expresso do docente.
O n.º 5 prevê ainda uma situação própria para docentes que beneficiem de redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º do ECD, exigindo os requisitos cumulativos dessa norma e acordo expresso do docente.
A pertença aos grupos 910, 920 ou 930 não cria, por si só, o direito da escola a distribuir horas extraordinárias. Também não basta invocar genericamente que existe carência: deve verificar-se o âmbito geográfico do QZP carenciado, a necessidade concreta, o limite aplicável, o eventual acordo e a comunicação à AGSE. Desde a alteração do regime dos QZP, a lei não apresenta o artigo 4.º como uma lista autónoma de grupos 910, 920 e 930; estes grupos podem estar abrangidos quando se encontrem preenchidos os pressupostos do regime.
Quando o acordo seja legalmente exigido, o docente manifesta a sua vontade na plataforma eletrónica disponibilizada pela AGSE. A distribuição do serviço extraordinário é comunicada à AGSE nos termos do artigo 4.º, n.º 9.
Base legal
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Artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 175/2026, artigos 2.º, 4.º e 5.º .
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Despacho n.º 10024/2026 — QZP carenciados para 2026-2027 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Qual é a diferença entre 5, 6 e até 10 horas extraordinárias para docentes?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Os limites de cinco, seis e dez horas não significam a mesma coisa. Não existe, na lei, uma categoria autónoma de “7 a 10 horas”: dez horas é o limite máximo de uma modalidade especial e não um acréscimo automático às seis horas.
**Até cinco horas semanais** é a regra geral do artigo 83.º, n.º 4, do Estatuto da Carreira Docente. O serviço extraordinário é o que ultrapassa as componentes letiva e não letiva do horário. A ultrapassagem do limite geral exige situação excecional devidamente fundamentada e autorização nos termos do ECD.
**Até seis horas semanais** resulta do artigo 4.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 51/2024. É uma modalidade especial aplicável nos agrupamentos e escolas não agrupadas inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados. O n.º 2 não exige expressamente acordo do docente, mas o diretor tem de identificar a necessidade concreta e o fundamento legal.
**Até dez horas semanais** resulta do artigo 4.º, n.º 3. É uma modalidade distinta: o serviço tem de ser imprescindível, as necessidades não podem ter sido asseguradas pelos procedimentos de preenchimento de necessidades temporárias do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 e tem de existir acordo expresso do docente. O limite é dez horas no total dessa modalidade; não são seis horas mais dez horas.
Para docentes com redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º do ECD, aplica-se ainda o artigo 4.º, n.º 5, do Decreto-Lei n.º 51/2024, com requisitos cumulativos e acordo expresso. As horas convertidas ao abrigo do n.º 6 continuam a manter a obrigação de 35 horas semanais.
Assim, relativamente aos grupos 910, 920 e 930, a resposta depende do fundamento concreto, do QZP/escola abrangido, da necessidade, dos procedimentos de recrutamento e do acordo quando exigido. A pertença ao grupo não transforma automaticamente cinco horas em seis ou dez.
Base legal
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Artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 175/2026 — alteração do regime de serviço extraordinário .
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Despacho n.º 10024/2026 — QZP carenciados para 2026-2027 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
É necessário provar que o recrutamento falhou para atribuir mais de seis horas extraordinárias?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Sim, quando a escola pretende aplicar a modalidade de até dez horas semanais prevista no artigo 4.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 51/2024.
Essa norma exige que o serviço seja imprescindível para satisfazer necessidades de serviço docente que não tenham sido asseguradas através dos procedimentos de preenchimento de necessidades temporárias previstos no Decreto-Lei n.º 32-A/2023. A escola deve, por isso, conseguir demonstrar no processo administrativo quais eram as necessidades, qual o grupo e o número de horas, que procedimentos foram utilizados ou ficaram sem resultado e por que motivo o serviço extraordinário continuava a ser indispensável.
A lei não impõe uma lista única com o nome “prova de recrutamento falhado”. A demonstração deve resultar dos elementos do procedimento aplicável, designadamente pedido e caracterização do horário, duração, resultados da reserva de recrutamento ou da contratação de escola, não aceitações, inexistência de candidatos e fundamentação concreta da necessidade. Não é seguro afirmar que a lei exige sempre que se repitam todos os procedimentos possíveis; exige-se que a escola consiga demonstrar o pressuposto legal que invoca.
Para a modalidade de até seis horas do artigo 4.º, n.º 2, a lei não repete a exigência específica do n.º 3 relativa ao insucesso dos procedimentos temporários. Ainda assim, a decisão não é livre: deve identificar a escola inserida no âmbito geográfico de QZP carenciado, a necessidade de serviço e o fundamento legal da distribuição.
Quando o acordo seja exigido, o docente manifesta a sua vontade na plataforma eletrónica disponibilizada pela AGSE. A distribuição do serviço extraordinário é comunicada à AGSE.
Base legal
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Artigo 4.º, n.os 2 e 3, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Artigos 38.º a 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
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Decreto-Lei n.º 175/2026 — acordo e comunicação à AGSE .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
A integração num departamento não curricular altera a componente não letiva do docente?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Não, por si só.
O Estatuto da Carreira Docente mantém uma organização semanal de 35 horas, composta por componente letiva e componente não letiva. Para os docentes dos restantes ciclos e níveis de ensino, incluindo a educação especial, a componente letiva de referência é de 22 horas semanais, sem prejuízo de reduções legalmente aplicáveis.
A componente não letiva inclui trabalho individual e trabalho no estabelecimento de educação ou ensino. O trabalho no estabelecimento pode abranger reuniões, formação, atividades de acompanhamento dos alunos, substituições de curta duração e outras tarefas previstas na lei e na organização da escola. A distribuição dessa componente é feita pelo órgão de direção, depois de ouvidos os órgãos e estruturas previstos no ECD.
Assim, a integração do docente num departamento ou estrutura que não tenha a natureza de departamento curricular não elimina a componente não letiva, não transforma automaticamente todas as horas em letivas e não reduz a obrigação semanal de 35 horas. O que pode mudar é o tipo de tarefas que são distribuídas dentro da componente não letiva, de acordo com as competências da estrutura e com o horário aprovado.
Só existe serviço docente extraordinário quando sejam ultrapassadas as componentes letiva e não letiva registadas no horário, nos termos do artigo 83.º do ECD. A designação da estrutura em que o docente participa não é, sozinha, fundamento para qualificar horas como extraordinárias.
Base legal
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Artigos 76.º e 77.º do Estatuto da Carreira Docente — duração e componente letiva .
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Artigo 82.º do Estatuto da Carreira Docente — componente não letiva .
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Artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente — serviço docente extraordinário .
Verificação da legislação e da vigência: Diário da República consultado em 14/09/2026.
É obrigatório o acordo do docente para lhe atribuir serviço extraordinário?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Depende do fundamento jurídico e do número de horas.
No regime geral do artigo 83.º, n.º 3, do Estatuto da Carreira Docente, o docente não pode recusar o serviço extraordinário que lhe seja distribuído durante o ano escolar, salvo se invocar motivos atendíveis. Não há, portanto, uma exigência geral de acordo escrito prévio para qualquer serviço extraordinário.
Na modalidade especial do artigo 4.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 51/2024, o diretor pode distribuir até seis horas semanais nos agrupamentos e escolas não agrupadas inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados. Esta norma não exige expressamente acordo do docente.
O artigo 4.º, n.º 3, exige acordo expresso do docente para a modalidade de até dez horas semanais. O artigo 4.º, n.º 5, alínea c), também exige acordo quando esteja em causa um docente que beneficia da redução da componente letiva prevista no artigo 79.º do ECD e estejam preenchidos os restantes requisitos legais.
Desde 1 de setembro de 2026, quando o acordo seja legalmente necessário, o docente manifesta a sua vontade na plataforma eletrónica disponibilizada pela AGSE. O acordo deve estar ligado à modalidade e à necessidade concreta; não deve ser tratado como autorização genérica para qualquer excesso de horário.
Base legal
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Artigo 83.º, n.os 3 e 4, do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 4.º, n.os 2, 3, 5, 6 e 8, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 175/2026 — plataforma eletrónica da AGSE .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Em que plataforma o docente manifesta o acordo para o serviço extraordinário?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
A lei atualmente não identifica, neste artigo, a plataforma pelo nome SIGRHE.
