Voltar ao RadarArlindovskyExames30/08/2026
Areia atirada pela ventoinha
Resumo Radar
Segundo o Relatório da , datado de 27 de Agosto de 2026, relativo às averiguações de irregularidades nos Exames Nacionais 2026, relacionadas com atrasos na entrega de provas e na submissão de pedidos de reapreciação, terão sido detectadas 111 ocorrências, distribuídas da seguinte forma: – 69 escolas sinalizadas por atraso na submissão de pedidos de reapreciação; – 29 escolas sinalizadas por atraso na entrega de provas; – 13 escolas sinalizadas por outras situações
Segundo o Relatório da IGEC , datado de 27 de Agosto de 2026, relativo às averiguações de irregularidades nos Exames Nacionais 2026, relacionadas com atrasos na entrega de provas e na submissão de pedidos de reapreciação, terão sido detectadas 111 ocorrências, distribuídas da seguinte forma:
– 69 escolas sinalizadas por atraso na submissão de pedidos de reapreciação;
– 29 escolas sinalizadas por atraso na entrega de provas;
– 13 escolas sinalizadas por outras situações.
Decorrente do anterior, nos últimos dias, tem-se veiculado a ideia de que existirão 98 escolas que serão alvo de processos de inquérito, por motivo das irregularidades detectadas pela IGEC, mas esse número poderá ser incorrecto , uma vez que no citado Relatório se refere expressamente o seguinte:
– “ podendo o mesmo estabelecimento de ensino estar integrado em mais do que uma das três situações apresentadas ” (página 4 do Relatório da IGEC )
Em termos práticos, o que se poderá concluir a partir dos dados apresentados pelo Relatório da IGEC é que foram detectadas 111 ocorrências , mas o número de escolas onde essas infracções foram sinalizadas deverá ser inferior a 98, pelo facto de poderem existir escolas que integram mais do que uma das três situações apresentadas
Por outras palavras, a partir dos dados apresentados no Relatório da IGEC, muito dificilmente se poderá comprovar a existência de um problema realmente grave originado pelas escolas, que possa , por si só, explicar as inúmeras perturbações existentes nos Exames Nacionais :
– Mesmo que existissem 98 escolas onde tivessem sido detectadas as irregularidades citadas, esse número corresponderia sempre uma percentagem pouco significativa, face ao universo de escolas públicas e privadas onde se realizaram Exames Nacionais do Ensino Secundário e só por via do “pensamento mágico” esse número poderia ser utilizado como justificação do caos observado durante os Exames Nacionais em 2026 ;
– Essa percentagem tornar-se-á ainda mais insignificante , se levarmos em consideração o facto de previsivelmente ser em menos do que 98 escolas , pelo facto de algumas delas poderem estar integradas em mais do que uma das três irregularidades detectadas pela IGEC.
De uma forma ou de outra, uma coisa parece certa:
– Não será , com certeza, pelas irregularidades , alegadamente, detectadas nas escolas que se poderá explicar t o do o caos verificado no processo dos Exames Nacionais em 2026 , dado o número diminuto de ocorrências anómalas, face ao universo de escolas públicas e privadas
Na realidade, está-se perante uma detestável “caça às bruxas” , ordenada pelo próprio MECI, como se comprova por esta passagem presente no mencionado Relatório da IGEC (página 2):
– “ Na comunicação efetuada , o Sr. Ministro da Educação, Ciência e Inovação sublinha a perturbação gerada por aquelas situações, que afetam , em particular, os alunos no processo de acesso ao ensino superior e a própria credibilidade do sistema de avaliação externa das aprendizagens, levantando ainda dúvidas acerca da preservação da integridade das provas, nos casos em que as mesmas não terão sido entregues às forças de segurança, no momento previsto. ”
Mais uma vez se co nfirma a tentativa de desresponsabilização do Ministro Fernando Alexandre, face ao caos ocorrido nos Exames Nacionais em 2026 , procurando imputar a terceiros erros ou falhas que pudessem justificar o desastre observado
Ninguém está imune a erros . Nenhum elemento da cadeia de procedimentos inerentes à classificação digital dos Exames Nacionais está imune a erros, desde as escolas, até às estruturas do Ministério da Educação responsáveis por esse processo
Convinha que cada um desses elementos fosse capaz de assumir as próprias responsabilidades em todo o processo, a começar pelo tutelar da Pasta da Educação
Ainda assim, e se dúvidas houvesse, ficaram esvaziadas de sentido, pelas conclusões deste Relatório da IGEC, algumas insinuações de sabotagem que foram sendo proferidas por algumas pessoas , à medida que se iam conhecendo sucessivas trapalhadas no processo dos Exames Nacionais :
– “Não foram identificados elementos que permitam sustentar a existência de atuações deliberadas destinadas a comprometer a integridade ou a confidencialidade das provas realizadas.” (Página 12)
Lamentavelmente, “ a tirar areia pela ventoinha ”, acaba por ser a estratégia utilizada por uma Tutela que teima em enveredar pela construção de “verdades alternativas”
Paula Dias
Prazo27/08/2026 23:59
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