O artigo 4.º, n.º 8, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 175/2026, determina que, sempre que seja necessário o acordo do docente para a prestação de serviço docente extraordinário, o docente manifesta a sua vontade na plataforma eletrónica disponibilizada para esse efeito pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo, I. P. (AGSE).
Por isso, a resposta juridicamente segura é: o docente deve utilizar a plataforma eletrónica que a AGSE disponibilizar para esta finalidade. Se a AGSE operacionalizar esse procedimento dentro do SIGRHE, será aí que a manifestação será feita; essa conclusão depende da indicação operacional publicada pela AGSE e não deve ser apresentada como se resultasse literalmente do artigo 4.º, n.º 8.
Esta regra aplica-se aos casos em que o acordo é exigido, nomeadamente ao serviço extraordinário até dez horas previsto no artigo 4.º, n.º 3, e ao serviço atribuído a docentes com redução da componente letiva nas condições do artigo 4.º, n.º 5, alínea c). Não significa que todos os docentes tenham de apresentar um acordo para qualquer serviço extraordinário do regime geral.
Base legal
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Artigo 4.º, n.os 3, 5, 6 e 8, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro — plataforma eletrónica da AGSE .
Verificação da legislação e da vigência: Diário da República consultado em 14/09/2026.
A escola tem de registar ou comunicar à AGSE o serviço extraordinário atribuído?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Sim. A redação atualmente aplicável determina que a distribuição de serviço docente extraordinário prevista no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024 é comunicada à AGSE, I. P.
O artigo 4.º, n.º 9, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 175/2026, não identifica nesse texto o nome SIGRHE nem fixa, por si só, o módulo ou o prazo operacional. A escola deve utilizar o meio que a AGSE disponibilizar ou indicar para a comunicação. Não se deve afirmar que o artigo, literalmente, exige um determinado menu da aplicação se essa indicação administrativa não estiver publicada.
A escola deve conservar no processo os elementos que permitam verificar o fundamento utilizado: identificação do agrupamento/escola e do QZP carenciado, grupo de recrutamento, horas, duração, necessidade de serviço, prova dos procedimentos de recrutamento quando exigida pelo n.º 3 e acordo do docente quando exigido pelos n.os 3 ou 5.
A comunicação da escola não se confunde com a manifestação individual do acordo. Quando o acordo é necessário, é o docente que manifesta a vontade na plataforma disponibilizada pela AGSE, nos termos do n.º 8; a escola comunica a distribuição nos termos do n.º 9.
Base legal
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Artigo 4.º, n.os 8 e 9, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação do Decreto-Lei n.º 175/2026 .
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Artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Pode a escola contratar um técnico especializado para substituir um docente dos grupos 910, 920 ou 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Não como substituição automática de um docente de Educação Especial.
O artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 permite a contratação de pessoal docente ou técnico especializado para necessidades temporárias. Contudo, a contratação de técnicos especializados para formação refere-se a áreas técnicas, profissionais, tecnológicas, vocacionais ou artísticas que não se enquadrem nos grupos de recrutamento previstos no Decreto-Lei n.º 27/2006.
Os grupos 910, 920 e 930 são grupos de recrutamento docentes da Educação Especial. A falta de candidatos para um horário desses grupos não transforma, por si só, a função docente numa função de técnico especializado. A escola deve usar os procedimentos de recrutamento docente e respeitar os requisitos de qualificação profissional aplicáveis.
O Decreto-Lei n.º 51/2024 chegou a prever medidas excecionais relativas à contratação de docentes de outras áreas e de técnicos especializados. Porém, os artigos 9.º e 10.º desse diploma foram revogados pelo artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 175/2026, com entrada em vigor em 1 de setembro de 2026. Não se deve continuar a fundamentar uma contratação atual nesses artigos revogados.
Pode existir uma contratação de técnico especializado quando esteja em causa uma necessidade técnica real, enquadrada no artigo 39.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, e não a substituição de um professor responsável pela lecionação de um horário do grupo 910, 920 ou 930. A decisão deve descrever as funções reais e o fundamento legal do contrato.
Base legal
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Artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — contratação de escola e técnicos especializados .
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Artigo 40.º, n.os 10 a 12, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — seleção de técnicos especializados .
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Artigos 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024 e sua revogação pelo Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Verificação da legislação e da vigência: Diário da República consultado em 14/09/2026.
Pode a escola selecionar candidatos com habilitação própria para os grupos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Não como candidatos com habilitação própria para esses grupos.
A Direção-Geral da Administração Escolar informa que os candidatos não podem ser opositores aos grupos 910, 920 e 930 com habilitação própria, porque para lecionar nesses grupos é exigida qualificação profissional.
A contratação de escola permite, em regra, que, esgotada a possibilidade de colocação de docentes profissionalizados, a escola selecione candidatos com habilitação própria nos termos do artigo 40.º, n.º 9, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023. Essa possibilidade não elimina a regra especial aplicável aos grupos 910, 920 e 930: para esses grupos, a DGAE indica que é exigida qualificação profissional e que a habilitação própria não permite a oposição.
Por isso, uma escola não deve abrir ou selecionar um candidato para um horário do grupo 910, 920 ou 930 apresentando uma licenciatura comum como habilitação própria suficiente. Deve verificar a qualificação profissional específica, incluindo a formação especializada em Educação Especial exigida pela Portaria n.º 212/2009.
Base legal e orientação oficial
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Perguntas frequentes de recrutamento da DGAE — habilitação própria nos grupos 910, 920 e 930 .
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Perguntas frequentes da DGAE sobre habilitação profissional nos grupos 910, 920 e 930 .
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Artigo 40.º, n.º 9, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 — contratação de escola .
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Portaria n.º 212/2009 — qualificação profissional em Educação Especial .
Verificação da legislação e da orientação da DGAE: consultadas em 14/09/2026.
Uma licenciatura com especialização em Educação Especial permite lecionar nos grupos 910, 920 ou 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Não necessariamente. Uma licenciatura ou uma especialização em Educação Especial, consideradas isoladamente, não conferem automaticamente habilitação profissional para os grupos 910, 920 ou 930.
A regra divulgada pela DGAE é que a habilitação profissional para os grupos da Educação Especial exige habilitação profissional para a docência num grupo de recrutamento e, além disso, uma formação especializada ou um curso de Educação Especial que esteja abrangido pelas condições previstas na Portaria n.º 212/2009. A formação tem de ser a reconhecida nos termos aplicáveis, não bastando o uso genérico da palavra “especialização” no nome de uma pós-graduação ou curso.
Assim, é necessário verificar cumulativamente:
- se o candidato tem qualificação profissional para a docência num grupo de recrutamento;
- se a formação especializada é acreditada ou corresponde a um dos cursos previstos na Portaria n.º 212/2009;
- se a formação corresponde ao grupo e ao domínio de Educação Especial relevantes;
- e se os documentos comprovativos estão no processo de candidatura ou no processo individual, quando aplicável.
Uma licenciatura em Educação Especial que não esteja abrangida pela Portaria, ou uma pós-graduação sem reconhecimento adequado, não substitui automaticamente a qualificação profissional para a docência. A escola deve verificar os documentos e não pode presumir a habilitação apenas pelo título do curso.
Base legal e orientação oficial
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Perguntas frequentes da DGAE — habilitação profissional para os grupos 910, 920 e 930 .
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Portaria n.º 212/2009 — anexos dos grupos de Educação Especial .
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Decreto-Lei n.º 95/97 — formação especializada de educadores e professores .
Verificação da legislação e da orientação da DGAE: consultadas em 14/09/2026.
Desde quando se aplica a restrição dos telemóveis aos alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Resposta
Aplica-se desde 4 de setembro de 2026. O Decreto-Lei n.º 176/2026 foi publicado em 3 de setembro e entrou em vigor no dia seguinte, alargando aos alunos do 3.º ciclo — 7.º, 8.º e 9.º anos — o regime de restrição que já abrangia os 1.º e 2.º ciclos.
Não é necessário esperar pela alteração do Regulamento Interno para começar a aplicar a regra. O regulamento deve ser adaptado até 1 de janeiro de 2027, mas esse prazo não suspende a aplicação do regime legal.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , artigos 2.º e 4.º;
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Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto, na redação atual , artigos 1.º, 2.º, 3.º e 4.º.
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 14/09/2026.
A proibição abrange equipamentos eletrónicos sem acesso à Internet?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
Resposta
Não. O regime do Decreto-Lei n.º 95/2025, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 176/2026, abrange equipamentos ou aparelhos eletrónicos de comunicação móvel com acesso à Internet, designadamente telemóveis e tablets. Não estabelece uma proibição geral de todos os equipamentos eletrónicos, independentemente das suas características.
Isto não significa que qualquer outro equipamento possa ser utilizado livremente: podem existir regras do Estatuto do Aluno, do Regulamento Interno, das atividades pedagógicas e das instruções do docente. A resposta deve distinguir o âmbito desta proibição nacional do regime aplicável a outros equipamentos e situações.
As exceções previstas para os equipamentos abrangidos incluem tradução, razões de saúde devidamente comprovadas, atividades pedagógicas ou de avaliação e a situação específica do internato, nos termos legais.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro ;
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Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto, na redação atual , artigos 1.º e 3.º;
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Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar .
Verificação de vigência: Diário da República consultado em 14/09/2026.
As horas livres da componente não letiva podem ser convertidas em serviço extraordinário?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Não automaticamente.
O horário semanal do docente corresponde a 35 horas de serviço, distribuídas entre componente letiva e componente não letiva, nos termos do artigo 76.º do Estatuto da Carreira Docente. A componente não letiva inclui trabalho individual e trabalho a nível do estabelecimento, nos termos do artigo 82.º.
A falta de uma reunião, de uma atividade ou de outra tarefa num determinado período não elimina a componente não letiva nem transforma automaticamente esse período em horas letivas ou em serviço extraordinário. O horário aprovado continua a ser a referência para saber quais são as componentes atribuídas ao docente.
Só existe serviço docente extraordinário quando o serviço prestado ultrapassa as componentes letiva e não letiva registadas no horário, nos termos do artigo 83.º do ECD. Por isso, a direção não pode qualificar como extraordinárias, apenas porque ficaram livres, horas que continuam integradas na componente não letiva semanal.
Existe uma regra especial no artigo 4.º, n.º 6, do Decreto-Lei n.º 51/2024 para docentes com redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79.º: quando lhes seja atribuído serviço extraordinário nos termos do n.º 5, as horas da componente não letiva que acrescem por força do artigo 79.º, n.º 6, podem ser convertidas, a requerimento do docente, em trabalho a nível individual. Essa conversão não reduz as 35 horas semanais e não significa que todas as horas livres sejam extraordinárias.
Base legal
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Artigos 76.º, 77.º e 82.º do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 83.º do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 4.º, n.os 5 e 6, do Decreto-Lei n.º 51/2024 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
O diretor precisa sempre de autorização superior para atribuir serviço extraordinário aos docentes dos grupos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Não é correto responder que necessita sempre de autorização superior, mas também não se deve ignorar a alteração legislativa de 2026.
O artigo 4.º, n.os 2, 3 e 5, do Decreto-Lei n.º 51/2024 atribui ao diretor do agrupamento ou da escola não agrupada a competência para distribuir serviço docente extraordinário quando estejam preenchidos os pressupostos de cada modalidade. A decisão não pode ser tomada apenas por conveniência: tem de respeitar o QZP carenciado aplicável, a necessidade de serviço, os limites horários, os procedimentos de recrutamento e o acordo do docente quando exigido.
O Decreto-Lei n.º 175/2026 passou a determinar, no artigo 4.º, n.º 9, que a distribuição seja comunicada à AGSE. A nova redação não repete literalmente a fórmula anterior de que a distribuição não carecia de autorização prévia. Assim, não é seguro afirmar que qualquer situação está sempre dispensada de validação ou de procedimento operacional adicional da AGSE.
A resposta juridicamente segura é: o diretor pode distribuir diretamente o serviço quando a modalidade legal lhe atribui essa competência e os pressupostos estiverem documentados; deve cumprir a comunicação à AGSE e as instruções operacionais que esta entidade publique. Se estiver em causa o regime geral do artigo 83.º, n.º 4, do ECD, devem ser respeitadas as exigências próprias desse regime para ultrapassar o limite geral de cinco horas.
Base legal
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Artigo 83.º, n.º 4, do Estatuto da Carreira Docente .
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Artigo 4.º, n.os 2, 3, 5 e 9, do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Decreto-Lei n.º 175/2026 — alteração do artigo 4.º .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Quais são os QZP carenciados em 2026-2027 e que grupos abrange o regime dos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Para o ano letivo de 2026-2027, o Despacho n.º 10024/2026 identifica como QZP carenciados os QZP 42 e 45, na Grande Lisboa, o QZP 46, na Península de Setúbal, e os QZP 59, 60, 61, 62 e 63, no Algarve. O despacho produz efeitos a partir de 1 de setembro de 2026.
O despacho identifica QZP e não publica uma lista autónoma de escolas nem uma lista específica apenas para os grupos 910, 920 e 930. Para saber se uma escola está abrangida, é necessário verificar o QZP em cujo âmbito geográfico o agrupamento ou a escola não agrupada se insere.
Depois da alteração do Decreto-Lei n.º 51/2024 pelo Decreto-Lei n.º 108/2025, o artigo 4.º passou a referir os agrupamentos e escolas inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados. O Decreto-Lei n.º 175/2026 manteve essa estrutura. Por isso, não é juridicamente correto dizer que o regime depende de uma lista atual de “grupos deficitários 910, 920 e 930” publicada para esse efeito.
Isto não significa que qualquer horário, em qualquer grupo, possa gerar horas extraordinárias. A escola tem de demonstrar a necessidade de serviço e cumprir os restantes pressupostos da modalidade escolhida. Nos casos do artigo 4.º, n.º 3, é ainda necessário demonstrar que a necessidade não foi assegurada pelos procedimentos de recrutamento temporário e obter o acordo expresso do docente.
Base legal
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Despacho n.º 10024/2026 — QZP carenciados de 2026-2027 .
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Artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação atual .
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Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 51/2024 .
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Decreto-Lei n.º 175/2026 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Pode um técnico especializado assegurar diretamente o horário de um docente em falta dos grupos 910, 920 ou 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Não como substituição automática de um professor dos grupos 910, 920 ou 930.
O artigo 39.º, n.os 1 e 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 distingue as necessidades de serviço docente das necessidades de formação em áreas técnicas específicas e das funções não docentes de técnicos especializados. A contratação de técnico especializado não transforma uma falta de professor de Educação Especial num horário docente preenchido por alguém sem a qualificação exigida para esse grupo.
A escola deve primeiro utilizar os procedimentos de recrutamento docente aplicáveis. Só pode contratar técnico especializado quando exista uma necessidade técnica real enquadrável na lei e o contrato descreva funções de formação ou funções não docentes, e não quando se pretende apenas substituir integralmente o professor responsável pelo horário do grupo 910, 920 ou 930.
Os artigos 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, que tinham criado medidas excecionais relativas a docentes de outras áreas e técnicos especializados, foram revogados pelo artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 175/2026, com entrada em vigor em 1 de setembro de 2026. Não devem ser usados como fundamento para uma contratação atual.
Base legal
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Artigo 39.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
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Artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
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Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 175/2026 — revogação dos artigos 9.º e 10.º .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Um licenciado com especialização em Educação Especial ou com 120 ECTS pode assegurar funções docentes nos grupos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Não automaticamente.
O Decreto-Lei n.º 175/2026 alterou o artigo 2.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 80-A/2023. Quando nenhum candidato reúna os requisitos do n.º 1, pode ser contratado um candidato licenciado que disponha de pelo menos 120 créditos ECTS na área científica correspondente à disciplina a lecionar.
Esse regime não é uma autorização geral para preencher qualquer grupo de recrutamento. O anexo do Decreto-Lei n.º 80-A/2023 identifica os grupos e áreas científicas abrangidos e não inclui os grupos 910, 920 e 930. Assim, não é seguro aplicar automaticamente a regra dos 120 ECTS à Educação Especial.
Para os grupos 910, 920 e 930, a Portaria n.º 212/2009 exige, como regra de habilitação profissional, uma qualificação profissional para a docência acrescida de formação especializada ou de curso reconhecido nas condições dos seus artigos 2.º e 3.º e respetivos anexos. Uma licenciatura, uma especialização em Educação Especial ou a soma de 120 ECTS não substituem automaticamente esses requisitos.
A escola deve distinguir três situações: habilitação profissional para exercer funções docentes no grupo; contratação excecional ao abrigo do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 80-A/2023, apenas nos grupos e áreas abrangidos; e contratação de técnico especializado para funções técnicas ou não docentes, que não equivale a exercer o horário docente do grupo 910, 920 ou 930.
Base legal
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Artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 175/2026 — alteração do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 80-A/2023 .
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Artigo 2.º e anexo do Decreto-Lei n.º 80-A/2023 .
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Artigos 2.º e 3.º da Portaria n.º 212/2009 .
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Artigos 39.º e 40.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Que funções pode exercer um técnico especializado contratado perante a falta de docentes dos grupos 910, 920 e 930?Radar Escolar · Recrutamento Docente
Resposta
Depende da modalidade de contratação e das funções que estejam legalmente descritas no aviso e no contrato.
O artigo 39.º, n.º 3, alínea a), do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 refere técnicos especializados para formação em áreas de natureza profissional, tecnológica, vocacional ou artística que não se enquadrem nos grupos de recrutamento. A alínea b) refere técnicos especializados para o exercício de funções não docentes. A oferta tem de identificar concretamente as funções e os requisitos; o artigo 40.º, n.º 6, exige que a publicitação caracterize as funções e o artigo 40.º, n.º 10, estabelece os critérios de seleção dos técnicos especializados.
Um técnico pode, dentro do contrato e da sua qualificação, desenvolver competências, realizar trabalho com alunos ou prestar apoio técnico não docente. Não pode, apenas por ser contratado como técnico especializado, assumir integralmente as funções docentes próprias de um professor dos grupos 910, 920 ou 930, como lecionar o horário do grupo, avaliar aprendizagens como docente, elaborar os atos próprios da docência ou substituir a qualificação profissional exigida para Educação Especial.
Também não deve ser usada para esse efeito a medida excecional dos artigos 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, porque esses artigos foram revogados pelo Decreto-Lei n.º 175/2026 a partir de 1 de setembro de 2026. A escola deve conservar no processo o aviso, o contrato, a descrição de funções e o fundamento legal que impede a confusão entre apoio técnico e exercício de funções docentes.
Base legal
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Artigo 39.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
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Artigo 40.º, n.os 6 e 10, do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 .
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Artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 175/2026 — revogação dos artigos 9.º e 10.º .
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Portaria n.º 212/2009 — habilitação profissional nos grupos 910, 920 e 930 .
Verificação da legislação no Diário da República: 14/09/2026.
Qual é a diferença entre ajuste direto e ajuste direto simplificado numa escola?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O ajuste direto simplificado é um regime próprio do artigo 128.º do Código dos Contratos Públicos (CCP), diferente do ajuste direto comum escolhido pelo valor ao abrigo do artigo 20.º. A partir de 1 de outubro de 2026, pode ser utilizado para contratos de aquisição ou locação de bens móveis e de aquisição de serviços cujo preço contratual não exceda 5 000 euros, sem IVA, e para empreitadas de obras públicas cujo preço contratual não exceda 10 000 euros, sem IVA.
No ajuste direto simplificado, a adjudicação pode ser feita diretamente sobre fatura ou documento equivalente. A lei dispensa o procedimento eletrónico e as demais formalidades previstas para o ajuste direto comum, incluindo a publicidade e a designação do gestor do contrato, e também afasta a fatura eletrónica nos termos do artigo 128.º. Isso não dispensa a escola de demonstrar a necessidade, assegurar a competência, o cabimento e o compromisso, evitar fracionamento artificial e comprovar que o preço e a aquisição são legalmente admissíveis.
Se o contrato de bens ou serviços exceder 5 000 euros mas for inferior a 75 000 euros, pode estar em causa o ajuste direto comum por valor, com as formalidades que lhe são próprias. A partir de 75 000 euros e abaixo de 130 000 euros, a regra de escolha por valor é a consulta prévia, sem prejuízo de outros fundamentos ou procedimentos legalmente aplicáveis. Os novos limites do artigo 20.º produzem efeitos, em regra, para procedimentos iniciados depois de 1 de outubro de 2026, nos termos dos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026.
Base legal:
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artigo 128.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigo 20.º, n.º 1, alínea d), do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026. Os valores indicados não incluem IVA, nos termos do artigo 473.º do CCP.
Como deve uma escola calcular o valor estimado de uma contratação pública?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
O valor estimado do contrato é o preço estimado a pagar pela entidade adjudicante e por terceiros, acrescido das contraprestações a favor do adjudicatário e das vantagens que decorram diretamente da execução e funcionem como contrapartida. É esta a definição do artigo 17.º, n.º 1, do Código dos Contratos Públicos (CCP), na redação do Decreto-Lei n.º 177/2026.
Antes de escolher ajuste direto, consulta prévia ou concurso, a escola deve identificar a necessidade global e calcular o seu valor com critérios económicos objetivos: preços habituais de mercado, consulta preliminar, custos unitários de procedimentos anteriores ou preços de prestações do mesmo tipo. O valor estimado condiciona a escolha do procedimento e determina o órgão competente para autorizar a despesa, conforme o artigo 17.º, n.º 2, e deve constar das peças quando a lei o exigir.
Devem ser consideradas as opções, prorrogações, renovações, lotes e prestações previsíveis que façam parte da necessidade. Na escolha por ajuste direto ou consulta prévia, o artigo 113.º, n.º 2, impõe ainda a consideração do valor acumulado de contratos do mesmo tipo adjudicados pela entidade no ano económico em curso e nos dois anos económicos anteriores, nos termos legais. A escola não pode dividir uma aquisição unitária em várias compras apenas para permanecer abaixo de um limiar.
Os valores dos limiares do CCP são, em regra, considerados sem IVA, conforme o artigo 473.º. Se a necessidade, o prazo, as opções ou a natureza do objeto não estiverem claramente definidos, a escola deve completar o planeamento antes de iniciar o procedimento, respeitando também o artigo 35.º-D do CCP.
Base legal:
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artigos 17.º, 35.º-D e 113.º, n.º 2, do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 20.º e 21.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigo 473.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
Pode uma escola usar a consulta prévia especial para comprar equipamento informático, software ou serviços cloud?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Pode, mas não automaticamente. A consulta prévia especial é regulada pelos artigos 127.º-A a 127.º-C do Código dos Contratos Públicos (CCP), introduzidos pelo Decreto-Lei n.º 177/2026. Para ser admissível, o contrato tem de estar simultaneamente abaixo do limiar europeu aplicável e abaixo de 2 000 000 euros e o seu objeto tem de se enquadrar numa das categorias legalmente previstas.
Entre os objetos previstos está a aquisição de equipamentos informáticos, licenças ou serviços de software, serviços cloud, consultoria e assessoria informática e obras ou serviços de transformação digital. A escola deve descrever o objeto de modo objetivo e demonstrar a sua ligação à categoria legal; não basta chamar «digital» a qualquer compra.
Ao contrário da consulta prévia comum, a consulta prévia especial exige convite direto a pelo menos cinco entidades escolhidas pela escola, conforme o artigo 127.º-A. Continuam a aplicar-se as regras gerais da consulta prévia, incluindo igualdade, concorrência, transparência, fundamentação, análise das propostas, cabimento e compromisso. O artigo 127.º-C estabelece restrições relacionadas com o valor acumulado de contratos do mesmo tipo adjudicados às entidades convidadas no ano em curso e nos dois anos anteriores; essa verificação deve ficar documentada.
O regime só pode ser usado por entidade adjudicante que esteja abrangida pelo CCP e depois de confirmado o limiar europeu concreto do artigo 474.º, a natureza do contrato e a data de início do procedimento. O Decreto-Lei n.º 177/2026 entra em vigor em 1 de outubro de 2026, sem permitir aplicar retroativamente o novo procedimento a procedimentos já iniciados, salvo as regras transitórias específicas do artigo 10.º.
Base legal:
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artigos 127.º-A, 127.º-B e 127.º-C do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 1.º-A, 1.º-B, 17.º, 36.º e 474.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026. O limiar europeu a utilizar deve ser confirmado segundo a entidade e o tipo de contrato, não presumido apenas por ser uma escola.
Pode uma escola negociar propostas ou fazer avaliação faseada num concurso público?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Pode, em determinadas condições, mas a negociação não é automática. Nos contratos de bens e serviços abaixo do limiar europeu aplicável e nas empreitadas abaixo do limiar europeu aplicável às obras, o artigo 149.º do Código dos Contratos Públicos (CCP), na redação do Decreto-Lei n.º 177/2026, admite uma fase de negociação nos termos legais. O programa do procedimento deve indicar se a negociação é limitada, quais os aspetos não negociáveis e as regras eletrónicas aplicáveis, conforme o artigo 150.º.
Além disso, para concursos públicos abaixo dos limiares europeus, a entidade adjudicante pode adotar o regime de flexibilização do concurso público dos artigos 161.º-A a 161.º-E. Esse regime permite adaptar ou dispensar algumas regras e formalidades, adotar requisitos mínimos de capacidade, prever avaliação por fases e, quando legalmente definido, usar negociação ou leilão eletrónico. A escola deve indicar no programa as regras especiais adotadas e respeitar sempre a legalidade, a igualdade, a concorrência, a transparência, a proporcionalidade e a imparcialidade.
Na avaliação faseada, a avaliação técnica ou não baseada no preço é feita primeiro para todas as propostas; depois é feita a avaliação global das propostas que atinjam o limiar técnico fixado, de acordo com o regime e o programa. Não é permitido introduzir uma regra depois de conhecer as propostas nem utilizar a flexibilização para afastar concorrentes de modo arbitrário.
A decisão de recorrer a estas possibilidades deve ser fundamentada e compatível com o objeto, o valor estimado e o limiar europeu concretamente aplicável. A escola deve ainda assegurar cabimento, compromisso, decisão de contratar e publicitação nos termos gerais.
Base legal:
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artigos 149.º, 150.º e 161.º-A a 161.º-E do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 1.º-A, 1.º-B, 17.º e 36.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
Quando pode uma escola excluir uma proposta por causa do preço?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
A escola deve aplicar as regras do artigo 70.º do Código dos Contratos Públicos (CCP) e as peças do procedimento. Uma proposta pode ser excluída quando apresente um preço superior ao preço base, nos termos do artigo 70.º, n.º 3, alínea d), ou quando apresente um preço anormalmente baixo cujas explicações não tenham sido apresentadas ou não sejam aceites, nos termos do artigo 70.º, n.º 3, alínea e).
O preço anormalmente baixo não deve ser presumido apenas porque uma proposta é a mais barata. Nos termos do artigo 71.º, a escola pode definir no convite ou no programa as situações e os critérios de identificação. Mesmo que não tenha definido previamente esses critérios, o órgão competente pode decidir fundamentadamente que existe um preço anormalmente baixo; nesse caso, o júri deve pedir ao concorrente explicações escritas e analisá-las antes de propor a exclusão.
As explicações podem envolver a economia do método de construção ou de prestação, as soluções técnicas, condições excecionalmente favoráveis, originalidade, cumprimento das obrigações ambientais, sociais e laborais e eventual obtenção de auxílio estatal. A decisão tem de ser fundamentada e respeitar a audiência e as restantes garantias procedimentais. A escola não pode excluir uma proposta apenas por parecer barata, sem aplicar o critério legal e sem dar oportunidade de explicação quando exigida.
O artigo 70.º prevê ainda comunicações às autoridades competentes em situações legalmente tipificadas relacionadas com preços ou indícios de práticas restritivas. A escola deve seguir o procedimento e os deveres de comunicação aplicáveis ao caso concreto.
Base legal:
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artigos 70.º e 71.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 1.º-A, 1.º-B, 36.º e 146.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
A escola tem de designar um gestor do contrato?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Em regra, sim. O artigo 290.º-A do Código dos Contratos Públicos (CCP) determina que a entidade adjudicante designe um ou mais gestores do contrato para acompanhar permanentemente a execução. O ato de designação deve identificar as funções de cada gestor quando exista mais do que um.
O gestor acompanha prazos, entregas, níveis de serviço, qualidade, pagamentos condicionados à execução e outras obrigações contratuais. Deve comunicar imediatamente desvios, defeitos ou anomalias e apresentar proposta fundamentada de medidas corretivas. Em contratos de maior complexidade técnica ou financeira ou com duração superior a três anos, devem ser definidos indicadores de execução e de resultado adequados.
Os poderes do gestor podem ser delegados, exceto os relativos à modificação e à cessação do contrato. Em casos excecionais e devidamente justificados, a gestão pode ser confiada a terceiro. O gestor deve atuar com imparcialidade e está sujeito às regras de impedimentos e conflitos de interesses aplicáveis.
Há uma exceção importante: no ajuste direto simplificado do artigo 128.º do CCP a lei dispensa a designação de gestor do contrato. Essa dispensa não se estende automaticamente ao ajuste direto comum, à consulta prévia ou ao concurso. A escola deve conservar o ato de designação no processo de contratação e garantir que o acompanhamento não substitui a fiscalização financeira nem a competência do órgão que autorizou a despesa.
Base legal:
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artigo 290.º-A do Código dos Contratos Públicos ;
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artigo 128.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 1.º-A, 1.º-B, 36.º e 127.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
Que plataforma deve a escola usar e como deve publicitar uma contratação pública?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Nos procedimentos em que o CCP exige apresentação eletrónica, as propostas devem ser apresentadas diretamente na plataforma eletrónica de contratação pública, nos termos do artigo 62.º do Código dos Contratos Públicos. A escola deve utilizar uma plataforma eletrónica habilitada e seguir as regras do procedimento e da plataforma; o CCP não cria uma plataforma escolar chamada «SISM» para substituir a plataforma eletrónica de contratação pública.
Depois da adjudicação, os contratos formados por consulta prévia ou ajuste direto devem ser publicitados no Portal dos Contratos Públicos/Portal BASE, através do formulário legalmente previsto, conforme o artigo 127.º. A publicitação é condição de eficácia para efeitos de pagamento, nos termos dessa norma. A informação da formação e da execução deve também ser comunicada através dos formulários do Portal, de acordo com o artigo 465.º.
O ajuste direto simplificado do artigo 128.º constitui uma exceção: a lei dispensa o procedimento eletrónico e a publicidade previstas para o ajuste direto comum, além de dispensar outras formalidades indicadas nesse artigo. A escola deve, contudo, conservar a documentação mínima que demonstre a necessidade, o preço, a competência, o cabimento e o compromisso.
Antes de iniciar, a escola deve confirmar a data de abertura do procedimento. O Decreto-Lei n.º 177/2026 entra em vigor em 1 de outubro de 2026; em regra, as alterações aplicam-se aos procedimentos iniciados depois dessa data, sem prejuízo das regras especiais do artigo 10.º. A obrigação concreta de plataforma, anúncio, convite, publicitação e formulário depende do procedimento e do valor, pelo que não deve ser deduzida apenas do montante da fatura.
Base legal:
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artigos 62.º, 127.º, 128.º e 465.º do Código dos Contratos Públicos ;
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artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro ;
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artigo 473.º do Código dos Contratos Públicos .
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
Que alterações introduziu o Decreto-Lei n.º 176/2026 sobre telemóveis nas escolas?Radar Escolar · Alunos e Cidadania
O Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro, fez a primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 95/2025 e alargou aos alunos do 3.º ciclo do ensino básico — 7.º, 8.º e 9.º anos — o regime nacional de restrição da utilização, em contexto escolar, de equipamentos ou aparelhos eletrónicos de comunicação móvel com acesso à Internet, designadamente telemóveis e tablets. O regime já abrangia os 1.º e 2.º ciclos.
A alteração não corresponde a uma proibição geral de todo e qualquer equipamento eletrónico: o âmbito legal é o dos equipamentos de comunicação móvel com acesso à Internet. Mantêm-se as exceções previstas no regime, designadamente utilização autorizada por razões pedagógicas ou de avaliação, de saúde devidamente comprovadas e de tradução, bem como a situação de internato nos termos legais.
O decreto-lei entrou em vigor em 4 de setembro de 2026. Os regulamentos internos dos estabelecimentos escolares devem ser adaptados até 1 de janeiro de 2027; esse prazo de adaptação não suspende a aplicação do regime legal já em vigor. O diploma nacional não estende esta restrição específica ao ensino secundário, sem prejuízo do Estatuto do Aluno, do regulamento interno e das regras aplicáveis às atividades escolares.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 176/2026, de 3 de setembro , artigos 1.º a 4.º;
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Decreto-Lei n.º 95/2025, de 14 de agosto, na redação atual , artigos 1.º, 2.º e 3.º;
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Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro — Estatuto do Aluno e Ética Escolar , artigo 10.º.
Verificação no Diário da República: 15/09/2026.
Que alterações trouxe o Decreto-Lei n.º 175/2026 à contratação de docentes?Radar Escolar · Recrutamento Docente
O Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro, entrou em vigor em 1 de setembro de 2026 e alterou dois regimes diferentes: o Decreto-Lei n.º 51/2024, relativo a medidas excecionais e temporárias na educação, e o Decreto-Lei n.º 80-A/2023, relativo aos requisitos de formação científica em procedimentos de contratação de escola.
No regime de resposta às necessidades das escolas, o diploma determina que, quando seja necessário o acordo do docente para serviço docente extraordinário, a vontade seja manifestada na plataforma eletrónica disponibilizada pela AGSE e que a distribuição do serviço extraordinário seja comunicada à AGSE. Para a acumulação de funções, a AGSE disponibiliza no SIGRHE os meios para o docente indicar e atualizar a disponibilidade e para fazer a correspondência com necessidades temporárias.
O artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 175/2026, prevê um acréscimo remuneratório mensal de 750 euros para docentes dos agrupamentos ou escolas inseridos no âmbito geográfico de QZP carenciados que preencham os requisitos legais para aposentação ou reforma e se mantenham em exercício efetivo de funções letivas. A atribuição depende de requerimento e da verificação cumulativa das condições legais, incluindo a impossibilidade de assegurar as necessidades com os docentes em exercício e a inexistência de candidatos disponíveis pelos procedimentos concursais aplicáveis.
O diploma também passa a considerar, para a contagem relevante dos docentes doutorados, atividades de investigação e desenvolvimento prestadas em entidades do sistema nacional de ciência e tecnologia. Revoga a alínea d) do n.º 2 do artigo 2.º e os artigos 5.º, 9.º e 10.º do Decreto-Lei n.º 51/2024, pelo que não se deve continuar a aplicar uma medida excecional revogada sem verificar o regime atual.
Na contratação de escola, o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 175/2026 dá nova redação ao artigo 2.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 80-A/2023. Só quando nenhum candidato reúna os requisitos do n.º 1 podem ser contratados candidatos licenciados que preencham uma das condições previstas: licenciatura em área científica correspondente à disciplina ou pelo menos 120 ECTS nessa área. Esta regra exige a verificação do grupo, da disciplina e do anexo aplicável; não é uma autorização automática para preencher qualquer grupo de recrutamento, nem substitui requisitos especiais de qualificação profissional.
Base legal
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Decreto-Lei n.º 175/2026, de 3 de setembro , artigos 1.º a 5.º;
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Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto, na redação atual , artigos 4.º, 4.º-A, 6.º e 7.º;
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Decreto-Lei n.º 80-A/2023, de 6 de setembro , artigo 2.º e anexo.
Verificação no Diário da República: 15/09/2026.
Quais são os prazos de aceitação e apresentação após a Reserva de Recrutamento n.º 3 de 2026/2027?AGSE · Recrutamento Docente
Na Reserva de Recrutamento n.º 3 de 2026/2027, as listas foram publicitadas pela AGSE em 10 de setembro de 2026.
O candidato colocado deve aceitar a colocação através da aplicação SIGRHE nos dois primeiros dias úteis seguintes à publicitação da lista. Para esta publicitação, os dias úteis são 11 e 14 de setembro de 2026. Não se trata de uma contagem de 48 horas corridas desligada dos dias úteis.
Depois de aceitar, o docente deve apresentar-se no agrupamento de escolas ou escola não agrupada até ao terceiro dia útil seguinte à data da publicitação da colocação. Para a Reserva n.º 3, esse prazo termina em 15 de setembro de 2026.
A aceitação e a apresentação são deveres distintos. Na falta de aceitação ou de apresentação, a colocação considera-se sem efeito e aplicam-se, com as necessárias adaptações, as consequências do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023.
Base legal e fonte operacional
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Reserva de Recrutamento n.º 3 — AGSE, publicitada em 10/09/2026 ;
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Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, na redação atual , artigo 38.º, n.os 5 e 9 a 12, e artigo 18.º.
Verificação da fonte operacional e da legislação: 15/09/2026.
Como se processa a transição de nível de proficiência linguística em PLNM?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
A escola começa por diagnosticar as competências e necessidades do aluno quando este ingressa no sistema educativo e posiciona-o no nível de proficiência adequado. O regime prevê o nível zero para alunos que desconhecem a língua e o alfabeto portugueses e os níveis de iniciação A1 e A2, intermédio B1 e B2 e avançado C1. A organização faz-se por grupos de nível, não por ano de escolaridade.
A transição pode ocorrer no final do ano letivo ou em qualquer outro momento do ano, desde que o aluno obtenha aprovação num teste intermédio elaborado pela escola, de acordo com as orientações pedagógicas aplicáveis. Na avaliação devem ser utilizados, quando necessário, instrumentos específicos de posicionamento ou de transição de nível, para assegurar a progressão adequada.
No ensino básico, os alunos posicionados no nível zero, A1, A2 ou B1 frequentam PLNM como equivalente à disciplina de Português, enquanto os alunos em B2 ou C1 frequentam Português, nos termos do artigo 6.º da Portaria n.º 223-A/2018, na redação atual. Uma classificação positiva não obriga, por si só, à mudança imediata: o aluno pode permanecer por dois anos letivos em A1, A2 ou B1, nos termos dessa norma.
No ensino secundário, a disciplina e os níveis são regulados pelo artigo 2.º da Portaria n.º 86/2025/1. Também aqui a transição depende do teste intermédio e das orientações pedagógicas aplicáveis; uma classificação igual ou superior a 10 valores não obriga, por si só, à transição de nível. A escola deve, por isso, distinguir o nível de proficiência, a avaliação da disciplina e a decisão pedagógica de transição.
Base legal
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Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, na redação atual , artigo 6.º, n.os 2, 4, 5, 8, 14, 16 e 17;
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Portaria n.º 29/2025/1, de 7 de fevereiro , que alterou as regras do ensino básico;
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Portaria n.º 86/2025/1, de 6 de março , artigo 2.º, aplicável ao ensino secundário;
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Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, na redação atual .
Verificação da legislação no Diário da República: 15/09/2026.
Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agostoDiário da República · Calendário Escolar
Diário da República — 21/08/2026
Segunda alteração do Despacho n.º 8368/2024, de 25 de julho, que estabelece o calendário escolar relativo aos anos letivos de 2024-2025 a 2027-2028, destinado aos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.
O despacho procede à segunda alteração do Despacho n.º 8368/2024 e produz efeitos no dia seguinte ao da sua publicação.
Resposta documental
O Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto, alterou o calendário escolar dos anos letivos de 2024-2025 a 2027-2028. Para o ano letivo de 2026-2027, a alteração relevante é a data de início do 1.º período dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, que passa para 21 de setembro de 2026.
A alteração não significa que todo o calendário escolar nacional tenha sido substituído. O despacho altera o calendário plurianual aprovado pelo Despacho n.º 8368/2024, que continua a ser consultado na redação atual. Devem ainda ser consideradas as regras próprias eventualmente aplicáveis às regiões autónomas.
Base legal
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Despacho n.º 10430/2026, de 21 de agosto , segunda alteração ao Despacho n.º 8368/2024.
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Despacho n.º 8368/2024, de 25 de julho , calendário escolar plurianual de 2024-2025 a 2027-2028.
Verificação legislativa: Diário da República consultado em 15/09/2026.
Qual é o calendário dos exames nacionais de 2026/2027?Radar Escolar · Currículo e Qualificações
À data de 15 de setembro de 2026, o calendário detalhado, com os dias e horas dos exames nacionais e das provas finais de 2026/2027, ainda não foi publicado pelo IAVE nem fixado no despacho anual correspondente. Portanto, o RADAR não pode indicar datas que ainda não são oficiais — ainda não adivinha o futuro nem dispõe de uma bola de cristal.
O que já está publicado é o regime geral. O Despacho Normativo n.º 3/2026 aprovou o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência para os anos letivos de 2025-2026, 2026-2027 e 2027-2028. O artigo 2.º, n.º 2, determina que o período de realização das provas e exames é fixado anualmente por despacho próprio. Assim, esse regulamento não substitui o calendário anual com as datas concretas.
O Despacho n.º 8548-B/2026 alterou os quadros de inscrição do regulamento plurianual, mas também não corresponde ao calendário diário dos exames de 2026/2027. Na página de calendário do IAVE consultada em 15 de setembro de 2026 continuam publicadas as datas do ano de 2025-2026.
Quando o despacho anual com as datas de 2026/2027 for publicado, o RADAR deve atualizar esta resposta com a 1.ª e a 2.ª fases, provas finais, exames finais nacionais, componentes orais, prazos de inscrição e afixação de pautas, sempre com a fonte oficial. Até lá, qualquer calendário detalhado apresentado como definitivo seria uma invenção.
Base legal e fontes oficiais
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Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro , artigo 1.º e artigo 2.º, n.º 2;
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Despacho n.º 8548-B/2026, de 6 de julho , que alterou os quadros I e II do anexo do Despacho Normativo n.º 3/2026;
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IAVE — Calendário das provas e exames ;
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IAVE — Legislação e documentos curriculares .
Verificação no Diário da República e no IAVE: 15/09/2026. Esta informação deve ser atualizada quando for publicado o despacho anual com as datas de 2026/2027.
O que é uma falta por conta do período de férias de um docente?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
A expressão correta é **falta por conta do período de férias**. Trata-se de um regime específico do pessoal docente, previsto no artigo 102.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD). Não é uma autorização para alterar livremente o calendário das férias nem uma falta justificada pelo simples facto de o docente querer ausentar-se.
Nos termos do artigo 102.º, n.º 1, do ECD, o docente pode faltar **um dia útil por mês**, por conta do período de férias, até ao limite de **sete dias úteis por ano**. A contagem é feita por ano escolar, para este regime de faltas, e a utilização dos dias depende do pedido e do procedimento legal.
O docente deve solicitar autorização escrita ao órgão de direção executiva do estabelecimento de educação ou ensino com uma antecedência mínima de **três dias úteis**. Se isso não for comprovadamente possível, pode fazer a participação oral no próprio dia, devendo reduzi-la a escrito no dia em que regressar ao serviço — artigo 102.º, n.º 3, do ECD. Portanto, não deve iniciar a ausência sem cumprir este procedimento, salvo a situação excecional prevista na própria norma.
Quando a falta é dada por um docente em período probatório, só pode ser descontada nas férias do próprio ano — artigo 102.º, n.º 2, do ECD.
Também é possível faltar apenas a tempos letivos. Nessa situação, o artigo 102.º, n.º 4, determina que esses tempos sejam computados nos termos do artigo 94.º, n.º 5, do ECD, até ao limite de quatro dias; a partir daí, para este regime, as faltas a tempos letivos passam a ser consideradas falta a um dia. A unidade dos tempos letivos continua a depender do nível de ensino: no pré-escolar e no 1.º ciclo os tempos são referenciados a períodos de uma hora e nos 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário a períodos de 45 minutos — artigo 94.º, n.º 2, do ECD.
Esta figura não deve ser confundida com:
- o gozo normal das férias do pessoal docente, regulado pelos artigos 87.º a 90.º do ECD;
- uma falta por doença, assistência à família ou outra causa prevista na lei;
- a equiparação a bolseiro ou a licença sabática, referidas no artigo 103.º, alínea e), do ECD;
- uma falta de um aluno, uma situação de Desporto Escolar ou uma substituição de docente dos grupos 910, 920 ou 930.
O artigo 103.º, alínea e), do ECD não é a base legal desta situação: refere a licença sabática e a equiparação a bolseiro como ausências equiparadas a prestação efetiva de serviço. Para a falta por conta das férias, a norma central é o artigo 102.º do ECD.
O pedido deve, por isso, ser tratado pela escola como uma ausência do docente por conta do período de férias, com autorização nos termos do artigo 102.º e registo dos tempos ou dias correspondentes. A existência desta falta não cria, por si só, um regime especial de contratação ou uma substituição automática; qualquer organização ou substituição do serviço deve respeitar as regras gerais aplicáveis ao serviço docente e às necessidades temporárias.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 102.º, Faltas por conta do período de férias ;
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Estatuto da Carreira Docente — Secção III, artigos 94.º, 102.º e 103.º ;
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Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro , que republica alterações ao Estatuto da Carreira Docente.
Verificação da legislação no Diário da República: 21-09-2026.
Para justificar uma falta de docente é necessário comprovativo ou impresso?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
Depende do motivo da falta. Não existe um único comprovativo ou impresso legal que sirva para justificar todas as faltas dos docentes. A pergunta não identifica a causa; por isso, não se deve presumir que se trata de doença, de uma falta por conta das férias ou de outra situação.
Se se refere à **falta por conta do período de férias** prevista no artigo 102.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD), a lei exige que o docente solicite, com pelo menos **três dias úteis de antecedência, autorização escrita** ao órgão de direção executiva da escola. O n.º 3 não exige a entrega de um comprovativo da causa nem estabelece um modelo nacional de impresso. Assim, o elemento legal essencial é o pedido de autorização por escrito e a respetiva autorização; se a escola disponibilizar um impresso ou plataforma para formalizar esse pedido, deve ser seguido o procedimento interno indicado pela escola.
Se for comprovadamente impossível pedir a autorização com antecedência, o artigo 102.º, n.º 3, permite a participação oral no próprio dia, que deve ser reduzida a escrito no dia em que o docente regressar ao serviço.
Esta regra é específica da falta por conta das férias. **Em caso de doença ou de outro motivo, os documentos e prazos dependem do regime legal dessa falta.** Sem saber o motivo, não é seguro dizer que basta um comprovativo ou que é obrigatório preencher determinado impresso. Deve indicar-se à escola a causa concreta e confirmar o canal/formulário interno aplicável.
Base legal e fontes oficiais
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 102.º, Faltas por conta do período de férias , em especial n.º 3.
Verificação da legislação no Diário da República: 22-09-2026.
Qual é a duração máxima da ausência de curta duração para substituição de docentes?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
Para efeitos da substituição de outros docentes do mesmo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, prevista no artigo 82.º, n.º 3, alínea e), do Estatuto da Carreira Docente (ECD), considera-se ausência de curta duração a que **não seja superior a**:
- **5 dias letivos**, na educação pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico;
- **10 dias letivos**, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário.
“Não superior a” inclui o próprio quinto ou décimo dia. A lei conta dias **letivos**, não dias corridos de calendário.
Este é o limite para a modalidade de substituição prevista no artigo 82.º do ECD no próprio agrupamento/escola; não é, por si só, a duração de um contrato de substituição nem uma regra geral de recrutamento. O docente incumbido da substituição deve ser avisado, pelo menos, no dia anterior ao seu início. O n.º 7 do mesmo artigo prevê a ordem e as formas de organização da substituição, começando preferencialmente pela permuta de atividade letiva.
Base legal e fonte oficial
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Estatuto da Carreira Docente — artigo 82.º, n.º 3, alínea e), e n.os 5 a 7 , versão consolidada do Diário da República.
Verificação da legislação no Diário da República: 22-09-2026.
Como pode um docente usar férias não gozadas após uma intervenção cirúrgica?Radar Escolar · Carreira e Formação
Resposta
Uma intervenção cirúrgica não transforma automaticamente a ausência em férias nem permite usar férias não gozadas sem cumprir o regime aplicável. Se a recuperação impedir o docente de trabalhar, a situação deve ser comunicada à escola e justificada como doença ou incapacidade temporária, com o documento médico exigido. A DGAE indica, para a doença, a comunicação logo que possível e a entrega do documento comprovativo nos termos do artigo 17.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP).
Para docentes integrados no Regime de Proteção Social Convergente (RPSC), a DGAE esclarece que as férias vencidas em 1 de janeiro e não gozadas nesse ano por baixa médica prolongada podem ser requeridas para gozo a partir do dia de regresso ao serviço. Este gozo não é automático: deve ser pedido à escola e marcado de acordo com o regime aplicável, a situação do docente e a organização do serviço.
Existe ainda uma situação diferente: nos casos em que a falta determine perda de remuneração, o trabalhador pode preferir substituir a ausência por dias de férias, nos termos do artigo 135.º, n.º 4, da LTFP. Essa opção exige comunicação expressa ao empregador público, corresponde a um dia de férias por cada dia de falta e só é possível salvaguardando o gozo efetivo de 20 dias de férias, ou da proporção correspondente no ano de admissão. Não é uma autorização automática para transformar toda a baixa médica em férias e não dispensa a comunicação ou a prova da doença quando estas sejam exigidas.
Se a doença surgir durante férias que já começaram, o artigo 128.º, n.º 1, da LTFP determina que as férias sejam suspensas depois de o empregador público ser informado e de a doença ser comprovada nos termos legais. Após a alta, o docente pode gozar os dias de férias ainda não gozados daquele período. Se não cumprir o dever de informação ou se opuser sem motivo atendível à verificação da doença, os dias alegadamente de doença podem ser considerados férias, nos termos do artigo 128.º, n.º 6.
O gozo normal das férias dos docentes e a sua eventual acumulação seguem as regras gerais com as adaptações do ECD: artigo 86.º sobre o regime geral, artigo 88.º sobre o período e a marcação das férias e artigo 89.º sobre a acumulação até 30 dias úteis no ano civil imediato, mediante acordo e salvaguarda dos interesses da escola. A falta por conta do período de férias prevista no artigo 102.º do ECD é outro regime: permite um dia útil por mês, até sete dias úteis por ano, e não é um mecanismo específico para a recuperação de uma intervenção cirúrgica.
Assim, o procedimento prudente é: comunicar imediatamente a cirurgia e a incapacidade à escola; entregar a prova médica no prazo aplicável; depois do regresso, se existirem férias vencidas e não gozadas por baixa prolongada, apresentar requerimento escrito para o respetivo gozo, indicando as datas; e aguardar a marcação/autorização da escola. O regime concreto deve ser confirmado em função de o docente estar no RPSC ou no Regime Geral de Segurança Social, do tipo de vínculo e do período de férias em causa.
Base legal e fontes oficiais
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigo 17.º e regime de faltas por doença ;
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Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas — artigos 128.º e 135.º ;
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 86.º a 89.º e artigo 102.º ;
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Decreto-Lei n.º 53/2023, de 5 de julho — alteração do artigo 128.º da LTFP ;
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DGAE — Nota Informativa sobre o direito a férias do pessoal docente, de 9 de novembro de 2022 ;
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DGAE — Perguntas frequentes de pessoal docente e recursos humanos .
Verificação da legislação e das fontes oficiais: 23-09-2026.
Na distribuição de serviço, em que situações se utiliza o crédito horário da escola?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Resposta
O crédito horário é um conjunto de horas atribuído à escola que acresce à carga horária prevista nas matrizes curriculares. Na distribuição do serviço docente, é gerido globalmente por todo o agrupamento e de forma flexível, de acordo com as necessidades dos alunos e as medidas de promoção do sucesso escolar. Não é um crédito individual atribuído automaticamente a cada professor nem deve ser confundido com as reduções da componente letiva do artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente (ECD).
Utilizações prioritárias
Nos termos do artigo 10.º, n.º 1, do Despacho Normativo n.º 10-B/2018, o crédito horário destina-se prioritariamente a:
- implementar medidas de flexibilidade curricular que, no plano didático e pedagógico, promovam o sucesso educativo;
- concretizar as ações previstas no plano de ação estratégica da escola para a promoção do sucesso escolar.
O artigo 11.º concretiza exemplos de medidas de promoção das aprendizagens que podem mobilizar estes recursos, como apoio educativo baseado nas necessidades reais identificadas, coadjuvação em sala de aula, Apoio ao Estudo no 2.º ciclo, Complemento à Educação Artística no 2.º ciclo, Oferta Complementar nos 2.º e 3.º ciclos e outros desdobramentos de turmas quando legalmente admissíveis.
Funções de organização e gestão
O crédito horário pode ainda ser utilizado para:
- funções de coordenação educativa e supervisão pedagógica;
- funções de direção de turma;
- assessoria à direção;
- manutenção e gestão de recursos tecnológicos e programação ou desenvolvimento de atividades educativas que os envolvam.
Para as funções e atividades referidas, com exceção da direção de turma, a utilização do crédito só pode ocorrer quando as horas da componente não letiva sejam insuficientes. Para a direção de turma, a escola gere quatro horas semanais, repartidas entre a componente não letiva e o crédito horário, garantindo neste último um mínimo de duas horas. O diretor pode organizar de outra forma depois de ouvir o conselho pedagógico. Até duas dessas horas podem ser atribuídas a outro docente do conselho de turma responsável pelo acompanhamento dos alunos.
As horas do crédito não utilizadas na coordenação de estabelecimento podem acrescer ao crédito calculado nos termos do artigo 9.º. A gestão continua a ser global para todo o agrupamento e flexível, não existindo, por essa razão, um crédito reservado a determinado ciclo, turma ou docente.
Limites e distinções importantes
A distribuição do serviço letivo dos grupos e turmas existentes tem prioridade no preenchimento dos horários dos docentes. O crédito horário não serve para ultrapassar essa prioridade, criar automaticamente horas extraordinárias ou substituir as reduções individuais legalmente previstas no ECD.
Quando a escola pretenda contratar técnicos especializados para medidas de promoção do sucesso, tem de demonstrar disponibilidade de horas do crédito horário; o serviço prestado por esses técnicos não é considerado serviço docente. A escola pode também recorrer ao crédito nas situações específicas previstas no Despacho Normativo n.º 10-B/2018, sempre com respeito pelos pressupostos e limites da norma aplicável.
Assim, a pergunta “em que situações se utiliza o crédito horário?” não se responde apenas com a fórmula de cálculo. A utilização deve estar ligada à melhoria das aprendizagens, à implementação das medidas aprovadas pela escola ou às funções organizacionais expressamente previstas na lei, e deve ser refletida na distribuição do serviço e nos documentos de organização da escola.
Base legal e fonte oficial
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho — artigo 8.º (finalidade), artigo 9.º (cálculo e gestão), artigo 10.º (utilização) e artigo 11.º (medidas) ;
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Despacho Normativo n.º 10-B/2018 — texto publicado no Diário da República ;
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Estatuto da Carreira Docente — artigos 79.º e 82.º .
Verificação da legislação no Diário da República: 24-09-2026.
Como funciona a redução da componente letiva prevista no artigo 79.º do ECD para os educadores de infância?Radar Escolar · Administração e Gestão Escolar
Para os educadores de infância em regime de monodocência, o artigo 79.º prevê dois regimes diferentes.
Aos 60 anos de idade
O educador de infância que complete 60 anos, independentemente de outro requisito, pode requerer uma redução de 5 horas da componente letiva semanal.
A redução apenas produz efeitos no início do ano escolar imediato ao da verificação do requisito.
As 5 horas retiradas à componente letiva acrescem à componente não letiva de estabelecimento, mantendo-se as 35 horas semanais de serviço.
Aos 25 ou 33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência
O educador de infância pode requerer a dispensa total da componente letiva durante um ano escolar quando atinja:
- 25 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência; ou
- 33 anos de serviço letivo efetivo em regime de monodocência.
Esta dispensa pode ser usufruída num dos cinco anos imediatos àquele em que o requisito é atingido, ponderada a conveniência do serviço.
Durante esse ano de dispensa total, a componente não letiva de estabelecimento fica limitada a 25 horas semanais e deve ser preenchida preferencialmente com as atividades previstas no artigo 82.º, n.º 3:
- d) participação em ações de formação contínua;
- f) realização de estudos e trabalhos de investigação;
- g) assessoria técnico-pedagógica aos órgãos de administração e gestão;
- i) desempenho de outros cargos de coordenação pedagógica;
- j) acompanhamento e supervisão das atividades de enriquecimento e complemento curricular;
- n) produção de materiais pedagógicos.
Base legal: artigo 79.º, n.os 2 a 7, e artigo 82.º, n.º 3, do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na redação atual.
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